Posts Tagged ‘Lula’

estrelas_pt_1

O medo instalou-se no partido. É por isso que ele não consegue celebrar a vitória de Dilma.

Por Ricardo Noblat

O PT encontrou um antídoto que julga eficiente para qualquer embaraço grave que a presidente Dilma Rousseff enfrente doravante: a denúncia de golpe.

Sim, há um golpe em curso contra Dilma, segundo o PT. E tudo haverá de ser feito para evitá-lo.

Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal, foi sorteado para analisar as contas de campanha de Dilma. O lance, ora, faz parte do golpe.

Um lance que dependeu de sorteio – mas não importa. Até os fados, muitas vezes, favorecem o mau contra o bem.

Gilmar é ministro graças a Fernando Henrique Cardoso, que o indicou. Lula cabalou o voto dele para absolver os mensaleiros. Gilmar denunciou a cabala e desde então foi promovido pelo PT à condição de seu inimigo.

Uma equipe de 16 técnicos do Tribunal Superior Eleitoral encontrou irregularidades nas contas de campanha de Dilma.

Olhe aí! Bem que o PT avisou. É golpe. Mais um lance do golpe!

Se Gilmar propuser a desaprovação das contas de campanha de Dilma, seu voto será confrontado com os votos de outros seis ministros. Entre eles, o governo tem folgada maioria.

Mas e daí? Trata-se de um golpe e pronto!

Digamos que as contas da campanha acabem rejeitadas. Ainda assim Dilma seria empossada. E teria tempo suficiente para corrigi-las. Só perderia o cargo se não as corrigisse. É quase impossível.

Onde estaria o golpe nesse caso?

Ora, no ar, nas nuvens, no clima, em qualquer lugar.

Na verdade, a denúncia de golpe serve para vitimizar Dilma e o PT. E aumentar, se der certo, o apoio popular dos dois.

Serve, também, para disfarçar o momento delicado que Dilma atravessa. Afinal, a Justiça denunciará empreiteiros envolvidos na roubalheira da Petrobras.

E no PT se teme que a denúncia aproxime ainda mais o escândalo do gabinete de Dilma. E – quem sabe? – do gabinete do vice Michel Temer.

O doleiro preso Alberto Yousseff, em troca de delação premiada, contou coisas que até Deus duvida. E comprometeu Lula e Dilma. Disse que eles sabiam da roubalheira.

Não basta ao delator que delate. Caso minta perderá o benefício de uma pena menor. Delação premiada não se sustenta com mentiras.

O PT decidiu organizar de última hora uma manifestação contra o golpe a se realizar amanhã, em Brasília. Se tiver certeza de que a manifestação reunirá muita gente, Lula comparecerá. Do contrário, não.

Sabe o que de fato acontece?

O PT ganhou mais quatro anos de governo, embora por pouco. Por uma diferença mínima. A menor desde que ele chegou ao poder pela primeira vez em 2002. Ainda não se recuperou do susto.

Perdeu 18 vagas na Câmara dos Deputados. E meia dúzia no Senado. Para que governe, dependerá do apoio do PMDB. Quase metade dos convencionais do PMDB, em meados deste ano, rejeitou o apoio à reeleição de Dilma.

Em fevereiro próximo, o PT completará 35 anos de vida. Nasceu à sombra de Lula. Alcançou o poder por meio de Lula. Dependerá de Lula para não ser expurgado do poder em 2018. Não é uma trajetória brilhante.

O medo instalou-se no partido. É por isso que ele não consegue sequer celebrar a vitória que colheu há coisa de mês e meio.

Marconi Perillo disse que não tem dúvidas de que a CPI instalada no Congresso "foi um ato de vendeta política praticado pelo ex-presidente da República", referindo-se a Lula.

Marconi Perillo disse que não tem dúvidas de que a CPI instalada no Congresso “foi um ato de vendeta política praticado pelo ex-presidente da República”, referindo-se a Lula.

O governador disse ter confiança de que a investigação que ainda ocorre no Superior Tribunal de Justiça também terá o mesmo desfecho

O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) falou nesta terça-feira sobre a decisão do Ministério Público de Goiás que arquivou investigação contra ele sobre suposto envolvimento com o contraventor Carlinhos Cachoeira, investigado, juntamente com seu grupo criminoso, nas operações Vegas e Monte Carlo.

Segundo nota da assessoria de comunicação do órgão, o Conselho Superior da entidade, em reunião na segunda-feira, homologou o arquivamento do procedimento preparatório de investigação de possível prática de ato de improbidade administrativa por parte do governador, instaurado pela Procuradoria-Geral de Justiça, por ausência de indícios que o comprovassem. O processo corre em segredo de Justiça.

Em coletiva no Palácio das Esmeraldas, o governador disse que a decisão fará cessar as especulações iniciadas em 2012 na Operação Monte Carlo, e que foram utilizadas por seus adversários políticos inclusive na campanha deste ano. Marconi disse que, apesar de feliz com a notícia, não ficou surpreso com a decisão. “Já esperava por isso, li várias vezes todos os processos, não tinha dúvida de que, mais dia, menos dia, esse assunto seria encerrado na Justiça”, disse Perillo, ressaltando que sempre manteve a consciência tranquila sobre o caso.

“Estou certo que a população de Goiás tem um esclarecimento definitivo de parte do MP estadual. Enquanto em outros casos o assunto foi remetido para investigação no Tribunal de Justiça, no nosso caso específico, o MP, através de seu Conselho Superior e seu procurador-geral de Justiça tomou a decisão unânime pelo arquivamento”, detalhou.

Marconi recordou os prejuízos que capitalizou com o caso, já que, na época das acusações estava como uma boa aprovação no governo e o caso trouxe uma queda grande em sua popularidade. Perillo disse que tem confiança de que a investigação que ainda ocorre no Superior Tribunal de Justiça também terá o mesmo desfecho, já que há tendência de que a decisão do Ministério Público possa ter alguma repercussão no STJ.

“Agora nos resta apenas aguardar a investigação no STJ para que este assunto seja definitivamente encerrado, arquivado, enfim, que a população possa ter a segurança, a certeza de que o governador no estado de Goiás, em momento algum, esteve envolvido em qualquer uma daquelas acusações acerca de qualquer relacionamento com o grupo que foi investigado naquelas operações”, disse o tucano.

O governador Marconi Perillo disse acreditar que as acusações que sofreu foram exageradas e que a CPI no Congresso que investigou o caso teve motivação política. “Não há nenhuma dúvida que a CPI instalada no Congresso foi um ato de vendeta política praticado pelo ex-presidente da República. Todo mundo sabe disso”, afirmou, se referindo a Luiz Inácio Lula da Silva.

“Eu nunca sofri um ato tão grande de perseguição como neste episódio. Muitos setores de imprensa foram obrigados a divulgar porque os vazamentos pelas metades, as informações, eram enormes”, disse o tucano. “O que importa é que eu tive força, fé, coragem, determinação ,e discernimento, para poder me defender, contra-argumentar ”, ainda acrescentou.

O tucano costuma dizer que Lula nunca o perdoou por ter avisado o petista em 2005 sobre o escândalo de pagamento de propina a parlamentares da sua base, que marcou o governo dele, e que seria apelidado depois de “mensalão”.

Porém, Perillo lembrou a recente vitória nas urnas para mais um mandato de governador (o quarto dele) já havia indicado superação das acusações perante a população goiana. “Hoje chego aqui depois de uma vitória, que, na minha opinião, já foi a resposta da população a todo este episódio, depois de um grande trabalho nosso a frente do governo, que não deixou de ser outra resposta. E agora uma resposta que, na minha opinião, é absolutamente contundente: se há uma instituição no Brasil que é respeitada, por seus atos, por suas decisões, é o Ministério Público”, ainda afirmou o governador, se dizendo feliz, porque “a Justiça começa a ser feita”.

Marconi Perillo disse também que não pensa em pedir indenizações contra possíveis ofensas a sua reputação relacionadas a Operação Monte Carlo. Mas afirmou que sua equipe de advogados vão avaliar os casos onde caberá reparações. (Por Mirelle Irene, do portal Terra)

 SP, 02/09/14, Dilma e Lula / Campanha / São Bernardo do Campo

Por Cristiana Lôbo – No primeiro dia em Brasília depois da viagem à Austrália para a reunião do G-20, a presidente Dilma Rousseff conversou longamente na tarde desta terça-feira (18) com o ex-presidente Lula sobre a composição do primeiro escalão no segundo mandato da petista.

Para despistar os jornalistas que faziam plantão na porta do Palácio da Alvorada, o encontro aconteceu na residência oficial do Torto – onde Lula morou durante o período em que a residência oficial da Presidência estava em reforma. Dilma deixou o Alvorada por um portão lateral sem ser vista pelos repórteres que cobrem o dia a dia do palácio.

Lula, como se sabe, tem sugerido à presidente nomes para o Ministério da Fazenda, em substituição a Guido Mantega. O padrinho político de Dilma também tem recomendado que o novo comandante da economia seja anunciado logo para dar um sinal ao mercado de qual política econômica será adotada no segundo mandato.

A preferência de Lula é pelo ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, que comandou a autoridade monetária durante seu governo. A segunda opção do ex-presidente da República seria Nelson Barbosa, que ocupou o cargo de secretário-executivo de Guido Mantega na Fazenda.

Pelo menos dois ministros compareceram ao encontro de Dilma e Lula: Aloízio Mercadante (Casa Civil) e José Eduardo Cardozo (Justiça). Considerado um “coringa” no próximo governo, o governador da Bahia, Jacques Wagner, também se juntou à reunião.

O nome de Jacques Wagner é cotado para a presidência da Petrobras, se a mudança for ser feita imediatamente, e até mesmo para o lugar de Aloizio Mercadante, na Casa Civil.

O PT gostaria de contar com o governador baiano no Ministério das Comunicações, que reuniria também a verba de publicidade que hoje está concentrada na Secretaria de Comunicação Institucional. O próprio Wagner chegou a mencionar o Ministério de Indústria e Comércio como uma das pastas em que gostaria de atuar no primeiro escalão.

