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SP, 02/09/14, Dilma e Lula / Campanha / São Bernardo do Campo

Para o tesoureiro Edinho Silva, houve ‘equívoco de interpretação’ dos técnicos do TSE

O tesoureiro da campanha presidencial de Dilma Rousseff, Edinho Silva, disse nesta segunda-feira, 8, ter ficado surpreso com a decisão dos técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de pedir ao ministro Gilmar Mendes a rejeição das contas da presidente Dilma Rousseff. Acompanhado do presidente nacional do PT, Rui Falcão, e de advogados da campanha, Edinho Silva afirmou que a campanha petista “seguiu rigorosamente toda a legislação vigente e a jurisprudência do tribunal”.

Em entrevista coletiva em Brasília, Edinho falou em “equivoco de interpretação” e rejeitou a hipótese de ação política na recomendação. Ele acredita que o pleno do tribunal seguirá a jurisprudência e não o parecer técnico. “Reforçamos a convicção de que acreditamos no relator responsável pelas contas e nos ministros do TSE”, afirmou.

Os advogados do partido ressaltaram que informaram aos doadores sobre os limites impostos pela legislação e que tal cuidado deve ser das empresas doadoras e não do comitê financeiro. “A campanha não tem obrigação nenhuma de controlar isso”, ponderou Falcão.

Edinho Silva lembrou que as cinco empresas doaram também para a campanha do tucano Aécio Neves. “Doaram até mais do para Aécio”, afirmou. “Do ponto de vista legal, a campanha não tem como saber se uma doação está dentro do limite de faturamento de uma empresa ou não”, completou.

A advogada Márcia Pelegrini lembrou que em 2010 a campanha de Dilma também teve o mesmo problema e que o plenário afastou qualquer hipótese de irregularidade na prestação de contas. Para o advogado Flávio Caetano, a rejeição das contas da campanha seria algo “inovador” no TSE e que neste caso cabe apenas a “aprovação das contas” com ressalvas. “Seria a primeira vez que teríamos uma desaprovação de contas”, pontuou.

Em despacho na noite de sexta-feira, 5, o ministro Gilmar Mendes, relator no STF das contas da campanha à reeleição de Dilma, afirmou ter visto “fortes indícios” de doação acima do limite legal por parte de pelo menos cinco empresas ao comitê financeiro do PT.

O ministro pediu à Receita Federal com urgência dados sobre o faturamento bruto da Gerdau Aços Especiais e mais quatro empresas: Saepar Serviços e Participações, Solar.BR Participações, Ponto Veículos e Minerações Brasileiras Reunidas. Juntas, as cinco empresas doaram R$ 8,83 milhões, somando a destinação de dinheiro ao Diretório Nacional do PT com doações diretas feitas a Dilma Rousseff e ao Comitê financeiro para a Presidência da República.

Entre as cinco empresas que tiveram doações contestadas, a Gerdau foi a que enviou o maior montante à candidatura da presidente Dilma, R$ 5,01 milhões, seguida pela Minerações Brasileiras Reunidas, que doou R$ 2,80 milhões. A Solar Participações doou R$ 570 mil, a Ponto Veículos, R$ 450 mil e a Saepar, R$ 250 mil.

Resolução do TSE em vigor nas eleições de 2014 prevê que as doações a candidatos sejam limitadas a 2% do faturamento bruto da empresa, levando em conta o ano-calendário anterior à eleição. No caso dessas contas, a porcentagem é calculada com base no faturamento de 2013.

O relatório indica irregularidades que representam 4,05% do total das receitas e 13,88% das despesas declaradas. Foram encontradas também problemas de impropriedades, de 5,22% do total de receitas. Impropriedades são consideradas de menor gravidade pelo tribunal. (Diário do Poder // Daiene Cardoso/AE)

dilma

A passividade da presidente é tão estranha que demanda explicação. Talvez nem ela saiba ao certo qual o seu mandato

Por Eivan Martins – Alguém que tivesse votado em Dilma Rousseff no segundo turno, viajado em seguida e voltado ao país no fim de semana passado não entenderia o que aconteceu. Eleita com 3 milhões de votos de vantagem, ela parece derrotada. Manifestações de rua pedem sua saída, adversários tentam vinculá-la à corrupção na Petrobras, na economia se apregoam cenários catastróficos. Como Dilma não reage ao cerco, perde espaço nas ruas, nas manchetes e no mercado. Também no coração e na mente dos que nela votaram.

A passividade de Dilma é tão estranha que demanda explicação. Não pode ser atribuída apenas a seu temperamento insular ou à falta de iniciativa de seus assessores. Há algo mais, que talvez tenha a ver objetivamente com o resultado das eleições.

Dilma venceu, mas não ficou claro, talvez nem para ela própria, qual é seu mandato.

A eleição derrotou (por pouco) o projeto de Aécio Neves para a economia, encarnado pela figura do financista Armínio Fraga. Mas não é evidente com que projeto Dilma venceu. Seria com “mais do mesmo” — impedir o ajuste econômico e lançar o governo contra o mercado, com resultados imprevisíveis? Seria com o “ajuste gradual” — tentar recolocar a economia no rumo sem sacrificar os níveis de emprego e renda? Ou seria, ainda, o “estelionato eleitoral” — a adesão às teses do adversário, representada pela escolha de um nome de mercado para a Fazenda, como Henrique Meirelles?

Em eleições passadas, não houve tal dúvida. Fernando Collor de Mello era o “caçador de marajás” que tiraria o país do atraso. Fernando Henrique Cardoso, o presidente da estabilidade da moeda, com mandato para integrar o Brasil ao mundo global. Lula, o pai da inclusão social que aceitara, depois da carta as brasileiros, as ferramentas de mercado. Dilma, na primeira eleição, a seguidora do período Lula. Todos receberam das urnas uma missão clara e trataram de executá-la com mais ou menos tirocínio. Agora, pela primeira vez em anos, especula-se sobre o que Dilma fará no segundo mandato. A eleição não resolveu a contento esse aspecto do futuro.

O problema talvez se deva à maneira como Dilma venceu. Ela ganhou com uma plataforma à esquerda. Acusou Marina Silva e Aécio de curvar-se aos desejos do mercado e dos banqueiros. Ao falar em mudança de rumos e pessoas, ao prometer um novo ministro da Fazenda, porém, induziu parte dos eleitores (e do seu próprio partido) a acreditar que a gestão da economia no segundo mandato inclinaria alguns graus em direção à austeridade e ao mercado.

Agora, Dilma colhe os frutos da sua ambiguidade. Parte da aliança que a elegeu quer que ela dobre a aposta à esquerda. Outra parte apoia as mudanças que o mercado exige. Ambas as facções estão representadas no governo. Refém das duas – e pressionada pelo ruidoso descontentamento dos que não votaram nela – Dilma hesita. Ao fazê-lo, permite que a vida econômica do país entre em compasso de espera, enquanto a política se organiza contra ela.

Não há saída simples dessa situação. Dilma terá de fazer agora a escolha que não fez antes da eleição e renunciar ao apoio e à simpatia dos que ficarem insatisfeitos com ela. Qualquer escolha será melhor do que a paralisia. (Revista Época // Blog do Sombra)

eleições 2014

Os candidatos que concorreram no primeiro turno das eleições devem prestar as contas de campanha até hoje (4) aos tribunais regionais eleitorais. Além dos candidatos, os diretórios regionais dos partidos e os comitês financeiros das campanhas são obrigados pela Justiça Eleitoral a enviar os dados financeiros sobre despesas e receitas.

Os políticos que renunciaram, desistiram de concorrer ou que foram barrados pela Justiça Eleitoral devem entregar os dados referentes ao período em que participaram da disputa. Mesmo sem movimentações financeiras, a prestação de contas é obrigatória.

De acordo com a Lei Eleitoral, o candidato que não presta contas fica impedido de ser diplomado. A punição para os partidos é a suspensão dos repasses do Fundo Partidário. Se os dados apresentados forem desaprovados pelos tribunais eleitorais, o candidato poderá ser processado pelo Ministério Público por abuso de poder econômico.

Ex-blog Cesar maia

1. O Brasil é uma Federação. E, além disso, é um presidencialismo vertical.  Estas duas condições dão aos governadores uma força mais que proporcional. Especialmente num Congresso pulverizado com 28 partidos.

2. Em função disso, a função aglutinadora e coordenadora dos governadores em relação a suas bancadas de deputados e senadores amplia, em muito, a importância política deles.

3. E será isso que os fortalecerá junto a Presidente da República que, num parlamento pulverizado idealmente, precisaria se articular com os governadores para evitar o varejo do voto, pai e mãe dos mensalões.

4. Mas se avaliarmos os governadores eleitos, apenas dois terão -de partida- expressão política e capacidade de liderar suas bancadas de deputados federais e senadores: Alckmin de S.Paulo e Pimentel de Minas Gerais. Aliás, ambos presidenciáveis para 2018.

5. Num quadro destes, a tendência desses últimos anos de desfederalização de fato se acentuará, seja desfederalização econômico-fiscal, seja político-parlamentar.

6. Com isso, crescerá a verticalidade presidencial, será ampliado o varejo parlamentar e a importância do ministro de articulação política, tenha o ministério o nome que tiver. O tempo dirá se a Alckmin e Pimentel se somarão outros nomes que venham a ganhar destaque no exercício do governo.

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Cresce prestígio de Evo Morales!

(Natálio Botana, sociólogo-historiador – La Nacion, 21) 1. Evo Morales injetou na maioria dos bolivianos sentimentos de pertencimento: um homem como tantos outros que emergiu como o primeiro presidente vindo dos povos indígenas, que não hesitou em mudar a Constituição e incorporar a seu texto e prática a multinacionalidade; que nacionalizou empresas de energia; que controla com mão de ferro os meios de comunicação; que esteve prestes a abrir um sério conflito com Santa Cruz de La Sierra; que, amante da polarização, condena o neoliberalismo e o imperialismo e até se atreve a romper laços com os Estados Unidos, e suspender relações diplomáticas.

