Posts Tagged ‘PT’

andre vargas

O mundo dá voltas: em fevereiro, Vargas debochava de Joaquim Barbosa com gesto de mensaleiros

Nem mesmo a manobra da bancada petista evitou a cassação do deputado André Vargas (sem partido-PR) por quebra de decoro parlamentar. Filiado ao Partido dos Trabalhadores até abril deste ano, Vargas perdeu o mandato por 359 votos a 1 e 6 abstenções. Antes da votação, o deputado José Mentor (PT-SP) tentou interromper os trabalhos, mas a tática não funcionou.

Para o líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), o voto aberto, adotado na atual legislatura, mostrou mais uma vez sua influência. “Democracias não convivem com mistérios, gostam da luz do Sol”, afirmou. A perda do mandato terá efeitos após a publicação da resolução que derivou do processo. Vargas não compareceu à sessão porque se recupera de uma cirurgia.

Manobra petista – A primeira sessão da Câmara aberta nesta quarta-feira (10) para votar o processo foi encerrada de maneira abrupta por José Mentor. Ele aproveitou um momento de confusão no plenário, assumiu a presidência e encerrou a reunião por falta de quórum, sem maiores explicações.

Imediatamente, a oposição protestou. O 1º vice-líder do PSDB na Câmara, Vanderlei Macris (SP), afirmou que havia a suspeita de um golpe. Ele citou outras votações importantes, como a da MP dos Portos, em que a Mesa aguardou o estabelecimento do quórum. “Não tem sentido encerra essa sessão. Temos que retomar a discussão, sob pena de sérias dúvidas se houve ou não a realização de um golpe”, alertou.

O deputado José Aníbal (SP) reprovou a violência de um parlamentar que “pula em cima da cadeira” e decreta o fim da sessão sem explicações. O tucano afirmou que, em 22 anos de parlamento, nunca viu tamanha agressão à Casa. “Como dizia Mário Covas, o Parlamento, com suas fraquezas, com as suas grandezas, só crescerá na medida em que praticar a democracia. Não pode praticar atitudes como essa”, completou.

O relator do processo, deputado Júlio Delgado (PSB-MG), cobrou a retomada da sessão com o caso de Vargas na pauta. Segundo ele, a reunião não poderia ter sido interrompida tão perto de alcançar o quórum. “Nas vésperas de entrarmos no recesso legislativo, essas votações e essas atitudes terão repercussão no início da próxima legislatura. Essa sessão ser encerrada da forma que foi, não tem jogo aqui”, disse.

PROVAS CONTUNDENTES

Júlio Delgado reafirmou haver provas concretas de que Vargas mentiu ao negar seu envolvimento no favorecimento de empresas junto ao Ministério da Saúde e outros órgãos. “O esquema encontrou no deputado uma chave para atuação junto ao poder público”, disse.

Conforme o relatório, Vargas quebrou o decoro ao ter atuado na intermediação junto ao Ministério da Saúde em favor do laboratório Labogen, do doleiro Alberto Youssef, preso em março por participação em esquema de lavagem de dinheiro. O parecer enfatizou ainda o alto custo da alocação da aeronave usada por Vargas – cerca de R$ 105 mil –, quantia que foi financiada pelo doleiro.

Foto : George Gianni

Foto : George Gianni

Por Josias de Souza

O quase ex-ministro petista Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) despertou a ira do tucano Aécio Neves ao referir-se a ele da mesma maneira pejorativa que Lula fizera na campanha: “Playboyzinho”. Em resposta, o ex-presidenciável do PSDB reacendeu as suspeitas que rondam a biografia de Gilbertinho, como Lula o chama, no caso que resultou no assassinato do ex-prefeito petista de Santo André Celso Daniel.

Gilbertinho falou de Aécio durante a assinatura de convênios com pequenos agricultores familiares. “Eu morria de medo do playboyzinho ganhar a eleição, porque eu tinha clareza que ia acabar essa energia que está aqui nesta sala. Isso não tinha condição de continuar porque não está nesse projeto”, disse o ministro.

Ouvido pela repórter Maria Lima, Aécio foi à jugular: “Os termos que o ministro se referiu a um senador da República e presidente de um partido só confirma sua baixa estatura política. Mesmo depois de 12 anos como ministro, a principal marca da biografia do senhor Gilberto Carvalho será sempre seu envolvimento com as graves denúncias de corrupção em Santo André, que culminaram com o assassinato do prefeito Celso Daniel, ainda não esclarecido.”

Noutro trecho de sua fala aos agricultores familiares, Gilbertinho discorreu sobre as forças da oposição: “Essa gente aqui do governo tem a criatividade e o heroísmo de ficar batalhando internamente, sofrendo perseguição e discriminação por conta disso, sofrendo todo o tipo de acusação de bolivarianismo, de chavismo, de mais um monte de merda que os caras [da oposição] falam…”

E Aécio: “O ministro Gilberto Carvalho tem mesmo razões para ter medo. Temia que se eu fosse eleito, eu iria acabar com a corrupção, colocar ordem no País e acabar com as boquinhas do seu partido, em especial a dele próprio.”

Ex-candidato a vice na chapa de Aécio Neves, o senador tucano Aloysio Nunes Ferreira mirou abaixo da linha da cintura. “Trata-se de um cafajeste. O fato de um ministro de Estado se referir nesses termos a um senador e presidente de partido reflete bem o baixo nível do governo Dilma. Eu não sei de que ele tinha medo, se Aécio ganhasse. Mas ele sabe onde o rabo dele está preso. Especula-se muito sobre isso.”

Líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy muniu-se de ironia. “O medo do ministro Gilberto Carvalho é que a presidente Dilma Rousseff faça uma delação premiada.”

Tomada pela disposição que exibe nos últimos dias, a oposição reserva para Dilma Rousseff, no seu segundo mandato, uma paz de Oriente Médio.

estrelas_pt_1

O medo instalou-se no partido. É por isso que ele não consegue celebrar a vitória de Dilma.

Por Ricardo Noblat

O PT encontrou um antídoto que julga eficiente para qualquer embaraço grave que a presidente Dilma Rousseff enfrente doravante: a denúncia de golpe.

Sim, há um golpe em curso contra Dilma, segundo o PT. E tudo haverá de ser feito para evitá-lo.

Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal, foi sorteado para analisar as contas de campanha de Dilma. O lance, ora, faz parte do golpe.

Um lance que dependeu de sorteio – mas não importa. Até os fados, muitas vezes, favorecem o mau contra o bem.

Gilmar é ministro graças a Fernando Henrique Cardoso, que o indicou. Lula cabalou o voto dele para absolver os mensaleiros. Gilmar denunciou a cabala e desde então foi promovido pelo PT à condição de seu inimigo.

Uma equipe de 16 técnicos do Tribunal Superior Eleitoral encontrou irregularidades nas contas de campanha de Dilma.

Olhe aí! Bem que o PT avisou. É golpe. Mais um lance do golpe!

Se Gilmar propuser a desaprovação das contas de campanha de Dilma, seu voto será confrontado com os votos de outros seis ministros. Entre eles, o governo tem folgada maioria.

Mas e daí? Trata-se de um golpe e pronto!

Digamos que as contas da campanha acabem rejeitadas. Ainda assim Dilma seria empossada. E teria tempo suficiente para corrigi-las. Só perderia o cargo se não as corrigisse. É quase impossível.

Onde estaria o golpe nesse caso?

Ora, no ar, nas nuvens, no clima, em qualquer lugar.

Na verdade, a denúncia de golpe serve para vitimizar Dilma e o PT. E aumentar, se der certo, o apoio popular dos dois.

Serve, também, para disfarçar o momento delicado que Dilma atravessa. Afinal, a Justiça denunciará empreiteiros envolvidos na roubalheira da Petrobras.

E no PT se teme que a denúncia aproxime ainda mais o escândalo do gabinete de Dilma. E – quem sabe? – do gabinete do vice Michel Temer.

O doleiro preso Alberto Yousseff, em troca de delação premiada, contou coisas que até Deus duvida. E comprometeu Lula e Dilma. Disse que eles sabiam da roubalheira.

Não basta ao delator que delate. Caso minta perderá o benefício de uma pena menor. Delação premiada não se sustenta com mentiras.

O PT decidiu organizar de última hora uma manifestação contra o golpe a se realizar amanhã, em Brasília. Se tiver certeza de que a manifestação reunirá muita gente, Lula comparecerá. Do contrário, não.

Sabe o que de fato acontece?

O PT ganhou mais quatro anos de governo, embora por pouco. Por uma diferença mínima. A menor desde que ele chegou ao poder pela primeira vez em 2002. Ainda não se recuperou do susto.

Perdeu 18 vagas na Câmara dos Deputados. E meia dúzia no Senado. Para que governe, dependerá do apoio do PMDB. Quase metade dos convencionais do PMDB, em meados deste ano, rejeitou o apoio à reeleição de Dilma.

Em fevereiro próximo, o PT completará 35 anos de vida. Nasceu à sombra de Lula. Alcançou o poder por meio de Lula. Dependerá de Lula para não ser expurgado do poder em 2018. Não é uma trajetória brilhante.

O medo instalou-se no partido. É por isso que ele não consegue sequer celebrar a vitória que colheu há coisa de mês e meio.

SP, 02/09/14, Dilma e Lula / Campanha / São Bernardo do Campo

Para o tesoureiro Edinho Silva, houve ‘equívoco de interpretação’ dos técnicos do TSE

O tesoureiro da campanha presidencial de Dilma Rousseff, Edinho Silva, disse nesta segunda-feira, 8, ter ficado surpreso com a decisão dos técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de pedir ao ministro Gilmar Mendes a rejeição das contas da presidente Dilma Rousseff. Acompanhado do presidente nacional do PT, Rui Falcão, e de advogados da campanha, Edinho Silva afirmou que a campanha petista “seguiu rigorosamente toda a legislação vigente e a jurisprudência do tribunal”.

