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Chefe do Ministério Público do DF protocolou acusação no Tribunal de Justiça contra ex-governador, duas filhas, Wesliane e Liliane, e um neto, além de empresários, por corrupção e lavagem de dinheiro. Defesa alega motivação política.

Por Helena Mader, do Correio Braziliense – A procuradora-geral de Justiça do DF, Eunice Carvalhido, denunciou o ex-governador Joaquim Roriz (PRTB), a deputada distrital Liliane Roriz (PRTB), os empresários Roberto e Renato Cortopassi, o ex-presidente do BRB Tarcísio Franklim de Moura e outras quatro pessoas por corrupção e lavagem de dinheiro. Eles são acusados de envolvimento em um suposto esquema de favorecimento a empresários em troca da concessão de benefícios a integrantes do clã Roriz. Os acusados negam participação no caso e apontam uso político da denúncia.

Além do ex-governador e de Liliane Roriz, Weslliane Maria Roriz Neuls, filha de Roriz, e Rodrigo Domingos Roriz Abreu, neto do ex-governador também tiveram os nomes citados. O ex-gerente de crédito do BRB Antônio Cardozo de Oliveira e o ex-diretor do banco Geraldo Rui Pereira também foram denunciados ao Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios.

Segundo o Ministério Público, os empresários da construção civil Renato e Roberto Cortopassi teriam pedido a interferência do então governador Joaquim Roriz para conseguir facilidades na concessão e renovação de empréstimos junto ao BRB. Os recursos seriam usados na construção do residencial Monet, em Águas Claras. Em troca, os empresários teriam repassado 12 apartamentos no prédio a integrantes da família Roriz. De acordo com a denúncia, os imóveis foram negociados de forma fictícia.

Improbidade - Os fatos denunciados pelo MP já motivaram a apresentação de uma denúncia por improbidade administrativa, que foi aceita pela Justiça e tramita na 3ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal

A deputada federal Jaqueline Roriz (PMN) já é alvo do inquérito 3325, que tramita no Supremo Tribunal Federal, por conta dos mesmos fatos. O caso está no STF porque Jaqueline tem foro privilegiado. O relator do processo é o ministro Luiz Fux, e as acusações são de falsidade ideológica. Em março deste ano, Fux determinou o desmembramento da denúncia, uma vez que, inicialmente, havia outras quatro pessoas no rol de acusados.

Segundo a Procuradoria Geral da República, responsável pela denúncia no STF, “a falsidade ideológica foi realizada para simular a compra e venda de unidades habitacionais no Residencial Monet, de maneira a acobertar a origem da verdadeira aquisição, qual seja, o empréstimo irregular concedido pelo Banco Regional de Brasília à empresa WRJ”. No caso da denúncia apresentada ontem pelo MP à Justiça, a avaliação será do Conselho Especial do TJDFT, também por conta de prerrogativa de foro de Liliane Roriz.

Críticas - Em nota, os integrantes da família Roriz refutaram as acusações e criticaram a apresentação da denúncia a um mês das eleições. “Não há fato novo. O curioso é o MP, no meio do processo eleitoral, tirar do armário cadáveres processuais para tentar atrapalhar a família Roriz, assim como faz em todas as eleições”. O clã Roriz afirma que não teve acesso ao processo, mas garante que os familiares do ex-governador estão tranquilos.

O advogado Gandhi Gouveia Belo da Silva, que representa os irmãos Cortopassi, também criticou duramente a denúncia apresentada pelo Ministério Público por corrupção e lavagem de dinheiro. “O Ministério Público tem que deixar de agir como um partido político de esquerda. Tudo já foi explicado e está nos autos”, afirma. A reportagem não localizou os advogados dos ex-diretores do BRB para comentar as denúncias.

Penas - Pelo Código Penal Brasileiro, a pena para o crime de corrupção varia de dois a 12 anos de prisão e mais cobrança de milta. Já para o crime de lavagem de dinheiro, a legislação prevê pena de três a 10 anos de prisão, além de multa.

 Roriz Arruda

Fora das eleições por motivos de saúde, ex-governador do DF grava aplica seu capital politico na gravação de inserções para o horário eleitoral e, diante das câmeras, pede especialmente por sua esposa, Weslian, que segundo ele o representará no Senado

Brasília 247 – Apesar dos problemas de saúde que o impediram de se candidatar nestas eleições, o ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz (PRTB) emprestará a seus aliados o que for possível do seu poder de voto na televisão, informa a colunista Clarissa Oliveira, do Poder Online – IG.

Nos últimos dias, Roriz gravou inserções ao lado do também ex-governador e novamente candidato José Roberto Arruda (PR-DF), do senador e candidato à reeleição Gim Argello (PTB), da esposa e 1ª suplente de Gim, Weslian Roriz (PRTB) e das filhas Jaqueline (PMN) e Liliane Roriz (PRTB), candidatas à reeleição como deputadas federal e distrital, respectivamente.

No vídeo que será exibido durante o horário eleitoral, Roriz afirma que Arruda, Gim, suas filhas e sua esposa sempre estiveram ao seu lado, na política. O ex-governador também dedicará um pedido especial em nome de sua esposa, Weslian, que segundo ele o representará no Senado.

Roriz Arruda

Os candidatos a governador, José Roberto Arruda (PR), e a senador, Gim Argello (PTB), passaram parte da tarde desta quinta-feira, 31, na casa do ex-governador Joaquim Roriz (PRTB), no Park Way. Eles conversaram sobre o cenário político e as perspectivas da eleição de outubro. Roriz se disse satisfeito com o resultado da pesquisa Ibope divulgada pela TV Globo, segundo a qual Arruda lidera a corrida para o Buriti com 32% das intenções de voto — o segundo colocado, Agnelo Queiroz (PT), tem 17%.

O velho cacique também gravou em vídeo uma declaração de apoio a Gim e frisou que ao assumir sua vaga no Senado, Gim cumpriu um mandato muito acima da média, que o deixou orgulhoso. Na disputa deste ano, Weslian Roriz, esposa do ex-governador, é a primeira suplente ao Senado. Velho amigo da família Roriz, o candidato a vice-governador Jofran Frejat também participou do encontro.

 

 

O transplante do ex-governador Joaquim Roriz que seria realizado na noite desta quarta-feira (23) foi suspenso por decisão médica.

Joaquim Roriz está internado no Hospital do Rim e Hipertensão em São Paulo e conseguiu um rim compatível, de uma mulher de 60 anos que morreu na manhã desta quarta-feira de ataque cardíaco, em Brasília.

Apesar da alta compatibilidade, o ex-governador não foi considerado apto a receber o orgão. Os exames são severos e qualquer detalhe que possa complicar a cirurgia ou a recuperação do paciente impede o transplante.

Os médicos descartaram o procedimento porque Roriz vem tomando um anticoagulante para evitar tromboses, uma vez que se encontra em permanente repouso em casa. O medicamento deveria ter sido suspenso no mínimo 10 dias antes do transplante porque pode provocar hemorragias num paciente que se submete a uma cirurgia.

Toda a família de Roriz embarcou com ele para São Paulo. Além da mulher, Weslian, estão com o ex-governador as deputadas Jaqueline e Liliane Roriz.

A Central de Transplantes já entregou o rim para outro receptor. (Fonte: Blog Eixo Capital)

 Joaquim Roriz. BrasÌlia, 01/03/2007 - Foto Orlando BritoJoaquim Roriz. Foto Orlando Brito 

O ex-governador do DF Joaquim Roriz (PRTB) será submetido a um transplante de rim na semana que vem. A doadora será sua filha mais velha, Jaqueline Roriz, que descobriu a compatibilidade na quarta (16).

Fontes próximas dizem que o ex-governador “está bem, com toda estrutura hospitalar”, mas ainda precisa de sessões diárias de hemodiálise e se desloca com cadeira de rodas para evitar cansaço. (Claudio Humberto)

 ADI contra revis㯠do PDOT aguarda julgamento

O juiz da 1ª Vara Criminal de Brasília deferiu o pedido de vistas da defesa do ex-governador Joaquim Roriz ao termo de delação premiada formulado pelo Ministério Público do DF e dois denunciados no esquema de corrupção denominado Operação Aquarela. A decisão foi dada na ação penal 2007011061963-3, na qual Roriz e outros 22 réus respondem por formação de quadrilha, art. 288, caput, do Código Penal. Além desse processo, outros quatro tramitam nesta vara referentes ao mesmo Inquérito Policial (nº 132007), porém por crimes distintos, como Peculato e Dispensa irregular de licitação. O nome e dados dos dois colaboradores só estão liberados para as partes.

O pedido de vistas foi protocolado após a edição da nova Lei do Crime Organizado, nº 12.850/13, em vigor a partir de setembro passado. O art. 7º, § 3º do novo ordenamento jurídico determina que o acordo de colaboração premiada deixa de ser sigiloso assim que recebida a denúncia, o que, nesse caso específico, ocorreu em 2008.

Na decisão, o juiz da 1ª Vara Criminal esclareceu: “Se a defesa não tiver conhecimento prévio das declarações prestadas pelo colaborador, poderá ser surpreendida em audiência sem a possibilidade de produzir contra-argumentos ou contraprovas. Dessa forma, concluo que os defensores dos corréus deverão ter acesso prévio às declarações prestadas pelo delator e ao termo do acordo de delação”.

Pedido no mesmo sentido foi protocolado nas demais ações.

Joaquim Roriz. BrasÌlia, 01/03/2007 - Foto Orlando BritoJoaquim Roriz. Foto Orlando Brito

Titular da 3ª Vara de Fazenda Pública do DF considera improcedente ação do Ministério Público que aponta favorecimento de ex-governador pelo desconto no BRB de um cheque do Banco do Brasil, no valor de R$ 2,2 milhões, emitido pelo empresário Nenê Constantino.

