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O encontro acontece no próximo dia 26 e será transmitido para todo o Distrito Federal a partir das 22h

Os principais candidatos ao Governo do Distrito Federal confirmaram presença no debate que será promovido pela Record Brasília no próximo dia 26, um dos últimos a ser realizado por emissoras de TV antes do primeiro turno. O apresentador do telejornal DF Record, Luiz Carlos Braga, vai intermediar o encontro entre Agnelo Queiroz (PT), Rodrigo Rollemberg (PSB), Toninho do PSol, Luiz Pitiman (PSDB) e Jofran Frejat (PR).

O debate, que acontece no Memorial JK, será transmitido a partir das 22h e contará com uma plateia de autoridades, formadores de opinião e convidados dos partidos políticos.

O debate terá cinco blocos. O primeiro, segundo e quarto blocos serão idênticos, com confronto direto entre os candidatos no formato de pergunta, resposta, réplica e tréplica. No terceiro bloco, jornalistas da TV Record Brasília e do Portal R7-DF farão perguntas aos candidatos e escolherão um outro concorrente para comentar a resposta. No quinto bloco, será o momento para as considerações finais.

O Voto na Record – A emissora realiza, ao longo desta semana, uma série de entrevistas com os concorrentes ao Palácio do Buriti no telejornal DF Record.

Sobre o apresentador – Luiz Carlos Braga nasceu no Rio de Janeiro, onde fez faculdades de Medicina Veterinária e Jornalismo. Mora em Brasília desde 1990. Veio para capital federal para trabalhar como jornalista na cobertura do Palácio do Planalto, nos governos Collor e Itamar. Luiz Carlos Braga apresenta o jornal DF Record desde 2009.

 

Por Ricardo Callado – As eleições de 2014 já começaram. Pelo menos para o governador Agnelo Queiroz (PT). As articulações de bastidores iniciam e o rompimento de alguns partidos e políticos com o Palácio do Buriti é inevitável. O que não faltam são candidatos para ocupar a cadeira de Agnelo.

Agnelo percebeu a movimentação. O sinal vermelho está aceso nas hostes petistas. A militância desanimada. A preocupação é montar uma estratégia para que o governador chegue competitivo às eleições de 2014. Para isso, terão que reverter muita coisa.

É preciso, em primeiro lugar, um choque de credibilidade. Fazer os aliados acreditarem na palavra do governo. Cumprir acordos. Só assim conseguirão manter os aliados. Ninguém vai querer passar mais quatro anos sendo empurrado com a barriga. Na política, a palavra é tudo. Também é preciso desfazer o ar de dislexia que o Executivo, às vezes, apresenta. E mostrar que a gestão e o governo não envelheceu.

Agnelo precisa apresentar realizações. Transformar a vida das pessoas. Isso se faz, por exemplo, com uma guinada no sistema de transporte coletivo. O projeto do GDF, em licitação, é muito bom. Mas os entraves jurídicos atrapalham.

E o governo tem pressa. Não se pode dar ao luxo de deixar para depois. Uma imagem não muda às vésperas de um pleito eleitoral. Nem se consegue uma avaliação positiva com programa eleitoral. É preciso ter o que mostrar nele. Estádio de futebol sozinho não ganha eleição. Pode até atrapalhar.

Agnelo vem fazendo muito para a saúde. Mas a percepção da população é outra. Não adianta fazer sem dizer ao povo que está fazendo. O governador ainda não aprendeu a se comunicar com a sociedade. Não sabe vender o próprio peixe. Às vezes nem vende.

Enquanto Agnelo não toma essas providências, os adversários festejam. E alguns aliados também. É preciso reverter e o momento é agora. Do contrário o grau de traição será grande, inclusive dentro do próprio PT. O partido teme que uma derrocada eleitoral de Agnelo deixe o petismo afastado do Buriti por pelo menos duas décadas.

O governador terá concorrentes de peso. E são muitos os candidatos. Na oposição, as deputadas distritais Eliana Pedrosa (PSD) e Liliane Roriz (PSD), o ex-deputado federal Alberto Fraga (DEM), e até o ex-governador José Roberto Arruda (sem partido).

Eliana saiu na frente. Trabalha sua candidatura diariamente e busca apoio. Sonha em unir os líderes de oposição e atrair insatisfeitos com o governo. Liliane tem a seu favor a bandeira do rorizismo, muito viva no coração dos brasilienses. Fraga é uma incógnita. Como diz no popular: está na pista pra negócio. Já Arruda precisa se livrar dos processos na justiça e da lei da Ficha Limpa.

Na base aliada, os mais cotados são os senadores Rodrigo Rollemberg (PSB) e Cristovam Buarque (PDT), o deputado federal Luiz Pitiman (PMDB) e o vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB). Desses, quem tem mais chance é Rollemberg. Se quiser mesmo ser candidato, tem que romper com o Buriti agora. Não basta apenas fazer discurso no plenário do Senado e manter cargos no governo. Do contrário vai ser taxado de oportunista mais tarde.

Cristovam diz que é candidato ao governo se Agnelo disputar a reeleição. Se o PT vier com outro candidato, Cristovam fica onde está. O senador disse que não disputaria um pleito contra o seu antigo partido. Seu coração ainda bate pelo PT, onde tem muitos amigos.

Pitiman nunca escondeu o seu desejo de governar Brasília. E até por isso foi saído da Secretaria de Obras. Faz uma boa articulação no Congresso Nacional e caiu nas graças do PMDB nacional. Para ser candidato, sua habilidade política tem que ser ainda maior.

O vice Filippelli anda muito quieto. Atua mais como observador. Recebeu seu quinhão dentro do governo, que foi diminuído com a chegada de novos integrantes do Buriti, como o secretário da Casa Civil, Berger Barbosa. Engoliu seco. O movimento de Filippelli vai depender da aprovação do governo. Se Agnelo for mal, ele tende a se esconder e se afastar. Se os resultados forem positivos, Filippelli continuará sendo o amigo de fé e o irmão camarada de Agnelo. Enquanto isso, toca seus negócios dentro e fora do governo.

Outros nomes são citados. Fala-se no deputado federal José Antônio Reguffe (PDT), bom de voto, mas que não consegue fazer alianças. Reguffe é um crítico do modo como se faz política e, por muitas vezes, ameaça deixar a vida pública. Se quiser ser governador, ele terá que jogar o jogo. E isso ele não quer.

O cenário que Agnelo vai enfrentar é esse. A sua reeleição depende, é claro, da decisão do eleitor. Mas depende, e muito, da sua própria disposição de fazer política: manter aliados, cumprir acordos, mostrar realizações e saber se comunicar.

A oposição ao governador Agnelo Queiroz (PT) existe. Ela é pequena, consegue fazer algum barulho e incomodar o Palácio do Buriti. Mas, a falta de organização e, principalmente, de um líder nato, cria um vácuo que favorece o reaparecimento do ex-governador e ex-senador Joaquim Roriz (PSC).

Quem tem mandato, como as deputadas distritais Eliana Pedrosa (PSD), Liliane Roriz (PSD) e Celina Leão (PSD), na Câmara Legislativa, e os deputados federais Izalci Lucas (PR, ainda) e Jaqueline Roriz (PMN), usam da tribunas de suas casas legislativas para apontar possíveis malfeitos do governo e manter uma agenda fiscalizadora.

Quem saiu derrotado nas últimas eleições, como o ex-deputado federal Alberto Fraga (DEM), fica restrito a fazer suas críticas nas redes sociais, na esperança que elas ecoem e atinjam um número maior de pessoas.

O ex-governador Rogério Rosso, presidente do PSD no DF, não arrisca ainda um discurso mais acentuado contra o governador Agnelo. Vem seguindo orientação do comando nacional da sigla – leia-se o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, – para esperar o momento certo.

Ao contrário do trio de deputadas distritais que fica na linha de frente oposicionista, Rosso aguarda o cenário ficar mais claro, até porque poderá ser obrigado, futuramente, a uma composição com o PT de Agnelo, dependendo das articulações do PSD nacional com o Palácio do Planalto.

Todos são opositores, declarados ou não, mas não formam um grupo político. Cada um segue a sua vida política a esmo. Não existe uma ação conjunta e muito menos uma liderança que junte todos numa estratégica política-eleitoral.

Esse cenário é um prato cheio para Joaquim Roriz, que de bobo não tem nada e conhece muito bem as engrenagens da política. Ele lançou na quinta-feira (09) um imenso balão de ensaio e mandou um recado para o governo e para os solitários da oposição.

O ex-governador almoçou numa galeteria da cidade na companhia de sua esposa, Dona Weslian, de suas filhas, Jaqueline e Liliane, de assessores e de empresários para discutir a situação política do Distrito Federal. “Esse é um novo começo”, disse Roriz, anunciando que nos próximos dias começará a visitar todas as cidades para ouvir o povo.

Quem conhece a política de perto sabe que Roriz não colocaria a cabeça de fora se o vento não fosse favorável. Os baixos índices de aprovação do governo Agnelo em 2011 também animaram o ex-governador.

A missão de Joaquim Roriz não é nada fácil. Terá que unir esse grupo. Pode enfrentar problema com pelo menos um deles, a deputada Eliana Pedrosa, que sonha com o Palácio do Buriti. Eliana faz política com inteligência e não se deixa encantar facilmente. Também não tem medo do enfrentamento e, no seu currículo, pelo menos uma vez, já passou a perna em Roriz.

Rosso é fiel aliado do ex-governador, mas também deve fidelidade a Kassab. Vai para onde o partido mandar, do contrário pode ficar pelo caminho. As filhas Liliane e Jaqueline são, obviamente, aliadas de primeira hora, mas se a prudência falar mais alto, poder sugerir ao pai fugir do desgaste de mais uma campanha, seja ela vitoriosa ou não. Já Celina Leão é uma incógnita. A deputada busca uma carreira solo, mas se ficar sem opção abraça o rorizismo com paixão.

