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Centro Integrado de Comando e Controle Regional do DF, inaugurado no Mundial, atuará para garantir a segurança e tranquilidade durante as eleições deste domingo (5/10)

Um dos legados da Copa do Mundo em Brasília terá atuação importante nas eleições do próximo domingo (5). O Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICCR) do Distrito Federal, que foi inaugurado para o Mundial, terá suas atividades potencializadas na garantia da segurança do pleito.

Representantes do TRE-DF e do Ministério Público Eleitoral (MPE) vão estar dentro do CICCR acompanhando o monitoramento da cidade. Em agosto, foi assinada uma portaria entre a Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP/DF) e o tribunal estabelecendo a parceria.

“O CICCR foi inaugurado para a Copa, mas a partir daí sempre esteve em atividade e continuará sendo um importante instrumento de segurança pública do DF. Já realizamos várias operações a partir do centro e teremos uma ação estratégica para as eleições. A iniciativa de colocar o centro à disposição em nível nacional foi de Brasília”, explica o secretário de Segurança Pública do DF, coronel Paulo Roberto Oliveira.

Tempo real – As forças de segurança dos 26 estados e do DF estarão interligadas à Justiça Eleitoral para evitar e combater práticas criminosas durante a votação. Agentes de segurança e servidores do Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE/DF) trocarão informações, em tempo real. O mesmo ocorreu nos 32 dias de Copa nas 12 cidades-sedes do evento.

O Centro Integrado de Comando e Controle Regional, que coordenou as ações de segurança durante o Mundial, 24 horas por dia, iniciou sua operação em maio de 2014. Instalado na Secretaria de Segurança Pública, o local é equipado com ferramentas de inteligência e aparelhos tecnológicos de última geração.

Durante o Mundial, 320 câmeras começaram a funcionar no monitoramento de toda a área central, dos arredores do Estádio Mané Garrincha e do Taguaparque, espaço que abrigou o FIFA Fan Fest, em Taguatinga, além de algumas regiões do DF.

Brasília recebe o 5º Congresso Ibero-Americano de Jovens Empresários. Além de visitarem o Estádio Mané Garrincha, os participantes irão debater a experiência da realização do Mundial no país

Jovens líderes empresariais de diversos países estarão em Brasília nesta sexta (19) na 5ª edição do Congresso Ibero-Americano (CIJE). O evento, realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, debate, entre outros temas, a experiência de realização da Copa do Mundo no Brasil e o esporte como ferramenta de desenvolvimento social e como oportunidade de negócios.

A programação do congresso inclui uma visita ao Estádio Nacional Mané Garrincha, que foi palco de sete jogos do Mundial e que receberá, em 2016, partidas de futebol feminino e masculino dos Jogos Olímpicos. A cidade entrou na rota dos grandes eventos até 2019 que, juntos, deverão gerar impacto econômico de cerca de R$1,3 bilhão, de acordo com dados do Observatório do Turismo do DF.

Arena – Para Carolina Valente, presidente da Federação Ibero-Americana de Jovens Empresários (Fije), uma das organizadoras do evento, o tour pela arena é o momento mais aguardado do encontro. “Todos estão empolgados para conhecer o palco da Copa do Mundo”, revela. Cerca de 200 jovens empresários devem participar do encontro.

A presidente da Fije revela que conseguiu trazer o evento para Brasília graças à realização do Mundial. “Aproveitamos que os jovens empresários estavam com vontade de conhecer o país-sede do Mundial e vendemos a ideia de que eles poderiam ver de perto o que foi feito. E nada melhor do que trazer o congresso para Brasília, que representa tão bem as belezas e riquezas do país”, conta. A capital do país foi a cidade mais bem avaliada pelos turistas durante a competição.

Integração – O objetivo do evento é promover negócios e a troca de experiência entre os participantes. Além disso, o congresso pretende incentivar o turismo empresarial e a integração econômica regional, além da formação de novas lideranças empresariais. A Fije irá lançar durante o encontro o Portal JE Negócios – uma plataforma eletrônica para facilitar a integração internacional de empresas comandadas por jovens.

Serviço:

5º Congresso Ibero-Americano de Jovens Empresários (CIJE)

Local: Centro de Convenções Ulysses Guimarães

Data: 19 de setembro de 2014

Inscrições gratuitas

 

Presidente da Fecomércio-DF, Adelmir Santana

Presidente da Fecomércio-DF, Adelmir Santana

A maioria dos empresários brasilienses (46,2%) avaliou a realização da Copa do Mundo no Brasil de forma negativa do ponto de vista de vendas. É o que mostra o levantamento do Instituto Fecomércio feito entre os dias 14 e 18 de julho, após o Mundial. Foram consultadas 238 empresas, sendo 53,4% do Plano Piloto e 46,6% de outras regiões administrativas. Entre os comerciantes que aprovaram a organização do torneio (36,6%), os que mais se mostraram satisfeitos com o faturamento durante a Copa foram os proprietários de lojas de material esportivo: 51,2% declararam o evento como positivo.

Para o presidente da Federação do Comércio, Adelmir Santana, essa situação já era esperada. De acordo com ele, durante a Copa todos os segmentos ligados ao evento saíram ganhando, como as lojas de material esportivo, os hotéis, os shoppings e os bares e restaurantes. Entretanto, os outros setores não registraram aumento nas vendas. “O Dia dos Namorados, por exemplo, coincidiu com a abertura da Copa e isso atrapalhou bastante uma data que é considerada a terceira mais importante para o nosso setor. Além disso, em alguns horários o comércio não funcionou e no final das contas quem tinha um dinheiro extra acabou optando por comprar ingressos para os jogos ou consumir produtos do evento”, explica o presidente da Fecomércio.

Apesar disso, Adelmir Santana considera que a realização da Copa foi muito positiva para imagem do País e isso trará benefícios no futuro. “Quem visita um país e é bem recebido fica sempre com vontade de regressar. Essa imagem se reflete em todas as áreas, seja no mundo dos negócios, no turismo ou na política internacional”, destaca.

Entre os benefícios trazidos pelo evento, os empresários que aprovaram a Copa no Brasil, destacaram o Turismo (47%) e Mais Vendas (28,9%) como as principais vantagens. Já para os empreendedores que avaliaram o evento como negativo, os itens Superfaturamento e Queda nas Vendas foram os mais citados, com 32,6% e 51,7% das respostas, respectivamente.

Já em relação ao impacto negativo, os empresários entrevistados responderam que houve queda nas vendas (média de -8,76%). Mesmo com o aumento nos segmentos de materiais esportivos e calçados, não houve influência positiva nos outros setores.

A maioria dos lojistas entrevistados (67,2%) fez investimentos para atrair mais clientes, dentro desse universo, 37,8% optaram por uma vitrine mais elaborada e 32,1% em propagandas. A justificativa mais citada para os que não quiseram fazer investimentos em seus estabelecimentos por causa do Mundial foi a de que não houve necessidade, com 87%.

