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Deputada federal Jaqueline Roriz

Deputada federal Jaqueline Roriz

 Deputada está internada no Hospital Sírio Libanês desde terça-feira. Ex-governador é doente renal crônico e está na fila para transplante.

Do G1 DF – A deputada federal Jaqueline Roriz (PMN) está internada desde terça-feira (22) no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, para refazer testes de compatibilidade e confirmar se pode doar um rim ao pai, Joaquim Roriz (PRTB), de acordo com a assessoria da parlamentar. Diabético e doente renal crônico, o ex-governador do Distrito Federal tem 77 anos e está na fila para o transplante há mais de um ano.

Ainda segundo a assessoria da deputada, Jaqueline já havia feito o exame em um hospital de Brasília há duas semanas, que confirmou a compatibilidade. Em entrevista ao site “São Paulo nas Entrelinhas”, ela se disse feliz com o resultado dos testes.

“Estou muito feliz em ter recebido o resultado positivo do Hemocentro autorizando a cirurgia. Trata-se de uma instituição que é referência em Brasília e em todo o país. Vou doar com muita satisfação um de meus rins para o meu pai, Joaquim Roriz. A alegria é muito grande, pois, deu 100% de compatibilidade e tudo indica que o transplante será feito no dia 6 de agosto, data já marcada pelas duas equipes cirúrgicas”, declarou.

Nefrologista do Hospital Santa Lúcia, Elber Rocha disse que a cirurgia é indicada a pacientes que tenham uma disfunção renal grave, com comprometimento significativo dos dois rins. Segundo ele, diabetes é a causa mais comum de doenças renais crônicas no país, seguida por hipertensão.

O especialista afirma que a literatura médica mostra que doadores costumam ter uma vida semelhante à de quem vive com os dois rins e que por isso o transplante entre pessoas vivas é uma prática comum. “Recentemente, um artigo questionou isso. É algo muito novo, foi publicado há menos de um mês. O artigo demonstra que poderia haver um risco um pouco maior, de a longo prazo precisar de diálise, mas isso ainda é recente. O que se vê até hoje é que não há grandes implicações para quem doa”, explica.

Já em relação aos receptores, aumenta-se os riscos de desenvolver infecções e de doenças cardiovasculares. “Os imunossupressores [usados para inibir a rejeição do corpo ao órgão] diminuem a atividade do sistema imunológico”, disse.

“Esse paciente vai precisar de acompanhamento com equipe multidisciplinar. O transplante de órgão sólido não é a cura de uma doença. É um outro tratamento. Passa-se se a ideia de que o transplante é a salvação da lavoura, que vai resolver a vida daquele indivíduo, só que na verdade a coisa não é tão simples assim. A qualidade de vida de um transplantado é melhor do que a de um que faz diálise, mas é preciso continuar fazendo tratamento”, completou o médico.

Eleições - Pleiteando novamente o cargo de deputada federal, Jaqueline Roriz teve a candidatura impugnada pela Procuradoria Regional Eleitoral do Distrito Federal. Ela tem até esta quarta para apresentar defesa. O Tribunal Regional Eleitoral ainda terá que julgar todos os registros dos candidatos. Enquanto isso, todos podem prosseguir normalmente com as campanhas eleitorais até uma decisão final da Justiça.

No início do mês, a segunda instância do TJ manteve a condenação da deputada por improbidade administrativa. A Justiça entendeu que Jaqueline recebeu propina para apoiar a candidatura de José Roberto Arruda em 2006. A deputada sempre negou irregularidades e disse que iria recorrer da decisão.

A assessoria da parlamentar informou que a condenação pelo TJ não afeta a candidatura dela a um novo mandato na Câmara dos Deputados. Os advogados da parlamentar entendem que a Lei das Eleições libera a candidatura, porque a regra diz que “as condições de elegibilidade e as causas de inelegibilidade devem ser aferidas no momento da formalização do pedido de registro da candidatura”. Ela registrou a candidatura antes da decisão da Justiça.

 

Já escrevi aqui nesse espaço que um dos motivos para toda essa crise política foi a briga de integrantes de um mesmo grupo político pelo poder local. Antigos aliados como Arruda, Paulo Octávio, Tadeu Filippelli e Joaquim Roriz viraram inimigos figadais. Dos muitos movimentos no xadrez político teve um que detonou a delação premiada do ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa: a tomada do PMDB do grupo rorizista. Durval foi, e ainda é, aliado de Roriz. Quando o ex-governador por quatro vezes se viu desalojado do seu partido, não teve dúvida e deu início à desconstrução do Governo Arruda, abrindo a Caixa de Pandora.

 

Para tomar o PMDB, uma figura foi essencial. Cria de Joaquim Roriz e seu contraparente (ele foi casado com um sobrinha do ex-governador), Tadeu Filippelli impôs a primeira derrota ao seu criador. E, para isso, não teve muita dificuldade. Roriz nunca foi afeito à burocracia partidária, gostava mais de comandar seu grupo político nas varandas de sua casa no Park Way ou da Residência Oficial de Águas Claras, esta quando ainda ocupada por ele. Quase nunca participava de reuniões da legenda, deixando tudo a cargo de seu braço direito e fiel escudeiro, que não era ninguém menos que Filippelli, deputado federal, presidente regional da sigla e com bom trânsito na cúpula nacional. Roriz bem que tentou reverter a situação junto aos caciques peemedebistas do Congresso, mas passou por um vexame ao ir para uma reunião esvaziada. Joaquim Roriz nunca o perdoou por isso.

 

Se não bastasse, Filippelli ainda impôs uma segunda derrota ao seu criador. No sábado (17), numa bem feita articulação, conseguiu eleger o peemedebista Rogério Rosso como governador tampão. Para isso, contou com apoio de vários partidos e até do Palácio do Planalto. Além disso, se cacifou para ser candidato a vice-governador numa chapa encabeçada pelo PT, provavelmente puxada pelo ex-ministro dos Esportes, Agnelo Queiroz.

