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Posts com Tag ‘Reguffe’

Coligação Unidos Pelo Brasil inaugura comitê em Brasília

1 de setembro, 2014

 rodrigo reguffe

A Coligação Unidos Pelo Brasil inaugura, nesta terça-feira (2), o Comitê Eduardo Campos. A escolha do nome mantém viva a esperança de realização do desejo de mudança, expresso na trajetória exemplar do líder do Partido Socialista Brasileiro .

O evento, que acontece às 18h, na QI 16 do Lago Sul conjunto 2 casa 11, contará com a presença dos candidatos a governador do DF pelo PSB, Rodrigo Rollemberg, do candidato ao Senado pelo PDT, Reguffe, e do candidato à vice-presidente da República, deputado Beto Albuquerque, do PSB gaúcho.

O espaço ficará a disposição dos eleitores que estiverem interessados em conhecer as propostas de mudanças da nova política, bem como obter materiais de campanha.

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Somos todos Brasília apresenta Programa de Governo

17 de julho, 2014

 

rodrigo reguffeA apresentação do Programa de Governo da coligação Somos todos Brasília será na 2ª feira (21). Rodrigo Rollemberg, Renato Santana e Reguffe são os candidatos da coligação, integrada por PSB, PDT, Rede Sustentabilidade, PSD e Solidariedade.

O Programa de Governo começou a ser elaborado há um ano e meio. Especialistas foram reunidos em 12 núcleos temáticos para fazer o diagnóstico da situação do Distrito Federal em áreas como saúde, educação, transporte, geração de emprego e desenvolvimento econômico, entre outras. Depois foram realizados cinco seminários regionais, chamados DF em Debate, para ouvir a população de todas as cidades. Mais de duas mil pessoas participaram desses encontros, apresentando propostas para o futuro governo.

Com as propostas reunidas, a equipe responsável pelo Programa de Governo fez um planejamento detalhado de todas as ações, definindo cronogramas, investimentos necessários e prioridades. O resultado é um Programa de Governo com visão de futuro e que tem como princípios a ética, a eficiência, a inovação, a sustentabilidade e a participação popular.

A apresentação do Programa de Governo será às 10h de 2ª feira (21), no auditório da LBV, na 915 Sul.

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Rollemberg e Reguffe iniciam campanha no Sol Nascente

4 de julho, 2014

 rodrigo reguffe

As campanhas de Rodrigo Rollemberg ao governo do Distrito Federal e de Eduardo Campos à Presidência da República vão começar em uma das regiões mais pobres do Distrito Federal: o Sol Nascente. Eles estarão acompanhados dos candidatos a vice-governador, Renato Santana, e a vice-presidente, Marina Silva, e do candidato ao Senado, Reguffe.

Rodrigo Rollemberg, Renato Santana e Reguffe são candidatos pela coligação Somos Todos Brasília, integrada pelo PSB, PDT, Rede, PSD e Solidariedade.

Os candidatos chegarão ao Sol Nascente, em Ceilândia, às 10h30, pela entrada do trecho 03, em frente ao posto policial, ao lado da QNR.

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RADAR Reguffe: batendo de frente no PDT

29 de abril, 2014
Reguffe

Reguffe

Por Lauro Jardim – Não anda nada boa a relação entre Carlos Lupi e José Antonio Reguffe, o deputado federal mais votado proporcionalmente em todo o Brasil em 2010.

Lupi reclama com interlocutores que Reguffe não se decide nunca sobre o seu futuro – se quer ser candidato a deputado federal, senador ou governador. E se irrita com a premissa de Reguffe sempre se considerar mais honesto do que os outros quadros do partido.

Reguffe também não anda nada feliz. Primeiro porque o PDT em Brasília poderá apoiar Agnelo Queiroz do PT, atitude que Reguffe jura que não seguirá. Reguffe também já pensou em ser o senador da chapa de Rodrigo Rollemberg, mas isso é Lupi que não topa.

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ELEIÇÕES 2014 Reguffe vai apoiar Rollemberg

4 de abril, 2014
A meta da dupla, agora, é ampliar a aliança, agregando pré-candidatos como Toninho do PSol.

A meta da dupla, agora, é ampliar a aliança, agregando pré-candidatos como Toninho do PSol.

A decisão, fechada na tarde de ontem, ainda será oficialmente comunicada à cúpula do PDT. O pedetista desistiu da candidatura ao GDF, após meio ano de negociações, para acompanhar o senador do PSB na corrida ao Buriti.

Por Helena Mader – Seis meses depois de lançar a candidatura ao GDF, o deputado federal Reguffe (PDT) decidiu mudar de planos e anunciou, ontem, apoio ao senador Rodrigo Rollemberg (PSB). A união dos parlamentares para a disputa ao Palácio do Buriti era negociada desde o fim do ano passado, mas Reguffe hesitava em desistir. Com as definições recentes no cenário eleitoral — como o lançamento da chapa encabeçada por José Roberto Arruda (PR) —, o pedetista e Rollemberg chegaram, finalmente, a um acordo, depois de uma longa conversa ontem à tarde. Reguffe ainda não decidiu se será candidato a vice-governador ou ao Senado.

O lançamento de múltiplas chapas de esquerda, em caso de manutenção das candidaturas de Reguffe, de Rollemberg e também de Toninho do PSol, poderia beneficiar a direita, no pensamento deles. “Não dá para ter duas ou três candidaturas no mesmo campo. Seria uma irresponsabilidade com a cidade”, justifica o deputado federal pedetista. “Por isso, estou abrindo mão da candidatura para apoiar o Rodrigo”, explicou Reguffe ao Correio.

A aliança com Rollemberg na corrida ao Governo do Distrito Federal foi uma decisão pessoal de Reguffe, que ainda não fez um anúncio oficial à cúpula do PDT. O presidente nacional do partido, Carlos Lupi, tem pressionado dirigentes da legenda no DF para tentar forçar um apoio à reeleição de Agnelo Queiroz (PT). No plano nacional, o PDT sustentará a presidente Dilma Rousseff. Reguffe e o senador Cristovam Buarque se recusam a ficar ao lado de Agnelo, com quem romperam em 2011. Se houver uma intervenção do PDT no DF para impedir a aliança com o PSB, Reguffe deve se afastar da política e não será candidato a nada. A aliados, ele assegura que não voltará a fazer coligação com Agnelo Queiroz. Mas o deputado ainda aposta em um consenso do partido em torno da chapa encabeçada pelo senador do PSB.

Rodrigo Rollemberg comemorou a decisão de Reguffe. “É uma honra ter o apoio de Reguffe e também do Cristovam, que é a liderança maior do nosso campo e um exemplo para nós. A aliança é fruto de um longo processo, que começou no ano passado. Durante as conversas, ficaram claras a nossa afinidade programática e a necessidade de unir as forças de bem da cidade na construção de políticas públicas ousadas e inovadoras”, explica Rollemberg.

O próximo passo da dupla será aumentar o leque de alianças para ampliar o tempo de tevê. Rollemberg e Reguffe juntos têm apenas 1 minuto e 50 segundos. Agnelo, por exemplo, terá quase 10 minutos. Os dois garantem que a próxima aliança prioritária será com o PSol, de Toninho e Maria José Maninha. O partido, entretanto, pode oferecer resistência. Além disso, Rollemberg tem conversado com representantes de outras legendas, como Solidariedade e PPS.

No início de outubro, o PDT anunciou a pré-candidatura de Reguffe, durante uma reunião do partido que contou com a presença de novos filiados. Depois de oficializar a decisão, ele recebeu suporte de personalidades importantes, como a ex-senadora Marina Silva. Apesar de ter migrado para o PSB, partido de Rollemberg, Marina garantiu apoio à candidatura de Reguffe. A proximidade entre os dois aumentou durante a coleta de assinaturas para a fundação da Rede Sustentabilidade, partido da ex-senadora.