Em entrevista coletiva em Brasília, Edinho falou em “equivoco de interpretação” e rejeitou a hipótese de ação política na recomendação. Ele acredita que o pleno do tribunal seguirá a jurisprudência e não o parecer técnico. “Reforçamos a convicção de que acreditamos no relator responsável pelas contas e nos ministros do TSE”, afirmou.

Os advogados do partido ressaltaram que informaram aos doadores sobre os limites impostos pela legislação e que tal cuidado deve ser das empresas doadoras e não do comitê financeiro. “A campanha não tem obrigação nenhuma de controlar isso”, ponderou Falcão.

Edinho Silva lembrou que as cinco empresas doaram também para a campanha do tucano Aécio Neves. “Doaram até mais do para Aécio”, afirmou. “Do ponto de vista legal, a campanha não tem como saber se uma doação está dentro do limite de faturamento de uma empresa ou não”, completou.

A advogada Márcia Pelegrini lembrou que em 2010 a campanha de Dilma também teve o mesmo problema e que o plenário afastou qualquer hipótese de irregularidade na prestação de contas. Para o advogado Flávio Caetano, a rejeição das contas da campanha seria algo “inovador” no TSE e que neste caso cabe apenas a “aprovação das contas” com ressalvas. “Seria a primeira vez que teríamos uma desaprovação de contas”, pontuou.

Em despacho na noite de sexta-feira, 5, o ministro Gilmar Mendes, relator no STF das contas da campanha à reeleição de Dilma, afirmou ter visto “fortes indícios” de doação acima do limite legal por parte de pelo menos cinco empresas ao comitê financeiro do PT.

O ministro pediu à Receita Federal com urgência dados sobre o faturamento bruto da Gerdau Aços Especiais e mais quatro empresas: Saepar Serviços e Participações, Solar.BR Participações, Ponto Veículos e Minerações Brasileiras Reunidas. Juntas, as cinco empresas doaram R$ 8,83 milhões, somando a destinação de dinheiro ao Diretório Nacional do PT com doações diretas feitas a Dilma Rousseff e ao Comitê financeiro para a Presidência da República.

Entre as cinco empresas que tiveram doações contestadas, a Gerdau foi a que enviou o maior montante à candidatura da presidente Dilma, R$ 5,01 milhões, seguida pela Minerações Brasileiras Reunidas, que doou R$ 2,80 milhões. A Solar Participações doou R$ 570 mil, a Ponto Veículos, R$ 450 mil e a Saepar, R$ 250 mil.

Resolução do TSE em vigor nas eleições de 2014 prevê que as doações a candidatos sejam limitadas a 2% do faturamento bruto da empresa, levando em conta o ano-calendário anterior à eleição. No caso dessas contas, a porcentagem é calculada com base no faturamento de 2013.

O relatório indica irregularidades que representam 4,05% do total das receitas e 13,88% das despesas declaradas. Foram encontradas também problemas de impropriedades, de 5,22% do total de receitas. Impropriedades são consideradas de menor gravidade pelo tribunal. (Diário do Poder // Daiene Cardoso/AE)

Juiz Sérgio Moro

Juiz Sérgio Moro

Por Gerson Camarotti – No núcleo do governo, avaliação reservada é que a liberação da delação premiada de Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, executivo da Toyo Setal, foi uma espécie de “resposta” de Sérgio Moro à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki de soltar o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque.

Entre petistas, o temor é que sejam divulgadas outras delações em que o partido apareça como protagonista na investigação da Operação Lava Jato. Também há o receio de que o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, seja citado novamente em outros depoimentos.

O juiz Sérgio Moro liberou o depoimento de Mendonça Neto a pedido da defesa de alguns executivos citados na operação. Mas, ressaltam integrantes da cúpula, outros depoimentos também solicitados por advogados não foram liberados.

Durante a campanha, tanto o PT quanto a própria Dilma, cobravam a divulgação do conteúdo de todas as delações premiadas. No governo, a preocupação é que a divulgação de apenas alguns depoimentos possa atingir politicamente a imagem de integrantes do PT, dentro e fora do Planalto.

Como revelou o Blog, houve preocupação de investigadores com a liberação de Renato Duque pelo STF já que a expectativa da Polícia era de que o ex-diretor da estatal firmasse acordo de delação após ficar preso por algum tempo.

Por isso, alguns petistas ouvidos avaliam que, ao liberar o depoimento de Mendonça Neto, o juiz Sérgio Moro fez uma espécie de “vacina” para evitar novas concessões de habeas corpus pelo STF.

Foto : George Gianni

Foto : George Gianni

Para o senador Aécio Neves, as denúncias devem ser apuradas a fundo e reforçam as suspeitas de que o PT foi beneficiado por parte dos recursos desviados na Petrobras

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) considerou gravíssima a denúncia, feita por um empresário no acordo de delação premiada da operação Lava-Jato da Polícia Federal, de que dinheiro da corrupção na Petrobras abasteceu a conta oficial do PT na campanha de 2010.

Segundo o executivo Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, da Toyo Setal, em depoimento à Polícia Federal, parte da propina paga ao ex-diretor da Petrobras Renato Duque foi destinada para doações oficiais feitas ao PT. O empresário afirma que doou R$ 4 milhões ao PT entre 2008 e 2011.

“Essa é a denúncia mais grave que surgiu até aqui.  O dirigente de uma das empresas que pagou suborno, segundo ele, ao diretor da Petrobras, recém solto pelo ministro Teori, diz que parte dessa propina foi depositada na campanha do PT em 2010”, disse Aécio Neves em entrevista à imprensa no Congresso Nacional.

De acordo com reportagens publicadas pela imprensa, nesta quarta-feira (03/12), além das doações oficiais, o dinheiro da propina da Petrobras chegava ao PT por meio de parcelas em dinheiro e em contas indicadas no exterior.

Para Aécio, as denúncias devem ser apuradas a fundo e reforçam as suspeitas de que o PT foi beneficiado por parte dos recursos desviados na Petrobras, pagos pelas empresas como propina.

“Se comprovadas essas denúncias, é algo extremamente grave. Estamos frente a um governo ilegítimo. Isso é a demonstração clara de aquilo que disse recentemente e a comprovação da verdade. Essa organização criminosa, que segundo a Polícia Federal se instalou no seio da Petrobras, participou da campanha eleitoral contra nós”, afirmou.

 policia federal

Foi deflagrada na última terça-feira (18) a operação “Curinga”, responsável por coibir fraude nos cofres da Previdência Social no Norte de Minas Gerais. No decorrer das investigações, a Polícia Federal encontrou indícios de crime eleitoral em benefício de candidatos da coligação do PT em Monte Azul. De acordo com o inquérito aberto, benefícios previdenciários, materiais de construção, combustível, além de cadastros do Bolsa Família, auxílio-doença, Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e até dentaduras foram oferecidos em troca de voto.

De acordo com reportagem publicada nesta quarta-feira (19) pelo jornal Hoje em Dia, entre os investigados estão os deputados Reginaldo Lopes, cotado para assumir o Ministério da Educação, e Paulo Guedes, ambos do PT. Ao todo, estão sendo cumpridos 39 mandados de busca e apreensão, condução coercitiva e sequestro de bens.

Para o deputado federal Rodrigo de Castro (PSDB-MG), é “estarrecedora a capacidade do PT de criar novos escândalos”. “É um partido que parece não ter limites na sua gana de roubar e enganar a população”, disse.

A Justiça Federal também decretou mandado de busca e apreensão na casa do vice-prefeito de Monte Azul, Antônio Idalino Teixeira, o Toninho da Barraca (PT), considerado uma das principais peças do esquema.

“Infelizmente, não é surpresa alguma o que aconteceu em Minas, e, com certeza, em tantos outros lugares do país. Nossa esperança é que essa operação seja levada a cabo até o final e os responsáveis sejam devidamente punidos”, enfatizou o tucano.

De acordo com a reportagem, os investigados irão responder por crimes contra a administração pública, estelionato, formação de quadrilha e falsidade ideológica. Se condenados, podem pegar até 20 anos de prisão. A PF deve instaurar novos inquéritos para apurar os crimes eleitorais e os desvios de verbas públicas.

aecio

Em reunião do PSDB, tucano propôs pacto para revigorar a oposição. Senador de MG disse em encontro que oposição saiu ‘vitoriosa’ das urnas.

Aécio Neves se reuniu com dirigentes do PSDB e líderes oposicionistas na Câmara dos Deputados (Foto: Dida Sampaio / Estadão Conteúdo)

Priscilla Mendes e Lucas Salomão, do G1 – Candidato derrotado do PSDB à Presidência, o senador Aécio Neves (MG) afirmou nesta quarta-feira (5), durante reunião da Executiva Nacional do PSDB que contou com a presença de líderes de outros partidos oposicionistas, que o “diabo se envergonharia de muitas coisas que foram feitas durante a eleição deste ano”, referindo-se à campanha do PT, partido que saiu vitorioso na disputa presidencial. A declaração do tucano foi uma resposta a uma declaração da presidente reeleita Dilma Rousseff do ano passado, na qual ela afirmou que se pode “fazer o diabo na hora da eleição”.

“Essa campanha levará duas marcas muito claras. Uma delas protagonizada pelos nossos adversários, a campanha da infâmia, da mentira, da utilização absolutamente sem limites da máquina publica em benefício de um projeto de poder. Pelo menos cumpriram a palavra. Disseram que iam fazer o diabo. O diabo se envergonharia de muitas coisas que foram feitas durante essa eleição”, declarou o tucano, arrancando aplausos da plateia.

A frase polêmica de Dilma, que motivou a declaração desta quarta-feira de Aécio, foi dita em março de 2013, quando o PSB recém havia começado a cogitar o lançamento da candidatura do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos ao Palácio do Planalto. Na ocasião, Dilma afirmou durante uma cerimônia pública em João Pessoa que valia tudo durante a corrida eleitoral.

“Nós podemos disputar eleição, brigar na eleição, fazer o diabo na hora da eleição. Agora, quando a gente está no exercício do mandato, temos de nos respeitar, porque fomos eleitos pelo voto direto do povo brasileiro”.