Por Ana Maria Campos – O ex-governador Joaquim Roriz (sem partido) foi absolvido da acusação de favorecimento no episódio que ficou conhecido como “Bezerra de Ouro”. O juiz Jansen Fialho, da 3ª Vara de Fazenda Pública do DF, considerou improcedente a ação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) que aponta a ilegalidade na operação de desconto no Banco de Brasília (BRB) de um cheque do Banco do Brasil (BB) no valor de R$ 2,2 milhões, emitido pelo empresário Nenê Constantino. O escândalo ocorreu em 2007, durante as investigações da Operação Aquarela, e levou à renúncia de Roriz do mandato de senador pelo PMDB cinco meses depois de tomar posse.

Diálogos interceptados pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do DF revelaram um acerto entre Roriz e o Constantino a respeito da partilha do dinheiro. A movimentação foi considerada suspeita por envolver o saque de quantia tão elevada. Roriz ficou sem apoio no Senado para permanecer no cargo e renunciou para escapar de um processo de cassação. Ele sempre alegou que a transação envolveu um empréstimo no valor de R$ 300 mil que contraiu com Constantino para a compra do embrião de uma bezerra na Universidade de Marília. Os recursos foram sacados no BRB por determinação do então presidente Tarcísio Franklim de Moura.

Responsáveis pela Operação Aquarela, os promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) sempre acreditaram que a história era mal contada e abriram duas frentes de investigação. Na esfera criminal, o negócio segue sob apuração. Na área cível, os promotores ajuizaram a ação de improbidade administrativa, sob o fundamento de que Roriz usou a influência de ex-governador do DF para pedir o desconto do cheque na instituição financeira oficial do DF. A operação foi realizada na tesouraria do BRB e o dinheiro, transportado em carro-forte.

Ao analisar a ação, Jansen Fialho considerou como válida toda a argumentação de Roriz. Na sentença, o juiz partiu da premissa de que a negociação envolveu um empréstimo e apontou que não houve nenhum favorecimento. “Ao que tudo indica, a única conduta do então Senador da República foi solicitar o desconto do famigerado cheque, valendo-se do fato de ter algum relacionamento com Tarcísio. No entanto, embora seja um pedido estranho, não se evidenciou que a operação havida se deu como forma de dissimular algum delito ou mesmo pautada para favorecer indevidamente particulares em detrimento do interesse público, haja vista a ausência de elementos nos autos capazes de se levar a esse entendimento”, assinala Jansen.

Além de Roriz, são alvos da ação de improbidade administrativa Tarcísio Franklim de Moura, o ex-diretor do BRB Ari Alves Moreira, o ex-chefe da Casa Civil Benjamin Roriz e o gerente Carlos Antônio de Brito, além do empresário Nenê Constantino. Todos foram absolvidos. Para o advogado do ex-governador José Milton Ferreira, a sentença é um reconhecimento de que não houve nenhuma ilegalidade. “Roriz é muito forte como candidato e sempre houve um jogo político para prejudicá-lo”, sustenta. O MPDFT vai recorrer da decisão.

Entenda o caso

Repercussão levou à renúncia

Em julho de 2007, Joaquim Roriz renunciou ao mandato de senador do Distrito Federal devido à repercussão da divulgação de diálogos interceptados na Operação Aquarela, mantidos por ele com o então presidente do Banco de Brasília (BRB) Tarcísio Franklim de Moura. Três anos depois da renúncia, o ex-governador tentou retornar ao Palácio do Buriti, mas teve a candidatura impugnada pelo Ministério Público Eleitoral com base na Lei da Ficha Limpa.

A regra estabelece uma pena de inelegibilidade para quem renuncia ao cargo quando já tramita uma representação que pode levar à cassação do mandato parlamentar. O caso levou a um impasse no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a possibilidade de Roriz concorrer nas eleições de 2010. Um empate no plenário deixou a demanda sem solução, uma vez que a Corte estava incompleta, com apenas 10 ministros, sem condições de levar à maioria numa das posições.

Com a composição completa, no ano seguinte, o STF decidiu que a Lei da Ficha Limpa valeria a partir das eleições municipais de 2012. Roriz, então, passou a ser atingido para a disputa deste ano. Ele chegou a anunciar que seria candidato ao governo, mas se retirou do páreo ao fechar acordo para apoiar o ex-governador José Roberto Arruda (PR) na pretensão de retornar ao Executivo. A filha caçula de Roriz, a distrital Liliane Roriz (PRTB), foi indicada para integrar a chapa como vice. No Judiciário, além da ação de improbidade administrativa, tramita uma denúncia na 10ª Vara Criminal da Justiça Federal contra Roriz pelo mesmo objeto. (Correio Braziliense)

Filiado ao PR, o ex-governador vai encabeçar a chapa majoritária, que terá a distrital Liliane Roriz como vice. A decisão foi tomada em reunião com aliados. Eles devem enfrentar outro grupo de oposição e a coligação liderada por Agnelo Queiroz.

O ex-governador José Roberto Arruda (PR) tentará voltar ao Palácio do Buriti ao lado da deputada distrital Liliane Roriz (PRTB). A formação da chapa foi oficializada ontem à tarde, em uma reunião na casa de Joaquim Roriz, no Park Way. O senador Gim Argello (PTB-DF) completa a formação majoritária, como candidato à reeleição. O acordo era negociado desde o ano passado, mas a herdeira política do ex-governador Roriz resistia e cogitava disputar novamente à Câmara Legislativa. Os aliados dos dois caciques participaram do encontro e acompanharam a decisão.

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Antes do anúncio, Arruda chegou a cogitar até mesmo que dona Weslian, mulher de Roriz, fosse a candidata a vice, caso Liliane continuasse com resistência à chapa. Mas a candidatura da deputada prevaleceu no fim.

Participaram também do encontro o presidente do PRTB no DF, Luiz Estevão, a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN), o ex-senador Adelmir Santana (PR), o presidente do PR no DF, Salvador Bispo, além de Paulo Fona e Valério Neves, assessores de Roriz. O grupo decidiu não posar para fotos ou fazer pronunciamentos oficiais. O ex-deputado federal Jofran Frejat, que em 2010 foi candidato a vice-governador na chapa de Joaquim Roriz, elogiou a decisão. “Esse foi o melhor caminho que poderíamos tomar. Não houve resistência de nenhuma parte, e a decisão foi tomada com muita serenidade”, comentou.

O anúncio representa também a oficialização de que Joaquim Roriz não será mesmo candidato e pode significar ainda o encerramento da carreira política do ex-governador, que, na próxima eleição, terá 81 anos. Mesmo perdendo o papel de protagonista, Roriz continuará como importante articulador do cenário local e puxador de voto de seus aliados. Além dos problemas de saúde, como a insuficiência renal, pesou na decisão de Joaquim Roriz a baixa possibilidade de ele conseguir o registro da candidatura, já que foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa por conta da renúncia ao Senado, em 2007.

Com a definição da chapa, a oposição começa a se desenhar com mais exatidão. Arruda e Liliane devem enfrentar uma chapa que vai integrar PSDB, DEM e PPS e outros três candidatos de esquerda: o senador Rodrigo Rollemberg (PSB), o deputado federal Reguffe (PDT) e Antônio Carlos de Andrade, o Toninho do PSol. Eles vão tentar derrotar a coligação formada pelo governador Agnelo Queiroz (PT) e o vice-governador, Tadeu Filippelli (PMDB).

A reunião de ontem foi marcada por Joaquim Roriz. O ex-governador abriu o encontro anunciando que, finalmente, havia uma decisão sobre a aliança. Na sequência, falou o secretário-geral do PR no DF, Antônio Gomes. “Lembrei a todos que o mais importante era manter o grupo unido em qualquer contexto. Conseguimos isso com esse encontro”, comemorou.

O ex-governador José Roberto Arruda também discursou e falou sobre o sonho de voltar ao governo. Ele disse que acredita ter sido retirado à força do poder e revelou que, com a candidatura, pretende retomar o trabalho interrompido em 2009. Na época, ele foi cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por infidelidade partidária, depois de deixar o DEM. Arruda disse ainda aos aliados que a meta agora é atrair outros partidos para o grupo, com o objetivo de fortalecer a aliança.

Orgulho

A deputada Liliane Roriz relatou aos presentes suas realizações durante o primeiro mandato na Câmara Legislativa e contou ainda estar orgulhosa em dar continuidade aos trabalhos do pai. “Meu nome foi colocado pelo partido, o que me deixa muito honrada. Vários políticos, certamente, gostariam de compor essa chapa tão forte, representada pelas duas maiores lideranças da cidade. O grupo está unido em torno dessa pré-candidatura, e a consolidação ocorrerá em junho, durante as convenções partidárias “, explicou. “A meta do nosso grupo é resgatar a cidade”, acrescentou a distrital.

Prazo definido

O marco final para as legendas definirem seus candidatos e coligações para as eleições é 30 de junho de 2014. A decisão é oficializada durante as convenções partidárias, que devem ocorrer do dia 10 ao dia 30 do mesmo mês, período definido no artigo 8º da Lei das Eleições (nº 9.504/1997). Válido para todos os partidos políticos, o prazo garante a isonomia para as legendas.

Entre as regras a serem seguidas pelas legendas no processo de escolha de candidaturas e coligações, está a cota para o preenchimento de cargos, prevista na Lei n° 12.034/2009. A norma alterou a Lei dos Partidos Políticos e a Lei das Eleições ao estabelecer que “cada partido ou coligação preencherá o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo”, tornando obrigatória a distribuição dos percentuais entre homens e mulheres. Essa participação mínima de candidatos de ambos os sexos na disputa é com base na Constituição Federal.

União esperada

Os demais grupos políticos que se movimentam de olho nas eleições deste ano encararam com naturalidade a aproximação entre o clã Roriz com Arruda e o senador Gim Argello. “É a reunião do atraso com o oportunismo. O atraso que representaram as administrações de Roriz e Arruda e o oportunismo do senador Gim, que só procurou outro grupo por conta de suas pretensões eleitorais”, criticou o presidente regional do PT-DF, deputado federal Roberto Policarpo, dando o tom que deve prevalecer na campanha.