Os itens mais vendidos em função da Copa do Mundo foram: artigos ligados ao Mundial e camisas do Brasil. Os gastos acima de R$ 200 foram os mais citados pelos lojistas (33,6%). As formas de pagamento mais utilizadas pelo consumidor nesse período foram os cartões de crédito e débito, com 83,6%, seguido por pagamento à vista – dinheiro ou cheque -, com 10,9%.

Com relação à geração de empregos, 7,6% dos lojistas declararam ter realizado contratações temporárias para o período da Copa do Mundo. Durante o campeonato, estima-se que o mercado de mão de obra ocupada teve aumento de 1,30%. A maioria dos empresários disse que seus funcionários não tiveram dificuldades em atender o público estrangeiro (90,3%). Os segmentos pesquisados foram: eletroeletrônicos, calçados; lojas de departamento; loja de variedade; material esportivo, perfumaria; restaurantes e vestuário.

 Agnelo selfie

Cerca de 8 milhões de fotos foram enviadas pelo celular durante os jogos da Copa do Mundo no Estádio Nacional de Brasília. A média foi de 16,7 imagens por torcedor

Teve festival de futebol dentro de campo, e de cliques nas arquibancadas. Os torcedores que foram ao Estádio Nacional de Brasília não perderam tempo e eternizaram os momentos vividos na arena. Nas sete partidas do Mundial realizadas no Mané, o público enviou 8 milhões de fotos pelo celular.

Entre os torcedores conectados estava a empresária Marcella Pinho, 25 anos. Brasiliense, ela foi a dois jogos no estádio: Argentina x Bélgica e Brasil x Holanda. “Tirava fotos desde a entrada até lá dentro, com meus familiares e da partida também. Cheguei a tirar 25 fotos em uma única partida”, conta Marcella, que compartilhou as fotos nas redes sociais em tempo real.

O volume recorde de imagens foi enviado na disputa entre Brasil e Camarões, em 23 de junho: ao todo, foram 1,6 milhão de fotos transmitidas. Ana Luiza Egito, 32, viu de perto a goleada verde e amarela, e tirou pelo menos 10 fotos naquele dia. “Registrei o antes, o durante e o depois dos jogos. Até queria tirar foto com os turistas, mas a bateria do meu celular acabou”, relembrou a estudante.

Tráfego – Em números de fotos, os torcedores que estiveram no Mané Garrincha perdem apenas para o Maracanã, de onde foram enviadas 10,5 milhões de fotos. Palco do jogo final da Copa, a arena do Rio de Janeiro alcançou uma média de 35 imagens por torcedor na partida em que a Alemanha derrotou a Argentina na prorrogação e conquistou o título. Para medir o tráfego total de ligações e de comunicações de dados, segundo o SindiTelebrasil, foi considerado um período de sete horas, começando três horas antes da partida e se encerrando duas horas após o jogo.

“A Copa é um momento único, emocionante. Não imaginávamos tanto turista e um espetáculo tão maravilhoso, então queríamos registrar o momento e mostrar que estávamos participando”, explica Marcella. O uso de hashtags – palavras-chave utilizadas para agrupar e compartilhar temas nas redes sociais – também era comum para a empresária: “Pessoas de todo o mundo buscavam essas marcações e aí curtiam a minha foto”.

Considerando o público total do estádio nos jogos, de 478.218 pessoas, cada usuário enviou, em média, 16,7 imagens. As informações foram divulgadas pelo Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil).

“Copa das selfies” – Durante as 64 partidas do Mundial no Brasil, que foi apelidado pela imprensa de “Copa da​s selfies”, foram feitas 4,5 milhões de ligações telefônicas e enviadas 48,5 milhões de fotos. “A selfie é uma febre pela facilidade de fazer o autorretrato e postar instantaneamente, usando a tecnologia do celular. É comum em qualquer evento, mas na Copa foi especial, por se tratar do meu primeiro Mundial, no meu país”, afirmou Ana Luiza.

O jornalista Bruno Dantas, 24, foi ao Mané Garrincha com a família no último jogo do Brasil no Mundial, contra a Holanda (12/07). Ele já tinha ido a um show no local, mas nunca a uma partida de futebol. “Eu entrei no estádio na hora que estavam tocando o Hino Nacional, foi muito emocionante ver a quantidade de torcedores cantando juntos”, disse.

Patriotismo – Os brasileiros demonstraram seu amor pelo país. O casal Rachel Bardawill, empresária, 30, e Bruno Sigmaringa Seixas, 34, administrador, também foi à arena na disputa do terceiro lugar do mundial. Eles aproveitaram para celebrar o patriotismo e o amor nas redes sociais: “Fizemos vários selfies, o cenário era lindo e estávamos felizes em participar de um momento histórico para nosso país”, disse Rachel.

Aos poucos, a capital federal vai adquirindo tons de azul de branco, cores da seleção argentina, que disputará amanhã (5) a terceira partida das quartas de final da Copa do Mundo, contra a Bélgica, As duas primeiras serão hoje (4): Alemanha e França, às 13h, no Maracanã, no Rio de Janeiro, e Brasil e Colômbia, às 17h, no Castelão, em Fortaleza. cada vez mais presentes.

Animados, os torcedores argentinos chegam a Brasília e já ocupam a área preparada pelo governo do Distrito Federal para que acampem e deixem seus carros e motorhomes em segurança.

Acampados em Brasília, argentinos querem final com o Brasil. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Acampados em Brasília, argentinos querem final com o Brasil. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A Granja do Torto, a cerca de 12 quilômetros do Estádio Mané Garrincha, palco do jogo de amanhã, ganhou ares de uma típica arquibancada do estádio La Bombonera, em Buenos Aires, do Boca Juniors, principais clubes da Argentina. Os veículos estacionados estão enfeitados com bandeiras personalizadas, como se cada carro trouxesse uma pequena torcida organizada.

Um dos veículos chama a atenção. É o El Carnavalito, um ônibus Mercedes-Benz 1974, decorado especialmente para a Copa do Mundo. Um adesivo acima do para-brisa traz seu nome e as bandeiras do Brasil e da Argentina. El Carnavalito trouxe a Brasília o comerciante argentino Elias Sarrouf, de 28 anos, junto com mais quatro amigos, moradores da província de Jujuy. Viajar pelo Brasil em um veículo de 40 anos, “que está andando muito bem”, foi a forma de extrair o máximo de uma experiência de Copa do Mundo, disse Sarrouf.

“É impressionante viver o dia a dia de um Mundial. Em cada lugar, em cada cidade visitada, trataram-nos muito bem. As pessoas no Brasil são muito acolhedoras, somos irmãos sul-americanos. A vivência que estamos tendo é muito linda”, destacou o comerciante. O cansaço da viagem está estampado no rosto de cada um, mas falar de futebol é combustível suficiente para manter o ânimo de todos.