2. Evo é, portanto, um populista de ações e símbolos, defensor da reeleição, onipresente, que quer virar a página de uma Bolívia de direita, definitivamente superada pelo seu projeto de esquerda. Ele começou de baixo e continua a crescendo junto com meio milhão de bolivianos que saíram da pobreza em um país onde esse atributo foi (ainda é) um dado persistente ao longo de dois séculos de sofrimentos e injustiças. A imigração boliviana na Argentina atesta esta fratura que contribuiu para expulsar populações em busca de um destino melhor.

3. Ascensão parece ser a ordem do dia na república fundada por Bolívar. Mas não há ascensão possível se você não tem os pés plantados no chão e Evo parece tê-los. Desde 2006, a Bolívia tem um crescimento anual acumulado de 5%, a inflação é baixa (4%) e o apoio fiscal, alto. Desde 2005, as exportações aumentaram nove vezes: Bolívia tem em seu Tesouro as maiores reservas do mundo em proporção ao seu tamanho populacional, permitindo-lhe captar recursos a taxas razoáveis.

Cesar maia

1. É pura ilusão de ótica imaginar e afirmar que Dilma fez uma campanha agressiva. Não é verdade.  Vamos usar uma linguagem de guerra. Um país em guerra com outro define seus bastiões fundamentais e, em torno deles, concentra suas forças físicas e equipamentos para defendê-las.

2. Uma campanha agressiva se dá quando um país tenta avançar sobre os espaços ocupados por seu adversário.  Isso em nenhum momento ocorreu nesta campanha eleitoral.

3. Desde bem antes da campanha que todas as pesquisas mostravam com todas as letras e números que Dilma dependia de dois espaços fundamentais.  Perder parte deles -por menor que fosse- seria a morte eleitoral, seria a derrota.

4. Pode-se buscar as pesquisas de um ano antes da eleição, de seis meses antes, de três meses antes e qualquer pesquisa durante a campanha e se tem o mesmo resultado.  Dilma tinha sempre dois bastiões: os mais pobres e o Nordeste. E em boa medida há um significativo cruzamento entre os dois.

5. Para manter esses dois fortes guarnecidos, valia tudo. Para isso -em primeiro lugar- concentrou sua presença no Nordeste e centrou sua comunicação num suposto anti-nordestinismo do Sul maravilha. A polarização aí é claramente defensiva. Não quer ganhar nada, mas manter o que tem.

6. Em segundo lugar, reintroduziu o velho e surrado discurso dos pobres contra os ricos.  E repetia à exaustão os riscos que os pobres correriam se ela perdesse: o bolsa-família, o emprego, minha casa-minha vida, pro-uni…, foram as baterias antiaéreas que usou. E sua tática defensiva funcionou.

7. Os excessos verbais e publicitários tinham só esses objetivos, evidentemente defensivos.  A defesa de seu forte nordestino funcionou bem. Manteve a proporção de votos de 2010 em 2014.

8. E o binário pobres x ricos funcionou, mas parcialmente. Afinal, se é verdade que houve uma ascensão social de milhões de pessoas, a receptividade daquele binário tinha que ser menor.  Mas funcionou parcialmente.

9. O exército de Aécio entrou pelo norte, pelo centro-oeste, pelo sul, por S.Paulo, pelo Rio. Só não entrou pelo bastião mais importante de Aécio: Minas. Aí caberia colocar suas baterias defensivas (agressivas): cuidado, porque querem acabar com Minas. Não fez e entrou no jogo de que fez um bom governo ou não.

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Nos votos, Paraná = Maranhão e São Paulo = Bahia+Pernambuco+Ceará!

(Monica Bergamo – Folha de SP, 28) 1. Na contabilidade regional, a frente de quase 7 milhões de votos obtida por Aécio Neves no Estado de São Paulo foi compensada pela vantagem de Dilma Rousseff nos três maiores Estados do Nordeste: Bahia (2,9 milhões), Pernambuco (1,9 milhão) e Ceará (2,4 milhões), que somaram 7,3 milhões a mais para a petista.

2. Já a vitória do tucano no Paraná, com uma dianteira de 1,3 milhão de votos, foi neutralizada por uma votação esmagadora da petista no Maranhão, onde proporcionalmente Dilma teve sua maior votação (78,76%), uma vantagem de 1,8 milhão.

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Maluf já teve o registro negado pelo TSE, mas recorreu na própria corte e no STF. Caso haja uma nova decisão favorável a ele, os 250 mil votos que teve serão validados e a composição na Câmara Federal pode mudar

Maluf já teve o registro negado pelo TSE, mas recorreu na própria corte e no STF. Caso haja uma nova decisão favorável a ele, os 250 mil votos que teve serão validados e a composição na Câmara Federal pode mudar

Indispensável para a posse dos candidatos eleitos, a diplomação é a próxima etapa para que eles assumam os cargos que disputaram. Mas até lá também começa uma etapa de recursos contra a expedição de diploma e a ação de impugnação de mandato eletivo.

O candidato derrotado ao governo do Rio, Marcelo Crivella, disse que espera assumir o governo do estado se a Justiça Eleitoral cassar a candidatura do governador Luiz Fernando Pezão, vencedor das eleições. Crivella ressaltou que Pezão responde a 13 ações por irregularidades na campanha, incluindo abuso de poder econômico, abuso de poder político e por uso da máquina pública.

Contra a expedição de diploma, cabe recurso previsto no Artigo 262 do Código Eleitoral, interposto no prazo de três dias da cerimônia.

Já o mandato poderá ser impugnado perante a Justiça Eleitoral no prazo de 15 dias após a diplomação, instruída a ação com provas de abuso do poder econômico, corrupção ou fraude. A decisão, no caso de ação de impugnação de mandato eletivo, tem eficácia imediata.

Enquanto os recursos contra a diplomação ou a ação de impugnação de mandato eletivo não transitarem em julgado, o diplomado exerce normalmente o mandato.

Grande parte dos tribunais regionais eleitorais (TREs) – responsáveis pelo ato nos cargos de deputados estaduais ou distritais, senadores, governadores e seus respectivos vices – já marcou data para essa cerimônia.

Já as diplomações da presidenta reeleita, Dilma Rousseff e do vice Michel Temer, que ficam a cargo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ainda não têm data definida pela Corte. De qualquer forma, como o recesso do Judiciário começa no dia 20 de dezembro, todas as cerimônias devem ocorrer, no máximo, até o dia 19.

Nos diplomas deverão constar o nome do candidato, a indicação da legenda do partido ou da coligação pela qual concorreu e o cargo para o qual foi eleito.

Apesar do fim do processo eleitoral, alguns candidatos que tiveram o registro negado, mas disputaram o pleito amparados por recursos, ainda aguardam julgamento final de recursos que pedem o deferimento de suas candidaturas pelo TSE ou pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

É o caso, por exemplo, do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) que busca a reeleição para o cargo, apesar de ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Maluf foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), em 4 de novembro de 2013, pela prática de improbidade administrativa na construção do Túnel Ayrton Senna, quando era prefeito da capital paulista, em 1996.

Entre as sanções impostas ao candidato estão o pagamento de multa e a proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de empresa da qual seja sócio majoritário pelo prazo de cinco anos, além de suspensão dos direitos políticos, pelo mesmo prazo.

Maluf já teve o registro negado pelo TSE, mas recorreu na própria corte e no STF. Caso haja uma nova decisão favorável a ele, os 250 mil votos que teve serão validados e a composição na Câmara Federal pode mudar. Assim como Paulo Maluf, na página do TSE constam outros 219 candidatos a deputado federal aguardando julgamento de recursos. (Karine Melo, da Agência Brasil)

Rodrigo Rollemberg (PSB), candidato ao governo do Distrito Federal, posa para fotos após votar em Brasília

Rodrigo Rollemberg (PSB), candidato ao governo do Distrito Federal, posa para fotos após votar em Brasília

Candidato teve 812.036 votos, contra 649.587 de Jofran Frejat (PR). Às 17h37 deste domingo, com 93% de apuração, senador já estava eleito.

Mateus Rodrigues e Raquel Morais, do G1 DF – Rodrigo Rollemberg, do PSB, é o novo governador do Distrito Federal. O resultado foi anunciado às 17h37 deste domingo pelo Tribunal Superior Eleitoral, com 93% das urnas apuradas. Rollemberg registrava 55,56% dos votos válidos, contra 44,44% de Jofran Frejat (PR), que não poderia mais alcançá-lo. O percentual se manteve até o fim da apuração.

Com o resultado, Rollemberg foi o primeiro governador eleito no segundo turno. Veja aqui a apuração dos votos no DF.

Ao todo, Rollemberg teve 812.036 votos, contra 649.587 de Frejat. Às 18h29, o DF já tinha 100% das urnas apuradas.

Rollemberg acompanhou a apuração dos votos junto com a família, no apartamento da mãe dele, na Asa Sul, em Brasília. O G1 registrou o momento em que ele matematicamente venceu a disputa: crianças que estavam na varanda do apartamento começaram a cantar e pular (veja o vídeo abaixo).

“Tenho convicção de que não sou o salvador da pátria, mas que com o apoio da população vamos resgatar o sonho de JK”, afirmou Rollemberg, após o anúncio do resultado. Ele disse que vai assumir com governo em situação difícil, com déficit de R$ 2,1 bilhões.

“A situação do DF é realmente muito difícil. Existe um déficit já assumido pelo atual governo e publicado no Diário Oficial de R$ 2,1 bilhões. Nós vamos estudar agora com a transição, tendo acesso a todos os dados do DF, quais são as medidas que nos permitirão equilibrar financeiramente o DF”, afirmou Rollemberg após o anúncio do resultado. O governo nega a existência da dívida.