 

Na eleição indireta, Joaquim Roriz trabalhou até a última hora para emplacar o então governador em exercício Wilson Lima (PR), seu correligionário de longa data. Disparou telefonemas para deputados e conversou com líderes partidários, mas não conseguiu seduzir os eleitores da eleição indireta. No final, apenas quatro votos para Lima, que de favorito a continuar no Palácio do Buriti retornou ao assento da cadeira de presidente da Câmara Legislativa.

 

As eleições de outubro prometem mais um embate entre Roriz e Filippelli. Cria e criador estarão pela primeira vez em campos opostos numa eleição direta. O primeiro disputando o quinto mandato pelo nanico PSC e uma penca de partidos, enquanto o segundo será candidato a vice com as legendas que comandam os palácios do Planalto e do Buriti. A briga promete e será inédita também porque PT e PMDB nunca marcharam unidos na disputa através das urnas no DF. Também será o primeiro embate entre os dois ex-amigos fora dos bastidores políticos. Poderão expor suas divergências nas ruas, nos palanques e no horário eleitoral gratuito (Tv e rádio). Será uma grande oportunidade para o eleitor brasiliense. Por enquanto, o placar é favorável a Filippelli, mas uma vitória de Roriz em outubro pode virar o jogo e terá um doce sabor de vingança. Apostem suas fichas.

 

NOTA EXPLICATIVA

1. Em relação à recente denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios sobre uma operação bancária realizada em março de 2007, no desconto do cheque de número 850023-1 do Banco do Brasil, emitido pela Agrícola Xingu S/A, em favor de Constantino de Oliveira no valor de R$ 2.231.155,60, reitero o que já consta nos autos da investigação iniciada naquela época e até hoje não concluída.

2. Tratou-se de uma operação privada entre mim e o senhor Constantino Oliveira, um empréstimo pessoal da ordem de R$ 300.000,00, registrado em contrato mútuo. A diferença entre o valor do cheque e o empréstimo solicitado por mim – R$ 1.931.155,60 – foi posteriormente depositada na conta do referido senhor, como está devidamente registrado no sistema financeiro nacional, sem qualquer questionamento de ordem fiscal.

3. Com os recursos do empréstimo comprei uma bezerra da Universidade de Marília (UNIMAR) por exatos R$ 271.320,00, conforme depósito realizado no dia 14/03/2007. Toda essa operação foi devidamente registrada na contabilidade da empresa Agropecuária Palma bem como da universidade. Cerca de R$ 30.000,00 foram emprestados por mim a Benjamin Roriz que depois me ressarciu.

4. Essa é, portanto, a verdade dos fatos. Qualquer outra ilação, qualquer outro entendimento ou juízo de valor se refere a interpretações equivocadas, algumas delas de absoluta má fé.

5. Sempre respeitei a lei e as instituições do meu País, mas não posso deixar de estranhar a ação do MPDFT que, depois de quase três anos de investigação, concluiu por um suposto crime de “tráfico de influência”, algo juridicamente descabível. Na ocasião, não era mais governador do Distrito Federal e, portanto, não poderia interferir diretamente na ação do então presidente do Banco Regional de Brasília.

6. É natural que em uma transação envolvendo valores tão expressivos eu buscasse, dentro da lei, apoio da direção do banco para sacar os recursos com segurança, até porque não me pertenciam e sim ao senhor Constantino Oliveira.

7. Não houve, também, qualquer prejuízo ao erário público, à instituição financeira ou à administração pública de maneira geral. O pagamento do cheque foi realizado normalmente, descontado com os fundos que existiam na conta bancária e ? ao contrário do que diz o MPDFT ? a operação foi considerada normal e legal, já que nem os diretores do banco e nem a instituição foram punidos, em caráter definitivo, pelo órgão regulador, no caso o Banco Central.

8. Diante disso tudo, denuncio à população do Distrito Federal e de todo o Brasil a manipulação eleitoral de algumas autoridades constituídas que deveriam, dentro de seu dever e obrigações, preservar a honra e a dignidade dos cidadãos.

9. É inaceitável, inclusive para a opinião pública, que na proximidade do processo eleitoral – em que lidero todas as pesquisas com intenções de voto da ordem de 50% – surja uma ação de improbidade administrativa, depois de três anos de investigação! Por que não a fizeram antes? Por que só agora concluíram que o presidente do BRB autorizou o desconto do cheque se desde o começo já se sabia disso?

10. São indagações que repasso a toda a população para demonstrar, cabalmente, que não temo qualquer investigação, porque sei que não cometi crime algum. E que não aceito ações políticoeleitoreiras!

Brasília, 14 de abril de 2010.

Joaquim Roriz

Com informações do jornalista Carlos Honorato

 

O ex-governador Joaquim Roriz deverá ter uma quinta-feira muito agitada. É que amanhã, o PMDB nacional, comandado pela deputada federal Iris Araújo (GO), promove reunião para avaliar o pedido do deputado federal Laerte Bessa de intervenção e dissolusão do PMDB-DF.

 

Paralelo a isso, o Tribunal de Contas do DF deverá julgar recurso da ex-governadora Maria de Lourdes Abadia sobre as contas rejeitadas em 2006, que inclui três meses da administração do ex-governador Joaquim Roriz. A rejeição das contas pode gerar a inelegibilidade de Roriz e Abadia.

Revista Época

Criado para ser o braço político da Universal, o PRB foi dizimado por escândalos. Agora tenta atrair Joaquim Roriz para voltar a crescer

Na quarta-feira passada, o ex-senador Joaquim Roriz recebeu um convite para ingressar no Partido Republicano Brasileiro ( PRB) e concorrer em 2010 ao governo do Distrito Federal. Depois de renunciar ao mandato de senador ao ser flagrado numa estranhíssima partilha de dinheiro, Roriz perdeu o controle do PMDB brasiliense. O partido se alinhou ao governador José Roberto Arruda (DEM) e ameaça não conceder legenda para Roriz ser candidato na eleição de 2010. O convite a Roriz foi feito pelo presidente do PRB, Vitor Paulo dos Santos, bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, com o aval do vice-presidente da República, José Alencar. Roriz espera o desfecho da disputa no PMDB para dar uma resposta ao PRB nesta semana.