Já o senador Rodrigo Rollemberg (PSB), pré-candidato ao Palácio do Buriti, entende que os campos políticos se tornam bem mais definidos. “Não há muita novidade, pois a tendência desse grupo era mesmo se juntar. Há muita coisa a se consolidar ainda daqui para a frente, mas, pelo menos, o quadro fica mais consolidado. A população do Distrito Federal pode ver as coisas com mais clareza”, ressaltou.

O deputado federal Luiz Pitiman (PSDB), um dos nomes tucanos que têm se apresentado para candidato ao governo, entende que a união dos grupos é natural, mas ele a considera precipitada. “Entendo que a estratégia não foi a correta. Ao fecharem os três nomes da chapa, eles barram a possibilidade de qualquer partido de fora se juntar ao projeto. Isso é ruim para o fortalecimento das oposições ao governo Agnelo”, opinou.

Início das negociações

A formação da chapa começou a se definir em janeiro, depois de uma reunião entre Arruda, Roriz e Gim com o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), na capital goiana. Além de discutir a situação política do Entorno, como alegaram oficialmente, eles debateram a necessidade de união dos dois caciques do DF. O político goiano conclamou os ex-governadores a se juntarem para combater a chapa PT-PMDB, que pode ser repetida também em Goiás. Liliane não participou do encontro e, a pessoas próximas, revelou resistência em fazer parte da chapa. Ela sonhava em construir o próprio caminho e, para isso, apostava na reeleição. Mas os entendimentos familiares e do partido levaram a distrital a aceitar a formação com Arruda.

Gim, suplente que assumiu o Senado na vaga de Roriz em 2007, complementou o projeto. Mais do que uma ação isolada, a saída do senador petebista do grupo de Agnelo mexe com pretensões de gente do próprio PT. Gim era um dos nomes na disputa para indicação à vaga no Senado na chapa PT-PMDB. Com ele fora, o deputado federal Geraldo Magela e distrital Chico Leite passam a ter o ânimo renovado. Mas isso ainda pode passar pelo que definir o PDT, já que os petistas não descartaram conseguir atrair o partido do senador Cristovam Buarque, oferecendo a vaga para o deputado Reguffe. Outro que tem namorado o PDT é o PSB. (AM e HM)

Fonte: ALMIRO MARCOS e HELENA MADER – Correio Braziliense

Roriz com as filhas Liliane e Jaqueline

Roriz com as filhas Liliane e Jaqueline

Potencial candidato ao GDF, bem colocado em pesquisas, Roriz acredita que só será operado a partir de 2015

Por Helena Mader e Ariadne Sarkis – Com insuficiência renal, ex-governador está na fila de transplante de rim no sistema de saúde do Distrito Federal. Ele aguarda doador compatível para receber um órgão e dispensar as diálises diárias, enquanto articula candidatura ao Palácio do Buriti.

Um dos pré-candidatos mais bem colocados nas pesquisas de opinião realizadas no Distrito Federal, Joaquim Roriz enfrenta outra dura batalha além da corrida eleitoral. O ex-governador sofre de falência renal e está na fila de espera por um transplante de rim. O nome de Roriz faz parte da lista dos pacientes do Sistema Único de Saúde do DF que aguardam a cirurgia na capital federal. Apesar da saúde delicada, o cacique do PRTB não abre mão de participar das articulações políticas da oposição e promove com frequência reuniões em sua casa, no Park Way. A meta dos parentes e amigos agora é afastar rumores sobre o agravamento da saúde do ex-governador. O receio dos familiares é que os boatos sejam usados como munição eleitoral.

Aos 77 anos, Joaquim Roriz mantém uma vida reclusa desde as últimas eleições, quando teve de sair do páreo e colocar a mulher, Weslian, em seu lugar. A ex-primeira-dama ainda conseguiu levar a disputa para o segundo turno, mas acabou derrotada por Agnelo Queiroz. Diabético, Roriz se submete a sessões diárias de hemodiálise para filtrar o sangue, diante da deficiência dos rins. Além dos problemas de saúde, ele e dona Weslian têm um perfil mais caseiro e raramente o casal participa de eventos sociais. A última aparição pública do ex-governador ocorreu há quase um ano, durante uma missa em homenagem ao aniversário da filha Liliane Roriz.

Joaquim Roriz está na fila de espera por um rim desde meados do ano passado. A inscrição ocorreu primeiro no Hospital do Rim, em São Paulo. Os médicos e a família do ex-governador optaram por aguardar pela cirurgia depois que Roriz se submeteu com sucesso a uma operação de ponte de safena, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Pouco depois, o nome saiu da lista do hospital paulista e passou para a relação dos doentes renais de Brasília. Como o rim retirado de um doador recém-falecido tem que ser transplantado com rapidez para o receptor, o ideal é que a cirurgia seja realizada na cidade de domicílio do paciente.

Doador – Nenhum familiar é compatível com Roriz e, portanto, a operação só poderá ser feita com o órgão de um doador cadáver. A deputada Liliane Roriz, também filiada ao PRTB, diz que o estado de saúde do pai é bom e que não houve novidades no quadro. Ela ficou irritada com boatos que circularam pela cidade na noite do último domingo dando conta de que o ex-governador estaria internado para fazer um transplante. “Meu pai está ótimo. Ele não saiu do jogo. Já conversamos com os médicos e não há pressa para fazer o transplante. A cirurgia não será feita este ano”, garante a distrital, apontada como herdeira política do ex-governador. O nome de Liliane foi articulado por Roriz para que a deputada fosse a vice na chapa de José Roberto Arruda (PR). Mas a deputada não descarta disputar o governo ela própria ou até mesmo a reeleição à Câmara Legislativa.

Mesmo com os problemas de saúde, Joaquim Roriz articula a oposição para as eleições. No início do ano, ele foi até Goiânia, ao lado do ex-governador José Roberto Arruda, para uma reunião política com o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). A partir desse encontro, foi consolidada a parceria dos dois caciques do DF para a oposição a Agnelo Queiroz.

Roriz está filiado ao PRTB desde outubro, depois de meses de mistério sobre o destino político do ex-governador. Ele chegou a negociar a ida para o DEM, mas o nome foi recusado pelo diretório nacional do partido. O ex-governador optou então pelo partido comandado pelo empresário e ex-senador Luiz Estevão.

Os fatores da cirurgia – Ter mais de 65 anos já significou uma redução considerável nas chances de fazer um transplante de rim. Mas o aumento da expectativa de vida faz crescer também o número de pessoas com hipertensão e diabetes, duas das principais doenças que levam alguém a precisar de um novo rim. Assim, na Europa e nos Estados Unidos, tem sido cada vez mais comum o transplante em idosos.

O risco da cirurgia nessa faixa etária, segundo especialistas, é maior por conta de possíveis problemas cardiológicos. Por isso, tal como aconteceu com Joaquim Roriz, é comum que esses pacientes passem por intervenções no coração antes do transplante, para reduzir o risco de infarto. “A idade em si não é mais uma contraindicação. Um dia já foi, mas esse entendimento mudou”, explica o presidente da Sociedade Brasiliense de Nefrologia, Fábio Ferraz.

Idade também não influencia na posição do paciente na lista de espera por um órgão. A gravidade do estado de saúde e a compatibilidade com os doadores determinam quem receberá o rim captado. A indicação para cirurgia é dada àqueles cujos rins funcionam com menos de 15% da capacidade, quadro que já exige a realização de diálise para remoção de toxinas do sangue. Atualmente, um terço dos pacientes que passam pelo procedimento é idoso. No Brasil, pelo menos 100 mil pessoas precisam das máquinas para sobreviver.

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Cirurgia delicada – A lista de espera é separada por estados e administrada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Geralmente, os pacientes renais cadastrados recebem rins captados em um doador cadáver. Como o transplante não é imediato, a integridade do órgão é afetada, o que resulta em um tempo menor de sobrevida ao implante, entre 8 e 10 anos. Além disso, nessa modalidade de transplante, a compatibilidade entre quem doa e quem recebe é menor. Dessa maneira, o paciente precisa tomar imunossupressores mais fortes — que inclusive aumentam o risco de diabetes e hipertensão, as mesmas doenças que atacam o rim — durante toda a vida.

Quando o transplante acontece entre vivos, pelo fato de na maior parte dos casos as pessoas terem parentesco, as chances são maiores de que o tipo sanguíneo e o HLA (sigla em inglês para antígenos leucocitários humanos) serem semelhantes. “Além disso, a captação e o implante são imediatos, ou seja, o órgão é mais preservado”, completa Ferraz. O transplante de rim é uma cirurgia delicada, que, em média, dura de duas a quatro horas. Ao contrário do que acontece em outros transplantes, os rins doentes não são removidos. As artérias e veias são redirecionadas a uma região próxima à bexiga, onde o novo órgão é transplantado. (Correio Braziliense)

 filhas

Por Leonael Rocha, da Época – Ex-governador do Distrito Federal por quatro vezes, Joaquim Roriz avisou aos amigos e à família que vai mesmo concorrer ao governo de Brasília em outubro. Após uma longa reunião na sua casa que demorou toda a tarde desta terça-feira, Roriz encomendou uma nova pesquisa qualitativa para saber, no detalhe, suas chances. Ele marcou para fevereiro uma série de visitas às várias cidades do entorno de Brasília.

A decisão de concorrer foi tomada depois que Roriz recebeu vários pareceres otimistas de juristas que viram boas chances de o ex-senador escapar da Lei da Ficha Limpa em processo que responde no STJ.

