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Posts Tagged ‘Roriz’

Eleições podem ser prejudicadas por confusão jurídica

September 1st, 2010

 

A insistência de Joaquim Roriz em “invalidar” as decisões da Justiça Eleitoral e levar a decisão final para o STF pode prejudicar o andamento das eleições no Distrito Federal, segundo especialistas. Entre as possibilidades futuras está a de ocorrerem dois pleitos. O advogado Jackson Domenico, especialista em direito eleitoral, explica que se a coligação Esperança Renovada decidir manter a candidatura de Roriz, mesmo impugnada pelo TSE e sem a decisão final do STF, e ele vencer a eleição, o GDF poderá ter, novamente, mais de um governador, num curto espaço de tempo, assumindo um deputado distrital.

Diante desse quadro, Joaquim Roriz ainda poderia se valer de liminar para suspender a nova eleição ou mesmo a posse do segundo colocado, como prevê a legislação eleitoral. Assim, até que fosse julgado o mérito pelo STF, restaria ao próximo presidente da Câmara Legislativa assumir o GDF.

“Se a coligação Esperança Renovada optar por substituir o candidato, isso poderá ser feito até às vésperas das eleições. Neste caso, o TRE não terá tempo hábil para trocar a foto, o número e o nome de Roriz pelo novo candidato”, esclarece Jackson Domenico. Apontado como Plano B de Roriz, a manobra serviria para confundir o eleitor que acreditaria estar votando em Roriz, mas na verdade ajudaria a eleger outra pessoa, um substituto.

O especialista em direito eleitoral e membro da OAB-DF, Radam Nakai, acredita que o quadro atípico que vivencia o Distrito Federal deverá despertar a atenção do Supremo para colocar o julgamento de Roriz na pauta com a maior brevidade possível.

O posicionamento dos onze ministros da suprema corte com relação à Lei da Ficha Limpa não é claro. De acordo com entendimentos manifestados publicamente, pelo menos quatro deles são tidos como favoráveis à aplicação imediata da lei: Ricardo Lewandowski, presidente do TSE, Carmem Lúcia, Carlos Ayres Britto e Joaquim Barbosa. Outros quatro são tidos como contrários: Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes, Hellen Gracie e Dias Toffoli.

As dúvidas ainda pairam sobre a tendência dos ministros Celso de Mello e Cezar Peluso. Também há uma vacância devido à aposentadoria de Eros Grau. Com o avanço das discussões devido aos julgamentos no TSE, as argumentações podem influenciar novos entendimentos no Supremo e a expectativa ainda é de indefinição.

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Adversários devem pedir suspensão da campanha de Roriz

September 1st, 2010

 

O departamento jurídico da coligação Um Novo Caminho estuda a possibilidade de entrar, ainda hoje, com uma ação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do DF pedindo a suspensão da campanha de Joaquim Roriz.

 

Como o ex-governador tem até sexta-feira para entrar com o recurso no STF, os advogados da Um Novo Caminho devem pedir que, enquanto Roriz não entrar com o recurso, sua campanha seja suspensa. Oficialmente, a ação ainda está em estudo, mas a coligação deve entrar ainda hoje com essa ação.

 

Em outra ação, impetrada ontem no TRE-DF, a coligação de Agnelo Queiroz (PT) pediu direito de resposta contra a propaganda de Roriz, que tem atacado sistematicamente o candidato petista, especialmente depois da subida de Agnelo nas pesquisas. Segundo o candidato a uma vaga de deputado federal Chico Vigilante (PT), “o que Roriz está fazendo não é campanha, mas sim banditismo eleitoral”.

 

“Não se pode atacar dessa maneira, sórdida e covarde, a honra e a dignidade de alguém”, completou Vigilante. Para o petista, “Roriz sabe que não vai ser candidato, então não tem nenhuma responsabilidade para com Brasília”.

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Uma campanha sem comunicação

August 31st, 2010

 

As campanhas eleitorais no Distrito Federal podem ser bastante diferentes entre si, mas num ponto se assemelham: a falta de comunicação interna e externa. Claro que deve-se dar o desconto da pressão e do estresse que é participar de uma disputa tão acirrada quanto a que está se desenrolando em Brasília. Mas, o argumento não pode servir de desculpa para a série de erros que vem sendo cometidos, principalmente, pelos integrantes do comando de campanha dos dois principais postulantes ao Palácio do Buriti.

No ninho rorizista o problema é menor, já que existe um comandante e seus generais. Uma hierarquia definida há pelo menos duas décadas, com algumas defecções que surgiram ao longo dos últimos anos, normal na política. Mas isso não impediu que a falta de comunicação entre eles trouxesse transtornos à chapa. É candidato querendo derrubar candidato. Outros que ficam na moita esperando uma queda para ocupar uma vaga na majoritária, seja de senador, suplente, vice e até mesmo de governador. Uma trairagem que corre solta.

Os candidatos ao Senado, por exemplo, estão em guerra branca. Tanto Maria de Lourdes Abadia (PSDB) quanto Alberto Fraga (DEM) não pedem voto um para o outro – lembrando que nessa eleição o eleitor deve votar em dois candidatos a senador. Pelo contrário, nos discursos em público, na televisão e no rádio, chegam a pedir o segundo voto de quem for escolher um adversário. Na chapa de Agnelo Queiroz (PT) isso, pelo menos, não acontece. Cristovam Buarque (PDT) e Rodrigo Rollemberg (PSB) estão unidos até demais.

Voltando à varanda do Roriz, ali também nunca se viu uma campanha com estrutura de comunicação (leia-se jornalistas) tão enxuta quanto essa. Quem embarcou na canoa tem que se desdobrar. O contato com a imprensa também é difícil. Às vezes espera-se até dois dias para se obter resposta de um assunto.

Na de Agnelo a situação é até pior. Assessores do petista chegam a questionar as pautas dos repórteres que cobrem a campanha eleitoral, quando se consegue ser atendido. Aproveitam para dar lições de jornalismo, ensinando como se faz uma boa apuração de matéria. Lembrando, sempre, de citar que em tal lugar se faz desse jeito e não daquele. Trata-se de uma soberba que não acrescenta nada na campanha. Pelo contrário, só atrai antipatia.

Em eventos públicos, como caminhadas e reuniões, assessores de imprensa de Agnelo privilegiam o repasse de informações aos profissionais que até pouco tempo foram colegas de redação, em detrimento dos outros órgãos de comunicação. Tem que se descobrir que não existe apenas uma escola de comunicação e que não só um jornal é dono da verdade e da ética. Estrelismo, nessa hora, só atrapalha.

Também é dessa forma que se cria o fogo amigo, para abater em pleno voo candidatos da mesma coligação. Na última semana, pelo menos dois casos de plantação de denúncia ou de queimação de aliado foram vistos em páginas de jornais, onde se faz desse jeito e não daquele.

Na comunicação interna, o problema é maior. Não se respeita uma hierarquia e candidatos a cargos menores atropelam os companheiros da chapa majoritária. Resultado: mais problemas. Falta alguém para bater na mesa e botar a casa em ordem. Autoridade para pacificar as várias tendências que formam esse balaio de gato e que se digladiam na primeira oportunidade. Agnelo e seu vice, Tadeu Filippelli (PMDB), devem conduzir a aliança, definir estratégias e apaziguar os ânimos sem perder, é claro, a firmeza. Do contrário, o caldo começa a entornar e até assessores e candidatos a cargos menores se sentirão no direito de mandar mais do que o candidato a governador.

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Datafolha aponta empate técnico entre Roriz e Agnelo

August 27th, 2010

 

Da Folha de S.Paulo – Agnelo Queiroz (PT) manteve a tendência de alta está em situação de empate técnico com Joaquim Roriz (PSC) na disputa pelo governo do Distrito Federal, aponta pesquisa do instituto Datafolha.

Agnelo tinha 33% no levantamento realizado antes do início do horário eleitoral e agora aparece com 35%. Roriz manteve os 41% da pesquisa anterior. A margem de erro das pesquisas é de quatro pontos percentuais.

O crescimento de Agnelo é mais visível na pesquisa sobre as intenções de voto para um eventual segundo turno. Os dois estão empatados.

Segundo o Datafolha, 45% votariam em Roriz no segundo turno contra 44% de Agnelo. Na pesquisa anterior, a vantagem de Roriz era de 46% contra 39%.

