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 Expresso Pequi

Goiás247 – O trem de alta velocidade ligando Brasília a Goiânia – apelidado de Expresso Pequi -, com ramificações para as cidades de Águas Lindas de Goiás e Santo Antônio do Descoberto, no Entorno Sul do Distrito Federal, voltou a ser tema de importante reunião entre o governador Marconi Perillo e o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Jorge Bastos, na tarde desta quarta-feira (10).

No encontro, o governador e a direção da ANTT definiram um cronograma para realização, já no ano que vem, dos estudos de viabilidade e do projeto executivo.

De acordo com a previsão apresentada por Ronaldo Magalhães, técnico-financeiro da ANTT, até maio do próximo ano uma empresa de consultoria deverá apresentar o resultado do estudo de viabilidade. Em seguida será iniciado o projeto executivo para que a obra seja colocada em licitação. Técnicos da agência expuseram ao governador os estudos de viabilidade técnica, econômica, socioambiental e jurídico-legal para o desenvolvimento estratégico do transporte ferroviário de passageiros e carga no corredor Brasília/Anápolis/Goiânia.

O encontro ocorreu na sede da ANTT, em Brasília, na presença também do secretário de Cidades, João Balestra, do deputado federal eleito, Célio Silveira e da deputada estadual eleita, Lêda Borges, ambos representantes dos municípios goianos localizados no Entorno do DF. O diretor-geral da ANTT, Jorge Bastos, lembra que após a conclusão do projeto executivo, o trem será detalhado para a presidente Dilma Rousseff, a quem caberá dar a palavra final para a execução da obra.

“A execução do projeto está sendo amadurecida há muito tempo. Nós assinamos o primeiro protocolo há dois anos e meio juntamente com o governo de Brasília, a ANTT, Sudeco e vários outros órgãos federais e estaduais”, afirmou o governador. “Agora nós já estamos vendo a finalização do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEC) e vamos partir para uma próxima etapa, que é a definição do trajeto, de custos, enfim, do projeto executivo. Isso tudo pode ficar pronto até o final de 2015 para que em 2016 esse projeto possa começar a se tornar realidade”, disse Marconi.

“Nós pretendemos levar o projeto para o Governo Federal para que ele analise, com dados já conclusivos, a demanda e o custo do projeto, para que (a União) tenha sensibilidade maior para viabilizar a obra”, declarou Jorge Bastos. De acordo com os primeiros estudos elaborados por técnicos da ANTT, o trem de alta velocidade entre Goiânia e Brasília seguirá os mesmos parâmetros do projeto já elaborado para a construção do ramal entre Campinas/São Paulo e Rio de Janeiro. A velocidade máxima será de 200 quilômetros por hora estimando-se o máximo de uma hora e meia para a conclusão do trajeto, contando-se com as paradas previstas.

O trem entre as duas capitais, somando-se os ramais para as duas cidades do Entorno – Santo Antônio do Descoberto e Águas Lindas de Goiás – atenderá uma população estimada de 6,3 milhões de pessoas, com a previsão de transportar 7,3 milhões de passageiros por ano. O projeto divide a ferrovia em dois tipos de transportes, o regional – Goiânia/Brasília – e o de integração – DF/Águas Lindas/Santo Antônio do Descoberto e Goiânia/Anápolis, também conhecido como semi-urbano. Os primeiros estudos indicam que a linha começará a operar na Rodoferroviária de Brasília e interligará o VLT e o BRT no centro de Goiânia.

ENTORNO

O transporte coletivo de passageiros que atende as cidades do Entorno do Distrito Federal também entrou na pauta da reunião desta quarta-feira do governador Marconi Perillo com o diretor-geral da ANTT, Jorge Bastos. “O diretor Jorge tem-se mostrado extremamente sensível com a situação do transporte coletivo do Entorno. Marcamos um novo encontro para darmos sequência às discussões sobre as medidas que podem ser tomadas para melhorar o serviço. Vamos envolver os governos de Goiás, do DF e Federal para acharmos uma solução para este grave problema. O importante é que há, desde sempre, uma sensibilidade enorme por parte da ANTT e do diretor Jorge Bastos para que resolvamos essa questão”, detalhou Marconi.

A construção de um novo acesso ao novo aeroporto de Goiânia também foi discutida no encontro. O assunto deverá ser tema de nova reunião entre o governador e o diretor-geral da ANTT brevemente.

O governador Marconi Perillo passou a quarta-feira em Brasília onde, além da produtiva reunião na ANTT, prestigiou as posses do novo presidente do Tribunal de Contas da União (TCU ), Aroldo Cedraz, e do vice-presidente, Raimundo Carreiro, ocorridas na parte da manhã e da procuradora de Justiça de Goiás, Ivana Farina Navarrete Pena no recém-criado Conselho Nacional dos Direitos Humanos, ocorrida no final da tarde no Palácio do Itamaraty. Ambas as solenidades foram prestigiadas pela presidente Dilma Rousseff e as mais altas autoridades do governo federal e dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Marconi Perillo disse que não tem dúvidas de que a CPI instalada no Congresso "foi um ato de vendeta política praticado pelo ex-presidente da República", referindo-se a Lula.

Marconi Perillo disse que não tem dúvidas de que a CPI instalada no Congresso “foi um ato de vendeta política praticado pelo ex-presidente da República”, referindo-se a Lula.

O governador disse ter confiança de que a investigação que ainda ocorre no Superior Tribunal de Justiça também terá o mesmo desfecho

O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) falou nesta terça-feira sobre a decisão do Ministério Público de Goiás que arquivou investigação contra ele sobre suposto envolvimento com o contraventor Carlinhos Cachoeira, investigado, juntamente com seu grupo criminoso, nas operações Vegas e Monte Carlo.

Segundo nota da assessoria de comunicação do órgão, o Conselho Superior da entidade, em reunião na segunda-feira, homologou o arquivamento do procedimento preparatório de investigação de possível prática de ato de improbidade administrativa por parte do governador, instaurado pela Procuradoria-Geral de Justiça, por ausência de indícios que o comprovassem. O processo corre em segredo de Justiça.

Em coletiva no Palácio das Esmeraldas, o governador disse que a decisão fará cessar as especulações iniciadas em 2012 na Operação Monte Carlo, e que foram utilizadas por seus adversários políticos inclusive na campanha deste ano. Marconi disse que, apesar de feliz com a notícia, não ficou surpreso com a decisão. “Já esperava por isso, li várias vezes todos os processos, não tinha dúvida de que, mais dia, menos dia, esse assunto seria encerrado na Justiça”, disse Perillo, ressaltando que sempre manteve a consciência tranquila sobre o caso.

“Estou certo que a população de Goiás tem um esclarecimento definitivo de parte do MP estadual. Enquanto em outros casos o assunto foi remetido para investigação no Tribunal de Justiça, no nosso caso específico, o MP, através de seu Conselho Superior e seu procurador-geral de Justiça tomou a decisão unânime pelo arquivamento”, detalhou.

Marconi recordou os prejuízos que capitalizou com o caso, já que, na época das acusações estava como uma boa aprovação no governo e o caso trouxe uma queda grande em sua popularidade. Perillo disse que tem confiança de que a investigação que ainda ocorre no Superior Tribunal de Justiça também terá o mesmo desfecho, já que há tendência de que a decisão do Ministério Público possa ter alguma repercussão no STJ.

“Agora nos resta apenas aguardar a investigação no STJ para que este assunto seja definitivamente encerrado, arquivado, enfim, que a população possa ter a segurança, a certeza de que o governador no estado de Goiás, em momento algum, esteve envolvido em qualquer uma daquelas acusações acerca de qualquer relacionamento com o grupo que foi investigado naquelas operações”, disse o tucano.

O governador Marconi Perillo disse acreditar que as acusações que sofreu foram exageradas e que a CPI no Congresso que investigou o caso teve motivação política. “Não há nenhuma dúvida que a CPI instalada no Congresso foi um ato de vendeta política praticado pelo ex-presidente da República. Todo mundo sabe disso”, afirmou, se referindo a Luiz Inácio Lula da Silva.

“Eu nunca sofri um ato tão grande de perseguição como neste episódio. Muitos setores de imprensa foram obrigados a divulgar porque os vazamentos pelas metades, as informações, eram enormes”, disse o tucano. “O que importa é que eu tive força, fé, coragem, determinação ,e discernimento, para poder me defender, contra-argumentar ”, ainda acrescentou.

