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Ministro Augusto Nardes

Ministro Augusto Nardes

Segundo tribunal, ficou mais difícil agendar consulta nos últimos anos. Governador eleito afirma que problema não é verba, mas gestão ineficiente.

Do G1 DF – O Tribunal de Contas da União (TCU) entregou nesta segunda-feira (17) ao governador eleito do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, um relatório em que apontam a saúde pública como um dos pontos mais críticos da capital federal.

Segundo o documento, 53,5% dos pacientes não conseguiram consultas com médicos e dentistas em agosto de 2010. Em novembro de 2007, o número era bem menor: 34%. No levantamento mais recente, 81% das especialidades registravam filas de espera superiores a três meses, e 31% superiores a um ano.

Alguns números impressionam. Em Santa Maria, a espera por uma consulta odontológica chega a quatro anos. Em todo o DF, a marcação com um angiologista (especialista em circulação e vasos sanguíneos) demora quase cinco anos, segundo os auditores do TCU.

O documento também aponta falta de controle do estoque e da distribuição de remédios, além do baixo número de leitos. Em 2013, o déficit era de 2.603 leitos gerais e 54 vagas de UTI. A Secretaria de Saúde afirmou à TV Globo que o número atual de leitos é superior ao registrado no estudo do tribunal.

Em entrevista nesta segunda, Rollemberg disse que o principal problema da saúde na capital não é falta de dinheiro, mas falta de qualidade na gestão. Segundo ele, 80% dos problemas poderiam ser resolvidos diminuindo a pressão sobre as emergências hospitalares.

“O DF é a unidade da Federação com a menor cobertura de Saúde da Família, segundo dados do Ministério da Saúde. Apenas 30% da população está sendo atendida [pelo programa]“, disse o governador eleito.

Estudo geral - O estudo divulgado nesta segunda (17) pelo TCU traça um diagnóstico dos estados e do Distrito Federal para auxiliar os governadores que tomam posse em janeiro de 2015.

O presidente do tribunal, ministro Augusto Nardes, se diz alarmado com a saúde e com a insegurança da capital federal. “O número de mortos no entorno de Brasília está entre os mais altos do país. Isso me assustou muito, porque não podemos deixar acontecer o que aconteceu no Rio de Janeiro e em São Paulo”, afirma.

Ainda de acordo com Nardes, a resolução dos gargalos na saúde do Distrito Federal passa por uma aliança com o governo de Goiás, similar à que foi feita na segurança pública.

“Um dos gargalos é o atendimento ambulatorial na região do Entorno. Portanto, tem que haver um trabalho em conjunto com os dois governadores [do DF e de GO]. Já fizemos sobre segurança, e agora vamos apresentar sobre saúde num contexto nacional”, diz.

Rollemberg

Por Tatiane Alves – O governador eleito Rodrigo Rollemberg (PSB) se reuniu hoje com o governador reeleito de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), para tratar de questões de mobilidade urbana do entorno e DF. O encontro aconteceu na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), órgão responsável pelo transporte entre DF e Goiás. Os gestores falaram sobre assuntos que consideram prioridades em seus governos, como mobilidade urbana e o consorcio de trasporte envolvendo o Governo Federal através da ANTT, o governo de Brasília e o de Goiás. A falta de empresas e a má qualidade do serviço prestado são reclamações constantes dos passageiros.

A primeira medida é a melhoria do trasporte público na região. Atualmente, as empresas que fazem as linhas do Distrito Federal para as cidades do Entorno, atuam de forma temporária até o término da licitação da ANTT que deve ser concluída ainda este ano. De acordo com Perillo faltam ônibus na região e os trabalhadores sofrem muito com isso. “O BRT está pronto e a melhor solução é estende-lo até Luziânia”, acredita o governador de Goiás. Perillo ressaltou também a importância de se criar uma faixa exclusiva para ônibus que vem do entorno de Brasília até a Rodoferroviária de Brasília.

De outro lado, segundo Perillo há uma preocupação por parte dele e de Rollemberg da extensão do BRT entre Brasília a Planaltina DF, que vai servir Planaltina Goiás e Formosa. A extensão do BRT na direção Águas Lindas e a construção do Trem de passageiros e cargas de Brasília e Goiânia e a viabilidade do trasporte férreo entre a Rodoferroviária de Brasília e a cidade de Luziânia.

Outro tema de relevância foi o consorcio de trasporte envolvendo  o Governo Federal através da ANTT, o governo de Brasília e o governo de Goiás. “A predisposição da ANTT, do governo de Goiás e do governo de Brasília é muito grande. “Tenho certeza que com essa disposição,  intensificação da pressão nossa sobre o órgãos federais e com a ajuda deles, vamos dar passos objetivos e concretos no sentido de uma solução menos longa para um drama que é de todas as pessoa que dependem do transporte público”, afirma Perillo.

Rodrigo Rollemberg reforçou a disposição para trabalhar conjuntamente com o governo de Goiás e a ANTT para buscar alternativas para a região do entorno do DF. De acordo com Rollemberg, em dezembro a ANTT apresentará o estágio dos estudos realizado para a Linha Férrea, ligando Brasília/Goiânia.  “Ainda não tomamos posse mas estamos tomando pé das questões internas  do DF. Mas há essa disposição de trabalhar conjuntamente com Goiás para resolver a questão mobilidade”, destaca Rollemberg.

Rollemberg também falou sobre ideia  de se constituir uma Agência de Desenvolvimento do entono compartilhada pelo DF e por Goias. “Uma agencia executiva e enxuta para poder gerir os problemas  comum ao entorno do DF. Um órgão executivo que possam tomar medida efetivas para garantir os investimentos e as ações necessária para melhorar a qualidade de vida do entorno do DF”, informa Rollemberg.

Medidas emergenciais

As medidas emergências, de acordo com Rollemberg, serão a tentativa de liberação de uma faixa exclusiva para o trasporte coletivo ligando essa cidades do entorno para o DF. Encurtando o tempo que essa as pessoas gastam no ônibus. “As ultimas licitações feitas para a ANTT eram desertas por falta de empresas. Por isso precisamos buscar soluções conjuntas e pensar nas alternativas, também  pensar nas alternativas de médio prazo como como a construção de BRTs, ligando varias cidades e as mais longas como a construção de ferrovias ou adaptações das ferrovia já existente aqui em Brasília e em Luziânia para  resolver o problemas da mobilidade sobretudo no entorno sul  ao DF. As mediada a curto prazo será liberação de faixa para permitir um deslocamento mais rápido do entono ao DF.

Recursos – No caso dos BRT a ideias é  receber recurso do PAC e  principalmente das concessões que estão sendo feitas. “A nossa proposta  é que o consorcio faça um realinhamento com a ANTT e construção a extensão do BRT entre Santa Maria e Luziânia. No caso do trem de passageiro é preciso ter dinheiro do PAC, depois de pronto o estudo de viabilidade. No caso de Águas lindas quando for feita a concessão da BR0-70 a uma empresa privada,  a ideias  nossa é que no edital já conste a construção do BRT. Todas essa saídas  precisam ser de médio prazo. As de curto dizem respeito ao consorcio”, finaliza Perillo. (Jornal Coletivo)

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Durante evento em Águas Lindas, os dois falam em retomar políticas conjuntas de saúde e transportes

Em agenda conjunta com o governador de Goiás, Marconi Perillo, o candidato ao Governo do Distrito Federal, José Roberto Arruda, afirmou na tarde deste domingo, 31, que não só retomará os convênios na área de saúde com as prefeituras goianas como pretende levar uma linha do metrô do DF até Águas Lindas, onde aconteceu o encontro.

“Existe uma grande perspectiva de melhorias paro o nosso estado de Goiás com a eleição de Arruda ao governo do DF”, discursou Marconi Perillo. “Nós temos que eleger Arruda governador. Ele é gente nossa e com ele haverá recursos e obras. Ele é quem está mais preparado, mais comprometido”, disse o governador.

Perillo destacou que são 70 mil moradores de Águas Lindas que votam no DF — e cerca de 150 mil nas demais cidades da região do Entorno. “São pessoas que trabalham e estudam no DF, quando elas precisam de um hospital, é pra lá que elas vão”, disse Arruda, justificando a volta dos convênios com as prefeituras de Goiás para a saúde.

Pelos convênios, que vigoraram durante o primeiro mandato de Arruda, o GDF repassa uma quantia mensal para que as prefeituras paguem os salários dos médicos e demais profissionais de saúde.

“O atual governo cancelou os convênios e tirou os médicos daqui. Agora, sofre a população do DF e sofre a população do Entorno, com falta de atendimento, recursos e hospitais assolados e superlotados”, criticou Arruda. “O DF não suporta e por isso é certo sim, a retomada dos convênios.”

Arruda e Perillo também planejam instituir uma política de cooperação na área de transporte.

“A responsabilidade do transporte é do governo federal, mas agora teremos a oportunidade de governar juntos, eu e o Marconi”, disse Arruda. “No primeiro dia de governo, eu tomo posse lá e Marconi toma posse aqui. Teremos dois senadores também, lá é o senador Gim, e aqui, Vilmar Rocha”, falou.

“Eu e Marconi vamos no presidente da República, que esperamos ser o Aécio, e vamos pedir pelo transporte do Goiás e Entorno. Daí, vamos botar muito mais ônibus, mas o nosso maior desafio, e que eu vou realizar, é que eu quero trazer o metrô pela BR-070 até Águas Lindas”, afirmou Arruda.

“Eu fiz os convênios da saúde e do asfalto. Vocês sabem que eu faço. Marconi Perillo já mostrou que faz. Tem candidato por aí dizendo que faz muita obra, por que chegou o tempo da eleição. Mas ninguém vê as obras deles. As nossas estão estruturadas nas ruas, em obras e benefícios. Eu faço e Marconi faz, essa é a marca, é a nossa diferença”, argumentou Arruda.

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Vilmar Rocha (PSD-GO) saúda propostas de Arruda sobre saúde e infraestrutura

Diante dos prefeitos de 15 cidades e 82 vereadores da região do Entorno reunidos no comitê central de campanha na tarde desta quarta-feira, 6, o deputado federal Vilmar Rocha (PSD-GO), candidato ao senado no estado vizinho, saudou as propostas para a região apresentadas por José Roberto Arruda com uma frase forte: “O meu partido é o PSD, que, por motivos outros, está em outra coligação. O PSDB do Marconi Perillo, aqui em Brasília, está em outra coligação. Mas nós estamos aqui porque aqui está a nossa emoção e a nossa região está com Arruda e Gim”, declarou, de público, microfone em punho.

