Archive

Posts Tagged ‘Roriz’

Durval faz acordo com a Justiça que pode atingir Roriz

March 12th, 2010

Lísia Gusmão

Repórter da Agência Brasil

Brasília – O ex-secretário Durval Barbosa poderá ampliar o leque de denúncias de corrupção contra o governo local, iniciadas com a revelação de vídeos da suposta arrecadação e pagamento de propina no Distrito Federal. O esquema foi desarticulado pela Polícia Federal (PF) na Operação Caixa de Pandora, no fim do ano passado. As novas acusações podem extrapolar o governo de José Roberto Arruda (sem partido) e alcançar o antecessor, Joaquim Roriz.

É o que sinaliza o Ministério Público do Distrito Federal em ação penal contra Durval Barbosa por fraude em licitação quando ocupava o cargo de diretor-presidente da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) no governo Roriz.

A Agência Brasil teve acesso aos dez volumes do processo 2010.01.1.017372-4, atualmente na 5ª Vara Criminal de Brasília. A ação foi aberta em 26 de janeiro de 2006 contra a diretoria da Codeplan por contrato de prestação de serviço considerado irregular.

No último volume, o Ministério Público reforça a denúncia contra Durval e três ex-diretores da empresa, ressaltando que estão em andamento “tratativas” acerca do alcance da delação premiada oferecida a Durval Barbosa no inquérito da Operação Caixa de Pandora, que corre em segredo no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Designado pelo Ministério Público do DF para atuar na Caixa de Pandora, o promotor Eduardo Gazzinelli Veloso assina a petição protocolada em 24 de fevereiro de 2010. No documento, ele afirma que a operação trouxe à tona “diversos fatos graves ocorridos no âmbito da administração pública local, revelados em função da especial condição de colaborador premiado de Durval Barbosa Rodrigues”. Acrescenta que a “incidência” e o “alcance” da delação premiada estão em discussão.

“Ao se dispor a contribuir com as investigações então levadas a efeito junto ao Inquérito 650, o colaborador se colocou em posição especial segundo a legislação de regência da matéria, em função do que o Ministério Público participa este juízo quanto à existência de tratativas para a aferição da incidência e do alcance do instituto da colaboração premiada”, sustenta o promotor. A denúncia contra a diretoria da Codeplan foi aceita pelo juiz substituto Marcio Evangelista Ferreira da Silva dois dias depois.

Segundo o Ministério Público, a Codeplan fechou um contrato no valor de R$ 649.992,00 anuais com a empresa Xerox para “locação de sistema de impressão e de acabamento pós-impressão, com fornecimento de material” para a folha de pagamento do “complexo administrativo do Governo do Distrito Federal”.

O contrato contemplava a impressão dos 168 mil contracheques dos funcionários dos 93 órgãos da administração pública atendidos pela Codeplan. A vigência era de 12 meses, prorrogáveis por mais 60 meses. Detectadas as irregularidades, o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) determinou que não fosse prorrogado.

“A instrução aponta uma série de irregularidades, desde a ausência de cláusulas necessárias, até a existência de contrato casado e prorrogação indevida. Ademais, no seu entender, os critérios de julgamento não estavam suficientemente claros, com parâmetros objetivos para determinar a licitante vencedora”, diz o parecer da procuradora do MP junto ao TCDF, Cláudia Fernanda de Oliveira Pereira, em 2 de abril de 2001.

A decisão, no entanto, não foi cumprida. Em 28 de dezembro de 2001, a Codeplan fez nova contratação. O argumento da empresa era de que a manutenção dos serviços era “absolutamente necessária” para evitar o “colapso administrativo no governo local”.

“Apesar da decisão do TCDF, os denunciados, de modo proposital, não atenderam à recomendação. Assim, de modo doloso, os denunciados permaneceram inertes por mais três meses”, diz a denúncia do Ministério Público.

A Xerox informou que não foi notificada pela Justiça sobre o recebimento da denúncia e, portanto, não vai se manifestar sobre o suposto contrato irregular firmado com a Codeplan.

Política

Sem Arruda, Roriz ganha no DF

December 22nd, 2009

 Da Folha de S. Paulo

Na primeira pesquisa Datafolha depois do escândalo do mensalão que atingiu o governo de José Roberto Arruda (sem partido), o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) venceria a disputa ao governo do Distrito Federal no primeiro turno, se a eleição fosse hoje. Em todos os seis cenários testados pelo levantamento, realizado entre os dias 14 e 18 deste mês, Roriz é o preferido de 44% a 48% dos eleitores. Para vencer no primeiro turno é necessário obter mais de 50% dos votos válidos -aqueles dados aos candidatos, excluindo brancos e nulos.

 

Arruda e vários aliados foram flagrados em vídeos recebendo maços de dinheiro -alguns escondendo as notas nas cuecas e nas meias. O caso veio à tona no final de novembro, e Arruda foi forçado a se desfiliar do DEM. Sem partido, está legalmente impedido de disputar a reeleição e enfrenta vários pedidos de impeachment na Câmara Distrital. Em março, antes do mensalão, Arruda pontuava no Datafolha 40% ou 41%, conforme o cenário. Agora, o instituto testou seu nome para aferir a reação do eleitor de Brasília ao escândalo. Arruda teria 8% ou 11%, em dois cenários.

 

O Datafolha entrevistou 510 eleitores no Distrito Federal. A margem de erro é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos. A saída de Arruda do páreo abriu um vácuo na sucessão ao governo de Brasília no campo contrário a Roriz. Nenhum político conseguiu herdar os pontos que o atual governador tinha em pesquisas passadas. Apesar de as investigações da Polícia Federal atingirem o governo Roriz, o ex-governador, aparentemente, não foi afetado perante o eleitorado.

 

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que governou Brasília uma vez (1995-1998), apareceu com apenas 17% em um dos cenários, mas é quem tem o melhor desempenho entre os adversários de Roriz. No cenário com o pedetista, Roriz tem 44%; contra 17% de Cristovam; 9% do ex-ministro Agnelo Queiroz, que recentemente trocou o PC do B pelo PT; 5% do vice-governador, Paulo Octávio (DEM); e 4% do senador Gim Argello (PTB). Poupado pela cúpula do DEM, Paulo Octávio aparece citado em várias passagens das investigações do mensalão do DF. Em depoimento recente dado em São Paulo, o ex-secretário Durval Barbosa, responsável pelos vídeos e por informações do inquérito, disse que entregou ao vice-governador R$ 200 mil há um ano e meio.

 

Em um cenário sem Cristovam, que pode optar pela reeleição ao Senado, Roriz tem 46% contra 11% de Agnelo Queiroz. Paulo Octávio tem 7%; o deputado distrital José Antonio Reguffe (PDT), 6%; e o senador Gim Argello (PTB), 5%. Roriz tem 17 pontos a mais que o total dos rivais. Roriz tem 73 anos. Já governou Brasília quatro vezes (1988-1990; 1991-1994; 1999-2002; 2003-2006). Em 2007, assumiu uma vaga no Senado. Renunciou no mesmo ano para não ser cassado, acusado de receber propina de empresários. “O quadro sucessório nos Estados ainda pode ser bem alterado após o início da campanha, que é quando as pessoas se informam”, diz Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha.

