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Posts Tagged ‘Marina Silva’

Roriz e as mulheres

October 22nd, 2009

 

O ex-governador Joaquim Roriz (PSC) recebeu da Igreja Batista Central de Brasília a Ordem Carmem Lima, premiação dada a governantes que prestigiam as mulheres em sua atividades – em seu Governo 22 fizeram parte do primeiro escalão de governo. “É um gesto que emociona no mesmo momento em que vejo a premiação de minha filha e da senadora Marina Slva”, agradeceu Roriz.

 

Jaqueline Roriz e a senadora acreana do PV foram duas das 12 mulheres contempladas com o prêmio Mulher Única. “Marina é uma mulher guerreira, que superou todas as barreiras: a pobreza, o analfabetismo”, disse o ex-governador do Distrito federal.

 

Em sua fala, Roriz lembrou a origem humilde de Marina Silva e o exemplo de uma mulher “que saiu das matas do Acre para ser reconhecida em todo o mundo como a defensora das futuras gerações”.

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Marina Silva, Baby do Brasil, Roriz e Jaqueline no Prêmio Mulher. Foto: Sheila Leal

Política ,

Ciro Gomes passa a ser competitivo

September 10th, 2009

Do ex-blog do Cesar Maia

A coluna do Ancelmo, no Globo, divulgou como primeira nota uma pesquisa nacional do Ibope, onde Serra teria 42%, Ciro 14%, Dilma 13% (caindo 5 pontos), Heloísa Helena 7% e Marina Silva 3%. Essa é a informação que se divulga nas esquinas da política desde fins de agosto, com base em pesquisas regionais e nacionais. Com a saída de H. Helena para candidata ao Senado, Marina tende a ocupar o seu lugar, apenas.

 

Nesta semana, o Estadão abriu rasgados elogios a Marina em editorial e, ontem, destacando uma das listas da Sensus (improvável), abriu uma matéria dizendo: “Marina larga com 9,5%”, o que é um exagero. Ontem, este Ex-Blog chamava a atenção da pesquisa Sensus, onde em nenhuma lista apareciam Dilma e Ciro juntos, o que certamente mostraria Ciro na frente de Dilma.

 

A percepção crescente das fragilidades da candidatura de Dilma pode ser caricaturizada por sua plástica, onde o cirurgião puxou os cantos da boca como se quisesse soldar um sorriso. O paradoxal é que a mudança plástica de sua expressão de durona, que ajudava numa conjuntura de desgaste dos políticos, foi transferida de mão beijada para o Ciro, que a tem naturalmente.

 

Ciro começa a emergir como o candidato mais forte do campo do governo. Espertamente exalta Lula enquanto desmonta o governo, o que ajudará seu discurso em campanha, num clássico “mantenho tudo o que é bom e corrijo os erros”. Ciro tem quatro características que o ajudam em campanha. A primeira é sua expressão de seriedade neste momento.

 

A segunda é estar convencido de que tudo o que diz é verdade e de que sabe o que fala, especialmente em matéria econômica. Isso ajuda muito a imagem na TV, cuja cobertura é diária. A terceira traz votos, mas é perigosa. A maneira com que trata o Congresso, confundindo políticos eventuais com sua rejeição à instituição, sinalizando uma vontade de autoritarismo. Mas é uma comunicação que agrada ao distinto público. E a quarta é já ter aberto vantagem no Nordeste em relação à Dilma.

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Marina: na origem de tudo, a candidatura de Dilma!

August 21st, 2009

Por Cesar Maia

 

1. Este Ex-Blog já tratou dessa questão. Só a enorme popularidade de Lula viabilizou a candidatura de Dilma, pelo PT. Cristão novo no PT não tem vez. Dilma era do PDT, e como tal, ocupou a secretaria de minas e energia no governo Olivio Dutra, no RS. A desintegração do PDT local, com a adesão do filho de Brizola, ex-deputado federal, e suas entrevistas, terminaram por gerar uma migração ao PT (que além de estar no governo do RS, ainda detinha uma hegemonia de anos em Porto Alegre). Nessa leva, Dilma entrou.

 

2. Com a surpreendente ausência de quadros na formação do primeiro governo Lula, Dilma acabou indicada por Olivio e o PT-RS para ministra de Minas e Energia. Sua passagem foi, no depoimento dos especialistas, medíocre. E o PT viu sacrificar-se seu principal quadro no setor de energia (Pingueli Rosa), que tendo assumido a Eletrobrás, foi demitido por Lula, dizendo que “ele não tem votos”, na verdade a pedido do PMDB. Dilma foi salva pelo “mensalão” e a queda de José Dirceu. Lula, que trabalha com símbolos, nomeou-a no lugar de Dirceu, pelo jeito de executiva vertical com que ela vendia a sua imagem (encobrindo o despreparo técnico), e pela condição feminina. Lula produzia com isso, expectativas de mudança de referência.

 

3. Não foi por sua performance, sempre criticada (vide o escândalo em Furnas, empresa de sua área, onde toda a diretoria caiu). E a transição do ministério se deu, para controle total do PMDB de Sarney. Os conflitos entre meio-ambiente (Marina) e energia (Dilma) (hidroelétricas, etc.) começaram aí e só se ampliaram quando o campo de influências de Dilma foi ampliado, com maiores interferências na área ambiental. Lula, provavelmente para proteger Dilma, lançou Mangabeira no conflito, indicando-o como coordenador das estratégias econômico-ambientais.

 

4. Quando Lula designou Dilma para candidata ad referendum do PT, as reações internas dos históricos do PT foram sentidas. Marina, Tarso Genro, etc. No caso de Marina, com intensidade dupla, pois a vitória eleitoral de Dilma significaria sua completa exclusão do processo decisório na questão ambiental. A saída de Marina do ministério, com a assunção de um ecologista urbano, foi apenas a indicação que a ruptura estava dada e que era questão de tempo e de momento. E assim foi.

 

5. Marina, espertamente, escolheu o melhor dia: a sustentação de Sarney pelo PT. Mas seria hipocrisia destacar a questão ética para sua decisão. Afinal de contas, não se leu, viu ou ouviu qualquer indignação da ministra Marina Silva no caso “mensalão”. Onde estava, ficou. O fato novo, fermentado pelos confltos com a ex-ministra de minas e energia foi a escolha de Dilma para candidata. Nesse momento, o futuro se somava ao passado e ao presente, e era insuportável a convivência. Por isso, ela diz na carta de saída do PT que o PT deixou de sinalizar compromisso de fato com o desenvolvimento sustentável. Na verdade, com Dilma (e não com o PT) é que esse descompromisso ficou caracterizado, e com firma reconhecida.

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