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 Marina Aecio

Por Josias de Souza

Ex-rivais de Dilma Rousseff na campanha presidencial, Marina Silva e Aécio Neves utilizaram uma entrevista da presidente sobre a corrupção na Petrobras como matéria-prima para suas ironias. Em textos veiculados na internet, ambos realçaram a ausência de autocrítica na manifestação da presidente.

Para Marina, Dilma não tirou os pés do palanque. “…Continua a fazer exaltações a seu governo em manifestações descoladas da realidade.” Ela reproduziu três comentários da presidente: 1) o caso do petrolão é “o primeiro da nossa história investigado”; 2) “isso pode, de fato, mudar o país para sempre”; 3) a investigação “não é algo engavetável”.

Na sequência, Marina espetou: “Dilma gosta de falar das ‘gavetas’ de governos anteriores, mas seria positivo para a sociedade brasileira que ela esvaziasse as próprias. Em vigor desde 29 de janeiro, a Lei Anticorrupção (12.846/13) ainda não está sendo aplicada, segundo estudiosos do Direito, porque não foi regulamentada pelo Palácio do Planalto. […] O Brasil aguarda ansiosamente que a presidente Dilma retire das gavetas do palácio o decreto que ajudará a combater a ação dos corruptores no país.”

Aécio escreveu que Dilma reage ao noticiário “como se fosse apenas uma espectadora, uma cidadã indignada, como se o seu governo não tivesse nenhuma responsabilidade com o que ocorreu na empresa nos últimos anos. Como se não tivesse sido ela a presidente do Conselho de Administração da Petrobras, responsável pela aprovação de inúmeros negócios, hoje sob investigação.”

Para o ex-presidenciável tucano, Dilma “zomba da inteligência dos brasileiros” ao “agir como se a Petrobras não fizesse parte do seu governo.” Aécio lembrou que, nos debates eleitorais, convidou Dilma a “pedir desculpas ao Brasil pelo que acontecia na empresa.” Reiterou a provocação: “Presidente, a senhora não acha que está na hora de pedir desculpas ao país pelo que o seu governo permitiu que ocorresse com a Petrobras?”

Auxiliares de Dilma e líderes do PT acusam a oposição de tentar criar no país uma atmosfera de “terceiro turno”. Comportam-se mais ou menos como um oficial alemão que foi visitar o estúdio de Picasso durante a ocupação de Paris. Ele viu na parede uma reprodução de Guernica, o quadro que mostra a destruição da cidade espanhola na guerra civil. “Foi o senhor que fez isso?”, perguntou o oficial. E Picasso: “Não, foram os senhores”.

Ex-blog Cesar maia

1. Marina saiu da eleição presidencial de 2010 fortalecida e em ascensão. Tornou-se um destaque nacional e internacional, sinalizando que, em 2014, seria uma alternativa de poder.  Em função da “plasticidade” do PV, Marina rompeu com o partido e se declarou independente.

2. Agrupou em torno dela um grupo com ideias afins, sendo que muito poucos com mandato, talvez uns 3 deputados federais. Em função da afirmação de princípios e redação de documentos, atrasou a criação de seu partido ao qual denominaram Rede – rede de sustentabilidade.

3. Por esse atraso, no limite do prazo para criação de partidos, as assinaturas de apoio apresentadas não foram suficientes. Havia a expectativa de uma adesão significativa de parlamentares. Desnorteados, reúnem-se nessa mesma noite/madrugada e após um telefonema de Marina ao governador Eduardo Campos, decide ingressar no PSB, apontando a hipótese de vir a ser vice de Campos, coisa que acabou ocorrendo.

4. Logo em seguida, o Congresso aprova uma lei terminando com o direito de que novos partidos criados tenham direito ao fundo partidário e ao tempo de TV proporcional aos deputados federais que atraíssem. A lei termina assim com a portabilidade dos deputados federais que, ao trocarem de partido nas condições permitidas pela lei, levariam consigo o tempo de TV e a parte do Fundo Partidário proporcionais a eles.

5. Campos e Marina realizam reuniões públicas e afirmam uma parceria. Marina lembra que é provisória até criar a sua Rede. As pesquisas indicam para Campos intenções de voto quase a metade do que indicavam para Marina.

6. Com a morte de Eduardo Campos, Marina assume a candidatura a presidente e imediatamente as pesquisas a projetam para uma posição de liderança, derrubando Aécio Neves para um terceiro lugar afastado. Marina passa a ser alvo de seus adversários e vacila. No final do primeiro turno já estava em empate técnico com Aécio e em processo de desgaste.

7. Já na entrada ao PSB não houve consenso na Rede. Alguns preferiam que entrasse para o PPS e imediatamente assumisse a candidatura presidencial.

8. Com sua imagem afetada, segue para o segundo turno e, com o reforço da família de Eduardo Campos, adere a Aécio Neves em três momentos: declaração à imprensa; depois o encontro dos dois com Marina sem coque e de rabo de cavalo (Freud explica); e, finalmente, na TV com um bom pronunciamento de apoio a Aécio.

9. Outra vez a Rede racha. Boa parte, talvez a maioria, preferia a neutralidade. O apoio de Marina a Aécio não altera a disputa no segundo turno. A eleição termina quase empatada e Marina como uma outsider nesse processo.

10. Hoje, o quadro é totalmente diferente do momento da tentativa de criação da Rede no TSE. Marina enfraquecida, seu grupo dividido e fragilizado, nenhuma expectativa de atrair parlamentares quando a Rede for legalizada.

11. O mais provável é que Marina não recupere mais o brilho de
antes e que seu partido, uma vez criado, se torne inviável ou mais um micropartido pela quase nenhuma adesão de parlamentares, o que mesmo ocorrendo marginalmente, não trará mais os recursos e o tempo de TV que trazia antes.

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marina

Ela divulgou vídeo com pronunciamento sobre resultado da eleição. Para ex-senadora, governo precisa dar sinais de mudanças na economia.

Do G1, em São Paulo – A ex-senadora Marina Silva, candidata derrotada à Presidência da República, divulgou, na noite desta terça-feira (28), um vídeo com um pronunciamento sobre a vitória de Dilma Rousseff, reeleita presidente da República, em segundo turno, no último domingo (28).

Ela afirmou que Dilma terá de adotar “medidas que atacou em sua campanha” e precisa “dar sinais de mudança na condução da economia para superar uma crise que ameaça se agravar com a estagnação e a volta da inflação”.

Durante a mensagem, Marina parabenizou Dilma pela reeleição. “Quero cumprimentar a presidente Dilma Rousseff pela sua reeleição e desejar que seu governo atenda as melhores expectativas da sociedade brasileira, que exige mudanças, como ela mesma reconheceu em seu discurso de vitória”.

Terceira colocada no primeiro turno, Marina Silva também falou de Aécio Neves, a quem apoiou publicamente no segundo turno. “Desejo que seu trabalho seja orientado pelos sonhos contidos na expressiva votação que recebeu.”

Leia abaixo a íntegra do pronunciamento em vídeo de Marina Silva:

Encerramos neste domingo um período eleitoral muito difícil e duro. Apesar de todos os nossos esforços, o discurso de desconstrução e intolerância cultivado nos longos anos de polarização política dominou a campanha. O Brasil está dividido e a principal obrigação das lideranças, tanto dos vencedores quanto dos derrotados nas urnas é reencontrar novos caminhos para a união e o entendimento em torno de uma agenda estratégica para os reais interesses do país, acima de nossas diferenças, com base em programas.

Quero cumprimentar a presidente Dilma Rousseff pela sua reeleição e desejar que seu governo atenda as melhores expectativas da sociedade brasileira, que exige mudanças, como ela mesma reconheceu em seu discurso de vitória. Mudanças que saiam do discurso para a prática, nos processos, nas escolhas, e, principalmente nas atitudes. Mudanças para melhorar a qualidade das relações políticas e da governança do estado, para a prevenção e combate institucional da corrupção. Para a escuta interessada dos diversos setores da sociedade, que clamam por mais qualidade nos serviços públicos, em saúde, segurança, mobilidade, educação e proteção ao meio ambiente. Para dar atenção justa e verdadeira aos direitos das populações tradicionais indígenas e quilombolas, para institucionalizar as conquistas sociais, afim de que sejam tratadas como direitos e não como favores deste ou daquele governo.

Cumprimento também o senador Aécio Neves pela sua determinação na campanha e desejo que seu trabalho seja orientado pelos sonhos contidos na expressiva votação que recebeu e, também, pelos compromissos socioambientais que ele incorporou e é justamente para essa agenda do presente e do futuro que desejo chamar a atenção.

O governo que se reelege não conta com prazos longos, desde já precisa dar sinais de mudança na condução da economia para superar uma crise que ameaça se agravar com a estagnação e a volta da inflação. Precisa também dar sinais na condução da política, que com reforma ou sem reforma, precisa abandonar a prática de distribuir pedaços do estado e privatizá-lo em nome de uma suposta governabilidade.

Agora que a eleição passou, certamente a presidente Dilma irá adotar em seu governo medidas que atacou em sua campanha. Não é menos urgente dar atenção às mudanças climáticas e ao aquecimento global. Os líderes políticos de todos os partidos, do governo e da oposição, devem reconhecer que meio ambiente não é uma parte incômoda das políticas públicas, é a base da sobrevivência de todos.

O desenvolvimento sustentável permanece sendo muito mais que nossa utopia, é critério para a prática, o sentido de nossa ação política. É por essa agenda que permanecemos atentos e ativos, por ela valeu a pena participar de uma campanha tão difícil e enfrentar toda a agressividade do marketing selvagem, um marketing baseado na mentira. Agora, pelo futuro sustentável que sonhamos construir, dirijo aos meus companheiros e a todos os brasileiros e brasileiras, a velha persistente saudação de sempre. A luta continua, não vamos desistir do Brasil.

Marina Aecio

Aécio comparou apoio de Marina à união partidária em torno de seu avô, o presidente Tancredo Neves, há  30 anos

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, confirmou nesta sexta-feira (17) que vai incorporar medidas sugeridas pela ex-senadora Marina Silva, do PSB, que ficou em terceiro lugar no primeiro turno. Entre as propostas de Marina, estão a consolidação e ampliação das políticas sociais do atual governo, como o Bolsa Família, e o desenvolvimento econômico com sustentabilidade.