“Vou torcer pelo Brasil contra a Colômbia e no próximo jogo também. Eu quero uma final com vocês. Nós queremos, mas vocês, não! Vocês têm medo de um maracanazo!”, provocou Elias, com bom humor, referindo-se à partida final da Copa de 1950, disputada no Maracanã. Naquela final, o Brasil, que precisava de um empate para ficar com o título, perdeu do Uruguai nos minutos finais. O episódio ficou conhecido como Maracanaço.

“Ambos estamos jogando mal, Brasil e Argentina. Mas queremos que seja esta a final”, disse o também comerciante Alejandro Garnacho, de 50 anos. Então, um de seus companheiros de viagem, sentado ao lado, entrou na conversa. “Eles não querem. Têm medo”, afirmou, com certo rancor na voz.

Garnacho veio de Buenos Aires com sete amigos para assistir às partidas da seleção argentina em São Paulo, com vitória sobre a Suíça na prorrogação, e deste sábado em Brasília. Já na cidade, a corrida do grupo de amigos é outra: conseguir ingressos. “Para este jogo, ainda faltam três ingressos. Somos oito, mas só temos cinco ingressos”. Ele, que até então conversava sem muito interesse, olha para o repórter, cheio de esperança. “Tem algum para vender?”.

Xavier Stanco, de 35 anos, programou-se com mais antecedência. Comprou as entradas pelo site da Fifa, em novembro do ano passado, pagando R$ 180 por partida. Morador de Buenos Aires, Stanco chegou a Brasília com um amigo em uma caminhonete. Nela, eles dormem e cozinham em um pequeno fogão instalado na carroceria. Esta foi a forma encontrada para economizar o máximo de dinheiro possível.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

“Viemos de carro porque era mais barato. O carro serve como transporte, hotel e cozinha também. Vamos ao supermercado e, com cerca de R$ 10, compramos um frango, um macarrão…”, explicou. O torcedor argentino contou com a ajuda dos brasileiros, que lhes deram feijoada quando foram a Belo Horizonte.

Com ingresso, ou não, Xavier Stanco, Alejandro Garnacho, Elias Sarrouf e seus parceiros de viagem têm algo em comum: todos tiveram que economizar bastante para essa maratona sobre rodas no país da Copa. Stanco junta dinheiro há um ano e Garnacho, há três. Sarrouf foi além. “Estamos economizando desde que soubemos que o Brasil seria a sede do Mundial. E a verdade é que viemos com o dinheiro contado. Os ingressos são muito caros, principalmente na revenda. Com o preço de dois ingressos na revenda, dá para comprar um carro usado na Argentina.”

A grande distância entre as cidades-sede da Copa, o preço dos ingressos e a necessidade de se manter durante o período na estrada são obstáculos agravados pela crise na economia do país vizinho. “Custa caro vir ao Brasil porque o peso [moeda argentina] não vale muito. Um real vale 5 pesos”, afirmou Stanco. “Os preços no Brasil são altos, se formos converter em pesos, mas temos que fechar os olhos e pronto. Estamos aqui, é o que importa. Com o pouco que temos, gastemos ou não, é o que temos aqui”, disse Sarrouf.

E é a bordo de El Carnavalito que Sarrouf e seus amigos torcem para que o time liderado por Messi volte ao Rio de Janeiro, desta vez para disputar a final da Copa. Eles reconhecem, porém, que, perdendo ou ganhando nos gramados, a experiência de todos os torcedores estradeiros no Brasil será única e para sempre. (Marcelo Brandão, da Agência Brasil)

 

Atendimentos essenciais aos cidadãos deverão manter escala para garantir serviço

O horário do expediente nos órgãos da Administração Pública Direta, Autárquica e Fundacional do Distrito Federal nesta sexta-feira (4), será até às 12 horas, em virtude do jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2014.

A decisão foi publicada em decreto nesta quarta-feira (2), no Diário Oficial do DF.

O decreto estabelece, ainda, que as unidades responsáveis por atendimentos essenciais aos cidadãos deverão manter escalas de modo a garantir a prestação ininterrupta dos serviços. (Beatriz Ferrari)

 mane

Projeto do estádio de Brasília é apresentado no livro Arenas do Brasil. Obra com 292 páginas traz o histórico da modernização e da construção dos 12 estádios para o Mundial de 2014, em artigos, entrevistas, desenhos técnicos e dezenas de fotos. Lançamento será nesta quinta, 3 de julho, em São Paulo.

Reunir em uma única obra o histórico da modernização e da construção dos 12 estádios para o Mundial de 2014, desde a concepção dos projetos. Esta é a proposta do livro Arenas do Brasil – Arquitetura e engenharia nos estádios brasileiros para a Copa de 2014, que será lançado pela Editora Mandarim na quinta-feira, 3 de julho, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo.

Em 292 páginas, o livro documenta as ideias, as histórias e os problemas por trás do desafio de erguer as 12 modernas arenas que são hoje palcos dos movimentados jogos da Copa no Brasil. A edição inclui textos, memoriais descritivos, desenhos técnicos, dezenas de imagens, além de entrevistas com arquitetos e engenheiros responsáveis por projetar e gerenciar as obras desses equipamentos esportivos.

Arenas do Brasil dedica ainda uma seção à história dos estádios desde a primeira Copa do Mundo, no Uruguai, em 1930, até os dias atuais; e outra seção às primeiras ideias para os novos estádios nas 17 cidades candidatas a sediar a Copa de 2014 no Brasil.

O livro tem o patrocínio das empresas Akzo Nobel, Acelor Mittal, Atlas, GCP Arquitetos, Odebrecht, Otis, e apoio da GettyImages, Mendes Júnior, Minas Arena, Construcap, Egesa e HAP. Tem também apoio institucional do Sindicato da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco) e da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA).

Principais conteúdos

- Estádios da Copa, de 1930 a 2010: uma visão dos estádios nas 19 Copas do Mundo de Futebol já realizadas. O estádio Centenário, em Montevidéu (Uruguai), o San Siro, em Milão (Itália), a arena Rasunda (Suécia), o Maracanã de 1950, o Estádio Azteca (México), palco da vitória brasileira em 1970, e a série de novos estádios construídos a partir de 1998, para a Copa da França, já em sintonia com as exigências do futebol contemporâneo.

- Primeiras ideias em 17 cidades-candidatas: neste capítulo, são apresentadas as propostas dos estádios das 17 capitais brasileiras candidatas entre 2007 e 2009 a sediar jogos da Copa 2014: Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Campo Grande, Belo Horizonte, Cuiabá, Brasília, Rio de Janeiro, Salvador, Manaus, Belém, Rio Branco, Natal, Recife, Fortaleza, Florianópolis e Goiânia.

- Os projetos definitivos em 12 cidades-sede: um capítulo para cada novo estádio, com entrevistas com arquitetos/engenheiros, memoriais descritivos, desenhos e plantas, cobertura, paisagismo, controle e segurança, entre outras áreas, de forma a dar um panorama técnico-conceitual do estado-da-arte no projeto contemporâneo de modernas arenas multiuso.

