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O governador eleito, Rodrigo Rollemberg, e o secretário de Segurança Pública e Paz Social, Arthur Trindade, anunciam os nomes dos seguintes integrantes do novo governo:

Comandante da Polícia Militar – Coronel Florisvaldo Ferreira Cesar

44 anos, nascido em Brasília (DF). Formado em Política e Estratégia pela Escola Superior de Guerra e bacharel em Segurança Pública pela Academia de Polícia Militar do DF. Tem pós-graduação em Direito Internacional dos Conflitos Armados pela Universidade de Brasília (UnB), em Alinhamento Estratégico pela Academia de Polícia do Ceará e na área de ensino pela PMDF, por onde concluiu ainda cursos de gerenciamento de crise, inteligência e negociação. É o chefe do Departamento Operacional da PMDF, já chefiou o Comando de Policiamento Regional Metropolitano durante a Copa do Mundo e foi comandante do Batalhão de Taguatinga. Integra a Polícia Militar desde 1990 e é coronel desde dezembro de 2013. Participou também de missões de paz das Nações Unidas na Sérvia (2004-2005) e na África (2009-2010).

 

Diretor da Polícia Civil – Eric Seba de Castro

52 anos, nascido em Brasília (DF). Formado em Direito, com cursos de negociação e gerenciamento de crise pela Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, e de investigação voltada para entorpecentes, pelo FBI. Está na Polícia Civil desde 1984 e é delegado desde 1990. Chefiou várias delegacias, como a de Roubos e Furtos, de Tóxicos e Entorpecentes, a 17ª DP (Taguatinga Norte) e a Divisão de Repressão ao Sequestro. Foi diretor do Departamento de Polícia Circunscricional e do Departamento de Polícia Especializada (DPE) e vice-diretor da Academia de Polícia. Hoje é coordenador da Região Metropolitana da Polícia Civil do DF e instrutor da Academia de Polícia Militar.

 

Comandante do Corpo de Bombeiros – Coronel Hamilton Santos Esteves Junior

44 anos, nascido no Rio de Janeiro (RJ), morador de Brasília há mais de 30 anos. É formado em Educação Física pela Universidade Católica de Brasília, com especialização em Administração em Educação, pela Universidade de Brasília (UnB), e Gestão Pública, pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul). Bombeiro militar há 26 anos, com formação em Sistema de Comando de Incidentes (SCI) pela Guarda Costeira norte americana, curso técnico em Intervenção e Salvamento em Catástrofe realizado na Espanha e capacitação em substâncias perigosas no Exército Brasileiro. Foi instrutor de cursos de formação para bombeiros militares de todo o país e trabalhou na Subsecretaria de Planejamento e Capacitação da Secretaria de Segurança Pública. É coronel desde 2011 e assumiu o comando do CBMDF em agosto de 2014.

Os futuros governador e vice do DF assumirão os cargos em cerimônias realizadas na Câmara Legislativa e no Palácio do Buriti no primeiro dia de 2015. A pedido do futuro chefe do Executivo local, o cerimonial deve ser simples e econômico

Na próxima quinta-feira, 1º de janeiro de 2015, Rodrigo Rollemberg (PSB) tomará posse como governador do Distrito Federal e terá o retrato pendurado ao lado dos 35 políticos que chefiaram o Executivo local. Dará, pelos próximos quatro anos, continuidade a uma história de gestão iniciada em 1969, data de nomeação de Hélio Prates, o primeiro governador do DF. A cerimônia será na Câmara Legislativa, às 10h. A transmissão de cargo, na qual Agnelo Queiroz passará a faixa ao socialista, ocorrerá a pouco mais de 1km dali, no Palácio do Buriti, às 11h. Desta vez, não haverá coquetel de encerramento. A ordem do futuro governador é economizar na festa para que seja “sem pompa”.

Antes de tudo isso, no entanto, o primeiro compromisso será a tradicional missa. Rollemberg é católico, frequentou paróquias durante a campanha eleitoral e, assim como no dia da votação, irá logo cedo, às 8h, a uma celebração na Igreja Dom Bosco, na 702 Sul. A família o acompanhará.

Na Câmara Legislativa, a cerimônia será no auditório. O local tem capacidade para aproximadamente 500 pessoas. Até 2011, a cerimônia ocorria no Plenário da Casa. Por causa da melhor distribuição do espaço, o evento passou para o auditório. São esperados amigos e colegas de partido, além de apoiadores e futuros funcionários do GDF. (Correio Braziliense)

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O governador eleito do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, fez uma análise das primeiras medidas que tomará durante seu mandato, que terá início em 1º de janeiro de 2015. Rollemberg citou a crise pela qual o DF passa, com recente atraso nos pagamentos de servidores. Ele não negou a necessidade de reforçar o quadro de profissionais da saúde, mas manteve discurso conservador ao falar em gastos.

“O primeiro grande desafio é promover o equilíbrio das finanças do DF e redimensionar a força de trabalho. Há, de fato, necessidade de profissionais em diversas áreas. Na área de saúde, por exemplo, em algumas especialidades, o DF precisa contratar mais médicos, entre outros profissionais, mas isso tem que ser feito de acordo com as possibilidades financeiras”, disse em entrevista à Rádio Nacional de Brasília, na sexta (19).

Rollemberg ressaltou que já conseguiu reduzir de 38 para 24 o número de secretarias, e deve diminuir o número de cargos comissionados de livre provimento. Ao ser perguntado sobre os problemas de transporte, com engarrafamentos crescentes na capital, ele falou na importância de descentralizar as atividades econômicas do DF, concentradas no Plano Piloto, região central de Brasília.

“Hoje, nós temos quase metade – 47% dos empregos do DF estão no Plano Piloto. Precisamos descentralizar as atividades econômicas para outras cidades do DF e buscar investimentos em tecnologia, em engenharia de trânsito”. O governador eleito não sinalizou como poderá iniciar esse processo de descentralização, mas disse que, em relação a melhorias no transporte público, já existe verba disponível para expandir o metrô nas cidades satélites de Ceilândia e Samambaia.

Ele falou ainda em melhorar a gestão do transporte coletivo, e citou algumas medidas. “Precisamos melhorar a gestão do transporte, aumentar a frequência de viagens, o número de ônibus que trabalham no DF, para que as pessoas gastem menos tempo de casa pro trabalho, do trabalho pra casa, além de ampliar o metrô”, destacou.

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Por Ricardo Callado

Natal chegando, o momento de refletir. De análise dos acontecimentos e comportamentos. 2014 foi um ano muito difícil para o brasiliense. A cidade vive o caos administrativo. O apagão de gestão trouxe prejuízos a cidade. Governo ineficiente. Empresas quebradas, trabalhadores sem salários.

Se existisse uma lista de Natal para os nossos políticos, poderia arriscar alguns palpites. O governador Agnelo Queiroz (PT), por exemplo, poderia pedir um bom cargo no segundo governo da presidente Dilma Rousseff, companheira de partido. Toparia voltar a Anvisa. Mas não deve ser presenteado. Não foi um bom menino. Seu comportamento foi reprovado.

Agnelo gostaria que a cidade esquecesse o seu governo. Ou que o perdoasse pelos erros cometidos. Natal é época de perdoar, apagar mágoas, mas ai passar uma borracha é demais. O desgoverno atingiu muitas famílias. Causou tragédias pessoais. E quebrou Brasília.

Uma passagem só de ida para Buenos Aires está de bom tamanho para Agnelo. A capital argentina é o refúgio preferido do governador. Sempre que pode, foge para lá. No seu governo foi criada até uma rota aérea direta, sem escalas ou conexões. O caminho do exílio é voo 2269, da Aerolineas Argentinas, que sai às 2h55 do Aeroporto JK e chega na capital dos hermanos às 5h45.

O governador eleito Rodrigo Rollemberg (PSB) fez o dever de casa. Ganhou de presente o Palácio do Buriti. E retribuiu libertando a cidade do governo Agnelo. Como todo bônus tem seu ônus, Rodrigo vai ter que ralar muito para consertar os erros do atual governador.

A vida de Rodrigo não será fácil no início de 2015. Vai precisar apoio da sociedade e da opinião pública. O desafio de botar as contas em dia e a casa em ordem será enorme. Com foco e seriedade, se consegue vencer a crise. Não precisa inventar. Basta fazer o feijão com arroz.

A sociedade deve dar um prazo de seis meses para o novo governo resolver os problemas mais imediatos. Esse período é como um voto de confiança da população. Rodrigo não tem muita opção: é acertar ou acertar.

A transparência é fundamental para o planejamento ser alcançado. Divulgar cada decisão é trazer a sociedade para o lado do governo. A população vai se sentir integrante das mudanças. E co-responsável. As rodas de conversas foram uma das grandes sacadas da campanha. E que precisam continuar e se aperfeiçoar.

O Distrito Federal tem características diferentes de outras unidades da Federação. O governador é também um prefeito. Precisa ir às ruas. Ver e sentir o que acontece no dia a dia da cidade. Falar com o povo e assim definir prioridades. Um governo que não sai dos gabinetes dá um passo para o erro. Se escolher a sociedade como aliada, Rodrigo estará no caminho certo.

Sanear as finanças do Buriti é o desafio inicial. Enxugar a máquina, conter e priorizar gastos e reestruturar o governo fazem parte dessa missão. Ao mesmo tempo, planejar. Quando não se planeja, o risco de desperdício e de ineficiência costuma ser bem maior.

De mãos dadas com a população, o novo governador pode iniciar um novo ciclo na política brasiliense, virando a página de administrações marcadas por escândalos e ineficiência. Agnelo foi um administrador tão ruim que Rodrigo não precisa fazer muito. O que fizer, será aplaudido. E terá o povo ao seu lado.

Senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) celebra o 70º aniversário da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)

Novo governador foi diplomado na quarta, junto com parlamentares eleitos. Durante discurso de despedida do Senado, outros parlamentares citaram crise de gestão na capital.

Do G1 DF – O governador eleito do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, fez nesta quinta-feira (18) seu discurso de despedida do Senado Federal, onde teria mandato por mais quatro anos. O novo chefe do Executivo foi diplomado na noite de quarta (17) e assume o cargo de gestão no dia 1º de janeiro de 2015. Durante o discurso, Rollemberg pediu “sabedoria” para enfrentar os problemas da capital federal.

“Poderia ser cômodo para mim continuar por mais quatro anos no Senado Federal. Mas, como pessoa apaixonada pelo Distrito Federal, como pessoa que reconhece a generosidade do DF, que jamais teria em qualquer outro lugar do Brasil as oportunidades que tive no DF, me sentiria omisso ou covarde diante dos cenários que apresentavam no DF se não me apresentasse como candidato a governador”, afirmou.

Ao longo do último discurso em plenário, o governador diplomado recebeu elogios de senadores como Cristovam Buarque (PDT-DF) e Eduardo Braga (PMDB-AM). Mesmo parlamentares petistas como Jorge Viana (AC) e Eduardo Suplicy (SP), correligionários de Agnelo Queiroz, desejaram sorte no mandato à frente do Palácio do Buriti.

Senadores que fazem oposição ao PT na esfera federal aproveitaram o momento para tecer críticas à gestão do partido na capital. “Eu quero desejar-lhe boa sorte. Os desafios que vossa excelência enfrentará no comando da nossa capital são enormes, muito grandes [...] Nós percebemos as deficiências que a nossa situação urbana está vivendo hoje, na área da saúde, da educação”, afirmou a senadora Ana Amélia (PP-RS), que citou problemas de mobilidade urbana no Setor Noroeste, onde mora.

“Nós estamos em terra arrasada, mas vossa excelência é ‘um fênix’. Vamos ressugir. O povo do DF saberá ajudá-lo e entender as dificuldades intrínsecas de suceder um governo que não soube administrar, que não soube coordenar o processo, não soube cuidar do DF”, disse o senador Antônio Aureliano (PSDB-MG).

TRAJETÓRIA

Como pontos altos de sua passagem pela Casa, Rollemberg citou a tramitação do Código Florestal quando foi presidente da Comissão de Meio Ambiente (CMA), a autoria e a relatoria da Lei Geral de Concursos Públicos e do Marco Civil do Terceiro Setor.

O ex-senador também disse ter contribuído, nos últimos quatro anos, com a defesa da ex-ministra Marina Silva na tentativa de fundação do partido Rede Sustentabilidade e na formação da aliança posterior com Eduardo Campos, já no PSB, quando a Justiça Eleitoral barrou a construção da nova legenda.

