Posts Tagged ‘Saúde’

carreta

Diariamente são realizados cerca de 150 exames em cada uma das unidades, que deixaram Vicente Pires e Cidade do Automóvel na sexta-feira (27)

As Carretas da Mulher encerraram o atendimento em Vicente Pires e na Cidade do Automóvel, nesta sexta-feira (27), às 17h. As unidades, que ajudam a prevenir diversas doenças do público feminino, serão reposicionadas, a partir da próxima semana, segundo cronograma da Secretaria de Saúde.

A primeira carreta, que está em Vicente Pires, será estacionada na segunda-feira (30), em Ceilândia. Nessa região administrativa, o equipamento ficará até 8 de agosto. Uma segunda unidade irá para São Sebastião em 2 de julho e, de lá, partirá para o Itapoã em 7 de julho, onde ficará até o dia 18 do mesmo mês.

A terceira carreta da Secretaria de Saúde estará em Brazlândia, no Incra 8, até 11 de julho. A quarta unidade, por sua vez, sairá da Cidade do Automóvel hoje, quando a pasta divulgará o novo itinerário do equipamento.

Na carreta, diariamente, são realizadas 50 mamografias, 50 ecografias e 50 preventivos de câncer. Para ser atendida, a paciente precisa apresentar documento de identidade, CPF, comprovante de residência e cartão do Sistema Único de Saúde (SUS).

Para as mamografias e ecografias é preciso apresentar o pedido médico, exceto para as mamografias em mulheres acima de 40 anos, e no caso do preventivo não há a necessidade de requisição médica. O exame é indicado para todas que tenham iniciado a vida sexual.

Aferição de pressão arterial e da taxa de glicemia e testagem rápida para HIV e sífilis são outros serviços oferecidos.

A equipe é composta por um médico, dois técnicos de mamografia, um enfermeiro, uma secretária responsável por coordenar as senhas e outras 15 profissionais que auxiliam no cadastramento e orientação às pacientes.

SAIBA MAIS

- Para todos os exames, é necessário levar o documento de identidade e o Cartão Nacional de Saúde.

- As pacientes deverão comparecer no horário agendado e informar seus dados na mesa de recepção para receber senha e aguardar atendimento.

- Uma vez pronto o resultado, um médico dará todas as informações possíveis e, se necessário, poderá realizar o encaminhamento para consulta, tratamento ou outro exame complementar na própria carreta.

- Não há limites de exames para cada paciente.

- Sempre que possível, recomenda-se guardar os resultados dos exames para eventuais consultas.

 

Joe Valle

Joe Valle

Em cumprimento à legislação federal, a Secretaria de Saúde do DF apresentará na quinta-feira (5), às 10h, na sala de comissões, os relatórios quadrimestrais de gestão à Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle Social da Câmara Legislativa do DF. A solicitação para a apresentação dos documentos partiu da secretária.

Na ocasião, o secretário de Saúde, Elias Miziara, fará a exposição das contas orçamentárias relativas ao 1º quadrimestre de 2014, conforme preceitua a Lei Complementar nº 141/2012.

De acordo com o presidente da Comissão, deputado Joe Valle (PDT), a prestação de contas acontecerá por meio de audiências públicas previstas para maio e setembro, e será aberta à participação da população. Essa é a primeira vez que a Secretária de Saúde presta contas ao Legislativo.

Os relatórios quadrimestrais precisam conter, no mínimo, as seguintes informações: montante e fonte dos recursos aplicados no período; auditorias realizadas ou em fase de execução no período, além de suas recomendações e determinações; e produção de serviços públicos na rede assistencial própria, contratada e conveniada, comparando dados com os indicadores de saúde da população em seu âmbito de atuação.

Objetivo era contratar 80 médicos, mas apenas 5 entregaram documentos. Renda é 63% maior que a oferecida em concurso público – R$ 10,8 mil

Mesmo oferecendo salários de até R$ 17,6 mil, a Secretaria de Saúde recebeu apenas cinco inscrições para a seleção para contratar temporariamente 80 pediatras para unidades da rede pública do Distrito Federal. O valor é 63% maior que a remuneração oferecida em concurso público para as mesmas vagas – R$ 10,8 mil. Para o presidente do Sindicato dos Médicos, Gutemberg Fialho, péssimas condições de trabalho e contrato precário, que não prevê os mesmos benefícios que têm os servidores efetivos, afugentam os candidatos apesar da “boa oferta”.

A previsão inicial era de que o reforço contribuísse para normalizar os serviços nos hospitais regionais de Santa Maria, que teve a pediatria fechada por falta de profissionais, e do Gama, que está funcionando de sábado a terça pelo mesmo motivo. As informações sobre a seleção foram publicadas no Diário Oficial de 5 de maio, e a proposta era de que os documentos fossem entregues até o dia 8. Os candidatos tinham opção de escolher entre 20 horas semanais ou 40 horas semanais. O concurso tem validade de um ano, prorrogável por igual período.

De acordo com a Secretaria de Saúde, 13 pessoas chegaram a se interessar, mas apenas cinco entregaram o que foi solicitado – 0,06 candidato por vaga. Ainda não há prazo nem o local de lotação dos novos funcionários. Atualmente, a pasta tem 713 pediatras. Dados do sindicato apontam que há 1,3 mil especialistas na área cadastrados no Conselho Regional de Medicina.

Fialho afirma que o GDF precisa mudar a estratégia, já que as seleções temporárias não têm atraído a quantidade pretendida de candidatos. “A gente está batalhando por um sistema de saúde padrão Fifa, e o governo insistindo em manter esse padrão de segundo mundo”, afirmou. “Há sobrecarga de trabalho, médicos adoecendo, médicos sendo ameaçados pela população que não tem atendimento e fica revoltada e população ameaçando botar fogo na emergência por falta de profissionais.”

A secretaria não comentou as declarações do presidente do sindicato. A previsão é de que o próximo concurso para a área aconteça no dia 7 deste mês. Serão oferecidas 665 vagas imediatas para médicos, sendo 76 para pediatras. Os salários variam entre R$ 5,4 mil e R$ 10,8 mil. O edital foi publicado pelo Instituto Americano de Desenvolvimento.

Determinação judicial

A 2ª Vara de Fazenda Pública determinou no dia 19 a reabertura das pediatrias dos hospitais regionais de Santa Maria e do Gama. De acordo com o Tribunal de Justiça, a Secretaria de Saúde deve também recompor o quadro de especialistas dos dois hospitais para assegurar a manutenção desses serviços. O GDF diz que recorreu da decisão.

A decisão da Justiça foi tomada com base em um pedido emergencial do Ministério Público. Segundo o órgão, o Hospital Regional do Gama enfrenta sérios problemas de falta de pediatras desde 2007. No início de maio, o MP ajuizou ação civil pública com objetivo de retomar, imediatamente, o atendimento de urgência e emergência nas duas unidades.

Para o MP, a alegação da Secretaria de Saúde de carência de pediatras não é “aceitável” diante das recentes inaugurações de UPAs, que contam com serviços dessa especialidade. (Raquel Morais Do G1 DF)

 

Curso acontecerá de terça a quinta-feira

Cerca de 60 profissionais da rede pública de Saúde do Distrito Federal participam, de terça (27) a quinta-feira (29), do 9º Curso de Sensibilização do Método Canguru, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30h, no auditório do Salão Vermelho do Hotel Nacional.

O curso é destinado aos profissionais de Saúde que prestam assistência ao recém-nascido, além de sensibilizar as boas práticas contribuindo para uma mudança de postura visando à humanização.

O Método – O Método Canguru tem um conjunto de medidas adotadas pelo Ministério da Saúde para melhoria da qualidade da atenção à saúde prestada à gestante, ao recém-nascido e a sua família, definido como modelo de assistência perinatal.

Segundo a psicóloga da Unidade de Neonatologia do Hospital Regional de Ceilândia, tutora do Método Canguru, Denise do Nascimento Percílio, a técnica prioriza o contato do pai, mãe e bebê. “A mãe e sua família têm que ser acolhidos nos momentos de angústias quando, por exemplo, deparam-se com um bebê prematuro em que a evolução clínica é lenta e com vários riscos de saúde.”

A técnica Canguru consiste em colocar o bebê só de fralda entre os seios da mãe, que deve estar de sutiã ou só de avental. O bebê é fixado à mãe por meio de um tecido elaborado especialmente para o desenvolvimento do método. O contato pele a pele entre a mãe e o bebê estimulado pela técnica traz diversos benefícios, como melhora o vínculo afetivo entre os dois, regula a temperatura corporal da criança e ajuda o prematuro ganhar peso.

As etapas desenvolvidas no Método Canguru começam no início do pré-natal de alto risco seguido da internação do recém-nascido na Unidade Neonatal. Nas fases seguintes, o bebê permanece de maneira contínua com sua mãe. A posição canguru será realizada pelo maior tempo possível e o acompanhamento da criança e da família no ambulatório e/ou no domicílio será até o bebê atingir o peso de 2,5kg, dando continuidade à abordagem biopsicossocial.