Lula visita as instalações da plataforma no campo Baleia Franca, bacia de Campos (Imagem: Divulgação)

Lula visita as instalações da plataforma no campo Baleia Franca, bacia de Campos (Imagem: Divulgação)

 

O grupo lulopetista que tomou de assalto a Petrobras, em sentido não figurado, não devia prever essas consequências.

Editorial O Globo

Embora pouco usual, não deve espantar a pressão da PriceWaterhouseCoopers para que o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, fosse afastado da subsidiária da Petrobras. Caso contrário, a empresa internacional de auditoria não avalizaria balanço trimestral da empresa. A citação de Machado, em testemunho sob acordo de delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, foi o bastante para a PwC cumprir ao extremo sua função de auditor externo das demonstrações financeiras da Petrobras.

De acordo com Paulo Roberto — até agora o principal implicado no esquema de corrupção montado na Petrobras, preso, junto com o doleiro Alberto Youssef, numa operação da PF para desbaratar uma concorrida lavanderia de dinheiro sujo —, Sérgio Machado lhe entregou R$ 500 mil de propina para ele manejar uma concorrência. Já se viram muitas acusações desse tipo sem que nada acontecesse com o denunciado, por “falta de provas”. A ordem sempre foi não “prejulgar” para não se cometer “injustiças”. Mais ainda se tratando de um protegido do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), forte aliado do Planalto.

Mas este escândalo na estatal, batizado de Petrolão, mobilizou forças e instituições a salvo da influência de Brasília. Afinal, por ter a Petrobras ações negociadas nos EUA, as denúncias passaram a ser apuradas também pela agência americana do mercado de títulos, a SEC, e o próprio Departamento de Justiça. Um dos alvos de denúncias de falcatruas é a operação de compra pela Petrobras de uma refinaria em Pasadena, Texas, empresa americana. Portanto, negócio também passível de investigação local.

A PwC, por vez, é solidária na responsabilização por fraudes contábeis cometidas para esconder falcatruas. Há casos de escritórios tradicionais e com presença globalizada que foram arrastados na debacle de clientes, por terem aprovado contas fajutas. Entre eles, firmas de contabilidade fundadas no fim do século XIX.

Quando explodiu a Enron, em 2001, um grupo de energia assentado numa série de fraudes financeiras, também foi pelos ares a auditora Arthur Andersen, processada por investidores lesados e pela Justiça americana. Terminou absorvida pela Deloitte & Touche.

Outro caso emblemático é o da falência do Lehman Brothers, a centelha de ignição da crise financeiro-imobiliária americana em fins de 2008, arrastando o mundo para a maior recessão global desde 1929. O auditor do banco, Ernst & Young, também não escapou de sofrer consequências jurídicas e financeiras.

O grupo lulopetista que tomou de assalto a Petrobras, em sentido não figurado, não devia prever essas consequências. Além da Polícia Federal, do Ministério Público e da Justiça brasileiros, organismos americanos e auditores externos querem saber o que aconteceu nos cofres da empresa. Não é bom sinal, soube-se ontem, que a PwC continue a se recusar a assinar o balanço da estatal.

lula

Ex-presidente reúne-se com bancada em São Paulo para discutir estratégias

Por Germano Oliveira – Um dia depois do senador Aécio Neves (PSDB), na sua volta ao Congresso, fazer um discurso firme e demarcar seu posto de líder de oposição, o ex-presidente Lula reúne-se com 15 senadores petistas, em São Paulo, na manhã desta quinta-feira. O grupo discute estratégias para enfrentar a mobilização do senador tucano, que se articula para ser o líder da oposição no Senado.

A reunião foi convocada a pedido do ex-presidente e apenas Jorge Viana, por motivo de viagem, não está presente. Além dos 12 senadores atuais, os eleitos Paulo Rocha (Pará), Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte) e Maria Regina Souza (suplente de Wellington Dias, eleito governador do Piauí) também participam do encontro com Lula.

Além de Aécio Neves, Dilma terá ainda como oposição no Senado os recém-eleitos José Serra (SP) e Tasso Jereissati (CE). A reunião começou às 10 horas, em um hotel da zona sul da capital paulista. Ao contrário do primeiro mandato de Dilma Rousseff, Lula está mais atuante e nesta semana já participou de uma reunião com a presidente, para discutir a reforma ministerial para o segundo mandato.

Na noite desta quinta-feira, todos os políticos petistas eleitos em outubro, de senadores a governadores, participam de um encontro com a presidente, em Brasília. (O Globo)

 

capa-2397-size-575Decisão atende a pedido da campanha petista, que vê benefício eleitoral a Aécio Neves com publicidade de reportagem

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu liminar na noite desta sexta-feira, 24, que proíbe a editora Abril, responsável por publicar a revista Veja, de fazer propaganda em qualquer meio de comunicação da reportagem de capa segundo a qual a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teriam conhecimento do esquema de corrupção da Petrobrás. A reportagem diz se basear em depoimento prestado na última terça-feira, 21, pelo doleiro Alberto Youssef no processo de delação premiada a que ele se submete para ter direito à redução de pena.

O pedido para impedir a publicidade da matéria foi apresentado pela campanha de Dilma na tarde desta sexta-feira. A defesa da petista requereu ao tribunal que a revista se abstivesse fazer propaganda de sua capa, que tem, na opinião dos advogados de Dilma, conteúdo ofensivo à candidata à reeleição. Para a campanha petista, uma eventual publicidade do caso tem por objetivo único beneficiar a candidatura do tucano Aécio Neves…

A ação da defesa de Dilma se ampara no artigo da Lei das Eleições que prevê que a propaganda eleitoral no rádio e na televisão restringe-se ao horário gratuito, sendo proibida a veiculação de propaganda paga. Essa mesma vedação, segundo campanha da petista, é estendida à divulgação de propaganda na internet e por meio de outdoors. Em caso de descumprimento da liminar, os advogados de Dilma cobram a aplicação de multa de R$ 1 milhão por veiculação proibida.

A campanha da presidente argumentou ainda que a revista Veja antecipou sua edição em dois dias com a “nítida intenção de tumultuar a lisura do pleito eleitoral do próximo domingo (26)”. Citam ainda que a revista teria postado no Facebook dela, com 5,4 milhões de seguidores, notícia com o título “Tudo o que você queria saber sobre o escândalo da Petrobrás: Dilma e Lula sabiam”. Essa propaganda teria sido reproduzida na página oficial do PSDB, partido do adversário na disputa ao Palácio do Planalto, também na mesma rede social.

Em sua defesa, a Editora Abril sustentou que as liberdades de comunicação e de atividade econômica são direitos previstos na Constituição. Esses direitos, disse a editora, “não podem ser sufocados por medidas de cunho censor sob a alegação de imaginária propaganda eleitoral”. Para Abril, o que se pretende é “impedir a imprensa de divulgar assunto que a sociedade tem o direito de tomar conhecimento”. “Não houve ilícito algum na matéria publicada na edição e tampouco nas propagandas de divulgação da revista, de modo que a representada (Editora Abril) agiu no seu estrito direito constitucional”, afirmou.

Em parecer, o procurador-geral Eleitoral, Rodrigo Janot, manifestou-se a favor da campanha da Dilma. Para Janot, diante da iminência da realização de uma propaganda eleitoral irregular, é necessário proibir a divulgação das publicidades sob pena de acarretar “prejuízo irreparável ao equilíbrio e (à) lisura do pleito”.

Em sua decisão, o ministro Admar Gonzaga, relator do processo, afirmou que há elementos para acatar o pedido liminar, suspendendo, até o julgamento do mérito, qualquer publicidade da editora sobre o assunto. Segundo ele, cabe ao TSE “velar pela preservação da isonomia entre os candidatos que disputam o pleito”. “Desse modo, ainda que a divulgação da revista Veja apresente nítidos propósitos comerciais, os contornos de propaganda eleitoral, a meu ver, atraem a incidência da legislação eleitoral, por consubstanciar interferência indevida e grave em detrimento de uma das candidaturas”, afirmou o ministro.

Admar Gonzaga – um dos advogados da campanha de Dilma em 2010 – disse ainda que a antecipação em dois dias da divulgação da revista “poderá transformar a veiculação em verdadeiro panfletário de campanha, o que, a toda evidência, desborda do direito/dever de informação e da liberdade de expressão”.

“No caso, muito embora o periódico possa cuidar – em suas páginas – desse tema sensível, confirmando sua linha editorial de maior simpatia a uma das candidaturas postas, entendo que a transmissão dessa publicidade por meio de rádio, ou seja, de um serviço que é objeto de concessão pelo Poder Público e de grande penetração, desborda do seu elevado mister de informar, com liberdade, para convolar-se em publicidade eleitoral em favor de uma candidatura em detrimento de outra”, afirmou o ministro, em decisão divulgada às 23h36 desta sexta-feira, 24. (Por Ricardo Brito, do Estadão)

capa-2397-size-575

Em depoimento prestado na última terça-feira, o doleiro que atuava como banco clandestino do petrolão implica a presidente e seu antecessor no esquema de corrupção

Na última terça-feira, o doleiro Alberto Youssef entrou na sala de interrogatórios da Polícia Federal em Curitiba para prestar mais um depoimento em seu processo de delação premiada. Como faz desde o dia 29 de setembro, sentou-se ao lado de seu advogado, pôs os braços sobre a mesa, olhou para a câmera posicionada à sua frente e se colocou à disposição das autoridades para contar tudo o que fez, viu e ouviu enquanto comandou um esquema de lavagem de dinheiro suspeito de movimentar 10 bilhões de reais. A temporada na cadeia produziu mudanças profundas em Youssef. Encarcerado desde março, o doleiro está bem mais magro, tem o rosto pálido, o cabelo raspado e não cultiva mais a barba. O estado de espírito também é outro. Antes afeito às sombras e ao silêncio, Youssef mostra desassombro para denunciar, apontar e distribuir responsabilidades na camarilha que assaltou durante quase uma década os cofres da Petrobras. Com a autoridade de quem atuava como o banco clandestino do esquema, ele adicionou novos personagens à trama criminosa, que agora atinge o topo da República. Perguntado sobre o nível de comprometimento de autoridades no esquema de corrupção na Petrobras, o doleiro foi taxativo:

— O Planalto sabia de tudo!

