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Ação se baseia em promessa de Rollemberg; moradores questionam listas. Transição diz que vai ouvir sugestões e divulgar resultado ainda neste mês

Mateus Rodrigues, do G1 DF – Em resposta a uma promessa de campanha do governador eleito Rodrigo Rollemberg, moradores do Distrito Federal começaram a elaborar, por conta própria, listas tríplices com indicações para administradores regionais. A elaboração dos documentos tem gerado discórdia entre associações e lideranças regionais, que discordam dos métodos utilizados.

“A gente espera que essas eleições sejam uma coisa séria, que o governador crie um grupo de trabalho e divulgue as regras da escolha”, afirma a síndica do condomínio Amobb no Jardim Botânico, Ana Lourdes de Castro Miranda. Ela diz que a associação dos síndicos da região convocou uma eleição por conta própria e definiu as regras em uma reunião privada, em um escritório de advocacia no Lago Sul.

“O edital foi criado no dia 18, a inscrição para concorrer à lista foi aberta no dia 19 e só ficamos sabendo de tudo por um e-mail no dia 21. É muito esquisito, mas mesmo que tivessem respeitado os prazos, seria inconstitucional. Não se pode fazer eleição de cargo público sem o Tribunal Superior Eleitoral”, diz Ana Lourdes. Ela enviou a reclamação pela plataforma colaborativa VC no G1.

Documento elaborado por associação estabelece regras para 'eleição' de administrador regional no Jardim Botânico, no DF (Foto: Reprodução)

Documento elaborado por associação estabelece regras para ‘eleição’ de administrador regional no Jardim Botânico, no DF (Foto: Reprodução)

A presidente da Associação Comunitária dos Condomínios do Jardim Botânico, Viviane Fidelis, afirma que a lista funciona apenas como sugestão. “Já encaminhamos um documento semelhante ao Agnelo, mas nunca fomos ouvidos, a indicação sempre foi política. Como o Rollemberg se comprometeu a ouvir os moradores, tomamos a iniciativa”. A eleição foi realizada na segunda-feira (1º).

Segundo Viviane, a autora da reclamação foi a única a se opor ao processo, em uma reunião que teria envolvido mais de cem lideranças regionais do Jardim Botânico e de áreas próximas, como Altiplano Leste, Tororó, São Bartolomeu e Dom Bosco. “Tivemos dez inscritos na eleição, incluindo moradores que não são síndicos. Vamos encaminhar como sugestão, não estamos respondendo a um pedido e nem queremos impor um nome”, afirma.

INICIATIVA POPULAR

A eleição informal no Jardim Botânico não foi a única organizada desde a eleição de Rollemberg, em outubro. Líderes comunitários de Samambaia, Ceilândia e Planaltina também já se articulam para encaminhar os nomes ao novo governo.

O coordenador-geral da equipe de transição, Hélio Doyle, afirma que as movimentações são legítimas e que as listas serão levadas em consideração no momento da escolha dos administradores regionais.

Hélio Doyle

Hélio Doyle

“O governador eleito afirmou, durante a campanha, que os primeiros administradores seriam escolhidos por ele, com base em consultas à comunidade. Para ser elegível, o candidato precisa ser ficha limpa e morar na região”, explica Doyle. Segundo ele, a iniciativa de organizar listas por conta própria mostra que os cidadãos do DF estão dando respaldo à proposta do próximo chefe do Executivo.

O coordenador da transição afirma que o método de escolha dos administradores não está definido, e que não há garantia de que o escolhido esteja nas listas. “Tudo vai ser levado em consideração, seja lista tríplice, indicação de entidades, reunião convocada por líder comunitário. É impossível agradar a 100%. Se uma pessoa não está satisfeita, ela pode se articular com outras pessoas e enviar suas sugestões também”, afirma.

O anúncio dos escolhidos deve ser feito até o fim do mês, segundo Doyle. Durante a campanha, Rollemberg defendeu a eleição direta para as administrações regionais, mas disse que escolheria os primeiros nomes até achar o modelo ideal para a escolha popular.

Agnelo Queiroz recebe o governador eleito no Palácio do Buriti. Foto: Dênio Simões / GDF

Agnelo Queiroz recebe o governador eleito no Palácio do Buriti. Foto: Dênio Simões / GDF

Governador se disse ‘ultrajado’ por fala de coordenador sobre projeto de lei. Agnelo teve ‘ato de hostilidade’ ao negar pedido de Rollemberg, diz Doyle.

