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Djacyr Cavalcanti Arruda Filho, Paola Aires Corrêa Lima, Hélio Doyle, René Rocha Filho  e Ricardo Callado. Foto: Gilda Diniz

Djacyr Cavalcanti filho, Paola Aires Corrêa Lima, Hélio Doyle, René Rocha Filho e Ricardo Callado. Foto: Gilda Diniz

 

O futuro chefe da Casa Civil, Hélio Doyle, anunciou mais quatro nomes do primeiro escalão que vão compor o governo do DF

Por Daise Lisboa

O chefe da Casa Civil do novo governo que se instala no Distrito Federal em 1º de janeiro de 2015, Hélio Doyle, anunciou na terça (23), mais quatro nomes que vão integrar o primeiro escalão do governo do DF (GDF). Djacyr Cavalcanti de Arruda Filho vai ocupar o cargo de controlador-chefe do DF. Paola Aires Corrêa Lima será a procuradora-geral do DF, enquanto René Rocha Filho será o consultor jurídico do governador. O jornalista Ricardo Callado será chefe adjunto da Casa Civil para Comunicação Institucional e Interação Social.

Este foi o segundo anúncio de nomes indicados. O primeiro ocorreu no dia 15 de dezembro, quando os 25 secretários foram apresentados.

Hélio Doyle explicou que a Controladoria vai substituir a Secretaria de Transparência. Segundo ele, a estrutura da pasta será absorvida pelo novo órgão, incluindo a página eletrônica onde o Executivo informa sobre salários e contratos. “A ideia é que a Controladoria seja mais do que qualquer secretaria. Ela tem poder de apuração, de investigação, de fazer sindicância sobre qualquer secretaria, sobre qualquer secretário, inclusive sobre o governador e o vice-governador. Nossa intenção é ter um órgão autônomo, com plena independência para agir e atuar”, avalia Doyle.

O chefe da Casa Civil disse ainda que a opção por procuradores é para garantir a transparência das ações adotadas pelo governo. “Qualquer irregularidade será punida. Haverá apuração, haverá sindicância. É por isso que contamos com dois procuradores que, por sua própria função, exercem uma função de Estado, e não de governo. Onde houver denúncia a obrigação é apurar”, completa.

Durante o anúncio, Doyle confirmou o cancelamento da realização das Olimpíadas Universitárias de Verão, a Universíade, em Brasília. O evento seria em 2019 e contaria com a participação de 10 mil estudantes. Segundo Doyle, ‘já que o GDF não honrou com o compromisso até 19 de dezembro, o governador eleito Rodrigo Rollemberg decidiu cancelar o evento. “A situação financeira nos obriga a ter prioridades”, justifica, avisando entretanto que a Fórmula Indi será realizada e que as obras no Autódromo de Brasília serão realizadas. “Rollemberg achou muito arriscado assumir o compromisso”, disse Doyle.

Para o chefe adjunto da Casa Civil para Comunicação Institucional e Interação Social, Ricardo Callado, sua pasta tem um foco abrangente. “Não pretendemos inventar nada. Vai ser a comunicação pura e simples. Vamos atender as demandas de todos os veículos de comunicação de forma clara, transparente e rápida. A palavra desse governo vai ser transparência e estaremos lá para contribuir para isso. Roda de conversa, redes sociais e todas as formas de comunicação serão adotados para facilitar o nosso trabalho”, garantiu.

QUEM É QUEM

Chefe adjunto da Casa Civil para Comunicação Institucional e Interação Social

Ricardo Callado

Natural de Fortaleza (CE), tem 43 anos. É formado em jornalismo pela Universidade do Ceará, é diretor de redação do Grupo Comunidade de Comunicação e assina as colunas Coletivo Político, do Jornal Coletivo, e Opinião, do Jornal da Comunidade. É autor do Blog do Callado, que venceu os prêmios Sebrae de Jornalismo, Paulo Octávio de Jornalismo e Top Blog de Jornalismo, categoria Política. Foi co-redator da coluna política do Jornal de Brasília, assessor de imprensa do Ministério da Agricultura, correspondente na região Norte do jornal Gazeta Mercantil e da GM Latino-Americana e editor-chefe do jornal Diário da Amazônia. Fez trabalhos especiais para a Agência Estado e a revista IstoÉ. Escreveu o livro Pandora e outros fatos que abalaram a política de Brasília.

Controlador chefe do DF

Djacyr Cavalcanti Arruda Filho

Formado em direito pela UnB, e com especialização em direito público, é procurador do DF desde 1999. Tem 44 anos. Na Procuradoria-Geral, foi procurador-chefe substituto da Procuradoria de Pessoal, coordenador substituto de segurança pública e membro do conselho superior, eleito por dois mandatos.

Procurador-geral do DF

Paola Aires Corrêa Lima

Natural de Brasília (DF), advogada, 40 anos, é mestre em Direito público pela Universidade de Brasília (UnB), e procuradora do DF desde 1999. Já foi coordenadora da Procuradoria Administrativa e chefe da Procuradoria Fiscal e de Assuntos Institucionais, além de advogada da Terracap e procuradora do INSS. Ocupa o cargo de procuradora-chefe do DF desde 2013.