O tucano costuma dizer que Lula nunca o perdoou por ter avisado o petista em 2005 sobre o escândalo de pagamento de propina a parlamentares da sua base, que marcou o governo dele, e que seria apelidado depois de “mensalão”.

Porém, Perillo lembrou a recente vitória nas urnas para mais um mandato de governador (o quarto dele) já havia indicado superação das acusações perante a população goiana. “Hoje chego aqui depois de uma vitória, que, na minha opinião, já foi a resposta da população a todo este episódio, depois de um grande trabalho nosso a frente do governo, que não deixou de ser outra resposta. E agora uma resposta que, na minha opinião, é absolutamente contundente: se há uma instituição no Brasil que é respeitada, por seus atos, por suas decisões, é o Ministério Público”, ainda afirmou o governador, se dizendo feliz, porque “a Justiça começa a ser feita”.

Marconi Perillo disse também que não pensa em pedir indenizações contra possíveis ofensas a sua reputação relacionadas a Operação Monte Carlo. Mas afirmou que sua equipe de advogados vão avaliar os casos onde caberá reparações. (Por Mirelle Irene, do portal Terra)

Os governadores eleitos Marconi Perillo e Rodrigo Rollemberg, durante reunião na sede do PSB, em Brasília (Foto: Paulo Melo/G1)

Os governadores eleitos Marconi Perillo e Rodrigo Rollemberg, durante reunião na sede do PSB, em Brasília (Foto: Paulo Melo/G1)

Gestores vão se reunir com ANTT para debater transporte na região. Eles disseram que saúde, violência e empregos são assuntos prioritários.

Do G1 DF -  O governador eleito do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), se reuniu nesta terça-feira (4) com o governador reeleito de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), para conversar sobre questões do Entorno. O encontro aconteceu na sede do PSB, na 304 Norte, em Brasília.

Os gestores falaram sobre assuntos que consideram prioridade em seus governos, como mobilidade urbana, saúde, combate à violência e geração de empregos. Os dois governadores anunciaram que a primeira medida é agendar para a próxima semana uma reunião com o diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), órgão responsável pelo transporte entre DF e Goiás. A falta de empresas e a má qualidade do serviço prestado são reclamações constantes dos passageiros.

Após a reunião, Rollemberg afirmou que os dois gestores entendem ser necessário buscar recursos e apoio da União. “Mais investimentos para o Entorno vão trazer um impacto positivo para a região. O Entorno deve ser responsabilidade conjunta do Distrito Federal, de Goiás e da União.”

O sucessor de Agnelo Queiroz (PT) ao Buriti afirmou que o governo goiano já está implementando medidas para solucionar o problema da saúde pública na região. “Alguns projetos que vêm se desenvolvendo no Entorno terão impacto no Distrito Federal, como a construção do hospital de Santo Antônio do Descoberto e a incorporação de mais dois hospitais municipais.”

“É preciso uma convergência para que o DF seja menos sobrecarregado com pacientes do Entorno, e que as soluções se deem lá no Entorno, com [atendimentos de] urgência, emergência, ambulatórios médicos de especialidades”, disse Perillo.

“Outra questão crucial para Brasília e Goiás é a questão da segurança pública. Nós dois temos a compreensão e convicção que se resolvermos problemas de segurança no Entorno, também estamos resolvendo aqui em Brasília”, afirmou Perillo.

O governador goiano afirmou que já conversou com Rollemberg pelo menos três vezes desde o resultado das eleições. “Você foi direto ao ponto, ao colocar a questão do diálogo. Isso faltou nesse período”, disse ao pessebista. “Eu estou muito animado e disse ao governador Rollemberg que as vezes em que conversamos depois da eleição é quase o equivalente ao que conversei com o governo atual.”

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Do G1 – Marconi Perillo (PSDB) foi reeleito governador de Goiás neste domingo (26). Com 93% das urnas apuradas, às 18h28, o tucano registrava 57,51% dos votos válidos, ou 1.632.691 votos, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele derrotou o candidato Iris Rezende (PMDB), que obteve 42,49% dos votos válidos, ou 1.206.33 votos. Essa foi a terceira vez que os políticos disputaram eleições e em todas o tucano saiu vitorioso.

O governador reeleito nasceu no dia 7 de março de 1963, em Goiânia. Ainda na infância mudou com a família para Palmeiras de Goiás, onde viveu até os 15 anos, quando retornou para a capital. Ele se formou como bacharel em direito e ingressou na carreira política como discípulo do ex-governador Henrique Santillo, de quem foi assessor especial.

Marconi obteve seu primeiro mandato político em 1990, elegendo-se deputado estadual, ainda pelo PMDB. Quatro anos mais tarde, foi eleito para a Câmara Federal. Em 1998, já no PSDB, se elegeu governador e foi reeleito em 2002. Em 2006, conseguiu se eleger senador. Voltou a ser eleito para governador em 2010 e, agora, conseguiu a reeleição.

No primeiro turno, no último dia 5, Marconi conseguiu 45,86% dos votos válidos, ou 1.451.330 votos. Já Iris Rezende obteve 28,40% dos votos válidos, o equivalente a 898.645.

Campanha – Logo após o primeiro turno das eleições, Marconi e Iris fizeram um acordo com a Justiça Eleitoral  de Goiás para evitar o derramamento de milhares de santinhos pelas ruas, como ocorreu na etapa anterior, quando cerca de 143 toneladas de lixo proveniente das campanhas eleitorais foram recolhidos apenas na capital.

A partir daí, os dois retomaram as campanhas eleitorais e, no seu primeiro programa na TV, Marconi relembrou os projetos sociais que criou durante os três mandatos em que governou o estado. Já Iris fez críticas às pesquisas de intenção de voto realizadas antes do pleito, já que, segundo ele, de cinco institutos que fizeram o levantamento, apenas um se aproximou o resultado da votação.

A campanha no segundo turno foi marcada por infrações eleitorais e um dos casos de maior destaque envolveu uma animação chamada de “Rei Mandão”. O nariz do personagem, usado no programa de Iris, crescia de acordo com as mentiras que contava. A coligação de Marconi recorreu ao TRE-GO alegando que tal animação fazia alusão ao tucano. O órgão acatou o pedido e determinou uma multa de R$ 10 mil para cada veiculação. No dia seguinte, o personagem foi substituído por outro, um fantasma que usava uma placa no pescoço com o termo “censurado”.

Um dos momentos em que houve embate entre os dois foi no debate promovido pela TV Anhanguera, no último dia 23. Marconi fez questão de ressaltar suas obras e benfeitorias do primeiro mandato, enquanto Iris aproveitou para criticar a situação do atual governo.

Propostas - No segundo turno, Marconi voltou a ser criticado por ter retirado a titulação de professores e por “falhas” na segurança pública. O governador reafirmou que vai trabalhar para melhorar as situações nas escolas, transformando-as em tempo integral e prometeu investimentos na área da segurança pública, incluindo a ampliação e readequação das penitenciárias do estado. Marconi também prometeu investir na valorização dos policiais e em serviços de inteligência.

O governador ainda garantiu que vai combater a corrupção, investindo em controle interno e na ampliação do acesso digital aos cidadãos sobre salários de servidores do executivo estadual, além dos dados sobre processos, licitações e despesas.

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A vertiginosa queda de Aécio Neves nas pesquisas obrigará o tucanato a correr o país para conter debandadas. A mais recente está em curso em Goiás.

O PHS, que apoia Marconi Perillo para o governo e Marina Silva ao Palácio do Planalto, oficializará o movimento “MariMar”.

Lembrando: Marconi Perillo é correligionário de Aécio. Marina pede votos para Vanderlan Cardoso, nome do PSB na disputa estadual.

Mas a turma do PHS não quer saber de nada disso: um comitê para divulgar a dobradinha Marina-Marconi deverá ser lançado em Goiânia na semana que vem.

A cúpula tucana adoraria que Marconi Perillo tivesse uma reação enérgica em favor da candidatura do candidato do partido. Não foi o caso…

Aécio está sabendo do problema e deve aterrissar para cumprir agendas em Goiânia na semana que vem. (Por Lauro Jardim)

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Durante evento em Águas Lindas, os dois falam em retomar políticas conjuntas de saúde e transportes

Em agenda conjunta com o governador de Goiás, Marconi Perillo, o candidato ao Governo do Distrito Federal, José Roberto Arruda, afirmou na tarde deste domingo, 31, que não só retomará os convênios na área de saúde com as prefeituras goianas como pretende levar uma linha do metrô do DF até Águas Lindas, onde aconteceu o encontro.

