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ceia ano novo

Alimentos congelados devem estar em temperatura adequada e ter boa consistência

Ainda dá tempo de garantir uma boa ceia para a noite de Natal. Mas para quem deixou as compras para a última hora é necessário um cuidado maior na hora de escolher o peru, chester, tender e outros alimentos congelados. De acordo com a auditora da Diretoria de Vigilância Sanitária (Divisa), Ana Virgínia Figueiredo, “o cidadão tem que observar sempre a integridade do produto para evitar problemas posteriores”, explicou.

Para tanto, Ana Virgínia dá dicas para evitar aborrecimentos e doenças. “É preciso identificar a temperatura do refrigerador em que o alimento está armazenado e ver se ela condiz com aquela indicada na embalagem, que também deve estar íntegra. Data de validade e consistência do produto são itens importantes e que devem ser avaliados pelo consumidor na hora da compra”.

Após a compra, o consumidor deve se atentar a recomendações importantes. “Uma vez que o alimento tenha descongelado, ele não pode ser congelado novamente. O ideal é que as peças grandes (peru, chester) sejam retiradas para descongelamento 48 horas antes de sua utilização, para que descongelem lentamente, sem estragar”, disse a auditora.

Quanto à maionese, Ana recomenda que se utilize a industrializada. “O ovo cru utilizado nas maioneses caseiras, principalmente em grande quantidade, aumenta o risco de apresentar a bactéria salmonella, responsável por algumas infecções intestinais. É recomendável usar a maionese processada, que não possui esse risco”.

Ana atenta também para a manipulação do alimento. “Às vezes, o produto está em boas condições, e o consumidor não o prepara de forma correta. É preciso que se atente à higiene e às medidas de conservação de cada alimento, evitando também infecções intestinais e outros problemas”, finalizou.

Em caso de alimentos estragados, com aparência, cheiro ou consistência estranhas, o consumidor deve entrar em contato com os responsáveis pelo estabelecimento ou com o Disque Saúde 160 da Secretaria de Saúde do DF (SES/DF), que passará a manifestação à Inspetoria de Saúde responsável pela fiscalização da área.

buriti

Entre ativos, servidores dizem não ter recebido pagamento também. GDF diz que aposentados vão receber até o fim desta quarta (10).

Do G1 DF – O governo do Distrito Federal (GDF) e o Sindicato dos Empregados da Saúde (SindSaúde) confirmaram que o pagamento em atraso de servidores ativos da saúde foram depositados nas contas dos funcionários, na manhã desta quarta-feira (10). No entanto, segundo o GDF e o SindSaúde, os salários de cerca de 10 mil servidores aposentados e de funcionários de empresas terceirizadas da área ainda não foram transferidos.

Servidores públicos do DF fizeram uma manifestação de oito horas na área central de Brasília, na tarde desta terça (9), por causa dos salários em atraso desde a última sexta (5). Uma servidora ativa que afirma ser concursada da Secretaria de Saúde diz, no entanto, que ainda não recebeu o salário atrasado. A técnica de enfermagem Patrícia Cristina Cardoso afirmou ao G1 que o pagamento dela não caiu.

“Eu vou 11h no banco, na hora que abrir, pra ver se o problema foi o GDF ou o banco, todo mundo daqui no meu serviço recebeu, só o meu que não caiu”, afirmou.

Servidores da Secretaria de Saúde informam que vão se manifestar às 10h desta manhã na frente do prédio da pasta. São servidores da fisioterapia, enfermeiros, médicos e nutricionistas que alegam não terem recebido os salários.

APOSENTADOS

O diretor do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do Distrito Federal (Sindate), Jorge Viana, afirmou que a maior parte dos trabalhadores confirmou o recebimento dos salários, com exceção dos aposentados.

“O que está deixando o sindicato desconfortável é porque o salário dos aposentados não foi depositado. Isso é uma covardia”, afirma. “Eles fizeram essa manobra para acalmar quem está trabalhando, que é o que mais importa para eles.”

Viana afirmou que a paralisação da categoria foi suspensa, mas que se os salários devidos não forem depositados em 24 horas,  vão convocar nova assembleia para definir se haverá nova greve.

A aposentada Conceição Valor Rey é pensionista por causa do ex-marido, que era médico da Secretaria de Saúde. Ela afirma que o banco em que recebe a pensão está cobrando juros em cima dos pagamentos de cheques pré-datados e de débito em conta que caem.

“São 45 reais de taxa por cada cobertura que cai na conta. A gente que vai arcar com isso também? Essa noite entrou um cheque, por exemplo, como não entrou o dinheiro, o BRB cobriu, mas tem 45 reais de juros mais impostos cobrados [...] Eu corri para cobrir o cheque, quem coloca conta em débito tá entrando nessa. Eu estou aqui subindo pelas paredes”, disse.

O secretário de Administração Pública, Wilmar Lacerda, afirmou que os salários dos aposentados da área da Saúde devem ser depositados até esta quarta (10) à noite. Quanto aos juros que estão sendo cobrados, o governo informou que vai procurar o Banco de Brasília (BRB) para que não haja esses descontos.

A presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues, disse nesta terça (9) que a greve pode continuar caso o governo não cumpra o pagamento dos aposentados e despesas em atraso, como horas extras e férias. “O fato de o GDF pagar nosso salário não encerra as negociações. Talvez a gente até volte ao trabalho, mas o movimento paredista pode voltar a qualquer momento”, declarou.

Para Marli, o não pagamento aos aposentados da categoria “não pode ser uma constante do governo”. “Não vamos aceitar de forma alguma esse tipo de prática porque está discriminando quem não tem condições de reagir”, disse.

TERCEIRIZADOS

O GDF também confirmou que funcionários terceirizados da saúde ainda não receberam os salários. Alguns funcionários começaram a se aglomerar na porta do Palácio do Buriti nesta manhã, por volta das 7h30, para reivindicar o recebimento.

Segundo o secretário Lacerda, as empresas deveriam ter repassado o que devem. Ele admitiu que algumas têm dívidas há três meses.

“As empresas contratadas são obrigadas a pagar o salário dos terceirrizados . Elas tem que ter dinheiro em caixa para pagar em até 3 meses os salários desss servidores terceirizados. É verdade que algumas empresas já alcançaram três meses de atraso [...] cada caso nós vamos negociar”, afirmou.

SANOLI

O secretário de Administração Pública, Wilmar Lacerda, também disse que o dinheiro em atraso ainda não foi repassado à Sanoli – empresa responsável pelo fornecimento de alimentação a funcionários e acompanhantes de pacientes da rede pública. A Sanoli paralisou os serviços na última sexta-feira (5) alegando não ter recebido o pagamento do mês de outubro. É a segunda vez que a entidade faz isso nos últimos dois meses. Segundo o governo, o pagamento será realizado até sexta-feira.

“Nós estamos fazendo remanejamentos para que a Secretaria de Saúde tenha os recursos necessários para fazer o pagamento da Sanoli dia 12 deste mês e que não falte alimento na mesa daqueles que necessitam da saúde no Distrito Federal”, afirmou Lacerda.

DIFICULDADES FINANCEIRAS

O governo do Distrito Federal alega que teve uma arrecadação menor do que a esperada e que isso se refletiu no pagamento de servidores e manutenção de serviços. O Executivo afirma que vai fechar as contas e entregar o governo sem dívidas ao próximo gestor, Rodrigo Rollemberg. No primeiro discurso após a eleição, ele havia dito que o rombo era de R$ 2,1 bilhões.

Na saúde, o governo decidiu remanejar R$ 84 milhões de convênios com o governo federal – incluindo o fomento a programas de combate e prevenção a doenças como dengue e Aids, que apresentaram indicadores ruins neste ano – para pagar dívidas com fornecedores e reabastecer a rede pública da capital do país com medicamentos e materiais hospitalares. Um levantamento feito por técnicos estima que o rombo da pasta seja de R$ 150 milhões.

Servidores da área de Saúde em protesto contra atraso nos salários em frente ao Hospital de Base de Brasília (Foto: Isabella Formiga/G1)

Servidores da área de Saúde em protesto contra atraso nos salários em frente ao Hospital de Base de Brasília (Foto: Isabella Formiga/G1)

Técnicos entraram em greve; outras categorias estudam fazer o mesmo. Governo tem se esforçado para resolver impasse, diz Secretaria de Saúde

Do G1 DF – Auxiliares e técnicos de enfermagem que prestam atendimento em todas as unidades públicas do Distrito Federal suspenderam as atividades na manhã desta terça-feira (9) em protesto contra o atrasos no pagamento dos salários, que deveriam ter sido depositados no quinto dia útil do mês. Servidores de outras categorias de Saúde estudam também entrar em greve e afirmaram que suspenderam as cirurgias eletivas, ou seja, não agendadas. O governo ficou de quitar a dívida na noite desta segunda, mas, por “problemas operacionais”, ainda não fez os repasses.

De acordo com o sindicato, há dez mil auxiliares e técnicos de enfermagem na rede. Os servidores decidiram prestar apenas os atendimentos de emergência. Pela manhã, o Hospital Regional da Asa Norte recebia somente crianças. Representantes de outras categorias afirmaram que também promoverão paralisações nas unidades do Guará, Base, Santa Maria e Sobradinho. Já em Ceilândia e Taguatinga, as unidades estavam fechadas porque os vigilantes também paralisaram.

Em nota, a Secretaria de Saúde disse que o governo tem feito todos os esforços para efetivar o crédito e que, segundo uma portaria que define o calendário de pagamentos, há “atraso de apenas um dia”.

“A questão central é a discriminação a que somos submetidos. O mesmo Fundo Constitucional é usado para pagar a segurança pública,  mas não nos pagam”, diz o técnico Abraão Alencar.

“Apesar de todos os problemas, a gente improvisa. Dívida todo governo tem, mas eles não podem descontar na área da saúde”, afirmou um auxiliar ouvido pelo G1.

A técnica em enfermagem Sonia Inacio diz que trabalha há 16 anos na rede pública e nunca viu situação igual. “É um caos total de falta de pagamento, falta de material”, diz. “Não recebi no 5º dia útil e tive que pagar multa de R$ 100 na mensalidade da faculdade do meu filho.”

A auxiliar de enfermagem Rosana Maria descreveu problema semelhante. “Pedi R$ 2 para pagar a passagem e vir trabalhar hoje porque não tenho dinheiro,  achando que o salário ia cair hoje. [...]. Com a alimentação da Sanoli suspensa, não tenho nem como almoçar.”

Brasília enfrenta a 18º greve de ônibus do ano

Brasília enfrenta a 18º greve de ônibus do ano

Transferência de recursos federais ocorreu apenas no início da noite de ontem. Pagamento de 80 mil servidores está atrasado desde a semana passada.