Consultor jurídico do governador

René Rocha Filho

Natural de Pitanga (PR), 48 anos, mora em Brasília desde 1976. Formado em direito pela Universidade de Brasília (UnB), é procurador do DF desde 1994. Foi promovido a subprocurador-geral em 2013. Foi promotor de Justiça do Ministério Público do DF e Territórios de 1991 a 1994 e assessor de desembargador do Tribunal de Justiça.

Ação se baseia em promessa de Rollemberg; moradores questionam listas. Transição diz que vai ouvir sugestões e divulgar resultado ainda neste mês

Mateus Rodrigues, do G1 DF – Em resposta a uma promessa de campanha do governador eleito Rodrigo Rollemberg, moradores do Distrito Federal começaram a elaborar, por conta própria, listas tríplices com indicações para administradores regionais. A elaboração dos documentos tem gerado discórdia entre associações e lideranças regionais, que discordam dos métodos utilizados.

“A gente espera que essas eleições sejam uma coisa séria, que o governador crie um grupo de trabalho e divulgue as regras da escolha”, afirma a síndica do condomínio Amobb no Jardim Botânico, Ana Lourdes de Castro Miranda. Ela diz que a associação dos síndicos da região convocou uma eleição por conta própria e definiu as regras em uma reunião privada, em um escritório de advocacia no Lago Sul.

“O edital foi criado no dia 18, a inscrição para concorrer à lista foi aberta no dia 19 e só ficamos sabendo de tudo por um e-mail no dia 21. É muito esquisito, mas mesmo que tivessem respeitado os prazos, seria inconstitucional. Não se pode fazer eleição de cargo público sem o Tribunal Superior Eleitoral”, diz Ana Lourdes. Ela enviou a reclamação pela plataforma colaborativa VC no G1.

Documento elaborado por associação estabelece regras para 'eleição' de administrador regional no Jardim Botânico, no DF (Foto: Reprodução)

Documento elaborado por associação estabelece regras para ‘eleição’ de administrador regional no Jardim Botânico, no DF (Foto: Reprodução)

A presidente da Associação Comunitária dos Condomínios do Jardim Botânico, Viviane Fidelis, afirma que a lista funciona apenas como sugestão. “Já encaminhamos um documento semelhante ao Agnelo, mas nunca fomos ouvidos, a indicação sempre foi política. Como o Rollemberg se comprometeu a ouvir os moradores, tomamos a iniciativa”. A eleição foi realizada na segunda-feira (1º).

Segundo Viviane, a autora da reclamação foi a única a se opor ao processo, em uma reunião que teria envolvido mais de cem lideranças regionais do Jardim Botânico e de áreas próximas, como Altiplano Leste, Tororó, São Bartolomeu e Dom Bosco. “Tivemos dez inscritos na eleição, incluindo moradores que não são síndicos. Vamos encaminhar como sugestão, não estamos respondendo a um pedido e nem queremos impor um nome”, afirma.

INICIATIVA POPULAR

A eleição informal no Jardim Botânico não foi a única organizada desde a eleição de Rollemberg, em outubro. Líderes comunitários de Samambaia, Ceilândia e Planaltina também já se articulam para encaminhar os nomes ao novo governo.

O coordenador-geral da equipe de transição, Hélio Doyle, afirma que as movimentações são legítimas e que as listas serão levadas em consideração no momento da escolha dos administradores regionais.

Hélio Doyle

Hélio Doyle

“O governador eleito afirmou, durante a campanha, que os primeiros administradores seriam escolhidos por ele, com base em consultas à comunidade. Para ser elegível, o candidato precisa ser ficha limpa e morar na região”, explica Doyle. Segundo ele, a iniciativa de organizar listas por conta própria mostra que os cidadãos do DF estão dando respaldo à proposta do próximo chefe do Executivo.

O coordenador da transição afirma que o método de escolha dos administradores não está definido, e que não há garantia de que o escolhido esteja nas listas. “Tudo vai ser levado em consideração, seja lista tríplice, indicação de entidades, reunião convocada por líder comunitário. É impossível agradar a 100%. Se uma pessoa não está satisfeita, ela pode se articular com outras pessoas e enviar suas sugestões também”, afirma.

O anúncio dos escolhidos deve ser feito até o fim do mês, segundo Doyle. Durante a campanha, Rollemberg defendeu a eleição direta para as administrações regionais, mas disse que escolheria os primeiros nomes até achar o modelo ideal para a escolha popular.

PPCUB

Segundo líder do PT, medida responde a ‘guerra política’ com Rollemberg. Lei de Uso e Ocupação do Solo também pode ser retirada em dezembro.

Mateus Rodrigues, do G1 DF – O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, enviou nesta quarta-feira (26) à Câmara Legislativa um pedido de retirada do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB). O projeto tramita desde 2013 na Casa e define regras para a ocupação das áreas tombadas, que incluem Plano Piloto, Candangolândia, Sudoeste, Cruzeiro e Octogonal. O pedido foi lido na noite desta quarta no plenário da Câmara.