(…) Isso pode ser reflexo da alta rejeição de Roriz: 38% disseram que não votariam no ex-governador de jeito nenhum, o maior índice entre todos os candidatos ao governo.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) sob o número 27.406/2010

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TSE decidirá futuro de 25 candidatos a governador

August 24th, 2010

 

Débora Zampier, da Agência Brasil - Dos 170 candidatos a governador registrados, 25 dependem do veredito do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para saber se estão definitivamente aptos a concorrer nestas eleições. Entre os 25 recursos levados ao TSE, 15 referem-se a candidatos que estão entre os primeiros colocados nas pesquisas de intenção de votos em seus estados.

Os dois únicos candidatos a governador do Tocantins, Carlos Gaguim (PMDB) e Siqueira Campos (PSDB), tiveram seus registros liberados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), mas recursos levaram os casos ao TSE. O autor do questionamento contra a candidatura de Gaguim foi a coligação rival. No caso de Siqueira Campos, o registro foi questionado por um candidato a deputado estadual pelo PPS, partido coligado na chapa de seu oponente.

No Maranhão, os registros de Roseana Sarney (PMDB) e Jackson Lago (PDT), os dois primeiros colocados nas pesquisas de intenção de voto, também foram contestados. As candidaturas foram liberadas pelo TRE do estado, mas os recursos levaram a palavra final para o TSE.

Em Sergipe, os dois primeiros colocados, Marcelo Déda (PT) e João Alves Filho (DEM), também terão de esperar que o TSE julgue recurso que questiona a decisão do TRE de liberar as candidaturas. A situação se repete em Mato Grosso, com os candidatos Wilson Santos (PSDB) e Mauro Mendes (PSB), que estão entre os três primeiros colocados nas pesquisas de intenção de votos.

Sérgio Cabral (PMDB), no Rio de Janeiro, Ana Júlia Carepa (PT), no Pará, Neudo Campos (PP), em Roraima, e Ricardo Coutinho (PSB), na Paraíba, fecham o grupo dos bem colocados nas pesquisas para governador que foram liberados pelos tribunais regionais eleitorais, mas que aguardam decisão final do TSE devido à interposição de recursos.

Os únicos líderes de intenção de votos que tiveram registro negado pelos TREs e levaram o caso para a corte superior eleitoral foram Joaquim Roriz (PSC), do Distrito Federal, Ronaldo Lessa (PDT), de Alagoas, e Expedito Junior (PSDB), de Rondônia.

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TRE-DF terá sessão extraordinária nesta quarta-feira

August 24th, 2010

 

O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) realizará sessão extraordinária nesta quarta-feira (25). O Tribunal dará continuidade, na ocasião, ao julgamento dos pedidos de registro de candidatura.

Faltam ser julgados 29 processos dos 1100 pedidos de registro, feitos por partidos e candidatos. A sessão terá início às 15h. No último julgamento, no dia 18, o TRE-DF julgou 40 processos. Destes, 23 eram pedidos de registro de candidatura. Foram negados 15 dos pedidos. Além disso, ao julgar Embargos de Declaração no pedido de registro de Elisabete Gomes Cutrim de Oliveira, o relator do processo, desembargador Hilton Queiroz, deu provimento e concedeu a candidatura a Elisabete, candidata a deputada distrital pela Coligação Um Novo Caminho.

O julgamento ratificou, ainda, três multas por propaganda eleitoral irregular. O entendimento foi confirmado no julgamento de três recursos em Representações. A primeira decisão confirmou multa aplicada pelo juiz Teófilo Rodrigues Caetano Neto no valor de R$ 2 mil em desfavor da candidata Liliane Roriz (PRTB).

A multa teve por base Representação do Ministério Público Eleitoral (MPE) em razão de veículo utilizado na campanha da candidata do qual não constavam informações exigidas pela legislação eleitoral, como o CNPJ da candidata, dados do partido e coligação.

No segundo julgamento, foi mantida multa de R$ 2 mil ao candidato do PSC para o governo do DF, Joaquim Roriz. A multa foi motivada pela colocação irregular de banners em postes de iluminação em via pública, no Eixo Monumental, em frente à Caesb. A decisão, unânime, deu provimento parcial a Recurso de Roriz, e, com isso, foi excluída da decisão multa diária de R$ 500 em caso de descumprimento da decisão.

O terceiro recurso julgado manteve multa de R$ 2 mil a Roriz e a Liliane Roriz em razão de propaganda irregular – pinturas com mais de quatro metros quadrados – em muros particulares.

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Mesmo impugnado, Roriz lidera corrida ao Buriti

August 19th, 2010

 

Do Blog do Honorato - Mesmo com a candidatura impugnada pelo Tribunal Regional Eleitoral, o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) lidera a corrida ao Palácio do Buriti. O Instituto O&P divulgou uma nova pesquisa hoje em que Roriz aparece com 39,3% da preferência do eleitoral. O segundo colocado é o petista Agnelo Queiroz com 2,3%. Na pesquisa feita em julho a diferença entre os dois era de seis pontos percentuais.

O candidato Toninho do PSOL é o terceiro colocado com 2%, seguido por Eduardo Brandão (PV) com 0,9%, Rodrigo Santas (PSTU) 0,5% e Ricardo Machado (PCO) com 0,3%. A pesquisa entrevistou 1.200 pessoas entre os dias 13 e 16 últimos. A margem de erro para mais ou para menos é de 2,8%

A pesquisa da O&P está registrada TSE com o número 23.913/2010 e no Tribunal Regional Eleitoral com o número 26.608/2010.

Corrida para o GDF

Joaquim Roriz (PSC) – 39,3%

Agnelo Queiroz (PT) – 32,3%

Toninho do PSOL – 2%

Eduardo Brandão (PV) – 0,9%

Rodrigo Dantas (PSTU) – 0,5%

Ricardo Machado (PCO) – 0,3%

Newton Lins (PSL) – 0,2%

Nenhum/Branco/Nulo – 11,2%

NS/NR – 13%

Senado

Cristovam Buarque (PDT) – 43,9%

Rodrigo Rollemberg (PSB) – 29,3%

Abadia (PSDB) – 25,6%

Alberto Fraga (DEM) – 8,8%

Chico Sant’anna (PSOL) – 2,3%

Cadu Valadares (PV) – 1,8%

Moacir Bueno (PV) – 1,8%

Jorge Antunes (PSOL) – 1,7%

Robson (PSTU) – 1,5%

Rosana Chaib (PCB) – 1,4%

Pr. Milton Tadashi (PTN) – 1,2%

Gilson Dobbin (PCO) – 0,8%

Gerônimo (PSL) – 0,6%

Nenhum/Branco/Nulo – 32,8%

NS/NR – 46,9%

Câmara dos Deputados

Reguffe (PDT) – 5,4%

Geraldo Magela (PT) – 3,6%

Jaqueline Roriz (PMN) – 4%

Paulo Tadeu (PT) – 3,7%

Erika Kokay (PT) – 2,8%

Izalci Lucas (PR) – 1,3%

Robson Rodovalho (PP) – 1,3%

Laerte Bessa (PSC) – 1,2%

Luiz Pitiman (PMDB) – 0,8%

Augusto Carvalho (PPS) – 0,8%

Toninho Pop (PTB) – 0,7%

Roberto Policarpo (PT) – 0,5%

Adelmir Santana (DEM) – 0,5%

Georgios (PTB) – 0,4%

Paulo Bravo – 0,3%

Ricardo Quirino (PRB) – 0,3%

Eliana Pedrosa (DEM) – 0,3%

Fraga (DEM) – 0,3%

Chico Leite (PT) – 0,3%

Outros – 3,6%

Nenhum/Banco/Nulo – 5%

NS/NR – 62,6%

Câmara Legislativa do DF

Eliana Pedrosa – 1,4%

Chico Vigilante – 1,4%

Chico Leite – 1,4%

Cabo Patrício – 1,1%

Alirio Neto – 1,0%

Raad – 0,8%

Raimundo Ribeiro – 0,8%

Liliane Roriz – 0,8%

Guarda Janio – 0,7%

Olair Francisco – 0,7%

Paulo Roriz – 0,7%

Arlete Sampaio – 0,7%

Roney Nemer – 0,6%

Cristiano Araujo – 0,6%

Washington Mesquita – 0,6%

Agaciel Maia – 0,5%

Benicio Tavares – 0,5%

Professor Roque – 0,4%

Maninha – 0,4%

Iolando – 0,4%

Mauro Martinelli – 0,4%

Outros – 23,8%

Nenhum/Banco/Nulo – 6,2%

NS/NR 54,3%

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Levantamento mostra Agnelo e Roriz empatados

August 17th, 2010

 

Rodrigo Mendes de Almeida, do Jornal da Comunidade – Pesquisa do Instituto Exata Opinião Pública divulgada ontem dá, pela primeira vez desde que o cenário eleitoral desse ano ficou mais nítido, vitória de Agnelo Queiroz (PT) sobre Joaquim Roriz (PSC). No primeiro turno, de acordo com o levantamento, há um empate técnico entre os dois. Roriz lidera com 37,3% das intenções de voto, enquanto Agnelo tem 35,4%. A diferença, de menos de dois pontos percentuais, está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para cima ou para baixo e pode ser considerada empate. Toninho do PSOL tem 4,2% e Eduardo Brandão (PV) tem 1,3%. Os outros candidatos ficaram todos com menos de 0,2%.