No encontro desta quarta, realizado em um auditório da Câmara dos Deputados, Aécio propôs um pacto para construir no país uma “oposição revigorada”. O parlamentar tucano retornou ao cenário político nesta terça (4), nove dias após o segundo turno da eleição presidencial.

“Nós estamos, a partir de hoje, selando um pacto de construção de uma oposição revigorada, e por mais paradoxal que possa parecer, de uma oposição vitoriosa, porque disputamos essa eleição falando a verdade”, declarou o senador de Minas ao abrir o encontro tucano realizado na Câmara dos Deputados.

Aécio Neves, que acumula as funções de senador com a presidência nacional do PSDB, foi recepcionado na tarde de terça-feira por dezenas de simpatizantes e parlamentares oposicionistas na fachada do Congresso Nacional. Em sua primeira aparição no Legislativo depois da derrota nas urnas, o tucano afirmou que o Brasil “despertou” com as eleições deste ano.

Foram convidados a participar da reunião representantes dos partidos que compuseram a coligação de Aécio nas eleições presidenciais e outros partidos que aderiram à sua campanha no segundo turno, como Rubens Bueno (PPS-PR), Mendonça Filho (DEM-PE), Roberto Freire (PPS), Pastos Everaldo (PSC) e Paulinho da Força (SD). Esperados para o encontro, o senador eleito por São Paulo, José Serra (PSDB-SP), não compareceu, nem o governador eleito Geraldo Alckmin.

Apoio de aliados

Os aliados do senador desfiaram elogios à atuação de Aécio Neves durante a campanha presidencial, na qual obteve 48,36% dos votos válidos contra 51,64% da presidente reeleita Dilma Rousseff.

“Aécio saiu muito grande dessa eleição. Se superou durante a campanha e se mostrou como é ao Brasil: leal, sincero, aglutinador”, elogiou o líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE). “Fico impressionado com a capacidade de agregar que tem o senador Aécio Neves”, disse o prefeito de Manaus e ex-senador Arthur Virgílio (PSDB).

A senadora Ana Amélia (PP-RS), que terminou em terceiro lugar na disputa pelo governo do Rio Grande do Sul, pediu que a oposição não se “disperse”. “Aécio é um estadista, mas acima de tudo um líder que carrega a emoção em seus atos”, disse.

Os convidados também aproveitaram o evento para criticar o PT e a presidente Dilma Rousseff. O deputado Mendonça Filho (DEM-PE) comemorou a derrubada do decreto presidencial dos conselhos populares e foi aplaudido pela plateia. “Acabamos com aquele decreto bolivariano”, destacou o líder da bancada do DEM na Câmara, autor do projeto que propõe a revogação do decreto presidencial.

“Quero ver agora ela [Dilma Rousseff] rever o fator previdenciário, como prometeu nos debates”, disse Paulinho da Força, lembrando com ironia do episódio em que a presidente, durante o debate da TV Globo, sugeriu a uma eleitora indecisa se matricular em um curso do Senac. A eleitora é economista e estava desempregada.

Arthur Virgílio destacou as denúncias de corrupção na Petrobras e afirmou que Dilma é uma “presidente fraca”, que irá à reunião do G20 com um “ministro demissionário”. “O que ela tem contra o ministro Mantega ao expor o ministro dessa forma à mídia? Ela tinha que ter apontado seu novo ministro de uma vez”, provocou o prefeito.

A Comissão Executiva Regional do PT decidiu, em reunião realizada ontem à noite, que firmará relação crítica ao futuro governo de Rodrigo Rollemberg. O encontro também definiu o calendário de atividades para o próximo ano

O PT fará oposição ao governo de Rodrigo Rollemberg (PSB). A decisão foi tomada oficialmente ontem à noite pela Executiva do partido. Até a semana passada, dos quatro parlamentares eleitos para a próxima legislatura da Câmara Legislativa, apenas o deputado distrital Chico Vigilante (PT) tinha dado sinais de que manteria a relação contrário ao próximo governo. Os demais deputados — até por manterem uma boa relação com Rollemberg —, preferiam o discurso mais moderado. No entanto, a partir de agora, a recomendação parte da Comissão Executiva Regional do PT.

O secretário-geral do PT local, Ricardo Vale (PT), eleito pela primeira vez para o mandato 2014-2018, assim como o deputado reeleito Chico Leite (PT) já tinham manifestado, inclusive, abertura a um relacionamento mais próximo do governador eleito. “Dentro desse cenário, o PT deve ser oposição. Feita de forma serena, cumprindo seus compromissos, mas defendendo o que for bom para a sociedade”, afirmou o presidente do PT-DF, Roberto Policarpo. Segundo ele, a oposição não será feita a qualquer custo, muito menos será qualificada como forte ou fraca. “O PT tem maturidade para agir. Fomos governo duas vezes, conhecemos e queremos fazer da forma correta”, explicou.

Para o distrital Chico Vigilante (PT), a oposição será a mesma de quando o PT fez oposição em governos passados: clara e sem barganha. “Oposição é oposição. Os eleitores mandaram a gente para a oposição. Não é uma questão de escolha. E o nosso papel será assumir essa condição”, disse.

Cronograma

De acordo com o documento construído durante a reunião de ontem à noite, o PT continuará defendendo as realizações positivas do governo, mas fiscalizará as ações do Executivo local. Dialogará com movimentos sociais e incentivará a realização de uma reforma política. A reunião serviu também para a elaboração de um calendário de atividades do partido. Entre janeiro e março, por exemplo, a sigla fará um balanço político dos últimos quatro anos como base para a criação de um outro cronograma, com as ações para os anos seguintes. (Por Camila Costa, do Correio Braziliense)

Eduardo Cunha

Eduardo Cunha

Deputado se articula para assumir a presidência da Câmara, contrariando acordo de rodízio com o PT

Talita Bedinelli, El País – Uma semana depois da eleição que garantiu uma vitória apertada da presidenta Dilma Rousseff, o PT enfrenta agora uma outra disputa árdua. Desta vez, pela presidência da Câmara dos Deputados, que reúne 513 Parlamentares e já começou a presenciar um levante, liderado pelo peemedebista Eduardo Cunha (RJ).

Cunha já recebeu bandeira branca do PMDB, aliado ao Governo, para costurar as alianças necessárias para levá-lo à presidência no início de 2015, desfazendo um acordo entre os dois partidos pela alternância da liderança existente desde 2007. Na última eleição, em 5 de outubro, o PT elegeu a maior bancada da Casa, com 70 deputados, quatro a mais que o PMDB.

Eduardo Cunha

Eduardo Cunha

A bancada do PMDB na Câmara se reuniu nesta quarta-feira (29) e deu aval à pré-candidatura do líder do partido, Eduardo Cunha (RJ), para a disputa pela Presidência da Casa em 2015. A reunião ocorreu um dia depois dos deputados aplicarem a primeira derrota à presidente reeleita Dilma Rousseff. Deputados aprovaram projeto que susta efeito de decreto presidencial sobre conselhos populares. Para evitar uma espécie de antecipação da briga, os peemedebistas aprovaram oficialmente, por unanimidade, apenas a recondução de Cunha para a liderança do PMDB.

A bancada também lançou uma autorização para que ele articule a formação de um bloco para atuar na Câmara no próximo ano. Os gestos foram interpretados pelos peemedebistas como o fortalecimento da candidatura de Cunha. Com isso, ele vai começar a costurar uma aliança com outros partidos em torno do seu nome e, também, para a composição de um “blocão”, capaz de se impor numericamente em votações na Casa, além de ter peso para conquistar espaços na cúpula e nas comissões importantes.

As conversas devem envolver principalmente PR, PP, PSC, PTB e Solidariedade. A ideia do PMDB é de isolar o PT, maior bancada da Casa com 70 parlamentares na próxima formação -quatro a mais que os peemedebistas. Peemedebistas dizem que há incômodo com o PT não só pela relação com o Planalto, mas também pela atuação da bancada petista na Casa.

“Na votação desta terça [28], a Casa deu demonstração de que determinadas posições do PT têm sido rechaçadas pela Casa. Então, não há uma boa harmonia para que o PT consiga impor uma candidatura. Eu tenho dito que acho muito difícil uma candidatura do PT lograr êxito na Casa”, afirmou Cunha.

A bancada rechaça a proposta defendida pelo vice-presidente, Michel Temer (PMDB), de reeditar o acordo de rodízio entre PT e PMDB no comando da Câmara. O deputado Leonardo Picciani (RJ) disse que a formação de bloco é para garantir que o partido fique pelo menos como a segunda maior bancada da Casa.

Na reunião que durou quase três horas, os deputados ainda reclamaram da atuação do PT nas disputas estaduais em prejuízo do PMDB e cobraram mais interlocução do Planalto com a Casa. Os peemedebistas disseram que a derrota de Dilma, com a derrubada de seu decreto que trata dos conselhos populares, foi um recado para a petista sobre a autonomia do Congresso. “Não pode mais ter salto alto do Planalto”, disse o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA).

COMEMORAÇÃO Antes de se reunirem nesta quarta (29) por quase três horas, os peemedebistas realizaram um jantar com os atuais e novos parlamentares. No encontro, Cunha fez um discurso de boas-vindas aos novos congressistas e evitou polemizar sobre a relação com o governo. A comemoração pela derrota a Dilma ficou para as rodas de conversas após a intervenção do líder.

Segundo relatos, os deputados não continham a satisfação em terem mostrado ao governo que é preciso cultivar a relação com o Parlamento. Os peemedebistas ainda decidiram sair em defesa do presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), que foi responsabilizado por petistas pela derrota de Dilma, uma vez que estava magoado depois de perder a disputa pelo governo do Rio Grande do Norte e culpar o PT e o ex-presidente Lula por ter inferido no processo eleitoral. A bancada assumiu a votação, que contou com aval de vários partidos aliados, isolando PT, PC do B e PSOL na defesa do conselho. Para Cunha, colocar a votação na cota pessoal de Alves é “injustiça”. (Do site UOL)

aecio

Mensagem do candidato derrotado do PSDB foi publicada no Facebook. Tucano lembrou frase de Eduardo Campos: ‘Não vamos desistir do Brasil’.