SERVIÇO

Livro Arenas do Brasil – Arquitetura e engenharia brasileiras nos 12 estádios para a Copa de 2014

Lançamento: dia 3 de julho de 2014, a partir das 20 horas

Local: Instituto Tomie Ohtake

Rua Coropés, 88 – Pinheiros

Metrô Faria Lima / Estacionamento no local

Preço especial de lançamento: R$ 99,00

Informações: Editora Mandarim, tel. 11 3362-2585

buriti

Medida ocorrerá para desafogar trânsito para facilitar circulação de torcedores que assistirão ao jogo entre França e Nigéria no Mané Garrincha

Será ponto facultativo para os servidores do Governo do Distrito Federal (GDF), nesta segunda-feira (30). O objetivo é melhorar a mobilidade urbana da cidade em função do jogo pelas oitavas de final da Copa do Mundo, entre as seleções de França e Nigéria, no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha.

A partida ocorrerá às 13h, conforme o decreto publicado no Diário Oficial do Distrito Federal, número 35.437, de 16 de maio de 2014. Confira aqui íntegra da publicação. http://www.seap.df.gov.br/images/PDF/DECRETO%2035.437.pdf

Foto: Pedro Ventura

Foto: Pedro Ventura

Alguns estabelecimentos comerciais estimam crescimento de até 80% em dias de partidas com a Seleção Brasileira

As comemorações do quarto jogo do Brasil com placar de 1×1 – que não desempatou até a chegada dos pênaltis – lotaram bares e restaurantes de Brasília. Ocupadas por brasileiros e estrangeiros, as mesas cheias triplicaram as vendas em alguns estabelecimentos comerciais.

No Sudeste, o Primeiro Cozinha de Bar estava com todas os espaços ocupados e a entrada teve foi permitida apenas para quem já tinha reserva. “Hoje, tem gente que conseguiu entrar depois da nossa limitação e está comendo em pé”, destacou o sócio, Gustavo Santos.

Segundo ele, a expectativa é de aumento no faturamento. “Nós fizemos treinamento, melhoramos a estrutura com televisões e telões. Estamos sempre com os lugares cheios e esperamos acréscimo de 20% no mês”, finalizou.

Depois da vitória da seleção brasileira, a festa continuou mesmo para quem é chileno. “Eu gostei muito da Copa no Brasil. Tem muita gente, muita comida boa e muita festa. Embora o Brasil tenha ganhado, estou feliz com o jogo”, contou o estrangeiro, Eduardo Munhoz, 24 anos à reportagem da Agência Brasília.

No Pontão do Lago Sul, o gerente do Bierfass, Paulo Sérgio Neres, também estava satisfeito com a clientela. “Desde a abertura da Copa até hoje, nosso movimento melhorou muito e a casa está sempre lotada. Estamos com várias promoções e as vendas tiveram aumento de até 80% em alguns dias”, detalhou.

Em uma das mesas do estabelecimento, vibrava um trio de torcedores – incluindo um colombiano que mora na capital, a esposa brasileira e a cunhada que veio de Manaus.

O marido, Rafael Pinzon, 73 anos, é professor e mora no país desde 1962. Segundo ele, não torce em primeiro lugar nem pelo Brasil, nem pelo país de origem e aposta mesmo em um outro país latino americano. “Eu gostaria que a Costa Rica ganhasse. É um país pequeno e o futebol de lá está crescendo. Estão jogando bem e merecem ganhar mais do que a Colômbia”, afirmou.

“Estou achando ótimo aqui no Pontão, energia positiva. Esse é o primeiro jogo que assisto aqui e achei bem melhor e mais animado”, contou a geógrafa Socorro Pinzon, 62 anos.

Já a irmã de Socorro, a juíza Eunice Nascimento, contou que aproveitou a Copa para encontrar os familiares. Antes do fim da partida, acreditou na vitória brasileira e a profecia se concretizou. “Vim para ver minha irmã e torcer pelo Brasil e eu acho que o Brasil vai vencer se Deus quiser”.

No mesmo bar, a animação também reinava em outra mesa, preenchida por um grupo de amigas que sempre se reúne nos jogos. “A gente sempre tá junto e se encontra em casa mesmo. Dessa vez, viemos para cá porque ficamos sabendo que estava bem animado”, enfatizou a estudante Sarah Bosque, 20 anos, que mora no Lago Sul.

No Café Antiquários, também no Pontão, a animação e a expectativa também eram grandes. De acordo com o gerente, Bruce Arruda, as vendas triplicaram com o aumento da movimentação. “Aumentou muito o número de clientes, tanto estrangeiros quando brasileiros, principalmente em jogos do Brasil. Para atrair a clientela, instalamos cinco televisões a mais, sendo que já tínhamos três, além da decoração”, detalhou.

No bar, o garçon Luziano Júnior Rodrigues, 24 anos, estava dividido entre fazer o trabalho e assistir ao jogo. “O coração é brasileiro e o pão de cada dia tem que conquistar. Tem que trabalhar e ficar de olho no jogo e vamos lá que vai dar sempre Brasil”, concluiu. (Ailane Silva, da Agência Brasília)

 mane

Estádio Nacional registra novo recorde na centésima partida do Brasil em mundiais: arena alcança público de 1 milhão

Um dia para ficar na memória de todos os brasilienses. A partida entre Brasil e Camarões nessa segunda-feira (23/6), em Brasília, marcou o centésimo jogo da Seleção Brasileira em Copas do Mundo da FIFA™ e sacramentou uma marca histórica: mais de 1 milhão de torcedores no Mané Garrincha desde a reinauguração. O placar, com vitória brasileira de 4 x 1, também é a maior goleada do time verde-amarelo no Mundial até agora.

“Este é um dia histórico. O Mané Garrincha tem quebrado todos os recordes, atraído um público fantástico, e dado muito boa sorte para a nossa Seleção”, comemorou o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz. “É uma grande emoção ver este estádio cheio e sendo instrumento tão importante para o desenvolvimento de nossa cidade, gerando emprego e renda. Quem ganha com isso é o povo do Distrito Federal”, declarou.

Segundo a FIFA, 69.112 torcedores de todas as partes do mundo compareceram ao Mané Garrincha – o maior público da Seleção Canarinho na primeira fase do Mundial – e deram um show nas arquibancadas. O número de espectadores é também o maior da história do estádio Mané Garrincha desde a inauguração, em 1974. Em 46 eventos realizados desde maio de 2013, o Estádio Nacional de Brasília já recebeu 1.006.112 espectadores.

A partida reuniu, ainda, outros números marcantes. Neymar fez o centésimo gol desta edição da Copa. Com dois gols na partida, o camisa 10 virou artilheiro da competição, e o sexto maior goleador do Brasil em Copas do Mundo.