Em julho de 2007 Roriz renunciou ao mandato de Senador para não ser cassado. Ele foi acuado de quebra de decoro após a divulgação de conversas telefônicas que o mostraram negociando a partilha de R$ 2,2 milhões com o então presidente do Banco de Brasília, Tarcísio Franklin de Moura, e o envolvimento do empresário Nenê Constantino, então presidente da Gol.

Roriz filiou-se ao PRTB, partido dominado pelo empresário Luiz Estevão, condenado no caso do fórum trabalhista de São Paulo e primeiro senador cassado de Brasília. Roriz carrega pesquisa que lhe dá 30% da preferência do eleitorado.

filhas

MP denunciou ex-governador e familiares por improbidade administrativa. Advogado de Roriz disse que não foi notificado e desconhece denúncia.

O Tribunal de Justiça informou nesta quinta-feira (28) que recebeu denúncia de improbidade administrativa do Ministério Publico contra o ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz (PRTB), três filhas dele, a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN), a deputada distrital Liliane Roriz (PRTB), e Weslliane Roriz, além do neto Rodrigo Domingos Roriz.

De acordo com o MP, em 2004 o então governador Joaquim Roriz interferiu na realização de um empréstimo irregular do Banco BRB a pedido da empresa WRJ Engenharia de Solos e Materiais. O dinheiro foi usado para construir o Edifício Monet, em Águas Claras, segundo a denúncia.

O G1 não conseguiu entrar em contato com a WRJ ou com a Coss Construção. A reportagem procurou o BRB para comentar o assunto, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.

O advogado da família Roriz, Eládio Carneiro, afirmou que não foi notificado oficialmente e que não tem conhecimento da ação. “O estranho é que o Roriz saiu do governo em abril de 2006 e só no final de 2013 é que entra com uma ação dessa, na véspera do período eleitoral, quando ele lidera as pesquisas de opinião”, disse.

Em troca, o ex-governador e seus familiares teriam recebido 12 apartamentos do prédio, negociados de forma fictícia pela empresa Coss Construção. Os sócios das duas companhias, Roberto Cortopassi Júnior e Renato Salles Cortopassi, também foram denunciados junto com o ex-presidente do BRB, Tarcísio Franklin de Moura, e dois diretores do banco, Geraldo Rui e Antônio Cardoso de Oliveira.

Caso sejam condenados, os denunciados podem ter de devolver o dinheiro aos cofres públicos, perder os direitos políticos ou pagar uma multa. O processo foi recebido pelo juiz da 3ª Vara da Fazenda Pública do DF. (Do G1 DF)

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Joaquim Roriz afirmou e reafirmou a Gim Argello que não planeja lançar nenhuma de suas filhas candidata ao governo do Distrito Federal e que ele próprio encabeçará a chapa contra Agnelo Queiroz no ano que vem.

Não convenceu. Gim, por sua vez, hoje, diz não haver a menor possibilidade de se candidatar a deputado federal. Quer o Senado ou o governo. (Por Lauro Jardim)

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O ex-governador ingressa no PRTB, legenda comandada pelo ex-senador em Brasília, e avisa que pretende concorrer ao governo. A deputada distrital Liliane Roriz vai acompanhar o pai e se torna uma opção para cargo majoritário

Joaquim Roriz flertou como PSD, foi rejeitado pelo DEM e ontem se filiou ao PRTB com o discurso de candidato ao Governo do Distrito Federal. O partido é comandado regionalmente pelo empresário Luiz Estevão, aliado histórico do ex-governador. A deputada distrital Liliane Roriz, atualmente no PSD, também vai migrar com o pai para o PRTB. A 10 dias do fim do prazo para a filiação de candidatos, a definição do futuro político de Roriz deve influenciar no cenário local. A expectativa é de que outros nomes busquem espaço no partido de Estevão.

Na noite da última quarta-feira, depois de ter sua filiação negada pela executiva nacional do DEM, Roriz conversou, por telefone, com Estevão e marcou um encontro para as primeiras horas de ontem. Também entrou em contato com a direção nacional do PMN, partido da deputada federal Jaqueline Roriz.

eleições 2014O ex-governador recebeu carta branca de Estevão para entrar na legenda e se candidatar ao Governo do DF. Roriz renunciou ao mandato de senador em 2007 para escapar da cassação, o que se enquadra nos critérios de inegibilidade da Lei da Ficha Limpa. Mas, aconselhado por advogados especialistas em direito eleitoral, ele espera conseguir reverter a situação. “Em 2010, ele era elegível e foi prejudicado por um julgamento casuísta. Hoje, ele continua elegível e vamos buscar nos foros competentes fazer valer esse entendimento”, diz o advogado de Roriz, Eládio Carneiro. Ele argumenta que o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda não se debruçaram sobre o argumento de que a Ficha Limpa não deve retroagir para tornar inelegíveis políticos que renunciaram ao mandato antes da vigência da lei.

Antes de chegar ao PRTB, Joaquim Roriz negociou com o PSD, do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab. Mas, como a legenda deve apoiar a presidente Dilma Rousseff nacionalmente, o ex-governador considerou que poderia ficar emparedado no partido. No dia seguinte, ele recebeu um convite do presidente regional do DEM, Alberto Fraga, para entrar na sigla. Aceitou a proposta, mas teve o nome recusado pelo Conselho Consultivo do partido, presidido pelo senador Agripino Maia. A rejeição causou um baque em Roriz, familiares e aliados, e foi rapidamente contornada para evitar desgastes políticos.

“Estou ingressando com muito orgulho no PRTB para ser candidato ao Governo do Distrito Federal, como opositor à atual gestão, que está maltratando a cidade”, disse ontem o ex-governador. “Não tenho condenação, não tenho rabo preso, nem tenho rabo de palha”, acrescentou Roriz, fazendo uma crítica direta ao senador Agripino — o parlamentar já se envolveu em acusações de compra de votos no Rio Grande do Norte, episódio que ficou conhecido como o “escândalo do rabo de palha”. No DEM, Roriz teve oito votos favoráveis à filiação e três contrários, mas Agripino exigiu unanimidade para lançamento de chapa majoritária.

Estevão comanda o PRTB, mas está inelegível por conta da cassação de seu mandato de senador em 2000 e por condenações judiciais. Recorre de pena de 31 anos de prisão por suposta participação nos desvios do fórum trabalhista de São Paulo.

Tempo de televisão

O tempo de televisão de cada candidato ao governo é influenciado pelo tamanho da bancada do partido na Câmara dos Deputados. O PRTB tem hoje apenas um deputado, que pode sair do partido com a criação de novas siglas. Dessa forma, se o PRTB não se coligar com nenhuma outra sigla, ficará com tempo de televisão insuficiente para uma campanha competitiva.

Memória – Relação estreita

Joaquim Roriz e Luiz Estevão se conheceram em 1968. O ex-governador tinha à época 32 anos e o empresário, 18. O senador cassado trabalhava na empresa do pai, a Pneus OK. Roriz tinha um grande empreendimento de areia e cascalho, além de ser proprietário de uma frota de caminhões. Os dois faziam negócios constantemente e a relação se estreitou com o passar dos anos.

O ex-governador e o ex-senador nunca foram rivais, mas Luiz Estevão só apoiou oficialmente as eleições de Joaquim Roriz em 1990 e 1998. De 1994 a 1998, durante o governo do então petista Cristovam Buarque, Luiz Estevão foi o mais ferrenho opositor do Palácio do Buriti. Ao atormentar a gestão de Cristovam, ele ganhou ainda mais a simpatia de Joaquim Roriz.

Os dois dividiram as fileiras do PMDB durante muitos anos — o empresário foi eleito senador pelo partido. Em abril deste ano, os políticos foram vistos publicamente juntos depois de muitos anos: Luiz Estevão e a mulher, Cleucy, participaram da missa em homenagem ao aniversário de Liliane e se sentaram próximos ao patriarca da família Roriz.

Alianças indefinidas

As conversas sobre coligações e alianças ainda não avançaram. Inicialmente, o plano de Luiz Estevão à frente do PRTB era de não se envolver com as disputas majoritárias para investir unicamente na formação de uma bancada nas Câmaras Legislativa e dos Deputados. “Liguei para o Levy (Fidelix, presidente nacional do PRTB), que conversou com ele por telefone e demonstrou satisfação em receber Roriz no partido. Ele entra no PRTB como o político detentor do maior acervo de votos do DF”, comenta o ex-senador. “Qualquer pesquisa feita hoje mostra que Roriz lidera na disputa a qualquer cargo”, acrescenta.

Estevão não quis comentar o fato de o ex-governador estar supostamente inelegível. “Não conheço em profundidade a situação jurídica. Isso vai ser analisado a partir de agora, assim como as possibilidades de alianças e articulações”. Caso não consiga reverter os empecilhos colocados pela Justiça Eleitoral, Roriz deve apoiar a filha Liliane em uma chapa majoritária. No plano nacional, não descarta fazer campanha para nomes como o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), ou Marina Silva, que tenta criar a Rede Sustentabilidade. A relação do ex-governador com o PSDB ficou desgastada na campanha de 2010, quando o então candidato tucano à Presidência, José Serra, não quis vir ao DF pedir votos ao lado dele.

Depois do episódio que constrangeu a cúpula do DEM, o ex-deputado Alberto Fraga não descarta sair do partido. Ontem, foi à casa de Roriz pedir desculpas e dar explicações. “Lamento profundamente a decisão do DEM, que deixou de ter em seu quadro um grande político, um homem que governou o DF por quatro vezes e que habilitaria o partido a participar da sucessão do governo”, comentou. “Quem perdeu foi o DEM, que acabou cometendo suicídio político no Distrito Federal”. (Por Helena Mader, do Correio Braziliense)

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu ser intempestivo (apresentado após o prazo legal) o recurso do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), ajuizado em 2006 no TSE, que pedia a cassação do registro de candidatura do ex-senador Joaquim Roriz. Como renunciou ao cargo em 2007, a medida poderia atingir o suplente Gim Argello (PTB-DF).