Mas Agnelo ganha de Roriz na simulação de um eventual segundo turno entre os dois – a essa altura, hipótese mais provável. Na projeção, Agnelo alcança 44,5% das intenções de voto para o segundo turno, enquanto Roriz fica com 42,8%. O resultado ainda está dentro da margem de empate técnico, mas confirma tendência que vinha se desenhando há meses. E são justamente os números de Toninho, principalmente, e em menor escala de Brandão, que explicam a vitória de Agnelo. O petista ainda se beneficia do índice de indecisos, que de 14,3% no primeiro turno, cai para 3,1% no segundo.

Ainda por uma margem pequena, a vitória de Agnelo em um eventual segundo turno pode acontecer graças aos votos dos que, no primeiro turno, votam em candidatos “alternativos”, especificamente o do PSOL e o do PV, partidos de esquerda mais alinhados com o eleitorado do PT, ou dos que ainda estão indecisos mas, quando chega a uma decisão entre Agnelo e Roriz, não quer a volta do ex-governador. Somados, Toninho e Brandão têm 5,5% das intenções de voto na pesquisa, e essa margem é suficiente para dar a vitória ao petista.

No primeiro turno, ainda há 7% dos entrevistados que disseram que votarão em branco ou anularão seu voto. Já em um segundo turno entre Roriz e Agnelo, há bem pouca indecisão. Somente 3,1% dos entrevistados não saberiam, hoje, em quem votariam, ao passo que 9,6% declararam que votariam nulo.

Dessa forma, Agnelo e Roriz chegam às vésperas do início da propaganda eleitoral gratuita praticamente juntos em intenção de votos. Mas o cenário é ruim para Roriz, que dispõe de menos tempo.

A pesquisa, a mais recente entre todas as que foram publicadas até agora, confirma a tendência de crescimento de Agnelo e de queda de Roriz. A diferença é que esse levantamento é o primeiro que traz um empate técnico entre os dois e uma vitória, em projeção no segundo turno, de Agnelo. A pesquisa entrevistou 3.000 pessoas entre os dias 10 e 14 de agosto seguindo um plano amostral e está registrada no TRE-DF com o protocolo 25981/2010. A margem de erro é de 2% para cima ou para baixo.

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Mais um instituto mostra vantagem menor

August 16th, 2010

Mais recente pesquisa divulgada do instituto Vox Populi confirmou a tendência das outras ao mostrar redução da diferença entre Joaquim Roriz e Agnelo Queiroz

 

Taís Calado, do Jornal Coletivo – Divulgada no sábado (14), a nova pesquisa Vox Populi/Band/iG mostra que a diferença entre os candidatos ao GDF Joaquim Roriz (PSC) e Agnelo Queiroz (PT) caiu para dez pontos em relação à última medição feita pelo instituto em julho. As pesquisas aconteceram de 7 a 10 de agosto, período anterior ao debate da TV Band entre os candidatos ao GDF de quinta-feira (12).

Barrado pelo Ficha Limpa, o ex-governador do Distrito Federal, continua liderando a disputa com 36% das intenções de voto, seguido pelo petista Agnelo, com 26%. Nas pesquisas realizadas em julho, Roriz tinha 46% e Agnelo, 25%.

Toninho do PSOL manteve 2% e Eduardo Brandão (PV) ficou com 1%. Os votos brancos e nulos também se mantiveram em 15%. Já o índice de indecisos aumentou de 10% para 19%. A margem de erro é de 3,7 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Na disputa pelo Senado, o candidato à reeleição Cristovam Buarque (PDT) lidera com 32%, seguido de Maria de Lourders Abadia (PSDB) com 24% e Rodrigo Rollemberg (PSB), com 23%, no que é considerado um empate técnico entre os dois.

Segundo informações divulgadas pelo site da TV Band, o instituto ouviu 700 eleitores. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número 22950/2010.

 

Datafolha

Joaquim Roriz (PSC), também lidera a pesquisa Datafolha divulgada sexta-feira (13), com 41% das intenções de voto. Agnelo Queiroz (PT) aparece com 33%. A diferença de 13 pontos, caiu para oito. Toninho do PSOL tem 2%. Rodrigo Dantas (PSTU) e Ricardo Machado (PCO), ambos com 1%. os demais, 15% não sabem em quem votar e 8% pretendem votar em branco ou nulo.

Com uma margem de erro de quatro pontos percentuais para mais ou para menos, a pesquisa foi realizada de 9 a 12 de agosto, com 701 eleitores. Está registrada no TSE sob o número 22752/2010. Os contratantes são a Folha de S.Paulo e a Rede Globo.

 

Vox Populi – 14 de agosto

Roriz – 36%

Agnelo – 26¨%

Toninho do PSOL – 2%

Eduardo Brandão (PV) – 1%

 

Datafolha – 13 de agosto

Roriz – 41%

Agnelo – 33%

Toninho do PSOL – 2%

Indecisos – 15%

Brancos e nulos – 8%

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Roriz: “Pode ser que começou no meu governo”

August 13th, 2010

 

Da Folha Online: O escândalo do mensalão do DEM de Brasília que devastou o governo Arruda no ano passado dominou o primeiro debate entre quatro candidatos ao governo do Distrito Federal, realizado pela TV Bandeirantes e serviu de munição entre os adversários. Candidato pelo nanico PSC, o ex-senador e ex-governador Joaquim Roriz –que teve sua candidatura barrada pelo TRE-DF (Tribunal Regional Eleitoral) e ainda depende de um recurso para ter sua candidatura confirmada- admitiu que o esquema de arrecadação e pagamento de propina pode ter começado em seu governo.

“Não posso afirmar se começou ou não no meu governo. Pode ser que começou, mas não conhecia a moral de todos. Eu decidi por muitos auxiliares por currículos, não conhecia a personalidade”, disse.

Em novembro, a Polícia Federal deflagrou a Operação Caixa de Pandora que acabou levando à prisão por dois meses o ex-governador José Roberto Arruda, acusado de tentar subornar uma das testemunhas do esquema de corrupção. Na tentativa de se defender, Arruda acusou o governo Roriz de ter iniciado a prática ilegal.

O principal adversário de Roriz, o petista Agnelo Queiroz reagiu à declaração e disse que o povo não poderia reeleger o representante do PSC. Queiroz disse ainda que em seu eventual governo não permitirá corrupção. “Eu prefiro governar, muitas vezes, com o avental do que com a mala preta”, afirmou.

As acusações de Agnelo não causaram impacto em Roriz que disse apostar em sua vitória no primeiro turno. Em 2007, o então senador Joaquim Roriz renunciou para escapar de processo de cassação no Congresso Nacional, caso previsto na nova lei. Roriz lidera as pesquisas de intenção de voto no DF, seguido por Queiroz.

Roriz também recorreu a denúncias para constranger o petista e questionou a aliança com o PMDB, com integrantes suspeitos de participação no mensalão. O petista tentou colar sua imagem à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e responsabilizar o comando do PT pela aliança.

“Nós reproduzimos uma aliança nacional, vitoriosa, que está mudando o Brasil. Num momento de uma crise profunda como essa é preciso assumir responsabilidades”, justificou.

Roriz ainda lançou mão de uma acusação de que Queiroz, ex-ministro dos Esportes, teve uma evolução patrimonial suspeita e até mesmo invasão de área pública. “Ele invadiu área verde”, disse.