O novo governador também afirmou que vai atuar no “combate à burocracia e à corrupção” e não descartou apoio de nenhum partido, desde que aceitem o programa de governo dele. “Nós não vamos lotear o nosso governo”, declarou. “[Queria] Lembrar com muito carinho e muita saudade de algumas pessoas. [...] De Miguel Arraes, que foi um mestre para nós, e de Eduardo Campos, que morreu tragicamente nesta caminhada e que é um grande amigo.”

O vice-governador será Renato Santana, que já foi administrador regional de Ceilândia e secretário de Governo. Santana é secretário-geral do PSD no DF.

Foi a segunda disputa de Rollemberg ao governo da capital. Em 2002, o candidato conseguiu apenas 6,79% e ficou na quarta colocação – o pleito foi vencido por Joaquim Roriz.

Rollemberg assumiu a liderança da disputa para o Palácio do Buriti na reta final do primeiro turno, após a renúncia da candidatura de José Roberto Arruda (PR), que não conseguiu reverter a condenação por improbidade que o deixou na condição de ficha suja. A condenação se deu por conta da participação dele no esquema de corrupção que ficou conhecido como mensalão do DEM.

No primeiro turno, Rollemberg atingiu 45,23% dos votos e disputou todo o segundo à frente nas pesquisas de intenção de voto.

A disputa inicial envolvia seis candidatos. Além de Rollemberg e Frejat, tentavam a eleição o atual governador Agnelo Queiroz (PT), Luiz Pitiman (PSDB), Toninho (PSOL) e Perci Marrara (PCO).

Entre as propostas do governador eleito estão a adoção do turno integral em todas as escolas públicas, a redução do número de secretarias de governo, a implantação do bilhete único para transporte coletivo e a escolha de administradores regionais por meio de eleição. Ele também defende uma gestão baseada na estipulação de metas e no acompanhamento de resultados.

Biografia

O senador Rodrigo Rollemberg nasceu no Rio de Janeiro em 13 de julho de 1959. Na capital federal desde que tinha 1 ano, o candidato do PSB é formado em história pela Universidade de Brasília (UnB) e está filiado ao partido desde 1985.

Eleito deputado distrital em 1995, assumiu a Secretaria de Turismo do governo de Cristovam Buarque no ano seguinte. Concorreu ao Buriti pela primeira vez em 2002.

Em 2004, foi nomeado secretário nacional de Inclusão Social do Ministério de Ciência e Tecnologia, no governo Lula. Rollemberg foi eleito deputado federal em 2006. Depois do primeiro mandato, se candidatou a senador em 2010 e também foi eleito.

opiniao

Ricardo Callado

As eleições de 2014 se encerram neste fim de semana e nos deixa lições. Mostra que independente da vitória ou derrota do candidato de cada um, o brasileiro se engajou, discutiu, torceu e vibrou. A militância espontânea foi o diferencial da campanha. E o sentimento de mudança tomou conta do País. Sendo ele vitorioso ou não.

Aécio versus Dilma no campo nacional e Rollemberg versus Frejat, em Brasília, são o retrato desse sopro em busca do novo. Até por isso, mesmo aqueles que representam grupos que estão ou estiveram no poder, se apresentaram como o novo. Coube a cada eleitor diferençar a verdade da mentira.

Aécio Neves (PSDB) e Rodrigo Rollemberg (PSB) representam o novo. Um sopro de mudança e esperança. Se vão conseguir convencer a maioria, as urnas dirão neste domingo.

Dilma Rousseff (PT) representa um projeto de poder que há 12 anos manda no Brasil. Frejat é a retomada de um grupo que esteve no poder há cerca de quatro anos. São dois modelos distintos, mas vitoriosos em campanhas anteriores. Precisaram inovar o marketing político para vender ao eleitor que representam mudanças. O antigo que se recicla. E que seria isso que o povo necessita.

A campanha deste ano também teve seus lados negativos. Contraditoriamente foi a de mais baixo nível da história do País. O eleitor amadureceu. Alguns políticos não! Ainda acham que pela desconstrução dos adversários, ataques pessoais, xingamentos contra a honra e palavreado de esgoto conseguem se perpetuar no poder. A mentira como arma. A ameaça como sedução ao eleitor.

A verdade sempre aparecerá em algum momento. E tudo é colocado em seu devido lugar. A mentira faz o seu estrago ao mesmo tempo que o mal sozinho se destrói. Cada um acredita no que quer. Eu acredito que o Brasil pode ser um país melhor. E que Brasília não merece mais desgoverno.

O povo brasileiro não pode deixar que a democracia seja colocada em risco. Que o país seja dividido. Não existe “nós e eles”. Existe um Brasil que necessita de união. De todas as raças, todas as religiões, todas as regiões. Os políticos que usam o ódio como arma para se manter no poder e colocam irmãos contra irmãos deviam se envergonhar.

Vi nessa eleição, além de engajamento, relacionamentos familiares e entre amigos serem abalados por políticos irresponsáveis que semeiam a discórdia. E no final, para quê? Para se manter no poder, roubar os cofres públicos e sangrar a democracia num projeto louco e mau-caráter. E para isso, criam a desunião e a divisão.

O Brasil está seguindo num caminho perigoso. A democracia e as instituições estão em risco. O próximo presidente da República deve ter discernimento e mudar o rumo que as coisas tomaram. Se o país continuar seguindo o caminho da Venezuela, onde tudo começou com o aparelhamento dos tribunais superiores, quem vai sofrer é o povo. Os políticos quase sempre conseguem escapar da cadeia. E ainda serão idolatrados pelos oprimidos.

Brasília está seguindo o caminho do desgoverno. O futuro governador precisa colocar a máquina nos trilhos. E fazer o povo acreditar que o governo existe para servir a população. Para melhorar a vida do seu povo. E não dos políticos.

Nessa eleição deveríamos todos nos perguntar: “Nossa vida está melhor hoje do que há quatro anos atrás”. Se a resposta for sim, devemos manter o que ai está. Se for o contrário, é nosso dever votar pela mudança. E mudar nunca é ruim. E, se por acaso, não gostarmos do que vai vir nos próximos quatro anos, temos a nossa arma que é o nosso voto para trocar de governo. Podemos fazer isso enquanto houver democracia. E homens e mulheres de bem que se preocupem de verdade com a nossa nação.

Precisamos de mais políticos como Marina Silva e Eduardo Campos, juízes como Joaquim Barbosa e Sérgio Moro, menos aparelhamento, menos Papuda, mais verdade, menos mentira. Precisamos de ética, decência e respeito ao que é público. Não somos “nós”, nem tampouco “eles”. Somos todos brasileiros. Não queiram nos separar. O Brasil e seu povo são mais fortes do que qualquer projeto de poder político. Votemos com consciência. O nosso voto pode fazer nossa cidade e nosso país um lugar melhor melhor.

Cesar maia

1. Pelo Datafolha, a diferença a favor de Aécio no SUDESTE lhe dá, nacionalmente (ponderando pela participação de 44% dessa região), 5,28 pontos à frente. A diferença a favor de Aécio no SUL lhe dá, nacionalmente (pela participação de 15% dessa região), 3,3 pontos. A diferença a favor de Aécio no CENTRO-OESTE lhe dá, nacionalmente (pela participação de 7% dessa região), 0,84 pontos.  No total, Aécio soma uma vantagem, nessas regiões, de 9,42 pontos de vantagem em nível nacional.

2. Pelo Datafolha, a diferença a favor de Dilma no NORDESTE lhe dá, nacionalmente (pela participação de 27% dessa região), 10,8 pontos. A diferença a favor de Dilma no NORTE lhe dá, nacionalmente (pela participação de 8% dessa região), 1,28 pontos. No Total, Dilma soma uma vantagem, nessas regiões, de 12,08 pontos.

3. A diferença nacional ponderada pelas regiões era a favor de Dilma de 2,66 pontos. Se Aécio ampliar a diferença em apenas 5 pontos no Sudeste e no Sul a eleição estará empatada.

4. Se no Sudeste Aécio crescer apenas 3 pontos trocando com Dilma, que desceria 3 pontos, pelos números do Datafolha a eleição estará rigorosamente empatada.

Aecio-Neves-Dilma-Rousseff2

Instituto ouviu 2.002 eleitores do DF entre os dias 18 e 20 de outubro. Margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Do G1 DF – Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (21) aponta os seguintes percentuais de votos válidos na corrida presidencial apenas com eleitores do Distrito Federal:

- Aécio Neves (PSDB) – 61%

- Dilma Rousseff (PT) – 39%

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo.

Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.

No levantamento anterior do instituto, divulgado no dia 13, Aécio tinha 69% e Dilma, 31%.

Votos totais

Se forem incluídos os votos brancos e nulos e dos eleitores que se declaram indecisos, os votos totais da pesquisa estimulada com eleitores de DF são:

Aécio – 54%

Dilma – 34%

Brancos e nulos – 8%

Não sabe ou não respondeu – 4%

Dados da pesquisa

O Ibope ouviu 2.002 eleitores em todo o Distrito Federal entre os dias 18 e 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o número DF-00085/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01147/2014.

Cesar maia

1. As pesquisas são feitas em base às informações do TSE, que incluem gênero, idade e local de votação. Os demais recortes são feitos em base censitária pelos Institutos de Pesquisa.  Dessa forma, a base das pesquisas é o total do eleitorado, incluindo, portanto, o que na urna se saberá em relação a brancos, nulos e abstenção.

2. Quando as tendências do eleitorado são estáveis, a abstenção não altera os resultados das pesquisas de opinião. Mas quando a intenção de voto dos eleitores é volátil, a abstenção pode mudar tudo. E se a volatilidade é grande, até mesmo os brancos e nulos podem mudar no dia da eleição. Mudar em dois sentidos: decidir votar, ou os que decidiam votar, nas pesquisas, na hora do voto, anular ou votar em branco. Segundo o Datafolha, 15% dos eleitores decidiram em que presidente votar, no primeiro turno-2014, na véspera e no dia da eleição. Esse número tende a ser menor agora com apenas 2 candidatos. Mas quão menor?