Durante a silenciosa queda de braço travada entre Reguffe e Rollemberg até a oficialização da aliança, o pedetista alegou que estava mais bem colocado nas pesquisas e, por isso, não queria abrir mão da cabeça de chapa. O senador do PSB, por sua vez, não cogitava desistir da candidatura porque o PSB já vinha preparando o programa de governo há mais de 15 meses. Além disso, como ainda tem mais quatro anos de mandato, Rollemberg não considerava a possibilidade de ser vice.

A decisão de Reguffe terá impactos também na aliança em torno da candidatura de Agnelo Queiroz. O governador adiou um posicionamento sobre o candidato ao Senado da chapa porque ainda sonhava com a presença de Reguffe em seu palanque. O PT tem dois pré-candidatos a concorrer ao posto: Geraldo Magela e Chico Leite. Além disso, outros integrantes da base aliada, que tem 17 partidos, reivindicam a chance. Os apoiadores de Agnelo alegam que a escolha de um postulante a senador do PT afastaria partidos da aliança. Na coligação, cresce a pressão pela escolha de um candidato ao Senado de perfil evangélico. (Correio Braziliense)

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Reguffe visita o deputado Joe Valle

11 de outubro, 2013

 Reguffe

O deputado Joe Valle (PDT) recebeu, na tarde de ontem, no gabinete a visita do deputado federal, candidato ao governo do DF, Antônio Reguffe e do presidente do PDT-DF, Georges Michel. O senador Cristovam Buarque também participaria da visita, mas o trânsito impediu que ele chegasse a Câmara Legislativa. A visita dele ficou para uma nova data.

Joe Valle apresentou o planejamento estratégico do mandato e colocou sua equipe a disposição para contribuir na elaboração do programa de governo do candidato, a ser coordenado pelo senador Cristovam.

Durante o encontro, Reguffe ressaltou a necessidade de oferecer ao DF um projeto de governo que considere uma nova forma de fazer política, com a população como a principal protagonista desta construção. “O governo tem que ser diferente. As decisões devem ser em rede e a característica deve ser horizontal, disse Reguffe.

Em relação ao deputado Joe Valle, o presidente do PDT afirmou que Joe é o candidato que todos os partidos querem. Achamos que o partido ganhou muito com a vinda do distrital, afirmou Michel.

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Cristovam anuncia candidatura de Reguffe ao GDF

8 de outubro, 2013

 REGUFFE

Brasília 247 – A aliança entre Marina Silva, da Rede, e Eduardo Campos, do PSB, começa a apresentar as primeiras dificuldades no âmbito regional. Um dos desdobramentos esperados era a aliança, no Distrito Federal, entre o deputado José Antônio Reguffe (PDT/DF), aliado de Marina que cogitava até migrar para a Rede, e o senador Rodrigo Rollemberg (PSB/DF).

Nessa composição, Rollemberg disputaria o governo e Reguffe seria o candidato ao Senado – ambos apoiados por Marina, que tem grande prestígio no Distrito Federal.

Ontem à noite, no entanto, veio a ducha de água fria, quando o PDT anunciou que Reguffe concorrerá ao GDF. O anúncio foi feito pelo senador Cristovam Buarque (PDT/DF), pelo Twitter. “O Distrito Federal volta a ter esperança. @Reguffe é o candidato do PDT a governador”, disse Cristovam.

Na reunião da plenária do partido, Reguffe disse aceitar a “missão”. Essa decisão divide o grupo que pretendia disputar contra o governador Agnelo Queiroz pela esquerda. À direita, a oposição virá de grupos ligados aos ex-governadores José Roberto Arruda e Joaquim Roriz.

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Reguffe lembra luta de Chico pelo fim do voto secreto

5 de setembro, 2013
Chico Leite e Reguffe

Chico Leite e Reguffe

A Câmara dos Deputados aprovou ontem, após a vergonhosa absolvição de um deputado presidiário, o fim do voto secreto. Só que o assunto agora vai para o Senado, onde já se tenta mudar algumas coisas. Mais independente disso, o deputado federal Reguffe (PDT), aproveitou o momento para parabenizar o deputado distrital Chico Leite, autor do projeto de emenda à Lei Orgânica do Distrito Federal que acabou com o voto secreto em 2006. “Ele empunhou a bandeira do fim do voto secreto na Câmara Legislativa e foi vitorioso”, garantiu Reguffe.

Na época, Chico Leite disse que a transparência sempre favorece a veracidade da representação. Ou seja, nós vamos conhecer a posição dos deputados e ao prestarem contas, eles serão julgados pela comunidade”,

Além de elogiar Chico Leite, Reguffe lembrou que a proposta chegou a ser rejeitada na Comissão de Constituição e Justiça e entrou em pauta oito vezes até ser aprovada. Reguffe disse que “é muito bom saber que o Distrito Federal saiu na frente no atendimento de uma reivindicação da população”. (Fonte: Estação da Notícia)

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OPINIÃO Os sem-Rede: Reguffe, Chico e Joe

31 de agosto, 2013

opiniao

Por Ricardo Callado -  A política é como a esfinge da fábula: devora todos os que lhe não decifram os enigmas. A frase é do escritor francês Antoine de Rivarol. Os movimentos na política brasiliense ganham mais intensidade com a proximidade de 5 de outubro. É o prazo para filiação partidária de quem for ser candidato em 2014.

Alguns movimentos nos últimos dias foram pontuais. A mudança do secretário de Educação foi uma delas. Sai o petista Denilson Bento e entra o pedetista Marcelo Aguiar. A troca deu margem a especulação.

A primeira leitura foi a de que o senador Cristovam Buarque – de quem Aguiar é muito ligado -, e o deputado federal José Antônio Reguffe, teriam fechado apoio a reeleição do governador Agnelo Queiroz (PT).

Cristóvam e Reguffe negaram de imediato o acordo. Também afirmaram que a chance de coligação com o PT do Distrito Federal é zero. Para os dois pode até ser zero. Eles tem razão: não existe acordo com o PDT-DF.

As negociações estão a nível nacional. Agnelo vem tratando do assunto direto com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. A nomeação de Aguiar foi o primeiro passo. O GDF deve entregar ainda a Secretaria de Trabalho para um apadrinhado de Lupi.

Se concretizada a operação, Cristovam vai ficar isolado. Agnelo quer, mesmo que a força, colocar Reguffe na chapa majoritária encabeçada pelo PT. Pode ser a vice ou ao Senado. Se a força usada for desproposital – e está sendo -, pode trazer mais problemas que soluções.

Reguffe faz um discurso de independente. Afirmou outras vezes não se alinhar ao Buriti. Principalmente por cargos. Prega o respeito ao eleitor. Não nega que sua vontade é ser candidato ao governo, mas sem transigir os princípios.

O que Reguffe classifica como “não transigir os princípios” é conseguir financiar uma campanha majoritária de forma limpa. Ele afirma que tem dúvidas se conseguiria isso e chegaria competitivo na disputa. Não conseguirá. Também condena o loteamento do governo para montar alianças.

Se Lupi empurrar a coligação PT-PDT goela abaixo, Reguffe pode ser uma baixa no partido. Ele fecha questão quanto a candidatura própria da legenda tanto a nível nacional, quanto ao Palácio do Buriti. Se sofrer intervenção, a Rede Sustentabilidade, da presidenciável Marina Silva, será o seu novo abrigo.

Reguffe e Marina tem boas relações. Em 2010, o parlamentar apoio a ex-ministra. Marina foi a mais votada no Distrito Federal, superando Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). Reguffe nunca deixou de conversar com Marina.

Se a Rede foi realmente criada e o Lupi empurrar o PDT para o PT, Reguffe não vai pensar duas vezes. Será candidato ao governo, a vice ou ao Senado pela Rede. Outra saída, segundo ele, é abandonar a política e não ser candidato a nada.