Filipe Matoso, do G1, em Brasília – O candidato derrotado do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, afirmou em vídeo divulgado nesta quarta-feira (29) em sua página oficial no Facebook que a campanha do PT usou “infâmia e mentira” contra a candidatura dele ao longo da disputa pelo Palácio do Planalto.

No vídeo, com duração de aproximadamente dois minutos, o senador tucano diz que, desde o último domingo (26), tem recebido mensagens de internautas que manifestaram “enorme tristeza” com o resultado das urnas. Aécio perdeu a corrida presidencial por uma diferença de 3,4 milhões de votos para a candidata do PT, Dilma Rousseff.

Conforme os dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o tucano obteve 51,04 milhões de votos (48,36%), enquanto Dilma obteve 54,5 milhões (51,64%).

“Nós temos que nos lembrar que disputamos uma eleição desigual, com o outro lado usando como nunca a máquina pública, a infâmia e a mentira contra nós. Mas aconteceu, e isso a gente não pode se esquecer, uma outra coisa extraordinária, que foi o Brasil acordando, as pessoas indo para as ruas querendo ser protagonistas da construção do seu próprio destino”, declarou o senador.

Na gravação, Aécio relembrou ainda uma declaração do candidato do PSB à Presidência Eduardo Campos: “Não vamos desistir do Brasil”. A frase se tornou um dos lemas da campanha socialista após a morte do ex-governador de Pernambuco em um acidente aéreo em Santos (SP).

Tancredo - Aécio Neves também destacou que as ações do governo Dilma deverão ser fiscalizadas e os resultados, cobrados. Durante a gravação, ele ressaltou que estará “atento e vigilante” para que as promessas de campanha da presidente reeleita sejam cumpridas nos próximos quatro anos.

O senador do PSDB citou em meio à gravação seu avô Tancredo Neves, que se elegeu presidente da República por  meio de voto indireto, mas não chegou a tomar posse no cargo em razão de ter morrido antes de assumir o comando do país.

“Há 30 anos, Tancredo disse uma frase que ficou marcada na memória de milhões de brasileiros. Ele disse num momento único da vida nacional ‘não vamos nos dispersar’. E é isso que eu peço a cada um de vocês: não vamos desistir do Brasil e não vamos nos dispersar. A força que nós adquirimos é a força que vai levar o Brasil à verdadeira mudança”, concluiu.

jose dirceu

Condenado por mensalão, ex-ministro ficou menos de um ano na cadeia. Como trabalhou no regime semiaberto, ele teve dias descontados da pena.

Nathalia Passarinho, do G1, em Brasília – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, relator das execuções penais do processo do mensalão do PT, autorizou nesta terça-feira (28) o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu a cumprir em casa o restante da pena de 7 anos e 11 meses de prisão. O Código de Processo Penal dá aos detentos com bom comportamento o direito de progredir de regime após cumprirem um sexto da pena.

Condenado pelo  STF pelo crime de corrupção ativa, Dirceu foi preso em 15 de novembro de 2013. O ex-ministro não completou ainda um ano na cadeia nem o correspondente a um sexto da pena, o que seria alcançado somente em março de 2015. No entanto, a Justiça descontou da condenação 142 dias relativos ao período em que ele trabalhou fora do presídio. Pela legislação penal, a cada três dias trabalhados, o detento pode abater um dia da pena de prisão.

Com a decisão de Barroso, a Vara de Execuções Penais do DF deverá chamar Dirceu para uma audiência, possivelmente na próxima terça (4), dia em que são efetivadas em Brasília as progressões de regime. Na reunião com o juiz de execução penal, serão estabelecidas as regras de cumprimento da prisão domiciliar. Só então o ex-ministro será liberado para ir para casa.

Até o momento, o petista acusado de ser o mentor do esquema de pagamento de propina a parlamentares em troca de apoio ao governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou 11 meses e 14 dias no regime semiaberto – ele sai de dia para trabalhar e dorme na prisão. Desde o dia 3 de julho, Dirceu tem trabalhado durante o dia no escritório do advogado Gerardo Grossi, em Brasília.

Antes de decidir sobre a prisão domiciliar, o ministro Barroso pediu parecer ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que opinou pela autorização.

O procurador destacou, no documento enviado ao Supremo, que Dirceu teve 142 dias descontados da pena em razão de trabalho e estudo na cadeia, e que esses fatos “inexoravelmente conduzem a constatação do requisito objetivo” do cumprimento de um sexto da pena.

Janot também apontou que o Centro de Progressão Penitenciária de Brasília confirmou que o ex-ministro preencheu o requisito do bom comportamento carcerário. “Com efeito, não há óbice à progressão de regime almejada, pois, constatado que o apenado cumpriu com os requisitos legais, faz jus ao benefício.”

Outros quatro condenados do chamado “núcleo político” do mensalão do PT já conseguiram progredir do regime semiaberto para a prisão domiciliar: o ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, o ex-tesoureiro do extinto PL Jacinto Lamas e o ex-deputado federal Bispo Rodrigues. Todos passaram menos de um ano na prisão.

 O ex-deputado federal Valdemar Costa Neto também já pediu para cumprir a pena em casa e aguarda decisão do Supremo.

Prisão domiciliar
 – No regime semiaberto, o preso dorme durante a noite na prisão e pode sair durante o dia para trabalhar. O horário de trabalho é fixado pelo juiz da Vara de Execuções Penais de acordo com a atividade para a qual o preso foi contratado.

Em regra, no regime domiciliar, o preso deve ficar em casa entre 21h e 5h, podendo sair durante o dia para trabalhar. No entanto, o horário pode ser flexibilizado em acordo com o juiz da Vara de Execuções Penais e conforme o tipo de trabalho que o condenado vai fazer.

O ex-tesoureiro do PT  Delúbio Soares, por exemplo, foi autorizado a chegar em casa às 22h, porque o serviço que ele desempenha na Central Única dos Trabalhadores (CUT) pode se estender até este horário. O preso em regime domiciliar deve permanecer na residência durante todo o fim de semana, em período integral, não pode andar em companhia de outras pessoas que estejam cumprindo pena, e precisa se apresentar a cada dois meses à Vara de Execuções Penais para comprovar que está cumprindo as regras do regime aberto.

O detento é proibido ainda de portar armas, usar ou portar entorpecentes e bebidas alcoólicas e de frequentar bares. Dirceu, assim como os demais condenados no julgamento do mensalão que estão em prisão domiciliar, não precisará usar tornozeleira eletrônica.

Esse mecanismo de rastreamento é normalmente utilizado em presos preventivos (temporários) que são liberados para responder a processo ou aguardar as investigações em prisão domiciliar, como é o caso do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso em março na Operação Lava Jato. Após fazer acordo de delação premiada e denunciar integrantes do esquema de corrupção na estatal, ele foi liberado para ficar em casa com tornozeleira eletrônica.

Alberto Youssef (Imagem: Aniele Nascimento / Agência de Notícias G/AE)

Alberto Youssef (Imagem: Aniele Nascimento / Agência de Notícias G/AE)

Por Ricardo Noblat

Os trechos mais quentes da reportagem de VEJA deste fim de semana sobre as confissões à Justiça do doleiro Alberto Youssef, um dos cabeças do esquema de corrupção na Petrobras:

• — O Planalto sabia de tudo!

— Mas quem no Planalto? — perguntou o delegado.

— Lula e Dilma — respondeu o doleiro.

• Na semana passada ele aumentou de cerca de trinta para cinquenta o número de políticos e autoridades que se valiam da corrupção na Petrobras para financiar suas campanhas eleitorais. Aos investigadores Youssef detalhou seu papel de caixa do esquema, sua rotina de visitas aos gabinetes poderosos no Executivo e no Legislativo para tratar, em bom português, das operações de lavagem de dinheiro sujo obtido em transações tenebrosas na estatal. Cabia a ele expatriar e trazer de volta o dinheiro quando os envolvidos precisassem.

• Entre as muitas outras histórias consideradas convincentes pelos investigadores e que ajudam a determinar a alta posição do doleiro no esquema — e, consequentemente, sua relevância pa­ra a investigação —, estão lembranças de discussões telefônicas entre Lula e Paulo Roberto Costa sobre a ampliação dos “serviços”, antes prestados apenas ao PP, também em benefício do PT e do PMDB.

• “O Vaccari está enterrado”, comentou um dos interrogadores, referindo-se ao que o do­leiro já narrou sobre sua parceria com o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto. O doleiro se comprometeu a mostrar documentos que comprovam pelo menos dois pagamentos a Vaccari. O dinheiro, desviado dos cofres da Petrobras, teria sido repassado a partir de transações simuladas entre clientes do banco clandestino de Youssef e uma empresa de fachada criada por Vaccari.

• O doleiro preso disse que as provas desses e de outros pagamentos estão guardadas em um arquivo com mais de 10 000 notas fiscais que serão apresentadas por ele como evidências. Nesse tesouro do crime organizado, segundo Youssef, está a prova de uma das revelações mais extraordinárias prometidas por ele, sobre a qual já falou aos investigadores: o número das contas secretas do PT que ele operava em nome do partido em paraísos fiscais. Youssef se comprometeu a dar à PF a localização, o número e os valores das operações que teria feito por instrução da cúpula do PT.

• Youssef dirá que um integrante da ­coor­denação da campanha presidencial do PT que ele conhecia pelo nome de “Felipe” lhe telefonou para marcar um encontro pessoal e adiantou o assunto: repatriar 20 milhões de reais que seriam usados na cam­panha presidencial de Dilma Rousseff. Depois de verificar a origem do telefonema, Youssef marcou o encontro que nunca se concretizou por ele ter se tornado hóspede da Polícia Federal em Curitiba.

agnelo e Chico

O Partido dos Trabalhadores aprovou por unanimidade fazer oposição a qualquer um dos candidatos que vencer a disputa ao Buriti. 