No HRC as mães nutrizes contam com um espaço para acolhimento, onde são divididas em dois grupos: um, onde passam o dia inteiro, retiram o leite materno nos horários da dieta e pernoitam em sua casa. O outro grupo compreende a mãe nutriz que passa 24 horas no hospital.

Na rede pública de Saúde do Distrito Federal os profissionais têm recebido cursos de sensibilização do Método Canguru principalmente onde são oferecidos serviços de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal e Unidades de Cuidados Intermediários (UCIn).

No Distrito Federal, o Hospital Regional de Taguatinga (HRT) é o centro de referência, seguido dos tutores: Hospital Regional de Ceilândia (HRC) e Materno Infantil de Brasília (Hmib) e a Coordenação de Neonatologia da SES/DF.

Foto: Hmenon Oliveira

Foto: Hmenon Oliveira

Cidade recebe título de Capital Brasileira dos Bancos de Leite Humano

O Distrito Federal é a única cidade do mundo autossuficiente na captação e fornecimento de leite humano. Essa conquista foi reconhecida pelo Ministério da Saúde, nesta quinta-feira (22), data histórica em que o governador Agnelo Queiroz recebeu, no Rio de Janeiro, uma placa com o título de Capital Brasileira dos Bancos de Leite Humano.

“Brasília é a primeira cidade do Brasil e do mundo autossuficiente em relação ao leite humano justamente por uma politica arrojada e por uma consciência das mães em doar. Doar leite humano é salvar vidas, e esse título é, de fato, um grande orgulho, porque tem significado de solidariedade”, enfatizou o governador durante solenidade no Instituto Nacional Fernandes Figueira/Fiocruz.

Com o recebimento do título, o governador apresentou ao ministro da Saúde, Arthur Chioro, e demais autoridades da área de aleitamento materno do estado do Rio de Janeiro, as estratégias adotadas pelo Governo do Distrito Federal para obter resultados positivos nessa política pública.

Entre os pontos levantados pelo chefe do Executivo do DF está a recuperação das estruturas físicas dos bancos de leite, a integração de áreas em prol desse serviço, como a atuação do Corpo de Bombeiros ao buscar as doações, e, sobretudo, a conscientização das doadoras “que têm um papel de fundamental importância”.

No evento, que foi transmitido pela internet para todo o Brasil e exterior, o Distrito Federal foi elogiado: “Brasília não é só a capital brasileira dos bancos de leite. É a capital do mundo e deve servir de exemplo”, destacou o ministro da Saúde.

Os números da capital, divulgados pelo governador, são expressivos e demonstram o empenho do governo nesta área. Ao todo, o DF conta com 15 bancos de leite e três postos de coleta, estrutura que, em 2013, foi responsável por coletar 17,4 mil litros de leite humano e alimentar 11 mil bebês.

De acordo com o secretário de Saúde do DF, Elias Miziara, os bancos de leite da capital foram criados há mais de 30 anos e, nesse período, foram se consolidando. Para ele, o recebimento desse título demonstra que a cidade está no rumo correto.

“É importante destacar que esse título mostra o quanto a população de Brasília demonstra confiar no seu sistema publico de saúde, quando ela participa ativamente como doadora de leite. Essa ação salva vidas, e por isso Brasília está de parabéns”, concluiu.

CAMPANHA – A solenidade em que o DF foi homenageado serviu também para o lançamento da Campanha Nacional de Doação de Leite Materno de 2014. A iniciativa, capitaneada pelo Ministério da Saúde, tem o slogan “Quando você doa leite materno, doa vida para o bebê e força para a mãe”.

O objetivo da ação é aumentar em pelo menos 15% o volume de coleta em todo o país, uma vez que os estoques de vários estados estão em níveis baixos.

“Brasília é, na prática, a capital mundial da amamentação, da doação de leite humano, dos bancos de leite. Me sinto extremamente emocionado, e é uma satisfação enorme ver a nossa cidade e nosso sistema de saúde transformado numa referência mundial”, concluiu o governador, bastante aplaudido na solenidade ao apresentar a campanha de doação feita pelo GDF e veiculada nas rádios e TVs da capital federal. (Fábio Magalhães, da Agência Brasília)

 tcdf

O Tribunal de Contas do Distrito Federal considerou, por unanimidade, que o Governo do DF observou os percentuais mínimos de aplicação de recursos em Ações e Serviços Públicos de Saúde durante o exercício financeiro de 2013.

Na apuração orçamentária e financeira feita pela Secretaria de Macroavaliação da Gestão Pública do TCDF, constatou-se que as aplicações mostraram-se superiores ao limite mínimo constitucionalmente estabelecido, que era de R$ 1.599.768.669 no ano passado.

Segundo o relatório produzido pelo corpo técnico do Tribunal, os investimentos em saúde chegaram a R$ 2.121.065.309, ultrapassando o mínimo em R$ 521.296.640. Do total de recursos, R$ 1,2 bilhão (57,3%) foi gasto com o pagamento de pessoal e encargos sociais; R$ 851,1 milhões (40,1%) foram utilizados em outras despesas correntes; e R$ 54,4 milhões (2,6%) foram destinados a investimentos.

De acordo com a Constituição Federa l (Art. 198), o Distrito Federal tem que aplicar, em saúde, 12% das receitas resultantes de impostos.

Foto: Mary Leal / Arquivo

Foto: Mary Leal / Arquivo

A imunização para idosos, crianças, gestantes, doentes crônicos e mulheres com até 45 dias após o parto termina nesta sexta-feira

A Secretaria de Saúde (SES/DF) imunizou mais de 190 mil pessoas desde início da campanha contra os três tipos mais comuns de vírus da gripe: H1N1 e H3N2 e B. A vacinação começou no dia 22 de abril e segue até sexta-feira (9).

A meta do DF é imunizar 603.867 pessoas, sendo eles 203.639 idosos, 32.599 gestantes, 65.198 crianças de 6 a 2 meses, 116.695 crianças de 2 a 4 anos, 72.065 trabalhadores da saúde, 203.693 idosos acima de 60 anos, 93.986 pessoas com comorbidades (com dois ou mais problemas de saúde ao mesmo tempo) 5.359 mulheres com até 45 dias após o parto.

De acordo com a subsecretária de Vigilância à Saúde, Marília Coelho Cunha, a vacina imuniza por 12 meses. “Todas as pessoas que estão no grupo de vacinação devem procurar o Centro de Saúde mais próximo de sua residência para garantir a imunização, pois é uma forma de proteger contra o vírus da gripe”, afirmou.

“A transmissão do vírus ocorre principalmente pelas vias aéreas e contato. O ideal é sempre lavar as mãos e desprezar com cuidado os lenços descartáveis”, informou a gerente da Vigilância Epidemiológica e Imunização da SES/DF, Cristina Segatto.

Os postos de vacinação, localizados em centros e postos de Saúde e algumas regionais de Saúde, funcionam das 8h às 11h30 e das 13h30 às 17h.

Foto: Pedro Ventura / Arquivo

Foto: Pedro Ventura / Arquivo

Novos profissionais reforçarão a atual equipe da pasta, que conta com 708 médicos nessa especialidade

Está aberto, a partir desta terça-feira (6), o período de entrega de documentos para a seleção de médicos pediatras feita pela Secretaria de Saúde. Ao todo, 80 profissionais serão admitidos com salários mensais de até R$ 17,6 mil. A inscrição é presencial e há avaliação de currículo e comprovação de títulos.

A duração do contrato é de um ano, prorrogável por igual período, e os novos profissionais reforçarão o quadro dessa especialidade na rede pública de Saúde local, que atualmente conta com 708 médicos.

Os candidatos deverão entregar os documentos na sede da Secretaria de Saúde, de 9h às 17h, de hoje a quinta-feira (8). O preenchimento de vagas vai suprir a carência de profissionais na especialidade até a realização do concurso público previsto para acontecer no fim do semestre.

CONTRATAÇÃO CONTÍNUA - Regularmente são promovidos processos seletivos simplificados que, em sua maioria, não conseguem preencher o número total de vagas. Essa contratação temporária é mais uma tentativa da pasta em completar essa lacuna até que o novo concurso público com diversas especialidades, inclusive pediatria, seja divulgado.

De acordo com a Gerência de Carreiras, Cargos e Remuneração da Saúde, um médico do quadro efetivo padrão 4, com carga horária de 40h, pode ter um vencimento bruto de até R$ 15.435,74. Somadas as gratificações e titulações, esses valores podem aumentar.

Outra vantagem para os atuais e os novos médicos que serão contratados é a possibilidade de acúmulo de dois contratos de trabalho na rede pública. Os salários podem chegar a R$ 50 mil. Mas ainda há a dependência de parecer positivo da Procuradoria Geral do DF.

