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Swedenberger Barbosa

Swedenberger Barbosa

Exoneração foi publicada nesta segunda; adjunto assume até dia 31. Segundo assessores, Swedenberger Barbosa vai preparar posse de Dilma

Do G1 DF – O secretário da Casa Civil do Distrito Federal, Swedenberger Barbosa, foi exonerado do cargo nesta segunda-feira (22). Segundo a assessoria da pasta, a saída já estava combinada por “questões pessoais”, como um doutorado e o planejamento da posse da presidente Dilma Rousseff.

Ele será substituído nos últimos dez dias de governo por Afonso Almeida, que estava no cargo de secretário-adjunto. A partir do dia 1º de janeiro, o jornalista Hélio Doyle assume a Casa Civil na gestão do governador eleito, Rodrigo Rollemberg.

A Casa Civil do DF foi “recriada” para receber Barbosa, que trabalhava no governo federal. A pasta absorveu funções anteriormente gerenciadas pela Secretaria de Governo, que passou a centralizar a articulação política de Agnelo Queiroz.

Até março de 2012, quando passou a integrar o governo distrital, Swedenberger Barbosa era secretário-adjunto da Presidência da República. Antes, tinha sido secretário de Governo do DF na gestão de Cristovam Buarque, coordenador da campanha do ex-presidente Lula em 2002 e secretário-executivo da Casa Civil nacional no primeiro mandato petista.

(Foto: Isabella Formiga/G1)

(Foto: Isabella Formiga/G1)

Instituições estão fechadas há 16 dias; dívida é de R$ 14,5 milhões, dizem. Governo afirma que situação será regularizada ainda nesta semana

Do G1 DF – Funcionários de creches conveniadas ao governo fecharam na manhã desta quinta-feira (18) as seis faixas do Eixo Monumental em frente ao Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal, para protestar contra os atrasos nos pagamentos dos últimos três meses. De acordo com o Conselho das Entidaes de Promoção e Assistência Social, 29 creches estão sem receber do GDF e a dívida chega a R$ 14,5 milhões. O secretário de Administração, Wilmar Lacerda, disse que a situação seria regularizada nesta semana. As unidades estão fechadas há 16 dias.

A Polícia Militar afirmou que há cerca de 150 pessoas no local. A Secretaria de Educação disse que que os repasses às creches públicas e conveniadas haviam sido iniciados no dia 10, mas o presidente do conselho, Ciro Silvano, afirmou ao G1 na última segunda (16) que nada foi depositado.

Durante o ato, os funcionários usaram faixas e cartazes e cantaram uma paródia do hit “Lepo Lepo”. “Não tenho teto, e se trabalho não é só porque gosto. Eu quero, quero, quero, quero, quero, quero, quero meu salário”, entoavam.

Mães com crianças no colo também estavam no local. Policiais formaram um cordão de isolamento em frente ao palácio. O chefe da segurança do Buriti pediu a manifestantes que deixassem a pista como condição para o GDF receber uma comissão de trabalhadores para negociar. Os funcionários, no entanto, se mantiveram irredutíveis.

Por volta de 9h42, funcionárias da creche Cantinho do Girassol decidiram se sentar no chão. O trânsito era desviado para o Parque da Cidade, na altura do Tribunal de Contas.

Professora da creche São Lucas, Cleuza Maria de Oliveira disse que o estabelecimento de Ceilândia Sul está em greve há mais de uma semana. “Ja passamos três meses sem salário.  Pagar as contas, não paga. Como é que você vai planejar Natal, Ano Novo? Como paga aluguel? Cartão de crédito está atrasado. Como é que vai fazer? Fica difícil. E as crianças,  que nem temos mais como receber? Não tem mantimento, não tem nada. É uma falta de consideração com as pessoas de baixa renda. Você trabalha, é salário digno de receber.”

De acordo com Silvano, a organização não foi procurada pelo governo, e as instituições só vão reabrir depois que o pagamento for feito. “Não recebemos nenhum contato da Secretaria de Educação. Ontem visitamos o gabinete dos deputados distritais atrás de apoio, para ver o que eles poderiam fazer para nos ajudar”, disse.

O secretário de Administração, Wilmar Lacerda, afirmou nesta segunda-feira que o DF tem 45 creches conveniadas e 28 próprias. Ele afirma que apenas quatro não estariam funcionando por causa da falta de repasses. “A Secretaria de Educação vai colocar os pagamentos em dia nesta semana”, declarou .