“Existe uma grande perspectiva de melhorias paro o nosso estado de Goiás com a eleição de Arruda ao governo do DF”, discursou Marconi Perillo. “Nós temos que eleger Arruda governador. Ele é gente nossa e com ele haverá recursos e obras. Ele é quem está mais preparado, mais comprometido”, disse o governador.

Perillo destacou que são 70 mil moradores de Águas Lindas que votam no DF — e cerca de 150 mil nas demais cidades da região do Entorno. “São pessoas que trabalham e estudam no DF, quando elas precisam de um hospital, é pra lá que elas vão”, disse Arruda, justificando a volta dos convênios com as prefeituras de Goiás para a saúde.

Pelos convênios, que vigoraram durante o primeiro mandato de Arruda, o GDF repassa uma quantia mensal para que as prefeituras paguem os salários dos médicos e demais profissionais de saúde.

“O atual governo cancelou os convênios e tirou os médicos daqui. Agora, sofre a população do DF e sofre a população do Entorno, com falta de atendimento, recursos e hospitais assolados e superlotados”, criticou Arruda. “O DF não suporta e por isso é certo sim, a retomada dos convênios.”

Arruda e Perillo também planejam instituir uma política de cooperação na área de transporte.

“A responsabilidade do transporte é do governo federal, mas agora teremos a oportunidade de governar juntos, eu e o Marconi”, disse Arruda. “No primeiro dia de governo, eu tomo posse lá e Marconi toma posse aqui. Teremos dois senadores também, lá é o senador Gim, e aqui, Vilmar Rocha”, falou.

“Eu e Marconi vamos no presidente da República, que esperamos ser o Aécio, e vamos pedir pelo transporte do Goiás e Entorno. Daí, vamos botar muito mais ônibus, mas o nosso maior desafio, e que eu vou realizar, é que eu quero trazer o metrô pela BR-070 até Águas Lindas”, afirmou Arruda.

“Eu fiz os convênios da saúde e do asfalto. Vocês sabem que eu faço. Marconi Perillo já mostrou que faz. Tem candidato por aí dizendo que faz muita obra, por que chegou o tempo da eleição. Mas ninguém vê as obras deles. As nossas estão estruturadas nas ruas, em obras e benefícios. Eu faço e Marconi faz, essa é a marca, é a nossa diferença”, argumentou Arruda.

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Pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira mostra que o candidato à reeleição ao governo de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), lidera a corrida eleitoral com 41% das intenções de voto. Em segundo lugar, aparece o ex-governador Íris Rezende (PMDB) com 28%. Em seguida, Vanderlan Cardoso (PSB), com 6% das intenções de voto.

Antônio Gomide, do PT, tem 5%; Alexandre Magalhães, do PSDC, 1%; Marta Jane, do PCB, 1%; e Professor Weslei Garcia, do PSOL, não pontuou. Brancos e nulos somam 9% e Não sabe ou não respondeu 9% dos entrevistados.

O Ibope fez a pesquisa entre os dias 10 e 12 de agosto. O instituto ouviu 812 eleitores em 41 municípios. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. Encomendada pela TV Anhanguera, afiliada da TV Globo, o levantamento é o segundo do Ibope após o registro das candidaturas.

No levantamento anterior, realizado divulgado no último dia 2 deste mês, Marconi tinha 35% das intenções de voto, Iris, 26%, e Vanderlan, 8%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com o número GO-00063/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR–00370/2014.

Rejeição e avaliação

A pesquisa também aferiu a taxa de rejeição dos candidatos, ou seja, aquele em quem o eleitor diz que não votará de jeito nenhum. Marconi Perillo tem a maior rejeição, com 25%; Iris Rezende, 20%; Marta Jane, 12%; Alexandre Magalhães, 10%; Professor Weslei Garcia, 10%; Antônio Gomide, 9%; Vanderlan Cardoso, 9%. De acordo com o levantamento, 16% dos entrevistados poderiam votar em qualquer um dos candidatos. Não sabe ou não respondeu: 21%

Os eleitores também responderam sobre a avaliação ao governo Marconi Perillo. Segundo o instituto de pesquisa, 40% disseram que gestão é “ótima ou boa”. Outros 35% afirmaram que ela é “regular”. Os que dizem que ela é “ruim” somam 10%. Já os que acham o governo “péssimo” são 12%. Os que não sabem ou não responderam somam 4%.

Caiado lidera na disputa pelo Senado

A pesquisa também apontou que o deputado federal Ronaldo Caiado (DEM) lidera com 38% das intenções de voto para o Senado. Marina Sant’Anna (PT) está na segunda colocação, com 12%, seguido de Vilmar Rocha (PSD), com 8%.

Os candidatos Antônio Neto (PCB) e Aldo Muro (PSDC) estão com 2% cada, e Aguimar Jesuíno (PSB) e Elber Sampaio (PSOL), 1%. Votos em branco e nulo somam 12%, e indecisos, 24%. (O Globo)

Seminário, coordenado pelo TCU, abordou o tema e trouxe soluções. Foto: Glaucya Braga/GDF

Seminário, coordenado pelo TCU, abordou o tema e trouxe soluções. Foto: Glaucya Braga/GDF

Autoridades e especialistas em segurança pública se reuniram nesta terça-feira (13) no Tribunal de Contas da União (TCU) para apresentar os resultados desenvolvidos na área. No evento, intitulado “Diálogo Público – em busca de soluções para a governança das políticas públicas de segurança”, também foi abordada a gestão integrada das políticas, com ênfase na região do Entorno do Distrito Federal.

“O papel do TCU é preventivo, de ajudar na elaboração das políticas públicas. Todos os gestores do país querem isso: ações para resolver o problema e não só fiscalizar. Estamos avançando em relação à segurança pública no DF. Investimos muito na parte humana, de material e equipamento, tecnologia, além de termos ampliado o sistema prisional em 400 vagas e integrado as nossas Forças de Segurança”, afirmou o governador Agnelo Queiroz.

Quando questionado em relação à segurança no Entorno, o governador afirmou que a integração é a solução para esse problema. “Temos uma população na região do Entorno de mais de 1,2 milhão de habitantes, e não temos a governabilidade sobre essa área, por isso a dificuldade é maior. Tem que ter uma ação integrada que envolva o estado de Goiás com a ajuda do governo federal. Temos interesse direto nessa relação”, ressaltou o chefe do Executivo local.

Sobre o assunto do Entorno, o governador de Goiás, Marcone Perillo, foi categórico ao dizer que o estado precisa “de ajuda financeira, de um pacto com o governo federal e o de Brasília para termos recursos e efetividade na segurança do cidadão do Entorno”. De acordo com ele, só neste ano, foram contratados 3,8 mil novos policiais para a região. “Conseguimos melhorar as estatísticas, mas ainda não estamos satisfeitos”, concluiu.

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Augusto Naves, destacou que o quadro em relação à segurança pública no Brasil ainda é preocupante, justamente pela falta de “política nacional integrada e de uma comunicação entre todo o sistema de segurança no Brasil”.

Para melhorar o quadro atual, o ministro enfatizou o novo sistema adotado pelo TCU, que são as auditorias coordenadas. “Estamos chamando os outros tribunais de contas dos estados para fazer uma sistematização de todos os setores. Com isso, os governos passarão a ter consciência dos gargalos de cada setor, levantamento que ajudará os gestores na tomada de decisões”.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, sinalizou que o governo federal já está cumprindo as orientações do tribunal. “Buscamos o aperfeiçoamento na gestão e o aumento no controle da forma com que os gastos são feitos. Esse é um grande desafio que o TCU nos orienta e que estamos conseguindo. Em segurança pública, o governo federal não pode ser uma casa da moeda, que abastece os estados. Ele é alguém que é parceiro”, avaliou.

O seminário segue na parte da tarde com palestras sobre o debate da segurança pública no Legislativo e o papel da União, dos Estados e dos Municípios no tema. (Kelly Ikuma, da Agência Brasília)

 PITMAN-OK

O deputado federal Luiz Pitiman (PSDB) vai conversar sobre a chamada região metropolitana do DF (Entorno) com o governador Marconi Perillo, de Goiás, e com presidente e presidenciável do partido, senador Aécio Neves. A conversa será durante o encontro “Aécio conversa com o PSDB-DF”, nessa quinta-feira (31), às 11h, na 512 Sul, Bloco C, lojas 01/02, entrada pela W2 Sul.

Pitiman lembra que essa região metropolitana tem 4,5 milhões habitantes, que precisam de serviços de qualidade nas áreas de saúde, educação, segurança e transporte, interligando todas essas cidades, além de geração de empregos.