 

Na pesquisa espontânea (sem lista de candidatos), Roriz também é líder, com 23% de menções. Arruda, apesar da crise, tem 5%, seguido por Agnelo (2%). Paulo Octávio e Gim Argello têm 1% cada. As citações a Cristovam não atingem 1%. O Datafolha perguntou aos eleitores se sabiam das eleições. Em Brasília, só 46% souberam dizer que haverá disputa pelo governo. O número de eleitores que dizem não saber ainda em quem votar -ou que votarão nulo, branco ou nenhum- chega a 28%.

Política , , ,

Roriz é presidente de honra nacional do PSC

November 25th, 2009

 

O ex-governador Joaquim Roriz teve uma surpresa ontem à noite no jantar de confraternização da direção nacional do PSC (Partido Social Cristão) com a bancada federal e os presidentes estaduais do partido: ele foi aclamado, por unanimidade, o novo presidente de honra nacional do partido.

 

“É uma manifestação que me enche de orgulho e aumenta a minha responsabilidade diante do partido”, agradeceu Roriz, à executiva nacional do PSC, ao senador Mão Santa (PI), aos 17 deputados federais e aos 27 presidentes estaduais. Em um breve discurso, Roriz lembrou sua trajetória política, de vereador a governador do Distrito Federal por quatro vezes.

 

“Indico o nome de nossa maior liderança para a presidência de honra do PSC”, anunciou o presidente nacional do partido, Pastor Everaldo, antes de colocar o nome do ex-governador do Distrito Federal em apreciação. Por unanimidade, todos os presentes elegeram Roriz o novo presidente de honra do PSC nacional.

Política , ,

Workshop rorizista

November 25th, 2009

 

PT do B, PSC, PMN, PSDC e PRTB promovem o primeiro workshop dos partidos apoiadores da pré-candidatura do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) ao governo do Distrital Federal. O evento teá como palestrantes o contador eleitoral Wendell Oliveira, que tratará da Contabilidade Eleitoral, Prestações de Contas e Mudanças Eleitorais; do professor e political coach Bruno Guimarães, que fará palestra sobre Os Segredos da Oratória; e o ator, diretor e professor Túlio Guimarães, com a palestra Linguagem Corporal e Repertório Gestual.

 

O evento tem como objetivo esclarecer os pré-candidatos sobre dúvidas quanto a legislação eleitoral, contabilidade eleitoral, oratória e linguagem gestual. A abertura será feita pelos deputados distritais Junior Brunelli (PSC) e Jaqueline Roriz (PMN), o federal Laerte Bessa (PSC), o suplente de deputado federal e pré-candidato pelo PT do B a vice-governador Pastor Egmar e pelos presidentes de partidos promotores do evento. O presidente do PT do B, Marcus Britto (o Paco), acredita que este será o primeiro de muitos outros que irão acontecer até as eleições do próximo ano.

 

Dia: 28 de novembro de 2009

 

Inicio : 8h30m, Termino 16h

 

Local: Casa da Benção, Taguatinga CSF, área especial, 4/5 setor F.

Política ,

Roriz no horário político do PSC

November 19th, 2009

 

O ex-governador Joaquim Roriz é uma das estrelas na noite de hoje do programa partidário do Partido Social Cristão (PSC), em cadeia nacional de rádio e TV. A propaganda, com duração de dez minutos, será transmitida às 20h no rádio e às 20h30 na televisão.

 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já autorizou a veiculação da propaganda partidária de outros seis partidos até o final deste ano. Na próxima quinta-feira (26), quem exibe seu programa é o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), com duração, também, de dez minutos.

Política , ,

Caravana rorizista vai ao Paranoá

November 19th, 2009

 

A caravana de filiações do PSC, com a presença do pré-candidato ao GDF, Joaquim Roriz (PSC), terá sua quinta edição no Paranoá, no próximo sábado, na quadra 10, conjunto 4, em frente à Praça Central, a partir das 16 horas,

 

Segundo Valério Neves, presidente do PSC, desde a filiação de Roriz o partido já recebeu mais de dez mil novas filiações e que espera em breve se tornar o maior partido do DF. Ele acredita que no Paranoá sera batido o recorde de 1500 de adesões conquistado em Santa Maria.

Política ,

Roriz deve cancelar feijoada

November 18th, 2009

 

feijoadaGreve dos servidores da Assistência Social do DF pode cancelar visita do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) a São Sebastião. Ele tinha agendado comer uma feijoada na sexta-feira no restaurante comunitário da cidade, ao lado de sua filha, a deputada distrital Jaqueline Roriz (PMN).

 

Roriz pode não encontrar o Restaurante Comunitário aberto. Os servidores da Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest) paralisaram suas atividades ontem, por tempo indeterminado.

 

Servidores da Sedest pedem restruturação no seu Plano de cargos e Salários (PCS). Com a greve, os restaurantes comunitários, postos de distribuição do Pão e Leite, abrigos, albergues e outros serviços ficam fechados.

Política

Feijoada em São Sebastião

November 17th, 2009

 

O pré-candidato ao GDF, Joaquim Roriz (PSC), estará na sexta feira, em São Sebastião, para almoçar no restaurante comunitario, acompanhado da deputada distrital Jaqueline Roriz (PMN), pré-candidata a deputada federal.

Política

Boi de piranha três estrelas

November 16th, 2009

 

agneloTodos já ouvimos falar que alguém é o “boi de piranha” em uma situação adversa. Aquele que se submete ou é submetido a um sacrifício para livrar outra pessoa ou um grupo de uma situação arriscada. A expressão surgiu da necessidade de atravessar o gado em rio com piranhas no pantanal mato-grossense. O boiadeiro deveria escolher um animal velho ou doente e colocá-lo na água em local acima ou abaixo do ponto de travessia. Enquanto as piranhas devoram o boi escolhido, os demais passam pelo rio e seguem a caminhada sem dificuldade.

 

O PT do DF vem numa descendente desde que perdeu nos acréscimos do segundo tempo a eleição de 2002, quando o deputado federal Geraldo Magela assustou o então candidato à reeleição Joaquim Roriz, tido como favorito absoluto pelas pesquisas para ganhar no primeiro turno. Mas não foi o que aconteceu. Roriz conseguiu apenas 25,5 mil votos à frente de Magela, ficando 42,9% a 40,8%. O segundo turno foi mais tenso ainda e a diferença que já era ínfima, caiu para 15,5 mil votos. O gosto de vitória ficou na boca e na burocracia da Justiça eleitoral por três anos.

 

A partir daí o caldo começou a desandar pras bandas do petismo. Em 2006, veio a maior vergonha do partido: um inédito terceiro lugar nas eleições para quem sempre foi parelho nas disputas com Roriz. E, o que é pior, sem disputar com Roriz. Em 2010, dirigentes e parlamentares petistas parecem mais dispostos a salvarem a própria pele, mantendo seus mandatos e ampliando as bancadas, do que investir verdadeiramente numa disputa ao GDF. Para isso, irá precisar de um legítimo boi de piranha.

 

Não que o PT tenha um candidato ruim. Agnelo Queiroz, ex-ministro do Esporte, é um bom nome, tem respeito junto à sociedade brasiliense e não possui o ranço dos radicais nem a sanha por poder de alguns sindicalistas. Mas a disputa vai ser muito acirrada e Agnelo vai ser passado para trás pelo seu próprio partido em nome de um projeto maior: eleger Dilma Rousseff. Será uma candidatura amofinada. Agnelo não é velho ou doente para ir ao sacrifício, é apenas um neopetista e quem conhece a máquina do partido sabe bem o que isso significa. Se as coisas continuarem desta forma, o PT vai acabar no colo de Roriz em um eventual segundo turno. Interessante para dirigentes petistas, constrangedor para a militância.