A partida que selou a classificação do Brasil para as oitavas de final foi acompanhada, no próprio estádio, pelo príncipe Harry, quarto na sucessão ao trono britânico. O neto da rainha Elizabeth II assistiu à partida na Tribuna de Honra, ao lado do governador Agnelo Queiroz. O príncipe deixou o protocolo de lado, e vibrou a cada gol na arena brasiliense. O “palpite real” de Harry, que sugeriu um placar de 3 x 1, mostrou-se modesto frente ao show de bola do time brasileiro.

“É um momento magnífico. Brasília ocupando sua justa posição no cenário nacional e internacional, um grande exemplo, uma festa incrível”, destacou o secretário Extraordinário da Copa 2014, Claudio Monteiro.

JOGADORES – Após a partida, os jogadores da Seleção agradeceram os torcedores brasilienses pelo carinho e afirmaram que jogar na capital dá sorte ao time. “É um estádio que me traz muita sorte. Estou muito feliz em jogar aqui novamente”, disse Neymar, na zona mista, em entrevista.

“Jogar no Mané Garrincha é maravilhoso. É o estádio mais bacana onde já joguei nesta Copa. A torcida criou um ambiente maravilhoso. Muito obrigado, Brasília”, elogiou Fred.

Os ministros do Esporte, Aldo Rebelo, e da Justiça, José Eduardo Cardozo, também compareceram ao Mané Garrincha para a partida desta segunda-feira (23). O ex-técnico da Seleção Brasileira, Vanderlei Luxemburgo, percorreu a arena antes do apito inicial e reconheceu a qualidade da estrutura. “É o estádio com mais cara de Copa do Mundo. Fiquei maravilhado com o que vi”, declarou.

 ingressos copa

Segundo a polícia, 11 foram detidos tentando vender ingresso para a partida. Príncipe Harry foi ao Mané Garrincha, onde 69 mil viram a Seleção vencer 

Do G1 DF – O dia do único jogo do Brasil em Brasília pela primeira fase da Copa do Mundo teve a prisão de cambistas, protesto contra os gastos da Copa, público de 69.112 no Estádio Nacional Mané Garrincha e a presença do príncipe Harry, herdeiro do trono inglês, na arena, ao lado do ministro do Esporte, Aldo Rebelo. Em campo, a Seleção Brasileira venceu Camarões nesta segunda-feira (23) por 4 a 1 e se tornou a melhor equipe do grupo A na competição.

Segundo o delegado Jefferson Lisboa,11 cambistas foram detidos por venda ilegal de ingressos nos arredores da arena. Eles estavam com 350 ingressos verdadeiros e 50 falsos, além de 50 cartões de débito. Entre os cambistas havia um polonês, um inglês, dois holandeses e sete brasileiros. Eles portavam R$ 26.069 e U$ 3,7 mil em espécie, de acordo com a polícia. A pena máxima pelo crime é de cinco anos de prisão.

Lisboa disse suspeitar de que os estrangeiros participem de uma organização criminosa. “Ainda é preciso identificar a função de cada um na suposta organização”, afirmou.

Os quatro estrangeiros vão ser julgados no Brasil. Se condenados, devem cumprir a pena no país e então serão deportados. O grupo foi levado para o Departamento de Polícia Especializada (DPE), no Sudoeste.

Durante a noite, a Coordenação de Comunicação para a Copa do Mundo (ComCopa) divulgou um balanço parcial apontando que 15 pessoas foram presas por venda ilegal de ingressos nas imediações do estádio.

Os dados ainda não haviam sido fechados até a publicação desta reportagem.

Antes do jogo, cerca de 70 manifestantes – segundo a Polícia Militar – participaram de protesto contra os gastos da Copa do Mundo e a demissão de metroviários durante greve da categoria em São Paulo.

O grupo chegou a queimar uma réplica da taça da Copa do Mundo, que media cerca de 1,80 m, de acordo com os manifestantes.

Os manifestantes se concentraram na Rodoviária do Plano Piloto, de onde partiram em direção ao estádio. Eles foram impedidos de prosseguir por uma barreira policial posicionada no Setor Hoteleiro Norte.

De volta à rodoviária, o grupo impediu a passagem de ônibus que se deslocavam até o estádio, e a Tropa de Choque foi chamada. Representantes dos manifestantes conversaram com policiais e pediram a retirada da tropa, mas o pedido foi negado.

Estádio – Ao contrário do que aconteceu nas outras duas partidas da Copa em Brasília, nesta segunda não houve registro de grandes filas e dificuldade dos torcedores para entrarem no Estádio Mané Garrincha.

Na saída, o clima foi de festa e tranquilidade. Segundo a Coordenação de Comunicação para a Copa do Mundo (ComCopa), não houve registro de ocorrências de destaque e o trânsito fluiu normalmente antes, durante e depois do jogo.

Dentro do Mané Garrincha, o príncipe Harry, herdeiro do trono britânico, assistiu à partida ao lado do ministro Aldo Rebelo. Antes da bola rolar, ele disse que acreditava em uma vitória do Brasil por 3 a 1. Harry também visitou o Hospital de Reabilitação da Rede Sarah, em Brasília .

Fan Fest – Segundo a ComCopa, 40 mil pessoas estiveram no Taguaparque, em Taguatinga, nesta segunda-feira (23), para assistir aos jogos da Copa e aos shows musicais da Fifa Fan Fest. Além da transmissão do confronto entre Brasil e Camarões, o destaque da programação foi a apresentação do cantor de funk melody Naldo. Ele subiu ao palco depois da vitória da Seleção.

  agnelo

O governador Agnelo Queiroz (PT) têm sorrido muito nos últimos dias, feliz da vida com o sucesso da Copa em Brasília. Motivos não faltam: Bares, restaurantes e hoteis lotados e o Estádio Nacional Mané Garrincha com o maior público da Copa durante o jogo Brasil x Camarões (mais de 69 mil pessoas).

E Agnelo, nos bastidores, tem feito o seguinte comentário: “Por onde andam aqueles políticos ultrapassados e até esquecidos pelo eleitor, que falaram que meu governo não daria conta da Copa? Por onde andam meus opositores agora? Vão falar o quê? Nosso trabalho está aí, pra quem quiser ver. Brasília deu um salto tremendo e hoje é internacionalmente conhecida e reconhecida. O Estádio Nacional é um sucesso só e Brasília comemora. Não é, definitivamente, um ‘efefante branco’ “, afirmou.

Será que Cristovam (PDT) e Fraga (DEM) entenderam o recado?

Fonte: Blog do Donny Silva

Foto: Pedro Ventura

Foto: Pedro Ventura

 

Em frente ao Estádio, a Torre de TV reuniu brasileiros e estrangeiros com atrações como capoeira e o ritmo africano mandeng

Bem próximo ao Estádio de Brasília Mané Garrincha, a Torre de TV concentrou centenas de pessoas que passaram pelo local antes da partida do Brasil contra Camarões. No local, além de capoeira, a melodia africana foi preparada pelos próprios brasilienses do grupo Foliaê.

