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Posts Tagged ‘Eleições 2010’

Debate entre Agnelo e Magela será no Hotel Nacional

March 10th, 2010

 

Está definido o local do debate entre Agnelo Queiroz e Geraldo Magela pelas prévias eleitorais do Partido dos Trabalhadores do Distrito Federal. O encontro vai ocorrer no Hotel Nacional, em um auditório com capacidade para mais de 600 pessoas. O local foi aprovado em reunião da Executiva do partido, na noite de segunda. O debate está marcado para segunda-feira (15), a partir das 19h. Os concorrentes disputam a vaga de pré-candidato do PT ao governo do DF.

 

As regras do debate serão definidas por uma comissão formada por membros da Executiva e das duas candidaturas. Esse será o único debate oficial, conforme decisão dos dirigentes petistas de tentar fazer uma prévia rápida e que fortaleça a unidade do partido. As prévias ocorrerão no dia 21 de março, das 9h às 17h, em diversos pontos do DF. Os locais de votação serão divulgados ainda nesta semana.

 

Durante a reunião da Executiva na noite de segunda-feira, os integrantes do partido também decidiram, por unanimidade, que as últimas inserções do PT-DF na televisão antes da campanha eleitoral serão dedicadas integralmente ao candidato que vencer as prévias. O escolhido aparecerá em 40 inserções.

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Magela quer debates em todas as cidades

March 2nd, 2010

 

O deputado Geraldo Magela (PT-DF) registrou, nesta segunda-feira (01/03), sua inscrição às prévias que indicarão o candidato ao partido ao Governo Distrito Federal. Ao entregar ao presidente regional do PT, Roberto Policarpo, documento com o apoio de 3.101 filiados – eram necessárias apenas 1.800 adesões, de acordo com o estatuto – Magela anunciou que pretende tentar reverter a decisão da direção partidária, que marcou apenas um debate, no próximo dia 15, entre ele e o ex-ministro dos Esportes Agnelo Queiroz, que também postula a mesma indicação.

 

Segundo o deputado, o ideal seria que fossem realizados debates em todas as cidades do Distrito Federal, para que a militância e os simpatizantes do PT pudessem conhecer melhor o que os dois candidatos pretendem fazer, caso cheguem ao Palácio do Buriti. “Este é um anseio manifestado por muitas zonais do partido e até mesmo pelos núcleos de base, que podem fazer esta convocação”, argumentou. “A troca de idéias entre os postulantes é o melhor caminho para que a nossa base possa escolher quem de fato tem melhores condições de vencer uma eleição que, repito, não está ganha como pensam alguns, e assim varrer de vez a corrupção que tomou conta do Distrito Federal”.

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Procuram-se candidatos

January 25th, 2010

 

Faltam candidatos ao Governo do Distrito Federal (GDF). Depois da saída do governador José Roberto Arruda (sem partido) do Democratas, o que o impede de disutar à reeleição, acreditava-se que o número de postulantes ao cargo aumentaria. Mas, ao que parece, o movimento tem sentido contrário. Nos últimos dias, muito se comenta na desistência de alguns governadoráveis. O vice-governador Paulo Octávio (DEM), candidato natural do governo deu sinais de que não iria para a disputa. Depois explicou melhor, afirmando que, por ser presidente do partido no DF, não poderia lançar o seu próprio nome. Fica o suspense se será ou não candidato. As últimas pesquisas eleitorais não o estimulam e outros nomes da legenda se assanham com a possibilidade de encabeçar uma chapa ao Executivo. Alguns desses nomes estariam no “programa de proteção de Durval”.

 

Dentres os oposicionistas, notas em jornais e conversas com políticos dão conta da desistência de outros postulantes. Agnelo Queiroz (PT) e Joaquim Roriz (PSC) seriam os principais alvos das especulações. O Partido dos Trabalhadores teme uma repercussão negativa de suspostas fitas em que apareceriam Agnelo no gabinete do ex-secretário de Relações Institucionais do GDF, Durval Barbosa, delator da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. Temem não só a imagem, mas também o conteúdo das conversas. Agnelo teria ido no gabinete de Durval para assistir algumas da fitas que mais tarde se tornariam públicas. A pergunta é: porque o petista não denunciou logo depois que saiu da sala do delator? Qual foi o diálogo? Foi feito algum acordo? Esse é o tipo de acordo que não pode ficar na sombra.

 

No caso do ex-governador Joaquim Roriz, o que pode pegar é o fato de que os contratos de informática da Codeplan sob investigação foram celebrados durante à sua administração. Muitos estranham que não apareçam fitas com autoridades do Governo Roriz. Como a Caixa de Pandora ainda não está fechada, muita coisa pode surgir pela frente. Existem ainda outras investigações em curso.

 

O petista Geraldo Magela é um dos que apostam muito na desgraça de Agnelo e de Roriz. Magela voltou a articular a sua candidatura ao GDF, tem apoio de parcela do PT, mas possui grande restrição entre os caciques e parlamentares do partido. Se Agnelo ficar pelo caminho, será o nome natural.

 

Quem também acredita que chegou a hora de renovação é o deputado distrital Antonio José Reguffe (PDT). Oposicionista e com um discurso de ética e de moralidade, Reguffe tem grande futuro político, mas esbarra na má vontade de líderes da sua legenda. Alguns preferem ficar atrelados como satélites a uma candidatura do PT.

 

Outro que recebeu a piscada da mosca azul é o deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB). Ele conversa nos bastidores na formação de uma chapa de terceira via, assim como Reguffe. Rollemberg já tentou o GDF uma vez, em 2002, e não conseguiu surpreender. O quadro político era outro. Talvez hoje tivesse melhor sorte.

 

O que mais intriga é o silêncio de um “monstro” partidário como o PMDB, que tem grande potencial eleitoral, bom número de parlamentares e estuda nos bastidores nomes para concorrer ao GDF. Também é cobiçado tanto por governistas, quanto por oposicionistas para compor uma chapa majoritária. O jogo está zerado, quem se habilita?

Política

Bandeirantes e Vox Populi registram pesquisa

January 20th, 2010

 

A Rádio e Televisão Bandeirantes e o Instituto Vox Populi solicitaram nesta terça-feira (19) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o registro da primeira pesquisa de opinião pública sobre as eleições para presidente da República, que ocorrerá no dia 3 de outubro de 2010. A pesquisa pede que o entrevistado responda de forma espontânea em quem votaria para presidente da República se a eleição fosse hoje.

 

Oferece ainda dois blocos de supostos candidatos a presidente da República e pede que o entrevistado aponte, em cada um, em quem votaria. Segundo os dados fornecidos, a pesquisa foi realizada de 14 a 17 de janeiro e abrangeu duas mil pessoas nas cinco regiões do País.

 

Em outra lista de supostos candidatos a presidente, a pesquisa solicita ao eleitor que informe em quem não votaria. No caso de eventual segundo turno na eleição presidencial, a avaliação traz uma lista de supostos candidatos e pergunta qual seria o escolhido do eleitor.

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Paulo Octávio desiste de concorrer ao GDF

January 18th, 2010

 

O vice-governador Paulo Octávio (DEM) não vai disputar o cargo de governador em 2010, porém, continua a vida política, segundo informações de sua assessoria. Ele estava sendo apontado como provável sucessor do atual governador José Roberto Arruda, mas resolveu retirar o nome da disputa ao governo do DF. Ele não descarta, no entanto, a possibilidade de disputar outros cargos públicos.

 

Entre os motivos para não disputar o governo do DF em 2010 estão questões de foro íntimo e também as denúncias da Operação Caixa de Pandora, que investigou um esquema de distribuição de recursos ilegais do governo distrital à base aliada. De acordo com as investigações, os recursos viriam de empresas que prestam serviço ao governo do Distrito Federal. O nome de Paulo Octávio é citado nas investigações, assim como do governador do DF.