Líder do PT na Câmara Legislativa, deputado distrital Chico Vigilante desmente a boataria política de que o governador Agnelo Queiroz (PT) poderia apoiar o candidato do PSB ao GDF, Rodrigo Rollemberg, ou que existiria um acordo para que o candidato do PR, Jofran Frejat cedesse seu palanque para a presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT). Um dos políticos mais próximos e fiéis do governador Agnelo, Vigilante afirma que o será oposição ao próximo governo, seja quem for o vencedor. “Nenhum dos projetos que está aí nos representa, nem o PR com o Jofran Frejat, muito menos o Rollemberg com o PSB”. O parlamentar faz ainda dura crítica a Rollemberg, principalmente pelo apoio declarado ao candidato a Presidência da República, Aécio Neves, principal adversário do PT.

Qual será a posição do PT em relação ao segundo turno nas eleições do DF?

Nós tomamos uma decisão na Executiva Regional do Partido de Trabalhadores. A decisão foi tomada por consenso, por unanimidade, que o PT não irá participar das eleições no segundo turno. Vamos continuar fazendo a campanha da presidenta Dilma Rousseff. Vamos votar 13 para eleger a Dilma, mas o Distrito Federal nenhum dos projetos que estão aí nos representa, nem o PR com o Jofran Frejat, muito menos o Rollemberg com o PSB. Até porque eles tomaram uma posição: os dois apoiaram o candidato a presidência, Aécio Neves, do PSDB. Aécio é nosso adversário no campo nacional, portanto não teria nenhum sentido a gente apoiar nem o Rodrigo Rollemberg e nem o Frejat, se eles estão contrários a candidatura da presidenta Dilma Rousseff.

Comenta-se que o governador Agnelo poderia apoiar algum dos candidatos, isso é verdade?

O Agnelo Queiroz é um homem de partido. Ele sabe a decisão que foi tomada pelo Partido dos Trabalhadores. Todos os filiados, militantes e dirigentes do PT tem dever lealdade com o partido. Estão obrigados a seguir a orientação da legenda. Eu tenho conversado muito com o governador Agnelo Queiroz ultimamente, e nenhum momento eu ouvi nenhum tipo de disposição dele apoiar quem quer que seja nesse segundo turno.

Qual será a postura do PT num possível governo Rollemberg ou Frejat?

Nós vamos seguir a postura que os eleitores nos recomendaram. Os eleitores disseram que somos oposição, eles nos mandaram para oposição. Portanto, nós vamos cobrar tudo que tanto um quanto outro estão falando, até as vírgulas do que eles estão prometendo. Vamos fazer uma fiscalização  muito profunda da questão da gestão de qualquer um que seja eleito e vamos cumprir a vontade dos eleitores que mandaram a gente para a oposição. Estamos com todas as promessas feitas por eles aí anotadas, e vamos cobrar que eles cumpram aquilo que prometeram, até porque, tanto um como o outro participaram de um processo de desconstituição e desconstrução do governo Agnelo Queiroz, portanto seria muito cinismo da parte do PT apoiar qualquer um dos dois que contribuiu para a destruição de um partido correto, de um governo que administrou bem o Distrito Federal, o governo que a população vai sentir falta e saudade, por que em nenhum momento na história do Distrito Federal teve um volume de obra tão grande, teve assistência social, teve tanto respeito especialmente a servidores, como no caso do governo Agnelo.

O PT liberou o voto dos militantes ou parlamentares para apoiar algum candidato?

Não. A posição do Partido dos Trabalhadores é de não participar das eleições no segundo turno. Cada militante sabe o que fazer, vai seguir orientação do partido, ninguém está autorizado a votar em qualquer que seja. Nós vamos votar na presidenta Dilma Rousseff, estamos fazendo a campanha para ela.

É verdade que o governo Agnelo estaria perseguindo aliados que declararam apoio ao candidato Jofran Frejat?

Isso não existe. O que o governador está fazendo são os ajustes necessários, até porque o Rollemberg prometeu que não quer servidor comissionado no governo dele. Portanto, o governador está facilitando a vida dele, está exonerando efetivamente esses cargos comissionados e depois vamos verificar se o Rollemberg vai ter como cumprir o que ele prometeu. Não tem perseguição nenhuma. O governador Agnelo é um homem de paz, decente e coerente. Ele não perseguiu em nenhum momento, nem se tem notícia de nenhuma perseguição sequer aqui no âmbito no Distrito Federal.

O PT pode subir no palanque de Jofran Frejat caso ele decida apoiar a presidente Dilma no segundo turno?

O PT já tomou a decisão de não apoiar nenhum dos dois candidatos aqui no Distrito Federal. Uma vez que o partido de Jofran Frejat já havia tomado a decisão de apoiar o candidato Aécio Neves (PSDB). Ele não precisava ter feito isso, mas fez a mesma coisa que o Rollemberg, tanto que eles optaram por um caminho. Eles fizeram uma opção pelo lado neoliberal da política de centro direita do Brasil. Tanto que eles foram pela direita, problema deles. Tenho certeza que a Dima vai ganhar o governo aqui no Brasil e aqui no Distrito Federal. Vamos exigir que as promessas feitas por eles aí sejam cumpridas. Agora eles que não venham depois querer fugir da responsabilidade, e querer mandar proposta que não esteja acordada com o governo federal pra tentar constranger a presidente Dilma Rousseff. O candidato Jofran Frejat foi deputado federal e coordenador da bancada. Tanto ele, quanto Rollemberg, sabem que nenhum projeto vai para o Congresso Nacional sem autorização do Palácio do Planalto. Portanto, estão mentindo para a sociedade quando diz que vão mandar o projeto de reestruturação da carreira dos servidores da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiro no dia primeiro de janeiro de 2015. Isso é falácia, isso não acontece. Não aconteceu no tempo do Joaquim Roriz, com o Collor, quando ele foi ministro,  nem também com Fernando Henrique. Não aconteceu com Cristóvam Buarque que era amigo de infância de Fernando Henrique. Não aconteceu com José Roberto Arruda, nem agora com Agnelo Queiroz e não vai acontecer com governador nenhum. Esses caras estão fazendo essas promessas todas, mas eles tem juízo e sabem que o Distrito Federal é extremamente dependente do Governo Federal. Eles que não venham tentar constranger o Palácio do Planalto.

Como o senhor analisa o apoio de Rollemberg ao candidato Aécio Neves?

Isso é uma coisa que o Rollemberg vai ter que explicar aos eleitores. Ele sempre foi um homem que transitou pela esquerda, eu quero saber como ele explica agora a candidatura que tenha sustentação da UDN. A velha UDN travestida com os Democratas, que tem apoio dos banqueiros, latifundiários e de todos que são anti-Brasil. Como ele teve coragem de juntar com essa gente. Tanto é uma explicação que cabe a ele dar para a sociedade. Não sou eu que tenho que avaliar, cada um toma o caminho que quer. Eu acho que ele buscou o caminho da direita, portanto ele que se atenha lá, quero ver como vai ser a relação dele com o Fraga e com outros aí aqui no Distrito Federal. Tanto que ele optou pelo um caminho que é livre, democrático e a vontade dele. E depois que ele se justifique com a sociedade.

Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Secretaria da Presidência da República (Imagem: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Secretaria da Presidência da República (Imagem: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

 Gilberto se faz de coitadinho com o que chama de ódio contra o PT

Por Ricardo Noblat – Leiam só o que disse, ontem, no Recife, o ministro-chefe da Secretaria da Presidência da República, Gilberto Carvalho.

- Atravessamos um momento delicadíssimo da nossa campanha.

Candidato que acredita na vitória – ou mesmo aquele que não acredita – jamais admite que sua campanha atravessa um momento delicadíssimo. Isso significa que a derrota está logo ali na esquina.

Gilberto não é candidato a nada. Mas desfruta da autoridade de ministro de Estado e de secretário da presidente da República. Não é pouca coisa.

Ele não parou por aí. Afirmou:

- Plantou-se um ódio enorme em relação a nós. Eu não sei o que foi aquilo. Em São Paulo, estava muito difícil andar com o broche ou a bandeira da Dilma. Em Brasília, a cidade estava amarela, sem vermelho. O ódio tem sido construído com a gente sendo chamado de ladrão. Com frequência, a gente vem sendo chamado de um grupo de petralhas que assaltaram o governo.

Se a intenção de Gilberto foi atrair a solidariedade dos representantes de movimentos sociais que o escutavam, é possível que o efeito produzido sobre eles tenha sido outro.

Por que em São Paulo a aversão ao PT chegou ao ponto de tornar arriscada a vida de quem se exibe com o broche do partido ou a bandeira de Dilma?

Por que em Brasília, cidade de funcionários públicos, onde por duas vezes o PT governou, o vermelho simplesmente desapareceu das ruas?

Dá para pensar.

Gilberto se faz de coitadinho com o que chama de ódio contra o PT. O correto seria chamar de cansaço. Ou de decepção. Profunda.

De resto, Dilma faz um governo medíocre. A inflação voltou. E o país parou de crescer.

Quanto aos petistas serem chamados de assaltantes…

A maioria dos petistas não merece ser tratada assim. A maioria dos filiados de qualquer partido não merece ser tratada assim.

Os que roubaram e deixaram roubar, esses devem ser presos e condenados.

agnelo

Decisão da Executiva regional foi unânime; governador está fora da disputa. Segundo secretário-geral, chapas não estão alinhadas a projeto petista

A Executiva do PT no Distrito Federal decidiu em reunião nesta quinta-feira (9) que o partido não vai manifestar apoio a nenhum dos candidatos ao governo local no segundo turno. Segundo o secretário-geral da sigla no DF e deputado distrital eleito, Ricardo Vale, os 17 membros na reunião foram unânimes ao decidir pela neutralidade.

O candidato do PT à reeleição, Agnelo Queiroz, recebeu 20,06% dos votos e está fora do segundo turno. A disputa será entre Rodrigo Rollemberg (PSB) e Jofran Frejat (PR), que receberam 45,23% e 27,96% dos votos válidos, respectivamente.