Uma vez criada a Rede, outro dois políticos de esquerda devem seguir o mesmo caminho. Ambos tem em comum a falta de espaço na cúpula de seus partidos.

Mais votado para deputado distrital em 2010, Chico Leite sofre perseguição dentro do PT. Não esconde de ninguém que gostaria de ser candidato ao Senado. Já foi assim em 2010. Na Rede de Marina Silva poderia seguir seu projeto.

O também deputado distrital Joe Valle (PSB) sofre retaliações em sua legenda. Como não é afinado com a executiva regional, corre o risco de ser expulso. Antes disso, já afirmou que não fica mais no PSB. Ligado a agricultura orgânica, tem tudo a ver com a Rede.

Sem a Rede, Reguffe fica numa sinuca. Lidera pesquisas ao Senado e está entre os primeiros ao governo. Mas para ser candidato, terá que abraçar o PT. Ou abandona a política. Chico Leite será mais uma vez humilhado dentro do partido e seu destino é concorrer novamente à Câmara Legislativa. Joe Valle espera a expulsão do PSB ou sai da legenda correndo o risco de perder o mandato.

Na atual conjuntura, a Rede é ao mesmo tempo a esfinge e a fábula. E os enigmas estão nos entraves criados para evitar a sua criação. É a justiça subaltena e submissa ao interesses político-partidários de quem está no poder.

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PDT decide não se coligar com o PT

23 de agosto, 2013

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O deputado federal José Antonio Reguffe (PDT) informou que ficou decidido em reunião com o senador Cristovam Buarque (PDT), que a legenda não vai se coligar com o PT nas eleições de 2014. O partido já havia saído da base aliada em 2011. “Não iremos fazer coligação com a chapa do governador Agnelo Queiroz. Isso nunca foi cogitado dentro do partido”, disse Reguffe.

O deputado defendeu a posição de independência da sigla. “É claro que se o governo Agnelo vier a fazer coisas que contribuam com a melhoria de vida da população não iremos ficar contra. Somos responsáveis”, disse.

Cristovam e Reguffe foram os mais bem votados nas últimas eleições. Os dois são sempre lembrados para a disputa ao Palácio do Buriti em 2014. Reguffe também tem seu nome cotado para a disputa ao Senado.

As informações foram passadas por Reguffe. A reportagem não conseguiu conversar com o senador Cristovam.

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Deputado do DF escolhido entre os melhores da Câmara

14 de julho, 2013
José Antônio Reguffe

José Antônio Reguffe

O deputado José Antonio Reguffe (PDT/DF) foi escolhido pelos jornalistas que cobrem o Congresso como um dos três melhores deputados federais para o Prêmio Congresso em Foco. Os outros dois mais votados por suas atuações foram os deputados Chico Alencar (Psol/RJ) e Jean Willys (Psol/RJ).

O deputado do DF apresentou 31 projetos, 14 requerimentos de informação, 18 emendas e proferiu 186 discursos desde o início da legislatura. Entre os projetos, está o que retira os impostos dos remédios.

Reguffe também está no seleto grupo de sete deputados que têm 100% de presença no plenário, sem ter tido uma falta sequer desde o início da legislatura em 2011, sendo o único do DF nessa condição. Nas emendas ao orçamento, enquanto muitos deputados colocaram suas emendas em shows e eventos, o parlamentar do DF colocou para a compra de remédios para os hospitais públicos e para a construção de escolas em tempo integral.

O parlamentar também foi escolhido como o deputado mais citado no tema Defesa do Consumidor pela sua atuação na comissão sobre o tema. No primeiro dia do mandato, Reguffe abriu mão dos salários extras, reduziu sua verba de gabinete e o número de assessores de 25 para apenas 9, entre outras medidas, que geraram uma economia direta aos cofres públicos de mais de R$ 2,3 milhões.

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Reguffe denuncia planos de saúde e critica ANS

3 de maio, 2013

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Membro da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara, o deputado federal José Antonio Reguffe (PDT/DF) fez um discurso no plenário criticando duramente as empresas de plano de saúde e também a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O deputado denunciou que as empresas de plano de saúde estão se recusando a vender planos individuais e obrigando os consumidores a terem que adquirir planos coletivos, onde as empresas têm o direito de rescindir unilateralmente.

“Isso é um absurdo. Se o consumidor contrai um câncer, a empresa rescindi e ele não consegue um outro plano e a ANS não faz rigorosamente nada para combater isso”, criticou Reguffe. O pedetista mostrou ainda anúncios de empresas que oferecem planos coletivos de apenas três membros, numa clara tentativa de lesar o consumidor.

Segundo o levantamento feito pela equipe do gabinete do deputado, as empresas Bradesco, Sulamerica e Unimed Seguros não vendiam mais planos individuais. Ele criticou ainda os conselheiros da agência, que depois que saem das suas funções vão trabalhar justamente nas empresas que antes fiscalizavam. “A ANS existe para defender o consumidor e não os interesses comerciais das empresas. Há uma total inversão de valores”, desabafou Reguffe.

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Marina procura aliados para construir novo partido

10 de janeiro, 2013

 

Campeões de votos no DF, deputados Chico Leite e Reguffe

Por Ana Maria Campos, Correio Braziliense – Os planos da ex-senadora Marina Silva (AC) de montar um novo partido com poderio para chegar às próximas eleições em condições de competitividade representam um ingrediente que movimenta o cenário político do Distrito Federal. Candidata à Presidência da República mais votada na capital do país em 2010, a ex-ministra do Meio Ambiente é uma aliada cobiçada para quem sonha em concorrer ao Palácio do Buriti ou ao Senado, em 2014. Nesse caso, há reciprocidade. Na estratégia de criar uma legenda que tenha a sua cara, Marina também busca parceiros em todas as unidades da Federação. No DF, ela tem alguns interlocutores, como o deputado federal José Antônio Reguffe (PDT) e os distritais Chico Leite (PT) e Joe Valle (PSB), e quer lançar um nome para concorrer com o governador Agnelo Queiroz (PT), que deve tentar a reeleição.

Com quem conversa, Marina tem dito que quer montar um partido com práticas diferenciadas, além de discurso voltado ao meio ambiente, sua principal identidade, e de ética. Nessa legenda, pretende concorrer novamente à Presidência da República e aposta que, com o recall da última eleição, chegará ao pleito com chances reais de vitória. Em 2010, teve 19,6 milhões de votos. Para disputar numa sigla forte, Marina monta o seu exército em cada unidade da Federação. Em São Paulo, sonha ter a seu lado Eduardo Suplicy (PT-SP), de quem é muito amiga. Marina tem expectativa de que o PT fará uma aliança com o PMDB nas próximas eleições e não dará a legenda para a candidatura à reeleição do senador paulista. No Rio de Janeiro, pretende lançar Heloísa Helena ao Senado.

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Reguffe inova nas emendas

9 de dezembro, 2012

 

Enquanto a maioria dos parlamentares coloca as suas emendas ao orçamento em shows e eventos, o deputado José Antonio Reguffe (PDT-DF) concentrou as suas emendas em educação, saúde e segurança, como faz desde que era deputado distrital.

Cada deputado federal teve direito a destinar R$ 15 milhões em emendas. Reguffe colocou R$ 5 milhões em cada uma das três áreas. Foram ao todo seis emendas e todas para o Distrito Federal: R$ 3 milhões para a compra de remédios para os hospitais públicos do DF, R$ 2 milhões para a construção de novos leitos hospitalares, R$ 5 milhões para a construção de escolas em tempo integral, R$ 4 milhões para a compra de viaturas para a polícia do DF (sendo R$ 3 milhões para a militar e R$ 1 milhão para a civil) e R$ 1 milhão para a compra de viaturas de salvamento e resgate para o Corpo de Bombeiros do DF.