— Mas quem no Planalto?, perguntou o delegado.

— Lula e Dilma, respondeu o doleiro.

LulaAgneloManeGarrincha2

Ironicamente, Lula usou para realçar a fama de de bon vivant de Aécio um tipo de insinuação da qual já foi vítima

Na noite de terça-feira, no debate da tevê Bandeirantes, a campanha presidencial havia chegado ao pântano. Sob refletores, Dilma e Aécio dedicaram-se a jogar lama um no outro. Na noite desta quarta, num comício nos fundões do Pará, Lula arrastou a disputa para a sarjeta. Insinuou que, eleito, Aécio pode instalar em Brasília uma Presidência movida a álcool.

Num desses surtos de loquacidade que costuma acometê-lo sempre que entra em contato com um microfone e uma plateia, Lula disse o seguinte: “Vi esses dias, no debate da TV, um candidato dizendo que seu governo era da decência e da competência. Mas eu pergunto: que decência e competência se, às 3 horas da manhã, ele foi parado em uma rua no Rio de Janeiro e se recusou a soprar um bafômetro para dizer se tinha bebido ou não?”

O morubixaba petista arrematou: “Como uma pessoa se recusa a fazer um teste do bafômetro e diz que vai governar com decência e competência? Palavras são fáceis de dizer. Difícil é ter caráter. E poucas pessoas têm caráter nesse país como a Dilma Rousseff.”

Lula questionou o caráter de Aécio num palanque montado no município paraense de Ananindeua. Ele dividia a cena com um dos mais notórios prontuários da política nacional, Jáder Barbalho, e com o herdeiro político dele, o filho Helder Barbalho, candidato ao governo do Pará.

O episódio evocado por Lula ocorreu em 2011. Parado numa blitz da Lei Seca, no Rio, Aécio recusou-se a soprar o bafômetro e exibiu ao agente de trânsito uma carteira de motorista vencida. O documento foi apreendido. Na época, o hoje presidenciável travou com a repórter Adriana Vasconcelos o seguinte diálogo:

— O que aconteceu? Estava a três quadras do meu apartamento, voltando de um jantar, quando fui parado numa blitz. Uma operação corretíssima, aliás, de alto nível e que deve ser levada a todo o Brasil. Abordado por um agente, que foi muito educado, fiz o que qualquer cidadão deve fazer. Entreguei meus documentos. O policial então me alertou que minha carteira estava vencida.

— Por que não quis fazer o teste do bafômetro? Ao constatar que minha carteira estava vencida, perguntei ao agente como deveria proceder. Ele explicou que eu teria de arrumar um outro condutor para o veículo. Como estávamos perto de um ponto de táxi, imediatamente consegui um motorista para conduzir o meu carro até em casa. Como já estava no banco do passageiro, achei desnecessário fazer o teste do bafômetro.

— Se arrependeu de não ter feito o teste, diante da repercussão do episódio? Talvez sim, para evitar a exploração do episódio. Na hora, achei desnecessário. O fato é que, se eu não estivesse com a minha carteira vencida, certamente teria feito o teste para poder seguir dirigindo até em casa. De qualquer forma, espero que tudo isso seja útil para que outros cidadãos como eu fiquem mais atentos e mantenham sua documentação em dia.

O bafômetro era parte da reserva de ataques que o comitê de Dilma colecionara contra o rival. Mas vinha sendo mantido numa espécie de volume morto de baixarias, que só seria usado em caso de extrema necessidade. Ao saber que Aécio continua tecnicamente empatado com Dilma nas pesquisas após uma semana de bombardeio, Lula parece ter concluído que a hora do vale-tudo chegou.

Ironicamente, Lula usou para realçar a fama de de bon vivant de Aécio um tipo de insinuação da qual já foi vítima. Em 2004, segundo ano do seu primeiro reinado, Lula abespinhara-se com uma notícia escrita pelo repórter Larry Rother e publicada no New York Times. O texto levantara a suspeita de que Lula presidia a República em meio a garrafas e goles.

Como peça jornalística, o trabalho de Rohter era precário. Baseava-se em mexericos anônimos e em fontes temerárias. Ganhou imerecida sobrevida graças à reação tresloucada do então presidente. Embriagado pelo poder, Lula expôs seus pendores imperiais e mandou cassar o visto de trabalho de Rohter, expulsando o correspondente do território brasileiro.

A decisão ficou em pé por menos de 24 horas. Derrubou-a o Superior Tribunal de Justiça.
Restou do episódio apenas a sensação de que o texto de Rohter bulira nos traumas interiores de Lula, de cuja árvore genealógica pendem um pai e um irmão mortos pelo alcoolismo.

O mais inusitado do comício paraense foi Lula ter questionado o caráter alheio num ato político em que confraternizava com Jader, um personagem que o STF acaba de converter em réu. Qualquer um pode conviver com um Barbalho por obrigação protocolar, até por uma visão caolha de esperteza política. Porém…

Porém, entregar cargos federais a apadrinhados do Barbalho, como fez Lula, ir atrás do Barbalho, cortejar o Barbalho, escorar a governabilidade na convivência com o Barbalho, pedir votos para o herdeiro do Barbalho… Fazer tudo isso num instante em que o governo arde em escândalo, francamente, não é coisa de gente sóbria.

Num depoimento à jornalista Denise Paraná, reproduzido no livro ‘Lula, o Filho do Brasil’, o cacique do PT afirmara: “A verdade é o seguinte: política é como uma boa cachaça. Você toma a primeira dose e não tem mais como parar, só quando termina a garrafa.” É, faz sentido. (Blog do Josias de Souza)

FHC diz que Lula mente e tenta jogar o povo contra o PSDB quando o acusa de falar mal dos nordestinos. “Eu não falei nada disso”, rebateu.

FHC diz que Lula mente e tenta jogar o povo contra o PSDB quando o acusa de falar mal dos nordestinos. “Eu não falei nada disso”, rebateu.

Ex-presidente FHC acusa Lula de fazer demagogia e tentar jogar o povo contra o PSDB

Em vídeo postado nesta sexta-feira em sua página oficial no Facebook, o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso diz que o ex-presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva mentiu quando o acusou de criticar os nordestinos. “O PT fica querendo fazer demagogia, querendo nos jogar contra o povo, dizendo que o PSDB fez isso ou aquilo, que eu disse isso ou aquilo, o Lula mentiu, eu não falei de Nordeste ou de nordestinos, nada disso”, disse.

Na postagem, Fernando Henrique disse lamentar que a presidente e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, “tenha embarcado nessa, não é verdade”. E disse: “O povo não é bobo, o povo sabe que quem fez o Plano Real fomos nós, quando fui ministro da Fazenda, que melhorou a vida de todo mundo, dos pobres, do trabalhador.”

Nas críticas à gestão petista, o ex-presidente tucano disse que é com o receituário do PSDB que se combate a pobreza “e não deixando a inflação voltar e depois aconselhando o povo a não comer carne, a comer tomate, a comer frango, ovo”. E continuou: “Não é deste jeito que se resolve a pobreza. Nós, do PSDB, sim, fizemos o que dissemos e deu certo.” O vídeo é mais um capítulo do embate que os dois ex-presidentes da República estão travando com mais frequência neste segundo turno, em prol de seus candidatos, Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). (Elizabeth Lopes/Agência Estado)

Lula visita estádio Nacional juntamente com gov Agnelo_08 05 13_ML (11)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou nesta quinta-feira (9), durante quarenta minutos, no sindicato dos bancários em São Paulo, para uma plateia formada por sindicalistas, políticos e membros de movimentos estudantis. Lula, como de costume, fez ataques contra a imprensa e pediu para a militância “não abaixar a cabeça” diante das acusações do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto da Costa de que o PT recebeu dinheiro ilícito de um esquema de corrupção instalado na estatal.

Lula disse que está de “saco cheio” das denúncias contra o partido. “Todo o ano é a mesma coisa. É sempre o mesmo cenário: eles começam a levantar as denúncias, que não precisam ser provadas. É só insinuar que a imprensa já dá destaque”. Ainda atacando o trabalho da imprensa, Lula ironizou dizendo que ”daqui a pouco eles (jornalistas) estarão investigando como nós nos portávamos dentro do ventre da nossa mãe”.

No discurso, o ex-presidente seguiu o roteiro da campanha petista e disse que o PSDB governa “para a elite” e que os tucanos tem preconceito contra nordestinos. Lula ainda comentou a declaração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que afirmou que os eleitores do PT são menos informados. “É cultura deles, não é pensamento só do Fernando Henrique. O que eles não sabem é que quem não vota neles não é burro… O que esse povo não gosta é que pobre agora anda de cabeça erguida”, disparou Lula. (Por Rodrigo Vilela, do Diário do Poder)

Lula-e-FHC

Num texto veiculado na terça-feira (7), Lula insinuara que, na véspera, FHC destilara preconceito contra o eleitorado nordestino, que votou majoritariamente na sua pupila Dilma Rousseff

Em nota divulgada nesta quarta-feira (8), Fernando Henrique Cardoso reagiu com ironia à maneira como Lula interpretou declarações que ele fizera numa entrevista ao UOL. “O presidente Lula não se emenda, vive de pegadinhas”, anotou o grão-tucano. “Não só atribuiu aos outros frase sua —a de que o Bolsa Escola era esmola— como quer transformar uma categoria do IBGE, nível educacional, em insulto. Daqui a pouco ele só será ouvido em programas humorísticos.”