Do G1 DF – O governo do Distrito Federal descumpriu o prazo dado por ele mesmo para repassar os salários dos servidores das áreas de Saúde e Educação, atrasados desde a semana passada. Diferentemente do esperado, o dinheiro não caiu na conta dos cerca de 80 mil funcionários públicos na noite desta segunda-feira (8). A expectativa é que esse repasse seja efetivado no final desta noite e esteja disponível na manhã de quarta.

De acordo com o secretário de Administração, Wilmar Lacerda, o problema aconteceu porque a efetivação da transferência dos recursos federais ocorreu mais tarde do que o esperado. “Essa situação só foi resolvida no início da noite de ontem e, portanto, não teve condição de fazer [o pagamento]”, disse. “Infelizmente não foi possível.”

O gestor afirmou que as folhas de pagamentos com os servidores ativos das duas pastas somam R$ 700 milhões. Os salários deveriam ter caído na conta dos profissionais na quinta (4) e na sexta (5) da semana passada, respectivamente.

Entre os motivos apontados por Lacerda para as dificuldades estão a baixa arrecadação. “O DF, como todos os estados brasileiros, em função do baixo crescimento da economia, teve um problema de receita, de arrecadação e frustração da arrecadação. Nós estamos vivendo o que 15 estados brasileiros estão vivendo, dificuldade de pagamento”, afirmou Lacerda. “Isso é normal no final do ano, mas nós vamos acertar todas essas contas.”

A Secretaria de Educação tem aproximadamente 50 mil servidores. De acordo com o Sindicato dos Professores, atrasos no pagamento não ocorriam há pelo menos dez anos.

A professora Maria Miranda também reclamou. “Todo mundo está com as contas atrasadas, está com pagamento de comida, de água, de escola, de filho.”

Já a Secretaria de Saúde tem 35 mil servidores, que enfrentam também outras dificuldades. Eles continuam com a alimentação suspensa desde que a Sanoli, que oferece refeição para os 16 hospitais públicos e as cinco UPAs, voltou a paralisar o serviço alegando que o governo lhe deve R$ 23 milhões.

Lacerda havia afirmado que o pagamento estava “garantido”. “O depósito é feito à noite, no banco, e amanhã estarão disponíveis os salários dos servidores.”

DIFICULDADES FINANCEIRAS

O governo do Distrito Federal alega que teve uma arrecadação menor do que a esperada e que isso se refletiu no pagamento de servidores e manutenção de serviços. O Executivo afirma que vai fechar as contas e entregar o governo sem dívidas ao próximo gestor, Rodrigo Rollemberg. No primeiro discurso após a eleição, ele havia dito que o rombo era de R$ 2,1 bilhões.

Na saúde, o governo decidiu remanejar R$ 84 milhões de convênios com o governo federal – incluindo o fomento a programas de combate e prevenção a doenças como dengue e Aids, que apresentaram indicadores ruins neste ano – para pagar dívidas com fornecedores e reabastecer a rede pública da capital do país com medicamentos e materiais hospitalares. Um levantamento feito por técnicos estima que o rombo da pasta seja de R$ 150 milhões.

Por causa da falta de pagamento, a Sanoli, empresa responsável pelo fornecimento de alimentação para 1,7 mil funcionários dos 16 hospitais da rede pública e de cinco UPAs, decidiu suspender a entrega de refeições a acompanhantes e servidores.

A crise também afetou os serviços de manutenção de gramados, plantio e limpeza de canteiros ornamentais, além da poda de árvores, que foram suspensos por falta de verba. Quatro empresas – Coopercam, EBF, Tria e FCB – eram responsáveis pela atividade, com aproximadamente 500 trabalhadores. Elas também eram responsáveis por fornecer equipamentos e transporte dos funcionários.

A Novacap já havia anunciado a suspensão da segunda fase do “Asfalto Novo”, programa de recapeamento em vias urbanas do Distrito Federal. O motivo apontado também foi falta de dinheiro. A companhia afirmou na ocasião que ainda restavam 2 mil quilômetros de pistas a receberem obras.

Na educação, creches conveniadas com o governo completaram oito dias com as atividades paralisadas. De acordo com o conselho que as representa, 22 unidades estão de portas fechadas por falta de dinheiro. As instituições afirmam que não recebem os repasses do DF há três meses e que estão arcando com os custos para manter as creches em funcionamento com recursos próprios.

O governo diz que que o atraso ocorre por motivos pontuais e que está “adequando o fluxo de caixa para arcar com os compromissos assumidos”. A previsão era de que o pagamento fosse feito até sexta, o que não ocorreu. Não há informações sobre o número de crianças afetadas.

O problema também afetou o transporte público. Motoristas e cobradores de quatro das cinco empresas de ônibus cruzaram os braços entre sexta e segunda por não receberem o 13º salário e outros benefícios. O DFTrans repassou R$ 35 milhões para as viações, para garantir a retomada dos serviços. No período, 700 mil pessoas foram prejudicadas.

Por Liliane Tahan, do blog Grande Angular – Médicos, enfermeiros e técnicos que trabalham para a Secretaria de Saúde do DF deveriam ter recebido o salário referente a novembro nesta sexta (5). Mas até agora o dinheiro não caiu na conta dos profissionais.

Diante da expectativa de atraso, os sindicalistas vinculados aos servidores da saúde marcaram uma assembleia para a próxima terça (9).

“Se até lá os salários não estiverem na conta, vamos entrar de greve”, diz a presidente do Sindicato dos Empregados e Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Brasília (Sindsaúde), Marli Rodrigues.

Os servidores da Saúde, assim com os da Segurança e da Educação são pagos com o dinheiro do Fundo Constitucional, uma verba repassada pela União.

Com a crise financeira instalada, várias fornecedores da saúde reclamam de atrasos no pagamento das faturas. A Sanoli, por exemplo, deixou de servir as refeições para servidores dos hospitais. Nesta sexta, o corte atingiu também os acompanhantes dos pacientes.

Presidente da Comissão de Saúde da Câmara Legislativa do DF, Liliane Roriz, declarou apoio aos funcionários em estado de greve: “apesar da greve significar um caos, é o único instrumento democrático que os servidores têm para lutar por seus direitos”.

carreta da visao

Juiz manda DF suspender Carreta da Visão. Contrato era de R$ 12,5 milhões, mas repasse feito foi de R$ 29 milhões. Acordo foi feito sem licitação; demanda estimada era de 3 mil pacientes

Do G1 DF – O Tribunal de Justiça do Distrito Federal mandou a Secretaria de Saúde suspender o pagamento ao programa Carreta da Visão por suspeita de superfaturamento e malversação de dinheiro público. O contrato com o hospital particular responsável pelas cirurgias de catarata havia sido firmado até setembro do ano que vem. A TV Globo procurou a Secretaria de Saúde e o instituto, que não se posicionaram a respeito até a publicação desta reportagem.

De acordo com o juiz José Eustáquio de Castro Teixeira, o acordo possui “várias irregularidades”. O contrato começou em março e foi feito sem licitação. A estimativa na época era de que 3 mil pessoas aguardassem por cirurgia de catarata.

O valor foi de R$ 12,5 milhões, mas, segundo o magistrado, a quantidade repassada foi maior. “Ao contrário do afirmado pelo Distrito Federal, nas suas informações a mim prestadas, já se pagou mais de R$ 29 milhões”, afirmou.

Na decisão, que tem caráter liminar, o juiz afirma que são R$ 17 milhões acima do previsto inicialmente. Ele diz ainda que há um novo contrato fechado em setembro, com validade de um ano, que prevê mais R$ 36 milhões para a empresa.

Teixeira questiona o motivo de a Secretaria de Saúde não ter usado o dinheiro para comprar aparelhos e outros bens para a área de oftalmologia da rede pública. No Hospital de Base, por exemplo, cirurgias foram canceladas por falta de lentes para catarata. O estoque tem apenas equipamentos menos usados, alguns deles já vencidos.

A contratação e os procedimentos dos mutirões também foram alvo de questionamento por parte do Conselho Regional de Medicina. Em um relatório, o órgão afirma que durante as operações “não havia limpeza de equipamentos entre os exames de vista” e que “o espaço físico [é] limitado.” Também aponta o risco de infecções, porque o “lixo hospitalar não tinha a proteção adequada”.

FUNCIONAMENTO

O serviço era oferecido entre 6h e 17h, diariamente, inclusive nos feriados. A carreta foi inaugurada em abril para atender a demanda de pacientes na lista de espera por cirurgia de catarata.

De acordo com a secretaria, até o final de junho o já foram feitas 31,8 mil consultas e 17,3 mil cirurgias. A carreta conta com nove médicos e uma equipe de apoio formada por 65 profissionais.

mpdft

O Ministério Publico do Distrito Federal e Territórios (MPDFT ) investiga contratos milionários do Governo do Distrito Federal (GDF) com empresas prestadoras de serviços para a rede pública de saúde. Um dos processos é sobre gastos com a Carreta Oftalmológica, que faz atendimento em diversas regiões administrativas. O contrato inicial prevê despesa de R$ 10 milhões, mas em seguida recebe aporte e chega a quase R$ 30 milhões. Os promotores ainda investigam outros 24 contratos com problemas semelhantes.

“Só para pagamento da Carreta Oftalmológica, pagamento ilegal, entre os dias 13 e 17 de novembro, uma ordem [de pagamento] deu R$ 8 milhões, afirma o promotor de justiça”, Jairo Bisol.

Desde setembro, empresas que prestam serviços aos hospitais, como alimentação, limpeza e fornecedores de materiais reclamam da falta de pagamento.

Os médicos do maior hospital do Distrito Federal, o Hospital de Base, denunciam situação grave de falta de material, medicamentos e estrutura básica para atender os pacientes. Em carta enviada a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, os profissionais de saúde dizem que o quadro é de “calamidade” e “caos”.

Um trecho documento diz que não é possível realizar consultas, cirurgias e que apenas atendimentos de emergência serão realizados a depender da gravidade e complexidade. “O grau de desabastecimento tão extenso e grave compromete a segurança e coloca em risco a vida dos pacientes sob nossa responsabilidade, afirma o documento assinado por cirurgiões de 19 áreas médicas”.

O presidente do Sindicato dos Médicos, Gutemberg Fialho, diz que hoje a situação está mais grave, mas a falta de material e de condições mínimas de trabalho dificultam os atendimentos há muito tempo. “Essa situação vem se agravando ao longo do tempo, não é de hoje. Esse quadro tem se repetido e nós chegamos numa situação em que os colegas estão sem condições de assistir os pacientes e os pacientes sem ter assistência”. Em nota, a Secretaria de Saúde rebateu a denúncia dos médicos e afirmou que nenhum serviço será parado no Hospital de Base e que medidas serão tomadas para solucionar os problemas”, diz.

Nesta segunda-feira (24), pelo menos 15 cirurgias foram canceladas por falta de material cirúrgico. Para amenizar os problemas, a Secretaria de Saúde fez um reajuste orçamentário de última hora. A pasta anunciou o repasse de R$ 100 mil ao Hospital de Base para compra de produtos e R$ 60 milhões para pagamento de dívidas com fornecedores. Os recursos foram retirados de programa de Atenção Básica à Saúde.