O líder do PT, deputado Chico Vigilante, disse ao G1 que a decisão foi tomada a pedido dele. “Quem mais combateu o PPCUB foi a turma do Rollemberg. O projeto não tem nenhuma ilegalidade, mas já que estão fazendo uma guerra política, pedi que retirasse. Quero ver a cara do novo governador quando enviar um projeto igualzinho em 2015″, disse o parlamentar.

O GDF não confirma a justificativa do parlamentar. Segundo o responsável pela interlocução entre Buriti e Câmara, a retirada do texto atende a uma decisão do Tribunal de Justiça do DF, que anulou as decisões do Conselho de Planejamento Urbano tomadas entre janeiro e março. O PPCUB passou pelo órgão neste período e, por isso, será reenviado ao conselho para nova análise.

O coordenador da equipe de transição, Hélio Doyle, disse que encara como positiva a retirada do texto, e não como uma provocação. “O PPCUB, do jeito que está, não foi discutido com a sociedade e não atende aos anseios da população. O projeto do novo governador será bem diferente, porque o texto atual foi imposto. No próximo governo, vamos chamar todo mundo para discutir”, disse.

NOVO CAPÍTULO

O líder do PT na Câmara afirma que outro texto polêmico pode ser retirado da Câmara até o fim do ano. A Lei Complementar de Uso e Ocupação do Solo (Luos) fixa os limites de altura, área e utilização para lotes urbanos de 27 regiões administrativas do Distrito Federal. Sem a regulamentação, empresários de regiões mais afastadas do centro de Brasília não conseguem alvará para regularizar os negócios.

“Tem mais de 22 mil estabelecimentos sem alvará, principalmente nas cidades-satélite. Temos até o dia 15 de dezembro para aprovar a matéria. Se continuarem pentelhando, vamos retirar também”, disse Vigilante. O GDF diz reconhecer forte oposição política ao texto no Legislativo, mas não confirma a intenção de retirar o projeto.

A deputada Liliane Roriz (PMN) diz que dedicou boa parte do mandato à oposição aos dois textos e que veria a retirada “com bons olhos”. “É a coisa mais sensata que ele [Agnelo] fez. O PPCUB seria uma desastre para a cidade, tinha grande possibilidade de ameaçar nosso tombamento. Não acredito que o projeto volte na próxima gestão. Na Luos, também houve pouca participação da população interessada”, afirmou.

Agnelo Queiroz recebe o governador eleito no Palácio do Buriti. Foto: Dênio Simões / GDF

Agnelo Queiroz recebe o governador eleito no Palácio do Buriti. Foto: Dênio Simões / GDF

Governador se disse ‘ultrajado’ por fala de coordenador sobre projeto de lei. Agnelo teve ‘ato de hostilidade’ ao negar pedido de Rollemberg, diz Doyle.

Do G1 DF – O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, afirmou que a relação com a equipe de transição de Rodrigo Rollemberg será “apenas protocolar” até a posse do pessebista. A medida foi tomada depois das declarações do coordenador Hélio Doyle, que afirmou ser um “ato de hostilidade” o silêncio do GDF sobre um projeto de lei que restringe a atuação do chefe do Executivo, aprovado em outubro pela Câmara.

Agnelo disse que se sentiu “ultrajado” com a declaração. O atual governador também afirmou que a lei foi proposta pela Câmara e não pelo Executivo. Pelo texto, o administrador do DF fica impedido de criar ou acabar com cargos e órgãos públicos sem o aval dos deputados distritais.

O projeto que submete as decisões do governo à Câmara estava na pauta desde o início do mandato, mas só foi aprovado em 22 de outubro, quando Agnelo Queiroz já estava fora da corrida pela reeleição.

O prazo para o governador se manifestar sobre a lei acabou na sexta (21). O texto pode ser promulgado pelos próprios deputados. O Legislativo tem até a próxima sexta-feira (28) para promulgar a lei, que é publicada e passa a valer em seguida.

Ao G1, o coordenador Hélio Doyle afirmou que Agnelo recebeu um pedido do próprio Rollemberg para que não sancionasse a lei, que “é muito ruim para o futuro governo”. Para ele, quem sinalizou negativamente nas relações com a transição foi o governador.

“Ele recebeu um pedido pessoal e simplesmente ignorou. Ele não foi cordial, pois poderia ter ligado e dito que não poderia fazer isso porque tinha um acordo com a Câmara, ou porque fez uma autocrítica e só agora viu que aquilo não era bom, apesar de [o projeto] só ter sido aprovado no final do governo dele. E ele sabe que é inconstitucional. Foi um ato de hostilidade mesmo”, afirmou Doyle.

O coordenador disse ainda que a transição estava sendo bem feita, estava “acontecendo”. Doyle elogiou a atuação de diversas secretarias e setores, incluindo a Casa Civil.

“Ele agora querer dizer que a relação fica protocolar? É pretexto. Me parece que ele estava querendo isso antes.”

Com  a “relação protocolar”, o trabalho entre a equipe de Rollemberg e o GDF fica restrito à entrega de documentos.

MAIS CORTES

Em vez de uma manifestação sobre a lei, o Diário Oficial do DF publicado na sexta (21) trouxe a republicação do decreto de contenção de gastos, editado em outubro.

