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Posts Tagged ‘GDF’

Banco do Brasil desiste do BRB

August 24th, 2010

 

Depois de quase três anos de negociações, foram encerradas ontem oficialmente as conversas entre o Banco do Brasil e o Banco de Brasília (BRB). A decisão de encerrar a transação de compra do BRB foi do BB. A informação é do jornalista Lauro Jardim, da Veja.

O BB, segundo Jardim, considera que não há como manter conversações com um governo que foi empossado em meio ao imbróglio do caso Arruda e que está a quatro meses do fim do mandato. Provavelmente, as conversas serão retomadas em 2011, com o novo governador já no cargo.

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Luta contra o tempo para corrigir o passado

August 16th, 2010

 

Suzano Almeida, do Jornal Coletivo - A vice-governadora do Distrito Federal, Ivelise Lohgi (PMDB), entregou na manhã de hoje mais um agência do Banco de Brasília. No evento, realizado no shopping Florida Mall, ela comentou sobre as mudanças que a conclusão de obras importantes já estão trazendo para a cidade e as dificuldades que estão sendo encontradas para a melhoria da saúde.

O fluxo de veículos na Estrada Parque Taguatinga-Guará (EPTG) ainda possui algumas dificuldades que só a conclusão irá trazer, mas já é visível que as retenções são bem menores, como analisa a governadora, que está confiante na data de entrega estabelecida.

“A EPTG está bem encaminhada, estamos na fase de encabeçamento dos viadutos, estamos acabando algumas passarelas, então há uma previsão da empresa que em outubro ela nos entregue a parte viária, porque a EPTG tem uma parte muito importante que é a do transporte de massa então essa parte vai esperar mais um pouco”, afirma Lohgi, que na medida em que as obras vão sendo entregues, são disponibilizadas aos moradores do DF. “Nós queremos liberar à medida em que vai se terminando um trecho, nós vamos entregando à sociedade para ver se causa menos transtornos”, conclui.

Outras obras já foram entregues nas últimas semanas,como o Balão do Periquito, no Gama e a Rodoviária Interestadual e diversas duplicações de vias. Outros pequenos ajustes estão sendo feitos, como em vilas olímpicas e pistas de atletismo, como a de Ceilândia, que será a primeira a ser certificada no DF e as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), na mesma cidade.

A governadora admite que há dificuldades devido ao pouco tempo e destaca a Saúde – principal promessa para estas eleições por parte do candidatos ao governo – como a área a ser atacada, no momento.

“Saúde é uma das partes mais criticas desse governo, porque você não tem como corrigir em oito meses um problema que vem se arrastando há mais de 20, 30 anos. Então nós temos feito a descentralização da compra de medicamentos. Então, hoje você não escuta falar tanto da falta de medicamentos na rede. Ainda existe claro, mas não tão forte quanto quando nos assumimos.

Apesar dos problemas com contratos da saúde, a vice-governadora diz que a “administração Rosso” quer deixar sua contribuição. “Não podemos também tocar uma coisa que não seja correta. Alguma semente Rogério Rosso e eu deixaremos”.

Quanto à popularidade de seu governo, Ivelise admite que tanto ela quanto o governador Rogério Rosso (PMDB) não são tão conhecidos, mas que a população já começa a ver as melhorias que esta gestão está fazendo no DF e sorri ao perceber o aumento da confiança nos brasilienses.

“Claro que nós somos muito pouco conhecidos. Enquanto você tem governadores que estão fechando seu governo, nós estamos iniciando o nosso governo. O sentimento que nós temos nas ruas é de muita confiança, as pessoas tem dado sugestões, algumas tem elogiado, outras colocam dificuldades e problemas, mas o que a gente sente mais é que a comunidade de Brasília está mais confiantes”, exulta sobre o trabalho realizado.

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Operação Polícia Civil na Codhab

August 12th, 2010

 

Nota Oficial do GDF

Com o objetivo de colaborar com o bom curso das investigações face a ação da Polícia Civil, ocorrida hoje na sede da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab), o governador Rogério Rosso determinou a cooperação irrestrita de todos os diretores e servidores do órgão para o êxito da operação. Foram disponibilizadas aos policiais e promotores do Ministério Público que acompanharam a Operação Elfein todas as informações referentes a processos solicitados no mandado expedido pela 3ª Vara Criminal de Brasília, além de acessos a armários, documentos e computadores. A ação policial de hoje é decorrência da Operação João de Barro, deflagrada em 14 de abril para apurar irregularidades no cadastro de beneficiados da Companhia.

Cinco dias depois, ao assumir o cargo, em 19 de abril, a primeira medida tomada pelo governador Rogério Rosso foi a suspensão da distribuição de lotes dos Programas Habitacionais do DF, além da troca da diretoria da Codhab. A medida foi necessária para reavaliar tecnicamente e garantir a transparência dos processos de concessão de benefícios e de distribuição de lotes pelo GDF. A atuação da Codhab com legitimidade só é efetiva a partir do momento em que não pairem quaisquer dúvidas quanto às ações desenvolvidas pelo órgão.

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Governo declara guerra contra o crack

August 12th, 2010

Decreto assinado pelo governador do DF Rogério Rosso, nesta quarta-feira (11), cria a Subsecretaria de Políticas de Combate às Drogas. Prevenção, repressão, tratamento de usuários de drogas, em especial o crack, são os objetivos do novo órgão, que começa a ser estruturado a partir de hoje

 

O governador Rogério Rosso assinou, nesta quarta-feira (11), decreto que institui a Subsecretaria de Políticas de Combate às Drogas. O novo órgão será vinculado à Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) e atuará na prevenção, repressão, tratamento e no combate às drogas, em parceria com instituições e secretarias. Além do decreto, Rosso anunciou a criação de um fundo com recursos permanentes voltado para ações sociais no combate a entorpecentes e recuperação de dependentes. As medidas foram divulgadas durante palestra antidrogas promovida pela Escola de Governo, na Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs).

O ciclo de palestras com foco nos formadores de opinião e profissionais que trabalham na prevenção ao uso de drogas, promovido hoje, contou com a presença de servidores do GDF, que lidam diretamente com jovens. A partir de agora, o governo trabalhará na estruturação do novo órgão.

“O GDF, a partir de hoje, começa um enfrentamento de guerra contra o crack”, enfatizou o governador Rogério Rosso, que denominou a subsecretaria como o braço executor na política de prevenção e combate às drogas, especialmente o crack. Para uma ação mais eficaz, Rosso disse que encaminhará à Câmara Legislativa do Distrito Federal um projeto que cria um fundo com recursos permanentes para agir na prevenção, tratamento, combate e recuperação dos usuários.

Durante a ocasião, o secretário de Justiça e Cidadania, Geraldo Martins, lembrou a importância da união com as secretarias de governo, para que as ações sejam realmente eficazes. “Faremos repressão e o combate em parceria com as Polícias Civil e Militar. Já o tratamento será estudado em conjunto com a Secretaria de Saúde, por meio da área de saúde mental, além do apoio psicológico às famílias”, explicou o secretário.

Estrutura

A subsecretaria funcionará no Centro Administrativo em Taguatinga, com uma estrutura de pelo menos 15 funcionários remanejados de outros órgãos. Segundo o secretário de Justiça e Cidadania, a estruturação será feita ainda hoje. Uma lista com os possíveis nomes já foi elaborada e aguarda a decisão do governador, que procura um profissional com perfil técnico e profundo conhecimento sobre o assunto.

O governador lembrou, ainda, que as apreensões de drogas realizadas pelas Polícias Civil e Militar, até o momento, têm sido bastante efetivas. Mas para um combate eficaz, conforme Rosso, é necessário centralizar ações, além de conscientizar toda a sociedade sobre a importância da “guerra contra o crack”, envolvendo professores, alunos e a imprensa. “Temos consciência da gravidade do problema social. Todas as secretarias estarão envolvidas para elaborar projetos eficazes. Nosso objetivo é reunir escolas, alunos, professores e a comunidade. Não podemos conceber um aumento do número de usuários”, afirmou Rosso.

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DF lança plano de prevenção à dengue

July 7th, 2010

 

Com o intuito de impedir que o Distrito Federal passe por uma epidemia de dengue no próximo verão, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal lançou, nesta quarta-feira (7), o Plano de Ação de Prevenção e Controle da Dengue 2010/2011. A solenidade aconteceu no auditório do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e contou com a presença da vice-governadora, Ivelise Longhi.

O plano contará com ações integradas com a participação de agentes de vigilância sanitária, militares, Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Novacap, Agência de Fiscalização (Agefis), Fundação Nacional de Saúde (Funasa), além de médicos, enfermeiros e da própria comunidade. Os profissionais serão capacitados para atuar no combate ao mosquito Aedes aegypti.

Também serão criados o Grupo Executivo Intersetorial de Gestão do Plano Distrital de Prevenção e Controle da Dengue e o Grupo Executivo Intersetorial de Gestão do Plano Regional de Prevenção e Controle da Dengue, conforme previsto no Decreto n° 31.634 de 3/5/2010. Caberá à Subsecretaria de Vigilância à Saúde fiscalizar o cumprimento dos indicadores propostos.