A secretária de saúde, Marília Coelho, diz que o problema das contas é de arrecadação: “Para usar esse dinheiro, eu precisei fazer um termo de ajuste sanitário, precisei aprová-lo no Comitê Gestor, no Conselho de Saúde, negociar com Ministério Público, Tribunal de Justiça para apresentar o que nós iríamos fazer para não termos problemas judiciais posteriormente”.

O Ministério Público diz que o remanejamento para cumprir contratos desnecessários caracteriza improbidade administrativa. (Fonte: R7)

Coletivo Politico

O Tribunal de Contas da União (TCU) entregou na tarde desta segunda-feira (17) ao governador eleito Rodrigo Rollemberg (PSB), um relatório em que apontam a saúde pública como um dos pontos mais críticos do Distrito Federal. Segundo o documento do TCU, 53,5% dos pacientes não conseguiram consultas com médicos e dentistas em agosto de 2010. Em novembro de 2007, o número era bem menor: 34%. No levantamento mais recente, 81% das especialidades registravam filas de espera superiores a três meses, e 31% superiores a um ano. Alguns números impressionam. Em cidades como Santa Maria, a espera por uma consulta odontológica chega a quatro anos. Em todo o Distrito Federal, a marcação com um angiologista (especialista em circulação e vasos sanguíneos) demora quase cinco anos, segundo os auditores do Tribunal de Contas. O governador eleito Rodrigo Rollemberg agradeceu a entrega do levantamento e disse que será muito útil para buscar soluções.

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UTIs

O documento do tribunal também aponta falta de controle do estoque e da distribuição de medicamentos, além do baixo número de leitos. Em 2013, o déficit era de 2.603 leitos gerais e 54 vagas de Unidades de Tratamento Intensivo (UTI).

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Número maior

A Secretaria de Saúde afirmou à TV Globo que o número atual de leitos é superior ao registrado no estudo do tribunal. Em entrevista, Rollemberg disse que o principal problema da saúde na capital não é falta de dinheiro, mas falta de qualidade na gestão.

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Saúde da Família

80% dos problemas poderiam ser resolvidos diminuindo a pressão sobre as emergências hospitalares. O DF tem a menor cobertura de Saúde da Família no país, segundo o Ministério da Saúde. Apenas 30% da população está sendo atendida pelo programa.

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Estudo geral

O estudo divulgado pelo TCU traça um diagnóstico dos estados e do Distrito Federal para auxiliar os governadores que tomam posse em janeiro de 2015. O presidente do tribunal, ministro Augusto Nardes, se diz alarmado com a saúde e com a insegurança da capital federal.

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Número assustador

Segundo Nardes, o número de mortos na região do entorno de Brasília está entre os mais altos do país. “Isso me assustou muito, porque não podemos deixar acontecer o que aconteceu no Rio de Janeiro e em São Paulo”, diz o presidente do TCU.

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Aliança DF-GO

Ainda de acordo com Nardes, a resolução dos gargalos na saúde do Distrito Federal passa por uma aliança com o governo de Goiás, similar à que foi feita na segurança pública. Um dos gargalos é o atendimento ambulatorial na região do Entorno.

Fachada da emergência do Hospital Regional da  Asa Norte, no DF (Foto: Mateus Rodrigues/G1)

Fachada da emergência do Hospital Regional da Asa Norte, no DF (Foto: Mateus Rodrigues/G1)

Secretaria vai se reunir com CRM para pedir punição de médico ausente. Sindicato dos Médicos nega que haja uso indevido de atestados

Do G1 DF – A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que vai se reunir com o Conselho Regional de Medicina para pedir a punição de médicos que tiverem faltado sem motivo no plantão do fim de semana passado ou em qualquer outro plantão da rede pública de saúde. Segundo a pasta, o profissional pode ser exonerado e até ter o diploma cassado, se a ausência for comprovada.

A secretária Marília Cunha informou nesta segunda-feira (17) que a corregedoria começou a investigar os atestados entregues por médicos escalados para plantões na rede do DF. Pacientes relataram dificuldades para conseguir atendimento em hospitais neste fim de semana. No Hospital Regional da Asa Norte (Hran), no sábado e no domingo, a coordenação geral da unidade disse que dos três médicos que faltaram, dois apresentaram atestados.

No entanto, o presidente do Sindicato dos Médicos, Gutemberg Fialho, negou que haja uso indevido de atestados pelos médicos. A entidade afirmou que além da sobrecarga de trabalho, pagas com horas extras, as escalas são feitas sem o consentimento dos profissionais.

Filas de espera- Na noite desta segunda-feira (17), 70 pacientes aguardavam na fila da emergência da ortopedia do Hospital Reginal de Ceilândia. Segundo a chefe de plantão, só um aparelho de raio X estava  funcionando.

Também nesta segunda, a ala de internação do pronto socorro do Hran tinha 86 pacientes na  espera, mas a capacidade é para 56. Os 30 pacientes a mais tiveram de dividir espaço nos corredores. A senhora idosa, Denise da Costa, esperava há quase doze horas por um atendimento. Ela é hipertensa e diabética, mas estava classificada pelo sistema de triagem da unidade na cor amarela, uma das menos graves.

“Humilhante porque você depende disso para sobreviver. Não tem mais outra palavra, tem?”, disse a idosa.

A Secretaria de Saúde do DF informou que as horas extras dos médicos feitas em setembro vão ser pagas na próxima segunda-feira (24). Já as horas extras de outubro serão quitadas em dezembro.

Ministro Augusto Nardes

Ministro Augusto Nardes

Segundo tribunal, ficou mais difícil agendar consulta nos últimos anos. Governador eleito afirma que problema não é verba, mas gestão ineficiente.

Do G1 DF – O Tribunal de Contas da União (TCU) entregou nesta segunda-feira (17) ao governador eleito do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, um relatório em que apontam a saúde pública como um dos pontos mais críticos da capital federal.

Segundo o documento, 53,5% dos pacientes não conseguiram consultas com médicos e dentistas em agosto de 2010. Em novembro de 2007, o número era bem menor: 34%. No levantamento mais recente, 81% das especialidades registravam filas de espera superiores a três meses, e 31% superiores a um ano.

Alguns números impressionam. Em Santa Maria, a espera por uma consulta odontológica chega a quatro anos. Em todo o DF, a marcação com um angiologista (especialista em circulação e vasos sanguíneos) demora quase cinco anos, segundo os auditores do TCU.

O documento também aponta falta de controle do estoque e da distribuição de remédios, além do baixo número de leitos. Em 2013, o déficit era de 2.603 leitos gerais e 54 vagas de UTI. A Secretaria de Saúde afirmou à TV Globo que o número atual de leitos é superior ao registrado no estudo do tribunal.

Em entrevista nesta segunda, Rollemberg disse que o principal problema da saúde na capital não é falta de dinheiro, mas falta de qualidade na gestão. Segundo ele, 80% dos problemas poderiam ser resolvidos diminuindo a pressão sobre as emergências hospitalares.

“O DF é a unidade da Federação com a menor cobertura de Saúde da Família, segundo dados do Ministério da Saúde. Apenas 30% da população está sendo atendida [pelo programa]“, disse o governador eleito.

Estudo geral - O estudo divulgado nesta segunda (17) pelo TCU traça um diagnóstico dos estados e do Distrito Federal para auxiliar os governadores que tomam posse em janeiro de 2015.

O presidente do tribunal, ministro Augusto Nardes, se diz alarmado com a saúde e com a insegurança da capital federal. “O número de mortos no entorno de Brasília está entre os mais altos do país. Isso me assustou muito, porque não podemos deixar acontecer o que aconteceu no Rio de Janeiro e em São Paulo”, afirma.

Ainda de acordo com Nardes, a resolução dos gargalos na saúde do Distrito Federal passa por uma aliança com o governo de Goiás, similar à que foi feita na segurança pública.

“Um dos gargalos é o atendimento ambulatorial na região do Entorno. Portanto, tem que haver um trabalho em conjunto com os dois governadores [do DF e de GO]. Já fizemos sobre segurança, e agora vamos apresentar sobre saúde num contexto nacional”, diz.

Imagens mostram leitos vazios e pacientes nos corredores do hospital de Sobradinho, no DF (Foto: Arquivo pessoal)

Imagens mostram leitos vazios e pacientes nos corredores do hospital de Sobradinho, no DF

Sindicato diz que ausências são por falta de pagamento de horas extras. Houve reclamações em emergências de unidades da Asa Norte e Ceilândia.

Raquel Morais, do G1 DF – A secretária de Saúde, Marília Cunha, disse nesta segunda-feira (17) que a corregedoria da pasta começou a investigar os atestados entregues por médicos escalados para plantões na rede pública do Distrito Federal neste final de semana. Pacientes relataram dificuldades para conseguir atendimento neste final de semana. Por telefone, o presidente do Sindicato dos Médicos, Gutemberg Fialho, afirmou que os profissionais não teriam comparecido por não terem recebido as horas extras de agosto.

“São médicos jovens, já apuramos, e, assim, nunca se investiu tanto em saúde quanto no governo Agnelo Queiroz. O hospital está totalmente reformado, equipamentos novos, tem medicamento, tem material médico-hospitalar. Não justifica. Nós vamos abrir, sim, sindicância e apurar os fatos. Não é possível mais um médico ficar dando atestado médico para outro médico”, disse Marília.

Uma equipe da corregedoria esteve no hospital da Asa Norte no início da manhã para buscar os atestados. A secretaria afirmou que ainda não tem uma estimativa do número de documentos a serem investigados.

“Vamos investigar os atestados, vamos questionar o conselho de medicina para tomar providência. O que aconteceu não é grave, é gravíssimo. Eu tinha uma necessidade de três médicos. Três clínicos cobririam muito bem. Colocamos mais um para ficar com uma folga. Estávamos tranquilos. E os quatro vão e faltam?”, declarou.

As reportagens do G1 e da TV Globo estiveram em hospitais da rede pública e constataram o problema. No sábado, nenhum médico da área de clínica geral havia aparecido no pronto-socorro da Asa Norte para dar início às consultas até as 15h30. O próprio diretor da unidade foi ao local para ajudar no atendimento.

Ainda no sábado, um agente penitenciário de 30 anos que não quis se identificar registrou cenas que classificou como “descaso” no Hospital Regional de Sobradinho. Duas fotos mostram pacientes idosos em macas improvisadas no corredor da emergência, e, em outras duas imagens, é possível ver leitos desocupados que, segundo ele, estavam em salas de emergência a poucos metros de distância.

“Meu pai tem 78 anos, levei ele ao hospital com um quadro de AVC. Ele foi atendido, recebeu medicação na sexta-feira, mas passou dois dias no corredor da emergência”, contou.

