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Marconi Perillo disse que não tem dúvidas de que a CPI instalada no Congresso "foi um ato de vendeta política praticado pelo ex-presidente da República", referindo-se a Lula.

Marconi Perillo disse que não tem dúvidas de que a CPI instalada no Congresso “foi um ato de vendeta política praticado pelo ex-presidente da República”, referindo-se a Lula.

O governador disse ter confiança de que a investigação que ainda ocorre no Superior Tribunal de Justiça também terá o mesmo desfecho

O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) falou nesta terça-feira sobre a decisão do Ministério Público de Goiás que arquivou investigação contra ele sobre suposto envolvimento com o contraventor Carlinhos Cachoeira, investigado, juntamente com seu grupo criminoso, nas operações Vegas e Monte Carlo.

Segundo nota da assessoria de comunicação do órgão, o Conselho Superior da entidade, em reunião na segunda-feira, homologou o arquivamento do procedimento preparatório de investigação de possível prática de ato de improbidade administrativa por parte do governador, instaurado pela Procuradoria-Geral de Justiça, por ausência de indícios que o comprovassem. O processo corre em segredo de Justiça.

Em coletiva no Palácio das Esmeraldas, o governador disse que a decisão fará cessar as especulações iniciadas em 2012 na Operação Monte Carlo, e que foram utilizadas por seus adversários políticos inclusive na campanha deste ano. Marconi disse que, apesar de feliz com a notícia, não ficou surpreso com a decisão. “Já esperava por isso, li várias vezes todos os processos, não tinha dúvida de que, mais dia, menos dia, esse assunto seria encerrado na Justiça”, disse Perillo, ressaltando que sempre manteve a consciência tranquila sobre o caso.

“Estou certo que a população de Goiás tem um esclarecimento definitivo de parte do MP estadual. Enquanto em outros casos o assunto foi remetido para investigação no Tribunal de Justiça, no nosso caso específico, o MP, através de seu Conselho Superior e seu procurador-geral de Justiça tomou a decisão unânime pelo arquivamento”, detalhou.

Marconi recordou os prejuízos que capitalizou com o caso, já que, na época das acusações estava como uma boa aprovação no governo e o caso trouxe uma queda grande em sua popularidade. Perillo disse que tem confiança de que a investigação que ainda ocorre no Superior Tribunal de Justiça também terá o mesmo desfecho, já que há tendência de que a decisão do Ministério Público possa ter alguma repercussão no STJ.

“Agora nos resta apenas aguardar a investigação no STJ para que este assunto seja definitivamente encerrado, arquivado, enfim, que a população possa ter a segurança, a certeza de que o governador no estado de Goiás, em momento algum, esteve envolvido em qualquer uma daquelas acusações acerca de qualquer relacionamento com o grupo que foi investigado naquelas operações”, disse o tucano.

O governador Marconi Perillo disse acreditar que as acusações que sofreu foram exageradas e que a CPI no Congresso que investigou o caso teve motivação política. “Não há nenhuma dúvida que a CPI instalada no Congresso foi um ato de vendeta política praticado pelo ex-presidente da República. Todo mundo sabe disso”, afirmou, se referindo a Luiz Inácio Lula da Silva.

“Eu nunca sofri um ato tão grande de perseguição como neste episódio. Muitos setores de imprensa foram obrigados a divulgar porque os vazamentos pelas metades, as informações, eram enormes”, disse o tucano. “O que importa é que eu tive força, fé, coragem, determinação ,e discernimento, para poder me defender, contra-argumentar ”, ainda acrescentou.

O tucano costuma dizer que Lula nunca o perdoou por ter avisado o petista em 2005 sobre o escândalo de pagamento de propina a parlamentares da sua base, que marcou o governo dele, e que seria apelidado depois de “mensalão”.

Porém, Perillo lembrou a recente vitória nas urnas para mais um mandato de governador (o quarto dele) já havia indicado superação das acusações perante a população goiana. “Hoje chego aqui depois de uma vitória, que, na minha opinião, já foi a resposta da população a todo este episódio, depois de um grande trabalho nosso a frente do governo, que não deixou de ser outra resposta. E agora uma resposta que, na minha opinião, é absolutamente contundente: se há uma instituição no Brasil que é respeitada, por seus atos, por suas decisões, é o Ministério Público”, ainda afirmou o governador, se dizendo feliz, porque “a Justiça começa a ser feita”.

Marconi Perillo disse também que não pensa em pedir indenizações contra possíveis ofensas a sua reputação relacionadas a Operação Monte Carlo. Mas afirmou que sua equipe de advogados vão avaliar os casos onde caberá reparações. (Por Mirelle Irene, do portal Terra)

Rollemberg

Por Tatiane Alves – O governador eleito Rodrigo Rollemberg (PSB) se reuniu hoje com o governador reeleito de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), para tratar de questões de mobilidade urbana do entorno e DF. O encontro aconteceu na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), órgão responsável pelo transporte entre DF e Goiás. Os gestores falaram sobre assuntos que consideram prioridades em seus governos, como mobilidade urbana e o consorcio de trasporte envolvendo o Governo Federal através da ANTT, o governo de Brasília e o de Goiás. A falta de empresas e a má qualidade do serviço prestado são reclamações constantes dos passageiros.

A primeira medida é a melhoria do trasporte público na região. Atualmente, as empresas que fazem as linhas do Distrito Federal para as cidades do Entorno, atuam de forma temporária até o término da licitação da ANTT que deve ser concluída ainda este ano. De acordo com Perillo faltam ônibus na região e os trabalhadores sofrem muito com isso. “O BRT está pronto e a melhor solução é estende-lo até Luziânia”, acredita o governador de Goiás. Perillo ressaltou também a importância de se criar uma faixa exclusiva para ônibus que vem do entorno de Brasília até a Rodoferroviária de Brasília.

De outro lado, segundo Perillo há uma preocupação por parte dele e de Rollemberg da extensão do BRT entre Brasília a Planaltina DF, que vai servir Planaltina Goiás e Formosa. A extensão do BRT na direção Águas Lindas e a construção do Trem de passageiros e cargas de Brasília e Goiânia e a viabilidade do trasporte férreo entre a Rodoferroviária de Brasília e a cidade de Luziânia.

Outro tema de relevância foi o consorcio de trasporte envolvendo  o Governo Federal através da ANTT, o governo de Brasília e o governo de Goiás. “A predisposição da ANTT, do governo de Goiás e do governo de Brasília é muito grande. “Tenho certeza que com essa disposição,  intensificação da pressão nossa sobre o órgãos federais e com a ajuda deles, vamos dar passos objetivos e concretos no sentido de uma solução menos longa para um drama que é de todas as pessoa que dependem do transporte público”, afirma Perillo.