Os músicos chamaram a atenção de brasilienses e dos turistas com seus tambores. “Nós tocamos a cultura mandeng, da África. Viemos mostrar para galera que é o que gostamos de fazer, que é tocar e dançar. Nesse jogo, que temos um país africano, tivemos a oportunidade de valorizar essa cultura”, disse a produtora do Foliaê, Naine França.

Quem passou pela Torre de TV também pôde entrar no suingue da capoeira da Liga Metropolitana de Capoeira do Distrito Federal. São 12 grupos que se apresentam tradicionalmente no local com música e dança todos os domingos.

“Viemos para um ponto que é extremamente turístico e que reúne todas as pessoas que estão subindo para o estádio para fazer uma roda e apresentar a nossa cultura. Queremos mostrar a ginga e a música brasileira que muitos desconhecem”, disse a integrante Carolina Terra, 31 anos.

O mestre da Escola do Mundo Capoeira, Alex Carcará, destacou que essa manifestação cultural brasileira já vem sendo exibida internacionalmente. “A gente mostrou há alguns meses nosso trabalho na Finlândia, Suécia, Rússia e Portugal. Hoje temos francês, cubano e iraniano participando do grupo de capoeira”, disse.

“Temos 10 milhões de capoeiristas no Brasil e, em Brasília, a roda de capoeira acontece todos os dias. A Copa é mais uma oportunidade para mostrar essa cultura ao mundo”, completou o mestre.

CAPITAL VIRA DOCUMENTÁRIO – Brasília também entrará no cenário de um documentário produzido por franceses, com a participação do grupo de Brasília Móveis Coloniais de Acaju, que levaram caixa, violão, escaleta e dois saxofones para tocar ao ar livre, próximo ao estádio.

“Nós estamos fazendo o retrato do Brasil através das músicas do Jorge Ben Jor. Nós vamos fazer outras cenas depois. Em cada cidade nós gravamos cenas inéditas de ligações entre os artistas, as cidades e Jorge Ben Jor”, disse o cineasta francês e pianista Benjamin Rassat, 22 anos.

Segundo ele, já foram feitas 31 cenas e o grupo de três cineastas vai seguir para outras cidades-sedes da Copa e, por fim, irá ao Rio de Janeiro encontrar com Ben Jor para fazer uma homenagem.

“Fazemos uma profecia: ‘chorava todo mundo, mas agora ninguém chora mais’, da música tocada por ele. Mas vamos ver o que vai acontecer. Se o Brasil perder, vamos pensar em outras músicas, mas agora prefiro não pensar nessa possibilidade”, complementou o cineasta. (Ailane Silva, da Agência Brasília)

Turista

Estimativa do Ministério do Turismo é que 600 mil visitantes venham assistir ao Mundial no DF. Foto: Luh Fiuza / Secult

Estimativa do Ministério do Turismo é que 600 mil visitantes venham assistir ao Mundial no DF. Foto: Luh Fiuza / Secult
A capital federal atrai turistas de todo o mundo, que estão desembarcando em clima de alegria no Aeroporto Internacional de Brasília Presidente Juscelino Kubitschek para assistir aos sete jogos da Copa no Estádio Nacional Mané Garrincha. Além de prestigiar o Mundial, eles também querem conhecer um pouco mais sobre o DF.
“Estou muito animado, ficarei aqui durante toda a Copa, quero conhecer os pontos turísticos e assistir a alguns jogos com outros amigos que também virão da Colômbia no Fifa Fan Fest”, disse o colombiano Alexsander Coval.
Nem todos os turistas ficarão em hotéis. O australiano Bank Sinzine, que está em Brasília pela segunda vez, ficará na casa de amigos. “Escolhi Brasília para ficar durante a Copa porque fiz amigos aqui. Adorei as pessoas e achei a arquitetura da cidade linda”, afirmou.
Já o percussionista Danilo Delova, que também veio da Colômbia, quer aproveitar sua estadia durante a Copa do Mundo para prestigiar as atividades musicais que acontecerão nesse período.
“Acabei de chegar e já me sinto em casa, quero muito conhecer um pouco mais sobre a música e os artistas aqui de Brasília”, disse o colombiano, que trouxe seus instrumentos de percussão.
A goiana Fabiola Cavalar resolveu chegar antes do início dos jogos para aproveitar um pouco mais a cidade. “Eu adoro Brasília! Toda vez que venho aqui, vou visitar a Catedral Metropolitana. Resolvi chegar antes dos jogos começarem para curtir a cidade enquanto ela não está tão cheia”.
De acordo com estimativas do Ministério do Turismo, cerca de 600 mil turistas são esperados na capital federal: 400 mil brasileiros e 200 mil estrangeiros. “A expectativa é que a definição das chaves e o apoio da Embratur com a instalação de 13 Escritórios Brasileiros de Turismo (EBTs) em mercados prioritários favoreçam a vinda destes turistas à capital do país”, apontou secretário de Turismo em exercício, Geraldo Bentes.
FIFA FAN FEST – Uma das grandes atrações durante a Copa é a Fifa Fan Fest. O evento é mais uma oportunidade para turistas, fãs de futebol e torcedores locais confraternizarem, compartilharem momentos emocionantes e aproximarem as diferentes tradições culturais.
Daniela Mercury, Naldo, Gusttavo Lima e Banda Calypso são alguns dos nomes que estão na lista de atrações do evento, que começa nesta quinta-feira (12) e vai até 13 de julho, no Taguaparque, em Taguatinga. A entrada é gratuita.

SLU estadio 

O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) já montou seu esquema tático para o primeiro jogo da Copa do Mundo que acontecerá em Brasília, no domingo (15). Os preparativos para manter a capital limpa começarão um dia antes. Serão distribuídas 48 lixeiras entre os portões do estádio Nacional Mané Garrincha. São 12 entradas, e cada uma contará com 2 pares de lixeiras, sendo duas para lixo orgânico e duas para seco.

Fora do estádio, serão instaladas 141 pares de lixeiras, sendo: 70 nas proximidades do Nilson Nelson, 11 no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, 40 distribuídas entre a Torre de TV e a Fonte Luminosa, 9 pares nos estacionamentos do Parque da Cidade e 11 na lateral da Feira da Torre. Essa organização será acompanhada por técnicos do SLU, para assegurar que tudo saia como planejado.

Para Gastão Ramos, diretor geral do SLU, a logística de limpeza é fundamental. “Brasília receberá turistas do mundo inteiro e queremos passar essa imagem da capital do Brasil como uma cidade limpa, receptiva e organizada”.

Para o dia do jogo, o time que trabalhará fora dos campos já está montado. A equipe contará com 102 garis para fazer a limpeza do parque e monumentos e vão atuar em pontos estratégicos.