Além das questões políticas, Roriz terá que superar os problemas de saúde, as diálises que faz diariamente, associadas a diabetes e problemas na coluna. É uma trilha complicada, mas que pode dar uma nova emoção à política brasiliense. Nada melhor para um governo obter êxito administrativo do que a ameaça de uma oposição forte eleitoralmente. E voto, Roriz ainda tem muito.

Mas, se eu fosse o governador Agnelo, preocupava-me mesmo é com os movimentos dos que estão mais próximos – ou estavam. Os senadores Cristovam Buarque (PDT) e Rodrigo Rollemberg (PSB), de aliados incondicionais na eleição de 2010, deverão ser os principais adversários de Agnelo em 2014, rachando a aliança que está no poder hoje.

Quem observa tudo de longe, mas muito bem informado, é o ex-governador José Roberto Arruda (sem partido). Ele não fará como Roriz que pretende colocar o bloco na rua antecipadamente. Arruda ainda cicatriza as feridas políticas e espera o momento certo para entrar na brincadeira. Quem reclamava que o cenário político estava morno, não tem agora do que reclamar.

Partidos e políticos se movimentam para traçar estratégias e lançarem candidatos ou apenas se fortalecerem na região do entorno de Brasília

 

ALLINE MARTINS

No Distrito Federal não haverá eleição no ano que vem, mas a movimentação política por aqui segue como se fosse ocorrer. Isso por que as lideranças de partidos em diretórios do DF já deram início às reuniões com o governo do Goiás, com interesses nas eleições municipais na região do entorno do Distrito Federal, composta por 22 municípios do Goiás e Minas Gerais.

O interesse não é para menos. Além de a população do entorno utilizar os serviços de saúde e transporte e, boa parte, estar empregada por aqui, políticos locais já estão de olho nas eleições de 2014. Com o trabalho de apoio aos candidatos, principalmente, de Goiás, políticos do DF querem ganhar visibilidade com futuros eleitores, visto que muitos moradores do entorno votam em Brasília.

O primeiro momento desta corrida foi finalizado na sexta-feira (7), quando terminou o prazo para a filiação partidária e para a alteração de domicílio eleitoral. A data precede exatamente em um ano ao próximo pleito para prefeitos e vereadores. Por isso, este foi o maior esforço dispendido pelos partidos políticos neste últimos dias.

Mas os partidos também estão realizando reuniões com lideranças do entorno, traçando as próximas estratégias. Alguns, inclusive, já ensaiam lançar candidatos. “Vamos lançar prefeitos em algumas cidades e em outras vamos formar alianças. A ideia é lançar candidatos onde a gente ver que dá para ganhar”, diz Policarpo, presidente do PT local. Um exemplo citado por ele é em Valparaíso de Goiás, onde pretendem lançar a candidatura da professora Lucimar. “Ela está com boa aceitação na cidade. Em outras regiões, como Luziânia, Águas Lindas e Ocidental, estudamos fazer alianças”, completa o deputado federal.

Outros partidos, no entanto, não estão divulgando nomes para candidaturas. Dizem que isso é coisa para outro momento. “Estamos apenas identificando nomes potenciais e fazendo articulações junto ao estado de Goiás, vendo onde será possível novas coligações, conhecendo o quadro de cada partido. Definir candidatos será coisa para daqui cerca de seis meses”, diz Tadeu Fillipelli, presidente regional do PMDB e vice-governador do DF.

Mesma estratégia está sendo adotada pelo PSB. “No momento, estamos fortalecendo o partido na região do entorno. Um fato positivo neste sentido foi a entrada do [José Batista] Júnior, da Friboi, no partido, por que ele é bem conhecido na região de Goiás e com boas relações políticas, o que tem atraído mais gente para o PSB”, observa o senador Rodrigo Rollemberg, anunciando que os candidatos que o partido irá apoiar deverão ser conhecidos somente em março do ano que vem.

Outro partido que está tentando fortalecimento no entorno é o recém-criado PSD. “Já entrei em contato com o presidente do PSD de Goiás, o deputado federal Wilmar Rocha e na próxima semana teremos um encontro político, juntamente com os três deputados distritais do DF que já fazem parte do PSD. A participação de nosso partido será de protagonista, mesmo sem lançar candidatos”, anuncia o presidente do partido no DF, Rogério Rosso.

Quem está indo com bastante sede ao pote é o PSDB, principalmente por ter no governo de Goiás, Marconi Perillo, que é do partido. “Estamos trabalhando em conjunto, sob orientaçãod e Perillo, e estamos traçando estratégias para eleger o máximo possível de prefeitos e vereadores”, diz Marcio Machado, presidente do partido no DF.

O PPS também já deu início às suas movimentações. Recentemente, dirigentes e parlamentares do aprtido se reuniram na liderança da legenda na Câmara dos Deputados. para debater a estratégia das próximas ações da sigla. A palavra de ordem do encontro foi afinar o discurso e buscar uma aproximação maior dos diretórios do Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais com a Executiva Nacional.

“A ideia é trabalharmos de forma integrada para que o partido se estruture e se fortaleça eleitoralmente no Entorno. Vamos buscar novas lideranças para disputarmos com força o pleito de 2012”, disse o deputado federal Augusto Carvalho (DF), autor da lei que criou a Ride (Região de Desenvolvimento do Entorno do Distrito Federal). “Já somos comprometidos com o desenvolvimento político-econômico da região, mas falta ainda intensificar a nossa presença nas cidades do Entorno”, reforçou o parlamentar.

Preocupação com o entorno

A região do entorno do DF, formada por 22 cidades de Goiás e Minas Gerais, de fato, deve ser uma preocupação do Distrito Federal, visto que a grande parte da população está empregada em Brasília e utiliza os serviços por aqui. Mas a região tem grande potencial. Pesquisa do IBGE, divulgada em 2008, a mais recente, coloca o entorno como a terceira região mais rica do País, com um produto interno bruto de R$ 125.7 bilhões. Mesmo assim, falta investimento para o desenvolvimento desta região, tornando-a independente do DF.

Essa é uma preocupação das legendas no DF. “O PMDB discute o entorno há muito tempo e agora esse debate tem se intensificado. Vivemos numa região geoeconômica integrada, por isso a necessidade de discutir profundamente sobre os problemas vividos pela população do entorno, que não tem recursos para desenvolvimento e em relação ao temas de saúde e transporte”, diz Márcio Machado. Como ele mesmo lembra, pesquisas apontam que os índices de criminalidade no entorno são os piores do mundo. “Não podemos permitir que cidades à nossa porta vivam em situações assim”, completa.

A preocupação é dividida com Rogério Rosso, que já trabalha o tema desde 2009. “Essa preocupação é necessária. O entorno vive o mesmo meio ambiente que o DF. Não adianta cuidarmos daqui se não cuidarmos de lá”, observa.

 

Deputado Raad vai recorrer ao TSE

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF), cassou, por maioria, o diploma e, consequentemente, o mandato do deputado distrital Raad Massouh (DEM), em razão de ação proposta pelo Ministério Público Eleitoral no dia 17/12/2010. A ação baseou-se em irregularidades insanáveis detectadas no processo de prestação de contas do candidato, na campanha eleitoral de 2010. O relator da Representação foi o vice-presidente e corregedor regional Eleitoral desembargador Mario Machado.

As contas de Raad Massouh foram rejeitadas, à unanimidade, em sessão realizada no TRE-DF no dia 15 de dezembro de 2010. A base legal da Representação proposta pelo MPE é o art. 30-A da Lei nº 9.504/97 (Lei das Eleições). De acordo com esta norma, qualquer partido político ou coligação poderá representar à Justiça Eleitoral, no prazo de 15 (quinze) dias da diplomação, relatando fatos e indicando provas, e pedir a abertura de investigação judicial para apurar condutas em desacordo com as normas da lei de arrecadação e gastos de recursos.

As irregularidades observadas foram a utilização de veículos sem a comprovação de terem os bens sido integrados ao patrimônio dos doadores, a falta de emissão de recibos relativos à utilização destes veículos e o recebimento de R$ 30 mil de pessoa jurídica criada no ano da eleição.

Ainda cabe recurso da decisão para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Com lágrimas nos olhos e visivelmente emocionado, o petista declarou: “Essa não é minha ou da nossa aliança, é uma vitória do povo”. O Novo governador obteve 66% dos votos válidos

 

Suzano Almeida, do Jornal da Comunidade - Brasília tem um novo governador. Agnelo Queiroz (PT) venceu por 66,1% a 33,9% a candidata ao governo do Distrito Federal pelo PSC, Weslian Roriz. Depois de não ter conseguido confirmar seu favoritismo no primeiro turno, Agnelo venceu o clã Roriz e terá agora quatro anos para governar uma cidade machucada por denúncias de corrupção e pelo abandono do poder público.

Acompanhado de sua esposa, Ilza Maria Queiroz, de seu vice, Tadeu Filippelli (PMBD), da vice-governadora Ivelise Longhi (PMDB), do senador Cristovam Buarque (PDT) e de apoiadores eleitos ou não, Agnelo fez um agradecimento especial à população do DF. Com lágrimas nos olhos e visivelmente emocionado, ele declarou: “Essa não é minha ou da nossa aliança, é uma vitória do povo”.

Com uma das maiores alianças da história da política local, o governador eleito agradeceu o apoio dos 13 partidos que fizeram parte da coligação Um Novo Caminho. “Essa foi uma aliança para mudar o Distrito Federal”, disse o governador, que terá maioria absoluta dentro da Câmara Legislativa, apoio na Câmara dos Deputados, no Senado Federal e da presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), além da confiança dos 875.612 eleitores que votaram e elegeram pela segunda vez um candidato petista.

Linha mestra

Agnelo disse neste domingo que sua prioridade será “resgatar” a estima do povo brasiliense com serviços públicos “dignos”. “A linha mestra dessa aliança é construir uma cidade com transparência e ética. Nossa prioridade será recuperar os serviços públicos”, disse o petista. No discurso da vitória, Agnelo aproveitou para elogiar a presidente eleita. “A vitória de Dilma vai ser a certeza de que colocaremos nosso programa de governo em prática. Ela é moradora de Brasília e tem carinho pela cidade”, disse. Agnelo também lembrou que recebeu apoio de todos os segmentos da sociedade e implantará políticas de desenvolvimento social.