PARALISAÇÃO

Na primeira semana de paralisação, o número de creches com os serviços suspensos chegou a 23. O presidente do conselho disse que não é a primeira vez que os atrasos ocorrem, mas a situação se agravou porque o GDF conveniou 28 creches a mais nos últimos anos. “Como essas entidades são desconhecidas pela comunidade, a situação está mais grave do que ficava antes, porque não recebem doações”, afirma.

“As creches têm arcado com os custos com recursos próprios. São três, quatro meses sem receber, de maneira que o primeiro mês se paga com sacríficio, assim como o segundo, mas depois chega a um ponto em que não tem mais dinheiro”, afirma. “E agora tem o 13º salário, cuja primeira parcela já venceu. É um salário a mais, e a despesa continua.”

Na semana passada, Silvano afirmou que muitas creches acreditaram na promessa do GDF de que os repasses seriam feitos e voltaram ao serviço, mas que a Subsecretaria de Planejamento e Avaliação informou que a pasta não tem recursos.

CRISE ADMINISTRATIVA

O GDF alega que teve uma arrecadação menor do que a esperada e que isso se refletiu no pagamento de servidores e manutenção de serviços. O Executivo afirma que vai fechar as contas e entregar o governo sem dívidas ao próximo gestor. Mas, em análise de finanças divulgada no sábado (13), Rodrigo Rollemberg (PSB) prevê outro cenário, com rombo de R$ 3,8 bilhões.

As dificuldades afetam várias áreas. Na saúde, o governo decidiu remanejar R$ 84 milhões de convênios com o governo federal – incluindo o fomento a programas de combate e prevenção a doenças como dengue e Aids, que apresentaram indicadores ruins neste ano – para pagar dívidas com fornecedores e reabastecer a rede pública da capital do país com medicamentos e materiais hospitalares. Um levantamento feito por técnicos estima que o rombo da pasta seja de R$ 150 milhões.

A crise também afetou os serviços de manutenção de gramados, plantio e limpeza de canteiros ornamentais, além da poda de árvores, que foram suspensos por falta de verba. Quatro empresas – Coopercam, EBF, Tria e FCB – eram responsáveis pela atividade, com aproximadamente 500 trabalhadores. Elas também eram responsáveis por fornecer equipamentos e transporte dos funcionários.

A Novacap já havia anunciado a suspensão da segunda fase do “Asfalto Novo”, programa de recapeamento em vias urbanas do Distrito Federal. O motivo apontado também foi falta de dinheiro. A companhia afirmou na ocasião que ainda restavam 2 mil quilômetros de pistas a receberem obras.

O problema também afetou o transporte público. Motoristas e cobradores de quatro das cinco empresas de ônibus cruzaram os braços por três por não receberem o 13º salário e outros benefícios. O DFTrans repassou R$ 35 milhões para as viações, para garantir a retomada dos serviços. No período, 700 mil pessoas foram prejudicadas.

 ADI contra revis㯠do PDOT aguarda julgamento

O Conselho Especial do TJDFT deferiu nesta terça-feira, 16/12, liminar, suspendendo a eficácia da Lei 5.423, de 24 de novembro de 2014. Com a liminar, o governador do Distrito Federal fica autorizado a reestruturar a Administração Pública. A ação direta de inconstitucionalidade foi ajuizada pelo MPDFT. A decisão tem efeitos ex nunc e foi unânime.

Com a decisão do Conselho, o governador do DF fica autorizado a remanejar ou alterar órgãos e entidades, alterar vinculação e atribuição de cargos e empregos em comissão integrantes da estrutura administrativa do Distrito Federal, inclusive autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista. E também a alterar níveis, criando ou extinguindo unidades administrativas, cargos de natureza especial e cargos ou empregos em comissão desde que não resultem em aumento de despesas. Com a liminar, o governador DF fica autorizado a realizar reestruturação no âmbito da Administração Pública do Distrito Federal.

O MPDFT argumentou em seu pedido que a lei padece de vício de inconstitucionalidade formal, pois decorre de projeto de iniciativa parlamentar, mas trata de matéria da competência privativa do governador. O MP requereu a concessão da liminar, a fim de evitar quaisquer empecilhos para a efetivação da reforma administrativa anunciada para o início de 2015, com o objetivo principal de promover a racionalização dos gastos públicos e a redução das despesas, que já se aproximam dos limites máximos fixados pela Lei de Responsabilidade Fiscal. “Quanto à conveniência política a lei pode inviabilizar a nova gestão quanto ao enxugamento da máquina pública”, disse no julgamento a Procuradora de Justiça.