No caso deste contrato temporário, divulgado no Diário Oficial do DF (DODF) dessa segunda-feira (5), o especialista que decidir trabalhar 20h terá um salário de R$ 8,8 mil, e o que optar por 40h receberá R$ 17,6 mil.

O edital completo com os critérios de entrega de currículo, avaliação e outras considerações estão no Diário Oficial (DODF) dessa segunda-feira (5), página 63.

 logo_artigos

Por Sebastião Luiz de Mello *

“A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”. É o que garante o pretencioso texto introdutório do Art. 196 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. A impressão é a de que vivemos em um país onde o poder público trata da saúde dos cidadãos com absoluta competência e dedicação.

Entre o que preconiza a Constituição e a realidade do sistema brasileiro de saúde pública existe, entretanto, um grande abismo. E motivos para críticas não faltam. Uma pesquisa Datafolha (fevereiro de 2014) revela que grande parte dos brasileiros (45%) considera a saúde como principal problema do país e é vista como a área mais deficiente. Este resultado supera outros tantos dissabores do nosso sofrido povo também em outros setores: violência e segurança (18%), corrupção (10%), educação (9%), desemprego (4%), fome e miséria (2%). O estudo aponta outro dado estarrecedor: 62% da população considera a saúde no Brasil ruim ou péssima, índice que se eleva para 71% na avaliação das pessoas que têm nível superior.

Pesquisa da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostra que o Brasil aplica neste setor menos de 6% do orçamento público, enquanto a média internacional é de 14,3%. Pouco se fez pela saúde do brasileiro até hoje: apenas 10,6% das obras anunciadas no PAC da Saúde foram concluídas; das mais de 24 mil ações previstas no programa, metade não saiu do papel. De acordo com levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM), apenas 3% das Unidades de Pronto Atendimento (UPAS) ficaram prontas; e somente 9% das, 15.638 Unidades Básicas de Saúde (UBS), foram concluídas.

Não precisaríamos, lamentavelmente, recorrer às pesquisas para concluir o quanto a saúde brasileira vai mal. Basta que o cidadão compareça a um dos caóticos serviços de saúde para se deparar com filas desumanas, pacientes deitados no chão ou em macas dispostas em corredores. Por outro lado, ao abrir um jornal ou assistir a um noticiário pela televisão, causam perplexidade fatos como esses: jovem de 22 anos, grávida de oito meses, morre depois de esperar nove horas por atendimento em hospital público de Fortaleza (CE). No Rio Grande do Sul, aposentado morre após procurar atendimento no hospital de uma cidade do nordeste gaúcho e não ter sido medicado a tempo. Na Capital da República, um pedreiro morre depois de esperar quatro horas por atendimento em hospital público.

Os exemplos veiculados pela mídia mostram como a população é violentada em sua dignidade humana e perde a vida prematuramente por incapacidade do sistema. São os efeitos mais visíveis e emergentes de problemas crônicos da assistência pública à saúde cuja origem localiza-se na falta de planejamento e de políticas públicas eficientes. Ou seja, o governo tem negligenciado sistematicamente o setor. Postos de saúde são entregues incompletos, há sempre suspeitas de superfaturamento em hospitais públicos, as obras tornam-se permanentemente atrasadas, faltam profissionais especializados, há carência de equipamentos. São os temas de manchetes que eclodem diariamente em todos os meios de comunicação.

Por sua vez, de forma simplista, o governo aplica terapias equivocadas, que mais parecem plataformas eleitorais ou jogadas de marketing. O programa “Mais Médicos”, criado para melhorar temporariamente a situação de atendimento em algumas localidades, é um exemplo disso. É o velho modelo de mirar para o curto prazo, sabendo que o problema é muito mais complexo. A verdade é o que todos sabemos: o sistema de saúde pública precisa ser redesenhado, urgentemente, tendo como pilares políticas públicas competentes, rigorosa fiscalização, maiores investimentos no setor e aplicação de um modelo de gestão profissional.

Mesmo contando com um Sistema Único de Saúde (SUS) – criado há mais de 25 anos para prover uma atenção abrangente e universal, preventiva e curativa, por meio da gestão e prestação descentralizadas de serviços – o poder público não consegue atender às mais primárias demandas da população. O diagnóstico não é bom e tende a piorar. Neste contexto, a população carente, que realmente necessita, e que não podem arcar com as altas mensalidades dos planos privados de saúde, é a maior vítima deste sistema impiedoso.

Enquanto isso parlamentares, ex-parlamentares e respectivos dependentes recebem tratamento de saúde VIP. A mídia noticiou que a União já gastou, este ano, R$ 4,1 milhões com a saúde desses privilegiados cidadãos, pagos pelo Senado a grandes hospitais brasileiros para atender às demandas de parlamentares. A maioria só se submete a procedimentos médicos em hospitais de luxo, como o Sírio-Libanês, com deslocamento e despesas integrais pagos pelo Legislativo. No ano passado, essa despesa ultrapassou R$ 17 milhões.

Portanto, é certo diagnosticar que, em pleno século XXI, o Brasil é um país enfermo. É preciso descer às causas profundas de sua doença e corrigi-las. Sabemos que para problemas tão complexos não existem soluções simples, mas é imprescindível a vontade política, além do esforço conjunto entre governo, cidadão e sociedade em geral, em busca de uma cura mais ampla e definitiva para os males de saúde dos brasileiros.

* Presidente do Conselho Federal de Administração (CFA)

Foto: Pedro Ventura / Arquivo

Foto: Pedro Ventura / Arquivo

Na primeira etapa foram atendidos 8 mil pacientes

A Unidade Móvel de Oftalmologia retomará suas atividades nesta terça-feira (6), no ginásio de Esportes de Ceilândia da QNM 14, na Guariroba, ao lado da estação do Metrô. O horário de atendimento será das 6h às 17h.

Os pacientes maiores de 60 anos e os que foram agendados pelo Sistema de Regulação (Sisreg) da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) têm prioridade. Para ter acesso ao atendimento, é necessário apresentar um documento de identidade e o cartão do SUS.

Na primeira fase de atendimento, a Carreta da Visão fez 4.957 cirurgias e 8.974 atendimentos. A maior procura foi de moradores de Ceilândia (62,5%), Taguatinga (8,5% ) e Riacho Fundo (5%).

Pacientes que farão cirurgia de catarata são acolhidos, realizam pré-consulta e exames e, se estiverem bem, são encaminhados para o centro cirúrgico. Após 15 dias, o paciente retorna para fazer o segundo olho, se necessário.

A Carreta da Visão, composta por cinco consultórios e um centro cirúrgico, tem capacidade para realizar até 250 cirurgias por dia. O atendimento é por ordem de chegada.

No centro cirúrgico, três pacientes são operados simultaneamente. Quem passa pela cirurgia de catarata recebe óculos escuros para evitar a claridade e colírio -que deve ser usado conforme orientação médica- e retorna no dia seguinte para avaliação pós-operatória.

O executor do contrato da Carreta da Visão, Hélvio Durante de Oliveira, destacou a importância do veículo na vida dessas pessoas. “Não tem preço uma ação como essa. O fato de ver milhares de pessoas idosas curadas, enxergando melhor, nos dá a certeza de continuarmos com nosso objetivo.”

 

No dia 19 de maio, a unidade móvel seguirá para a Estrutural

A Carreta da Mulher ficará estacionada no Guará até o próximo dia 16. A unidade, que atende a região pela quarta vez, está em frente ao Centro de Saúde nº 01 e funcionará das 7h às 12h e de 13h às 17h.

Foto: Roberto Barroso

Foto: Roberto Barroso

As pacientes foram agendadas com antecedência pelo Centro de Saúde nº 03, que ainda não tinha sido contemplado com vagas para a unidade móvel. No Centro de Saúde nº 01, não serão distribuídas senhas para agendamento dos exames. No entanto, todos os dias, os encaixes do dia serão marcados pela manhã.

A política de agendamento foi adotada pela Diretoria de Atenção Primária à Saúde do Guará desde a segunda vez em que a Carreta esteve no Guará/ Estrutural. O sistema tem como objetivo alcançar o público-alvo do programa e os moradores da região. Vanusa Oliveira, gerente de Políticas e Programas da Atenção Primária, afirma que essa foi a melhor maneira de alcançar e acompanhar as pacientes.

“Na primeira vez que a Carreta veio, tivemos problemas com as pacientes, porque muitas que eram da nossa região não conseguiam marcar porque vinham pacientes de outros lugares do Distrito Federal. Corrigimos isso, e hoje, temos a certeza de que a nossa paciente conseguiu realizar os exames de que precisava”, declarou.

Com mais essa visita ao Guará, serão 12 mil pacientes da Regional que já passaram por algum tipo de exame. Sandra Carneiro, gerente do Centro de Saúde nº 03, destacou que a demanda pelos serviços da unidade móvel são sempre grandes. Ela disse, ainda, que infelizmente muitas mulheres que são marcadas para a prevenção deixam de ir, e acabam sobrando vagas.