 

Segundo a assessoria o vice-governador, que estava de férias com a família, retorna hoje a Brasília.

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O surgimento da terceira via

January 18th, 2010

 

Depois do furacão provocado pela operação Caixa de Pandora, o quadro sucessório do governador José Roberto Arruda (sem partido) começa a se desenhar. Novos e velhos candidatos surgem como alternativas para as eleições de outubro deste ano. Sem poder ser candidato à reeleição, Arruda deve concentrar sua atenção na administração. Ele traçou como meta terminar seu governo como o melhor já feito no Distrito Federal. Quer colocar positivamente seu nome na história da cidade, contrabalançando com o suposto envolvimento na investigação feita pela Polícia Federal.

 

Quem mais lucrou até agora, segundo pesquisas de opinião pública, foi o ex-governador Joaquim Roriz (PSC). Ele aparece bem colocado em todos os levantamentos e, hoje, é favorito. O quadro pode mudar por dois fatores: o índice de rejeição do ex-governador e caso a Caixa de Pandora respingue em sua gestão, já que muitas gravações foram feitas quando Durval Barbosa era presidente da Codeplan na administração de Roriz.

 

Cristovam Buarque (PDT) até que ciscou, tentando voltar ao GDF, mas seu nome não ganhou a repercussão esperada. Não deve embarcar nessa aventura com medo de correr o risco de ser derrotado novamente por Roriz e, ainda, ficar sem mandato. Seu destino será mesmo o Senado, onde aparece como favorito nas pesquisas para uma das duas vagas.

 

O PT parece que decidiu ir com o ex-ministro dos Esportes, Agnelo Queiroz. Dos citados até aqui, todos já disputaram eleições majoritárias. Agnelo, por exemplo, travou em 2006 um grande embate com Roriz por uma vaga ao Senado. Saiu derrotado, mas deu um calor no ex-governador. O petista terá a missão de reconstruir o PT na capital federal, já que a sigla vem amargando seguidas derrotas nos últimos pleitos. Na ultima eleição ficou na vexatória terceira posição, a pior já alcançada pela legenda do presidente Lula.

 

A eleição deste ano propicia o surgimento de uma terceira via. E o nome mais bem colocado é o do deputado distrital José Antonio Reguffe (PDT), que faz oposição do GDF. Mesmo sem colocar o bloco na rua, com pouco espaço na mídia e o anúncio oficial de seu partido, Reguffe consegue abocanhar cerca de 8% do eleitorado e possui o menor índice de rejeição. Conseguindo chegar a um segundo turno, suas chances aumentariam muito com um leque maior de apoio e um tempo de TV dividido igualmente.

 

É um político polêmico pelas posições éticas que defende, desagradando dez entre dez políticos brasilienses. Esse é um problema que vai enfrentar. Sem apoio político não existe candidatura. Mas possui o respaldo da população. De tempos em tempos, estados brasileiros conseguem romper o continuísmo e promovem uma grande revolução política. No DF isso até hoje não aconteceu efetivamente.

 

O grande desafio de Reguffe no momento está dentro de casa. Ele tem de convencer seu partido a fazê-lo candidato. No pedetismo, muitos preferem flertar com o PT, tanto a nível local como regional.

 

O presidente da legenda, Carlos Lupi, faz a opção, hoje, de manter o seu cargo de ministro do Trabalho. Teme uma derrota fragorosa na tentativa de se reeleger deputado federal pelo Rio de Janeiro. Para manter o poder, pode arrastar a sigla a desistir de candidaturas próprias regionais para apoiar a ministra Dilma Rousseff à Presidência da República.

 

Enquanto o partido não lhe dá sinal verde, Reguffe vem sendo uma voz quase solitária na defesa das investigações da Caixa de Pandora. As exceções são alguns distritais do PT (o partido possui quatro) que, vez ou outra, colocam a cara de fora para fazer críticas, mas depois a recolhem estrategicamente. Para não ficar ainda mais feio, o braço do petismo formado por sindicalistas e estudantes faz o papel da oposição, com manifestações e ocupações. Outros nomes também podem surgir em partidos como o PSB.

Política

PMDB estuda disputar o GDF

January 16th, 2010

Partido pretende lançar um nome para concorrer a sucessão do governador José Roberto Arruda e abrir mais um palanque para a presidenciável Dilma Rousseff

 

O diretório regional do PMDB no Distrito Federal está em processo final de discussão de um nome próprio para a disputar à sucessão do governador José Roberto Arruda (sem partido) nas eleições de outubro deste ano. As conversas estão sendo conduzidas pelo presidente local da sigla, deputado federal Tadeu Filippelli. Vários nomes dentro da legenda já despontam como governadoráveis, mas Filippelli não quis adiantar quem são para não criar precipitação ou especulação.

A ideia do PMDB é chegar forte na campanha com um discurso afinado com o Palácio do Planalto. O partido tem garantido a vaga de vice-presidente da chapa encabeçada pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), candidato a Presidênia da República. Peemedebistas brasilienses não acreditam numa coligação com o PT no plano local. O projeto é bem mais amplo. Querem juntar num mesmo palanque partidos que hoje apoiam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e também o governador José Roberto Arruda.

Esses partidos estariam sem perspectivas de candidato após a saída de Arruda do DEM, que o impediu de postular à reeleição. Também não possuem afinidades com o programa de poder do Partidos dos Trabalhadores. Entre os partidos estão, por exemplo, PP, PR e PPB, além de outros como o PSB, além de parte do próprio Democratas. Muitas dessas siglas estão isoladas no Distrito Federal. Não pretende pretendem aderir nem na candidatura petista de Agnelo Queiroz, nem a do ex-governador Joaquim Roriz (PSC). Se sentem alijadas por ambos os lados.

Filippelli abriria, assim, uma grande frente com uma candidatura alternativa que serviria de mais um palanque para a ministra Dilma Rousseff. A proposta é vista com bons olhos pela cúpula nacional do PMDB. Além disso, estudo feito pelo partido mostra que o quadro para 2010 está indefinido e que todos hoje possuem grandes chances de vitória. A candidatura alternativa surge para buscar um espaço entre aqueles que sonham em governar o Distrito Federal.

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Sem Arruda, Roriz ganha no DF

December 22nd, 2009

 Da Folha de S. Paulo

Na primeira pesquisa Datafolha depois do escândalo do mensalão que atingiu o governo de José Roberto Arruda (sem partido), o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) venceria a disputa ao governo do Distrito Federal no primeiro turno, se a eleição fosse hoje. Em todos os seis cenários testados pelo levantamento, realizado entre os dias 14 e 18 deste mês, Roriz é o preferido de 44% a 48% dos eleitores. Para vencer no primeiro turno é necessário obter mais de 50% dos votos válidos -aqueles dados aos candidatos, excluindo brancos e nulos.

 

Arruda e vários aliados foram flagrados em vídeos recebendo maços de dinheiro -alguns escondendo as notas nas cuecas e nas meias. O caso veio à tona no final de novembro, e Arruda foi forçado a se desfiliar do DEM. Sem partido, está legalmente impedido de disputar a reeleição e enfrenta vários pedidos de impeachment na Câmara Distrital. Em março, antes do mensalão, Arruda pontuava no Datafolha 40% ou 41%, conforme o cenário. Agora, o instituto testou seu nome para aferir a reação do eleitor de Brasília ao escândalo. Arruda teria 8% ou 11%, em dois cenários.