O deputado recorda também que a bancada do DF no Congresso Nacional, da qual é coordenador, apresentou emenda orçamentária no valor de R$ 30 milhões para investimentos em infraestrutura econômica na Região Integrada de Desenvolvimento do DF e Entorno (Ride). “Temos agora que articular a liberação desses recursos”, antecipou Pitiman.

Senador do DF uniu forças ao governador de Goiás para incluir a obra no Pacto da Mobilidade

Senador do DF uniu forças ao governador de Goiás para incluir a obra no Pacto da Mobilidade

O senador brasiliense Gim Argello, do PTB, recebeu na terça-feira o governador de Goiás, Marconi Perillo, para definir estratégias que possam agilizar a expansão do Expresso DF até o município goiano de Luziânia, passando por Valparaíso, Novo Gama e Cidade Ocidental. A dupla pretende emplacar a obra no Pacto da Mobilidade, beneficiando mais de 200 mil pessoas que vivem na Região Metropolitana e trabalham em Brasília.

“Precisamos oferecer a essas pessoas um transporte público de qualidade. O BRT pode diminuir pela metade o tempo que gastam hoje para ir ao trabalho”, defendeu o senador.

Vice-líder do governo no Senado e um dos principais angariadores de recursos federais para ambos os estados, Gim Argello intermediou recentemente uma reunião entre os governos do Distrito Federal e do Estado de Goiás com o secretário do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Maurício Muniz, onde foi apresentado um estudo técnico do projeto de ampliação, orçado inicialmente em R$ 800 milhões.

O secretário se comprometeu a estudar a inclusão da obra no pacote investimentos em mobilidade urbana anunciado em julho pela presidenta Dilma Rousseff. Os recursos previstos para o setor são da ordem de R$ 50 bilhões.

BRT - A ligação entre o Plano Piloto e a Regional de Santa Maria (divisa com Goiás) pelo chamado “Bus Rapid Transit” foi pleiteada pelo senador anos atrás em audiência com a presidenta Dilma Rousseff.

“Batalhei para garantir o BRT até Santa Maria e não vou descansar enquanto não ver sua expansão até Luziânia incluída no PAC Mobilidade. A presidenta Dilma sempre se mostrou sensível aos problemas enfrentados pelo DF e a região do Entorno. Tenho certeza que dessa vez não será diferente”, disse Gim.

Paulo Octavio

Paulo Octavio

O presidente do Lide Brasília, Paulo Octavio, e o cofundador Antônio Matias, juntamente com outros membros da entidade, recebem hoje (8) o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), para um almoço, na QI 10 do Lago Sul. O encontro terá a presença de empresários do grupo de líderes. Na pauta do encontro está, entre outros temas, a relação econômica entre Brasília e o Entorno, local que ainda é um importante fornecedor de mão-de-obra para indústria e comércio e que, no governo Marconi, tem atraído investimentos para a região. O assunto também serviu como base para o recente almoço-debate com o Gim Argello.

Fundado em junho de 2003, o LIDE – Grupo de Líderes Empresariais é uma organização de caráter privado, que reúne empresários em nove países e quatro continentes. Atualmente tem 1.300 empresas filiadas (com as unidades nacionais e internacionais), que representam 49% do PIB privado brasileiro.

O objetivo do Grupo é difundir e fortalecer os princípios éticos de governança corporativa no Brasil e no exterior, promover e incentivar as relações empresariais e sensibilizar o apoio privado para educação, sustentabilidade e programas comunitários. Para isso, são realizados inúmeros eventos ao longo do ano, promovendo a integração entre empresas, organizações, entidades privadas e representantes do poder público, por meio de debates, seminários e fóruns de negócios. Na capital do País, o grupo é presidido por Paulo Octavio. O presidente mundial da entidade é João Doria Jr. (Blog do Honorato)

Anúncio foi feito durante lançamento de consórcio público responsável pelo manejo do lixo da região

A Região Metropolitana de Brasília ganhará três novos aterros sanitários que eliminarão a presença de lixões na região, conforme foi anunciado hoje durante a instalação do Consórcio Público de Manejo de Resíduos Sólidos e das Águas Pluviais da Região Integrada do DF e de Goiás (Corsap).

“Hoje é um dia histórico, quando essa questão tão delicada dos resíduos sólidos passa a ser tratada de maneira integrada, garantindo o fim dos lixões, o que melhorará a qualidade de vida de todos da região, além da proteção dos nossos rios e mananciais”, destacou o governador Agnelo Queiroz durante o evento.

Os três novos aterros serão instalados em Samambaia, onde está em curso o processo de licitação, e nas cidades goianas de Formosa e Luziânia.

As áreas darão destinação correta a 18 toneladas de lixo geradas diariamente por mais de 3,5 milhões de pessoas que vivem no DF e em 20 municípios goianos que também participam do consórcio.

São membros do Corsap Abadiânia, Água Fria, Águas Lindas, Alexânia, Cabeceiras, Cidade Ocidental, Cocalzinho, Corumbá de Goiás, Cristalina, Formosa, Luziânia, Mimoso, Novo Gama, Padre Bernardo, Pirenópolis, Planaltina de Goiás, Santo Antônio do Descoberto, Valparaíso de Goiás, Vila Boa e Vila Propício.

Segundo o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, nenhuma cidade brasileira poderá ter lixões a partir de agosto do próximo ano, e o GDF ajudará, por meio do consórcio, os municípios que não tem condições de ter aterros.

A região contará também com centros de triagem, onde associações de reciclagem separarão o lixo que pode ser reaproveitado.

“A partir de hoje temos a solução definitiva para o problema dos resíduos numa das regiões mais importantes do país. Com o sucesso desse modelo iremos implantar na nossa Região Metropolitana de Goiânia”, enfatizou o governador de Goiás, Marconi Perillo.

PARCERIA – O modelo deve expandir a cooperação técnica com os governo goianos e as prefeituras em outras áreas, como saúde, segurança e transportes.

“Esse é o primeiro de muitos projetos que tocaremos em parceria. O próximo será a questão do transporte público. Nossa ideia é que os moradores do Entorno tenham a mesma qualidade, com preço justo, integração e conforto que os moradores do DF em breve terão”, reiterou Agnelo Queiroz.

Representantes do GDF, do governo goiano e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também discutem melhorias para o sistema de ônibus entre Goiás e o DF.

 

A Procuradoria Geral da República informou que protocolou nesta terça (12) no Superior Tribunal de Justiça (STJ) pedidos de abertura de inquérito para investigar os governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT).Segundo a assessoria da PGR, o procurador-geral Roberto Gurgel pediu autorização para abrir inquérito a fim de apurar fatos relacionados à Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, relacionados a Marconi Perillo.O procurador-geral fez os pedidos ao STJ porque é a instância do Judiciário na qual tramitam processos na esfera penal relacionados a governadores de estados. As informações são do G1.

A Monte Carlo foi a operação da Polícia Federal que em fevereiro resultou na prisão do contraventor Carlos Augusto da Silva Ramos, o Carlinhos Cachoeira, apontado como cheque de uma quadrilha que explorava o jogo ilegal em Goiás. Uma CPI no Congresso Nacional apura as relações entre Cachoeira, políticos e autoridades, entre as quais Perillo e Agnelo, que prestaram depoimentos à comissão nestas terça (12) e quarta (13), respectivamente.

No caso de Agnelo Queiroz, de acordo com a assessoria, são dois pedidos de inquérito – um referente a informações da Operação Monte Carlo e outro de supostas irregularidades no período em que o atual governador do Distrito Federal era diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Segundo a assessoria da PGR, os três pedidos estão sob segredo de Justiça. O órgão não informa qual será o foco das investigações. O inquérito que pretende apurar supostas irregularidades na Anvisa durante a gestão de Agnelo na agência foi repassado para o presidente da Corte, ministro Cesar Asfor Rocha.

Os demais pedidos de Gurgel, para investigar suspeitas surgidas em meio à operação Monte Carlo, um relacionado a Perillo e outro ao governador do Distrito Federal, foram distribuídos para a ministra do STJ Laurita Vaz.

Em abril, a magistrada havia recusado a relatoria de habeas corpus solicitado pela defesa de Cachoeira. Na ocasião, Laurita se declarou “em suspeição” por ter nascido em Goiás, estado em que, segundo a PF, o bicheiro exercia atividades ilícitias e por ter tido “algum tipo de contato social ou profissional” com autoridades mencionadas nas investigações da Monte Carlo.