 

Além disso, o PT do DF sofre uma grave crise de identidade, fruto de um discurso ambíguo onde defende ações do governo federal e critica as do governo distrital, mesmo que semelhantes os atos. Tem a questão da politização da população brasiliense que acompanha de perto as trapalhadas de Lula no poder. A pauta boa do Planalto, como os benefícios concedidos pelos programas sociais não tem muito efeito no eleitor do DF, já que é a mesma clientela atendida hoje por Arruda, e ontem por Roriz.

 

Brasília é uma cidade onde a classe média não para de crescer. E hoje é o setor da sociedade que mais apanha do presidente Lula, dos seus assessores diretos e do PT. Nunca antes na história deste país a classe média foi tão saco de pancada como agora. São as elites inimigas do petismo.

 

Esses são alguns dos desafios quase intransponíveis que Agnelo terá que enfrentar. Ele seria um excelente e competitivo candidato ao Senado. Já mostrou isso em 2006, quando deu um calor e quase aposenta o ex-governador Roriz. Faltou muito pouco. Quem acompanhou de perto a campanha diz que com mais duas semanas até o dia da votação, Agnelo teria ultrapassado o velho cacique.

 

Se concordar em ser candidato, Agnelo será um bom boi de piranha. Vai cumprir o seu papel na estrutura de um partido que tenta se reinventar no DF. Poderá voltar mais forte em uma outra eleição, como a de 2014. Até lá, a população terá esquecido por completo problemas que teve quando ministro do Esporte. Como, por exemplo, a sua viagem a Santo Domingo, na República Dominicana, nos Jogos Pan-americanos, paga duas vezes pela União e pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), tendo que devolver o dinheiro público. Ou, ainda, quando representou o Brasil nos Jogos de Atenas e se hospedou a bordo do Queen Mary 2, hotel flutuante dos VIPs mais VIPs. Na época, quando instado a falar sobre o navio, Agnelo se irritava e o chamava de “três estrelas”. “Tudo no Queen Mary 2 é superlativo”, diz o endereço eletrônico da agência responsável pela viagem do ministro. “É o maior, mais moderno e luxuoso transatlântico do mundo, com capacidade para nada menos que 2.600 passageiros. Pessoas privilegiadas, claro”, diz a propaganda.

 

Agnelo, nem ruim nem favorito, apenas um candidato três estrelas.

Política , , ,

A aposta de Arruda

November 16th, 2009

Nota publicada no blog do jornalista Lauro Jardim

 

Nas pesquisas de intenção de voto, José Roberto Arruda e Joaquim Roriz estão disputando cabeça a cabeça o governo do Distrito Federal – com a cabeça de Arruda um pouco mais à frente. Mas na televisão a distância é de léguas: Arruda terá 8 minutos diários na tevê durante a sua campanha. Roriz terá direito a 90 segundos.

 

Por isso, no time que já trabalha na campanha de Arruda à reeleição a palavra de ordem é uma só: a eleição tem que ser ganha no primeiro turno. Num eventual segundo turno, os tempos de televisão são iguais – quinze minutos diários para cada um. E aí a coisa fica mais feia para Arruda…

Política , ,

Deputadas querem mais 33 conselhos tutelares

November 10th, 2009

 

O Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente (CDCA-DF) estabelece que o Distrito Federal deve ter 33 conselhos tutelares em funcionamento. Hoje, há apenas dez. Visando garantir o cumprimento da deliberação do CDCA, as deputadas Jaqueline Roriz (PMN) e Erika Kokay (PT) comprometeram-se a trabalhar para acelerar a apreciação da emenda orçamentária que assegura os recursos necessários para a criação dos novos 23 conselhos. As distritais querem que a emenda passe pelo plenário ainda esta semana, anunciaram durante homenagem aos conselheiros tutelares.

 

“Os dez conselhos tutelares em funcionamento não são suficientes para zelar por nosso bem mais precioso: nossas crianças e adolescentes”, disse Jaqueline Roriz, autora do requerimento de homenagem aos conselheiros.

 

Erika Kokay lembrou ainda que, além de insuficientes numericamente, os conselhos tutelares têm funcionado com uma estrutura inadequada. A parlamentar citou exemplos como o do Conselho Tutelar de Ceilândia, onde as pessoas esperam em pé ou sentadas no chão para serem atendidas; ou o do Paranoá, onde as denúncias são recebidas sem qualquer privacidade, violando a lei. “Se queremos que a política de defesa das crianças e adolescentes seja cumprida, temos que fortalecer os conselhos tutelares”, defendeu.

 

O promotor da Infância e Juventude do Ministério Público do DF, Pedro Oto de Quadros, somou às críticas ao descumprimento da política de defesa de crianças outro descaso: “Em plena capital do Brasil, das 13 delegacias especializadas, apenas uma é de proteção à criança e ao adolescente”.

Cidade, Política , ,

Roriz em Samambaia

November 9th, 2009

 

Foto: Sheila Leal

Foto: Sheila Leal

O ex-governador Joaquim Roriz (PSC) reservou o fim de semana para fazer visitas em Samambaia. Ele fez campanha de filiação ao seu partido, conseguindo que mais de 900 pessoas se filiassem a legenda. O nome do evento é Caravana da Esperança e está percorrendo várias cidades do DF. A chegada do ex-governador movimentou a tenda onde trabalhavam os mesários. Em vários momentos Roriz lembrou que sua posição naquele momento, que estava ali apenas como um novo membro do PSC em busca de mais filiados.

 

“Peço paciência a vocês, mas não posso fazer um comício, porque sou respeitador das leis e da Constituição. Por isso digo apenas que vou disputar as próximas eleições, mas para isso é preciso fazer com que o PSC seja o maior partido do DF”, explicou Roriz.

 

O presidente do PSC, Valério Neves, lembrou que Samambaia é considerada como uma filha para Roriz, porque foi a cidade que ele fundou, trazendo para ela pessoas removidas de invasões e de fundo de quintal. Valério Neves lembrou a importância da filiação ao partido, esclarecendo que é uma forma de dar base e sustentação, tanto ao partido como a uma futura candidatura de Joaquim Roriz nas eleições de 2010.

Política ,

Roriz, o Lula do cerrado

November 9th, 2009

 

Mesmo a contragosto de seus opositores históricos, Joaquim Roriz (PSC) tem muito do presidente Lula. O ex-governador é, inclusive, fundador do PT. Isso aconteceu há uns 20 anos lá em Goiás. Na época, ele e seu grupo político tiveram que deixar a sigla porque o PT achava que só poderia ter filiado ligado ao proletariado e não poderia aceitar ninguém da “elite burguesa”. Hoje, os tempos mudaram e o PT também. E como mudaram.

 

Roriz não era burguês, mas também não era pobre e nem proletário. Pertencia a uma elite agrária. Filho de uma família proprietária de terras em Luziânia (GO), subiu na vida depois de entrar para a política. Mas, antes, conseguiu dinheiro com a venda de muitas carradas de areia (mesmo com poucas viagens) durante a construção de Brasília. Com ajuda, claro, dos apontadores.

 

Roriz deixou o PT, mas levou consigo as principais bandeiras do partido, o que revolta até hoje o petismo brasiliense. Habitação e assistência social foram as principais. O ex-governador distribuiu lotes, criou cidades, inchou o Distrito Federal. Também mandou entregar pão e leite nas casas dessas famílias, além de cartões para compra de alimentos. O povo o ama por tudo isso. Amor que é declarado abertamente nas ruas de muitas cidades como Estrutural, Itapoã, Arapoanga e Samambaia.