A desembargadora relatora entendeu que a lei contraria a Lei Orgânica do DF que estabelece competência privativa do Governador do Distrito Federal dispor sobre:a organização e o funcionamento da administração do Distrito Federal; a iniciativa das leis que disponham sobre servidores públicos do Distrito Federal, seu regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria e também sobre a criação, estruturação, reestruturação, desmembramento, extinção, incorporação, fusão e atribuições das Secretarias de governo, órgãos e entidades da administração pública. A magistrada disse estar presente a fumaça do bom Direito e o perigo da demora, os requisitos para concessão da liminar. Por fim, disse que “o quadro do Distrito Federal, com relação às contas públicas, é de que o gasto com pessoal duplicou nos últimos quatro anos e acho prudente suspender a eficácia da lei, pois afetaria sobremaneira a governabilidade que se inicia em 2015”

Após arrecadar menos do que previa, a gestão Agnelo suspendeu pagamentos a fornecedores e benefícios a servidores, comprometendo importantes serviços. Rollemberg já sabe que vai assumir o governo com o maior rombo nas contas públicas da história do DF

Palacio do buriti

Por Lilian Tahan – Como já virou praxe em época de transição de governo, quem assume a máquina estatal precisa lidar com uma dívida da gestão anterior. Nesse enredo, aquele que se despede costuma justificar a situação com o tradicional “se está ruim, já foi pior”. Desta vez, no entanto, a chamada “herança maldita” atinge seu nível mais alarmante em uma troca de comando no Distrito Federal. A estimativa de rombo nunca foi tão grande, bem como a insegurança de empresários e funcionários públicos com a crise financeira instalada. Um documento usado nas reuniões de transição, ao qual VEJA BRASÍLIA teve acesso, põe na ponta do lápis os números que subsidiaram o futuro governador Rodrigo Rollemberg (PSB) a falar em um déficit de até 2,3 bilhões de reais para 2015. Por mais distante que a quantia pareça estar do orçamento doméstico do brasiliense, o destino dessa bolada fará diferença na rotina de qualquer cidadão que se utiliza de serviços geridos pelo governo (veja o quadro no final da matéria). Os reflexos desse contexto ficam mais evidentes a cada dia. Eles começaram há alguns meses, quando a administração pública passou a atrasar faturas com fornecedores, e marcaram presença nas recentes medidas que determinaram a suspensão de novos contratos e a proibição de benefícios ao servidores.

A origem desse vácuo bilionário, desvelado ao apagar das luzes da gestão de Agnelo Queiroz (PT), está na frustração de receitas, e não propriamente em um gasto além do planejado. Nos últimos anos, durante a elaboração do orçamento do Distrito Federal, os gestores fizeram uma previsão superestimada dos recursos que entrariam nos cofres públicos. Essa verba é formada a partir de algumas fontes. As principais são o dinheiro recolhido dos impostos e uma quantia considerável repassada pela União, por meio do Fundo Constitucional. Para se ter uma ideia do volume de dinheiro que circula nas mãos do governante local, em 2013 o GDF amealhou 16,9 bilhões de reais em receitas próprias. Desse total, 11,4 bilhões vieram apenas de tributos. Para 2014, os gestores fizeram contas e estimaram que fechariam o ano com 22,6 bilhões de recursos dessa mesma natureza. O problema é que, até o último dia 20, o montante obtido somava 15,1 bilhões de reais. Como no fim do ano as despesas são mais rotineiras do que o recolhimento de tributos, as novas previsões, desta vez feitas por técnicos do Tribunal de Contas do DF (TCDF), indicam que o GDF encerrará esta temporada com uma frustração de receita para além dos 2 bilhões de reais. Isso costuma ocorrer quando o governo vincula suas metas financeiras a um crescimento econômico que não se confirma. E, nos últimos dois anos, tanto o país como os entes federados evoluíram menos do que anunciavam os gestores públicos. “Acompanhamos os números oficiais da capital semana a semana. A situação é tão dramática que começo a me preocupar com o pagamento do salário de servidores”, alerta o conselheiro do TCDF Renato Rainha. Ele foi o único integrante da corte a votar pela rejeição das contas do governo relativas a 2013. Por ampla maioria, o tribunal aprovou a gestão financeira desse exercício, mas com ressalvas. No documento de 2013, o relator Manoel de Andrade já falava em um déficit bilionário e dava o indicativo dos tempos de arrocho que agora se materializam. “Trata-se do pior resultado apresentado no âmbito do Distrito Federal desde a edição da Lei de Responsabilidade Fiscal.”