O G1 consultou o gabinete da magistrada sobre a possibilidade de ela voltar a se declarar em suspeição. Os assessores da ministra, no entanto, afirmaram que somente no momento em que ela se manifestar oficialmente sobre o inquérito será possível saber se aceitará a relatoria.

Repercussão

A notícia de que a Procuradoria pediu abertura de inquérito repercutiu na reunião da CPI do Cachoeira, que ouvia o depoimento do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT-DF). Na sessão, Agnelo assinou documento no qual autoriza a quebra de seus sigilos fiscal, bancário e telefônico. Depois, Perillo também anunciou, em Goiânia, que seus dados sigilosos estão à disposição da comissão.

Nesta quinta, em reunião administrativa, a CPI do Cachoeira deverá votar requerimentos de quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônicos dos dois governadores.

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) disse que o pedido da Procuradoria mostra indícios do envolvimento dos dois governadores com o esquema de Cachoeira.

“Se a PGR representou contra os dois govnadores é porque ela vê indícios de relação de ambos com a Operação Monte Carlo. CPI é comissão de inquérito. Tem que partir dos indícios que há. Agora se o fiscal da lei, o defensor da sociedade encontra indícios porque a CPI não haveria de encontrar? Então, temos que diminuir os festejos na CPI e irmos mais no que ela deve fazer, que é inquirir”, afirmou Randolfe.

O deputado Cândido Vaccarezza, ex-líder do PT na Câmara, também comentou o pedido de abertura de inquérito, mas destacou que é apenas um “pedido de investigação” e que não demonstra a culpa do governador Agnelo. Colaborou Patrícia Alencar, do G1 DF

Após declarações, parlamentares podem pedir votação da quebra de sigilo. Perillo pode ‘virar o jogo’, diz tucano; petista não vê elo de Agnelo e bicheiro.

O governador de Goiás, Marconi Perillo (à dir.), depõe nesta terça (12) na CPI que investiga o bicheiro Carlinhos Cachoeira (centro); na quarta (13), a comissão ouvirá Agnelo Queiroz, do Distrito Federal

A CPI do Cachoeira ouve nesta semana os governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), na terça (12); e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), na quarta (13). Serão as primeiras autoridades do Executivo a depor na comissão criada para investigar as relações entre políticos e empresários do bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso em fevereiro sob a acusação de corrupção e exploração de jogos ilegais. As informações são da repórter Iara Lemos, do G1, em Brasília

As investigações da Polícia Federal mostram atuação do contraventor nos dois governos (leia abaixo). Após os depoimentos, parlamentares podem pedir a votação da abertura de dados sigilosos dos governadores. O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) afirmou que, diante das dúvidas envolvendo o governador de Goiás, a quebra de sigilo de Perillo ficará mais próxima de ser votada.

“Têm muitas questões a serem esclarecidas, e vão ser muito difíceis de ser esclarecidas. É quase inevitável a quebra do sigilo”, disse.

Inicialmente, foi apresentado um requerimento do deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) para quebra do sigilo telefônico de Perillo. Posteriormente, o líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PSDB-PR), pediu também a inclusão de Agnelo e Sérgio Cabral (RJ) no requerimento de abertura das ligações telefônicas.

A votação dos pedidos depende da pauta, conduzida pelo presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) e pelo relator, deputado Odair Cunha (PT-MG).

Atuação em GO e DF

No caso de Goiás, a suspeita é a de que Cachoeira cooptasse setores da polícia para manter máquinas caça-níqueis e tivesse influência na nomeação de servidores. Gravações da Polícia Federal ainda apontam que Cachoeira teria comprado, por meio de intermediários, a casa que pertencia a Perillo. Em outra interceptação, Cachoeira ordena que um auxiliar entregue uma caixa contendo R$ 500 mil no Palácio das Esmeraldas, sede do governo goiano.

Na semana passada, o radialista Luiz Carlos Bordoni que fez campanhas eleitorais para o tucano disse que recebeu uma parcela do pagamento de uma empresa de fachada ligada a Cachoeira e outra, em espécie, diretamente de Perillo, quando ainda era candidato. Perillo sustenta que a venda da casa foi legal e tinha como comprador o empresário Walter Paulo Santiago. Ele também negou ter entregue dinheiro a Bordoni e processa o jornalista por danos morais.

Contra Agnelo Queiroz, pesam suspeitas de que Cachoeira atuasse como “sócio oculto” e lobista da construtora Delta, que mantinha contratos de limpeza urbana com o governo distrital. As interceptações mostraram que o grupo do bicheiro teria também tentado fraudar licitação de bilhetagem eletrônica no transporte público do DF, negócio que acabou não se concretizando.

Após as denúncias, ocorreram demissões nos dois governos. Em Goiás, deixaram o cargo a chefe de gabinete de Perillo, Eliane Pinheiro, e o secretário especial Lúcio Fiúza. A primeira é suspeita de repassar informações, supostamente vindas de Cachoeira, sobre operações da PF com foco em aliados. Ela negou e disse que foi confundida. Já Fiúza é apontado como um dos intermediadores da venda da casa de Perillo.

No DF, o chefe de gabinete de Agnelo Claudio Monteiro deixou o cargo. Gravação da PF mostra diálogo entre dois auxiliares de Cachoeira combinando o pagamento de R$ 20 mil mais uma mesada de R$ 5 mil para Monteiro, em troca da indicação de uma pessoa de interesse do grupo para a direção Serviço de Limpeza Urbana de Brasília (SLU), área de interesse da Delta.

Também deixaram o governo do DF o diretor administrativo-financeiro do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans), Milton Martins de Lima; o diretor do SLU João Monteiro, o funcionário da Casa Militar Marcello de Oliveira Lopes; e João Carlos Feitoza, da Fundação de Amparo ao Preso. Todos negam relação com o grupo do bicheiro.

Expectativa

Os dois governadores, que negam influência de Cachoeira sobre os governos, já confirmaram presença na comissão, e disseram que os depoimentos serão válidos para rebater as denúncias. Os pedidos para convocar Perillo e Agnelo chegaram a ter a votação adiada por três vezes e só foram aprovados após um racha entre PT e PMDB na CPI, com a quebra do sigilo nacional da construtora Delta.

O governador do Rio de Janeiro (PMDB), que também foi cogitado para depor por causa da relação próxima com o ex-presidente da Delta, Fernando Cavendish, acabou não sendo chamado.

O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) disse que a audiência será útil para o tucano “virar o jogo” “Eu acho que o depoimento dele vai ser importante para que ele [Perillo] consiga virar o jogo. Estou confiante que ele vai conseguir explicar bem esta história da casa, que já está explicada”, disse Nunes.

Já o vice-presidente da CPI, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), diz que a situação de Agnelo é “diferente” da de Perillo. “O Agnelo não tem relação direta com o Cachoeira. Por mais que tentem, o grande depoimento da semana será o do Perillo”, afirmou.

 

Por Luciana Lima (Abr) – Em uma reunião tumultuada, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira decidiu convocar hoje (30) dois governadores para prestar depoimento. Foram convocados os governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). A convocação do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), foi rejeitada pelo plenário da CPMI.

Perillo foi convocado com votação unânime. Ontem (29), ele já havia informado à CPMI que gostaria de prestar depoimento. Já a convocação de Agnelo foi aprovada por 16 votos favoráveis e 12 votos contrários. Em relação ao pedido de convocação de Cabral, 17 parlamentares foram contra e 11 a favor do seu comparecimento à CPMI.

Perillo e Agnelo terão que prestar esclarecimentos sobre a ligação com o empresário Carlos Augusto Ramos, conhecido com Carlinhos Cachoeira, ou com a Delta Construção, empresa suspeita de fazer parte de esquema criminoso investigado pela Polícia Federal, de favorecimento em contas com o governo.

Durante a votação, o debate ficou entre os aliados do governador Perillo, que defendiam a votação em bloco, ou seja, tratando de forma igual os três governadores, e os parlamentares do campo governista, que alegaram que o grau de envolvimento de Perillo com o suposto esquema criminoso é bem maior que o envolvimento de Agnelo e Cabral. Com isso, os líderes governistas exigiram a votação em separado dos nomes dos três governadores.

“A comissão abre portas para a condenação, mas também pode abrir portas para as justificativas. Não podemos tratar coisas iguais como coisas diferentes”, disse Álvaro Dias (PR), líder do PSDB no Senado.

“Não podemos tratar o diferente como igual. Quem faz isso aqui na CPMI está na tentativa de partidarizar o debate”, considerou a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).