3. Vamos aos números. As pesquisas de intenção de voto no segundo turno vêm dando uns 10% de brancos e nulos, mais de três vezes a diferença entre Dilma e Aécio. E fazem abstração –como é natural- da abstenção, mesmo sabendo que estará próxima a 20%, supondo, como tradicionalmente ocorre, que não influenciam o resultado da eleição. Será?

4. O que ocorreu nas últimas 3 eleições?  Em 2006, no primeiro turno os votos brancos/nulos foram 8,4% e a abstenção 16,75%. No segundo turno, os brancos e nulos caíram para 6% mas a abstenção cresceu para 19%. Em 2010, no primeiro turno, os brancos/nulos foram 6,7% e a abstenção 18,1%. No segundo turno, os brancos/nulos cresceram para 8,6% e a abstenção subiu para 21,50. Em 2014, no primeiro turno, os brancos/nulos atingiram 9,6% e a abstenção 19,4%.

5. Com uma campanha em 2014 -no segundo turno- muito mais disputada e polemizada, é provável que a abstenção seja próxima de 2010, quando a eleição ainda não estava completamente definida uns 10 dias antes da eleição. Ou seja, 21,50%. Mas a tendência dos votos brancos/nulos não se pode prever em função das agressões recíprocas.  Suponhamos que os 9,6% do primeiro turno se repitam.

6. Fazendo os ajustes, 25% dos eleitores não influenciarão os votos válidos. Supondo que metade da abstenção é compulsória (doentes, muito idosos, estão ou moram fora de seu registro eleitoral, presos…), esses 25% baixam para uns 18%. Supondo que os brancos/nulos sejam os mesmos eleitores das pesquisas de intenções de voto, aqueles 18% baixam para 9%.

7. Usando como referência uma série de eleições, os números de um ou outro candidato só podem sinalizar favoritismo e vitória se as pesquisas finais indicarem uma vantagem de 5 pontos sobre os votos totais. Nas pesquisas já publicadas do Datafolha e Ibope, esta vantagem ainda está em torno da metade desses 5%.

8. Ficando nessa metade, só a urna nos dirá quem venceu.

 Rollemberg Delmasso PTN

Por Donny Silva – No sábado (18), Rodrigo Delmasso reuniu a militância do PTN e convidados para declarar o apoio do partido ao, atualmente senador e candidato ao governo do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB).

Em discurso, Delmasso falou da importância de uma transformação na política do DF e apresentou Rollemberg como um representante dessa mudança. “O Rollemberg representa a verdadeira mudança na nossa cidade, não podemos deixar que a velha política assuma novamente, pois vamos lutar para juntos mudarmos Brasília”, disse.

Na reunião estavam presentes mais de 600 pessoas. O deputado distrital, Evandro Garla; federal, Vitor paulo; distritais eleitos, Júlio César e Sandra Faraj, e o presidente do PSB regional, Marcos Dantas também falaram em apoio a Rollemberg.

 opiniao

Por Ricardo Callado - Mais uma vez a campanha política toma o rumo da baixaria. Numa eleição não existe o ditado que quando um não quer, dois não brigam. Isso serve para contenda de casal. Numa disputa eleitoral, quando um dos candidatos parte para cima do outro e baixa o nível, o outro tem a obrigação de responder. Não existe tempo para pensar. É preciso dar o troco imediatamente para que não se perca votos. Se bem que a resposta deve ser, preferencialmente, em alto nível.

Mentiras e ataques pessoais são alguns dos meios usados numa campanha de esgoto. E o eleitor é obrigado a tapar o nariz e assistir o vexame em que está se tornando o processo democrático. Se o ato de votar em uma eleição é uma lição de cidadania, não se pode dizer o mesmo dos comportamentos dos pretensos representantes. Depois fica difícil reclamar o número alto de eleitores que anulam o voto.

Os debates recentes mostram embates duros entre Jofran Frejat (PR) e Rodrigo Rollemberg (PSB). O tom das críticas acaba descambando para baixarias. Sobra para todo mundo. Frejat escolheu a tática de confundir o eleitorado e carimbar na testa de Rollemberg que ele é um novo Agnelo.

O governador do PT derrotado no primeiro turno não ficou de fora da reta final da campanha. Sempre que pode, Frejat cita o petista. Para deixar o eleitor mais confuso, ele próprio se confunde propositalmente e chama Rollemberg de Agnelo.

Para contra-atacar, Rollemberg lembra dos aliados de Frejat. Entre eles, cita o ex-governador José Roberto Arruda (PR), o ex-senador Luiz Estevão (PRTB), o ex-presidente do PR, Valdemar da Costa Neto e o senador Gim Argelllo (PTB).

Quando Frejat diz que Rollemberg entrou sem concurso público no Senado, o candidato do PSB cita quatro ações de improbidade administrativa que o representante do PR responde quando foi secretário de Saúde. E chumbo trocado não dói.

E o eleitor? Bem, esse fica esperando as propostas! E quando elas aparecem, ainda são difíceis de acreditar. O Frejat tirou da cartola aquilo que sua equipe de campanha chama de a “bala de prata”. A ideia genial para vencer as eleições. Trata-se da Tarifa Frejat, fixando a passagem de ônibus a R$ 1,00. Para completar, serão colocados imediatamente no dia 1 de janeiro de 2015 mais 700 ônibus novos para circular.

O projeto é genial. Não existe um cidadão que possa ser contra. Estimula o uso do transporte coletivo, diminui a quantidade de veículos particulares nas ruas e traz mais conforto para os usuários, com mais ônibus e linhas.

Na prática, é uma proposta bem difícil de ser concretizada. Primeiro pelo alto custo, já que a diferença de tarifa será subsidiada pelo governo, algo em torno de mais R$ 3,00. Não igual aos restaurantes comunitários, que são poucos e tem um custo baixo em comparação o sistema de transporte. Outra coisa: 700 ônibus novos não existem para pronto entrega no mercado.

Além disso, Agnelo vai entregar ao sucessor um governo quebrado. Com muitas dívidas e desorganizado financeiramente. Fala-se em torno de R$ 2,2 bilhões o tamanho do buraco que Frejat ou Rollemberg vai herdar.

Entre as propostas de Rollemberg estão as eleições para administrador regional. A ideia é muito boa. A população vai ter o direito de escolher quem gostaria de comandar a sua região administrativa. Não prática, não ficou bem explicado como isso vai funcionar.

Tem ainda as complicações políticas. Pode haver casos de serem eleitos adversários do governador, o que inviabilizaria o trabalho. Por exemplo: se eleito governador, Rollemberg poderia ter Jofran Frejat como administrador do Lago Sul; Arruda administrando o Gama; Joaquim Roriz à frente da administração regional de Samambaia; E, Agnelo, no comando do Plano Piloto. São casos que podem acontecer. E tem tudo para não dar certo. E não dará!

Enquanto se troca acusações e espalham baixarias, o eleitor espera propostas concretas para a saúde, a educação e a segurança. Projetos para mobilidade urbano e desenvolvimento da cidade. Seria muito pedir para Frejat e Rollemberg mais propostas e menos baixarias. Entretanto, a disputa pelo poder tornou-se um vale tudo. Faltam poucos dias para o brasiliense ir novamente as urnas. Ainda dá tempo dos candidatos apresentarem projetos e propostas. Mas duvido. Quem está atrás nas intenções de voto vai partir para o ataque. E quem é atacado vai responder a altura.

agenda 1

Sexta-feira, 17 de outubro

Rodrigo Rollemberg

10h – Encontro com as associações comerciais e entidades do trade turístico do DF e Entorno

Local: Associação Comercial (ACDF), SCS, Quadra 2, Bloco B, Palácio do Comércio, 1o andar

12h15 – Visita ao comitê do PSDB e encontro com a Associação dos Feirantes do DF

Local: SIA Trecho 3, Lote 1550

14h – Gravação de programas de TV

19h – Roda de conversa com os moradores de Santa Maria

Local: Praça da Santa, Avenida Alagados, Setor Central

Jofran Frejat

7h   Visita à Feira do Produtor de Ceilândia

9h   Café da manhã na Feira do Produtor de Ceilândia

12h   Almoço na CABE

Local: Setor Policial Sul

16h   Visita a garagem da Viação São José

Local: Brazlândia

17h   Caminhada em Brazlândia

18h30   Reunião com colônia japonesa

Local: Brazlândia

19h30   Reunião com lideranças comunitárias

Local: Brazlândia

20h30   Reunião com oficiais da PM

Local: Auditório do Imperial Bittar Hotel

21h30   Reunião com apoiadores

Local: Sobradinho 1 (QNS 21)

record logo

As perguntas devem ser enviadas por vídeo para o WhatsApp “Flagra Brasília”. O encontro, no Museu Nacional da República, será transmitido pela TV e pelo portal R7-DF a partir das 18h

Os usuários de redes sociais poderão participar, pela primeira vez, do debate da Record Brasília, no próximo domingo (19). O terceiro e último bloco será destinado a respostas de perguntas da população aos candidatos ao governo do Distrito Federal, Jofran Frejat (PR) e Rodrigo Rollemberg (PSB).

Para participar da discussão, no entanto, é necessário observar algumas regras: o internauta terá que enviar a pergunta em forma de vídeo selfie para o WhatsApp “Flagra Brasília” da TV Record, no número (61) 9828 2129.

Com o rosto aparente, ele terá que se identificar com nome completo, idade, profissão e região administrativa onde mora. Os vídeos devem ser enviados até o dia 18 de outubro, um dia antes do debate do segundo turno das eleições.