No primeiro encontro oficial dos dois, em um espaço empresarial, no bairro da Lapa, sem o seu tradicional coque e penteada com um rabo de cavalo que deixou à mostra os longos cabelos cacheados, Marina Silva causou impacto entre os presentes, em sua maioria líderes, do PDSB, PSB e das siglas que estão apoiando Aécio no segundo turno. Brincando, ela justificou que, por estar com gripe, não pôde prender os cabelos como de costume.

Aécio disse que o apoio de Marina o deixa em uma condição mais confortável na disputa com a candidata do PT, Dilma Rousseff. “Estou hoje vivendo um momento muito, mas muito marcante, eu diria histórico, desta caminhada”. Ele, no entanto, evitou comentar se a ex-ministra o acompanhará em comícios e atos públicos.

“A forma como Marina vem participando é a melhor possível. É em torno de um projeto. Estou extremamente agradecido à generosidade da Marina, que não fez qualquer tipo de exigência. Apenas propôs o aprofundamento de algumas questões de que nós já tratávamos”, acrescentou o candidato. Ele reafirmou que há convergências entre sua plataforma e a da ex-ministra.

O tucano comparou a união partidária ao momento vivido no país, há 30 anos, quando seu avô, o presidente Tancredo Neves obteve a adesão de siglas de todas as tendências em torno da intenção em encerrar um ciclo autoritário. Tancredo adoeceu antes de tomar posse e morreu em março de 1985, sem assumir o cargo.

“”Essa aliança foi vitoriosa. Infelizmente, o destino não permitiu que meu avô, Tancredo, assumisse a Presidência da República, mas as instituições estão aí, sólidas, e cada brasileiro pode escolher o seu destino. Fizemos a travessia em uma união de forças de pensamentos distintos”, lembrou ele.

Com críticas à sua adversária no segundo turno, Dilma Rousseff, Aécio lamentou o tom do debate de quinta-feira (16), no SBT, e disse que apenas procurou se defender dos ataques.

“Eu propus, todas as vezes que pude, o debate em torno de temas. Sugeri à presidenta que falasse de segurança pública, que falasse de educação, mas a estratégia dela, ou de seu marqueteiro, não foi essa. Eu pretendo continuar apresentando propostas, mas reagirei a todas as ofensas, às calúnias e às mentiras que transformaram essa eleição talvez na pior, do ponto de vista ético, dos últimos tempos”, afirmou.

O candidato do PSDB propôs uma espécie de trégua, convidando a adversária a falar de temas de interesse do país. “Vamos debater o futuro, vamos mostrar nossas diferenças, que são realmente muito grandes. Vamos pedir que, democrática e livremente, os brasileiros tomem a decisão que acharem mais adequada. Eu respeitarei qualquer que seja ela. Nós estamos a uma semana das eleições, os brasileiros merecem que aqueles que disputam a Presidência da República digam o que pretendem fazer em relação ao futuro do Brasil.”

dilma marina

Em entrevista logo após anunciar, neste domingo (12/10), seu apoio ao candidato da Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, a candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, afirmou que a verdadeira mudança não significa apenas trocar partidos ou governantes, mas honrar os compromissos assumidos com a população brasileira.

“A presidente Dilma, que assinou compromissos inclusive com o Código Florestal, não cumpriu esses compromissos assumidos nos últimos quatro anos. Tivemos um imenso retrocesso na agenda ambiental, socioambiental do Brasil e na questão indígena, só para citar alguns, sem falar na reforma econômica, reforma agrária e tantos outros aspectos que são de conhecimento público”, apontou ela.

Marina Silva acrescentou: “A presidente Dilma teve a chance, durante quatro anos, de encaminhar as propostas com as quais ela se comprometeu. Nesse segundo turno, nós programaticamente as entregamos ao candidato [Aécio], que fez a sinalização e foi identificado com a mudança”.

Em seguida, a ex-senadora afirmou: “A mudança não é simplesmente, no meu entendimento, para tirar um partido e botar outro, uma pessoa e botar outra. A sociedade brasileira sinaliza que quer cada vez mais uma mudança de qualidade, manter as conquistas, aperfeiçoá-las, corrigir os erros, encarar novos desafios”.

Para Marina Silva, há um acordo com esse compromisso assumido, que ela e Aécio estão “inteiramente coerentes com essa renovação da política”.

‘Velhos rumos’

Vice na chapa de Marina Silva, Beto Albuquerque destacou que seu partido, o PSB, está ao lado de Aécio por almejar uma mudança consistente e por não compactuar com os “velhos rumos e acordos” tomados pela gestão PT.

“Se o PSB quisesse apoiar a Dilma Rousseff, não precisava ter saído do governo de dois anos atrás. Não precisava ter perdido Eduardo Campos a trabalho dessa mudança. Poderíamos estar hoje confortavelmente dentro do governo. Quando tomamos a decisão de sair e ter candidatura própria, já dissemos o que pensávamos sobre esse governo. Saímos porque não concordamos com os rumos, os velhos acordos, com a ineficácia, com o descontrole fiscal que está acontecendo no país”, avaliou.

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Antes de fazer o anúncio, Marina agradeceu “a Deus e ao povo brasileiro”

A ex-senadora e ex-ministra Marina Silva, que disputou a Presidência pelo PSB, anunciou neste domingo, 12, em São Paulo, que vai apoiar no segundo turno o candidato do PSDB, Aécio Neves. “Alternância de poder fará bem ao Brasil”, disse. “Aécio retoma o fio da meada virtuoso e corretamente manifesta-se na forma de um compromisso forte, a exemplo de Lula em 2002, que assumiu compromissos com a manutenção do Plano Real, abrindo diálogo com os setores produtivos.”

Antes de fazer o anúncio, Marina agradeceu “a Deus e ao povo brasileiro”. Ela obteve 22.176.619 votos (ou 21,32% dos válidos) no primeiro turno e ficou em terceiro lugar, atrás de Dilma Rousseff (PT) e Aécio.

Leia a íntegra do texto lido por Marina:

Ontem, em Recife, o candidato Aécio Neves apresentou o documento “Juntos pela Democracia, pela Inclusão Social e pelo Desenvolvimento Sustentável”.

Quero, de início, deixar claro que entendo esse documento como uma carta compromisso com os brasileiros, com a nação.

Rejeito qualquer interpretação de que seja dirigida a mim, em busca de apoio.

Seria um amesquinhamento dos propósitos manifestados por Aécio imaginar que eles se dirigem a uma pessoa e não aos cidadãos e cidadãs brasileiros.

E seria um equívoco absoluto e uma ofensa imaginar que me tomo por detentora de poderes que são do povo ou que poderia vir a ser individualmente destinatária de promessas ou compromissos.

Os compromissos explicitados e assinados por Aécio tem como única destinatária a nação e a ela deve ser dada satisfação sobre seu cumprimento.

E é apenas nessa condição que os avaliei para orientar minha posição neste segundo turno das eleições presidenciais.

Estamos vivendo nestas eleições uma experiência intensa dos desafios da política.

Para mim eles começaram há um ano, quando fiz com Eduardo Campos a aliança que nos trouxe até aqui.

Pela primeira vez, a coligação de partidos se dava exclusivamente por meio de um programa, colocando as soluções para o país acima dos interesses específicos de cada um.

Em curto espaço de tempo, e sofrendo os ataques destrutivos de uma política patrimonialista, atrasada e movida por projetos de poder pelo poder, mantivemos nosso rumo, amadurecemos, fizemos a nova política na prática.

Os partidos de nossa aliança tomaram suas decisões e as anunciaram.

Hoje estou diante de minha decisão como cidadã e como parte do debate que está estabelecido na sociedade brasileira.

Me posicionarei.

Prefiro ser criticada lutando por aquilo que acredito ser o melhor para o Brasil, do que me tornar prisioneira do labirinto da defesa do meu interesse próprio, onde todos os caminhos e portas que percorresse e passasse, só me levariam ao abismo de meus interesses pessoais.

A política para mim não pode ser apenas, como diz Bauman, a arte de prometer as mesmas coisas.

Parodiando-o, eu digo que não pode ser a arte de fazer as mesmas coisas.

Ou seja, as velhas alianças pragmáticas, desqualificadas, sem o suporte de um programa a partir do qual dialogar com a nação.

Vejo no documento assinado por Aécio mais um elo no encadeamento de momentos históricos que fizeram bem ao Brasil e construíram a plataforma sobre a qual nos erguemos nas últimas décadas.

Ao final da presidência de Fernando Henrique Cardoso, a sociedade brasileira demonstrou que queria a alternância de poder, mas não a perda da estabilidade econômica.

E isso foi inequivocamente acatado pelo então candidato da oposição, Lula, num reconhecimento do mérito de seu antecessor e de que precisaria dessas conquistas para levar adiante o seu projeto de governo.

Agora, novamente, temos um momento em que a alternância de poder fará bem ao Brasil, e o que precisa ser reafirmado é o caminho dos avanços sociais, mas com gestão competente do Estado e com estabilidade econômica, agora abalada com a volta da inflação e a insegurança trazida pelo desmantelamento de importantes instituições públicas.

Aécio retoma o fio da meada virtuoso e corretamente manifesta-se na forma de um compromisso forte, a exemplo de Lula em 2002, que assumiu compromissos com a manutenção do Plano Real, abrindo diálogo com os setores produtivos.

Doze anos depois, temos um passo adiante, uma segunda carta aos brasileiros, intitulada: “Juntos pela democracia, a inclusão social e o desenvolvimento sustentável”.

Destaco os compromissos que me parecem cruciais na carta de Aécio:

O respeito aos valores democráticos, a ampliação dos espaços de exercício da democracia e o resgate das instituições de Estado.

A valorização da diversidade sociocultural brasileira e o combate a toda forma de discriminação.

A reforma política, a começar pelo fim da reeleição para cargos executivos, que tem sido fonte de corrupção e mau uso das instituições de Estado.