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É azul contra vermelho. De novo

July 5th, 2010

Disputa pelo GDF volta à polarização do PT contra Roriz. Partidos tiveram até dia 30 para fazer as convenções e agora têm até dia 5 de julho para registrar os candidatos escolhidos

Rodrigo Mendes de Almeida, do Jornal da Comunidade

Houve muita especulação. Tentativa de criação de segunda, terceira, quarta via, centenas de possíveis nomes cotados para encabeçar uma chapa para o Governo do Distrito Federal. No final, voltamos à disputa do ex-governador Joaquim Roriz (PSC), que tentará seu quinto mandato, contra o PT, que nesse pleito vai com o ex-ministro do Esporte Agnelo Queiroz.

O professor do Instituto de Ciências Políticas da UnB Ricardo Caldas diz que as duas candidaturas ainda estão sob risco de serem impedidas. Ele conta que o Ministério Público já avisou que entrará com pedido de impugnação da chapa rorizista, e acha que, em retaliação, muito provavelmente os correligionários do ex-governador vão abrir representação contra Agnelo também, principalmente para igualar as situações. Para o professor, a situação de Roriz é pior, mas Agnelo também tem “alguma coisa que pode ser explorada”.

A construção do cenário das eleições foi cheia de idas e vindas. De um lado, PT, PSB, PDT e PCdoB, partidos que já compõem a base de apoio do governo Lula, estavam fechados. De outro, Roriz, no pequeno PSC, estava com várias outras legendas menores.

Caldas avalia que o fato de o quadro eleitoral ter voltado é indicativo de que “o cenário político do DF não evoluiu”. Para ele, ainda temos as “mesmas práticas” de sempre em Brasília.

De fato, os principais critérios para os partidos se aliarem uns aos outros, de maneira genérica, foi o tempo de TV e rádio de cada agremiação e os coeficientes eleitorais, ou seja: em qual aliança tal partido elege um deputado de maneira mais fácil.

O PMDB, do deputado federal Tadeu Filippelli, aliado histórico de Roriz no DF, resolveu seguir sua política nacional e entrar para o campo governista. Dessa forma, fechou aliança inédita com o PT, indicando o próprio Filippelli como vice. Mas não sem resistência. O governador Rogério Rosso, imbuído do orgulho de estar à frente do Palácio do Buriti, lançou-se como pré-candidato ao governo. Rosso foi derrotado na convenção regional e não deve ter papel preponderante no processo eleitoral do DF.

Com isso, estava montada a chapa principal dos vermelhos, com Agnelo para governador, Filippelli para vice, o senador Cristovam Buarque (PDT) concorrendo para a reeleição e o deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB) também concorrendo ao Senado.

Do lado de Roriz, a maioria dos apoios de peso chegaram nos últimos dias. O PSDB viveu enorme confusão para se decidir. Havia uma avaliação na direção nacional do partido de que ter Roriz ao lado de Serra seria muito mais um ônus do que uma vantagem. Por fim, os tucanos resolveram se juntar ao PSC, tendo Maria de Lourdes Abadia como candidata ao Senado.

Essa decisão deixou muito irritado o parceiro dos tucanos, o DEM. Os dois partidos são aliados desde que Fernando Henrique Cardoso foi presidente, tendo Marco Macielcomo vice.

O indefinido PTB

O PTB realizou sua convenção regional no último dia permitido e fechou apenas a lista de nomes que irão concorrer a deputado distrital e federal. A decisão sobre a coligação a ser fechada pelo partido foi remetida para a executiva regional. Isso significa que, na prática, a instância partidária teria até segunda-feira, às 19h, prazo final para as inscrições, para decidir seus rumos em 2010. Mas antes do fim de semana o partido anunciou que fechou acordo para estar na chapa de Agnelo Queiroz. Seu principal líder no DF e presidente da sigla, Gim Argelo, é senador, tendo herdado a vaga de Joaquim Roriz, depois que este renunciou. A não ser que alguma condenação casse o mandato de Roriz – o que faria com que Gim perdesse a vaga também -, ele tem mais quatro anos de mandato.

O PP foi outro que deixou sua decisão para a última hora. Ao final, decidiu-se por fazer parte da chapa de Roriz, mas deixou claro que guarda convergências com o outro lado também. A escolha do PP foi de ordem pragmática e contou com a negociação de um dos líderes regionais do partido, o deputado distrital Benedito Domingos.

No final, a maioria dos partidos se alinhou a um dos lados, Azul ou Vermelho, engrossando o tempo de TV e rádio e a estrutura disponível para cada um. Em troca, os “donos” das chapas acomodaram os interesses dos aliados, fornecendo melhores condições para eleger mais nomes nas campanhas proporcionais. Com as alianças sacramentadas, Agnelo tem hoje 54% mais tempo que Roriz de propaganda eleitoral. Só a aliança entre PT e PMDB garantiu a ele mais da metade do tempo. De um total de 20 minutos de propaganda por turno, Agnelo terá 10 minutos e 44 segundos.

As idas e vindas do Democratas

O DEM então, na última semana, anunciou que teria candidatura própria, na figura do deputado federal Alberto Fraga. Coronel reformado da Polícia Militar, Fraga é folclórico por suas declarações explosivas. O deputado escancarou diferenças internas no partido, ao criticar publicamente o presidente da sigla no DF, senador Adelmir Santana, e uma das lideranças mais tradicionais do partido, Osório Adriano. Fraga chegou a declarar que não iria se juntar a “ficha suja”, referindo-se a Roriz.

Os Democratas viveram, então, período em que buscaram intensamente aliados para viabilizar sua candidatura. Chegaram a dar como certa a aliança com o PPS, que nacionalmente já havia fechado com José Serra e que não queria entrar na chapa de Roriz.

Porém, um dia depois de anunciada a candidatura de Fraga, o PPS noticiou que, feitas as contas do coeficiente eleitoral, o partido não teria condições de eleger nenhum deputado distrital ou federal na coligação com o DEM e, portanto, teria se decidido por fazer parte da chapa de Agnelo Queiroz. Outros partidos que foram cogitados para compor com Fraga, como o PTB e o PP, resolveram suas vidas se aliando a Agnelo, caso do PTB, e com Roriz, caso do PP. Foi a última cartada para que o DEM desistisse da candidatura própria e, mesmo depois dos ataques desferidos a Roriz, desembarcasse na chapa Azul.

Um dos grandes problemas, interno ao DEM, que voltaria à tona, era a disputa pelas vagas. Com Fraga como candidato ao governo, Adelmir Santana poderia cumprir seu desejo de concorrer ao Senado, já que Adelmir conseguiu a cadeira por ser suplente de Paulo Octávio. Quando PO se tornou vice-governador, Adelmir assumiu, sem nunca ter passado por uma eleição, e queria se testar nas urnas.

Com o DEM na chapa de Roriz, há apenas uma vaga, de Senador, para o partido. O PR já compõe a chapa com Jofran Frejat como vice. Coube a Roriz decidir se o candidato ao Senado seria Adelmir ou Fraga. Preterido, Adelmir se disse descontente com a direção nacional do partido, já que, no diretório regional, tinha maioria para ser indicado. Agora, o presidente regional da sigla está na nominata que saiu da convenção regional dos Democratas como candidato a deputado federal, mas garante não ser seu desejo pessoal concorrer a esse cargo. Na prática, ele tem até o dia 5 para decidir se concorre ou não.

Chapas

Governo: Agnelo Queiroz

Vice: Tadeu Filippelli

Senado: Cristovam Buarque e Rodrigo Rollemberg,

PT, PMDB, PDT, PSB, PCdoB, PRB, PHS,

PPS, PTB

Governo: Joaquim Roriz

Vice: Jofran Frejat

Senado: Maria de Lourdes Abadia e Alberto Fraga,

PSC, PSDB, DEM, PR, PMN, PTdoB, PRTB, PSDC, PTCP, PP

Governo: Toninho

Vice: Terezinha

Senado: Chico Santana e Jorge Antunes

PSOL

Governo: Eduardo Brandão

Vice: Paulo Lima

Senado: Moacir Arruda e Cadu Valadares

PV

Governo: Frank Svensson

Vice: João Batista da Silva

Senado: Rosana Chaib

PCB

Governo: Newton Lins

Vice: Paulo Vasconcelos

PSL, PTN

Governo: Rodrigo Dantas

Vice: Rosa Olímpio

Senado: Robson Raimundo

PSTU

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Fraga desiste e deve embarcar na chapa de Roriz

June 30th, 2010

 

Lilian Tahan, do Correio Braziliense

O Democratas no Distrito Federal deve ir de Joaquim Roriz. Isolado e sem alternativa para viabilizar candidatura própria ao GDF, o DEM pode decidir logo mais, na convenção do partido, embarcar na coligação do ex-governador. Com esse entendimento, o DF reproduzirá, em parte, a aliança nacional em torno da candidatura de José Serra (PSDB) à presidência da República, já que o PSDB local está nessa coligação.