O entusiasmo se deveu à proposta feita por Arruda, de retomar os convênios entre o GDF e as prefeituras. “Meu primeiro compromisso com vocês é assinar os convênios de saúde com as cidades do entorno. Depois da eleição e antes da posse eu já peço à Câmara Legislativa para mudar o orçamento pra poder assinar os convênios.”

Na área de saúde, os convênios a que Arruda se refere já mostraram eficiência no primeiro mandato dele. As cidades do Entorno recebiam uma quantia mensal para manter seus hospitais. De forma que os moradores não precisavam vir buscar atendimento nos hospitais do DF, o que reduzia a demanda e propiciava qualidade e conforto aos pacientes tanto de cá, quanto de lá.

“No meu governo tinham os convênios, os moradores do entorno eram atendidos nas suas cidades pelos profissionais de saúde que a gente pagava. Este governo acabou com os convênios na saúde. As filas dos hospitais de Brasília estão caóticas. Quando a gente voltar com os profissionais atendendo nos municípios do entorno, acabou o nosso problema, vamos aliviar a rede pública de saúde do Distrito Federal. Isso eu faço no primeiro dia de governo.”

“Meu segundo compromisso é o convênio de infra-estrutura para levar água, luz e esgoto para as comunidades mais humildes. E meu terceiro compromisso é que vocês fazem minha campanha aqui e daqui a dois anos eu vou pra lá ajudar a de vocês”. E acrescentou “muita gente acha que a região do entorno é um problema pra Brasília, eu vejo diferente, acho que é uma grande solução, que muito nos viabiliza economicamente”.

Região Integrada - “Sabemos o quanto o Entorno representa política e economicamente para nossa região. O Ibope fez uma pesquisa com a massa demográfica do Entorno, detectaram 300 mil eleitores que moram lá, mas votam, trabalham e estudam no DF”, disse Arruda.

Vilmar Rocha afirmou ainda que Gim, simbolicamente, tornou-se o quarto senador do Goiás e que Arruda somou todas as forças que pode em prol da melhoria do Entorno.

“A nossa classe política do Goiás esta toda representada aqui. Estamos aqui porque esta é coligação natural, aqui estão os bons”, acrescentou Vilmar.

As soluções para a segurança pública também foram pautadas na reunião. “Eu sou absolutamente favorável à integralização das polícias do DF e de Goiás, porque o crime não tem fronteiras e é preciso que a polícia trabalhe de forma integrada e combata a violência tanto no DF quanto nas cidades do entorno”, disse Arruda.

Seminário, coordenado pelo TCU, abordou o tema e trouxe soluções. Foto: Glaucya Braga/GDF

Seminário, coordenado pelo TCU, abordou o tema e trouxe soluções. Foto: Glaucya Braga/GDF

Autoridades e especialistas em segurança pública se reuniram nesta terça-feira (13) no Tribunal de Contas da União (TCU) para apresentar os resultados desenvolvidos na área. No evento, intitulado “Diálogo Público – em busca de soluções para a governança das políticas públicas de segurança”, também foi abordada a gestão integrada das políticas, com ênfase na região do Entorno do Distrito Federal.

“O papel do TCU é preventivo, de ajudar na elaboração das políticas públicas. Todos os gestores do país querem isso: ações para resolver o problema e não só fiscalizar. Estamos avançando em relação à segurança pública no DF. Investimos muito na parte humana, de material e equipamento, tecnologia, além de termos ampliado o sistema prisional em 400 vagas e integrado as nossas Forças de Segurança”, afirmou o governador Agnelo Queiroz.

Quando questionado em relação à segurança no Entorno, o governador afirmou que a integração é a solução para esse problema. “Temos uma população na região do Entorno de mais de 1,2 milhão de habitantes, e não temos a governabilidade sobre essa área, por isso a dificuldade é maior. Tem que ter uma ação integrada que envolva o estado de Goiás com a ajuda do governo federal. Temos interesse direto nessa relação”, ressaltou o chefe do Executivo local.

Sobre o assunto do Entorno, o governador de Goiás, Marcone Perillo, foi categórico ao dizer que o estado precisa “de ajuda financeira, de um pacto com o governo federal e o de Brasília para termos recursos e efetividade na segurança do cidadão do Entorno”. De acordo com ele, só neste ano, foram contratados 3,8 mil novos policiais para a região. “Conseguimos melhorar as estatísticas, mas ainda não estamos satisfeitos”, concluiu.

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Augusto Naves, destacou que o quadro em relação à segurança pública no Brasil ainda é preocupante, justamente pela falta de “política nacional integrada e de uma comunicação entre todo o sistema de segurança no Brasil”.

Para melhorar o quadro atual, o ministro enfatizou o novo sistema adotado pelo TCU, que são as auditorias coordenadas. “Estamos chamando os outros tribunais de contas dos estados para fazer uma sistematização de todos os setores. Com isso, os governos passarão a ter consciência dos gargalos de cada setor, levantamento que ajudará os gestores na tomada de decisões”.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, sinalizou que o governo federal já está cumprindo as orientações do tribunal. “Buscamos o aperfeiçoamento na gestão e o aumento no controle da forma com que os gastos são feitos. Esse é um grande desafio que o TCU nos orienta e que estamos conseguindo. Em segurança pública, o governo federal não pode ser uma casa da moeda, que abastece os estados. Ele é alguém que é parceiro”, avaliou.

O seminário segue na parte da tarde com palestras sobre o debate da segurança pública no Legislativo e o papel da União, dos Estados e dos Municípios no tema. (Kelly Ikuma, da Agência Brasília)

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A deputada Celina Leão (PDT) se reuniu, na manhã desta quarta-feira (2), com o diretor geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT, Jorge Bastos e com o deputado federal Wilmar Rocha (PSD-GO), para tratar do transporte público no Entorno do DF. “O GDF precisa se posicionar com rapidez, já que o problema no transporte é enfrentado por cerca de 500 mil pessoas que viajam diariamente para o DF e que fazem parte da nossa força de trabalho”, pontua Celina.

Já existe uma minuta de consórcio entre a União e os governos do Distrito Federal e de Goiás, incluindo as prefeituras das cidades goianas, que fazem parte do Entorno e prevê a gestão integrada dos serviços semiurbanos de transporte, com a participação também dos municípios. Tanto a ANTT, quanto o governo de Goiás já estão afinados para a assinatura do convênio, que esbarra apenas em um impasse criado pelo GDF, quanto à abrangência do convênio. “A lei do consórcio é complexa, por isso o escopo se limita ao transporte semiurbano, é preciso começar a dar uma resposta para a população e não a polemizar a minuta”, avalia a deputada.

Para Celina é necessário adotar ações urgentes no sentido de viabilizar o consórcio, que se desenha como o melhor caminho, para solucionar os problemas enfrentados pela população do Entorno. No entanto, o GDF agendou uma nova reunião com a ANTT só para 28 de abril. “É um prazo muito longo para tratar de um assunto que demanda urgência, o diretor da ANTT se comprometeu em se reunir antes com os governadores Marconi e Agnelo e eu espero que o nosso governador se sensibilize e sele o acordo para efetivação do consorcio”, afirmou Celina.

Durante a reunião o diretor da ANTT, Jorge Bastos defendeu a necessidade de faixas de trânsito exclusivas para os ônibus que atendem os municípios do Entorno do DF nos horários de pico, no intuito de diminuir o tempo de viagem dos passageiros, o que deve ser negociado com o GDF.

Participantes destacaram problemas no transporte entre DF e Entorno

Por Zínia Araripe – Já existe uma minuta de consórcio entre os governos do Distrito Federal e de Goiás, incluindo as prefeituras das cidades goianas que fazem parte do Entorno, para tentar resolver os problemas relacionados com o transporte público na região. O anúncio foi feito pelo secretário da Região Metropolitana do DF, Eurípedes Júnior, durante audiência pública realizada na tarde desta segunda-feira (24) no plenário da Câmara Legislativa, por iniciativa da deputada Celina Leão (PDT), para debater o transporte público urbano entre o DF e o Entorno.

Vereadores e moradores de várias cidades, além do vice-prefeito de Planaltina de Goiás, Silveira Bento de Goiás, participaram da audiência. Celina Leão destacou a necessidade de o governo do DF se empenhar na solução dos problemas. “São quase 500 mil pessoas que viajam diariamente para o DF e que fazem parte da nossa força de trabalho”, declarou a parlamentar.

A diretora da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Ana Patrizia Lira não compareceu, mas mandou uma carta dizendo ter apresentado proposta de consórcio público para os dois governos (DF e GO), para a gestão integrada dos serviços semiurbanos de transporte, com a participação também dos municípios.

A carta afirma, ainda, que a ANTT – diante da criticada decisão do GDF de alterar o terminal de embarque de passageiros na rodoviária do Plano Piloto – indicou a necessidade de ajustes na obra, como a construção de um terminal exclusivo para atender o serviço de transporte do Entorno do DF, “com espaço necessário e suficiente para o conforto dos usuários e operação das empresas”.

A Agência, cuja ausência no debate de hoje foi bastante criticada, também informou em carta ter defendido ao GDF a necessidade de disponibilizar faixas de trânsito exclusivas para os ônibus que atendem os municípios do Entorno do DF nos horários de pico, no intuito de diminuir o tempo de viagem dos passageiros.

Reclamações – Preços altos, empresas que param “deixando os passageiros na mão”, número insuficiente de ônibus e transporte sendo feito apenas de rodoviária para rodoviária, sem passar pelos bairros, foram os problemas mais destacados na audiência pública.

Em Planaltina de Goiás, a cidade mais representada no debate, uma empresa que já operou com 120 ônibus estava há pouco tempo com apenas oito. Com o sistema à beira do colapso, a ANTT fez um chamamento de 180 dias por meio do qual uma empresa passou a atender a cidade. “Esse período já está terminando e não se ouve falar de licitação”, reclamou o vice-presidente da Câmara Municipal de Planaltina de Goiás, Deusimar Alves.

