Posts Tagged ‘Inflação’

Inflação

Número referente a novembro está abaixo do teto estabelecido pelo Banco Central, de 6,5%

A inflação medida em novembro no Distrito Federal referente ao acumulado dos últimos 12 meses foi de 6% e, com isso, a unidade da Federação continua abaixo do teto de 6,5% estabelecido pelo Banco Central, a exemplo do que ocorreu nos outros meses deste ano. O dado – divulgado nesta sexta-feira (5) pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) – também é menor do que a média nacional, de 6,59%.

“No caso do DF, as oscilações são muito mais acentuadas, no entanto, o IPCA ficou bem abaixo do teto nacional, em 0,15%, trazendo o acumulado de 12 meses para exatamente 6%, mostrando certa volatilidade, mas confirmando, também, uma tendência de acomodação da inflação percebida desde junho”, explicou o presidente da Codeplan, Júlio Miragaya.

Além de conseguir manter-se abaixo do teto, o DF neste mês apresentou uma considerável queda, já que em outubro o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) marcou 6,42%. Já na análise mensal, o acréscimo em novembro ficou em 0,15%, mostrando muita irregularidade ao longo do ano.

No país, os grupos que mais contribuíram em pontos percentuais para o índice foram alimentação e bebidas (0,77 p.p.), habitação (0,69 p.p.) e transportes (1,64 p.p.). Já na capital federal, os elementos em alta são alimentação e bebidas (0,31 p.p.), educação (4,51 p.p.), vestuários (0,93 p.p.), e o destaque é a queda nos transportes (0,57 p.p.).

Segundo o economista da Codeplan Newton Marques, “basicamente, os três principais responsáveis pela inflação no DF, ao longo de doze meses, foram alimentação e bebidas, habitação e despesas pessoais, observando, também, que os transportes vêm caindo bastante”, disse.

ALIMENTOS

Segundo o índice Ceasa do Distrito Federal (ICDF), referente ao mesmo período, a variação nos preços foi de 5,95%, sendo que as frutas aumentaram 1,42%, os legumes, 15,73%, as verduras, 35,7%, e ovos e grãos, 3,63%.

No setor frutífero, o principal responsável pelo aumento foi o abacate (57,7%) por conta do período das entressafras. Registraram queda o mamão-havaí (-2%) e a manga-allen (-18,7%).

Para o grupo de legumes, as altas foram da batata lisa (129,59%) e abobrinha e cenoura (57,4%). As reduções foram para o chuchu e quiabo (-20%). Quanto às verduras, alta da alface americana (34,9%) e couve (42%). Destaque para a queda do único item do setor, o milho verde (-8,21%).

O índice é baseado no acompanhamento de preços de 65 produtos hortifrutigranjeiros no mercado atacadista do Distrito Federal. (Agência Brasília)

Inflação

No acumulado de 12 meses, índice ficou em 6,56%. Carne lidera ranking dos principais impactos, pelo 3º mês consecutivo.

Cristiane Cardoso e Marta Cavallini, do G1 – A inflação oficial do país, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 0,51% em novembro. No mês anterior, havia sido de 0,42%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 6,56% e se manteve acima do teto da meta do governo, de 6,5%, pelo 4º mês seguido. No acumulado do ano, até novembro, o índice é de 5,58%. Em novembro de 2013, a taxa havia sido de 0,54%.

CARNE

A carne lidera o ranking dos principais impactos, com alta de 0,09 ponto percentual, pelo terceiro mês consecutivo. Os preços aumentaram 3,46% em novembro, mais do que em outubro (1,46%) e acumulam alta de 17,81% no ano. No mês, as carnes chegaram a subir 7,51% na região metropolitana de Belém, seguida de Campo Grande (6,03%) e de Goiânia (5,87%). No ano, os preços aumentaram mais em Goiânia, 24,12%, e em Belém, 22,95%. A batata-inglesa também foi destaque entre os alimentos com maior aumento de outubro para novembro, subindo 38,71% na média. Em Salvador, chegou a 75,49%.

Assim, o grupo alimentação e bebidas foi responsável por 37% do IPCA de novembro, com a maior variação e o maior impacto no mês.