“Todos os exames que passam pela regulação têm uma grande procura, ninguém quer ficar esperando. As mamografias e as ecografias são marcadas por lá, mas também são feitas na unidade móvel. Quando divulgamos que a Carreta estará aqui, a paciente procura logo a marcação porque sabe que terá o atendimento rápido e o resultado em até uma semana. Ela se anima para fazer. Já a parte de prevenção que é feita no Centro de Saúde é baixa, e tem mulheres que mesmo marcando não aparecem”, afirmou.

A paciente Josélia Maria Simões, 63 anos, apesar de ter perdido duas irmãs para o câncer de mama, nunca tinha feito uma mamografia e elogiou o atendimento. “Fiquei sabendo pela propaganda e quando fui à ginástica que faço no Centro de Saúde nº 03, o pessoal acabou avisando e eu me interessei em fazer, ainda mais pela comodidade de ser marcado. A enfermeira marcou e eu vim fazer. Foi tudo certinho. Às 13h, tenho que voltar para a avaliação médica”, afirmou.

EXAMES:

- As mamografias não precisam de solicitação médica para mulheres de 50 a 69 anos. Fora dessa faixa etária, só com o pedido médico.

- O preventivo, para aquelas que já tenham tido relações sexuais.

*Resultado: o profissional responsável fornecerá um protocolo e as orientações necessárias para a retirada do exame.

- As ecografias (tireóide, vias urinárias, abdômen total e superior, transvaginal, obstétrica, mamária e pélvica) necessitam do pedido médico. O resultado sai no mesmo dia.

De 19 a 23 de maio a Carreta da Mulher estará na Estrutural.

Foto: Mary Leal / Arquivo

Foto: Mary Leal / Arquivo

Medida foi autorizada pela Justiça e já vale a partir deste mês

Os médicos do Distrito Federal poderão ter dois contratos na rede pública e receber até o teto salarial de R$ 25.300, em cada um dos contracheques, o que somaria uma renda mensal de mais de R$ 50 mil. A medida, autorizada pelo governador Agnelo Queiroz, passa a valer já a partir deste mês, após parecer positivo da Procuradoria Geral do DF.

A decisão da PGDF se refere exclusivamente aos médicos e atende a determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que reconheceu o direito daqueles que têm dois contratos a ganharem acima do teto constitucional.

De acordo com o secretário de Saúde, Elias Miziara, essa medida já havia sido adotada pelo GDF no ano passado, mas o Ministério Público questionou a constitucionalidade da lei, e o impasse acabou indo parar no STJ.

Para Miziara, a decisão é importante porque permitirá que excelentes especialistas, que estão aposentados, possam voltar ao trabalho sem redução nos vencimentos.

“Havia forte expectativa dos médicos do reconhecimento dessa possibilidade, porque isso garante que eles podem se dedicar mais à função e preencher seus quadros, que são deficitários por falta de médicos”, completou. (Beatriz Ferrari, da Agência Brasília)

Chá de Parto é o nome da oficina integrativa para gestantes que o Centro Pedagógico do Hospital Materno-Infantil de Brasília (HMIB) realizará, nesta quarta-feira (16), das 14h às 17h. Os encontros são realizados quinzenalmente, sempre às sextas-feiras no mesmo horário.

O evento, que nesta semana foi antecipado por conta do feriado, servirá para esclarecimentos e troca de experiências entre as gestantes. Também serão mostrados recursos que facilitam o nascimento do bebê e terapias que controlam o medo, ansiedade e a dor durante o parto.

“O Chá de Parto é um espaço vivencial para trocar experiências, aprofundar os conhecimentos e treinar o corpo e a mente para uma vivência mais ativa e consciente do processo do parto, nascimento e maternidade”, comentou a enfermeira obstetra do HMIB, Lissandra Martins.

Segundo a enfermeira, o trabalho é importante para reforçar os recursos que facilitam o parto humanizado e a uma boa gestação, a fim de reduzir os índices de cesarianas e melhorar a condição dos bebês recém-nascidos. “Se elas tiverem em harmonia com o corpo e a mente, terão um parto tranquilo, e a criança nascerá saudável”, disse Lissandra.

Em cada oficina, que também é aberta a acompanhantes, são abordados temas diferentes. Qualquer mulher que esteja grávida pode participar, bastando se inscrever por meio do e-mail: chadeparto@gmail.com ou do telefone 9211-0681.

Foto Mary Leal

Foto Mary Leal

Exames para cuidar da saúde feminina serão oferecidos no Gama, Ceilândia, Itapoã e Recanto das Emas

As Carretas da Mulher atendem, nesta semana, moradoras do Gama, Ceilândia, Itapoã e, a partir desta segunda-feira (14), do Recanto das Emas. As pacientes podem fazer consultas e exames de mamografia, ecografia e preventivo do colo do útero, das 8h às 12h e das 13h às 17h.

No Recanto das Emas, o serviço será oferecido até o próximo dia 22, no Centro de Saúde 1, na quadra 307. Para quem mora no Gama, a unidade estará ao lado do Centro Olímpico, próximo ao shopping da cidade, até 2 de maio.

Em Ceilândia, o veículo estacionou no Centro de Saúde 5, na QNM 16, na rua da Regional de Ensino até 25 de abril. Já no Itapoã, os atendimentos irão até 17 de abril, próximo à administração regional.

Além dos exames, serão oferecidos testes rápidos de HIV e sífilis. As mulheres têm de ficar atentas, já que não são mais distribuídas senhas no local. Os exames devem ser agendados previamente nas unidades básicas de saúde de referência das usuárias.

Para o exame de mamografia e ecografia, é necessário apresentar pedido médico. A exceção é para o Papanicolau, que dispensa agendamento e solicitação médica.

As próximas cidades previstas para receber atendimento da Carreta da Mulher são Santa Maria, Sobradinho e Guará.

Na tarde desta quinta-feira (10), 40 farmacêuticos tomaram posse na Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Eles são do concurso de 2011, que aprovou mais de 900 profissionais, e estavam há três anos aguardando nomeação. A última vez que os concursados foram nomeados ocorreu em junho do ano passado, quando apenas cinco pessoas foram chamadas.

Segundo Tatiana Marcovich, uma das empossadas, a participação do deputado Cristiano Araújo (PTB) foi fundamental no processo, que só se desenrolou quando o político tomou conhecimento da causa. “Ninguém nos acolheu como ele, conseguimos trazê-lo para dentro do Conselho Regional de Farmácia e, em 20 dias, atingimos o nosso objetivo, Estávamos nessa luta há três anos, desde que saiu o concurso”, disse

Para o deputado, os farmacêuticos trarão economia ao Estado e beneficiarão a população, com mais assistência e celeridade no abastecimento de medicamentos em toda a rede. “Eu acredito nas lutas que defendo. É uma alegria ver esses profissionais tomando posse. Agora, vamos lutar pelos próximos 100 que estão na lista e reforçar ainda mais esta área tão importante para a saúde pública”, afirma.

A farmacêutica Polyanna de Freitas Silva faz parte da nova comissão, e lembra da morosidade do processo de nomeação. “Em diversas reuniões, não tínhamos nenhum sucesso. Depois que o deputado entrou, teve mudança. A esperança ressurgiu e agora seremos os próximos”, acredita.

De acordo Anna Heliza Giomo, da gerência de farmácia da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, essa nomeação supriu apenas um quarto do que a rede necessita. “Quanto mais profissionais tivermos, melhor será para o usuário, pois iremos reforçar o setor abastecimento e entrega de medicamentos. A saúde é multidisciplinar e demos um passo a mais para proporcionar um serviço de qualidade, já que a rede foi ampliada com novas Unidades de Pronto Atendimento e Clínicas da Família, e a população triplicou nós últimos 10 anos, sem que houvesse investimento proporcional a recursos humanos”, recordou.

 logo_artigos

Por João Ladislau Rosa e Renato Azevedo Júnior

Os médicos de todo o Brasil promoveram, em 7 de abril, Dia Mundial da Saúde, protesto contra os abusos das empresas de planos de saúde que tanto prejudicam pacientes e inviabilizam a prática da boa medicina. Cada estado organizou uma manifestação independente. Em São Paulo a opção foi por suspender a prestação de serviços às operadoras para demonstrar a insatisfação com os rumos do sistema suplementar.

Já bem antes da manifestação, os médicos foram orientados por suas representações a antecipar as consultas de 7 de abril, para não causar transtornos aos pacientes. O protesto foi para denunciar a forma indigna com que as empresas tratam profissionais de medicina e cidadãos, tanto uns, quanto outros, vítimas de abusos já confirmados por institutos de pesquisa de credibilidade, como o Datafolha.

Profissionais de medicina e pacientes são atacados diariamente por planos de saúde, e isso não pode continuar. Agora mesmo, as entidades médicas do estado lançaram uma campanha publicitária para conscientizar a população do problema e ainda para sensibilizá-la a lutar junto com eles para reverter esse quadro o mais breve.