Consórcio – Pelo consórcio proposto pelo GDF – cujo texto tem de passar pela CLDF, Assembleia de Goiás, câmaras municipais e Câmara dos Deputados –, os órgãos de fiscalização, como o DFTrans e as prefeituras, teriam poder de multar. “Não adianta só fazer licitação e colocar ônibus novos para operar. Tem que fiscalizar os horários e outros compromissos das empresas”, opinou Eurípedes Júnior.

Outra proposta é que os passageiros comprariam apenas um bilhete diário, com o qual fariam todas as viagens do dia. Resta avaliar a diferença de preços, uma vez que apenas no DF as empresas recebem subsídio do governo para manter as passagens em R$ 3,00, enquanto em Planaltina elas custam R$ 4,65 – que é o valor mais alto.

Também participaram da audiência pública o presidente da Câmara Municipal de Planaltina de Goiás, Almirando Antonio de Oliveira, e um representante do Ministério das Cidades, o analista de infraestrutura Higor de Oliveira. (Coordenadoria de Comunicação Social )

Licitação renovará a frota de ônibus para os municípios goianos, e de forma emergencial, mais 220 coletivos rodarão a partir de abril na região sul. Foto: Mariana Raphael

Licitação renovará a frota de ônibus para os municípios goianos, e de forma emergencial, mais 220 coletivos rodarão a partir de abril na região sul. Foto: Mariana Raphael

Por Leandro Cipriano – Um conjunto de iniciativas para melhorar o transporte público entre o Distrito Federal e Entorno foi anunciado nesta segunda-feira (17) pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Entre elas, a publicação, em abril, do edital que vai licitar o novo sistema de ônibus para a região, previsto para começar a operar no início de 2015.

Enquanto isso, de forma emergencial e com auxílio do GDF, será publicado, terça-feira (18), pela ANTT, um chamamento público para que mais uma empresa de transporte opere na parte sul do Entorno. Com isso, serão cerca de 220 ônibus a mais para atender cidades como Valparaíso, Cidade Ocidental e Luziânia.

“Será selecionada uma empresa para circular naquela região juntamente com as que já operam administrativamente e judicialmente. Esperamos que ela comece a rodar já no início de abril, assim que declararmos a vencedora e que os documentos sejam apresentados”, informou a diretora da ANTT, Ana Patrizia Lira.

Assim que o chamamento for publicado, as empresas interessadas terão até 10 dias para confirmar participação. Depois de escolhida, deverá começar a rodar na região em até cinco dias. “Elas vão operar por conta e risco, de forma emergencial, com a tarifa pré-definida pela ANTT”, ressaltou Lira.

Segundo o secretário de Desenvolvimento da Região Metropolitana do DF, Eurípedes Júnior, a mesma solução emergencial adotada para a parte sul do Entorno também foi implantada em Planaltina de Goiás, onde uma nova empresa começou a operar com mais 60 ônibus, 24 deles zero quilômetro.

“Conseguimos resolver o problema de Planaltina. Também fizemos na Cidade Ocidental, onde já se comprometeram a colocar outra empresa para operar. A próxima atendida será Valparaíso”, afirmou Eurípedes Júnior.

As empresas de transporte que atendem a região sul do Entorno atuam com autorização especial concedida pela ANTT, pois os contratos não são renovados desde 2008.

LICITAÇÃO – Com a licitação dos Serviços de Transporte Rodoviário Interestadual Semiurbano de Passageiros, 11 municípios goianos serão interligados às diferentes regiões do Distrito Federal. As operadoras que possuírem os coletivos mais novos, e preencherem todos os requisitos estabelecidos, terão preferência no processo.

De acordo com a diretora da Agência Nacional de Transportes Terrestres, com o edital lançado em abril deste ano, no início de 2015 será iniciada a transição entre as atuais operadoras e as que venceram a licitação, tudo realizado em aproximadamente quatro meses.

“A ANTT tem a segurança que isso resolverá todo o problema de transporte no Entorno, porque as empresas estarão baseadas em contrato, com sistema automatizado, avaliação de desempenho, que permitirá absoluto controle da operação, e com instrumentos de punição caso não cumpram sua função”, informou Ana Patrizia Lira.

Atualmente, o processo licitatório está em fase final de conclusão, e será publicado após a aprovação definitiva pelo Ministério dos Transportes. (Agência Brasília)

O deputado federal Roberto Policarpo (PT) foi homenageado por seu aniversário (22), em Valparaíso e Cidade Ocidental, municípios goianos no Entorno de Brasília. Café da manhã e almoço reuniram líderes comunitários e de partidos que já estão acostumados a conviver com o parlamentar do PT do Distrito Federal.

As festas foram organizadas em reconhecimento ao trabalho que ele realiza na região. “Policarpo tem incrível capacidade de diálogo com todas as forças da sociedade, com uma especial capacidade de construir, respeitando a diversidade e assumindo responsabilidades como raros”, disse a prefeita de Valparaíso, Professora Lucimar (PT).

Ela enfatizou o empenho dele em contribuir no diálogo com o Governo Federal, que resultou na liberação de R$ 116 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento para a realização de obras que estão provocando uma verdadeira revolução na cidade, especialmente em infraestrutura. Em um ano de gestão, a Prefeitura já inaugurou escolas, creches e uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que funciona integrada com a rede de saúde do GDF.

Manifestação reuniu cerca de 50 pessoas na Rodoviária do Plano Piloto. Polícia foi chamada para evitar o bloqueio do trânsito por passageiros.

Ricardo Moreira, Do G1 DF – Cerca de 50 passageiros fizeram uma manifestação nesta segunda-feira (3) na Rodoviária do Plano Piloto, localizada na região central de Brasília.

O grupo protestou contra a demora dos ônibus da Viação Anapolina e a infraestrutura precária de veículos da empresa que circulam entre o centro de Brasília e regiões do Entorno do Distrito Federal.

O G1 tentou ouvir motoristas da empresa que estavam na rodoviária, mas nenhum quis comentar a manifestação dos passageiros. Na Viação Anapolina, ninguém foi localizado para comentar o assunto.

Quem segue de ônibus para cidades de Goiás precisa aguardar na plataforma inferior da Rodoviária do Plano Piloto. E foi lá que o tumulto começou. Durante quase meia hora, vários passageiros dificultaram a saída dos ônibus, bloqueando parte da pista.

Com isso, alguns motoristas tiveram que estacionar os veículos em pontos improvisados, em torno da rodoviária. Funcionários foram vaiados quando iam chamar os passageiros para pegar os ônibus mais adiante.

Passageiros afirmam que os ônibus da Viação Anapolina demoram muito para chegar ao terminal, tanto no período da manhã quanto no fim do dia. Muitos dizem que é comum ter que esperar até duas horas até poder embarcar.

A situação começou a ser controlada com a chegada de 15 policiais militares. O comandante do efetivo disse ao G1 que não houve confronto entre passageiros e PMs. Aos poucos, os motoristas foram deixando o terminal.

Senador GIM

Entre as muitas reivindicações apresentadas, a principal foi a construção de dois hospitais regionais na Região Metropolitana

O senador Gim Argello (PTB-DF) levou ao Ministério da Saúde, na quarta-feira (20), os prefeitos dos municípios que compõe a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE/DF) para uma reunião com o ministro Alexandre Padilha. Entre as muitas reivindicações apresentadas, a principal foi a construção de dois hospitais regionais na Região Metropolitana. “É uma maneira de garantir o atendimento adequado à população do Entorno, desafogando também o sistema de saúde do DF”, explicou o senador.

Padilha pediu ao prefeito de Águas Lindas, Hildo do Candango, que preside a Associação dos Municípios Adjacentes a Brasília (AMAB), para discutir com os demais prefeitos os pontos estratégicos para a construção de novos hospitais. Mas garantiu, de antemão, que o ministério irá liberar a 3ª parcela para a construção de Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Pronto Atendimento (UPA) em andamento, o que melhoraria a curto prazo o atendimento nos municípios. “Elas darão conta de boa parte da demanda”, afirmou o ministro.

Mais Médicos - O senador Gim Argello pediu ao ministro Alexandre Padilha que envie mais profissionais do programa Mais Médicos para o Distrito Federal e a Região Metropolitana. “Nós recebemos 50 médicos no DF e 60 no Entorno. É um programa que tem revolucionado o sistema de saúde pública no país”, disse o senador.

 PITMAN-OK

O deputado federal Luiz Pitiman (PSDB) vai conversar sobre a chamada região metropolitana do DF (Entorno) com o governador Marconi Perillo, de Goiás, e com presidente e presidenciável do partido, senador Aécio Neves. A conversa será durante o encontro “Aécio conversa com o PSDB-DF”, nessa quinta-feira (31), às 11h, na 512 Sul, Bloco C, lojas 01/02, entrada pela W2 Sul.

Pitiman lembra que essa região metropolitana tem 4,5 milhões habitantes, que precisam de serviços de qualidade nas áreas de saúde, educação, segurança e transporte, interligando todas essas cidades, além de geração de empregos.

O deputado recorda também que a bancada do DF no Congresso Nacional, da qual é coordenador, apresentou emenda orçamentária no valor de R$ 30 milhões para investimentos em infraestrutura econômica na Região Integrada de Desenvolvimento do DF e Entorno (Ride). “Temos agora que articular a liberação desses recursos”, antecipou Pitiman.

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A Câmara Legislativa recebeu nesta segunda-feira (7), pela quarta vez, representantes das câmaras de vereadores de cidades da Região de Desenvolvimento Integrado do Entorno (Ride). Desta vez, a pauta da reunião esteve centrada nas linhas de crédito para o desenvolvimento de projetos em agricultura familiar e assentamentos rurais e para iniciativas na área de transportes. A série de encontros é fruto de um esforço da Câmara Legislativa para integrar os municípios do Entorno no desenvolvimento do Distrito Federal.

“A nossa intenção é construir uma rede de apoio com todos os municípios do Entorno e o DF, para partilhar dificuldades e buscar soluções comuns. Os vereadores são os agentes políticos responsáveis por levantar as bandeiras das reivindicações da região e nós queremos fortalecer esse poder de forma conjunta”, afirmou o presidente da CLDF, Wasny de Roure (PT), a cerca de 26 vereadores de municípios de Goiás e Minas Gerais.