O PCdoB acusava Roriz de ter cometido abuso de poder econômico ao usar o número de atendimento da Companhia de Abastecimento e Saneamento de Brasília (Caesb) para fazer campanha eleitoral. Nas eleições de 2006, Roriz, então candidato ao Senado, teria feito ampla divulgação e publicidade do número do serviço de atendimento ao público da Caesb, que era semelhante ao da sua candidatura (151).

O PCdoB sustentou, ainda, que o novo número de atendimento público da Caesb foi veiculado de forma intensa por meio de banners, jornais, spots em rádio e no endereço eletrônico da empresa na internet, além de cartazes fixos nos dez postos da Caesb no Distrito Federal, por onde transitam diariamente milhares de usuários.

O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) negou o pedido de cassação de mandato do senador e rejeitou embargos de declaração interpostos em seguida, em julgamento de outubro de 2006.

Voto – De acordo com o voto da relatora, ministra Laurita Vaz, no caso, deve ser observado o prazo de 24 horas para a interposição de recurso que visa apurar infração às condutas vedadas estabelecidas na Lei das Eleições (Lei nº 9504/97). A ministra ressaltou que o prazo recursal a ser observado deve ser o de 24 horas, conforme disposto à época pelo parágrafo 8º do artigo 96 da Lei das Eleições.

A ministra Laurita Vaz lembrou que a Lei nº 12.034/09 acrescentou ao parágrafo 3º do artigo 73 da Lei das Eleições a alteração para três dias do prazo recursal em questão. “O recurso foi interposto quando ainda não vigia a mencionada modificação legislativa. Aquele dispositivo não alcança ato pretérito. De acordo com jurisprudência, a tempestividade deve observar a regra da Lei nº 9504/97”, sustentou.

Ainda segundo a relatora, a decisão que rejeitou os embargos de declaração no TRE-DF foi publicada no Diário de Justiça de 11 de dezembro de 2006. O recurso ordinário, no entanto, foi ajuizado no TSE apenas em 14 de dezembro de 2006, quando já ultrapassado o prazo de 24 horas previsto na Lei das Eleições.

Votaram com a relatora os ministros Castro Meira, Luciana Lóssio e Admar Gonzaga. Foram votos divergentes os ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Cármen Lúcia, para quem uma vez adotado o rito do artigo 22 da Lei de Inelegibilidades (LC 64/90), “não haveria de se cogitar do prazo de apenas 24 horas”.

Senador Joaquim Roriz. BrasÌlia, 01/03/2007 - Foto Orlando Brito

Joaquim Roriz quer voltar à cena já em 2014: procurou Michel Temer na quarta-feira de manhã e, na reunião de uma hora e meia, com a presença de Eliseu Padilha, foi objetivo:

- Quero voltar ao PMDB e à política. Na verdade, nunca deixei de me sentir quadro do partido.

Roriz, com a saúde debilitada e caminhando auxiliado por uma bengala, ainda não definiu o nome para capitanear seu projeto de disputa do governo do Distrito Federal: o dele próprio ou o de uma de suas filhas.

Eliseu Padilha fez muito mais do que só acompanhar a conversa. Padilha não tirou a mão do celular e manteve Tadeu Filippelli, hoje principal nome do PMDB no DF, informado de cada frase de Roriz.

Obviamente, uma hora depois, Flippelli pediu uma audiência com Temer e foi recebido. Temer prometeu agendar uma reunião com ele e Roriz para acertar os ponteiros e, quem sabe, bater o martelo sobre 2014.

Valor deve ser devolvido aos cofres públicos por Joaquim Roriz, Maria de Lourdes Abadia e José Roberto Arruda. Desvios aconteceram no Projovem/DF, entre 2005 e 2008.

O Ministério Público Federal no DF (MPF/DF) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) acionaram a Justiça para recuperar cerca de R$ 20 milhões destinados ao Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem) no Distrito Federal, entre 2005 e 2008. Três ex-governadores do DF são responsabilizados pelo prejuízo e podem ser condenados a devolver o dinheiro: Joaquim Roriz, Maria de Lourdes Abadia e José Roberto Arruda. O processo tramita na 13ª Vara da Justiça Federal do DF.

Arruda é acusado, ainda, de improbidade administrativa, imputação já prescrita em relação a Roriz e Abadia. Pesa contra ele o fato de ter dado continuidade ao programa, por meio de aditivo assinado em maio de 2007, mesmo sabendo de sua ineficiência – amplamente alertada pelos órgãos de controle – e sem efetuar mudanças para corrigir as falhas, especialmente a realização de nova licitação.

A ação de improbidade com pedido de ressarcimento foi proposta pelo FNDE no final de abril. Nesta segunda-feira, 20 de maio, o MPF aditou a inicial, juntando novas provas aos autos e reforçando o pedido de condenação dos ex-governadores.

Histórico - O convênio para a implementação do Projovem no DF foi firmado em novembro de 2005 e previa a capacitação de 21 mil jovens entre 18 e 24 anos. Em 2007, essa meta foi reduzida para dez mil alunos mas, ainda assim, o resultado ficou longe do esperado. Dos 8.598 jovens matriculados, apenas 3.730 compareceram para o início das atividades e somente 1.696 se formaram – cerca de 8% do total estimado inicialmente.

Várias irregularidades foram identificadas na execução do convênio, entre elas a completa terceirização do serviço, com a transferência total da execução do programa para a Fundação Universa, sem o acompanhamento e controle devidos. A postura culminou em outras falhas, como ausência de infraestrutura adequada; movimentação irregular dos recursos transferidos; pagamentos em duplicidade; não comprovação de produtos e serviços pagos; formação de turmas com número de alunos superior ao estabelecido no programa e ausência de certificação.

Para o MPF, toda esta situação contribuiu para o alto índice de evasão do programa no DF, registrado em 54,6%. “Os alunos participaram das aulas sem acesso a material de suporte e às estações da juventude, o que acarretou, fatalmente, a perda de interesse nos estudantes.” Ainda segundo o órgão, as autoridades foram alertadas dos problemas no Projovem sem, contudo, tomar as providências necessárias.

“A eficácia da política pública implementada revelou-se inexpressiva”, afirma o Ministério Público na peça judicial. “O pífio desempenho é de ser imputado diretamente à cúpula administrativa do Distrito Federal, visto que, como apontado pelos diversos documentos já citados, a fiscalização e o controle do contrato por parte do GDF não ocorreu de forma efetiva, o que prejudicou o atendimento das metas do Convênio”, conclui o órgão.

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Pedro Gordilho, defensor de Joaquim Roriz no TSE, acredita que o processo que corre contra seu cliente – e que vai definir o futuro de Gim Argello no Senado – deve ser julgado hoje ou, no mais tardar, na terça-feira.

Na ação, o Ministério Público acusa Roriz de usar a Companhia de Saneamento do Distrito Federal (Caesb) para fazer propaganda de sua chapa ao Senado em 2006, que tinha Argello como vice.

Se o TSE aceitar a versão do MP, toda a chapa é impugnada. Como Argello está no lugar de Roriz, que renunciou à vaga no Senado para não ser cassado, a perda do mandato sobrará para ele. (Por Lauro Jardim)

Por Leonardo Mota Neto – A disputa de poder entre Aécio Neves e José Serra pelo comando do PSDB nacional tende a reverberar em escala regional no DF, onde grupos ligados a cada corrente se digladiam, o que levou à intervenção na Executiva local, determinada pela Executiva Nacional, cabendo ao ex-ministro Eduardo Jorge o papel de interventor.

O procedimento foi determinado pela sentença de condenação, com prisão em regime semiaberto, lavrada ontem (ainda sob a possibilidade de recurso) do presidente do PSDB/DF, Márcio Machado, que integra o do grupo da ex-governadora Maria de Lurdes Abadia, que por sua vez é ligadíssima ao ex-candidato José Serra.

Dentro de uma semana haverá eleições para a presidência do PSDB de Brasília, e o candidato de Abadia Machado é Jaime Alarcão.

Do outro lado da rua, está o “grupo aecista”, que, dominando o diretório nacional, determinou a intervenção no diretório local através do ex-ministro Eduardo Jorge.

Pode não haver tempo útil para o habilidoso ex-secretário-geral da Presidência no governo FHC para reverter a tendência de vitória do grupo serrista em Brasília. Mas Eduardo Jorge tem claramente esta missão, ele que foi o responsável na época da reeleição de FHC, de aproximá-lo do então governador do Joaquim Roriz.

É aqui que surgem na linha do horizonte especulações sobre a necessidade da campanha de Aécio ter no Distrito Federal uma âncora profunda, com um palanque vencedor, através de um diretório fiel ao aecismo.

E mais: com um candidato a governador próprio, ou apoiado por Aécio, populista e com cheiro de vitória. Daí se explica a presença de próceres do PSDB – ala “aecista” – na missa de Liliane Roriz, filha do mais populista de todos, e dono do maior patrimônio de votos do DF, Joaquim Roriz.

Nunca é demais lembrar que o verdadeiro confronto no PSDB loca e entre Maria de Lurdes Abadia e José Roberto Arruda. Este último ainda se encontra palmilhando o pedregoso terreno judicial da Operação Caixa de Pandora, mas continua endeusado eleitoralmente no DF.

Se candidato em 2014 a qualquer cargo eletivo – já que não houve ainda denúncia formal de seu processo – Arruda ou se elegeria facilmente, ou se apoiasse um outro candidato, junto com Roriz, aquele seria quase imbatível.

Aécio,mineiro como Arruda, cogita esse palanque populista para sair do DF como mais votado. Precisa, primeiro, expulsar o serrismo do jogo, com Abadia, Márcio Machado, Raimundo Ribeiro e seu grupo no PSDB local. E colocar Roriz e Arruda nele.