Sermos capazes de entender que, no mundo atual, a ampliação da participação popular no processo deliberativo, através da utilização das redes sociais, de conselhos e das audiências públicas sobre temas importantes, não se choca com os princípios da democracia representativa, que têm que ser preservados.

Compromissos sociais avançados com a Educação, a Saúde, a Reforma Agrária.[

Prevenção frente a vulnerabilidade da juventude, rejeitando a prevalência da ótica da punição.

Lei para o Bolsa Família, transformando-o em programa de Estado

Compromissos socioambientais de desmatamento zero, políticas corretas de Unidades de Conservação, trato adequado da questão energética, com diversificação de fontes e geração distribuída.

Inédita determinação de preparar o país para enfrentar as mudanças climáticas e fazer a transição para uma economia de baixo carbono, assumindo protagonismo global nessa área.

Manutenção das conquistas e compromisso de assegurar os direitos indígenas, de comunidades quilombolas e outras populações tradicionais. Manutenção da prerrogativa do Poder Executivo na demarcação de Terras indígenas

Compromissos com as bases constitucionais da federação, fortalecendo estados e municípios e colocando o desenvolvimento regional como eixo central da discussão do Pacto Federativo.

Finalmente, destaco e apoio o apelo à união do Brasil e à busca de consenso para construir uma sociedade mais justa, democrática, decente e sustentável.

Entendo que os compromissos assumidos por Aécio são a base sobre a qual o pais pode dialogar de maneira saudável sobre seu presente e seu futuro.

É preciso, e faço um apelo enfático nesse sentido, que saiamos do território da política destrutiva para conseguir ver com clareza os temas estratégicos para o desenvolvimento do país e com tranqüilidade para debatê-los tendo como horizonte o bem comum.

Não podemos mais continuar apostando no ódio, na calúnia e na desconstrução de pessoas e propostas apenas pela disputa de poder que dividem o Brasil.

O preço a pagar por isso é muito caro: é a estagnação do Brasil, com a retirada da ética das relações políticas.

É a substituição da diversidade pelo estigma, é a substituição da identidade nacional pela identidade partidária raivosa e vingativa.

É ferir de morte a democracia.

Chegou o momento de interromper esse caminho suicida e apostar, mais uma vez, na alternância de poder sob a batuta da sociedade, dos interesses do pais e do bem comum.

É com esse sentimento que, tendo em vista os compromissos assumidos por Aécio Neves, declaro meu voto e meu apoio neste segundo turno.

Votarei em Aécio e o apoiarei, votando nesses compromissos, dando um crédito de confiança à sinceridade de propósitos do candidato e de seu partido e, principalmente, entregando à sociedade brasileira a tarefa de exigir que sejam cumpridos.

Faço esta declaração como cidadã brasileira independente que continuará livre e coerentemente, suas lutas e batalhas no caminho que escolheu.

Não estou com isso fazendo nenhum acordo ou aliança para governar.

O que me move é minha consciência e assumo a responsabilidade pelas minhas escolhas.

(Fonte: O Estado de S. Paulo)

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Por Gerson Camarotti – Em conversa com o Blog, um dos coordenadores da campanha de Marina, Basileu Margarido, disse que João Santana, marqueteiro de Dilma Rousseff, jogou no colo de Aécio Neves mais de 20 milhões de votos que Marina teve no primeiro turno.

“Os ataques a Marina foram tão fortes que o eleitorado dela está com raiva do PT, está com raiva de Dilma. Mesmo com toda a campanha de desconstrução feita por João Santana, Marina tem um eleitorado fiel, de mais de 20 milhões de votos. Esse eleitorado não vai para Dilma, vai para Aécio”, disse.

Pesquisas internas às quais a Rede teve acesso mostram que 73% dos eleitores de Marina devem votar em Aécio Neves. (Blog do Camarotti)

marina

Partidos da coligação se reúnem nesta quinta em Brasília para definir apoio. Beto Albuquerque disse que conversou com Marina antes do encontro

O candidato a vice na chapa de Marina Silva à Presidência de República, Beto Albuquerque (PSB-RS), afirmou nesta quinta-feira (9) que a ex-senadora anunciará apoio ao candidato do PSDB, Aécio Neves, se o tucano concordar em incorporar propostas ao seu programa de governo.

Albuquerque participa, em Brasília, de uma reunião com representantes das legendas que formaram a coligação de Marina na eleição deste ano. O encontro vai discutir o apoio de cada partido no segundo turno. PSB e o PPS já formalizaram que vão ficar ao lado de Aécio.

“A Marina quer se pronunciar a partir do momento em que a coligação do Aécio disser concordar ou não com os acordos programáticos que nós vamos oferecer a ele. A partir daí ela poderá se pronunciar junto à Rede. E os demais partidos, nós vamos conversar hoje para saber o tempo de cada partido e seus propósitos nesta negociação”, disse Albuquerque.

“Ela só poderá e só se manifestará, segundo ela acabou de me informar, mediante o posicionamento do Aécio sobre os pontos de programa que nós vamos sugerir a ele. Aí ela vai se pronunciar”, completou.

O porta-voz da ex-senadora, Walter Feldman, afirmou que Marina não compareceu à reunião em Brasília para “não tirar protagonismo de partidos”

Segundo Feldman, não é possível antecipar qual será a decisão de Marina sobre o apoio no segundo turno, e que a ex-senadora quer, primeiramente, saber qual será o posicionamento dos partidos que compuseram sua coligação no primeiro turno.

“Não vamos antecipar a decisão, porque eu não sei qual vai ser o depoimento dela. O que eu consigo agora é sintetizar o posicionamento da Rede. Só lembrando que a Marina é candidata da coligação. É claro que ela vai levar em conta a posição da Rede, mas ela quer receber o posicionamento dos outros partidos”, disse. (Filipe Matoso e Priscilla Mendes, do G1, em Brasília)

Marina Silva e Beto Albuquerque, seu vice, em campanha (Imagem: Divulgação)

Marina Silva e Beto Albuquerque, seu vice, em campanha (Imagem: Divulgação)

Em terceiro lugar no primeiro turno, Marina decidirá na quinta-feira o caminho que seguirá no segundo turno.

Por Gabriel Garcia

Ministério do Meio Ambiente

Ministra do Meio Ambiente do governo Lula, Marina Silva (PSB) enfrentou conflitos com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), atual presidente da República. Dilma a acusava de atrasar licenças ambientais para obras de infraestrutura. O auge da crise aconteceu durante obras no rio Madeira, em Rondônia. Em maio de 2008, Marina entrega sua carta de demissão. Atribui a Dilma sua saída do PT.

Alternância de poder

Defendendo a expulsão de políticos tradicionais da vida pública, como os senadores José Sarney (AP), Renan Calheiros (AL), Romero Juca (RR) e Fernando Collor (AL), Marina acredita que Aécio seria o nome mais apropriado para fazer essa mudança. Sabe que não acontecerá, mas ancora-se na ideia do fim da reeleição. Aécio sinalizou que pode lutar pelo fim de dois mandatos consecutivos para os cargos de prefeito, governadores e presidente.

Família de Eduardo Campos

Marina não seria candidata a presidente. Herdou o cargo após a morte de Eduardo Campos. Ela era vice do ex-governador de Pernambuco. Foi incentivada pela viúva, Renata Campos, e pelos filhos do casal a assumir a missão de “não desistir do Brasil”, bandeira de Eduardo. Agora, Renata declarou apoio a Aécio. Entre outras razões, o PSB virou exterminador de petista em Pernambuco. Marina não pretende contrariar a viúva, que tanto a apoiou.

Cesar maia

1. A entrada de Marina na campanha e sua presença inicial – explosiva – nas primeiras pesquisas levaram a campanha de Dilma (Santana?) a uma decisão açodada. Imaginando que o apoio a Marina no segundo turno pelo PSDB seria automático e não necessariamente o contrário, “Dilma” iniciou um bombardeio – aberto e fechado- a Marina.

2. Deixaram de lado a Teoria da Ballotage – das eleições em dois turnos que este Ex-Blog já apresentou algumas vezes. Esta ensina que nesse caso se deve escolher o adversário a ser atacado e poupar o outro ou outros, de forma a construir apoios naturais no segundo turno. “Dilma” atacou os dois.

3. Atacar ou não atacar Aécio não mudaria a posição do PSDB num eventual segundo turno entre Dilma e Marina. Dessa forma, “Dilma” construiu um cenário para o segundo turno com a aliança entre Marina e Aécio, fosse qual fosse o resultado do primeiro turno. E mais ainda: ajudou muito a tirar Marina do segundo turno. Ou seja: perdeu o apoio ou a neutralidade de Marina no segundo turno.

4. E provavelmente não contava que a dosagem usada estava sendo desproporcional. Dessa forma, a queda de Marina correspondeu um crescimento de Aécio que, em função da dosagem usada por “Dilma”, foi geométrico. Aécio, que no auge do efeito Marina chegou a 15% das intenções de voto, dobrou, chegando a 29% na urna, incluindo brancos e nulos.

5. Dilma, que havia se estabilizado em 40% das intenções de voto, fechou nas urnas com 37%, incluindo brancos e nulos. Ou seja: perdeu também com a tática que usou, talvez passando a imagem de autoritária, ao atacar outra mulher.

6. Resta agora saber se a transferência de intenções de voto de Marina para Aécio foi apenas parcial, ou seja, alcançou principalmente os que oscilavam entre Marina e Aécio e os que haviam migrado de Aécio. Ou o que ficou com Marina ainda alcança principalmente os que estavam indecisos entre Aécio e Marina.

7. As pesquisas que serão divulgadas esta semana farão esses cruzamentos entre Dilma x Aécio e em quem votaram no primeiro turno. Mas há que se ter cuidado, pois em geral essas pesquisas sobre em quem votaram no primeiro turno produzem alguma distorção de arrependimento do eleitor e dificuldades da própria amostragem e, por isso, devem ter outras perguntas para garantir os cruzamentos. Provavelmente Aécio terá mais do que teve e Marina menos do que teve.