 

Governador Marconi Perillo

Renata Giraldi e Saulo Moreno – Um acidente aéreo com um helicóptero da Polícia Civil de Goiás, a 40 quilômetros do município de Piranhas (a cerca de 300 km de Goiânia) matou os oito passageiros. Na aeronave estava também Aparecido de Souza Alves, principal suspeito de cometer um dos crimes que mais chocaram a região – uma chacina na qual morreram sete pessoas. O governador de Goiás, Marconi Perillo, lamentou o acidente e divulgou nota oficial sobre a explosão do helicóptero.

“O governo de Goiás lamenta profundamente a morte dos delegados e servidores da Secretaria de Segurança Pública, em decorrência do acidente com o helicóptero da Polícia Civil. Goiás perde profissionais de altíssimo valor, ilibada reputação, reconhecida competência e notável valor humano, que se destacaram no exercício de suas funções, honrando a tradição de nossa polícia”, disse Perillo, em nota oficial.

A Secretaria de Segurança Pública e Justiça de Goiás informou que o acidente ocorreu na tarde de ontem (8), quando os agentes e o suspeito da chacina retornavam de Doverlândia para Goiânia. Eles foram fazer a segunda etapa da reconstituição da chacina, ocorrida em abril. A aeronave caiu depois de 13 minutos de voo.

O delegado-chefe da Assessoria de Comunicação da Secretaria de Segurança Pública e Justiça de Goiás, Norton Ferreira, disse à EBC que as buscas foram feitas durante toda a madrugada, assim como iniciado o processo de investigação. Por enquanto, apenas dois corpos foram localizados. Segundo ele, a polícia não trabalha com hipóteses.

Segundo a Secretaria de Segurança, estavam na aeronave os delegados Jorge Moreira, Osvalmir Carrasco, Vinícius Batista e Bruno Carneiro; o superintendente de Polícia Judiciária, Antônio Gonçalves, além dos peritos Marcel de Paula e Fabiano de Paula e do suspeito da chacina Aparecido de Sousa Alves.

Os policiais foram a Doverlândia para fazer a reconstituição de um crime ocorrido no mês passado. Em abril, sete pessoas foram mortas em uma fazenda, a cerca de 330 quilômetros de Goiânia. A Polícia Militar identificou entre as vítimas o dono da fazendo e o filho dele, além dos funcionários e amigos que visitavam o local. Todos foram mortos a facadas. O principal suspeito dos assassinatos era Alves, que estava na aeronave que explodiu ontem. (EBC)

 

Fábio Fabrini – O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou ontem que pedirá a abertura de inquérito no Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB, por envolvimento com a organização do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

A decisão ocorre duas semanas após o procurador ter anunciado a mesma intenção em relação ao governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), o que motivou forte pressão do PT contra o procurador-geral.

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), também está no foco da Procuradoria-Geral da República (PGR), que vai analisar contratos da Delta Construções, suspeita de ligação com o esquema, com o governo fluminense.

O peemedebista é amigo do principal acionista da empreiteira, Fernando Cavendish. Juntamente com secretários de Estado, Cabral aparece ao lado de Cavendish em fotos de uma viagem a Paris, o que causou constrangimento ao governador e ao partido.

Suspeito de receber pagamentos e de se beneficiar de doações eleitorais da quadrilha, supostamente em troca de favorecimento em contratos públicos, Perillo é o primeiro alvo de um pedido de investigação na Corte.

Ele próprio se antecipou e, por meio de sua defesa, já havia pedido a apuração dos fatos no mês passado, após a divulgação de informações da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal na mídia.

Lembrando a solicitação de Perillo, Gurgel não quis, ontem, avaliar as denúncias. “Como o próprio governador se diz interessado em que sejam devidamente apuradas essas notícias, então nós devemos, diante dessa manifestação, pedir ao STJ a instauração de inquérito”, afirmou, durante evento do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), em Brasília. (Estadão)

 

O PPS é governo e tem representantes nas administrações de Marconi Perillo (PSDB) e de Agnelo Queiroz (PT). PSDB e PT são adversários no cenário nacional. Porém, o PPS tem uma forte ligação com os tucanos. O presidente nacional da legenda, Roberto Freire, vive à sombra de José Serra e companhia desde o primeiro mandato do então presidente Lula. Devido as acomodações políticas regionais, o PPS faz alianças diferentes. É assim com todos os partidos. No Distrito Federal, por exemplo, o PPS fechou em 2010 a coligação com o PT-PMDB. Era o caminho a seguir, já que do outro lado estava o ex-governador Joaquim Roriz, que tinha a tiracolo o PSDB, ambos enrolados com a Caixa de Pandora.

Intervenção - O presidente do PPS nacional convocou reunião da Executiva para dia 8 de maio, próxima terça-feira. Na pauta, deliberar sobre a decisão do PPS-DF em permanecer na base aliada do governo Agnelo. Leia-se: indicativo de intervenção. Além de Roberto Freire, outro cacique do partido que tem grande interesse em fazer uma intervenção da executiva do DF é Raul Jungmann, que curiosamente licenciou-se do PPS para ser ministro no Governo FHC, uma vez que o partido tinha orientação política contrária àquele governo.

PPS em Goiás - Temos um caso típico de “dois pesos, duas medidas”, que se evidencia, ainda, com a seguinte dicotomia: o secretário de Estado de Cultura de Goiás, filiado ao PPS-GO, sob número GO.003500, Gilvane Felipe, continua no cargo e ninguém fala em afastar o PPS do Governo Marconi Perillo. Parece que a proximidade de Roberto Freire com o PSDB o deixou cego às denúncias, mais graves, contra o governador Marconi Perillo.

Aliados tucanos - Ao contrário do GDF, onde o grupo criminoso do contraventor Carlinhos Cachoeira não conseguiu guarida e teve seus negócios abortados, em Goiás a atuação era intensa e permanente. As investigações apontam que o governo tucano de Perillo está envolvido até a alma nos negócios de Cachoeira. O que chama a atenção, e chega a ser incompreensível, é o fato do PPS nacional não tomar nenhuma atitude para retirar o partido do governo goiano. Roberto Freire tem motivos de sobra para uma intervenção no PPS-GO, mas parece que não quer desagradar os aliados tucanos.

Complacente - Ao permanecer a ideia fixa de Freire por intervenção apenas no DF, o PPS mostrará uma faceta até então desconhecida: a de complacente com denúncias contra aliados. E, cometerá uma injustiça com as lideranças da legenda no Distrito Federal.

 

Governador de Goiàs, Marconi Perillo

Conversas gravadas pela Polícia Federal mostram que o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, cobrou do ex-presidente do Detran de Goiás Edivaldo Cardoso a fatura pelo apoio à eleição do governador Marconi Perillo (PSDB). No diálogo, o bicheiro e o ex-auxiliar do governador discutem a partilha da verba publicitária do Detran, segundo Edivaldo, no valor total de R$ 1,6 milhão. Cachoeira lembra da participação que teve na campanha de Perillo e exige a maior fatia do bolo.

— Quem lutou e pôs o Marconi lá fomos nós — diz Cachoeira.

A conversa foi interceptada pela Polícia Federal em 2 de março do ano passado, logo no início do governo do tucano. Cachoeira descobriu que um jornal de Anápolis, de oposição ao governador, receberia uma verba mais expressiva que o jornal dele, que, segundo a Operação Monte Carlo, está em nome de um laranja do bicheiro. Contrariado, Cachoeira diz que a partilha não está correta e deve ser revisada.

“Aquele jornal foi contra o Marconi”, diz Cachoeira

Em um dos trechos, Cachoeira fala especificamente do Canal 5 de Anápolis, contratado para transmitir as sessões da Câmara Municipal e que tem como diretor Carlos Nogueira, o Butina, que ao GLOBO assegurou ser o dono da emissora. O mesmo grupo é dono do jornal “Estado de Goiás”. O contraventor vai direto ao ponto:

— O jornal “O Anápolis” vai ganhar do Detran? Aquele jornal foi contra o Marconi o tempo inteiro. O Butina falou que viu (o documento) na mão do cara (do governo) — contesta Cachoeira.

O ex-presidente do Detran nega a veracidade da informação:

— Não viu, não. Eu fechei isso ontem. Tinha televisões (e outros jornais) — disse Edivaldo, antes de complementar, dizendo que deu atenção especial ao jornal de Carlinhos.

— Eu pedi para incluir o seu (jornal) lá — disse Edivaldo.