 

É uma tática infalível e que quase nunca falha. Ao invés de ensinar a pescar, é melhor dar o peixe, deixando o eleitor dependente do governante e nunca caminhar com as próprias pernas. Pois, assim, ele sempre vai querer e precisar mais. Todo programa social deve ter uma contrapartida. E qual é ela? O voto, lógico. O eleitor fica no cabresto. E, se aparecer outro candidato forte numa campanha, é só amedrontar o pobre do cidadão dizendo que se o adversário for eleito vai acabar com o Bolsa-Família, Bolsa-Escola, pão e leite, bolsa-isso e bolsa-aquilo. Na matemática política, quanto maior a quantidade de pobres, melhor. Mais bolsa a ser distribuída, mais voto a ser contabilizado. Político profissional não quer que o povo suba na vida, consiga emprego decente para viver com dignidade.

 

Assim como Roriz, podemos dizer que Lula é um ex-petista ainda filiado. Há muito ele se desligou do discurso do partido e partiu para aquilo que a maioria dos políticos almeja: poder. Para conseguir, tem que ganhar a eleição, fazendo os mais arrepiantes acordos e usando de todas as artimanhas para convencer o eleitor.

 

Uma dessas artimanhas que tanto Roriz quanto Lula dominam muito bem é o do discurso populista, falar a língua do povo, abraçar o povo, tentar o máximo ser semelhante a ele. Mesmo que para isso tenha que engolir muitos “S” e colocar outras letras onde não caberiam.

 

É inegável a popularidade de Roriz e Lula. E eles trabalharam muito por isso. O povo gosta deles. Tem gratidão pelo que fizeram. Seja pela conquista da casa própria através da doação de um lote, ou por uma ajuda financeira mensal através de um cartão magnético. Lula não pode ser candidato em 2010, mas dificilmente conseguirá transferir a quantidade de votos suficientes para a sua escolhida, a ministra Dilma Rousseff. A transferência de votos também é uma pedra no sapato do campeoníssimo de eleições no DF. Quando teve que apoiar algum candidato, Roriz deu com os burros n’água. Foi assim com Valmir Campelo, em 1994, e com Maria Abadia, em 2006. Quando estão na linha de frente, Roriz e Lula estão sempre entre os favoritos.

 

Os dois também sofreram com sucessivos escândalos. Lula enfrentou o mensalão de peito aberto e braço dado com aliados como Sarney, Jader, Renan e Collor. Ainda foi golpeado por aloprados, sanguessugas, vampiros e cuecões. A aquarela de Roriz também andou desbotada. A partilha do cheque o fez deixar o Senado. Muitos achavam que Roriz havia sido crucificado, morto e sepultado politicamente. Mas, Roriz ressuscitou ao terceiro ano e ressurge com força para 2010 tirando o sono do governador Arruda e do PT. Petistas podem, novamente, amargar uma humilhante terceira posição.

 

O interessante é que por trás de tanta semelhança existiu uma luta com golpes abaixo da cintura entre Roriz e seu ex-partido, o PT. Só depois de 20 anos é que os dois lados conseguiram sentar civilizadamente à mesa para conversar sobre política, mesmo sob protesto de alguns companheiros. É possível – e deixou de ser inacreditável -, que Roriz e PT possam vir a estar juntos em 2010. E por que não no mesmo palanque junto com Lula e Dilma? Seria a glória de uma clientela de programas sociais que tem adoração por dois homens, mas o coração partido de vê-los em lados opostos.

Política , ,

Razão ou emoção: o desafio de Arruda

November 3rd, 2009

 

Entender a cabeça do leitor é de fundir a própria cuca de políticos e de analistas. Entender a lógica que orienta o eleitor na sua decisão de voto é motivo de muitas pesquisas de opinião e reuniões entre as cabeças coroadas de campanhas eleitorais. Partindo dessa premissa, o governador e candidato a reeleição em 2010, José Roberto Arruda (DEM), terá um grande e dificil desafio nos próximos meses: fazer a população acreditar que o que ele fez foi ele mesmo quem fez. Parece complicado de entender mais se torna fácil quando pegamos um exemplo prático, como o dos moradores do Itapoã, uma das regiões mais carentes do Distrito Federal.

 

Ali, em 2001, o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) fez vistas grossas e até incentivou com discursos populistas a invasão de um bom pedaço de cerrado por famílias pobres, sob o comando do então deputado distrital José Edmar (PMDB), seu aliado e atualmente suplente de deputado federal. No local, nasceu uma grande favela, que hoje se tornou cidade e vai ganhando aos poucos a infraestrutura necessária para manter a dignidade de sua população.

 

A nova cidade já ganhou posto policial 24 horas, asfalto em muitas de suas ruas e vielas, área de lazer, escola. Estão em obras um centro de saúde 24 horas, um restaurante comunitário e a drenagem pluvial para o asfaltamento. O Itapoã também terá uma Vila Olímpica, um centro de ensino fundamental e mais três postos policiais. Tudo muito bom e que deveria render altos dividendos eleitorais junto aos moradores, mas a prática não é bem assim.

 

Devido à colaboração e à omissão de Roriz, essas famílias conquistaram um pedaço de chão. Hoje, prestes a receber a escritura definitiva das mãos do governador Arruda, irão conquistar o sonho da casa própria. Aí está o desafio: Quem permitiu a essas pessoas terem o seu lar. Arruda que deve entregar o documento de propriedade ou Roriz que é chamado de pai do Itapoã?

 

Ser ou não ser. O dilema também está na cabeça dos moradores. Conversando com algum deles, irão responder mais ou menos assim: “Quem me deu a escritura foi o Arruda, mas quem me deu a casa foi o Roriz”. Ou seja, Arruda vai ter que suar muito para colocar na cabeça da população que foi ele quem levou a infraestrutura, a cidadania e a legalidade na cidade. Vai ter que trabalhar com a razão, enquanto Roriz, seu principal adversário em 2010, aposta na emoção. Mas, para Arruda, só a razão não basta, tem que tocar nas almas das pessoas com obras que mudem as suas vidas. Esse exemplo é o do Itapoã, mas pode ser estendido para todas as cidades do Distrito Federal.

 

A pecha que os adversários, principalmente o PT, colocou em Roriz ao longo dos anos de que ele favelizou Brasília, inchou o Distrito Federal, foi um tiro que saiu pela culatra. Criou-se uma cultura entre o cidadão das classes média e alta de que o ex-governador é o responsável pelo crescimento desordenado. Roriz aproveitou e capitaneou a acusação como uma virtude. Fez do limão uma limonada. A crença é tão forte que agora a dificuldade é para tirar da cabeça dos mais pobres que Roriz é o responsável por distribuir moradia no DF, o que não deixa de ser verdade. Mesmo, muitas vezes, em situações subumanas e sem nenhuma condição de cidadania. Aos futuros governantes, como Arruda, ficou a missão de levar qualidade de vida e regularizar essas comunidades. E, ainda, convencê-las de que foram eles que concretizaram de verdade o sonho da casa própria.

 

O grande problema é que os menos escolarizados são manipulados com mais facilidade, com mais emoções e com muito menos dinheiro do que se imagina. Muitas vezes não querem acreditar no que está na sua frente, mas acreditar apenas no que querem acreditar. Vai entender! Esse é um grande desafio para Arruda.