8. Ideal seriam os institutos abrirem –mesmo que internamente- a pesquisa de boca de urna por gênero, instrução, renda, faixa etária, religião, região…, de forma a as equipes poderem avaliar os potenciais de migração. Nesse sentido –mesmo que de forma a sinalizar ao eleitor evangélico- que em geral migrou do Pastor Everaldo para Marina, Dilma e Aécio deveriam contatá-lo à luz dos refletores. Um gesto que pode valer milhões de votos na definição dos eleitores que votaram Marina no primeiro turno.

O porta-voz da Rede, Walter Feldman, diante do prédio onde mora Marina Silva, em São Paulo (Foto: Tatiana Santiago / G1 São Paulo)

O porta-voz da Rede, Walter Feldman, diante do prédio onde mora Marina Silva, em São Paulo (Foto: Tatiana Santiago / G1 São Paulo)

Partidos que apoiaram candidata derrotada discutem posição no 2º turno. PSB, sigla pela qual Marina concorreu, deve decidir na quarta-feira.

Tatiana Santiago e Roney Domingos, do G1 São Paulo – A candidata derrotada à Presidência Marina Silva (PSB) começa a definir na noite desta terça-feira (7) a posição que adotará na disputa do segundo turno entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), informou o porta-voz nacional da Rede Sustentabilidade, Walter Feldman.

Ele esteve na tarde desta terça-feira (7) no apartamento da candidata, no bairro Vila Nova Conceição, Zona Sul de São Paulo, onde os dois conversaram por cerca de uma hora.

De acordo com Feldman, na noite desta terça, a comissão executiva da Rede Sustentabilidade se reunirá para aprovar  um “indicativo” da decisão, a ser sacramentada em um encontro do diretório do grupo, na quarta-feira (9).

Segundo Feldman, Marina deve seguir o posicionamento da Rede. “A Rede trabalha com consenso”, disse. “A Marina quer ouvir a Rede.”

A Rede Sustentabilidade é o grupo político de Marina Silva, que se abrigou no PSB para poder concorrer neste ano. Marina não conseguiu obter registro na Justiça Eleitoral a tempo de que a Rede pudesse disputar a eleição como um partido.

Na tarde desta quarta, a Comissão Executiva Nacional do PSB se reunirá em Brasília. Após a reunião, deve ser anunciada oficialmente a posição do partido.

No caso da coligação Unidos pelo Brasil (PSB-PPS-PHS-PPL-PRP-PSL), que sustentou a candidatura de Marina, a assessoria divulgou nota informando que na quinta-feira ela e as demais lideranças dos partidos aliados “participarão de encontro para construir um posicionamento comum da coligação”.

Na nota, a coligação diz que as eleições “refletiram uma posição de insatisfação com as condições existentes no Brasil expressando sentimentos de mudanças”, mas ressalva que “as opiniões individuais de cada partido, dirigentes e lideranças políticas das agremiações neste momento de construção devem ser respeitadas, mas não refletem em nenhuma hipótese a opinião da ex-candidata”.

Marina Silva também mantém conversações com líderanças do PSB de Pernambuco, estado de Eduardo Campos, presidenciável do partido morto em acidente aéreo em agosto e a quem Marina substituiu.

Devem se encontrar com a ex-senadora na residência dela, em São Paulo, o prefeito de Recife, Geraldo Junior, o governador eleito de Pernambuco, Paulo Câmara, e o senador eleito Fernando Bezerra Coelho, todos do PSB.

Leia abaixo a íntegra da nota divulgada pela coligação de Marina Silva

NOTA DE ESCLARECIMENTO DA EX-CANDIDATA MARINA SILVA EM RELAÇÃO AO SEGUNDO TURNO DA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL

A ex-candidata à Presidência da República pela Coligação Unidos pelo Brasil, Marina Silva, vem a público reafirmar o processo definido pelos partidos que integram a aliança para contribuir para o debate do segundo turno da disputa presidencial:

1.       Os resultados das eleições refletiram uma posição de insatisfação com as condições existentes no Brasil expressando sentimentos de mudanças.

2.     Os partidos da Coligação promoverão até amanhã, dia 8 de outubro, reuniões de suas instâncias deliberativas para definirem os pontos que consideram relevantes para a formulação de posicionamento conjunto das legendas aliadas.

3.      Na quinta-feira, dia 9, Marina Silva e as demais lideranças dos partidos aliados participarão de encontro para construir um posicionamento comum da Coligação sobre a continuidade da disputa pela Presidência da República.

4.       Marina Silva também contribuirá para a construção de uma posição da Rede Sustentabilidade nesse processo de unidade da Coligação.

5.       As opiniões individuais de cada partido, dirigentes e lideranças políticas das agremiações neste momento de construção devem ser respeitadas, mas não refletem em nenhuma hipótese a opinião da ex-candidata.

São Paulo, 7 de outubro de 2014.

Assessoria de Comunicação da Coligação Unidos pelo Brasil

reguffe marina

Depois da vitória nas urnas, ele analisa o cenário, conversa com aliados e deve anunciar apoio a Aécio Neves no segundo turno da campanha presidencial

Por Almiro Marcos, Kelly Almeida e Matheus Teixeira – Candidato mais votado no primeiro turno do Distrito Federal, o senador eleito José Antônio Reguffe (PDT) defende mudanças nos planos local e federal. Em entrevista ao Correio, apesar de não declarar apoio a nenhum dos presidenciáveis, ele deu a entender várias vezes que tem preferência por Aécio Neves (PSDB), seguindo a tendência de Marina Silva. Antes de anunciar apoio na disputa presidencial, o parlamentar vai se reunir com o próximo governador de Mato Grosso, Pedro Taques, e com o senador Cristovam Buarque para uma decisão conjunta até o fim da semana.

Com discurso da ética e do corte de gastos públicos na atividade parlamentar, Reguffe conquistou o maior número de votos no primeiro turno desta eleição no Distrito Federal. Em sua primeira entrevista após a vitória, ele agradeceu a cada um dos 826.576 eleitores e prometeu orgulhá-los ao longo dos próximos oito anos. Principal alvo dos adversários na campanha, o parlamentar disse que ainda se sente machucado, mas que “busca a ajuda de Deus” para perdoar os rivais. “Não vou me esquecer disso amanhã ou depois. Mas espero, do fundo do coração, que eles sejam felizes.”

Recordista de votos para o Congresso Nacional na última eleição, ele voltou a afirmar que pretende reduzir o número de assessores e abrirá mão de passagens e da verba indenizatória a que terá à disposição no Senado. “Um senador tem direito a plano de saúde vitalício para ele e para toda a família. Não usarei esse benefício ou nenhum outro, como o carro oficial e a cota de passagens aéreas”, afirmou.

No segundo turno presidencial, o senhor votará em Dilma Rousseff (PT) ou em Aécio Neves (PSDB)?

Hoje (ontem), é um dia de comemoração, de festa. O que posso dizer, por enquanto, é que, como cidadão, quero que as coisas mudem nesta cidade e neste país. Vou conversar com o governador eleito de Mato Grosso, Pedro Taques, e com o senador Cristovam Buarque, pois sempre tivemos uma postura independente dentro do partido, e a tendência é tomarmos uma decisão conjunta. Só o que posso expressar é o meu desejo que as coisas mudem.

Como se deu a aliança com Rodrigo Rollemberg (PSB)?

Quando apoiei Rollemberg, fiz questão que fosse baseado em um programa de governo. Solicitei a ele a inclusão de algumas questões que considero extremamente inovadoras e importantes. Exigi, e ele topou, que a redução em 60% dos cargos comissionados e a devolução ao contribuinte de parte dos impostos pagos em medicamentos estivessem previstas no plano de governo.

As propostas são viáveis?

Em relação aos cargos, não sei como ele vai fazer. Mas a minha posição é que parte desses cargos, principalmente em posições técnicas, sejam repostos por meio de concursos públicos. E que, para as demais funções, seja enviado um projeto de lei à Câmara Legislativa que extíngua definitivamente aqueles postos. Isso para que não se reduza aqui e depois se aumente ali adiante. Sobre os medicamentos, defendo que os 17% em impostos que correspondem ao ICMS, que é recolhido pelo DF, sejam devolvidos no ano seguinte ao cidadão por meio da Nota Legal.

Como vê os ataques sofridos durante a campanha? Depois de vitorioso, perdoa os adversários?

Fui à missa no último domingo para agradecer a Deus por tudo que fez. Aproveitei e pedi, também, que Ele ajude meu coração a perdoar todos os ataques. Sofri muito. Teve um dia que cheguei em casa e vi minha mãe chorando pelo que estavam falando sobre a minha pessoa. Foi uma cena que nunca vou esquecer na vida. Claro que ainda estou machucado e que não vou me esquecer disso amanhã ou depois. Mas espero, do fundo do coração, que eles sejam felizes.

A que se deve os mais de 800 mil votos que recebeu?

Acredito que a expressiva votação seja um reconhecimento aos mandatos que fiz como deputado distrital e federal, quando honrei e cumpri absolutamente todos os pontos do meu panfleto de campanha, que saía distribuindo de mão em mão. E acho que também foi um entendimento por parte da população das minhas propostas. Eu me orgulho muito da confiança que recebi. Fiz uma campanha que não teve um carro de som na rua, uma placa, uma pessoa remunerada entregando panfleto. Uma campanha simples, mas uma batalha de coração e compromisso com as pessoas. Agora, se me perguntar se me supreendi, sim, fiquei surpreso com tantos votos que recebi.

Continuará cortando gastos no próximo mandato?

Reduzirei o custo do mandato pela metade. Assumi esse compromisso na campanha e vou fazê-lo a partir do dia primeiro de janeiro. Dos 55 assessores que um senador tem direito, só terei 14. Um senador tem direito, para ele e toda a família, a um plano de saúde vitalício. Também não ficarei com esse benefício. Além disso, não usarei carro oficial e não vou usar a cota de passagem aérea, assim como fiz no Congresso Nacional. Por fim, abrirei mão de toda a verba indenizatória.

Seus adversários o criticavam dizendo que o senhor teria dificuldades no trabalho no Senado. Como a população saberá que fez a melhor escolha?