 

O Datafolha entrevistou 510 eleitores no Distrito Federal. A margem de erro é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos. A saída de Arruda do páreo abriu um vácuo na sucessão ao governo de Brasília no campo contrário a Roriz. Nenhum político conseguiu herdar os pontos que o atual governador tinha em pesquisas passadas. Apesar de as investigações da Polícia Federal atingirem o governo Roriz, o ex-governador, aparentemente, não foi afetado perante o eleitorado.

 

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que governou Brasília uma vez (1995-1998), apareceu com apenas 17% em um dos cenários, mas é quem tem o melhor desempenho entre os adversários de Roriz. No cenário com o pedetista, Roriz tem 44%; contra 17% de Cristovam; 9% do ex-ministro Agnelo Queiroz, que recentemente trocou o PC do B pelo PT; 5% do vice-governador, Paulo Octávio (DEM); e 4% do senador Gim Argello (PTB). Poupado pela cúpula do DEM, Paulo Octávio aparece citado em várias passagens das investigações do mensalão do DF. Em depoimento recente dado em São Paulo, o ex-secretário Durval Barbosa, responsável pelos vídeos e por informações do inquérito, disse que entregou ao vice-governador R$ 200 mil há um ano e meio.

 

Em um cenário sem Cristovam, que pode optar pela reeleição ao Senado, Roriz tem 46% contra 11% de Agnelo Queiroz. Paulo Octávio tem 7%; o deputado distrital José Antonio Reguffe (PDT), 6%; e o senador Gim Argello (PTB), 5%. Roriz tem 17 pontos a mais que o total dos rivais. Roriz tem 73 anos. Já governou Brasília quatro vezes (1988-1990; 1991-1994; 1999-2002; 2003-2006). Em 2007, assumiu uma vaga no Senado. Renunciou no mesmo ano para não ser cassado, acusado de receber propina de empresários. “O quadro sucessório nos Estados ainda pode ser bem alterado após o início da campanha, que é quando as pessoas se informam”, diz Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha.

 

Na pesquisa espontânea (sem lista de candidatos), Roriz também é líder, com 23% de menções. Arruda, apesar da crise, tem 5%, seguido por Agnelo (2%). Paulo Octávio e Gim Argello têm 1% cada. As citações a Cristovam não atingem 1%. O Datafolha perguntou aos eleitores se sabiam das eleições. Em Brasília, só 46% souberam dizer que haverá disputa pelo governo. O número de eleitores que dizem não saber ainda em quem votar -ou que votarão nulo, branco ou nenhum- chega a 28%.

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Eleição zera para 2010

December 14th, 2009

 Artigo Jornal da Comunidade

Com a saída do governador José Roberto Arruda (sem partido) da disputa pelo governo do Distrito Federal em 2010, a eleição zera e será preciso analisar com bastante calma a tendência do eleitor. Favorito à re-eleição, segundo as mais recentes pesquisas, Arruda desfiliou-se do Democratas e anuncia que pretende cuidar apenas da governabilidade. No seu íntimo, pretende fazer o melhor governo que Brasília já teve em sua história. Se não fosse a trama política em que se envolveu, ele já estava seguindo este caminho.

 

Como pretende se distanciar da política e se concentrar na administração pública, Arruda terá grandes chances de reverter o revés. Também ganhou a oportunidade de se livrar de oportunistas, corruptos e traiçoeiros que infestaram o seu governo. Alguns herdados de outros governos. O governador deve, ainda, agradecer a saída de alguns partidos da base aliada e se cercar com pessoas de confiança.

 

As obras de infraestrutura, os programas sociais devem continuar e os investimento na cidade devem continuar. No funcionalismo público é imprescindível uma maior valorização da categoria, que muito vai contribuir para uma administração sem a contaminação política. Uma das medidas urgentes é o cumprimento dos concursos públicos chamando os aprovados para as vagas de comissionados, muitos deles indicados por políticos que já foram embora. Alguns dos comissionados foram herdados do governo passado e torcem pela derrocada de Arruda.

 

Vencendo a batalha na Câmara Legislativa onde existem três pedidos de impeachment e fazendo a administração que sonha, Arruda pode se tornar até o grande cabo eleitoral em 2010. Isso, se for do seu interesse, já que pelo pronunciamento de quinta-feira (10), não quer envolvimento no pleito.

Sobram então a disputa para o Partido dos Trabalhadores, com Agnelo Queiroz, e o ex-governador Joaquim Roriz (PSC). Volta a dicotomia azuis versus vermelhos. Temos ainda o vice-governador Paulo Octávio (DEM), que deve surgir com muita força. O deputado distrital José Antonio Reguffe (PDT) pretende entrar com a terceira via e reforçar o seu já conhecido discurso da ética e da moralidade. Toninho do PSOL deve ser novamente figurante com o verborrágico anti-imperialismo e anticapitalismo dos neoliberais.

 

Mais muita água ainda pode passar por debaixo dessa ponte. A CPI da Corrupção a funcionar na Câmara Legislativa investigará casos desde 1991 e podem tanto manchar a campanha do PT como a de Roriz. A Operação Caixa de Pandora também investiga a origem de grandes somas de dinheiro no governo anterior.

 

As próximas pesquisas eleitorais irão clarear o caminho de cada um dos governadoráveis. As próximas operações policiais irão colocar um tempero no desempenho de cada um. As decisões da CPI da Corrupção irão sepultar ou cacifar alguns dos postulantes à vaga aberta pelo governador. Arruda vai ficar assistindo a tudo de camarote. Vai apenas observar a carnificina em que se transformará a política brasiliense nos próximos meses. Dará graças a Deus por não participar de uma guerra suja, e também por se livrar de uma turma da pesada que vinha operando dentro do GDF de maneira escancarada. Depois da assepsia vai começar pra valer o governo Arruda.

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Roriz é presidente de honra nacional do PSC

November 25th, 2009

 

O ex-governador Joaquim Roriz teve uma surpresa ontem à noite no jantar de confraternização da direção nacional do PSC (Partido Social Cristão) com a bancada federal e os presidentes estaduais do partido: ele foi aclamado, por unanimidade, o novo presidente de honra nacional do partido.

 

“É uma manifestação que me enche de orgulho e aumenta a minha responsabilidade diante do partido”, agradeceu Roriz, à executiva nacional do PSC, ao senador Mão Santa (PI), aos 17 deputados federais e aos 27 presidentes estaduais. Em um breve discurso, Roriz lembrou sua trajetória política, de vereador a governador do Distrito Federal por quatro vezes.

 

“Indico o nome de nossa maior liderança para a presidência de honra do PSC”, anunciou o presidente nacional do partido, Pastor Everaldo, antes de colocar o nome do ex-governador do Distrito Federal em apreciação. Por unanimidade, todos os presentes elegeram Roriz o novo presidente de honra do PSC nacional.

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Workshop rorizista

November 25th, 2009

 

PT do B, PSC, PMN, PSDC e PRTB promovem o primeiro workshop dos partidos apoiadores da pré-candidatura do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) ao governo do Distrital Federal. O evento teá como palestrantes o contador eleitoral Wendell Oliveira, que tratará da Contabilidade Eleitoral, Prestações de Contas e Mudanças Eleitorais; do professor e political coach Bruno Guimarães, que fará palestra sobre Os Segredos da Oratória; e o ator, diretor e professor Túlio Guimarães, com a palestra Linguagem Corporal e Repertório Gestual.

 

O evento tem como objetivo esclarecer os pré-candidatos sobre dúvidas quanto a legislação eleitoral, contabilidade eleitoral, oratória e linguagem gestual. A abertura será feita pelos deputados distritais Junior Brunelli (PSC) e Jaqueline Roriz (PMN), o federal Laerte Bessa (PSC), o suplente de deputado federal e pré-candidato pelo PT do B a vice-governador Pastor Egmar e pelos presidentes de partidos promotores do evento. O presidente do PT do B, Marcus Britto (o Paco), acredita que este será o primeiro de muitos outros que irão acontecer até as eleições do próximo ano.