O debate – A Record Brasília vai realizar no dia 19 de outubro, às 18h, o debate de 2º turno entre os candidatos ao governo do Distrito Federal. O evento acontece no auditório do Museu Nacional, na Esplanada dos Ministérios, e terá transmissão ao vivo na TV Record e no Portal R7-DF.

O debate será mediado pelo apresentador Luiz Carlos Braga e terá três blocos. No primeiro, os candidatos fazem perguntas em confronto direto, com tema de livre escolha, no formato de pergunta, resposta, réplica e tréplica. O primeiro candidato que fará a pergunta será decidido por meio de sorteio.

Ainda no primeiro bloco, quatro jornalistas da TV Record e do Portal R7-DF farão perguntas aos candidatos. Nesta etapa, um candidato responde e o outro comenta a resposta. O candidato que responder tem direito à réplica.

No segundo bloco, os candidatos fazem perguntas em confronto direto, mas os temas serão sorteados no momento do debate. Em seguida, os candidatos responderão perguntas de eleitores do Distrito Federal.

No terceiro bloco, os jornalistas da TV Record e do Portal R7-DF voltam a fazer perguntas, um candidato responde e o outro comenta. Depois disso, eles fazem suas considerações finais, com ordem definida em sorteio.

O debate da Record Brasília é um dos últimos antes da votação. No mesmo dia, a Rede Record transmite o debate com os candidatos à Presidência, Dilma Roussef (PT) e Aécio Neves (PSDB).

Eleições na Record Brasília –  O telejornal DF Record também vai realizar entrevistas com os concorrentes ao Palácio do Buriti nos dias 20 e 21 de outubro, na reta final das eleições.

agenda 1

Quinta-feira, 16 de outubro

Rodrigo Rollemberg

9h – Sabatina na Federação das Indústrias do DF (Fibra)

Local: SIA Trecho 3, Lote 225

21h – Debate entre os candidatos ao GDF promovido pelo Correio Braziliense e pela TV Brasília

Jofran Frejat

8h às 11h40   reunião de coordenação

12h   registro em cartório da Tarifa Frejat

local: cartório de títulos e documentos da 504 sul

22h   debate TV Brasília

Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Secretaria da Presidência da República (Imagem: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Secretaria da Presidência da República (Imagem: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

 Gilberto se faz de coitadinho com o que chama de ódio contra o PT

Por Ricardo Noblat – Leiam só o que disse, ontem, no Recife, o ministro-chefe da Secretaria da Presidência da República, Gilberto Carvalho.

- Atravessamos um momento delicadíssimo da nossa campanha.

Candidato que acredita na vitória – ou mesmo aquele que não acredita – jamais admite que sua campanha atravessa um momento delicadíssimo. Isso significa que a derrota está logo ali na esquina.

Gilberto não é candidato a nada. Mas desfruta da autoridade de ministro de Estado e de secretário da presidente da República. Não é pouca coisa.

Ele não parou por aí. Afirmou:

- Plantou-se um ódio enorme em relação a nós. Eu não sei o que foi aquilo. Em São Paulo, estava muito difícil andar com o broche ou a bandeira da Dilma. Em Brasília, a cidade estava amarela, sem vermelho. O ódio tem sido construído com a gente sendo chamado de ladrão. Com frequência, a gente vem sendo chamado de um grupo de petralhas que assaltaram o governo.

Se a intenção de Gilberto foi atrair a solidariedade dos representantes de movimentos sociais que o escutavam, é possível que o efeito produzido sobre eles tenha sido outro.

Por que em São Paulo a aversão ao PT chegou ao ponto de tornar arriscada a vida de quem se exibe com o broche do partido ou a bandeira de Dilma?

Por que em Brasília, cidade de funcionários públicos, onde por duas vezes o PT governou, o vermelho simplesmente desapareceu das ruas?

Dá para pensar.

Gilberto se faz de coitadinho com o que chama de ódio contra o PT. O correto seria chamar de cansaço. Ou de decepção. Profunda.

De resto, Dilma faz um governo medíocre. A inflação voltou. E o país parou de crescer.

Quanto aos petistas serem chamados de assaltantes…

A maioria dos petistas não merece ser tratada assim. A maioria dos filiados de qualquer partido não merece ser tratada assim.

Os que roubaram e deixaram roubar, esses devem ser presos e condenados.

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Instituto ouviu 2.002 eleitores no DF entre os dias 10 e 12 de outubro. Margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Do G1 DF – Pesquisa Ibope realizada no Distrito Federal e divulgada nesta segunda-feira (13) mostra o candidato Aécio Neves (PSDB) na liderança da disputa à Presidência da República na capital, com 69% das intenções de votos válidos. A candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT), aparece com 31%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Confira os dados do levantamento Ibope de intenções de votos válidos, segundo a pesquisa estimulada, em que os nomes dos candidatos são apresentados ao entrevistado:

Aécio Neves (PSDB) – 69%

Dilma Rousseff (PT) – 31%

Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.

Votos totais

Se forem incluídos os votos brancos e nulos e dos eleitores que se declaram indecisos, os votos totais da pesquisa estimulada são:

Aécio Neves (PSDB) – 63%

Dilma Rousseff (PT) – 28%

Brancos/nulos – 5%

Não sabe/não respondeu – 4%

Dados da pesquisa

A pesquisa foi encomendada pela Rede Globo. Foram ouvidos 2.002 eleitores em todo o Distrito Federal entre os dias 1º e 4 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o número DF-00072/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01015/2014.

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O candidato ao Governo do DF prometeu criar locais para readaptar jovens viciados em drogas

Myrcia Hessen, do R7 – O candidato Jofran Frejat (PR) foi entrevistado na tarde desta segunda-feira (13) no programa Balanço Geral, da TV Record Brasília. Na primeira pergunta, feita pelo eleitor João Paulo, o candidato explicou seus planos para combater o crack no Distrito Federal, caso seja eleito. Frejat prometeu criar locais próprios para tratar os jovens que entraram no mundo das drogas e combater os traficantes.

— A situação do crack é curiosa. Depois que desmotivaram a policia, aumentou enormemente [o uso de crack]. Você vai no centro e encontra garotos usando crack. Não há locais de tratamento para tirar essas pessoas do uso da droga. Uma coisa é prender o traficante, outra é retirar os jovens desse mundo. Se não se colocar locais para receber essas pessoas e tirar das drogas, ainda vamos ver isso por muito tempo.

A segunda pergunta feita ao Frejat foi sobre mutirões da saúde que pararam de acontecer no Distrito Federal. Segundo a telespectadora Eliete, seu filho precisa de uma cirurgia de adenoide com urgência, mas não consegue nos hospitais públicos da cidade. Se eleito, o candidato promete manter os mutirões, mas só até conseguir organizar as filas nos hospitais. Isso porque, para ele, se faz mutirão quando a saúde pública “está desorganizada”.

— Quando você faz mutirão? Quando a coisa está desorganizada. Deixaram desorganizar. Os mutirões vão continuar até você esgotar a fila, até a rede ficar organizada para atender as pessoas. Brasília já foi excelência na área de saúde, eu recuperei a saúde três vezes. Temos que reorganizar para Brasília voltar a ser a capital da boa saúde. Nunca mais se construiu hospital desde que sai, só o de Santa Maria, que eu deixei a planta pronta e foi feito no governo Arruda. O programa saúde da família, que criamos em 1980, praticamente foi abandonado. Vamos estabelecer prioridade.

Máquina pública

O candidato Jofran Frejat também afirmou que vai diminuir a máquina pública para que haja mais investimento. Segundo ele, o Distrito Federal tem um orçamento de R$ 33 bilhões, contudo, apenas 1% desse valor está aplicado em investimentos, todo o resto é utilizado para manter a máquina pública.

— As administrações estão cheias de gente. Nós vamos reduzir essas secretarias e as pessoas que foram colocadas por interesse terão que sair, elas terão que fazer concurso como todo mundo. Vamos reduzir para aplicar R$ 1 bilhão no primeiro ano, R$ 2 bilhões no segundo e assim começar a gerar receita para o DF.

Transporte

O motorista de ônibus, Antônio dos Santos, perguntou ao candidato o que ele pretende fazer com as linhas do Gama, que atualmente não rodam em outros locais da cidade, apenas no centro. Em resposta, Frejat afirmou que a situação se estende para outras localidades do DF e que não continuará. Caso seja eleito, ele promete realizar uma nova licitação para aumentar o número de ônibus na cidade.

— Quando fizeram essa concorrência, reduziram os ônibus para a população. Basta ir na rodoviária, são filas e mais filas de gente viajando como se fosse sardinha em lata. Temos que reestabelecer essas linhas, vamos fazer uma nova concorrência, chamar as empresas e dizer qual nosso interesse. Se você pegar o veículo sobre rodas para o Gama, vai ver que não tem outra condução para percorrer a cidade. Em Taguatinga a mesma coisa e a população acaba sendo prejudicada com redução dos ônibus e o aumento de usuários.

Codhab

O pintor Jackson de oliveira, pintor, questionou o candidato sobre as casas que ainda precisam ser entregues pelo programa de habitação da Codhab. Jofran Frejat garantiu, ao vivo no programa Balanço Geral, que vai manter a fila já formada e entregará todas as casas prometidas durante o governo de Agnelo Queiroz (PT)

— Emitiram 100 mil autorizações para entregar casas e só deram 10 mil. Brincaram com o sonho das pessoas, que acabam tendo que invadir outros locais. Vamos acabar com essa fila infeliz, vamos entregar 120 mil moradias. Será o mesmo cadastro, tudo aquilo que for bom, a gente dá continuidade, tudo que for ruim a gente elimina. Agora, foi feito um cadastro dentro dos critérios, então vamos manter.

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Por Rubens Passos*

Na reta final das eleições gerais deste ano para a Presidência da República, governos estaduais, Senado Federal, Câmara dos Deputados e assembleias legislativas, muito pouco se tem abordado um dos principais fatores capazes de impulsionar o desenvolvimento brasileiro: a qualidade da educação. Nos debates e declarações dos candidatos, todos os tipos de problemas, acusações e escândalos são levantados, mas nada se fala de concreto sobre as ações que os programas de governo preveem para melhorar a situação do ensino no País.