A revisão do texto tem duas novidades. As folhas de pagamento de novembro e dezembro não podem ser maiores que as de outubro – exceto pelo 13º salário, que estaria garantido. Segundo a versão atual, novas despesas precisam da autorização expressa dos secretários de Planejamento e de Fazenda.

CRÍTICA ABERTA

Na quinta (20), Rollemberg criticou outra ação recente do governador Agnelo na Câmara distrital: o envio de um projeto de lei para captar R$ 2 bilhões até o fim do ano e reduzir a pressão sobre a folha de pagamento.

“Todas as informações que chegaram a nós até o momento são de que este projeto é flagrantemente ilegal. Fere a Lei de Responsabilidade Fiscal, porque é uma operação de crédito. Portanto, não poderia ser feito nos últimos meses de governo. Isso demonstra o desequilíbrio financeiro do DF”, afirmou.

O projeto de lei do Executivo cria o Fundo Especial de Dívida Ativa, para onde iria o dinheiro da captação. O GDF estima que tem R$ 14 bilhões em dívidas a receber – a chamada “dívida ativa”. Deste total, cerca de R$ 2 bilhões têm maior chance de recebimento e por isso, na avaliação do governo, seriam atrativos aos olhos dos investidores.

Hélio Doyle

Hélio Doyle

Texto aumenta controle dos distritais sobre as ações do governador do DF. Para coordenador da transição, abstenção do Buriti é ‘ato de hostilidade’.

Do G1 DF – A equipe de transição do governador eleito do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, criticou nesta sexta-feira (21) o silêncio do Palácio do Buriti em relação ao projeto de lei que restringe a ação do chefe do Executivo. O texto, aprovado pela Câmara em outubro, impede o governador de criar ou acabar com cargos e órgãos públicos sem o aval dos deputados distritais.

O prazo para Agnelo Queiroz se manifestar sobre a lei acabou nesta sexta. Agora, o texto pode ser promulgado pelos próprios deputados. O coordenador do grupo de transição, Hélio Doyle, diz encarar a abstenção de Agnelo como um “ato de hostilidade”.

“Ele sabe da importância dessa autonomia, que todo governo tem de fazer isso [gerenciar cargos]. Ele, deliberadamente, quis prejudicar o início do governo Rollemberg sabendo, inclusive, que o governo quer reduzir custos e cortar secretarias”, disse Doyle, que afirmou que a lei é “inconstitucional”.

O projeto que submete as decisões do governo à Câmara estava na pauta desde o início do mandato, mas só foi aprovado em 22 de outubro, quando Agnelo Queiroz já estava fora da corrida pela reeleição. O silêncio do Buriti representa uma “sanção tácita”. A Câmara tem até a próxima sexta-feira (28) para promulgar a lei, que é publicada e passa a valer em seguida.

MAIS CORTES

Em vez de uma manifestação sobre a lei, o Diário Oficial do DF publicado nesta sexta (21) trouxe a republicação do decreto de contenção de gastos, editado em outubro.

A revisão do texto tem duas novidades. As folhas de pagamento de novembro e dezembro não podem ser maiores que as de outubro – exceto pelo 13º salário, que estaria garantido. Segundo a versão atual, novas despesas precisam da autorização expressa dos secretários de Planejamento e de Fazenda.

CRÍTICA ABERTA

Nesta quinta (21), Rollemberg criticou outra ação recente do governador Agnelo na Câmara distrital: o envio de um projeto de lei para captar R$ 2 bilhões até o fim do ano e reduzir a pressão sobre a folha de pagamento.

“Todas as informações que chegaram a nós até o momento são de que este projeto é flagrantemente ilegal. Fere a Lei de Responsabilidade Fiscal, porque é uma operação de crédito. Portanto, não poderia ser feito nos últimos meses de governo. Isso demonstra o desequilíbrio financeiro do DF”, afirmou.

O projeto de lei do Executivo cria o Fundo Especial de Dívida Ativa, para onde iria o dinheiro da captação. O GDF estima que tem R$ 14 bilhões em dívidas a receber – a chamada “dívida ativa”. Deste total, cerca de R$ 2 bilhões têm maior chance de recebimento e por isso, na avaliação do governo, seriam atrativos aos olhos dos investidores.

“Rollemberg não aceitou o jogo que o adversário queria impor e nossa campanha foi limpa literalmente, até na rua”

“Rollemberg não aceitou o jogo que o adversário queria impor e nossa campanha foi limpa literalmente, até na rua”

Coordenador da campanha do governador eleito Rodrigo Rollemberg (PSB) conta os bastidores de um projeto vitorioso que levou a geração Brasília ao poder pela primeira vez na história do Distrito Federal

Em outubro do ano passado dois políticos brasilienses reuniram-se com o jornalista Hélio Doyle e gostaram do que ouviram dele. Doyle garantiu a eles que um ano depois daquela reunião os dois estariam eleitos: Rodrigo Rollemberg para o governo do Distrito Federal e José Antonio Reguffe para o Senado. A previsão se confirmou e, coordenando as campanhas de Rollemberg e Reguffe, Doyle conquistou sua terceira vitória em eleições para o governo do DF e a segunda, consecutiva, para o Senado. Ganhou com Cristovam (1994) e Roriz (2002) para o governo e com Rollemberg (2010) para o Senado. Em 2006 foi “vice”, com Maria de Lourdes Abadia.