Marcelo Dourado, da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), elencou as ações em andamento para o desenvolvimento regional. “Temos vários projetos financiados com recursos do GDF, dos governos estaduais, do governo federal e do Fundo Constitucional do Centro-Oeste. Um dos mais importantes é a implantação da rede ferroviária entre Brasília e Luziânia e entre Brasília e Goiânia”, apontou.

O projeto chamou a atenção dos vereadores presentes, alguns dos quais pediram a palavra para solicitar parada dos trens em suas cidades. Dourado respondeu que somente os estudos de demanda vão indicar as localidades a serem contempladas e fez um alerta: “Se os municípios não se mobilizarem em apoio a esse projeto, a estrada de ferro pode nem sair do papel. Esse é um projeto barato, não gastaremos mais do que R$ 100 milhões para pôr o VLT nos trilhos, mas há muitos interesses contrários à ferrovia”.

O presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Evangelista, garantiu que o banco será levado para o Entorno. “Até o final de 2015 estaremos em vários municípios da Ride, como Alexânia, Cristalina, Planaltina de Goiás, Unaí e Buritis. E em breve também estaremos atuando junto à Caixa Econômica no programa Minha Casa, Minha Vida”, prometeu.

Marcelo Piccin, presidente da Emater-DF, ressaltou a necessidade de se avançar no acesso às políticas públicas. “Os produtores dos assentamentos e da agricultura familiar não estão acessando os programas como deveriam e ainda faltam condições básicas, como estradas de terra bem conservadas e sistemas de irrigação. Os programas de financiamento precisam chegar a quem mais precisa”, frisou. Já o secretário de Agricultura do DF, Lúcio Valadão, citou alguns projetos bem sucedidos de integração, como o mercado do peixe da Ceasa, que abastece o DF com produtos da Ride.

Wasny sugere realização de seminário e relata apoio de Agnelo

Ao final o dep. Wasny apresentou a proposta, que foi aprovada por unanimidade, de construir mais um Seminário durante um dia inteiro, sobre a temática da Agricultura, com representantes do Incra, MDA, Embrapa e Emater, além de representantes dos governos federal e estadual, para esclarecer e solucionar as demandas dos municípios.

“O governador Agnelo Queiroz ligou no início da nossa reunião e se colocou a disposição para fazer um encontro com vereadores para que a gente se aproxime, supere as diferenças e encontre soluções para os problemas relativos a RIDE”, relatou o presidente da CLDF.

Como desdobramento I Encontro dos Legisladores da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal (RIDE) realizado em junho, em Brasília, a Câmara Legislativa do DF realiza nesta segunda-feira (7) a 4ª reunião da RIDE para tratar de políticas e ações de financiamento, mobilidade e produção previstas e necessárias para o Entorno, que envolve o Governo Federal, o Governo do Distrito Federal, de Minas Gerais e de Goiás.

Estarão presentes representantes da secretaria de Agricultura do DF, MG e GO, Emater e SUDECO- Superintendência de Desenvolvimento do Centro Oeste e o presidente do BRB-Banco Regional de Brasília.

O presidente da CLDF, deputado Wasny de Roure, disse que “o objetivo é fortalecer os legislativos locais e trabalhar para incrementar a relação dos governos estaduais, do GDF e do Governo Federal para intensificar a aproximação com as Câmaras de Vereadores”, explicou o presidente.

A intenção da Câmara é contribuir para o levantamento de informações sobre as cidades que fazem parte da região, incentivando a troca de experiências e a construção de projetos que gerem melhorias efetivas para os municípios. Na programação do encontro, discussões sobre temas como desenvolvimento socioeconômico, segurança, transporte, infraestrutura nas estradas, atribuição e atuação do Legislativo e a relação entre os poderes Judiciário e Legislativo.

RIDE – A Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal foi criada pela Lei Complementar nº 94/1998 e regulamentada pelos decretos nº 2.710/1998 e nº 3.445/2000. Seu objetivo é “articular e harmonizar as ações administrativas da União, dos estados e dos municípios para a promoção de projetos que visem à dinamização econômica e provisão de infraestruturas necessárias ao desenvolvimento em escala regional”.

A RIDE é composta por 22 municípios. Destes, 19 são do estado de Goiás: Abadiânia, Água Fria de Goiás, Águas Lindas de Goiás, Alexânia, Cabeceiras, Cidade Ocidental, Cocalzinho de Goiás, Corumbá de Goiás, Cristalina, Formosa, Luziânia, Mimoso de Goiás, Novo Gama, Padre Bernardo, Pirenópolis, Planaltina, Santo Antônio do Descoberto, Valparaíso de Goiás e Vila Boa. Também fazem parte da rede os municípios mineiros de Unaí, Buritis e Cabeceira Grande.

Anúncio foi feito durante lançamento de consórcio público responsável pelo manejo do lixo da região

A Região Metropolitana de Brasília ganhará três novos aterros sanitários que eliminarão a presença de lixões na região, conforme foi anunciado hoje durante a instalação do Consórcio Público de Manejo de Resíduos Sólidos e das Águas Pluviais da Região Integrada do DF e de Goiás (Corsap).

“Hoje é um dia histórico, quando essa questão tão delicada dos resíduos sólidos passa a ser tratada de maneira integrada, garantindo o fim dos lixões, o que melhorará a qualidade de vida de todos da região, além da proteção dos nossos rios e mananciais”, destacou o governador Agnelo Queiroz durante o evento.

Os três novos aterros serão instalados em Samambaia, onde está em curso o processo de licitação, e nas cidades goianas de Formosa e Luziânia.

As áreas darão destinação correta a 18 toneladas de lixo geradas diariamente por mais de 3,5 milhões de pessoas que vivem no DF e em 20 municípios goianos que também participam do consórcio.

São membros do Corsap Abadiânia, Água Fria, Águas Lindas, Alexânia, Cabeceiras, Cidade Ocidental, Cocalzinho, Corumbá de Goiás, Cristalina, Formosa, Luziânia, Mimoso, Novo Gama, Padre Bernardo, Pirenópolis, Planaltina de Goiás, Santo Antônio do Descoberto, Valparaíso de Goiás, Vila Boa e Vila Propício.

Segundo o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, nenhuma cidade brasileira poderá ter lixões a partir de agosto do próximo ano, e o GDF ajudará, por meio do consórcio, os municípios que não tem condições de ter aterros.

A região contará também com centros de triagem, onde associações de reciclagem separarão o lixo que pode ser reaproveitado.

“A partir de hoje temos a solução definitiva para o problema dos resíduos numa das regiões mais importantes do país. Com o sucesso desse modelo iremos implantar na nossa Região Metropolitana de Goiânia”, enfatizou o governador de Goiás, Marconi Perillo.

PARCERIA – O modelo deve expandir a cooperação técnica com os governo goianos e as prefeituras em outras áreas, como saúde, segurança e transportes.

“Esse é o primeiro de muitos projetos que tocaremos em parceria. O próximo será a questão do transporte público. Nossa ideia é que os moradores do Entorno tenham a mesma qualidade, com preço justo, integração e conforto que os moradores do DF em breve terão”, reiterou Agnelo Queiroz.

Representantes do GDF, do governo goiano e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também discutem melhorias para o sistema de ônibus entre Goiás e o DF.

Programa voltado a empreendedores individuais se torna mais abrangente e número de beneficiados deve saltar de 1,3 mil para 10 mil até 2014

Com as mudanças no programa de microcrédito para pequenos empreendedores da Secretaria de Trabalho (Setrab) – o Prospera – sancionadas hoje pelo governador Agnelo Queiroz, o número de beneficiados será ampliado e moradores da Região Integrada de Desenvolvimento do Entorno do DF (RIDE) passarão a ter acesso aos financiamentos.

“Temos o objetivo claro de usar essa ferramenta para diminuir desigualdades, dar oportunidade a quem mais precisa. O intuito é transformar o Prospera numa grande instituição de desenvolvimento econômico e social do DF e da área metropolitana de Brasília”, detalhou o chefe do Executivo local.

Criado há um ano, o Prospera concedeu até agora quase R$7 milhões em crédito a 1,3 mil pequenos empresários informais e microempreendedores, como costureiras; chaveiros; agricultores familiares; entre outros, mas agora tem como meta chegar a R$30 milhões para 10 mil beneficiados até 2014.

“Há 10 anos não sabia administrar meu negócio, estava falindo. Tem um ano que virei cliente do Prospera, paguei minhas dívidas, tenho dois funcionários e dobrei minha renda”, contou o chaveiro Juscelino da Conceição, atendido pelo programa da Setrab desde o ano passado.

NOVIDADES - Os limites de crédito também foram ampliados: para microempreendedor individual e microempresa, saltou de R$22 mil para R$45,2 mil; para cooperativa, cresceu de R$22 mil para R$66 mil; já para empreendedores informais, foi ampliado de R$11 mil para R$22,6 mil.

Em todos os casos, os prazos de empréstimos passaram de 24 para até 36 meses, a carência máxima foi ampliada de 2 meses para até 12 meses, e as taxas de juros continuam negativas, em média são de 0,5%.

Outras novidades são a criação do Bônus de Adimplência, com desconto que pode chegar a até 20% para os bons pagadores do Prospera, e a liberação de empréstimo para inadimplentes, mediante análise de técnicos da Secretaria de Trabalho.

“Além de apoiar as micro e pequenas empresas, (o Prospera) incentiva a formalização e promove curso básico de educação financeira a todos os tomadores de crédito. Foram realizados mais de 36 cursos”, acrescentou o subsecretário de microcrédito da Setrab, Max Coelho.

Todas as mudanças foram proporcionadas pela nova lei sancionada hoje pelo governador Agnelo Queiroz para o Fundo de Geração de Emprego e Renda do DF (Funger), que existe desde 2005 e tem como principal política o Prospera, mas precisava de atualizações. (Helton Oliveira, da Agência Brasília)

No encontro entre governador Agnelo e 22 prefeitos será criado um grupo de trabalho para discutir estratégias conjuntas para fortalecer a região. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr

No encontro entre governador Agnelo e 22 prefeitos será criado um grupo de trabalho para discutir estratégias conjuntas para fortalecer a região. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr

O GDF e 22 municípios do entorno criarão, hoje, um grupo de trabalho para discutir estratégias conjuntas para fortalecer a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride-DF).

