O presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, foi visto ontem na Residência Oficial de Águas Claras e no Centro Administrativo do Governo do Distrito Federal em Taguatinga (o Buritinga). O assunto, segundo fontes do governo, girou em torno de análises e cenários nas eleições que acontecem em outubro de 2010. Presidente da empresa que virou sinônimo de pesquisa de opinião pública no Brasil, ele acompanhou com lupa todas as eleições realizadas no país desde a volta à democracia, em 1985. Montenegro foi traçar um cenário ao governador José Roberto Arruda (DEM).
Montenegro foi um dos principais personagens da semana. Na quarta-feira (26), A convite de graúdos peemedebistas, Montenegro foi à noite na casa do deputado Eliseu Padilha, traçar um panorama do cenário eleitoral de 2010. Diante de um punhado de governistas, Montenegro voltou a dizer que Lula não vai conseguir eleger a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e ressaltou que o PT está excessivamente desgastado.
Parte dos presentes achou uma avaliação exagerada faltando mais de um ano para a eleição, mas as explicações foram ouvidas com atenção. Nos próximos meses os peemedebistas decidirão seu rumo para 2010, e a única certeza é de que este caminho será junto ao provável vencedor.
Mas Montenegro também colocou fogo na platéia de peemedebistas. Ele pregou a candidatura própria à Presidência da República e sugeriu que o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), concorresse, mesmo para perder.
“O Lula disputou três até vencer, o Serra já concorreu uma vez, o Ciro, duas”, lembrou. E disse mais: 1. “O PMDB é o grande partido do país e deve ter um projeto nacional”; 2. “O DEM quase não tem representatividade no país”; 3. “O PSDB é muito paulista”; 4. “O PT vai ter resultados pouco expressivos nos estados”.
No início da semana, a revista Veja circulou com uma entrevista do dono do Ibope. Um dos mais experientes analistas do cenário político nacional e faltando pouco mais de um ano para a sucessão presidencial, Montenegro fez uma análise que o consagrará se acertar. Ele aposta que o governo, apesar da imensa popularidade do presidente Lula, não conseguirá eleger a ministra Dilma Rousseff. Também afirma que o PT está em processo de decomposição.
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