“Esse dinheiro não é propriedade dos deputados, é da população e tem que estar onde ela mais necessita. Com isso, estou fazendo a minha parte e dando uma contribuição para melhorar os serviços públicos essenciais que a população precisa”, afirmou Reguffe, em discurso no plenário.

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Reguffe critica segurança no DF

15 de outubro, 2012

 

Deputado José Antonio Reguffe

O deputado José Antonio Reguffe (PDT/DF) fez um duro discurso, no plenário da Câmara dos Deputados, no qual criticou a segurança pública do DF. Disse que não é preciso que alguém famoso tenha que morrer para que seja tomada alguma providência.

“O governo precisa retirar a multidão de policiais que estão em funções administrativas e colocá-los nas ruas, pois é para isso que eles são pagos pelos contribuintes”, afirmou Reguffe.

O deputado do PDT cobrou também que o governo cumpra seu compromisso de campanha de colocar a cada ano mais mil policiais nas ruas. E disse que, ao contrário de outros deputados, que colocam suas emendas ao orçamento em shows e eventos, ele coloca em educação, saúde e segurança.

“Coloquei, por exemplo, para a compra de medicamentos para os hospitais públicos e na dotação para contratação de novos policiais. Eu estou fazendo a minha parte”, declarou Reguffe.

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Reguffe defende Paulo Tadeu

21 de março, 2012

 

O colunista Eduardo Brito (Jornal de Brasília) informa que “de onde menos se espera… pois é, o deputado José Antônio Reguffe saiu em defesa do secretário de Governo, Paulo Tadeu. Reguffe acha que Paulo Tadeu está sendo demonizado. Injustamente.

“Tem gente querendo carimbar nele a marca da incompetência, da ineficiência, mas isso é incorreto”, diz. Reguffe lembra que foi colega de Paulo Tadeu na Câmara Legislativa. Tiveram divergências, mas Reguffe passou a considerá-lo “um quadro político que não merece esse linchamento, com todo esse povo querendo tratá-lo como se todos os problemas decorressem dele”. Afinal, diz o deputado, “competente ele é”.

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Reguffe quer tirar projetos da gaveta

26 de fevereiro, 2012

 

Deputado federal José Antonio Reguffe

O deputado federal José Antonio Reguffe (PDT-DF) protocolou dois requerimentos no plenário da Câmara, solicitando a inclusão na Ordem do Dia de dois projetos que estão na Casa há mais de dez anos sem serem votados: o que proíbe a cobrança de assinatura básica nos serviços públicos e o que exige que seja destacado nos preços dos produtos o valor dos impostos.

Reguffe, que é membro titular da Comissão de Defesa do Consumidor, afirmou que a Câmara precisa dar essa contribuição à vida real de milhares de consumidores deste país e que a Comissão de Defesa do Consumidor não pode se omitir com relação a isso. “Não é justo que o consumidor tenha que pagar pelo que não consome, ele só deve pagar pelo que efetivamente é o seu consumo. E é justo que o consumidor tenha o direito de saber o quanto exatamente no preço de cada produto é imposto, como, aliás, funciona em várias partes do mundo”, diz o deputado brasiliense.

Segundo Reguffe, a Câmara presta um desserviço deixando esses projetos na gaveta por mais de dez anos. “Esta legislatura estará dando uma grande contribuição se tiver coragem de votá-los”, declarou, em discurso no plenário, após ter protocolado os requerimentos, que, de acordo com o regimento, agora serão analisados pela Mesa Diretora.

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Reguffe 100% na Câmara

9 de janeiro, 2012

 

Apenas 13 dos 513 deputados federais tiveram 100% de presença no plenário em 2011, comparecendo a todas as 202 sessões do ano: Alexandre Leite (DEM-SP), Edivaldo Holanda Júnior (PTC-MA), Hermes Parcianello (PMDB-PR), Jesus Rodrigues (PT-PI), Lincoln Portela (PR-MG), Lourival Mendes (PTdoB-MA), Lúcio Vale (PR-PA), Luiz Fernando (PSDB-SP), Manato (PDT-ES), Pedro Chaves (PMDB-GO), Reguffe (PDT-DF), Salvador Zimbaldi (PDT-SP) e Tiririca (PR-SP).

Único do DF na relação, o deputado Reguffe teve também uma atuação bem movimentada. No primeiro dia do mandato, abriu mão dos salários extras, reduziu a sua verba de gabinete e o número de assessores de que pode dispor. Além disso, o deputado apresentou 17 projetos, 16 emendas, seis requerimentos de informação e proferiu 72 discursos no plenário. Entre os projetos, está o que isenta os remédios de todos os impostos. Reguffe foi também o único deputado do DF a votar favorável ao requerimento de convocação do então ministro Palocci, mesmo contrariando a posição do seu partido.

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OPINIÃO: Perspectiva de poder

31 de outubro, 2011

 

O quadro de alianças políticas deve sofrer alterações em 2014, quando a população brasiliense irá as urnas para decidir se reelege o atual governador Agnelo Queiroz (PT) ou se outro político irá ocupar o Palácio do Buriti.

Insatisfeitos com a administração petista, algumas legendas aliadas tendem a fazer voo solo ou se unir a outros partidos relegados a segundo plano pelo GDF. São aliados que esperam o melhor momento para saltar da barca de Agnelo. Enquanto isso não acontece, vão se fingindo de amigos e ocupando cargos no GDF através de seus apadrinhados.

Se às vesperas de 2014 sentirem enfraquecimento eleitoral do projeto do PT e surgir a perspectiva de poder a debandada será geral. Essa perspectiva surgirá naturalmente se o governo Agnelo não conseguir bons índices de popularidade e continuar sendo bombardeado pelo fogo amigo dos aliados.

O PT só não deve ficar no isolamento porque o PMDB deve cumprir a sua missão. Isso, é claro, se o petismo cumprir os acordos fechados com o vice-governador Tadeu Filippelli, que é presidente no DF da legenda aliada. A governabilidade do Palácio do Buriti passa por este caminho.

Enquanto isso o senador Rodrigo Rollemberg (PSB) tem todos os motivos para ser candidato à sucessão de Agnelo. É um sonho antigo do socialista, que já se aventurou numa candidatura de terceira via em 2002, concorrendo com Joaquim Roriz (então PMDB) e Geraldo Magela (PT).

Rollemberg não tem nada a perder, pois se não alcançar sucesso nas urnas, ainda terá mais quatro anos de mandato no Senado Federal. Uma candidatura ainda o posicionará no cenário político. Mas, claro que ele negará qualquer pretensão neste momento, principalmente para não sofrer retaliação.

As últimas desavenças entre ele, o governador e o PT fortaleceram ainda mais uma postulação em 2014. É candidatíssimo. Ainda mais com a possibilidade do PSB ter uma cabeça de chapa para o Palácio do Planato à sucessão de Dilma Rousseff.

O governador pernambucano Eduardo Campos trabalha para viabilizar o seu nome. Acha que o projeto petista sofreu desgaste depois de três mandatos e que o país precisaria de uma alternativa que fosse dentro da base aliada lulista.

O projeto do PSD também vislumbra uma candidatura ao Buriti. A legenda nasceu com força no Distrito Federal, com quatro deputados distritais e sob o comando do ex-governador Rogério Rosso. Também ensaia um namoro com o PSB de Rollemberg. Pretendem trazer o novo para a política brasiliense. Claro que se existir a tal perspectiva de poder.

O PDT, do senador Cristovam Buarque e do deputado federal campeão de votos José Antonio Reguffe, é sempre lembrado quando o assunto é disputar o GDF. Independentes do governo petista, trazem na mala um discurso ético e moralizador. O que lasca essa independência é a quantidade de cargos que tem no governo Agnelo, capitaneados pelo distrital Israel Batista.