Veja como ficou a escalação:

No estádio Nacional Mané Garrincha serão 4 garis em cada um dos 7 portões de maior fluxo. As demais entradas contarão com 2 garis. No Centro de Convenções serão posicionados 10 garis, 06 entre o Estádio e o Autódromo, 10 na feira da Torre de TV, 10 entre a Torre de TV, Fonte Luminosa e Rodoviária, 6 no Anel da Rodoviária, 4 garis do Venâncio 3000 ao Estádio, 4 garis do Estádio a praça do Buriti, 4 para cobrir a Galeria do Metro e Setor Comercial Sul e 10 garis no Parque da Cidade, sendo 4 para os estacionamentos 1, 2, 11, e 12 e, seis garis no estacionamento 13. Se houver a necessidade, os trabalhadores serão deslocados para dar apoio em outros pontos da cidade.

Para o recolhimento do lixo serão disponibilizados 2 caminhões, um para resíduos secos e o outro para os orgânicos, porque mesmo em clima de festa, a coleta seletiva não pode parar. Apesar da descontração, o SLU e as empresas responsáveis pela limpeza dessa região, estarão com fiscais monitorando todo o trabalho a ser realizado pelos garis, para que a população e os nossos visitantes possam comemorar com a cidade limpa.

O SLU pede que a população colabore com a coleta seletiva, e que faça a devida separação do lixo. Afinal, queremos ser campeões dentro e fora dos campos.

 gustavo Lima

Serão 24 dias de shows, diversão e exibição pública dos jogos; show do sertanejo é a principal atração na noite de abertura

Nesta quinta-feira (12), Brasília dará início à Copa do Mundo, com a abertura da FIFA Fan Fest e o primeiro jogo, entre Brasil e Croácia, sendo transmitido ao vivo por telões de última geração no Taguaparque, em Taguatinga. O cantor Gusttavo Lima é a principal atração da festa, que terá shows de artistas renomados, apresentação de teatro e DJs. A programação seguirá até 13 de julho, dia da grande final do torneio.

O evento, previsto para começar por volta das 11h e encerrar às 21h30, ocorrerá sempre em dias de jogos, em todas as cidades-sede, cada uma com uma programação específica. O cronograma poderá se estender até um pouco mais tarde quando a partida for à noite. Portanto, as apresentações serão diárias, com exceção dos dias 27/6 e 2, 3, 6, 7, 10 e 11 de julho, datas em que não haverá jogos do mundial.

Em Brasília serão, ao todo, 49 atrações e 19 DJs. A festa valorizará artistas locais como Ellen Oléria, Amanita, Acadêmicos da Asa Norte e Trio Siridó.

A Fan Fest é uma parceria entre os governos locais, a FIFA e a Rede Globo. A infraestrutura, de responsabilidade do GDF, já está sendo instalada. A FIFA montará o palco, telão e equipamentos de som e iluminação. A Rede Globo é responsável pela programação.

A estrutura contará com um telão principal de 21 metros de altura – equivalente a um prédio de sete andares. Além das apresentações e transmissão ao vivo dos jogos, haverá atividades de interação com o público, como concurso de embaixadinhas e de batedores de pênaltis.

O projeto foi elaborado para ser uma festa popular e democrática. O Taguaparque é um espaço público localizado em área que concentra mais da metade da população do DF: Taguatinga, Ceilândia, Samambaia, Águas Claras, Guará e regiões vizinhas. Na área cercada, a expectativa é receber um público de até 50 mil pessoas por dia. Mas nas imediações do espaço, o número pode chegar a 250 mil pessoas.

Foto: Pedro Ventura

Foto: Pedro Ventura

 

Expectativa é que turistas gastem na capital do país R$ 887 milhões durante o Mundial

Brasília será, entre as 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014, a segunda mais visitada por turistas nacionais e estrangeiros. Estimativas do Ministério do Turismo apontam que o DF receberá 490 mil visitantes durante o Mundial. A primeira é o Rio de Janeiro.

Com tantos visitantes, a cidade se prepara para oferecer opções de hospedagem para todos os gostos. Uma das alternativas é o programa Cama e Café, desenvolvido pelo Governo do Distrito Federal. Lançado no primeiro semestre de 2013, o programa permite que moradores do DF aluguem quartos de suas residências para visitantes brasileiros ou estrangeiros.

Já foram contabilizadas 350 pré-reservas para o período do Mundial, e a expectativa dos organizadores é que pelo menos 70% delas sejam confirmadas. Até agora, 40 hóspedes de vários países já efetuaram o pagamento.

A funcionária pública Maria do Socorro Barreto Dias, uma dos 200 participantes cadastrados no programa, já está com tudo preparado para receber um casal colombiano e outros três casais brasileiros. Ela fez o curso de hospedagem oferecido pelo Sebrae para os participantes da iniciativa e preparou seu quarto de hóspedes na Asa Norte para os visitantes.

Além dos deveres básicos do hospedeiro, Socorro se adiantou: conseguiu, no Centro de Atendimento ao Turista (CAT), folders em três línguas com informações turísticas da capital e está estudando espanhol em casa para se comunicar com os estrangeiros. Também preparou avisos bilíngues com as regras de convivência para colocar na parede do banheiro, imprimiu listas com telefones úteis, números de táxis e endereços de restaurantes próximos e separou um caderno para receber sugestões, reclamações e elogios.

Socorro aguarda os hóspedes com grande expectativa. “Fiquei um ano esperando para entrar no programa de fato. E espero continuar depois da Copa”, disse.

“Além de aumentar a quantidade de leitos no Distrito Federal, o Cama e Café é uma nova fonte geradora de renda para as famílias brasilienses, que podem comercializar os quartos em suas casas e ainda viverem uma possibilidade de intercâmbio cultural. Hoje já temos reservas de 16 países diferentes, contando com vários estados brasileiros”, disse o secretário de Turismo do DF, Luís Otávio Neves.

MOVIMENTAÇÃO – Ainda segundo dados do Ministério do Turismo, durante a Copa das Confederações, no ano passado, Brasília foi a cidade com maior gasto per capita diário de turistas: R$ 846,22. Entram nessa conta despesas com hospedagem, alimentação, transporte, consumo, entre outros.

A média de permanência dos visitantes foi de 4,3 noites, e os hotéis registraram taxa de ocupação de 95%.

Para a Copa do Mundo de 2014, as estimativas chamam a atenção. Considerando estrangeiros e brasileiros, a projeção é que os hóspedes da capital gastem R$ 887 milhões de reais no período.

Entre os turistas de outros países, mais de 80% dos que virão têm ensino superior completo, renda média mensal de R$ 25 mil e faixa etária entre 20 a 35 anos. O meio de hospedagem preferido é o hotel (69%).

Na rede hoteleira tradicional, as expectativas também são positivas. “Para o jogo do Brasil, a cidade estará lotada”, explicou o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Distrito Federal (ABIH-DF), Elder Carneiro.

A rede Plaza Brasília Hotéis, por exemplo, não tem mais vagas em nenhum de seus quatro hotéis no dia do jogo do Brasil contra Camarões, em 23 de junho.

“No primeiro jogo aqui, por ser em um domingo, temos movimentação maior que um fim de semana normal, que é mais fraco. No jogo da Colômbia contra Costa do Marfim, no feriado, temos a segunda maior ocupação, de 85%”, disse Salete Soares, gerente comercial da rede.