O ponto sem consenso dentro do DEM-DF é quem vai representar o partido na vaga majoritária da chapa de Roriz. Há uma dúvida se vai ser Alberto Fraga ou Adelmir Santana. Os dois têm peso na negociação.

Fraga é um dos deputados federais mais bem votados de 2006 e era o pré-candidato ao governo pelo DEM. Adelmir Santana, por sua vez, é senador da República. A diferença é que Fraga já foi testado nas urnas. Adelmir assumiu o posto no Congresso com a renúncia de Paulo Octávio em 2007, para tornar-se vice-governador.

A desvantagem de Fraga é que nas últimas semanas ele travou uma guerra verbal com Roriz e o PSDB de Maria de Lourdes Abadia. Chegou a dizer que não participaria de uma chapa ficha suja.

“Não vou levar os integrantes do meu partido ao sacrifício. Tinha um projeto de concorrer ao governo e estou frustrado por não tê-lo viabilizado. Não nos resta alternativa que não seja nos juntarmos à coligação de Roriz. Do contário, teríamos que sair com o PT, o que é inadimissível”, afirmou Fraga ao Correio há alguns instantes.

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Os herdeiros de Roriz

June 21st, 2010

 

As regras do Ficha Limpa deixam alguns políticos do Distrito Federal fora do páreo nessas eleições. O ex-governador Joaquim Roriz (PSC), por exemplo, é o principal deles. Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiram que políticos condenados por um colegiado ficam impedidos de participar da eleição em outubro, mesmo que a condenação tenha ocorrido antes da publicação do Ficha Limpa. Os juízes entenderam ainda que a inelegibilidade aplicada com o Ficha Limpa não se trata de uma punição, mas sim de uma condição, um pré-requisito para que os candidatos possam concorrer a um cargo eletivo.

Os ministros consideraram que, além da condenação colegiada, a renúncia para se livrar da cassação também é uma condicionante para a inelegibilidade, que é de oito anos. Nos casos em que o político renunciar, o prazo será contado a partir do término do mandato. Esse pode ser o caso de Joaquim Roriz, que renunciou ao mandato no Senado, após ser bombardeado por acusações durante a Operação Aquarela. O ex-governador, através de sua assessoria, contudo, alega que a decisão de ontem não muda seus planos, e pretende lançar sua candidatura, pois não tem nenhuma condenação colegiada. A questão deve ir para a Justiça.

Na aposta que o Ficha Limpa possa mesmo atingir Roriz, muitos políticos brasilienses se apresentam como pretensos herdeiros do espólio eleitoral do ex-governador. Roriz é a maior liderança surgida na política brasiliense, tem um patrimônio de seguidores de fazer inveja a qualquer outro candidato país afora e lidera as pesquisas. Não é pouco, pelo contrário. Quem conseguir se apresentar – e ser aceito – como seu herdeiro, chega com um potencial grande nas eleições.

Atuais e ex-aliados se assanham com a ideia. Da noite de quinta-feira até os próximos dias, as reuniões e conchavos de bastidores irão se intensificar. Todos querendo abocanhar o espólio. É gente do PMDB, do DEM, do PSDB, do PTB e até de legendas nanicas. O herdeiro natural, até algum tempo, seria o deputado federal Tadeu Filippelli, mas o seu rompimento com o ex-governador parece ser um caminho sem volta. Mesmo assim, a saída de Filippelli enfraqueceu a varanda rorizista, já que muitos o acompanharam em sua empreitada e na formação de um novo grupo político no Distrito Federal. Mas Roriz e os varandistas ainda mantêm uma grande força.

O governador Rogério Rosso é outro que poderia puxar para si o patrimônio do ex-governador. Nasceu e cresceu no grupo político de Roriz, encantou-se em seguida com o arrudismo, mas se manteve distante das confusões pandoristas. Rosso nunca deixou de ter um bom relacionamento com seu ex-padrinho político. Mesmo após ser eleito governador pela Câmara Legislativa.

O senador Gim Argello vive o seu dilema. Foi suplente de Roriz no Senado, até conseguir a cadeira do chefe, graças ao seu infortúnio na Aquarela. Para se livrar de uma perseguição nos tribunais, aderiu de corpo, alma e estrelinha ao lulismo e ao dilmismo. Agora, tenta ser candidato ao Senado, mas falta-lhe um palanque. O da companheira Dilma já está ocupado e o Planalto não quer nem ouvir falar de um segundo palanque. Pode aderir ao de José Serra sem nenhum receio, basta usar a desculpa de que o PTB nacional está fechado com os tucanos. Mas Gim não descansa e flerta até com os verdes de Marina Silva. Precisa urgente de um candidato a governador que lhe dê um espaço para ser candidato ao Senado. Interessados, podem procurá-lo.

Além desses, por afinidade, fidelidade ou oportunismo, temos outros candidatos a herdar o rorizismo, como: Jaqueline Roriz, Laerte Bessa, Alberto Fraga, Eliana Pedrosa, Luiz Estevão, Pedro Passos e Maria de Lourdes Abadia.

É uma missão quase impossível substituir um líder como Roriz, que deve brigar até as últimas instâncias da Justiça, se for preciso, para manter a sua candidatura na rua. E, a cada revés, o ex-governador ressurge mais forte.

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Disputa polarizada entre vermelhos e azuis

May 3rd, 2010

Levantamento exclusivo do Instituto Dados para o Grupo Comunidade mostra o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) à frente de seu principal concorrente, Agnelo Queiroz (PT) por apenas 8 pontos percentuais na pesquisa estimulada. Três disputam o Senado

 

Rodrigo Mendes de Almeida, do Jornal da Comunidade 

 

Agnelo Queiroz se aproxima do ex-governadorSondagem realizada pelo Instituto Dados Pesquisa Opinião & Mercado indica que a disputa para governador do Distrito Federal está mesmo polarizada entre os pré-candidatos Joaquim Roriz (PSC) e Agnelo Queiroz (PT). Tanto na pesquisa estimulada quanto na espontânea, Roriz está à frente de Agnelo, mas a diferença é pequena.

 

A pesquisa é uma parceria do Instituto Dados com o Grupo Comunidade de Comunição. No último final de semana de cada mês, até setembro, o instituto fará uma nova pesquisa, que será divulgada pelo Jornal da Comunidade e Jornal Coletivo. Este estudo também aborda assuntos de interesse de diversos outros parceiros, e o resultado pode ser repassado também de forma exclusiva e particular.

 

No estudo espontâneo, Roriz aparece com 16,6% e Agnelo tem 10,8%. O maior eleitorado de Roriz é na faixa de renda de até um salário mínimo, tendência oposta à de Agnelo, que tem seu índice reforçado fortemente pelos eleitores que ganham mais de 20 salários mínimos. Todos os outros pré-candidatos a governador citados na pesquisa espontânea tiveram índice inferior a 1%.

O número de pessoas que declararam ainda não saberem em quem votariam ou que não responderam chegou a 61,2%, enquanto 6,2% disseram que não votariam em ninguém.

 

Na estimulada, Roriz chega aos 35,4% de intenção de votos, enquanto Agnelo sobe para 27,3%, oito pontos percentuais abaixo do ex-governador. Alberto Fraga (DEM), com 5,1%, Antonio Carlos de Andrade, o Toninho (PSOL), com 2,6% e Messias de Souza (PC do B), com 0,5% completam os candidatos considerados nessa modalidade. 16,6% dos entrevistados falaram que não votariam em nenhum dos candidatos apresentados, enquanto 12,4% ainda não sabiam em quem votariam nas eleições de outubro.