A secretária de Saúde, Fabíola Nunes, disse que cada Regional de Saúde irá elaborar um plano de ação específico, de acordo com as necessidades da região. Ela adiantou que o programa tem como objetivo prevenir a doença de forma integrada. “O diferencial é que passamos a trabalhar de forma descentralizada e com o apoio de todos”, afirmou. “A ação contará com serviços e recursos relativos á saúde, além das Administrações Regionais, limpeza urbana, educação, meio ambiente e outras instituições”, concluiu.

Ailton Domício da Silva, subsecretário de Vigilância à Saúde adiantou que as regiões mais vulneráveis ao mosquito Aedes aegypti são Planaltina, Itapoã, Paranoá, São Sebastião, Águas Claras, Asa Norte, Vila Planalto e Sobradinho. “Vamos efetuar visitação de rotina nos imóveis, limpeza das áreas públicas, mobilizar a comunidade, além de monitorar os casos suspeitos para eliminar focos do mosquito e evitar uma epidemia da dengue”, detalhou o subsecretário.

Para a vice-governadora Ivelise Longhi a participação da comunidade fará toda diferença no combate à doença. “Elegemos a saúde como prioridade deste governo e contamos com a participação de todos os órgãos do governo e da comunidade”, afirmou. “Vamos acabar com o lixão da Estrutural e construir um aterro sanitário em Samambaia em um setor propício para este fim”, completou a vice-governadora.

Geovanini Coelho, responsável pelo Programa Nacional do Combate à Dengue, do Ministério da Saúde, explicou que o DF é um local estratégico e com situação de vulnerabilidade. “Ações de governo integradas e com a participação da sociedade trazem resultados positivos”, contou. “Essas ações devem ser colocadas em prática como política de saúde para que alcancemos nossos objetivos”, completou.

O plano de ação contará também com uma mobilização social e institucional. O Sindicato da Construção Civil, a Associação dos Carroceiros, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), o Serviço Social da Indústria (Sesi), a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do DF (Fecomércio) e empresas do ramo de pneus devem participar do plano de prevenção ao mosquito. Terrenos abandonados, canteiros de obras e áreas de entulhos também serão vistoriadas.

De janeiro a junho de 2010, a Secretaria de Saúde recebeu a notificação de 17.493 casos suspeitos de dengue. Desse total, 10.638 foram confirmados. Dos casos confirmados, 9.765 foram transmitidos dentro do Distrito Federal.

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A jabulani é tua, Rosso

July 5th, 2010

 

Com o Supremo Tribunal Federal (STF) afastando de vez a sombra de uma intervenção federal no GDF e na Câmara Legislativa, o governador Rogério Rosso pode, finalmente, administrar com tranquilidade e liberdade. O gesso que apertava a máquina governamental foi tirado. Rosso tem a bola em suas mãos e oportunidade de fazer em seu governo uma transição histórica pós-pandorismo.

Enfrentando um conturbado início de governo, com greves e articulações eleitorais que normalmente contaminam qualquer administração, Rosso vem conseguindo superar as adversidades e colocar o trem no trilho.

O episódio em que ele quebrou a palavra e decidiu se lançar a re-eleição foi superado. O seu objetivo era legítimo. Era um direito seu ser candidato, o problema foi não ter combinado com os russos. E na política nada é imposto, tudo é articulado e acertado com antecedência. A habilidade é a essência.

Jovem e competente, Rosso tem um futuro político promissor, mas precisa se afastar das más companhias e dar ouvidos ao bom senso. A hora agora é de esquecer as eleições e governar. Rogério Rosso vai entregar as obras que estão em andamento, precisa convocar os aprovados em concursos que agonizam pela falta de vontade política, administrar conflitos e dar a tranquilidade necessária ao governo para que a população volte a ter confiança na administração pública.

A campanha eleitoral deste ano deve ser a mais pesada da recente história brasiliense. Muita sujeira e baixaria ainda virão à tona. Denúncias, chantagens e vídeos deverão virar rotina até outubro, já que os seus produtores entraram de cabeça na campanha e pretendem se alojar novamente no Palácio do Buriti. O governador tem que passar longe dessa confusão, esquecer que existe uma disputa e tocar o barco. 2014 é logo ali e Rosso tem que deixar a sua marca para voltar à política por cima.

Acredito que ele vai conseguir fazer um bom governo. Erros todos têm e ninguém está livre de decisões equivocadas e de se deixar enganar por falsos conselheiros. O tempo dará o aprendizado que o governador precisa. O problema é que o tempo é curto e a margem de erro deve ser a menor possível. Portanto, Rosso, a oportunidade é agora. Faça o que tiver que ser feito e tire o GDF da lama em que ele entrou. A caneta e as decisões são suas. Entre para a história como aquele que afastou os escândalos do governo no cinquentenário da cidade. A intervenção é passado e meia dúzia que a defendiam baixaram a cabeça e saíram de cena. Deixa a tua marca e nos vemos em 2014.

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ENTREVISTA: Prioridade é entregar as obras

June 30th, 2010

Vice-governadora diz que todas as obras em andamentos serão entregues. Ivelise também lamenta o PMDB não ter aprovado a candidatura própria, mas afirma não ter qualquer restrição ao PT

MARÔA POZZEBOM, do Jornal da Comunidade

As obras em andamento é a prioridade do governo de Rogério Rosso, segundo a vice-governadora Ivelise Longhi (PMDB). Em entrevista ao Jornal da Comunidade, Ivelise fala sobre a continuidade de construções iniciadas pelo governo anterior e do quanto a atual gestão está se empenhando para entregar toda semana uma obra nova. Entretanto, a vice ressalta que as obras estão sendo entregues sem inauguração. E obras, como a nova rodoviária, torre da TV digital, a feira de artesanato da Torre de TV, são prioridades, por envolverem serviços à comunidade. Entretanto, garante que nada é mais essencial do que as áreas de educação e saúde, e diz que a inauguração de escolas em áreas rurais é uma constante. Nessa nova gestão já foram entregues o viaduto na saída do Eixão Sul em direção ao aeroporto, as pistas próximas da Esaf, a reconstrução da pista de acesso ao Varjão- Paranoá, o viaduto da L2 Sul, e o balão do Periquito, obra que vinha gerando grandes transtornos. Ela demonstra estar otimista com o trabalho que vem sendo desenvolvido, mesmo com curta duração, e garante que parte de obras viárias de grande porte, como a Linha Verde (IPTG) serão entregues até o final dessa gestão.

No campo político, Ivelise comenta a aliança entre o PT e PMDB. Explica que defendia a possibilidade do seu partido lançar candidatos próprios e que não gostaria que Brasília sofresse uma nova polarização. Ivelise salienta que não há nenhuma restrição com o PT, e que inclusive mantém amigos no partido.

Qual o papel do comitê de obras?

O comitê foi criado para ser um elemento de integração de diversos órgãos e poder facilitar a conclusão de obras já em andamento, obras que são complementares dessas em andamento e também novas obras que a cidade necessita. E nós temos também obras na área de educação e saúde. Já entregamos inclusive duas escolas nesse governo, uma em Sobradinho, outra em Samambaia. Esse que é o papel do comitê, verificar não só a questão da obra física, mas também o funcionamento daquela obra, como ela vai ser operacionalizada e como ela vai atender à sociedade.

Quando será entregue a obra da Linha Verde?

A parte física, para que o trânsito possa fluir, será entregue em outubro. O projeto completo viário da parte do transporte de massa vai ficar para depois.

Como está sendo feita a entrega das obras?

Toda semana nós estamos entregando uma obra, mas não estamos fazendo inauguração. Estamos simplesmente concluindo as obras. Fazemos uma vistoria, vamos ao local com as secretarias da área e entregamos. São muitas obras, e toda semana a gente entrega uma parte delas. Às vezes, não conseguimos entregar a obra completa, mas fazemos parcialmente, para melhorar o fluxo de trânsito.

Como está a situação interna do PMDB?

Olha, eu sou de uma linha que defendia que o partido tinha condições de lançar candidato próprio. Nós não gostaríamos que tivesse novamente uma polarização em Brasília. Eu acho que para a sociedade é muito saudável que haja opções, novos nomes. Então, nós defendíamos que tivesse uma chapa do PMDB, que fosse até capitaneada por outras pessoas. Inclusive o presidente do partido [deputado federal Tadeu Filippelli] é extremamente preparado para isso. Mas a decisão foi de aliança com o PT. Nós não temos nenhuma restrição ao PT inclusive tenho bons amigos no partido. O que nós defendíamos realmente é que um partido forte como o do PMDB teria todas as condições de lançar uma chapa própria. Mas agora vamos apoiar.

A senhora vai subir no palanque?