Política , ,

Roriz no horário político do PSC

October 29th, 2009

 

O ex-governador Joaquim Roriz aparecerá pela primeira vez nas inserções e no programa nacional do Partido Social Cristão (PSC ). Nos dias 31 de outubro, 3, 5 e 7 de novembro, Roriz estará nas inserções nacionais do PSC falando sobre o seu novo partido.

 

No mesmo dia, Roriz, o deputado federal Laerte Bessa e o deputado distrital Junior Brunelli falarão em inserções nas emissoras de rádio do Distrito Federal. No dia 19 de novembro, no intervalo do Jornal Nacional, Roriz participará do programa nacional do PSC.

Política , ,

Roriz e as mulheres

October 22nd, 2009

 

O ex-governador Joaquim Roriz (PSC) recebeu da Igreja Batista Central de Brasília a Ordem Carmem Lima, premiação dada a governantes que prestigiam as mulheres em sua atividades – em seu Governo 22 fizeram parte do primeiro escalão de governo. “É um gesto que emociona no mesmo momento em que vejo a premiação de minha filha e da senadora Marina Slva”, agradeceu Roriz.

 

Jaqueline Roriz e a senadora acreana do PV foram duas das 12 mulheres contempladas com o prêmio Mulher Única. “Marina é uma mulher guerreira, que superou todas as barreiras: a pobreza, o analfabetismo”, disse o ex-governador do Distrito federal.

 

Em sua fala, Roriz lembrou a origem humilde de Marina Silva e o exemplo de uma mulher “que saiu das matas do Acre para ser reconhecida em todo o mundo como a defensora das futuras gerações”.

roriz-marina

Marina Silva, Baby do Brasil, Roriz e Jaqueline no Prêmio Mulher. Foto: Sheila Leal

Política ,

Câmara aprova contas de Arruda, Roriz e Abadia

October 20th, 2009

 

Acabou o risco de uma possível inelegibilidade do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) e da ex-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSDB). A Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF) da Câmara Legislativa aprovou por 4 votos a 1 o relatório do deputado distrital Júnior Brunelli (PSC) no qual defende a aprovação das contas do exercício de 2006.

 

As contas do governador José Roberto Arruda (DEM) do exércicio de 2007 também foram aprovadas. O placar foi 3 a 1. O voto contrário foi do deputado distrital Paulo Tadeu (PT). O deputado Júnior Brunelli se absteve.

Política , , , ,

Roriz, Iris e as eleições 2010

October 14th, 2009

 

O ex-governador Joaquim Roriz (PSC) visitou hoje pela manhã o prefeito de Goiânia, Íris Resende (PMDB), para avaliar os cenários políticos para as eleições de 2010 em Goiás e no Distrito Federal. “Eu e Roriz estaremos juntos porque nossos sentimentos e objetivos são comuns”, disse o prefeito goiano. “Faço questão de estar com Íris, o meu compromisso é com ele e Goiás espera que ele seja candidato ao governo do estado”, respondeu Joaquim Roriz.

 

Os dois conversaram por mais de quatro horas – primeiro no gabinete no Paço Municipal e depois num almoço do ex-deputado federal Euller Morais, presidente do PSC de Goiás – e debateram também a idéia do ex-governador do DF de ampliar o quadrilátero do Distrito Federal para incorporar parte dos municípios goianos do chamado Entorno. “Tudo que for para favorecer o povo goiano, eu endosso”, disse o prefeito Íris.

 

Roriz e Iris se conhecem há mais de trinta anos e chegaram a militar juntos no PMDB goiano onde, ao longo dos anos, estabeleceram uma firme amizade. “Roriz e um irmão político que não tive”, definiu Iris Resende, que voltou a lamentar a decisão do PMDB nacional de não conceder a intervenção na Executiva do partido no DF. “ Foi um grave erro do PMDB nacional, mas o de Goiás esta de braços dados com ele”, garantiu o prefeito goiano, que definiu o Roriz como “o maior líder de Brasília e do Entorno”.

 

Roriz e Iris Resende discutiram com o prefeito de Aparecida, o ex-senador e ex-governador de Goiás, Maguito Vilela, a ampliação do quadrilátero com um mapa levado pelo ex-governador do Distrito Federal. Visualizando o mapa e apontando as vantagens da ampliação do Distrito Federal dos atuais 5.800 kilometros quadrados para 14.400 kilometros, os três concordaram com a necessidade de debater o assunto com a população de Goiás e do Distrito Federal.

 

“É uma proposta audaciosa, mas que contem boas soluções para o crescimento do Entorno”, ponderou Maguito Vilela, que vê a possibilidade dela resolver os problemas atuais de segurança, saúde e educação da região do Entorno de Brasília.

Política , ,

Canhedo no PTdoB

October 14th, 2009

 

O empresário Rodolfo Canhedo, filho dos pioneiro Isaura e Wagner Canhedo, irá disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo PTdoB, com apoio do ex-governador Roriz. Rodolfo ingressou na legenda a convite de Marcus Britto, o Paco, Presidente do PTdoB/DF. 

Política , ,

MPE pede punição a Roriz e ao PMDB

October 8th, 2009

 

roriz11O PMDB vai responder por propaganda eleitoral fora de época. Ação ajuizada pelo Ministério Público Eleitoral e pede a punição do partido e do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) por campanha antecipada, segundo o jornalista Claudio Humberto.

 

A pena prevista para o candidato que se precipita é uma multa, que pode chegar a R$ 25 mil. No caso da legenda que atropela a lei eleitorala além do pagamento de multa, o partido pode perder o direito de veicular inserções na TV em horário nobre durante um semestre.

Política , ,

Ibope dá Arruda com 44% e Ciro com 25%

October 8th, 2009

 

arrudaUma pesquisa do instituto Ibope, que ouviu 2.500 pessoas para governador do Distrito Federal, de 1 a 5 de outubro, deu o governador José Roberto Arruda (DEM) na frente para as eleições de 2010, com 44%; o ex-governador Joaquim Roriz (PSC), 33%; e o ex-ministro Agnelo Queiroz (PT), 9%.

 

A sucessão presidencial em Brasília está assim: Ciro Gomes (PSB), 25%; José Serra (PSDB), 15%; Heloisa Helena (PSol), 13%; Dilma Rousseff (PT), 12%; e Marina Silva (PV), 11%. As informação foram publicadas na edição de hoje do jornal fluminense O Globo, na coluna Panorama Político.

Política , , , ,

Policiais na política

October 6th, 2009

 

policiaO presidente do Sindicato dos Delegados da Policia Civil (Sindepo), Mauro Cezar, e o ex-diretor geral da Policia Civil, João Rodrigues, filiaram-se ao PTdoB. O presidente do Sindicato da Policia Civil (Sinpol), Welligton Luis, embarcou no PSC. O vice-presidente da Associação Geral dos Servidores da Policia Civil (Agepol), José Francisco Cavalcanti também assinou com o PTdoB.

 

O que todos tem em comum? Eles deverão disputar vagas nas câmaras Legislativa e dos Deputados em 2010 e fecharam apoio nas próximas eleições ao ex-governador Joaquim Roriz (PSC). A bancada da Civil conta ainda com o deputado federal Laerte Bessa (PSC), delegado aposentado.