Rodrigo Rollemberg reforçou a disposição para trabalhar conjuntamente com o governo de Goiás e a ANTT para buscar alternativas para a região do entorno do DF. De acordo com Rollemberg, em dezembro a ANTT apresentará o estágio dos estudos realizado para a Linha Férrea, ligando Brasília/Goiânia.  “Ainda não tomamos posse mas estamos tomando pé das questões internas  do DF. Mas há essa disposição de trabalhar conjuntamente com Goiás para resolver a questão mobilidade”, destaca Rollemberg.

Rollemberg também falou sobre ideia  de se constituir uma Agência de Desenvolvimento do entono compartilhada pelo DF e por Goias. “Uma agencia executiva e enxuta para poder gerir os problemas  comum ao entorno do DF. Um órgão executivo que possam tomar medida efetivas para garantir os investimentos e as ações necessária para melhorar a qualidade de vida do entorno do DF”, informa Rollemberg.

Medidas emergenciais

As medidas emergências, de acordo com Rollemberg, serão a tentativa de liberação de uma faixa exclusiva para o trasporte coletivo ligando essa cidades do entorno para o DF. Encurtando o tempo que essa as pessoas gastam no ônibus. “As ultimas licitações feitas para a ANTT eram desertas por falta de empresas. Por isso precisamos buscar soluções conjuntas e pensar nas alternativas, também  pensar nas alternativas de médio prazo como como a construção de BRTs, ligando varias cidades e as mais longas como a construção de ferrovias ou adaptações das ferrovia já existente aqui em Brasília e em Luziânia para  resolver o problemas da mobilidade sobretudo no entorno sul  ao DF. As mediada a curto prazo será liberação de faixa para permitir um deslocamento mais rápido do entono ao DF.

Recursos – No caso dos BRT a ideias é  receber recurso do PAC e  principalmente das concessões que estão sendo feitas. “A nossa proposta  é que o consorcio faça um realinhamento com a ANTT e construção a extensão do BRT entre Santa Maria e Luziânia. No caso do trem de passageiro é preciso ter dinheiro do PAC, depois de pronto o estudo de viabilidade. No caso de Águas lindas quando for feita a concessão da BR0-70 a uma empresa privada,  a ideias  nossa é que no edital já conste a construção do BRT. Todas essa saídas  precisam ser de médio prazo. As de curto dizem respeito ao consorcio”, finaliza Perillo. (Jornal Coletivo)

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Do G1 – Marconi Perillo (PSDB) foi reeleito governador de Goiás neste domingo (26). Com 93% das urnas apuradas, às 18h28, o tucano registrava 57,51% dos votos válidos, ou 1.632.691 votos, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele derrotou o candidato Iris Rezende (PMDB), que obteve 42,49% dos votos válidos, ou 1.206.33 votos. Essa foi a terceira vez que os políticos disputaram eleições e em todas o tucano saiu vitorioso.

O governador reeleito nasceu no dia 7 de março de 1963, em Goiânia. Ainda na infância mudou com a família para Palmeiras de Goiás, onde viveu até os 15 anos, quando retornou para a capital. Ele se formou como bacharel em direito e ingressou na carreira política como discípulo do ex-governador Henrique Santillo, de quem foi assessor especial.

Marconi obteve seu primeiro mandato político em 1990, elegendo-se deputado estadual, ainda pelo PMDB. Quatro anos mais tarde, foi eleito para a Câmara Federal. Em 1998, já no PSDB, se elegeu governador e foi reeleito em 2002. Em 2006, conseguiu se eleger senador. Voltou a ser eleito para governador em 2010 e, agora, conseguiu a reeleição.

No primeiro turno, no último dia 5, Marconi conseguiu 45,86% dos votos válidos, ou 1.451.330 votos. Já Iris Rezende obteve 28,40% dos votos válidos, o equivalente a 898.645.

Campanha – Logo após o primeiro turno das eleições, Marconi e Iris fizeram um acordo com a Justiça Eleitoral  de Goiás para evitar o derramamento de milhares de santinhos pelas ruas, como ocorreu na etapa anterior, quando cerca de 143 toneladas de lixo proveniente das campanhas eleitorais foram recolhidos apenas na capital.

A partir daí, os dois retomaram as campanhas eleitorais e, no seu primeiro programa na TV, Marconi relembrou os projetos sociais que criou durante os três mandatos em que governou o estado. Já Iris fez críticas às pesquisas de intenção de voto realizadas antes do pleito, já que, segundo ele, de cinco institutos que fizeram o levantamento, apenas um se aproximou o resultado da votação.

A campanha no segundo turno foi marcada por infrações eleitorais e um dos casos de maior destaque envolveu uma animação chamada de “Rei Mandão”. O nariz do personagem, usado no programa de Iris, crescia de acordo com as mentiras que contava. A coligação de Marconi recorreu ao TRE-GO alegando que tal animação fazia alusão ao tucano. O órgão acatou o pedido e determinou uma multa de R$ 10 mil para cada veiculação. No dia seguinte, o personagem foi substituído por outro, um fantasma que usava uma placa no pescoço com o termo “censurado”.

Um dos momentos em que houve embate entre os dois foi no debate promovido pela TV Anhanguera, no último dia 23. Marconi fez questão de ressaltar suas obras e benfeitorias do primeiro mandato, enquanto Iris aproveitou para criticar a situação do atual governo.

Propostas - No segundo turno, Marconi voltou a ser criticado por ter retirado a titulação de professores e por “falhas” na segurança pública. O governador reafirmou que vai trabalhar para melhorar as situações nas escolas, transformando-as em tempo integral e prometeu investimentos na área da segurança pública, incluindo a ampliação e readequação das penitenciárias do estado. Marconi também prometeu investir na valorização dos policiais e em serviços de inteligência.

O governador ainda garantiu que vai combater a corrupção, investindo em controle interno e na ampliação do acesso digital aos cidadãos sobre salários de servidores do executivo estadual, além dos dados sobre processos, licitações e despesas.

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Pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira mostra que o candidato à reeleição ao governo de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), lidera a corrida eleitoral com 41% das intenções de voto. Em segundo lugar, aparece o ex-governador Íris Rezende (PMDB) com 28%. Em seguida, Vanderlan Cardoso (PSB), com 6% das intenções de voto.

Antônio Gomide, do PT, tem 5%; Alexandre Magalhães, do PSDC, 1%; Marta Jane, do PCB, 1%; e Professor Weslei Garcia, do PSOL, não pontuou. Brancos e nulos somam 9% e Não sabe ou não respondeu 9% dos entrevistados.