O petista enfatizou que pretende, ao fim de seu governo, ver a esperança retomada no DF. “Precisamos fazer um bom governo para que a esperança na política se torne credibilidade”.

O governador eleito acredita que as eleições o deixaram mais forte para assumir o governo e pretende fazer uma transição pacífica. Transição que já começou com o telefonema do governador Rogério Rosso (PMDB), o qual, segundo Agnelo, ligou para dizer que está a disposição.

Outra preocupação é quanto ao orçamento. O novo governador terá agora dois meses para negociar novos valores a fim de que seus compromissos de governo sejam cumpridos.

Ainda no primeiro turno o governador eleito do Distrito Federal Agnelo Queiroz (PT) havia dito: “Queremos ganhar do [Joaquim] Roriz nas urnas”. Roriz se foi por conta da Lei da Ficha Limpa, mas colocou em seu lugar a esposa Weslian Roriz (PSC). Sem o prestígio do marido, a candidata se esforçou, mas ontem, por volta das 18h30, viu o petista cumprir sua promessa.

Agnelo venceu e confirmou todas as previsões de intenções de votos. A vitória, segundo o novo governador, “acaba com um ciclo e inicia um novo caminho”. Questionado se havia cumprido sua promessa de vencer seu adversário Agnelo foi sucinto: “Sim, eu venci”.

 

Governador entre 1995 e 1998, o senador reeleito Cristovam Buarque (PDT) disse que o governador eleito, Agnelo Queiroz (PT), terá a maior responsabilidade que um governador já teve na cidade. “Nós estamos certos de que a cobrança será muito grande. Nós nos unimos até aqui por causa do Roriz, agora nos unimos por causa do governo”.

Cristovam reafirmou que não pode haver marca de corrupção no governo e que o povo deve perceber que o que aconteceu é página virada.

O senador pediu rapidez no cumprimento das promessas feitas em campanha, especialmente na área da saúde: “Se não recuperarmos a área da saúde, em poucos meses as pessoas vão perder a confiança em nós. Então, é um grande desafio, mas o Agnelo está preparado”.

O ex-governador declarou ao Jornal da Comunidade que não irá interferir no governo de Agnelo e que será um apoiador do petista no Senado. Cristovam afirmou que apenas dará palpites quando for consultado por Agnelo. “Sempre que possível e que ele me pedir sugestões. Fora isso, não planejo nada especial, a não ser minha função no Senado”.

 

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Comunidade, o vice-governador eleito Tadeu Filippelli classificou como emblemática a vitória sobre a família Roriz. “Ela [a vitória] marca um momento muito importante no Distrito Federal, em que se escolheu um novo caminho, uma nova solução para o Distrito Federal, e se escolheu de forma expressiva”, disse Filippelli, que viu sua chapa vencer por uma diferença de 426.502 votos a adversária Weslian Roriz. “Os números são inquestionáveis”, completou.

Filippelli avisou que o governo será de coalizão e não de retalhamento e que, apesar da grande aliança, não se fará loteamento de cargos, mas cada um de seus apoiadores terá responsabilidades na construção de uma nova Brasília.

No final da conversa com a reportagem, Filippelli falou da importância de a população ter ido às urnas para mudar a história do DF. “Com o resultado dessa eleição, a população disse que Brasília não tem dono, Brasília tem jeito e esse jeito é o novo caminho”.

 

A vice-governadora Ivelise Longhi (PMDB) foi ao Hotel Lake Side para parabenizar o governador eleito Agnelo Queiroz (PT) e, com apenas dois meses pela frente, afirmou que pretende deixar um governo melhor do que quando chegou ao GDF. “Muitas coisas foram regularizadas. Eu e o governador [Rogério Rosso] saímos com a sensação de dever cumprido”.

Com o setor da saúde em frangalhos no DF, Ivelise falou sobre como pretende entregar a Agnelo a sua principal bandeira de campanha. “O que nós percebemos é que temos problemas grandes, com captação de pessoal, no salário dos profissionais de saúde. Nós estamos tentando junto ao governo federal uma negociação de recursos, já que recebemos verba para a saúde de dois milhões de habitantes, quando atendemos quatro milhões”, declarou.

Para a vice-governadora, hoje a saúde no Distrito Federal tem maior agilidade com a central de compras criada pelo GDF e tentará resolver questões que estão há vários anos prejudicando a saúde.

 

A ausência de 19% dos eleitores do Distrito Federal no segundo turno das eleições para governador e presidente da República foi considerada “um bom resultado” pelo vice-presidente e corregedor do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargador Mário Machado, pois a abstenção foi “praticamente igual à do primeiro turno”e havia a expectativa de que fosse mais alta por causa do feriado prolongado com o dia de Finados (2), na próxima terça-feira.

Cerca de 360 mil eleitores, dos 1.836.280 registrados no Distrito Federal não compareceram às urnas hoje (31), e, segundo Mário Machado, a cada quatro anos é normal que haja uma variação nesse número, porém, “o que se mostrou é que nessa eleição o percentual se manteve estável, inclusive em face do feriado”.

Já em relação a votos brancos e nulos, Mário Machado considera que “o importante é o registro da presença do eleitor e se ele, por algum motivo, prefere não votar num candidato é uma opção e só cabe se investigar a respeito”. O resultado final registrou a vitória do candidato da coligação PT/PMDB, Agnelo Queiroz, com 875.612 votos (66,10% dos votos válidos); a candidata do PSC, Weslian Roriz, teve 449.110 votos (33,90% dos votos válidos).

Para presidente da República, Dilma Rousseff (PT/PMDB) teve, no DF, 708.674 votos (52,81% dos votos válidos) e José Serra (PSDB/Dem), recebeu 633.299 votos (47,19% dos votos válidos).

Tal como no primeiro turno, o TRE/DF foi o primeiro tribunal a concluir a apuração dos votos e o corregedor atribuiu o fato “toda uma organização e um processo de aperfeiçoamento”, que incluiu reuniões individuais com todos os chefes de cartório, com os apontamentos do primeiro turno, “e com isso “se estabeleceu soluções para eventuais problemas que pudessem se repetir e para novos que pudessem aparecer”.

O presidente do TRE/DF, desembargador João Mariosi, agradeceu à população a maneira como se comportou, “de tal forma que não houve tumultos no Distrito Federal. Ele parabenizou os que venceram “para que tenham um bom período de comando” e aos vencidos, “nós estimamos que continuem lutando, pois é somente com oposição que as coisas melhoram e se aperfeiçoam no país”.

O Jornal da Comunidade traçou o perfil dos candidatos mais bem-sucedidos da coligação Um Novo Caminho nas eleições de 2010. Conheça melhor os futuros governantes do Distrito Federal.

Agnelo Queiroz (PT)

Aos 51 anos, o baiano Agnelo Queiroz foi eleito governador depois de passar pelos cargos de deputado distrital, deputado federal por Brasília e ministro do Esporte do governo Lula entre 2003 e 2006. Formado em medicina, ele se mudou para Brasília nos anos 80 e iniciou a vida política em 1990, eleito deputado distrital na primeira eleição para a Câmara Legislativa do DF. Em 1994 foi eleito deputado federal, cargo que ocupou por três mandatos. Em 2006 disputou com Joaquim Roriz uma vaga ao Senado e perdeu. Em 2010 Agnelo foi à desforra e derrotou a mulher de Roriz, Weslian, na disputa pelo governo do DF.

Tadeu Filippelli (PMDB)

Deputado federal e presidente regional do partido, aos 61 anos, o mais novo título de Tadeu Filippelli é o de vice-governador do DF. Durante sua carreira política, ocupou os cargos de deputado distrital, deputado federal por três mandatos, foi administrador de São Sebastião e secretário de Infraestrutura e Obras do governo de Joaquim Roriz, com quem rompeu em 2009.

Chico Leite (PT)

O cearense Chico Leite foi o deputado distrital mais bem votado, com 36.806 votos, 2,61% dos votos válidos. Ele parte para o terceiro mandato na Câmara Legislativa, onde hoje faz parte da liderança do PT. Bacharel em direito, Chico Leite lutou pela defesa dos consumidores, aprovou a lei do fim da tarifa básica de telefonia, a lei do lacre dos tanques de combustíveis e a lei do fim da cobrança dos pontos adicionais de TV a cabo. Ele foi o deputado campeão de votos em mais da metade das zonas eleitorais.

Antônio Reguffe (PDT)

Aos 38 anos, o carioca Antônio Reguffe foi o deputado proporcionalmente mais bem votado do país, com 266.465 votos, 18,95% do total. Ele ficou atrás apenas de José Roberto Arruda, que em 2002 se elegeu deputado com mais de 300 mil votos. Depois de três tentativas de entrar para a Câmara Legislativa, Reguffe foi eleito em 2006. O mandato pautado na economia de verbas e na transparência governamental lhe rendeu o cargo de deputado federal logo de primeira. Reguffe é formado em economia e jornalismo, foi líder estudantil e também é conhecido por combater a mordomia do funcionalismo público.

Cristovam Buarque (PDT)

Depois de oito anos no Senado, Cristovam Buarque foi reeleito com o maior número de votos do Distrito Federal. Aos 66 anos, ele conseguiu mais de 833 mil votos, um percentual de 37,27%, e ainda bateu um recorde pessoal. Em 2002 ele foi eleito com 680 mil votos. Cristovam foi governador do Distrito Federal, ministro da Educação e reitor da Universidade de Brasília.

Pitiman (PMDB)

Luiz Carlos Pietschmann, um dos responsáveis pela aliança entre PT e PMDB, nunca tinha disputado uma eleição e, de primeira, foi eleito deputado federal. Ele é empresário da construção civil e presidiu a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) até o ano passado. Pitiman teve a segunda campanha política mais cara do DF e chegou a desembolsar da própria conta para conquistar mais eleitores.