 

Roriz é a nova aposta do PRB, um partido criado em 2003 com outro nome – Partido Municipalista Renovador – para servir como o braço político do bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal. Para fundar o partido, os pastores coletaram mais de 400 mil assinaturas nos templos da igreja em todo o país. Em seu livro Plano de poder – Deus, os cristãos e a política, Edir Macedo afirma que “Deus tem um grande projeto de nação elaborado por ele mesmo e que é nossa responsabilidade apresentá-lo e colocá-lo em prática”. Apesar de os fiéis da Universal serem uma minoria no universo dos evangélicos, Edir Macedo dita regras de como todos devem votar. “Quando se trata dos votos dos evangélicos, estamos diante de dois interesses: o interesse dos próprios cristãos em ter representantes genuínos e o interesse de Deus de que Seu projeto de nação se conclua.”

 

A cúpula da Igreja Universal resolveu criar um partido em 2003 depois do bom desempenho de seus pastores nas eleições de 2002. Eles elegeram uma bancada de 21 deputados federais e um senador: Marcelo Crivella, do Rio de Janeiro. Mas os problemas logo surgiram. O envolvimento de parlamentares ligados à Igreja Universal em dois escândalos – a venda de apoio ao governo no caso do mensalão e o desvio de verbas destinadas à compra de ambulâncias no caso conhecido como escândalo das sanguessugas – dizimou a bancada na eleição de 2006. Nenhum dos pastores da Universal conseguiu se reeleger. Mesmo tendo o vice-presidente José Alencar como filiado, o PRB só elegeu um deputado federal, o bispo Léo Vivas (RJ). Outros três candidatos da Universal foram eleitos por partidos diferentes. O ânimo da cúpula da Universal com o PRB esfriou.

 

Também contribuiu para esse fracasso eleitoral um escândalo exclusivo da Igreja Universal. Em julho de 2005, a Polícia Federal apreendeu sete malas em um jatinho fretado pela igreja contendo R$ 10,2 milhões em dinheiro vivo. As malas com o dinheiro estavam com João Batista Ramos da Silva, então deputado federal, pastor e presidente da Igreja Universal e ex-diretor-presidente da TV Record. Enquanto o inquérito tramitou em Brasília, o destino político do dinheiro foi uma das linhas de investigação da PF. Em sua defesa, a Universal afirma que os milhões seriam “doações de fiéis”. Quatro anos depois, o dinheiro continua apreendido, depositado em um cofre da Caixa Econômica Federal em São Paulo, em conta da Justiça. Seis pedidos de restituição feitos pela Universal foram negados em todas as instâncias judiciais.

 

O bispo Vitor Paulo dos Santos, o presidente do PRB, foi deputado distrital em Brasília e dirigiu a filial da TV Record na cidade. Procurado por ÉPOCA, ele disse, por intermédio de sua assessoria, que só responderia a perguntas formuladas por escrito. Indagado sobre a relação do PRB com a Igreja Universal, ele afirmou que “o partido é laico, portanto não tem nenhuma identificação religiosa”. Não respondeu a perguntas sobre a participação de seu partido no governo Lula nem se era pastor da igreja. Ele negou que seja o sucessor do ex-deputado Carlos Rodrigues (coordenador político da Universal, que renunciou ao mandato em meio ao escândalo do mensalão).

 

As relações entre o PRB e a Igreja Universal são próximas. Nas eleições de 2006, a Editora Gráfica Universal Ltda., que pertence à igreja de Edir Macedo, produziu material de propaganda para a campanha do senador Marcelo Crivella a governador do Rio de Janeiro e de candidatos a deputado federal pelo PRB fluminense. Na prestação de contas de Crivella, registrada no Tribunal Superior Eleitoral, aparecem pagamentos de R$ 158 mil da campanha do senador à Gráfica Universal.

 

Dados fornecidos pelo PRB dão a dimensão do partido. Hoje, são filiados ao partido o vice-presidente José Alencar, dois senadores, três deputados federais, sete deputados estaduais, 55 prefeitos e 778 vereadores. Apesar de só ter conseguido eleger um parlamentar em 2006, o PRB, na atual legislatura, chegou a ter quatro deputados federais. Nenhum dos que aderiram, porém, tem ligações diretas com a Universal.

 

Um deles foi o deputado Walter Brito Neto (PB), cassado pelo Supremo Tribunal Federal por infidelidade partidária por ter trocado o DEM pelo PRB. O líder do partido na Câmara é o deputado Cléber Verde (MA), ligado à igreja Assembleia de Deus. Cléber Verde responde a ação penal no Supremo Tribunal Federal, acusado pelo Ministério Público de inserir dados falsos no sistema do INSS para concessão de aposentadorias, quando exerceu cargos de chefia no instituto. Também aderiu ao partido o deputado Marcos Antônio (PE), cantor evangélico ligado à Igreja Metodista. No Senado, além do bispo da Universal Marcelo Crivella, o PRB ganhou mais uma cadeira com a posse do suplente Roberto Cavalcante (PB), um empresário que é dono da afiliada da TV Record na Paraíba e responde a várias ações na Justiça.

 

O PRB é um partido que se sustenta hoje politicamente apenas no prestígio do vice-presidente José Alencar. Chegou a ter um ministério com o filósofo Mangabeira Unger no comando da Secretaria de Ações de Longo Prazo. Convertido novamente em professor da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, Mangabeira examina a hipótese de trocar de partido mais uma vez. A confiança na capacidade eleitoral do PRB é praticamente nenhuma, inclusive entre os bispos da Igreja Universal que fazem carreira política. Na Câmara, há nove deputados ligados à igreja – oito estão filiados a outros partidos. Entre eles estão os bispos Eduardo Lopes (PSB-RJ) e Antônio Bulhões (PMDB-SP), envolvidos na denúncia do Ministério Público contra o bispo Edir Macedo e outros dirigentes da Universal, por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, acatada pela Justiça de São Paulo. A falta de perspectiva eleitoral justifica o esforço do PRB de correr atrás de Joaquim Roriz, um campeão de escândalos, mas com um eleitorado fiel na periferia de Brasília.