 

Dia: 28 de novembro de 2009

 

Inicio : 8h30m, Termino 16h

 

Local: Casa da Benção, Taguatinga CSF, área especial, 4/5 setor F.

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Cachorro caído de mudança em dia de chuva

November 24th, 2009

 

A comparação é desproporcional, mas faz lembrança. A atitude do deputado distrital José Antônio Reguffe (PDT) de devolver ao partido a sua candidatura ao Governo do Distrito Federal, durante discurso no plenário da Câmara Legislativa, lembra em parte o ato desastrado do ex-presidente da República Jânio Quadros, que renunciou ao Palácio do Planalto esperando ser reconduzido no braço do povo. Jânio desestabilizou o regime democrático e deu a oportunidade para os militares tomarem conta do governo.

 

Por enquanto o ex-pré-candidato do PDT, Reguffe não vai desestabilizar nada. No máximo, causou certo constrangimento ao seu partido. O que o deputado distrital esperava era que a legenda – com a faca no pescoço -, viesse a público e formalizasse, novamente, que Reguffe é mesmo o nome da sigla para as eleições de 2010. Reguffe quer ser candidato. Ainda não moveu uma palha para fazer campanha e já aparece com nada despreziveis 6%.

 

O problema é que o hoje ex-pré-candidato não combinou o ato com as principais lideranças do PDT, que ficaram sabendo do discurso de renúncia pela imprensa, trazendo um mal estar interno nas hostes pedetistas. Faltou tato político e sobrou ansiedade. Até o fechamento deste artigo, nenhum líder pedetista saiu em defesa de Reguffe.

 

Os motivos que levaram Reguffe a renunciar à sua pré-candidatura expuseram as negociações do PDT, e que podem até ser legítimas, mas possuem desvio de conduta. A situação é a seguinte: o diretório regional do PDT aprovou em junho a indicação de Reguffe e de Cristovam como pré-candidatos ao GDF e ao Senado, respectivamente. Apesar da iniciativa de lançar um concorrente para a reeleição do governador José Roberto Arruda (DEM), o partido manteve os cargos no governo. Ao mesmo tempo em que apoia o governo Arruda, flerta com uma coligação política com o PT visando às eleições.

 

Onde estiver, Leonel Brizola deve estar reprovando o rumo que o partido tomou. Também, acho, que muitos dos atuais pedetistas não estão muito preocupados com isso. O PDT abandonou sua essência há muito tempo, e hoje é mais um partido na disputa tresloucada de poder que tomou conta do país desde a chegada do PT à Presidência da República.

 

A aposta de Reguffe é que o partido volte atrás e mantenha a sua candidatura. Isso seria o mais coerente para ambos os lados, mesmo que daqui a sete meses, quando junho chegar e acontecem as convenções para definir candidaturas e coligações, o PDT traia novamente seu candidato, se aboletando no colo de outra chapa.

 

A saída de Reguffe da disputa é comemorada por petistas e arrudistas, e lamentada por rorizistas. O parlamentar é muito forte nas classes média e alta, onde predominam eleitores de Arruda e do Partido dos Trabalhadores. O discurso do novo e do ético é elogiado por grande parte da população e rivaliza com o da legalidade do atual governador. Nas camadas mais pobres da população, onde o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) possui maior densidade, o discurso de Reguffe soa meio incompreensível.

 

Reguffe costuma falar em seus discursos que está decepcionado com o modo de fazer política e que já pensou em abandonar a carreira pública. O que Reguffe ainda não entendeu, quando fez os discursos entregando a sua candidatura, é que o PDT e Cristovam passam pelo dilema da sobrevivência. Estão entre o medo de ficar com Arruda e perder os votos da esquerda ou seguir com o PT e ser traído e abandonado no meio do caminho. Se seguir carreira solo, teme minguar nos votos e ficar sem participação (leia-se cargos) num futuro governo, seja vermelho, verde ou azul. Azul, sim, já que Cristovam chegou a conversar até com Roriz.

 

O deputado Reguffe é hoje o melhor nome do partido. É um fenômeno eleitoral e possui um longo futuro político com seus 37 anos de idade. É um excelente nome ao Senado, mas deu azar de ter Cristovam Buarque como companheiro de legenda. Deu sorte também, pois poderá ser o seu herdeiro na política. Se o partido mantiver a sua candidatura, Reguffe terá dificuldade de vencer uma disputa que será muita acirrada e com um jogo pesado e sujo, mas que vai dar um trabalho, isso vai. Se não der em 2010, o deputado pode apostar em 2014, quando não terá Roriz nem Arruda na disputa. Enquanto isso não se decide, o PDT caminha pela política como um cachorro caído de mudança em dia de chuva.

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Paulo Octávio em 2014

November 20th, 2009

 

O governador Arruda (DEM), e seu vice, Paulo Octávio (DEM), vão repetir a aliança nas eleições de 2010. Uma nota divulgada pela presidência nacional do partido diz que PO descartou a possibilidade de concorrer ao Senado e que só encabeçará a chapa à reeleição se Arruda vier a “assumir novos desafios eleitorais”.

 

De acordo com a nota, assinada pelo deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente nacional da legenda, o vice-governador transferiu para 2014 sua “disposição” de tentar o governo do DF. A decisão do vice de adiar suas pretensões eleitorais e evitar uma batalha interna com o colega de partido foi saudada por Rodrigo Maia. “Agradeço ao vice-governador pela sua dedicação e sua generosidade no exercício da vida pública”, disse o presidente nacional do DEM.

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Roriz no horário político do PSC

November 19th, 2009

 

O ex-governador Joaquim Roriz é uma das estrelas na noite de hoje do programa partidário do Partido Social Cristão (PSC), em cadeia nacional de rádio e TV. A propaganda, com duração de dez minutos, será transmitida às 20h no rádio e às 20h30 na televisão.

 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já autorizou a veiculação da propaganda partidária de outros seis partidos até o final deste ano. Na próxima quinta-feira (26), quem exibe seu programa é o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), com duração, também, de dez minutos.

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Caravana rorizista vai ao Paranoá

November 19th, 2009

 

A caravana de filiações do PSC, com a presença do pré-candidato ao GDF, Joaquim Roriz (PSC), terá sua quinta edição no Paranoá, no próximo sábado, na quadra 10, conjunto 4, em frente à Praça Central, a partir das 16 horas,

 

Segundo Valério Neves, presidente do PSC, desde a filiação de Roriz o partido já recebeu mais de dez mil novas filiações e que espera em breve se tornar o maior partido do DF. Ele acredita que no Paranoá sera batido o recorde de 1500 de adesões conquistado em Santa Maria.

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Boi de piranha três estrelas

November 16th, 2009

 

agneloTodos já ouvimos falar que alguém é o “boi de piranha” em uma situação adversa. Aquele que se submete ou é submetido a um sacrifício para livrar outra pessoa ou um grupo de uma situação arriscada. A expressão surgiu da necessidade de atravessar o gado em rio com piranhas no pantanal mato-grossense. O boiadeiro deveria escolher um animal velho ou doente e colocá-lo na água em local acima ou abaixo do ponto de travessia. Enquanto as piranhas devoram o boi escolhido, os demais passam pelo rio e seguem a caminhada sem dificuldade.