Do G1 DF – O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, afirmou que a relação com a equipe de transição de Rodrigo Rollemberg será “apenas protocolar” até a posse do pessebista. A medida foi tomada depois das declarações do coordenador Hélio Doyle, que afirmou ser um “ato de hostilidade” o silêncio do GDF sobre um projeto de lei que restringe a atuação do chefe do Executivo, aprovado em outubro pela Câmara.

Agnelo disse que se sentiu “ultrajado” com a declaração. O atual governador também afirmou que a lei foi proposta pela Câmara e não pelo Executivo. Pelo texto, o administrador do DF fica impedido de criar ou acabar com cargos e órgãos públicos sem o aval dos deputados distritais.

O projeto que submete as decisões do governo à Câmara estava na pauta desde o início do mandato, mas só foi aprovado em 22 de outubro, quando Agnelo Queiroz já estava fora da corrida pela reeleição.

O prazo para o governador se manifestar sobre a lei acabou na sexta (21). O texto pode ser promulgado pelos próprios deputados. O Legislativo tem até a próxima sexta-feira (28) para promulgar a lei, que é publicada e passa a valer em seguida.

Ao G1, o coordenador Hélio Doyle afirmou que Agnelo recebeu um pedido do próprio Rollemberg para que não sancionasse a lei, que “é muito ruim para o futuro governo”. Para ele, quem sinalizou negativamente nas relações com a transição foi o governador.

“Ele recebeu um pedido pessoal e simplesmente ignorou. Ele não foi cordial, pois poderia ter ligado e dito que não poderia fazer isso porque tinha um acordo com a Câmara, ou porque fez uma autocrítica e só agora viu que aquilo não era bom, apesar de [o projeto] só ter sido aprovado no final do governo dele. E ele sabe que é inconstitucional. Foi um ato de hostilidade mesmo”, afirmou Doyle.

O coordenador disse ainda que a transição estava sendo bem feita, estava “acontecendo”. Doyle elogiou a atuação de diversas secretarias e setores, incluindo a Casa Civil.

“Ele agora querer dizer que a relação fica protocolar? É pretexto. Me parece que ele estava querendo isso antes.”

Com  a “relação protocolar”, o trabalho entre a equipe de Rollemberg e o GDF fica restrito à entrega de documentos.

MAIS CORTES

Em vez de uma manifestação sobre a lei, o Diário Oficial do DF publicado na sexta (21) trouxe a republicação do decreto de contenção de gastos, editado em outubro.

A revisão do texto tem duas novidades. As folhas de pagamento de novembro e dezembro não podem ser maiores que as de outubro – exceto pelo 13º salário, que estaria garantido. Segundo a versão atual, novas despesas precisam da autorização expressa dos secretários de Planejamento e de Fazenda.

CRÍTICA ABERTA

Na quinta (20), Rollemberg criticou outra ação recente do governador Agnelo na Câmara distrital: o envio de um projeto de lei para captar R$ 2 bilhões até o fim do ano e reduzir a pressão sobre a folha de pagamento.

“Todas as informações que chegaram a nós até o momento são de que este projeto é flagrantemente ilegal. Fere a Lei de Responsabilidade Fiscal, porque é uma operação de crédito. Portanto, não poderia ser feito nos últimos meses de governo. Isso demonstra o desequilíbrio financeiro do DF”, afirmou.

O projeto de lei do Executivo cria o Fundo Especial de Dívida Ativa, para onde iria o dinheiro da captação. O GDF estima que tem R$ 14 bilhões em dívidas a receber – a chamada “dívida ativa”. Deste total, cerca de R$ 2 bilhões têm maior chance de recebimento e por isso, na avaliação do governo, seriam atrativos aos olhos dos investidores.

Hélio Doyle

Hélio Doyle

Texto aumenta controle dos distritais sobre as ações do governador do DF. Para coordenador da transição, abstenção do Buriti é ‘ato de hostilidade’.