 

Foto: Carlos Gandra/CLDF

Os deputados distritais aprovaram dois projetos de decreto legislativo que aprovam as contas do governo do Distrito Federal relativas aos exercícios de 2005 (governo Joaquim Roriz) e 2006 (governo de Maria de Lourdes Abadia). As contas foram aprovadas, ressalvadas as recomendações feitas pelo Tribunal de Contas do DF, conforme parecer da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF).

As contas de 2005 foram aprovadas com 10 votos favoráveis, quatro abstenções e dez ausências. Já o projeto referente ao governo de 2006 recebeu 10 votos favoráveis, cinco abstenções e nove ausências.

Créditos - A Câmara também aprovou nesta quarta-feira dois projetos de lei que abrem crédito especial ao Orçamento do Distrito Federal no valor total de R$ 265,4 milhões. Os recursos previstos no projeto de lei nº 1071/2012, do Executivo, no valor de R$ 86,63 milhões, serão destinados para atividades do Corpo de Bombeiros, Fundo Penitenciário do DF, Agência de Fiscalização do DF (Agefis), Secretaria de Cultura, entre outros órgãos.

Já o projeto de lei nº 1087/2012, do Executivo, no montante de R$ 178,77 milhões, destinará recursos para o pagamento de pessoal da Novacap, Secretaria de Saúde e aposentados e pensionistas do Instituto de Previdência do DF (IPREV/DF).

 

Joaquim Roriz

Aprovação em plenário foi negociada por líderes Os deputados distritais aprovaram na sessão ordinária desta terça-feira (28) o projeto de decreto legislativo nº 154/2012, que aprova as contas do ex-governador Joaquim Roriz, referentes ao ano de 2004. A votação faz parte de acordo entre as lideranças para colocar em dia as análises das contas governamentais em tramitação na Casa. As contas de Roriz foram aprovadas com 10 votos favoráveis, seis abstenções e oito ausências.

Os distritais também aprovaram em bloco 15 moções e seis requerimentos. Entre os requerimentos estão os que determinam a realização de audiências públicas na Câmara para debater as instalações de câmeras de segurança em todo o Distrito Federal, a situação do Polo de Cinema e a retenção do Imposto sobre Serviços (ISS) por parte das operadoras de cartões de crédito e débito que atuam no DF. (Luís Cláudio Alves – Coordenadoria de Comunicação Social)

Ao contrário do que ocorreu com o processo sobre o ‘mensalão’ do PT no STF, ministro do Superior Tribunal de Justiça determina o desmembramento do processo do ‘mensalão’ do DEM, pelo qual são investigados 38 réus; foi arquivada a denúncia por formação de quadrilha contra o ex-governador do DF Joaquim Roriz; Arruda e os outros denunciados têm 15 dias para apresentar defesa

Foto: Edição/247

 

STJ - O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Arnaldo Esteves Lima atendeu requerimento do Ministério Público Federal (MPF) e determinou o arquivamento de denúncia por formação de quadrilha contra o ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz. O relator da Ação Penal 707 também determinou o desmembramento do processo quanto aos crimes ainda em apuração. No total, são investigados 38 réus.

Com a decisão, permanecem em julgamento no STJ apenas os crimes já apurados no Inquérito 650 (Operação Caixa de Pandora), além de investigações em que figurem como suspeitos desembargadores do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF). As investigações contra suspeitos sem prerrogativa de foro, envolvendo supostos crimes nas áreas de obras, publicidade, esportes, BrasiliaTur e educação, serão distribuídas para juízes de primeira instância.

“Afinal, considerando o excessivo número de acusados (38) e de acusações já constantes da denúncia, aliado ao fato de que esses supostos crimes ainda dependem de apuração em inquérito judicial, resta imperativo o desmembramento, cingindo-se a presente ação penal aos supostos crimes já apurados nos autos do Inquérito 650/DF, sob pena de eternizar a apuração de fatos, comprometendo a instrução criminal”, afirmou o relator.

Arquivamento

A eventual prática de formação de quadrilha contra o ex-governador não será apurada. Conforme requerimento do MPF, a denúncia foi arquivada nessa parte, em vista da prescrição do crime.

A pena máxima do crime de quadrilha é de três anos de prisão, prescrevendo, antes da condenação, em oito anos. No entanto, como o denunciado já possui mais de 70 anos de idade, esse prazo é contado pela metade. Não ocorreu nenhuma causa de interrupção da contagem do prazo. Como a conduta teria ocorrido até 2006, o suposto crime está prescrito.

Transparência

O relator ressalvou ainda a tramitação do processo com “plena publicidade, que é a regra constante na Constituição da República, podendo ser consultado em meio digital (para não atrapalhar o seu processamento), salvo os documentos ou provas protegidos por sigilo constitucional ou legal”.

Após serem notificados, os denunciados têm quinze dias para recorrer da decisão.

 

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) irá analisar um recurso especial contra os ex-governadores do Distrito Federal Joaquim Roriz e Maria de Lourdes Abadia. Os dois são acusados de improbidade administrativa.Inicialmente, o Ministério Público do DF ajuizou uma ação civil pública contra os acusados, sob a alegação de que em 2006, mesmo após renunciar ao cargo de governador do DF, Roriz continuou a utilizar um helicóptero de propriedade pública distrital para fins meramente eleitorais. Segundo o MP, isso aconteceu com a colaboração da então governadora Maria de Lourdes Abadia, que assumiu a chefia do Executivo após a saída de Roriz.

 

Com a ação, o MP pretende o “ressarcimento integral e solidário do dano causado ao patrimônio do DF”, no valor de todos os gastos referentes aos deslocamentos de Roriz, a partir de 31 de março de 2006 (data em que deixou o cargo), além de pagamento de multa civil de até 100 vezes o valor da remuneração como governador.

Carona

Em primeira instância, o juiz condenou os ex-governadores ao pagamento de dano ao erário referente a seis deslocamentos de Roriz entre os dias 17 e 31 de maio de 2006, o que engloba a manutenção da aeronave, combustível e tripulação, além de multa correspondente a duas vezes o valor do dano apurado.

Os réus apelaram, negando que o helicóptero tivesse sido usado para fins eleitorais. Eles sustentaram que Roriz apenas acompanhava a então governadora em compromissos oficiais. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF), então considerou a ação improcedente, por entender que “dar ou receber carona” não caracteriza ato de improbidade administrativa.

Proveito particular

Insatisfeito com a decisão, o MP interpôs recurso ao STJ, sustentando mais uma vez que o ex-governador “usava a aeronave para a sua comodidade, apanhando-o e levando-o à residência ou à fazenda ¿ mesmo na companhia da governadora da época”. Com isso, estariam tipificadas a lesão ao erário e a utilização de bem público em proveito particular.

Para o ministro Mauro Campbell, o recurso apresenta impugnação adequada aos fundamentos da decisão do TJDF e merece ser apreciado no âmbito do STJ. Informações do Terra.

Joaquim Domingos Roriz (PSC) é um animal político. Um sobrevivente. Os seus dias de vida pública estão contados, mas uma simples movimentação causa reboliço nos meios políticos e na imprensa.

Há pouco mais de uma semana, o ex-governador por quatro vezes ensaiou mais um retorno. Seu objetivo seria organizar a oposição ao governador Agnelo Queiroz (PT) visando uma candidatura ao Palácio do Buriti em 2014. Prometeu, inclusive, gastar a sola de sapato visitando as cidades do Distrito Federal. Queria se aproximar do povo e se colocar como a principal opção à sucessão de Agnelo.

As visitas devem ser abortadas. Roriz não tem mais motivos e vai continuar na toca, pelo menos por enquanto. O Supremo Tribunal Federal (STF) jogou água fria em suas pretensões com a validação constitucional da Lei da Ficha Limpa, impedindo qualquer candidatura sua até 2023, quando estará com 87 anos.

Mas quem pensa que o velho cacique vai abandonar a política, engana-se. Roriz é um articulador e deve preparar dentro do seu grupo político um sucessor, que pode estar em sua própria casa. A mais provável deve ser a filha, deputada distrital Liliane Roriz (PSD). Bem articulada e considerada simpática por políticos de várias tendências, é a solução caseira que pode, ao mesmo tempo, dar um ar de modernidade ao rorizismo.

Jaqueline (PMN), a outra filha e deputada federal, saiu chamuscada da exibição do vídeo recebendo dinheiro do ex-delegado Durval Barbosa, operador do esquema de corrupção nos governos Roriz, Maria de Lourdes Abadia (PSDB) e José Roberto Arruda (sem partido). Jaqueline foi vítima do fogo amigo e teve seu mandato parlamentar questionado, mas no final conseguiu se safar.

Fora do clã Roriz, a briga vai ser intensa para herdar o espólio político-eleitoral do ex-governador. Com a derrota de Roriz nos tribunais, a deputada distrital Eliana Pedrosa (PSD) pretende ocupar o espaço aberto e se viabilizar como opção. A parcela da população que votaria em Roriz de olhos fechados está na faixa de 30%. É essa a fatia do eleitorado que Eliana sonha. Ao contrário de Liliane, Eliana não teria vontade nem paixão de levantar a bandeira do rorizismo. Fica satisfeita com o apoio e os votos, mas sem compromisso maior.

Já Rogério Rosso (PSD) é considerado um aliado fiel de Roriz, a quem é grato por ter entrado na vida pública. Saiu do PMDB de forma conturbada e entrou de cabeça no projeto político do PSD. Ficou alguns meses no cargo de governador num momento atribulado. Não conseguiu deixar sua marca no governo, nem teve tempo suficiente para isso. Tem uma carreira meteórica: de secretário de Desenvolvimento Econômico a administrador de Ceilândia; de suplente de deputado federal a governador, e agora presidente regional de um dos maiores partidos do país. Rogério poderia ter a bênção de Roriz, mas a briga com Liliane e Eliana vai ser grande. E estão todos na mesma legenda.