Não é a primeira vez que os profissionais da área lançam mão da propaganda para dar eco às suas denúncias. Quinze anos atrás, patrocinaram outra campanha, cujo slogan era: “Tem plano de saúde que enfia a faca em você e tira o sangue dos médicos”. Lamentavelmente, a despeito da forte repercussão na mídia e no seio da sociedade, a Agência Nacional de Saúde Suplementar, que deveria regular o setor, pouco fez, caracterizando-se pela omissão.

O resultado é que os planos parecem viver em terra de ninguém. Pesquisa do Datafolha aponta que nove entre dez médicos sofrem pressões dos planos de saúde para reduzir exames e outros procedimentos, para evitar internações e para acelerar altas, só para citar alguns absurdos. Aliás, as interferências para acelerar altas são denunciadas por 55% dos profissionais. Daí, fica evidente que há empresas atentando contra a saúde e a vida dos pacientes somente para ganhar mais dinheiro.

Outra agravante é que os planos aumentam todos os dias o número de “beneficiários”, mas não investem na expansão da rede de atendimento. Isso explica porque o mesmo Datafolha apurou, em 2013, que oito em cada dez pacientes enfrentaram dores de cabeça para a marcação de consultas, falhas no atendimento em pronto-socorro, dificuldades para a realização de exames, cirurgias e procedimentos de maior custo.

Enfim, um festival de abusos e de irresponsabilidade que exige um basta.

* João Ladislau Rosa e Renato Azevedo Júnior, presidente e diretor do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo

Programação inclui ações abertas ao público, entre elas, debates, exposições e atividades culturais, até a próxima sexta-feira

A Semana Nacional de Humanização (SNH) 2014, com o tema Avanços e Desafios, começou nesta segunda-feira (7) e será realizada até sexta-feira (11) na rede pública de Saúde do DF.

A SNH é uma iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) a fim de melhorar a prática da saúde e a relação entre funcionários e pacientes, procurando a excelência nas áreas de gestão e humanização.

“A programação ocorrerá de forma descentralizada em todas as regiões, com o objetivo de oportunizar a participação e o acesso dos usuários, gestores e trabalhadores”, explicou a coordenadora do Programa Nacional de Humanização da SES-DF, Simone Barcelos dos Santos.

Ainda segundo a coordenadora, haverá diversas ações abertas ao público, como debates, exposições, atividades culturais, rodas de conversa, entre outras atividades que mostram especificamente as boas experiências das regionais. “É importante destacar que a programação foi construída em torno de três eixos: participação social, trabalho e gestão do SUS”, acrescentou.

Cada regional de Saúde promoverá uma programação nesse período, com objetivo de divulgar a Política Nacional de Humanização (PNH), e os trabalhos implementados na rede pública de Saúde no DF.

A PNH existe há mais de 10 anos no Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta é mudar a relação entre gestores, trabalhadores e usuários do SUS, para que todos se reconheçam como responsáveis pelo SUS e contribuam para seu bom funcionamento.

Dentro das diretrizes do PNH estão a Defesa dos Direitos dos Usuários, a Valorização do Trabalhador, o Acolhimento e a Gestão Participativa.

O sistema de saúde do Distrito Federal é um dos piores do País. Quem faz esta avaliação é o próprio Ministério da Saúde, por meio do Índice de Desempenho do SUS. No estudo realizado pela pasta, o DF ficou em 20 lugar entre as unidades federativas brasileiras, o que denota a baixa qualidade. Faltam médicos, leitos e equipamentos. Inclusive itens básicos, como sondas, luvas e algodão. Diante desse quadro, é necessário apresentar melhorias para área. Por isso, a Fecomércio debaterá o tema, nesta terça-feira (8), das 9h às 12h, como parte da sétima edição do projeto institucional Brasília 2015.

O programa nasceu em setembro de 2012, com objetivo de realizar discussões pluralistas sobre a cidade, sem conotação partidária. Ao final do ciclo de palestras será produzida uma publicação com as soluções propostas pelos representantes do comércio. “A saúde é um direito universal e deveria ser garantida com qualidade e de forma gratuita pelo Estado. Infelizmente, não é o que ocorre no DF e no resto do Brasil”, observa o presidente da Fecomércio, Adelmir Santana. “Essa triste realidade precisa mudar”, completa Adelmir.

Participarão desta edição do projeto da Fecomércio, como debatedores, quatro profissionais da saúde que são referência em Brasília: o coordenador da Cirurgia Geral da Secretária de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), Baellon Pereira Alves; o enfermeiro e pós-doutor em políticas públicas em saúde da criança, Elionai Dornelles Alves; o médico e presidente da ZAS Médicos Associados, empresa de consultoria e estruturação de investimentos na área de saúde, Moacir Zanatta e o professor da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília (UnB), Tiago Coelho de Souza.

O projeto Brasília 2015 é fruto da preocupação com o futuro da cidade. “O nosso objetivo é fazer uma publicação da Federação junto as suas bases, com análises de especialistas, para que possamos entregar ao próximo governante uma posição do comércio em relação aos problemas que afligem toda a sociedade”, ressalta Adelmir Santana.

Já participaram do programa como palestrantes o geógrafo e professor emérito da UnB, Aldo Paviani; o arquiteto Carlos Magalhães; o presidente da Codeplan, Jlio Miragaya; o superintendente da Sudeco, Marcelo Dourado; o professor da Enap José Luiz Pagnussat; o professor de finanças públicas da UnB Roberto Piscitelli; o consultor de economia e administração Nilson Holanda; o secretário de Planejamento do Paraná, Cassio Taniguchi; a presidente do Metrô do DF, Ivelise Longhi; a ex-secretária de Economia Criativa do Ministério da Cultura, Cláudia Leitão; o diretor regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial do DF (Senac), Luiz Otávio da Justa Neves; o diretor do Centro de Ensino Fundamental Arapoanga, Jordenes Ferreira da Silva; o presidente do Conselho de Educação do DF, Nilton Alves Ferreira; e o diretor acadêmico da Faculdade Iesplan, José Leopoldino das Graças Borges.

Foto Mary Leal

Foto Mary Leal

Unidade com 2,5 mil metros quadrados atenderá uma média de 400 pessoas por dia

Por Kelly Ikuma – A maior cidade do Distrito Federal ganhou uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) proporcional ao seu tamanho. Com 2,5 mil metros quadrados de área construída, o novo espaço tem capacidade para atender até 400 pacientes por dia nas áreas de clínica médica, odontologia e pediatria. A unidade, inaugurada nesta quinta-feira (3), já está com as portas abertas para atendimento ao público.

“Essa UPA significa a possibilidade de organizar o sistema na maior cidade do DF, que hoje possui mais de 600 mil habitantes. Vamos atender aqui casos de menor gravidade, deixando o hospital e emergência mais desafogados. Essa unidade foi construída estrategicamente próximo ao Sol Nascente, que até então estava carente, e vamos construir outra nos mesmos padrões em breve”, afirmou o governador Agnelo Queiroz.

A proximidade da unidade com o Sol Nascente fez com que a moradora do setor prometesse cuidar mais de sua saúde e dos seus dois filhos. “Antes evitava ir ao hospital por que além de longe da minha casa eu não conseguia atendimento. Agora não terei mais esse problema. Já fui à UPA do Núcleo Bandeirante e fui atendida muito rápido e com muita atenção”, afirmou a estudante Celma Cristina Teixeira, 34 anos.

O desenvolvimento da Saúde em todo o DF foi ressaltado pelo secretário de Saúde, Rafael Barbosa, como um exemplo para o Brasil. “O DF é a unidade da Federação que mais investe em saúde, mais que a média nacional. Visitamos o Hospital de Ceilândia no começo desta gestão e o centro cirúrgico estava sucateado e, em poucas semanas, o governador resolveu a situação. Sobradinho II será a próxima cidade a receber uma UPA.”

Essa é a quinta e maior UPA entregue neste governo e contou com investimento de R$ 9,5 milhões. A construção segue o mesmo padrão das demais unidades em funcionamento no DF. O local conta com 300 profissionais, entre médicos, enfermeiros, dentistas e técnicos de enfermagem, de higiene dental, de radiologia, de laboratório e administrativo, além de bioquímico, farmacêutico, nutricionista e assistente social.

ESTRUTURA - A nova unidade conta com Laboratório para exames bioquímicos, farmácia, sala de raio-X, eletrocardiograma, sala de medicação e inalação e sala de urgências e observação 24 horas, adulto e pediátrica. A assistência é realizada de acordo com o Protocolo de Manchester, o qual determina que os pacientes sejam classificados por cores conforme a gravidade do caso. (Agência Brasília)

Levantamento também revela que o Distrito Federal é a terceira unidade da Federação em número de leitos por mil habitantes

Por Leandro Cipriano – Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a situação da Saúde no Brasil revelou que os investimentos realizados pelo GDF nos últimos anos tiveram impacto positivo na quantidade de médicos e no aumento de leitos hospitalares.