Do G1 DF – A equipe de transição do governador eleito do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, criticou nesta sexta-feira (21) o silêncio do Palácio do Buriti em relação ao projeto de lei que restringe a ação do chefe do Executivo. O texto, aprovado pela Câmara em outubro, impede o governador de criar ou acabar com cargos e órgãos públicos sem o aval dos deputados distritais.

O prazo para Agnelo Queiroz se manifestar sobre a lei acabou nesta sexta. Agora, o texto pode ser promulgado pelos próprios deputados. O coordenador do grupo de transição, Hélio Doyle, diz encarar a abstenção de Agnelo como um “ato de hostilidade”.

“Ele sabe da importância dessa autonomia, que todo governo tem de fazer isso [gerenciar cargos]. Ele, deliberadamente, quis prejudicar o início do governo Rollemberg sabendo, inclusive, que o governo quer reduzir custos e cortar secretarias”, disse Doyle, que afirmou que a lei é “inconstitucional”.

O projeto que submete as decisões do governo à Câmara estava na pauta desde o início do mandato, mas só foi aprovado em 22 de outubro, quando Agnelo Queiroz já estava fora da corrida pela reeleição. O silêncio do Buriti representa uma “sanção tácita”. A Câmara tem até a próxima sexta-feira (28) para promulgar a lei, que é publicada e passa a valer em seguida.

MAIS CORTES

Em vez de uma manifestação sobre a lei, o Diário Oficial do DF publicado nesta sexta (21) trouxe a republicação do decreto de contenção de gastos, editado em outubro.

A revisão do texto tem duas novidades. As folhas de pagamento de novembro e dezembro não podem ser maiores que as de outubro – exceto pelo 13º salário, que estaria garantido. Segundo a versão atual, novas despesas precisam da autorização expressa dos secretários de Planejamento e de Fazenda.

CRÍTICA ABERTA

Nesta quinta (21), Rollemberg criticou outra ação recente do governador Agnelo na Câmara distrital: o envio de um projeto de lei para captar R$ 2 bilhões até o fim do ano e reduzir a pressão sobre a folha de pagamento.

“Todas as informações que chegaram a nós até o momento são de que este projeto é flagrantemente ilegal. Fere a Lei de Responsabilidade Fiscal, porque é uma operação de crédito. Portanto, não poderia ser feito nos últimos meses de governo. Isso demonstra o desequilíbrio financeiro do DF”, afirmou.

O projeto de lei do Executivo cria o Fundo Especial de Dívida Ativa, para onde iria o dinheiro da captação. O GDF estima que tem R$ 14 bilhões em dívidas a receber – a chamada “dívida ativa”. Deste total, cerca de R$ 2 bilhões têm maior chance de recebimento e por isso, na avaliação do governo, seriam atrativos aos olhos dos investidores.

 

Participaram do ato coordenadores de transição e de grupos temáticos. Grupo estuda atual gestão para facilitar transferência entre governos.

Do G1 DF – A equipe de transição nomeada pelo governador eleito do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), se reuniu pela primeira vez na noite desta quarta-feira (6). Participaram do encontro seis coordenadores da transição e oito de grupos temáticos. Até a posse dele, em 1º de janeiro, o grupo vai levantar informações relativas à atual gestão com o objetivo de facilitar a transferência entre governos.

A equipe de trabalho, cuja composição foi definida por Rollemberg na terça-feira (4), terá acesso a contas públicas, programas, ações e projetos realizados nos últimos quatro anos pelo governo de Agnelo Queiroz (PT).

Para comandar os trabalhos, Rollemberg convidou professores da UnB, servidores e ex-servidores dos governos local e federal. Os temas selecionados como prioridade para o governo de transição são saúde, educação, mobilidade, segurança, planejamento, orçamento e gestão, políticas sociais, infraestrutura e desenvolvimento sustentável., segundo o governador eleito.

Para receber pedidos de informações e requisitar dos órgãos e entidades públicas do DF os dados solicitados, o GDF formou o Comitê de Acompanhamento. A equipe será composta pelos titulares da Casa Civil, da consultoria jurídica do DF, da Secretaria de Transparência, da Casa Militar, da Secretaria de Planejamento e Orçamento, da Secretaria de Governo, da Secretaria de Administração Pública e da Secretaria de Comunicação Social.

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O governador eleito do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB) (Foto: Dayane Oliveira/G1)

Coordenadores de grupos temáticos foram anunciados nesta terça (4). Saúde, educação, mobilidade e segurança estão entre áreas prioritárias.