 

Roriz também fica em primeiro nos índices de rejeição. Nas respostas estimuladas, ele tem 32,9%, e o segundo mais rejeitado é Fraga, com 12,7%. Agnelo Queiroz ficou na faixa de 7,1%. Roriz tem seu maior índice de rejeição entre o eleitorado com renda superior a 20 salários mínimos, enquanto Agnelo é mais rejeitado pela população que ganha entre 1 e 2 salários mínimos, ainda que os números referentes à rejeição de Agnelo sejam bem distribuídos nas variadas faixas de rendimento.

 

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 9.879/2010 e no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o número 9.423/2010 e ouviu 2.500 eleitores em todo o Distrito Federal entre os dias 24 e 28 de abril. O estudo foi feito de acordo com os dados do IBGE sobre sexo, faixa etária e renda da população. Também segundo os dados do IBGE, as entrevistas foram divididas proporcionalmente nas regiões administrativas do DF. A margem de erro é de 2%.

 

Como esta é apenas a primeira de uma série de pesquisas que serão realizadas pelo Dados para o Jornal da Comunidade, ainda não é possível verificar a tendência do crescimento ou queda de qualquer dos candidatos. Estudiosos garantem que um dos elementos mais importantes a serem considerados em pesquisas é, justamente, essa tendência, que ficará muito clara a partir dos próximos estudos, que serão publicados pelo Grupo Comunidade todo mês até as eleições.

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Caravana rorizista

April 14th, 2010

 

O ex-governador Joaquim Roriz (PSC) recomeça sua caravana pré-eleitoral pelas cidades satélites

A próxima região administrada a ser visitada será Ceilândia, no dia sábado, às 10h. A visita começa pela QNN 32, módulo B, área especial.

Política

Embrião por R$ 88 mil

April 14th, 2010

 

Um embrião da bezerra Miragem (da Agropecuária Palma) com o premiado touro Big Ben foi vendido ontem, no leilão da Granja do Torto, por R$ 88 mil. Miragem foi comprada pelo ex-governador Roriz em 2007 por R$ 270 mil e já vendeu mais de 10 embriões.

Política

Roriz reabre escritório político

April 12th, 2010

 

O ex-governador Joaquim Roriz (PSC) recebeu no sábado (10), presidentes nacionais e locais de partidos e amigos para a retomada das atividades do seu escritório político no SIA. “Fico feliz de recebê-los aqui para recomeçarmos a trabalhar para o futuro de Brasília”, disse o ex-governador do Distrito Federal por quatro vezes.

Ele lembrou sua condição de pré-candidato ao governo do Distrito Federal e falou de que, por força para legislação eleitoral, está trabalhando em regime fechado. “Mas minha vontade era de estar mais perto do povo”, admitiu. Enquanto isso não acontece, Roriz disse que foi buscar um homem, o Jofran Frejat, não para ser secretário de Saúde pela quarta vez, mas para estar a seu lado, como pré-candidato a vice-governador do DF. “Ele tem capacidade, já comprovada, de construir uma cidade da saúde modelo, que é o que ele almeja para Brasília”. Roriz finalizou a reunião dizendo que pede a Deus, todos os dias, saúde e vigor para não decepcionar ninguém.

Cerca de 3 mil pessoas participaram do evento, no recinto fechado do escritório político, e ouviram de Roriz e dos presidentes nacionais do PSC, Pastor Everaldo; do PMN, Telma Ribeiro; e locais do PSC, Valério Campos; do PMN, deputada distrital Jaqueline Roriz; do PSDC, Silvana Siqueira; do PTdoB, Paco Veiga, e do PRTB, Caio Donato, a intenção de lançar Joaquim Roriz de volta ao Palácio do Buriti. “Temos um líder que é um fenômeno, um homem que está na frente de todas as pesquisas e vamos elegê-lo”, disse Campos, que coordena a campanha de filiação do seu partido. “E vamos continuar com nossos eventos de filiação partidária”, disse ele recomendando que quanto mais gente se filiar será melhor para o fortalecimento do partido.

O senador piauiense Mão Santa, do PSC, foi ainda mais enfático ao dizer que a vontade divina é determinante na vitória de Roriz em outubro, mesclando citações da Bíblia com fatos atuais e indiscutíveis disse: “Quem fez o mundo foi Deus. E quem fez Brasília foi Juscelino Kubitschek e Roriz”, ressaltando que eles foram conduzidos pela mão de Deus.

E completou: “Atestai bem, ninguém se perde no caminho de Roriz”. Para o senador Mão Santa Roriz nunca saiu do coração dos pobres do Piauí e de Brasília. E fez novas comparações, perguntando aos presentes quantas vezes o Brasil foi campeão na Copa do Mundo. Com a resposta ‘cinco’, e é pentacampeão. E Mão Santa voltou a falar: “Roriz vai ser penta no Distrito Federal”, o que arrancou aplausos dos presentes.

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Roriz à frente na pesquisa Soma

March 29th, 2010

O Instituto Soma concluiu uma nova pesquisa com o cenário eleitoral para as eleições de outubro. A sondagem foi feita entre os dias 15 e 17 de março e registrada no TSE e TRE. Foram aplicados 1.000 questionários, em diversos pontos do Distrito Federal. As margens de erro desta pesquisa são de 3,1%. Confira os resultados:

Intenção de voto para o GDF (estimulada)

Cenário 1

Joaquim Roriz (PSC) – 44%

Cristovam Buarque (PDT) – 20%

Agnelo Queiroz (PT) – 12%

Alberto Fraga (DEM) – 3%

Maurício Correa (PSDB) – 3%

Gim Argello (PTB) – 1%

Brancos/Nulos – 14%

Indecisos – 5%

Cenário 2

Joaquim Roriz (PSC) – 46%

Agnelo Queiroz (PT) – 15%

José Antônio Reguffe (PDT) – 6%

Alberto Fraga (DEM) – 4%

Maurício Correa (PSDB) – 4%

Gim Argello (PTB) – 2%

Brancos/Nulos – 17%

Indecisos – 6%

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Roriz no Recanto das Emas

March 29th, 2010

O pré-candidato ao governo do DF, Joaquim Roriz, visitou no sábado a cidade de Recantos das Emas juntamente com o deputado federal e pré candidato a vice-governador Jofran Frejat (PR). Também acompanharam o deputado federal Laerte Bessa (PSC), a presidente do PMN, deputada distrital Jaqueline Roriz, o presidente do PSC, Valério Neves e a presidente da Juventude do PTdoB, Renata Poli.

O ex-governador conversou com populares e participou de uma reunião com aproximadamente duzentas pessoas. Roriz se emocionou em vários momentos quando relembrava da criação de Recanto das Emas. Ele fez um sobrevôo revendo a cidade que ajudou a criar. A deputada Jaqueline ressaltou que Roriz, foi o criador de Recanto das Emas e mesmo depois de vários anos a cidade ainda não possui um hospital e que ainda falta muita infra-estrutura.

Política

Melhores do Mundo – Entrevista com Roriz

March 24th, 2010

Roriz diz a FHC que disputará GDF

March 23rd, 2010

 

Ex-governador Joaquim Roriz se encontra com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso Foto Sheila Leal

O ex-governador Joaquim Roriz esteve na tarde de ontem (22), em São Paulo, onde se encontrou com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a quem fez dois comunicados: o primeiro foi de que será candidato ao governo do Distrito Federal. E o segundo, é de que apoiará o candidato do PSDB, na campanha para presidente da República, nas eleições deste ano.

 

Roriz foi recebido por FHC em sua residência, no bairro paulista de Higienópolis, onde conversaram por duas horas e meia sobre diversos temas, entre eles, política nacional e local. Além disso, fizeram uma avaliação do atual quadro político nacional.

 

No encontro com FHC, Roriz esteve acompanhado do vice-presidente da executiva nacional do PSDB, Eduardo Jorge, com quem conversou reservadamente, por alguns minutos, e ao final, combinaram de continuar conversando em ocasiões posteriores.

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Durval faz acordo com a Justiça que pode atingir Roriz

March 12th, 2010

Lísia Gusmão

Repórter da Agência Brasil

Brasília – O ex-secretário Durval Barbosa poderá ampliar o leque de denúncias de corrupção contra o governo local, iniciadas com a revelação de vídeos da suposta arrecadação e pagamento de propina no Distrito Federal. O esquema foi desarticulado pela Polícia Federal (PF) na Operação Caixa de Pandora, no fim do ano passado. As novas acusações podem extrapolar o governo de José Roberto Arruda (sem partido) e alcançar o antecessor, Joaquim Roriz.