A oposição tenta juntar os cacos. O Democratas derreteu no Distrito Federal e seu presidente, o ex-deputado Alberto Fraga, vez ou outra tem que se defender de denúncia de malfeitos cometidos na época em que era secretário de Transportes do governo Arruda. O PSDB tenta ressurgir das cinzas.

Ainda possui um grande número de filiados e inicia uma série de reuniões nas regiões administrativas do DF. Não possui nenhum parlamentar com mandato eletivo e nenhum nome de destaque para disputar uma eleição majoritária. Único distrital eleito pela legenda, Washington Mesquita pulou fora, se juntou ao PSD e amealhou cargos no governo Agnelo. Mas os tucanos apostam na candidatura de Aécio em 2014 para fortalecer a legenda.

O PR, do deputado federal Izalci Lucas, é hoje quem faz o discurso mais duro contra o governo petista. A tribuna do plenário da Câmara dos Deputados é usada constantemente para desancar Agnelo.

Izalci também usa a tática de pedir sucessivas explicações do Executivo através de requerimentos. Mesmo com um discurso forte de oposição, peca para o PR a falta de motivação de entregar os cargos que tem no GDF.

Especula-se se também em Joaquim Roriz voltar a ser candidato, caso o governo Agnelo esteja cambaleante. Mas isso não passa de especulação. Roriz não volta. O seu tempo passou.

Já Agnelo precisa se fortalecer nos próximos anos e, principalmente, ficar longe de encrenca. Se quiser ser reeleito, terá que provar ser a melhor perspectiva de poder. Hoje, as apostas estão divididas, até dentro do PT.

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Mais investimentos para segurança no trânsito

30 de setembro, 2011

 

Detran montou estande para educar os presentes (Foto: Rinaldo Morelli/CLDF)

Deputados distritais defenderam ontem, em comissão geral, mais investimentos do governo para a melhoria da segurança no trânsito e redução do número de acidentes fatais. O alerta foi feito inicialmente pela deputada Liliane Roriz (PRTB), autora do debate que atraiu técnicos de entidades ligadas ao trânsito, parlamentares e estudantes.

Liliane Roriz ressaltou que é preciso que o governo local adote providências imediatas para reduzir o número de mortes no trânsito do DF. “Hoje são registrados 40 óbitos por mês, 10% a mais do que foi registrado no mesmo período do ano passado”, afirmou. A distrital propôs que o GDF crie uma central de gerenciamento de tráfego, assim como já existem em outros estados, e ainda um comitê geral ligado ao gabinete do governador para gerenciar assuntos sobre violência no trânsito.

O deputado Joe Valle (PSB) também defendeu a urgência de adoção de medidas para tornar o trânsito do DF mais seguro. “Já estamos trabalhando aqui em uma Frente Parlamentar do Trânsito para garantir, por exemplo, mais investimentos e melhor gestão do sistema de trânsito, tornando-o mais inteligente”.

“Se continuarmos nessa mesma linha de atuação em relação ao trânsito, vamos entrar no caos”, advertiu o deputado Aylton Gomes (PR), presidente da Comissão de Segurança, na Câmara Legislativa. Ele pregou o diálogo entre os órgãos envolvidos e defendeu que os novos motoristas que entram no trânsito sejam mais bem treinados para evitar acidentes.

O distrital Prof. Israel Batista (PDT) lembrou o sucesso da campanha da “Paz no Trânsito”, lançada pelo ex-governador Cristovam Buarque (PDT), também elogiado por Liliane Roriz e pelo deputado federal Reguffe (PDT-DF), que criticou o desrespeito às leis de trânsito no país, enfatizando que duas leis que aprovou na Câmara Legislativa não estão sendo cumpridas: a que torna obrigatório o uso de limitadores de velocidade nos ônibus do transporte coletivo e a que exige a criação de bicicletários em órgãos públicos.

Ciclovias

Em sua exposição, o presidente da ONG Rodas da Paz, Uirá Lourenço, traçou um quadro bem pessimista sobre a situação do trânsito no DF. Uirá lamentou a falta de ciclovias e criticou o que chamou de política de construção de rodovias, com vias expressas de alta velocidade.

Os representantes dos órgãos do governo, ligados ao trânsito, ressaltaram no debate que o governo do DF está atento aos problemas do setor e que está adotando medidas concretas para a redução dos acidentes, como o aparelhamento do Detran e DER. Durante a comissão geral, servidores do Detran montaram estandes na Praça do Servidor, na Câmara Legislativa, para passar orientações de trânsito aos presentes. (Zildenor Dourado/CLDF)

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PDT tem birra de menino mimado

12 de setembro, 2011

 

Era previsível que durante essa semana o senador Cristovam Buarque convocasse o PDT para anunciar a saída da legenda da base aliada do governador Agnelo Queiroz (PT). O estopim da retirada se deve, novamente, à nomeação do novo Secretário de Educação. Essa novela já foi vista no início do ano e pelo mesmo motivo. Na primeira vez houve muito chio, mas nenhuma medida efetiva por parte dos pedetistas. O discurso de independentes começou a ser ensaiado naquela ocasião.

Desta vez Cristovam não suportou. Para ele, o fato de ter apoiado Agnelo lhe dá o direito de ser consultado. A vaidade falou mais alto do que os interesses do partido. O problema é que o Palácio do Buriti pensa diferente.

Na sede do GDF não se vê essa obrigação. O máximo que poderia se fazer é uma gentileza com o senador anunciando o novo nome antes de ser oficializado, mas isso é descartado, pois a birra de Cristovam teria o mesmo efeito. Só lhe agradaria se o nome fosse indicado por ele próprio. Qualquer outro seria motivo para o desembarque do PDT da base de apoio de Agnelo.

A decisão de quinta-feira (8) pela independência foi tomada pela executiva do partido no DF, por quatro votos a um. Israel Batista, único deputado distrital eleito pela legenda, votou contra a saída da sigla.

Israel foi o maior prejudicado na história. Deputado de primeiro mandato e estreante na política, ele se vê obrigado a parar o trabalho que vem fazendo na Câmara Legislativa. Israel tem dois indicados que ocupam cargos no GDF: Glauco Rojas, na Secretaria de Trabalho e Marcos Woortman, na Administração do Lago Norte. Eles têm 15 dias para deixar os cargos ou se licenciar do partido.

O outro deputado do partido, o federal José Antonio Reguffe, passa uma imagem de que está se lixando para cargos no governo. Ele sempre teve uma postura de independência até do próprio partido e não gosta muito de se meter em assuntos que envolvam negociações com o governo.

No final da reunião o PDT-DF soltou uma nota meio sem pé nem cabeça para aqueles que acompanham o dia a dia da política. Nela, há cinco pontos que tentam justificar a decisão.

O primeiro ponto fala de “ausência de diálogo com o PDT”. Ora, se a legenda possui um secretário de estado que despacha diretamente com o governador e o presidente do partido, Georges Michel, participa das reuniões do Conselho Político do Governo, formado por dirigentes de todas as legendas que apoiam Agnelo, é estranho se falar em ausência de diálogo.

O ponto dois diz que existe “ausência, até este momento, de sinais indicando o cumprimento do ‘novo caminho’ proposto na campanha eleitoral”. É algo muito superficial para se usar como argumento. Não entendi que sinais o PDT busca. O terceiro item fala de “uso de cargos públicos para acomodar as tendências de partidos e parlamentares individualmente, sacrificando as finalidades do serviço público as quais o governo deveria servir”. Aqui parece mais uma direta ao deputado Israel Batista que conseguiu indicar um secretário e um administrador, em detrimento do próprio Cristovam que não conseguiu fazer o titular da pasta de Educação. O ciúme ficou no ar.