A União tem plenas condições de contribuir para o avanço da qualidade das escolas públicas, embora a responsabilidade constitucional pela Educação Infantil, Ensino Fundamental e o Médio seja de prefeituras e estados. No entanto, o Governo Federal e as demais unidades federativas não têm dado ao setor atenção proporcional à sua efetiva importância para a formação de uma sociedade mais justa e igualitária.

As avaliações, inclusive de organismos governamentais, demonstram esse descompasso. Um exemplo: de acordo com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), indicador geral do desempenho dos alunos nas redes privada e pública, divulgado pelo Ministério da Educação no início de setembro, o Brasil ficou abaixo da meta projetada no ciclo final do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) e no Ensino Médio. Essa performance dos estudantes é muito preocupante e mostra que não estamos avançando.

O nosso grande desafio, portanto, continua sendo melhorar a qualidade do Ensino Básico em todo o País e evitar um dos mais graves problemas que atingem o setor: a evasão escolar. De acordo com os mais atualizados dados, em 2012 a taxa de abandono atingiu 24,3%. O índice torna-se ainda mais alarmante quando comparado aos de nações vizinhas, como Chile (2,6%), Argentina (6,2%) e Uruguai (4,8%). Um a cada quatro alunos que inicia o Ensino Fundamental no Brasil abandona a escola antes de completar a última série. É o que indica o último relatório sobre o tema do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).

Nesse sentido, uma das providências importantes é reduzir os impostos incidentes sobre os materiais escolares. O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) divulgou que esses artigos são taxados em até 47%, como no caso das canetas. Itens como apontador e a borracha escolar têm alíquota de 43%; caderno universitário e lápis, 35%.

Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) estabelece o fim dos impostos sobre os materiais escolares. Trata-se da PEC 24/2014, apresentada pelo senador Alfredo Nascimento. Sua aprovação seria uma solução imediata para a redução da elevadíssima carga tributária sobre material escolar existente no País e uma forma de demonstrar que nossos parlamentares e governantes realmente levam a sério o tema da educação.

Por todas essas razões, a  Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (ABFIAE) encaminhou aos candidatos à Presidência da República e a cargos do Legislativo, reivindicação de apoio à aprovação da PEC. É inadmissível que, em um país onde os políticos repetem-se na afirmação de que o ensino é prioridade, convivamos com a elevada carga tributária sobre o material escolar.

Já é hora de os governantes, parlamentares e os candidatos à presidência e aos governos estaduais prestarem mais atenção e focarem seus esforços em resolver esse problema tão grave. Ou alguém duvida que a precariedade da educação pública é um dos obstáculos ao nosso progresso socioeconômico?

*Rubens Passos é presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (ABFIAE).

agenda 1

Segunda-feira, 13 de outubro

Rodrigo Rollemberg

8h45 – Conversas na Rodoviária do Plano Piloto

Ponto de encontro: Plataforma A

14h – Reunião do Diretório Nacional do PSB

Local: Hotel Nacional

18h – Debate entre os candidatos ao GDF no SBT

Jofran Frejat

8h às 16h    Reunião de coordenação

Local: Vega Produções (SAAN, trecho 2)

17h30   Debate SBT

Aecio-e-Marina

Antes de fazer o anúncio, Marina agradeceu “a Deus e ao povo brasileiro”

A ex-senadora e ex-ministra Marina Silva, que disputou a Presidência pelo PSB, anunciou neste domingo, 12, em São Paulo, que vai apoiar no segundo turno o candidato do PSDB, Aécio Neves. “Alternância de poder fará bem ao Brasil”, disse. “Aécio retoma o fio da meada virtuoso e corretamente manifesta-se na forma de um compromisso forte, a exemplo de Lula em 2002, que assumiu compromissos com a manutenção do Plano Real, abrindo diálogo com os setores produtivos.”

Antes de fazer o anúncio, Marina agradeceu “a Deus e ao povo brasileiro”. Ela obteve 22.176.619 votos (ou 21,32% dos válidos) no primeiro turno e ficou em terceiro lugar, atrás de Dilma Rousseff (PT) e Aécio.

Leia a íntegra do texto lido por Marina:

Ontem, em Recife, o candidato Aécio Neves apresentou o documento “Juntos pela Democracia, pela Inclusão Social e pelo Desenvolvimento Sustentável”.

Quero, de início, deixar claro que entendo esse documento como uma carta compromisso com os brasileiros, com a nação.

Rejeito qualquer interpretação de que seja dirigida a mim, em busca de apoio.

Seria um amesquinhamento dos propósitos manifestados por Aécio imaginar que eles se dirigem a uma pessoa e não aos cidadãos e cidadãs brasileiros.

E seria um equívoco absoluto e uma ofensa imaginar que me tomo por detentora de poderes que são do povo ou que poderia vir a ser individualmente destinatária de promessas ou compromissos.

Os compromissos explicitados e assinados por Aécio tem como única destinatária a nação e a ela deve ser dada satisfação sobre seu cumprimento.

E é apenas nessa condição que os avaliei para orientar minha posição neste segundo turno das eleições presidenciais.

Estamos vivendo nestas eleições uma experiência intensa dos desafios da política.

Para mim eles começaram há um ano, quando fiz com Eduardo Campos a aliança que nos trouxe até aqui.

Pela primeira vez, a coligação de partidos se dava exclusivamente por meio de um programa, colocando as soluções para o país acima dos interesses específicos de cada um.

Em curto espaço de tempo, e sofrendo os ataques destrutivos de uma política patrimonialista, atrasada e movida por projetos de poder pelo poder, mantivemos nosso rumo, amadurecemos, fizemos a nova política na prática.

Os partidos de nossa aliança tomaram suas decisões e as anunciaram.

Hoje estou diante de minha decisão como cidadã e como parte do debate que está estabelecido na sociedade brasileira.

Me posicionarei.

Prefiro ser criticada lutando por aquilo que acredito ser o melhor para o Brasil, do que me tornar prisioneira do labirinto da defesa do meu interesse próprio, onde todos os caminhos e portas que percorresse e passasse, só me levariam ao abismo de meus interesses pessoais.

A política para mim não pode ser apenas, como diz Bauman, a arte de prometer as mesmas coisas.

Parodiando-o, eu digo que não pode ser a arte de fazer as mesmas coisas.

Ou seja, as velhas alianças pragmáticas, desqualificadas, sem o suporte de um programa a partir do qual dialogar com a nação.

Vejo no documento assinado por Aécio mais um elo no encadeamento de momentos históricos que fizeram bem ao Brasil e construíram a plataforma sobre a qual nos erguemos nas últimas décadas.

Ao final da presidência de Fernando Henrique Cardoso, a sociedade brasileira demonstrou que queria a alternância de poder, mas não a perda da estabilidade econômica.

E isso foi inequivocamente acatado pelo então candidato da oposição, Lula, num reconhecimento do mérito de seu antecessor e de que precisaria dessas conquistas para levar adiante o seu projeto de governo.

Agora, novamente, temos um momento em que a alternância de poder fará bem ao Brasil, e o que precisa ser reafirmado é o caminho dos avanços sociais, mas com gestão competente do Estado e com estabilidade econômica, agora abalada com a volta da inflação e a insegurança trazida pelo desmantelamento de importantes instituições públicas.

Aécio retoma o fio da meada virtuoso e corretamente manifesta-se na forma de um compromisso forte, a exemplo de Lula em 2002, que assumiu compromissos com a manutenção do Plano Real, abrindo diálogo com os setores produtivos.

Doze anos depois, temos um passo adiante, uma segunda carta aos brasileiros, intitulada: “Juntos pela democracia, a inclusão social e o desenvolvimento sustentável”.

Destaco os compromissos que me parecem cruciais na carta de Aécio:

O respeito aos valores democráticos, a ampliação dos espaços de exercício da democracia e o resgate das instituições de Estado.

A valorização da diversidade sociocultural brasileira e o combate a toda forma de discriminação.

A reforma política, a começar pelo fim da reeleição para cargos executivos, que tem sido fonte de corrupção e mau uso das instituições de Estado.

Sermos capazes de entender que, no mundo atual, a ampliação da participação popular no processo deliberativo, através da utilização das redes sociais, de conselhos e das audiências públicas sobre temas importantes, não se choca com os princípios da democracia representativa, que têm que ser preservados.

Compromissos sociais avançados com a Educação, a Saúde, a Reforma Agrária.[

Prevenção frente a vulnerabilidade da juventude, rejeitando a prevalência da ótica da punição.

Lei para o Bolsa Família, transformando-o em programa de Estado

Compromissos socioambientais de desmatamento zero, políticas corretas de Unidades de Conservação, trato adequado da questão energética, com diversificação de fontes e geração distribuída.

Inédita determinação de preparar o país para enfrentar as mudanças climáticas e fazer a transição para uma economia de baixo carbono, assumindo protagonismo global nessa área.

Manutenção das conquistas e compromisso de assegurar os direitos indígenas, de comunidades quilombolas e outras populações tradicionais. Manutenção da prerrogativa do Poder Executivo na demarcação de Terras indígenas

Compromissos com as bases constitucionais da federação, fortalecendo estados e municípios e colocando o desenvolvimento regional como eixo central da discussão do Pacto Federativo.

Finalmente, destaco e apoio o apelo à união do Brasil e à busca de consenso para construir uma sociedade mais justa, democrática, decente e sustentável.

Entendo que os compromissos assumidos por Aécio são a base sobre a qual o pais pode dialogar de maneira saudável sobre seu presente e seu futuro.

É preciso, e faço um apelo enfático nesse sentido, que saiamos do território da política destrutiva para conseguir ver com clareza os temas estratégicos para o desenvolvimento do país e com tranqüilidade para debatê-los tendo como horizonte o bem comum.