É o que sinaliza o Ministério Público do Distrito Federal em ação penal contra Durval Barbosa por fraude em licitação quando ocupava o cargo de diretor-presidente da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) no governo Roriz.

A Agência Brasil teve acesso aos dez volumes do processo 2010.01.1.017372-4, atualmente na 5ª Vara Criminal de Brasília. A ação foi aberta em 26 de janeiro de 2006 contra a diretoria da Codeplan por contrato de prestação de serviço considerado irregular.

No último volume, o Ministério Público reforça a denúncia contra Durval e três ex-diretores da empresa, ressaltando que estão em andamento “tratativas” acerca do alcance da delação premiada oferecida a Durval Barbosa no inquérito da Operação Caixa de Pandora, que corre em segredo no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Designado pelo Ministério Público do DF para atuar na Caixa de Pandora, o promotor Eduardo Gazzinelli Veloso assina a petição protocolada em 24 de fevereiro de 2010. No documento, ele afirma que a operação trouxe à tona “diversos fatos graves ocorridos no âmbito da administração pública local, revelados em função da especial condição de colaborador premiado de Durval Barbosa Rodrigues”. Acrescenta que a “incidência” e o “alcance” da delação premiada estão em discussão.

“Ao se dispor a contribuir com as investigações então levadas a efeito junto ao Inquérito 650, o colaborador se colocou em posição especial segundo a legislação de regência da matéria, em função do que o Ministério Público participa este juízo quanto à existência de tratativas para a aferição da incidência e do alcance do instituto da colaboração premiada”, sustenta o promotor. A denúncia contra a diretoria da Codeplan foi aceita pelo juiz substituto Marcio Evangelista Ferreira da Silva dois dias depois.

Segundo o Ministério Público, a Codeplan fechou um contrato no valor de R$ 649.992,00 anuais com a empresa Xerox para “locação de sistema de impressão e de acabamento pós-impressão, com fornecimento de material” para a folha de pagamento do “complexo administrativo do Governo do Distrito Federal”.

O contrato contemplava a impressão dos 168 mil contracheques dos funcionários dos 93 órgãos da administração pública atendidos pela Codeplan. A vigência era de 12 meses, prorrogáveis por mais 60 meses. Detectadas as irregularidades, o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) determinou que não fosse prorrogado.

“A instrução aponta uma série de irregularidades, desde a ausência de cláusulas necessárias, até a existência de contrato casado e prorrogação indevida. Ademais, no seu entender, os critérios de julgamento não estavam suficientemente claros, com parâmetros objetivos para determinar a licitante vencedora”, diz o parecer da procuradora do MP junto ao TCDF, Cláudia Fernanda de Oliveira Pereira, em 2 de abril de 2001.

A decisão, no entanto, não foi cumprida. Em 28 de dezembro de 2001, a Codeplan fez nova contratação. O argumento da empresa era de que a manutenção dos serviços era “absolutamente necessária” para evitar o “colapso administrativo no governo local”.

“Apesar da decisão do TCDF, os denunciados, de modo proposital, não atenderam à recomendação. Assim, de modo doloso, os denunciados permaneceram inertes por mais três meses”, diz a denúncia do Ministério Público.

A Xerox informou que não foi notificada pela Justiça sobre o recebimento da denúncia e, portanto, não vai se manifestar sobre o suposto contrato irregular firmado com a Codeplan.

Política

Sem Arruda, Roriz ganha no DF

December 22nd, 2009

 Da Folha de S. Paulo

Na primeira pesquisa Datafolha depois do escândalo do mensalão que atingiu o governo de José Roberto Arruda (sem partido), o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) venceria a disputa ao governo do Distrito Federal no primeiro turno, se a eleição fosse hoje. Em todos os seis cenários testados pelo levantamento, realizado entre os dias 14 e 18 deste mês, Roriz é o preferido de 44% a 48% dos eleitores. Para vencer no primeiro turno é necessário obter mais de 50% dos votos válidos -aqueles dados aos candidatos, excluindo brancos e nulos.

 

Arruda e vários aliados foram flagrados em vídeos recebendo maços de dinheiro -alguns escondendo as notas nas cuecas e nas meias. O caso veio à tona no final de novembro, e Arruda foi forçado a se desfiliar do DEM. Sem partido, está legalmente impedido de disputar a reeleição e enfrenta vários pedidos de impeachment na Câmara Distrital. Em março, antes do mensalão, Arruda pontuava no Datafolha 40% ou 41%, conforme o cenário. Agora, o instituto testou seu nome para aferir a reação do eleitor de Brasília ao escândalo. Arruda teria 8% ou 11%, em dois cenários.

 

O Datafolha entrevistou 510 eleitores no Distrito Federal. A margem de erro é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos. A saída de Arruda do páreo abriu um vácuo na sucessão ao governo de Brasília no campo contrário a Roriz. Nenhum político conseguiu herdar os pontos que o atual governador tinha em pesquisas passadas. Apesar de as investigações da Polícia Federal atingirem o governo Roriz, o ex-governador, aparentemente, não foi afetado perante o eleitorado.

 

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que governou Brasília uma vez (1995-1998), apareceu com apenas 17% em um dos cenários, mas é quem tem o melhor desempenho entre os adversários de Roriz. No cenário com o pedetista, Roriz tem 44%; contra 17% de Cristovam; 9% do ex-ministro Agnelo Queiroz, que recentemente trocou o PC do B pelo PT; 5% do vice-governador, Paulo Octávio (DEM); e 4% do senador Gim Argello (PTB). Poupado pela cúpula do DEM, Paulo Octávio aparece citado em várias passagens das investigações do mensalão do DF. Em depoimento recente dado em São Paulo, o ex-secretário Durval Barbosa, responsável pelos vídeos e por informações do inquérito, disse que entregou ao vice-governador R$ 200 mil há um ano e meio.

 

Em um cenário sem Cristovam, que pode optar pela reeleição ao Senado, Roriz tem 46% contra 11% de Agnelo Queiroz. Paulo Octávio tem 7%; o deputado distrital José Antonio Reguffe (PDT), 6%; e o senador Gim Argello (PTB), 5%. Roriz tem 17 pontos a mais que o total dos rivais. Roriz tem 73 anos. Já governou Brasília quatro vezes (1988-1990; 1991-1994; 1999-2002; 2003-2006). Em 2007, assumiu uma vaga no Senado. Renunciou no mesmo ano para não ser cassado, acusado de receber propina de empresários. “O quadro sucessório nos Estados ainda pode ser bem alterado após o início da campanha, que é quando as pessoas se informam”, diz Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha.

 

Na pesquisa espontânea (sem lista de candidatos), Roriz também é líder, com 23% de menções. Arruda, apesar da crise, tem 5%, seguido por Agnelo (2%). Paulo Octávio e Gim Argello têm 1% cada. As citações a Cristovam não atingem 1%. O Datafolha perguntou aos eleitores se sabiam das eleições. Em Brasília, só 46% souberam dizer que haverá disputa pelo governo. O número de eleitores que dizem não saber ainda em quem votar -ou que votarão nulo, branco ou nenhum- chega a 28%.

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Roriz é presidente de honra nacional do PSC

November 25th, 2009

 

O ex-governador Joaquim Roriz teve uma surpresa ontem à noite no jantar de confraternização da direção nacional do PSC (Partido Social Cristão) com a bancada federal e os presidentes estaduais do partido: ele foi aclamado, por unanimidade, o novo presidente de honra nacional do partido.

 

“É uma manifestação que me enche de orgulho e aumenta a minha responsabilidade diante do partido”, agradeceu Roriz, à executiva nacional do PSC, ao senador Mão Santa (PI), aos 17 deputados federais e aos 27 presidentes estaduais. Em um breve discurso, Roriz lembrou sua trajetória política, de vereador a governador do Distrito Federal por quatro vezes.

 

“Indico o nome de nossa maior liderança para a presidência de honra do PSC”, anunciou o presidente nacional do partido, Pastor Everaldo, antes de colocar o nome do ex-governador do Distrito Federal em apreciação. Por unanimidade, todos os presentes elegeram Roriz o novo presidente de honra do PSC nacional.