Aos 63 anos de idade, 53 deles morando em Brasília, Hélio Doyle agora é o coordenador da equipe de transição de Rollemberg e provavelmente integrará o seu governo. Ao longo de 44 anos de vida profissional, ele vem alternando as atividades de jornalista, consultor de comunicação, assessor político, estrategista de campanhas e secretário de governos. No ano passado aposentou-se como professor da Universidade de Brasília.

Por que você estava tão certo de que Rollemberg seria eleito, mesmo tendo adversários fortes como Arruda e o PT?

Não tinha como errar. Bastava ler as pesquisas qualitativas e quantitativas, conhecer a realidade política de Brasília e entender o estado de ânimo da população. Tudo indicava a vitória do Rodrigo e eu não tinha o menor temor de dizer e repetir isso. O bom é que tenho várias testemunhas. Quando ainda discutiam as possíveis alianças, eu disse ao Rodrigo: “Você ganha esta eleição de qualquer jeito. Só com o PDT, com mais o PSD e o Solidariedade, ou tendo ainda o PSDB. Com dois ou seis minutos de televisão. Só tem de escolher como quer ganhar”.

“Rollemberg derrotou Roriz, Arruda, Luiz Estevão, Agnelo, Filippelli. Já Reguffe teve mais votos que todos os candidatos juntos, dando de lavada em Gim e Magela”

“Rollemberg derrotou Roriz, Arruda, Luiz Estevão, Agnelo, Filippelli. Já Reguffe teve mais votos que todos os candidatos juntos, dando de lavada em Gim e Magela”

Mas a desistência de Arruda não ajudou?

Não, a vitória teria sido maior se Arruda fosse o candidato. Eu sempre dizia que Arruda tinha muitos votos, mas não os 50 por cento mais um para ganhar a eleição. Bastava ver as pesquisas que mostravam com clareza um teto de 35 por cento dos votos para ele. E Arruda não chegaria sequer a isso, na minha opinião. A rejeição a ele seria enorme, em um confronto direto com Rodrigo. A maioria dos brasilienses não queria a sua volta. Frejat não tinha essa marca de ficha suja, e assim seu potencial de votos era maior do que o de Arruda.

E Agnelo?

A enorme rejeição a Agnelo e a seu governo inviabilizavam a reeleição. Se Agnelo se reelegesse com os índices de rejeição que apresentava, mereceria um estudo acadêmico pelo ineditismo da façanha. Então não era difícil prever que contra Arruda, ou um substituto seu, e contra Agnelo, a vitória do Rodrigo era certa. Contra um substituto de Arruda, também, pois o apoio do ex-governador seria um fator negativo.

Mas muitos jornalistas e analistas diziam que a disputa seria entre Arruda e Agnelo, ou até que Arruda ganharia no primeiro turno.

Que um cidadão comum pensasse assim, tudo bem. Ele vê as pesquisas e raciocina linearmente: o candidato está bem na frente, vai ganhar. Ou a disputa será entre o primeiro e o segundo colocados, e nos primeiros momentos esses dois eram Arruda e Agnelo. O cidadão comum não analisa pesquisas com profundidade, não tem a visão de conjunto que o conhecimento dos fatos permite, não faz projeções. Mas o que me impressionou muito foi ver jornalistas políticos, cientistas políticos e analistas bem cotados na mídia repetindo esse raciocínio linear e escrevendo bobagens como a possibilidade de vitória de Arruda e a inviabilidade da eleição do Rodrigo. O pior é que muita gente acreditava neles!

Mas a campanha não foi difícil?

Foi, claro. São raríssimas as campanhas fáceis. É o tal negócio: as condições para a vitória estão todas dadas, mas se o time não se esforçar, não jogar bem, cometer um erro grande, pode perder. Tivemos de nos esforçar muito, não é fácil disputar com duas forças políticas consolidadas e que desde 1990 dominam a política de Brasília. Além disso, foi a campanha mais suja que já vi aqui. Mas valeu: Rollemberg derrotou Roriz, Arruda, Luiz Estevão, Agnelo, Filippelli. Reguffe teve mais votos que todos os candidatos juntos, dando de lavada em Gim e Magela. Os antiquados métodos de fazer política foram derrotados.

Por que suja? 

Porque o Frejat passou para o segundo turno bem atrás do Rodrigo e seus marqueteiros resolveram executar o que chamamos “tática dos desesperados”, que é a desconstrução agressiva e sem qualquer limite do adversário. Essa tática foi usada também pelo Magela e pelo Gim para tentar derrotar o Reguffe. Daí vimos, nas campanhas para o Senado e para o governo, uma sucessão de agressões, ofensas, mentiras, boatos de todo tipo. Nível baixo, mesmo. Mas se deram mal.