O Ibope fez a pesquisa entre os dias 10 e 12 de agosto. O instituto ouviu 812 eleitores em 41 municípios. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. Encomendada pela TV Anhanguera, afiliada da TV Globo, o levantamento é o segundo do Ibope após o registro das candidaturas.

No levantamento anterior, realizado divulgado no último dia 2 deste mês, Marconi tinha 35% das intenções de voto, Iris, 26%, e Vanderlan, 8%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com o número GO-00063/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR–00370/2014.

Rejeição e avaliação

A pesquisa também aferiu a taxa de rejeição dos candidatos, ou seja, aquele em quem o eleitor diz que não votará de jeito nenhum. Marconi Perillo tem a maior rejeição, com 25%; Iris Rezende, 20%; Marta Jane, 12%; Alexandre Magalhães, 10%; Professor Weslei Garcia, 10%; Antônio Gomide, 9%; Vanderlan Cardoso, 9%. De acordo com o levantamento, 16% dos entrevistados poderiam votar em qualquer um dos candidatos. Não sabe ou não respondeu: 21%

Os eleitores também responderam sobre a avaliação ao governo Marconi Perillo. Segundo o instituto de pesquisa, 40% disseram que gestão é “ótima ou boa”. Outros 35% afirmaram que ela é “regular”. Os que dizem que ela é “ruim” somam 10%. Já os que acham o governo “péssimo” são 12%. Os que não sabem ou não responderam somam 4%.

Caiado lidera na disputa pelo Senado

A pesquisa também apontou que o deputado federal Ronaldo Caiado (DEM) lidera com 38% das intenções de voto para o Senado. Marina Sant’Anna (PT) está na segunda colocação, com 12%, seguido de Vilmar Rocha (PSD), com 8%.

Os candidatos Antônio Neto (PCB) e Aldo Muro (PSDC) estão com 2% cada, e Aguimar Jesuíno (PSB) e Elber Sampaio (PSOL), 1%. Votos em branco e nulo somam 12%, e indecisos, 24%. (O Globo)

Seminário, coordenado pelo TCU, abordou o tema e trouxe soluções. Foto: Glaucya Braga/GDF

Seminário, coordenado pelo TCU, abordou o tema e trouxe soluções. Foto: Glaucya Braga/GDF

Autoridades e especialistas em segurança pública se reuniram nesta terça-feira (13) no Tribunal de Contas da União (TCU) para apresentar os resultados desenvolvidos na área. No evento, intitulado “Diálogo Público – em busca de soluções para a governança das políticas públicas de segurança”, também foi abordada a gestão integrada das políticas, com ênfase na região do Entorno do Distrito Federal.

“O papel do TCU é preventivo, de ajudar na elaboração das políticas públicas. Todos os gestores do país querem isso: ações para resolver o problema e não só fiscalizar. Estamos avançando em relação à segurança pública no DF. Investimos muito na parte humana, de material e equipamento, tecnologia, além de termos ampliado o sistema prisional em 400 vagas e integrado as nossas Forças de Segurança”, afirmou o governador Agnelo Queiroz.

Quando questionado em relação à segurança no Entorno, o governador afirmou que a integração é a solução para esse problema. “Temos uma população na região do Entorno de mais de 1,2 milhão de habitantes, e não temos a governabilidade sobre essa área, por isso a dificuldade é maior. Tem que ter uma ação integrada que envolva o estado de Goiás com a ajuda do governo federal. Temos interesse direto nessa relação”, ressaltou o chefe do Executivo local.

Sobre o assunto do Entorno, o governador de Goiás, Marcone Perillo, foi categórico ao dizer que o estado precisa “de ajuda financeira, de um pacto com o governo federal e o de Brasília para termos recursos e efetividade na segurança do cidadão do Entorno”. De acordo com ele, só neste ano, foram contratados 3,8 mil novos policiais para a região. “Conseguimos melhorar as estatísticas, mas ainda não estamos satisfeitos”, concluiu.

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Augusto Naves, destacou que o quadro em relação à segurança pública no Brasil ainda é preocupante, justamente pela falta de “política nacional integrada e de uma comunicação entre todo o sistema de segurança no Brasil”.

Para melhorar o quadro atual, o ministro enfatizou o novo sistema adotado pelo TCU, que são as auditorias coordenadas. “Estamos chamando os outros tribunais de contas dos estados para fazer uma sistematização de todos os setores. Com isso, os governos passarão a ter consciência dos gargalos de cada setor, levantamento que ajudará os gestores na tomada de decisões”.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, sinalizou que o governo federal já está cumprindo as orientações do tribunal. “Buscamos o aperfeiçoamento na gestão e o aumento no controle da forma com que os gastos são feitos. Esse é um grande desafio que o TCU nos orienta e que estamos conseguindo. Em segurança pública, o governo federal não pode ser uma casa da moeda, que abastece os estados. Ele é alguém que é parceiro”, avaliou.

O seminário segue na parte da tarde com palestras sobre o debate da segurança pública no Legislativo e o papel da União, dos Estados e dos Municípios no tema. (Kelly Ikuma, da Agência Brasília)

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Campeão carioca agitou arena brasiliense no domingo (20) e levou mais de 19 mil torcedores à arena

A torcida flamenguista do Distrito Federal provou mais uma vez por que a capital ganhou o título de “segunda casa dos rubro-negros”. Mais de 19 mil torcedores, a grande maioria flamenguistas, estiveram no Mané Garrincha nesse domingo (20). A maior torcida do DF vibrou e empurrou o time carioca que, no entanto, ficou no empate em 0 x 0 com o Goiás.

O jogo marcou um novo recorde para o estádio. Desde a inauguração, há 11 meses, cerca de 686 mil pessoas estiveram na arena.

O número ultrapassou o dobro do público total do antigo Mané Garrincha, que recebeu cerca de 340 mil pessoas em 36 anos de funcionamento. Antes mesmo dos sete jogos que Brasília sediará na Copa do Mundo, os dados já comprovam o sucesso da arena.

O supervisor Gilmar Silva, 35 anos, foi ao estádio pela oitava vez. “Só perdi um jogo até agora. Desta vez, a emoção é especial porque vim bem acompanhado”, comentou. Gilmar foi um dos ganhadores da promoção “Brasileirão 2014 no Mané”, e trouxe o filho Gustavo Pedro, 17 anos. “Fiquei sabendo da promoção pelo Facebook do Copa DF”, contou o universitário.

LAR, DOCE LAR – A escolha de Brasília para ser a segunda casa do Mengão tem um motivo claro. Dados de uma pesquisa da Companhia de Desenvolvimento do Planalto (Codeplan) revelam que 52,14% dos moradores do Distrito Federal são flamenguistas.