Eu acho que o papel do governador e do vice, nesse momento, é de terminar as obras e continuar esses serviços que estão andando, deixar o trabalho bem encaminhado para o próximo governo. Mas nós somos peemedebistas, nós vamos sempre dar o melhor de nós para o partido.

Então não sobraram mágoas com o resultado da convenção?

Não, participar e não sair vencedor faz parte da democracia. O que nos deixou tristes foi a maneira como a questão foi conduzida. Mas não o resultado. O resultado foi uma coisa democrática e vamos respeitar. O que questionamos um pouquinho é se realmente foi tão democrático como deveria ser

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Caos na prestação de serviços do DF apressa julgamento da intervenção

June 23rd, 2010

 Juliano Basile e Paulo de Tarso Lyra, do Valor Econômico

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluso, decidiu marcar para o dia 30 deste mês o julgamento do pedido de intervenção no governo do Distrito Federal. Segundo apurou o Valor, a decisão foi tomada, ontem, em meio à crise que inviabiliza a prestação de serviços básicos na capital da República. O governador interino Rogério Rosso enfrenta uma greve de policiais civis, que pedem um reajuste de 33%, e outra dos motoristas de ônibus, que exigem reajustes imediatos das tarifas.

Peluso vai apresentar um voto a respeito da intervenção aos demais ministros do STF para que tomem uma decisão, mas evitou informar aos assessores qual será sua opinião. Na hipótese de ele autorizar a intervenção, atendendo o pedido do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, caberia ao governo federal indicar um novo governador.

Para o procurador-geral, a nomeação de Rogério Rosso (PMDB) como governador, em abril, não solucionou os problemas no DF. Ele sustenta que a corrupção no Distrito Federal está espalhada pelo Executivo e pelo Legislativo e somente um interventor poderia conduzir o governo de volta à normalidade institucional.

Gurgel está preocupado com a crise instalada na Capital Federal. “Eu espero que (o pedido de intervenção) seja julgado o mais brevemente possível, pois a situação do DF, embora se tente escondê-la sob um pano de aparente normalidade, continua extremamente grave”, disse.

Segundo Gurgel, Peluso precisou de tempo para se inteirar a respeito do pedido de intervenção federal no DF, protocolado por ele junto ao STF em fevereiro. Na época, o Supremo ainda era presidido por Gilmar Mendes – Peluso só assumiu a presidência no dia 23 de abril. “Ele (Peluso) pediu nova manifestação aos órgãos do DF”, afirmou Gurgel. “Ela foi feita, na semana passada, e, agora, o processo está absolutamente pronto para ser julgado”, completou.

Apesar da iminência da votação da intervenção e o caos nos serviços públicos os políticos locais estão absorvidos em seus próprios interesses. Eleito de maneira indireta pela Câmara Legislativa após a maior crise política do Distrito Federal, o pemedebista Rogério Rosso assumiu, após a vitória, o compromisso de não concorrer nas eleições de outubro e de investigar as irregularidades cometidas pela gestão de José Roberto Arruda (ex-DEM), afastado em março e que ficou preso por 61 dias na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Não fez nem uma coisa nem outra.

Quarenta e oito horas antes do prazo final para inscrição de pré-candidaturas na convenção estadual do PMDB, Rosso apresentou seu nome como candidato à reeleição. Revoltado, o presidente do PMDB do Distrito Federal, Tadeu Fillipelli, reclamou que Rosso descumpria um compromisso firmado com todos os partidos de oposição e deu um péssimo sinal para a sociedade, já descrente da classe política local após os escândalos de corrupção da gestão de José Roberto Arruda.

Candidato ao Senado pelo PSB, o deputado Rodrigo Rollemberg disse que Rosso colocou a segurança da população em risco ao privilegiar as articulações políticas à negociação com os policiais civis em greve. “Foi péssimo para a cidade esse envolvimento dele com a disputa eleitoral que se desenha para outubro”, acusou Rollemberg. A convenção do PMDB, realizada no último sábado, acabou mantendo, por 97 votos a 22, a aliança com o PT, tendo o petista Agnelo Queiroz como candidato a governador e Fillipelli como vice. “Vou agora tentar restabelecer as relações com Rosso. Sem o PMDB unido, não iremos a lugar nenhum”, afirmou Fillipelli.

Outro elemento que pode aumentar ainda mais a tensão na sucessão do Distrito Federal é a possibilidade da candidatura do ex-governador Joaquim Roriz (PSC). Roriz tem feito constantes reuniões com seus antigos aliados, mas enfrenta dificuldades para recompor o leque partidário que sempre o sustentou. Os presidentes nacionais do DEM, Rodrigo Maia (RJ) e do PPS, Roberto Freire (PE), já avisaram que não subirão no mesmo palanque de Roriz. O PSDB ainda não se pronunciou oficialmente, mas dirigentes tucanos admitem o incômodo de ver o ex-governador do DF apoiando publicamente o presidenciável José Serra.

Roriz teme ainda os efeitos do projeto Ficha Limpa. Como renunciou ao mandato de senador para evitar a cassação em 2006, ele poderia ser considerado inelegível. A aliados mais próximos, mantém a disposição de insistir com a candidatura, se necessário, defendendo sua posição no STF. Mas há quem aposte que ele poderá abrir mão do desgaste e lançar o nome de seu ex-secretário de saúde, Jofran Frejat (PR).

O vácuo de poder dá esperanças para o deputado Alberto Fraga (DEM) sonhar com a candidatura ao governo local. Ele já foi a Arruda pedir apoio da base eleitoral de seu ex-governador e recebeu a garantia da migração de votos para o seu nome. Coronel reformado da Polícia Militar e secretário de Transportes de Arruda, Fraga afirma que é o nome ideal pra contrapor-se a Agnelo. “Ninguém mais do que eu odeia o PT. É uma pena que o Serra não saiba quem eu sou”, lamentou o demista.

Ontem, a deputada distrital Eurides Brito teve o seu mandato cassado pela Câmara Distrital. Ela ficou conhecida como “deputada da bolsa” por causa de um filme em que aparece colocando R$ 30 mil em dinheiro que seriam provenientes do mensalão do governo do DF.

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Niemeyer lança revista especial sobre Brasília

June 2nd, 2010

 

A vice-governadora Ivelise Longhi participou na noite desta terça-feira (1) do lançamento da edição especial da Revista Nosso Caminho, produzida pelo escritório do arquiteto Oscar Niemeyer, em comemoração aos 50 anos de Brasília. O evento foi em seu local de trabalho em Copacabana, Rio de Janeiro, onde o arquiteto, aos 102 anos, continua desenhando seus traços e levando sua marca a prédios de várias cidades do país. A revista dedicada a Brasília traz imagens de vários monumentos projetados por Niemeyer na capital, além de artigos e crônicas de autores convidados.

Durante encontro com a vice-governadora, que representou o governador Rogério Rosso, e com o secretário de Cultura, Silvestre Gorgulho, o arquiteto perguntou sobre seu último projeto em andamento na cidade, a Torre de TV Digital – batizada por ele como “Flor do Cerrado”.

“Tudo mais que tiver embaixo do prédio deve ser muito simples, para não competir com a torre”, recomendou. Ele ficou satisfeito ao saber que o monumento fica pronto até setembro. Apesar de não viajar de avião, Niemeyer prometeu que em breve visitará a cidade que, há 50 anos, ajudou a criar

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GDF divulga Fundo Constitucional para empresários

June 1st, 2010

 

O GDF deu início às atividades de divulgação do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), em parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), ontem. O primeiro evento aconteceu em Ceilândia com a participação de empresários da cidade. Cerca de 600 pessoas acompanharam a apresentação do Programa de Mobilização para Formalização do Empreendedor Individual e Acesso ao FCO.

 

A vice-governadora Ivelise Longhi participou do evento. Ela acredita que esses recursos podem fazer a diferença no desenvolvimento das cidades. “Nós do governo queremos que vocês utilizem esse recurso do FCO para crescer e gerar empregos e renda para tornar as cidades melhores”, afirmou Ivelise.

 

De acordo com o secretário de Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Antônio Coelho, o GDF tem disponíveis R$ 789 milhões para os empréstimos este ano e já disponibilizou 15% desse dinheiro. “Esse evento é fundamental para divulgarmos o FCO para o setor produtivo. Estão programados FCOs itinerantes em 20 cidades do DF. Até o final de junho, queremos chegar a 30%”, disse.

 

Dono de uma serralheria há 16 anos, José de Araújo Silva, 44 anos, ficou interessado na possibilidade de conseguir crédito para aplicar em seu negócio. “Atualmente não tenho lucro para poder investir. Com este empréstimo, quero comprar material para ter peças prontas no meu estoque e, com o aumento das vendas, vou precisar de mais funcionários”, contou.

 

O FCO foi criado para incentivar o desenvolvimento econômico e social de regiões menos favorecidas com financiamentos voltados aos setores econômicos industrial, agroindustrial, agropecuário, mineral, turístico, comercial e de serviços. É administrado pelo Ministério da Integração Nacional, pelo Banco do Brasil – como agente financeiro – e pelo CONDEL/FCO – Conselho Deliberativo do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste.