 

Do lado do governador Arruda estão o diretor geral da Polícia Civil, Cleber Monteiro (PPS), o delegado-deputado Alírio Neto (PPS) e o policial civil e administrador do Jardim Botânico, Fábio Barcellos (PDT), que já foi distrital

Política , ,

Brunelli no PSC

October 2nd, 2009

Depois de uma negociação sem êxito ao PP do deputado distrital Benedito Domingos, o também deputado distrital Júnior Brunelli (ex-DEM, sem partido) parece ter definido o seu rumo político para às eleições de 2010. Está prevista para a tarde de hoje a sua filiação no PSC. O evento deve acontecer no escritório político do ex-governador Roriz, localizado no SIA.

 

Brunelli será o candidato de Roriz ao Senado nas próximas eleições. Em reunião na residência do ex-governador, no fim da tarde de ontem, acompanhado do pai, apóstolo Doriel de Oliveira, e do ex-conselheiro do TCDF, Maurilio Silva (PSC), Brunelli selou acordo com Roriz na presença da deputada Jaqueline Roriz (PMN), e do presidente do PSC, Valério Neves.

Política , , , , ,

Agaciel procura Roriz para tentar se candidatar

October 1st, 2009

 

agaciel_maiaO ex-diretor geral do Senado Federal, Agaciel Maia, vem tentando uma filiação partidária para concorrer às próximas eleições. O prazo é urgente. Vence no sábado, dia 3 de outubro. A informação é do jornalista Fabio Pannunzio. Segundo Pannunzio, esta semana, o homem considerado um dos mais poderosos do Senado por quase 15 anos foi até o Park Way conversar com o ex-governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, recém-filiado ao PSC.

 

O jornalista conta que, segundo o próprio político, Maia o procurou “ventilando a possibilidade de se juntar a ele e tentar se eleger em 2010”. Roriz tentaria o governo e teria como aliado um candidato a deputado distrital. Roriz encheu a boca para elogiar Agaciel. “Ele [Agaciel] é um excelente administrador e competentíssimo”. No entanto, segundo o político, Maia deve querer tentar um voo mais alto, em outra legenda que não o PSC.

 

Agaciel Maia passou uns dias no Rio Grande do Norte arquitetando uma possível candidatura à Câmara Federal. O objetivo seria voltar ao Congresso investido de um mandato parlamentar para ganhar imunidade. Com isso, os processos a serem instaurados contra ele subiriam forçosamente para o Supremo Tribunal Federal, que jamais, em toda sua história, condenou um político sequer.

Política , ,

Roriz é do PSC

October 1st, 2009

 roriz

 

O ex-governador Joaquim Roriz (ex-PMDB) filiou-se ontem à tarde no Partido Social Cristão (PSC). Em meio a militância e contando com a presença de membros importantes do partido, Roriz se emocionou ao falar de sua carreira política. Mas emocionante mesmo, foi a conclamação feita por Roriz a sua militância para que juntos façam a oposição ao governo de Arruda. Roriz disse ainda que ganhará a eleição do ano que vem e foi chamado de futuro governador do DF pelo presidente nacional do partido, pastor Everaldo Ribeiro. O senador Mão Santa, também recém filiado ao PSC, falou de forma emocionada do amigo e agora novamente correligionário, afirmando que Roriz segue a risca o preceito cristão do amparo aos empobrecidos e desassistidos.

Política , ,

Roriz prestigia filiação de Bessa no PSC

September 29th, 2009

 

O ex-governador Joaquim Roriz (sem partido ) prestigia, na tarde de hoje, a solenidade de filiação do deputado federal Laerte Bessa no Partido Social Cristão (PSC), na Liderança do partido na Câmara dos Deputados, no Anexo 3, em cima do Serviço Médico. Bessa era filiado ao PMDB e saiu da sigla junto com Roriz.

Política , ,

Roriz liga para Quércia

September 28th, 2009

 

O ex-governador Joaquim Roriz (Sem partido) ligou, de sua fazenda em Luziânia, para o ex-governador paulista Orestes Quércia (PDMB) cumprimentando-o pela entrevista que deu ao Estadão de domingo. Na entrevista, Quércia critica duramente a atual direção nacional do PMDB que estaria agindo de maneira autoritária ao definir posições partidárias sem sequer escutar a totalidade da Executiva Nacional do partido.

Política , ,

PSL fica com Arruda

September 28th, 2009

 

O Partido Social Liberal (PSL) dirigido em Brasília por Newton Lins deu o maior balão no governador Roriz. Pediram para conversar com ele para discutir um apoio à sua candidatura ao governo do Distrito Federal bem como a indicações de nomes para sua nominata, além de alguns favores pessoais. Roriz chegou a ir, na quarta-feira da semana passada, a uma reunião do partido com a presença de dirigentes nacionais e deles recebeu apoio. Só a ida dele levou o partido a receber duas dezenas de filiações de rorizistas. Dois dias depois, após reuniões em Águas Claras, o PSL deu pra trás e preferiu continuar com o governador Arruda.

Política , ,

Semana decisiva para filiações de candidatos

September 28th, 2009

O próximo sábado marca um ano antes das eleições de 2010 e é também a primeira das datas-chave do calendário eleitoral: último prazo de filiações para quem pretende ser candidato. Semana vai ser de muita movimentação na política brasiliense

 

Quando chegar o próximo sábado, 3 de outubro, estaremos a exato um ano para as eleições de 2010. O calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marca a data como uma das principais para a organização do pleito. É o dia limite no qual os candidatos a cargo eletivo devem estar com a filiação deferida em algum partido político. Também é a data na qual todas as legendas que pretendam participar das eleições de 2010 devem ter obtido registro de seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral e em que os pretensos candidatos devem ter domicílio eleitoral na circunscrição na qual devem concorrer.

 

Faltando poucos dias para o fim do prazo, a movimentação tende a se intensificar na política brasiliense, causando surpresa e perplexidade aos eleitores com os mais estranhos arranjos, alianças e negociações. Algumas dessas movimentações desenham coligações frankenstein porque podem ser formadas por pessoas que, até bem pouco tempo, eram oposição acirrada, declarada, ofensiva e tudo o mais, e ameaçam se juntar.

 

 

 

Roriz x Cristovam

 

Na última semana, um dos surpreendentes encontros foi o dos ex-governadores Joaquim Roriz (sem partido) e Cristovam Buarque (PDT), que protagonizaram uma das mais acirradas disputas políticas da última década. Roriz chegou a ser condenado pela Justiça, no ano de 2000, a indenizar Cristovam Buarque por ter chamado o adversário de assassino em debate transmitido pela TV Globo, em 1998, às vésperas da eleição. Durante o debate, Roriz teria dito que Cristovam “mandou derrubar barracos e assassinar pobres”, acrescentando que o adversário “derrama sangue”.

 

As acusações referiam-se à morte de cinco pessoas em uma desocupação promovida pelo governo, à época em que Cristovam ocupava o cargo. Na ocasião, o advogado de Roriz disse que seu cliente agiu em legítima defesa porque teria sido injuriado e humilhado pelo adversário.

 

Passado o tempo, Roriz e Cristovam se sentam para costurar acordos. Eles jantaram, segunda-feira (21), na casa de um amigo comum. Não selaram um pacto, mas ficou a possibilidade de entendimento numa composição com a candidatura de Ciro Gomes (PSB) para presidente, Roriz para governador e Cristovam para o Senado.

 

Segundo assessores de ambos os lados, a conversa girou em torno da sucessão presidencial. Ciro Gomes tem interesse em aliar o seu PSB ao PDT de Cristovam e para isso precisaria de um palanque forte no Distrito Federal. Esse palanque seria o de Roriz, que tem o interesse de voltar ao governo do DF. O ex-governador avalia que é um candidato imbatível nas classes C, D e E, assim como, a seu ver, o pedetista o é nas classes A e B.