No domingo, não havia pediatras na UPA de Ceilândia e pacientes e funcionários afirmavam que, dos quatro médicos escalados no hospital regional, apenas um atendia. Um homem que acompanhou a mulher grávida à unidade reclamou da situação. “Minha esposa está sentindo dor, está sangrando direto”, afirmou.

Segundo Fialho, os médicos têm ficado doentes por causa das condições de trabalho – carga horária extensa e falta de estrutura. Ele também criticou a fala da secretária a respeito dos atestados médicos, dizendo que a pasta deve primeiro investigar e comprovar a denúncia para depois dar a declaração.

Segundo a secretária de Saúde, o conselho regional da categoria vai ser acionado para auxiliar na investigação. Se constatadas as irregularidades, os médicos podem ser punidos até com demissão.

Descaso -

A contadora Sarita Lemos, de 36 anos, foi ao hospital da Asa Norte no início da tarde de sábado para acompanhar o vizinho Antônio Lins, de 93 anos, que apresentava falta de ar, tosse e tontura. Depois de uma hora na sala de espera, ela ainda não tinha recebido nenhuma informação.

“É um desrespeito incrível, não quiseram nem fazer a ficha médica. Não passaram nenhuma informação, não deram prazos. Estávamos saindo daqui para o Hospital de Base, mas fomos desaconselhados por outra pessoa doente, que foi para lá e teve que voltar”, afirmou.

Sarita disse ter ouvido dos funcionários na recepção que o motivo para a ausência de médicos era a falta de pagamento. “Me perguntaram, na cara dura: ‘você trabalharia de graça num sábado?’ Eles não dizem que está vazio, e sim que não vão atender. E se não fazem a ficha de chegada, não há como provar que a gente veio aqui”, declarou.

Os servidores no local disseram à reportagem do G1 que não havia médicos parados dentro da unidade. Um recepcionista que preferiu não se identificar afirmou que parte da equipe não havia comparecido e que, por isso, não “adiantaria nada” preencher fichas de pacientes.

Horas extras - Segundo o sindicato, o pagamento de horas extras está comprometido desde setembro, quando começou a ser feito em folha suplementar e não no contracheque normal. A insegurança teria aumentado, afirma a organização, com o atraso no pagamento deste mês (relativo a setembro) e a proximidade do fim da gestão de Agnelo Queiroz.

A entidade de classe cita como “agravante” um decreto assinado pelo governador no último dia 28, que proíbe despesas adicionais para os órgãos de governo.

Marília diz que o medo dos servidores de não receber os pagamentos em dia não se justifica, porque o governo já ofereceu garantias. “Estamos tomando todas as precauções para que não falte dinheiro em caixa. Os coordenadores das regionais estão cientes, a equipe de transição está ciente.”

“O prazo foi fixado para o dia 24 de novembro, e o dinheiro vai ser depositado. São R$ 22 milhões em horas extras, e vão ser pagos normalmente como sempre foram pagos nos últimos 20 anos”, afirma.

A secretária afirma que o governo contratou 17 mil servidores para a saúde nos últimos quatro anos, mas diz reconhecer que ainda há um déficit no setor. “Temos vagas em aberto, e é por isso que eu preciso pagar hora extra. Só em setembro, 200 pediatras se aposentaram na rede pública.”

Na sexta-feira (14), o governo também negou que deixaria dívidas na área de educação. O risco de um “calote” foi levantado pela equipe de transição do governador eleito, Rodrigo Rollemberg (PSB), em relação ao pagamento de salários, abonos e férias dos professores entre dezembro e janeiro.

Emergência da pediatria do Hmib fica vazia por falta de médicos (Foto: Natália Godoy/G1)

Emergência da pediatria do Hmib fica vazia por falta de médicos (Foto: Natália Godoy/G1)

Saúde prometeu 12 médicos, mas mandou apenas dois, dizem pediatras. GDF diz que enviou quatro profissionais e prevê reunião para esta segunda.

Do G1 DF – Pediatras do Hospital Materno Infantil de Brasíliax (Hmib) paralisaram as atividades nesta segunda-feira (3) por falta de pessoal. A equipe disponibilizou apenas um médico no quadro de profissionais e somente para casos mais graves.

Segundo uma médica que preferiu não se identificar, eles decidiram não trabalhar porque a Secretaria de Saúde havia prometido enviar um reforço de 12 pediatras para atuar na emergência, mas mandou apenas dois.

A dona de casa Ana Santos levou a filha de 9 anos, que está com alergia pelo corpo, ao centro médico, e foi informada de que deveria procurar outro hospital. “Moro na Candagolândia, já fui no posto de lá e na UPA de Santa Maria, mas não tem pediatra. Eu já rodei e não tem. Achei que aqui ía achar, é complicado.”

Assim como ela, vários pais que chegam à emergência são aconselhados pela portaria da unidade a procurar o Hospital Regional da Asa Norte ou o Hospital de Base.

Na semana passada o Sindicato dos Médicos se reuniu com o GDF, a diretoria do Hmib, o Ministério Público e o Conselho Regional de Medicina, na tentativa de impedir uma paralisação no hospital. O Sindimedico confirmou que ficou acertado o acréscimo de 12 profissionais no quadro. Segundo o órgão, o hospital carece hoje de 24 médicos.

O G1 procurou a diretoria do Hmib, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.

Em nota, a Secretaria de Saúde informou que o hospital está recebendo um reforço de quatro profissionais para ajudar a atender a demanda. A pasta afirmou que na tarde desta segunda “uma reunião será realizada pelas equipes de pediatria da secretaria para encontrar uma solução para o caso”.

Segundo a secretaria, para esta semana está prevista a divulgação do resultado do concurso público que prevê a contratação de 76 pediatras com vagas imediatas e 110 para cadastro reserva.

medico

O Ministério Público Federal no Distrito Federal requer à União que apresente planos de trabalho e relatórios de execução do termo de cooperação e que o pagamento dos médicos cubanos seja feito diretamente pelo governo brasileiro

O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF) questiona a legalidade do 3º Ajuste ao 80º Termo de Cooperação firmado entre o governo brasileiro e a Organização Panamericana de Saúde (OPAS), que permitiu a vinda de profissionais cubanos ao país, dentro do Programa Mais Médicos. Na manifestação, emitida em ação civil pública e ação popular que tramitam na Justiça Federal, o MPF/DF afirma que, além de apresentar ilegalidades, o acordo ainda coloca os cofres públicos sob risco de prejuízos incalculáveis, pois o destino efetivo dos recursos empregados no projeto e repassados à OPAS é desconhecido.

Em sua manifestação, o MPF/DF pede que o juiz modifique o atual método de repasse das bolsas aos médicos intercambistas cubanos, feito por meio da OPAS, de forma que a União pague diretamente o salário desses profissionais. O pedido decorre do fato de que o próprio governo brasileiro afirma desconhecer o destino efetivo dos recursos financeiros repassados à OPAS a título de remuneração dos médicos cubanos do Programa. O Ministério Público destaca, ainda, que cerca de R$ 510 milhões foram gastos com o programa Mais Médicos para a vinda dos médicos de Cuba somente em 2013, mas não se sabe como exatamente esse montante foi aplicado.

O MPF/DF ressalta que, no ajuste ao termo de cooperação, não estão discriminadas as obrigações administrativas, financeiras, contábeis e orçamentárias da Organização Panamericana de Saúde e do governo brasileiro. Além disso, embora o governo afirme que são repassados mensalmente, à OPAS, R$ 10 mil para custear a bolsa de cada médico intercambista cubano, foi possível verificar, a partir de acesso a contrato celebrado por um desses profissionais  com o Governo de Cuba, que apenas mil dólares são efetivamente pagos a cada profissional (valor equivalente a cerca de R$2.5 mil).

De acordo com a procuradora da República Luciana Loureiro Oliveira, que assina a manifestação, a falta de conhecimento preciso da União sobre as remunerações exatas praticadas pela OPAS e pelo governo cubano aos médicos intercambistas desse país revela claro descontrole sobre o que efetivamente tem sido feito com o dinheiro brasileiro. “Entendemos que a viabilização da vinda de tais profissionais cubanos, nos termos em que pactuados com a OPAS, se mostra francamente ilegal e arrisca o erário a prejuízos até então incalculáveis, exatamente por não se conhecer o destino efetivo dos recursos públicos brasileiros empregados no citado acordo.” No entanto, ela reconhece a importância da motivação e das finalidades do Programa Mais Médicos para o Brasil, além das inegáveis contribuições que os médicos da ilha de Cuba podem trazer para o desenvolvimento e o aprimoramento das ações do Sistema Único de Saúde.

Além dessas omissões, algumas já reconhecidas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), o MPF/DF aponta que os termos vagos e genéricos do plano de trabalho e a falta de transparência nas ações da OPAS na prestação de contas de suas atividades causam a nulidade do ajuste. Segundo a procuradora da República, a parceria também afronta o Código Global de Prática para Recrutamento Internacional de Profissionais da Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS), que determina que tal recrutamento seja conduzido segundo os princípios da transparência, equidade e promoção da sustentabilidade dos sistemas de saúde.

Nas ações em andamento na Justiça Federal, quando questionada sobre os termos firmados entre a OPAS e o governo cubano e entre este e seus cidadãos, a União informou ter solicitado tais documentos e que a organização teria se recusado a fornecê-los, alegando proteção por cláusula de confidencialidade.

Atendimento será realizado de forma improvisada no corredor do Hospital do Gama e população fica sem especialidades e vulnerável à contaminações

Em funcionamento desde 2007 por meio de um convênio entre a Faculdades Integradas da União Educacional do Planalto Central (Faciplac) e o Governo do Distrito Federal (GDF),  a Policlínica II, do Gama, fechará suas portas a partir de amanhã, 1º de novembro de 2014, por uma decisão da Secretaria de Saúde do DF. E pior: os mais de 20 mil atendimentos realizados pela Policlínica serão feitos de forma provisória, no corredor do Hospital Regional do Gama, também por determinação do governo.

A circular, emitida pela Secretaria de Saúde do DF para os servidores da Policlínica do Gama diz que o espaço onde hoje funciona a unidade de saúde será entregue de volta à Faciplac. Em outubro de 2013, a presidente da Comissão de Saúde da Câmara Legislativa do DF, deputada Liliane Roriz, visitou a unidade e alertou o GDF sobre a importância do atendimento realizado pela Policlínica do Gama para a população. Naquela ocasião, os responsáveis pela unidade de saúde já temiam pelo fechamento da Policlínica, já que o governo havia retirado os pediatras do local para cobrir a carência de profissionais em hospitais da rede pública.

Um ano depois, o medo da população do DF e Entorno, que eram atendidas na Policlínica do Gama se concretiza e a unidade será fechada. Com um agravante: os atendimentos serão realizados no meio do corredor no Hospital do Gama, que também é carente de profissionais e recursos para atender a demanda.