 

Com a promessa de um ministério, está em construção em Brasília a candidatura ao Senado do governador do DF, José Roberto Arruda (DEM). O caminho ficaria livre para o ex-governador Joaquim Roriz (PMDB). O sonho de Arruda é se projetar nacionalmente e entrar no quadro sucessório de 2014. (Brasil Confidencial – Octávio Costa, Isto é – 07/09)

 

No dia 12 de setembro acontece o encontro regional do PMDB em Planaltina de Goiás, que pode se transformar em marco para a sucessão do estado vizinho e, ainda, para o retorno de Roriz ao palanque do PMDB. Primeiro, pela antecipação da campanha de Iris Rezende à sucessão do governador Alcides Rodrigues (PP) e, segundo, pelo lançamento de Roriz na condição de pré-candidato ao GDF.

  

A informação é do presidente regional do diretório, Adib Elias, confimando a presença de Iris e Roriz, mas fazendo mistério sobre o pedido de intervenção no diretório de Brasília, hoje comandado por Tadeu Filippelli. Planaltina de Goiás, também conhecida como Brasilinha, é administrada pelo prefeito José Neto, do PSC, partido aliado do PMDB, que poderia abrigar Joaquim Roriz caso Filippelli reúna apoio interno para evitar a intervenção.

 

O ex-governador Joaquim Roriz (PMDB) fez uma visita, no início da tarde de hoje, ao vice-presidente José Alencar (PRB). O encontro teve início às 15 horas e demorou por volta de uma hora. O Coletivo apurou que Alencar fez um convite a Roriz para ingressar e ser candidato ao GDF pelo PRB, partido do qual é presidente de honra.

 

Como Roriz está travando uma disputa política com seu ex-apadrinhado e deputado federal Tadeu Filippelli pelo controle do PMDB, o ex-governador não declinou do convite, apenas não confirmou a informação a espera de uma decisão sobre o seu destino no partido. O grupo de Roriz já pediu a Executiva Nacional a intervenção e a dissolução do PMDB-DF, ações que devem lhe garantir a legenda para ser candidato a quinto mandato de governo do Distrito Federal. Filippeli é o presidente regional da sigla e possui um acordo político com o governador José Roberto Arruda (DEM), candidato à reeleição em 2010. “Eu disse ao PMDB que sou candidato ao governador, mas se eles me impedirem eu tenho que buscar outras alternativas”, destacou Roriz.

 

Ao sai do encontro com Alencar, Roriz afirmou que ele que pediu a visita e tratou-se de solidariedade a vice-presidente que enfrenta uma séria complicação de saúde. “A iniciativa da visita foi minha e não do vice-presidente José Alencar. Foi uma visita de solidariedade a ele, já que trata-se de uma pessoa de muita fé”, desconversou Roriz.

 

Além de Roriz e Alencar, participaram da reunião o presidente nacional do PRB, pastor Vitor Paulo. Ligado a Igreja Universal, pastor Vitor foi candidato a deputado distrital em 2002 junto ao grupo de Joaquim Roriz, ficando na suplência.

 

“Existe a possibilidade de ir para outro partido, mas não tenho essa intenção, pois gostaria de ser candidato a governador pelo PMDB, meu partido de origem. Sou peemedebista desde à éepoca de Juscelino, Ulysses, Tancredo Neves e Michel Temer”, disse.

 

O vice-presidente José Alencar explicou que durante o encontro “não foi feito um convite formal”. “Como presidente de honra, ele não pode fazer o convite, mas se o presidente nacional do PRB, Bispo Vitor Paulo, fizer o convite ele assina em baixo”, disse Roriz. Ao sair do Jaburu, Roriz foi ao encontro do ministro da Integração Nacional, Gedel Vieira, uma das lideranças nacionais do PMDB. “Não posso falar nada sobre eleições porque a lei eleitoral não permite, mas eu sou candidato ao governo do Distritol Federal”, disse ao entrar no carro.

 

O ex-governador Joaquim Roriz (PMDB) acaba de chegar ao Palácio do Jaburu para um encontro com o vice-presidente José Alencar. Roriz vai receber um convite para ingressar no PRB, partido do vice, e abrir mais um palanque para a ministra Dilma Rousseff no Distrito Federal. Alencar quer Roriz candidato a Governo do DF em 2010 pela sigla. O ex-governador enfrenta problemas no seu partido, o PMDB, que passa por uma disputa interna.

 

Deu no site BSB – Estação da Notícia, do jornalista carlos Honorato: “O presidente Lula (PT) reuniu-se na tarde de segunda-feira, no escritório da Presidência da República, em São Paulo, com os presidentes nacionais do PT, Ricardo Berzoini, e do PMDB, Michel Temer, para discutir as eleições de 2010. Eles fizeram uma análise da situação eleitoral, estado por estado, para ver que providências precisam ser tomadas para que haja a união de todos os partidos da base aliada (PT, PMDB, PSB, PDT, PSB, PCdoB, PP, PR, PTB, PSC e PTC). O curioso da reunião é que quando se falou do Distrito Federal, Lula teria dito: -Mas lá quem vai ganhar é o Roriz. Temos que estar com ele. Resta saber o que o PT-DF acha da opinião do presidente Lula.

Por Mariana Spezia

 

O ex-governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, reuniu-se, na manhã de hoje, com o presidente nacional licenciado do PMDB, deputado Michel Temer (SP), para discutir sobre sua possível candidatura ao governo do DF nas eleições de 2010 e os pedidos de intervenção e dissolução da Executiva regional da sigla, feitos por seus aliados.