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ENTREVISTA: Menos impostos e cobrança mais eficaz

May 24th, 2010

Secretario da Fazenda André Clemente explica como, mesmo diminuindo os valores cobrados das empresas do setor produtivo de Brasília, o governo trabalha com uma previsão de aumento em R$ 240 milhões na arrecadação.

Rodrigo Mendes de Almeida, do Jornal da Comunidade

O Governo do Distrito Federal está investindo em uma política que pretende restruturar o sistema de cobrança de impostos do empresariado brasiliense. Essa foi a disposição demonstrada no dia 17 de maio, quando, ao lado do governador Rogério Rosso (PMDB), da vice Ivelise Longhi e do presidente da Fibra (Federação das Indústrias do Distrito Federal) Antônio Rocha, o Secretário da Fazenda André Clemente anunciou uma série de alterações na legislação fiscal.

Em entrevista ao Jornal da Comunidade, Clemente confirma que a ideia é alterar por completo essa estrutura de cobrança de impostos das empresas, imprimindo mais eficiência. Ele afirma que, mesmo com redução das penas e perdão de dívidas, a receita proveniente das cobranças vai aumentar.

Essa semana, o governo apresentou mudanças que, segundo vocês classificaram, representam uma nova estrutura fiscal. Qual a orientação geral para essa política?

Definir uma política fiscal forte, que é, além de controle nos gastos, eficiência da receita. Isso requer investimentos em infraestrutura, pessoal, gestão. Quando falamos em infraestrutura, podemos citar investimentos em prédios, informática e, para isso, estamos buscando cerca de R$ 70 milhões em crédito no BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Quanto à gestão, temos várias ações, procurando tornar a legislação tributária justa, pois ela é antiga, tem multas desproporcionais e não dá agilidade. Além dessas, temos várias ações fiscais. Estamos com uma ação de monitoramento dos contribuintes, todas as ações dos contribuintes são monitoradas. Isso orienta a nossa atuação e evitamos inadimplência, evitamos que esse débito cresça, que ele fique muito tempo sem ser recolhido e assim, a empresa não aumenta seu passivo.

Então a ideia é cobrar valores mais razoáveis para que eles sejam de fato pagos…

Exatamente. Para cobrarmos, precisamos lidar com valores razoáveis. Primeiro, as multas têm que ser justas, multa desproporcional significa inadimplência e extinção das empresas. Quando a administração tributária aumenta a eficiência na cobrança, quando ela está mais perto do contribuinte e dá condições desse contribuinte pagar, o estado fiscal vai ter seus impostos recolhidos aos cofres, os contribuintes reduzem sua inadimplência e se tornam mais competitivos, a economia, a geração de emprego e a renda crescem.

Quais foram as principais medidas apresentadas?

Primeiro, redução das multas. Isso não significa benesse fiscal, pelo contrário. Quando se aumenta as ações de fiscalização, estamos aumentando a efetividade. Então, as multas foram adequadas. Há um princípio constitucional de que a pena deve se adequar à infração. Uma multa de 200% sobre o imposto é uma desproporcionalidade. Hoje, com inflação baixa, não há por que haver uma multa tão alta. E sabemos que, seja em matéria penal, seja em tributária, não é o tamanho da pena que evita a infração, a inadimplência.

Essa redução das multas vai diminuir a inadimplência?

O que evita inadimplência e inflação é o Estado presente, acompanhando, privilegiando a justiça fiscal, não permitindo tratamento desigual. Porque enquanto alguns contribuintes estão pagando os impostos, outros estão sonegando, e os que pagam vão quebrar, falir, demitir. Então, precisamos definir um tratamento igualitário. O primeiro ponto é essa redução das multas, que ficaram mais justas. Não significa que não são gravosas, uma multa de 100% ainda é alta.

Qual outra medida o senhor pode destacar?

Outra medida foi aumentar o prazo de fracionamento, de 60 para 100 parcelas. Isso dá condições para que aquele passivo das empresas seja recolhido. Muitas vezes, as empresas não tem condições de tirar do seu capital de giro para pagar impostos atrasados. Há muitas críticas à nossa carga tributária, de que ela, em 36%, é muita alta. Então, aumentamos a quantidade de parcelas para que ele possa recolher esses tributos.

E sobre a remissão anunciada no dia 17 de maio?

A função da remissão é dar mais agilidade à máquina, à medida em que os créditos antigos podem ser recolhidos. A nossa dívida ativa hoje é de R$ 7 bilhões, e tem muitos créditos antigos, que são de difícil recuperação. Quanto mais antigo, mais difícil é de recuperar. Geralmente porque o contribuinte não tem mais capacidade de recolher aquele imposto, as situações mudam com o tempo, há déficit líquido com dez, 15 anos. Então fizemos a remissão de até R$ 10 mil, porque o custo da cobrança dele é maior que o valor que o Estado receberia. E para os demais casos, acima de 10 mil, que dificilmente o contribuinte pagaria, dá-se a condição de ele pagar uma parte e perdoa-se o restante. Então ele paga 30% e perdoa-se 70%. Sobre esses 30%, que nós nunca veríamos, há um incentivo ao contribuinte recolher. E isso é um recurso considerável.

É por isso que, com essas ações, a tendência é aumentar a arrecadação. Aquilo que, em princípio, parece uma benesse fiscal, na verdade é o Estado dando condições aos contribuintes de pagarem seus impostos. O que parecia uma redução fiscal, na verdade, se traduz em aumento de arrecadação.

Secretário, essa questão das remissões, o senhor deve ter ouvido essa crítica, pode ser entendida como uma injustiça para com os bons pagadores. Como o senhor vê isso?

Não concordo, porque quem tinha condições de pagar recolheu o imposto, aqueles que não tiveram condição de pagar, seja por que motivo for, concorrência desleal, dolo, simples inadimplência, de qualquer forma não recolheram imposto. O que é mais importante para o Estado? Encarar essa questão, criar mecanismos para que esse imposto seja recolhido, mas criar condições para que isso não aconteça mais. Não podemos só ter olhos para o passado, temos que olhar o futuro. Termos efetividade e eficiência na cobrança.

E como evitar que a situação volte a esse mesmo ponto?

A partir do momento em que eu passo a monitorar todos os contribuintes, essa situação vai se reduzir. E lá no futuro, esse tratamento que, em princípio, pode parecer injusto não vai mais acontecer. Então, fato é que o problema existe, há um passivo enorme, temos que encarar esse problema, mas se insistirmos em manter essas multas, isso não vai ser resolvido e a injustiça vai ser muito maior. Porque quem não pagou vai continuar não pagando.

Então isso é justamente para trazer esse pessoal para a regularidade, para uma situação de igualdade com quem está pagando os impostos. E essas pessoas não estão em situação privilegiada. Porque eles têm que suportar o imposto atual e o imposto passado. O Estado, quando pensa em política fiscal, pensa em geração de emprego, renda e arrecadação. Não dá para pensar só na questão “imposto”, tem que pensar na continuidade das empresas. Quando uma empresa fecha, o Custo Brasil sobe. Cada empresa que fecha é redução na economia, desemprego, queda de arrecadação. Então, você tem a questão particular para pensar, mas tem a questão macro também para raciocinar.

Pelas medidas já apresentadas, percebe-se que essa gestão valoriza muito o papel do setor produtivo no DF. Qual a função que esse segmento tem para a superação do momento de crise?

O DF tem mostrado que é maior que qualquer crise, seja econômica ou política. Isso é muito bom, porque mostra que a nossa economia é forte, sustentável e que as nossas instituições são fortes. Isso demonstra um estado fiscal forte, apesar desse momento difíceis. Crise, eventualmente, tem um significado de oportunidade. E o que observamos nesse momento é justamente o crescimento do Estado, o fortalecimento e o aprimoramento dos seus mecanismos de controle. Há diversos instrumentos de transparência, como o Portal da Transparência e auditorias em todos os contratos que geram dúvidas ou suspeitas, por exemplo. O Estado tem se superado nesses momentos.

E qual o papel do Estado nessa equação?

O Estado não existe como fim em si mesmo, a gente não arrecada por arrecadar. Arrecadamos porque existe uma sociedade que precisa ter suas necessidades atendidas. Precisamos buscar nas riquezas, nas economias, uma parcela dessas riquezas para custear essas atividades. E isso vem do imposto.

Mas quem participa dessa relação, quem está do outro lado, contribuindo com seus impostos? O setor produtivo. Ele quem paga os impostos, e precisa ser ouvido, dizendo o que é importante para ter competitividade e continuar crescendo, continuar fazendo a nossa economia crescer, gerando mais emprego, mais renda e arrecadação e mantendo esse status que nós temos hoje de maior renda per capita do país, com uma qualidade de vida superior a todos os outros estados. É lógico que há problemas, temos que continuar tratando as necessidades públicas, aprimorando a saúde, educação, temos muito o que conquistar, muito o que trabalhar, mas muito já foi conquistado também.