“Mais uma vez, os torcedores do Flamengo no DF deram um show nas arquibancadas. Ficamos felizes em receber o público, e em registrar mais uma marca histórica para o Mané Garrincha”, declarou o secretário Extraordinário da Copa, Claudio Monteiro.

Nos nove jogos realizados no Mané com a presença do Flamengo, foram mais de 340 mil torcedores. Ou seja: mais da metade do público que já compareceu ao Estádio Nacional de Brasília até o momento.

A roraimense Daiane Silva, 33 anos, nunca tinha entrado em um estádio de futebol. Ela veio ao Mané com o filho Caíque, 8 anos, que faz tratamento contra câncer em Brasília desde outubro. “Sou flamenguista e fã do Everton. Estou muito alegre em ver um jogo assim, de pertinho”, contou Caíque.

O garoto fez parte de um grupo de 13 crianças da Associação Brasileira de Assistência às Famílias de Crianças Portadoras de Câncer e Hemopatias (Abrace), entidade que presta assistência a crianças em tratamento de câncer no Distrito Federal, em uma parceria com a Secretaria Extraordinária da Copa, do Governo do Distrito Federal.

As forças de Segurança dentro e nos arredores do estádio Mané Garrincha não registraram incidentes graves, desde o acesso até a saída dos torcedores. Segundo a polícia, 11 pessoas tentaram pular as catracas de acesso à arena, mas foram contidas e encaminhadas para a 5ª delegacia.

Durante o jogo, um torcedor atirou uma garrafa plástica no campo. O objeto não acertou nenhum jogador e foi recolhido pelo juiz. Pessoas que estavam na torcida do Flamengo condenaram o ato e indicaram aos policiais o autor da agressão, que foi encaminhado à mesma delegacia.

Nesta segunda-feira (21), o Mané Garrincha será palco da final da Copa Verde. O Brasília Futebol Clube precisa de uma vitória para levar o título sobre o Paysandu e garantir uma classificação inédita para a Copa Sul-Americana de 2015.

Joesley é irmão de Junior Friboi, candidato ao governo de Goiás

Joesley é irmão de Junior Friboi, candidato ao governo de Goiás

Joesley Batista é acusado de crime financeiro com dona do Banco Rural

O controlador do grupo J&F Participações, Joesley Batista, que controla o Friboi, maior frigorífico do mundo, e a ex-presidente do banco Rural, Kátia Rabello, que cumpre pena de prisão no caso do mensalão, foram indiciados pela Polícia Federal sob a acusação de fazerem empréstimos cruzados entre instituições financeiras nas quais têm participação, segundo reportagem de Andreza Matais no jornal O Estado de S. Paulo. Consideradas ilegais, as operações envolveram empréstimos de R$ 160 milhões. A pena pelo crime contra o sistema financeiro pode chegar a seis anos de reclusão, além de multa. Josley Batista é irmão de Junior Friboi, um dos pré-candidatos do PMDB ao governo de Goiás.

Segundo a Polícia Federal, as empresas recorreram à troca de empréstimos numa operação conhecida como “chumbo cruzado”, muitas vezes usada para simular negócios e inflar balanços. Em outra investigação, o Banco Central também viu irregularidades nos empréstimos entre o banco Rural e o banco Original, que pertence à J&F.

O indiciamento ocorre quando a autoridade policial se convence de que há indícios suficientes de que o investigado praticou a infração penal e que deve ser denunciado pelo Ministério Público à Justiça, mas não significa condenação. A J&F negou ter realizado operação casada.

Investigação. A investigação da Polícia Federal chamou a atenção para empréstimos feitos em datas muito próximas entre empresas dos dois grupos. Segundo a apuração, o banco Rural emprestou R$ 80 milhões ao grupo J&F Participações S/A e à empresa Flora Produtos de Higiene e Limpeza, que pertence ao J&F, em 22 de dezembro de 2011.No mesmo dia em que as empresas do grupo J&F receberam os empréstimos em suas contas no banco Rural, o dinheiro foi transferido às contas no banco Original.

Quatro dias depois, o banco Original repassou os R$ 80 milhões para a Trapézio S/A, empresa holding que controlava as instituições financeiras do Rural. Três dias depois dessa transação, a Trapézio aplicou parte do valor (R$ 65 milhões) no aumento de capital social do banco Rural, ao integralizar ações ordinárias nominativas. Na época, o Rural era pressionado pelo BC a reforçar seu capital. Com a operação, o Rural obteve a “folga” financeira necessária.

Outro ponto que chamou a atenção da Polícia Federal foi o fato de o próprio banco Original ter indicado que as condições para o empréstimo para a Trapézio eram desfavoráveis. O empréstimo correspondia a 4,5 vezes o patrimônio líquido da Trapézio em novembro daquele ano. Na classificação de risco feita pelo Original, a nota da Trapézio era D-.

Na véspera. A PF também chamou a atenção para o fato de que as empresas tomadoras dos empréstimos não tinham relacionamento bancário com as instituições financeiras até a véspera da operação de crédito. A Trapézio abriu uma conta no Original uma semana antes da liberação dos recursos. A Flora Produtos abriu a conta no Rural um dia antes de conseguir o empréstimo e a J&F Participações, apenas três dias antes.

Nem Joesley nem Kátia participaram das decisões dos comitês de crédito dos bancos que aprovaram a concessão dos empréstimos. Joesley, contudo, foi o avalista dos contratos firmados entre a J&F e a Flora Produtos com o Rural. Kátia assinou o contrato pela Trapézio. A PF conclui, ainda, que Joesley foi o “responsável” pela decisão das operações financeiras realizadas pelo grupo econômico controlado pela J&F. O indiciamento pela PF foi encaminhado ao Ministério Público, que ainda não se posicionou.

Outras 15 pessoas entre diretores dos bancos Rural e Original supostamente envolvidos nas operações irregulares e administradores das empresas usadas para a triangulação também foram indiciados pela PF em 16 de janeiro deste ano. O inquérito tramitou em Porto Alegre (RS), sede do banco Original, e foi aberto a pedido do Ministério Público Federal de Minas Gerais, por sua vez acionado pelo Banco Central.

Entre os indiciados pela PF estão três executivos do Rural que também foram condenados na Ação Penal 470 (mensalão): a própria Kátia Rabello, com pena de 16 anos e 8 meses, e os ex-diretores Vinícius Samarani e José Roberto Salgado. (Fonte: portal Diário do Poder)

Pelo menos cinco pessoas foram presas nesta terça-feira durante a Operação Faraó II. A ação feita no Distrito Federal e em Goiás quer desarticular uma organização criminosa voltada para a prática dos crimes de grilagem – apropriação de terras públicas indevidamente e por meio de falsificação de documentos de titularidade – de terras e lavagem de dinheiro.