Mateus Rodrigues, do G1 DF – O governador eleito do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), divulgou nesta terça-feira (4) a estrutura e os coordenadores dos grupos setoriais do governo de transição. Serão 26 equipes divididas em oito eixos temáticos.

Para comandar os trabalhos, Rollemberg convidou professores da UnB, servidores e ex-servidores dos governos local e federal (veja lista abaixo). Os temas selecionados como prioridade para o governo de transição são saúde, educação, mobilidade, segurança, planejamento, orçamento e gestão, políticas sociais, infraestrutura e desenvolvimento sustentável., segundo o governador eleito.

A equipe de transição deu início aos trabalhos na segunda-feira (3). Na semana passada, o governo eleito já havia anunciado o nome de seis coordenadores gerais. Eles são responsáveis por funções estratégicas como a articulação com os partidos, com os deputados eleitos para a Câmara Legislativa do DF e com os movimentos sociais.

Os representantes do governo atual para auxiliar na transição também foram definidos na última segunda. O Comitê de Acompanhamento será composto pelos titulares da Casa Civil, da consultoria jurídica, da Secretaria de Transparência, da Casa Militar, da Secretaria de Planejamento e Orçamento, da Secretaria de Governo, da Secretaria de Administração Pública e da Secretaria de Comunicação Social.

Primeiros trabalhos

Na sexta (31), Rollemberg se reuniu com o governador Agnelo Queiroz para dar início à transição. Entre os temas discutidos, estava o suposto déficit de R$ 2,1 bilhões nas contas públicas, apontado pela equipe do novo governador ainda durante a campanha. Agnelo negou a existência da dívida e afirmou que vai entregar o governo com “um grande superávit”.

Nesta terça (4), Rollemberg se reuniu com o governador reeleito de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), para debater questões do Entorno. Os dois políticos deixaram o encontro falando em “parceria” e “convergência” para resolver os problemas das cidades próximas ao DF.

Veja lista de coordenadores para os grupos e subgrupos temáticos da transição

- Tiago Araújo Coelho de Souza, coordenador de saúde

Doutor em saúde pública na área de epidemiologia pela Universidade de Kentucky (UKY) e professor adjunto do Departamento de Odontologia da UnB. Foi bolsista de várias entidades de pesquisa como Pipes/UFPA, CNPq, Capes e Fulbright.

- Júlio Gregório, coordenador de educação

Formado em química pela UnB e pós-graduado em Administração da Educação e Avaliação Institucional. Foi diretor do Centro de Ensino Médio Setor Oeste e de escolas particulares. Atuou como diretor do Departamento de Planejamento da Secretaria de Educação e integrou o Conselho de Educação do DF. Atualmente, é membro do Conselho Técnico Científico para Educação Básica da Capes.

- Higor Guerra, coordenador de mobilidade

Mestre em Transportes pela Universidade de Brasília. Analista de infraestrutura do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, com exercício no Ministério das Cidades desde 2008. Trabalha com a Política Nacional de Mobilidade Urbana e é coordenador do Grupo de Trabalho de Mobilidade Urbana do PDT no DF.

Arthur Trindade Maranhão Costa, coordenador de segurança

Doutor em sociologia pela UnB. É professor-adjunto da Universidade de Brasília, onde também coordena o Núcleo de Estudos sobre Violência e Segurança (NEVIS). Tem quase 20 anos de pesquisa na área de segurança pública. É integrante do Conselho de Administração do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

- Rita de Cássia Leal dos Santos, coordenadora de planejamento, orçamento e gestão

Doutora em políticas públicas e gestão para o desenvolvimento pela Universidade de Manchester (Inglaterra). É consultora de orçamentos, fiscalização e controle do Senado Federal.

Subgrupos: orçamento e finanças; organização administrativa do GDF; administração das empresas públicas; administrações regionais; gestão, transparência e participação popular.

- Cleide Lemos, coordenadora de políticas sociais

Formada em letras, letras-tradução e direito, todos pela UnB. Especialista em políticas públicas e gestão governamental pela Enap, e em direitos humanos pela UnB/Escola do MPDFT/Universidade de Essex (Inglaterra). Mestre em Letras. Foi técnica do Tesouro Nacional, analista de finanças e controle no Ministério da Fazenda e analista judiciária no Superior Tribunal de Justiça. É consultora legislativa do Senado Federal na área de Direitos Humanos e Cidadania há 18 anos.