“Este ano foi praticamente marcado pelos alimentos e alguns administrados. Além do sobe e desce das commodities, nós tivemos problemas sérios climáticos que prejudicaram as lavouras como vem prejudicaram, então, os alimentos foram marcantes no sentindo de definir os movimentos da série do IPCA”, explicou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de índices de preços do IBGE.

GASOLINA

Em segundo lugar no ranking dos principais impactos vem a gasolina, com alta de 0,07 ponto percentual de outubro para novembro. De acordo com o IBGE, o preço do litro da gasolina ficou 1,99% mais caro, refletindo, nas bombas, parte do reajuste de 3% nas refinarias, em vigor a partir de 7 de novembro. Goiânia foi destaque, com alta de 7,95% no mês.

ELETRICIDADE

A seguir vem a energia elétrica, com aumento de 0,05 ponto percentual de um mês para o outro. As maiores variações foram registradas em Fortaleza (10,18%) e Salvador (6,97%), em decorrência de aumentos no PIS/Pasep/Cofins, além do Rio de Janeiro (8,83%), onde ocorreu reajuste de 17,75% em 7 de novembro em uma das concessionárias.

“As exportações no Brasil vêm aumentando, especialmente as carnes. Pelo terceiro mês consecutivo a carne vem pressionando o IPCA com principal impacto de cada um desses três últimos meses. E no ano a carne já apresenta aumento 17%. A seca prejudica os pastos, não tem gado suficiente para abate. Além disso, as exportações têm sido muito fortes, principalmente da Rússia, que deixou de comprar dos Estados Unidos para comprar do Brasil. Não só carne, mas queijo e frango. Então, é uma pressão de demanda”, diz a coordenadora do IBGE.

Eulina afirmou ainda que em 2013 a energia elétrica fechou em -15% e foi um dos fatores – se não o principal – que ajudou a conter a inflação no ano. No entanto, de acordo com ela, isso não aconteceu em 2014. “As tarifas que haviam sido contidas lá aumentaram agora por conta de todas as questões que o país está vivendo com a estiagem e o problema da água”, afirma.

Sobre a batata-inglesa, Eulina explicou que “o peso dela não é tão importante no orçamento da gente quanto a carne”.

ÍNDICES REGIONAIS

Nos índices regionais, o maior foi o de Goiânia (1,21%), onde os combustíveis (7,84%) foram responsáveis por 0,53 ponto percentual do índice do mês, com alta de 7,95% na gasolina e de 9,70% no etanol. O aumento de 3,28% nos preços dos alimentos consumidos no domicílio também pressionou o resultado. O menor índice foi o de Vitória (0,03%), com as contas de energia elétrica 6,73% mais baratas em função das alíquotas do PIS/Pasep/Cofins.

A aceleração da taxa se deu quase em todas as regiões metropolitanas, segundo o IBGE. “Essa aceleração da taxa foi praticamente em todas as regiões metropolitanas de outubro para novembro. Goiânia liderou passando de 0,78% para 1,21%. Fortaleza foi para 0,81%, e praticamente o responsável por esse avanço foram os alimentos”, diz Eulina Nunes dos Santos.

“Quando a gente olha o resultado no ano e os últimos 12 meses, vê que eles estão chegando perto. As taxas estão tendendo a ficar mais próximas. E o Rio de Janeiro lidera tanto o resultado no ano quanto nos 12 meses, com 6,13% e 7,37% [respectivamente]”, completou.

INFLAÇÃO PELO INPC

Nesta sexta-feira, o IBGE ainda divulgou o comportamento da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que variou 0,53% em novembro, acima do índice de 0,38% de outubro em 0,15 ponto percentual. No ano, o indicador acumula alta de 5,57%, acima da taxa de 4,81% relativa a igual período de 2013. Em 12 meses, o índice é de 6,33%, próximo dos 6,34% relativos aos 12 meses anteriores. Em novembro de 2013, o INPC havia sido 0,54%.

O INPC se refere às famílias com rendimento monetário de um a cinco salários mínimos e abrange 10 regiões metropolitanas do país, além de Brasília e dos municípios de Goiânia e Campo Grande.

Segundo a FGV, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) até 31 de dezembro apresentou alta de 0,72% em Brasília, índice bem acima da média nacional: 0,52%, ficando em 6,67%.