A opinião contrária às duas candidaturas já havia sido manifestada na quarta (8) pelo presidente regional do PT, deputado Policarpo. Segundo Vale, as candidaturas de Rollemberg e Frejat “não estão alinhadas ao projeto nacional petista”.

“A gente tem a preocupação de eles implementarem a política neoliberal aqui na capital. Os dois [partidos] estão com Aécio Neves no cenário nacional e, por isso, o partido vai ficar fora desse processo no segundo turno”, disse o secretário-geral da legenda.

Com a decisão da Executiva, o PT vai orientar lideranças e militantes a não emitir manifestação favorável às candidaturas ao Palácio do Buriti. Agnelo Queiroz deve ficar afastado da disputa e não subirá em palanques nesta fase da eleição. “O governador não faz parte da Executiva, não estava na reunião. Mas como petista e militante, a gente acredita e espera que Agnelo cumpra essa decisão”, diz Vale.

Ainda segundo Vale, o esforço do partido no Distrito Federal será para conquistar votos para a reeleição da presidente Dilma Rousseff.

Na votação do último domingo (5), Dilma conquistou apenas 23,02% dos votos válidos no Distrito Federal, ficando atrás de Aécio (36,10%) e Marina Silva (35,81%). (Mateus Rodrigues, do G1 DF)

Peulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras. Foto Ueslei Marcelino

Peulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras. Foto Ueslei Marcelino

Por Fernando Rodrigues – É estarrecedor ouvir o que disse Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, a respeito de como eram divididas as propinas que recebia e dividia com partidos políticos. Tudo está ficando público hoje, como mostra reportagem de Mário Cesar Carvalho e de Flávio Ferreira. O PT, sigla de Dilma Rousseff, seria um dos beneficiados.

Não há como imaginar essas revelações deixando de impactar no processo eleitoral em curso. A rigor, já se sabia a respeito das propinas. Mas ouvir o diretor relatando torna tudo mais chocante. Paulo Roberto fala de dinheiro de propina entregue ao PT e ao PMDB, exatamente os partidos de Dilma Rousseff e de Michel Temer, que formam a chapa de presidente e vice em busca da reeleição.

A emissora de notícias Globonews colocou no ar trechos dos áudios no início da tarde de hoje. Na reportagem de Marcelo Cosme, a partir de 1 minutos e 30 segundos, é possível ouvir o seguinte trecho que fala Paulo Roberto Costa, transcrita a seguir:

Em relação à Diretoria de Serviços, todos sabiam que eu tinha um percentual desses contratos da área de Abastecimento. Dos 3%, 2% eram para atender ao PT, através da Diretoria de Serviços. Outras diretorias, como Gás e Energia e como Exploração e Produção, também eram PT. Então se tinha PT na Diretoria de Exploração e Produção, PT na Diretoria de Gás e Energia e PT na área de Serviços. Então o comentário que pautava lá dentro da companhia era que, nesse caso, os 3% ficavam diretamente… diretamente para o PT. Não era… não tinha participação do PP, porque eram diretorias indicadas, tanto para execução do serviço quanto para o negócio, PT com PT. Então, o que rezava dentro da companhia era que esse valor seria integral para o PT. A Diretoria Internacional tinha indicação do PMDB. Então tinha também recursos que eram repassados para o PMDB, na Diretoria Internacional”

Aí Paulo Roberto é interrogado da seguinte forma: “Certo, mas a pergunta que eu fiz especificamente é se os diretores especificamente, por exemplo, o sr. recebia parte desses valores?”. E Paulo Roberto responde:

Sim. Então, o que que normalmente, em valores médios, acontecia? Do 1% que era para o PP –em média, obviamente que dependendo do contrato poderia ser um pouco mais, um pouco menos– , 60% iam para o partido, 20% eram para despesas (às vezes, nota fiscal, despesa para envio etc.). São todos valores médios. Podem ter alteração nesses valores. E [dos] 20% restantes eram repassados 70% para mim e 30% para o [José] Janene [ex-deputado federal, do PP do Paraná, que já morreu] ou para o Alberto Youssef”.

Outra pergunta para Paulo Roberto: “E como o sr. recebia a sua parcela?”

Paulo Roberto: “Eu recebia em espécie, normalmente na minha casa, ou no shopping, ou no escritório, depois que eu abri a companhia minha lá de consultoria”.

Pergunta: “Quem entregava esses valores para o sr.?”

Paulo Roberto: “Normalmente, o Alberto Youssef ou o Janene”.

Pergunta: E nas outras agremiações políticas? O sr. sabe quem eram os distribuidores?

Paulo Roberto: “Dentro do PT, a ligação que o diretor de Serviços tinha era com o tesoureiro na época do PT, o sr. João Vaccari. No PMDB, da Diretoria Internacional, o nome que fazia essa articulação toda chama-se Fernando Soares”.

estrelas_pt_1

Se o PT estivesse certo, ficaria dispensada a realização de eleições com regularidade.

Por Ricardo Noblat – Curioso o PT. Curioso, não: esquisito. Arrogante. Dono da verdade.

No primeiro turno, patrulhou os adversários por não admitir que eles pudessem discordar de suas posições.

Bolsa Família?

Ai daquele que não se comprometesse com a continuação do programa.

Minha Casa, Minha Vida?

Como se julgar capaz de encontrar melhor solução para a falta de moradias?

Mais Médicos?

Está para ser inventado algo superior ao que o governo do PT inventou.

O país cresce pouco?

Culpa da crise da economia internacional.

A inflação aumentou?

Culpa da crise da economia internacional.

O Brasil é campeão dos juros altos?

Idem.

Em resumo: fora do ideário do PT não existe solução. Jamais existirá.

Se o PT estivesse certo, ficaria dispensada a realização de eleições com regularidade. Eleições para quê? Para o país correr o risco de ir para o brejo?

Uma vez que faliu, a proposta de ditadura do proletariado daria lugar à da ditadura partidária. Naturalmente, uma ditadura chancelada pelo voto popular limitado ao mais do mesmo.

Marina Silva pagou caro por ter tentado pensar diferente do PT. E acenado com alternativas estranhas ao catecismo do PT.

Chegou a vez de Aécio Neves pagar caro.

Que não ouse pensar diferente do PT. E se é para pensar igual, está dispensado. Basta o PT.

Maurício Rands

Maurício Rands

 

Na coordenação da campanha de Marina Silva, o ex-líder do PT na Câmara dos Deputados Maurício Rands demonstrou surpresa com a estratégia do seu antigo partido para desconstruir a imagem da candidata do PSB. Em conversa com o Blog, Rands reagiu ao que chamou de discurso do medo da campanha da petista Dilma Rousseff.

“Por que essa obsessão do poder pelo poder? Por que esse afã, essa vontade de ficar no governo? O PT está demonstrando muito apego aos cargos públicos para fazer esse debate desesperado em cima da mentira. Se a Dilma perder a eleição, será bom para ela. Dilma vive estressada, vive agressiva. Alguma coisa está errada”, disparou Rands.

O ex-líder petista admite que a campanha ficou “muito desigual” e que fica difícil reagir, com pouco tempo de televisão, aos comerciais do PT no rádio e televisão. “Eles (petistas) estão desesperados e atacaram muito forte. O ataque ficou tão artificial que há um sentimento das pessoas de que foi uma ação desproporcional”, ressaltou.

Em sintonia com o discurso de Marina, Maurício Rands demonstrou espanto com a ofensiva da campanha de Dilma. “Eu não quero uma campanha com esse método, em cima da mentira. O PT faz um discurso do medo, ao comparar Marina a Collor e de que a proposta de Marina é tirar comida da mesa do trabalhador para dar aos banqueiros. Como as ideias do PT não são fortes, ele decidiram falsear o debate”, disparou. (Por Gerson Camarotti)

DIRCEU_MARINA_FOLHAPRESS_SERGIO_LIMA_7ABR2004

O Partido dos Trabalhadores, por meio do seu Diretório Nacional, apresenta nesta sexta-feira (12), ao Ministério Público Eleitoral, Representação Criminal contra a candidata Marina Silva pela prática do crime de difamação eleitoral, com base no Art. 325 – Código Eleitoral. De acordo com o artigo, se comprovada a difamação, a candidata pode receber como pena detenção de três meses a um ano, e pagamento de 5 a 30 dias-multa.

Segundo avaliação do Diretório Nacional do PT, durante sabatina do jornal O Globo, realizada no dia 11 de setembro, no Rio de Janeiro, Marina Silva “extrapolou – e em muito – o mero direito de crítica, ferindo abertamente a honra da agremiação, bem jurídico tutelado pelo tipo penal em questão”, conforme registrado a representação.

Para o coordenador jurídico da campanha à reeleição de Dilma Rousseff, Flávio Caetano, “está demonstrada a intenção de macular imagem do PT com finalidade eleitoral, configurando o crime de difamação eleitoral previsto no art. 325 do Código Eleitoral”.

Na ocasião, a candidata fez as seguintes declarações: “não consigo imaginar que as pessoas possam confiar em um partido que coloca por 12 anos um diretor para assaltar os cofres das Petrobras. É isso que estão reivindicando? Que os partidos continuem fazendo do mesmo jeito? Eu espero que as pessoas virtuosas possam renovar seu (sic) partidos, para que ele volte a se interessar pelo que são as demandas das pessoas”.

As declarações foram reproduzidas no portal de notícias G1 e divulgadas no canal de internet TV40, da campanha de Marina, e hoje são a principal manchete do jornal O Globo.

Na representação junto ao MP, o PT afirma ainda que Marina incita o eleitor quando:

(i) Questiona “É isso que estão reivindicando?”, remetendo à questão de “assalto à Petrobrás”, e continua perguntando se querem “Que os partidos continuem fazendo do mesmo jeito?”;

(ii) Afirma que espera que as pessoas virtuosas possam renovar seu (sic) partidos.

O Art.357 do Código Eleitoral determina que o Ministério Público fará sua análise e oferecerá a denúncia dentro do prazo de 10 (dez) dias.