 

Roriz lembrou a Temer sua trajetória política como peemedemista histórico e de quatro vezes governador. Disse, ainda, que não nega mais sua intenção em ser candidato. Roriz governou Brasília por quatro vezes, sendo uma vez nomeado e três eleito. “Na medida em que estou bem nas pesquisas, não tenho o direito de dizer que não serei candidato ao governo do DF. Não posso afirmar isso agora porque as leis eleitorais não me permitem. Mas, estou fazendo articulações dentro do PMDB. Eu não sou neófito no partido e quero ser candidato pela sigla”, diz Roriz, afirmando que está garantido que será candidato. “Eu quero ser pelo PMDB, por isso estou conversando agora com o presidente do partido”, explica.

 

Antes do encontro com Michel Temer, o ex-governador havia conversado com a deputada federal Iris Rezende (GO), presidente em exercício do PMDB nacional. “Estou conversando com ambos para dizer que pretendo ser candidato porque até então havia dúvidas de que eu seria”, relata.

 

A reunião foi motivada porque os aliados de Roriz, dentro do PMDB, entraram, na semana passada, com uma ação pedindo a dissolução da Executiva Regional do PMDB, por achar que o atual comando da sigla não daria a legenda para Joaquim Roriz ser o candidato ao GDF. Esse pedido foi a segunda tentativa de tomar o comando do partido. A primeira foi a solicitação de intervenção, que ocorreu há quase dois meses. No entanto, como não haveria tempo hábil para isso, os aliados de Roriz optaram por tomar uma medida mais drástica.

 

Segundo Roriz, Michel Temer teria afirmado na reunião que precisava ter uma conversa mais profunda com a Executiva Nacional, pois o partido quer crescer e não perder ninguém. “Estou de acordo com esse posicionamento, sendo do PMDB, sou a favor que o partido se estabeleça e cresça”, complementa Roriz. Michel Temer teria dito, ainda, que considera a trajetória política de Roriz e que seria uma grande perda caso ele deixasse o partido.

 

Neste cenário, Temer buscará um acordo e marcará uma reunião nos próximos dias com o deputado federal Tadeu Filippelli, presidente do PMDB regional, para tentar chegar a um consenso. Roriz garante que de sua parte não há problema algum. “Eu entendo que não tem restrição nenhuma. Este é o quadro. O Temer foi muito correto comigo, reconheceu que a luta está certa. Ele também não deixa de prestigiar o Tadeu Filippelli, que é deputado do partido. Entendo que é preciso ter bom senso e juízo”, diz.

 

O que não deixa dúvida é que Roriz tem pressa. Segundo ele, só pode esperar até o próximo dia 10 de setembro para que essa decisão seja tomada. Questionado se mudaria de partido caso o PMDB não chegue a um consenso rapidamente, ele comenta que não gostaria de mudar de partido. “Esse é um caso que eu não posso adiantar nada agora porque sou peemidebista histórico”, sintetiza. Na verdade, o prazo final para Roriz sair do partido, caso o PMDB não lhe ofereça legenda e ele queira ser candidato por outro partido, é 3 de outubro.

 

 A comissão de Economia, Orçamento e Finanças da Câmara Legislativa aprovou ontem as contas do ex-governador Joaquim Roriz referentes ao exercício de 2005. O placar foi de quatro votos a um. O presiente da CEOF e relator Cristiano Araújo recomendou a aprovação com as ressalvas já apresentadas pelo Tribunal de Contas do DF. Já as contas referentes ao ano de 2006 serão apreciadas em reunião extraordinária da CEOF, daqui a sete dias

 

O deputado Paulo Tadeu (PT) apresentou voto em separado, rejeitando as contas apresentadas pelo então governador Joaquim Roriz. “Há inúmeros óbices à aprovação das contas, ressaltados pelo próprio TCDF. Algumas irregularidades se repetem ano após ano, sem que o governador tivesse tomado providências para saná-las”, apontou o petista. Para defender o seu voto, o distrital citou irregularidades nas áreas de educação, saúde, transporte, etc.

 

Os deputados reforçaram a importância do trabalho que está sendo feito pela CEOF, a qual está analisando as contas dos governos passados. “Elas estavam paradas, estamos cumprindo uma obrigação constitucional”, disse Paulo Tadeu. A deputada Eurides Brito (PMDB) concordou e foi além: “A Casa demora muito a apreciar as contas, e isso é uma falha”.

 

A alta cúpula do PMDB garante que o ex-governador Joaquim Roriz não sairá do partido. Diz ainda que ele terá legenda para disputar o GDF. Mas nota no Jornal do Brasil informa diferente. Segundo a notícia, existe uma sangria do PMDB, depois que o partido abriu as portas para os insatisfeitos.

 

As brigas regionais farão com que o partido perca, até outubro, o senador Mão Santa (PI), o ex-senador Joaquim Roriz (DF) e o deputado federal Wilson Braga (PB). Uma curiosidade, são três ex-governadores. Eles estão praticamente fechados com o PSC. As conversas estão em fase final. O senador Valter Pereira (PMDB-MS) quer sair para o PSB. Não o fez ainda porque teme que a legenda ou o suplente cobre a vaga.

Jornal da Band

 

Joaquim Roriz (PMDB) lidera a disputa pelo governo do Distrito Federal, com 41% das intenções de voto, segundo pesquisa Band/Vox Populi. O atual governador José Roberto Arruda (DEM), é o segundo com 36%. Agnelo Queiroz (PT) aparece em terceiro com 11%, e Gim Argello (PTB) tem 1%.

 

Em um cenário com a participação do PSDB, Roriz mantém o primeiro lugar com 40%, seguido por Arruda, com 36%. Queiroz tem 10% e Maria Abadia (PSDB), 3 por cento.

 

Trocando o candidato petista a disputa pela liderança se acirra: Joaquim Roriz aparece com 39% das intenções de voto, e José Roberto Arruda com 37%. Geraldo Magela (PT) tem 8% da preferência. Maria Abadia é a quarta colocada, com 3%.