No quarto ponto, a nota do PDT diz que “prioridades conservadoras concentradas em obras, no lugar de valorizar a qualidade dos serviços públicos e das políticas sociais”. É um argumento que não se sustenta por dois motivos: O número de ações na área social supera em muito a área de obras e infraestrutura; e o governador Agnelo vem recebendo críticas porque não consegue, justamente, dar continuidade a algumas obras do governo anterior.

O quinto ponto: – “sinais de dominação de um dos onze partidos integrantes da frente ‘novo caminho’ sobre os demais, na definição dos rumos do governo,” – é quase infantil, politicamente falando. Em qualquer governo, ache ruim ou bom, o partido do governador tem o domínio da maior parte dos cargos. Se a nota está falando do PT, como parece óbvio, é óbvio também o porquê da legenda ter mais espaços do que as demais. Além de ser o partido do governador, que já é um argumento bastante forte, possui o maior número de parlamentares.

Querendo ou não, essa é a realidade, seja no Buriti, no Palácio do Planalto ou em qualquer outra sede do Executivo. O resto é choro de menino mimado demais.

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PDT-DF decide deixar de apoiar governo de Agnelo

9 de setembro, 2011

Decisão do PDT pela independência foi tomada por quatro votos a um. Partido estava insatisfeito com o GDF, principalmente na área de educação.

Do G1 DF

Deputado Israel Batista resistiu a saída da legenda

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) decidiu, nesta quinta-feira (8), deixar a base de apoio ao governo de Agnelo Queiroz (PT). A decisão pela independência foi tomada pela executiva do partido no DF, por quatro votos a um.

Há alguns meses, o partido vinha demonstrando insatisfação com a administração do PT, principalmente na área da educação, bandeira pedetista. O auge da crise foi a nomeação de Denílson Costa para a pasta, sem consulta ao PDT.

Israel Batista, único deputado distrital eleito pela legenda, votou contra a ruptura. Ele tem dois indicados ocupando cargos no GDF: Glauco Rojas, na Secretaria de Trabalho e Marcos Woortman, na Administração do Lago Norte. Eles têm 15 dias para deixar os cargos ou se licenciar do partido.

Nota do PDT-DF
 
Em reunião da Executiva Regional do Partido Democrático Trabalhista, nesta quinta-feira 08 de setembro de 2011, convocada para analisar a situação política no Distrito Federal e decidir sobre os rumos do partido, o colegiado decidiu assumir uma posição de independência em relação ao atual Governo do Distrito Federal, pelas seguintes razões:

(1) ausência de diálogo com o PDT;

(2) ausência, até este momento, de sinais indicando o cumprimento do “novo caminho” proposto na campanha eleitoral;

(3) uso de cargos públicos para acomodar as tendências de partidos e parlamentares individualmente, sacrificando as finalidades do serviço público as quais o governo deveria servir;

(4) prioridades conservadoras concentradas em obras, no lugar de valorizar a qualidade dos serviços públicos e das políticas sociais;

(5) sinais de dominação de um dos onze partidos integrantes da frente “novo caminho” sobre os demais, na definição dos rumos do governo.

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Reguffe anuncia que votará contra a recriação da CPMF

2 de setembro, 2011

 

Deputado federal Antonio José Reguffe

Em discurso no plenário da Câmara, o deputado José Antonio Reguffe (PDT/DF) anunciou que vai votar contra a recriação da CPMF e independente da posição que seu partido tomar. Para ele, “o que o governo precisa fazer é redefinir as suas prioridades e os seus gastos, colocando mais recursos para a saúde, e não querer oprimir ainda mais o contribuinte que já paga uma carga tributária abusiva, de 35,13% do Produto Interno Bruto”.

O deputado foi contestando um a um os argumentos colocados pelo governo para a recriação. Disse que a CPMF não é um imposto socialmente justo, pois tanto quem ganha muito como quem ganha um salário mínimo pagam a mesma alíquota. Com relação a ser um imposto de fiscalização da movimentação financeira, o parlamentar afirmou que o Coaf já cumpre essa função hoje, mas que se o argumento for esse, a alíquota então deveria ser 0,0001% e não 0,38% como era ou 0,3% como estão discutindo.

Salientou que a saúde precisa de mais recursos sim, mas que o problema é também de gestão. E afirmou ainda que o governo deveria reduzir os seus gastos e o seu custo para o contribuinte, que a União bate sucessivos recordes de arrecadação e que não é justo que ao invés de querer qualificar melhor o gasto público, queira criar ainda mais um imposto.

“Espero que o governo mude de ideia, mas se não mudar e tiver essa votação, o meu voto é contra a recriação da CPMF, com esse nome ou qualquer outro que queiram inventar, e independente da posição do meu partido. Por consciência e também por lealdade e respeito às pessoas que votaram em mim”, afirmou Reguffe, no discurso no plenário.

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Reguffe enaltece Prêmio Engenho em discurso na Câmara

11 de agosto, 2011

 

O deputado federal José Antônio Reguffe (PDT-DF) enalteceu o 8º Prêmio Engenho de Comunicação – O Dia em que o Jornalista Vira Notícia, em discurso realizado no Plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, hoje pela manhã. “É um prêmio que visa valorizar a liberdade de imprensa, a democracia, a transparência e a valorização dos jornalistas da capital da República”, discursou o parlamentar. Segundo ele, a premiação “é uma iniciativa importante que visa abrilhantar e destacar as melhores ações dentro do jornalismo”. A premiação foi criada em 2004 pela jornalista Kátia Cubel – citada por Reguffe no discurso – para destacar os profissioinais que produzem notícias a partir de Brasília.

Uma comissão julgadora de notáveis escolhe finalistas e vencedores em dez categorias, e homenageias três personalidade da comunicação todos os anos. Neste ano, o júri é formado por: ministro do STF Marco Aurélio Mello, ministro do TCU José Múcio Monteiro, presidente da OAB-DF, Francisco Caputo, presidente da Fecomércio-DF, Adelmir Santana, presidente da ACDF, Danielle Moreira, conselheiro de imprensa da Embaixada de Portugal, Carlos Fino, e professor Nelito Falcão, do IESB, representando o meio acadêmico. A revelação dos vencedores vai acontecer no próximo dia 17 de agosto, com uma grande festa na Embaixada de Portugal. Os atores Adriano Siri e Jovane Nunes, do grupo Os Melhores do Mundo, serão os mestres de cerimônia. A cantora Zélia Duncan e sua banda irá realizar o grande show da premiação.

Valores Cultivados Pelo Prêmio Engenho – Liberdade de imprensa, democracia, transparência e valorização dos jornalistas e veículos de comunicação.

Organizações que apóiam o Prêmio Engenho por valorizar a liberdade de imprensa e o trabalho dos jornalistas:

Desde sua criação, em 2004, o Prêmio Engenho só acontece porque tem o apoio de organizações que investem no evento, para homenagear o trabalho da imprensa na Capital do país. Neste ano, contamos com a parceria das seguintes organizações:

Abir (Associação Brasileira das Indústria de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoolicas), Embraer, Sweet Cake, Petrobrás, Eletrobrás – Ministério das Minas e Energia, Codeplan (GDF), BRB – O Banco de Brasília, Toyota Newland, Bancorbrás Turismo, Grifort (excelência em higiene hospitalar), Sistema Cofeci-Creci, IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público), Recanto das Águas e Embaixada de Portugal.

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Indenização por atrasos em vôos

1 de maio, 2011

Projeto do deputado Reguffe obriga empresas aéreas a indenizar passageiros se houver atrasos de mais de quatro horas

O deputado José Antonio Reguffe (PDT-DF) apresentou na quinta-feira (28) um projeto de lei para obrigar as empresas aéreas a pagarem indenizações aos passageiros no caso de atraso de voos. O projeto do deputado altera a lei 7565 de 1986 que dispõe sobre o Código Brasileiro de Aeronáutica, modificando os artigos 230 e 231 da referida lei.