Não podemos mais continuar apostando no ódio, na calúnia e na desconstrução de pessoas e propostas apenas pela disputa de poder que dividem o Brasil.

O preço a pagar por isso é muito caro: é a estagnação do Brasil, com a retirada da ética das relações políticas.

É a substituição da diversidade pelo estigma, é a substituição da identidade nacional pela identidade partidária raivosa e vingativa.

É ferir de morte a democracia.

Chegou o momento de interromper esse caminho suicida e apostar, mais uma vez, na alternância de poder sob a batuta da sociedade, dos interesses do pais e do bem comum.

É com esse sentimento que, tendo em vista os compromissos assumidos por Aécio Neves, declaro meu voto e meu apoio neste segundo turno.

Votarei em Aécio e o apoiarei, votando nesses compromissos, dando um crédito de confiança à sinceridade de propósitos do candidato e de seu partido e, principalmente, entregando à sociedade brasileira a tarefa de exigir que sejam cumpridos.

Faço esta declaração como cidadã brasileira independente que continuará livre e coerentemente, suas lutas e batalhas no caminho que escolheu.

Não estou com isso fazendo nenhum acordo ou aliança para governar.

O que me move é minha consciência e assumo a responsabilidade pelas minhas escolhas.

(Fonte: O Estado de S. Paulo)

redes sociais

Meias verdades, mentiras absolutas, perfis falsos, desconhecimento histórico fazem parte arsenal usado nas redes sócias nas eleições de 2014

Por Sandro Vaia

Reaberta a temporada de caça.

Como Marina Silva foi expurgada pelo voto e os pobres não correm mais o risco de ter que entregar a sua comida aos banqueiros, entramos agora numa fase de discussão madura sobre os rumos do País.

Nas redes sociais, tornadas protagonistas da eleição graças aos avanços da tecnologia (o meio é a mensagem, ensinava McLuhan), movem-se em incontroláveis torrentes os partidários dos candidatos que sobraram para disputar a presidência do País em segundo turno.

Isso é que é país moderno, hein?

Agora aproxime-se um pouco mais e comece a ler a pauta da discussão: nós x eles, pobres x ricos, corruptos x mas quem não é? sulistas x nordestinos, gays x homofóbicos, conservacionistas x destruidores do planeta. Onde viemos parar?

Os que passaram anos no palanque cuspindo perdigotos de ódio acusam os adversários de “destilar ódio na campanha”, como se os fatos não fossem facilmente verificáveis numa pesquisa superficial no Youtube ou no Google.

Dizia-se antigamente das pessoas que não acreditavam nas coisas, que elas eram como “São Tomé”, que queria ver para crer. Agora há pessoas não creem nem vendo. Nem os vídeos de um deputado do PT confessando que o dedo partidário nos Correios estava por trás da subida das intenções de voto de sua candidata nas eleições em Minas é suficiente para comprovar o aparelhamento da estatal. Outro vídeo, que mostra um carteiro distribuindo panfletos avulsos da candidata foi retirado do Google por decisão da Justiça Eleitoral, a pedido do PT. Sem falar nos áudios das confissões de Paulinho da Petrobrás e o doleiro Youssef, que confirmaram o que se sabia: a empresa foi aparelhada e saqueada.

Uma enxurrada de meias verdades e de mentiras absolutas foi despejada em páginas militantes nas redes sociais, fazendo comparações absurdas entre números disparatados comparando governos, como se a história andasse em soluços, e nao fosse um processo histórico contínuo onde cada etapa inevitavelmente é decorrência e consequência daquilo que foi feito na anterior.

Perfis falsos foram criados para despejar insultos racistas atribuindo-os a eleitores ou simpatizantes dos partidos adversários. Uma das barbaridades lidas nessas páginas acusava o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de ter se aposentado aos 36 anos, fingindo desconhecer (ou desconhecendo mesmo, o que é pior) que foi em consequência de um ato da ditadura militar que aposentou compulsoriamente dezenas de professores da Universidade de São Paulo justamente para retirá-los da vida acadêmica.

Como a ignorância e a arrogância quase sempre andam juntas, não é por acaso que grupos de pessoas que se julgam detentoras do monopólio do bem, da justiça, do altruísmo e da bondade humana sejam mais perigosas para a convivência humana dos que os que simplesmente sabem que ninguém é infalível- e por isso não querem impor à força sua verdade a ninguém.

* Sandro Vaia é fornalista, foi editor do Jornal da Tarde, diretor de Redação da revista Afinal, da Agência Estado e do jornal “O Estado de S.Paulo”. Escreveu “A Ilha Roubada”, (Barcarolla) sobre a cubana Yoani Sanchez e “Armênio Guedes, Sereno Guerreiro da Liberdade”

Cesar maia

1. Em 2010, Dilma venceu o primeiro turno da eleição presidencial com 43,1%. Em 2014 caiu para 37,7%, ou menos 5,4 pontos.  Serra, em 2010, no primeiro turno, atingiu 30%. Aécio, agora, no primeiro turno, praticamente os mesmos, com 30,3%. Marina, em 2010, chegou a 18% e agora, em 2014, atingiu quase o mesmo, com 19,3%.  Em 2010, os votos brancos e nulos somaram 8,6%. Em 2014 somaram 10,44%. Abstenção em 2010 foi de 18,12% e em 2014 de 19,39%. Portanto, a única mudança foi a votação porcentual de Dilma/PT, que caiu dos tradicionais 43% no primeiro turno para 37,7%.

2. A primeira pesquisa Datafolha em 2010, no segundo turno, em 08/10, deu Dilma 48% e Serra 41% com 11% de brancos+nulos+não sabe. Agora, na mesma data, em 2014, deu Aécio 46% (um crescimento de 5 pontos sobre Serra) e Dilma 44%, uma queda de 4 pontos sobre Dilma-2010.

3. Aécio cresceu 15,7 pontos sobre o primeiro turno. Dilma cresceu 6,3 pontos. Marina + Outros somaram 21,6%. Desses, uns 70% foram para Aécio e uns 30% para Dilma.

4. Em 2010, Lula atingiu o auge da popularidade e a economia cresceu 7,5%.  Agora, em 2014, Lula é apenas um eleitor de referência e a economia está parada.

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Transferências de voto no segundo turno das eleições presidenciais no Brasil!

Metade dos eleitores inscritos não votou em nenhum dos dois no primeiro turno.

1. As pesquisas eleitorais sobre a eleição presidencial no Brasil começaram a ser divulgadas. Mas devem ser tomadas com prudência neste início de segundo turno. Quando se acompanha as curvas nas séries de pesquisas e se observa tendências ascendentes ou declinantes, deve-se imaginar um processo em que os eleitores estão formando sua opinião e convencendo outros. Por isso as curvas.

2. Na abertura do segundo turno, aquele candidato que tem curva ascendente, tende a ter uma taxa de agregação, inicial, maior que seu adversário, pois o entusiasmo dos que votaram nele no primeiro turno atinge os que votaram em outros ou não escolheram candidato no primeiro turno. Mas ainda não se pode tomar esta decisão dos “outros” eleitores como cristalizada. A campanha eleitoral na TV e no boca a boca que provoca é que vai ajustando ou sedimentando esta reação inicial.

3. A campanha de Aécio Neves levou/leva uma vantagem técnica sobre a de seus adversários e vai manter esta vantagem técnica no segundo turno. Explica-se. Usou e usa o instituto de pesquisas GPP, que desenvolveu nos últimos anos uma metodologia de amostragem superior aos demais (este Ex-Blog já comentou sobre a prevalência do fator espacial sobre os demais, etc.). Além disso, diversificando a amostra e usando perguntas sinalizadoras e em seguida cruzando-as com as intenções de voto, consegue-se antecipar tendências eleitorais, subsidiando a comunicação do candidato.

4. Numa política inorgânica como a brasileira, é ingenuidade pensar que o apoio de um ou outro candidato que não passou para o segundo turno, em nível nacional ou regional, transfira automaticamente os votos. Na verdade, o que se pode transferir é o voto potencial no candidato que passou para o segundo turno e que estava contido nos candidatos que não passaram para o segundo turno.

5. Isso se poderia saber ainda no primeiro turno com as perguntas e cruzamentos diversos. Sendo assim, na campanha eleitoral no segundo turno (que começou ontem na TV), com essa informação, a comunicação pode atrair e cristalizar os votos potenciais contidos em outras candidaturas, antes que sejam atraídos pela campanha virtual de seu adversário.

6. Não se trata de perguntar em que proporção a votação de Marina será transferida para os demais usando simplesmente as pesquisas que começam a ser divulgadas e que darão esse destaque. Há que se ir mais longe. A própria pergunta ao eleitor, em quem votou no primeiro turno, mostrará respostas que não são iguais aos votos depositados nas urnas. Mas não se trata de explicar aqui.

7. Há que se saber –desde o fim do primeiro turno- que potencial de re-decisão do eleitor que votou Marina ou não votou, tem para ir para um ou outro lado ou nenhum lado. Portanto, o fundamental é a demanda, ou seja, a lógica do eleitor. As declarações de Marina não serão capazes de fazer trocar de lado as razões do eleitor: não há transferência automática. Da mesma forma em relação aos 35% de eleitores que se abstiveram ou anularam o voto. Pode ter sido uma decisão ativa, ou apenas uma espera para decidir no segundo turno, quando se sentir mais empoderado.

8. Conhecidas as razões potenciais do eleitor –espaciais, valorativas, programáticas, temáticas, emocionais- que combinam com a desse ou daquele candidato/a, a comunicação fala para o eleitor certo e produz imediata sinergia.  Mas se as fotos e declarações bastarem aos candidatos e se deitarem em berço esplêndido, verão com surpresa que o eleitor não foi junto quando o trem passou.