Num texto veiculado na terça-feira (7), Lula insinuara que, na véspera, FHC destilara preconceito contra o eleitorado nordestino, que votou majoritariamente na sua pupila Dilma Rousseff. “É um absurdo que o Nordeste e os nordestinos sejam caracterizados como ignorantes ou desinformados por seus votos”, anotou. “Primeiro porque isso é fruto de preconceito lastimável, segundo porque mostra um desconhecimento profundo da atual situação do Nordeste brasileiro.”

Sem mencionar o nome de seu eterno alvo, Lula referia-se ao trecho da entrevista de FHC em que ele, instado a comentar a mudança do perfil do eleitorado do PT, que migra da classe média escolarizada para as faixas mais pobres da sociedade, afirmou: o eleitor do PT, “na verdade, está fincado nos menos informados, que coincide de ser os mais pobres. Não é porque são pobres que apoiam o PT, é porque são menos informados. Como era a Arena no tempo do regime militar.”

FHC acrescentara: “Essa caminhada do PT dos centros urbanos industriais para os grotões é um sinal preocupante do ponto de vista do PT, porque é um sinal de perda de seiva ele estar apoiado em setores da sociedade que são, sobretudo, menos informados.”

E Lula: “Quem faz afirmações deste tipo imagina o Nordeste da década de 90 ou de antes, onde reinavam a fome, o desemprego e a falta de oportunidade. Por isso muitos, como eu, tiveram que abandonar sua terra natal e migrar para outras regiões em busca de melhores condições de vida.”

Nesta quarta, enquanto FHC ironizava Lula por meio de nota, Dilma ecoava seu padrinho político numa entrevista em Brasília e, posteriormente, num ato de campanha realizado no Piauí, Estado nordestino onde ela obteve mais de 70% dos votos:

“Tem gente que olha pro Nordeste com olhar de quem governou o país só para outra região. Aqueles que dizem que aqui estão as pessoas com menos compreensão, com menos educação, que não sabem votar é porque não acompanharam tudo o que vem acontecendo aqui nesta região do Brasil.”

Na sua entrevista, como que antevendo o que estava por vir, FHC tivera o cuidado de calibrar as declarações: “Aqui em São Paulo, quando o PSDB ganha, ele ganha porque tem apoio de pobre, não por ter apoio de rico. Quando ganha na Paraíba também. O PT também, não é só… Agora, na propaganda, o PT costuma fazer uma separação entre elites e povo, ricos e pobres. Isso é mais um jogo de marketing. Nos resultados, efetivamente, o PT tem crescido nos rincões. Mas eles têm presença também em algumas áreas urbanas e industriais, não há dúvida.”

Noutro trecho, FHC dissera que “a falta de informação é uma responsabilidade do Estado, não da pessoa. […] Não tenho nenhuma visão elitista. Quando o Lula foi acusado de não poder governar porque não tinha curso superior, eu fui o primeiro a dizer que isso é uma bobagem. Governa quem tem liderança.”

Lula deu de ombros para o afago. Em seu texto, após empilhar os benefícios que os governos petistas propiciaram ao Nordeste, anotou: “Os nordestinos, hoje, não são mais personagens de tristes reportagens sobre as migrações para os grandes centros urbanos. Eles podem viver nas suas terras de origem com dignidade e oportunidade.”

Mantido esse diapasão, o eleitorado logo, logo terá saudades do baixo nível que marcou a campanha no primeiro turno da disputa presidencial. (Fonte: Blog do Josias de Souza)

É um absurdo que o Nordeste e os nordestinos sejam caracterizados como ignorantes ou desinformados por seus votos

Lula, ex-presidente pelo PT

“O PT está fincado nos menos informados, que coincide de ser os mais pobres. Não é porque são pobres que apoiam o PT, é porque são menos informados

FHC, ex-presidente pelo PSDB

COMICIO10

Ex-presidente participa de comício em Ceilândia no maior ato, no Distrito Federal, pela reeleição do governador Agnelo Queiroz e de Dilma Rousseff. Ele cobrou mais empenho da militância brasiliense

Maior cabo eleitoral do PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi à Praça da Bíblia, em Ceilândia, para mobilizar a militância, a fim de conquistar votos que ajudem a reeleger o governador Agnelo Queiroz (PT). Em comício com aproximadamente 10 mil pessoas — segundo estimativa da Polícia Militar —, Lula convocou os apoiadores a irem às ruas nestes últimos dias de campanha. “Não estou aqui para pedir votos para Agnelo e Dilma. Afinal, toda essa gente aqui tem de votar neles e pedir votos também”, disse. O ex-presidente da República criticou adversários e destacou realizações dos governos petistas. …

Aliados de Agnelo estimam que o público chegou ao dobro dos cálculos da PM. A aparição de Lula em Ceilândia atraiu gente de longe. As vias de acesso à cidade mais populosa do Distrito Federal estiveram mais cheias do que o normal para o fim do dia. Quando foi anunciada a fala do ex-presidente, a multidão ecoou hinos de campanhas passadas, gritou o nome de Lula e o aplaudiu exaustivamente. “Não poderia me conformar que Brasília não vá reeleger esse moço, que tanto fez pela cidade, e não vá ajudar a manter Dilma na Presidência. Não tem explicação”, destacou, com a voz mais rouca do que o normal.

Um dos poucos no palanque vestido de vermelho, cor do partido que o levou ao Palácio do Planalto, Lula garantiu ter orgulho do PT. “O dia em que eu tiver vergonha de usar a camisa vermelha e a estrela no peito, não há razão para eu fazer política. Vocês também não devem ter vergonha. Levantem a cabeça e vão para as ruas”, discursou. Os candidatos majoritários e proporcionais da coligação estão otimistas e esperam que a vinda do ex-presidente ao DF dê novo impulso à campanha. Morador de Ceilândia, o deputado distrital Chico Vigilante mostrou-se animado. “Agora, a militância vai mesmo pra rua. O Lula colocou fogo no pessoal”, comentou. “Esse era o gás que precisávamos para chegar ao segundo turno”, reforçou o presidente regional do PT, o deputado federal Roberto Policarpo.

O ato foi organizado para representar o “momento da virada”, conforme a fala do próprio Agnelo no comício. Quando pediu votos para si e para o candidato ao Senado da coligação, Geraldo Magela (PT), o governador aproveitou para alfinetar adversários. Disse que o senador Rodrigo Rollemberg (PSB), também candidato ao governo, entrou no serviço público sem concurso e tem uma atuação apagada no Congresso. Também disparou contra Reguffe (PDT), candidato ao Senado: “Não é possível que a população vá eleger, novamente, um senador que nada faz por Brasília”. Agnelo acrescentou que tem sido atacado desde o primeiro dia do governo, mas que a militância está calejada. O petista criticou os institutos e as pesquisas de intenções de voto. “Nenhuma manipulação vai mudar ou diminuir a força e a garra da militância”, afirmou.

Sem Dilma – Com presença confirmada até a tarde de ontem, a presidente Dilma Rousseff cancelou a participação a menos de duas horas do evento. A justificativa oficial foi a de que ela estava sem voz após viagem internacional e participação em um comício pela manhã. Mesmo assim, ela foi citada inúmeras vezes por todos os políticos que discursaram. Lula reafirmou total apoio à candidata à reeleição. “Falaram que Marina (Silva, candidata do PSB ao Palácio do Planalto) chorou e disse que me amava. Também amo a Marina. Mas política não é caso de amor, senão, chamaria a Marisa (mulher do ex-presidente) para ser candidata. Escolhi Dilma pela capacidade e competência. Não foi por amizade”, argumentou. Lula criticou ainda o choque de gestão proposto pelo candidato a vice de Marina Silva, deputado federal Beto Albuquerque (PSB): “Ninguém gosta de choque. Isso significa arrocho salarial, redução de benefícios dos trabalhadores e mandar funcionário público embora”.

Durante quase uma hora, o ex-presidente falou sobre política internacional, combate à fome e ascensão de famílias à classe média. “Hoje, o pobre não chega ao açougue para comprar músculo. Ele já sabe o que é filé, costela e picanha”, disse Lula. Ele falou ainda sobre avanços na educação e na saúde pública. O médico Cícero Batista, ex-morador da Cidade Estrutural, formado com auxílio do ProUni, subiu ao palco e discursou sobre os benefícios do programa. Crianças e adultos subiram ao palco para tirar fotos com o ex-presidente, inclusive Vítor Gabriel de Lima Mariano, criança deficiente moradora de Ceilândia. (Por Almiro Marcos, Kelly Almeidae e Grasielle Castro, do Correio Braziliense)

Petrobras

A roubalheira foi exumada pela Polícia Federal e por um juiz sem medo

“A Petrobras já está privatizada”, informa o título do post publicado em 10 de junho de 2010. Aparecem no texto, inspirado no surto de chiliques provocado pela criação de uma CPI incumbida de investigar a estatal, personagens que acabam de sair da caixa preta em poder do ex-diretor Paulo Roberto Costa. Confira:

O presidente Lula ficou muito irritado com a instauração da CPI da Petrobras. Depois de ter feito o possível para interromper a gestação, agora faz o possível para matá-la no berço. Baseado no critério do prontuário, entregou a Renan Calheiros o comando do grupo de extermínio montado para o justiçamento. O senador do PMDB alagoano, diplomado com louvor na escolinha que ensina a delinquir impunemente, é especialista no assassinato de qualquer coisa que ponha em risco o direito conferido aos congressistas leais ao Planalto de roubar sem sobressaltos…

O presidente da Petrobrás, Sérgio Gabrielli, ficou muito irritado com a instauração da CPI da Petrobras. Caprichando no palavrório que identifica os nacionalistas de galinheiro, qualificou de “inimigos da pátria” os partidários da devassa na empresa ─ o que promove automaticamente a defensores da nação em perigo os que tentam manter fechada a caixa preta. Gente como Renan Calheiros. Ou Ideli Salvatti. Ou Fernando Collor. Ou Romero Jucá, em aquecimento para encarnar o papel de relator que impede a coleta de relatos relevantes.