A operação foi comanda pela Delegacia Especial de Proteção ao Meio Ambiente e à Ordem Urbanística (Dema) do Distrito Federal. A primeira edição da Operação Faraó foi realizada em junho deste ano, quando foram cumpridos mandados contra acusados de crimes de invasão e parcelamento irregular de área pública, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. (Portal Terra)

Andressa Mendonça, mulher de Carlinhos Cachoeira

Andressa Mendonça, mulher de Carlinhos Cachoeira

Josie Jeronimo, de Goiânia – IstoÉ – Dona de uma loja de lingeries e biquínis, a desinibida empresária Andressa Mendonça, 31 anos, não hesita em exibir seus atributos físicos para fazer propaganda dos produtos que vende (a foto acima está aí para provar isso). Andressa adora mesmo os holofotes. Casada com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, ela sempre fez questão de dar demonstrações explícitas de afeto. Ao visitar o marido na cadeia, costumava mimá-lo com afagos – diante dos próprios agentes penitenciários.

Numa ocasião, enquanto o contraventor prestava depoimento, chamou a atenção dos policiais por passar longos minutos conferindo fotos em um tablet. Detalhe: eram sempre retratos dela própria, em situações das mais diversas. Vaidosa, bonita e dona de um corpão, Andressa agora quer entrar na política. Há alguns dias, filiou-se ao PSL de sua terra natal, Goiatuba, cidade a 150 km de Goiânia. Seu objetivo é candidatar-se a deputada federal em 2014. Mas a nova e surpreendente empreitada da “musa do bicho”, apelido que ganhou depois de casar com Cachoeira, não tem nada a ver com o apreço dela pelas câmeras de tevê. O que está por trás de sua candidatura é um plano elaborado pelo bicheiro para se reaproximar do centro do poder.

Devastados pela divulgação das escutas da Operação Monte Carlo, parlamentares ligados a Cachoeira passaram os últimos dois anos no limbo político ou, como ele, na cadeira reservada aos réus. Sem poder contar com aliados de imagem já desgastada, o bicheiro quer voltar à cena política de Goiás para remontar sua bancada no Congresso. O trampolim para isso será a musa Andressa Mendonça. “Ela vai representar o eleitorado feminino, porque mostrou ser uma pessoa de fibra”, afirma o presidente do PSL de Goiás, Dário Paiva. Andressa será apresentada como empresária dedicada, uma assistente social meiga e uma mulher forte que enfrentou os dissabores de se casar com uma figura de vida polêmica.

Além de usar a mulher para chegar a Brasília, Cachoeira pretende aliar-se a siglas nanicas e, assim, ganhar musculatura para seu projeto. Ele já se aproximou do PMN e do novato Solidariedade. Sua meta é formar uma frente partidária de pelo menos seis legendas. A cada 170 mil votos conquistados, a frente fará um deputado federal. Fora da frente partidária das siglas nanicas, o PT de Goiás também mantém relações com o contraventor. O favorito para a vaga do Senado que será renovada no ano que vem é o prefeito de Anápolis, Antonio Gomide (PT), citado nas investigações da Operação Monte Carlo. O irmão de Gomide, o deputado Rubens Otoni (PT-GO), chegou a ser flagrado em vídeo negociando com Cachoeira apoio para sua campanha política. Gomide foi procurado pela reportagem de ISTOÉ, mas não quis dar entrevista.

Pouca gente se atreve a falar mal do contraventor ou rejeitar a sua presença nos palanques. Nas eleições municipais do ano passado, Cachoeira estava preso e fez minguar a corrida eleitoral de muitas cidades de Goiás. O bicheiro sempre foi um generoso doador de campanha e o mote das investigações da Polícia Federal contra ele foi a retribuição dos recursos na forma de contratos generosos com governos. Além da ascendência que mantém sobre obras da construção civil e o dinheiro de suas empresas da indústria farmacêutica, Cachoeira dispõe de um considerável grupo de comunicação para colocar à disposição de seus apoiados políticos. No nome de seu ex-cunhado, o bicheiro tem uma empresa de publicidade e propaganda, uma rádio e uma emissora de televisão. Agora, ele tem também uma bela mulher para atrair votos – e levá-lo de volta ao poder.

Governador Agnelo Queiroz celebra com representante do Governo de Goiás acordo de cooperação técnica para incentivar o crescimento da região que abrange o DF e mais 10 municípios goianos. Medida foi assinada em evento promovido pela Codeplan, em parceria com a Casa Civil do DF

 

O governador Agnelo Queiroz, acompanhado da primeira-dama, Ilza Queiroz, assinou nesta terça-feira acordo de cooperação técnica com o governo do Goiás. Esse foi o primeiro passo no planejamento integrado para promover o desenvolvimento da Região Metropolitana de Brasília. O evento marcou o encerramento do seminário “Perspectivas para o Desenvolvimento da Área Metropolitana de Brasília”, promovido pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), em parceria com a Casa Civil.

De acordo com o governador Agnelo Queiroz, a integração do GDF com o governo de Goiás garantirá a adoção de políticas públicas mais eficazes. “A solução dos problemas do DF deve passar pela integração das administrações que cuidam da região”, afirmou o governador. “Esse acordo vai permitir à Codeplan fazer a Pesquisa Metropolitana por Amostra de Domicílios (PMAD) e a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED). Com isso, teremos dados concretos da região para orientar as ações dos governos do DF, Goiás e federal”, completou.

Além de Agnelo Queiroz, assinaram o acordo o representante do governo de Goiás e secretário de Desenvolvimento do Entorno, André Clemente; o secretário-chefe da Casa Civil do DF, Swedenberger Barbosa; o secretário do Entorno do DF, Arquicelso Bites; e o presidente da Codeplan, Jlio Miragaya. O acordo idealiza uma nova forma de ação. As dificuldades sofridas pelos habitantes da região metropolitana não reconhecem barreiras geográficas”, declarou o secretário do Entorno de Goiás, André Clemente.

Seminário – Promovido pela Codeplan, o seminário reuniu representantes da sociedade, do GDF e do governo de Goías em busca de mais soluções para o desenvolvimento da Região Metropolitana de Brasília. O evento é vinculado à Secretaria de Planejamento e Orçamento do DF (Seplan), em parceria com a Casa Civil. “A intenção é fazer esse debate de forma periódica, porque mais discussões sobre as necessidades da região podem garantir mais soluções nessa área tão necessitada”, comentou o secretário do Entorno do DF, Arquicelso Bites.