 

O PT do DF vem numa descendente desde que perdeu nos acréscimos do segundo tempo a eleição de 2002, quando o deputado federal Geraldo Magela assustou o então candidato à reeleição Joaquim Roriz, tido como favorito absoluto pelas pesquisas para ganhar no primeiro turno. Mas não foi o que aconteceu. Roriz conseguiu apenas 25,5 mil votos à frente de Magela, ficando 42,9% a 40,8%. O segundo turno foi mais tenso ainda e a diferença que já era ínfima, caiu para 15,5 mil votos. O gosto de vitória ficou na boca e na burocracia da Justiça eleitoral por três anos.

 

A partir daí o caldo começou a desandar pras bandas do petismo. Em 2006, veio a maior vergonha do partido: um inédito terceiro lugar nas eleições para quem sempre foi parelho nas disputas com Roriz. E, o que é pior, sem disputar com Roriz. Em 2010, dirigentes e parlamentares petistas parecem mais dispostos a salvarem a própria pele, mantendo seus mandatos e ampliando as bancadas, do que investir verdadeiramente numa disputa ao GDF. Para isso, irá precisar de um legítimo boi de piranha.

 

Não que o PT tenha um candidato ruim. Agnelo Queiroz, ex-ministro do Esporte, é um bom nome, tem respeito junto à sociedade brasiliense e não possui o ranço dos radicais nem a sanha por poder de alguns sindicalistas. Mas a disputa vai ser muito acirrada e Agnelo vai ser passado para trás pelo seu próprio partido em nome de um projeto maior: eleger Dilma Rousseff. Será uma candidatura amofinada. Agnelo não é velho ou doente para ir ao sacrifício, é apenas um neopetista e quem conhece a máquina do partido sabe bem o que isso significa. Se as coisas continuarem desta forma, o PT vai acabar no colo de Roriz em um eventual segundo turno. Interessante para dirigentes petistas, constrangedor para a militância.

 

Além disso, o PT do DF sofre uma grave crise de identidade, fruto de um discurso ambíguo onde defende ações do governo federal e critica as do governo distrital, mesmo que semelhantes os atos. Tem a questão da politização da população brasiliense que acompanha de perto as trapalhadas de Lula no poder. A pauta boa do Planalto, como os benefícios concedidos pelos programas sociais não tem muito efeito no eleitor do DF, já que é a mesma clientela atendida hoje por Arruda, e ontem por Roriz.

 

Brasília é uma cidade onde a classe média não para de crescer. E hoje é o setor da sociedade que mais apanha do presidente Lula, dos seus assessores diretos e do PT. Nunca antes na história deste país a classe média foi tão saco de pancada como agora. São as elites inimigas do petismo.

 

Esses são alguns dos desafios quase intransponíveis que Agnelo terá que enfrentar. Ele seria um excelente e competitivo candidato ao Senado. Já mostrou isso em 2006, quando deu um calor e quase aposenta o ex-governador Roriz. Faltou muito pouco. Quem acompanhou de perto a campanha diz que com mais duas semanas até o dia da votação, Agnelo teria ultrapassado o velho cacique.

 

Se concordar em ser candidato, Agnelo será um bom boi de piranha. Vai cumprir o seu papel na estrutura de um partido que tenta se reinventar no DF. Poderá voltar mais forte em uma outra eleição, como a de 2014. Até lá, a população terá esquecido por completo problemas que teve quando ministro do Esporte. Como, por exemplo, a sua viagem a Santo Domingo, na República Dominicana, nos Jogos Pan-americanos, paga duas vezes pela União e pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), tendo que devolver o dinheiro público. Ou, ainda, quando representou o Brasil nos Jogos de Atenas e se hospedou a bordo do Queen Mary 2, hotel flutuante dos VIPs mais VIPs. Na época, quando instado a falar sobre o navio, Agnelo se irritava e o chamava de “três estrelas”. “Tudo no Queen Mary 2 é superlativo”, diz o endereço eletrônico da agência responsável pela viagem do ministro. “É o maior, mais moderno e luxuoso transatlântico do mundo, com capacidade para nada menos que 2.600 passageiros. Pessoas privilegiadas, claro”, diz a propaganda.

 

Agnelo, nem ruim nem favorito, apenas um candidato três estrelas.

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A aposta de Arruda

November 16th, 2009

Nota publicada no blog do jornalista Lauro Jardim

 

Nas pesquisas de intenção de voto, José Roberto Arruda e Joaquim Roriz estão disputando cabeça a cabeça o governo do Distrito Federal – com a cabeça de Arruda um pouco mais à frente. Mas na televisão a distância é de léguas: Arruda terá 8 minutos diários na tevê durante a sua campanha. Roriz terá direito a 90 segundos.

 

Por isso, no time que já trabalha na campanha de Arruda à reeleição a palavra de ordem é uma só: a eleição tem que ser ganha no primeiro turno. Num eventual segundo turno, os tempos de televisão são iguais – quinze minutos diários para cada um. E aí a coisa fica mais feia para Arruda…

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Lula com o DEM

November 13th, 2009

 De Ilimar Franco:

 

Os petistas de Brasília estão à beira de um ataque de nervos e se queixando pelos cantos. O presidente Lula quer que o PT dê apoio à reeleição do governador José Roberto Arruda, do DEM. Lula, ao lado da ministra Dilma Rousseff, subiu no palanque de Arruda, na semana passada, na sanção do plano de carreira da Polícia Militar do DF. Arruda é defensor entusiasmado da candidatura do governador tucano Aécio Neves à Presidência.

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DEM vai repetir chapa pura em 2010

November 12th, 2009

po-arudaDas quatro vagas do grupo governista na chapa majoritária para as eleições de 2010, duas já estão definidas. O governador José Roberto Arruda (DEM) e o seu vice e atual governador em exercício, Paulo Octávio (DEM) irão repetir a dobradinha vitoriosa de 2006. Mas, há possibilidade de inversão de posições. A decisão oficial foi divulgada hoje durante almoço no Hotel Kubstichek Plaza, por Paulo Octávio. Ele reuniu um grupo de vinte pessoas, entre políticos e amigos, que teve participação decisiva na articulação da chapa de 2006, quando os dois travavam uma disputa interna para definir quem seria o candidato a governador. O grupo foi atuante para evitar que desunião dentro do partido, que podia levar os dois candidatos a derrota.

 

Paulo Octávio aproveitou o almoço para comunicar e pedir o apoio do mesmo grupo para uma decisão que ele definiu como “definitiva e já foi acertada como governador Arruda”. Nas eleições de 2010 ele só admite duas hipóteses de estar presente na chapa majoritária: ou é candidato a vice-governador, mantendo Arruda na cabeça, ou é candidato a governador. “Não há terceira via nesse assunto”, afirmou.

 

O governador em exercício afirmou, ainda, que as outras composições para as chapas majoritária e proporcional serão discutidas com o grande elenco de partidos que está apoiando a chapa pura do Democratas. As vagas mais importantes são as duas do Senado, que devem ficar com aliados do PMDB, PP ou PSDB.

 

Arruda e Paulo Octávio conseguiram em 2006 um feito inédito, vencer as eleições no primeiro turno, numa disputa que encerrou a dicotomia do grupo rorizista com o Partido dos Trabalhadores (PT). Líder nas pesquisas, a dobradinha quer repetir o feito em 2010, quando deve enfrentar novamente os azuis de Joaquim Roriz e os vermelhos do PT.

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Roriz em Samambaia

November 9th, 2009

 

Foto: Sheila Leal

Foto: Sheila Leal

O ex-governador Joaquim Roriz (PSC) reservou o fim de semana para fazer visitas em Samambaia. Ele fez campanha de filiação ao seu partido, conseguindo que mais de 900 pessoas se filiassem a legenda. O nome do evento é Caravana da Esperança e está percorrendo várias cidades do DF. A chegada do ex-governador movimentou a tenda onde trabalhavam os mesários. Em vários momentos Roriz lembrou que sua posição naquele momento, que estava ali apenas como um novo membro do PSC em busca de mais filiados.