“Se Agnelo se reelegesse com os índices de rejeição que apresentava, mereceria um estudo acadêmico pelo ineditismo da façanha”

“Se Agnelo se reelegesse com os índices de rejeição que apresentava, mereceria um estudo acadêmico pelo ineditismo da façanha”

E por que não deu certo?

Geralmente não dá, mas no desespero acham que vale tudo. Nos casos de Reguffe e Rodrigo não deu certo porque as acusações eram ou mentirosas ou fatos deturpados, o eleitor viu a manipulação que estava sendo feita. A desconstrução dá certo quando tem consistência, fundamento. As mais fortes acusações contra Reguffe e Rodrigo eram ridículas: trabalhou com o tio, quando o nepotismo não era proibido, não fez concurso, quando o concurso não era obrigatório. Claro que houve quem levasse isso a sério, mas a maioria pensou: “Isso é tudo que encontraram? Então esses dois são mesmo limpos”.

Mas Frejat cresceu no final.

Sim, mas diferentemente do que muitos pensam não foi por causa das acusações contra Rodrigo, nem por causa da tarifa de um real, que pegou muito pouco. Foi porque muita gente, em todos os segmentos, de A a E, acreditou na mentira de que Rodrigo havia feito um acordo secreto com Agnelo. Essa mentira repetida muitas vezes virou verdade para muitos, e como a rejeição a Agnelo e ao PT era enorme, tirou votos de Rodrigo. A ironia é que depois o Arruda é que fez um acordo com um setor do PT e isso levou votos que poderiam ser de Rodrigo para Frejat e para os nulos.

A campanha de Rollemberg foi limpa?

Foi. E em todos os sentidos. No primeiro turno era preciso fazer o contraste com Agnelo para justificar o fato de o PSB ter rompido com seu governo e ser oposição a ele. Não houve acusações pessoais, nem agressões, havia críticas à gestão e a medidas do governo. No segundo turno o Frejat já começou batendo e nós esperamos uma semana para ver se havia repercussão no eleitorado. Só então começamos a responder na televisão e no rádio, mas sem mentiras ou deturpações. Tudo o que falamos estava bem fundamentado e tínhamos como mostrar. Nos debates o Rodrigo procurava se manter nas propostas, porém não podia deixar as acusações sem resposta. Mas não aceitou o jogo que o adversário queria impor e nossa campanha foi limpa literalmente, até na rua.

Como assim?

Tomamos a decisão de não colocar faixas e cavaletes nas ruas, não jogamos santinhos no chão perto das seções eleitorais. Depois das rodas de conversa limpávamos a praça. Na madrugada de domingo nosso pessoal saiu com sacos de lixo recolhendo os panfletos jogados no chão. Quando éramos informados de que algum militante nosso havia colocado uma faixa na rua, imediatamente íamos lá retirá-la.

“Os que o criticaram não entenderam ainda que os tempos mudaram, que os eleitores estão mais bem formados e informados, e as práticas políticas têm de mudar.”

“Os que o criticaram não entenderam ainda que os tempos mudaram, que os eleitores estão mais bem formados e informados, e as práticas políticas têm de mudar.”

E não havia o receio de que isso prejudicasse os candidatos?

Muita gente reclamava, dizia que ficaríamos em desvantagem. As mudanças não se dão de um dia para outro, precisam de um tempo de transição, e há muita gente que teme o novo. Mas persistimos na decisão de não colocar cavaletes e fomos até o fim. A nova política só será implantada se ousarmos fazer as mudanças, se arriscarmos inovar. Os adversários mantiveram a tradição e sujaram as ruas, e perderam. Rodrigo foi criticado também quando, no início do segundo turno, disse que não aceitaria apoios em troca de cargos.

E não aceitou?

Não, quem apoiou o fez sem nenhum compromisso desse tipo. Quando Rodrigo disse isso, tentaram apresentá-lo como arrogante, dispensando apoios. Não, ele disse que os partidos e os políticos não têm mais os eleitores no cabresto, que aceitaria apoios sem dar nada em troca, que sua aliança era com os eleitores. Os que o criticaram não entenderam ainda que os tempos mudaram, que os eleitores estão mais bem formados e informados, e as práticas políticas têm de mudar. Resistem à nova política. Temos de fazer diferente, como fizemos com as rodas de conversa.

Como surgiu essa ideia?

Soube que a Rede, de Marina Silva, havia utilizado esse formato e levei a ideia aos coordenadores, que a aprovaram. O princípio é adequado a esses novos tempos: o candidato não discursa de cima para baixo com os eleitores, unilateralmente e protegido num palanque. Ele conversa com os eleitores, no chão, respondendo a perguntas sem qualquer restrição. O candidato não faz monólogo, ele dialoga. Sabíamos que nem Arruda nem Agnelo poderiam fazer isso com a espontaneidade com que fazíamos e cheios de seguranças em volta, então as rodas de conversa seriam apenas nossas. Para mim, foi a marca da campanha, bem de acordo com a nova política.

Estas eleições mostraram a necessidade de uma reforma política?