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, ficou muito irritado com a instauração da CPI da Petrobras. Governista seja qual for o governo, o agregado da Famiglia Sarney conhecido na Polícia Federal pela alcunha de Magro Velho alegou que iluminar os porões de uma empresa que é a cara do Brasil Maravilha espanta clientes, fornecedores e possíveis parceiros. Se conhecessem a folha corrida de Lobão, todos os clientes, fornecedores e possíveis parceiros já teriam saído em desabalada carreira das cercanias da Petrobrás e do gabinete do ministério.

Os modernos pelegos ficaram muito irritados com a instauração da CPI da Petrobras. Jovens velhacos da UNE berraram que o petróleo é nosso para plateias insuficientes para eleger um vereador de grotão. Velhos velhacos da CUT garantiram que CPI gera desemprego para gente mais interessada no kit dupla sertaneja+pão com mortadela+tubaína. Vigaristas do PT, do PP e do PMDB lembraram aos sussurros que o petróleo é nosso, mas a eles compete a escolha dos diretores incumbidos de cuidar dos interesses dos padrinho, do partido e do país, nessa ordem.

Tudo somado, e embora a CPI nem tenha ainda saído do papel, ficou mais difícil acusar os partidos de oposição, a elite golpista, os paulistas quatrocentões, os capitalistas selvagens e os loiros de olhos azuis de tramarem nas sombras a privatização da Petrobrás. A empresa já foi privatizada ─ sem licitação. O novo dono é o PT, que arrendou parte do latifúndio à base alugada.

Em 29 de outubro de 2009, os representantes da oposição abandonaram a CPI. “Todos os requerimentos importantes são arquivados sem discussão pela maioria governista”, disse o senador Álvaro Dias, que propusera a instauração da comissão. Em 17 de dezembro, ao fim de 14 sessões reduzidas a shows de cinismo, foi aprovado o papelório de 359 páginas “destinado a contribuir com a Petrobras e com o Brasil” . O relator Jucá concluiu que todos os culpados eram inocentes, não enxergou nenhuma irregularidade na compra de plataformas e viu apenas maledicências nas denúncias de superfaturamento na construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

Jucá, Lobão, Renan, chefões do PP, cardeais do PMDB, Altos Companheiros do PT ─ um a um, os saqueadores da Petrobras, abraçados aos comparsas que ampliaram a quadrilha nos últimos anos, vão sendo expelidos do baú de bandalheiras aberto por Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento e Refino. Foi para seguir embolsando sem sobressaltos propinas bilionárias que os assassinos de CPIs escavaram em 2009 a cova rasa prestes a acolher outras duas comissões que agonizam no Congresso. O enterro de CPIs não impediu a exumação das verdades que têm assombrado desde sábado o Brasil que presta.

Para resgatar os fatos, foi suficiente que uma oportuníssima conjunção dos astros juntasse agentes da Polícia Federal, procuradores de Justiça e um magistrado desprovidos do sentimento do medo. O acordo de delação premiada foi consequência do trabalho exemplar dos que investigaram, da altivez dos que acusaram e, sobretudo, da coragem do juiz federal Sergio Moro, que tornou a prender o ex-diretor da Petrobras inexplicavelmente libertado pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal.

O acordo que induziu Paulo Roberto Costa a abrir o bico, aliás, precisa ser homologado por Zavascki. Precavido, Moro deixou claro ao depoente que, para livrar-se de envelhecer na prisão, teria de fornecer nomes e provas que permitissem a completa desmontagem do esquema criminoso e, portanto, justificassem a delação premiada. É o que o ex-diretor da Petrobras tem feito nos interrogatórios diários que duram em média quatro horas. A menos que tenha perdido o juízo, restará a Zavascki chancelar o acordo sem falatórios em juridiquês.

O país decente acaba de descobrir que a praga da corrupção impune pode ser erradicada sem que parlamentares e ministros togados ajudem. Basta que não atrapalhem. Basta que não tentem eternizar o faroeste à brasileira — único do gênero em que o vilão sempre escapa do xerife e nunca perde o controle da terra sem lei. (Coluna do Augusto Nunes // Blog do Sombra

Por Ricardo Noblat – A exemplo de Lula no caso do mensalão em 2005, quando Dilma dirá que foi traída e pedirá desculpas aos brasileiros pelo escândalo do mar de lama que entope os dutos da Petrobras, ameaçando tragar a maior empresa do continente?

No mínimo, é o que se espera dela, ex-ministra das Minas e Energia, ex-presidente do Conselho de Administração da Petrobras, e presidente da República em final de mandato.

Digamos que Dilma compete com Lula para ver quem foi mais feito de bobo por seus subordinados.

A auxiliar de mais largo prestígio nos oito anos de Lula no poder, a presidente eleita sem jamais ter sido, sequer, síndica de prédio, Dilma foi surpreendida, assim como o seu mentor, pelo escândalo do mensalão – o pagamento de propina a deputados federais para que votassem conforme a vontade do governo.

Foi surpreendida de novo quando chefiou a Casa Civil da presidência da República e ficou sabendo que um dos seus funcionários confeccionara um dossiê sobre o uso de cartões corporativos pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e sua mulher, dona Ruth.

Dilma pediu desculpas ao casal. O autor do dossiê conseguiu manter-se na órbita do serviço público.

Outra vez, Dilma foi surpreendida pela suspeita de malfeitos praticados por Erenice Guerra, seu braço direito na Casa Civil e, mais tarde, sucessora no comando do ministério.

SP, 02/09/14, Dilma e Lula / Campanha / São Bernardo do Campo

Na ocasião, Dilma estava em campanha pela vaga de Lula. Para evitar danos à sua candidatura, Erenice pediu demissão. Dali a dois anos, a Justiça a inocentou por falta de provas de que roubara e deixara roubar.

Quase ao término do seu primeiro ano de governo, batizada por assessores de “a faxineira ética”, Dilma degolou seis ministros de Estado. Pesaram contra eles acusações de corrupção publicadas pela imprensa.

De lá para cá, ministérios e cargos públicos foram entregues por Dilma aos ex-ministros degolados ou a grupos políticos ligados a eles. A “faxineira ética” baixou à sepultura.

Por ora, Dilma está atônita e se recusa a falar sobre o mais novo escândalo que bate à sua porta.

Paulo Roberto Costa, chamado de Paulinho por Lula, preso em março último pela Polícia Federal como um dos cérebros da quadrilha acusada de roubar a Petrobras, começou a contar o que sabe – ou o que diz saber. Em troca, quer o perdão judicial para não ter que amargar até 50 anos de cadeia.

Dilma sabe muito bem quem é Paulinho, nomeado por Lula em 2004 para a diretoria de Abastecimento da Petrobras. Saiu dali só em 2012.

No período, compartilharam decisões, algumas delas, responsáveis por prejuízos bilionários causados à Petrobras.

Dilma mandou diretamente na empresa enquanto foi ministra das Minas e Energia e chefe da Casa Civil. Manda, hoje, via o ministro Edison Lobão, das Minas e Energia.

Lobão foi citado por Paulinho como um dos políticos integrantes da mais nova e “sofisticada organização criminosa” da praça, juntamente com mais seis senadores, 25 deputados federais e três ex-governadores.

A organização superfaturava licitações da Petrobras e desviava dinheiro para um caixa que financiava campanhas de políticos da base de apoio ao governo. Por suposto, nem Lula nem Dilma sabiam disso.

O que é mais notável: entra campanha e sai campanha da Era PT, e os adversários do governo são acusados por Lula e Dilma de se valerem da Petrobras como arma política.

Pois bem, debaixo do nariz deles, camaradas deles usaram a Petrobras como arma para enriquecer.

Lula volta ao Twitter para incitar militantes a se engajar na campanha de Dilma

Lula volta ao Twitter para incitar militantes a se engajar na campanha de Dilma

Ex-presidente volta ao Twitter e tenta convencer os militantes a abraçar reeleição

Por André Brito, do Diário do Poder – O ex-presidente Lula voltou para o Twitter com o objetivo de tentar ajudar a combalida campanha à reeleição da presidenta Dilma. Ao ativar o perfil @LulapeloBrasil, o petista poderá atuar como cabo eleitoral da presidenta em mais uma tentativa desesperada de frear a queda nas pesquisas e, principalmente, o crescimento inquestionável da onda Marina, que para o PT e suas pretensões está mais para tsunami.

Como foi antecipado pela Coluna Cláudio Humberto desta terça, o medo da derrota certa fez com que o PT revisse a estratégia de atuação nas mídias sociais, antes encabeçada por Franklin Martins. O retorno de Lula à frente de batalha é mais uma prova do pânico que tomou conta da coordenação de campanha, que deve ignorar Aécio Neves e partir para o ataque a Marina Silva.

Ex-presidente Lula foi palestrante no evento que contou com a participação do governador Agnelo Queiroz

Robson de Andrade Presidente da CNI,Ministro do Desenvolvimento,Indústria e Comércio Exterior Fernando Pimentel, Ex Presidente Lula, Governador Agnelo Queiroz e Jérome Angouo Embaixador da República do Gabão participam de seminário sobre relação Brasil/Àfrica. Foto: Brito.

Robson de Andrade, presidente da CNI; ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel; ex-presidente Lula; governador Agnelo Queiroz; e, Jérome Angouo, embaixador da República do Gabão participam de seminário sobre relação Brasil/Àfrica. Foto: Brito.

As parcerias comerciais entre América Latina e África foram discutidas nesta quarta-feira no seminário As Relações do Brasil com a África, a Nova Fronteira do Capitalismo Global, que teve o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um dos palestrantes, e a participação do governador Agnelo Queiroz.

“Queremos compartilhar com a África nossas experiências bem-sucedidas. Ajudar os países africanos é um fator estratégico para o Brasil, que beneficia ambos, principalmente porque a nossa participação (empresas brasileiras) lá é grande”, afirmou o ex-presidente, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

As trocas comerciais entre o país e o continente africano quintuplicaram entre 2000 e 2011, quando passaram de US$ 4 bilhões para US$ 22 bilhões em 2011.