“Sonho com uma cidade em que as mães tenham creches perto de casa para deixar seus filhos, tenham escolas em tempo itegral de boa qualidade. Sonho com uma cidade de paz, de tranquilidade, em que as pessoas gastem menos tempo de casa para o trabalho, em que as pessoas sejam atendidas com atenção e dignidade nos hospitais e nos centros de saúde, uma cidade democrática, com atividades de esporte, de cultura e de lazer para toda a população, e tenho a convicção absoluta de que isso é possível”, disse Rollemberg.

DIPLOMAÇÃO

O governador eleito do DF foi diplomado no cargo em cerimônia do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) na quarta-feira (17), junto com o vice-governador, Renato Santana, o senador eleito Reguffe (PDT) com seus dois suplentes, os oito deputados federais e 23 dos 24 deputados distritais. O deputado reeleito Israel Batista (PDT) não compareceu à diplomação por problemas de saúde.

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Além do futuro governador, outros 36 vencedores nas urnas em outubro foram habilitados pelo TRE

Do Correio Braziliense – Os candidatos eleitos em outubro passado estão habilitados a tomar posse em 1º de janeiro. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) fez, na noite desta quarta-feira (17/12), a diplomação dos escolhidos pelos eleitores. Dos 37 nomes, apenas o distrital Professor Israel Batista (PV) não compareceu por estar com problemas de saúde. Os demais a receberem o diploma foram governador, vice, senador e dois suplentes, oito deputados federais e 23 distritais. A cerimônia foi no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

“É um momento de grande emoção e alegria. Espero corresponder à expectativa que os brasilienses depositaram em mim”, disse o governador eleito Rodrigo Rollemberg (PSB). A trajetória do socialista foi lembrada na fala do vice-presidente do TRE, desembargador Cruz Macedo. “A Geração Brasília chegou ao poder. Desde que Rodrigo Rollemberg chegou em Brasília, ainda criança vindo do Rio de Janeiro, ele acompanhou o crescimento na cidade. Cresceu com ela. Essa realidade impõe a ele dever e responsabilidade ainda maiores. Ele precisará ser um referencial”, destacou o desembargador.

O presidente do TRE, desembargador Romão Cícero de Oliveira, chamou a atenção para o quadro que o futuro governador pode encontrar. “Ninguém deve imaginar que o GDF é um mar de rosas ou um lago azul. Os recursos são escassos. Mas, na pior adversidade, temos quase tudo aquilo que queremos”, acrescentou.

A partir de agora, passa a contar o prazo para impugnação da diplomação. São contados três dias úteis para que o Ministério Público Eleitoral entre com Recurso Contra Expedição do Diploma. O deputado federal eleito Rôney Nemer (PMDB), condenado em segunda instância por improbidade administrativa, em novembro, pode entrar nessa situação. Ele passa a figurar na relação de inelegibilidade à luz da Lei da Ficha Limpa. Resta saber se a Justiça Eleitoral vai entender que ele não deve tomar posse.

A Fecomércio-DF entregou ao governador eleito do Distrito Federal Rodrigo Rollemberg, na manhã desta segunda-feira (2), na sede da Federação, um estudo com diretrizes capazes de amenizar os problemas da cidade. O trabalho foi realizado ao longo dos últimos 3 anos e contou com a colaboração de 22 especialistas nas áreas de desenvolvimento econômico, gestão pública, economia criativa, mobilidade urbana, saúde, educação e segurança. A íntegra do relatório está no site: www.fecomerciodf.com.br/brasilia2015

Durante a entrega do relatório, Rodrigo Rollemberg disse que o estudo será importante para o norteamento das ações do governo. “Esse relatório traz à tona a necessidade de termos uma política de planejamento para a cidade. Atualmente, o cenário do DF é de um ambiente conturbado na economia e gestão, o que torna o planejamento a curto, médio e longo prazo fundamental para enfrentar e superar os enormes desafios que temos pela frente nos próximos quatro anos de governo”, explicou Rollemberg.

O presidente da Fecomércio, Adelmir Santana, ressaltou a importância do estudo. Ele salientou a necessidade da criação legal da região metropolitana do DF, que seja responsável por municípios do Entorno, com a previsão de recursos federais para investimento na área. “Hoje, o Entorno é uma terra sem dono, como se não fosse atribuição de ninguém. Porém, os habitantes desses municípios trabalham em Brasília e prestam serviços fundamentais para todos nós. É inaceitável que parte da nossa região continue abandonada pelo Estado”, disse Adelmir. “O DF convive com sérios problemas nas áreas consideradas prioritárias. Esse documento, nada mais é do que a contribuição do setor empresarial para a cidade. Nossa intenção é que a capital da República possa se transformar na capital mais desenvolvida da América Latina e em um grande centro cultural, financeiro e de consumo”, completou.

O trabalho possui 166 páginas. Entre os diversos capítulos, um deles apresenta uma radiografia sobre a situação do DF e outro indica sugestões para problemas locais. A ex-secretária de Economia Criativa do Ministério da Cultura, Cláudia Leitão, foi uma das especialistas que colaboraram com o trabalho e falou em nome de todos os profissionais que ajudaram na produção do documento. “O maior desafio de Brasília e do Brasil é a construção de um movimento que gere desenvolvimento sustentável. Atualmente, carregamos uma carga de modelo de desenvolvimento de exploração dos recursos naturais. Estamos pagando o preço das nossas escolhas em termos culturais e sociais. É preciso que haja uma mudança”, afirmou Cláudia Leitão.

Em sua fala, a ex-secretária de Economia Criativa também falou de crise política e que os partidos precisam renascer, pois perderam muito a credibilidade com a população.Também estiveram presentes na cerimônia diretores da Fecomércio, presidentes de sindicatos da base da Federação, representantes do Sesc, Senac, Instituto Fecomécio e os deputados distritais eleitos: Julio Cesar (PRB); Dr.Michel (PP); Joe Valle (PDT); Liliane Roriz (PRTB); Telma Rufino (PPL); Juarezão (PRTB) e Bispo Renato (PR).

Coletivo Politico

Projeto de lei de autoria do distrital Alírio Neto propõe a abertura do Sistema Integrado de Gestão Governamental (SIGGO) para consulta popular. O projeto é copiado de uma ideia do governador eleito Rodrigo Rollemberg (PSB). Atualmente apenas técnicos do GDF e os deputados distritais têm acesso ao sistema, no qual são registradas as informações referentes ao planejamento, orçamento, acompanhamento, execução orçamentária, financeira, patrimonial e contábil do GDF. O acesso ao SIGGO, conforme a proposta de Alírio, se dará pela internet e em tempo real. O governo local deverá disponibilizar o acesso à população no prazo máximo de 90 dias, contados a partir da data de conversão do projeto em lei. O parlamentar afirma que sua proposta objetiva assegurar transparência à execução orçamentária do DF, acrescentando que “os novos tempos que se espalham sobre o Brasil não permitem mais que a gestão da coisa pública seja tratada na surdina

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Discurso

Em um discurso forte feito em julho desse ano o senador Rodrigo Rollemberg (PSB), na tribuna do Senado Federal, disse que “um governo que não tem medo da transparência, deve buscar o apoio da sociedade civil para ajudá-lo a governar”.

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Transparência

No discurso, o governador eleito completou: “Devemos abrir o SIGGO, que é o sistema de acompanhamento do orçamento do DF, que hoje a senhas só são distribuídas para os deputados distritais, para que qualquer cidadão possa ter acesso às contas do GDF”.

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Ressonância

A ideia de abrir as contas é sim de Rollemberg. Ele vem falando disso há muito tempo. Só ganhou ressonância na Câmara Legislativa depois do resultado das urnas. O melhor seria deixar para o próprio governador eleito elaborar a proposta.

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Coletiva

O governador eleito Rodrigo Rollemberg concederá entrevista coletiva à imprensa neste sábado, Centro de Convenções Ulysses Guimarães, às 9h30, para apresentar o diagnóstico e o mapa de riscos do Distrito Federal levantados pela equipe de transição.

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Carroças

A Câmara Legislativa aprovou ontem, em primeiro turno, o projeto de lei que proíbe a circulação de veículos de tração animal em áreas urbanas e vias públicas pavimentadas do DF. A proposta foi apresentada pelo deputado distrital Joe Valle (PDT)

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Joe Valle

Além de proibir a circulação dos veículos de tração animal, o projeto de Joe Valle veda a permanência de animais soltos ou amarrados por cordas ou outros meios de contenção que configurem maus tratos, em vias ou logradouros públicos.

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 Rollemberg Fecomercio

Federação do Comércio entregará estudo ao governador eleito com sugestões para combater problemas do DF

A capital do País vive uma fase difícil nas áreas de desenvolvimento econômico, mobilidade urbana, segurança, educação e saúde. Com o objetivo de colaborar para a mudança dessa realidade, a Fecomércio-DF entregará aos deputados distritais eleitos e ao governador eleito Rodrigo Rollemberg um estudo com sugestões para resolver alguns problemas do Distrito Federal. O documento será entregue na segunda-feira (15), às 9h30, na sede da Federação, com a presença dos especialistas que participaram do trabalho.

O estudo integra um projeto chamado Brasília 2015, realizado pela Fecomércio entre 2012 e 2014. Durante esse período, especialistas foram convidados pela Federação a discutir os principais problemas do DF e propor soluções. Ao longo de uma série de encontros, sem conotação partidária ou ideológica, foram ouvidos urbanistas, arquitetos, geógrafos, economistas, policiais, professores, médicos, cientistas sociais e outros especialistas. Também participaram das discussões os empresários, diretores, presidentes de sindicatos, assessores e dirigentes do Sistema Fecomércio-DF.

O trabalho foi realizado com a finalidade de recuperar uma visão desenvolvimentista para a capital da República. O presidente da Fecomércio-DF, Adelmir Santana, diz que existe uma certeza de que o parlamentar ou o administrador público que abraçar esse estudo estará em sintonia com o desenvolvimento e a qualidade de vida na cidade. “Mesmo com apenas 54 anos, o Distrito Federal apresenta problemas sérios que demandam soluções urgentes. O crescimento desordenado impôs desafios ao tombamento e a vida dos brasilienses”, explica Adelmir. “Administrações públicas desfocadas também fizeram com que problemas de saúde, mobilidade e segurança fossem agravados. Esse estudo é uma tentativa de reverter essa deterioração e colaborar com os governantes, administradores e parlamentares interessados em reviver Brasília”, completa Adelmir Santana.

O documento possui 166 páginas. Entre os diversos capítulos, um deles apresenta uma radiografia sobre a situação do DF e outro indica sugestões para problemas nas áreas de desenvolvimento econômico, saúde, educação, segurança, economia criativa, mobilidade urbana e gestão pública. Entre os especialistas que colaboraram com o trabalho estão: o geógrafo e professor emérito da UnB, Aldo Paviani; o arquiteto Carlos Magalhães; o professor da Enap José Luiz Pagnussat; o professor de finanças públicas da UnB Roberto Piscitelli; o consultor de economia e administração Nilson Holanda; o secretário de Planejamento do Paraná, Cassio Taniguchi; a ex-secretária de Economia Criativa do Ministério da Cultura, Cláudia Leitão; o especialista em segurança pública da Universidade de Brasília (UnB) Antônio Flávio Testa; e o diretor geral da Polícia Civil do DF, Jorge Luiz Xavier.

Ação se baseia em promessa de Rollemberg; moradores questionam listas. Transição diz que vai ouvir sugestões e divulgar resultado ainda neste mês

Mateus Rodrigues, do G1 DF – Em resposta a uma promessa de campanha do governador eleito Rodrigo Rollemberg, moradores do Distrito Federal começaram a elaborar, por conta própria, listas tríplices com indicações para administradores regionais. A elaboração dos documentos tem gerado discórdia entre associações e lideranças regionais, que discordam dos métodos utilizados.

“A gente espera que essas eleições sejam uma coisa séria, que o governador crie um grupo de trabalho e divulgue as regras da escolha”, afirma a síndica do condomínio Amobb no Jardim Botânico, Ana Lourdes de Castro Miranda. Ela diz que a associação dos síndicos da região convocou uma eleição por conta própria e definiu as regras em uma reunião privada, em um escritório de advocacia no Lago Sul.

“O edital foi criado no dia 18, a inscrição para concorrer à lista foi aberta no dia 19 e só ficamos sabendo de tudo por um e-mail no dia 21. É muito esquisito, mas mesmo que tivessem respeitado os prazos, seria inconstitucional. Não se pode fazer eleição de cargo público sem o Tribunal Superior Eleitoral”, diz Ana Lourdes. Ela enviou a reclamação pela plataforma colaborativa VC no G1.