No projeto, o parlamentar, que é membro titular da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados, propõe que em caso de atraso superior a quatro horas, as empresas aéreas terão que pagar indenização aos passageiros de 20% do preço da passagem. Em atrasos superiores a oito horas, as empresas terão que pagar indenização de 50% do preço da passagem. E em casos de atrasos superiores a doze horas, os passageiros voarão gratuitamente, tendo direito a ressarcimento de 100% do preço da passagem.

O deputado do PDT excetua no projeto apenas os casos de atrasos decorrentes de questões metereológicas, quando os aeroportos são fechados para pouso e decolagens. Retirando isso, todos os demais casos serão, de acordo com a proposição, passíveis de sanções pecuniárias às empresas.

No texto, o parlamentar ainda exige das companhias aéreas alimentação para os passageiros em atrasos superiores a quatro horas e acomodação em atrasos maiores que doze horas. Sem contar aí as possibilidades ainda de ações por danos morais e materiais.

“As empresas têm que sentir no bolso para aprenderem a respeitar os consumidores. O que é justo nessa vida é justo e o que é direito é direito, estão abusando nos atrasos e isso é um desrespeito com as pessoas”, afirmou Reguffe.

Sem Categoria

Reguffe ganha espaço no Congresso

26 de fevereiro, 2011

 

O deputado federal José Antonio Reguffe (PDT) virou personalidade nacional. Depois do bem-sucedido mandato como distrital, o parlamentar começou com destaque na Câmara dos Deputados. Tão logo assumiu o cargo, em 1º de fevereiro, ele apresentou medidas moralizadoras que vão garantir economia nos gastos públicos. E ganhou admiradores fora do Congresso.

Além dos agradecimentos e mensagens de apoio de todo o Brasil na internet e de ter sido matéria da revista Veja, o ex- distrital foi citado pelo tenista Gustavo Kuerten, em seu Twitter. Guga elogiou publicamente Reguffe: “Deputado Reguffe!! Foi o proporcionalmente mais votado do Brasil!! Tomara que consiga influenciar”.

Reguffe também foi assunto no programa do padre Fábio de Mello, em 16 de fevereiro. Ele afirmou que o parlamentar do DF deu uma verdadeira “lição de cidadania” e agiu de forma exemplar ao renunciar aos benefícios a que teria direito na Casa. Os humoristas Ricardo Pipo, dos Melhores do Mundo, e Rafinha Bastos, do CQC, disseram que conhecem Reguffe pessoalmente e rasgaram elogios ao novato.

Reguffe abriu mão dos salários extras que os deputados recebem (14° e 15° salários), reduziu sua verba de gabinete, reduziu o número de assessores de 25 para apenas 9, abriu mão de toda verba indenizatória e reduziu a cota interna de gabinete em mais de 80%, de R$ 23.030 mensais para apenas R$ 4.600. Reguffe vai economizar sozinho aos cofres públicos mais de R$ 2,3 milhões. Se todos os 513 deputados fizessem economia semelhante, a economia aos cofres públicos seria superior a R$ 1,2 bilhão.

Além disso, Reguffe também apresentou um projeto de lei para que a base de cálculo da tabela do Imposto de Renda seja corrigida todos os anos pelo INPC mais 1%. O que significaria que os contribuintes pagariam menos no imposto de renda da pessoa física ano após ano. Para ele, isso é uma questão de justiça com os assalariados e a classe média e é uma forma de “reduzir essa abusiva e revoltante carga tributária” de forma gradual.

Reguffe, no seu início de mandato, ainda fez um discurso duro sobre a reforma política, convocando todos os deputados a terem coragem de fazer uma reforma de verdade, que mude o atual sistema para valer, o qual, na opinião de Reguffe, hoje só dá chance aos que possuem poder econômico ou aos candidatos corporativos, com pouquísssima chance para aqueles cidadãos que querem entrar na política para debater ideias.

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Reguffe votará contra recriação da CPMF

15 de novembro, 2010

 

Contrariando a posição majoritária do seu partido, o deputado federal eleito José Antonio Reguffe (PDT-DF) anunciou que vai votar contra a recriação da CPMF. Durante reunião tensa do partido na quinta-feira (11), Reguffe anunciou a sua posição e disse que antes de qualquer coisa está o seu compromisso com os seus eleitores e sua consciência.

Para ele, “o que o governo precisa fazer é reduzir seus gastos e o seu custo para o contribuinte e não gastar e gastar e depois querer aumentar impostos para a população”. Segundo o deputado, “o governo tem é que combater desperdícios e redefinir suas prioridades, colocando mais recursos na saúde, e não querer penalizar ainda mais o contribuinte que já paga uma carga tributária abusiva e extorsiva, a maior entre os países do mundo emergente, de 38,9% do PIB.”

O político defendeu também a redução da carga tributária e uma mudança no perfil dos gastos, para ele muito voltado às atividades-meio do Estado e pouco com as atividades-fim, que são, segundo ele, educação, saúde e segurança. “Respeito a posição de todos, mas a minha é essa e exijo que ela seja respeitada também. Não sou dono da verdade, mas, sinceramente, prefiro sair da política a ter que ir contra a minha consciência. Respeito a posição dos outros, mas a minha é essa e ponto final”, afirmou.

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Desunido, PDT tende a perder espaço

12 de novembro, 2010

 

Em que se assemelham os presidentes nacional e regional do PDT, Carlos Lupi e Ezequiel Nascimento, respectivamente: ambos não têm voto, não têm mandato e acham que mandam no partido.

Lupi e Ezequiel são bastante afinados. Tão afinadíssimos que se um cair, o outro vai junto. O primeiro é ministro do Trabalho do governo Lula e tem pretensões de continuar no governo Dilma. O problema é que bateu de frente com o líder do PDT na Câmara dos Deputados, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força.

Paulinho é hoje quem tem a força no PDT. Além de não apoiar a permanência de Lupi, pretende ser o seu substituto no Ministério. A tendência é que Lupi perca a briga e volte para o Rio de Janeiro. Ele iria ser candidato à Câmara dos Deputados mas desistiu temendo uma derrota vergonhosa.

No Ministério do Trabalho também estava alojado Ezequiel Nascimento. Ele ocupava até antes da eleição o cargo de secretário de Políticas Públicas.

Ezequiel ficou conhecido pela sua atuação no poderoso Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e Tribunal de Contas da União (Sindilegis). Assumiu pela primeira vez em 1991. Tomou gosto e fez carreira no sindicato.

Do Sindilegis saiu em 2006 para ser candidato figurante ao Senado. Teve 30.851 votos. O primeiro colocado (Joaquim Roriz) conseguiu 657.217 votos e o segundo (Agnelo Queiroz), ficou com 544.313 votos.

Mais modesto, na eleição deste ano Ezequiel tentou uma vaga na Câmara Legislativa, sem conseguir êxito novamente. Teve pouco mais de sete mil votos, ficando na segunda suplência do PDT. Durante a campanha foi muito criticado por seus companheiros de legenda.

Ele é acusado de usar a estrutura do partido e, principalmente, a maior parte do horário eleitoral em favor de sua candidatura. A rebelião dentro da sigla foi grande e Ezequiel saiu chamuscado do pleito.

Mas, mesmo assim, não aprendeu a lição. Ele agora tomou a frente das negociações com o governo de transição e bateu de frente com os parlamentares do PDT. Sem consultar ninguém, Ezequiel decidiu que seria ele a indicar os pedetistas para ajudar Agnelo na equipe pré-governo.

Se estava queimado com os sem-mandato, sua situação se complicou com os eleitos. O senador reeleito Cristovam Buarque, o deputado federal eleito José Antonio Reguffe e o deputado distrital eleito professor Israel Batista não reconhecem a liderança de Ezequiel.

O discurso mais forte partiu de Cristovam. O senador afirmou que tratará com Agnelo apenas como senador e não como representante do partido, caso Ezequiel continue aprontando das suas.