Chico Vigilante (PT)

De volta à Câmara Legislativa, Chico Vigilante promete reduzir em 30% as despesas da Casa. Ex-presidente do partido, foi ele quem começou a costurar a aliança com o PMDB, quando ainda estava à frente do PT. Maranhense, Vigilante ingressou na vida pública em 1979 com a criação da Associação dos Vigilantes do DF e foi deputado federal por dois mandatos.

Swedenberger Barbosa

Um dos assessores diretos do presidente Lula na Casa Civil, o dentista Swedenberger Barbosa teve participação de bastidor na aliança vitoriosa de Agnelo Queiroz. Além de ocupar um dos mais importantes cargos no Palácio do Planalto, atuou como ex-secretário de Governo do Distrito Federal na gestão de Cristovam Buarque (1995-1998). Berger, como é conhecido, é cotado para a Secretaria de Governo do GDF.

Geraldo Magela (PT)

Magela foi o único deputado federal pelo DF candidato à reeleição que conseguiu se manter no cargo e vai para o terceiro mandato. Ele fez parte do primeiro grupo de deputados distritais eleitos, em 1990, e foi um dos criadores da Lei Orgânica do DF. Foi distrital por dois mandatos e depois se licenciou para assumir o cargo de secretário de Habitação. Em 1998 foi eleito pela primeira vez deputado federal.

Paulo Tadeu (PT)

Pela primeira vez o Distrito Federal elegeu um deputado federal nascido em seu território. Paulo Tadeu, 43 anos, nasceu e foi criado em Sobradinho e ainda se consagrou como o deputado federal mais votado da história do PT. Em 1998, aos 31 anos, ele foi eleito o deputado distrital mais jovem da Câmara Legislativa. Antes de ser eleito para a Câmara Federal, Paulo Tadeu exerceu três mandatos como distrital e foi líder da bancada do PT na Câmara Legislativa.

Roberto Policarpo (PT)

Presidente regional do Partido dos Trabalhadores, Roberto Policarpo ficou como primeiro suplente da bancada de deputados federais por Brasília. Além disso, foi importante figura na aliança entre PT e PMDB.

Erika Kokay (PT)

Erika Kokay trocou a Câmara Legislativa pela dos Deputados. Nascida em Fortaleza, mudou para Brasília em 1970 e ficou conhecida pela defesa das minorias, principalmente dos homossexuais. Em 2009 foi relatora da CPI da Codeplan, que investigou as denúncias da operação Caixa de Pandora, e foi responsável pela retirada de Eurides Brito (PMDB) do cargo de deputada distrital.

Rodrigo Rollemberg (PSB)

Rollemberg trocou a cadeira na Câmara Federal, onde estava desde 2007, por uma vaga no Senado, onde trabalhará pela primeira vez. O carioca teve quase 739 mil votos, um percentual de 33,03%. Rollemberg foi deputado distrital por dois mandatos, secretário de Turismo, disputou as eleições para o governo distrital em 2002 e em 2004 assumiu a Secretaria do Ministério da Ciência e Tecnologia.

 

É quase uma unanimidade em Brasília o sentimento de cansaço com as eleições deste ano. Ninguém mais aguenta. Essa foi, sem dúvida, a pior campanha eleitoral do Distrito Federal. Uma chatice.

Sem empolgação, o povo ficou anestesiado. Em muitos momentos não era possível nem saber quem era ou não candidato a governador. A Justiça ocupou mais espaços do que a política. Juízes e advogados substituíram os marqueteiros.

Os boatos disseminados por toda a cidade criaram um clima de incerteza. As mentiras e os atores contratados para passarem-se por testemunhas confundiram o eleitor. Não se sabia quem era o bandido ou o mocinho. E quem era o candidato foi outra dúvida. Uma faz campanha nas ruas, mas quem aparece com foto e nome na urna eletrônica é outro.

Não se fala mais tanto de política como em outras eleições. O que é uma contradição para uma cidade que respira e vive de política.

O dia 31 de outubro encerrará uma época que atormenta o brasiliense desde a deflagração da operação Caixa de Pandora. Novos governantes com apoio popular terão a oportunidade de trazer de volta a autoestima da cidade.

Brasília foi massacrada nos últimos meses por uma briga de bandidos que buscaram o poder a qualquer custo. Usaram as piores armas e as mais baixas ações para conquistar o Palácio do Buriti.

As urnas no primeiro turno deram um recado e muitos ficaram pelo caminho. Outros conseguiram passar pelo filtro, mas irão formar uma minoria. O segundo turno é a grande oportunidade de extirpar de vez velhas práticas nocivas aos cofres públicos.

O eleitor é sábio. A voz rouca das ruas gritará um basta à impunidade, à ladroagem e a todo tipo de tentativa de gatunagem dos cofres públicos.

Seja qual for o resultado, o vencedor ou vencedora terá a obrigação de mudar esse quadro e respeitar a população e a coisa pública.

Que o jogo sujo, as baixarias e o comportamento nada republicano sejam sepultados junto com a apuração dos votos. A eleição de 2010 não vai deixar saudade, mas não merece ser esquecida. Ela tem que ser estudada e servir de exemplo para que erros não se repitam.

Todos nós somos culpados pela situação que chegou a política brasiliense: população, políticos, poderes constituídos e a imprensa.

Mas só se chegou a esse cenário de terra arrasada pela contaminação de grupos de bandidos travestidos de políticos populistas e salvadores da pátria. A cegueira foi geral, e esses bandidos foram conquistando espaço, deturpando os valores e destruindo as instituições públicas. Infiltração e influência semelhantes a da máfia italiana.

O declínio da quadrilha que briga pelo poder em Brasília é uma prova categórica da teoria defendida por muitos – a de que o crime organizado só é neutralizado mediante enérgicas ações do Estado e da sociedade.

Como nada é para sempre, esse estilo de governar entrou em declínio e, definitivamente, não é cosa nostra. Que venha 2014, porque 2010 já encheu o saco.

 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deferiu o pedido de alteração do limite de gastos da campanha presidencial da candidata Dilma Rousseff. O ministro Aldir Passarinho autorizou o aumento do limite de R$ 157 milhões para R$ 191 milhões.

Desse total, R$ 176 milhões fazem parte do teto do Partido dos Trabalhadores (PT) e R$ 15 milhões do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). O pedido foi feito por causa do segundo turno da eleição.

 

Da Agência Brasil – Termina nesta sexta-feira (29), dois dias antes das eleições, a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão e também as últimas propagandas pagas nos jornais impressos e aquelas feitas na Internet. A data também é o prazo final para a realização de debates entre os candidatos.

No sábado (30), um dia antes da eleição, os candidatos ainda poderão participar de carreatas e usar alto-falantes ou amplificadores de som, mas só até as 22h. No domingo (31), dia da eleição, não são permitidas manifestações, reuniões ou comícios e buzinaços. A lei permite apenas a manifestação individual e silenciosa do eleitor.

Nos estados onde houver segundo turno também para governador (Goiás, Alagoas, Pará, Amapá, Paraíba, Rondônia, Roraima e Piauí, além do Distrito Federal), os eleitores devem votar primeiro para governador e, em seguida, para presidente. Nos dois cargos, os números dos candidatos – ou da legenda – têm dois dígitos. O TSE permite o uso de colas eletrônicas, para facilitar o eleitor a lembrar o número de seu candidato. As seções eleitorais estarão abertas das 8h às 17h.

 

Pesquisa Datafolha realizada ontem com 1.112 eleitores mostra que a vantagem de Agnelo Queiroz (PT) sobre Weslian Roriz (PSC) oscilou positivamente de 23 para 25 pontos percentuais.

O candidato petista ao governo do Distrito Federal agora tem 55% das intenções de voto, contra 30% de sua adversária. Com relação ao último levantamento do instituto, realizado entre os dias 20 e 21, Agnelo oscilou um ponto para cima, enquanto Weslian, um para baixo (o placar era de 54% a 31%).

Considerando-se apenas os votos válidos (ou seja, excluindo-se votos brancos e nulos), Agnelo tem 65%, e Weslian, 35%.

De acordo com o Datafolha, 7% pretendem votar em branco ou anular o voto. Outros 8% se dizem indecisos. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

No primeiro turno, Agnelo venceu Weslian por mais de 13 pontos de diferença (48,41% a 31,5%).

Neste levantamento, Agnelo melhorou seu desempenho em vários estratos do eleitorado, como entre os que têm entre 35 e 44 anos (de 50% para 60%), entre os mais velhos (de 48% para 54%), entre os mais escolarizados (de 69% para 73%) e entre os mais pobres (de 36% para 41%).

Weslian Roriz tem maior intenção de voto entre os eleitores mais velhos (36%), entre os menos escolarizados (48%) e entre os mais pobres (41%).

Contratada pela Folha e pela Rede Globo, a pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral com o número 40068/2010 e no Tribunal Superior Eleitoral com o número 37405/2010.

 

Débora Zampier, da Agência Brasil – O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar amanhã (27) à tarde a validade da Lei da Ficha Limpa para as eleições deste ano. O assunto é o primeiro item da pauta de julgamento do plenário, com o recurso de Jader Barbalho, cujo registro foi negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O julgamento sobre a lei será retomado do zero, como se nenhum ministro tivesse se posicionado sobre o assunto. A Lei da Ficha Limpa começou a ser julgada no final de setembro, em cima do recurso de Joaquim Roriz (PSC), então candidato ao governo do Distrito Federal.

Na ocasião, o placar ficou em 5 a 5 pela validade da norma nestas eleições. Não houve o voto do 11º ministro da Corte, já que a cadeira está vaga após a aposentadoria do ministro Eros Grau. Os ministros acabaram discutindo os possíveis desfechos para o impasse e chegaram a cogitar a espera da nomeação do novo ministro. Depois de adiar a proclamação do resultado, os ministros foram surpreendidos pela desistência de Roriz, que indicou a mulher, Weslian Roriz, para concorrer em seu lugar.