“Tenho a convicção que a construção de um mundo mais equilibrado precisa passar pela África, por isso é importante para o Brasil fortalecer essa parceria”, destacou Lula no painel Os desafios das Relações entre América do Sul e a África no Século XXI.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, ressaltou que o principal desafio é contribuir para que a África seja integrada às grandes cadeias produtivas, e, principalmente, ajudar a estabelecer um ambiente de estabilidade social.

O evento, que reuniu embaixadores africanos, autoridades do governo federal e empresários brasileiros que atuam no continente africano, também celebrou o Dia da África, comemorado no próximo sábado (25), e os 50 anos de criação da Organização da Unidade Africana (OUA).

Programa desta semana destaca a visita do governador Agnelo Queiroz e do ex-presidente ao Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha

Programa desta semana destaca a visita do governador Agnelo Queiroz e do ex-presidente ao Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha nesta quarta-feira (8). A nova arena recebe os últimos retoques para a grande inauguração, no dia 18 de maio. O jogo final já está definido: Brasília e Brasiliense. Nas arquibancadas, a festa contará com a torcida dos operários que construíram o estádio.

Lula, que também foi operário no ABC paulista, compartilhou sua visita com os trabalhadores, tirou foto e distribuiu autógrafos. Admirador e torcedor, Lula fez uma análise positiva da nossa seleção, mas disse que a nossa torcida é que vai fazer toda a diferença.

Para o ex-presidente, os eventos mundiais vão mudar a forma como o mundo enxerga o Brasil. “Eu não sei se alguém será capaz de fazer uma copa mais ordeira, mas pacífica e mais participativa do que o Brasil. Vamos provar que somos tão ou mais civilizados que qualquer outro torcedor do mundo”, destaca.

Eventos-testes - A Copa das Confederações será aberta no Estádio Nacional de Brasília no dia 15 de junho com o jogo entre Brasil e Japão. Antes haverá dois eventos testes. A final do Candangão, no dia 18, e a partida entre Santos e Flamengo, no dia 26 de maio, pela abertura do Campeonato Brasileiro.

O governador Agnelo Queiroz vê com otimismo a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Para ele, será uma oportunidade de mostrarmos a hospitalidade e a alegria muito peculiares do povo brasileiro. O governador Agnelo também avalia que os eventos mundiais trarão mais emprego, renda e irão impulsionar ainda mais o turismo no Brasil e em Brasília. “Esta é uma oportunidade maravilhosa para o nosso desenvolvimento, tanto econômico quanto humano”, afirma.

Esta edição do programa Momento da Copa destaca ainda as simulações de segurança realizadas na última semana.

Em visita ao Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, ex-presidente da República elogiou o palco da abertura da Copa das Confederações. Foto Mary Leal

Em visita ao Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, ex-presidente da República elogiou o palco da abertura da Copa das Confederações. Foto Mary Leal

Rodeado de operários a quem chamou carinhosamente de “meus companheiros”, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha nesta quarta-feira (8). O ajudante de pedreiro Averaldo Souza, de 23 anos, ficou feliz ao conseguir falar com Lula e colocá-lo em contato com a mãe Elisa, que vive na Bahia.

“Pedi para ele mandar um alô para o meu pessoal e dizer que estou aqui, trabalhando na obra do estádio”, contou o operário, que nasceu na cidade de Santana. O ex-presidente ficou impressionado com o monumento construído pelas mãos dos vários trabalhadores que se aproximaram. “Estou surpreso com a qualidade desse estádio. Uma arena dessa grandiosidade é uma justa homenagem ao grande jogador Mané Garrincha”, elogiou Lula.

Acompanhado do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, e do secretário Extraordinário da Copa 2014, Claudio Monteiro, Lula percorreu os principais espaços da arena multiuso, como a área VIP, os vestiários das seleções e o gramado que receberá a abertura da Copa das Confederações da FIFA 2013, em 15 de junho.

Para ele, um dos principais diferenciais do estádio brasiliense é a inclinação da arquibancada, que permite visão completa do campo, sem locais com ponto cego. Aqui os torcedores veem tudo e ficam mais perto dos jogadores, observou o ex-presidente.

Durante a visita, o governador aproveitou para chamar os operários para os grandes eventos. Estaremos aqui, dia 15 de junho, na abertura da Copa das Confederações, entre Brasil e Japão, iniciando a contagem regressiva para a Copa do Mundo, em 2014. Mas, antes, quero todos aqui para a inauguração do estádio, no dia 18, na final do Candangão”, convidou Agnelo Queiroz.

 

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse hoje (19) que, com o fim do julgamento da Ação Penal 470, o processo do mensalão, poderá analisar com mais calma o depoimento prestado em setembro pelo publicitário Marcos Valério. Segundo Valério, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se beneficiou do esquema de cooptação de dinheiro.

“Concluído o julgamento, agora eu vou analisar o depoimento e serão tomadas as providências que são cabíveis para completa investigação de tudo que demande apuração”, disse Gurgel. Ele lembrou, no entanto, que como o ex-presidente não tem mais prerrogativa de foro, o caso deve ser mandado para o Ministério Público de primeira instância de São Paulo ou de Brasília, dependendo de onde se deram os fatos.

O procurador disse que não analisou o depoimento em profundidade, mas voltou a desqualificar a confiabilidade de Valério. “Com muita frequência, Marcos Valério faz referência a declarações que ele considera bombásticas, e quando nós vamos examinar em profundidade não é bem isso.”

Gurgel destacou que o publicitário prestou apenas um depoimento, o de setembro, e que na ocasião ele entregou alguns documentos, como comprovante de depósitos, cuja veracidade ainda tem que ser apurada. (Por Débora Zampier, da Agência Brasil)

 

Foto Roberto Barroso

Oito governadores visitaram ontem (18) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sede do instituto que leva seu nome, em São Paulo. Estiveram presentes Tião Viana (PT-AC), Jaques Wagner (PT-BA), Sérgio Cabral (PMDB-RJ), Agnelo Queiroz (PT-DF), Camilo Capiberibe (PSB-AP), Teotônio Vilela Filho (PSDB-AL), Cid Gomes (PSB-CE) e Silval Barbosa (PMDB-MT). As informações são do Instituto Lula.

De acordo com o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, a visita foi feita para manifestar repúdio às “tentativas de ataque e de desconstituir a imagem de um presidente”. “[Foi uma maneira de demonstrar] nossa posição firme de solidariedade e repúdio a esse tipo de prática, porque isso não constrói nada. Nosso país precisa de paz, crescer, desenvolver, gerar emprego, aproveitar o momento ímpar que o Brasil vive no mundo e não podemos admitir que tentem desconstruir a imagem do Lula”, disse.

O governador alagoano Teotônio Vilela Filho, do PSDB, disse que a visita foi uma retribuição à atenção e à postura de Lula para com os estados quando era presidente. “Sou amigo pessoal do presidente Lula e o estado de Alagoas é muito grato à postura republicana, solidária, parceira, que o presidente Lula teve para com o estado em obras de infraestrutura e obras sociais. Vim como pessoa, como amigo e como governador”.

O governador cearense Cid Gomes, articulador da visita, disse que os governadores falaram sobre a necessidade de reforma política no Brasil. “A gente falou muito sobre o Brasil, a necessidade que a gente pense uma reforma política para o Brasil e pensar em valorizar a política, a política feita para o bem do Brasil, feita com espírito público”. (Por Bruno Bocchini, da Agência Brasil)

 

“Hoje subo nesta tribuna para falar de um homem que conheço há mais de 30 anos, que conheci numa das primeiras greves do ABC Paulista, quando saí daqui e fui lá me solidarizar com ele, a greve dos metalúrgicos. O meu amigo, meu companheiro Luiz Inácio Lula da Silva”, disse o deputado distrital Chico Vigilante ao abrir o comunicado de líderes na sessão ordinária desta quarta-feira (12) da Câmara Legislativa do DF.

“Não é correto. Não é justo. É irresponsável a atitude desta oposição nacional brasileira e leia-se PPS/Democratas e PSDB, que se valem de um condenado da Justiça para tentar atacar a honra do Lula”, afirmou Chico Vigilante.

O parlamentar ressaltou que o presidente Lula é um patrimônio do país, conforme disse ontem o presidente da Câmara dos Deputados e do Senado, que orgulha o povo brasileiro, orgulha o país lá fora, e que precisa ser respeitado. E reclama que Lula não pode ser tratado da maneira como está sendo tratado.

Chico também observa que o mais lamentável é a Procuradoria Geral da República ao receber um depoimento que deveria ter aberto imediatamente um inquérito e não o fez, segurou, e depois ficar vazando “de maneira covarde como eles estão fazendo com o depoimento deste elemento chamado Marcos Valério. Isso é covardia”, disse. E emendou que o presidente Lula não merece isso. “Não pode ser feito deste jeito”.

Para o petista, esta situação é muito preocupante e pode abrir precedentes gravíssimos. Do jeito que está caminhando, daqui a pouco qualquer bandido pé de chinelo procura um delegado ou um promotor, diz que um deputado ou presidente de partido é ladrão, eles vazam pra imprensa, e a pessoa fica carimbada sem nunca ter cometido nenhum tipo de crime.

As declarações feitas pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, frente ao caso, alerta Chico Vigilante, são mais graves ainda. Joaquim Barbosa disse à imprensa que a denúncia de Valério precisa ser investigada. “Por que ele não mandou ampliar as investigações quando ele estava relator do processo?”, indaga o deputado.

De maneira taxativa, o parlamentar encerrou o comunicado de líderes afirmando que se o PSDB, o DEM e o PPS não têm projeto para este país, “que calem a boca e deixem o Lula em paz, um homem que fez a redenção da classe trabalhadora”, afirmou.