Documento elaborado por associação estabelece regras para 'eleição' de administrador regional no Jardim Botânico, no DF (Foto: Reprodução)

Documento elaborado por associação estabelece regras para ‘eleição’ de administrador regional no Jardim Botânico, no DF (Foto: Reprodução)

A presidente da Associação Comunitária dos Condomínios do Jardim Botânico, Viviane Fidelis, afirma que a lista funciona apenas como sugestão. “Já encaminhamos um documento semelhante ao Agnelo, mas nunca fomos ouvidos, a indicação sempre foi política. Como o Rollemberg se comprometeu a ouvir os moradores, tomamos a iniciativa”. A eleição foi realizada na segunda-feira (1º).

Segundo Viviane, a autora da reclamação foi a única a se opor ao processo, em uma reunião que teria envolvido mais de cem lideranças regionais do Jardim Botânico e de áreas próximas, como Altiplano Leste, Tororó, São Bartolomeu e Dom Bosco. “Tivemos dez inscritos na eleição, incluindo moradores que não são síndicos. Vamos encaminhar como sugestão, não estamos respondendo a um pedido e nem queremos impor um nome”, afirma.

INICIATIVA POPULAR

A eleição informal no Jardim Botânico não foi a única organizada desde a eleição de Rollemberg, em outubro. Líderes comunitários de Samambaia, Ceilândia e Planaltina também já se articulam para encaminhar os nomes ao novo governo.

O coordenador-geral da equipe de transição, Hélio Doyle, afirma que as movimentações são legítimas e que as listas serão levadas em consideração no momento da escolha dos administradores regionais.

Hélio Doyle

Hélio Doyle

“O governador eleito afirmou, durante a campanha, que os primeiros administradores seriam escolhidos por ele, com base em consultas à comunidade. Para ser elegível, o candidato precisa ser ficha limpa e morar na região”, explica Doyle. Segundo ele, a iniciativa de organizar listas por conta própria mostra que os cidadãos do DF estão dando respaldo à proposta do próximo chefe do Executivo.

O coordenador da transição afirma que o método de escolha dos administradores não está definido, e que não há garantia de que o escolhido esteja nas listas. “Tudo vai ser levado em consideração, seja lista tríplice, indicação de entidades, reunião convocada por líder comunitário. É impossível agradar a 100%. Se uma pessoa não está satisfeita, ela pode se articular com outras pessoas e enviar suas sugestões também”, afirma.

O anúncio dos escolhidos deve ser feito até o fim do mês, segundo Doyle. Durante a campanha, Rollemberg defendeu a eleição direta para as administrações regionais, mas disse que escolheria os primeiros nomes até achar o modelo ideal para a escolha popular.

PPCUB

Segundo líder do PT, medida responde a ‘guerra política’ com Rollemberg. Lei de Uso e Ocupação do Solo também pode ser retirada em dezembro.

Mateus Rodrigues, do G1 DF – O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, enviou nesta quarta-feira (26) à Câmara Legislativa um pedido de retirada do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB). O projeto tramita desde 2013 na Casa e define regras para a ocupação das áreas tombadas, que incluem Plano Piloto, Candangolândia, Sudoeste, Cruzeiro e Octogonal. O pedido foi lido na noite desta quarta no plenário da Câmara.

O líder do PT, deputado Chico Vigilante, disse ao G1 que a decisão foi tomada a pedido dele. “Quem mais combateu o PPCUB foi a turma do Rollemberg. O projeto não tem nenhuma ilegalidade, mas já que estão fazendo uma guerra política, pedi que retirasse. Quero ver a cara do novo governador quando enviar um projeto igualzinho em 2015″, disse o parlamentar.

O GDF não confirma a justificativa do parlamentar. Segundo o responsável pela interlocução entre Buriti e Câmara, a retirada do texto atende a uma decisão do Tribunal de Justiça do DF, que anulou as decisões do Conselho de Planejamento Urbano tomadas entre janeiro e março. O PPCUB passou pelo órgão neste período e, por isso, será reenviado ao conselho para nova análise.

O coordenador da equipe de transição, Hélio Doyle, disse que encara como positiva a retirada do texto, e não como uma provocação. “O PPCUB, do jeito que está, não foi discutido com a sociedade e não atende aos anseios da população. O projeto do novo governador será bem diferente, porque o texto atual foi imposto. No próximo governo, vamos chamar todo mundo para discutir”, disse.

NOVO CAPÍTULO

O líder do PT na Câmara afirma que outro texto polêmico pode ser retirado da Câmara até o fim do ano. A Lei Complementar de Uso e Ocupação do Solo (Luos) fixa os limites de altura, área e utilização para lotes urbanos de 27 regiões administrativas do Distrito Federal. Sem a regulamentação, empresários de regiões mais afastadas do centro de Brasília não conseguem alvará para regularizar os negócios.

“Tem mais de 22 mil estabelecimentos sem alvará, principalmente nas cidades-satélite. Temos até o dia 15 de dezembro para aprovar a matéria. Se continuarem pentelhando, vamos retirar também”, disse Vigilante. O GDF diz reconhecer forte oposição política ao texto no Legislativo, mas não confirma a intenção de retirar o projeto.

A deputada Liliane Roriz (PMN) diz que dedicou boa parte do mandato à oposição aos dois textos e que veria a retirada “com bons olhos”. “É a coisa mais sensata que ele [Agnelo] fez. O PPCUB seria uma desastre para a cidade, tinha grande possibilidade de ameaçar nosso tombamento. Não acredito que o projeto volte na próxima gestão. Na Luos, também houve pouca participação da população interessada”, afirmou.

 rollemberg

O governador eleito Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) tem dito a seus aliados mais próximos que pretende montar um secretariado de projeção nacional, para iniciar seu governo. A intenção é reverter a imagem de “ineficiência” e “pouco peso político” deixada por seu antecessor, Agnelo Queiroz (PT-DF).

Na equipe de transição, a meta tem acordo entre os partidos da coligação original – PSD, PDT e Solidariedade. Já os que se somaram à campanha no segundo turno, sobretudo PSDB e PPS, têm apresentado certa resistência em busca de mais participação no futuro governo. (Poder Online – por Clarissa Oliveira)

Agnelo Queiroz recebe o governador eleito no Palácio do Buriti. Foto: Dênio Simões / GDF

Agnelo Queiroz recebe o governador eleito no Palácio do Buriti. Foto: Dênio Simões / GDF

Governador se disse ‘ultrajado’ por fala de coordenador sobre projeto de lei. Agnelo teve ‘ato de hostilidade’ ao negar pedido de Rollemberg, diz Doyle.

Do G1 DF – O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, afirmou que a relação com a equipe de transição de Rodrigo Rollemberg será “apenas protocolar” até a posse do pessebista. A medida foi tomada depois das declarações do coordenador Hélio Doyle, que afirmou ser um “ato de hostilidade” o silêncio do GDF sobre um projeto de lei que restringe a atuação do chefe do Executivo, aprovado em outubro pela Câmara.

Agnelo disse que se sentiu “ultrajado” com a declaração. O atual governador também afirmou que a lei foi proposta pela Câmara e não pelo Executivo. Pelo texto, o administrador do DF fica impedido de criar ou acabar com cargos e órgãos públicos sem o aval dos deputados distritais.

O projeto que submete as decisões do governo à Câmara estava na pauta desde o início do mandato, mas só foi aprovado em 22 de outubro, quando Agnelo Queiroz já estava fora da corrida pela reeleição.

O prazo para o governador se manifestar sobre a lei acabou na sexta (21). O texto pode ser promulgado pelos próprios deputados. O Legislativo tem até a próxima sexta-feira (28) para promulgar a lei, que é publicada e passa a valer em seguida.

Ao G1, o coordenador Hélio Doyle afirmou que Agnelo recebeu um pedido do próprio Rollemberg para que não sancionasse a lei, que “é muito ruim para o futuro governo”. Para ele, quem sinalizou negativamente nas relações com a transição foi o governador.

“Ele recebeu um pedido pessoal e simplesmente ignorou. Ele não foi cordial, pois poderia ter ligado e dito que não poderia fazer isso porque tinha um acordo com a Câmara, ou porque fez uma autocrítica e só agora viu que aquilo não era bom, apesar de [o projeto] só ter sido aprovado no final do governo dele. E ele sabe que é inconstitucional. Foi um ato de hostilidade mesmo”, afirmou Doyle.

O coordenador disse ainda que a transição estava sendo bem feita, estava “acontecendo”. Doyle elogiou a atuação de diversas secretarias e setores, incluindo a Casa Civil.

“Ele agora querer dizer que a relação fica protocolar? É pretexto. Me parece que ele estava querendo isso antes.”

Com  a “relação protocolar”, o trabalho entre a equipe de Rollemberg e o GDF fica restrito à entrega de documentos.

MAIS CORTES

Em vez de uma manifestação sobre a lei, o Diário Oficial do DF publicado na sexta (21) trouxe a republicação do decreto de contenção de gastos, editado em outubro.

A revisão do texto tem duas novidades. As folhas de pagamento de novembro e dezembro não podem ser maiores que as de outubro – exceto pelo 13º salário, que estaria garantido. Segundo a versão atual, novas despesas precisam da autorização expressa dos secretários de Planejamento e de Fazenda.

CRÍTICA ABERTA

Na quinta (20), Rollemberg criticou outra ação recente do governador Agnelo na Câmara distrital: o envio de um projeto de lei para captar R$ 2 bilhões até o fim do ano e reduzir a pressão sobre a folha de pagamento.

“Todas as informações que chegaram a nós até o momento são de que este projeto é flagrantemente ilegal. Fere a Lei de Responsabilidade Fiscal, porque é uma operação de crédito. Portanto, não poderia ser feito nos últimos meses de governo. Isso demonstra o desequilíbrio financeiro do DF”, afirmou.

O projeto de lei do Executivo cria o Fundo Especial de Dívida Ativa, para onde iria o dinheiro da captação. O GDF estima que tem R$ 14 bilhões em dívidas a receber – a chamada “dívida ativa”. Deste total, cerca de R$ 2 bilhões têm maior chance de recebimento e por isso, na avaliação do governo, seriam atrativos aos olhos dos investidores.

Hélio Doyle

Hélio Doyle

Texto aumenta controle dos distritais sobre as ações do governador do DF. Para coordenador da transição, abstenção do Buriti é ‘ato de hostilidade’.

Do G1 DF – A equipe de transição do governador eleito do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, criticou nesta sexta-feira (21) o silêncio do Palácio do Buriti em relação ao projeto de lei que restringe a ação do chefe do Executivo. O texto, aprovado pela Câmara em outubro, impede o governador de criar ou acabar com cargos e órgãos públicos sem o aval dos deputados distritais.

O prazo para Agnelo Queiroz se manifestar sobre a lei acabou nesta sexta. Agora, o texto pode ser promulgado pelos próprios deputados. O coordenador do grupo de transição, Hélio Doyle, diz encarar a abstenção de Agnelo como um “ato de hostilidade”.

“Ele sabe da importância dessa autonomia, que todo governo tem de fazer isso [gerenciar cargos]. Ele, deliberadamente, quis prejudicar o início do governo Rollemberg sabendo, inclusive, que o governo quer reduzir custos e cortar secretarias”, disse Doyle, que afirmou que a lei é “inconstitucional”.

O projeto que submete as decisões do governo à Câmara estava na pauta desde o início do mandato, mas só foi aprovado em 22 de outubro, quando Agnelo Queiroz já estava fora da corrida pela reeleição. O silêncio do Buriti representa uma “sanção tácita”. A Câmara tem até a próxima sexta-feira (28) para promulgar a lei, que é publicada e passa a valer em seguida.

MAIS CORTES

Em vez de uma manifestação sobre a lei, o Diário Oficial do DF publicado nesta sexta (21) trouxe a republicação do decreto de contenção de gastos, editado em outubro.

A revisão do texto tem duas novidades. As folhas de pagamento de novembro e dezembro não podem ser maiores que as de outubro – exceto pelo 13º salário, que estaria garantido. Segundo a versão atual, novas despesas precisam da autorização expressa dos secretários de Planejamento e de Fazenda.

CRÍTICA ABERTA

Nesta quinta (21), Rollemberg criticou outra ação recente do governador Agnelo na Câmara distrital: o envio de um projeto de lei para captar R$ 2 bilhões até o fim do ano e reduzir a pressão sobre a folha de pagamento.