O que vocês têm planejado para esses próximos sete meses, que é o tempo que essa gestão ainda tem? O que vocês esperam ter cumprido ao término desse período?

Nós queremos trazer competitividade para o Distrito Federal. Hoje, o que mais incomoda o setor produtivo e o a sociedade de maneira geral é: burocracia, carga tributária e informalidade. E para isso, vamos continuar aprimorando a legislação, simplificando os procedimentos, aprimorando o funcionamento. Há uma série de serviços que em breve serão disponibilizados na internet e que hoje demandam um requerimento, um processo, uma longa espera. Temos um projeto de incrementar o Nota Legal, colocando um prêmio, através da loteria federal, para os consumidores que pedirem o Nota Legal.

Além dessas, que outras medidas vão ser feitas para auxiliar a indústria do DF?

Nós vamos também simplificar a relação fisco-contribuinte, diminuindo o número de informações que têm que ser encaminhadas, buscando sempre informações mais eficientes e o manuseio dessas informações, desonerando ao máximo o contribuinte de obrigações que não trazem informações relevantes para o Estado e só geram papel para o contribuinte.

Como lidar com a informalidade?

Na questão da informalidade, estamos trabalhando com o setor produtivo também, identificando onde estão os gargalos, onde essa atividade está mais presente. Estamos promovendo ações junto a esses contribuintes informais, mas trazendo esses contribuintes para a legalidade, principalmente cadastrando esses contribuintes. Se não for possível cobrar impostos desses contribuintes pelas declarações que eles prestam, vamos estabelecer regimes de estimativas, mas temos que dar condições para que essas pessoas venham para a formalidade, para que elas ganhem com isso.

Vamos continuar revendo sempre os processos de tributação, a carga tributária, e onde ela for injusta, vamos propor medidas de redução ou ajuste. Estamos em ano de eleições, onde há restrições para conceder benefícios fiscais, a não ser as exceções que a legislação especifica. Mas queremos deixar esse estudo bem avançado, para que o próximo governo, ao assumir, tenha ciência disso e tenha um trabalho adiantado e possa implementar, se entender conveniente e necessário.

Aonde é o nó da questão da informalidade?

O problema é darmos um tratamento adequado à questão. Por exemplo, o cidadão está numa situação informal, não está pagando nada. Para entrar no regime formal e começar a ter uma série de custos que inviabiliza sua sobrevivência, ele não quer. Então temos que ter uma tributação adequada. O ideal seria que, nos primeiros anos, ele fosse até isento, para entrar na legalidade. Temos um estudo sobre isso. Quando ele sai da informalidade, ele precisa que o estado o abrace. Que o estado dê treinamento para ele, facilite a vida dele como empresário. O outro gargalo que temos é que há várias órgãos que tem interesse em reduzir a informalidade, de cadastrar essas pessoas, então temos que fazer disso uma ação conjunta.

Todas essas medidas que o senhor tem falado estão no âmbito legal, da jurisdição fiscal. Em nenhum momento isso pode entrar em choque com a legislação federal ou criar um contraste muito grande com outras unidades da Federação, construir algo que pode trazer desvantagens para o DF?

Nós temos toda uma estrutura legal que tem que ser observada, sob pena até de inviabilizar as ações. Se você faz uma lei mal feita, você não vai ter sucesso naquela ação. Obviamente, há limitações. Por exemplo, estamos em ano de eleição, então não podemos trabalhar com benefícios fiscais, mas isso não impede que a gente faça o que foi feito, revermos a estrutura de penalização dos contribuintes inadimplentes. Isso também não inviabiliza fazermos uma revisão da legislação, tentando torná-la menos duvidosa, mais clara e até mais simples. A legislação do ICMS, por exemplo, em cada um dos 27 estados é diferente. Então isso é Custo Brasil, isso inviabiliza a economia, a competitividade.

Nós não criamos, nem podemos criar, um contraste grande com os outros estados nos temas gerais. Mas no detalhe, podemos trabalhar. Obviamente a gente busca a simplificação, facilitar a aplicação da lei. Hoje, se pegarmos uma lei tributária, um advogado interpreta de um jeito, um auditor fiscal, de outro, um engenheiro de outro, isso acontece muito. Como a lei tributária tem um conteúdo econômico e qualquer erro, qualquer vacilo na interpretação pode acarretar cobrança de impostos e multas, isso pode inviabilizar uma empresa. Então, não podemos ter dúvida no tratamento da relação fisco-contribuinte. A lei tem que ser clara.

Ao término desse processo todo que o senhor vem descrevendo, poderemos dizer que Brasília está mais avançada que os outros estados nesses quesitos?

Não sei se estará mais avançada, isso são atos de gestão. E gestão, cada uma tem suas características. Eu te afirmo que o aprimoramento da legislação é uma ênfase da gestão atual. Tanto que na Câmara já há uma lei do processo fiscal, consolidando todo o tratamento da relação fisco-contribuinte. E estamos encaminhando esses outros projetos, mexendo em aspectos estruturais da lei, dessa relação. Quando estamos tratando de multa e prazo de pagamento, estamos resolvendo o problema que mais aflige o contribuinte, que é o pagamento de seu passivo, de seus atrasados.

A expectativa de aumento de arrecadação, com essas medidas todas, está em R$ 240 milhões, certo?

Isso, algo em torno desse valor.

E para além desse aumento de arrecadação, o que podemos esperar que essa gestão deixe de legado para o próximo governo?

Com a legislação revista e atualizada, com os sistemas de informatização e tratamento de dados, as novas gestões vão assumir a Secretaria de Fazenda com todas as condições de trazer incrementos de arrecadação e de proporcionar uma relação justa com os contribuintes do Distrito Federal.

Economia, Política

DF suspende pagamento de dívida com a Linknet

May 21st, 2010

 

Desembargador da 1ª turma Cível do TJDFT suspendeu pagamento pelo GDF à Linknet das parcelas em atraso dos serviços de informática prestados à Administração Pública do DF. As parcelas referem-se aos meses de julho, agosto e setembro de 2009, cuja dívida ultrapassa 9 milhões de reais. As parcelas referentes à prestação dos serviços a partir de fevereiro de 2010 deverão ser depositadas em juízo, considerando o valor de mercado, que deverá ser apurado pela administração e apresentado à Justiça no prazo máximo de 5 dias a contar da ciência da decisão judicial.

O relator do recurso impetrado pelo DF considerou que: “No casos dos autos, haja vista indícios de superfaturamento, cobraça por serviços não prestados, cobrança em duplicidade, além do pagamento de “propinas” e outros abusos, não se mostra razoável, mormente em caráter liminar e precário, o pagamento das parcelas dos serviços prestados nos meses de julho a setembro de 2009, pelo menos até que seja concluída a apuração dos fatos tidos por ilegais, supostamente ocorridos durante esse período.”

O DF continua obrigado a apresentar, no prazo de 10 dias, o cronograma do processo licitatório para contratação de empresa que dará continuidade aos serviços Datacenter.

Entenda o conflito

O GDF e a Linknet brigam na Justiça desde a deflagração, em novembro de 2009, da Operação Caixa de Pandora. O primeiro, porque quer que a empresa continue a prestar e fornecer os serviços e equipamentos de informática ao Datacenter, independentemente de pagamento. A segunda, porque alega que não recebe um centavo do GDF desde que denúncias de corrupção, desvios de recursos públicos e pagamento de propina na esfera governamental vieram à tona com as investigações da Polícia Federal, na denominada Operação Caixa de Pandora.

Em fevereiro de 2010, a Linknet entrou com ação na Justiça pedindo autorização para retirar máquinas e equipamentos relacionados aos serviços Datacenter, caso a dívida com parcelas atrasadas, cujo montante ultrapassava 9 milhões de reais, não fossem quitadas pelo GDF. Os pedidos foram negados pelo juiz substituto da 7ª Vara de Fazenda Pública do DF em decisão judicial proferida no dia 4/2/10.

Logo a seguir, o DF impetrou ação contra a Linknet alegando que a empresa deixou de prestar os serviços na área de informática, causando prejuízo à Administração Pública do DF. Afirmou que a Linknet, a despeito da decisão judicial, proferida no dia 4/2, procedeu à total desmobilização dos serviços prestados, retirando a equipe técnica especializada, deixando de repassar senhas e códigos de acesso aos sistemas, bem como de fornecer licenças de uso de softwares, inviabilizando, com isso, quaisquer ajustes, alterações e manutenções dos sistemas de informática da Administração Pública do DF. O juiz concedeu liminar para que a empresa retornasse aos serviços imediatamente, pelo prazo de 30 dias, sob pena de multa diária de 80 mil reais.

No último dia 17, o juiz titular da 7ª Vara da Fazenda Pública determinou que o GDF pagasse a dívida com a Linknet no prazo de 72h, sob pena de prisão. A procuradoria do DF agravou a decisão e conseguiu suspender o pagamento até que as denúncias deflagradas pela Operação Caixa de Pandora sejam apuradas. Nas investigações, algumas empresas da área de informática prestadoras de serviços à Administração Pública do DF são citadas, por participação no esquema de corrupção. A determinação do pagamento fica suspensa até análise do mérito pelo colegiado.