O meu mandato economizou aos cofres públicos R$ 2.380 milhões. Se todos os outros 512 fizessem o mesmo, daria uma economia de R$ 1,221 bilhão. Apresentei 34 projetos. Enquanto outros deputados colocam emenda para festas, coloquei para compra de remédios a hospitais, construção de escolas de tempo integral, aparelhar melhor a polícia, comprar viaturas de salvamento e resgate. Tem muito parlamentar que vota pensando em agradar ao governo. Um parlamentar tem que votar pensando se vai beneficiar ou prejudicar a população. Foi assim que agi como deputado distrital, federal e assim vou fazer como senador. Tenho total consciência da minha responsabilidade, sei o que essa votação quer dizer e vocês podem ter certeza: o que eu mais quero na minha vida não é ter um futuro político depois deste mandato. O que eu mais quero é orgulhar cada uma das pessoas que depositou um voto de confiança em mim.

Na sua avaliação, por que Marina Silva perdeu?

Marina é uma pessoa com o coração muito bom, uma pessoa íntegra, correta, e acho que foi uma perda para este país. Ela tinha pouco tempo de televisão. Enquanto uma (candidata) tinha 11 minutos, ela tinha dois. Uma dessas desigualdades do nosso processo eleitoral e da nossa democracia. Falei para ela radicalizar na mudança das práticas políticas e responsabilidade e equilíbrio total na gestão econômica, porque é isso que precisa acontecer no Brasil. A inflação é o pior dos impostos, e isso não pode ter coloração partidária. Ela não conseguiu transmitir isso. Ficou presa discutindo o que os adversários queriam discutir. O que me impressiona é que os adversários dela não lançaram um programa de governo e caíram matando no programa que ela apresentou. Ela é uma pessoa que tem o meu respeito, o meu carinho e vai continuar tendo. Acho que é uma das coisas boas que existem na política deste país, a qual não possui muitas coisas boas, infelizmente.

O senhor pensa que ela vai insistir com a Rede Sustentabilidade e, eventualmente, se filiar ao novo partido?

Não sei, não falei com ela desde ontem (domingo). Ela está descansando. Amanhã (hoje), devo ter uma conversa com ela, mas não sei dizer. Com relação a mim, pretendo continuar onde estou. Fui eleito pelo PDT e quero seguir aqui. Não tenho como falar sobre o dia de amanhã ou o futuro, mas é essa a minha intenção.

Qual o peso que o seu nome terá no segundo turno a favor de Rodrigo Rollemberg (PSB)?

Acho que vai depender muito. Já estou apoiando Rodrigo desde o primeiro turno. Não é nenhuma novidade. Vejo como a melhor opção para a cidade. Agora, se ele ganhar a eleição, não é por minha causa, é por méritos dele. Ele tem muitos méritos. Não acho que os apoios de um ou outro candidato vão decidir uma eleição: os méritos e as propostas dos dois candidatos é que vão. Apoio ajuda, mas não é o que decide eleição. (Fonte: Correio Braziliense)

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Nesta segunda-feira (06/10), em São Paulo, o candidato da Coligação Muda Brasil à Presidência da República, Aécio Neves, ressaltou haver convergências de propostas entre sua candidatura e a de Marina Silva, do PSB – terceira colocada na corrida presidencial. Ele salientou estar aberto para “conversar sobre um projeto para o Brasil” e aprimorar suas propostas.

“Vejo absoluta convergência com aquilo que pensamos e com aquilo que queremos para o Brasil. Se vocês avaliarem os nossos programas vão encontrar muito mais pontos de convergências do que pontos divergentes”, afirmou Aécio referindo-se às propostas de Marina.

Aécio contou ter conversado com Marina Silva e que respeita o tempo de cada um para analisar o cenário político nacional. “Recebi hoje, pela manhã, de forma muito honrosa para mim, um telefonema da ex-ministra Marina Silva, me cumprimentando pelo resultado da eleição”, afirmou.

“Retribui também, cumprimentando-a pela sua luta, pela sua campanha. Temos agora que dar tempo ao tempo. Cada liderança saberá o tempo de tomar uma decisão, e qual será essa decisão. Não me cabe avançar nesse tema. Todos aqueles que têm, como nós, o sentimento de que o Brasil precisa mudar para avançar, serão muito bem-vindos nessa caminhada”, afirmou.

‘Monstros do presente’

Aécio Neves também criticou declaração dada pela candidata à reeleição à Presidência da República, Dilma Rousseff (PT), no domingo (05/10). “[O que] me surpreende abrir os jornais e ver a candidata oficial falar de ‘fantasmas do passado’. Na verdade, os brasileiros estão muito preocupados com os monstros do presente – inflação alta, recessão e corrupção. Para enfrentar isso é que nos preparamos”, considerou.

O candidato aproveitou a oportunidade para fazer um convite à Dilma: realizar uma campanha de alto nível, propositiva e à altura do que os brasileiros esperam de um presidente da República.

“Temos projetos que se diferem em vários aspectos e é hora dessas diferenças serem explicitadas. Da minha parte, sempre com enorme respeito. Até porque, ao respeitar o adversário, você respeita a própria democracia”, acrescentou.

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Instituto ouviu 1.199 eleitores em todo o DF nos dias 1º e 2 de outubro. Margem de erro é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos

Do G1 DF – Pesquisa do Datafolha realizada no Distrito Federal e divulgada nesta sexta-feira (3) mostra a candidata Marina Silva (PSB) na liderança na capital pela corrida à Presidência da República, com 36% das intenções de voto. Em seguida, aparece Aécio Neves (PSDB), com 25%. Dilma Rousseff (PT) tem 24%. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Confira abaixo os números do Datafolha, segundo a pesquisa estimulada, em que os nomes de todos os candidatos são apresentados ao eleitor (os candidatos que aparecem com 0% são os que tiveram menos de 1% das menções cada um):

- Marina Silva (PSB): 36%

- Aécio Neves (PSDB): 25%

- Dilma Rousseff (PT): 24%

- Luciana Genro (PSOL): 2%

- Pastor Everaldo (PSC): 1%

- Levy Fidélix (PRTB): – 1%

- Eduardo Jorge (PV): 1%

- Zé Maria (PSTU): 0%

- Rui Costa Pimenta (PCO): 0%

- Eymael (PSDC): 0%

- Mauro Iasi (PCB): 0%

- Branco/nulo/nenhum: 4%

- Não sabe: 6%

Em relação ao levantamento anterior, divulgado em 26 de setembro, Marina oscilou 1 pontos para baixo (de 37% para 36%). A presidente Dilma oscilou de 25% para 24%, e Aécio oscilou de 20% para 25%.

Segundo turno

A pesquisa também perguntou aos entrevistados em quem eles votariam em caso de segundo turno entre Dilma e Marina. Neste cenário, a candidata do PSB seria a vencedora no DF, com 58% das intenções de voto. A petista teria 32% dos votos. Brancos e nulos somaram 7%. Outros 3% não souberam ou não responderam.

O resultado foi o seguinte:

- Marina Silva (PSB): 58%

- Dilma Rousseff (PT): 32%

- Branco/nulo: 7%

- Não sabe: 3%

Rejeição

A pesquisa aferiu a taxa de rejeição de cada um dos candidatos no DF, isto é, aquele em quem o eleitor diz que não votará de jeito nenhum. Dilma tem a maior rejeição (49%), e Mauro Iasi e Eduardo Jorge (11%), a menor:

- Dilma Rousseff (PT): 49%

- Aécio Neves (PSDB): 22%

- Levy Fidelix (PRTB): 22%

- Pastor Everaldo (PSC): 20%

- Marina Silva (PSB): 18%

- Luciana Genro (PSOL): 17%

- Eymael (PSDC): 16%

- Zé Maria (PSTU): 14%

- Eduardo Jorge (PV): 13%

- Rui Costa Pimenta (PCO): 13%

- Mauro Iasi (PCB): 11%

- Poderia votar em todos: 3%

- Não votaria em nenhum: 2%

- Não sabe/não respondeu: 4%

Avaliação do governo federal

A pesquisa do Datafolha mostra que 38% dos eleitores do DF avaliam de forma negativa a gestão da presidente Dilma Rousseff e a consideram “ruim” ou péssima”. Outros 25% a consideram “ótima” ou “boa”. Para 36%, a administração é “regular” e 1% não sabe ou não respondeu. Na média, a nota do governo foi 4,9.

Realizada nos dias 1º e 2 de outubro, a pesquisa entrevistou 1.199 eleitores em todo o Distrito Federal. A margem de erro é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levada em conta a margem de erro de quatro pontos para mais ou para menos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o protocolo número DF-00040/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob protocolo número BR-000584/2014.

Cesar maia

1. O último Ibope quis saber do eleitor a certeza dele em relação à sua intenção de voto. 67% dos eleitores potenciais de Dilma afirmaram que a decisão sobre Dilma é definitiva. 57% afirmaram o mesmo sobre Marina. E 61% afirmaram o mesmo sobre Aécio.

2. Aplicando sobre as intenções de voto estas porcentagens, o resultado da mesma pesquisa Ibope seria: 26,2% já decidiram votar em Dilma; 16,5% já decidiram votar em Marina e 11,6% já decidiram votar em Aécio. Ou seja, 45,7% dos eleitores podem mudar seu voto até a eleição. Se é assim para presidente, algo parecido e mais acentuado deve ocorrer para governador. E muito mais para senador e deputados estaduais e deputados federais.

3. Portanto, após marcarem sua intenção de voto, ainda se encontram indecisos em alguma medida. Ainda se teria que agregar os que não marcaram nenhum candidato e que podem deslizar para uma candidatura. E a imprevisível taxa de abstenção+brancos+nulos.  A diferença entre Dilma e Marina até abre um pouco: de 9 pontos passa a quase 10 pontos. Mas a diferença entre Marina e Aécio que, na pesquisa induzida, era de 10 pontos, cai para 4,9 pontos, menos da metade.