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Workshop rorizista

November 25th, 2009

 

PT do B, PSC, PMN, PSDC e PRTB promovem o primeiro workshop dos partidos apoiadores da pré-candidatura do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) ao governo do Distrital Federal. O evento teá como palestrantes o contador eleitoral Wendell Oliveira, que tratará da Contabilidade Eleitoral, Prestações de Contas e Mudanças Eleitorais; do professor e political coach Bruno Guimarães, que fará palestra sobre Os Segredos da Oratória; e o ator, diretor e professor Túlio Guimarães, com a palestra Linguagem Corporal e Repertório Gestual.

 

O evento tem como objetivo esclarecer os pré-candidatos sobre dúvidas quanto a legislação eleitoral, contabilidade eleitoral, oratória e linguagem gestual. A abertura será feita pelos deputados distritais Junior Brunelli (PSC) e Jaqueline Roriz (PMN), o federal Laerte Bessa (PSC), o suplente de deputado federal e pré-candidato pelo PT do B a vice-governador Pastor Egmar e pelos presidentes de partidos promotores do evento. O presidente do PT do B, Marcus Britto (o Paco), acredita que este será o primeiro de muitos outros que irão acontecer até as eleições do próximo ano.

 

Dia: 28 de novembro de 2009

 

Inicio : 8h30m, Termino 16h

 

Local: Casa da Benção, Taguatinga CSF, área especial, 4/5 setor F.

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Roriz no horário político do PSC

November 19th, 2009

 

O ex-governador Joaquim Roriz é uma das estrelas na noite de hoje do programa partidário do Partido Social Cristão (PSC), em cadeia nacional de rádio e TV. A propaganda, com duração de dez minutos, será transmitida às 20h no rádio e às 20h30 na televisão.

 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já autorizou a veiculação da propaganda partidária de outros seis partidos até o final deste ano. Na próxima quinta-feira (26), quem exibe seu programa é o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), com duração, também, de dez minutos.

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Caravana rorizista vai ao Paranoá

November 19th, 2009

 

A caravana de filiações do PSC, com a presença do pré-candidato ao GDF, Joaquim Roriz (PSC), terá sua quinta edição no Paranoá, no próximo sábado, na quadra 10, conjunto 4, em frente à Praça Central, a partir das 16 horas,

 

Segundo Valério Neves, presidente do PSC, desde a filiação de Roriz o partido já recebeu mais de dez mil novas filiações e que espera em breve se tornar o maior partido do DF. Ele acredita que no Paranoá sera batido o recorde de 1500 de adesões conquistado em Santa Maria.

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Roriz deve cancelar feijoada

November 18th, 2009

 

feijoadaGreve dos servidores da Assistência Social do DF pode cancelar visita do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) a São Sebastião. Ele tinha agendado comer uma feijoada na sexta-feira no restaurante comunitário da cidade, ao lado de sua filha, a deputada distrital Jaqueline Roriz (PMN).

 

Roriz pode não encontrar o Restaurante Comunitário aberto. Os servidores da Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest) paralisaram suas atividades ontem, por tempo indeterminado.

 

Servidores da Sedest pedem restruturação no seu Plano de cargos e Salários (PCS). Com a greve, os restaurantes comunitários, postos de distribuição do Pão e Leite, abrigos, albergues e outros serviços ficam fechados.

Política

Feijoada em São Sebastião

November 17th, 2009

 

O pré-candidato ao GDF, Joaquim Roriz (PSC), estará na sexta feira, em São Sebastião, para almoçar no restaurante comunitario, acompanhado da deputada distrital Jaqueline Roriz (PMN), pré-candidata a deputada federal.

Política

Boi de piranha três estrelas

November 16th, 2009

 

agneloTodos já ouvimos falar que alguém é o “boi de piranha” em uma situação adversa. Aquele que se submete ou é submetido a um sacrifício para livrar outra pessoa ou um grupo de uma situação arriscada. A expressão surgiu da necessidade de atravessar o gado em rio com piranhas no pantanal mato-grossense. O boiadeiro deveria escolher um animal velho ou doente e colocá-lo na água em local acima ou abaixo do ponto de travessia. Enquanto as piranhas devoram o boi escolhido, os demais passam pelo rio e seguem a caminhada sem dificuldade.

 

O PT do DF vem numa descendente desde que perdeu nos acréscimos do segundo tempo a eleição de 2002, quando o deputado federal Geraldo Magela assustou o então candidato à reeleição Joaquim Roriz, tido como favorito absoluto pelas pesquisas para ganhar no primeiro turno. Mas não foi o que aconteceu. Roriz conseguiu apenas 25,5 mil votos à frente de Magela, ficando 42,9% a 40,8%. O segundo turno foi mais tenso ainda e a diferença que já era ínfima, caiu para 15,5 mil votos. O gosto de vitória ficou na boca e na burocracia da Justiça eleitoral por três anos.

 

A partir daí o caldo começou a desandar pras bandas do petismo. Em 2006, veio a maior vergonha do partido: um inédito terceiro lugar nas eleições para quem sempre foi parelho nas disputas com Roriz. E, o que é pior, sem disputar com Roriz. Em 2010, dirigentes e parlamentares petistas parecem mais dispostos a salvarem a própria pele, mantendo seus mandatos e ampliando as bancadas, do que investir verdadeiramente numa disputa ao GDF. Para isso, irá precisar de um legítimo boi de piranha.

 

Não que o PT tenha um candidato ruim. Agnelo Queiroz, ex-ministro do Esporte, é um bom nome, tem respeito junto à sociedade brasiliense e não possui o ranço dos radicais nem a sanha por poder de alguns sindicalistas. Mas a disputa vai ser muito acirrada e Agnelo vai ser passado para trás pelo seu próprio partido em nome de um projeto maior: eleger Dilma Rousseff. Será uma candidatura amofinada. Agnelo não é velho ou doente para ir ao sacrifício, é apenas um neopetista e quem conhece a máquina do partido sabe bem o que isso significa. Se as coisas continuarem desta forma, o PT vai acabar no colo de Roriz em um eventual segundo turno. Interessante para dirigentes petistas, constrangedor para a militância.

 

Além disso, o PT do DF sofre uma grave crise de identidade, fruto de um discurso ambíguo onde defende ações do governo federal e critica as do governo distrital, mesmo que semelhantes os atos. Tem a questão da politização da população brasiliense que acompanha de perto as trapalhadas de Lula no poder. A pauta boa do Planalto, como os benefícios concedidos pelos programas sociais não tem muito efeito no eleitor do DF, já que é a mesma clientela atendida hoje por Arruda, e ontem por Roriz.

 

Brasília é uma cidade onde a classe média não para de crescer. E hoje é o setor da sociedade que mais apanha do presidente Lula, dos seus assessores diretos e do PT. Nunca antes na história deste país a classe média foi tão saco de pancada como agora. São as elites inimigas do petismo.

 

Esses são alguns dos desafios quase intransponíveis que Agnelo terá que enfrentar. Ele seria um excelente e competitivo candidato ao Senado. Já mostrou isso em 2006, quando deu um calor e quase aposenta o ex-governador Roriz. Faltou muito pouco. Quem acompanhou de perto a campanha diz que com mais duas semanas até o dia da votação, Agnelo teria ultrapassado o velho cacique.

 

Se concordar em ser candidato, Agnelo será um bom boi de piranha. Vai cumprir o seu papel na estrutura de um partido que tenta se reinventar no DF. Poderá voltar mais forte em uma outra eleição, como a de 2014. Até lá, a população terá esquecido por completo problemas que teve quando ministro do Esporte. Como, por exemplo, a sua viagem a Santo Domingo, na República Dominicana, nos Jogos Pan-americanos, paga duas vezes pela União e pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), tendo que devolver o dinheiro público. Ou, ainda, quando representou o Brasil nos Jogos de Atenas e se hospedou a bordo do Queen Mary 2, hotel flutuante dos VIPs mais VIPs. Na época, quando instado a falar sobre o navio, Agnelo se irritava e o chamava de “três estrelas”. “Tudo no Queen Mary 2 é superlativo”, diz o endereço eletrônico da agência responsável pela viagem do ministro. “É o maior, mais moderno e luxuoso transatlântico do mundo, com capacidade para nada menos que 2.600 passageiros. Pessoas privilegiadas, claro”, diz a propaganda.

 

Agnelo, nem ruim nem favorito, apenas um candidato três estrelas.

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