 

PT x Roriz

 

A relação do PT com Joaquim Roriz sempre foi explosiva. A disputa vai do confronto de ideias ao xingamento. Poucos sabem, mas Roriz é fundador do Partido dos Trabalhadores em Goiás. E os petistas não perdoam o ex-governador que saiu do partido levando suas bandeiras sociais, como a garantia de moradia e a distribuição de renda aos mais pobres.

 

A convivência entre os dois lados sempre foi das piores, mas nas últimas semanas, para surpresa e espanto da população brasiliense, surgiu uma amizade entre Roriz e lideranças do petismo como o presidente da sigla, Chico Vigilante, e os governadoráveis Geraldo Magela e Agnelo Queiroz.

 

Magela teve duros embates na eleição de 2002 para o GDF. O petista perdeu por uma diferença mínima de 15 mil votos, a eleição foi para a Justiça e Roriz ganhou três anos depois no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo o ex-ministro-chefe da casa Civil, José Dirceu, a decisão do TSE foi inacreditável. “Se nós olharmos depois que o Supremo cassou o mandato do (governadores) Cássio Cunha Lima (PB), do Jackson Lago (MA) e o mandato de Marcelo Miranda (TO), e tudo indica vai cassar o mandato do (Ivo) Cassol (RO), não ter cassado (o mandato de governador de) Joaquim Roriz é uma coisa assim que vai ficar para os anais da Justiça brasileira como um caso para ser analisado e estudado”, disse em recente entrevista ao Jornal da Comunidade.

 

Em 2006, foi a vez de Roriz enfrentar Agnelo Queiroz na disputa ao Senado. Nela, o PT também bateu pesado no ex-governador. Em 2010, não se espante se no primeiro turno ou no segundo, Roriz sirva de palanque para uma candidatura do PT.

 

PT x Cristovam

 

Enquanto adversários históricos se unem ou buscam acordo, aliados que se confundem na própria trajetória política trocam de lado e viram personagens antagônicos. O Partido dos Trabalhadores (PT) sempre foi uma das principais forças políticas do Distrito Federal, mas só conseguiu eleger um único governador: Cristovam Buarque, que foi senador pelo PT, ministro da Educação de Lula e hoje está no PDT.

 

Por ironia do destino, a cúpula do PT quer ver pelas costas aquele que já foi a sua maior liderança e referência. O próprio presidente Lula chamou Carlos Lupi, ministro do Trabalho e presidente nacional do PDT, para uma reunião em seu gabinete no Centro Cultural Banco do Brasil. Na conversa com Lupi, Lula pediu para que o PDT não lance Cristovam como candidato ao Senado no próximo ano. Todas as pesquisas de intenção de voto apliacadas até aqui no Distrito Federal apontam Cristovam como o candidato mais forte para uma vaga no Senado. Ele tem quase 30% do primeiro voto do eleitor (são duas vagas de senador) e pouco mais de 20% do segundo. Lula não se conforma com as críticas que Cristovam faz ao governo em discursos no Senado.

 

Se dependesse apenas das principais lideranças petistas de Brasília, Cristovam continuaria sendo o aliado de primeira hora, já que as amizades e afinidades foram conservadas. Mas, aqui, como no resto do país, o PT se rendeu ao lulismo e corta na própria carne.

 

Roriz x Rollemberg

 

Na terça-feira (22), o deputado federal e principal liderança do PSB no DF, Rodrigo Rollemberg tentou, sem êxito, um encontro de Ciro Gomes com Roriz para definir a aliança. Os socialistas pretendiam filiar Roriz na legenda, mas o ex-governador deve escolher um partido da sua penca de siglas nanicas que carrega debaixo do braço. Segundo assessores de Roriz, o encontro com Ciro deverá acontecer só após 3 de outubro. Um dia antes, ele deve anunciar com grande festa a sua filiação, provavelmente no PSC. A sigla é comandada no DF por Valério Neves, seu braço direito.

 

Curiosamente, Rollemberg foi outra vítima do estilo mais forte de fazer política do ex-governador. Em julho de 2002, Roriz estava em campanha pela reeleição ao Palácio do Buriti quando durante um almoço com um grupo de pastores em Ceilândia, insinuou que Rodrigo Rollemberg era usuário de maconha. “Se você olhar qualquer pesquisa que está aí, tá eu lá com 58% (aplausos da plateia). O PT tá com 17%. Aquele rapaz, aquele que gosta de maconha, como é que ele chama? (algumas pessoas gritam: Rollemberg!). É… o Rollemberg tá com 6%. Benedito tá com 5%. E tem o Carlos Alberto, que está com 1%”, disse Roriz.

 

Arruda x Roriz

 

A carreira política de José Roberto Arruda esteve atrelada em muitos momentos à do governo Joaquim Roriz, mas isso não impediu que ele sempre buscasse voo próprio e tivesse suas idas e vindas do rorizismo. Na primeira eleição de Roriz, Arruda foi chefe de gabinete do governador e ainda no primeiro ano de governo deixou este posto para assumir o cargo de secretário de Obras do Distrito Federal. Ele foi um dos responsáveis pela execução de uma das obras mais polêmicas do primeiro governo Roriz, o metrô de Brasília, que tempos depois teria sua obra embargada por suspeitas de irregularidades.

 

Em 1994, com o apoio de Joaquim Roriz, Arruda foi candidato a senador pelo PP, tendo logrado êxito na disputa. Em 1995 rompeu com seu antigo chefe e ingressou no PSDB. Longe de Roriz, em 1998, foi candidato ao Governo do Distrito Federal pela primeira vez, tendo sido derrotado por Joaquim Roriz e Cristovam Buarque ainda em primeiro turno e ficado em terceiro lugar.

 

No ano de 2001, ainda exercendo o mandato de senador e ocupando a liderança do governo no Senado, envolveu-se, juntamente com o então senador Antônio Carlos Magalhães (PFL), na violação do painel eletrônico do Senado Federal, utilizado na votação que cassou o mandato do ex-senador Luiz Estêvão. No início negou a acusação com um incisivo discurso na tribuna do Senado Federal, mas dias depois voltou à mesma tribuna para admitir a culpa e depois renunciar ao cargo, evitando assim o processo de cassação do seu mandato, que poderia torná-lo inelegível por aproximadamente 9 anos. Foi afastado do PSDB e ingressou no PFL, hoje Democratas. Após filiar-se ao PFL, depois do duro golpe político voltou às origens e aproximou-se outra vez de Roriz.

 

Foi um dos principais aliados de Roriz de 2002 a 2006, com um trabalho intenso de defesa do governo na Câmara dos Deputados até se lançar candidato a governador. Durante a campanha de 2006, uma gravação apresentada no horário político foi motivação para mais um rompimento dos dois. Nela, Roriz fazia comentários pejorativos ao então candidato Arruda, através de uma ligação telefônica com um candidato a deputado. Nunca mais a relação foi a mesma. Roriz foi eleito para o Senado, mas teve que renunciar logo em seguida enrolado por denúncias de um cheque milionário de origem mal-esclarecida, e seguiu para sua fazenda em Luziânia. Já Arruda assumiu o GDF com a prioridade de fazer a população esquecer os anos de Roriz. A bandeira da legalidade desfraldada por Arruda se contrapunha a todo o apoio que o ex-governador deu a invasões de terra.