Muitos pedetistas que buscam espaço no novo GDF precisam de um interlocutor à altura e que possa negociar a participação do partido no Executivo. Sem o apoio dos pedetistas com mandato, a situação não é nada boa para Ezequiel, que ainda se segura no quase defestrado Carlos Lupi.

Resta saber se o governador eleito Agnelo Queiroz sentará à mesa com Ezequiel Nascimento quando forem apresentadas as necessidades do PDT, em detrimento de Cristovam, Reguffe e Israel, ou vai aguardar a brasa apagar nas hostes pedetistas. O PDT está fadado a ficar para trás. Um partido desunido com um presidente fraco perde o foco e não alcança seus objetivos.

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Reguffe: o novo fenômeno na política

11 de outubro, 2010

 

Luis Ricardo Machado, do Jornal da Comunidade

Um em cada cinco votos válidos foram para o pedetista ReguffeEm meio a onda de escândalos no cenário político de Brasília em 2010, fato que gerou a queda do governador, secretários de estado e alguns deputados distritais, o discurso pela ética e pela honestidade na política ganhou eco nas eleições da capital federal. Sem utilizar recursos milionários e atuando da mesma forma que foi eleito deputado distrital em 2006, José Antônio Reguffe (PDT) obteve 266.465 mil votos, 18,95% dos votos válidos a deputado federal, e tornou-se o novo fenômeno da política nacional. Respeitando as proporções do coeficiente eleitoral, Reguffe foi o candidato proporcionalmente mais votado em 2010 à Camara dos Deputados.

Em entrevista ao Jornal da Comunidade, Reguffe fala desta votação expressiva, dos próximos planos para o futuro, de quem apoiará ao governo do Distrito Federal e dos projetos que defenderá na Câmara em prol da moralização da política.

Como o senhor explica o número expressivo de votos obtido nestas eleições, o que proporcionalmente foi o maior do país?

Eu penso que isto é um reconhecimento ao meu mandato como deputado distrital. Creio que por ter cumprido todas as promessas que fiz durante a campanha, fato que para muitos seria impossível, o eleitor se sentiu respeitado. Prometi abrir mão dos salários extras que os deputados recebem, reduzi minha verba de gabinete, eliminei 14 vagas de assessores no meu gabinete e só com isso economizei aos cofres públicos mais de R$ 53 mil por mês, dinheiro que deveria estar na educação, saúde, segurança pública, e não para os deputados terem assessores em excesso. A economia total foi de mais de R$ 3 milhões nos quatro anos de mandato através dessas iniciativas.

Que projetos o senhor conseguiu aprovar nestes quatro anos como distrital?

Consegui aprovar alguns projetos, como por exemplo o da água que concede bônus-desconto de 20% ao consumidor que conseguir reduzir seu consumo, tomando como base o mesmo mês do ano anterior. Este projeto inclusive está sendo copiado por várias assembléias legislativas do Brasil inteiro. Outro exemplo importante é o projeto que incentiva o uso da bicicleta exigindo a instalação de bicicletários em centros comerciais e bancos. Além de projetos é preciso salientar que no meu mandato apresentei várias denúncias e fiz um trabalho de fiscalização de gasto do dinheiro público.

Pelo número de votos obtido nas urnas o senhor está sendo cobiçado pelos candidatos ao GDF. Você vai apoiar alguém?

Primeiro eu gostaria de dizer que votei na Marina (Silva) no primeiro turno para presidente. Agora no plano local vou apoiar o Agnelo Queiroz para o governo, apesar de não me sentir representado pelo PT.

Quais motivos o levaram a apoiar o Agnelo?

O Roriz já teve a chance de governar a cidade por 14 anos e o Agnelo representa um novo caminho, uma outra alternativa. Acho que Brasília precisa desta alternativa nova, apesar de preferir que fosse algo diferente do PT e do Roriz. Mediante a estas duas alternativas o meu voto e o meu apoio serão para Agnelo.

Nas eleições presidenciais o senhor vai apoiar algum dos candidatos neste segundo turno?

Eu não me sinto representado nem pelo PT nem pelo PSDB e por isto não tem como pedir voto para algo que não acredito.

Eleito deputado federal, quais projetos e propostas defenderá na Câmara dos Deputados?

Acho que a primeira coisa que precisamos debater no Congresso Nacional é a questão da reforma política. Este país precisa urgentemente de uma reforma política profunda e urgente. As pessoas hoje não se consideram representadas na classe política e há um poço que separa representantes de representados. Nós vivemos em um Estado Democrático de direito, mas não vivemos em um Estado Democrático de fato. Há uma crise na nossa democracia representativa que é culpa dos personagens, dos desvios éticos inaceitáveis, mas também é culpa do sistema.

E como poderíamos definir esta reforma política?

Eu elenquei durante a campanha cinco pontos de uma proposta para a reforma política que vou propor e defendo. O primeiro deles é o fim da reeleição para cargos executivos e a proibição de mais do que uma única reeleição para cargos legislativos. É preciso oxigenar a política constantemente, quebrar vícios e renovar a política de uma forma constante.

Qual as outras propostas?

A instituição do voto facultativo no Brasil e o fim do voto obrigatório. O resultado do voto obrigatório é o Tiririca. O Tiririca com o voto facultativo não seria eleito. Além disto, o voto obrigatório dá margem a todo tipo de influência do poder econômico. É preciso trazer mais consciência ao gesto de votar. A terceira proposta é o voto distrital. Hoje há uma distância enorme entre representantes e representados, e precisamos diminuir esta distância. A política tem de se tornar mais acessível. Os candidatos têm de fazer campanha no Distrito Federal todo, se tornando muito caro. Se diminuir a área geográfica da campanha você acaba barateando. A quarta é a instituição de um sistema de revogabilidade de mandatos parlamentares. Uma pessoa para ser candidata a um cargo, teria de registrar o panfleto de campanha na justiça eleitoral com seus compromissos de campanha e a justiça colocaria isto em seu site. Uma vez eleito, qualquer eleitor, tendo votado nele ou não, poderia entrar na Justiça e pedir o mandato dele de volta se o candidato não cumprir qualquer um dos compromissos de campanha. E, por último, a proibição de doações privadas e a instituição do financiamento exclusivamente com fundo de campanha. Hoje há uma promiscuidade enorme entre público e privado, e esta nova regra daria uma chance maior de uma pessoa de bem disputar uma eleição menos desigual.

E qual seria a sua proposta de financiamento de campanha?

A minha proposta de financiamento de campanha é diferente da que está tramitando atualmente no Congresso Nacional. A que defendo é que o TSE e os TREs fariam uma licitação e a gráfica que ganhasse imprimiria os panfletos de todos os candidatos com o mesmo tamanho, número e formato para todos. Assim tamém seria feito com a produtora que ganhasse. Ela gravaria a propaganda para todos. Desta forma daria igualdade de condições entre os candidatos.

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Reguffe critica faltosos

4 de dezembro, 2009

 

O deputado distrital José Antonio Reguffe (PDT) classificou como inaceitável a justificativa dada pela maioria dos parlamentares da Câmara Legislativa do Distrito Federal para faltar à sessão de ontem (3). Dos 24 distritais, 19 não apareceram na Casa, sob a alegação de que não havia segurança para trabalhar por causa dos protestos promovidos desde quarta-feira (2) por representantes de movimentos sociais, que invadiram o plenário para cobrar o impeachment do governador José Roberto Arruda e de seu vice, Paulo Octávio (ambos do DEM).

 

De acordo com o presidente interino da Casa, Cabo Patrício (PT), os deputados – a maioria da base governista – alegaram que não se sentem seguros para voltar à Câmara em razão dos protestos. Os cinco deputado que compareceram à sessão desta tarde são da bancada de oposição a Arruda.

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