Subgrupos: cultura; esportes; habitação; trabalho; segmentos sociais; assistência social.

- Maurício Ludovice, coordenador de infraestrutura

Engenheiro químico com mestrado em engenharia ambiental e PhD em engenharia pela Universidade de Newcastle (Inglaterra). Foi consultor do Banco Mundial, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do grupo bancário alemão KfW. Projetista de estações de tratamento de água e esgoto no Brasil e no exterior. É superintendente de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Caesb.

Subgrupos: urbanismo; energia; resíduos sólidos; saneamento; regulação fundiária.

- Marcelo Dourado, coordenador de desenvolvimento sustentável

Formado em história pela UnB e pós-graduado em administração pública na UFRJ. Foi secretário de Turismo do Distrito Federal, secretário de Desenvolvimento do Centro-Oeste no Ministério da Integração Nacional e diretor da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco).

Subgrupos: comércio, indústria e serviços; agricultura; turismo; ciência, tecnologia e inovação; políticas para o Entorno; meio ambiente.

Órgãos e entidades da administração pública direta e indireta do DF fornecerão as informações necessárias ao longo do processo

O processo de transição entre a atual e a futura gestão administrativa do Distrito Federal começa efetivamente nesta segunda-feira (3) com a criação das equipes que coordenarão essa fase de governo. Decreto publicado no DODF dispõe sobre as atribuições da comissão que será indicada pelo governador eleito, Rodrigo Rollemberg, e do grupo composto pelos órgãos da Administração Direta, subordinado ao atual chefe do Executivo, Agnelo Queiroz.

A Equipe de Transição terá acesso às informações relativas às contas públicas, aos programas, ações e projetos em execução pela administração pública direta e indireta do DF. Em contrapartida, de acordo com o decreto, os integrantes deverão manter sigilo sobre os dados e as informações confidenciais a que tiverem acesso, sob pena de responsabilização, nos termos da legislação em vigor.

O Comitê de Acompanhamento das atividades de transição será composto pelos titulares da Casa Civil; Consultoria Jurídica; Secretaria da Transparência e Controle; Casa Militar; Secretaria de Planejamento e Orçamento; Secretaria da Fazenda; Secretaria de Governo; Secretaria da Administração Pública; e Secretaria de Publicidade Institucional e Comunicação Social.

A Casa Civil e a Secretaria de Planejamento e Orçamento exercerão, em conjunto, a função de Secretaria Executiva do comitê. Eles disponibilizarão à Equipe de Transição, a infraestrutura e o apoio administrativo necessários ao desempenho de suas atividades. Cabe aos órgãos e às entidades da Administração direta e indireta do DF atender as solicitações de informações feitas pelo comitê, além de prestar os esclarecimentos técnicos e administrativos. (Por Kelly Ikuma, da Agência Brasília)

Agnelo Queiroz recebe o governador eleito no Palácio do Buriti. Foto: Dênio Simões / GDF

Agnelo Queiroz recebe o governador eleito no Palácio do Buriti. Foto: Dênio Simões / GDF

Em clima de parceria, atual governador reafirma que entregará a cidade em pleno funcionamento

No primeiro encontro com o governador eleito Rodrigo Rollemberg, o atual chefe do Executivo, Agnelo Queiroz, reafirmou que entregará uma cidade melhor do que a que encontrou no início de sua gestão e se colocou à disposição da equipe de transição. Durante a reunião, que foi realizada nesta sexta-feira (31), no Palácio do Buriti, foi decidido, ainda, que a Casa Civil e a Secretaria de Planejamento farão a coordenação executiva do trabalho durante esse período.

“Nós vamos dar total apoio para que essa transição seja a mais construtiva possível, de tal maneira que a partir do dia 1º o governo já comece em pleno funcionamento”, garantiu Agnelo Queiroz. Sobre as contas do governo, Agnelo ressaltou que trabalhará até o dia 31 de dezembro para entregar a cidade em condições melhores do que recebeu. “Vamos passar um grande superávit para o próximo governo. Só de obras assinadas e contratadas são aproximadamente R$ 25 bilhões”, acrescentou o governador, que estava acompanhado do vice-governador, Tadeu Filippelli, e dos secretários da Casa Civil, Swedenberger Barbosa, e do Planejamento, Paulo Antenor de Oliveira.