4. Esses números refletem algo que este Ex-Blog vem dizendo desde o início da campanha. As ruas frias mostram um eleitor ausente depois de tantos escândalos e letargia econômica. Uma espécie de protesto pelo silêncio. E mostra também que o impacto da morte do governador Eduardo Campos sobre a vontade de votar em Marina se diluiu.

5. No dia da eleição a vantagem de Dilma e Aécio crescerá por terem controle de máquinas em nível federal, estadual e municipal. Ou como alguns preferem: terem muito maior capilaridade, o que pode agregar alguma coisa pela proximidade dos candidatos a deputado de Dilma e de Aécio com o eleitor em cima da eleição: a quase boca de urna.

6. Não são poucas as eleições que a mensuração pelos que estão totalmente convencidos mostra um resultado diferente que se afirma na urna. Em 2000, na eleição para prefeito do Rio, Cesar Maia havia ultrapassado Conde no voto cristalizado na quarta-feira. Mas na pesquisa induzida ele só alcançou Conde no sábado.

7. Esta dinâmica deve ser levada em conta para a comunicação dos candidatos para os debates na TV, para a presença das campanhas nas ruas, desde esse fim de semana até 4 de outubro véspera da eleição. Faltam 9 dias.

* * *

César Maia explica por que a crise economina não afetou a eleição!

(Ilimar Franco- Coluna Panorama Político- Globo-26) A culpa é dos proto-keynesianos. A oposição começa a expiar seus pecados. Um dirigente aliado do PSDB avalia que Aécio Neves perdeu o Sudeste ao imaginar que a região viria por osmose. Confiando que os síndicos Geraldo Alckmin e Pimenta da Veiga garantiriam o cenário. O palco desmoronou com a entrada de Marina Silva. Há também erros de leitura da vida real. O candidato ao Senado no Rio, César Maia, dedicou-se ao tema em seu “Ex-Blog” Lá, resume: “A economia para fins eleitorais não se traduz em questões fiscais, ou cambiais, ou financeiras. A economia que importa é a do bolso, emprego e renda” E conclui que “estas, à custa de malabarismo proto-keynesianos, se mantêm” E profetiza que o eleitor vai receber a conta em 2015.

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Instituto ouviu 1.610 eleitores em todo o DF entre 21 e 23 de setembro. Margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Do G1 DF – Pesquisa Ibope realizada no Distrito Federal e divulgada nesta quarta-feira (24) mostra a candidata à Presidência da República Marina Silva (PSB) na liderança da disputa na capital, com 34% das intenções de voto. Em seguida, aparecem a candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), com 20%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi encomendado pela Rede Globo.

A candidata Luciana Genro (PSOL) aparece com 2%.  Pastor Everaldo (PSC) e Eduardo Jorge (PV) aparecem com 1%. Os demais concorrentes à Presidência somam, juntos, 1%. Brancos e nulos somam 8%, e 14% dos entrevistados não sabem ou não responderam.

Confira os dados da pesquisa Ibope segundo a pesquisa estimulada, em que os nomes dos candidatos são apresentados ao entrevistado:

- Marina Silva (PSB): 34%

- Dilma Rousseff (PT): 20%

- Aécio Neves (PSDB): 20%

- Luciana Genro (PSOL): 2%

- Pastor Everaldo (PSC): 1%

- Eduardo Jorge (PV): 1%

- Outros*: 1%

- Branco/nulo: 8%

- Não sabe/não respondeu: 14%

*Os candidatos Eymael (PSDC), Levy Fidélix (PRTB), Mauro Iasi (PCB), Rui Costa Pimenta (PCO) e Zé Maria (PSTU), juntos, atingiram 1% das intenções de voto.

Avaliação do governo federal

A pesquisa divulgada pelo Ibope também mediu a avaliação do governo da presidente Dilma Rousseff no DF. Segundo o levantamento, 5% dos eleitores consideram a gestão como “ótima”. Para 18%, o governo é “boa”; para 34%, “regular”; para 14%, ruim; e para 26%, “péssima”. Entre os entrevistados, 3% não sabem ou não responderam.

A pesquisa aponta, ainda, que 59% dos eleitores desaprovam a maneira como a presidente Dilma Rousseff está governando o país. Outros 32% aprovam, e 8% não sabem ou não responderam.

Dados da pesquisa

O Ibope ouviu 1.610 eleitores em todo o Distrito Federal entre os dias 21 e 23 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de três pontos para mais ou para menos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o número DF-00057/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00767/2014.

 Rollemberg Marina

14h45 – Caminhada pela comercial de Santa Maria

Ponto de encontro: Quadra 202, perto do Hospital de Santa Maria

17h30 – Embarque na estação do Metrô da Rodoviária do Plano Piloto com destino a Águas Claras

17h50 – Caminhada em Águas Claras até o comitê

18h – Inauguração do comitê da coligação Somos todos Brasilia em Águas Claras

Local: Av. Jequitibá, no. 485, perto do colégio CEAV

21h15 – Visita à 33a Ronda Crioula, em comemoração à Semana Farroupilha

Local: PAD/DF, na BR 251, Km 4

 dilma marina

Por Ricardo Noblat – Espantosa a capacidade de resistência de Marina Silva à pancadaria, a se levar em conta os resultados da mais recente pesquisa IBOPE divulgada pelo Jornal Nacional. Pela lógica, ela deveria estar caindo. E Dilma avançando. Mas eleição não é razão – é emoção. Ganha quem erra menos. E Marina tem errado pouco.

É esmagadora a vantagem que Dilma tem em relação aos seus adversários no tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. São 12 minutos contra seis de Aécio e dois de Marina. Por ora, a vantagem de pouco tem adiantado. Dilma não emociona ninguém. É razão pura. E seus programas de propaganda refletem o que ela é. Não poderia ser diferente.

O marketing político de Dilma apostou na desconstrução da imagem de Marina. Há mais de 20 dias que Marina apanha dia e noite. Contra ela foram assacadas até aqui as mentiras mais corrosivas. Do tipo: “Vai acabar com O Bolsa Família e o Mais Médicos. Marina está a serviço dos banqueiros”. Algum efeito a desconstrução produziu. Não o suficiente para desidratar Marina

Jamais neste país um candidato a presidente contou com a gigantesca coligação de partidos montada para reeleger Dilma. No Rio, por exemplo, todos os candidatos ao governo fazem parte da coligação de Dilma. Em São Paulo, nenhum candidato ao governo apoia Marina. Em Minas Gerais, o que apoia tem menos de 5% das intenções de voto. Tudo isso não basta.

Dilma não é querida. Nem admirada. É temida por seus maus modos. Por isso mesmo, entre seus aliados, é forte, embora discreta, a torcida para que ela perca. Pela primeira vez, na série de pesquisas do IBOPE, Dilma caiu na simulação de primeiro e de segundo turno. O governo de Dilma está destinado a passar à História como um governo medíocre.

O que ainda não se sabe é se ele marcará o desfecho do período de 12 anos do PT no poder.

Comercial-Dilma-BC

Foco do procurador-geral Eleitoral são inserções com ataques à proposta de autonomia do Banco Central defendida pela candidata do PSB.

Por Ricardo Brito – O procurador-geral Eleitoral, Rodrigo Janot, defendeu a suspensão das propagandas veiculadas pela campanha da presidente Dilma Rousseff que criticam a proposta da adversária Marina Silva de conceder autonomia operacional ao Banco Central (BC). Em parecer encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda-feira, Janot considerou as peças irregulares ao reconhecer que eles pretendem criar “artificialmente na opinião pública estados mentais, emocionais ou passionais”. Tal conduta é proibida pelo Código Eleitoral. A manifestação de Janot pode ser acatada pelo TSE no julgamento do mérito das três ações da campanha de Marina que questionaram a propaganda. O caso deve ser analisado nos próximos dias…

Os advogados da candidata do PSB recorreram na semana passada ao tribunal contra a campanha sob a alegação de que a chapa de Dilma pratica “verdadeiro estelionato eleitoral” ao distorcer a proposta da adversária, uma vez que induz à percepção de que os bancos seriam os responsáveis pela condução da política de controle de juros e de inflação. Os advogados da candidata do PSB sustentam que a propaganda cria uma “cenário de horror” com a implantação da autonomia do BC ao chegar ao “absurdo terrorismo” de que a medida esvaziaria os poderes do presidente da República e do Congresso.

A propaganda, que foi ao ar nos dias 9, 11 e 12 de setembro e também em inserções durante o dia, mostra uma família sentada ao redor de uma mesa de refeição e mostra a comida sendo retirada aos poucos dos comensais à medida que um narrador fala das supostas consequências da autonomia do BC. Na semana passada, o TSE negou três pedidos de liminares apresentados pela defesa de Marina para suspender a propaganda. Contudo, Rodrigo Janot é a favor que o tribunal impeça a veiculação da campanha no julgamento do mérito.

“A cena criada na propaganda impugnada é forte e controvertida, ao promover, de forma dramática, elo entre a proposta de autonomia ao Banco Central e quadro aparente de grande recessão, com graves perdas econômicas para as famílias”, afirmam os pareceres de Janot. Para ele, é inquestionável que a crítica meramente política é inerente à campanha eleitoral e constitui típico discurso de embate. “Seus limites, entretanto, não podem ser ultrapassados, a ponto de criar um cenário ad terrorem ou tendencioso, apto a gerar estados emocionais desapegados de experiência real”, completaram.

Rodrigo Janot, que também é procurador-geral da República, manifestou-se contrariamente a outro pedido da chapa de Marina: conceder direitos de resposta à candidata do PSB no horário eleitoral reservado à campanha de Dilma. Para Janot, as peças não prejudicaram a candidatura de Marina. Ele disse que “a afirmação, ainda que controvertida, se insere no contexto de opinião pessoal acerca de um plano de governo” e que a visão de que a autonomia do BC signifique a entrega aos banqueiros de um grande poder de decisão sobre a vida das pessoas “não constitui inverdade flagrante, apta a ensejar direito de resposta”. (Blog do Sombra // Agência Estado)

Cesar maia

1. A hipótese de Dilma x Marina no segundo turno produz, pelo menos, duas mudanças importantes tanto para uma como para outra. Para Marina o apoio espontâneo do PSDB. Para Dilma a reunificação de sua base de partidos políticos.