Chico ainda ressaltou a coragem e determinação do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT/RS), por não aceitar interferência indevida na Câmara dos Deputados. “Conforme o artigo 55 da Constituição Federal, quem cassa mandato no Senado são os senadores e da Câmara Federal, são os deputados. “Portanto, o senhor Joaquim Barbosa se reserve o direito de fazer impeachment de algum ministro do Supremo e não querer se intrometer indevidamente nas questões internas da Câmara dos Deputados, desrespeitando a Constituição. Se eles acham que vão continuar legislando no lugar dos deputados e senadores, estão muito enganados, porque este país não vai ficar calado. Nós não vamos aceitar a ditadura do Judiciário assim como não aceitamos a ditadura militar. Isto é inaceitável para um país democrático”, afirmou.

Sétima edição do Imagem sem Fronteiras traz como convidado o fotojornalista Lula Marques

Presidente Lula com os sem terra no Forum Nacional pela Reforma Agraria e Justica no campo, no Parque da Cidade. Delubio Soares (tesoureiro do PT, de barba) por duas veses levou cigarrilha para o Lula fumar

Em sua 7ª edição, o projeto Imagem sem Fronteiras realiza a exposição “Lula Marques – Um olhar Ético sobre o Fotojornalismo”. A mostra é composta de sete fotos ampliadas e projeções visuais, com coberturas do fotógrafo que retratam o panorama político brasileiro desde o final do governo Figueiredo. Durante o lançamento, que acontece no dia 28 de setembro, a partir das 21h, o fotojornalista da Folha de São Paulo participará de uma roda de conversa com o público. A exposição fica em cartaz na Galeria Olho de Águia, em Taguatinga Norte, sempre com entrada franca.

Natural de Brasília, Lula Marques trabalhou durante 11 anos no jornal Correio Brasiliense, onde exerceu diversas funções: contínuo, arquivista e repórter fotográfico. Em 1987, ingressou na equipe de fotojornalistas da sucursal da Folha de S. Paulo, em Brasília, onde hoje é coordenador de fotografia. No currículo, estão várias viagens nacionais e internacionais. Com foco na cobertura política, Lula Marques acompanhou de perto os presidentes da Nova República e importantes fatos ocorridos no Congresso Nacional, como a Constituinte de 88 e o impeachment de Collor.

O Projeto – Imagem sem Fronteiras

Aprovado pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC) do Distrito Federal, o Imagem sem Fronteiras levará os maiores fotojornalistas contemporâneos do Brasil e do mundo para palestras e exposições realizadas na Galeria Olho de Águia, em Taguatinga Norte. Desde abril de 2012, o projeto realizou edições com Gervásio Batista, Severino Silva, João Wainer, Evandro Teixeira, Paulo Nunes dos Santos e André Liohn. Informações: www.imagemsemfronteiras.blogspot.com.

O espaço – Galeria Olho de Águia

Criado em maio de 2002 na Praça da CNF, em Taguatinga Norte. Dividido entre a Galeria Olho de Águia e o Bar Faixa de Gaza, o espaço já abrigou vários eventos e atividades culturais, como exposições, mostras de filmes, feiras fotográficas e pocket shows. Foi locação do curta-metragem Brasília, título provisório, filme ganhador do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro de 2008, pelo júri popular. O local abriga a Biblioteca Fotográfica Gervásio Baptista, além de vinis, pôsteres de clássicos do cinema e objetos antigos, como uma jukebox dos anos 70, que completam a ambientação.

SERVIÇO

Imagem sem Fronteiras: “Lula Marques – Um olhar ético sobre o fotojornalismo”

Lançamento: 28 de setembro (sexta-feira), às 21h

Visitação: de 1º a 20 de outubro, das 10h às 12h e das 14h às 18h (de terça a sábado)

Local: Galeria Olho de Águia (CNF 01, Edifício Praiamar, Loja 12 – Taguatinga Norte)

Classificação indicativa: 14 anos

Entrada franca

Informações: 9996-2575 ou 9200-1859

 

Por Ricardo Callado – Era tudo o que o Palácio do Planalto temia. A Comissão Parlamentar de Inquérito do Cachoeira corre o risco de se transformar na CPI do PAC. E o pior: o PT está perdendo o controle sobre os integrantes da comissão. Prova disso é a convocação do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT).

A mudança de rumo deve-se à quebra de sigilo da empreiteira Delta, que detém a maioria dos contratos do Programa de Aceleração do Crescimento. O bom senso da presidenta Dilma Rousseff não prevaleceu à ânsia de vingança do ex-presidente Lula. Foi ele que impôs ao PT e parte da base aliada a criação da CPI.

Achava que poderia contaminar o julgamento do mensalão no Supremo, atingir o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ao mesmo levar constrangimento a oposição. O feitiço virou.

Petistas estão preocupados com a situação, que deve se agravar nas próximas semanas. Partidos menores que compõem a base aliada e perderam espaço no governo Dilma, ameaçam mais retaliações. A convocação de Agnelo foi a primeira.

A estratégia segue com requerimentos para convocar a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra. Os pedidos viriam da oposição, mas teriam o apoio dos aliados insatisfeitos. Se não forem atendidas suas reivindicações, o Palácio do Planalto pode ter problemas graves.

Em momentos diferentes, Belchior e Guerra coordenaram o PAC no governo Lula. Belchior continua com Dilma. Erenice saiu pelas portas dos fundos. Em setembro de 2010, denúncias de tráfico de influência a afastaram do cargo. O ex-ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, também é citado como possível alvo da CPI.

Se a investigação for ampliada, o PT pretende mostrar aos aliados que também irão se encrencar em eventuais delitos que aparecerão. O governador Sérgio Cabral, do PMDB, é o maior contratante estadual da Delta no País.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), quem mais repassa dinheiro à Delta, ficou oito anos sob o comando do PR. O mesmo argumento serve ao PP e ao Ministério das Cidades com suas obras de saneamento.

O medo do PT é que a quebra do sigilo mostre um PAC corrompido, conluios entre construtoras, bem como obras estaduais afetadas, qualquer que seja o governador. Nessa situação, o partido será o maior prejudicado. O governo federal é o maior pagador de obras civis no País.

 

O deputado Chico Vigilante (PT) demonstrou mais uma vez o seu apreço inestimável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante o comunicado de líderes da sessão ordinária desta quarta-feira (30), Vigilante apresentou solidariedade a Lula, a quem definiu como o maior presidente que o Brasil já teve.

Chico relatou aos colegas parlamentares que hoje pela manhã falou ao telefone com Lula e trouxe boas novas: “Percebi o quanto ele está disposto a continuar fazendo política no Brasil”, afirmou. O ex-presidente disse ainda a Chico Vigilante que nos próximos dias estará percorrendo o Brasil todo, como gosta de fazer. “A cima de tudo, o Lula não vai entrar em bate-boca”, alertou Chico, num recado claro.

A solidariedade do deputado petista encontra consonância dentro do Partido dos Trabalhadores. Um exemplo claro disso foi a homenagem que a presidente Dilma Roussef fez a Luiz Inácio, na manhã de hoje, durante a entrega do prêmio Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). A platéia ovacionou o nome do ex-presidente Lula.

Presente ao evento, Chico Vigilante se emocionou. Da tribuna da Câmara Legislativa alardeou: “O Lula não estava presente, mas na homenagem, foi aplaudido de pé pela platéia”, observou. E lamentou que algumas pessoas, por despeito e até inveja tentem achincalhar, “açodar ataques infundados contra a honra e dignidade daquele que é o maior presidente que este país já teve”.

Chico criticou o fato de o procurador da República, que levou mais de dois anos para oferecer denúncia da operação Caixa de Pandora, que foi investigada e desencadeada com riqueza de fatos pela Polícia Federal, em menos de 24 horas apresentar uma denúncia contra o presidente Lula. “Uma denúncia falsa e mentirosa”, classificou o parlamentar. E observou também que não consegue entender como um ministro, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), caso do ministro Gilmar Mendes, se revela um tagarela.

Chico Vigilante relembrou que durante os dois mandatos de presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva sempre teve muito respeito por todas as instituições. E enfatizou: “O Lula sempre lutou e continua lutando pela Democracia do Brasil”.

O deputado Agaciel Maia e deputado Siqueira Campos corroboraram a fala do líder do Bloco PT/PRB, em questão de ordem.

 

Preocupada com o acirramento dos ânimos às vésperas do julgamento do mensalão, a presidente Dilma Rousseff disse que o governo não entrará na briga entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.

Segundo reportagem das repórteres Vera Rosa e Tânia Monteiro, do Estadão, Dilma avalia que a situação é perigosa, tem potencial de estrago que beira a crise institucional nas relações entre Executivo e Judiciário, e transmitiu esse recado na conversa mantida nesta terça-feira, 29, com o presidente do STF, Ayres Britto. O encontro durou uma hora e dez minutos, no Planalto.

Embora petistas estejam fazendo desagravos públicos a Lula, a presidente ordenou silêncio aos auxiliares após falar com ele por telefone. A ordem é blindar o Planalto dos torpedos vindos da CPI do Cachoeira e dos ataques de Mendes.

Lula estará nesta quarta-feira, 30, em Brasília, onde fará uma palestra no 5.º Fórum Ministerial de Desenvolvimento, e vai se encontrar com Dilma. Pela estratégia definida até agora, o governo fará de tudo para se desviar da polêmica e repassará a tarefa das respostas políticas ao PT. O ministro do STF jogou nesta terça mais combustível na crise, ao responsabilizar Lula por uma “central de divulgação” de intrigas contra ele.

Embora dirigentes do PT saiam em defesa de Lula, a cúpula do partido avalia que é preciso calibrar o contra-ataque, porque qualquer reação intempestiva contra o Judiciário prejudicaria os réus do mensalão.

 

Foto|: Roberto Barroso

A presidenta Dilma Rousseff tirou a noite de ontem (25) para assistir ao lançamento do documentário Pela Primeira Vez, produzido e dirigido por Ricardo Stuckert, fotógrafo oficial de do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante seus dois mandatos. A exibição marcou também o retorno de Lula a Brasília depois do desaparecimento de um tumor na laringe, diagnosticado em outubro do ano passado.