Petrobras

A roubalheira foi exumada pela Polícia Federal e por um juiz sem medo

“A Petrobras já está privatizada”, informa o título do post publicado em 10 de junho de 2010. Aparecem no texto, inspirado no surto de chiliques provocado pela criação de uma CPI incumbida de investigar a estatal, personagens que acabam de sair da caixa preta em poder do ex-diretor Paulo Roberto Costa. Confira:

O presidente Lula ficou muito irritado com a instauração da CPI da Petrobras. Depois de ter feito o possível para interromper a gestação, agora faz o possível para matá-la no berço. Baseado no critério do prontuário, entregou a Renan Calheiros o comando do grupo de extermínio montado para o justiçamento. O senador do PMDB alagoano, diplomado com louvor na escolinha que ensina a delinquir impunemente, é especialista no assassinato de qualquer coisa que ponha em risco o direito conferido aos congressistas leais ao Planalto de roubar sem sobressaltos…

O presidente da Petrobrás, Sérgio Gabrielli, ficou muito irritado com a instauração da CPI da Petrobras. Caprichando no palavrório que identifica os nacionalistas de galinheiro, qualificou de “inimigos da pátria” os partidários da devassa na empresa ─ o que promove automaticamente a defensores da nação em perigo os que tentam manter fechada a caixa preta. Gente como Renan Calheiros. Ou Ideli Salvatti. Ou Fernando Collor. Ou Romero Jucá, em aquecimento para encarnar o papel de relator que impede a coleta de relatos relevantes.

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, ficou muito irritado com a instauração da CPI da Petrobras. Governista seja qual for o governo, o agregado da Famiglia Sarney conhecido na Polícia Federal pela alcunha de Magro Velho alegou que iluminar os porões de uma empresa que é a cara do Brasil Maravilha espanta clientes, fornecedores e possíveis parceiros. Se conhecessem a folha corrida de Lobão, todos os clientes, fornecedores e possíveis parceiros já teriam saído em desabalada carreira das cercanias da Petrobrás e do gabinete do ministério.

Os modernos pelegos ficaram muito irritados com a instauração da CPI da Petrobras. Jovens velhacos da UNE berraram que o petróleo é nosso para plateias insuficientes para eleger um vereador de grotão. Velhos velhacos da CUT garantiram que CPI gera desemprego para gente mais interessada no kit dupla sertaneja+pão com mortadela+tubaína. Vigaristas do PT, do PP e do PMDB lembraram aos sussurros que o petróleo é nosso, mas a eles compete a escolha dos diretores incumbidos de cuidar dos interesses dos padrinho, do partido e do país, nessa ordem.

Tudo somado, e embora a CPI nem tenha ainda saído do papel, ficou mais difícil acusar os partidos de oposição, a elite golpista, os paulistas quatrocentões, os capitalistas selvagens e os loiros de olhos azuis de tramarem nas sombras a privatização da Petrobrás. A empresa já foi privatizada ─ sem licitação. O novo dono é o PT, que arrendou parte do latifúndio à base alugada.

Em 29 de outubro de 2009, os representantes da oposição abandonaram a CPI. “Todos os requerimentos importantes são arquivados sem discussão pela maioria governista”, disse o senador Álvaro Dias, que propusera a instauração da comissão. Em 17 de dezembro, ao fim de 14 sessões reduzidas a shows de cinismo, foi aprovado o papelório de 359 páginas “destinado a contribuir com a Petrobras e com o Brasil” . O relator Jucá concluiu que todos os culpados eram inocentes, não enxergou nenhuma irregularidade na compra de plataformas e viu apenas maledicências nas denúncias de superfaturamento na construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

Jucá, Lobão, Renan, chefões do PP, cardeais do PMDB, Altos Companheiros do PT ─ um a um, os saqueadores da Petrobras, abraçados aos comparsas que ampliaram a quadrilha nos últimos anos, vão sendo expelidos do baú de bandalheiras aberto por Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento e Refino. Foi para seguir embolsando sem sobressaltos propinas bilionárias que os assassinos de CPIs escavaram em 2009 a cova rasa prestes a acolher outras duas comissões que agonizam no Congresso. O enterro de CPIs não impediu a exumação das verdades que têm assombrado desde sábado o Brasil que presta.

Para resgatar os fatos, foi suficiente que uma oportuníssima conjunção dos astros juntasse agentes da Polícia Federal, procuradores de Justiça e um magistrado desprovidos do sentimento do medo. O acordo de delação premiada foi consequência do trabalho exemplar dos que investigaram, da altivez dos que acusaram e, sobretudo, da coragem do juiz federal Sergio Moro, que tornou a prender o ex-diretor da Petrobras inexplicavelmente libertado pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal.

O acordo que induziu Paulo Roberto Costa a abrir o bico, aliás, precisa ser homologado por Zavascki. Precavido, Moro deixou claro ao depoente que, para livrar-se de envelhecer na prisão, teria de fornecer nomes e provas que permitissem a completa desmontagem do esquema criminoso e, portanto, justificassem a delação premiada. É o que o ex-diretor da Petrobras tem feito nos interrogatórios diários que duram em média quatro horas. A menos que tenha perdido o juízo, restará a Zavascki chancelar o acordo sem falatórios em juridiquês.

O país decente acaba de descobrir que a praga da corrupção impune pode ser erradicada sem que parlamentares e ministros togados ajudem. Basta que não atrapalhem. Basta que não tentem eternizar o faroeste à brasileira — único do gênero em que o vilão sempre escapa do xerife e nunca perde o controle da terra sem lei. (Coluna do Augusto Nunes // Blog do Sombra

magela 

O Partido dos Trabalhadores confirmou, em convenção realizada neste domingo (29) em Ceilândia, o nome de Geraldo Magela a Senador nas eleições de 2014. Ao pegar o microfone para discursar, o público vibrou pela oficialização de sua candidatura.

Em seu discurso o deputado Magela falou sobre a união do PT e abominação à corrupção. “Nós precisamos do PT para governar na Câmara, no Senado e no Executivo e iniciar esse processo de transformação e crescimento. Temos que eleger um senador que trabalhe e seja honesto e que assuma seu compromisso na Casa”.

Ainda Magela. “Temos que estar juntos de novo e não permitir que a sujeira e a corrupção manchem Brasília novamente”.

No final do seu discurso durante a Convenção, apesar das dificuldades, o candidato ao Senado diz estar confiante. “Quero assumir um compromisso com vocês. Eu vou representar cada filiado e filiada do PT. Tenho muito orgulho de usar esta estrela no peito, e muito do que comemorar do governo Lula e Dilma, e principalmente do governo Agnelo. Eu quero representar com orgulho e força nossa militância. Até a vitória”.

Antes da Convenção do PT, o deputado Geraldo Magela, acompanhado do Governador do DF, Agnelo Queiroz e do vice-governador Tadeu Filippelli, participou da Convenção do PMDB que também aconteceu na manhã deste domingo (29). O PMDB é um dos principais partidos que fechou chapa de apoio ao PT nas eleições de 2014.

Agnelo Queiroz Foto: Ed Ferreira

Agnelo Queiroz Foto: Ed Ferreira

PT realizou convenção hoje e confirmou candidato ao governo

Agnelo e Filippelli vão repetir dobradinha na próxima eleição (Foto: Ed Ferreira/Estadão Conteúdo)

Em vídeo gravado para a convenção do PT que confirmou a candidatura à reeleição do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que é preciso dar continuidade a um projeto que “moralizou a política de Brasília”. O vídeo foi exibido na manhã deste domingo, 29, na Praça do Trabalhador, em Ceilândia, cidade a 25 km de Brasília, escolhida para ser o palco da convenção regional do PT.

Ao tentar um novo mandato, Agnelo Queiroz terá o apoio do PMDB local, repetindo a dobradinha na composição da chapa, com Tadeu Filippelli na vice. Seus principais adversários na corrida pelo Palácio do Buriti são o senador Rodrigo Rollemberg (PSB) e o ex-governador José Roberto Arruda (PR), que chegou a ser preso por dois meses acusado de obstruir as investigações desencadeadas pela Operação Caixa de Pandora, em 2010.

“Todo mundo sabe como o companheiro Agnelo ganhou as eleições. O governador Agnelo assumiu para tentar transformar Brasília numa cidade civilizada e não foi fácil”, comentou Lula, no vídeo. “Mais uma vez, o PT mostrou no governo a sua competência. Quem for a Brasília hoje percebe as mudanças extraordinárias que estão acontecendo em Brasília.”

O ex-presidente gravou o vídeo para Agnelo Queiroz na última quinta-feira. Lula não compareceu pessoalmente à convenção – segundo sua assessoria, passa o dia de domingo em São Paulo sem compromissos.

Mesmo reconhecendo que “falta muito ainda a fazer”, Lula destacou que é preciso dar continuidade a um projeto “que moralizou a política de Brasília”. O ex-presidente também convocou a militância a ir para as ruas, ajudar na eleição de deputados distritais e federais e discutir as propostas defendidas pelos candidatos apoiados do PT com as pessoas nas ruas.

Prevista para iniciar às 10 horas, a convenção regional do PT começou com uma hora e meia de atraso. Na hora em que o governador Agnelo Queiroz enfim discursou, por volta das 13h20, cerca de 20% do público já havia deixado o local. Muitos foram almoçar ou acompanhar o jogo entre México e Holanda pelas oitavas-de-final da Copa do Mundo.

“Nesta eleição vamos ter de impedir que certos personagens de um tempo sombrio tentem se apossar do governo outra vez”, disse o governador, numa crítica a Arruda. “Nossa missão será a de não permitir que os cofres públicos caiam em mãos de gente inescrupulosa.”

Não é considerada fácil pelo próprio PT a reeleição de Agnelo. O governador enfrenta baixos índices de popularidade, acusações de superfaturamento do Estádio Mané Garrincha e suspeitas que recaem até sobre a primeira dama, Ilza Queiroz, flagrada em grampo pedindo que um administrador regional suspeito de fraudar alvarás “agilizasse” um processo. (Diário do Poder)

Foto: Valcir Araújo

Foto: Valcir Araújo

O Partido dos Trabalhadores no Distrito Federal homologou a pré-candidatura de Geraldo Magela ao Senado Federal. A decisão ocorreu durante o Encontro Regional do partido, na tarde deste sábado (10), na LBV da 915 Sul. Geraldo Magela obteve 199 votos dos delegados presentes ao encontro. O outro postulante a vaga, Chico Leite obteve 53 votos.