O Distrito Federal apresentou índice de 4,9 médicos por mil habitantes, o maior do Brasil e comparável ao da Noruega, segundo o relatório. O DF também oferece 2,92 leitos por mil habitantes, a terceira maior quantidade do país. O número está acima da média nacional e do sugerido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) – 2,5 leitos por mil pessoas.

“Continuamos trabalhando com parâmetros maiores para ter capacidade operativa de atender a população que procura nosso sistema, que inclui os municípios vizinhos”, explicou o subsecretário de Planejamento, Regulação, Avaliação e Controle, da Secretaria de Saúde do DF, Rodrigo Miranda.

Ao todo, a rede pública distrital possui 3.923 leitos hospitalares, enquanto a particular oferece em torno de 2,5 mil, conforme a estimativa de Miranda. Somente em vagas de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no sistema público, o número cresceu de 371, em 2010, para 432, até o momento.

“Nos leitos de UTI foi onde o GDF mais investiu, porque além de serem os mais impactantes na rede pública e no atendimento, são melhores equipados e mais complexos. Mas para aumentar a oferta em outras áreas, somente construindo novos hospitais”, ressaltou o subsecretário.

O Hospital da Criança de Brasília iniciou, em 2013, a construção do Bloco II, que terá 21 mil metros quadrados de área, 164 vagas de internação e 38 de UTI. Além disso, também há planos de construir mais três novos hospitais, um no Gama, um para tratamento de câncer e outro para traumas.

No país, a média de leitos por mil habitantes ficou em aproximadamente 2,6. Os estados que apresentaram o maior número por habitantes foram Rio de Janeiro (3,31) e Rio Grande do Sul (3,05). Já as unidades federadas com as menores quantidades foram Amazonas (1,64), Amapá (1,67) e Sergipe (1,85).

MÉDICOS – Outro quesito apontado pelo TCU foi a quantidade médicos, um dos principais déficits nacionais.

“Quando falamos em excelência no DF nos referimos à medicina de ponta. Exemplos disso são apontados nesse relatório, como a questão do Centro de Queimados do Hran, que é referência hoje para o Distrito Federal e para parte da região Nordeste, Centro-Oeste e Norte”, afirmou o secretário de Saúde, Rafael Barbosa.

Em 2013, 3.464 concursados foram contratados para reforçar o atendimento na rede pública de Saúde do DF. Somados aos demais empossados desde o início de 2011, cerca de 13 mil servidores concursados foram contratados em três anos de gestão.

Além disso, mais de 6,3 mil profissionais da carreira médica tiveram aumento salarial de 66%, dividido em três parcelas, a partir de setembro do ano passado, mês em que o governador Agnelo Queiroz sancionou o projeto de lei que concede o benefício. (Agência Brasília)

relatório tcu saúde

Maioria das ações prometidas continua no papel, ou seja, em estudo, licenciamento ou em processo de contratação

Apenas 6% das ações previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) para a área da saúde no Distrito Federal foram concluídas desde 2011, ano de lançamento da segunda edição programa. Dos 47 projetos selecionados no programa para o Estado, todos sob responsabilidade do Ministério da Saúde ou da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), apenas três foram concluídos até dezembro do ano passado. A denúncia é do Conselho Federal de Medicina (CFM), que, a partir dos relatórios oficiais do programa, criticou o baixo desempenho dos projetos – reflexo do subfinanciamento crônico da saúde e da má gestão administrativa no setor.

A maior parte das ações programadas (87%) no período de 2011 a 2014 continuam nos estágios classificados como “ação preparatória” (estudo e licenciamento) ou “em contratação”. Enquanto isso, três ações constam em obras ou em execução. Os três empreendimentos concluídos fazem com que o estado apareça em último lugar na lista de unidades federativas com o maior número absoluto de obras inauguradas. Em termos percentuais, o estado aparece com desempenho abaixo da média nacional (11%).

Em 2011, foram prometidas a construção ou ampliação de 33 UBSs, das quais apenas duas foram concluídas. Também constam no Programa iniciativas de saneamento voltadas a qualidade da saúde em áreas indígenas, rurais e melhorias sanitárias nas cidades. Dentre as 8 ações desta natureza, uma única, de apoio a catadores de Brasília, foi realizada e dada como concluída.

Balanço nacional - Em todo o país, apenas 11% das ações previstas no PAC 2 para a área da saúde foram concluídas desde 2011, ano de lançamento da segunda edição programa. Das 24.066 ações sob responsabilidade do Ministério da Saúde ou da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), pouco mais de 2.500 foram finalizadas até dezembro do ano passado. Metade das ações programadas para o período de 2011 a 2014 permanece no papel, ou seja, nos estágios classificados como “ação preparatória” (estudo e licenciamento), “em contratação” ou “em licitação”. Enquanto isso, 9.509 ações constam em obras ou em execução, quantidade que representa 39% do total. Confira abaixo o desempenho do “PAC Saúde” em cada um dos estados:

Resultados da falta de investimentos - O baixo índice de execução do PAC 2 para a área da saúde não surpreende o CFM. Em 2013, dos R$ 47,3 bilhões gastos com investimentos pelo Governo Federal, o Ministério da Saúde e suas unidades vinculadas – dentre elas a Funasa – foi responsável por apenas 8% dessa quantia. Com base em dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), o CFM revelou que, dentre os órgãos do Executivo, a Saúde aparece em quinto lugar na lista de prioridades no chamado “gasto nobre”.

Isto significa que as obras em rodovias, estádios e mobilidade urbana ficaram a frente da construção, ampliação e reforma de unidades de saúde e da compra de equipamentos médico-hospitalares para atender o Sistema Único de Saúde (SUS). Do total de R$ 9,4 bilhões disponíveis para investimentos em unidades de saúde em 2013, o governo desembolsou somente R$ 3,9 bilhões, incluindo os restos a pagar quitados (compromissos assumidos em anos anteriores rolados para os exercícios seguintes).

Nos últimos 13 anos (2001 a 2013), foram autorizados no Orçamento Geral da União para o Ministério da Saúde mais de R$ 1 trilhão, em valores corrigidos pela inflação do período. Deste montante, R$ 894 bilhões foram efetivamente aplicados e R$ 111 bilhões deixaram de ser gastos. Dentro destes recursos, R$ 80,5 bilhões estavam previstos especificamente para investimentos, dos quais R$ 47,5 bilhões deixaram de ser investidos. Em outras palavras, de cada R$ 10 previstos para a melhoria da infraestrutura em saúde, R$ 6 deixaram de ser aplicados.

Conforme os valores médios praticados pelo Ministério da Saúde, é possível dizer que, com esses R$ 47,5 bilhões, seria possível adquirir 386 mil ambulâncias (69 para cada município brasileiro); construir 237 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS) de porte I (43 por cidade); edificar 34 mil Unidades de Pronto Atendimento (UPA) de porte I (seis por cidade) ou, ainda, aumentar em 936 o número de hospitais públicos de médio porte.

Foto: Mary Leal / Arquivo

Foto: Mary Leal / Arquivo

Estudantes atuarão em diversas especialidades médicas e outras áreas da saúde

O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) recepcionará 383 residentes na manhã desta quinta-feira (27), a partir das 9h. São 90 residentes nas diversas especialidades de medicina, 24 de enfermagem, três de odontologia e cirurgia bucomaxilofacial, 16 de fisioterapia, 12 de nutrição e seis de psicologia.

Após a recepção, os novos residentes terão uma aula inaugural sobre o processo de acreditação hospitalar pela Joint Comission, ao qual o HBDF está submetido atualmente.

A acreditação é uma certificação exclusiva para instituições de saúde. Trata-se de um método de avaliação voluntário, periódico e reservado dos recursos institucionais de cada hospital para garantir a qualidade da assistência por meio de padrões previamente definidos. Não é uma forma de fiscalização, mas um programa de educação continuada.

A solenidade terá a presença do secretário de saúde, Rafael Barbosa, da diretora da Escola Superior de Ciências da Saúde, Maria Dilma Teodoro; do diretor geral do HBDF, Julival Ribeiro; da coordenadora de ensino e pesquisa do HBDF, Alba Mirindiba Bonfim Palmeira; do presidente da comissão de residência médica do HBDF e Coreme, Leonardo de Sousa Santos; da coordenadora do programa de residência em psicologia, Maria da Consolação André; e do ccordenador do programa de residência em nutrição, Guilherme Duprat Ceníccola.

Por erro na correção, candidatos para faculdade do GDF foram eliminados

G1 DF – A Defensoria Pública entrou na Justiça para garantir matrícula de alunos na Faculdade de Saúde do Governo do Distrito Federal. Os estudantes são candidatos eliminados por causa de um erro do Centro de Seleção e de Promoção de Eventos Universidade de Brasília (Cespe).