Com mais de uma hora de atraso, Dilma e Lula chegaram juntos à sessão de cinema, no auditório do Museu da Repblica, e foram recebidos com palmas pelo pblico. Os dois estavam acompanhados pelo ex-ministro da Educação Fernando Haddad e do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz.

O filme, produzido em terceira dimensão (3D), documenta os últimos momentos de Lula como presidente da Repblica e os primeiros de Dilma Rousseff no posto mais alto do país.

Durante 35 minutos, a plateia, que lotou o auditório, viu o momento em que Lula passou a faixa presidencial a Dilma, a sua saída do Palácio do Planalto, a despedida junto ao povo aglomerado na Praça dos Três Poderes, o encontro emocionado com o vice-presidente José Alencar, no hospital, após a posse de Dilma e a sua diplomação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o primeiro discurso no Congresso Nacional.

Ao final da sessão, Lula elogiou o trabalho da presidenta no comando do país. “Tudo que a gente falava da companheira Dilma antes da campanha era pouco diante do que ela está fazendo, declarou. Estou muito emocionada, disse a presidenta depois de ver o filme. (Agência Brasil)

 

A pesquisa Datafolha realizada nos dias 18 e 19 deste mês com 2.588 pessoas em todo o país revelou que Luiz Inácio Lula da Silva é o preferido dos brasileiros para ser o candidato do PT ao Planalto em 2014. Ele é o predileto de 57% dos brasileiros para disputar novamente o Planalto daqui a dois anos e meio. Outros 32% citam Dilma. Para 6%, nenhum dos dois deve concorrer. E 5% não souberam responder. A presidente Dilma Rousseff bateu mais um recorde de popularidade, mas seu antecessor ainda é o predileto dos brasileiros.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Ainda de acordo com a Datafolha. O governo de Dilma é avaliado como ótimo ou bom por 64% dos brasileiros, contra 59% em janeiro.

Segundo informações do jornal Fola de S. Paulo, trata-se de um recorde sob dois aspectos: é a mais alta taxa obtida por Dilma desde a sua posse, em 1º de janeiro de 2012, e é também a maior aprovação presidencial com um ano e três meses de mandato em todas as pesquisas até hoje feitas pelo Datafolha.

 

O governador Agnelo Queiroz (PT) resolve alguns de seus muitos problemas com a vinda de Swedenberger Barbosa, o Berger, para ocupar a Casa Civil do Governo do Distrito Federal (GDF), recriada para dar um novo folêgo a paralisada máquina pública.

Berger atualmente é secretário-executivo adjunto da Secretaria-Geral da Presidência da República. Não gostou de sair de lá. Mas foi convencido em nome do projeto do partido. A vinda para o GDF começou com a adesão de Agnelo a Construindo um Novo Brasil (CNB), a maior corrente interna do Partido dos Trabalhadores (PT). Dentro da CNB existe um grupo majoritário denominado Articulação, onde seus principais representantes são o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu, além de Ricardo Berzoini, José Genoíno, Luiz Dulci e Marco Aurélio Garcia, além do próprio Berger.

A presidente Dilma, que também é da Articulação, foi a primeira a avisar a Berger que ele teria que cumprir uma missão no GDF. Mas o martelo só foi batido depois que o novo chefe da Casa Civil recebeu o pedido diretamente de Lula, numa reunião que aconteceu em São Paulo.

Esse grupo é que dará o apoio necessário para que Agnelo governe com mais tranquilidade, mas para que isso aconteça a fatura é alta. Comando de secretarias e de estatais estão sendo entregues a representantes da Articulação. É o preço da proteção.

Quem não gostou dessa história foi o secretário de Governo Paulo Tadeu (PT), que vê o seu poder esvaziar-se. Os grandes projetos capitaneados pelo GDF e que irão movimentar bilhões de reais escorregaram pelas mãos de Paulo Tadeu, que não é de corrente nenhuma, mas promete há quatro anos aderir a Democracia Socialista (DS), a mesma da deputada Arlete Sampaio (PT).

Nem Paulo Tadeu esperava ter esse poder todo no governo Agnelo. A concentração de funções aconteceu aos poucos e ele foi tomando gosto. Resultado: construiu muitas insatisfações na base aliada e as críticas não demoraram a aparecer.

O secretário de Habitação, Geraldo Magela, que recebeu um baque com a criação da Secretaria de Regularização de Condomínios, é solidário com Tadeu e sabe o que o companheiro petista deve estar sentindo nesse momento.

A Secretaria de Governo ficará com a articulação política, mas nem todos os projetos serão transferidos para a Casa Civil. O vice-governador Tadeu Filippelli conseguiu abocanhar pelo menos um dos maiores projetos em andamento no GDF: a construção do novo Centro Administrativo, que vai gerir centenas de milhões de reais.

Filippelli reclama muito de falta de espaço no Executivo, mas na verdade não deveria ter muito do que reclamar. Não apenas o Centro Administrativo saiu da Secretaria de Governo e foi parar na Vice-Governadoria. Sob seu comando estão outros projetos importantes, como o novo sistema de transporte público e a revitalização do Eixão.

Berger não será um interventor do Governo Federal e do PT. Nem a tábua de salvação do governo Agnelo. Ele será o gerente do Palácio do Buriti, para dar efetividade as ações do Executivo. Trará também uma equipe de confiança descontaminada da política local. Berger será a Dilma de Agnelo.

PS: Berger entrou em contato com a coluna por e-mail afirmando que não conversou sobre sua nomeação com a presidenta Dilma e e com o ex-presidente Lula. A informação publicada foi repassada por duas fontes petistas.

 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega ao Hospital Sírio-Libanês, onde iniciará sessões de quimioterapia para combater um câncer na laringe. Ele chegou acompanhado da mulher, Marisa Leticia. Foto: Divulgação/Instituto Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai tratar do câncer na laringe até, pelo menos, janeiro. Ele deve passar por três sessões de quimioterapia até o final deste ano e por uma de radioterapia no início de 2012.

O cronograma foi divulgado hoje (31) pela equipe médica responsável pelo tratamento do ex-presidente. Lula está no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e é acompanhado pelos médicos Roberto Kalil Filho, Paulo Hoff, Artur Katz e Luiz Paulo Kowalski.

Em entrevista coletiva no hospital, os médicos disseram que Lula passará por sessões de quimioterapia a cada 21 dias. Nessas sessões, ele receberá remédios por meio de um catéter implantado em seu peito. Cada sessão vai durar cinco dias, mas Lula não precisará ficar no hospital nesse período. Parte dos medicamentos será dada a ele no hospital e outra deve ser injetada no catéter, quando ele estiver em casa.

Já a radioterapia deve começar cerca de 40 dias após a última sessão de quimioterapia. O tratamento será localizado e feito em uma máquina, no hospital.

O médico Paulo Hoff destacou que o tumor do ex-presidente é de agressividade média e, geralmente, responde bem à quimioterapia. Por isso, os médicos descartaram, por hora, uma cirurgia. “A chance de cura é muito boa.” (Vinicius Konchinski, da Agência Brasil)

 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou, há pouco, o Hospital Sírio-Libanês, onde passou o dia recuperando-se de exames que detectaram um tumor na laringe. Na segunda-feira (31), ele iniciará a quimioterapia para combater a doença.

Na última quinta-feira (27), na festa em que comemorou 66 anos, ele se queixou da rouquidão excessiva dos últimos dias e foi aconselhado por seu médico, Roberto Kalil, a fazer uma consulta.

Ontem (28) ele fez os primeiros exames e hoje (29), ao retornar para complementar o procedimento, recebeu o diagnóstico de câncer na laringe. Enquanto se recuperava de uma biópsia, acompanhado da mulher, Marisa Leticia, Lula recebeu a visita do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que ressaltou o caráter “lutador” do ex-presidente. Para o ministro, Lula vai se recuperar da doença, assim como já superou outros problemas. “Ele vai vencer esse também.”

A presidenta Dilma Rousseff enviou mensagem ao ex-presidente, desejando a ele rápida recuperação. No comunicado, Dilma ressalta que, graças a exames preventivos, ele descobriu o tumor em um estágio que permite o tratamento e a cura da doença. “Como todos sabem, passei pelo mesmo tipo de tratamento, com a competente equipe médica do Hospital Sírio-Libanês, que me levou à recuperação total. Tenho certeza de que acontecerá o mesmo com o presidente Lula.”

Partidos de oposição também manifestaram solidariedade ao ex-presidente. “Lula ainda tem muito a contribuir para o debate político nacional”, diz, em nota, o presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE). Na mensagem, Guerra ressalta que, ao saber do diagnóstico, os tucanos ficaram “preocupados, como todos os brasileiros”.

Outro partido de oposição, o PPS, também desejou sucesso e pronta recuperação ao ex-presidente. “Lula agiu corretamente ao não esconder a sua doença. Tal atitude é rara de ser vista em homens públicos”, destacou o deputado Roberto Freire (PE), presidente nacional do partido.

Em nota publicada em seu site, o PT, partido do qual Lula foi um dos fundadores e é presidente de honra, pede aos brasileiros que enviem ao ex-presidente “uma calorosa mensagem de confiança e de energia positiva”. “Ex-presidente Lula, conte com o apoio e o carinho de todos os brasileiros e brasileiras”, conclui a nota.

Durante a Cúpula Ibero-Americana, em Assunção, os presidentes Fernando Lugo, do Paraguai, e Rafael Correa, do Equador, lamentaram a notícia de que o ex-chefe do governo brasileiro teve diagnosticado um tumor na laringe. A informação foi dada em plenário por Lugo, que lembrou o fato de a sucessora de Lula, Dilma Rousseff, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, e ele mesmo terem passado por esse problema de saúde.

Ao iniciar sua exposição na cúpula, o equatoriano Rafael Correa enviou “um grande abraço” a Lula e disse que o líder brasileiro conseguirá vencer a doença, já que se trata de “um lutador acostumado a vencer grandes batalhas”.