A partir do momento em que as contas deixaram de fechar no papel, fornecedores, beneficiários de programas e até servidores públicos começaram a sentir no bolso o desajuste financeiro do governo. No dia 4, os diretores da Sanoli Indústria e Comércio de Alimentação Ltda. suspenderam pela segunda vez, em menos de dois meses, o fornecimento de refeições a médicos, enfermeiros e funcionários em geral de hospitais públicos da capital. A empresa reclama de faturas não pagas da ordem de 25,5 milhões de reais. Em quarenta anos nesse mercado, diretores da Sanoli constatam que nunca viveram uma incerteza como a atual. Firmas que atuam na limpeza e segurança dos hospitais (Ipanema, Dinâmica, Confederal), no gerenciamento de prontuários médicos (Intersystem), na entrega de medicamentos (Hospfar) e até no fornecimento de gases para a rede (White Martins e Linde Gases) também cobram do governo pagamentos atrasados.

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Por mais que o governador Agnelo Queiroz tente conter os efeitos do desequilíbrio orçamentário no discurso oficial, as consequências da crise já aparecem em diversas áreas. Nos últimos dois meses, rodoviários das empresas Pioneira e Marechal suspenderam as atividades por dificuldade nos pagamentos. A própria Secretaria de Transportes admitiu à época que houve demora nos repasses às concessionárias. Em 23 de outubro, um grupo de produtores culturais protestou em frente ao Palácio do Buriti. Os representantes do setor dão conta de que a dívida do governo com artistas e fornecedores chega a 41 milhões de reais, 7 milhões só em cachê. Tal calote, na maior parte das vezes, atinge cantores locais, mas entre os prejudicados estão até grupos nacionais, como Jota Quest e Nação Zumbi. “É impressionante como isso acontece em toda virada de governo. Mas nunca vi algo com a proporção do prejuízo de agora”, relata o produtor Henrique Rocha. Outros 40 milhões de reais relativos a recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) também foram suspensos, embora os projetos tenham sido aprovados em editais. Na área de esportes, mais um flagrante da penúria orçamentária do DF. Doze atletas que integram o programa Compete Brasília não participarão do Campeonato Brasileiro de Ginástica Rítmica, em Manaus. Assim como nos últimos três anos, período em que marcaram presença no pódio, as meninas dependiam de subsídio governamental. Em 24 de outubro, porém, Agnelo baixou o decreto nº 35943, determinando que todos os órgãos estatais estão impedidos de realizar novos contratos em qualquer departamento do GDF. “Vamos tentar deixar tudo em ordem, mas é bom lembrar que neste governo trabalhamos sempre no limite dos gastos de pessoal, realizamos quarenta concursos, nomeamos 36 000 servidores e reestruturamos 38 carreiras, diz o secretário de Administração, Wilmar Lacerda. O agrado de ontem, contudo, pode se tornar o problema de amanhã.

Entre os que mais sofrerão as consequências do aperto nas finanças oficiais estão justamente os funcionários públicos. O mesmo decreto que impede o governo de empenhar qualquer quantia até o fim do ano também proíbe os gestores de pagar horas extras, antecipar e parcelar férias, conceder gratificação de serviço voluntário, emitir diárias e passagens e oferecer capacitação de pessoal.

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Nesse aperto de cinto geral, até reclamar ficou difícil. No dia 31, o estudante de engenharia civil Bráulio Moraes foi até o Procon que funciona na administração do Guará prestar queixa de um problema com sua operadora de internet. Mas não conseguiu fazer o registro. “Disseram-me que o governo está cinco meses atrasado com a empresa de informática que presta serviço para eles. Por isso, o Procon estava sem internet”, lamenta Moraes. Para ele e muitos outros consumidores, restou pedir ajuda a Deus.

Foto Brito (2)

Ponto turístico passou por reforma e já embeleza a área central do Plano Piloto

Após um ano e meio desligada para serviços de reparo no mecanismo dos bicos injetores, conjunto de motobombas, quadros e iluminação, as duas fontes da Praça do Buriti voltaram a funcionar. De acordo com a Novacap, o investimento aplicado foi de R$ 260 mil, e o contrato da obra garante a manutenção mensal por um ano.

“A praça reúne os três poderes do governo local, ganhando em simbolismo e atraindo maior número de transeuntes e também de turistas”, destacou o presidente da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), Nilson Martorelli.

As fontes estão próximo a uma estação do Bike Brasília, e os interessados em conhecer, tirar fotos e acompanhar o balé das águas podem visitar o local em horários específicos. O funcionamento é diário, e o espetáculo acontece das 8h às 10h, das 12h às 15h e das 18h às 20h.