Nesta terça-feira (25) à tarde, um grupo dos que perderam a vaga protestou em frente à Câmara Legislativa. Lá dentro, eles se reuniram com deputados da Comissão de Educação e Saúde e pediram uma audiência pública.

escs

Pela manhã, a Defensoria Pública entrou na Justiça com uma ação coletiva para manter a matrícula dos 58 candidatos, sendo 33 de medicina e 25 de enfermagem. Eles foram prejudicados após cursarem um mês de aulas.

Depois de receber uma reclamação, o Cespe constatou que não havia somado a nota de redação de alguns candidatos na nota final. Todas as matrículas foram canceladas e as aulas do primeiro período suspensas.

O juiz da 3ª Vara de Fazenda Pública estipulou prazo até sexta-feira (28) para a Escola de Ciências da Saúde e o Cespe se explicarem. No fim da tarde, os candidatos foram para frente do Palácio do Buriti. O trânsito sentido Rodoviária do Plano Piloto ficou congestionado.

476a9331fc6ff72dab916e903d434189_XS

Serviço temporário atenderá com 65 profissionais

Para facilitar o acesso ao serviço de emergência e desafogar o pronto-socorro do Hospital Regional do Guará, que recebe pacientes vindos da Estrutural, a Diretoria de Atenção Primária à Saúde do Guará abrirá o Centro de Saúde nº 04 da Estrutural para funcionamento 24 horas. O serviço, que será temporário até a abertura da UPA-Estrutural, atenderá com uma equipe de 65 profissionais.

A Estrutural possui uma população estimada em 30.386 pessoas. A expectativa de atendimento diário será de 100 pacientes. A unidade já funcionava até as 22h. A diretora de Atenção Primária à Saúde do Guará, Charmene Menezes, avalia com cautela esse primeiro momento e assegura que esse é um passo que a SES/DF dá para melhor atender a população.

“Esse período de abertura será para avaliar o fluxo e melhorar processos. O objetivo principal é não deixarmos que a população confunda a emergência com o serviço que já é prestando pelo centro de Saúde e pelas equipes do programa Estratégia em Saúde da Família”, afirmou.

O serviço de emergência funcionará independente do serviço que já é oferecido no Centro de Saúde nº 04. Portanto, a população continuará sendo assistida pelos programas de Saúde que oferecem a investigação, tratamento e causa do problema.

“O paciente precisa continuar buscando a unidade de Saúde e sua equipe do Saúde da Família para acompanhá-lo. O serviço de emergência não oferece esse acompanhamento, apenas trata um mal pontual. Às vezes, o paciente chega com uma dor de cabeça e o médico faz a conduta específica para essa queixa. Ele fica bem e vai embora e não descobre que é hipertenso, por exemplo. A dor de cabeça volta e ele vai à emergência novamente e isso vira um ciclo vicioso, podendo chegar a uma fatalidade”, exemplificou Menezes.

A população contará com atendimentos básicos, que serão avaliados pelo acolhimento e classificação de risco. Os casos mais sérios serão encaminhados para os hospitais de referência. Os médicos (10) são da especialidade médico de Família e poderão realizar atendimentos gerais. A unidade já está equipada com os insumos necessários para o serviço, que terá, entre outros equipamentos, ventilador mecânico, bolsa de ventilação mecânica, oxímetro de pulso, desfibrilador e monitores multiparamétricos.

Pacientes poderão ser atendidos na própria unidade de saúde

Por Beatriz Ferrari – O governador Agnelo Queiroz entregou, nesta quarta-feira (12), a unidade de radiologia do Hospital de Apoio de Brasília, que atenderá pacientes internados e dos ambulatórios.

“O deslocamento era muito difícil. Com esses equipamentos (de radiologia), não será preciso deslocar o paciente. O atendimento será aqui mesmo”, disse o governador Agnelo Queiroz, após a inauguração.

Além disso foram entregues oficialmente os ambulatórios Infantil de Cuidados Paliativos e de Genética Médica Pediátrica. O investimento total foi de aproximadamente R$ 300 mil.

O Ambulatório de Cuidados Paliativos, que já atendeu mais de mil pacientes, entre julho e dezembro do ano passado, e o Ambulatório de Genética Médica Pediátrica, que, no mesmo período, fez 800 atendimentos, contam com equipe multidisciplinar formada por médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, assistentes sociais e nutricionistas.

“Todos os equipamentos da rede são modernos, digitais. Agora, o paciente poderá fazer os exames radiológicos em ambiente hospitalar”, disse o secretário de Saúde do DF, Rafael Barbosa.

Inaugurado em 1994, o Hospital de Apoio de Brasília faz 20 anos no próximo dia 30 de março. A unidade, especializada na reabilitação de doentes com sequelas neurológicas graves e em cuidados paliativos oncológicos, conta com Ambulatório de Reabilitação e 9 consultórios.

O hospital também realiza o teste do pezinho, em que são detectadas 36 patologias, e presta assistência aos recém-nascidos no ambulatório de genética médica-pediátrica. (Agência Brasília)

depsevsaude

A Secretaria de Saúde do DF convocou 50 aprovados no concurso para farmacêutico bioquímico para assumirem imediatamente suas funções. A publicação foi divulgada no Diário Oficial do DF desta terça-feira (11).

As nomeações cumprem um compromisso assumido pelo governo, por meio do secretário da pasta, Rafael Barbosa, junto aos profissionais que aguardavam a chamada.

O deputado Cristiano Araújo (PTB) intermediou toda a negociação. “Fizemos diversas reuniões com o governo e contamos muito com a compreensão dos secretários Rafael e Wilmar Lacerda (Administração)”, disse.

Há dois anos os profissionais, que integrarão a carreira de especialistas em saúde, aguardam as nomeações.

“Atualmente existem várias unidades básicas de saúde com carência desses profissionais, como centros de saúde e clinicas da Família”, explicou o deputado..

A chegada dos farmacêuticos bioquímicos vai contribuir para a gestão e a economia de recursos para a aquisição de medicamentos.

O concurso, realizado em 2011, tem validade até setembro do ano que vem. Até agora, 164 profissionais foram convocados.

“Temos a convicção de que conseguiremos ampliar o número de contratações brevemente”, finalizou Cristiano.

2ee9f945a0f699c966e0fe6d3d3c8afd_XS

Campanha, que se estendeu para todo o país esta semana, surgiu na capital do país como ideia inédita da Secretaria de Saúde. Foto:Lula Lopes/Arquivo

Por Vaneska Freire – As estudantes de 11 a 13 anos do Distrito Federal foram as primeiras do país a receberem a vacina contra o vírus do HPV. As meninas receberam as três doses nas escolas onde estudam, aumentando, assim, a imunização do público-alvo. A iniciativa, considerada um sucesso pelo Ministério da Saúde, foi ampliada para todo o Brasil esta semana e a vacina, incluída no Calendário Nacional de Vacinação.

“A estratégia de aplicar a vacina dentro das escolas é a mais eficaz, pois conseguimos atingir um número muito maior do que se tivesse a necessidade de ir a um posto de saúde. O Ministério da Saúde viu que a experiência no DF deu certo e ampliou para o Brasil inteiro”, destacou a chefe do Núcleo de Imunização, da Secretaria de Saúde, Eudóxia Dantas, à Agência Brasília.

No segundo ano da campanha, a abrangência foi ampliada e atenderá as pré-adolescentes de 9 a 13 anos. A faixa etária foi ampliada no DF porque quase 80% das estudantes de 11 a 13 anos já foi imunizada no ano passado. A expectativa é que sejam vacinadas mais 64 mil alunas das escolas públicas e privadas do DF.

“As meninas de 12 e 13 anos que não tomaram as três doses da vacina, apenas complementarão o esquema, ou seja, receberão apenas as doses faltantes. Para isso, elas deverão apresentar o cartão de vacina no dia em que a equipe da Saúde for à escola. Caso não esteja com o documento para comprovar, será necessário ir a um posto de saúde”, ressaltou Eudóxia.

Para garantir a efetividade da vacina, é necessária a aplicação das três doses, com intervalo de 60 a 180 dias após a primeira. A segunda e a terceira dose estão previstas para maio e setembro, respectivamente. A vacina quadrivalente protege contra os vírus HPV 6, 11, 16 e 18. Este ano, as vacinas foram fornecidas pelo Ministério da Saúde.

HPV – O Papiloma Vírus humano, conhecido como HPV, é capaz de infectar a pele e as mucosas. A forma de transmissão mais comum é pela via sexual e é a principal causa do câncer de colo do útero. (Da Agência Brasília)

Meta da Secretaria de Saúde é imunizar 64 mil meninas da rede pública e particular

Começa nesta segunda-feira (10) a vacinação contra o papiloma vírus (HPV) em meninas na faixa etária entre 9 a 13 anos de idade em todas as escolas públicas e particulares do DF. Serão vacinadas as meninas que completarem 9 anos a partir do início da vacinação, o mesmo valerá para as meninas que estiverem com 13 anos nessa mesma data.