2. A primeira é natural. A segunda é produto dos conflitos que ocorreram entre PT e os demais partidos da base de Dilma, no primeiro turno, na formação das candidaturas e coligações regionais. Aécio aproveitou bem isso em alguns estados. SP e MG, onde PSDB e PSB se coligaram, é a exceção e no segundo turno onde estarão, claro, com Marina.

3. No primeiro turno a desagregação da base aliada permanecerá até o final, seja pela disputa dos governos dos Estados, seja pelas disputas para deputados estaduais e federais. O discurso “higiênico” de Marina em relação aos partidos e suas flechas sobre líderes do PMDB, serão a garantia que no segundo turno, os grandes e médios partidos da base aliada estarão com Dilma.

4. Mesmo em nível regional a oposição a Dilma poderá não estar unida na oposição no segundo turno. Primeiro pela sensação de inacessibilidade e falta de interlocutores na hipótese de Marina presidente. Segundo também pelas questões regionais, onde os aliados de antes de Dilma, num hipotético segundo turno para governador poderiam estar mais próximos dos partidos de oposição em nível local. Terceiro pela imprevisibilidade de mudanças na política local com Marina presidente, em especial na eleição municipal de 2016.

5. Esta será uma grande vantagem de Dilma no segundo turno, especialmente nos municípios do interior, onde os políticos locais têm maior capacidade de condução de voto. E será difícil Marina neutralizar pela força de coerência que procura dar a seu discurso em relação ao que chama da política que precisa ser ultrapassada. Lembrando que Dilma vence –hoje- com vantagem nos municípios de até 50 mil habitantes, o que será ampliado. São 35% dos eleitores.

6. Quem colocar lupa no segundo turno da eleição presidencial de 2010, em nível regional, poderá obter boas respostas.

 Marina rollemberg

A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva participou domingo de comício em Ceilândia, cidade satélite de Brasília, ao lado do candidato socialista ao governo do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, e do deputado Antonio Reguffe, do PDT, que que concorre ao Senado.

Na ocasião, ela se comprometeu, se eleita, a ampliar o Programa Bolsa Família e o Programa Minha Casa, Minha vida. Marina enfatizou que vai investir 10% do Produto Interno Bruto em educação e que, nos seus quatro anos de governo, implantará o ensino em tempo integral em todo o País.

A candidata tocou, mais uma vez, na polêmica defesa da autonomia do Banco Central dizendo que pretende manter a meta da inflação em 4,5%, diminuir juros e estimular o investimento para “que o país volte a crescer”. Ela disse que pretende dar continuidade à política de responsabilidade fiscal, de controle de inflação com a meta de inflação estabelecida e fazer um grande esforço para evitar que a inflação volte, para que o País possa investir em saúde, educação, segurança publica, no passe livre, na proteção do meio ambiente.

Quanto as diferenças religiosas, a candidata, que é evangélica, declarou que o Brasil é laico e que seu governo lutará para que os brasileiros possam “viver de forma respeitosa na diferença, criando uma cultura de paz e não de ódio”. (José Carlos Werneck)

Maurício Rands

Maurício Rands

 

Na coordenação da campanha de Marina Silva, o ex-líder do PT na Câmara dos Deputados Maurício Rands demonstrou surpresa com a estratégia do seu antigo partido para desconstruir a imagem da candidata do PSB. Em conversa com o Blog, Rands reagiu ao que chamou de discurso do medo da campanha da petista Dilma Rousseff.

“Por que essa obsessão do poder pelo poder? Por que esse afã, essa vontade de ficar no governo? O PT está demonstrando muito apego aos cargos públicos para fazer esse debate desesperado em cima da mentira. Se a Dilma perder a eleição, será bom para ela. Dilma vive estressada, vive agressiva. Alguma coisa está errada”, disparou Rands.

O ex-líder petista admite que a campanha ficou “muito desigual” e que fica difícil reagir, com pouco tempo de televisão, aos comerciais do PT no rádio e televisão. “Eles (petistas) estão desesperados e atacaram muito forte. O ataque ficou tão artificial que há um sentimento das pessoas de que foi uma ação desproporcional”, ressaltou.

Em sintonia com o discurso de Marina, Maurício Rands demonstrou espanto com a ofensiva da campanha de Dilma. “Eu não quero uma campanha com esse método, em cima da mentira. O PT faz um discurso do medo, ao comparar Marina a Collor e de que a proposta de Marina é tirar comida da mesa do trabalhador para dar aos banqueiros. Como as ideias do PT não são fortes, ele decidiram falsear o debate”, disparou. (Por Gerson Camarotti)

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O Partido dos Trabalhadores, por meio do seu Diretório Nacional, apresenta nesta sexta-feira (12), ao Ministério Público Eleitoral, Representação Criminal contra a candidata Marina Silva pela prática do crime de difamação eleitoral, com base no Art. 325 – Código Eleitoral. De acordo com o artigo, se comprovada a difamação, a candidata pode receber como pena detenção de três meses a um ano, e pagamento de 5 a 30 dias-multa.

Segundo avaliação do Diretório Nacional do PT, durante sabatina do jornal O Globo, realizada no dia 11 de setembro, no Rio de Janeiro, Marina Silva “extrapolou – e em muito – o mero direito de crítica, ferindo abertamente a honra da agremiação, bem jurídico tutelado pelo tipo penal em questão”, conforme registrado a representação.

Para o coordenador jurídico da campanha à reeleição de Dilma Rousseff, Flávio Caetano, “está demonstrada a intenção de macular imagem do PT com finalidade eleitoral, configurando o crime de difamação eleitoral previsto no art. 325 do Código Eleitoral”.

Na ocasião, a candidata fez as seguintes declarações: “não consigo imaginar que as pessoas possam confiar em um partido que coloca por 12 anos um diretor para assaltar os cofres das Petrobras. É isso que estão reivindicando? Que os partidos continuem fazendo do mesmo jeito? Eu espero que as pessoas virtuosas possam renovar seu (sic) partidos, para que ele volte a se interessar pelo que são as demandas das pessoas”.

As declarações foram reproduzidas no portal de notícias G1 e divulgadas no canal de internet TV40, da campanha de Marina, e hoje são a principal manchete do jornal O Globo.

Na representação junto ao MP, o PT afirma ainda que Marina incita o eleitor quando:

(i) Questiona “É isso que estão reivindicando?”, remetendo à questão de “assalto à Petrobrás”, e continua perguntando se querem “Que os partidos continuem fazendo do mesmo jeito?”;

(ii) Afirma que espera que as pessoas virtuosas possam renovar seu (sic) partidos.

O Art.357 do Código Eleitoral determina que o Ministério Público fará sua análise e oferecerá a denúncia dentro do prazo de 10 (dez) dias.

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Por Ricardo Noblat – Lições a serem extraídas dos números da mais recente pesquisa de intenção de votos para presidente da República do Instituto Datafolha, divulgados há pouco pelo Jornal Nacional:

1 – Espantosa a resistência da candidata Marina Silva (PSB). Ela sobrevive sem grandes escoriações à pancadaria que lhe movem Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB). De resto, Marina tem sido alvo de críticas da imprensa.

2 – Se bem aplicada, pancadaria produz efeitos. Embora tenha oscilado apenas dentro da margem de erro em relação à pesquisa Datafolha anterior, Marina já teve 10 pontos percentuais na frente de Dilma na simulação de segundo turno. Sua vantagem caiu para quatro pontos percentuais.

3 – A rejeição de Marina passou de 11% em meados de agosto último para 18%. A de Dilma, de 34% para 33%.

4 – Salvo se o acaso fizer uma surpresa, só restará a Aécio apoiar Marina no segundo turno. A intenção de votos dele caiu de 20% em meados de agosto para 15%. A rejeição aumentou de 18% para 23%.

5 – A Dilma não resta outro caminho que não seja o de continuar espancando Marina no horário de propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Precisa ultrapassá-la nas intenções de voto do primeiro turno, se possível, abrindo uma vantagem confortável.

No momento, as duas estão em empate técnico. E Dilma precisa aumentar a taxa de rejeição de Marina. Cabe a Marina se segurar onde está para, aí, sim, no segundo turno, com tempo de propaganda igual ao de Dilma, enfrentá-la em melhores condições.

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Instituto ouviu 765 eleitores em todo o DF nos dias 8 e 9 de setembro. Margem de erro é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos.

Do G1 DF – Pesquisa do Datafolha realizada no Distrito Federal e divulgada nesta quarta-feira (10) mostra a candidata Marina Silva (PSB) na liderança na capital pela corrida à Presidência da República, com 43% das intenções de voto. Em seguida, aparece Dilma Rousseff (PT), com 22%. Aécio Neves (PSDB) tem 17%. A margem de erro é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos.

Confira abaixo os números do Datafolha, segundo a pesquisa estimulada, em que os nomes de todos os candidatos são apresentados ao eleitor (os candidatos que aparecem com 0% são os que tiveram menos de 1% das menções cada um):

- Marina Silva (PSB): 43%

- Dilma Rousseff (PT): 22%

- Aécio Neves (PSDB): 17%

- Pastor Everaldo (PSC): 1%

- Zé Maria (PSTU): 1%

- Luciana Genro (PSOL): 1%

- Eduardo Jorge (PV): 0%

- Rui Costa Pimenta (PCO): 0%

- Eymael (PSDC): 0%

- Mauro Iasi (PCB): 0%

- Levy Fidélix: -

- Branco/nulo/nenhum: 6%

- Não sabe: 9%

Em relação ao levantamento anterior, divulgado em 5 de setembro, Marina oscilou 10 pontos para cima (de 33% para 43%). A presidente Dilma oscilou de 23% para 22%, e Aécio oscilou de 20% para 17%.

Segundo turno

A pesquisa também perguntou aos entrevistados em quem eles votariam em caso de segundo turno entre Dilma e Marina. Neste cenário, a candidata do PSB seria a vencedora no DF, com 63% das intenções de voto. A petista teria 27% dos votos. Brancos e nulos somaram 5%. Outros 5% não souberam ou não responderam.