O motivo da impugnação de Barbalho é o mesmo de Roriz: renúncia de mandato para escapar de possível processo de cassação por quebra de decoro. Por esse motivo, o julgamento de hoje deve ser mais ágil. O julgamento de Roriz foi dividido em dois dias, totalizando cerca de 16 horas.

 

O deputado distrital do PTB Dr. Charles oficializa sua parceria a candidatura de Agnelo Queiroz para o governo do Distrito Federal. O evento será realizado às 18h de hoje, na sede do Lions Club de Taguatinga.

O deputado, que teve mais de 14 mil votos e foi o décimo quinto mais bem votado do DF, reunirá sua equipe de trabalho para apresentar a Agnelo, que recebe um reforço de mais de 500 colaboradores/militantes que trabalham com Doutor Charles.

 

Na mais nova pesquisa divulgada pelo instituto Soma Opinião & Mercado, Agnelo Queiroz (PT) está com 62% das intenções de voto contra 38% de Weslian Roriz (PSC). Os números referem-se aos votos válidos, descontados brancos, nulos e indecisos. Em votos totais, Agnelo tem a preferência de 55% dos eleitores, enquanto Weslian fica no 33%. Ainda estão indecisos 7% dos entrevistados, o que significa que aumentou esse índice em relação aos dois levantamentos passados da Soma, onde esse dado ficou nos 5%. Os eleitores que disseram que votarão em branco ou anularão seu voto somam 6%.

Agnelo manteve praticamente o mesmo índice. Nos dois últimos levantamentos da Soma ele teve 52% e 56%. Ou seja, depois de uma leve subida, sua variação se manteve dentro da margem de erro, que é de 3,2 pontos percentuais. Weslian também manteve o mesmo índice, depois de uma ligeira queda inicial. Se no primeiro levantamento ela alcançou 36%, nos dois seguintes, contando com o mais recente, ela ficou nos 33%.

Isso mostra um grau razoável de cristalização da intenção de voto e de certeza do eleitorado sobre em quem vai votar.

Agnelo é superior a Weslian em todos os setores da sociedade medidos pelo Soma. Sua maior vantagem está entre os eleitores com nível universitário, em que o petista alcança 71% dos votos totais, contra 15% da ex-primeira dama. Nessa faixa, 4% ainda estão indecisos e 10% votarão em branco ou anularão o voto.

Na faixa com menor grau de escolaridade, ou seja, entre os eleitores que têm até o primeiro grau, Agnelo marca 46% contra 45% de Weslian. Ainda que o número seja próximo e possa ser considerado empate técnico, é a primeira vez que o petista ganha nesse setor da sociedade.

A pesquisa da Soma foi 941 eleitores entre os dias 18 e 20 de outubro em todo o DF e está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) com o número 37160/2010 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o 36115/2010.

Dilma consolida dianteira no DF

A presidenciável Dilma Rousseff (PT) registrou aumento de sua intenção de voto entre os eleitores do Distrito Federal. No primeiro levantamento da Soma depois do primeiro turno, José Serra (PSDB) havia marcado 47%, dez pontos percentuais à frente de Dilma. No anterior, publicado no dia 15 de outubro, Dilma havia passado Serra, mas apenas por um ponto, ainda dentro da margem de erro. Porém, esse levantamento mais recente da Soma mostra que Dilma está em viés de alta, consolidando essa liderança. Ela marcou 45% das intenções de voto, um aumento de dois pontos percentuais, enquanto Serra ficou nos 39% e perdeu três pontos percentuais. 8% dos entrevistados ainda se disseram indecisos, enquanto 8% afirmaram que vão anular seu voto ou votar em branco.

Em termos de votos válidos, isso equivale a 54% para Dilma contra 46% de Serra entre os eleitores do DF. Em Brasília, o perfil do eleitor de Dilma Rousseff tende a se aproximar do de Agnelo Queiroz, enquanto o eleitor de Weslian normalmente opta por também votar em Serra. A maior vantagem da candidata petista à Presidência fica entre os eleitores com nível universitário, onde ela marca 50% contra 36% do tucano. Nesse setor da sociedade, há 4% de indecisos, enquanto 11% irão anular ou votar em branco.

Números

Governador

Votos válidos

Agnelo – 62%

Weslian – 38%

Presidente

Votos válidos no DF

Dilma – 54%

Serra – 46%

 

Pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem a noite (20) mostra a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, com 46,8% das intenções de voto, contra 41,8% de José Serra, do PSDB.

A pesquisa registrou 4,1% de votos brancos e nulos e 7,2% dos eleitores indecisos. Na contagem dos votos válidos, que exclui brancos, nulos e indecisos, Dilma aparece com 52,8% e Serra, com 47,2%. A margem de erro é 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

O Sensus ouviu 2 mil eleitores entre os dias 18 e 19 de outubro. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 36.192/2010.

Mais cedo, o Ibope também divulgou pesquisa de intenção de voto para o segundo turno, que mostra Dilma com 51% das intenções de voto, contra 40% de Serra.

Às vésperas da eleição que definirá o novo governador do DF, flagrantes revelam o retorno do transporte pirata em várias regiões administrativas e a volta das invasões de terras públicas. Para especialistas, ilegalidades podem voltar a atormentar a capital

 

Luis Ricardo Machado, do Jornal da Comunidade – Com a aproximação do dia 31 de outubro, dia da votação do segundo turno, alguns problemas têm ganhado destaque e voltaram à pauta de discussão, principalmente nos palanques dos candidatos ao Governo do Distrito Federal.

E é justamente a chamada política da irregularidade uma das grandes preocupações de cientistas políticos, sociólogos e da população de uma forma geral com o futuro de Brasília. A simples realização de um segundo turno animou a turma a ser organizar e montar estratégias para a volta das vans, invasões de terras e ocupações de espaços públicos.

Para isto, os aspirantes ao Palácio do Buriti levantam a bandeira da preservação ambiental, do respeito à ocupação territorial da capital federal e do fim do transporte pirata, pontos que tiveram uma atenção especial no governo de José Roberto Arruda. Apesar do discurso e de toda atenção demonstrada por Agnelo Queiroz (PT) e Weslian Roriz (PSC) com o tema, estudiosos ainda mostram receio com o próximo governo.

A candidata Weslian traz em seu programa de governo várias propostas para o meio ambiente. Temas como gestão ambiental, áreas protegidas, qualidade ambiental, recursos hídricos, regularização fundiária, uso e ocupação do solo e saneamento ambiental ganham destaque e a promessa da ex-primeira dama, caso seja eleita, de adotar medidas de fiscalização, prevenção, combate e repressão à implantação de novas ocupações e parcelamentos irregulares dos imóveis públicos do DF.

Segundo o cientista político Paulo Afonso, o tema faz parte da história de Brasília e está diretamente ligado à trajetória política dos candidatos. “Eu não tenho dúvida que se a candidata Weslian vencer estas eleições, tudo voltará a ser como era antes. Se nós analisarmos a trajetória política de Joaquim Roriz, percebemos que seria um sinal verde para a volta das invasões de terras públicas, por exemplo”, comenta Paulo Afonso.

Quando o assunto é preservação ambiental, Agnelo traz em seus planos de governo a pretensão de mudar a política desenvolvida em governos passados. “Políticos conservadores e demagogos transformaram a capital em um local cheio de problemas sociais, econômicos e ambientais”, diz o petista.

Além dos pontos defendidos por ele desde o início de sua campanha, exemplo da implantação de uma política ambiental discutida com a população e que promova o desenvolvimento sustentável, Agnelo apresenta como saída para o problema metas como a coleta seletiva do lixo, a extinção do Lixão da Estrutural e a instalação de parques vivenciais no DF. “A situação hoje é preocupante devido à bagunça, à anarquia e à ilegalidade impostas há 14 anos. Vamos dar atenção à situação das nascentes, das bacias e dos parques”, afirmou.

 

Para sociólogos e estudiosos na área de geografia urbana, a volta das irregularidades pode ferir bem mais que o projeto arquitetônico de Brasilia. De acordo com o geógrafo e pesquisador da Universidade de Brasília (UnB), Aldo Paviani, a Lei Orgânica deveria ser revista para que as invasões de terras, por exemplo, não voltem a acontecer.

“Brasília é uma cidade planejada e a volta das invasões e outras irregularidades transformarão o DF em um caos urbano. É bem verdade que o governo tenta coibir, mas os governantes não tomam as medidas corretas para corrigir o percurso. Os candidatos ao GDF devem ficar atentos a tudo isto, porque caso contrário teremos um retrocesso em vários avanços já obtidos”, analisa o geógrafo urbano.

Aldo complementa que o crescimento desordenado acarreta o aumento da violência e outros males. “O que devemos pensar em relação à questão das moradias é aumentar a oferta para a população mais carente, mas junto disponibilizar saúde, educação, segurança e tudo que ela precisa para sobreviver com dignidade”.

 

Na campanha eleitoral de 2010 para o governo do Distrito Federal já aconteceu de tudo. Mas, um fenômeno chama a atenção: o sumiço das principais lideranças políticas brasilienses. Os desaparecimentos tiveram início meses antes da campanha.

Os motivos são vários. Vão desde ao autoexílio para fugir da mídia e de investigações policiais, passando pela desaprovação das urnas e indo até a Lei da Ficha Limpa. São personagens que de repente sumiram dos jornais, dos noticiários televisivos e de eventos públicos.

O mais novo desaparecido do cenário político é o ex-governador e ex-senador Joaquim Roriz (PSC). Ele se junta a outros notórios como o ex-governador José Roberto Arruda (sem partido), o ex-vice-governador Paulo Octávio (sem partido) e o ex-presidente da Câmara Legislativa, Leonardo Prudente (sem partido).

Também sem localização sabida e ignorada, mas com atuação nos bastidores, segundo comenta-se nas coxias do poder, estão a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSDB), o ex-senador Luiz Estevão (PMDB) e o delator Durval Barbosa. Isso sem citar ex-secretários do GDF, presidentes de estatais e empresas públicas e ex-parlamentares.