“Todas as informações que chegaram a nós até o momento são de que este projeto é flagrantemente ilegal. Fere a Lei de Responsabilidade Fiscal, porque é uma operação de crédito. Portanto, não poderia ser feito nos últimos meses de governo. Isso demonstra o desequilíbrio financeiro do DF”, afirmou.

O projeto de lei do Executivo cria o Fundo Especial de Dívida Ativa, para onde iria o dinheiro da captação. O GDF estima que tem R$ 14 bilhões em dívidas a receber – a chamada “dívida ativa”. Deste total, cerca de R$ 2 bilhões têm maior chance de recebimento e por isso, na avaliação do governo, seriam atrativos aos olhos dos investidores.

Rodrigo Rollemberg: “Todas as informações que chegaram a nós até o momento são de que este projeto é flagrantemente ilegal. Isso demonstra o desequilíbrio financeiro do Distrito Federal."

Rodrigo Rollemberg: “Todas as informações que chegaram a nós até o momento são de que este projeto é flagrantemente ilegal. Isso demonstra o desequilíbrio financeiro do Distrito Federal.”

Governo tenta vender R$ 2 bilhões em títulos da dívida para fechar contas. Para governador eleito, ideia fere LRF; consultor do Buriti discorda.

Mateus Rodrigues, do G1 DF – O governador eleito do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, classificou nesta quinta-feira (20) como “flagrantemente ilegal” o projeto de lei que prevê a venda de títulos da dívida ativa do DF para captação imediata de recursos. O texto foi enviado pelo Buriti à Câmara na terça-feira (20) e permite o adiantamento de até R$ 2 bilhões, segundo estimativas de governo.

“Todas as informações que chegaram a nós até o momento são de que este projeto é flagrantemente ilegal. Fere a Lei de Responsabilidade Fiscal, porque é uma operação de crédito. Portanto, não poderia ser feito nos últimos meses de governo. Isso demonstra o desequilíbrio financeiro do DF”, afirmou Rollemberg.

O artigo 42 da LRF determina que o governante só pode contrair despesas nos últimos oito meses de mandato se conseguir quitar o pagamento ainda dentro do mandato, ou se deixar dinheiro em caixa para o pagamento na gestão seguinte. Já o artigo 38 proíbe operações de crédito por “antecipação de receita orçamentária” no último ano do mandato.

Segundo o consultor jurídico do Buriti, Paulo Guimarães, a venda de títulos não é uma operação de crédito e, por isso, não infringe a LRF. “Não há prejuízo para o patrimônio do governo. Nós estudamos bastante, tudo isso tem previsão legal. O lançamento dos títulos e o pagamento dos juros vão estar previstos no orçamento, assim como os demais fundos”, afirma.

O projeto de lei do Executivo cria o Fundo Especial de Dívida Ativa, para onde iria o dinheiro da captação. O GDF estima que tem R$ 14 bilhões em dívidas a receber – a chamada “dívida ativa”. Deste total, cerca de R$ 2 bilhões têm maior chance de recebimento e por isso, na avaliação do governo, seriam atrativos aos olhos dos investidores.

RECURSO INUSITADO

Ainda que consiga aprovar o texto na Câmara Legislativa, o GDF pode encontrar dificuldades em vender os títulos. O consultor legislativo do Senado Roberto Piscitelli afirma que o recurso é “inusitado” e não deve atrair a atenção do mercado.

“[A dívida ativa] são contas que já estão vencidas. O governo não pode garantir que vai receber esse dinheiro, então, o investidor não tem a certeza de que vai poder resgatar o título no futuro.  Pensando pelo lado do investidor, não consigo imaginar qual seria o interesse [na operação]”, afirma.

O projeto enviado à Câmara nesta semana não estabelece a taxa de juros dos títulos, e não informa de onde viria a verba para o pagamento destes juros. O texto diz que o GDF não pode garantir o resgate dos títulos com verbas próprias, caso as dívidas não sejam quitadas. O investidor fica proibido, segundo a lei, de cobrar a dívida por conta própria.

“O GDF não transfere a propriedade do título, ou seja, não permite que o investidor vá atrás para receber o dinheiro. Também não funciona como uma duplicata, que você pode ir lá no banco e descontar. O texto não estabelece um prazo para o resgate, não estabelece taxa de juros, não deixa nada claro”, aponta Piscitelli.

Segundo Paulo Guimarães, os juros e o prazo para resgate serão definidos ao longo do processo. Além de aprovar a lei na Câmara, o governo precisa regulamentar o texto, fazer um pregão para escolher a instituição financeira e, só então, colocar os títulos à venda. Com o adiamento da votação para a próxima semana, o GDF terá cerca de 20 dias para concluir todo o processo a tempo de usar o recurso para pagar contas de 2014.

DÉFICIT PÚBLICO

O risco de o GDF não conseguir quitar todas as contas da gestão atual até dezembro foi levantado por Rollemberg logo após a eleição. Na ocasião, ele disse que poderia herdar dívida de até R$ 2,1 bilhões de Agnelo Queiroz, segundo levantamento da equipe de campanha.

Segundo levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU), o passivo pode ser ainda maior, de cerca de R$ 3,1 bilhões. O GDF negou o possível déficit e garantiu que deixará dinheiro em caixa para o pagamento de todas as faturas de 2014.

Na semana passada, Agnelo se reuniu com o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, para pedir um repasse de R$ 625 milhões de verbas previdenciárias em atraso. O Ministério da Fazenda não comentou a suposta dívida. Além do repasse, Agnelo Queiroz disse que está cortando despesas e tomando “outras medidas” para normalizar as contas de governo.

Um decreto publicado no dia 28 de outubro e assinado pelo governador proíbe novos empenhos (acordos de pagamento) e compromissos de despesas até o fim do ano, para todos os órgãos da administração.

O texto levou a Secretaria de Cultura a anunciar o cancelamento das festas de fim de ano – notícia desmentida pelo Buriti no mesmo dia – e gerou insegurança sobre o pagamento de horas extras aos médicos, que abandonaram plantões em hospitais públicos no último fim de semana. A Saúde diz que os pagamentos estão garantidos.

Rollemberg

Em visita de cortesia ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), o governador eleito do DF, Rodrigo Rollemberg, manifestou o interesse do novo governo em buscar soluções para os principais problemas do Distrito Federal e afirmou que gostaria de ouvir o Ministério Público sobre a construção de um modelo adequado de fiscalização para o Distrito Federal. O futuro governador foi recebido pelo procurador-geral de Justiça interino, José Firmo dos Reis Soub, e por integrantes da Administração Superior do MPDFT, nesta terça-feira, dia 18.

A reunião foi pautada por discussões a respeito da situação urbanística do Distrito Federal, com ênfase nas áreas de interesse social, e das medidas necessárias à preservação do meio ambiente, em especial, à proteção da orla do Lago Paranoá. Outras questões, como a situação dos presídios, a necessidade de investir no sistema socioeducativo para adolescentes em cumprimento de medidas, a regularização de áreas ocupadas em condomínios e a obediência de critérios para nomeação em cargos de comissão no DF, também foram abordados.

O procurador-geral de Justiça interino explicou que a visita abre caminho para o fortalecimento do diálogo entre o Governo local e o MPDFT. “Esse foi um momento de apresentar, em termos gerais, as principais preocupações do Ministério Público atualmente. Posteriormente, representantes do futuro governador farão contato com a Instituição para tratar sobre temas específicos”, disse.

A visita foi acompanhada pelo coordenador geral da equipe de transição, Helio Doyle, pela coordenadora executiva, Leany Lemos. Do MPDFT, participaram o diretor-geral, Libanio Rodrigues; o procurador Distrital dos Direitos do Cidadão, José Valdenor Queiroz Junior; a coordenadora de recursos constitucionais, procuradora de Justiça, Ana Luisa Rivera; e os assessores da procuradoria-geral de Justiça, promotores de Justiça, Taís Freire, Wagner Araújo, Ana Luiza Lobo Leão Osório, Antônio Henrique Graciano Suxberger, Renato Bianchinni, Rodolfo Cunha Salles e Dermeval Farias

Ministro Augusto Nardes

Ministro Augusto Nardes

Segundo tribunal, ficou mais difícil agendar consulta nos últimos anos. Governador eleito afirma que problema não é verba, mas gestão ineficiente.

Do G1 DF – O Tribunal de Contas da União (TCU) entregou nesta segunda-feira (17) ao governador eleito do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, um relatório em que apontam a saúde pública como um dos pontos mais críticos da capital federal.

Segundo o documento, 53,5% dos pacientes não conseguiram consultas com médicos e dentistas em agosto de 2010. Em novembro de 2007, o número era bem menor: 34%. No levantamento mais recente, 81% das especialidades registravam filas de espera superiores a três meses, e 31% superiores a um ano.

Alguns números impressionam. Em Santa Maria, a espera por uma consulta odontológica chega a quatro anos. Em todo o DF, a marcação com um angiologista (especialista em circulação e vasos sanguíneos) demora quase cinco anos, segundo os auditores do TCU.

O documento também aponta falta de controle do estoque e da distribuição de remédios, além do baixo número de leitos. Em 2013, o déficit era de 2.603 leitos gerais e 54 vagas de UTI. A Secretaria de Saúde afirmou à TV Globo que o número atual de leitos é superior ao registrado no estudo do tribunal.

Em entrevista nesta segunda, Rollemberg disse que o principal problema da saúde na capital não é falta de dinheiro, mas falta de qualidade na gestão. Segundo ele, 80% dos problemas poderiam ser resolvidos diminuindo a pressão sobre as emergências hospitalares.

“O DF é a unidade da Federação com a menor cobertura de Saúde da Família, segundo dados do Ministério da Saúde. Apenas 30% da população está sendo atendida [pelo programa]“, disse o governador eleito.

Estudo geral - O estudo divulgado nesta segunda (17) pelo TCU traça um diagnóstico dos estados e do Distrito Federal para auxiliar os governadores que tomam posse em janeiro de 2015.

O presidente do tribunal, ministro Augusto Nardes, se diz alarmado com a saúde e com a insegurança da capital federal. “O número de mortos no entorno de Brasília está entre os mais altos do país. Isso me assustou muito, porque não podemos deixar acontecer o que aconteceu no Rio de Janeiro e em São Paulo”, afirma.

Ainda de acordo com Nardes, a resolução dos gargalos na saúde do Distrito Federal passa por uma aliança com o governo de Goiás, similar à que foi feita na segurança pública.

“Um dos gargalos é o atendimento ambulatorial na região do Entorno. Portanto, tem que haver um trabalho em conjunto com os dois governadores [do DF e de GO]. Já fizemos sobre segurança, e agora vamos apresentar sobre saúde num contexto nacional”, diz.

Rollemberg

Por Tatiane Alves – O governador eleito Rodrigo Rollemberg (PSB) se reuniu hoje com o governador reeleito de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), para tratar de questões de mobilidade urbana do entorno e DF. O encontro aconteceu na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), órgão responsável pelo transporte entre DF e Goiás. Os gestores falaram sobre assuntos que consideram prioridades em seus governos, como mobilidade urbana e o consorcio de trasporte envolvendo o Governo Federal através da ANTT, o governo de Brasília e o de Goiás. A falta de empresas e a má qualidade do serviço prestado são reclamações constantes dos passageiros.

A primeira medida é a melhoria do trasporte público na região. Atualmente, as empresas que fazem as linhas do Distrito Federal para as cidades do Entorno, atuam de forma temporária até o término da licitação da ANTT que deve ser concluída ainda este ano. De acordo com Perillo faltam ônibus na região e os trabalhadores sofrem muito com isso. “O BRT está pronto e a melhor solução é estende-lo até Luziânia”, acredita o governador de Goiás. Perillo ressaltou também a importância de se criar uma faixa exclusiva para ônibus que vem do entorno de Brasília até a Rodoferroviária de Brasília.

De outro lado, segundo Perillo há uma preocupação por parte dele e de Rollemberg da extensão do BRT entre Brasília a Planaltina DF, que vai servir Planaltina Goiás e Formosa. A extensão do BRT na direção Águas Lindas e a construção do Trem de passageiros e cargas de Brasília e Goiânia e a viabilidade do trasporte férreo entre a Rodoferroviária de Brasília e a cidade de Luziânia.

Outro tema de relevância foi o consorcio de trasporte envolvendo  o Governo Federal através da ANTT, o governo de Brasília e o governo de Goiás. “A predisposição da ANTT, do governo de Goiás e do governo de Brasília é muito grande. “Tenho certeza que com essa disposição,  intensificação da pressão nossa sobre o órgãos federais e com a ajuda deles, vamos dar passos objetivos e concretos no sentido de uma solução menos longa para um drama que é de todas as pessoa que dependem do transporte público”, afirma Perillo.