O resultado foi o seguinte:

- Marina Silva (PSB): 63%

- Dilma Rousseff (PT): 27%

- Branco/nulo: 5%

- Não sabe: 5%

Rejeição

A pesquisa aferiu a taxa de rejeição de cada um dos candidatos no DF, isto é, aquele em quem o eleitor diz que não votará de jeito nenhum. Dilma tem a maior rejeição (50%), e Mauro Iasi e Eduardo Jorge (11%), a menor:

- Dilma Rousseff (PT): 50%

- Aécio Neves (PSDB): 21%

- Pastor Everaldo (PSC): 21%

- Zé Maria (PSTU): 15%

- Levy Fidelix (PRTB): 15%

- Marina Silva (PSB): 14%

- Eymael (PSDC): 13%

- Luciana Genro (PSOL): 13%

- Rui Costa Pimenta (PCO): 12%

- Eduardo Jorge (PV): 11%

- Mauro Iasi (PCB): 11%

- Poderia votar em todos: 6%

- Não votaria em nenhum: 3%

- Não sabe/não respondeu: 5%

Avaliação do governo federal

A pesquisa do Datafolha mostra que 36% dos eleitores do DF avaliam de forma negativa a gestão da presidente Dilma Rousseff e a consideram “ruim” ou péssima”. Outros 24% a consideram “ótima” ou “boa”. Para 36%, a administração é “regular” e 1% não sabe ou não respondeu. Na média, a nota do governo foi 4,9.

Realizada nos dias 8 e 9 de setembro, a pesquisa entrevistou 765 eleitores em todo o Distrito Federal. A margem de erro é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levada em conta a margem de erro de quatro pontos para mais ou para menos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o protocolo número DF-00040/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob protocolo número BR-000584/2014.

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Por Lauro Jardim – Cabe a qualquer candidato minimamente experiente conhecer, ao menos, o seu berço político. Marina Silva anda comentando que está surpresa e extremamente chateada com a campanha difamatória que o PT vem fazendo contra ela, principalmente nas redes sociais.

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Por Lauro Jardim – Depois de espalhar pelo Rio de Janeiro que Marina Silva é contra o pré-sal, os partidários de Dilma Rousseff no estado querem colar na adversária outra pecha: a de atrasar o desenvolvimento de grandes obras.

Foi por causa de Marina que a licença ambiental da obra do Arco Metropolitano – uma das maiores construções do governo Sérgio Cabral – demorou tanto a sair do papel. A extinção de um tipo de perereca comoveu os técnicos do Ministério do Meio Ambiente.

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Instituto ouviu 668 eleitores em todo o DF nos dias 1 e 3 de setembro. Margem de erro é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos.

Do G1 DF – Pesquisa do Datafolha realizada no Distrito Federal e divulgada nesta sexta-feira (5) mostra a candidata Marina Silva (PSB) na liderança na capital pela corrida à Presidência da República, com 33% das intenções de voto. Em seguida, aparece Dilma Rousseff (PT), com 23%. Aécio Neves (PSDB) tem 20%. A margem de erro é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos.

Confira abaixo os números do Datafolha, segundo a pesquisa estimulada, em que os nomes de todos os candidatos são apresentados ao eleitor (os candidatos que aparecem com 0% são os que tiveram menos de 1% das menções cada um):

- Marina Silva (PSB): 33%

- Dilma Rousseff (PT): 23%

- Aécio Neves (PSDB): 20%

- Pastor Everaldo (PSC): 1%

- José Maria (PSTU): 1%

- Rui Costa Pimenta (PCO): 1%

- Eduardo Jorge (PV): 0%

- Luciana Genro (PSOL): 0%

- Levy Fidelix (PRTB): 0%

- Eymael (PSDC): -

- Mauro Iasi (PCB): -

- Branco/nulo/nenhum: 7%

- Não sabe: 13%

Segundo turno

A pesquisa também perguntou aos entrevistados em quem eles votariam em caso de segundo turno. O instituto abordou três cenários no Distrito Federal.

No caso de disputa entre Dilma e Aécio, o candidato do PSDB venceria no DF com 46% dos votos, segundo a pesquisa. A atual presidente teria 35% dos votos. Brancos e nulos somaram 12%. Outros 7% não souberam ou não responderam.

No segundo cenário, entre Dilma e Marina, a candidata do PSB seria a vencedora no DF, com 54% das intenções de voto. A petista teria 27% dos votos. Brancos e nulos somaram 12%. Outros 6% não souberam ou não responderam.

Em uma disputa entre Marina e Aécio, a ex-senadora venceria no DF com 51%, contra 29% do ex-governador de Minas Gerais. Brancos e nulos somaram 12%. Outros 7% não souberam ou não responderam.

Pesquisa espontânea

Na parte da pesquisa em que os entrevistadores do Datafolha simplesmente perguntaram ao eleitor em quem ele votará (sem apresentar a ele a relação dos candidatos), 28% mencionaram Marina, 21% disseram o nome de Dilma e 15% falaram o de Aécio. Os outros candidatos não foram citados. Veja abaixo:

- Marina Silva (PSB): 28%

- Dilma Rousseff (PT): 21%

- Aécio Neves (PSDB): 15%

- Pastor Everaldo (PSC): 0%

- Zé Maria (PSTU): 0%

- Rui Costa Pimenta (PCO): 0%

- Eduardo Jorge (PV): 0%

- Luciana Genro (PSOL): 0%

- Levy Fidelix (PRTB): 0%

- Eymael (PSDC): 0%

- Mauro Iasi (PCB): 0%

- Branco/nulo/nenhum: 5%

- Não sabe: 26%

Rejeição

A pesquisa aferiu a taxa de rejeição de cada um dos candidatosno DF, isto é, aquele em quem o eleitor diz que não votará de jeito nenhum. Dilma tem a maior rejeição, e Mauro Iasi, a menor:

- Dilma Rousseff (PT): 44%

- Aécio Neves (PSDB): 19%

- Marina Silva (PSB): 13%

- Pastor Everaldo (PSC): 12%

- Zé Maria (PSTU): 7%

- Eymael (PSDC): 7%

- Rui Costa Pimenta (PCO): 6%

- Luciana Genro (PSOL): 6%

- Levy Fidelix (PRTB): 6%

- Eduardo Jorge (PV): 5%

- Mauro Iasi (PCB): 4%

- Poderia votar em todos: 6%

- Não votaria em nenhum: 4%

- Não sabe/não respondeu: 10%

Avaliação do governo federal

A pesquisa do Datafolha mostra que 40% dos eleitores do DF avaliam de forma negativa a gestão da presidente Dilma Rousseff e a consideram “ruim” ou péssima”. Outros 24% a consideram “ótima” ou “boa”. Para 34%, a administração é “regular” e 3% não sabem ou não responderam. Na média, a nota do governo foi 4,7.

O Datafolha fez a pesquisa entre os dias 1 e 3 de setembro. O instituto ouviu 668 eleitores em todo o Distrito Federal. O nível de confiança é de 95%. Isso significa que, se forem realizados 100 levantamentos, em 95 deles os resultados estariam dentro da margem de erro de quatro pontos prevista.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com os números DF-00037/2014 e BR-00517/2014.

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A vertiginosa queda de Aécio Neves nas pesquisas obrigará o tucanato a correr o país para conter debandadas. A mais recente está em curso em Goiás.

O PHS, que apoia Marconi Perillo para o governo e Marina Silva ao Palácio do Planalto, oficializará o movimento “MariMar”.

Lembrando: Marconi Perillo é correligionário de Aécio. Marina pede votos para Vanderlan Cardoso, nome do PSB na disputa estadual.

Mas a turma do PHS não quer saber de nada disso: um comitê para divulgar a dobradinha Marina-Marconi deverá ser lançado em Goiânia na semana que vem.

A cúpula tucana adoraria que Marconi Perillo tivesse uma reação enérgica em favor da candidatura do candidato do partido. Não foi o caso…

Aécio está sabendo do problema e deve aterrissar para cumprir agendas em Goiânia na semana que vem. (Por Lauro Jardim)

O candidato Aécio Neves (PSDB). Foto Ivan Pacheco/VEJA.com

O candidato Aécio Neves (PSDB). Foto Ivan Pacheco/VEJA.com

Em entrevista à CBN, tucano seguiu estratégia de mirar na ex-senadora, que lhe tomou o segundo lugar nas intenções de voto

Depois de classificar a adversária Marina Silva (PSB) como uma “metamorfose ambulante”, o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, voltou a alfinetar a rival nesta quarta-feira. Em entrevista à rádio CBN, o tucano afirmou que, na política, é preciso ter um lado – e que o dele sempre foi o de oposição ao governo do PT. “Nunca fui filiado ao PT”, afirmou, em referência a Marina, que pertenceu aos quadros do partido por mais de 20 anos, tendo sido ministra de Lula.

Aécio afirmou ainda que, se hoje Marina defende a política econômica do PSDB, quando no PT votou com o partido contra o Plano Real. “Não tenho dúvidas de que temos um projeto que traz consigo uma enorme coerência”, disse o tucano. “Não estou olhando por sobre a cerca do vizinho”, prosseguiu. Aécio tem acusado Marina de copiar o modelo de gestão tucano. Em coletiva na terça-feira, ele entregou uma cópia do Plano Nacional de Direitos Humanos de 2002, redigido durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, no qual quatro trechos são similares aos da atual cartilha do PSB.

O tucano resolveu atender aos apelos de integrantes de sua campanha, e disparar contra a ex-senadora, que lhe tomou o segundo lugar nas pesquisas. “Tenho uma seleção pronta para entrar em campo. Quem tem uma seleção não pode se contentar com um time de segunda divisão”, afirmou, em referência à equipe de governo de Marina Silva.

Não faltaram críticas também à presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) – durante a entrevista, Aécio classificou a petista e a candidata do PSB como as adversárias a serem batidas. Acerca da política econômica que adotaria em um eventual mandado, afirmou: “Não há espaço para maldades. Até porque todas as maldades já foram feitas pelo atual governo”. Disse ainda que a presidente Dilma “já perdeu a eleição”.