Durante o encontro, o governador eleito agradeceu a disposição de Agnelo Queiroz em realizar a transição de maneira tranquila e democrática. “Desde o dia da eleição, quando – Agnelo – ligou para me cumprimentar, disse claramente que forneceria todas as informações necessárias para que possamos tomar as decisões que considerarmos as mais adequadas a partir de 1º de janeiro”, afirmou Rollemberg.

Sobre a situação financeira o governador eleito disse que sempre há certa preocupação, mas que aguardará os dados oficiais das condições do Distrito Federal. “Formulamos um conjunto de perguntas sobre questões financeiras, sobre contratos que expiram no dia 31 de dezembro, para que possamos conjuntamente tomar as medidas para que não haja descontinuidade de serviços públicos fundamentais para a população.”

Rollemberg anunciou, também, que pretende utilizar o Centro Administrativo como nova sede do governo tão logo seja entregue. “O governador disse que vai entregá-lo até dezembro mobiliado e em condições de funcionamento. Foi um investimento grande feito pelo Governo do Distrito Federal e certamente nós vamos fazer com que a administração do DF se mude para lá.”

O futuro governador voltou a destacar que entre as principais medidas de sua gestão está a redução dos cargos comissionados, a criação do Conselho de Transparência e da mudança das regras para eleições das administrações regionais. (Por Kelly Ikuma, da Agência Brasília)

rollemberg wasny

Com equipe de transição, governador eleito Rolemberg diz que vai trabalhar em parceria com a CLDF

O governador eleito do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), reuniu-se na tarde desta quinta-feira (30) com o presidente da Câmara Legislativa, deputado Wasny de Roure (PT), para discutir a transição do governo. Durante o encontro, que aconteceu na Presidência da Casa, eles trataram do orçamento para 2015, da política habitacional do DF, da regularização de terrenos para entidades religiosas e de assistência social e de proposições como a Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos) e o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB).

Segundo Wasny, o governador Agnelo Queiroz deve retirar os projetos da Luos e do PPCUB, que devem retornar ao Conselho de Planejamento Territorial e Urbano (Conplan). Com relação ao orçamento para o próximo ano, o chefe do Legislativo alertou para dificuldades sinalizadas pelo relator do Projeto da Lei Orçamentária Anual (PLOA), Rôney Nemer (PMDB), incluindo o déficit para 2015 e despesas com a máquina pública – que contabiliza a entrada de 35 mil novos servidores neste governo.

Rollemberg aproveitou para pedir a atenção do Legislativo, especialmente, a propostas que possam gerar mais despesas no início do novo governo. Ele enfatizou a importância da Câmara Legislativa e disse querer trabalhar em parceria com a instituição. “Espero contar com a Câmara já nesta transição”, afirmou, lembrando ter passado pela Casa como deputado distrital na década de 90.

Ainda durante o encontro, Wasny explicou o processo de elaboração do edital para a contratação da TV Distrital e anunciou a abertura das propostas no próximo dia 10. “O governo também poderá produzir conteúdos para a grade de programação”, informou.

Também participaram da reunião o coordenador da equipe de transição, Hélio Doyle, e o presidente regional do PSB, Marcos Dantas. Mais cedo, eles estiveram reunidos com coligados e amanhã se encontram com o governador Agnelo. (Denise Caputo – Coordenadoria de Comunicação Social)

Rodrigo Rollemberg

Rodrigo Rollemberg

Reunião de Rollemberg com governador Agnelo Queiroz será nesta sexta. Primeira missão do grupo é analisar suposto déficit de R$ 2,1 bilhões

Do G1 DF – O governador eleito do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), anunciou nesta quarta-feira (29) o formato da equipe de transição que será montada para ajudar na troca de gestão, daqui até janeiro de 2015. Serão seis coordenadores e 26 grupos temáticos para analisar áreas definidas como prioritárias para o novo governo.

Até a tarde de quarta, apenas o nome do jornalista Hélio Doyle havia sido divulgado. Ele será o coordenador da equipe, que funcionará no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. A primeira reunião com o governador Agnelo Queiroz está prevista para esta sexta (31).