Além das fontes, as obras aconteceram também no calçamento da praça e de várias áreas ao longo do Eixo Monumental, com a revitalização de cerca de 10 mil m² de calçadas.

 

O porta-voz do governo do Distrito Federal (GDF), Ugo Braga, disse nesta terça-feira (15) que a Polícia Civil já tem uma pessoa suspeita de ter sido a responsável pela quebra de sigilo telefônico de mais de 300 funcionários que trabalham no Palácio do Buriti, sede do governo do DF. A polícia não confirmou ter um suspeito.

Braga afirmou que as investigações começaram após blogs divulgarem na internet informações telefônicas de um coronel, que relatou o caso ao governo. O porta-voz disse que não serão divulgadas a identidade do suspeito e o local onde ele trabalha.

“Houve a quebra de sigilo telefônico deste coronel, o governo decidiu investigar a origem dos vazamentos e descobrimos que mais de 300 pessoas, inclusive eu, tiveram o sigilo quebrado. Já temos um suspeito, mas não vamos divulgar mais informações para não atrapalhar as investigações”, afirmou Ugo Braga.

O porta-voz disse ainda nesta terça que denúncias de que cerca de 80 pessoas, entre integrantes do GDF e parlamentares, teriam tido as ligações grampeadas e que este suposto esquema teria partido da Casa Militar do DF são “mentiras”.

As acusações desencadearam a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Legislativa do DF para investigar o suposto esquema conhecido como “central de grampos”. A chamada “CPI da Arapongagem” vai apurar as denúncias. O GDF nega a existência do suposto esquema.

CPI do Cachoeira

O governador do DF, Agnelo Queiroz, afirmou nesta terça-feira ser “vítima” de ações do grupo do empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, suspeito de exploração ilegal de jogos e preso pela Polícia Federal em fevereiro deste ano, na operação Monte Carlo.

O Congresso Nacional criou uma CPI para investigar a relação do bicheiro com grupos políticos e de empresários.

“Eles armaram para me derrubar. Se eu for convocado para ir à CPI no Congresso Nacional, devo ir na condição de vítima. Vocês acham que eles iam plantar informações contra mim se eu tivesse os ajudado? Foi tudo armado”, disse o governador. Informações do G1.

 

Por volta das 15h25 desta quinta-feira, um grupo de aproximadamente 250 pessoas tentou forçar a entrada na sede do Governo do Distrito Federal. De acordo com informações da Segurança do Palácio do Buriti, os manifestantes chegaram às imediações do prédio ao mesmo tempo, trazidos em três ônibus e um caminhão. O vidro da porta principal do palácio foi quebrado de cima a baixo durante a tentativa de ocupação, que foi contida pela segurança e por policiais militares, que mantêm, nesse momento, o prédio cercado.

Os manifestantes se identificaram como integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, que ocupam desde o dia 21 de abril, de forma irregular, área da Terracap em Ceilândia. A Justiça já concedeu a reintegração de posse da área invadida: os ocupantes foram notificados no sábado e receberam prazo de cinco dias para deixar o local.

O Governo do Distrito Federal repudia esse episódio e tomará todas as medidas necessárias para apurar a tentativa de invasão e a depredação do patrimônio público, que colocou em risco a integridade física de servidores, visitantes e dos próprios manifestantes, entre eles, diversas crianças. Três agentes da Segurança do Palácio sofreram lesão corporal, ficando feridos com cortes nos rostos e nas mãos.

A radicalização do movimento é inaceitável. O GDF manteve o canal de diálogo aberto com o grupo, tendo aceitado atender as duas demandas inicialmente apresentadas: inclusão nos programas habitacionais e sociais do governo. No entanto, o grupo decidiu permanecer na área até que as famílias recebam as casas, o que é inaceitável. O GDF reafirma que não compactua com ilegalidades e nem vai permitir invasões de áreas e prédios públicos. Informações da Agência Brasília.

Movimentação no Palácio do Buriti começou por volta das 3h desta terça. PM e segurança do Palácio disseram que foram pegos de surpresa

Agricultores acampam no Buriti e pedem regularização de terras. (Foto: Maiara Dornelles/G1)

Do G1 DF, com informações do DFTV – Agricultores montaram acampamento no Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal, durante a madrugada desta terça-feira (6). Eles se apresentaram como integrantes da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar e disseram que querem a regularização de terras no DF e só vão sair depois audiência com o governador Agnelo Queiroz.