 

“Peço paciência a vocês, mas não posso fazer um comício, porque sou respeitador das leis e da Constituição. Por isso digo apenas que vou disputar as próximas eleições, mas para isso é preciso fazer com que o PSC seja o maior partido do DF”, explicou Roriz.

 

O presidente do PSC, Valério Neves, lembrou que Samambaia é considerada como uma filha para Roriz, porque foi a cidade que ele fundou, trazendo para ela pessoas removidas de invasões e de fundo de quintal. Valério Neves lembrou a importância da filiação ao partido, esclarecendo que é uma forma de dar base e sustentação, tanto ao partido como a uma futura candidatura de Joaquim Roriz nas eleições de 2010.

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Roriz, o Lula do cerrado

November 9th, 2009

 

Mesmo a contragosto de seus opositores históricos, Joaquim Roriz (PSC) tem muito do presidente Lula. O ex-governador é, inclusive, fundador do PT. Isso aconteceu há uns 20 anos lá em Goiás. Na época, ele e seu grupo político tiveram que deixar a sigla porque o PT achava que só poderia ter filiado ligado ao proletariado e não poderia aceitar ninguém da “elite burguesa”. Hoje, os tempos mudaram e o PT também. E como mudaram.

 

Roriz não era burguês, mas também não era pobre e nem proletário. Pertencia a uma elite agrária. Filho de uma família proprietária de terras em Luziânia (GO), subiu na vida depois de entrar para a política. Mas, antes, conseguiu dinheiro com a venda de muitas carradas de areia (mesmo com poucas viagens) durante a construção de Brasília. Com ajuda, claro, dos apontadores.

 

Roriz deixou o PT, mas levou consigo as principais bandeiras do partido, o que revolta até hoje o petismo brasiliense. Habitação e assistência social foram as principais. O ex-governador distribuiu lotes, criou cidades, inchou o Distrito Federal. Também mandou entregar pão e leite nas casas dessas famílias, além de cartões para compra de alimentos. O povo o ama por tudo isso. Amor que é declarado abertamente nas ruas de muitas cidades como Estrutural, Itapoã, Arapoanga e Samambaia.

 

É uma tática infalível e que quase nunca falha. Ao invés de ensinar a pescar, é melhor dar o peixe, deixando o eleitor dependente do governante e nunca caminhar com as próprias pernas. Pois, assim, ele sempre vai querer e precisar mais. Todo programa social deve ter uma contrapartida. E qual é ela? O voto, lógico. O eleitor fica no cabresto. E, se aparecer outro candidato forte numa campanha, é só amedrontar o pobre do cidadão dizendo que se o adversário for eleito vai acabar com o Bolsa-Família, Bolsa-Escola, pão e leite, bolsa-isso e bolsa-aquilo. Na matemática política, quanto maior a quantidade de pobres, melhor. Mais bolsa a ser distribuída, mais voto a ser contabilizado. Político profissional não quer que o povo suba na vida, consiga emprego decente para viver com dignidade.

 

Assim como Roriz, podemos dizer que Lula é um ex-petista ainda filiado. Há muito ele se desligou do discurso do partido e partiu para aquilo que a maioria dos políticos almeja: poder. Para conseguir, tem que ganhar a eleição, fazendo os mais arrepiantes acordos e usando de todas as artimanhas para convencer o eleitor.

 

Uma dessas artimanhas que tanto Roriz quanto Lula dominam muito bem é o do discurso populista, falar a língua do povo, abraçar o povo, tentar o máximo ser semelhante a ele. Mesmo que para isso tenha que engolir muitos “S” e colocar outras letras onde não caberiam.

 

É inegável a popularidade de Roriz e Lula. E eles trabalharam muito por isso. O povo gosta deles. Tem gratidão pelo que fizeram. Seja pela conquista da casa própria através da doação de um lote, ou por uma ajuda financeira mensal através de um cartão magnético. Lula não pode ser candidato em 2010, mas dificilmente conseguirá transferir a quantidade de votos suficientes para a sua escolhida, a ministra Dilma Rousseff. A transferência de votos também é uma pedra no sapato do campeoníssimo de eleições no DF. Quando teve que apoiar algum candidato, Roriz deu com os burros n’água. Foi assim com Valmir Campelo, em 1994, e com Maria Abadia, em 2006. Quando estão na linha de frente, Roriz e Lula estão sempre entre os favoritos.

 

Os dois também sofreram com sucessivos escândalos. Lula enfrentou o mensalão de peito aberto e braço dado com aliados como Sarney, Jader, Renan e Collor. Ainda foi golpeado por aloprados, sanguessugas, vampiros e cuecões. A aquarela de Roriz também andou desbotada. A partilha do cheque o fez deixar o Senado. Muitos achavam que Roriz havia sido crucificado, morto e sepultado politicamente. Mas, Roriz ressuscitou ao terceiro ano e ressurge com força para 2010 tirando o sono do governador Arruda e do PT. Petistas podem, novamente, amargar uma humilhante terceira posição.

 

O interessante é que por trás de tanta semelhança existiu uma luta com golpes abaixo da cintura entre Roriz e seu ex-partido, o PT. Só depois de 20 anos é que os dois lados conseguiram sentar civilizadamente à mesa para conversar sobre política, mesmo sob protesto de alguns companheiros. É possível – e deixou de ser inacreditável -, que Roriz e PT possam vir a estar juntos em 2010. E por que não no mesmo palanque junto com Lula e Dilma? Seria a glória de uma clientela de programas sociais que tem adoração por dois homens, mas o coração partido de vê-los em lados opostos.

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Razão ou emoção: o desafio de Arruda

November 3rd, 2009

 

Entender a cabeça do leitor é de fundir a própria cuca de políticos e de analistas. Entender a lógica que orienta o eleitor na sua decisão de voto é motivo de muitas pesquisas de opinião e reuniões entre as cabeças coroadas de campanhas eleitorais. Partindo dessa premissa, o governador e candidato a reeleição em 2010, José Roberto Arruda (DEM), terá um grande e dificil desafio nos próximos meses: fazer a população acreditar que o que ele fez foi ele mesmo quem fez. Parece complicado de entender mais se torna fácil quando pegamos um exemplo prático, como o dos moradores do Itapoã, uma das regiões mais carentes do Distrito Federal.

 

Ali, em 2001, o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) fez vistas grossas e até incentivou com discursos populistas a invasão de um bom pedaço de cerrado por famílias pobres, sob o comando do então deputado distrital José Edmar (PMDB), seu aliado e atualmente suplente de deputado federal. No local, nasceu uma grande favela, que hoje se tornou cidade e vai ganhando aos poucos a infraestrutura necessária para manter a dignidade de sua população.

 

A nova cidade já ganhou posto policial 24 horas, asfalto em muitas de suas ruas e vielas, área de lazer, escola. Estão em obras um centro de saúde 24 horas, um restaurante comunitário e a drenagem pluvial para o asfaltamento. O Itapoã também terá uma Vila Olímpica, um centro de ensino fundamental e mais três postos policiais. Tudo muito bom e que deveria render altos dividendos eleitorais junto aos moradores, mas a prática não é bem assim.

 

Devido à colaboração e à omissão de Roriz, essas famílias conquistaram um pedaço de chão. Hoje, prestes a receber a escritura definitiva das mãos do governador Arruda, irão conquistar o sonho da casa própria. Aí está o desafio: Quem permitiu a essas pessoas terem o seu lar. Arruda que deve entregar o documento de propriedade ou Roriz que é chamado de pai do Itapoã?