A Área Metropolitana compreende, além do Distrito Federal, mais 10 municípios localizados no estado de Goiás (Planaltina, Formosa, Águas Lindas de Goiás, Padre Bernardo, Santo Antônio do Descoberto, Alexânia, Novo Gama, Valparaíso de Goiás, Cidade Ocidental e Luziânia).

Oportunidades Foram debatidas no seminário as oportunidades para ampliação, modernização e diversificação da infraestrutura da Área Metropolitana de Brasília. Entre elas, melhorias da mobilidade urbana, que contemplariam as seguintes iniciativas: a extensão até Luziânia do projeto do Expresso Sul – que ligará Santa Maria e Gama ao centro de Brasília; o início da interligação da região ferroviária Norte-Sul; e a ampliação dos serviços dos transportes de carga para também serem utilizados por passageiros.

O secretário-chefe da Casa Civil, Swedenberger Barbosa, foi enfático ao explicar que os projetos devem ser estudados pelos governos do DF e Goiás, com apoio da União, devido à magnitude das obras. “É preciso estudar alternativas em conjunto, propor as soluções também em âmbito federal, que é uma instância superior ao GDF e Goiás”, recomendou o secretário.

O presidente da Codeplan, Júlio Miragaya, lembrou que um projeto para construir um gasoduto na Região Metropolitana seria uma alternativa para trazer a industrialização e geração de empregos no local, uma vez que a medida já foi utilizada em outras regiões brasileiras. “A principal causa do fosso econômico entre o DF e a Região Metropolitana é a falta de industrialização nessa última, o que levou à grande concentração de empregos na capital federal”, destacou Júlio Miragaya.

 

Goiás 247 – O Ministério Público Eleitoral precisa ficar atento. Integrante do Conselho de Administração do JBS-Friboi, o maior frigorífico no setor de carne bovina do mundo e líder de mercado no Brasil e na Argentina, o empresário José Batista Júnior, o Júnior do Friboi, teria garantido a aliados que vai jorrar dinheiro na campanha municipal deste ano. A meta seria eleger o maior número possível de prefeitos e vereadores para dar suporte à sua hipotética candidatura ao governo em 2014.

A quantia é absurda e extrapola os limites legais impostos pela Justiça Eleitoral. Júnior teria reservado incríveis R$ 30 milhões para “torrar” com candidatos a prefeito e a vereador de diversos partidos. Para ao pleito estratégico de 2014, quando pretende entrar pesado na disputa pelo Governo, já teria “separado” a bagatela de R$ 100 milhões para fazer a alegria principalmente dos partidos nanicos.

Sócio do BNDES, a última do empresário goiano foi comprar pela ninharia de US$ 15 milhões um iate de 140 pés exclusivamente para zarpar pelas ondas que cercam Miami, conforme revelou o jornalista Lauro Jardim na coluna Radar, da revista Veja. Mas sobre o pleito deste ano, o Jornal Opção, de Goiânia, fez as seguintes observações na edição que circula esta semana:

José Batista Júnior teria um “patrimônio pessoal de 10 bilhões de reais”. E mais: o grupo JBS-Friboi, do qual é sócio, fatura cerca de 60 bilhões de reais por ano. Com tanto dinheiro em caixa, Friboi teria dito a aliados que reservou pelo menos 30 milhões para financiar candidatos a prefeito de vários partidos (teria confidenciado que “separou” 100 milhões de reais para disputar o governo em 2014).

Prossegue a publicação: ocorre que, com a campanha iniciada, vários aliados afirmam que não receberam nenhum centavo do que havia sido prometido com tanta ênfase. O Jornal Opção ouviu alguns candidatos “apoiados” pelo “empresário dos bilhões”, como é conhecido no interior. Esperançosos de que ainda vão receber algum apoio financeiro, decidiram falar com o Jornal Opção, desde que seus nomes não fossem mencionados”.

Na sequência, o Jornal Opção avalia: os candidatos garantem que Friboi fala que vai ajudar, que o dinheiro está saindo, mas, quando procurado, não é encontrado. Ele manda avisar que está viajando para os Estados Unidos, ou para São Paulo e Rio de Janeiro, e seus auxiliares não têm autoridade para liberar nem mesmo mil reais para pôr gasolina nos carros. Na sede de seu partido, o PSB, Júnior controla as despesas com mão de ferro. Costuma dizer que Barbosa Neto — presidente decorativo do PSB — não manda em nada e deve ser tratado como mais um de seus empregados.

Em conversas reservadas com integrantes do PSB, Friboi abre o jogo e sustenta que não vai financiar candidatos do PMDB — exceto alguns com os quais havia se comprometido de modo mais efetivo, como Ernesto Roller, em Formosa —, pois, em 2014, o partido não o apoiará para governador, possivelmente optando por Iris Rezende, Iris Araújo ou Paulo Garcia. Sem dinheiro, vários candidatos, num linguagem grosseira e indelicada, começam a chamá-lo de “Traíra Júnior”.

O Ministério Público Eleitoral tem de ficar de olho nas contas apresentadas por Júnior do Friboi e por seus aliados, conclui a reportagem do Jornal Opção.

 

A cidade de Goiás Velho (GO), a 142 quilômetros de Goiânia, está em estado de alerta por causa das chuvas que atingem a região. A Defesa Civil elaborou um plano de evacuação de parte do centro histórico, caso o volume de água do Rio Vermelho suba além do esperado.

A estimativa da Defesa Civil é que cerca de 2 mil pessoas vivam e trabalhem na região que poderá ser desocupada em caso de alagamento. “É uma região turismo e de comércio, com bancos, hotéis e lojas”, disse o major da Defesa Civil, Jailton Figueiredo.

No momento, o nível do rio está dentro da normalidade. “É um rio que, por ser perto da cabeceira, ganha volume muito rápido, mas também perde volume com a mesma rapidez”, explicou o major Jailton.

Há dez anos, Goiás Velho ganhou o título de Patrimônio da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Um mês depois de ter recebido o título, a cidade enfrentou uma das maiores enchentes de sua história. A casa onde viveu a poetisa Cora Coralina e mais quarenta casarões tombados sofreram danos sérios. A destruição atingiu ainda lojas, calçadas, postes e pontes da cidade.

No ano passado, uma nova cheia deixou mais de 100 pessoas desalojadas, algumas casas danificadas e provocou a interdição de oito pontes por risco de desabamento.