9. Quem tiver essas informações, vence a eleição. Se –se- a equipe de Aécio analisou em profundidade as pesquisas do GPP, no primeiro turno, partirá com vantagem até se tornar favorito. Se…

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agenda 1

Sexta-feira, 10 de outubro

Rodrigo Rollemberg (40)

9h30 – Caminhada no Setor O, em Ceilândia

Ponto de encontro: EQNO 1/3, Via Leste

17h30 – Conversas na Rodoviária do Plano Piloto

Ponto de encontro: Plataforma E

Jofran Frejat (22)

8h às 14h30    Gravação de propaganda eleitoral

15h às 17h   Caminhadas pelo DF

Locais a definir

17h30 às 19h15   Panfletagem Rodoviária do Plano Piloto

19h30   Lançamento do Programa de Educação do Governo Frejat

Local: Grande Loja Maçônica, 909 Norte, próximo ao CEUB

20h30   Reunião com apoiadores

Local: Minas Tênis Clube

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Por Rodrigo Vilela, do Diário do Poder – Pesquisa realizada pelo instituto Veritá e divulgada nesta quinta-feira (9) confirma tendência de alta do senador mineiro Aécio Neves (PSDB) na disputa pela Presidência da República. Nos dados de hoje, o tucano abre nove pontos percentuais de vantagem sobre a candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff.

Na pesquisa estimulada, quando o nome dos candidatos é apresentado ao entrevistado, 54,8% dos eleitores declararam voto em Aécio Neves. Dilma Rousseff teve 45,2% dos votos válidos.

Na pesquisa espontânea, quando nenhum nome é apresentado, Aécio Neves também venceria a petista por 42% a 36,1%. Não sabe/Não respondeu somam 17,4% e brancos/nulos são 4,5%.

O instituto ouviu 5.165 eleitores de todo o país e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01067/2014.

Ex-governador e deputado federal eleito, Rogério Rosso

Ex-governador e deputado federal eleito, Rogério Rosso

O PSD-DF também entrou na fila das adesões a candidatura do tucano Aécio Neves. Em nota oficial divulgada nesta quarta-feira, a direção regional informa que no âmbito do Distrito Federal decidiu apoiar a candidatura do tucano. A nota é assinada pelo presidente do PSD, deputado federal eleito Rogério Rosso.

Nota Oficial PSD/DF

A Direção Regional do PSD/DF, no âmbito do Distrito Federal, decidiu apoiar a candidatura do presidenciável Senador Aécio Neves.

Importante relembrar que o partido, juntamente com sua nominata, empenhou esforços para eleição de Marina Silva no primeiro turno destas eleições de 2014, honrando os compromissos firmados com a coligação PSB-PSD-PDT-SD e REDE.

Neste momento crucial para o futuro da política nacional, a nação brasileira espera que os próximos anos sejam mais prósperos, o que permitirá a cada cidadão, ter ainda mais orgulho de seu País e esperança de um profícuo desenvolvimento econômico e social.

Rogério Rosso

Diretório Regional

PSD-DF

agenda 1

Quinta-feira, 9 de outubro

Rodrigo Rollemberg (40)

7h – Gravação de programas de TV

10h – Reunião com dirigentes sindicais das Confederações de Trabalhadores e das Centrais Sindicais

Local: 707/907 Sul, via W4 Sul, na Contec

21h30 – Debate entre os candidatos ao GDF na TV Band

Jofran Frejat (22)

8h às 12h   Gravação da propaganda eleitoral

13h às 19h   Reunião de coordenação

20h   Debate TV Bandeirantes

Em levantamento exclusivo para ÉPOCA, o instituto Paraná Pesquisas ouviu 2.080 eleitores em 152 municípios

Por Alberto Bombig – Aécio Neves (PSDB) largou na frente da presidente Dilma Rousseff (PT) neste início da campanha de segundo turno nas eleições presidenciais deste ano. É o que mostra uma pesquisa feita com exclusividade para ÉPOCA, pelo instituto Paraná Pesquisas. Se a eleição fosse hoje, Aécio teria 49% das intenções de voto contra 41% de Dilma. Não sabe ou não responderam somam 10%. Em votos válidos, Aécio tem 54%, e Dilma, 46%. Na pesquisa espontânea, em que não são apresentados os candidatos, Aécio tem 45%, e Dilma, 39%.

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O instituto Paraná Pesquisas entrevistou, entre a segunda-feira (6) e esta quarta-feira (8), 2.080 eleitores. Foram feitas entrevistas pessoais com eleitores maiores de 16 anos em 19 Estados e 152 municípios. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral, sob o número BR 01065/2014. O nível de confiança da pesquisa é de 95%, com uma margem de erro de 2,2% para mais ou para menos. Isso significa que a probabilidade de a realidade corresponder ao resultado dentro da margem de erro é de 95%. Se a eleição fosse hoje, a votação de Aécio variaria, portanto, de 52% a 56%; e a de Dilma, de 44% a 48% dos votos válidos.

“Podemos afirmar que Aécio Neves inicia o segundo turno com uma boa vantagem, porque herdou mais votos de Marina Silva (a terceira colocada). Vamos ver como o eleitor se comportará após o início do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão”, afirma o economista Murilo Hidalgo, presidente do Paraná Pesquisas.

A pesquisa também avaliou a rejeição dos candidatos. Dilma Rousseff é rejeitada por 41%. Outros 32% afirmaram que não votariam em Aécio “de jeito nenhum”. Apenas 16% disseram que não rejeitam nenhum dos candidatos, e 8% não souberam ou não quiseram responder. De acordo com Hidalgo, a rejeição é sempre um fator fundamental em eleições de segundo turno.

No quesito escolaridade, Dilma é a preferida dos eleitores que apenas o ensino fundamental. Ela tem 46% das intenções, ante 45% de Aécio. Entre os eleitores com ensino superior completo, Aécio lidera com 55% das intenções, e Dilma apresenta 34%. Aécio também está na frente no eleitorado feminino, com 50% das intenções de voto, ante 40% de Dilma. Entre os homens, Aécio tem 47% das preferências, para 43% de Dilma.

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Antonio Anastasia, senador eleito com 56,73% dos votos, e governador Alberto Pinto Coelho lideram grupo de trabalho da campanha de Aécio em Minas

Lideranças políticas de diversos partidos, representantes de várias regiões de Minas, arregaçaram as mangas para eleger Aécio presidente da República no segundo turno. Deputados federais e estaduais eleitos, suplentes e dirigentes de partidos já estão se reunindo e se mobilizando para reforçar a campanha de Aécio em todo o Estado. Coordenados pelo senador eleito Antonio Anastasia e pelo governador de Minas, Alberto Pinto Coelho, eles se encontraram, nesta terça-feira (07/10), para traçar as estratégias. A ordem é não perder nenhum minuto.

Segundo Antonio Anastasia, senador eleito com 57% da preferência dos mineiros (5.102.987 de votos), a eleição de Aécio Neves em Minas é fundamental para garantir ao Estado os investimentos que ao longo dos últimos anos o governo federal do PT não conseguiu realizar.

“Estamos reunidos e conversando com nossas lideranças políticas de todas as regiões de Minas Gerais, mobilizando as pessoas. Aécio é fundamental para Minas, tem alma mineira, conhece o Estado nos seus detalhes e irá resolver os grandes gargalos que hoje são de responsabilidade do governo federal e que o governo do PT, lamentavelmente, não conseguiu resolver em 12 anos. Com Aécio esses grandes gargalos serão superados”, afirmou referindo-se especialmente ao metrô de Belo Horizonte, a duplicação da BR-381 e ao Anel Rodoviário, que não saiu do papel no governo petista.

Para o governador Alberto Pinto Coelho chegou a hora de Minas Gerais inteira se unir para dar uma expressiva vitória a Aécio Neves.

“O momento é singular para a história de Minas e as lideranças estão todas empenhadas para a construção dessa nova realidade. Este é o momento de buscarmos a atenção de todos os mineiros e mineiras para esse momento relevante. Tivemos há 60 anos a oportunidade última de ter um mineiro à frente da Presidência da República que foi o presidente Juscelino Kubitscheck. Agora, passados 60 anos, temos na figura de Aécio Neves alguém que encarna a capacidade de diálogo e de conciliação de Tancredo Neves, com a visão desenvolvimentista de JK”, destacou.

Mais apoios

O deputado estadual eleito Leonardo Portela (PR), que apoiou a candidata Marina Silva (PSB) no primeiro turno já declarou seu voto a Aécio Neves. Leo Portela participou da reunião que reuniu dezenas de lideranças de toda a Região Metropolitana de Belo Horizonte e afirmou que o nome do senador é o que encarna um sentimento espalhado por todo o país.

“Aécio representa o desejo de mudança de todos os mineiros, representa uma política séria, uma política voltada para bons resultados, para o social. Vamos com Aécio porque o conhecemos e temos dentro de nós o desejo de mudança que ecoa nas montanhas de Minas”, afirmou Portela.

O vice-prefeito de Belo Horizonte, Délio Malheiros (PV), lembrou a expressiva votação que Aécio teve no primeiro turno na capital mineira com mais de 53% dos votos e disse que é esta é a hora de cada liderança trabalhar muito para irradiar esse sentimento de mudança também para o interior do Estado. Ele afirmou ainda que vai trabalhar para que o PV nacional, que teve candidato próprio à Presidência no primeiro turno, caminhe agora com Aécio.

“A história nos mostra que é de Belo Horizonte que irradiam os votos para Minas. Neste momento, temos que unir forças com todos aqueles que querem o bem para o Brasil, um país civilizado, economicamente ativo, com as riquezas divididas. O PV tem ideias muito semelhantes àquelas que o Aécio prega, tem uma afinidade muito grande. Nós todos, no Brasil inteiro, estamos reunindo forças para que o PV esteja com o Aécio. Tenho certeza que esse será o caminho natural”, defendeu.