Política ,

Comissionados na berlinda

May 10th, 2010

 

Governador Rogério Rosso deve fazer um limpa nos cargos comissionados

Luis Ricardo Machado, do Jornal da Comunidade – Em seu discurso de posse na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), em 19 de abril, o governador Rogério Rosso (PMDB) colocou, entre suas propostas prioritárias de governo, a redução dos cargos comissionados e de despesas da máquina pública. Para tanto, a medida significará a demissão de aproximadamente 15.553 mil pessoas que atualmente ocupam cargos comissionados no GDF. Além de enxugar as contas do governo a proposta trará alívio para milhares de concursados já aprovados em vários concursos públicos e que aguardam a convocação. Para o deputado distrital José Antônio Reguffe (PDT) a medida, caso seja realizada, será positiva. “Este número de cargos comissionados é excessivo e representa um desrespeito ao contribuinte. Se houver esta redução é sem dúvida uma boa medida”, argumenta Reguffe.

O primeiro passo parece já ter sido dado. Antes de deixar o governo, o até então governador Wilson Lima (PR) retomou a discussão sobre a contratação de concursados integrantes de cadastros reserva do Detran e da Agência Reguladora de Aguas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) após negociações realizadas entre o próprio governo e as categorias intermediadas pelo presidente da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF) da Câmara Legislativa, deputado Cristiano Araújo (PTB).

Segundo a secretária-adjunta da Secretaria de Planejamento e Gestão, Josélia Medeiros, 80 novos servidores serão contratados ainda este semestre para os dois órgãos, informação comunicada ao distrital e aos integrantes das comissões dos concursados. A subsecretária ainda explicou que para o Detran serão 50 nomeações divididas em duas fases, sendo 25 novos servidores chamados até 30 de abril e outros 25 até 30 de junho. Já a Adasa receberá 30 novos servidores até o final do primeiro semestre.

“As novas contratações poderão ser feitas conforme a evolução das receitas do Governo do Distrito Federal. Teremos novas adesões de servidores segundo o crescimento de nossa receita líquida”, afirmou Josélia. Dados da Receita local revelam que o Detran teve arrecadação de R$ 14 milhões em fevereiro. Já em março, o total de recursos arrecadados subiu para R$ 21 milhões. Para o deputado Cristiano Araújo “isso é um indicativo que em breve teremos todos os concursados devidamente contratados”.

Relator do Orçamento Geral do DF o distrital reservou recursos para que o governo tenha condições de efetuar as contratações. “A contratação por concurso é a forma mais correta de se melhorar o funcionamento da máquina pública”, argumenta.

Concursados aguardam a convocação

Entre os milhares de concursados que aguardam a convocação está Rodrigo Marques de Melo. Aprovado no concurso da Adasa realizado em 2009 ele acredita que o fim dos cargos comissionados representa a legalidade. “Estamos lutando por nossos direitos porque sabemos que os cargos comissionados não estão dentro da lei. Esta bandeira está estendida para que as pessoas que passaram nos concursos sejam chamadas, mesmo porque é uma coisa notória que em Brasília a máquina pública é inchada e os cargos comissionados não preenchem a Constituição”, analisa Rodrigo Marques, que é membro da comissão dos aprovados no concurso da Adasa.

Demissões preocupam sindicato

Apesar da luta do Sindicato dos Servidores Públicos Civis da Administração Direta, Autarquias, Fundações e Tribunal de Contas do Distrito Federal (Sindireta) em lutar pela convocação dos aprovados nos últimos concursos públicos e pelo fim dos cargos comissionados, o presidente do Sindicato, Ibrahim Yusef Mahmud Ali, salienta que existe um temor que o fato possa acarretar uma demissão em massa. “Seria muito contraditório nós lutarmos pelos direitos dos trabalhadores e com isto acarretar uma série de demissões. Somos contra qualquer tipo de demissão que coloque pais de família na rua”, comentou Ibrahim Ali.

Uma solução encontrada pelo sindicalista seria ocupar 50% dos cargos com servidores concursados, o que resultaria no cumprimento da lei sem a necessidade de se fazer uma demissão em massa. “O mais importante é cumprir a lei. Com isto vamos ter a moralidade e a transparência, e quem ganha é a própria sociedade. Nosso foco é acabar com estas contratações comissionadas”, analisa Ibraim.

Política ,

Veículos prestadores de serviço ao GDF devem ter placa de Brasília

May 5th, 2010

 

Rodrigo Mendes (Jornal da Comunidade) – Os veículos alugados para prestadores de serviços ao Governo do Distrito Federal passarão a ser obrigatoriamente emplacados no DF. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal de hoje, 5 de maio. O decreto do governador Rogério Rosso (PMDB) regulamenta uma lei que havia sido aprovada em 2009, mas ainda não estava em prática, pelo momento político conturbado de Brasília.

 

Dessa forma, todos os veículos que forem alugados para prestar serviços de transporte terão que ter placa de Brasília. As empresas com esses contratos têm 60 dias, a partir de hoje, para transferir para cá os veículos emplacados em outras cidades, ou terão seus contratos com o governo rescindido. A partir de hoje, também, todos os contratos de aluguel deverão conter uma cláusula especificando essa exigência.

 

Atualmente, muitas empresas preferem regularizar seus veículos em outros estados, onde o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) é mais barato, como no Paraná. Dessa forma, carros que normalmente circulam pelas ruas de Brasília não contribuem com os impostos que seriam usados para a conservação das vias. Esse dinheiro acaba indo para outros estados.

Política

Ex-secretários são condenados

April 23rd, 2010

 

A Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep) do Ministério Público do DF obteve no Tribunal de Justiça a condenação do ex-secretário de Fazenda, Valdivino José de Oliveira, e do ex-subsecretário de Fazenda, Afrânio Roberto de Souza Filho, ambos do Governo Roriz, por ordenamento de despesa não autorizada por lei (art.359-DCPB).

 

A decisão da 2ª Vara Criminal condenou Valdivino a quatro anos, 10 meses e 10 dias de reclusão em regime semiaberto e Afrânio a três anos e 22 dias de reclusão em regime aberto.

 

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MPDFT investiga fraude na licitação do VLT

April 22nd, 2010

 

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), deflagrou, na manhã de hoje, operação que apura fraude na licitação de projeto básico de engenharia do veículo leve sobre trilhos (VLT). Foram cumpridos mandados de busca e apreensão no Metrô e em outros cinco endereços.

 

Trata-se da obra mais cara já contratada pelo Distrito Federal, orçada em torno de 1,5 bilhão de reais, aproximadamente. Há fortes indícios de fraude, com envolvimento de empregados públicos e das empresas que participaram da licitação.

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Candidatos ao GDF se habilitam para eleição indireta

April 13th, 2010

 

Carolina Pimentel, da Agência Brasil

Nove candidatos a governador do Distrito Federal apresentaram ontem (12) à Câmara Legislativa do Distrito Federal os documentos que faltavam. Todas as chapas, no total dez, apresentaram problemas no registro e tiveram até o final da tarde de ontem para sanar as pendências.

O candidato do PSDC, Virgílio Macedo, desistiu da disputa e retirou seu nome para concorrer à eleição indireta marcada para o dia 17 de abril. A Mesa Diretora da Câmara analisa hoje (13) os documentos apresentados e se os candidatos atendem aos requisitos legais.

O PRTB trocou seu candidato José Carlos Pereira, que não teria um ano de filiação à legenda como exige a lei, por Paulo Roberto da Silva. A Mesa Diretora da Câmara decide hoje (13) se as nove chapas estão aptas para o pleito indireto que definirá quem irá governar o Distrito Federal até o dia 31 de dezembro. A escolha será feita pelos deputados distritais.

Na eleição indireta, cada candidato terá, pelo menos, 30 minutos para discursar. Poderão falar os candidatos a governador e a vice.

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GDF libera contratação de concursados do Detran e da Adasa

April 8th, 2010

 

O GDF decidiu nesta semana retomar a contratação de concursados integrantes de cadastros reserva do Detran e da Adasa. A decisão foi tomada após inúmeras rodadas de negociações entre o governo e as categorias intermediadas pelo presidente da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças da Câmara Legislativa, deputado Cristiano Araújo (PTB-foto).

Em encontro realizado no Palácio do Buriti na terça-feira (6), a secretária de Gestão Administrativa , Josélia Medeiros, comunicou ao parlamentar e a integrantes das comissões dos concursados que ainda neste semestre serão contratados 80 novos servidores para os dois órgãos.

Para o Detran serão 50 nomeações divididas duas fases, sendo 25 novos servidores até 30 de abril e outros 25 até 30 de junho. Já a Adasa receberá 30 novos servidores até o final do primeiro semestre.