Magela fez questão de dizer que será o candidato de todos militantes petistas e que o momento é de união. “Vamos fazer uma campanha vigorosa junto com a militância para ajudar a presidenta Dilma e o governador Agnelo Queiroz a continuarem os projetos que iniciamos. Vamos colocar não apenas energia, mas o nosso coração. Que possamos ter um senador petista”, festejou Magela.

 

Agnelo Queiroz foi homologado como pré-candidato do PT ao Palácio do Buriti (Foto: Valcir Araújo)

Agnelo Queiroz foi homologado como pré-candidato do PT ao Palácio do Buriti (Foto: Valcir Araújo)

Agnelo Queiroz é o pré-candidato do PT ao governo do Distrito Federal. O nome dele foi homologado na manhã de sábado (10), durante o Encontro Regional do PT DF, realizado na Legião da Boa Vontade. O encontro teve início na noite da última sexta-feira (9), com a definição dos trabalhos, além da apresentação da tática eleitoral do partido e dos pontos que serão abordados no Programa de Governo do PT para o DF.

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, saudou a militância petista e dos partidos aliados, destacando a importância do evento. “Esse encontro marca a largada para a reeleição do companheiro Agnelo Queiroz. Temos a força da militância, argumentos e ações concretas para mostrar para a população que este é o melhor caminho. Quero convocar cada um de vocês para a tarefa de reelegermos Dilma e Agnelo, mostrando o que fizemos, fazemos e faremos. Nada substitui a militância combativa, com raça e coragem de ir para rua defender o projeto de transformação do Brasil, que não pode ser detido pelas elites”, destacou.

Agnelo Queiroz, pré-candidato ao governo do Distrito Federal, foi ovacionado pela militância presente. Ele disse que ainda está tomado pela emoção do DF ter sido reconhecido como território livre do analfabetismo, algo definido no programa de governo, fruto de muita luta para ser erradicado. “Essa é a essência do nosso governo, atender quem mais precisa. Todos os avanços promovidos foram alcançados com a sintonia do nosso governo com o governo da presidenta Dilma. Esse projeto precisa continuar. Pegamos a cidade destruída, com credibilidade zero e recuperamos o crédito para investimentos, recuperamos a administração pública e principalmente o Estado, que estava esvaziado”, afirmou.

O pré-candidato do PT ao Buriti ressaltou avanços importantes do governo, como a contratação de 29 mil servidores, o controle total da gestão, além do maior investimento já realizado no Distrito Federal, da ordem de R$ 2,3 bilhões. Agnelo Queiroz convocou a militância para a batalha eleitoral que se aproxima. “Desenvolvemos políticas públicas comprometidas com o nosso povo. Nosso governo tem lado, sem vacilação. Estamos do lado daqueles que mais precisam. Temos muitos desafios pela frente e o Distrito Federal não pode retroagir. Vamos andar para frente. Vamos fazer o debate político, vamos para rua, para aprofundar mais ainda essas mudanças”, declarou.

Nome para o Senado – No período da tarde, os delegados presentes ao Encontro Regional do PT DF escolheram o nome de Geraldo Magela como pré-candidato do partido ao Senado Federal. Magela obteve 199 votos contra 53 de Chico Leite, outro postulante a indicação do partido.

 eleições-2014

Por João Bosco Rabello – O diretório regional do PT no Distrito Federal estuda a possibilidade de ceder a vaga ao Senado, para legendas aliadas. Em troca, quer garantir o tempo de televisão como compensação pela debandada de PSB e PDT da base aliada ao governador Agnelo Queiroz (PT).

Inicialmente, o deputado federal Geraldo Magela e o deputado distrital Chico Leite são os nomes do partido para disputar a vaga única ao Senado. Porém, cinco partidos nanicos da base de Agnelo formaram um grupo para pressionar o PT a negociar a vaga com as outras legendas.

PEN, PTC, PTdoB, PHS e PRP se uniram em um grupo denominado G5. Juntos, possuem três deputados distritais – um deles, Alírio Neto (PEN) ex- secretário de Justiça na administração petista. O principal argumento usado é o tempo de televisão que os cinco juntos podem acrescentar na chapa governista. Juntos, teriam aproximadamente dois minutos de propaganda.

Da chapa majoritária vitoriosa em 2010, por enquanto está mantido apenas o PMDB, que terá a vice mais uma vez com Tadeu Filippelli. PSB e PDT devem se unir numa chapa em torno do senador Rodrigo Rollemberg como candidato ao governo. O deputado federal Reguffe (PDT), proporcionalmente o mais votado do país em 2010, pode sair para o Senado.

O presidente do PR do Distrito Federal, Salvador Bispo, assinou nota oficial que restabelece a verdade sobre rumores que repercutiam suposto impedimento da candidatura do ex-governador José Roberto Arruda, prevista para o pleito de 2014.

Os rumores sobre suposto impedimento dizem respeito a uma sentença da 1ª Vara de Fazenda Pública que, conforme descrito em NOTA, tem seus efeitos restritos ao que a legislação prevê numa decisão de Primeira Instância.

Ainda que não confirme o cargo a que Arruda pretende apresentar sua postulação, a nota oficial da direção do PR-DF deixa clara a intenção do ex-governador. “A decisão de primeira instancia será combatida com o devido recurso judicial e por isso Arruda está na plenitude de todos os seus direitos”, garantiu Bispo na nota que antecipa argumentos fundados nas contradições contidas nos termos da sentença.

Presidente do PT no DF, Roberto Policarpo é deputado federal e candidato à reeleição. Alguns petistas defendem que o comandante da legenda não tenha mandato

Presidente do PT no DF, Roberto Policarpo

O deputado Roberto Policarpo (PT-DF) defendeu o governador Agnelo Queiroz (PT) em um discurso de 25 minutos na Câmara Federal. Ele citou iniciativas radicais do GDF que impactam a rotina dos cidadãos, entre elas o sistema de transporte coletivo. E ironizou a pretensa articulação da oposição para enfrentar o Partido dos Trabalhadores nas eleições: “São três ex-senadores com muitas coisas em comum. Os três têm a vida manchada por corrupção e os três tiveram que abandonar o Senado. Um foi cassado e dois renunciaram para evitar a cassação”.

Na tribuna da Câmara, Policarpo disse que o governador Agnelo Queiroz está orquestrando mudanças profundas que vão revolucionar o Distrito Federal. Uma das mais sensíveis é o transporte coletivo – uma queixa da população que já durava mais de 50 anos. “Brasília tinha ônibus que circulavam com 17 anos de uso, em péssimas condições de segurança. Nunca governo nenhum tinha feito nada pra mudar essa situação”, ressaltou o deputado.

A frota de ônibus do Distrito Federal já foi renovada em 70% e chegará a 100% até o final deste mês. Mas para isso, o governador Agnelo precisou enfrentar o cartel que se locupletava com a concessão do serviço. Abriu licitações e enfrentou cerca de 200 ações judiciais e administrativas. O sistema inclui ainda o BRT Expresso Sul, que será estendido para outras regiões do DF e Entorno, e está em fase final, para o fluxo de ônibus articulados em corredores especiais que vão reduzir pela metade o tempo de viagens entre Santa Maria, Gama e Plano Piloto. Além das obras que vão melhorar o trânsito, o GDF está construindo 600 km de ciclovias no DF.

Investimentos – Policarpo também citou que a atual gestão do GDF bateu o recorde com R$ 2,5 bilhões investidos em obras (o máximo anterior foi em 2009, R$ 1,5 bilhão). Este ano, serão R$ 4,8 bilhões, captados por parceria com o governo Dilma Rousseff.

Outra área sensível e que também está recebendo atenção do governador é a saúde. Policarpo citou a construção do Hospital da Criança, que atende 5 mil crianças mensalmente, com excelência médica de alto padrão, que inclui tratamentos alternativos que utilizam música e brinquedos. “O governador Agnelo recebeu a saúde em 2011 como uma terra arrasada. É só lembrar que chovia dentro do centro cirúrgico do Hospital do Gama e o de Ceilândia estava fechado, por infestação de piolhos”, frisou o deputado.

Política – Policarpo ressaltou que o Governo Agnelo representa um tempo novo para Brasília. “Por outro lado, a imprensa noticiou esses dias a possível união entre Roriz, Arruda e Luiz Estevão, a turma do retrocesso, da forma arcaica de fazer política. O País inteiro se lembra da operação Caixa de Pandora, da bezerra de ouro e do caso do Fórum do TRT de São Paulo. Essa é a oposição que a imprensa diz que se prepara: três políticos Ficha Suja, contra um governador que cuida de sua população com competência e ética.”

 Liderança do PT

Na manhã desta segunda-feira (10), os deputados que compõem a Bancada do Partido dos Trabalhadores da Câmara Legislativa – Chico Vigilante, Arlete Sampaio, Cláudio Abrantes, Patrício e Wasny de Roure – estiveram reunidos com o presidente do PT/DF, deputado Roberto Policarpo, para definirem ações de trabalho que serão adotadas para a reeleição da presidenta Dilma Rousseff e do governador Agnelo Queiroz, na eleição de 2014.

Durante o encontro, ficou decidido que o deputado Chico Vigilante será o indicado pelo PT para permanecer na liderança do Bloco PT/PRB na CLDF; e Cláudio Abrantes para assumir a cadeira de vice-líder, que, até o fim do ano passado, era ocupada pelo deputado Evandro Garla,do PRB.

Confirmada a indicação, este será o quarto ano que o deputado Chico Vigilante comandará a liderança do Bloco, que é a maior bancada partidária da Câmara Legislativa com sete parlamentares.

Por motivos de agenda externa, o deputado Chico Leite não participou da reunião.