A movimentação no estacionamento ao lado do palácio começou por volta das 3h desta terça. Crianças e adultos chegaram de ônibus e levaram barracas para acampar.

Tanto a Polícia Militar quanto a segurança do Palácio do Buriti informaram que foram pegos de surpresa e reforçaram a segurança. A previsão dos manifestantes é que até o fim da manhã 1,5 mil famílias estejam alojadas no local.

Foto Pedro Ventura

Ex-senador pelo Distrito Federal morreu neste domingo, aos 67 anos. Governador em exercício do DF, Tadeu Filippelli, participou da cerimônia

O corpo do ex-senador pelo Distrito Federal Leonel Paiva foi velado nesta segunda-feira no Salão Branco do Palácio do Buriti, com a presença de familiares, amigos e políticos. O governador do DF em exercício, Tadeu Filippelli, participou da cerimônia e destacou a importância do ex-senador. “Leonel Paiva tinha uma vocação nata para a articulação e o diálogo. Todos os que praticam política hoje, em determinado segmento, tinham nele um grande conselheiro político”, observou.

Filippelli lembrou sua amizade com Paiva. “Tínhamos uma relação muito próxima, desde o início da minha caminhada política. Trabalhamos juntos em diversas equipes de governo, inclusive após ele ter deixado o Senado. Era um grande amigo”, declarou, emocionado.

O corpo será cremado na manhã desta terça-feira (10) no crematório de Valparaíso de Goiás. O governador em exercício decretou luto oficial de três dias em memória de Leonel Paiva.

Perfil

Leonel Paiva nasceu em Minas Gerais e era casado havia 43 anos com Aparecida Paiva, com quem teve três filhos, que lhe deram três netos. Foi radialista, jornalista, publicitário e militou pelas causas políticas democráticas, tendo ocupado diversos cargos públicos servindo à República e ao Distrito Federal por mais de 30 anos.

Nos últimos oito anos, Leonel Paiva esteve afastado da vida pública em razão do seu estado de saúde após ser acometido por angiopatia cerebral isquêmica. O ex-senador tinha 67 anos, estava internado na UTI do Hospital Santa Luzia e faleceu às 14h deste domingo (8), de parada cardíaca.

Leonel Paiva teve forte liderança no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) do Distrito Federal. Atuou no Governo do Distrito Federal em cargos importantes, como secretário de Trabalho (89/90); administrador regional do Núcleo Bandeirante (92/94); secretário de Planejamento (99/2000); conselheiro da Terracap e senador, pelo extinto PFL, de 1997 a 1999.

O ex-senador também teve importante atuação na campanha das Diretas Já, sendo um dos coordenadores da campanha eleitoral. Como jornalista, teve destaque como locutor da Voz do Brasil, no início dos anos 1960. Também foi apresentador de TVs e rádios locais e colunista esportivo do jornal Correio Braziliense.

 

O secretário de Governo, Paulo Tadeu, vai se encontrar hoje com a procuradora-geral de Justiça do Distrito Federal, Eunice Cavalhido, para pedir o ingresso do Ministério Público no caso da invasão do Palácio do Buriti pelo soldado PM João Dias. Paulo Tadeu, também, entregará provas de que seu irmão, Ricardo Vale, não estava em Brasília.

 

A Polícia Civil do Distrito Federal informou que, após ser preso no Palácio do Buriti e conduzido à 5ª Delegacia de Polícia, João Dias foi autuado pelos crimes de injúria, por insultar de forma racista uma das servidoras, e pelo menos duas lesões corporais, contra a outra funcionária e um policial militar em serviço da equipe de segurança do Palácio.

Ao término da autuação na delegacia, João Dias será encaminhado à Corregedoria da Polícia Militar.

A Polícia Civil informou ainda que foram recolhidas na Secretaria de Governo cédulas de dinheiro que João Dias teria jogado sobre a mesa das servidoras, que reagiram contra a agressão e absurda situação. As notas serão periciadas pelo Instituto de Criminalística da Polícia Civil, que vai apurar a origem do dinheiro.

Secretaria de Comunicação

Governo do Distrito Federal

 

A equipe de segurança do Palácio do Buriti teve que retirar do prédio, na tarde de hoje, o policial militar João Dias após ele agredir duas servidoras da Secretaria de Estado de Governo.

João Dias teve que ser contido pelos seguranças, já que apresentava comportamento agressivo, e foi encaminhado à Polícia Civil, que tomará as medidas legais pertinentes ao caso.