Segundo Josélia, novas contratações poderão ser feitas conforme a evolução das receitas do GDF. “Teremos novas adesões de servidores segundo o crescimento de nossa receita líquida”, afirmou no encontro.

De acordo com dados da Receita local o Detran teve arrecadação de R$ 14 milhões em fevereiro. Já em março, o total de recursos arrecadados subiu para R$ 21 milhões. “Isso é um indicativo que em breve teremos todos os concursados devidamente contratados”, afirmou o deputado Cristiano.

Desde meados do ano passado o deputado está em negociação com os órgãos do governo para buscar uma solução para esse contingente de concursados. Como relator do Orçamento Geral do DF ele reservou recursos para que o GDF tenha condições de efetuar novas contratações. “A contratação por concurso é a forma mais correta de se melhorar o funcionamento da máquina pública”, defende.

Também participaram do encontro o diretor-geral do Detran, José Araújo e representantes do Sindicatos dos Servidores do Detran.

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MPF quer analisar com agilidade pedido de intervenção no DF

April 8th, 2010

 

Roberta Lopes, da Agência Brasil

O Ministério Público Federal informou que o despacho do relator do pedido de intervenção no Distrito Federal, o ministro Gilmar Mendes, será analisado o mais rapidamente possível, para que fundamente com clareza os procedimentos na Câmara Legislativa do DF. O despacho do foi recebido hoje (8) no MPF.

O argumento do relator do caso, ministro Gilmar Mendes, é de que no pedido de intervenção ficou claro como seria essa intervenção. O ministro disse ainda que nos casos de intervenção é necessário determinar a amplitude, o prazo e as condições.

O pedido de intervenção no DF foi feito no dia 11 de fevereiro pelo Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, por causa do possível envolvimento de integrantes do alto escalão do governo e de empresários em um esquema de arrecadação e distribuição de propina, desarticulado pela Operação Caixa de Pandora da Polícia Federal.

Política

Situação do DF exige atenção para não afetar vida do cidadão, diz ministro

April 8th, 2010

 

Lourenço Canuto, da Agência Brasil

O Distrito Federal ainda convive com um quadro de indefinição política que envolve necessidade de observação do Ministério da Justiça, e de atenção por parte do Governo Federal quanto à segurança pública local.

A afirmação foi feita pelo ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, em entrevista concedida hoje (8) ao programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Segundo ele, o governo federal está atento para que a vida do cidadão não seja afetada na área segurança pública, “embora tudo esteja correndo de forma normal” nessa área. Ele disse que, enquanto isso, o Supremo Tribunal Federal acompanha a situação do DF para definir se haverá necessidade de intervenção federal, “em caso de instabilidade política”.

Luiz Paulo Barreto informou que já encaminhou à Polícia Federal relatório recebido do ministro Jorge Hage, da Controladoria Geral da União (CGU), em que são apontadas 177 irregularidades na área da administração pública do DF.

Ele informou que parte desse relatório deve ser acrescentado ao inquérito da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, que constatou irregularidades no Executivo local. A outra parte das irregularidades detectadas pela CGU irá compor inquéritos específicos.

Política

Dez candidatos disputam eleição indireta para o GDF

April 8th, 2010

 

Carolina Pimentel, da Agência Brasil

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (DF) recebeu ontem dez candidaturas para eleição indireta de governador e vice distrital, que terão mandato até o dia 31 de dezembro. O prazo se encerrou às 18h desta quarta-feira.

Entre os candidatos, está Wilson Lima (PR), ex-presidente da Câmara Legislativa que assumiu o governo local desde o afastamento de José Roberto Arruda (sem partido), preso por tentativa de suborno de uma testemunha do suposto esquema de corrupção no DF. Arruda teve o mandato cassado por infidelidade partidária. O vice Paulo Octávio renunciou ao cargo. Arruda e Octávio são acusados de envolvimento no esquema de pagamento de propina investigado pela Polícia Federal. O vice de Lima é Jucivaldo Salazar.

O PT apresentou a candidatura do ex-reitor da Universidade de Brasília (UnB) Antônio Ibañez Ruiz e do sindicalista Cícero Rola como vice-governador. O candidato do PV é o administrador de empresas Nilton Reis.

Os outros candidatos para o governo local são Newton de Carvalho (PSL), José Messias (PCdoB), Virgílio Macedo (PSDC), Luiz Filipe Coelho (PTB), Aguinaldo Silva (PRB), José Pereira (PRTB), Rogério Rosso (PMDB).

O Democratas (DEM), partido ao qual Arruda era filiado, não apresentou candidato. O suplente de deputado federal Osório Adriano desistiu de disputar o mandato-tampão. Em comunicado à Executiva da legenda, ele justificou a desistência para atender membros do partido. “O ato de grandeza do deputado foi reconhecido por todos os presentes, que enalteceram a sua trajetória política como deputado federal e a sua contribuição partidária à história do Democratas e do então PFL”, diz comunicado no site do partido.

A Mesa Diretora da Câmara vai analisar hoje se as candidaturas cumprem os requisitos previstos em lei. A eleição indireta está marcada para o dia 17 de abril. O novo governador será escolhido pelos 23 deputados distritais.

Política ,

Desarmonia entre os poderes

March 22nd, 2010

 

A tão consagrada harmonia entre os poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário – há muito deixou de existir no Distrito Federal. Há bem pouco era costumeira a prática de o GDF dar as ordens na Câmara Legislativa. Ali só se aprovava o que o governador gostaria que fosse aprovado. E, isso, não era privilégio apenas de José Roberto Arruda (sem partido). Em todos os governos anteriores foi assim. Sem exceção. Desde que a Câmara é Câmara a prática se repete. Ou seja, o Executivo pautava as ações do Legislativo.

 

O que acontece atualmente é o inverso. Com a renúncia do vice Paulo Octávio (sem partido) e a cassação de Arruda, tomou posse o presidente da Câmara, Wilson Lima (PR). Ao lado dele, o apoio de todos os deputados distritais. Formou-se um parlamentarismo no Executivo, com todos os poderes para os senhores deputados. Inverteram-se as coisas. O Legislativo manda no Executivo. Mas, como dizem, a alegria dos menos aquinhoados dura pouco.

 

Eis que surge um novo personagem nesse enredo. Sempre considerado o patinho feio dos três poderes e cansado de ser figurante no cenário político, o Judiciário veio com força e hoje determina no peito, na raça, na legislação e em decisões o que é preciso ser feito por Executivo e Legislativo. Nas últimas semanas, deputados distritais só se reúnem para discutir como vão cumprir as decisões de juízes e de desembargadores. Até a primeira instância já tirou uma casquinha, criando a figura monstrenga do meio deputado.

 

São visíveis e risíveis as reuniões dos parlamentares. O que era para ser independência entre os poderes, foi substituído por um medo que deixa transparecer na face dos deputados. Aliado a isso, parte da imprensa e cerca de 10 manifestantes profissionais do movimento “fora qualquer coisa” contribuem para o caos.

 

Os deputados distritais passam boa parte do tempo recebendo notificações judiciais e buscando saídas jurídicas. Enquanto isso, ficam prejudicados a pauta legislativa e o funcionamento normal da Casa.

 

Espera-se mais nitroglicerina nos próximos dias, com a confirmação do mais esperado depoimento à CPI da Codeplan que já tem data e hora marcadas. Durval Barbosa Rodrigues, principal denunciante do suposto esquema criminoso investigado pela Polícia Federal na Operação Caixa de Pandora, será ouvido pela Comissão no dia 30, às 10 horas, no auditório do Instituto Nacional de Criminalística do Departamento de Polícia Federal.

 

Data, hora e local foram informados em ofício do diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, à presidente da Comissão, deputada Eliana Pedrosa (DEM), atendendo à convocação anteriormente expedida pela CPI por requerimento do deputado Paulo Tadeu (PT), relator.

 

Até junho a rotina do Legislativo será esta: governar o Executivo e cumprir ordens do Judiciário. Espera-se que quando todo esse terremoto político passar, os poderes voltem a ser harmônicos entre si e contribuam para o re-estabelecimento das instituições democráticas.

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Nota oficial do GDF

January 28th, 2010

A assessoria de imprensa do GDF informa que:

 

A Procuradoria do Distrito Federal e os Advogados que representam o Governador José Roberto Arruda vão ingressar na justiça com uma ação criminal e civil contra o Jornalista Ricardo Noblat.

 

Em seu blog, Noblat publicou ontem (27/01/10) afirmação de que o Governador teria oferecido o valor de “R$ 4 milhões a cada deputado Distrital que vote contra o impecheament dele”.

 

Os advogados e a Procuradoria do DF consideram a afirmação caluniosa e irresponsável e terá que ser provada na justiça.

 

André Duda

Assessor de Imprensa do GDF

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Nota GDF sobre supostas notas marcadas

December 22nd, 2009

 

A respeito das reportagens sobre suposta apreensão de notas marcadas pela policia Federal, é preciso esclarecer que:

 

1 – A residência Oficial do Governador José Roberto Arruda não foi alvo de busca e apreensão por parte da Policia Federal.