A previsão é que chova na região, pelo menos, até sexta-feira (6). (Prsicilla Mazenotti, da Agência Brasil)

Valor Econômico

 

Um dos donos do maior grupo processador de carne bovina do mundo, o JBS-Friboi, José Batista Júnior irá tentar conquistar para o agronegócio o governo do estado de Goiás, seguindo os passos do governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PR), que chegou a ser o maior produtor de soja do mundo. Batista Júnior filiou-se ao PTB, em sua segunda incursão no mundo partidário. Na primeira, em 2005, quando ingressou no PSDB, desistiu de tentar candidatura quando começou a enfrentar no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) acusações de cartelização na produção de carne. Batista Júnior negou as acusações e a Friboi terminou excluída do processo, encerrado em 2007.

 

Os planos de Batista Júnior são ambiciosos: o empresário quer reunir em seu palanque todas as forças políticas em Goiás. Atualmente, a disputa goiana se divide em três blocos: o do governador Alcides Rodrigues (PP), que não pode disputar a reeleição e incentiva o surgimento de uma candidatura unindo PP, DEM e PR; o do prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), que pretende se coligar com o PT e o do senador Marconi Perillo (PSDB), relativamente isolado mas com o prestígio popular de ter sido eleito governador duas vezes. Morador em Fort Collins, no estado norte-americano do Colorado, mas natural de Anápolis, Batista Júnior se acha vocacionado para representar a todos.

 

“A disputa seria muito difícil para todas as partes, que atualmente têm mandato. Escolhi o PTB justamente porque o partido pode compor com todos. Goiás pode caminhar para um grande consenso. Se for para bater chapa com alguém, eu não vou entrar”, afirmou. Batista Júnior afirma que irá aguardar até maio do próximo ano para tomar uma decisão. “É a data decisiva porque saberemos se o Iris quer ou não disputar em 2010. Para concorrer, ele vai ter que se desimcompatibilizar” , disse.

 

A JBS se destacou em 2006 como grande financiadora de campanhas. Doou ao total R$ 7,5 milhões, segundo o registro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Um terço deste valor foi destinado à campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem Batista Júnior não poupa elogios. “Lula fez um governo que internacionalizou o Brasil” , afirmou, em uma espécie de auto-referência velada, já que a JBS desde 2005 comprou empresas na Argentina, Estados Unidos e Austrália e passou a produzir carne bovina nestes países.

 

Leia mais: http://www.valoronline.com.br/?online/politica/6/5981131/dono-da-friboi-vai-tentar-governo-de-goias#ixzz0YcxPTx9H

 

O ex-governador Joaquim Roriz (PSC) visitou hoje pela manhã o prefeito de Goiânia, Íris Resende (PMDB), para avaliar os cenários políticos para as eleições de 2010 em Goiás e no Distrito Federal. “Eu e Roriz estaremos juntos porque nossos sentimentos e objetivos são comuns”, disse o prefeito goiano. “Faço questão de estar com Íris, o meu compromisso é com ele e Goiás espera que ele seja candidato ao governo do estado”, respondeu Joaquim Roriz.

 

Os dois conversaram por mais de quatro horas – primeiro no gabinete no Paço Municipal e depois num almoço do ex-deputado federal Euller Morais, presidente do PSC de Goiás – e debateram também a idéia do ex-governador do DF de ampliar o quadrilátero do Distrito Federal para incorporar parte dos municípios goianos do chamado Entorno. “Tudo que for para favorecer o povo goiano, eu endosso”, disse o prefeito Íris.

 

Roriz e Iris se conhecem há mais de trinta anos e chegaram a militar juntos no PMDB goiano onde, ao longo dos anos, estabeleceram uma firme amizade. “Roriz e um irmão político que não tive”, definiu Iris Resende, que voltou a lamentar a decisão do PMDB nacional de não conceder a intervenção na Executiva do partido no DF. “ Foi um grave erro do PMDB nacional, mas o de Goiás esta de braços dados com ele”, garantiu o prefeito goiano, que definiu o Roriz como “o maior líder de Brasília e do Entorno”.

 

Roriz e Iris Resende discutiram com o prefeito de Aparecida, o ex-senador e ex-governador de Goiás, Maguito Vilela, a ampliação do quadrilátero com um mapa levado pelo ex-governador do Distrito Federal. Visualizando o mapa e apontando as vantagens da ampliação do Distrito Federal dos atuais 5.800 kilometros quadrados para 14.400 kilometros, os três concordaram com a necessidade de debater o assunto com a população de Goiás e do Distrito Federal.

 

“É uma proposta audaciosa, mas que contem boas soluções para o crescimento do Entorno”, ponderou Maguito Vilela, que vê a possibilidade dela resolver os problemas atuais de segurança, saúde e educação da região do Entorno de Brasília.

 

O governador de Goiás, Alcides Rodrigues Filho (PP), ajuizou queixa-crime no Supremo Tribunal Federal (STF), contra o deputado federal Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), acusando o parlamentar da prática dos crimes de calúnia, difamação e injúria. Leréia teria ofendido o governador durante entrevista à imprensa.

 

De acordo com o advogado do governador, durante uma entrevista à Rádio CBN, em maio de 2009, o parlamentar se afastou do tema central da conversa – a situação financeira da Centras Elétricas de Goiás (CELG) – e “partiu para a ofensa explícita”, acusando Alcides Rodrigues de ser responsável pelo endividamento da empresa.

 

Segundo a queixa, o deputado estaria agindo em defesa do ex-governador do estado, que seria seu aliado político. Leréia usou, na ocasião, palavras como “traidor” e “sem caráter” para se referir ao governador, além de dirigir ao secretário estadual de Fazenda ofensas como “agiota” e “raposa”.

 

Henrique Meirelles espera, ainda, uma nova conversa com o presidente Lula para decidir se vai ou não disputar as eleições do ano que vem. O presidente do Banco Central tem convite para se filiar ao PMDB e ao PP de Goiás. Também está indeciso se disputa o governo do Estado ou uma vaga no Senado.

 

Hoje em São Paulo ele confirmou o pedido do presidente Lula para que permaneça à frente do Banco Central. Meirelles disse que levará em consideração a opinião do presidente Lula. Meirelles vai se filiar a um partido político até o fim do mes (ele marcou a data de 27 de setembro para isso) e deixaria a decisão sobre a candidatura para mais adiante.

 

Por sugestão dos senadores Marconi Perillo (PSDB-GO) e Jayme Campos (DEM-MT), a Comissão de Serviços de Infraestrutura aprovou requerimento para realização de uma audiência pública para discutir a questão do transporte coletivo que atende a população do Entorno do Distrito Federal. Serão convidados para a reunião os governadores do DF, José Roberto Arruda, e de Goiás, Alcides Rodrigues.