Quanto ao secretário de Governo, Paulo Tadeu, ele não se encontrava no Palácio durante o episódio. O secretário e outras autoridades do GDF participavam de reunião com os governadores do Centro-Oeste na Residência Oficial de Águas Claras.

A segurança do Palácio do Buriti abriu procedimento para apurar como se deu o acesso de João Dias ao prédio.

O Governo do Distrito Federal também vai apurar com que objetivos escusos o policial apareceu nesta tarde, de forma despropositada, no Palácio do Buriti.

Secretaria de Comunicação

 

PM João Dias Foto: Valter Campanato/ABr

O soldado PM João Dias, que revelou o suposto esquema de corrupção comandado pelo ex-ministro do Esporte, Orlando Silva, protagonizou agora à tarde o que está sendo chamado de “Buriti caboclo”. Ele foi ao Palácio do Buriti visitar o secretário de Governo, Paulo Tadeu, que estaria despachando com o governador Agnelo Queiroz em Águas Claras.

Após atirar pacotes de dinheiro na mesa de Paulo Tadeu, Dias chegou a agredir uma assessora do secretário. Logo depois a segurança foi acionada e João Dias dominado e levado para a 5ª. DP, onde permanece detido.

Ex-militante do PCdoB e dono de duas ONGs voltadas ao esporte, João Dias se tornou um dos policiais mais ricos e temidos de Brasília. Com um arquivo no qual constariam vídeos e papéis de conteúdo explosivo, o soldado enfrenta os superiores, escapa de investigações e chegou a indicar apadrinhados para cargos no governo Agnelo.

Nota do GDF

A Secretaria de Comunicação do GDF acaba de divulgar uma nota em relação ao episódio envolvendo o PM João Dias.

Leia a integra da nota:

“A equipe de segurança do Palácio do Buriti teve que retirar do prédio, na tarde de hoje, o policial militar João Dias após ele agredir duas servidoras da Secretaria de Estado de Governo.João Dias teve que ser contido pelos seguranças, já que apresentava comportamento agressivo, e foi encaminhado à Polícia Civil, que tomará as medidas legais pertinentes ao caso.

Quanto ao secretário de Governo, Paulo Tadeu, ele não se encontrava no Palácio durante o episódio. O secretário e outras autoridades do GDF participavam de reunião com os governadores do Centro-Oeste na Residência Oficial de Águas Claras.

A segurança do Palácio do Buriti abriu procedimento para apurar como se deu o acesso de João Dias ao prédio.

O Governo do Distrito Federal também vai apurar com que objetivos escusos o policial apareceu nesta tarde, de forma despropositada, no Palácio do Buriti”

Blog do Honorato, com informações do repórter Odir Ribeiro

 

Deputado Patrício (PT)

Os policiais e bombeiros militares do Distrito Federal fazem assembleia na próxima quinta-feira, às 9h, em frente ao Palácio do Buriti. Liderados pelo deputado Patrício (PT) os militares apresentaram, após várias reuniões setorizadas e outras realizadas no auditório da Câmara Legislativa, as reivindicações da categoria.

“Eu não esqueço minhas origens. Defendo sociedade como um todo e lanço mão da minha prerrogativa de parlamentar para representar o cidadão. Não se trata de um projeto de lei do legislativo e sim de uma proposta onde todas as associações de entidades de praças e oficias participaram. Apresentamos ao executivo porque o governador do DF é o gestor do Fundo Constitucional e em seguida encaminharmos ao Ministério do Planejamento, Casa Civil, Congresso Nacional e posteriormente à Presidência da República, que são quem legisla sobre a Segurança Pública do DF”, ressalta Patrício.

Patrício explica que todos os anos, como em todas as categorias de trabalhadores, os militares se mobilizam para apresentar reivindicações. “O que queremos é uma reestruturação de plano de cargos e salários, que já foi aprovado em 2009, mas precisa de correções e aperfeiçoamento para que os policiais e bombeiros militares possam democratizar, se aperfeiçoar e prestar um serviço de excelência e qualidade”, revela.

Ao contrário do que se pensa, a proposta da categoria não visa retirar os militares das ruas para cumprir funções administrativas, é o que explica o deputado Patrício. “É uma inverdade quem diz isso. Defendemos que o militar, independente do seu posto de graduação, saia do ar condicionado dos gabinetes e vá para as ruas atender a sociedade, que é quem paga o salário dos militares”, explica Patrício.