Rodrigo Rollemberg reforçou a disposição para trabalhar conjuntamente com o governo de Goiás e a ANTT para buscar alternativas para a região do entorno do DF. De acordo com Rollemberg, em dezembro a ANTT apresentará o estágio dos estudos realizado para a Linha Férrea, ligando Brasília/Goiânia.  “Ainda não tomamos posse mas estamos tomando pé das questões internas  do DF. Mas há essa disposição de trabalhar conjuntamente com Goiás para resolver a questão mobilidade”, destaca Rollemberg.

Rollemberg também falou sobre ideia  de se constituir uma Agência de Desenvolvimento do entono compartilhada pelo DF e por Goias. “Uma agencia executiva e enxuta para poder gerir os problemas  comum ao entorno do DF. Um órgão executivo que possam tomar medida efetivas para garantir os investimentos e as ações necessária para melhorar a qualidade de vida do entorno do DF”, informa Rollemberg.

Medidas emergenciais

As medidas emergências, de acordo com Rollemberg, serão a tentativa de liberação de uma faixa exclusiva para o trasporte coletivo ligando essa cidades do entorno para o DF. Encurtando o tempo que essa as pessoas gastam no ônibus. “As ultimas licitações feitas para a ANTT eram desertas por falta de empresas. Por isso precisamos buscar soluções conjuntas e pensar nas alternativas, também  pensar nas alternativas de médio prazo como como a construção de BRTs, ligando varias cidades e as mais longas como a construção de ferrovias ou adaptações das ferrovia já existente aqui em Brasília e em Luziânia para  resolver o problemas da mobilidade sobretudo no entorno sul  ao DF. As mediada a curto prazo será liberação de faixa para permitir um deslocamento mais rápido do entono ao DF.

Recursos – No caso dos BRT a ideias é  receber recurso do PAC e  principalmente das concessões que estão sendo feitas. “A nossa proposta  é que o consorcio faça um realinhamento com a ANTT e construção a extensão do BRT entre Santa Maria e Luziânia. No caso do trem de passageiro é preciso ter dinheiro do PAC, depois de pronto o estudo de viabilidade. No caso de Águas lindas quando for feita a concessão da BR0-70 a uma empresa privada,  a ideias  nossa é que no edital já conste a construção do BRT. Todas essa saídas  precisam ser de médio prazo. As de curto dizem respeito ao consorcio”, finaliza Perillo. (Jornal Coletivo)

Foto: Carlos Gandra

Foto: Carlos Gandra

Esta foi a segunda visita do governador eleito à sede da CLDF

Por Denise Caputo – O governador eleito do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, participou da reunião do colégio de líderes da Câmara Legislativa nesta terça-feira (11), acompanhado pela equipe que coordena a transição de governo. Os 15 distritais que participaram do encontro cumprimentaram Rollemberg e destacaram a responsabilidade do governante. A maioria dos discursos pregou a importância de se valorizar o Legislativo, bem como assegurar autonomia à instituição.

Rollemberg resgatou sua trajetória política, inclusive lembrando seu mandato como deputado distrital por duas legislaturas, e disse reconhecer o papel do Legislativo local. “Quero construir uma relação respeitosa entre os poderes, independentemente de posições políticas”, afirmou. O governador eleito – que esteve reunido com o presidente da Casa, Wasny de Roure (PT), há duas semanas – voltou a pedir “atenção especial” dos parlamentares para as adequações orçamentárias necessárias para o início do próximo governo: “Estamos estudando o orçamento e vamos encaminhar sugestões e preocupações, inclusive para garantir a continuidade de serviços”, frisou Rollemberg.

Wasny de Roure disse que Câmara Legislativa sempre atuou com foco no interesse público, demonstrando abertura para analisar as adequações. Já Arlete Sampaio (PT) sugeriu um “diálogo mais próximo” entre a equipe de transição e a Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF), para propor mudanças no orçamento. “Torço para que o governo dê certo”, concluiu a petista.

Outros deputados também se manifestaram para desejar sucesso a Rollemberg. O deputado Alírio Neto (PEN) foi um deles. Ele aproveitou para lembrar que a diversidade partidária da Casa vai exigir habilidade por parte do governador. Como sugestão, o deputado Joe Valle (PDT) sugeriu mais diálogo: “É preciso ouvir todos os lados e consultar mais a Casa. Não se deve esperar um Legislativo subserviente, mas sim colaborativo”.

Já a deputada Celina Leão (PDT), após elogiar a visita de Rollemberg, discursou em favor de mais autonomia para o Legislativo local e da execução das emendas parlamentares. Oposição declarada, Chico Vigilante (PT) reforçou: “Vou cobrar e apresentar demandas, sem demagogia, sem cobrança desleal e sem inventar dificuldades. A oposição tem que ser leal e sem barganha”. (Coordenadoria de Comunicação Social)

rollemberg

Especialistas em diversas áreas fazem uma análise do que o governador eleito Rodrigo Rollemberg (PSB) deve enfrentar a partir de janeiro. Segundo eles, a escolha da equipe de transição traz uma perspectiva das pretensões do socialista

A escolha da equipe de transição anunciada, esta semana, composta por professores da Universidade de Brasília (UnB), servidores e ex-servidores dos governos local e federal, mostra que o governador eleito do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), segundo especialistas, pretende ter acesso a estudos aprofundados e, assim, obter as informações reais da situação que receberá a cidade no próximo ano. Antônio Flávio Testa, cientista político, por exemplo, faz uma análise e mostra que a vitória do pessebista significa a ruptura com a velha dicotomia azul e vermelho. Para ele, o DF viverá um novo tempo, de fato, a partir do início do novo governo. A expectativa é de otimismo e sente, entre a população, entusiasmo com a nova gestão, embora saiba das dificuldades que o novo gestor enfrentará.

Após as analises feitas durante a fase de campanha, Testa acredita que os brasilienses estão com uma expectativa muito positiva em relação ao próximo governo. Ele explica que foram elaborados estudos sobre os principais problemas do Distrito Federal, ao longo de quase dois anos, e esses estudos permitirão ao governador iniciar sua gestão com conhecimento de causa. “Essa é, sem dúvida, uma grande vantagem. A equipe que acompanha a transição de governo é competente e bem preparada. Caberá ao governador montar um secretariado comprometido com o plano de governo aprovado e que tenha condições de implementá-lo. O governo tem que demonstrar conhecimento técnico, competência política e capacidade operacional, para executar o plano de governo e transformar promessas de campanha em realidade concreta. É isso que a sociedade brasiliense espera do próximo governo”, analisa o cientista.

A partir de agora, segundo Testa, o governador eleito entra na nova etapa, na qual o que foi prometido em campanha, viram os compromissos e devem ser cumpridos. “Na minha opinião, um dos principais desafios será fazer com que o servidor público, de todas as áreas de governo, se motivem e queiram trabalhar em prol da sociedade; e não apenas em defesa de interesses corporativos. O governador deverá mostrar que a autoridade que a população lhe delegou, pelo voto, será exercida com competência e rigor, sem autoritarismo”, observa.

Outro desafio, de acordo com Testa, será convencer a Câmara legislativa que o modelo político clientelístico e fisiológico, baseado no “toma lá, dá cá”, será efetivamente substituído por um projeto político voltado para a construção de um Distrito Federal com a importância real que tem, do ponto de vista geopolítico e econômico. “Para tanto, terá que negociar, em profundidade, a transformação qualitativa de uma casa legislativa voltada para miudezas e interesses paroquiais e corporativos, para uma verdadeira câmara distrital com caráter estratégico e competência para realizar as grandes transformações que a sociedade local almeja”.

Rodrigo Rollemberg também enfrentará desafios na segurança pública do Distrito Federal. Testa diz que o governador eleito terá que implantar um plano de segurança pública que contemple não somente ações repressivas, mas que amplie a capacidade preventiva, a partir de políticas de planejamento familiar, de infância e sobretudo de juventude, focadas no empreendedorismo empresarial, esportivo e artístico, para minimizar, ao máximo, o efeito nocivo do abandono familiar e da expansão do consumo e tráfico de drogas sobretudo do crack. “Ele terá que vencer o corporativismo dos órgãos de segurança e fortalecer a Secretaria de Segurança, dando a essa instituição poder de comandar a política de segurança pública”.

O Entorno, segundo analisa o cientista político, também terá que entrar nos programas da nova gestão. “Rollemberg deverá desenvolver uma política de crescimento do Entorno, liderando esse processo e negociando com o governo de Goiás e o Governo Federal a consolidação da uma região metropolitana. Será necessário promover o desenvolvimento econômico dos municípios do Entorno, evitando a migração forçada daquela população em busca de melhores condições de subsistência e promova a migração turística, que ocorre em melhores condições e gera riqueza e satisfação. São desafios imensos e  difíceis de serem vencidos. Mas o governador Rollemberg merece um voto de confiança”, pontua Testa.

Ainda em analise a próxima gestão, Testa diz que se Rollemberg conseguir realizar seus compromissos, o Distrito Federal será muito melhor daqui a quatro anos. Mas, ele lembra que  sozinho não tem condições de realizar essa mudança. “Temos uma Câmara distrital de difícil convivência e de interesses muito difusos e particulares, e isso pode dificultar muito as coisas. apesar de, no primeiro momento, conseguir uma boa base de apoio. Acredito ainda que GDF precisa de um governador que transmita confiança à população e autoridade sobre seus subordinados. E isso é vital para acabar com o marasmo e o desânimo vigente e que decorre, sobretudo, do aparelhamento do Estado, da falta de uma política de carreira e avaliação de desempenho das diversas áreas de governo e do servidor público”.

Em uma visão mais realista, o cientista político ressalta que os problemas como na saúde, educação, transporte não serão possíveis de se resolver tudo de início. “É preciso um tempo para corrigir erros, replanejar e implementar novos modelos de gestão. Isso leva algum tempo. Creio que nos primeiros três meses serão feitos ajustes e, logo em seguida, mudanças aparecerão”, completa. Sobre a transição de governo, Testa observa que é uma situação delicada. “Quem sai, sai magoado e desanimado. Sempre ocorre algum desleixo, é consequência da derrota. Mas o povo não tem nada com isso, é preciso que seus direitos sejam assegurados. Cabe à equipe de transição fazer uma auditoria administrativa detalhada, identificar problemas que podem ser resolvidos imediatamente, evitando a diminuição da qualidade dos serviços essenciais prestados à população e preparar para o início do próximo governo sem que haja problemas de continuidade”.

Principal medida será

implantar o bilhete único

Sobre as expectativas para as implantações no sistema de mobilidade urbana, o presidente do Conselho Executivo da Anetrans, Roberto Portella acredita que o novo governo dê sequência as obras de mobilidade iniciadas na gestão de Agnelo. Entre os itens, devem ser realizadas a conclusão e implementação do sistema BRT ( Bus Rapid Transit), sul e norte, a integração das linhas mediante bilhete único, de forma que um passageiro possa através com um só bilhete se deslocar de sua residência até seu local de trabalho, utilizando todo o sistema de transportes disponível.

Rollemberg, de acordo com Portella, já sinalizou que deverá completar as obras, que são essenciais para o fluxo de tráfego, obras como o TTN – Trevo de Triagem Norte, que consiste na duplicação da ponte do Bragueto, um trevo completo que oferecerá acesso a todos os destinos sem cruzamento e a implantação de todo um sistema viário com viadutos, pistas e acessos até a granja do torto, como também a obra já iniciada de duplicação do torto até o colorado. Segundo o presidente da Anetrans, obras que desafogarão o trafego da região Norte do DF, como o alargamento do viaduto sobre o pistão e o túnel sob a avenida central de Taguatinga também deverão entrar na lista de Rollemberg. “O importante é o governo dar sequência as obras do seu antecessor sem solução de continuidade e ao mesmo tempo iniciar e planejar e projetar as obras que virão para o futuro. Um bom estoque de projetos pode facilitar o GDF na busca de financiamentos tanto externos com internos”.

Das promessas levadas nos discursos de campanha, Portella acredita que a principal melhoria na mobilidade urbana seja a implantação do bilhete único. “Estão sendo estudados os sistemas ferroviários, ligando Brasília à Goiânia, e a utilização da linha férrea existente que liga o Plano Piloto à Luziânia, onde poderá ser utilizado um sistema VLT – veículo leve sobre trilhos – transportando passageiros do Entorno até a antiga Rodoferroviária, e dali uma ligação via circular pelo eixo monumental com os demais pontos do Plano”, observa o presidente da Anetrans.