 

Em um cenário com outro candidato do DEM, Roriz continua em primeiro, com 47%. Queiroz tem 15% das intenções de voto, empatado tecnicamente com Paulo Octávio (DEM), que tem 14%. Argelo aparece em quarto, com 3 %.

 

Seiscentos eleitores foram entrevistados no Distrito Federal entre os dias 31 de julho e três de agosto. A margem de erro é de 4 pontos percentuais.

 

Outra pesquisa para o governo do Distrito Federal, feita pelo Instituto Exata de opinião pública, aponta um resultado diferente, com o atual governador na liderança.

 

Arruda aparece em primeiro, com 40,1% das intenções de voto. Em segundo está Roriz, com 32,1%. Queiroz é o terceiro, com 8%. Reguffe (PDT) aparece com 3,3%, e Argello, com 2,6%.

 

Na simulação de um possível segundo turno, Arruda tem 50,3% da preferência, e Joaquim Roriz, 37%.

 

A eleição de 2010 promete ser uma das mais disputadas na política brasiliense, que registrou termômetro alto em 2002, quando o ex-governador Joaquim Roriz (PMDB) venceu o deputado Geraldo Magela (PT), num segundo turno apertado. Mesmo usando a máquina do GDF, Roriz só ganhou por uma diferença mínima de 15 mil votos. Em 2002, outros candidatos entraram na disputa e fizeram mais do que figuração. Foram fundamentais para causar um estrago na falada reeleição fácil do peemedebista. Juntos, o então ex-vice-governador Benedito Domingos (PP) e o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB) tiveram cerca de 15% dos votos.

 

A campanha teve com golpes abaixo da linha da cintura. Uma sujeira só na dicotomia entre azuis e vermelhos. As denúncias pipocaram todos os dias, nos comícios, no horário eleitoral ou nos jornais apócrifos. A imprensa também se posicionou e saiu dividida entre os dois principais candidatos. Resultado: a eleição teve um terceiro turno e só foi resolvida dois anos depois no plenário do TSE. Faltou muito pouco para Magela virar governador.

 

Em 2006, a novidade foi a divisão dos partidos governistas. O deputado José Roberto Arruda (DEM) e a vice-governadora Abadia (PSDB) racharam o grupo. No PT, veio a distrital Arlete Sampaio apostando nos votos históricos do partido e no sucesso da reeleição do presidente Lula. Arruda ganhou no primeiro turno, com apoio nos bastidores de Roriz, mas de forma apertada, com apenas 0,38% de vantagem para a soma dos outros candidatos. Escapou de um segundo turno que é considerado carissimo e da ameaça de uma derrota, já que os adversários tinham um acordo de união.

 

Do grupo dividido, alguns embarcaram no governo Arruda. Mas, a maioria ficou de fora e hoje torce pela volta de Roriz. Será um embate duríssimo. Nos bastidores, aqueles que um dia formaramo um mesmo grupo, prometem uma guerra suja de dossiês, denúncias e outras baixarias.

 

Se em 2002 Roriz era vidraça, o telhado hoje é de Arruda. Mas se Arruda tem a máquina, o grau de denúncias contra Roriz aumentou nos últimos anos, principalmente com o episódio no Senado. O confronto não favorece a nenhum dos lados, só traz prejuízos político-eleitorais e sentiram na pele as dificuldades de uma eleição, só que desta vez em lado opostos mesmo. Separados, ficarão vulneráveis. O PT assiste a tudo. Seja Magela ou Agnelo Queiroz o candidato, petistas torcem pelo embate que pode colocar o GDF no colo da oposição.

O grupo rorizista que pediu a intervenção da Executiva Nacional no Diretório Regional do PMDB mudou a tática para derrubar o deputado federal Tadeu Filippeli do comando da sigla. Amanhã, será protocolado um pedido de dissolução do diretório e a convocação de novas eleições para escolha dos membros. Assim, as testemunhas não precisam mais serem ouvidas.

Ex-governador é recepcionado no aeroporto por uma multidão de 300 pessoas, ao som de “parabéns pra você”, afirma que existe um apelo muito grande do povo e que não pode recusar esssa convocação popular porque tem muita coisa a ser corrigida

 

Daise Lisboa

dlisboa@jornalcoletivo.com.br

Uma recepção especial preparada por cerca de 500 pessoas pela chegada do ex-governador Joaquim Roriz (PMDB), no início da noite da sexta-feira (07), no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, chamou a atenção de quem chegava à capital e de quem partia. O grupo era formado por correligionários, admiradores, eleitores e ex-integrantes do governo Roriz no Distrito Federal. A festa preparada pelo povo era também para comemorar o aniversário do ex-governador, na terça-feira (04). Não faltaram faixas parabenizando pelos seus 73 anos, balões, o “Parabéns pra você” e muitas frases e palavras de aordem, como “Roriz, governador do povo”.

O ex-governador, ao lado de dona Weslian Roriz, também foi recepcionado por uma das filhas, a deputada distrital Jaqueline Roriz (PSDB) e seu chefe de gabinete, Valério Neves, o ex-secretário José Flávio, o deputado federal Laerte Bessa (PMDB-DF), o ex-presidente da Terracap, Eri Varella , o ex-diretor da Rádio Cultura e radialista Roberto Cavalcanti, o ex-administrador de Brazlândia, Edimar Pinireus, o ex-secretário Vatanábio Brandão, e seu porta-voz, o jornalista Paulo Fona.

Durante o trajeto até a caminhonete que esperava por ele no embarque/desembarque o povo acompanhou Roriz gritando seu nome e o ex-governador continuou a cumprimentar as pessoas fazendo questão de cumprimentar uma a uma. Ao chegar ao carro, acenou para todos, enchendo os olhos de lágrimas. “O governador ficou muito emocionado com a recepção dos amigos que foram prestar essa homenagem em função do seu aniversário. Roriz vê isso como mais um gesto de carinho daqueles leais companheiros que não esqueceram o que ele fez de bom para a população do Distrito Federal, especialmente para os mais humildes”, explicou Fona.