 

Ser ou não ser. O dilema também está na cabeça dos moradores. Conversando com algum deles, irão responder mais ou menos assim: “Quem me deu a escritura foi o Arruda, mas quem me deu a casa foi o Roriz”. Ou seja, Arruda vai ter que suar muito para colocar na cabeça da população que foi ele quem levou a infraestrutura, a cidadania e a legalidade na cidade. Vai ter que trabalhar com a razão, enquanto Roriz, seu principal adversário em 2010, aposta na emoção. Mas, para Arruda, só a razão não basta, tem que tocar nas almas das pessoas com obras que mudem as suas vidas. Esse exemplo é o do Itapoã, mas pode ser estendido para todas as cidades do Distrito Federal.

 

A pecha que os adversários, principalmente o PT, colocou em Roriz ao longo dos anos de que ele favelizou Brasília, inchou o Distrito Federal, foi um tiro que saiu pela culatra. Criou-se uma cultura entre o cidadão das classes média e alta de que o ex-governador é o responsável pelo crescimento desordenado. Roriz aproveitou e capitaneou a acusação como uma virtude. Fez do limão uma limonada. A crença é tão forte que agora a dificuldade é para tirar da cabeça dos mais pobres que Roriz é o responsável por distribuir moradia no DF, o que não deixa de ser verdade. Mesmo, muitas vezes, em situações subumanas e sem nenhuma condição de cidadania. Aos futuros governantes, como Arruda, ficou a missão de levar qualidade de vida e regularizar essas comunidades. E, ainda, convencê-las de que foram eles que concretizaram de verdade o sonho da casa própria.

 

O grande problema é que os menos escolarizados são manipulados com mais facilidade, com mais emoções e com muito menos dinheiro do que se imagina. Muitas vezes não querem acreditar no que está na sua frente, mas acreditar apenas no que querem acreditar. Vai entender! Esse é um grande desafio para Arruda.

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Roriz no horário político do PSC

October 29th, 2009

 

O ex-governador Joaquim Roriz aparecerá pela primeira vez nas inserções e no programa nacional do Partido Social Cristão (PSC ). Nos dias 31 de outubro, 3, 5 e 7 de novembro, Roriz estará nas inserções nacionais do PSC falando sobre o seu novo partido.

 

No mesmo dia, Roriz, o deputado federal Laerte Bessa e o deputado distrital Junior Brunelli falarão em inserções nas emissoras de rádio do Distrito Federal. No dia 19 de novembro, no intervalo do Jornal Nacional, Roriz participará do programa nacional do PSC.

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O PSB e o futuro pós-Lula

October 28th, 2009

 

O deputado federal e pré-candidato a presidente da República, Ciro Gomes, ministra em Brasília a palestra “O PSB e o futuro pós-Lula”. O evento, organizado pelo líder do PSB na Câmara, deputado Rodrigo Rollemberg, acontece nesta quinta-feira (29/10), às 19h, no Teatro Dulcina de Moraes (SDS, edifício Conic, bloco “C” loja 30/64).

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PO não quer ser papa

October 27th, 2009

 

Corre na cidade a seguinte piada: assessores informam ao vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM), que o atual sumo pontífice da Igreja Católica, Joseph Ratzinger, o Papa Bento XVI, estaria doente e abdicando de seu posto. E, ainda, que PO é o favorito para assumir o mais alto cargo da hierarquia dos católicos. Diante da notícia, Paulo Octávio responde, categoricamente: “Não, eu prefiro ser vice-governador”.

 

A história acima, claro, não passa de uma brincadeira, mas tem seu fundo de verdade e serve para derrubar certos mitos que surgem vez ou outra na política brasiliense. O principal deles é que Paulo Octávio abriria mão da candidatura de vice na chapa de re-eleição do governador José Roberto Arruda (DEM) para 2010, para ser candidato a uma das duas vagas ao Senado. Em seu lugar, apareceria como vice o deputado federal Tadeu Filippelli (PMDB). Pura especulação que, hoje, não tem o menor sentido.

 

PO não tem nenhum interesse em deixar o Governo do Distrito Federal (GDF) para retornar ao Congresso Nacional, de onde ele já abriu mão do mandato de senador em 2006. Para ele, seria dar um passo para trás. Paulo Octávio está muito bem, mas bem mesmo, no Executivo. Possui a sua cota de influência, o naco de poder e participa de decisões importantes nos negócios de Estado. Ao longo dos últimos três anos, ele assumiu compromissos em projetos que não podem parar e nem PO pretende afastar-se deles.

 

Além de vice-governador, é o titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Comércio e Turismo, pasta que participa ativamente na interlocução entre GDF e o setor produtivo, seja ele do segmento da construção civil, do setor de serviços, de eventos ou industrial.

 

Além disso, Paulo Octávio sonha em ser governador no futuro, que pode tornar-se realidade em abril de 2014, numa eventual re-eleição da chapa Arruda-PO em 2010. No fim do segundo mandato, Arruda poderá renunciar (desincompatibilizar) o governo para tentar uma candidatura a outro cargo político. Acontecendo isso, PO vira o novo chefe do Executivo e pode ir às urnas para disputar uma re-eleição. Seria o auge de uma carreira de sucesso tanto como empresário, quanto como político.

 

Isso é mais comum do que parece. Aconteceu em 2006, quando o então governador Joaquim Roriz (PSC) deixou o GDF para buscar uma cadeira no Senado (mas aí veio o cheque e…). A sua vice, Maria de Lourdes Abadia (PSDB), virou governadora por nove meses, tentou a re-eleição e perdeu. Abadia não deu sorte. Ao mesmo tempo que não conseguiu governar de fato, já que no acordo com Roriz ele ficou com uma boa fatia da administração, foi abandonada por seu aliado no meio da campanha eleitoral.

 

No início de 2007, Paulo Octávio até chegou a acreditar que poderia ser governador já em 2010. Por várias vezes batia o martelo no prego de um acordo assinado no ano anterior, meses antes de deflagrar a chapa pura. Ele (senador) e o então deputado federal José Roberto Arruda disputavam dentro do ex-PFL (hoje Democratas) a condição de ser o cabeça de chapa para governador. A disputa criou uma cizânia dentro da legenda chegando a ponto de apoiadores dos dois lados entrarem em conflito físico. Com apoio da cúpula nacional da sigla, sob mediação do ex-presidente pefelista Jorge Bornhausen (SC), e ainda com pesquisas em mãos onde aparecia sempre em primeiro e em boa vantagem sobre Paulo Octávio, Arruda conseguiu costurar um acordo.

 

Ele se comprometeria em governar somente até 2010, quando abriria mão para a candidatura de PO. O documento assinado por Arruda está sob guarda do intermediador da história, deputado federal Osório Adriano (DEM). Mas, o acordo apodreceu. E por muitos fatores. Um deles é que Arruda continua liderando os levantamentos de intenções de votos, enquanto PO fica em segundo quando seu nome é colocado na disputa. Outro, e não menos importante, é que o DF é a única unidade da federação administrada pelo DEM, e o partido não pretende arriscar perder o seu ninho.

 

Por todos esses fatos se deve descartar uma possível postulação de Paulo Octávio a papa ou a qualquer outro cargo político. PO quer ser vice.

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Câmara aprova contas de Arruda, Roriz e Abadia

October 20th, 2009

 

Acabou o risco de uma possível inelegibilidade do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) e da ex-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSDB). A Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF) da Câmara Legislativa aprovou por 4 votos a 1 o relatório do deputado distrital Júnior Brunelli (PSC) no qual defende a aprovação das contas do exercício de 2006.

 

As contas do governador José Roberto Arruda (DEM) do exércicio de 2007 também foram aprovadas. O placar foi 3 a 1. O voto contrário foi do deputado distrital Paulo Tadeu (PT). O deputado Júnior Brunelli se absteve.