O certo é que a eleição de 2014 passará novamente por Roriz. Ele estará presente, não como candidato, mas como padrinho político. Sua imagem ainda é forte nas classes mais baixas, em que o PT tenta, tenta e não consegue se consolidar.

A deputada Arlete Sampaio (PT), que ficou um ano na Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda, testemunhou isso. Não bastam apenas programas sociais cheios de bondades, é preciso carisma, coisa que Roriz tem de sobra. Não basta conceder um benefício, tem que ir à periferia e entregar o cartão bolsa-qualquer-coisa nas mãos do povo. O povo gosta de ver e tocar o político e é assim que se faz política, longe dos gabinetes com ar-condicionado. Roriz sabe disso, o ex-presidente Lula também, o PT do DF ainda não.

Para encerrar, um trecho da carta intitulada “Ao Povo de Brasília”, que o ex-governador Joaquim Roriz divulgou logo após a decisão do STF: “Estou certo de que Deus me dará saúde e forças para continuar lutando pelos brasilienses nas próximas eleições, mesmo sem poder disputá-la. Mas estarei apoiando alguém que comungue com minhas ideias, que seja do nosso grupo político, respeite e governe para o povo, e que será vitorioso”.

Roriz pode estar velho, mas não bobo. Ele vai faturar o seu cacife eleitoral até quando for possível. Ou até o dia em que os adversários aprenderem a sua fórmula de fazer política e conseguirem enterrar o rorizismo. Mas, muitas vezes, esperteza e expertise não andam juntas.

Supremo confirmou aplicação do texto integral da lei. Ex-governador do DF está inelegível por ter renunciado ao Senado.

Ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz.

Por meio de nota, divulgada nesta quinta-feira (16), o ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz disse aceitar de forma “calma e serena” a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou a validade do texto integral da Lei da Ficha Limpa.

Quatro vezes governador do DF, Roriz afirma na nota que o STF tirou da população do DF o “direito” de elegê-lo governador em 2014.

“Infelizmente, hoje, o Supremo Tribunal Federal lhes tirou o direito de, soberanamente, escolher o melhor nome para governá-los em 2014, como já fizera em 2010, ao decidir não decidir, mutilando o processo eleitoral brasiliense”, afirmou na nota.

Barrado pela lei, Roriz desistiu de disputar as eleições de 2010 para o governo do DF. Ele teve o registro de candidato negado, com base na ficha limpa, por que renunciou ao mandato de senador, em 2007, depois de protocolado contra ele pedido de abertura de processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética do Senado.

Com base na Lei da Ficha Limpa, Roriz está inelegível durante o restante do mandato ao qual renunciou e nos oito anos seguintes. Dessa forma, o ex-governador não poderia se candidatar até 2023, quando terá 86 anos.

“Como democrata e homem público que sempre respeitou as leis e as cortes do meu País, acato a decisão do Supremo Tribunal Federal de maneira calma e serena. Respeito-a, embora a considere injusta e violentadora do meu direito de participar mais ativamente da vida pública da minha Brasília e do meu Brasil”, afirmou o ex-governador. (Débora Santos, do G1, em Brasília)

 

O ex-governador Joaquim Roriz disputará a sucessão de Agnelo Queiroz em 2014. Sua campanha terá a bandeira da mão limpa. Vai explorar as denúncias de corrupção de que foi alvo o atual governador e usar sua absolvição pelo Supremo Tribunal Federal como trampolim para voltar ao Palácio do Buriti.

Roriz ainda não definiu a legenda a que se filiará, mas é certo que deixará as hostes do Partido Social Cristão. Ele tem costurado uma ampla aliança que vai de antigos desafetos (como o ex-governador José Roberto Arruda e o vice Paulo Octávio) até Rogério Rosso, uma espécie de pai do PSD de Gilberto Kassab no Distrito Federal.

Rogério Rosso já ofereceu a legenda ao ex-governador. Mas Roriz vai avaliar o convite. Antes ele pretende convencer a deputada distrital Eliana Pedrosa, pré-candidata do PSD ao governo, a desistir da disputa. A idéia do ex-governador é oferecer a vaga ao Senado à representante kassabista na Câmara Legislativa.

Na eventualidade de optar por outra legenda, Joaquim Roriz tem convites do PSDB (Maria de Lourdes Abadia, antiga aliada do ex-governador, continua dando as cartas no ninho tucano em Brasília) e do Democratas, hoje capitaneado pelo ex-deputado Alberto Fraga.

O mais certo, porém, é que ele se filie ao PSD. Essa filiação passa pelo eixo Brasília-Goiânia-São Paulo e tem as bênçãos de Marconi Perilo, governador de Goiás. Para retribuir o apoio de Perilo, Roriz orientou seu grupo político a apoiar um tucano para a prefeitura de Goiânia, para fazer frente à aliança encabeçada pelo PT que tentará reeleger o prefeito Paulo Garcia.

A decisão de Roriz de entrar na disputa começa a alvoroçar os bastidores da política brasiliense. Deputados distritais do PMDB e de outras legendas da base governista que juram fidelidade a Agnelo Queiroz vêm mantendo encontros reservados com interlocutores do ex-governador. Quanto a costura estiver sacramentada, a debandada será geral.

O salvo-conduto estará assegurado, por exemplo, a quem for visto conversando a um canto do Plenário da Câmara Legislativa com a deputada Liliane Roriz (PSD). Ela é a verdadeira herdeira política do rorizismo, mas só lançará mão do cetro no pleito de 2018. Justamente para substituir o pai em sua última pasagem pelo Governo do Distrito Federal.

Fonte: Notibras

A oposição ao governador Agnelo Queiroz (PT) existe. Ela é pequena, consegue fazer algum barulho e incomodar o Palácio do Buriti. Mas, a falta de organização e, principalmente, de um líder nato, cria um vácuo que favorece o reaparecimento do ex-governador e ex-senador Joaquim Roriz (PSC).

Quem tem mandato, como as deputadas distritais Eliana Pedrosa (PSD), Liliane Roriz (PSD) e Celina Leão (PSD), na Câmara Legislativa, e os deputados federais Izalci Lucas (PR, ainda) e Jaqueline Roriz (PMN), usam da tribunas de suas casas legislativas para apontar possíveis malfeitos do governo e manter uma agenda fiscalizadora.

Quem saiu derrotado nas últimas eleições, como o ex-deputado federal Alberto Fraga (DEM), fica restrito a fazer suas críticas nas redes sociais, na esperança que elas ecoem e atinjam um número maior de pessoas.

O ex-governador Rogério Rosso, presidente do PSD no DF, não arrisca ainda um discurso mais acentuado contra o governador Agnelo. Vem seguindo orientação do comando nacional da sigla – leia-se o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, – para esperar o momento certo.

Ao contrário do trio de deputadas distritais que fica na linha de frente oposicionista, Rosso aguarda o cenário ficar mais claro, até porque poderá ser obrigado, futuramente, a uma composição com o PT de Agnelo, dependendo das articulações do PSD nacional com o Palácio do Planalto.

Todos são opositores, declarados ou não, mas não formam um grupo político. Cada um segue a sua vida política a esmo. Não existe uma ação conjunta e muito menos uma liderança que junte todos numa estratégica política-eleitoral.

Esse cenário é um prato cheio para Joaquim Roriz, que de bobo não tem nada e conhece muito bem as engrenagens da política. Ele lançou na quinta-feira (09) um imenso balão de ensaio e mandou um recado para o governo e para os solitários da oposição.

O ex-governador almoçou numa galeteria da cidade na companhia de sua esposa, Dona Weslian, de suas filhas, Jaqueline e Liliane, de assessores e de empresários para discutir a situação política do Distrito Federal. “Esse é um novo começo”, disse Roriz, anunciando que nos próximos dias começará a visitar todas as cidades para ouvir o povo.

Quem conhece a política de perto sabe que Roriz não colocaria a cabeça de fora se o vento não fosse favorável. Os baixos índices de aprovação do governo Agnelo em 2011 também animaram o ex-governador.

A missão de Joaquim Roriz não é nada fácil. Terá que unir esse grupo. Pode enfrentar problema com pelo menos um deles, a deputada Eliana Pedrosa, que sonha com o Palácio do Buriti. Eliana faz política com inteligência e não se deixa encantar facilmente. Também não tem medo do enfrentamento e, no seu currículo, pelo menos uma vez, já passou a perna em Roriz.

Rosso é fiel aliado do ex-governador, mas também deve fidelidade a Kassab. Vai para onde o partido mandar, do contrário pode ficar pelo caminho. As filhas Liliane e Jaqueline são, obviamente, aliadas de primeira hora, mas se a prudência falar mais alto, poder sugerir ao pai fugir do desgaste de mais uma campanha, seja ela vitoriosa ou não. Já Celina Leão é uma incógnita. A deputada busca uma carreira solo, mas se ficar sem opção abraça o rorizismo com paixão.

Além das questões políticas, Roriz terá que superar os problemas de saúde, as diálises que faz diariamente, associadas a diabetes e problemas na coluna. É uma trilha complicada, mas que pode dar uma nova emoção à política brasiliense. Nada melhor para um governo obter êxito administrativo do que a ameaça de uma oposição forte eleitoralmente. E voto, Roriz ainda tem muito.

Mas, se eu fosse o governador Agnelo, preocupava-me mesmo é com os movimentos dos que estão mais próximos – ou estavam. Os senadores Cristovam Buarque (PDT) e Rodrigo Rollemberg (PSB), de aliados incondicionais na eleição de 2010, deverão ser os principais adversários de Agnelo em 2014, rachando a aliança que está no poder hoje.

Quem observa tudo de longe, mas muito bem informado, é o ex-governador José Roberto Arruda (sem partido). Ele não fará como Roriz que pretende colocar o bloco na rua antecipadamente. Arruda ainda cicatriza as feridas políticas e espera o momento certo para entrar na brincadeira. Quem reclamava que o cenário político estava morno, não tem agora do que reclamar.