Uma das primeiras tarefas da equipe será verificar o equilíbrio das contas de governo. Segundo Rollemberg, há um déficit de R$ 2,1 bilhões no caixa do GDF e um montante de R$ 20 bilhões em dívidas a receber. O governo nega a existência do déficit e não comenta o suposto crédito.

O Palácio do Buriti ainda não anunciou quem participará da transição pelo lado do governo, mas a expectativa é que sejam os secretários de Governo, Casa Civil, Casa Militar, Administração, Transparência e Comunicação. No domingo, durante a votação, Agnelo Queiroz afirmou que daria “todo o apoio” na passagem de bastão.

Rollemberg venceu o oponente, Jofran Frejat (PR), com 55,56% dos votos. Entre as propostas dele estão a adoção do turno integral em todas as escolas públicas, a redução do número de secretarias de governo, a implantação do bilhete único para transporte coletivo e a escolha de administradores regionais por meio de eleição. O governador eleito também defende uma gestão baseada na estipulação de metas e no acompanhamento de resultados.

O novo governador anunciou que criará uma “central de projetos” e que vai buscar o equilíbrio das contas públicas do DF. Além disso, afirmou que colocará fim aos contratos temporários.

“Vamos criar uma central de projetos para aumentar a capacidade do DF de captar recursos federais e internacionais. E vamos atrás das dívidas que o DF tem a receber, tomando as providências necessárias para que se possa retomar os investimentos”, afirmou em entrevista após reunião com a Executiva regional do PSB.

rollembergEle apontou combate à burocracia e captação de recursos como desafios. Novo gestor anunciou jornalista Hélio Doyle como coordenador do período.

Do G1 DF – O governador eleito no Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), anunciou que vai tirar esta terça-feira (28) de folga para então retomar as atividades ligadas à transição. Entre os primeiros desafios apontados pelo novo gestor estão o combate à burocracia e o fortalecimento da captação de recursos – ele alega que o DF tem um déficit de R$ 2,1 bilhões. A informação é negada pelo atual governador, Agnelo Queiroz.

“Nós não teremos muito tempo até o dia 1º de janeiro e vamos descansar apenas um dia ao longo desta semana e depois tomar as providências”, disse Rollemberg em seu primeiro pronunciamento após o resultado das eleições.

No primeiro dia após o resultado do pleito, o governador eleito deu entrevistas, se reuniu com a executiva regional do partido e definiu o coordenador da transição, o jornalista Hélio Doyle. Professor aposentado da UnB, ele foi secretário de Governo na gestão de Cristovam Buarque e secretário de Articulação Institucional no segundo governo de Joaquim Roriz.

O Palácio do Buriti ainda não anunciou quem participará das atividades, mas a expectativa é que sejam os secretários de Governo, Casa Civil, Casa Militar, Administração, Transparência e Comunicação. No domingo, durante a votação, Agnelo Queiroz afirmou que daria “todo o apoio” na passagem de bastão.

Pelos próximos dois meses, a composição será responsável por coletar informações sobre a atual gestão e facilitar a transferência de um governo para o outro. A expectativa é que a criação do comitê seja anunciada no meio da semana no Diário Oficial do DF.

Rollemberg venceu o oponente, Jofran Frejat (PR), com 55,56% dos votos. Entre as propostas dele estão a adoção do turno integral em todas as escolas públicas, a redução do número de secretarias de governo, a implantação do bilhete único para transporte coletivo e a escolha de administradores regionais por meio de eleição. O governador eleito também defende uma gestão baseada na estipulação de metas e no acompanhamento de resultados.

Nesta segunda, ele disse que pretende iniciar reuniões com os deputados distritais, para fortalecer a base de apoio na Câmara Legislativa, ainda nesta semana. “A equipe de transição vai definir o procedimento, mas esse trabalho de articulação [com a Câmara] caberá ao governador. A partir desta semana, faremos contatos com os políticos para uma transição bem sucedida, que nos permita governar com eficiência já em primeiro de janeiro.”

O PSB não elegeu nenhum distrital nas eleições deste ano. Dos partidos da coligação, elegeram-se Sandra Faraj (SD), Joe Valle (PDT), Celina Leão (PDT) e Reginaldo Veras (PDT).