Prefeitos desses municípios se encontrarão com o governador Agnelo Queiroz e o secretário de Governo, Gustavo Ponce, para selar a iniciativa durante reunião do pleno do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Distrito Federal (CDES-DF).

O encontro, na Asa Sul, será aberto pelo governador – com balanço de seu mandato e uma análise da situação socioeconômica do país – e seguirá com a posse de doze novos conselheiros.

A recondução dos outros 42 conselheiros e a eleição para o Comitê Gestor do CDES-DF também ocorrerão nesse encontro.

Serão apresentadas, ainda, as propostas de trabalho para os grupos que discutem Educação, Saúde, Transporte, Desenvolvimento Econômico e Combate às desigualdades Sociais, a partir dos resultados dos debates realizados em 2012.

Integram o CDES-DF representantes do empresariado, movimentos sociais, personalidades e cerca de 20 secretários de Estado e presidentes de empresas públicas.

Serviço

Reunião do Pleno do CDES-DF, com a participação do governador Agnelo Queiroz

Data: Hoje, às 14.00

Local: Centro de Eventos e Treinamentos da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio (CNTC), na Avenida W3, Quadra 902 Sul, Bloco C

Wasny quer maior aproximação com municípios. Foto: Silvio Abdon/CLDF

Wasny quer maior aproximação com municípios. Foto: Silvio Abdon/CLDF

O I Encontro dos Legisladores da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal (RIDE) será realizado nos dias 20 e 21 de junho, em Brasília. As datas foram confirmadas nesta segunda-feira (27), durante reunião preparatória do evento, na Câmara Legislativa. São esperados representantes das Câmaras de Vereadores dos 22 municípios dos estados de Goiás e Minas Gerais que compõem o chamado Entorno do Distrito Federal.

Na reunião desta manhã, o presidente da CLDF, deputado Wasny de Roure, recebeu parlamentares e assessores das câmaras municipais para discutir detalhes da realização do evento. “O nosso objetivo é fortalecer os legislativos locais e trabalhar para incrementar a relação dos governos estaduais, do GDF e do Governo Federal para intensificar a aproximação com as Câmaras de Vereadores”, explicou o presidente.

A presidente da Frente Parlamentar da RIDE, deputada Celina Leão (PSD), destacou a importância do encontro. “O Distrito Federal precisa começar a enxergar os municípios do Entorno como aliados no desenvolvimento, e não como culpados por problemas estruturais, como a saúde pública. Temos que atuar junto às cidades da mesma forma que São Paulo atua com o ABC ou Belo Horizonte com Betim”, observou.

A deputada Eliana Pedrosa (PSD) ressaltou a possibilidade de realização de consórcios intermunicipais. “Os municípios podem realizar consórcios de serviços públicos, como o que já é feito entre o GDF e cidades do Entorno na coleta de lixo. Os municípios podem se unir para contratar um mesmo serviço, o que traz muitas vantagens”, afirmou. Eliana sugeriu aos vereadores presentes à reunião que elaborem uma agenda de demandas para serem debatidas no encontro de junho.

RIDE – A Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal foi criada pela Lei Complementar nº 94/1998 e regulamentada pelos decretos nº 2.710/1998 e nº 3.445/2000. Seu objetivo é “articular e harmonizar as ações administrativas da União, dos estados e dos municípios para a promoção de projetos que visem à dinamização econômica e provisão de infraestruturas necessárias ao desenvolvimento em escala regional”.

A RIDE é composta por 22 municípios. Destes, 19 são do estado de Goiás: Abadiânia, Água Fria de Goiás, Águas Lindas de Goiás, Alexânia, Cabeceiras, Cidade Ocidental, Cocalzinho de Goiás, Corumbá de Goiás, Cristalina, Formosa, Luziânia, Mimoso de Goiás, Novo Gama, Padre Bernardo, Pirenópolis, Planaltina, Santo Antônio do Descoberto, Valparaíso de Goiás e Vila Boa. Também fazem parte da rede os municípios mineiros de Unaí, Buritis e Cabeceira Grande. ( Por Éder Wen)

A nomeação foi publicada na edição desta sexta-feira do Diário Oficial do DF

O governador Agnelo Queiroz decidiu nomear Paulo Roriz secretário de Desenvolvimento da Região Metropolitana. A nomeação foi publicada no Diário Oficial do DF desta sexta-feira (24).

O então secretário interino, Arquicelso Bites, passa a secretário-adjunto da pasta. Com a mudança, o governador amplia o espaço do PEN na composição do governo.

 

O presidente da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), Júlio Miragaya, e técnicos da empresa recebem, amanhã (24), prefeitos de 11 municípios goianos que compõem o Entorno Metropolitano – Valparaíso de Goiás, Novo Gama, Luziânia, Cidade Ocidental, Águas Lindas de Goiás, Santo Antônio do Descoberto, Alexânia, Planaltina, Formosa, Padre Bernardo e Cristalina –, os secretários do Entorno do DF, Arquicelso Bites, e de Goiás, André Clemente, e o presidente da Associação dos Municípios Adjacentes a Brasília (Amab), José Netto, além do secretário de Saúde do DF, Rafael Barbosa, que falará sobre o sistema de saúde pública na Área Metropolitana de Brasília.

O objetivo da reunião é aprovar a realização de oficina de capacitação de servidores dos municípios metropolitanos e a elaboração de propostas para captação de recursos e do Plano de Trabalho que permitirá a realização da Pesquisa Metropolitana por Amostra de Domicílios (PMAD), prevista no acordo de cooperação técnica assinado em 20 de novembro de 2012, durante a cerimônia de encerramento do seminário “Perspectivas para o Desenvolvimento da Área Metropolitana de Brasília”, na Universidade dos Correios.

A Pesquisa Metropolitana por Amostra de Domicílios vai suprir a carência de dados e informações sobre o Entorno, com vistas a subsidiar o Governo do Distrito Federal e de Goiás no planejamento e na concertação de ações integradas voltadas ao desenvolvimento socioeconômico da área metropolitana da Capital do País.

O acordo foi estabelecido entre o presidente da Codeplan, Júlio Miragaya, o secretário do Entorno do DF, Arquicelso Bites, o secretário de Desenvolvimento do Entorno de Goiás, André Clemente, o presidente da Amab, José Netto, com a aquiescência do governador Agnelo Queiroz, e o chefe da Casa Civil do DF, Swedenberger Barbosa.

Programação do seminário

10:00 – Implementação do Acordo de Cooperação Técnica – aprovação do plano de trabalho da Pesquisa Metropolitana por Amostra de Domicílios (PMAD) e da oficina de capacitação em elaboração de projetos: Codeplan / Secretarias de Estado do Entorno do DF e de Goiás e AMAB.

11:30 – Encontro Nacional com Novos Prefeitos e Prefeitas – Municípios fortes, Brasil sustentável: Subchefia de Assuntos Federativos da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República (SAF/SRI/PR) e da Secretaria Geral da Presidência da República (SG/PR).

12:30 – Intervalo para almoço

14:30 – Sistema de saúde pública na Área Metropolitana de Brasília

Governador Agnelo Queiroz celebra com representante do Governo de Goiás acordo de cooperação técnica para incentivar o crescimento da região que abrange o DF e mais 10 municípios goianos. Medida foi assinada em evento promovido pela Codeplan, em parceria com a Casa Civil do DF

 

O governador Agnelo Queiroz, acompanhado da primeira-dama, Ilza Queiroz, assinou nesta terça-feira acordo de cooperação técnica com o governo do Goiás. Esse foi o primeiro passo no planejamento integrado para promover o desenvolvimento da Região Metropolitana de Brasília. O evento marcou o encerramento do seminário “Perspectivas para o Desenvolvimento da Área Metropolitana de Brasília”, promovido pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), em parceria com a Casa Civil.

De acordo com o governador Agnelo Queiroz, a integração do GDF com o governo de Goiás garantirá a adoção de políticas públicas mais eficazes. “A solução dos problemas do DF deve passar pela integração das administrações que cuidam da região”, afirmou o governador. “Esse acordo vai permitir à Codeplan fazer a Pesquisa Metropolitana por Amostra de Domicílios (PMAD) e a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED). Com isso, teremos dados concretos da região para orientar as ações dos governos do DF, Goiás e federal”, completou.

Além de Agnelo Queiroz, assinaram o acordo o representante do governo de Goiás e secretário de Desenvolvimento do Entorno, André Clemente; o secretário-chefe da Casa Civil do DF, Swedenberger Barbosa; o secretário do Entorno do DF, Arquicelso Bites; e o presidente da Codeplan, Jlio Miragaya. O acordo idealiza uma nova forma de ação. As dificuldades sofridas pelos habitantes da região metropolitana não reconhecem barreiras geográficas”, declarou o secretário do Entorno de Goiás, André Clemente.

Seminário – Promovido pela Codeplan, o seminário reuniu representantes da sociedade, do GDF e do governo de Goías em busca de mais soluções para o desenvolvimento da Região Metropolitana de Brasília. O evento é vinculado à Secretaria de Planejamento e Orçamento do DF (Seplan), em parceria com a Casa Civil. “A intenção é fazer esse debate de forma periódica, porque mais discussões sobre as necessidades da região podem garantir mais soluções nessa área tão necessitada”, comentou o secretário do Entorno do DF, Arquicelso Bites.

A Área Metropolitana compreende, além do Distrito Federal, mais 10 municípios localizados no estado de Goiás (Planaltina, Formosa, Águas Lindas de Goiás, Padre Bernardo, Santo Antônio do Descoberto, Alexânia, Novo Gama, Valparaíso de Goiás, Cidade Ocidental e Luziânia).

Oportunidades Foram debatidas no seminário as oportunidades para ampliação, modernização e diversificação da infraestrutura da Área Metropolitana de Brasília. Entre elas, melhorias da mobilidade urbana, que contemplariam as seguintes iniciativas: a extensão até Luziânia do projeto do Expresso Sul – que ligará Santa Maria e Gama ao centro de Brasília; o início da interligação da região ferroviária Norte-Sul; e a ampliação dos serviços dos transportes de carga para também serem utilizados por passageiros.

O secretário-chefe da Casa Civil, Swedenberger Barbosa, foi enfático ao explicar que os projetos devem ser estudados pelos governos do DF e Goiás, com apoio da União, devido à magnitude das obras. “É preciso estudar alternativas em conjunto, propor as soluções também em âmbito federal, que é uma instância superior ao GDF e Goiás”, recomendou o secretário.