O ex-governador Joaquim Roriz almoçou hoje na Galeteria Beira do Lago na companhia de sua esposa, Dona Weslian, de suas filhas, a deputada federal jaqueline Roriz e a deputada distrital Liliane Roriz, de assessores e de empresários para discutir a situacao politica do Distrito Federal. " Esse é um novo começo", disse Roriz, anunciando que nos próximos dias começará a visitar todas as cidades para ouvir o povo.

 

Joaquim Roriz *

O Fundo Constitucional do Distrito Federal é uma conquista de todos os brasilienses, alcançada depois de inúmeras e incansáveis negociações com os diferentes presidentes da República, desde a autonomia política da Capital do Brasil em 1988 – Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.

Primeiro, Brasília ganhou a autonomia política deixando de ser – como bem definia o saudoso presidente Tancredo Neves – a “cidade cassada” – para depois obter a completa independência financeira, com o Fundo Constitucional e seu justo método de correção anual.

No exercício do cargo de governador do Distrito Federal nestes anos, pude discutir o assunto com cada um deles, de maneira independente e deixando de lado eventuais divergências político-partidárias. Acima de tudo estava o interesse dos brasilienses e dos brasileiros, como também eles entenderam.

A todos demonstrei, com a ajuda do pessoal técnico, a necessidade vital e inquestionável do Distrito Federal receber recursos da União para manter-se e manter a qualidade de vida, a Educação, Saúde e Segurança da população – e também dos integrantes dos Três Poderes da Repblica, bem como dos embaixadores.

Recordo-me que no começo do governo Collor o então Presidente assinou um decreto eliminando o repasse obrigatório para essas três áreas. Depois de lhe explicar as razões e as justificativas da existência da obrigação da União, o ex-presidente revogou o decreto.

Já no final do Governo Fernando Henrique, depois de intensas reuniões, chegou-se a um consenso para a criação do Fundo Constitucional, garantindo-se a autonomia financeira do Distrito Federal e evitando-se eventuais e futuros impasses de ordem política, provocados por visões distintas político-administrativas.

Um dos principais itens em toda a negociação foi a de definir e garantir um fator de reajuste anual do Fundo que evitasse a repetição de intermináveis e desgastantes reuniões – que se sucediam ano a ano – sobre a quantia que o GDF receberia para atender as áreas essenciais de Educação, Saúde e Segurança.

Isso obrigava o governador da Capital da República a visitar os gabinetes dos ministros da área econômica e pedir o aumento desse ou daquele valor para poder bem atender a população nessas áreas. Apesar de sempre ser recebido respeitosamente pelos ministros, naturalmente havia um desgaste, até se chegar a um número comum.

Por consenso, a União, o GDF e a bancada do Distrito Federal no Congresso Nacional definiram que o fator de reajuste anual do Fundo seria o percentual do aumento da arrecadação da União – uma solução adequada e importantíssima para o futuro do Distrito Federal.

Em contínuo crescimento populacional e econômico, o Distrito Federal precisa, também, de um contínuo crescimento de sua receita oriunda do Fundo para atender aos novos desafios de seu desenvolvimento.

Cumprindo o sonho visionário de Juscelino Kubitscheck, Brasília se desenvolve, assim como toda uma região entorno dela e que utiliza de sua infraestrutura. Esse crescimento não para e nem vai parar. Ou seja, ao longo dos próximos anos precisaremos de mais recursos para atendermos a população.

Mas, infelizmente, nos ltimos dias, a imprensa tem veiculado que o atual Governo do Distrito Federal está negociando com o Governo Federal a mudança do fator de correção do Fundo Constitucional de Brasília.

Em troca, o GDF garantiria a permanência do valor das contribuições previdenciária e do Imposto de Renda para o Distrito Federal. Não sou economista, mas o bom senso de administrador me sinaliza que esse tipo de barganha não ajudará a população e sua qualidade de vida. O bom senso não aconselha ninguém a abrir mão de recursos que já lhe pertencem ainda que haja disputa judicial em uma troca que representa uma perda de receita – a mudança do fator de correção anual do Fundo.

Se isso de fato ocorrer, será um retrocesso inaceitável, uma perda de receita incalculável, um prejuízo inestimável para os mais de dois milhões de moradores do Distrito Federal. Como faremos para atender aos nossos filhos e netos e dar-lhes a mesma qualidade de vida que no passado conhecemos em Brasília?

A sociedade brasiliense, os empresários, os sindicatos da Educação, Saúde e Segurança, a bancada no Congresso Nacional, a Câmara Legislativa não podem aceitar a continuidade dessa negociação sob o risco de comprometermos, irremediavelmente, o futuro do Distrito Federal e de sua população.

Precisamos defender Brasília!

Joaquim Roriz, ex-governador do Distrito Federal

 

No dia 27 de novembro de 2009, a Polícia Federal executou a Operação Caixa de Pandora com o cumprimento de mandados de busca e apreensão na residência oficial do governador José Roberto Arruda, em secretarias do governo e em gabinetes de deputados na Câmara Legislativa.

A operação foi resultado da investigação do esquema de corrupção criado e operado pelo ex-delegado de Polícia Civil, Durval Barbosa, durante o governo Joaquim Roriz e que teve continuidade nos governos Maria de Lourdes Abadia e José Roberto Arruda.

Durval Barbosa fez fortuna com o dinheiro público desviado pelo esquema, enriquecendo junto outras autoridades de plantão. Tudo ia muito próspero até que a operação policial apertou o cerco aos meliantes. Ao mesmo tempo, Arruda cortava as asas de Durval e a sua ingerência nos contratos com empresas de informática.

Acuado pela Justiça, sob ameaça de prisão e ter que devolver as dezenas de milhões de reais roubados do GDF, e, ainda, vendo Arruda querendo se livrar dele, Durval armou a grande jogada de sua vida: seria o delator do esquema que ele próprio criou. Em troca, entregaria algumas cabeças premiadas, protegendo outras. A Justiça adorou.

No seu plano, ele se livraria das denúncias, ficaria com o dinheiro e derrubaria o governador Arruda e seu grupo político. De quebra, ajudaria no retorno do ex-governador Joaquim Roriz ao comando do Palácio do Buriti, contando, assim, que poderia continuar o seu esquema de corrupção sem ser incomodado.

Mesmo que a Justiça mandasse ele devolver algum dinheiro, imaginou que poderia ficar milhões mais rico com as ascensão de seu padrinho político. O plano não deu certo. Ninguém acreditou na versão de Durval de que o esquema teria começado no governo Arruda, afinal a grande maioria dos vídeos foi feita na época em que Roriz e Abadia comandavam o GDF.

Dois anos depois, pelo menos até o momento, nada foi comprovado. O Ministério Público tem dificuldade de oferecer a denúncia à Justiça por falta de provas substanciais. Muitos dos depoimentos de Durval Barbosa se mostraram mentirosos e cercados de outros interesses. Em alguns momentos o Ministério Público e a Polícia Federal se viram usados para que o delator atingisse sucesso em seu plano.

Se a operação Caixa de Pandora se restringisse em desmantelar o esquema e prender os corruptos e corruptores teria o aplauso da sociedade, mesmo que tampando o nariz para não sentir o cheiro de Durval Barbosa. Mas não. Ultrapassaram o limite do bom senso. Com isso, a sociedade brasiliense ficou no prejuízo. A economia ficou em frangalhos. Empresas e negócios, lícitos, continuam pagando um alto preço até hoje pela irresponsabilidade dos investigadores que acreditaram piamente em cada palavra do delator, colocando o bandido e o honesto num mesmo cesto e sendo medido pela régua dos corruptos.

Se alguem perdeu, e esse alguém foi Brasília, sempre tem quem saia ganhando. Durval é o grande vitorioso. Conseguiu se livrar da cadeia e dos processos; ficou com boa parte do dinheiro desviado; teve uma ação de pedofilia contra ele arquivada; e ainda circula com desenvoltura em restaurantes e shoppings da cidade. Ele está de parabéns. Os dois anos da operação Caixa de Pandora não podem deixar de ser festejados em sua mansão. Infelizmente, Durval, seu bando, o Ministério Público, a Polícia Federal e a Justiça estão mostrando que o crime compensa. Uma jogada de mestre. O preço de seu sucesso está sendo pago pelo cidadão de bem de Brasília.

Mas, não existe como semear vento, sem colher tempestade.

 

Os depoimentos ainda não têm data definida (Foto: Fabio Rivas/CLDF)

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga denúncias de irregularidades no Pró-DF aprovou ontem (07) os depoimentos de dois ex-técnicos dos governos Roriz e Arruda, responsáveis pelas áreas de desenvolvimento econômico da Ceilândia. João Paulo Alves e Marcos Antônio Silva serão convidados a prestar esclarecimentos à CPI sobre os lotes da área inseridos no Pró-DF.

Durante a reunião, o deputado Olair Francisco (PTdoB) apresentou um relato sobre audiência pública realizada em Águas Claras com empresários. Na audiência, realizada na Associação Comercial e Industrial de Águas Claras, os participantes reclamaram da demora no recebimento da ocupação final dos terrenos, dívidas com a Terracap e burocracia do programa, entre outros pontos. “A reunião foi produtiva e mostrou a angústia dos empresários da região”, analisou Aylton Gomes (PR), relator da CPI.

A presidente da CPI, deputada Eliana Pedrosa (PSD), afirmou que vai apurar denúncia feita por um empresário de Santa Maria que disse estar sendo perseguido por técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Econômico depois que comerciantes da cidade entregaram um documento com reclamações do programa aos parlamentares. A denúncia foi feita ao deputado Olair Francisco, que se comprometeu a levantar mais detalhes do caso e convidar o denunciante para relatar o episódio à CPI. (Luís Cláudio da Silva Alves – Coordenadoria de Comunicação Social)