 

Incomodado, Roriz juntou aqueles de seu grupo político que não conseguiram pendurar-se na máquina do GDF e voltou com força total. De incomodado, virou incômodo para o atual governador. As pesquisas colocam Arruda e Roriz disputando voto a voto e, mais uma vez, irão caminhar em lados opostos. Nos bastidores, correligionários de ambos negociam uma aliança.

 

Arruda x Filippelli

 

Outra aliança curiosa é a do governador José Roberto Arruda (DEM) com o deputado federal e presidente do PMDB-DF, Tadeu Filippelli. Os dois, até pouco tempo, eram ferrenhos adversários políticos. Muitos apostavam em inimizade pessoal, que na política não quer dizer muito e os exemplos estão ai. Em 2006, Filippelli foi o principal opositor à candidatura do atual governador dentro do grupo rorizista. Muitos colocam na sua conta o fato de Roriz não ter apoiado oficialmente Arruda, mesmo que em determinado momento da campanha ele tenha abandonado a sua candidata Maria de Lourdes Abadia (PSDB) e pedido votos para o democrata.

 

Durantes três anos, Filippelli foi oposição ao governo Arruda. Com as pazes feitas, carrega a promessa de ser o candidato a senador do Buritinga. Também é cotado para ser o vice na chapa de Arruda em 2010, passando a disputa do Senado para o atual vice-governador Paulo Octávio. Devido à aproximação, vai ser muito cobrado por rorizistas históricos.

 

Roriz x Filippelli

 

A briga dos aliados Joaquim Roriz e Tadeu Filippelli, que culminou com a saída do primeiro do PMDB, teve muitas consequências. Há poucos meses ninguém acreditaria que isso pudesse acontecer, tamanha a ligação entre os dois. O rompimento foi feito em três etapas: familiar, empresarial e político.

 

A primeira foi o fim do casamento de Filippelli com a sobrinha de Roriz, que ocasionou o rompimento familiar. A segunda etapa – e consequência da primeira -, foi a saída do deputado da frente de alguns negócios da família Roriz, passando parte da atribuição a Manoel Neto, casado com a deputada distrital Jaqueline Roriz (PMN) e filha do ex-governador.

 

Os dois primeiros fatos foram determinantes para o rompimento final: o político. Roriz cometeu um erro grave em sua carreira ao adotar o velho estilo de fazer política em gabinetes ou da varanda de casa, esquecendo a organização partidária. Quem sempre esteve à frente da máquina partidária foi Filippelli. Com o partido nas mãos, veio o troco.

 

Fique por dentro

 

• O calendário eleitoral de 2010 estabelece que o primeiro turno das eleições do próximo ano será realizado no dia 3 de outubro, um domingo.

• No ano que vem serão escolhidos os novos governadores, senadores e deputados federais e estaduais e o novo presidente da República.

• Caso haja necessidade de segundo turno, o TSE estabeleceu a data de 31 de outubro.

• O segundo turno ocorre se o candidato a um dos cargos majoritários – presidente da República e governadores de estado – não obtiver a maioria absoluta dos votos (50%+1). Neste caso, os dois mais votados participam da nova votação.

• O novo calendário define os prazos que partidos, pré-candidatos e eleitores devem obedecer com vistas às eleições do ano que vem.

• A mudança de filiação partidária e de domicílio eleitoral, por exemplo, só podem ser feitas até o dia 3 de outubro deste ano.

• Já as datas para convenções partidárias e a escolha de candidatos devem acontecer entre 10 e 30 de junho de 2010 e o registro das candidaturas até o dia 5 de julho do próximo ano.

• A propaganda eleitoral começa no dia seguinte, 6 de julho.

• O horário eleitoral gratuito do primeiro turno no rádio e na televisão vai de17 de agosto a 30 de setembro.

• No segundo turno, se houver, a propaganda começa em 16 de outubro.

• As pesquisas de tendência de voto devem ser registradas a partir de 1º de janeiro.

• O dia 5 de maio será o último dia para solicitar inscrição de eleitor ou transferência de seção eleitoral.

• Em caso de perda do título, a segunda via do documento deve ser requerida até 23 de setembro de 2010.

Política , , , ,

Opinião: Fator nacional na eleição local

September 28th, 2009

 

Muitos dos acordos de alianças visando as eleições de 2010 no Distrito Federal estão parados ou caminhando a passos lentos devido a movimentações no xadrez político nacional, principalmente devido às candidaturas ao Palácio do Planalto do deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), da senadora Marina Silva (PV-AC) e da vereadora Heloísa Helena (PSOL-AL). Muitos candidatos a deputado distrital que tinham como certas as filiações a alguma das três legendas ou a outras siglas menores brecaram suas pretensões.

 

A explicação é simples: eles buscam um partido com uma nominata mais fácil e que possam orbitar em candidaturas ao GDF que consideram favoráveis. Ou seja, um candidato que antes pretendia filiar-se ao PSB, por exemplo, achando que ficaria livre para apoiar as candidaturas de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República e de Agnelo Queiroz (PT) ao GDF, pode inesperadamente ter que pedir votos para Ciro Gomes (PSB) e Joaquim Roriz (sem partido). A mudança poderia contrariar todo um trabalho político feito na base e dar um nó na cabeça do seu eleitor.

 

Exemplos como esse vêm acontecendo com apoiadores do governador José Roberto Arruda e também do ex-governador Joaquim Roriz. As candidaturas postas nacionalmente também irão influir em chapas locais. O lançamento do deputado distrital José Antonio Reguffe (PDT) para a sucessão de Arruda é o mais notório. O parlamentar em primeira legislatura pode surpreender e chegar facilmente a dois dígitos nas pesquisas de opinião pública. Hoje, aparece com cerca de 6% sem colocar o bloco na rua e falar na TV sobre a candidatura. Reguffe é tudo aquilo que tem de diferente na atual política brasiliense. Odiado pelos políticos, mas com bom conceito junto à população, segundo pesquisas de avaliação da Câmara Legislativa. Pode surpreender e avançar, principalmente, no eleitorado do PT e do voto ético dado ao governador Arruda, que se encontra nas classes A e B.

 

Essas movimentações vêm deixando em alerta as candidaturas já postas e com mais chances de vitória. Para evitar uma sangria maior de candidatos a distritais, as negociações não param e o vale-tudo se intensifica. Se antes a briga era para ver quem iria atrair mais legendas para as coligações majoritárias e deixar o adversário com menos opções, a briga agora é também para evitar perdas maiores.

 

Quem mais perde nesse processo é o Partido dos Trabalhadores. As candidaturas de Ciro e de Marina – Heloísa deve desistir em favor da candidata verde – irão esvaziar ainda mais as pretensões do PT para 2010. E, isso vale tanto para o GDF quanto para o Planalto. Os petistas passaram muito tempo discutindo quem será o candidato ao Buritinga e esqueceram de compor com os partidos aliados como o PSB, PCdoB, PDT e PV. Também não notaram que a cúpula nacional não está nem aí para uma candidatura ao GDF, preocupada mais em eleger um senador por Brasília para cumprir o planejamento de fazer uma bancada forte no Congresso. Nessa disputa toda, o grande vencedor no final das contas pode ser o deputado Geraldo Magela, que abriu mão de concorrer ao governo a favor do ex-ministro e neopetista Agnelo Queiroz.

 

O dia 3 de outubro é o prazo final para as filiações de candidatos a partidos políticos. A partir de sábado (26) serão sete dias de muita movimentação, especulação e dúvidas para todos os lados. Ganha quem jogar melhor.

Política , , , , ,