A partir desse momento, em um diálogo de três minutos e quinze segundos, o contraventor interpela o ex-dirigente do Detran sobre a partilha de valores e compara a fatia abocanhada por concorrentes e pelos veículos ligados ao grupo.

— O nosso tem que ser muito mais. Quem lutou e pôs o Marconi lá fomos nós! — diz Cachoeira.

Presidente do Detran foi demitido, após escândaloPressionado, Edivaldo chega a concordar com Cachoeira que a verba aos jornais que fazem oposição ao governo de Marconi Perillo “não se justifica”. Cachoeira então volta a cobrar a suposta parceria com o governo goiano.

— Parceiro só para conversa, não tem jeito. Você tem que nos mostrar em números — conclui o contraventor.

Edivaldo foi demitido no começo de abril deste ano, após o surgimento de outras gravações nas quais aparece em conversas com Cachoeira. O tema da conversa era um possível encontro a ser agendado entre o governador e Cachoeira.

Butina sustentou que ele é o dono do jornal “Estado de Goiás” e da Canal 5. O advogado do governador Marconi Perillo, Antônio Carlos de Almeida Castro, Kakay, informou que não comenta trechos pinçados e descontextualizados do relatório da Operação Monte Carlo.Informações de O Globo.

No DF, onde o esquema Cachoeira tentou se infiltrar, Agnelo Queiroz será investigado; em Goiás, onde há até a suspeita de propina no palácio, Marconi Perillo é poupado; com uma atuação pouco criteriosa, procurador Roberto Gurgel será um dos primeiros nomes ouvidos pela CPI

 

Foto: Folhapress_Divulgação

Brasília 247 – O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, corre o sério risco de se transformar num dos alvos da CPI que investiga o caso Carlos Cachoeira. Dos mais de 170 requerimentos já apresentados, um dos primeiros a ser votados será o do senador e ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL), que pede justamente a convocação de Gurgel. Isso porque, durante dois anos, a PGR engavetou o pedido de investigação feito pela Polícia Federal contra o senador Demóstenes Torres (sem partido/GO), sem explicação plausível.

O que também continua sem explicação clara é a postura de Gurgel diante dos fatos novos que vêm sendo apresentados a cada dia. Desde o início da crise, ficou clara a influência do esquema Delta-Cachoeira no governo de Goiás, de Marconi Perillo. Carlos Cachoeira foi recebido pelo governador, por secretários e teve influência direta na nomeação de delegados e pessoas até do primeiro escalão do governo goiano. A Delta saiu do zero para um faturamento de mais de R$ 450 milhões em Goiás na era Marconi. E a bomba do dia diz respeito a um suposto pagamento de propina no Palácio das Esmeraldas, cujo destinatário seria o governador Marconi Perillo – que nega (leia mais aqui).

Apesar de tudo isso, Gurgel disse que ainda não vê elementos para investigar Perillo. De acordo com a PGR, não há “indícios suficientes”. O que é curioso quando o próprio governador admite que houve certa influência de Cachoeira em Goiás – e o próprio PSDB deve convocar seu governador.

Dois pesos, duas medidas

De maneira completamente distinta, Gurgel anunciou que irá investigar o governador do Distrito Federal, o petista Agnelo Queiroz. O que os grampos da Polícia Federal revelam é que, desde o início do seu governo, arapongas e agentes da Delta tentavam se infiltrar no Distrito Federal, para replicar na capital federal e no seu entorno o reinado que haviam conquistado em Goiás. Gurgel, sem pensar duas vezes, anunciou a investigação.

Ao mesmo tempo, até hoje a Procuradoria Geral da República não conseguiu se livrar de outro fato constrangedor no Distrito Federal. Mais de dois anos depois da queda do ex-governador José Roberto Arruda, que foi preso e perdeu seu mandato, os procuradores ainda não conseguiram denunciá-lo. É uma situação esdrúxula, de uma condenação que já aconteceu na prática, sem a existência de um processo.

Gurgel também está na mira do PT pela denúncia final que apresentou no caso do mensalão. Uma peça que teria, segundo os petistas, caráter mais político do que técnico.

 

O Popular, Goiânia

Gravações do inquérito da Operação Monte Carlo revelam que o empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e Wladmir Garcêz, ex-vereador e também preso pela Polícia Federal (PF), conversaram pelo menos em duas ocasiões sobre a venda de uma casa. Transcrições da Operação Monte Carlo, às quais O POPULAR teve acesso, revelam três ligações na manhã do dia 12 de julho 2011 de Garcêz falando a Cachoeira sobre encontro que teria naquela manhã com o presidente da Agência Goiana de Obras (Agetop), Jayme Rincon, para conversarem sobre a venda de uma casa.

De acordo com as interceptações, o encontro seria no Alpha Mall, um centro de compras próximo aos Condomínios Alphaville. Rincon nega a reunião e diz nunca ter conversado sobre compra ou venda de casa. Em 9 de abril, Cachoeira fala a Cláudio Abreu, ex-diretor da Delta Construções no Centro-Oeste, sobre a venda de uma casa que seria do governador Marconi Perillo (PSDB), segundo gravações reveladas ontem pela Revista Época. O governador rechaçou o conteúdo das conversas de Cachoeira e seus auxiliares.

Conforme O POPULAR revelou em 3 de março, Cachoeira foi preso dia 29 de fevereiro na residência onde ele morava no Alphaville Ipês, em Goiânia, a mesma casa que tinha sido do governador. Marconi confirmou que se mudou desta casa em janeiro de 2011. O imóvel foi transferido em 13 de julho do ano passado para empresa ligada ao dono da Faculdade Padrão, Walter Paulo Santiago.

A venda de um imóvel no condomínio de luxo foi tema de conversas em outras ocasiões. Em 9 de abril, um amigo dos empresários Rossine Guimarães e Cláudio Abreu ligou para Cachoeira. Estava interessado em comprar uma casa que ele teria para vender, no Alphaville. Cachoeira atendeu a primeira ligação e desconversou quando perguntado se ainda estava vendendo: “É… eu tô mas eu num vou.., é… eu num vou, daqui a pouquinho eu te chamo aí, só to terminando uma reunião aqui e te chamo aí (sic).”

Depois, o empresário ligou para Cláudio e cobrou explicações. Diálogo revelado pela revista Época mostra que Cachoeira não queria que soubessem que ele estava vendendo uma casa. “Você (ininteligível) de falar para os outros que eu tenho casa para vender no Alphaville… do Marconi, rapaz?” Cláudio reage e diz que brigou com Rossine por ter falado. Cachoeira continua a reclamar: “Pode de jeito nenhum falar que eu que tenho casa para vender (sic).” Pouco mais de uma hora depois, Cachoeira retorna a ligação do amigo de Rossine e Cláudio e diz que quem está vendendo a casa não é ele. “A casa quem tá vendendo era uma outra pessoa, é… o Rossine pensou que era minha, eu vou ver com a pessoa e te falo tá bom (sic).”

Três meses depois, em 12 de julho de 2011, Cachoeira e Garcêz começaram a falar sobre a venda de uma casa às 7h36. Wladmir diz que vai se encontrar com Jayme Rincon no Alpha Mall. Menos de uma hora depois, conversam de novo sobre o assunto. Às 8h53, em outro contato, Garcêz afirma que já conversou com Jayme. Em entrevista ao POPULAR, o presidente da Agetop afirma que nunca se encontrou com Wladmir Garcêz neste centro de compra. “Nunca encontrei com o senhor Wladmir no Alpha Mall. O recebi várias vezes na Agetop, como representante da Delta, com agenda marcada. Já o encontrei na rua em algumas circunstâncias. Era um cara que circulava socialmente.” Jayme diz também nunca ter tratado sobre compra e venda de casa, nem do governador nem de outra pessoa. “Nunca participei de compra e venda de casa do governador. Eu não sou corretor. O governador já explicou de que forma ele vendeu essa casa e não há nenhuma relação minha com venda de qualquer casa que seja.”

Horas depois das conversas com Garcêz, Cachoeira ligou para Rogério Diniz. Orientou o funcionário a deixar as contas com o professor Walter Paulo, da Faculdade Padrão. Disse, de acordo com as transcrições feitas pela PF, “que foi quem comprou a casa.” No dia seguinte foi lavrada a escritura do imóvel.

Escritura

Walter Paulo, o novo proprietário da casa localizada no Alphaville Ipês, disse que Garcêz serviu de corretor na negociação da residência. “Foi feito o negócio direitinho, peguei a escritura. Eu sabia que a casa era do governador, mas nunca falei com ele sobre isso. O senhor Wladmir é que fez os contatos. O governador assinou honestamente e a casa é minha”, disse ao POPULAR em 4 de março.