Primeiros passos

O novo governador anunciou que criará uma “central de projetos” e que vai buscar o equilíbrio das contas públicas do DF. Além disso, afirmou que colocará fim aos contratos temporários.

“Vamos criar uma central de projetos para aumentar a capacidade do DF de captar recursos federais e internacionais. E vamos atrás das dívidas que o DF tem a receber, tomando as providências necessárias para que se possa retomar os investimentos”, afirmou em entrevista após reunião com a Executiva regional do PSB.

Com mandato de senador até 2018, ele afirmou que vai continuar atuando no Legislativo até dezembro deste ano. Durante este período, ele pretende trabalhar em paralelo ao lado da equipe de transição.

Com a eleição de Rollemberg, Hélio José assume a vaga no Senado. Ele nasceu em Corumbá de Goiás (GO) e é servidor público federal. O homem concorreu para deputado distrital nas eleições deste ano, mas desistiu da candidatura no meio da campanha.

Contato com Dilma

Rollemberg diz que conversou por telefone nesta segunda com a presidente reeleita Dilma Rousseff. Segundo ele, os dois lados se colocaram à disposição para agir juntos pela população do DF.

“Tive a oportunidade de cumprimentar a presidente Dilma, foi uma ligação muito feliz. Ela manifestou entusiasmo em ajudar o DF e disse que eu poderia contar com ela como parceira. Agora que passaram as eleições, nós precisamos unir o DF e o Brasil para enfrentar os desafios que temos pela frente.”

Helio Doyle foi o escolhido pelo governador eleito Rodrigo Rollemberg

Helio Doyle foi o escolhido pelo governador eleito Rodrigo Rollemberg

 

Nome foi anunciado durante reunião da executiva do PSB, neste segunda. Busca por apoio na Câmara começa nesta semana, diz governador eleito.

O governador eleito do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), anunciou nesta segunda-feira (27) o primeiro nome da equipe de transição que será formada para auxiliar na transferência do governo. O jornalista Hélio Doyle será o coordenador do grupo, que terá os demais membros anunciados ao longo da semana.

“Queria ouvir o partido antes de tomar qualquer decisão. O Hélio é uma pessoa experiente, que conhece bem a máquina pública e reúne todas as condições. Vamos definir nos próximos dias o formato adequado [para a equipe], quais são as coordenações setoriais, as áreas fundamentais em que precisamos agir”, afirmou Rollemberg.

Pelos próximos dois meses, a composição será responsável por coletar informações sobre a atual gestão e facilitar a transferência de um governo para o outro. A expectativa é que a criação do comitê seja anunciada no meio da semana no Diário Oficial do DF. O anúncio foi feito após reunião com a Executiva Regional do PSB. O encontro contou com a presença dos presidentes regional, Marcos Dantas, e nacional do partido, Carlos Siqueira.

Hélio Doyle foi coordenador de comunicação das campanhas de Rollemberg e do senador eleito Reguffe (PDT) nas eleições deste ano. Professor da UnB, ele também foi secretário de Governo na gestão de Cristovam Buarque e secretário de Articulação Institucional no segundo governo de Joaquim Roriz.

O primeiro contato com o atual governador do DF, Agnelo Queiroz, deve ser feito na próxima semana, quando o comitê de Rollemberg já estiver formado. Até o momento, o GDF não anunciou nenhum nome para a equipe de governo que ajudará na transição. No domingo, durante a votação, o atual governador afirmou que daria “todo o apoio” na passagem de bastão.

Rollemberg disse que pretende iniciar as reuniões com os deputados distritais, em busca de montar uma base de apoio na Câmara Legislativa, ainda nesta semana.

“A equipe de transição vai definir o procedimento, mas esse trabalho de articulação [com a Câmara] caberá ao governador. A partir desta semana, faremos contatos com os políticos para uma transição bem sucedida, que nos permita governar com eficiência já em primeiro de janeiro”, disse Rollemberg.

O PSB não elegeu nenhum distrital nas eleições deste ano. Dos partidos da coligação, elegeram-se Sandra Faraj (SD), Joe Valle (PDT), Celina Leão (PDT) e Reginaldo Veras (PDT). (Mateus Rodrigues, do G1 DF)