O presidente da Codeplan, Júlio Miragaya, lembrou que um projeto para construir um gasoduto na Região Metropolitana seria uma alternativa para trazer a industrialização e geração de empregos no local, uma vez que a medida já foi utilizada em outras regiões brasileiras. “A principal causa do fosso econômico entre o DF e a Região Metropolitana é a falta de industrialização nessa última, o que levou à grande concentração de empregos na capital federal”, destacou Júlio Miragaya.

 

O Ministério do Meio Ambiente promove hoje (10) em Brasília, das 14h às 17h, reunião para tratar da criação do Consórcio Público da Região Integrada do Entorno do Distrito Federal (Ride), que abrange municípios de Goiás e Minas Gerais. O consórcio vai exercer, na escala regional, as atividades de planejamento dos serviços públicos de manejo dos resíduos sólidos e de drenagem e manejo das águas pluviais na área do DF e dos municípios consorciados.

Participam do encontro o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, Nabil Bonduki, e representantes dos governos do DF, de Goiás, da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DistritoFederal, da Secretaria de Assuntos Federativos da Presidência da República, do Serviço de Limpeza Urbana do DF, da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste e dos 20 municípios da Ride.

 

A movimentação do PT nas cidades do Entorno Sul de Brasília, com vistas às eleições de 2012, é acompanhada com atenção pelo partido no Distrito Federal, que colocou as eleições municipais na vizinhança como uma de suas grandes prioridades no próximo ano. A Direção Regional de Brasília pretende estabelecer um Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) conjunto com o PT goiano, com o objetivo de estabelecer medidas de acompanhamento e ajuda eleitoral aos militantes petistas da região metropolitana da capital federal. Veja abaixo os primeiros cenários políticos de três importantes municípios da região:

LUZIÂNIA

O maior desafio do Partido dos Trabalhadores (PT) do Entorno, nas eleições municipais para escolha dos novos prefeitos e vereadores em 2012, é Luziânia, devido à complexa costura política exigida para aproximar os melhores avaliados pelas pesquisas e ao apoio da máquina do estado à chapa da reeleição. Para Didi Viana, ex-vereador e ex-candidato a prefeito em 2008, o recomendável é uma composição de forças da oposição para impedir a continuidade do PSDB, que comanda o município pelo segundo mandato consecutivo.

Isolado, acredita o petista, as chances do PT são baixas, mas em uma possível composição com PMDB ou PSD, ou os três juntos, o PT pode integrar uma frente vitoriosa. “Nós teremos candidatura de oposição em Luziânia”, diz o pré-candidato do PT à prefeitura. Em 2008, Viana ficou com 35% dos votos e perdeu para o atual prefeito, Célio Silveira (PSDB), que tem apoio de Marconi Perilo (PSDB) e Joaquim Roriz (PSL). Eleito com 59% dos votos para o segundo mandato, Silveira tenta fazer sucessor o atual vice-prefeito, médico Eliseu Melo, que trocou o PMDB pelo PSDB.

A troca acabou liberando seu ex-partido para uma nova parceria. Daí vem a principal estratégia petista em Luziânia: a formação de uma coligação com o PMDB. “Nós trabalhamos com dois cenários principais: numa coligação com o PMDB, o candidato é Marcelo Melo (tem 18% da pesquisa mais recente)”, afirma. Mas é o outro cenário que pode definir as eleições de 2014.

“A outra alternativa é a candidatura do deputado estadual Cristóvão Tormin” (do PTB, mas na expectativa de se transferir para o PSD, partido de Gilberto Cassab, prefeito de São Paulo). Tormin lidera a pesquisa com 40% de intenções. A coligação incluiria PT, PV, PSD, PPL e até o PMDB – e nesse caso Marcelo Melo sairia candidato a vice. Luziânia tem uma população estimada por Viana em 230 mil luzianenses, dos quais 120 mil eleitores. A cidade tem economia focada no agronegócio, com muita tecnologia e grande exportação de grãos (soja), além de comércio e serviços fortes em arrecadação municipal.

Mas, segundo Didi, padece com a desatenção com a saúde, um transporte ruim e segurança ineficiente. Segundo ele, a privatização da saúde beneficia o grupo político que ocupa a prefeitura, mas é praticamente “inexistente” como política pública. “O serviço mais eficiente é da ambulância que transporta os doentes para a rede hospitalar de Brasília”, ironiza Viana. O transporte favorece, segundo ele, um monopólio (da Viação Anapolina, única licenciada a viajar para Brasília e cidades adjacentes), que negligencia a qualidade da prestação do serviço –, situação que para ele é desejável rever. Viana também defende a revitalização da estrutura das instalações do Distrito Industrial e investimento em saneamento básico, pois menos de 40% dos domicílios são atendidos.

CIDADE OCIDENTAL

Já na Cidade Ocidental, a tendência do PT é disputar as eleições como vice na coligação que desde abril formou com o prefeito Alex Batista (PSD). O convite do prefeito representou uma ativa participação na administração municipal, da qual o partido é titular da Secretaria de Esportes e das Superintendências de Trânsito e da Agricultura. “Ainda não temos nomes para a disputa”, informa a candidata a vereadora Kedma, que preside o PT local e uma Associação de Moradores.

Segundo Kedma, a perspectiva é que a coligação com o PSB permita ao PT eleger quatro vereadores (de um total de 13) para a Câmara dos Vereadores. “Queremos dobrar o número atual de vereadores”, diz ela, numa referência aos dois atuais – os vereadores Paulo Rogério e Donizete, que assumiu após a posse do, agora licenciado, vereador Lula na Secretaria de Esportes.

Kedma afirma que a prefeitura tem uma boa avaliação da comunidade graças a um reforçado plano de obras, como o recapeamento do asfalto do centro, a recuperação do trecho entre a entrada e o lago da cidade, o asfaltamento e construção de infra-estrutura de uma das principais quadras (SQ19), além de uma creche e posto de saúde. “Agora acabamos de conseguir um campus da Universidade de Goiás (UFGO), por decreto da presidente Dilma Rousseff”, comemora, prevendo o inicio das aulas até 2014 – um inestimável ganho para o desenvolvimento da Cidade Ocidental.

A proximidade de Brasília faz com que muitos votem em Brasília, afirma Kedma, sobre o pequeno número de eleitores – cerca de 30 mil, numa população oficial de 60 mil habitantes. “O censo do IBGE obteve muito menos que a população real, que é aproximadamente 100 mil”, reclama, já que recursos federais que usam o critério populacional não chegam à cidade. Kedma destaca a construção de um hospital como objetivo a se perseguir na Cidade Ocidental.

VALPARAÍSO

Também no Valparaíso a idéia é do PT é buscar coligações para barrar a reeleição da prefeita Lêda Borges (PSDB), que passa por momento de baixa popularidade e tem problemas judiciais por causa de denúncias de desvio de recursos da Previdência dos servidores municipais e da educação (Fundeb). “Sair sozinho é suicídio e está descartado”, informa o candidato a vereador Arquicelso Bites. Ele relata que Valparaíso tem o maior número de partidos regularizados no estado (26) e, no contexto de uma disputa majoritária, não dá para vencer em vôo solo.

Ele aponta uma possível composição do PT com partidos como PPL, PPS, PMDB, PSC, PSL, PV, e PMN, sempre em apoio à candidata e professora e ex-vereadora (entre 2001 e 2004) Lucimar Conceição, que aparece em pesquisas locais como favorita do eleitor. Em 2008, Lucimar foi derrotada pela atual prefeita, que venceu a eleição com quase 64% dos votos, contra 35% da petista. “Ágora é a hora da revanche”, diz Bites otimista. “Dá para ganhar”, acredita ele.

O PT de Valparaíso também tem planos para aumentar sua bancada na Câmara dos Vereadores, a exemplo do que planeja na Cidade Ocidental. “A chance fica maior dentro do contexto da coligação, pois a chapa poderá ter 26 nomes, em vez de 20 se concorrer sozinho”, afirma. Ele informou que Valparaíso também questiona na Justiça o censo do IBGE, pois suspeita ter população maior de que os 124 mil habitantes registrados pelo instituto. “O IBGE encontrou 20% dos domicílios fechados e considerou que não tinham moradores, quando na verdade trabalhavam no horário em que era realizada a pesquisa”.

Em visita ao Grupo Comunidade, o governador de Goiás manifestou seu otimismo em relação ao futuro da região e anuncia maciços investimentos nos próximos três anos

Em visita ao Jornal da Comunidade, Marconi Perillo falou com entusiasmo sobre o futuro da região do Entorno do DF Foto: Valter Campanato - ABr

Marconi Perillo (PSDB-GO) enfrentou ferrenhos adversários e elegeu-se governador de Goiás pela segunda vez aos 47 anos de idade. Estrela em ascensão no PSDB, Perillo interrompeu o mandato de oito anos no Senado para voltar ao Executivo goiano e realizar seu sonho de integrar ações de governo que promovam a melhoria de vida das pessoas que vivem no Entorno, que engloba o Distrito Federal e 20 municípios goianos, população hoje estimada em mais de 1 milhão e cem mil habitantes.

Em visita que fez ao Grupo Comunidade esta semana, o governador Perillo manifestou seu otimismo em relação ao futuro da região. “Estamos vivenciando um momento especial, pois entramos num círculo virtuoso de crescimento regional. E Goiás e o Distrito Federal constituem uma das áreas mais prósperas do país, com um PIB de mais de R$ 130 bilhões e renda per capita que ultrapassa os R$ 34 mil”, assegura o governador, confiante nas potencialidades regionais, na capacidade do empresariado local e nos maciços investimentos que serão feitos nos próximos três anos pelos governos de Goiás e do Distrito Federal.

O governador reconhece os graves problemas provocados pelo crescimento desordenado verificado no Entorno nos últimos anos e, por isso, está empenhado na formação de alianças políticas que permitam reverter esse quadro. “O Centro-Oeste é a bola da vez sob o ponto de vista do crescimento econômico. É o celeiro que assegura ao Brasil ocupar hoje a formidável posição de sexta economia do mundo. E Goiás tem uma participação efetiva nesse processo, exibindo taxas de crescimento médio anual de 5% nos últimos anos. Temos, portanto, o dever de trabalhar para melhorar a qualidade de vida de todos que habitam o Entorno”, salienta.