Sem dúvida, para mim a reforma política é essencial. Tem de haver mais igualdade de condições para os candidatos, o que significa tempo igual de televisão para todos, com menos pirotecnia e mais conteúdo, campanhas mais baratas para eliminar as doações de empresas, mais proximidade entre os candidatos e os eleitores. Não haverá uma reforma política perfeita e que agrade a todos, mas é preciso discuti-la e aprová-la antes das próximas eleições. Hoje o peso do poder econômico é muito grande, partidos pequenos são impedidos de se tornarem grandes, as coligações proporcionais desfiguram o voto do eleitor, tempo de TV é vendido como mercadoria, para se candidatar você tem de estar num partido, que pode impedir sua candidatura. É um sistema ruim, que tem de ser mudado.

Pelo Congresso ou por uma constituinte?

O Congresso tem resistido a fazer uma verdadeira reforma política por razões óbvias: para os eleitos por esse sistema, é melhor que ele permaneça. Mas talvez agora faça alguma, diante da força dos fatos e das demonstrações inequívocas de que esse sistema está falido e afasta o povo da política e dos políticos. Se o Congresso persistir na recusa ou fazer uma reforma superficial, o povo deve pressionar, até mesmo com a convocação de uma constituinte exclusiva. O poder do Congresso deriva do povo, não o contrário.

Rodrigo Rollemberg

Rodrigo Rollemberg

Reunião de Rollemberg com governador Agnelo Queiroz será nesta sexta. Primeira missão do grupo é analisar suposto déficit de R$ 2,1 bilhões

Do G1 DF – O governador eleito do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), anunciou nesta quarta-feira (29) o formato da equipe de transição que será montada para ajudar na troca de gestão, daqui até janeiro de 2015. Serão seis coordenadores e 26 grupos temáticos para analisar áreas definidas como prioritárias para o novo governo.

Até a tarde de quarta, apenas o nome do jornalista Hélio Doyle havia sido divulgado. Ele será o coordenador da equipe, que funcionará no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. A primeira reunião com o governador Agnelo Queiroz está prevista para esta sexta (31).

Uma das primeiras tarefas da equipe será verificar o equilíbrio das contas de governo. Segundo Rollemberg, há um déficit de R$ 2,1 bilhões no caixa do GDF e um montante de R$ 20 bilhões em dívidas a receber. O governo nega a existência do déficit e não comenta o suposto crédito.

O Palácio do Buriti ainda não anunciou quem participará da transição pelo lado do governo, mas a expectativa é que sejam os secretários de Governo, Casa Civil, Casa Militar, Administração, Transparência e Comunicação. No domingo, durante a votação, Agnelo Queiroz afirmou que daria “todo o apoio” na passagem de bastão.

Rollemberg venceu o oponente, Jofran Frejat (PR), com 55,56% dos votos. Entre as propostas dele estão a adoção do turno integral em todas as escolas públicas, a redução do número de secretarias de governo, a implantação do bilhete único para transporte coletivo e a escolha de administradores regionais por meio de eleição. O governador eleito também defende uma gestão baseada na estipulação de metas e no acompanhamento de resultados.

O novo governador anunciou que criará uma “central de projetos” e que vai buscar o equilíbrio das contas públicas do DF. Além disso, afirmou que colocará fim aos contratos temporários.

“Vamos criar uma central de projetos para aumentar a capacidade do DF de captar recursos federais e internacionais. E vamos atrás das dívidas que o DF tem a receber, tomando as providências necessárias para que se possa retomar os investimentos”, afirmou em entrevista após reunião com a Executiva regional do PSB.

rollembergEle apontou combate à burocracia e captação de recursos como desafios. Novo gestor anunciou jornalista Hélio Doyle como coordenador do período.

Do G1 DF – O governador eleito no Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), anunciou que vai tirar esta terça-feira (28) de folga para então retomar as atividades ligadas à transição. Entre os primeiros desafios apontados pelo novo gestor estão o combate à burocracia e o fortalecimento da captação de recursos – ele alega que o DF tem um déficit de R$ 2,1 bilhões. A informação é negada pelo atual governador, Agnelo Queiroz.

“Nós não teremos muito tempo até o dia 1º de janeiro e vamos descansar apenas um dia ao longo desta semana e depois tomar as providências”, disse Rollemberg em seu primeiro pronunciamento após o resultado das eleições.

No primeiro dia após o resultado do pleito, o governador eleito deu entrevistas, se reuniu com a executiva regional do partido e definiu o coordenador da transição, o jornalista Hélio Doyle. Professor aposentado da UnB, ele foi secretário de Governo na gestão de Cristovam Buarque e secretário de Articulação Institucional no segundo governo de Joaquim Roriz.

O Palácio do Buriti ainda não anunciou quem participará das atividades, mas a expectativa é que sejam os secretários de Governo, Casa Civil, Casa Militar, Administração, Transparência e Comunicação. No domingo, durante a votação, Agnelo Queiroz afirmou que daria “todo o apoio” na passagem de bastão.

Pelos próximos dois meses, a composição será responsável por coletar informações sobre a atual gestão e facilitar a transferência de um governo para o outro. A expectativa é que a criação do comitê seja anunciada no meio da semana no Diário Oficial do DF.