Candidato a um quinto mandato no primeiro turno nas eleições deste ano, Roriz foi presença marcante até duas semanas atrás, quando lançou sua mulher para ocupar o seu lugar na disputa ao Executivo distrital.

Barrado pela Lei da Ficha Limpa na Justiça Eleitoral e sem uma decisão final no Supremo Tribunal Federal (STF), Roriz exilou-se e voltou a ser o Joaquim. Os consiglieres da família e os marqueteiros de campanha chegaram à mesma conclusão: a presença de Joaquim mais atrapalha que ajuda o desejado crescimento de Weslian nesse segunto turno.

A candidata da família conseguiu ultrapassar o patamar de 30% dos votos, teto que Joaquim Roriz transferiu para a mulher. O problema é que, junto com o eleitorado fiel, ele também repassou a sua rejeição.

Para conseguir mais votos e tentar aproximar-se dos números de seu oponente, Agnelo Queiroz (PT), será preciso conquistar um novo eleitorado que historicamente reprova Joaquim.

Sem a presença do velho cacique, com novas cores, maior presença do vice Jofran Frejat (PR) e jingles que lembram um ambiente de igreja, Weslian faz uma campanha vendendo a ideia de novidade.

Para isso, teve que sacrificar o companheiro de 50 anos e colocá-lo à sombra da campanha, de onde ainda dá os pitacos e as orientações para a mulher. Vez ou outra ainda sai de casa para algum evento de campanha em redutos da cidade onde é bem aceito. Mas, trata-se se casos raríssimos.

Joaquim é mais uma vítima desse estranho fenômeno que assola os políticos brasilienses. Deixou o protagonismo desta eleição para ocupar um lugar na varanda.

 

Com duas semanas para o fim das eleições, cresce o apoio à candidatura de Agnelo Queiroz (PT), primeiro pelo reforço de candidatos que já foram eleitos e que estão, desde o começo, na coligação Um Novo Caminho. Agora, até mesmo aliados que têm trocado de lado estão mobilizando em favor da chapa de Agnelo.

Quem garante é o vice na chapa, o deputado federal Tadeu Filippelli (PMDB). Ele já foi o deputado federal eleito com a maior votação no DF. Este ano, protagonizou a aliança histórica com o PT, comprando muitas brigas para garantir que se repetisse, no DF, o mesmo arco de aliança do âmbito nacional, na chapa formada por Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB).

Filippelli concedeu ao Jornal da Comunidade entrevista em que conta sobre o segundo turno e os apoios que a chapa tem recebido depois do 3 de outubro.

O que muda na campanha de segundo turno?

Muita coisa, principalmente no que se refere à estratégia. Não muda nada nos valores que balizam a campanha, que continua rigorosamente limpa, criteriosa, porém o tipo de trabalho muda bastante. Nós damos atenção às articulações, apoios, etc. O trabalho externo de campanha passa a ser reforçado por aquelas lideranças já consagradas, que traduzem esse trabalho.

Existe algum tipo de reposicionamento?

Não existe da parte do Agnelo, da minha pessoa, reposicionamento do ponto de vista de articulação. Isso resultou na ajuda do Newton Lins (ex-candidato ao GDF pelo PSL) e também em uma manifestação do PV em relação ao apoiamento do nosso núcleo.

Que tipo de resposta a coligação vai dar para o que vocês mesmos chamaram de campanha “suja”?

Essa campanha sórdida existe desde o começo. Eles (o grupo que apoia Roriz) foram extremamente agressivos, de baixíssimo nível. Claro que nós precisamos neutralizar esses ataques, mas nós não produzimos nenhum ataque. Pelo menos não houve denúncia nenhuma até o momento de qualquer tipo de documento apócrifo contra o grupo da Weslian Roriz.

O senhor acha que a campanha pode descambar para a baixaria?

Sem dúvida nenhuma. Este é o último recurso que eles têm, dada a consolidação da intenção de votos e este é o perfil da equipe que trabalha na orientação da campanha [de Weslian Roriz]. Todos os nomes que a gente ouve, como o coordenador, como o conselheiro da campanha, mesmo formais ou informais, historicamente, são ligados a procedimentos de campanha não muito ortodoxos.

Há muita gente procurando vocês para declarar apoio?

Muita. Daqueles que foram eleitos e mesmo alguns suplentes, existe uma manifestação muito grande com relação a isso, muitos não formalmente, para que não sejam penalizados. Já há aqueles que não ficaram presos a essas formalidades, candidatos com belas votações, pessoas que declararam abertamente, publicamente, que estão trabalhando para a coligação Um Novo Caminho.

Esses apoios serão públicos?

Nos próximos meses, nós faremos uma grande reunião, somente de candidatos que deixaram aquela trincheira e vieram para nosso lado. Se você contabilizar o que representa isso em termos de pessoas no meio da comunidade, buscando votos, pessoas que já foram testadas pelas urnas, já foram medidas de alguma forma são mais algumas centenas de milhares de votos.

Qual o balanço da eleição até aqui?

O primeiro turno foi vitorioso, nós fomos vitoriosos de forma inquestionável. Saímos no começo da campnha de nove pontos e chegamos à eleição com 49. Ou seja, em três meses, houve uma subida de 40 pontos, demonstrando uma belíssima vitória. Além disso, fizemos os dois senadores, situação essa jamais vista na história de Brasília. Elegemos a maioria das vagas para a Câmara Federal e a maioria na bancada distrital, e para o segundo turno, até o momento, estamos vendo a tendência da vitória da coligação Um Novo Caminho.

Coligação tem conversado com outros partidos?

Temos muitos partidos que aderiram e fecharam posicionamento em torno da nossa união. O PTN, por exemplo, só está formalmente do outro lado, pois a grande maioria dos candidatos está do nosso lado. Além disso, candidatos de diversos outros partidos já estão trabalhando com a gente, do nosso lado, de maneira aberta, clara. Gente do DEM, do PSC, do PRTB, do PSDB.

Há alguma preocupação com o feriado prolongado no fim de semana da eleição?

Muita. É impossível não haver. Mas as pessoas precisam saber que não se pode trocar quatro dias de feriado por quatro anos de governo. Brasília teve uma experiência muito dura no último ano, e há grande conscientização, não dá para botar em risco a próxima administração. A experiência que Brasília viveu não permite mais quatro anos de uma gestão que não seja extremamente boa. Por isso, fazemos um apelo à população para que vá às urnas no segundo turno. (Com colaboração de Suzano Almeida)

 

Suzano Almeida, do Jornal Coletivo – A Coligação Um Novo Caminho do candidato ao GDF, Agnelo Queiroz (PT), entra hoje com uma ação pedindo a cassação da candidatura de Weslian Roriz (PSC) por causa da promessa, divulgada nos programas eleitorais de ontem e hoje, de promover um perdão generalizado de multas de trânsito emitidas até o dia 30 de setembro. A promessa ficou conhecida como bolsa-pardal.

Segundo o advogado da coligação, Claudismar Zupiroli, a promessa feita em campanha se caracteriza como compra de votos e está prevista no artigo 41-A da Lei Eleitoral nº 9.504/97. Zupiroli anunciou que protocolará, até o fim do dia, uma representação contra a candidata da Coligação Esperança Renovada, por tentativa de captação ilícita de votos.

“Nós iremos entrar com essa representação por acreditarmos que a promessa de campanha da candidatada trata-se de oferecer ao eleitor vantagens, no caso o não pagamento de uma dívida, em troca do voto dele”, diz o advogado, que espera que a ação seja levada a julgamento em 30 dias.

Caso a denúncia seja julgada procedente, Weslian pode ter sua candidatura impugnada, e se vier a ser a vitoriosa nas eleições, poderá ter seu mandato cassado, por compra de votos.

Na representação ao TRE-DF, a coligação de Agnelo pede que seja suspensa a veiculação da propaganda em que Weslian promete perdão das multas e que o TRE explique ao eleitor que a promessa da candidata é inviável. O outro advogado da coligação, Luiz Alcoforado, chegou a comparar a promessa de Weslian à distribuição de brindes. “É como oferecer uma camiseta, uma caneta”, diz Alcoforado.

A representação assume ares também de um chamado contra a bandalha generalizada. A candidata não especifica se serão todas as multas, até mesmo das pessoas que foram flagradas dirigindo sob o efeito de álcool, que serão perdoadas.

O primeiro senador cassado do Brasil, Luiz Estevão, que tem sido visto como frequentador da cúpula de campanha de Weslian, era um ardoroso defensor de um processo de anistia geral das multas. Ele defendeu essa proposta à frente de seu mandato de distrital. O dono do Brasiliense também virou manchete dos jornais por um dos seus carros ter dezenas de multas.

Polêmica

Durante anos o Distrito Federal viu suas ruas invadidas pela ilegalidade no transporte, na distribuição, grilagem e invasões de lotes, nas feiras instaladas em estacionamentos e calçadas de forma indiscriminada, prejudicando o trânsito de carros e pedestres. A proximidade das eleições já iniciou o processo de “volta da baderna”.

Vans de transporte clandestino já podem ser vistas com facilidade pelas ruas da cidade e invasões, áreas próximas a regiões de proteção ambiental estão sendo invadidas por pessoas que acreditam piamente que a busca por votos dos candidatos possam render frutos e um pedacinho de terra.

Segundo o especialista em direito eleitoral, Jackson Domenico, não há ilegalidade na promessa da candidata. “Ela está em campanha, portanto não infringe a nada na lei. Porém, caso alguma parte sinta-se prejudicada pode pedir a impugnação da “isenção” da cobrança da dívida e poderá recorrer à Justiça e pedir a sua impugnação”.

 

O candidato ao governo do Distrito Federal Agnelo Queiroz (PT) tem 56% das intenções de voto, segundo pesquisa do Instituto Veritá encomendada pela Record Centro-Oeste e divulgada nesta quarta-feira (13). Weslian Roriz (PSC) – que se tornou candidata a dez dias do 1º turno das eleições, após a desistência do marido, Joaquim Roriz – tem 35% dos votos.