 

2 – Está dito no despacho do relator do STJ, que é de conhecimento público que:

 

· “há necessidade de complementar a perícia.”

· A Policia Federal deve esclarecer a afirmação “fortes indícios”.

 

Com isso fica claro que não foram encontradas cédulas marcadas, pois, caso tivesse ocorrido não seriam “fortes indícios”, seria “fato”, e não ensejaria o pedido de perícias complementares por parte do STJ.

 

3 – Cabe considerar ainda, que o fato de serem encontradas notas de uma mesma série, não configura uma relação direta de origem. Isso porque cada série de notas é composta por 100 mil cédulas, que estão em circulação.

 

Andre Duda

Assessor de Imprensa do GDF

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GDF inaugura duplicação na BR-020

December 21st, 2009

  

O secretário de Transportes, Alberto Fraga, o diretor geral do DNIT, Luiz Antonio Pagot, e o diretor do DER, Luiz Carlos Tanezini, entregam hoje (21), às 11h, um trecho de 25 km da duplicação da BR-020, ligando Planaltina a Formosa. O evento será na divisa de Planaltina com o estado de Goiás.

 

A BR-020 é uma rodovia federal que liga Brasília (DF) a Fortaleza (CE). Esta obra é resultado de um convênio entre o DNIT e o DER/DF e custou cerca de R$ 94 milhões, sendo 10% do GDF. “Além de melhorar o fluxo do trânsito nesta via que atende cerca de 50 mil veículos por dia, a duplicação irá diminuir o número de acidentes” diz Fraga.

 

Serão implantados ainda vias marginais que vão do Balão do Colorado até a saída norte de Sobradinho. As marginais terão duas faixas e vão servir para facilitar o acesso aos condomínios da região. No total, são 43 km de pistas em obras.

 

O projeto envolve ainda a construção de cinco novos viadutos. Do Balão do Colorado a Sobradinho, serão construídos três deles, que eliminarão os retornos dos quilômetros 2, 4 e 8. De Sobradinho a Planaltina, a pista será restaurada. Na entrada de Planaltina, o DER/DF planeja um quarto viaduto. O quinto viaduto do projeto será erguido no entroncamento com a DF-100, próximo à divisa com Goiás. Toda a rodovia terá sua sinalização atualizada.

Política

Nota Oficial do GDF

December 18th, 2009

 

A respeito da manutenção dos contratos com empresas apontadas no processo nº 650 do STJ, o Governo do Distrito Federal informa:

 

Todos os contratos foram regularmente assumidos dentro da lei, respeitando as regras e preços de mercado, com pertinente acompanhamento do Tribunal de Contas do Distrito Federal e do Ministério Público.

 

A citação de algumas empresas no referido processo não motivará uma ação inconseqüente, por parte do GDF, de quebra de contratos firmados dentro da mais irrestrita regularidade e transparência.

 

O Orçamento 2010, aprovado pela Câmara Legislativa na última terça-feira, não faz menção a empresas, e sim a serviços.

 

É preciso compreender que a peça orçamentária tem o objetivo de garantir à população do Distrito Federal a continuidade da prestação de serviços públicos relevantes e fundamentais, como por exemplo, o processamento da folha de pagamento dos servidores, projetos nas áreas de saúde e educação, merenda escolar, etc.

 

O fato de uma empresa prestadora de serviço essencial ser citada nas investigações não pode significar a paralisação do serviço, sob pena de penalizar a população do DF.

 

O Governo do Distrito Federal criou uma comissão especial conforme diário oficial do DF de 11/12/2009 ? Decreto 31.146, com a responsabilidade apurar os fatos descritos no processo nº 650 do STJ.

 

Esta comissão tem trinta dias para definir os procedimentos administrativos a serem adotados em cada órgão ou unidade da Administração.

 

André Duda

Diretor de Jornalismo da Agência de Comunicação do DF

Política

Flávio Lemos é o novo secretário de Justiça

December 3rd, 2009

 

O advogado Flávio Lemos de Oliveira é o novo secretário de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania do Distrito Federal. Ele foi nomeado ontem, pelo governador José Roberto Arruda. Há nove meses no cargo de secretário adjunto dessa secretaria, Flávio Lemos pretende dar continuidade a todos os programas que vinham sendo desenvolvidos pelo deputado Alírio Neto, seu antecessor. Sua prioridade é o atendimento à criança e ao adolescente. Para tanto, ele pretende investir em novos projetos de ressocialização, a exemplo da construção e implantação de Casas de Justiça em diversas regiões administrativas.

 

Flávio Lemos reside no Distrito Federal desde 1965. Graduou-se em Direito pela Associação de Ensino Unificado do Distrito Federal – AEUDF, em 1991. È Pos-Graduado em Direito Processual Civil pela UNISUL e em Direito Público pelo Instituto Processus. Após a formatura, advogou para a Empresa Brasileira de Telecomunicações S/A (Embratel), na Região Centro-Oeste.

 

Renunciou ao cargo em 1994 e, mais de 15 anos, exerceu a advocacia em seu escritório particular. Sempre na defesa dos trabalhadores e servidores públicos do Distrito Federal. Ele foi eleito Conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil seccional do Distrito Federal e atuou como Secretário Geral da Comissão de Direitos Humanos da OAB/DF. Casado, Flávio Lemos tem quatro filhos: Fernando, Cinthia, Felipe e Camila.

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GDF solta nota oficial

November 30th, 2009

 NOTA DO GOVERNADOR ARRUDA E DO VICE-GOVERNADOR PAULO OCTÁVIO

 

Ainda perplexos pelo ato de torpe vilania de que fomos vítimas por parte de alguém que, até recentemente, se mostrava um colaborador, vimos externar à população do Distrito Federal nossa indignação pela trama de que estamos sendo vítimas, engendrada por adversários políticos, valendo-se de pessoa que, à busca das benesses da delação premiada, por atos que praticou nos 8 anos do Governo anterior, urdiu, de forma capciosa e premeditada, versão mentirosa dos fatos para tentar manchar o trabalho sério e bem sucedido que tem sido feito pela nossa Administração.

 

Queremos dizer que estamos tranqüilos, porque sabemos de nossa inocência, e confiamos no sereno e isento trabalho da Justiça de nosso País, onde a verdade sempre acaba se afirmando.

 

Repelimos os açodados juízos que, muito mais que atingir o princípio constitucional da presunção de inocência, colocam em risco a soberania da verdade democrática.

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Nota a imprensa do secretário José Luiz Valente

November 27th, 2009

 Brasília, 27 de novembro de 2009

 

Comunicado à imprensa

 

Agentes da Polícia Federal estiveram na manhã desta sexta-feira em minha residência, em meu gabinete no anexo ao Palácio do Buriti e também no Buritinga. Eu os recebi em minha casa, dei a eles acesso ao que pediram (documentos e meu laptop). No Palácio do Buriti e no Buritinga, foram recebidos por servidores de meu gabinete. Igualmente, tiveram acesso a tudo o que desejavam. Estou à disposição do Departamento de Polícia Federal para o que for necessário, mas me reservo ao direito de só me pronunciar publicamente sobre o assunto quando tiver informações completas do que se trata.

 

José Luiz Valente – Secretário de Educação do DF

Política

Doação de lotes a policiais é julgada inconstitucional

November 25th, 2009

 

A desafetação dos becos de quadras residenciais do Gama para doação a policiais, bombeiros militares e servidores do Detran (Lei Complementar 780/08, e inciso IV do art. 105 da Lei Complementar 728/06) foi julgada inconstitucional pelo Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios.

 

As ações propostas pelo Procurador-Geral de Justiça, Leonardo Azeredo Bandarra, e pela OAB/DF, sustetaram que as normas instituíam privilégio a determinadas categorias de servidores públicos, pois permitiam a transferência de imóveis públicos a servidores do GDF, sem prévio procedimento licitatório.

 

O MPDFT e a OAB/DF sustentaram também a inconstitucionalidade da desafetação das áreas públicas, por ter sido realizada sem a audiência da população interessada, como determina a Lei Orgânica. A única audiência pública ocorreu antes da especificação das áreas a serem doadas e das pessoas a serem beneficiadas, incluídas posteriormente na Lei Complementar 780, por emenda aditiva de iniciativa parlamentar.

 

Dessa forma, houve desvirtuamento do projeto original, após a aprovação de emenda de iniciativa de Deputados Distritais. O Ministério Público ressaltou vício de iniciativa da lei, por ter sido invadida a competência privativa do Governador do Distrito Federal para dispor sobre a administração de áreas públicas e sobre o uso e a ocupação do solo no Distrito Federal.

 

Outras leis distritais sobre a matéria já foram julgadas inconstitucionais. Essas leis buscavam promover a doação de imóveis públicos, com dispensa de licitação, para servidores públicos, enquadrando-os artificialmente como integrantes de “programas habitacionais de interesse social”.

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