A Policlínica do Gama foi construída pela Faciplac, que atualmente financia também obras no hospital (ala de residência médica). A instituição mantém convênio com o GDF para que os estudantes frequentem o Hospital Geral do Gama, uma policlínica e cerca de 20 centros de atenção básica. Os alunos acompanham também as atividades do programa Saúde da Família, em um povoado agrícola do Distrito Federal.

A população que depende da Policlínica tem acesso gratuito a várias especialidades médicas como ortopedia, dermatologia, neuropediatria, audiometria, otorrinolaringologista entre outras, além da unidade ser equipada com aparelhos hospitalares importantes com Raio X, cabine de audiometria, imitanciometria e ecografia.

Todos os equipamentos médicos estão sendo levados para dois corredores 7 e 8 do Hospital do Gama de forma improvisada. O local não possui estrutura adequada, a fiação está exposta, os azulejos quebrados e os banheiros não estão adequados para uso. Além disso, o paciente estará exposto a todo tipo de contaminação ao ser atendido no meio de um corredor.

Segundo o documento emitido pela Secretaria de Saúde, os serviços prestados pela a Policlínica II do Gama devem ser realizados em caráter temporário, até que a secretaria defina um novo espaço para a ocupação da Policlínica – promessa feita pelo ex-secretário Rafael Barbosa desde o ano passado.

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Por Antonio Carlos Lopes

Enfim, começamos 2014. Passados Carnaval, Copa do Mundo, férias e eleições, o Brasil tem pela frente um mês e meio antes de tudo parar outra vez. Afinal, Natal, 2015 e verão estão aí.

Certo é que há temas que não podem ficar para o amanhã, nem para 2015 e muito menos para mais adiante. É o caso da saúde brasileira, que deve ser encarada como prioridade máxima pela recém-eleita Presidência da República.

A posse oficial do novo governo só ocorre em 1º de janeiro próximo. Entretanto, desde já é importante uma revisão geral nos pontos mais críticos para o estabelecimento de políticas urgentes, consequentes e eficazes.

Muito foi dito durante a campanha que o povo e as instituições devem ser ouvidas para a construção das reformas que o País necessita. Portanto, nós, os médicos, esperamos a convocação de nossas representações associativas, dos conselhos, sindicatos e da academia para colaborar com ideias e propostas que sigam ao encontro de um sistema de saúde de fato resolutivo, para a melhoria da assistência aos cidadãos.

É imperioso, por exemplo, conter a abertura indiscriminada de faculdades de medicina sem qualquer compromisso com a boa formação. Graduar um médico é um ato sério e diretamente ligado ao bem estar coletivo. Ocorre que empresários da educação vêm tratando essa questão somente pela ótica mercantilista, já que uma mensalidade não fica menos do que R$ 5 mil por mês.

Veja o resultado disso: de 1500 a 1999, o Brasil criou 106 cursos de medicina – a maioria com estrutura necessária à boa formação. Já nos últimos 14 anos foram abertas mais 136, grande parte sem hospital escola, corpo docente de qualidade duvidosa, grade curricular sofrível, entre outras falhas. Forma-se de olho na quantidade, não na qualidade. Hoje, temos 242 faculdades médicas, mas muitas são um risco à saúde dos pacientes e um engodo aos estudantes que sonham em ser bons profissionais. Portanto, o Estado deve assumir seu papel, fiscalizar com rigor os abusos e coibi-los.

O mesmo rigor deve pautar a abertura de vagas na residência médica. Não se pode formar especialistas a granel, sem priorizar a qualidade. Na esteira do Programa Mais Médicos, já foram anunciadas a criação de 2.822 vagas, apenas de um ano para cá – 1.609 no Estado de São Paulo. Aliás, o objetivo do Executivo é, até o início de 2018, criar 12 mil vagas. Seria louvável se a ação fosse organizada, planejada e implantada com a devida seriedade. Só que não o é. Os equívocos já começam na base, pois não possuímos infraestrutura adequada nem preceptores competentes e habilitados. Assim, se permanecermos nessa trilha, em futuro breve teremos tantos especialistas de conhecimento insuficiente e prática perigosa como já ocorre entre os graduados.

Sobre o exercício da medicina no País por formados no exterior, é urgente a revisão de pontos do Mais Médicos. Todos os intercambistas devem passar por revalidação do diploma para demonstrar que estão de fato aptos para assistir os cidadãos.

Somos a favor de mais profissionais para fazer frente à demanda da coletividade. Mas exigimos que sejam bons profissionais; não importa se brasileiros ou estrangeiros. Permitir a prática na medicina sem comprovação de capacitação é roleta russa. É como sair distribuindo carteiras de motoristas sem a certeza de que o futuro condutor sabe mesmo dirigir. Uma hora o tiro sairá pela culatra e fará vítimas; não entre os idealizadores da lei; sim entre a população mais vulnerável, como de hábito.

Mais uma questão a resolver no Mais Médicos diz respeito à remuneração. Cubanos não podem ser tratados como mão de obra barata ou como escravos. Devem receber dignamente por seu importante trabalho. A propósito, nossos recursos humanos também merecem salários dignos. Na campanha muito se falou em criar um plano de carreira para os médicos. Isso deve acontecer imediatamente, com política de progressão e remuneração semelhante à do Judiciário. Dessa forma, será possível inclusive estimular a ida de profissionais para as áreas remotas e regiões periféricas.

Enfim, poderíamos colocar aqui outros tantos desafios como a qualificação da gestão, a ampliação de financiamento à saúde, a ampliação do programa de médicos de família. Todos igualmente urgentes. É por isso instamos o governo recém-eleito a enfrentá-los imediatamente, com consulta à sociedade e vontade política. Presidente, a saúde do Brasil não pode mais esperar.

Antonio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica

O encontro é voltado aos trabalhadores da Atenção Básica de Saúde

Profissionais de saúde se reúnem, de hoje (20) até sexta-feira (24), para discutir e debater com gestores os indicadores maternos e infantis durante a Terceira Semana Distrital de Saúde da Criança. O encontro acontece das 9h às 18h, no auditório da Legião da Boa Vontade (LBV), localizado na SGAS 915 Sul.

O evento tem o objetivo de treinar os profissionais de saúde buscando o aprimoramento da qualidade da assistência infantil e capacitar os profissionais quanto a promoção e incentivo ao aleitamento materno, na triagem do recém-nascido além de discutir o enfrentamento dos problemas prevalentes na infância como doenças respiratórias, obesidade e promoção da saúde bucal.

Segundo o chefe do Núcleo de Saúde da Criança da Secretaria do Distrito Federal, Claudio Lima Júnior, médicos de família, nutricionistas, cirurgiões dentistas, pediatras, enfermeiros que atuam na Atenção Básica de Saúde vão debater questões como mudanças de praticas, reorganização dos serviços e divulgação dos protocolos das linhas de cuidados.

Durante a Semana – dentro da programação – haverá seminário de vigilância do óbito infantil e materno; fórum de discussão da Iniciativa Hospital Amigo da Criança. Nesta terça-feira (21), às 19h,  haverá bate-papo com a comunidade por meio do mediador professor da Unicamp, pediatra e escritor, José Martins Filho.

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Três em cada quatro ações prometidas continua no papel, ou seja, em estudo, licenciamento ou em processo de contratação

Apenas 20% das ações previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) para a área da saúde no Distrito Federal foram concluídas desde 2011, ano de lançamento da segunda edição programa. Dos 40 projetos selecionados no programa para o Estado, todos sob responsabilidade do Ministério da Saúde ou da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), apenas oito foram concluídos até abril deste ano – último dado disponível. A análise é do Conselho Federal de Medicina (CFM), que, a partir dos relatórios oficiais do programa, criticou o baixo desempenho dos projetos – reflexo do subfinanciamento crônico da saúde e da má gestão administrativa no setor.

“Este é o segundo monitoramento do CFM sobre as obras do PAC e mais uma vez os números do próprio governo confirmam as denúncias dos médicos à sociedade: a saúde não é uma prioridade no Brasil. Estamos a poucos meses do fim deste governo e muitas obras sequer saíram do papel”, criticou o presidente do CFM, Carlos Vital. Para ele, esse resultado é inadmissível diante da demanda crescente da população. “Há que se ter uma gestão mais eficiente. E esse é um pleito não só dos médicos, mas de toda a sociedade brasileira”.

A maior parte das ações programadas (75%) no período de 2011 a 2014 continuam nos estágios classificados como “ação preparatória” (estudo e licenciamento) ou “em contratação”. Enquanto isso, duas ações constam em obras ou em execução. Os oito empreendimentos concluídos fazem com que o estado apareça em último lugar na lista de unidades federativas com o maior número absoluto de obras inauguradas. Em termos percentuais, o estado aparece com desempenho ligeiramente acima da média nacional (16,5%).

Em 2011, foram prometidas a construção ou ampliação de 33 UBSs, das quais apenas três foram concluídas. Também constam no Programa iniciativas de saneamento voltadas a qualidade da saúde em áreas indígenas, rurais e melhorias sanitárias nas cidades. Dentre as sete ações desta natureza, cinco foram concluídas.

Balanço nacional – Em todo o país, apenas 16,5% das ações previstas no PAC 2 para a área da saúde foram concluídas. Das 23.196 ações sob responsabilidade do Ministério da Saúde ou da Funasa, pouco mais de 3.800 foram finalizadas até abril deste ano. Quase metade das ações programadas para o período permanece no papel, ou seja, nos estágios classificados como “ação preparatória” (estudo e licenciamento), “em contratação” ou “em licitação”. Enquanto isso, 10.743 ações constam em obras ou em execução, quantidade que representa 46% do total.

HMIB

Equipes de assessoramento interno ajudam a padronizar e a melhorar processos de trabalho

O Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) intensificou, no mês de setembro, a organização dos fluxos de trabalhos por meio de equipe multiprofissional criada para o assessoramento e o monitoramento dos processos de trabalho na busca da melhoria contínua.

O objetivo principal é identificar as oportunidades de aprimoramento dos serviços, ajudar na elaboração de planos de ação e monitorar a sua concretização.

“Capacitar nossos servidores é garantir a sustentabilidade da melhoria contínua da gestão, da assistência e da produção da saúde de qualidade, humanizada e segura. Foi um orgulho ver essa mobilização que faz parte de um movimento que veio para ficar”, destacou Roselle Bugarin Steenhouwer, coordenadora Geral de Saúde da Asa Sul.

A ação é uma parceria entre as equipes do Núcleo de Segurança do Paciente, Medicina de Trabalho, Unidade de Controle de Infecção Hospitalar, Educação Continuada e Núcleo de Resíduos.

Segundo Tânia Mara Padovani, presidente da Comissão de Educação Continuada do Hmib, o cronograma contemplará 12 unidades até dezembro.  O trabalho consiste em observar toda a dinâmica da unidade e em produzir um relatório que apontará as questões mais problemáticas. A área deve elaborar um plano de ação que será discutido em roda de conversa e as ações serão monitoradas pela equipe de assessores.