Brancos e nulos somam 5,9% e indecisos são 3,1%. Considerando apenas os votos válidos, quando brancos e nulos são excluídos, Agnelo tem 61,5% contra 38,5% de Weslian. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Na pesquisa espontânea, onde os nomes dos candidatos não são apresentados, o petista aparece com 54,5% contra 34,5% de Weslian. Brancos e nulos são 5,8% e indecisos chegam a 5,2%.

No primeiro turno das eleições, Agnelo recebeu 48,4% dos votos dos brasilienses e Weslian, 31,5%. Toninho do PSOL teve 14,2% e Eduardo Brandão, 5,64%, segundo apuração do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O instituto Vertitá ouviu 2.400 pessoas dos dias 9 a 11 de outubro. O levantamento está registrado no TSE com o número 35672/2010 e no Tribunal Regional Eleitoral com 36320/2010.

 

Luciana Lima, da Agência Brasil – Pesquisa do Instituto Sensus, encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), divulgada hoje (14) aponta a liderança da candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff por 4,6 pontos percentuais sobre o candidato tucano José Serra. Dilma registrou 52,3% dos votos válidos e Serra, 47,7%.

O resultado aponta um empate técnico entre os dois candidatos considerando a margem de erro da pesquisa que é de 2,2 pontos. Na consulta espontânea, Dilma obteve 44,5% das intenções de voto e José Serra, 40,4%.

A pesquisa ouviu 2 mil pessoas em 136 municípios das cinco regiões nos dias 11 a 13 de outubro. A pesquisa foi registra no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 35.560/2010.

 

Luciana Lima, da Agência Brasil - A rejeição da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, cresceu de acordo com a pesquisa do Instituto Sensus, encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), divulgada hoje (14). Das 2 mil pessoas entrevistadas, 35,4% disseram que não votariam em Dilma, contra 32,6% do levantamento de setembro. A rejeição de José Serra (PSDB) apresentou decréscimo, mas ainda é maior que a da petista. Dos entrevistados, 37,5% disseram que não votariam no tucano, contra 40,2% em setembro.

A pesquisa mediu também os efeitos do debate promovido pela TV Bandeirantes. Dos que assistiram ao debate, 54,7% avaliaram que Dilma teve um desempenho melhor que o de Serra, e 45,35 optaram pelo tucano.

Pesquisa CNT/Sensus aponta a liderança da candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff, por 4,6 pontos percentuais sobre o candidato tucano José Serra. Dilma registrou 52,3% dos votos válidos e Serra obteve 47,7%.

O resultado aponta um empate técnico entre os dois candidatos considerando a margem de erro da pesquisa que é de 2,2 pontos. Na consulta espontânea, Dilma obteve 44,5% das intenções de voto e José Serra obteve 40,4%. Votos brancos e nulos somaram 4% dos entrevistados. A pesquisa registrou ainda 10,6% de pessoas que não responderam ou não souberam responder.

A pesquisa ouviu 2 mil pessoas em 136 municípios das cinco regiões nos dias 11 a 13 de outubro. A pesquisa foi registra no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 35.560/2010.

Na contagem regional, o candidato tucano registrou crescimento em todas as regiões e Dilma caiu em todas elas. Somente no Nordeste a candidata petista mantém a liderança, mesmo tendo caído em relação a setembro. No Nordeste, Dilma obteve 60,7% das intenções de voto e Serra, 31,1%. Em setembro, Dilma obteve 66% e Serra 24,5%.

Na Região Sul, Serra obteve o maior crescimento. O tucano obteve 56% das intenções de voto e Dilma, 36,4%. Em setembro, Serra registrou 45,5% das intenções de voto e Dilma tinha 40,7%.

Na Região Sudeste, Dilma está com 43,3% das intenções de voto enquanto Serra tem 44,7%. Em setembro, a petista tinha 52,1% das intenções de voto e Serra, 36%.

Já nas regiões Centro-Oeste e Norte, que foram analisadas em conjunto, Dilma obteve 40,7% das intenções de voto e Serra, 45,7%. Em setembro, a petista havia registrado 48,9%, enquanto Serra tinha 38,2%

 

Jorge Wamburg, da Agência Brasil - Diferentemente do que ocorreu em eleições passadas, quando o horário de verão foi adiado para depois do pleito, a medida começará a vigorar este ano na data prevista – à meia-noite de sábado (16) – porque as urnas eletrônicas já estão programadas para fazer a adaptação automaticamente.

A informação foi dada hoje (14) pelo secretário de Energia do Ministério de Minas e Energia, Ildo Grüdtner. Ele informou que o horário de verão vai representar uma economia de 5% do consumo nos horários de pico nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul. A medida vai vigorar até 20 de fevereiro de 2011.

Grütner disse ainda que apesar das reclamações sobre o horário de verão, qualquer coisa que se faça para economizar energia compensa o esforço. Ele explicou que a economia de energia prevista representa duas vezes o consumo da cidade de Brasília no horário de pico – das 19h às 21h – e a 62% do que é consumido na cidade do Rio de Janeiro no mesmo horário.

Duas novas pesquisas de intenção de voto para governador do DF divulgadas na sexta-feira, dos institutos Soma e Exata, apontam que Agnelo Queiroz manteve a vantagem já obtida em primeiro turno sobre a sua concorrente, Weslian, na votação para o segundo turno

Rodrigo Mendes de Almeida, do Jornal da Comunidade – Duas novas pesquisas, divulgadas na sexta-feira (8), mostram que se mantém estável a diferença entre os dois candidatos ao GDF que foram para o segundo turno, Agnelo Queiroz (PT) e Weslian Roriz (PSC). Levantamento do Instituto Soma Opinião & Mercado aponta Agnelo com 51% do total dos votos.

Isso representa uma subida de sete pontos percentuais em relação à votação que ele teve, de 44% dos votos totais – mantendo-se, na conta do total de votos, brancos e nulos. Já Weslian chega aos 36% dos votos totais, uma subida de oito pontos em relação à votação total que ela teve, de 28%. De acordo com a Soma, 7% dos entrevistados declararam que irão votar em branco ou anular seu voto. Outros 7% disseram que ainda estão indecisos.

A pesquisa do Instituto Exata Opinião Pública traz valores extremamente parecidos. Nela, Agnelo chega aos 51,7% de votos totais e Weslian, aos 35,6%. Segundo a Exata, 7,5% dos seus entrevistados declararam que vão votar em branco ou nulo, ao passo que 5,2% ainda se disseram indecisos. A Exata fez os cálculos de quanto seriam os votos válidos para cada um dos candidatos se esses números se repetissem nas urnas.

Nesse caso, Agnelo teria 55,9% dos votos válidos e estaria eleito governador do DF, e Weslian teria 38,5% dos votos válidos. Ainda sobre votos válidos, onde são excluídos os brancos e os nulos, Agnelo teve, no primeiro turno, 48,5% e Weslian, 31%.

O diretor de pesquisa do Instituto Soma, Ricardo Penna, explica que o levantamento foi feito na chamada “virada fria”, ou seja, logo depois da divulgação dos resultados de primeiro turno e antes de se iniciar a campanha de segundo turno.

46,5% da espontânea

Já o Instituto Exata trouxe os dados da modalidade espontânea, onde o entrevistado responde sem ver os nomes dos concorrentes. Nesse modelo, Agnelo, mais uma vez, fica à frente com 46,5% da intenção de votos. Weslian chega aos 29,9%, enquanto 0,1% de entrevistados disseram que votariam em outro nome. Ainda na espontânea, 23,4% dos eleitores ouvidos afirmaram que anulariam seu voto ou votariam em branco.

A pesquisa do Instituto Soma está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 34827/2010 e no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) com o 35041/2010. A Soma ouviu 944 eleitores entre os dias 4 e 6 de outubro e tem 3,2 pontos percentuais de margem de erro. Já a pesquisa da Exata está registrada no TRE-DF com o protocolo 35185/2010 e ouviu duas mil pessoas, entre os dias 5 e 8 de outubro.

Votos de Toninho vão para Agnelo

Outro dado importante que o estudo da Soma traz é sobre a migração de votos dos candidatos do primeiro turno para o segundo. Apesar de declarar que irá anular seu voto, o terceiro colocado na disputa em primeiro turno, Toninho do PSOL, que teve 14,5% dos votos válidos, tem seu eleitorado em maioria passando a votar em Agnelo.

58% das pessoas que afirmaram terem votado em Toninho no primeiro turno disseram que agora, no segundo, irão votar em Agnelo. Outros 13% dos eleitores de Toninho afirmaram que vão migrar para Weslian. Dos eleitores de Toninho, apenas 13% vão seguir o ex-candidato e anularão seu voto. Outros 15% ainda estão indecisos.

Migração do PV

Já o candidato do PV, Eduardo Brandão, que essa semana declarou apoio a Agnelo para o segundo turno, tem 44% de seus eleitores migrando para Agnelo, e 12% para Weslian. Brandão tem mais eleitores que passarão a anular seu voto: 20% dos que votaram no candidato do PV agora pretendem anular ou votar em branco. 25% dos que escolheram Brandão, porém, ainda estão indecisos com seu voto para o segundo turno. Porém, esse índice ainda pode ser alterado, pois o levantamento foi feito antes da declaração de apoio de Brandão.

Serra coloca 10 à frente de Dilma.

A Soma também mediu a intenção de voto para presidente entre o brasiliense e constatou que José Serra (PSDB), terceiro colocado no DF, atrás de Marina Silva (PV) e Dilma Rousseff (PT), subiu enormemente entre os eleitores de Marina e abre dez pontos de vantagem sobre Dilma. Na pesquisa Soma, Serra tem a preferência de 47% do eleitorado brasiliense, enquanto Dilma tem 37%.