Para Patrício é importante motivar o profissional que está no apoio do sistema e que ele tenha condições de ascensão profissional e isso não os tiram das ruas. “Temos hoje profissionais qualificados com nível superior que administram a instituição, mas não podem assumir funções de comando. Queremos corrigir essa distorção. Nossa proposta passa pela a alteração na Lei de Organização Básica da PM e BM (LOB). Nós queremos todos os militares nas ruas prestando um serviço de excelência para a sociedade”.

Patrício reforça que não prega divisões. “Não existe uma guerra interna. Queremos caminhar irmanados, como sempre estivemos. Eu vou continuar defendendo que as instituições prestem serviço para a sociedade, mas que sejam democratizadas. A policia e bombeiros militares do DF já avançaram bastante e hoje são exemplo para todo o país. Dessa forma, vamos apresentar uma proposta para o governador, encaminhar para o Governo Federal assim que o governador der sinal positivo, para que esta proposta seja efetivada e a polícia e bombeiros do DF se preparam para uma Copa do Mundo prestando serviço de qualidade”, ressalta.

Em 14 de julho, mais de dois mil policiais e bombeiros militares aprovaram a proposta apresentada em assembleia realizada no dia 14 de junho, em frente ao Buriti. Em seguida, o deputado Patrício apresentou a proposição aos secretários Sandro Avelar (Segurança Pública), Paulo Tadeu (Governo) e Denilson Bento (Administração). Nesta quarta-feira (27), um dia antes da assembléia geral da categoria, em frente ao Buriti, os secretários voltam a se reunir para análise final do acordo que deverá ser apresentado pelo governo.

RESUMO DA REESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA LEI 12.086/09

1 – Antecipação das parcelas do Risco de Vida.

2 – Auxilio Transporte no Contracheque.

3 – Código de Conduta Ética.

4 – Reestruturação da Carreira Lei 12.086/09

a- Remanejamento de vagas dentro dos quadros para melhorar a ascensão profissional , com isso corrigir distorções onde profissionais há mais de quinze anos sem promoção;

b- Correção das distorções deixadas pela Lei 12.086/09 entre PMDF e CBMDF;

c- Paridade da 12.086 na PMDF e CBMDF naquilo que é peculiar;

d- Percentual de Reajuste com base no crescimento do FCDF em duas parcelas a primeira a partir de 1º de dezembro de 2011 e a segunda a partir 1º de março de 2012;

e- Interstício único para oficiais e praças nas Corporações;

f- Agregação após 30 anos de serviço para evitar o travamento da ascensão profissional;

g- Elevar a carreira de praça até Tenente Coronel;

h- Emprego dos ocupantes do Quadro Administrativos no Serviço Operacional;

i- Inclusão de praças na Comissão de Promoção de Praça – CPP, hoje essa comissão é composta só por oficiais;

j- Criação do Quadro Complementar na PMDF, objetivando a melhoria no atendimento aos Profissionais de Segurança Pública;

k- Ampliação dos Quadros de Saúde na PMDF, objetivando a implantação do Hospital já no 2º semestre de 2012;

l- Curso Preparatório de oficiais Administrativos, Especialistas e Músicos só por antiguidade;

m- Altera o dia da promoção do dia 26 de dezembro para 20 de dezembro;

n- Extinção do Quadro de Corneteiros, inserindo os no Quadro de Combatentes;

o- Possibilidade aos Policiais de outros Quadros migrarem para o Quadro de Músicos desde que aprovados em exame de suficiência musical;

p- Equivalência dos Cursos na PMDF:

•Curso de Formação de Praça – CFP, ao Curso de Formação de Soldado – CFSd;

•Curso de Aperfeiçoamento de Praça – CAP, ao Curso de Formação de Sargentos – CFS;

•Curso de Altos Estudos para Praça – CAEP, ao Curso de Aperfeiçoamento de Praça – CAS.

Já tem data marcada a estreia de Lula à frente do Palácio do Buriti, que será usado para cerimônias enquanto o Planalto estiver em reformas – o CCBB já está sendo usado no dia a dia. Será no próximo dia 16, quando Lula pretende reunir os presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal para juntos anunciarem um pacto pela reforma da Justiça. Em linhas gerais, trata-se de mais uma tentativa de dar agilidade ao Judiciário e facilitar o acesso dos mais pobres a ele. (Por Lauro Jardim)

Um banheiro do primeiro andar do anexo do Palácio do Buriti entupiu.

Há dias os servidores do andar reclamavam do mau cheiro, mas na manhã desta quinta-feira o negócio sujou de vez e causou um vazamento no térreo do prédio.

Sobrou para cinco caixa eletrônicos do posto de atendimento do BRB, onde os dejetos humanos (leia-se fezes e urinas) escorreram.