“Essa dinâmica torna a comunicação mais eficiente e democrática e estimula a adesão de todos os membros da equipe”, explicou Tânia Mara.

A primeira a receber a assessoria foi a Policlínica, responsável pelos pacientes pós-cirúrgicos, puérperas e gestantes. Os resultados foram positivos e apontaram grande receptividade e adesão da equipe.

Sueli de Oliveira, auxiliar de enfermagem, relata que a assessoria foi muito importante para o aperfeiçoamento do trabalho e destacou a mudança de postura para uma gestão mais democrática e acessível.

“Estou há 15 anos no Hmib e é a primeira vez que vejo uma mobilização tão grande. Agora me sinto ouvida. A melhora na comunicação entre chefia e funcionário refletiu positivamente nos servidores e pacientes”, completou a servidora.

HUB

Recurso faz parte dos repasses do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários (REHUF). Para todo país, o investimento é de R$ 150,4 milhões

O Ministério da Saúde liberou R$ 9,3 milhões para o Hospital Universitário de Brasília (DF). O recurso é destinado às ações que integram o Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários (REHUF), desenvolvido e financiado em parceria com o Ministério da Educação. Para todo país, o recurso total é de R$ 150,4 milhões. Os valores são definidos junto com as instituições e levam em conta os indicadores e metas de desempenho de cada local. Com esse incentivo, os hospitais universitários podem adquirir equipamentos como aparelhos para exames de imagem, realizar pequenas reformas ou comprar materiais de limpeza, entre outros itens.

Essa é a quarta vez só neste ano que essas instituições de ensino superior de todo país recebem esse tipo de reforço financeiro, totalizando R$ 391,1 milhões. Ao todo, serão beneficiadas 39 instituições, localizadas em 29 cidades, sendo 21 capitais. Até o final do ano, serão pagos RS 463,7 milhões. As três portarias que liberam os R$ 150,4 milhões, incluindo os R$ 9,3 milhões para o Hospital Universitário de Brasília, estão publicadas no Diário Oficial da União (D.O.U) desta sexta-feira (26).

Desde maio deste ano a até o início de setembro, já foram repassados R$ 240,7 milhões para os hospitais do REHUF. Do total que será liberado até o final de 2014, R$ 328,2 milhões são para o custeio de atividades assistenciais e de ensino, obras e reformas e os outros R$ 140,9 milhões, para a compra de equipamentos e melhoria de infraestrutura. “Com mais equipamentos, área física, ambiência adequada e profissionais capacitados nos Hospitais, mais benefícios garantimos a população, seja por meio da redução de tempo de espera para internação ou mais rapidez na realização de consultas e exames. Ou seja, maior resolutividade na assistência à saúde, no menor tempo possível e de uma forma humanizada”, ressaltou o Secretário de Atenção à Saúde, Fausto Santos.

Além dos recursos do REHUF para reestruturação e revitalização dos hospitais universitários, o Ministério da Saúde repassa cerca de R$ 1,2 bilhões por ano para o custeio da assistência de média e alta complexidade prestada por estes estabelecimentos durante o atendimento. Desde o início do programa, em 2010, o Ministério da Saúde já investiu mais de R$ 2 bilhões em hospitais de ensino de todo país. Atualmente, 46 hospitais e outras duas unidades de saúde ligadas às universidades fazem parte do REHUF. Essas instituições estão localizadas em 33 cidades do país, sendo 24 capitais.

Os hospitais universitários são vinculados às instituições de ensino superior do Ministério da Educação, responsável pelo pagamento dos profissionais concursados. Já o Ministério da Saúde repassa recursos para o custeio dos serviços prestados à população nas unidades, recursos do REHUF, entre outros incentivos.

Objetivo é padronizar os móveis da rede, aprimorando as condições dos trabalhadores e o atendimento à população

Usuários dos serviços públicos de saúde e servidores da pasta serão beneficiados com a renovação do mobiliário de hospitais, centros de saúde, Unidades de Pronto Atendimento, Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde e bases do Samu. O material, que compreende, dentre outras coisas, mesas, cadeiras e estações de trabalho, teve investimento de R$ 12 milhões.

“O objetivo da renovação faz parte da política de promover a saúde do trabalhador, adequando-se à legislação federal. Alguns dos móveis da rede tinham mais de 40 anos”, explicou o gerente de Hotelaria da Secretaria de Saúde, Daniel Veras de Melo.

Os móveis adquiridos já chegaram a algumas unidades de saúde, onde estão acondicionados, e aguardam montagem nos próximos dias. “Quando o mobiliário é adequado, diminui incidência de dores na coluna e de lesão por esforços repetitivos dos trabalhadores”, destacou a diretora do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest), Elienai de Alencar.

O Hospital Regional da Asa Norte (Hran) é uma das principais unidades beneficiadas com esta renovação. O valor investido no hospital ultrapassa R$ 1 milhão e deve impactar diretamente na melhoria dos serviços prestados à população. “Estamos trocando todos os móveis, do subsolo ao sétimo andar”, frisou Melo.

Outro hospital que passará por esse processo de troca de mobiliário é o do Paranoá, para o qual foram destinados R$ 944 mil. Também serão contemplados com novos móveis os demais hospitais que estão se preparando para serem acreditados como de ensino – Ceilândia, Planaltina e Gama.

A mudança dos móveis não ocorre ao mesmo tempo em toda a rede. Há unidades que já receberam e estão com o mobiliário novo em uso, outras aguardam a montagem e algumas estão esperando a entrega do material.

A média local de 177,4 cirurgias por milhão de habitante é 59% superior à de São Paulo, segunda colocada no ranking nacional

O Distrito Federal alcançou o patamar de líder absoluto no transplante de córnea. Os 221 procedimentos realizados no primeiro semestre de 2014 representam uma média 177,4 intervenções por milhão de habitantes (pmp). O número é 59% a mais que São Paulo, segundo colocado, com 111,3 cirurgias. Os dados são da Associação Brasileira de Transplante de Órgão (ABTO).

Segundo o oftalmologista Rogério Nóbrega, coordenador da especialidade na Secretaria de Saúde, a quantidade de procedimentos no DF se deve à qualidade das equipes, que realizam as cirurgias de emergência no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e as de rotina no Hospital Universitário de Brasília (HUB) e Instituto de Cardiologia do DF (ICDF), além de clínicas particulares.

“As equipes de transplantes são muito boas. A gente trabalha muito e vai se revezando para atender. Só no Hospital de Base são seis médicos”, destacou o especialista, que faz parte da equipe de transplantes do HBDF.

O êxito dos transplantes de córnea no Distrito Federal se deve a uma estrutura consolidada de captação, feita pelo Bando de Olhos local. A unidade foi inaugurada em 2002 e luta contra o relógio para conseguir convencer as famílias, fazer a extração do órgão, triagem, armazenamento e ampliar o número de transplantes. O tempo para obter a córnea é curto, de apenas seis horas após a parada cardíaca, ou 24 se o doador estiver em refrigeração.

De acordo com a coordenadora do Banco de Olhos, Mônica Santos, um dos principais problemas para ampliar a doação é o desconhecimento. “Muitos deixam de doar porque não conhecem. Até alguns profissionais de saúde não sabem nem como funcionam o processo de captação, nem que o DF faz transplantes”, frisou.

Isabela Pereira Rodrigues, enfermeira do Banco de Olhos, ressaltou que a estratégia na hora de abordar as famílias dos doadores é a de que duas vidas serão beneficiadas. “Cada córnea vai para um doador diferente”, esclarece.

Este ano, a média do Banco de Olhos é de 33 doações por mês. A expectativa é que esse número aumente com a conscientização da população e com o trabalho das Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante, que funcionam em dez hospitais do Distrito Federal.

SERVIÇO

Para fazer uma notificação de óbito, basta entrar em contato com o Banco de Olhos, que funciona 24 horas, no telefone: 3315-1633.

carreta

Exames são feitos de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h, e das 13h às 17h

As moradoras de Planaltina de Goiás já podem utilizar os serviços oferecidos pela Carreta da Mulher. A unidade móvel da Secretaria de Saúde do Distrito Federal chegou à cidade nessa segunda-feira (22) e ficará estacionada por 30 dias ao lado da prefeitura municipal.

Os exames ocorrem de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h, e das 13h às 17h. São oferecidas 50 mamografias, 50 ecografias e 50 preventivos de câncer de colo de útero (papanicolau) por dia. A paciente deve apresentar documento de identidade, CPF e cartão do SUS. A preferência é para as que têm consulta previamente agendada no posto de saúde da região.

Mamografias e ecografias exigem apresentação de pedido médico (com exceção de mamografias em mulheres maiores de 50 anos ou ecografias gestacionais). O papanicolau não exige pedido médico e é destinado principalmente a mulheres sexualmente ativas entre 25 e 64 anos.

RIDE – Planaltina de Goiás é a terceira cidade da Região Integrada de Desenvolvimento (Ride) a contar com o serviço oferecido pelo GDF. Desde julho, a carreta faz mamografias, ecografias e preventivos nas cidades goianas próximas ao Distrito Federal.

A primeira região a receber a unidade móvel foi Valparaíso, onde foram feitos 3.130 exames. Águas Lindas, segunda localidade, teve 2.135 procedimentos realizados.

O subsecretário de Planejamento, Regulação, Avaliação e Controle da Secretaria de Saúde, Rodrigo Miranda, comemora a ida da carreta à Ride. “Está sendo excelente, porque estamos tendo oferta de exames que lá não existem, e estamos evitando que o pessoal busque atendimento no DF”, frisou.

Segundo dados da Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), o município de Águas Lindas, por exemplo, não possui hospitais, e, por esse motivo, 98,4% da população busca atendimento no DF – mais especificamente em Brazlândia, Ceilândia e Taguatinga.

Conquista é obtida em menos de dois anos do início da oferta da cirurgia

Os 31 transplantes de fígado realizados nos seis primeiros meses do ano colocaram o Distrito Federal no topo do ranking nacional, em menos de dois anos realizando esse tipo de cirurgia. Esse quantitativo corresponde a 24,1 procedimentos por milhão de habitantes, segundo levantamento da Associação Brasileira de Transplante de Órgão (ABTO) relativo ao primeiro semestre deste ano.

O primeiro transplante de fígado foi realizado no dia 13 de janeiro de 2012, ano que somou 39 intervenções desse tipo, colocando o DF em terceiro lugar no ranking nacional, empatado com Pernambuco. As duas unidades da federação realizaram 15,2 procedimentos por milhão de habitantes (pmp), atrás de Santa Catarina, com 17, e Ceará, com 18,9 pmp, respectivamente.

No ano passado, o Distrito Federal já tinha subido para a segunda posição no ranking nacional. Com 53 transplantes e uma média de 20,6 transplantes por milhão de habitante, o DF só ficava atrás do Ceará, cuja média foi de 23 procedimentos por milhão de habitantes.