Nível de escolaridade

O Instituto Soma fez também o levantamento dos votos dos dois candidatos por nível de escolaridade. De acordo com a pesquisa, Weslian só vence Agnelo no segmento da sociedade com menor grau de escolaridade, o que tem até o primeiro grau. Aí, o placar fica em 51% para Weslian contra 40% de Agnelo. Porém, entre os eleitores que têm segundo grau, Agnelo vai a 55% e deixa Weslian com 29%. A diferença é ainda maior quando a medição é feita entre quem tem grau universitário: 65% a 16% para Agnelo.

Segundo Ricardo Penna, o DF tem 25% de sua população economicamente ativa formada por servidores públicos, o que dá margem a um grau maior de escolaridade e politização além de um nível de renda maior, com consequências como mais gente acessando a internet, lendo jornais, etc. Ainda segundo o diretor do instituto Soma, há um terceiro fator que promove o envolvimento com a política: a proximidade com o poder.

 O candidato da coligação Um Novo Caminho conta com o apoio das maiores lideranças políticas do Distrito Federal, o que foi comprovado pela aprovação de seus aliados nas urnas

 

Lea Queiroz, do Jornal da Comunidade – O exército de Agnelo Queiroz (PT) está nas ruas com força total. A lista de apoiadores de expressão é encabeçada por nada menos que os senadores eleitos Cristovam Buarque (PDT) e Rodrigo Rollemberg (PSB) que juntos predominaram na preferência do eleitorado brasiliense com uma vitória folgada sobre os adversários.

Esse exército conta também com os campeões de votos na disputa pela Câmara Federal por Brasília, que tiveram como destaques os deputados Reguffe (PDT), com mais de 260 mil votos, e Paulo Tadeu (PT), com mais de 160 mil. Outras lideranças reconhecidas que foram confirmadas no pleito também engrossam a fileira de apoiadores de Agnelo a exemplo dos petistas Magela e Érika Kokay eleitos para a Câmara Federal. O estreante em mandatos eletivos. Luiz Pitiman, do PMDB, também faz parte da seleta tropa de lideranças que apoiam o “comandante” Agnelo.

Os deputados distritais Chico Leite, Arlete Sampaio, Cabo Patrício e Chico Vigilante, todos do PT, compõem ainda o pelotão de frente na busca por levar Brasília a Um Novo Caminho. Quem também faz parte dessa equipe de vencedores são os deputados distritais eleitos Wasny de Roure (PT), Joe Valle (PSB) e Prof. Israel Batista (PDT).

Reeleito para o Senado Federal, o professor Cristovam Buarque afirma que será um soldado incansável de Agnelo Queiroz na disputa pelo governo do Distrito Federal e neste momento a dedicação será ainda maior. “Eu vou fazer o que os coordenadores da campanha pedirem, agora independentemente disso, eu vou estar na agenda do Agnelo. Como cidadão de Brasília eu não posso imaginar a vergonha que seria ter de volta a prática política que vinha predominando nessa cidade. Seria um constrangimento muito grande”, observa o senador.

Ele reafirma que irá contribuir como que puder par a vitória do Agnelo. “Estou ajudando em tudo que posso. Reunião de equipe, campanha nas ruas, fazendo ligações, intermediando apoios e também no meu twitter.”

O senador Rodrigo Rollemberg diz que continua mobilizado e mandou fazer panfletos de agradecimento com os quais aproveita para pedir votos em Agnelo e também para a candidata à Presidência da República pelo PT, Dilma Rousseff.

“Pretendo correr todos os lugares, pelo menos os principais, porque não vai dar tempo ir a todos, para agradecer e pedir votos para o Agnelo e para a Dilma. Já estou fazendo isso, já estive na rodoviárias duas vezes, nas filas de ônibus, onde já estive na campanha. Não tem descanso, só depois da vitória do Agnelo”, comenta.

Rollemberg considera uma questão de honra que a vitória seja completa. “É bom para o Distrito Federal e bom para o Brasil eleger Agnelo governador e Dilma para presidente. Agora com o mandato de senador o meu compromisso só aumenta, por isso eu me sinto na responsabilidade de atuar nesse sentido”, argumenta.

Campeões de votos

O deputado federal campeão de votos, Reguffe (PDT), declara que está com Agnelo sem dúvida nenhuma e que pretende pedir votos para ele de todas as formas possíveis, na televisão, nas ruas, pelos meios que for. “Vou participar da campanha dele e eu pretendo não só votar mas como também pedir voto para ele. Eu sei qual é a responsabilidade que eu tenho com o futuro dessa cidade e pretendo gravar para o horário político gratuito dele, vou acompanhar nas ruas, vou estar junto na campanha”, explica Reguffe.

Após reunião com apoiadores, o deputado eleito, Paulo Tadeu (PT), destacou quatro pontos a serem trabalhados para apoiar Agnelo: “manter o discurso e os compromissos que convenceram 676.394 eleitores (48,41%) a votar em Agnelo Governador; reforçar os compromissos com a ética, a transparência e o serviço público de qualidade para conquistar os eleitores de Toninho do PSOL; reforçar as propostas para o meio ambiente e a economia sustentável, para conquistar os eleitores de Eduardo Brandão do Partido Verde; e falar aos eleitores que votaram nulo ou em branco e aos que abstiveram.”

Deputado distrital mais votado em todo o Distrito Federal, Chico Leite desta a necessidade de mostrar ao eleitor que essa é uma eleição de causa e não de pessoas ou partidos. “De um lado está tudo que envergonhou o Distrito Federal e de outro lado está o resgate do amor próprio da cidade que nós amamos. Essa é a diferença e nós precisamos mostrar isso para o eleitor envolvendo toda a militância”, considera.

Para Leite, agora é que a disputa está polarizada de fato, mas é preciso alertar para essa diferença de significado das candidaturas. “O Agnelo é a melhor opção. Essa é uma eleição de causa e o outro lado significa o que envergonhou e pode voltar a envergonhar a cidade. Não podemos optar por isso. Está muito claro.”, avalia.

A deputada distrital eleita Arlete Sampaio (PT) aponta a decisão de seu partido de fortalecer a coordenação de campanha de Agnelo. “Vamos trazer a nossa base que impulsionou a nossa vitória para se dedicar intensamente à campanha do Agnelo”, comenta. Ela conta que já fez plenárias com seus apoiadores para discutir as principais ações que incluem várias iniciativas como panfletagem, bandeiraços, mobilização para comícios e trabalhar junto aos segmentos da cidade. “Nenhum descanso. Toda a nossa turma está na rua para eleger Agnelo Queiroz. A única chance de Brasília fechar um ciclo que é um ciclo de governos corruptos que destruíram os serviços públicos é Agnelo governador”, reforça.

Aliados ressaltam propostas e reforçam apoio

O senador reeleito Cristovam Buarque destaca a importância de reforçar a estratégia do primeiro turno com alguns aperfeiçoamentos. Para ele, Agnelo deve continuar com o mesmo estilo de campanha no segundo turno, mas deve dar ênfase a três pontos: primeiro, o que vai fazer nas cidades com rorizistas, como equipar escolas e implantar o período integral nas cidades de Samambaia, Paranoá, Santa Maria e Brazlândia, além de implantar o saúde em casa. O segundo ponto é dizer o que vai fazer relacionado ao meio ambiente para conquistar os eleitores do PV, como a restauração do parque do Guará. O terceiro ponto são as medidas que ele irá adotar contra a corrupção.

O deputado federal Magela (PT) investirá na campanha de corpo a corpo nas ruas junto ao candidato. “Agnelo é a melhor opção para o DF. Continuaremos firmes para elegê-lo governador”, observa.

Magela destaca que vai continuar a campanha na internet e conversar com as pessoas para explicar a importância de se eleger Agnelo. “O primeiro passo foi dado. Conseguimos mais votos no primeiro turno, elegemos Cristovam, Rollemberg e uma grande bancada distrital e federal. Estamos preparados para consolidar a vitória do nosso projeto político no 2º turno”, garante Magela.

O deputado distrital Cabo Patrício (PT) afirma que continua mobilizado do mesmo jeito que estava no primeiro turno. “Não mudou nada. Na verdade a gente vai intensificar porque agora é diferente, não tem mais as candidaturas proporcionais. Eu mantive toda a estrutura de campanha para a campanha de governador. Agora o nome é o do Agnelo”, observa.

Segundo o petista, o objetivo agora é intensificar os trabalhos nas cidades onde Agnelo saiu vitorioso e colocar uma forte militância para atuar nas cidades que ainda não tiveram maioria. “Agora tem que valorizar mais ainda o tempo de televisão com propostas específicas para aquelas cidades em que ainda não somos maioria, para o cidadão e para o servidor público do DF. Nossa missão é trabalhar dia e noite”, reforça.

Após o primeiro turno, a deputada federal eleita Érika Kokay (PT) tirou uns dias para descansar da intensa rotina de campanha, mas segundo sua assessoria, ela voltará as suas atividades normais terça-feira, o que incluí um grande apoio a Agnelo Queiroz. Érika Kokay já está apostando na divulgação da agenda do candidato em suas redes sociais.

PV reforça base

Eduardo Brandão, que concorreu no primeiro turno, anunciou na última semana o apoio de seu partido a Agnelo no segundo turno. “Nós fizemos uma opção porque eu entendo que as pessoas que votaram no Partido Verde, nos honraram com seu voto, e elas têm que estar sempre representadas. Se votaram na gente é porque gostaram do nosso projeto”, afirmou Brandão.

Ele informa que foi apresentada a Agnelo Queiroz uma carta programática voltada para a questão ambiental e, nela, Agnelo deve assumir o compromisso de que, se eleito governador, vai cuidar das questões referenciadas no documento. “Não tenho pretensão nenhuma. Estamos fazendo um apoio programático. O partido entendeu que Brasília precisava disso. Essa coisa da família Roriz se perpetuar no poder é muito ruim. É por isso que estamos apoiando o Agnelo por entender que nós precisamos de uma proposta mais moderna e atual”, comenta Brandão.