Reequilibrar economia do DF

será concluída a longo prazo

Antes mesmo de assumir o Governo do DF, Rodrigo Rollemberg já anunciou que recebe a cidade com um déficit de R$ 2,1 bilhões. Com essas informações, o economista e professor da Universidade de Brasília (UnB), Fávio Basilio, explica que o principal desafio do governador eleito será reequilibrar as finanças do GDF e ajustar a máquina pública para assegurar os objetivos de campanha de transparência, educação integral nas escolas e de saúde de qualidade para a população. Contudo, para atingir esses objetivos, não será suficiente apenas cortar despesas. Ele vai além e observa que será necessário contrariar interesses. “Para tanto, deverá reduzir os cargos comissionados sem concursos, fazer cumprir a jornada de trabalho dos médicos e, principalmente, conter de forma responsável as crescentes demandas por aumentos de salários reais acima da inflação de importantes categorias do Estado”.

O economista vai além e diz que Rollemberg receberá o GDF em piores situações que seu antecessor. “De fato, a situação fiscal do GDF é um problema sério para o próximo governador, que encontrará um GDF em condições piores do que as que o seu antecessor recebeu. Para resolver esse problema, já considerando as ações citadas anteriormente, será necessário combater com maior afinco a sonegação fiscal, o que exige uma ação exemplar da Secretaria de Fazenda, reajustar de forma moderada as alíquotas de IPTU e solucionar gargalos de infraestrutura, como por exemplo na capacidade de investimento da CEB para auxiliar na atração mais empresas para o DF, aumentar a eficiência do transporte coletivo e na mobilidade urbana, e aumentar o direcionamento dos recursos do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO) para alavancar a produção local. Ademais, será necessário dar um fim econômico ao Estádio Mané Garrincha, sob pena de drenar ainda mais recursos de áreas prioritárias para a população”, pontua Flávio.

Ao analisar a atual gestão, o economista  acredita que Agnelo errou ao aumentar ainda mais o custo da máquina pública na proporção da quantidade de habitantes e no direcionamento dos recursos públicos. Para exemplificar ele levanta a questão do transporte público e que esta mobilidade urbana está longe de ser solucionada, a educação, segundo ele, pouco evoluiu nos últimos quatro anos e o atendimento nos hospitais se deteriorou de forma perceptível. Além disso, o endividamento para a construção do mais caro Estádio da Copa do Mundo drenou recursos de outras áreas prioritárias e restringiu a capacidade do Estado em alavancar novos projetos no futuro.

rollemberg

O governador eleito do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB) (Foto: Dayane Oliveira/G1)

Coordenadores de grupos temáticos foram anunciados nesta terça (4). Saúde, educação, mobilidade e segurança estão entre áreas prioritárias.

Mateus Rodrigues, do G1 DF – O governador eleito do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), divulgou nesta terça-feira (4) a estrutura e os coordenadores dos grupos setoriais do governo de transição. Serão 26 equipes divididas em oito eixos temáticos.

Para comandar os trabalhos, Rollemberg convidou professores da UnB, servidores e ex-servidores dos governos local e federal (veja lista abaixo). Os temas selecionados como prioridade para o governo de transição são saúde, educação, mobilidade, segurança, planejamento, orçamento e gestão, políticas sociais, infraestrutura e desenvolvimento sustentável., segundo o governador eleito.

A equipe de transição deu início aos trabalhos na segunda-feira (3). Na semana passada, o governo eleito já havia anunciado o nome de seis coordenadores gerais. Eles são responsáveis por funções estratégicas como a articulação com os partidos, com os deputados eleitos para a Câmara Legislativa do DF e com os movimentos sociais.

Os representantes do governo atual para auxiliar na transição também foram definidos na última segunda. O Comitê de Acompanhamento será composto pelos titulares da Casa Civil, da consultoria jurídica, da Secretaria de Transparência, da Casa Militar, da Secretaria de Planejamento e Orçamento, da Secretaria de Governo, da Secretaria de Administração Pública e da Secretaria de Comunicação Social.

Primeiros trabalhos

Na sexta (31), Rollemberg se reuniu com o governador Agnelo Queiroz para dar início à transição. Entre os temas discutidos, estava o suposto déficit de R$ 2,1 bilhões nas contas públicas, apontado pela equipe do novo governador ainda durante a campanha. Agnelo negou a existência da dívida e afirmou que vai entregar o governo com “um grande superávit”.

Nesta terça (4), Rollemberg se reuniu com o governador reeleito de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), para debater questões do Entorno. Os dois políticos deixaram o encontro falando em “parceria” e “convergência” para resolver os problemas das cidades próximas ao DF.

Veja lista de coordenadores para os grupos e subgrupos temáticos da transição

- Tiago Araújo Coelho de Souza, coordenador de saúde

Doutor em saúde pública na área de epidemiologia pela Universidade de Kentucky (UKY) e professor adjunto do Departamento de Odontologia da UnB. Foi bolsista de várias entidades de pesquisa como Pipes/UFPA, CNPq, Capes e Fulbright.

- Júlio Gregório, coordenador de educação

Formado em química pela UnB e pós-graduado em Administração da Educação e Avaliação Institucional. Foi diretor do Centro de Ensino Médio Setor Oeste e de escolas particulares. Atuou como diretor do Departamento de Planejamento da Secretaria de Educação e integrou o Conselho de Educação do DF. Atualmente, é membro do Conselho Técnico Científico para Educação Básica da Capes.

- Higor Guerra, coordenador de mobilidade

Mestre em Transportes pela Universidade de Brasília. Analista de infraestrutura do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, com exercício no Ministério das Cidades desde 2008. Trabalha com a Política Nacional de Mobilidade Urbana e é coordenador do Grupo de Trabalho de Mobilidade Urbana do PDT no DF.

Arthur Trindade Maranhão Costa, coordenador de segurança

Doutor em sociologia pela UnB. É professor-adjunto da Universidade de Brasília, onde também coordena o Núcleo de Estudos sobre Violência e Segurança (NEVIS). Tem quase 20 anos de pesquisa na área de segurança pública. É integrante do Conselho de Administração do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

- Rita de Cássia Leal dos Santos, coordenadora de planejamento, orçamento e gestão

Doutora em políticas públicas e gestão para o desenvolvimento pela Universidade de Manchester (Inglaterra). É consultora de orçamentos, fiscalização e controle do Senado Federal.

Subgrupos: orçamento e finanças; organização administrativa do GDF; administração das empresas públicas; administrações regionais; gestão, transparência e participação popular.

- Cleide Lemos, coordenadora de políticas sociais

Formada em letras, letras-tradução e direito, todos pela UnB. Especialista em políticas públicas e gestão governamental pela Enap, e em direitos humanos pela UnB/Escola do MPDFT/Universidade de Essex (Inglaterra). Mestre em Letras. Foi técnica do Tesouro Nacional, analista de finanças e controle no Ministério da Fazenda e analista judiciária no Superior Tribunal de Justiça. É consultora legislativa do Senado Federal na área de Direitos Humanos e Cidadania há 18 anos.

Subgrupos: cultura; esportes; habitação; trabalho; segmentos sociais; assistência social.

- Maurício Ludovice, coordenador de infraestrutura

Engenheiro químico com mestrado em engenharia ambiental e PhD em engenharia pela Universidade de Newcastle (Inglaterra). Foi consultor do Banco Mundial, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do grupo bancário alemão KfW. Projetista de estações de tratamento de água e esgoto no Brasil e no exterior. É superintendente de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Caesb.

Subgrupos: urbanismo; energia; resíduos sólidos; saneamento; regulação fundiária.

- Marcelo Dourado, coordenador de desenvolvimento sustentável

Formado em história pela UnB e pós-graduado em administração pública na UFRJ. Foi secretário de Turismo do Distrito Federal, secretário de Desenvolvimento do Centro-Oeste no Ministério da Integração Nacional e diretor da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco).

Subgrupos: comércio, indústria e serviços; agricultura; turismo; ciência, tecnologia e inovação; políticas para o Entorno; meio ambiente.

Os governadores eleitos Marconi Perillo e Rodrigo Rollemberg, durante reunião na sede do PSB, em Brasília (Foto: Paulo Melo/G1)

Os governadores eleitos Marconi Perillo e Rodrigo Rollemberg, durante reunião na sede do PSB, em Brasília (Foto: Paulo Melo/G1)

Gestores vão se reunir com ANTT para debater transporte na região. Eles disseram que saúde, violência e empregos são assuntos prioritários.

Do G1 DF -  O governador eleito do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), se reuniu nesta terça-feira (4) com o governador reeleito de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), para conversar sobre questões do Entorno. O encontro aconteceu na sede do PSB, na 304 Norte, em Brasília.

Os gestores falaram sobre assuntos que consideram prioridade em seus governos, como mobilidade urbana, saúde, combate à violência e geração de empregos. Os dois governadores anunciaram que a primeira medida é agendar para a próxima semana uma reunião com o diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), órgão responsável pelo transporte entre DF e Goiás. A falta de empresas e a má qualidade do serviço prestado são reclamações constantes dos passageiros.

Após a reunião, Rollemberg afirmou que os dois gestores entendem ser necessário buscar recursos e apoio da União. “Mais investimentos para o Entorno vão trazer um impacto positivo para a região. O Entorno deve ser responsabilidade conjunta do Distrito Federal, de Goiás e da União.”

O sucessor de Agnelo Queiroz (PT) ao Buriti afirmou que o governo goiano já está implementando medidas para solucionar o problema da saúde pública na região. “Alguns projetos que vêm se desenvolvendo no Entorno terão impacto no Distrito Federal, como a construção do hospital de Santo Antônio do Descoberto e a incorporação de mais dois hospitais municipais.”

“É preciso uma convergência para que o DF seja menos sobrecarregado com pacientes do Entorno, e que as soluções se deem lá no Entorno, com [atendimentos de] urgência, emergência, ambulatórios médicos de especialidades”, disse Perillo.

“Outra questão crucial para Brasília e Goiás é a questão da segurança pública. Nós dois temos a compreensão e convicção que se resolvermos problemas de segurança no Entorno, também estamos resolvendo aqui em Brasília”, afirmou Perillo.

O governador goiano afirmou que já conversou com Rollemberg pelo menos três vezes desde o resultado das eleições. “Você foi direto ao ponto, ao colocar a questão do diálogo. Isso faltou nesse período”, disse ao pessebista. “Eu estou muito animado e disse ao governador Rollemberg que as vezes em que conversamos depois da eleição é quase o equivalente ao que conversei com o governo atual.”

Rollemberg Fecomercio

Governador eleito agrada o setor produtivo, como de Construção Civil, que espera a implantação das promessas feitas durante a campanha. Empresários acreditam que haverá um melhor desempenho a partir de 2015

Por CAROL GUITTON LEAL – O governador eleito Rodrigo Rollemberg (PSB) sai vitorioso das urnas e a partir de janeiro de 2015 terá que reverter a situação do Distrito Federal e engrenar mudanças em todos os setores. Durante os meses de campanha, o então candidato teve a oportunidade de participar de sabatinas, a maior parte delas promovidas pelo setor produtivo, e apresentar as propostas para alavancar a economia da cidade. Em outubro, o pessebista esteve na Federação das Indústrias do DF (Fibra) onde apresentou suas propostas para o desenvolvimento da indústria local. Na ocasião, Rollemberg foi enfático ao assumir o compromisso de que “nenhuma medida que afete o empresariado do Distrito Federal será tomada sem ouvir o setor produtivo”. Ele explicou que consultará o setor “em decisões que permeiam desde a indicação de secretários a qualquer outra medida, seja ela de caráter legal seja de caráter administrativo”.

Rollemberg também disse, durante essa caminhada, saber da importância do setor. “Nós sabemos da relevância do setor produtivo para o desenvolvimento do DF. Não posso, como uma pessoa comprometida com Brasília, concordar que, enquanto a região Centro-Oeste cresceu 3,3% no ano passado, o DF tenha crescido apenas 1,1%. Enquanto a taxa de desemprego no Brasil está de 7%, o DF está em 12%”. O candidato antecipou que criará um ambiente de empreendedorismo e inovação. “Esse é o nosso compromisso. Eu não seria candidato a governador para fazer mais do mesmo, eu sou candidato para fazer diferente, mas eu gostaria muito de contar com o setor produtivo para que eu possa fazer uma Brasília melhor”.