O retorno do capital à realização de transplantes hepáticos foi possível graças a um acordo com o Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF), onde são realizadas as intervenções.

LUTA VENCIDA – Com nome de uma das mais famosas batalhas da história, Waterloo Santos venceu sua luta pessoal pela vida no dia 30 de janeiro de 2012, quando recebeu um fígado novo, aos 62 anos. Nessa data, Waterloo passou a fazer parte da história dos transplantes no DF, como a primeira pessoa a ser submetida a um transplante hepático no SUS.

Funcionário do Hospital da Criança de Brasília, Waterloo descobriu por acaso que tinha problema hepático, quando foi fazer um check-up geral no Hospital das Forças Armadas. Na época, detectaram a existência de um nódulo no fígado, consequência de uma hepatite.

Como não havia transplantes no DF na época, Waterloo ficou cerca de quatro meses na fila para São Paulo e preferiu esperara por um doador falecido, já que com a medicação tinha estabilizado o nódulo. Quando ficou sabendo que tinham encontrado um doador e que a intervenção seria em Brasília, sua alegria foi em dobro.

“Tive duas felicidades, uma por ter conseguido o transplante, e a outra de poder estar em casa, acompanhado pelos familiares”, contou.

Ele faz um chamado à população para que informem seus familiares que querem ser doadores. “Quando a gente passa por isso é que vê a necessidade”, concluiu.

Foto Renato Araujo

Foto Renato Araujo

Unidade tem 2,5 mil m² de área e conta com mais de 300 profissionais atendendo

A população da região norte do Distrito Federal foi beneficiada, nesta quinta-feira (11), com a inauguração da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Sobradinho. A estrutura é a segunda maior do Brasil, com 2,5 mil m², e fica atrás apenas da de Ceilândia, que tem a mesma área, mas que foi aberta ao público primeiro.

“Estamos inaugurando a nossa sexta UPA. O objetivo dessa UPA é fazer o atendimento de urgência pré-hospitalar, diminuindo a demanda nas emergências”, frisou o Secretário de Saúde, José Bonifácio Alvim, acompanhado do ministro da Saúde, Arthur Chioro, e pelo secretário da Casa Civil, Swedenberger Barbosa.

Durante a visita de inauguração, o ministro da Saúde anunciou a liberação de R$ 14 milhões para a construção de quatro UPAs no Distrito Federal. O Secretario de Saúde, por sua vez, adiantou que serão construídas mais 14 UPAs em várias regiões administrativas.

“A nossa perspectiva é que com as seis UPAs que temos mais as 14 que vamos construir consigamos resolver o problema sério de super lotação das emergências”, enfatizou Alvim.

De acordo com o ministro da Saúde, o número de consultório e leitos de observação é maior que o recomendado por uma portaria federal para o tamanho da UPA: “Foi uma preocupação que o Governo do Distrito Federal teve no sentido de já preparar essa UPA para o processo de crescimento da população”, elogiou o ministro.

Ainda este ano serão inauguradas as UPAs do Gama e da Ceilândia (QNR), além de finalizados os projetos das UPAs do Plano Piloto, Planaltina, Estrutural e Taguatinga. A previsão de construção das demais é 2015.

ESTRUTURA – A UPA de Sobradinho é a primeira da região norte do DF e, além de Sobradinho I e II, atenderá também a população da Fercal e arredores. A estrutura tem capacidade para atender 350 pacientes diariamente, o que contribui para a organização do fluxo de pacientes da cidade, reservando o Hospital Regional de Sobradinho para casos mais urgentes e complexos.

Mais de 300 profissionais se revezam para oferecer atendimento 24 horas à população. Fazem parte dessa equipe médicos especialistas em Clínica Médica, enfermeiros, dentistas, auxiliares de enfermagem e odontologia, nutricionistas, assistente social, farmacêuticos, bioquímicos, técnicos de enfermagem, laboratório e radiologia, além de pessoal de segurança e limpeza.

As crianças que chegarem à unidade serão acolhidas e, dependendo da gravidade, serão encaminhadas aos centros de saúde e às equipes Estratégia Saúde da Família, ou levadas em ambulância ao hospital, acompanhados por um profissional da UPA.

A auxiliar de serviços gerais, Aline Salina Alves, 29 anos, teve intoxicação alimentar e foi encaminhada do Hospital Regional de Sobradinho (HRS). “Fui atendida em menos de dez minutos. Agora só vou vir aqui”, destacou a moradora de Planaltina.

A faxineira Secunda Gonçalves dos Santos, 36 anos, moradora de Cavalcante, em Goiás, também gostou do atendimento da UPA. “Não está demorando, não”, aprovou.

O morador de Sobradinho II, Sérgio Pereira, descobriu que a UPA estava funcionando quando foi pegar um remédio na Clínica Saúde da Família, que fica ao lado da unidade. Ele aproveitou para passar em casa e levar a filha Amanda Ketlen, de 14 anos, para ser atendida por causa de uma crise de sinusite. “Achei bom o atendimento”, avaliou.

SERVIÇO

Para ser atendido na UPA, o usuário deve apresentar documento de identificação (RG, carteira de motorista, profissional ou certidão de nascimento) e carteirinha do SUS.

Endereço: DF-420, km 2 – Setor de Mansões

Hospital de Base

Unidade faz 16 mil atendimentos mensais na emergência e 2 mil ambulatoriais diariamente​

Referência no atendimento de traumas e de procedimentos de alta complexidade, o Hospital de Base de Brasília, maior unidade de saúde da capital federal, completa 54 anos nesta sexta-feira (12). Durante todo o dia, diversas atividades serão realizadas para celebrar a data.

“Esse é um hospital de extrema importância para Brasília e para o Brasil, e é com muita alegria que comemoro essa data. Fico satisfeito em ter contribuído, de uma maneira tão significativa, para a história do Hospital de Base. Estamos batalhando para cada dia mais fazermos do HBDF um hospital melhor”, destacou o diretor da unidade, Julival Ribeiro.

O Hospital Distrital, como foi chamado inicialmente, foi inaugurado em 12 de setembro de 1960, dia em que o então presidente Juscelino Kubistchek completava 58 anos de idade.

Atualmente o Hospital de Base atende toda a população do DF, entorno e estados circunvizinhos para procedimentos de alta complexidade. A unidade conta com 12 especialidades na emergência e 37 no ambulatório, atende na emergência uma média de 16 mil pacientes mensais e realiza cerca de 2 mil atendimentos ambulatoriais diariamente.

DESTAQUES – O Hospital de Base é referência no atendimento a pacientes com problemas neurocardiovasculares e traumas. O Centro Neurocardiovascular, inaugurado em junho de 2012, conta com 18 enfermeiros, 42 técnicos de enfermagem e mais de 20 médicos com especialidade em cardiologia, neurocirurgia e neurologia.

A cada 10 pessoas atendidas com acidente vascular cerebral e infarto, na unidade de neurocardio, nove são salvas, boa parte sem necessidade de UTI. A unidade conta ainda com 11 leitos com suporte de equipamentos avançados.

“O Centro é referência para todo o Distrito Federal e entorno e nós nos empenhamos ao máximo para que o paciente seja o maior beneficiado com o nosso trabalho, que tem como principal objetivo salvar vidas”, frisou o chefe do Centro Neurocardiovascular, Rodrigo Garbero.

TRAUMA – O Centro de Trauma também passou por reforma, no início do ano, na parte elétrica, nas tubulações de gases, paredes e pinturas. A média é de 100 atendimentos por dia. O Centro presta socorro às vítimas de atropelamentos, choques e acidentes.  São 15 leitos para o atendimento emergencial de casos mais graves, com uma equipe especializada em atendimento de urgência.

ACUPUNTURA – Outro serviço que se destaca no HBDF é o de acupunturiatria, em funcionamento há seis anos. Ele é referência no DF para reabilitação de dor e de mobilidade de pacientes submetidos a mastectomia. A unidade realiza, em média, 2 mil procedimentos por mês.

HEMODINÂMICA – A unidade de hemodinâmica  do ambulatório atende 24 horas por dia, com serviços de cateterismo, angioplastia (cirurgia para desentupir artérias), quimioterapia arterial (tratamento de câncer via cateter), embolização (oclusão dos vasos, visando diminuir a vascularização de uma região), entre outros.

CERTIFICAÇÃO – O HBDF também faz parte do processo de acreditação, pela Joint Comission, em parceria com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz. A acreditação é uma certificação exclusiva para instituições de saúde. Trata-se de um método de avaliação voluntário, periódico e reservado dos recursos institucionais de cada hospital para garantir a qualidade da assistência por meio de padrões previamente definidos.

HOSPITAL DE BASE EM NÚMEROS – A unidade realizou mais de 368 mil atendimentos em 2013, sendo cerca de 236 mil consultas ambulatoriais e 131 mil atendimentos de emergência. Foram realizadas no Hospital mais de 11,5 mil cirurgias e 13,7 mil internações.

Programação do aniversário

Sexta-Feira – 12/09/2014

8h às 9h – Apresentação dos Trabalhos Finais do Curso de Gestão/HBDF – Aplicação do Ciclo do PDCA nas Unidades

Coordenação: Gerência de Pessoas e Escritório de Qualidade

Local: Pavilhão Técnico Administrativo

9h às 10h30 – Sessão Solene

Homenagem ao HBDF – Moto Grupo Lobo Negro

Local: Auditório do Pavilhão Técnico Administrativo

10h30 – Aposição da foto do Dr. Julival Ribeiro na Galeria dos Diretores do HBDF

Apresentação da Banda do Corpo de Bombeiros Militar do DF

Coquetel

Local: Pavilhão Técnico Administrativo

14:30h – Tarde no Jardim (Momento de lazer para os servidores)

Apresentações culturais e sorteio de brindes

Local: Jardim da Solidariedade

Saude

Índice, de acordo com o Conselho Federal de Medicina, é de 0,7. Secretaria questiona dados; bebê que aguardava UTI morreu na quinta.

Raquel Morais, do G1 DF – Um levantamento feito pelo Conselho Federal de Medicina apontou que o Distrito Federal tem o pior índice de leitos do Sistema Único de Saúde para cada 800 habitantes — 0,7. Depois da capital do país, os estados com as piores taxas são Amapá (1,20), Amazonas (1,21), Sergipe (1,22) e Mato Grosso do Sul (1,25). Os dados foram coletados a partir dos relatórios resumidos de execução orçamentária passados por cada unidade da federação à Secretaria do Tesouro Nacional em 2013. Na época, o IBGE estimava que Brasília tivesse 2,8 milhões de habitantes.

A Secretaria de Saúde questiona o estudo e afirma que conta atualmente com 4.355 leitos na rede pública, incluindo os de enfermaria, pronto atendimento e UTI. A pasta nega que haja grandes variações no número em relação ao ano passado, mesmo considerando leitos que ficaram temporariamente indisponíveis ou foram desativados. De acordo com o órgão, o índice no DF chega a 1,75 leito para cada mil habitantes.