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Aproximação do PSOL pode abrir crise no PV-DF

October 20th, 2009

 

A presidente nacional do PSOL, Heloísa Helena, sugeriu ao partido a abertura de negociação formal com a presidenciável Marina Silva, do PV. A proposta foi feita à comissão Executiva do PSOL, que ainda não deliberou. Disse aos demais dirigentes do partido que, inviabilizando-se o acerto com Marina, prefere que o PSOL seja representado na sucessão por outra pessoa. Heloísa disse que tende a comparecer às urnas como candidata ao Senado: “Quero que Alagoas tenha uma alternativa…”

 

Assim, abre espaço para uma coligação a candidaturas proporcionais entre as duas legendas no DF. Quem mais ganharia com isso seria a ex-deputada federal Maninha (PSOL), que pretende se candidatar a Câmara legislativa, depois de não conseguir se elegar à Câmara dos Deputados, mesmo tendo 46 mil votos.

 

Caso isso aconteça, há ameaça de rebelião no PV-DF. Muitos filiados entraram na sigla para disputar vaga de deputado distrital com a promessa de uma chapa verde pura. Todos temem que Maninha seja eleita, em detrimento de alguém do PV, caso ele lidere a nominata e a coligação PSOL-PV alcance o coeficiente para eleger apenas um parlamentar.

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Entre a boa-fé e a cumplicidade

October 19th, 2009

 

Não se faz campanha política sem cabos eleitorais. São eles que têm a missão de percorrer territórios demarcados e pedir votos para os candidatos. No Distrito Federal, que possui uma área pequena, o trabalho deles é ainda mais essencial, já que disputam cada palmo de chão com “formiguinhas” de outros políticos. Existem vários tipos de cabos eleitorais. Os mais comuns são os contratados temporários, que podem receber de R$ 350 a R$ 500, por três meses, até as eleições, para ir de casa em casa levando material do candidato e cadastrando as pessoas. A atividade dá renda temporária a muitos desempregados e também envolve gente de boa-fé, que tem relação construída ao longo de anos com políticos. Numa campanha antecipada como a de 2010, a tendência é a de que as contratações sejam feitas até seis meses antes da eleição.

 

Mas a relação entre cabos eleitorais e candidatos passa da cumplicidade para a promiscuidade, se relacionando de forma desavergonhada, o que pode ter implicações mais sérias. Investigações de pleitos anteriores feitas pelo Ministério Público e pela Polícia Federal sobre os desvios estão mostrando que alguns deles são verdadeiros cúmplices.

 

Nesse caso, estão os líderes comunitários e servidores públicos concursados e comissionados. Diferente do primeiro tipo, esses continuam por longo tempo recebendo benesses dos políticos, quase sempre pagas com dinheiro público. Vão desde a distribuição de cargos até favores como convênios com repasse de recursos a entidades. Para se ter uma ideia de como essa prática é comum, comenta-se nos corredores da Câmara Legislativa que o deputado distrital menos aquinhoado tem o direito de indicar cerca de 200 pessoas a cargos no Executivo.

 

Do ponto de vista eleitoral, a situação cria uma espécie de “círculo vicioso”. Também cria uma disputa desleal com novatos na política ou que não possuem mandatos. Esses terão que correr atrás de cabos eleitorais que estiverem à disposição, ou bancarem o passe daqueles que já possuem um “deputado”. Por isso que muitas vezes tem mais chances de vitória o candidato com alto poder aquisitivo. Desconhecidos que compram cabos eleitorais e votos e chegam ao Legislativo para defender interesses empresariais. O eleitor que o elegeu perdeu seu voto. Não tem como reclamar ou reivindicar. Vendeu o voto, perdeu o compromisso com seu “representante”. Fácil, assim.

 

Cabos eleitorais também podem mudar de lado por outros motivos. Quando não são atendidos em seus pleitos, são esquecidos ou ignorados pelo candidato eleito, seja ele deputado ou governador, o cabo eleitoral é pior do que mulher ressentida (com todo respeito às mulheres). Além de abandonar o político, faz campanha diuturnamente contra ele. Conheço caso de uma cabo eleitoral que sempre fez campanha para o ex-governador Roriz (PSC), pediu votos para o governador José Roberto Arruda (DEM) em 2006 e, se dizendo esquecida depois da eleição, hoje promete votar até num candidato do PT, partido que renegou e combateu desde sempre.

 

Como sou saudosista, sinto falta de um tipo curioso de cabo eleitoral, talvez o mais nobre deles, o que durante toda a vida marcou sua presença pela ajuda desinteressada aos mais pobres e renegados. Via de regra é humilde, fala mansamente, raramente opina em matérias diferentes daquelas de seu trato diário, enfim, é o mais eficiente perante as camadas mais humildes da população. Este tipo é cada vez mais raro, já que a política é jogo para ser jogado por gente com muito sangue-frio, cálculo e poucos sentimentos, como esses que nós, seres humanos, temos. Mas, observar todos os tipos de pedintes de votos acaba sendo exercício curioso de identificar como as eleições servem para desnudar as virtudes e fraquezas da alma.

Política

Roriz, Iris e as eleições 2010

October 14th, 2009

 

O ex-governador Joaquim Roriz (PSC) visitou hoje pela manhã o prefeito de Goiânia, Íris Resende (PMDB), para avaliar os cenários políticos para as eleições de 2010 em Goiás e no Distrito Federal. “Eu e Roriz estaremos juntos porque nossos sentimentos e objetivos são comuns”, disse o prefeito goiano. “Faço questão de estar com Íris, o meu compromisso é com ele e Goiás espera que ele seja candidato ao governo do estado”, respondeu Joaquim Roriz.

 

Os dois conversaram por mais de quatro horas – primeiro no gabinete no Paço Municipal e depois num almoço do ex-deputado federal Euller Morais, presidente do PSC de Goiás – e debateram também a idéia do ex-governador do DF de ampliar o quadrilátero do Distrito Federal para incorporar parte dos municípios goianos do chamado Entorno. “Tudo que for para favorecer o povo goiano, eu endosso”, disse o prefeito Íris.

 

Roriz e Iris se conhecem há mais de trinta anos e chegaram a militar juntos no PMDB goiano onde, ao longo dos anos, estabeleceram uma firme amizade. “Roriz e um irmão político que não tive”, definiu Iris Resende, que voltou a lamentar a decisão do PMDB nacional de não conceder a intervenção na Executiva do partido no DF. “ Foi um grave erro do PMDB nacional, mas o de Goiás esta de braços dados com ele”, garantiu o prefeito goiano, que definiu o Roriz como “o maior líder de Brasília e do Entorno”.

 

Roriz e Iris Resende discutiram com o prefeito de Aparecida, o ex-senador e ex-governador de Goiás, Maguito Vilela, a ampliação do quadrilátero com um mapa levado pelo ex-governador do Distrito Federal. Visualizando o mapa e apontando as vantagens da ampliação do Distrito Federal dos atuais 5.800 kilometros quadrados para 14.400 kilometros, os três concordaram com a necessidade de debater o assunto com a população de Goiás e do Distrito Federal.

 

“É uma proposta audaciosa, mas que contem boas soluções para o crescimento do Entorno”, ponderou Maguito Vilela, que vê a possibilidade dela resolver os problemas atuais de segurança, saúde e educação da região do Entorno de Brasília.

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Canhedo no PTdoB

October 14th, 2009

 

O empresário Rodolfo Canhedo, filho dos pioneiro Isaura e Wagner Canhedo, irá disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo PTdoB, com apoio do ex-governador Roriz. Rodolfo ingressou na legenda a convite de Marcus Britto, o Paco, Presidente do PTdoB/DF. 

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