Para o porta-voz, “a presença de pessoas simples gritando “Roriz, de novo, governador do povo”, reafirma a convicção do ex-governador de que ele deva disputar pelo PMDB as eleições para o governo do Distrito Federal em 20210. “Já que existe este apelo mais forte e ele diz que não pode recusar esssa convocação popular porque te muita coisa a ser corrigida”, disse Roriz através de seu assessor. “Para o ex-governador Roriz, emprego, moradia, saúde, educação, são direitos que devem ser garantidos para os mais pobres e como ele disse no programa do PMDB, ‘para governar é preciso ter sensibilidade e ter os olhos voltados para quem precisa de casa, de emprego. E não para aqueles que já tem tudo”, afirmou Fona.

 

twitter3Para muitos políticos, mesmo nas férias, o dia começa cedo. Por volta das 6 horas de hoje, o deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB) conversava com o senador Cristovam Buarque (PDT), através de mensagens no microblog Twitter, a mais nova sensação de comunicação virtual entre os brasileiros. Rollemberg perguntava como estão as conversas com Agnelo Queiroz, pré-candidato ao GDF pelo PT.

 

Depois parabeniza Cristovam, anunciando que fez uma pesquisa de intenção de votos e que o pedetista ficou em primeiro para o Senado. “Como era de se esperar você está muito bem. Vai em frente!”, twittou Rollemberg.

 

Em outra mensagem, Rollemberg diz que Cristovam está acordando cedo e relata seu encontro de ontem com o ex-governador Roriz (PMDB). “Ontem estive com Roriz. Está firme em ser candidato. Vai animar a eleição”.

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Foto: Sheila Leal

 

Braço direito do ex-governador Joaquim Roriz (PMDB, ainda), Valério Neves foi empossado hoje como presidente regional de Brasilia do PSC. O partido é uma das alternativas do ex-governador para as eleições de 2010. Valério foi secretário do Gabinete de Relações Institucionais do governo Roriz e atualmendte está como chefe de gabinete da deputada distrital Jaqueline Roriz (PSDB).

 

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Foto: Sheila Leal

Dando continuidade as conversas políticas visando as eleições de 2010, o ex-governador Joaquim Roriz (PMDB) recebeu no início da tarde o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB). Bem eclético, Roriz já se encontrou nos últimos meses com políticos do PT, como Chico Vigilante, Agnelo Queiroz e Geraldo Magela; com o deputado Jofran Frejat, na época presidente do PR, e com distrital Júinior Brunelli, do Democratas, partido do governador Arruda, além de dirigentes de partidos pequenos como o PTdoB e o PSC.

 

Muitas dessas articulações algum tempo atrás diriam ser impensadas, devido ao histórico de conflitos políticos e declarações nada amistosas dos dois lados. É o caso do PT, que sempre foi a pedra no sapato de Roriz. Mas devido ao atual cenário político, antigos inimigos políticos viraram aliados de primeira hora. O foco é o mesmo: conquistar o governo do DF, mesmo que para isso tenham que explicar ao eleitor as estranhas alianças.

 

O ex-governador Roriz vai aproveitar as semanas de agosto para intensificar as conversas visando as eleições de 2010. Ele viaja nos próximos dias de férias, quando prepara os próximos passos e sua agenda política. Depois de mais de dois anos fora de Brasília, o jornalista Paulo Fona é, de novo, o porta-voz do ex-governador Roriz. Ele está instalado o escritório político de Roriz no SIA e ficará responsável por divulgar junto a imprensa a agenda política.

 

Depois de dois meses de articulações políticas visando às eleições de 2010, esta semana está se notabilizando por um calmaria. Pelo menos até a tarde de hoje. A boataria, a especulação e as negociações de bastidor deram um tempo com as férias. O recesso na Câmara Legislativa tirou boa parte dos deputados distritais da cidade. Com muitos parlamentares viajando para o exterior ou para as praias do Nordeste, a política brasilienses esfriou. Na cidade, apenas alguns distritais visitando a base política e o primeiro escalão do GDF.

 

O único local em que a disputa continua acirrada é no PT, com dois candidatos tentando se cacifar internamente para 2010. O ex-ministro Agnelo Queiroz e o deputado Geraldo Magela continuam com a militância mobilizada.

 

Do lado do ex-governador Roriz, tudo também parado. Ele aguarda a definição do pedido de intervenção no PMDB. Enquanto isso, PSC e PTdoB aguardam o desenrolar dos fatos para continuar com o asséio ao velho cacique.

 

Sem controle de seu partido, o PMDB, o ex-governador Joaquim Roriz vem negociando uma mudança para o pequeno PSC. Na tarde de ontem, ele recebeu em sua casa o presidente e o vice-presidente regionais da legenda para discutir a possibilidade de filiação. Se sair do PMDB, Roriz promete levar consigo centenas de militantes e até parlamentares.

 

Mas o governador José Roberto Arruda (DEM) também tem se movimentado. Para tentar impedir a entrada de Roriz, Arruda mandou na noite de terça-feira um emissário procurar os caciques do PSC.

 

O PSC, que tornou-se conhecido como uma linha auxiliar do PMDB de Garotinho, está de portas escancaradas para Roriz. Seu braço de direito, Valério Neves, foi o primeiro a ingressar na legenda e será o novo presidente regional

 

Um dos mais fiéis aliados do ex-governador Roriz e ex-secretário de Articulação do GDF, Valério Neves assina hoje filiação ao PSC. O próximo passo é assumir a presidente da legenda. A ida dele ao pequeno Partido Social Cristão tem o objetivo de abrir a porteira para a debandada de rorizistas que deixarão o PMDB e se filiação a nova legenda. Mas Roriz ainda vai esperar um pouco mais para trocar de sigla. Ele ainda aposta em assumir o controle peemedebista no DF e para isso aposta em conversas com a cúoula nacional.