Prova da exuberância do crescimento da região, na visão de Perillo, é o constante fluxo de grandes grupos empresariais que procuram se instalar no eixo entre Brasília e Goiânia, atraídos pela boa infraestrutura e pelo alto padrão de renda da região. O agronegócio e a agroindústria ocupam espaço destacado na evolução da economia local, mas agora também se observam pesados investimentos na indústria da construção civil.

Perillo também falou do futuro político do seu partido. O governador de Goiás tem viajado pelo país e mantido contato com lideranças políticas de diversas correntes e partidos. Não titubeia em afirmar que o PSDB está maduro para retomar o comando da política brasileira, com ideias e propostas que empolguem a nação. “Nosso partido conta com grandes nomes para disputar a próxima eleição presidencial, mas percebo no contato com o eleitor que o povo está inclinado a escolher gente nova. Nesse sentido, a candidatura do ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves, pode galvanizar as atenções dentro de nosso partido”, concluiu.

 

As eleições municipais de 2012 no Entorno do Distrito Federal servem de preparação para a disputa do Palácio do Buriti em 2014. Não parece muito lógico afirmar isso, já que os municípios que vão eleger prefeitos e vereadores no próximo ano são goianos e mineiros. Mas, quem conhece a política local sabe que ali tem muito voto que pode, inclusive, decidir, as eleições em Brasília.

Existe um eleitorado flutuante que a cada dois anos atravessa a divisa e muda de domicílio eleitoral. Como o Distrito Federal só possui eleição a cada quatro anos, alguns espertos transferem seus títulos para cidades, principalmente, goianas a fim de ajudar na campanha de políticos locais, no intuito de receber algo em troca. É uma verdadeira compra de votos.

Em outro caso, o eleitor já é de Brasília, mas mora no Entorno, onde o custo de vida é menor, como na questão de moradia. Daí a necessidade do político daqui aparecer em palanques do lado de lá.

O caso mais escandaloso é o de Águas Lindas de Goiás, que possui uma população próxima de 200 mil habitantes, mas tem cerca de 60 mil eleitores. É um número muito baixo comparado com o número de moradores. Para se ter uma ideia, Brasília tem 2,5 milhões de habitantes e 1,8 milhão de eleitores.

Esse grande número de eleitores que mora fora do Distrito Federal também explica os constantes furos que as pesquisas de intenção de voto cometem durante as campanhas ao governo de Brasília. É um eleitorado que faz a diferença, mas que não é ouvido.

Quem chega primeiro e consegue eleger aliados conquista um boa reserva para 2014. Por isso, o assanhamento de políticos e partidos com as eleições de 2014. Um bom exemplo é a ideia polêmica do senador brasiliense Rodrigo Rollemberg (PSB) de fatiar parte do Fundo Constitucional do Distrito Federal para as cidades do Entorno.

A iniciativa teve uma repercussão muito ruim na sociedade de Brasília mas, por motivos óbvios, recebeu aplausos de Luziânia a Alexânia. Ou seja, mesmo que não consiga seu intento – o que é quase impossível -, Rollemberg já alcançou o seu objetivo político e agradou o eleitorado de lá. De maneira populista, é claro, mas faz parte do jogo.

Rollemberg mira o Palácio do Buriti em 2014. O que é a coisa mais natural e legítima, já que ainda possui mandato até 2018. Outros políticos também vêm trocando Brasília pelo Entorno. PT, PMDB, PSDB, PSD, DEM e outros partidos armam estratégias e discutem coligações.

Quem acha que 2014 está longe, pois digo que a disputa já começou em território goiano. É ali que se dá a largada pela corrida ao Palácio do Buriti. Quem se der melhor no Entorno em 2012, larga na frente. Pode-se dizer que para chegar ao GDF deve, literalmente, comer pelas beiradas.

 

A deputada Liliane Roriz (PRTB) é voz solitária quando assunto é a defesa do senador brasiliense Rodrigo Rollemberg (PSB). O socialista comprou briga com a bancada do Distrito Federal quando propôs direcionar recursos do Fundo Constitucional do DF para o Entorno. Apesar de não concordar com o formato divulgado, a distrital defende que o DF deve, sim, entrar com investimentos na região, assim como Goiás, de Minas e, inclusive, o Governo Federal.

“Não adianta virar as costas para o entorno e empurrar a responsabilidade para o outro. É hora de nos unirmos para achar uma solução prática antes que a situação piore ainda mais. O governador Agnelo e os outros políticos deveriam parar de banalizar o problema ao criticar o senador e aproveitar o momento para elevar o debate com soluções emergenciais de quem realmente se preocupa com o povo”, afirmou a parlamentar.

Segundo Liliane Roriz, a nova proposta seria de se criar um fundo emergencial para o entorno, com a colaboração do Distrito Federal, de Minas, de Goiás e da União. Para ela, os governos do DF e dos estados interessados poderiam entrar com 50% do total do valor acordado e o Governo Federal com os outros 50%, para investimentos exclusivos em saúde, educação e segurança da região.

“O entorno usa os nossos hospitais, as nossas escolas e tem um dos maiores índices de criminalidade. A proposta seria de que cada real investido pelo DF se exigiria o equivalente investimento do Estado beneficiado. Ainda com a participação da União, a criação desse novo fundo poderia direcionar melhor o investimento no que realmente é necessário para a região, que hoje é esquecida por todos e só lembrada na hora do voto”, alfineta.

Partidos e políticos se movimentam para traçar estratégias e lançarem candidatos ou apenas se fortalecerem na região do entorno de Brasília

 

ALLINE MARTINS

No Distrito Federal não haverá eleição no ano que vem, mas a movimentação política por aqui segue como se fosse ocorrer. Isso por que as lideranças de partidos em diretórios do DF já deram início às reuniões com o governo do Goiás, com interesses nas eleições municipais na região do entorno do Distrito Federal, composta por 22 municípios do Goiás e Minas Gerais.

O interesse não é para menos. Além de a população do entorno utilizar os serviços de saúde e transporte e, boa parte, estar empregada por aqui, políticos locais já estão de olho nas eleições de 2014. Com o trabalho de apoio aos candidatos, principalmente, de Goiás, políticos do DF querem ganhar visibilidade com futuros eleitores, visto que muitos moradores do entorno votam em Brasília.

O primeiro momento desta corrida foi finalizado na sexta-feira (7), quando terminou o prazo para a filiação partidária e para a alteração de domicílio eleitoral. A data precede exatamente em um ano ao próximo pleito para prefeitos e vereadores. Por isso, este foi o maior esforço dispendido pelos partidos políticos neste últimos dias.

Mas os partidos também estão realizando reuniões com lideranças do entorno, traçando as próximas estratégias. Alguns, inclusive, já ensaiam lançar candidatos. “Vamos lançar prefeitos em algumas cidades e em outras vamos formar alianças. A ideia é lançar candidatos onde a gente ver que dá para ganhar”, diz Policarpo, presidente do PT local. Um exemplo citado por ele é em Valparaíso de Goiás, onde pretendem lançar a candidatura da professora Lucimar. “Ela está com boa aceitação na cidade. Em outras regiões, como Luziânia, Águas Lindas e Ocidental, estudamos fazer alianças”, completa o deputado federal.

Outros partidos, no entanto, não estão divulgando nomes para candidaturas. Dizem que isso é coisa para outro momento. “Estamos apenas identificando nomes potenciais e fazendo articulações junto ao estado de Goiás, vendo onde será possível novas coligações, conhecendo o quadro de cada partido. Definir candidatos será coisa para daqui cerca de seis meses”, diz Tadeu Fillipelli, presidente regional do PMDB e vice-governador do DF.

Mesma estratégia está sendo adotada pelo PSB. “No momento, estamos fortalecendo o partido na região do entorno. Um fato positivo neste sentido foi a entrada do [José Batista] Júnior, da Friboi, no partido, por que ele é bem conhecido na região de Goiás e com boas relações políticas, o que tem atraído mais gente para o PSB”, observa o senador Rodrigo Rollemberg, anunciando que os candidatos que o partido irá apoiar deverão ser conhecidos somente em março do ano que vem.

Outro partido que está tentando fortalecimento no entorno é o recém-criado PSD. “Já entrei em contato com o presidente do PSD de Goiás, o deputado federal Wilmar Rocha e na próxima semana teremos um encontro político, juntamente com os três deputados distritais do DF que já fazem parte do PSD. A participação de nosso partido será de protagonista, mesmo sem lançar candidatos”, anuncia o presidente do partido no DF, Rogério Rosso.

Quem está indo com bastante sede ao pote é o PSDB, principalmente por ter no governo de Goiás, Marconi Perillo, que é do partido. “Estamos trabalhando em conjunto, sob orientaçãod e Perillo, e estamos traçando estratégias para eleger o máximo possível de prefeitos e vereadores”, diz Marcio Machado, presidente do partido no DF.

O PPS também já deu início às suas movimentações. Recentemente, dirigentes e parlamentares do aprtido se reuniram na liderança da legenda na Câmara dos Deputados. para debater a estratégia das próximas ações da sigla. A palavra de ordem do encontro foi afinar o discurso e buscar uma aproximação maior dos diretórios do Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais com a Executiva Nacional.

“A ideia é trabalharmos de forma integrada para que o partido se estruture e se fortaleça eleitoralmente no Entorno. Vamos buscar novas lideranças para disputarmos com força o pleito de 2012”, disse o deputado federal Augusto Carvalho (DF), autor da lei que criou a Ride (Região de Desenvolvimento do Entorno do Distrito Federal). “Já somos comprometidos com o desenvolvimento político-econômico da região, mas falta ainda intensificar a nossa presença nas cidades do Entorno”, reforçou o parlamentar.

Preocupação com o entorno

A região do entorno do DF, formada por 22 cidades de Goiás e Minas Gerais, de fato, deve ser uma preocupação do Distrito Federal, visto que a grande parte da população está empregada em Brasília e utiliza os serviços por aqui. Mas a região tem grande potencial. Pesquisa do IBGE, divulgada em 2008, a mais recente, coloca o entorno como a terceira região mais rica do País, com um produto interno bruto de R$ 125.7 bilhões. Mesmo assim, falta investimento para o desenvolvimento desta região, tornando-a independente do DF.