Boas propostas para a indústria

Após a decisão nas urnas, o presidente da Fibra, Jamal Jorge Bittar vê o setor otimista com a nova era que terá inicio em 2015. “O setor produtivo, em especial a indústria, está bem otimista quanto ao novo governo. Rollemberg é um político jovem e com boas propostas para o desenvolvimento de Brasília. Contudo, o cenário tem sido desfavorável para a indústria local e, certamente, encerraremos o ano com desempenho pior do que o ano passado. O mais importante, portanto, é que Rollemberg cumpra o compromisso assumido na casa da Indústria, durante sabatina realizada pela Fibra, de que nenhuma medida que afete o empresariado do Distrito Federal seja tomada sem ouvir o setor produtivo”.

Jamal lembrou as palavras que proferiu na época e disse ser imprescindível que a Fibra participe do processo de elaboração e execução das políticas públicas de desenvolvimento do DF para que o setor volte a crescer e aumente sua participação no PIB local. Algumas reivindicações foram feitas para o então candidato. Tais como que Rollemberg esteja atento à pontualidade de pagamento de contratos feitos para o governo local, problema que tem afetado negativamente o caixa e a manutenção das indústrias. O presidente da Fibra citou uma proposta de governo de Rollemberg que contempla uma das necessidades do parque fabril brasiliense. “Tivemos a oportunidade de estudar e esmiuçar o seu plano de governo. Lá consta o estímulo ao desenvolvimento de empresas de Brasília por meio do estabelecimento de preferência nas compras governamentais para empresas locais”.

Adelmir Santana: “O que sentimos nesse momento é que houve uma paralisia nas atividades produtivas em razão do forte esquema burocrático, da falta de ações rápidas. . Foto Cristiano Costa

Adelmir Santana: “O que sentimos nesse momento é que houve uma paralisia nas atividades produtivas em razão do forte esquema burocrático, da falta de ações rápidas. . Foto Cristiano Costa

Fecomércio lamenta estagnação econômica

Adelmir Santana presidente da Fecomércio lembrou da estagnação econômica enfrentada pelo Distrito Federal. “O que sentimos nesse momento é que houve uma paralisia nas atividades produtivas em razão do forte esquema burocrático, da falta de ações rápidas. Do Estado em relação as pretensões empresariais. Há uma dissociação. O tempo do empresário não é o mesmo da administração pública, há um distanciamento enorme entre o nosso tempo e o da administração pública. No que se refere as ações”.

Adelmir observou ainda a necessidade de se encontrar um caminho no sentido que desburocratize o Estado brasileiro para que as empresas se sintam seguras, primeiro em relação ao sistema jurídico e em segundo lugar para que as coisas sejam mais rápidas. “Esperamos que haja uma criação de facilidades para que o sistema se deslanche com mais agilidade. Tenho observado que esta é uma voz recorrente do setor produtivo, de todas as áreas, em que têm apresentado essa reclamação”.

Baseado nos fatores que apontam a economia de Brasília ser centrada na vocação de comércio e serviços, Adelmir Santana explica que o governador eleito tem que ser uma pessoa focada em inovação, em tecnologia, na desburocratização, na simplificação e que ofereça a população a certeza e a segurança de que nós entraremos em um novo caminho. “Brasília dispõe de uma renda alta. Em que os níveis de salários são constituídos significativamente de serviços públicos, tanto federais como distritais, além da forte representação do mundo diplomático no Distrito Federal, no que se refere as empresas trazerem seus escritórios para a cidade. Então, temos uma renda per capita elevada, de consumo elevado. Tal fato tem motivado o crescimento elevado natural da área de comercio e serviço. Na nossa visão, muitos dos problemas estão com as soluções não dentro do Distrito Federal, mas dentro do seu perímetro urbano metropolitano”, ressaltou.

Compromissos ajudam a avançar o setor produtivo

A expectativa, segundo o presidente do Sinduscon, Julio Peres, é em relação a grande demanda que hoje se tem no setor produtivo. “Durante a campanha eleitoral recebemos todos os candidatos para um conversa franca sobre o setor produtivo. Assunto que hoje tornaram-se o grandes empecilhos dos empresários foram colocados em pauta. Tal como, a desburocratização e os problemas com a máquina pública. Também, agilidade aos projetos e liberação de alvarás e habite-se”.

“Rodrigo Rollemberg, na época, se comprometeu com os assuntos e ajudar a avançar. Na parte de obras públicas, falou sobre a necessidade de se realizar projetos e movimentar o setor da construção civil. Como por exemplo contratar empresas para construção de creches. Outro marco da entrevista do governador eleito diz repeito a manutenção de escolas e hospitais. Estes contratos precisam ter andamento. Estas são linhas gerais das expectativas”, lembrou Peres.

Mercado do DF precisa ser competitivo

O Sindicato do Comércio Atacadista do Distrito Federal (Sindiatacadista/DF) que representa o atacado do Distrito Federal, o terceiro maior arrecadador de ICMS do DF, espera que haja um acesso fácil para dialogar com o governo. “Uma vez que somos quem abastece o varejo, que, por sua vez, atende a sociedade, o nosso diálogo não estabelece privilégios, mas a construção de condições válidas para as empresas que investem nessa região. Por diversas vezes, a falta de diálogo entre governo e setor pode gerar tomada de atitudes ou a falta delas dissonantes da realidade”, explicou o presidente interino do Sindiatacadista/DF, Roberto Gomide.

O Sindiatacadista fez um levantamento no setor sobre a expectativa dos empresários do atacado diante do próximo governo, e transformaram isso numa cartilha, entregue aos candidatos ao governo do DF e aos deputados distritais. “Nós sabemos da importância de esclarecer diversos pontos e particularidades de um setor que se difere de outros, por não trabalhar diretamente com o consumidor final”. Alguns temas foram elencados pelos empresários, como: tributário, tema que incluí a segurança jurídica, o incentivo fiscal, a política tributária competitiva em relação aos outros estados e o reembolso de ICMS em relação ao incentivo anterior. Infraestrutura: saneamento básico; continuidade do Pró-DF e o fim da corrupção dentro do Pró-DF. “Além dessas, outras questões, como a falta de mão de obra qualificada, leis e relações trabalhistas e crédito bancário foram apresentadas durante as campanhas eleitorais”.

Gomide faz uma avaliação do atual governo, em relação ao setor produtivo. “É importante destacar que houve uma proximidade de diálogo pertinente nesses últimos quatro anos. Mas, olhando para o futuro, precisamos que o governo seja corajoso para enfrentar as barreiras colocadas apenas ao Distrito Federal, comprometendo nossa competitividade. Atualmente, não podemos competir com outros estados nas operações interestaduais. Isso limita o crescimento do Distrito Federal. Em contrapartida, o DF recebe produtos de outros estados. Esses outros estados ficam com a arrecadação de impostos sobre os produtos e a geração de emprego e renda”, ressalta o presidente interino. Ele lembrou ainda ser imprescindível equalizar as condições tributárias nas operações interestaduais para com os estados. “Não podemos ser os únicos a não ter condições de competição e sobrevivência”.

Agnelo Queiroz recebe o governador eleito no Palácio do Buriti. Foto: Dênio Simões / GDF

Agnelo Queiroz recebe o governador eleito no Palácio do Buriti. Foto: Dênio Simões / GDF

Em clima de parceria, atual governador reafirma que entregará a cidade em pleno funcionamento

No primeiro encontro com o governador eleito Rodrigo Rollemberg, o atual chefe do Executivo, Agnelo Queiroz, reafirmou que entregará uma cidade melhor do que a que encontrou no início de sua gestão e se colocou à disposição da equipe de transição. Durante a reunião, que foi realizada nesta sexta-feira (31), no Palácio do Buriti, foi decidido, ainda, que a Casa Civil e a Secretaria de Planejamento farão a coordenação executiva do trabalho durante esse período.

“Nós vamos dar total apoio para que essa transição seja a mais construtiva possível, de tal maneira que a partir do dia 1º o governo já comece em pleno funcionamento”, garantiu Agnelo Queiroz. Sobre as contas do governo, Agnelo ressaltou que trabalhará até o dia 31 de dezembro para entregar a cidade em condições melhores do que recebeu. “Vamos passar um grande superávit para o próximo governo. Só de obras assinadas e contratadas são aproximadamente R$ 25 bilhões”, acrescentou o governador, que estava acompanhado do vice-governador, Tadeu Filippelli, e dos secretários da Casa Civil, Swedenberger Barbosa, e do Planejamento, Paulo Antenor de Oliveira.

Durante o encontro, o governador eleito agradeceu a disposição de Agnelo Queiroz em realizar a transição de maneira tranquila e democrática. “Desde o dia da eleição, quando – Agnelo – ligou para me cumprimentar, disse claramente que forneceria todas as informações necessárias para que possamos tomar as decisões que considerarmos as mais adequadas a partir de 1º de janeiro”, afirmou Rollemberg.

Sobre a situação financeira o governador eleito disse que sempre há certa preocupação, mas que aguardará os dados oficiais das condições do Distrito Federal. “Formulamos um conjunto de perguntas sobre questões financeiras, sobre contratos que expiram no dia 31 de dezembro, para que possamos conjuntamente tomar as medidas para que não haja descontinuidade de serviços públicos fundamentais para a população.”

Rollemberg anunciou, também, que pretende utilizar o Centro Administrativo como nova sede do governo tão logo seja entregue. “O governador disse que vai entregá-lo até dezembro mobiliado e em condições de funcionamento. Foi um investimento grande feito pelo Governo do Distrito Federal e certamente nós vamos fazer com que a administração do DF se mude para lá.”

O futuro governador voltou a destacar que entre as principais medidas de sua gestão está a redução dos cargos comissionados, a criação do Conselho de Transparência e da mudança das regras para eleições das administrações regionais. (Por Kelly Ikuma, da Agência Brasília)

rollemberg wasny

Com equipe de transição, governador eleito Rolemberg diz que vai trabalhar em parceria com a CLDF

O governador eleito do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), reuniu-se na tarde desta quinta-feira (30) com o presidente da Câmara Legislativa, deputado Wasny de Roure (PT), para discutir a transição do governo. Durante o encontro, que aconteceu na Presidência da Casa, eles trataram do orçamento para 2015, da política habitacional do DF, da regularização de terrenos para entidades religiosas e de assistência social e de proposições como a Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos) e o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB).

Segundo Wasny, o governador Agnelo Queiroz deve retirar os projetos da Luos e do PPCUB, que devem retornar ao Conselho de Planejamento Territorial e Urbano (Conplan). Com relação ao orçamento para o próximo ano, o chefe do Legislativo alertou para dificuldades sinalizadas pelo relator do Projeto da Lei Orçamentária Anual (PLOA), Rôney Nemer (PMDB), incluindo o déficit para 2015 e despesas com a máquina pública – que contabiliza a entrada de 35 mil novos servidores neste governo.

Rollemberg aproveitou para pedir a atenção do Legislativo, especialmente, a propostas que possam gerar mais despesas no início do novo governo. Ele enfatizou a importância da Câmara Legislativa e disse querer trabalhar em parceria com a instituição. “Espero contar com a Câmara já nesta transição”, afirmou, lembrando ter passado pela Casa como deputado distrital na década de 90.

Ainda durante o encontro, Wasny explicou o processo de elaboração do edital para a contratação da TV Distrital e anunciou a abertura das propostas no próximo dia 10. “O governo também poderá produzir conteúdos para a grade de programação”, informou.

Também participaram da reunião o coordenador da equipe de transição, Hélio Doyle, e o presidente regional do PSB, Marcos Dantas. Mais cedo, eles estiveram reunidos com coligados e amanhã se encontram com o governador Agnelo. (Denise Caputo – Coordenadoria de Comunicação Social)

Rodrigo Rollemberg

Rodrigo Rollemberg

Reunião de Rollemberg com governador Agnelo Queiroz será nesta sexta. Primeira missão do grupo é analisar suposto déficit de R$ 2,1 bilhões

Do G1 DF – O governador eleito do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), anunciou nesta quarta-feira (29) o formato da equipe de transição que será montada para ajudar na troca de gestão, daqui até janeiro de 2015. Serão seis coordenadores e 26 grupos temáticos para analisar áreas definidas como prioritárias para o novo governo.

Até a tarde de quarta, apenas o nome do jornalista Hélio Doyle havia sido divulgado. Ele será o coordenador da equipe, que funcionará no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. A primeira reunião com o governador Agnelo Queiroz está prevista para esta sexta (31).