A meta é imunizar 80% da população-alvo, que no DF representa 64.882 estudantes que estão dentro da faixa etária da campanha contra a doença. O HPV é principal causador do câncer de colo do útero, que mata cerca de 90 mulheres por ano, só na capital do país.

Para garantir a efetividade da vacina, é necessária a aplicação de três doses, com intervalo de 60 e 180 dias após a primeira dose. A vacinação foi organizada de acordo com o calendário escolar das escolas públicas e privadas.

A administração da segunda dose será no mês de maio, e a da terceira, no mês de setembro. As meninas que não comparecerem à escola no dia agendado para imunização serão encaminhadas para as Unidades de Saúde de referência conforme a orientação da equipe de saúde.

Neste ano, as vacinas foram fornecidas pelo Ministério da Saúde. Em 2013 foram custeadas pela Secretaria de Saúde e são as mesmas utilizadas no ano passado, a quadrivalente, que confere proteção contra HPVs 6, 11, 16 e 18.

Em 2013, na primeira dose, a cobertura vacinal atingiu 93,90%, na segunda, 94,15% e na terceira e última etapa (até o dia 20 de dezembro de 2013), 88,87%. A meta foi a vacinação de 62.854 estudantes.

DOENÇA - Os HPVs são vírus capazes de infectar a pele e as mucosas. A transmissão se dá por contato direto com o local infectado, e a principal forma de transmissão é pela via sexual. Quando a infecção persiste, ela pode resultar no desenvolvimento de lesões precursoras, que podem progredir para o câncer, principalmente no colo do útero, mas também na vagina, vulva, ânus, pênis, orofaringe e boca.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), existem mais de 100 tipos diferentes de HPV, sendo que 40 deles podem infectar o trato ano-genital. Para evitar o surgimento do câncer de colo do útero, é importante que as mulheres façam exames preventivos (Papanicolau ou Citopatológico), que podem detectar as lesões precursoras. Quando essas alterações que antecedem o câncer são identificadas e tratadas, é possível prevenir a doença em 100% dos casos.

As lesões clínicas se apresentam como verrugas ou lesões denominadas condilomas acuminados e popularmente chamadas “crista de galo”, “figueira” ou “cavalo de crista”. Têm aspecto de couve-flor e tamanho variável. Nas mulheres, podem aparecer no colo do útero, vagina, vulva, região pubiana, perineal, perianal e ânus. Em homens, podem surgir no pênis (normalmente na glande), bolsa escrotal, região pubiana, perianal e ânus. Essas lesões também podem aparecer na boca e na garganta, em ambos os sexos.

Média de expectativa de vida é cerca de 10% maior que a dos homens

Maioria entre os 2,7 milhões de habitantes do Distrito Federal, com 52,5% da população, segundo o IBGE, as mulheres vivem mais e com melhor qualidade de vida que os homens.

Em média, as mulheres vivem cerca de oito anos a mais do que a parte masculina da população. Em 2010, a expectativa de vida era de 72,4 anos para homens e de 79,8 anos para elas, sete anos e quatro meses a mais. A projeção para 2030 indica que essa média de expectativa de vida deve aumentar para 76,2 anos e 83 anos, respectivamente.

As mulheres também têm presença significativa no mercado de trabalho. Entre 2001 a 2011, o total de mulheres economicamente ativas – que exercem atividades remuneradas ou procuraram efetivamente por trabalho – cresceu 31,1%.

A taxa de ocupação feminina, que representa as pessoas com atividades remuneradas, entre 2001 e 2011, aumentou 8% e chegou a 90,2%, enquanto o índice masculino cresceu apenas 5,6% e ficou com 94%. Isso resultou na redução para 2,8% da diferença entre homens e mulheres nessa condição.

A desigualdade de remuneração também diminuiu, mas as mulheres ainda recebem cerca de 28% menos do que os homens.

SAÚDE – As mulheres têm muito que comemorar também em relação à oferta de serviços de saúde, como os exames disponibilizados pela Carreta da Mulher, programa lançado pelo GDF em 8 de março de 2012. Nesses dois anos de atuação, foram realizados mais de 131 mil exames Papanicolau, mamografias e ultrassonografias.

Hoje, quatro unidades móveis de atendimento à mulher estão em plena atividade nas regiões administrativas, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Até final deste semestre, outra unidade deverá entrar em funcionamento.

Segundo a gerente de Câncer da SES/DF, Cristina Scandiuzzi, o câncer de colo de útero, detectado no exame Papanicolau, afeta mais as pessoas de baixo nível econômico e escolar. “Este tipo de câncer é curável em 100% dos casos, se realizado o exame preventivo periodicamente”, explicou Scandiuzzi. “A prioridade para o atendimento na Carreta é para mulheres que nunca passaram pelo exame ou o fizeram a mais de três anos”, completou.

Espaço, inaugurado nesta sexta-feira (14), desafogará atendimento do Hospital São Vicente de Paula. Foto: Denio Simoes/GDF

Espaço, inaugurado nesta sexta-feira (14), desafogará atendimento do Hospital São Vicente de Paula. Foto: Denio Simoes/GDF

Por Vaneska Freire – Moradores de Samambaia contam com uma nova unidade de saúde mental. O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS III), que atenderá pessoas com transtorno psíquico grave, foi inaugurado hoje de manhã pelo governador Agnelo Queiroz.

“O CAPS III serve como referência, pois atende os casos mais graves de transtorno mental. Vai atender toda a região que hoje está concentrada no (hospital) São Vicente de Paula. Nos próximos dias, teremos outra unidade, onde você já consegue dar um atendimento mais perto de onde a família mora e facilitar o acompanhamento”, explicou o chefe do Executivo local.

A nova unidade contará com duas salas para atendimento em grupo, duas salas de oficinas, três consultórios, um refeitório para até 50 pessoas, área aberta destinada a atividades de grupos, ações culturais e práticas corporais e ainda uma enfermaria para acolhimento noturno, com oito leitos para casos de vulnerabilidade psíquica e social. A equipe é formada por assistentes sociais, enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogos, terapeutas ocupacionais e psiquiatras.

Os 1.167 pacientes que estavam em tratamento na antiga unidade contarão agora com um ambiente totalmente novo e amplo, que compreende uma área total de 2.500 metros quadrados, desses, 900 são de área construída. A unidade funcionava anteriormente em um espaço comunitário pequeno, com uma área de apenas 125 metros quadrados.

“Atuávamos em um espaço improvisado. Esse será o primeiro CAPS do DF construído a partir de uma planta pensada para isso, ou seja, para o serviço psicossocial de fato, onde construiremos com nossos pacientes verdadeiros projetos de vida, por meio de estratégias assistenciais de reabilitação psicossocial e de reinserção social”, afirmou a gerente do CAPS de Samambaia, Laila Melo Dantas.

“A saúde mental do DF era a penúltima pior do país, perdia apenas para a do Amazonas. No ano passado, o DF foi a unidade federativa que mais melhorou no setor, com base nos dados do Ministério da Saúde”, afirmou o secretário de Saúde, Rafael Barbosa.

O coordenador-geral de Saúde de Samambaia, Manoel Solange Fontes Teles, ressaltou a importância do CAPS III para a população. “É a complementação da nossa estrutura em saúde mental, pois Samambaia está caminhando para ser a única região administrativa do DF com uma estrutura completa, pois temos hospital, UPA, centros de saúde, Clínicas da Família, CAPS AD, Unidade de Acolhimento Transitório, CAPS III e, em breve, CAPS Infância e Adolescência”, detalhou.

O processo de reabilitação psicossocial e reinserção social é realizado por meio de grupos psicoterápicos e de apoio, acompanhamento medicamentoso, atendimentos individuais e de familiares e oficinas de expressão e produção, como trabalhos manuais, reciclagem, ioga, grupo de teatro, oficinas de inclusão pelo trabalho e bijuterias,dentre outros.

FUNCIONAMENTO – Inicialmente, o CAPS III de Samambaia funcionará de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h. Mas, esse horário deve ser ampliado em breve. “Essa unidade começará funcionando durante o dia, mas em breve terá atendimento 24 horas”, garantiu Agnelo Queiroz.

O acesso dos usuários é viabilizado por meio de acolhimento e avaliação psicossocial, conforme demanda espontânea, encaminhamentos das unidades da rede de saúde e de outras entidades socioassistenciais, além de encaminhamento de outros serviços de saúde mental.

O CAPS III funciona ao lado da Clínica da Família, na Quadra 302, no Centro Urbano de Samambaia. Durante a inauguração, foram oferecidos à população serviços de aferição da pressão arterial, dosagem de glicemia e colesterol e distribuição de preservativos, kits com fio, escova e creme dental, folders e orientações sobre saúde bucal. (Agência Brasília)