Vice-presidente do conselho, Carlos Vital afirma haver carência na capital do país. “É mesmo muito baixo o nosso número de leitos hospitalares. Dizemos com propriedade que o sistema de atenção a saúde pública é um dos mais precários no país. Temos região no Nordeste e no Norte que são precaríssimas, como Rondônia, Roraima, Piauí e Maranhão. O caso do DF é muito mais contundente, lamentável até, porque teria a obrigação de dar o exemplo”, disse.

Unidade Índice
DF 0,7
AP 1,2
AM 1,21
SE 1,22
MS 1,25
Fonte: Conselho Federal de Medicina

Segundo o médico, as piores situações são para quem busca uma vaga em internação psiquiátrica, clínica médica, obstetrícia ou terapia intensiva. Vital destaca ainda que Brasília lida também com a população de outros estados.

“Toda a população do Entorno vem buscar atendimento de saúde no DF. Nós não temos um sistema implantado como o cartão SUS que ainda não saiu do papel para repartir os custos com os municípios. O DF assume, mas não pode cobrar”, declarou. “Temos uma carência enorme no DF. Quando você considera que o DF tem todo esse custo porque também atende gente dos municípios do seu entorno, esse déficit de 0,7 é ainda maior.”

Na última semana, um bebê de três meses morreu depois de esperar durante quatro dias por uma vaga em UTI. O garoto estava com pneumonia e sofreu dez paradas cardíacas, segundo a família. A secretaria informou ao G1 que o menino, que estava internado no Hospital Regional de Planaltina, recebeu todo o atendimento necessário.

O pai da criança chegou a conseguir no Tribunal de Justiça a determinação para que o menino fosse transferido, sem sucesso. Dados da Defensoria Pública apontam que o DF descumpre o prazo de 90% das ações judiciais.

Para o conselheiro federal, o déficit nos leitos está relacionado à “falta de vontade política”. “[É preciso] mais financiamento e competência administrativa. Devem ser colocados técnicos [nos cargos de gestores] e não só amigos do rei e da rainha”, afirmou.

Então secretário de Saúde, Elias Miziara criticou a observação. “É uma análise leviana. Gestão pública é extremamente difícil.” O gestor afirmou que daria nota 10 ao serviço de saúde oferecido na capital se comparado ao que é disponibilizado no restante do país e 7 para o próprio grau de exigência.

Custos

A Secretaria de Saúde informou que os custos com os leitos variam conforme a especialidade e a unidade. Um dia de internação de um adulto em UTI no Hospital Materno Infantil, por exemplo, custa R$ 2,7 mil, enquanto no regional de Ceilândia é estimado em R$ 2,4 mil. No caso dos leitos neonatais, os valores são R$ 2,9 mil e R$ 2,4 mil, respectivamente.

Elias Miziara,ex-secretário de Saúde do DF

Elias Miziara,ex-secretário de Saúde do DF

Cargo será ocupado interinamente por José Bonifácio Carreira Alvim. Decisão deve foi oficializada no Diário Oficial do DF desta sexta-feira.

O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, decidiu exonerar o secretário de saúde Elias Miziara após o gestor declarar em entrevista ao Bom Dia DF que a população tem um “mau hábito” de procurar as emergências à noite. O cargo será ocupado interinamente pelo atual secretário-adjunto, José Bonifácio Carreira Alvim.

A troca foi oficializada nesta sexta-feira (22), no Diário Oficial. O G1 procurou o gestor por meio da assessoria, que informou que ele está em reunião e que ainda não tem um posicionamento a respeito.

Em entrevista ao Bom Dia DF, na terça-feira (19), ao comentar problemas no atendimento à população na rede pública, Miziara atribuiu parte do problema ao que chamou de “mau hábito da população”.

“Essa migração da população em busca de pediatras traduz tanto uma falta que nós infelizmente temos, como um mau hábito da população de procurar hospital apenas à noite. É certo que as pessoas trabalham, têm suas necessidades, mas organizar um sistema como esse atendendo às necessidades de cada pessoa torna-se uma tarefa hercúlea, de grande dificuldade”, disse.

Em entrevista à TV Globo, Agnelo disse considerar a declaração “infeliz”. “É o oposto da nossa política. A nossa política é expandir o acesso à noite”, disse. “[Entendemos que a população procura os hospitais à noite] porque trabalha, porque tem ocupação. Essa [a do ex-secretário] não é a visão do nosso governo.”

Administrador de Planaltina - Foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal desta quinta-feira (21) a exoneração do administrador de Planaltina, Nilvan Vasconcelos. Ainda não há nomeação para o lugar dele. Quem está respondendo pelo cargo é o chefe de gabinete Wellington Mesquita. Vasconcelos assumiu o cargo no início do atual governo.

Segundo o GDF, a exoneração ocorreu a pedido do administrador. Nilvan Vasconcelos responde a um processo no Tribunal de Justiça do Distrito Federal após denúncia do Ministério Público que afirma que ele é autor de crimes contra a paz pública, por violação a Lei Geral das Licitações e formação de quadrilha com fins de causar danos aos cofres públicos.

Ao G1, Vasconcelos afirmou que preferiu pedir exoneração para não atrapalhar as investigações do processo. Ele afirmou ser inocente das acusações e disse estar profundamente indignado.

“A própria delegacia não fez um relatório conclusivo. Não quero que isso se transforme em um fato político”, afirmou. “No momento certo tomarei as devidas providências sobre essa denúncia porque ela é infundada, não procede e não tem menor valor.” (Mateus Rodrigues e Raquel Morais, do G1 DF)

Coletivo Politico

O debate eleitoral tem como tema obrigatório a saúde pública. É um setor que tem problemas graves. A população que necessita de atendimento médico sabe bem o que se passa nos hospitais regionais e postos de saúde. É um drama sem fim. Entra governo e sai governo e o problema não diminui. Diariamente somos chocados como notícias de vidas perdidas por incompetência das autoridades. Na madrugada de hoje morreu um bebê que esperou 4 dias por leito de UTI na rede pública do DF. A criança sofreu 7 paradas cardíacas à espera de vaga e mais 3 em UTI. Em outro caso um vídeo exibido pela TV Globo mostra enfermeiras arrastando um homem desmaiado no Hospital do Gama, com corte na testa. A Secretaria de Saúde disse apenas que vai tentar identificar profissionais. O registro foi feito por acompanhante de outro paciente.

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Apenas três meses de vida

O bebê de três meses que morreu na madrugada aguardava por um leito na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) da rede pública do Distrito Federal. Segundo a família, a criança conseguiu ser transferida somente na noite de ontem, após quatro dias de espera.

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Dez paradas cardíacas

Enquanto aguardava por um leito de UTI, o bebê sofreu sete paradas cardíacas e, após a transferência, mais três, segundo a família da criança. O bebê deu entrada no Hospital de Planaltina com pneumonia na noite de sábado (16).

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Sem vagas disponíveis

Apesar de uma ordem da Justiça para internação da criança na UTI, a Secretaria de Saúde informou que não haviam vagas disponíveis. No fim da tarde, a família foi informada de que havia um leito no Hospital de Taguatinga, mas a criança só foi transferida às 22h.

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Paciente arrastado

No outro caso, a Secretaria de Saúde tenta identificar as enfermeiras flagradas arrastando um homem que desmaiou, caiu no chão e cortou a testa enquanto aguardava atendimento na emergência do Hospital Regional do Gama. O caso aconteceu em 13 de agosto.

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Socorro recusado

O vídeo foi feito por Daniela da Costa. A mulher afirma que pediu ajuda a um médico, que teria se recusado a ajudar alegando já estar com outro paciente. Questionado pela Globo sobre o caso, o governador Agnelo Queiroz, que é médico, disse que não sabia do caso.

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Na televisão, promessas e ilusão

Enquanto fatos como esses acontecem, os candidatos ao governo do Distrito Federal debatem o tema na campanha eleitoral. Para o governo, a Saúde vai mudar bem. Para os adversários, muitas promessas. Ao povo, o descaso e vidas perdidas pela incompetência.

 Pitiman hospital 

Convidado pela diretoria do Hospital Santa Marta, o candidato ao governo do Distrito Federal, Luiz Pitiman (PSDB), visitou nesta sexta-feira (8), as instalações médicas do local. Pitiman destacou a parceria público-privado no desenvolvimento de um serviço público de qualidade.

No encontro, Pitiman apresentou para os diretores médicos do hospital a proposta de gestão conjunta. “A gestão pública da saúde deve ser feita com a participação de todos os profissionais da área e a sociedade civil”, afirma. O candidato falou ainda das mudanças que pretender realizar nas Administrações Regionais para melhor atender a demanda da cidade e do comércio, pensando no desenvolvimento da região. “O governante tem que ter a visão de que a cidade é um conjunto dos serviços públicos prestados e da atuação privada nas localidades”, argumenta.

A recepção foi realizada pelo presidente do Hospital Santa Marta, Sebastião Maluf e os diretores das áreas clínicas. Também estiveram na reunião, o candidato a vice-governador, Adão Cândido, e a candidata ao Senado, Sandra Quezado.

Pitiman reforçou ainda seu compromisso com o trabalho público. “Estou na política por um ideal. Por um DF melhor para os nossos filhos e nossos netos”, finalizou.

 

Luiz Pitiman e Aécio Neves

Luiz Pitiman e Aécio Neves

 

Na tarde de hoje (5), às 14h30, o candidato a governador do Distrito Federal, Luiz Pitiman (PSDB), irá se reunir com os profissionais de saúde de todo o Brasil, na Associação Médica de Brasília. O grande encontro contará com o apoio e presença do presidenciável Aécio Neves. O objetivo é estabelecer diálogo com os médicos para que, juntos, possam listar as melhorias que a saúde pública precisa. O presidente nacional da Associação dos Médicos, Florentino Cardoso, também participará da reunião.

“Somos aproximadamente 4,5 milhões de brasileiros, distribuídos em 22 cidades da RIDE (19 Goiás e três MG). Muito diferente de outras grandes regiões do Brasil, somos três estados (GO-MG-DF). A saúde não tem fronteiras, uma rua divide Santa Maria (DF) com Valparaíso (GO). As ações têm que ser conjuntas, inclusive com a União. O básico tem que estar ao lado do morador, inclusive um hospital médio de 300 leitos em Águas Lindas e um em Valparaíso. E o SUS tem que ser revisado com compensações para atendimentos em estados diferentes. Temos que fazer investimentos maiores do DF para a alta complexidade, para que sejam hospitais de referencia regional. Exemplo: Hospital do Câncer, Hospital da Mulher, Hospital Geriátrico”, destacou Pitiman, afirmando que todos esses pontos serão colocados na reunião com os profissionais de saúde.