Essa é uma preocupação das legendas no DF. “O PMDB discute o entorno há muito tempo e agora esse debate tem se intensificado. Vivemos numa região geoeconômica integrada, por isso a necessidade de discutir profundamente sobre os problemas vividos pela população do entorno, que não tem recursos para desenvolvimento e em relação ao temas de saúde e transporte”, diz Márcio Machado. Como ele mesmo lembra, pesquisas apontam que os índices de criminalidade no entorno são os piores do mundo. “Não podemos permitir que cidades à nossa porta vivam em situações assim”, completa.

A preocupação é dividida com Rogério Rosso, que já trabalha o tema desde 2009. “Essa preocupação é necessária. O entorno vive o mesmo meio ambiente que o DF. Não adianta cuidarmos daqui se não cuidarmos de lá”, observa.

 

Foto: Fellipe Bryan Sampaio, iG Brasília

O deputado Chico Vigilante, líder do Bloco PT/PRB, demonstrou muita preocupação com o desenvolvimento econômico e social do Distrito Federal ao abordar no comunicado de líderes, na sessão ordinária desta quarta-feira (5), um assunto que ele definiu como “constantes ataques que o DF vem sofrendo” por intermédio de iniciativa de parlamentares da Câmara e do Senado ao apresentarem projetos que retiram recursos do DF. E citou o exemplo de um projeto de lei de autoria do deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) que prevê a retirada do DF do Fundo Constitucional do Centro-Oeste.

“É estarrecedora a opinião dele. Parece que o deputado Ronaldo Caiado não conhece Brasília, nunca andou pela cidade, que só anda do Congresso até a casa dele e o aeroporto”, argumentou Vigilante. Para Chico, mais assustador ainda é a passividade, “até mesmo covardia” da bancada do DF no Congresso Nacional ao não esboçar reação à matéria que já tramita pelas comissões na Câmara.

Vigilante chamou ainda a atenção de associações representativas como a Federação da Indústria e do Comércio (Fibra) e Federação do Comércio (Fecomércio-DF) para que se levantem contra a proposta de Caiado. “A capacidade empregatícia do DF hoje é muito pequena. Quem gera emprego atualmente é a iniciativa privada”, alertou.

Em questão de ordem, o deputado Agaciel Maia (PTC) observou: “O que temos visto é o fogo queimando por baixo. O senhor (deputado Chico Vigilante) fez muito bem quando levou esse assunto ao presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP), mas o Governo do Distrito Federal precisa colocar um assessor que conheça bem do assunto para acompanhar projetos como esse de perto”. E emendou: “Se subtraírem recursos daqui, Brasília não tem como não entrar no caos. Nós temos que gerar recursos e o FCO é proporcional à receita corrente líquida de Brasília”, destacou.

Chico Vigilante observou que a cobertura da imprensa local sobre o assunto é de total relevância. O jornal O Estado de São Paulo faz a defesa do seu Estado e o Globo do Rio de Janeiro. “É preciso que a mídia daqui defenda o DF”, disse. “Primeiro o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) propõe a retirada de 10% de recursos do Fundo Constitucional do DF para o Entorno e agora o deputado Ronaldo Caiado quer retirar o DF do FCO”, alertou.

O deputado Washington Mesquita (PSD) ressaltou que Brasília “o Estado de Goiás precisa ter plena consciência que já deve muito ao DF”. O Entorno, segundo o parlamentar, responde por 50% da demanda sobre a rede pública de saúde do DF. “Se o Goiás quer criar um Fundo Constitucional que vá brigar junto ao Poder Executivo Federal como o DF fez”, observou.

Joe Valle (PSB), do mesmo partido de Rollemberg, ponderou que uma coisa é o FCO e outra diferente é o Fundo Constitucional do DF. Ele ressaltou que o projeto do deputado Caiado fala do FCO. “Brasília necessita deste instrumento (recursos do FCO) e precisa sim de investimento para a geração de emprego e renda aqui dentro. Não podemos esquecer que 50% do que acontece aqui é impactado pelo Entorno. Nós somos a 3º Região Metropolitana do país se colocarmos o Entorno dentro”, observou Joe.

PEC dos Jornalistas

O deputado Chico Vigilante, ainda da tribuna elogiou a iniciativa do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que por meio de proposta de emenda complementar (PEC dos jornalistas) defende a volta da exigência do diploma para o exercício da profissão. A PEC foi aprovada em todas as comissões e está pronta para ser votada em plenário. O deputado Paulo Pimenta agora busca o apoio de outros colegas do parlamento, 200 assinaturas para ser encaminhada ao presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS) para priorizar a votação. Paulo Pimenta já conta com 109 assinaturas. Falta o apoio de deputados do Amapá e do Tocantins que ainda não subscreveram a proposta.

Vigilante sugeriu ao deputado Patrício (PT), presidente da Câmara Legislativa, que seja apresentada Moção de apoio à Proposta de Emenda Complementar do parlamentar gaúcho.

Segundo Chico, a reivindicação dos jornalistas é muito justa, uma vez que o profissional passa pela universidade onde se prepara por quatro anos, estuda muito para se capacitar e não é correto nem animador a derrubada do diploma para a categoria.

“O STF é uma instituição pela qual sempre tive muito respeito, mas com esta decisão eu não posso concordar, eles estão errados”, disse. “Com essa decisão o STF acaba por precarizar a profissão”, diz. E arremata: “Eu faço uma pergunta: será que eles acabariam com o diploma deles? Com o diploma de Direito? Se o diploma para eles é importante para o jornalista também é”.

 

O líder do PT, deputado Chico Vigilante, criticou nesta terça (27) a intenção do senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) de destinar 10% do Fundo Constitucional do Distrito Federal para o Entorno. “O senador não pode querer reduzir o valor do Fundo Constitucional, que já é insuficiente para custear as despesas com saúde, educação e segurança do DF”, criticou o distrital.

O vice-presidente da Câmara Legislativa, deputado Dr. Michel (PSL), disse que a iniciativa do senador brasiliense merece o repúdio dos deputados distritais. “Não se pode descobrir um santo para cobrir outro”, defendeu, ao sugerir que o Entorno poderia ser beneficiado com a destinação de recursos de um outro fundo, que não prejudicasse o orçamento do DF.

Em aparte, o deputado Joe Valle (PSB) disse que a realidade do Entorno do DF deveria ser discutida com mais profundidade, destacando que não se pode mais pensar no DF sem incluir as áreas vizinhas. Já a deputada Eliana Pedrosa (DEM) disse que a proposta atribuída a Rollemberg pode ter sido feita “em outro contexto”.

Por sua vez, o presidente da Câmara Legislativa, deputado Patrício (PT), ressaltou que a proposta existe de fato, não se tratando apenas de especulação. “Cabe à Câmara Legisltiva atuar na defesa dos interesses de Brasília e não permitir qualquer redução no Fundo Constitucional”, afirmou. (Zildenor Ferreira Dourado – Coordenadoria de Comunicação Social)

Deputada Íris de Araújo propõe realização de diligências nas cidades do Entorno. Índice de violência é comparável a de Honduras, o país mais violento do planeta

 

Deputada Iris de Araújo (PMDB-GO)

A pedido da deputada Íris de Araújo (PMDB-GO), a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados fará diligências públicas para apurar a violação de direitos humanos e a violência na região do Entorno do Distrito Federal. Águas Lindas, Cidade Ocidental, Luziânia, Novo Gama, Planaltina de Goiás e Formosa serão os principais alvos da investigação. As datas das diligências vão ser definidas a partir da próxima semana.

Íris de Araújo decidiu acionar a comissão diante do recrudescimento da violência naquela região. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride) concentra mais de 3,7 milhões de pessoas e índices alarmantes de violência. No ano passado, a taxa de homicídios nos 19 municípios que integram a região atingiu 70 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. Significa uma proporção de duas vezes superior à média registrada em todo o Estado de Goiás – um total de 24 homicídios para cada grupo de 100 mil habitantes.

“A região vive um estado permanente de guerra”, diz Íris de Araújo. Os dados em poder da deputada demonstram essa cruel realidade. Por exemplo, no primeiro trimestre deste ano ocorreram 30 homicídios em Águas Lindas, localizada no Entorno do Distrito Federal e a pouco mais de 50 quilômetros do Palácio do Planalto. A cidade contabiliza um avanço de 43% no número de morte em relação ao mesmo período do ano passado, segundo as estatísticas mais recentes.

Para Íris de Araújo, a situação é “vergonhosa e preocupante”. Hoje, segundo a deputada, as cidades do Entorno do Distrito Federal apresentam os maiores índices de homicídios do Brasil. “E pasmem: essas cidades só perdem em violência para Honduras, que, no ano passado, se tornou o país mais violento do mundo”. Segundo Íris de Araújo, o caos é total naquela região. “As delegacias estão abandonadas. Enquanto isso os comerciantes e moradores das cidades do Entorno vivem prisioneiros em suas próprias casas”, explica a deputada.

Um estado de guerra permanente

Segundo Íris de Araújo, a violência no Entorno atingiu proporções tão graves a ponto de as funerárias chegarem aos locais dos crimes antes mesmo da polícia. “Tal situação é uma demonstração do total desprezo das autoridades pelas vítimas e pelas famílias”, desabafa. A deputada ainda lembra que mais de 10 mil inquéritos de homicídios estão parados e as próprias autoridades admitem que a situação da região do Entorno é comparável a uma guerra permanente.

Além da violência, as populações das cidades do Entorno sofrem também em conseqüência a outros tipos de mazelas decorrentes da falta de dignidade humana: falta de infraestrutura, péssimas condições de ensino, a quase inexistência de uma rede de saúde pública, só para citar alguns. Nos últimos 10 anos, a região teve um crescimento populacional de 29%.

A situação agravou-se tanto que, na semana passada, obrigou o Exército a mobilizar 600 homens num treinamento para ações de ordem em Santo Antônio do Descoberto. A ação foi batizada de Operação Planalto e contou com um pesado aparato de combate. Os militares circularam na cidade em jipes, caminhões, cavalos e em pesados tanques de guerra, também conhecidos por Urutus.

O objetivo desta ação é treinar os soldados para operações de garantia de ordem. Nesta simulação, o Exército fechou e controlou as entradas e saídas da cidade e controla o fluxo de veículos.