Uma das primeiras tarefas da equipe será verificar o equilíbrio das contas de governo. Segundo Rollemberg, há um déficit de R$ 2,1 bilhões no caixa do GDF e um montante de R$ 20 bilhões em dívidas a receber. O governo nega a existência do déficit e não comenta o suposto crédito.

O Palácio do Buriti ainda não anunciou quem participará da transição pelo lado do governo, mas a expectativa é que sejam os secretários de Governo, Casa Civil, Casa Militar, Administração, Transparência e Comunicação. No domingo, durante a votação, Agnelo Queiroz afirmou que daria “todo o apoio” na passagem de bastão.

Rollemberg venceu o oponente, Jofran Frejat (PR), com 55,56% dos votos. Entre as propostas dele estão a adoção do turno integral em todas as escolas públicas, a redução do número de secretarias de governo, a implantação do bilhete único para transporte coletivo e a escolha de administradores regionais por meio de eleição. O governador eleito também defende uma gestão baseada na estipulação de metas e no acompanhamento de resultados.

O novo governador anunciou que criará uma “central de projetos” e que vai buscar o equilíbrio das contas públicas do DF. Além disso, afirmou que colocará fim aos contratos temporários.

“Vamos criar uma central de projetos para aumentar a capacidade do DF de captar recursos federais e internacionais. E vamos atrás das dívidas que o DF tem a receber, tomando as providências necessárias para que se possa retomar os investimentos”, afirmou em entrevista após reunião com a Executiva regional do PSB.

rollembergEle apontou combate à burocracia e captação de recursos como desafios. Novo gestor anunciou jornalista Hélio Doyle como coordenador do período.

Do G1 DF – O governador eleito no Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), anunciou que vai tirar esta terça-feira (28) de folga para então retomar as atividades ligadas à transição. Entre os primeiros desafios apontados pelo novo gestor estão o combate à burocracia e o fortalecimento da captação de recursos – ele alega que o DF tem um déficit de R$ 2,1 bilhões. A informação é negada pelo atual governador, Agnelo Queiroz.

“Nós não teremos muito tempo até o dia 1º de janeiro e vamos descansar apenas um dia ao longo desta semana e depois tomar as providências”, disse Rollemberg em seu primeiro pronunciamento após o resultado das eleições.

No primeiro dia após o resultado do pleito, o governador eleito deu entrevistas, se reuniu com a executiva regional do partido e definiu o coordenador da transição, o jornalista Hélio Doyle. Professor aposentado da UnB, ele foi secretário de Governo na gestão de Cristovam Buarque e secretário de Articulação Institucional no segundo governo de Joaquim Roriz.

O Palácio do Buriti ainda não anunciou quem participará das atividades, mas a expectativa é que sejam os secretários de Governo, Casa Civil, Casa Militar, Administração, Transparência e Comunicação. No domingo, durante a votação, Agnelo Queiroz afirmou que daria “todo o apoio” na passagem de bastão.

Pelos próximos dois meses, a composição será responsável por coletar informações sobre a atual gestão e facilitar a transferência de um governo para o outro. A expectativa é que a criação do comitê seja anunciada no meio da semana no Diário Oficial do DF.

Rollemberg venceu o oponente, Jofran Frejat (PR), com 55,56% dos votos. Entre as propostas dele estão a adoção do turno integral em todas as escolas públicas, a redução do número de secretarias de governo, a implantação do bilhete único para transporte coletivo e a escolha de administradores regionais por meio de eleição. O governador eleito também defende uma gestão baseada na estipulação de metas e no acompanhamento de resultados.

Nesta segunda, ele disse que pretende iniciar reuniões com os deputados distritais, para fortalecer a base de apoio na Câmara Legislativa, ainda nesta semana. “A equipe de transição vai definir o procedimento, mas esse trabalho de articulação [com a Câmara] caberá ao governador. A partir desta semana, faremos contatos com os políticos para uma transição bem sucedida, que nos permita governar com eficiência já em primeiro de janeiro.”

O PSB não elegeu nenhum distrital nas eleições deste ano. Dos partidos da coligação, elegeram-se Sandra Faraj (SD), Joe Valle (PDT), Celina Leão (PDT) e Reginaldo Veras (PDT).

Primeiros passos

O novo governador anunciou que criará uma “central de projetos” e que vai buscar o equilíbrio das contas públicas do DF. Além disso, afirmou que colocará fim aos contratos temporários.

“Vamos criar uma central de projetos para aumentar a capacidade do DF de captar recursos federais e internacionais. E vamos atrás das dívidas que o DF tem a receber, tomando as providências necessárias para que se possa retomar os investimentos”, afirmou em entrevista após reunião com a Executiva regional do PSB.

Com mandato de senador até 2018, ele afirmou que vai continuar atuando no Legislativo até dezembro deste ano. Durante este período, ele pretende trabalhar em paralelo ao lado da equipe de transição.

Com a eleição de Rollemberg, Hélio José assume a vaga no Senado. Ele nasceu em Corumbá de Goiás (GO) e é servidor público federal. O homem concorreu para deputado distrital nas eleições deste ano, mas desistiu da candidatura no meio da campanha.

Contato com Dilma

Rollemberg diz que conversou por telefone nesta segunda com a presidente reeleita Dilma Rousseff. Segundo ele, os dois lados se colocaram à disposição para agir juntos pela população do DF.

“Tive a oportunidade de cumprimentar a presidente Dilma, foi uma ligação muito feliz. Ela manifestou entusiasmo em ajudar o DF e disse que eu poderia contar com ela como parceira. Agora que passaram as eleições, nós precisamos unir o DF e o Brasil para enfrentar os desafios que temos pela frente.”

Helio Doyle foi o escolhido pelo governador eleito Rodrigo Rollemberg

Helio Doyle foi o escolhido pelo governador eleito Rodrigo Rollemberg

 

Nome foi anunciado durante reunião da executiva do PSB, neste segunda. Busca por apoio na Câmara começa nesta semana, diz governador eleito.

O governador eleito do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), anunciou nesta segunda-feira (27) o primeiro nome da equipe de transição que será formada para auxiliar na transferência do governo. O jornalista Hélio Doyle será o coordenador do grupo, que terá os demais membros anunciados ao longo da semana.

“Queria ouvir o partido antes de tomar qualquer decisão. O Hélio é uma pessoa experiente, que conhece bem a máquina pública e reúne todas as condições. Vamos definir nos próximos dias o formato adequado [para a equipe], quais são as coordenações setoriais, as áreas fundamentais em que precisamos agir”, afirmou Rollemberg.

Pelos próximos dois meses, a composição será responsável por coletar informações sobre a atual gestão e facilitar a transferência de um governo para o outro. A expectativa é que a criação do comitê seja anunciada no meio da semana no Diário Oficial do DF. O anúncio foi feito após reunião com a Executiva Regional do PSB. O encontro contou com a presença dos presidentes regional, Marcos Dantas, e nacional do partido, Carlos Siqueira.

Hélio Doyle foi coordenador de comunicação das campanhas de Rollemberg e do senador eleito Reguffe (PDT) nas eleições deste ano. Professor da UnB, ele também foi secretário de Governo na gestão de Cristovam Buarque e secretário de Articulação Institucional no segundo governo de Joaquim Roriz.

O primeiro contato com o atual governador do DF, Agnelo Queiroz, deve ser feito na próxima semana, quando o comitê de Rollemberg já estiver formado. Até o momento, o GDF não anunciou nenhum nome para a equipe de governo que ajudará na transição. No domingo, durante a votação, o atual governador afirmou que daria “todo o apoio” na passagem de bastão.

Rollemberg disse que pretende iniciar as reuniões com os deputados distritais, em busca de montar uma base de apoio na Câmara Legislativa, ainda nesta semana.

“A equipe de transição vai definir o procedimento, mas esse trabalho de articulação [com a Câmara] caberá ao governador. A partir desta semana, faremos contatos com os políticos para uma transição bem sucedida, que nos permita governar com eficiência já em primeiro de janeiro”, disse Rollemberg.

O PSB não elegeu nenhum distrital nas eleições deste ano. Dos partidos da coligação, elegeram-se Sandra Faraj (SD), Joe Valle (PDT), Celina Leão (PDT) e Reginaldo Veras (PDT). (Mateus Rodrigues, do G1 DF)

Rodrigo Rollemberg

Rodrigo Rollemberg

A composição será responsável por coletar informações relativas à atual gestão e facilitar a transferência de um governo para o outro

Campeão nas urnas com 55,56% dos votos, o governador eleito no Distrito Federal Rodrigo Rollemberg (PSB) disse que começa nesta segunda (27) a definir os membros que irão integrar o comitê de transição do governo. Pelos próximos dois meses, a composição será responsável por coletar informações relativas à atual gestão e facilitar a transferência de um governo para o outro. A expectativa é que a criação do comitê seja anunciada no meio da semana no Diário Oficial do DF.

A equipe será nomeada por pessoas indicadas pelo governador eleito e terá salários pagos pelo GDF. Apesar de começar os trabalhos de interlocução entre governo e equipe sucessora imediatamente, o time não terá poder decisório. Qualquer decisão que seja tomada antes de dezembro terá de passar pelo aval do governador em exercício.

Rollemberg afirmou que vai se reunir com o partido e com colaboradores ainda nesta segunda. “Vou ouvir a Executiva do partido e os colaboradores mais próximos para iniciar a transição. Recebi um telefonema do governador colocando o governo à disposição para fazer a transição, aprofundando a democracia no nosso país e fazendo isso da forma mais tranquila e harmônica. O que está em jogo é o interesse da população do Distrito Federal.”

Na manhã de domingo, o governador Agnelo Queiroz afirmou que, independentemente de quem saísse vencedor nas urnas, daria todo o apoio durante o governo de transição.

Senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) celebra o 70º aniversário da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)

‘Tenho convicção de que não sou o salvador da pátria’, afirmou governador. Assessoria do atual governo negou existência do déficit citado em discurso

Raquel Morais, do G1 DF – Em seu primeiro pronunciamento como governador eleito, Rodrigo Rollemberg (PSB) afirmou neste domingo (26) que assume o Distrito Federal com um rombo de R$ 2,1 bilhões e convicto de não ser “o salvador da pátria”.  Ele acompanhou a apuração no apartamento da mãe dele, na Asa Sul. Durante o discurso, Rollemberg ainda citou o ex-presidenciável Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo durante a campanha.

“A situação do DF é realmente muito difícil. Existe um déficit já assumido pelo atual governo e publicado no Diário Oficial de R$ 2,1 bilhões. Nós vamos estudar agora com a transição, tendo acesso a todos os dados do DF, quais são as medidas que nos permitirão equilibrar financeiramente o DF. Sabemos que o DF tem uma dívida a receber em torno de R$ 20 bilhões, queremos fazer uma renegociação desta dívida para que possamos receber parte dela já no ano que vem”, declarou. “Tenho convicção de que não sou o salvador da pátria, mas que com o apoio da população vamos resgatar o sonho de JK.”

Por telefone, a assessoria do GDF negou a existência da dívida. “Durante o governo de transição, o governador eleito vai ter oportunidade de conhecer todos os dados, números, com relação a quanto o GDF arrecada e quanto gasta com pessoal, custeio e obras. Nesse momento ele vai perceber que não existe déficit”, disse o secretário André Duda.

Rollemberg venceu o oponente, Jofran Frejat (PR), com 55,56% dos votos (veja aqui o resultado final da apuração). Entre as propostas dele estão a adoção do turno integral em todas as escolas públicas, a redução do número de secretarias de governo, a implantação do bilhete único para transporte coletivo e a escolha de administradores regionais por meio de eleição. O governador eleito também defende uma gestão baseada na estipulação de metas e no acompanhamento de resultados (veja entrevista dele ao G1 quatro dias antes do segundo turno).

“Nossas primeiras medidas serão radicalizar na transparência. Nós vamos criar o conselho de transparência na primeira semana de governo, composto por entidades da sociedade civil, como o Contas Abertas. Nós vamos abrir a senha do orçamento para que a população acompanhe, para que em todos os locais de grande movimento nós tenhamos painéis com os contratos feitos pelo governo”, disse.

O novo governador também afirmou que vai atuar no “combate à burocracia e à corrupção” e não descartou apoio de nenhum partido, desde que aceitem o programa de governo dele. “Nós não vamos lotear o nosso governo”, declarou. “[Queria] Lembrar com muito carinho e muita saudade de algumas pessoas. [...] De Miguel Arraes, que foi um mestre para nós, e de Eduardo Campos, que morreu tragicamente nesta caminhada e que é um grande amigo.”