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Se Joaquim Roriz se filiar mesmo ao PSC terá novo desafio pela frente. Conhecido por usar o azul em suas campanhas eleitorais e até nas logomarcas de governo, o ex-governador vai se defrontar com o verde da nova sigla, coincidentemente a mesma cor usada pelo governador José Roferto Arruda (DEM).

 

rorizxCom a ida do deputado Izalci Lucas para o PR, Joaquim Roriz tem uma opção a menos de legenda para concorrer em 2010, caso não consigo dobrar o PMDB. O PTdoB se assanha e diz que Roriz teria candidatura assegurada na sigla. O partido vem mantendo conversas com Roriz há alguns dias, inclusive o presidente nacional e o presidente regional da legenda fizeram o convite dias atrás. Em breve será marcada nova conversa entre a direção da legenda e Roriz.

 

O blog teve acesso a alguns números de uma pesquisa feita com cerca de 1200 moradores de Brasília feita pela Econsult – Consultoria Junior da Universidade de Brasília (UnB), que apresenta o seguinte cenário para o Governo do Distrito Federal, em 2010:

 

Joaquim Roriz (PMDB)             31%

 

José Roberto Arruda (DEM)    30%

 

Agnelo Queiroz (PT)                8%

 

Reguffe (PDT)                           6%

 

Gim Argello (PTB)                     1%

 

 

jaquelineA deputada distrital Jaqueline Roriz (PSDB) aproveitou uma sessão da Câmara Legislativa na cidade satélite de Ceilândia, para romper com o governador José Roberto Arruda (DEM). O local foi apropriado, já que centenas de populares participam do evento e a cidade é um grande reduto eleitoral de seu pai, o ex-governador e ex-senador Joaquim Roriz (PMDB).

 

Jaqueline disse em seu discurso – de menos de uma página – que não tem como servir a dois senhores, que trata-se de uma decisão pessoal e não do seu partido que continua na base do governo. Ela disse ainda que a partir de agora irá votar de acordo com os projetos que forem em beneficio da população do Distrito Federal. “Sou deputada, sou política e em determinados momentos temos que fazer escolhas. Isso aprendi com meu pai Roriz. Estou saindo da base de sustentação do GDF e vou trabalhar para que Roriz seja novamente governador do Distrito Federal”, afirmou a parlamentar.

 

A deputada disse também que tem outro projeto político e que o projeto do governador Arruda é incompatível com o de Roriz. Após o discurso, o local pegou fogo pela surpresa do anúncio. Deputados da oposição, como os petistas Cabo Patrício e Erika Kokay se solidarizam e comemoram a decisão de Jaqueline. O deputado Milton Barbosa, companheiro de legenda da deputada, disse que trata-se de uma decisão pessoal e que vai respeitar. “É uma decisão toda particular da deputada. Ela não fez nenhum discurso grosseiro. Simplesmente tomou uma decisão e todo mundo dentro do PSDB vai respeitar”, disse Barbosa.

 

A confusão começou no domingo, quando o deputado federal Tadeu Filippelli bateu de frente com pelo menos metade do PMDB e dos rorizistas, durante evento do partido. Roriz participou do evento e quase lançou a sua candidatura ao GDF para 2010, desagrando Filippelli.

 

Filippelli falou em seguida, disse que apoio o governador Arruda e usou Jaqueline como justificativa, para ira de Roriz: “A filha de Roriz, a deputada distrital Jaqueline Roriz também apoia o governo Arruda. E desde o começo”, gritou o peemedebista.

 

Roriz chiou de imediado e partiu para agressões verbais contra Filippelli com dedo em riste. O discursod e Jaqueline é mais um capítulo dsese enredo que parece foi desenhado com bastante cuidado e bem antecedêcia.

Da Redação do Mais Comunidade

 

rorizO encontro do PMDB-DF realizado neste domingo (24) provocou cenas constrangedoras. Dois dos maiores líderes da legenda, antigos aliados, Joaquim Roriz e Tadeu Filippelli bateram boca criando um clima de embate no local. O encontro teve como objetivo o debate de políticas públicas. O ex-governador Roriz, que levou sua claque, começou a discussão quando chamou o antigo aliado, o deputado federal Filippelli, de “vagabundo” e “mentiroso”.

 

O bate boca começou quando Roriz falou que não estava ainda em campanha, mas que, na hora certa, lutaria por sua candidatura e atropelaria quem estivesse à sua frente. Filippelli resolveu retrucar, lembrando ao governador que a união era importante para o projeto de candidatura do PMDB ao governo. Ex-aliados, os dois adiantaram ali que a briga pela vaga do partido na disputa pelo Buriti deve pegar fogo.

 

A discussão ocorreu no final do encontro, depois que o deputado Tadeu Filippelli resolveu discutir a situação política de Jaqueline Roriz, ao mencionar que a deputada seria aliada do governo Arruda. O clima do encontro mudou e Roriz, visivelmente chateado, demonstrou que aquele não era o momento para discutir o assunto, uma vez que Jaqueline é filiada ao PSDB e não ao PMDB. Para complicar ainda mais a situação, Filippelli desligou o fio do microfone impedindo que Roriz pudesse defender a filha.

 

Foi aí que a claque de Roriz entrou em ação, chamando Filippelli de “traidor” e acusando-o de tentar vender a legenda ao atual governo. Para o ex-governador, a provocação foi desnecessária e inoportuna: “Estava ali para participar de um debate saudável que muito contribuiu para os rumos do partido até aquele momento. Como pai, me vi numa situação complicada, pois minha filha não estava ali para se defender e nem poderia estar, uma vez que não é filiada ao nosso partido. Sinto pelo ocorrido e espero que discussões como essa ocorram em momentos e locais oportunos”, desabafou.

 

O presidente nacional do PTdoB e vereador em Belo Horizonte, Luiz Tibé, e o presidente regional da sigla no Distrito Federal, Marcos Britto, visitaram o ex-governador Joaquim Roriz (PMDB), em sua residência no Park Way. O encontro foi em torno da candidatura de Roriz ao GDF.