A reportagem tentou por uma semana contato com o empresário e com seu advogado, Nilson Pedro da Silva. Deixou recado mas não recebeu retorno. A escritura da casa comprada por Walter Paulo foi registrada um dia depois das conversas de Cachoeira sobre a venda. Na entrevista concedida ao POPULAR, no início do mês passado, Walter Paulo disse que Garcêz pediu prazo até dia 15 de fevereiro para entregar a casa, porque uma “senhora” estava reformando sua residência e moraria lá.

Na casa em que Cachoeira foi preso, estava também sua companheira, Andressa Alves Mendonça. Agora ela mora em uma casa na Rua Lupus, no Alphaville Cruzeiro do Sul. Andressa foi gravada em conversas sobre uma casa com Cachoeira em 5 de maio, quando o casal conversa sobre um imóvel.

Cachoeira explica que mandou tirar do nome dele e transferir para uma empresa registrada no nome de André Teixeira Jorge, o Deca. Andressa fica insatisfeita: “Mas e quando você for escriturar? Porque eu quero que você passa ela pro meu nome. E como que você vai fazer?” Não fica claro sobre qual casa eles falam. Relatórios da PF mostram que Cachoeira tem pelo menos cinco imóveis, além de muitos bens no nome de laranjas. O POPULAR tentou contato com advogados de Cachoeira, mas não obteve retorno.

Governadores do DF e de Goiás se reúnem com ministro da Integração Nacional para unificar ações em prol do desenvolvimento da região. A meta é elaborar uma proposta conjunta até meados de janeiro

Foto: Roberto Barroso

Os governadores do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, e de Goiás, Marconi Perillo, estiveram reunidos na tarde desta quinta-feira com o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, e com o titular da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), Marcelo Dourado. Em pauta, a articulação para que o grupo encaminhe à Casa Civil da Presidência da República e ao Ministério do Planejamento, até meados de janeiro, proposta conjunta para o Programa de Aceleração do Crescimento da Região do Entorno do DF (PAC do Entorno).

“É mais um passo que estamos dando juntos para buscar soluções para a região. A presidenta Dilma Rousseff pediu um estudo por parte dos governos de Goiás e Distrito Federal e estamos em fase de conclusão para termos uma proposta nica, informou o governador do DF, Agnelo Queiroz.

O ministro Fernando Bezerra reiterou o papel do governo federal no esforço para desenvolver a região do Entorno. “A presidenta Dilma está muito empenhada em fortalecer os órgãos regionais. Um sinal disso foi a restauração da Sudeco”, destacou. Fernando Bezerra espera realizar, nos próximos 45 dias, reuniões com os representantes do DF e de Goiás, além das cidades do Entorno, para elaborar um planejamento conjunto para o PAC do Entorno.

Segundo Agnelo Queiroz, as propostas para o Entorno serão construídas em conjunto. “Não serão ações para uma área ou outra, e sim uma proposta global para o PAC do Entorno, atendendo a áreas de transferência de renda, educação, saúde, segurança, transporte e desenvolvimento econômico”, acrescentou o governador do Distrito Federal.

Municípios

Os prefeitos dos municípios do Entorno do DF também foram chamados a participar da reunião e pontuaram suas principais demandas: segura pública, infraestrutura e transporte, além de saúde e educação. “Isso é importante porque os recursos da Ride (Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno) são repassados aos municípios, para que cada um realize obras de infraestrutura”, declarou o governador de Goiás, Marconi Perillo.

Sobre esses recursos repassados às prefeituras, Fernando Bezerra disse que o governo pode, ainda neste ano, transformar os fundos contábeis de investimento regionais em fundos financeiros, o que garantirá autonomia financeira aos órgãos de investimento na Ride. “Os fundos foram criados para financiar obras de infraestrutura e todos os investimentos necessários para impulsionar o desenvolvimento. Com isso, a Ride passa a ter um papel central na definição das políticas públicas”, explicou o ministro.

Participaram ainda da reunião o secretário do Entorno do DF, Bispo Renato Andrade; o secretário-adjunto da secretaria de Governo do DF, Gustavo Ponce de Leon; o secretário-adjunto de Segurança Pública do DF, coronel Suamy Santana, e dez prefeitos dos municípios do Entorno, entre outras autoridades.

Em visita ao Grupo Comunidade, o governador de Goiás manifestou seu otimismo em relação ao futuro da região e anuncia maciços investimentos nos próximos três anos

Em visita ao Jornal da Comunidade, Marconi Perillo falou com entusiasmo sobre o futuro da região do Entorno do DF Foto: Valter Campanato - ABr

Marconi Perillo (PSDB-GO) enfrentou ferrenhos adversários e elegeu-se governador de Goiás pela segunda vez aos 47 anos de idade. Estrela em ascensão no PSDB, Perillo interrompeu o mandato de oito anos no Senado para voltar ao Executivo goiano e realizar seu sonho de integrar ações de governo que promovam a melhoria de vida das pessoas que vivem no Entorno, que engloba o Distrito Federal e 20 municípios goianos, população hoje estimada em mais de 1 milhão e cem mil habitantes.

Em visita que fez ao Grupo Comunidade esta semana, o governador Perillo manifestou seu otimismo em relação ao futuro da região. “Estamos vivenciando um momento especial, pois entramos num círculo virtuoso de crescimento regional. E Goiás e o Distrito Federal constituem uma das áreas mais prósperas do país, com um PIB de mais de R$ 130 bilhões e renda per capita que ultrapassa os R$ 34 mil”, assegura o governador, confiante nas potencialidades regionais, na capacidade do empresariado local e nos maciços investimentos que serão feitos nos próximos três anos pelos governos de Goiás e do Distrito Federal.

O governador reconhece os graves problemas provocados pelo crescimento desordenado verificado no Entorno nos últimos anos e, por isso, está empenhado na formação de alianças políticas que permitam reverter esse quadro. “O Centro-Oeste é a bola da vez sob o ponto de vista do crescimento econômico. É o celeiro que assegura ao Brasil ocupar hoje a formidável posição de sexta economia do mundo. E Goiás tem uma participação efetiva nesse processo, exibindo taxas de crescimento médio anual de 5% nos últimos anos. Temos, portanto, o dever de trabalhar para melhorar a qualidade de vida de todos que habitam o Entorno”, salienta.

Prova da exuberância do crescimento da região, na visão de Perillo, é o constante fluxo de grandes grupos empresariais que procuram se instalar no eixo entre Brasília e Goiânia, atraídos pela boa infraestrutura e pelo alto padrão de renda da região. O agronegócio e a agroindústria ocupam espaço destacado na evolução da economia local, mas agora também se observam pesados investimentos na indústria da construção civil.

Perillo também falou do futuro político do seu partido. O governador de Goiás tem viajado pelo país e mantido contato com lideranças políticas de diversas correntes e partidos. Não titubeia em afirmar que o PSDB está maduro para retomar o comando da política brasileira, com ideias e propostas que empolguem a nação. “Nosso partido conta com grandes nomes para disputar a próxima eleição presidencial, mas percebo no contato com o eleitor que o povo está inclinado a escolher gente nova. Nesse sentido, a candidatura do ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves, pode galvanizar as atenções dentro de nosso partido”, concluiu.

 

A Força Nacional de Segurança Pública vai permanecer por mais 90 dias, contados a partir de hoje (18), no Entorno do Distrito Federal, de acordo com portaria publicada no Diário Oficial da União. A determinação é do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

O prazo poderá ser novamente prorrogado. O pedido de manutenção partiu do governador do Estado de Goiás, Marconi Perillo. A Força Nacional vai exercer atividades e serviços que visem à preservação da ordem pública, em apoio à polícia ostensiva e judiciária.

A Força Nacional de Segurança Pública vai permanecer também nas regiões de fronteiras dos estados do Amapá, Pará, de Roraima, do Amazonas, Acre, de Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, do Paraná e de Santa Catarina. Segundo portaria publicada no Diário Oficial da União, a permanência ocorre em caráter esporádico e planejado, dentro da política da Estratégia Nacional de Fronteira.

O objetivo é atuar no combate ao tráfico de drogas e de armas, à entrada de produtos ilícitos, à saída irregular de riquezas e a crimes conexos. A Força Nacional dará também apoio operacional para ação imediata nos casos em que forem detectadas práticas criminosas nas regiões de fronteiras desses estados. (Christina Machado, da Agência Brasil)