 

A proposta do debate foi motivada por notícias frequentes sobre confrontos entre usuários e motoristas – inclusive com a queima de veículos – e problemas entre os empresários das linhas de ônibus e a comunidade que mora no entorno e trabalha na capital, necessitando do sistema de transporte coletivo para se locomover.

 

A audiência pública deve incluir temas como valores das tarifas e serviços prestados pelas empresas. Também serão convidados os presidentes da Agência Nacional de Transportes Terrestres, Bernardo Figueiredo, da Associação em Prol da Luta dos Usuários de Transporte Coletivo do Entorno (Alute), João Pereira, e da Associação dos Usuários do Transporte Coletivo de Brasília do Entorno (Autranc). A comissão ainda não definiu a data para realização da audiência.

Ação civil pública defende competência do órgão federal e pede a devolução de processos de licenciamento encaminhados ao Ibram e ao estado de Goiás.

 

apa

O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF) ajuizou ontem, 27 de maio, ação civil pública para garantir que os processos de licenciamento ambiental de empreendimentos e atividades de grande impacto localizados dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) do Planalto Central sejam conduzidos pelo Ibama. A ação é contra a União, o Ibama, o GDF, o Instituto de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Distrito Federal – Brasília Ambiental (Ibram) e o estado de Goiás.

 

O MPF/DF pede que a Justiça reconheça a nulidade parcial do decreto presidencial assinado em 29 de abril para modificar a APA do Planalto do Central, especialmente em relação à competência para a condução dos processos de licenciamento ambiental. Segundo o Ibama, o ato teria transferido tal competência ao Ibram e ao órgão ambiental de Goiás. Em razão disso, vários processos de licenciamento foram encaminhados a esses órgãos. Para o procurador da República Francisco Guilherme Bastos, entretanto, a interpretação é equivocada e pode trazer graves prejuízos à sociedade e ao meio ambiente.

 

Bastos sustenta que o decreto não tem amparo legal. Isso porque, alterações em unidades de conservação não podem ser feitas por meio de ato normativo, somente por lei em sentido estrito. A exigência está prevista na Constituição Federal e na Lei 9.985/2000. Por outro lado, o procurador afirma que o decreto presidencial não transfere a competência para os órgãos distrital e estadual, como alega o Ibama. Ao contrário, o ato remete a questão à regra geral prevista na Lei 6.938/1981, que determina que o licenciamento ambiental em unidades de conservação de domínio da União, caso da APA do Planalto Central, é de competência do Ibama.

 

Urgência

 

O Ministério Público alerta que o posicionamento da Justiça é urgente, pois ainda que as licenças expedidas pelo Ibram e pelo estado de Goiás sejam anuladas futuramente, em razão da ilegalidade dos processos de licenciamento, os danos ambientais causados podem ser irreparáveis. A ação judicial registra ainda os inúmeros pedidos encaminhados pela Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) ao Ibram para a regularização de loteamentos irregulares localizados dentro da APA do Planalto Central.

 

Em liminar, o MPF pede que o Ibama deixe de encaminhar os processos de licenciamento de empreendimentos na APA do Planalto Central ao Ibram e ao estado de Goiás, e que os processos já encaminhados a esses órgãos sejam devolvidos ao Ibama imediatamente, sob pena de multa diária de cem mil reais em caso de descumprimento. Requer ainda que os envolvidos sejam obrigados a informar ao juiz, por meio de relatórios periódicos, as medidas administrativas adotadas para cumprir a decisão.

O prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), empossou ontem o pastor Jorge Pinheiro (PRB), ex-deputado federal pelo DF, como secretário de Administração e Recursos Humanos. Ele já exercia o cargo no primeiro mandato de Iris.

A convite do pastor Jorge Pinheiro, o deputado distrital Júnior Brunelli (DEM), que representa em Brasília a igreja Casas da Bênção, participou da solenidade no Paço. Uma romaria de prefeitos lotou o Paço Municipal de Goiânia.

O governador Arruda disse que a leitura dos jornais de hoje, antes de fazer a caminhada matinal, atrapalhou o seu dia. Ele ficou furioso quando soube que a direção do Goiás mandou vender os ingressos para o jogo contra o São Paulo, no Bezerrão, por R$ 400,00.

Arruda afirmou que hoje ainda vai conversar com a direção do Goiás para resolver o impasse e não admite nem receber convites. “Quero pagar pelo meu ingresso, mas a um preço justo”, disse o governador ao repórter Marcelo Vieira, do Grupo Comunidade e colaborador do Blog do Callado.

Goiás responde

A assessoria de imprensa do clube esmeraldino afirmou, porém, que o torcedor que levar 1 kg de alimento – a arrecadação será revertida às vítimas das enchentes de Santa Catarina – ao estádio pagará pelo preço da meia-entrada (R$ 200).

De acordo com Marcelo Segurado, diretor administrativo do Goiás, a medida foi tomada em razão de a Federação Brasiliense de Futebol (FBFDF) ter cobrado um valor muito alto pelo aluguel do estádio.

A escolha da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pelo Bezerrão ocorreu após a punição de perda de mando de campo do Goiás, imposta pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

“Ser penalizado tecnicamente, tudo bem. Agora penalizado financeiramente é outra coisa. A FBFDF cobrará R$ 135 mil pelo aluguel. E teremos outros custos, como hotelaria, deslocamento de funcionários de Goiânia para Brasília”, afirmou Segurado.

Desse modo, o Goiás espera igualar o lucro que teria se a partida fosse realizada com cerca de 50 mil pessoas no Estádio Serra Dourada. No Gama, a capacidade máxima é de 20 mil pagantes.

O Ministério Público Federal em Goiás (MPF/GO) protocolou nesta segunda-feira ação civil pública com pedido de tutela antecipada contra a Universidade Salgado de Oliveira (Universo) e a Caixa Econômica Federal por cobrança irregular nas mensalidades de alunos beneficiários do Fundo de Financiamento ao Estudante de Ensino Superior (Fies).

A faculdade é de propriedade do cabeludo senador Wellington Salgado (PMDB-MG), da tropa de choque do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), e que concentra seus negócios em Goiás. A Universo tem pretensões de abrir um campus em Brasília, em um negócio de aquisição de área complicado do ponto de vista jurídico.

De acordo com as investigações do MPF/GO, a instituição de ensino estipula valores de mensalidades diferenciados para os alunos do Fies, que chegam a ser de até 41,5% maiores do que aqueles pagos pelos demais estudantes.

“Após o término do curso superior, quando o ex-estudante tem que saldar seu débito com a Caixa, ele é surpreendido com um saldo devedor superior ao que possuiria se tivesse financiado diretamente em um banco privado”, explica a autora da ação, procuradora da República Mariane Guimarães.