Rollemberg venceu o oponente, Jofran Frejat (PR), com 55,56% dos votos. Entre as propostas dele estão a adoção do turno integral em todas as escolas públicas, a redução do número de secretarias de governo, a implantação do bilhete único para transporte coletivo e a escolha de administradores regionais por meio de eleição. O governador eleito também defende uma gestão baseada na estipulação de metas e no acompanhamento de resultados.

Nesta segunda, ele disse que pretende iniciar reuniões com os deputados distritais, para fortalecer a base de apoio na Câmara Legislativa, ainda nesta semana. “A equipe de transição vai definir o procedimento, mas esse trabalho de articulação [com a Câmara] caberá ao governador. A partir desta semana, faremos contatos com os políticos para uma transição bem sucedida, que nos permita governar com eficiência já em primeiro de janeiro.”

O PSB não elegeu nenhum distrital nas eleições deste ano. Dos partidos da coligação, elegeram-se Sandra Faraj (SD), Joe Valle (PDT), Celina Leão (PDT) e Reginaldo Veras (PDT).

Primeiros passos

O novo governador anunciou que criará uma “central de projetos” e que vai buscar o equilíbrio das contas públicas do DF. Além disso, afirmou que colocará fim aos contratos temporários.

“Vamos criar uma central de projetos para aumentar a capacidade do DF de captar recursos federais e internacionais. E vamos atrás das dívidas que o DF tem a receber, tomando as providências necessárias para que se possa retomar os investimentos”, afirmou em entrevista após reunião com a Executiva regional do PSB.

Com mandato de senador até 2018, ele afirmou que vai continuar atuando no Legislativo até dezembro deste ano. Durante este período, ele pretende trabalhar em paralelo ao lado da equipe de transição.

Com a eleição de Rollemberg, Hélio José assume a vaga no Senado. Ele nasceu em Corumbá de Goiás (GO) e é servidor público federal. O homem concorreu para deputado distrital nas eleições deste ano, mas desistiu da candidatura no meio da campanha.

Contato com Dilma

Rollemberg diz que conversou por telefone nesta segunda com a presidente reeleita Dilma Rousseff. Segundo ele, os dois lados se colocaram à disposição para agir juntos pela população do DF.

“Tive a oportunidade de cumprimentar a presidente Dilma, foi uma ligação muito feliz. Ela manifestou entusiasmo em ajudar o DF e disse que eu poderia contar com ela como parceira. Agora que passaram as eleições, nós precisamos unir o DF e o Brasil para enfrentar os desafios que temos pela frente.”

Helio Doyle foi o escolhido pelo governador eleito Rodrigo Rollemberg

Helio Doyle foi o escolhido pelo governador eleito Rodrigo Rollemberg

 

Nome foi anunciado durante reunião da executiva do PSB, neste segunda. Busca por apoio na Câmara começa nesta semana, diz governador eleito.

O governador eleito do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), anunciou nesta segunda-feira (27) o primeiro nome da equipe de transição que será formada para auxiliar na transferência do governo. O jornalista Hélio Doyle será o coordenador do grupo, que terá os demais membros anunciados ao longo da semana.

“Queria ouvir o partido antes de tomar qualquer decisão. O Hélio é uma pessoa experiente, que conhece bem a máquina pública e reúne todas as condições. Vamos definir nos próximos dias o formato adequado [para a equipe], quais são as coordenações setoriais, as áreas fundamentais em que precisamos agir”, afirmou Rollemberg.

Pelos próximos dois meses, a composição será responsável por coletar informações sobre a atual gestão e facilitar a transferência de um governo para o outro. A expectativa é que a criação do comitê seja anunciada no meio da semana no Diário Oficial do DF. O anúncio foi feito após reunião com a Executiva Regional do PSB. O encontro contou com a presença dos presidentes regional, Marcos Dantas, e nacional do partido, Carlos Siqueira.

Hélio Doyle foi coordenador de comunicação das campanhas de Rollemberg e do senador eleito Reguffe (PDT) nas eleições deste ano. Professor da UnB, ele também foi secretário de Governo na gestão de Cristovam Buarque e secretário de Articulação Institucional no segundo governo de Joaquim Roriz.

O primeiro contato com o atual governador do DF, Agnelo Queiroz, deve ser feito na próxima semana, quando o comitê de Rollemberg já estiver formado. Até o momento, o GDF não anunciou nenhum nome para a equipe de governo que ajudará na transição. No domingo, durante a votação, o atual governador afirmou que daria “todo o apoio” na passagem de bastão.

Rollemberg disse que pretende iniciar as reuniões com os deputados distritais, em busca de montar uma base de apoio na Câmara Legislativa, ainda nesta semana.

“A equipe de transição vai definir o procedimento, mas esse trabalho de articulação [com a Câmara] caberá ao governador. A partir desta semana, faremos contatos com os políticos para uma transição bem sucedida, que nos permita governar com eficiência já em primeiro de janeiro”, disse Rollemberg.

O PSB não elegeu nenhum distrital nas eleições deste ano. Dos partidos da coligação, elegeram-se Sandra Faraj (SD), Joe Valle (PDT), Celina Leão (PDT) e Reginaldo Veras (PDT). (Mateus Rodrigues, do G1 DF)