Em relação à 2013, Brasília tem 1.800 quartos a mais, somando 13.800 para a Copa. Mais mil quartos devem ser construídos até o fim deste ano. A taxa de ocupação no período do mundial está em 70%, de acordo com a ABIH-DF. (Beatriz Ferrari, da Agência Brasília)

 

A doação de sangue de uma pessoa pode salvar até quatro vidas. E com base neste dado, a Secretaria de Justiça do DF firma parceria com a Fundação Hemocentro de Brasília em campanha de doação de sangue para a Copa do Mundo. Cerca de 300 pessoas participarão da ação, entre servidores da Sejus, Na Hora, Procon, Administrações Regionais e novos parceiros: Motoclubes de Brasília, as clínicas Cotfil Fisioterapia e Reabilitam Fisioterapia e R.P.G, Centro Universitário UniCeub e a empresa de coleta de lixo Sustentare Ambiental.

A doação vai acontecer em dois momentos simultâneos: na Secretaria de Justiça e no Hemocentro. Na Sejus, um ônibus do Hemocentro vai levar parte dos doadores até o órgão e depois trazê-los de volta.

O subsecretário de Mobilização Social e Promoção da Sejus, Magno Sampaio Xavier, explica que a coleta acontecerá nos dois locais (Sejus e Hemocentro) para dar tempo de atender a todos os doadores. “A logística foi montada desta forma para não perdemos nenhum doador no momento da ação e proporcionar o máximo de conforto possível. Na Sejus e no Hemocentro serviremos alimentação e na Sejus teremos atrações culturais dos Motoclubes locais”. Os doadores estarão concentrados a partir das 07h30 deste sábado (07/06).

De acordo com normas de Saúde nacionais e internacionais, uma pessoa doa 400 ml de sangue em uma coleta, em média. A campanha estima arrecadar 100 litros de sangue para ajudar no abastecimento do banco de sangue da Fundação Hemocentro de Brasília.

O secretário de Justiça do DF, Jefferson Ribeiro, pretende sensibilizar mais órgãos do governo local e a sociedade a doarem sangue periodicamente. “Campanhas desta natureza visam mostrar aos cidadãos a importância da doação de sangue. Um cidadão que doa sangue hoje e salva outras vidas, pode ser salvo amanhã por outro doador. E devemos lembrar que o sangue é um dos produtos que só nós podemos produzir”, frisa Ribeiro.

Além do aumento no número de acidentes em rodovias (devido às férias), o período é mercado pela alta no percentual de queimaduras com fogos de artifícios e fogueiras juninas.

Caminho do sangue

O sangue doado é enviado aos hospitais para ser usado em pacientes que estão com sangramentos, em tratamento quimioterápico, para cirurgias, transplantes, etc. O plasma excedente (que não foi utilizado nos pacientes) também poderá ser encaminhado à indústria de Hemoderivados para produção de medicamentos que serão utilizados por pacientes portadores de doenças hemorrágicas.

Requisitos básicos para doação de sangue:

· Estar em boas condições de saúde.

· Ter entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos (menores de 18 anos precisam de autorização dos responsáveis).

· Pesar no mínimo 50kg.

· Estar descansado (ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas).

· Estar alimentado (evitar alimentação gordurosa nas 4 horas que antecedem a doação).

 

Depois de passar por diversos países, chegou a vez de o Brasil sediar a Copa do Mundo. A ocasião já está mexendo significativamente com a economia do país e, por isso, os brasileiros devem se planejar para esse megaevento, que tem início daqui há menos de um mês.

Nesse período, a população estará focada nos jogos, em ritmo de comemoração, o que significa aumento de gastos, desde compra de eletrônicos – como uma TV nova, por exemplo – até alimentação. Segundo o educador financeiro DSOP Reinaldo Domingos, autor do best seller Terapia Financeira, é preciso ficar atento para que um único período não desequilibre toda uma vida financeira.

Evitando que, o que era para ser diversão, se torne o ponto de desequilíbrio da vida das pessoas, contribuindo para o aumento dos índices de endividamento e inadimplência do país. “Para evitar complicações com o dinheiro, o primeiro passo é saber da real situação financeira em que se encontra. Se você não tem controle da sua condição financeira, como poderá se comprometer com algum gasto?”, comenta Domingos.

Grande parte da população não é educada financeiramente e, por esse motivo, tem dificuldade em organizar as finanças. Então, após tomar ciência da condição financeira, há outros pontos a serem levados em consideração. É preciso ponderar, pois, caso contrário, se for tomado pela animação do momento, acabará comprando mais do que pode e precisa. “Copa é momento de alegria e festa, mas não pode ser sinônimo de endividamento”, ressalta o educador.

Caso não haja essa preocupação agora, as consequências poderão ser negativas e duradouras, comprometendo o orçamento financeiro pessoal/familiar durante meses. Além disso, não se pode esquecer que, daqui dois anos, o país será palco de mais um grande evento esportivo: as Olimpíadas. Portanto, esse é um ótimo momento para já começar a se educar financeiramente, mudando os hábitos com relação ao uso e à administração do dinheiro.

Veja algumas orientações do autor do livro Terapia Financeira:

  • Caso não tenha conseguido ingressos para assistir os jogos da Copa, não cometa loucuras, pagando exorbitâncias para cambistas. Além de ser um crime, há o risco de ser falsificado e dos valores descontrolarem as contas da família;

  • Pense duas vezes antes de viajar para outra cidade, principalmente se essa for sede de algum jogo, pesquise com antecedência passagens e estadia. Os preços já estão exorbitantes e ficarão ainda maiores para quem deixar para a última hora;

  • Estabeleça valores a serem gastos no período, separando uma quantia que não trará grande impacto no orçamento dos próximos meses;

  • Uma boa pedida é se planejar com antecedência para assistir aos jogos com amigos. É preciso levantar o que será servido: bebidas e comidas, quanto será investido de dinheiro e, então, dividir com todos. Esse é um evento coletivo, não só para os jogadores, mas também para os que assistem e curtem;

  • Não é por causa da Copa que precisa trocar todos os eletrônicos (TV, computador, celular, som, etc.). Acalme-se e nada de ansiedade, talvez, este momento não seja uma boa hora para isso. Mas, se realmente achar necessário, pesquise na internet e em diversas lojas em busca do melhor preço;

  • Comprar produtos relacionados ao evento é interessante, todavia é imprescindível controle, nem tudo é necessário, e muitos consumidores gastam muito dinheiro em coisas sem significado nenhum. É importante ter em mente que o descontrole financeiro geralmente ocorre nos pequenos gastos;

  • Não se esqueça, depois da Copa, o Brasil ganhando ou não, a vida continua, assim não se comprometa profissionalmente e muito menos financeiramente no período, evite que a ressaca seja grande.

 106 mil ficaram sem luz na terça; corte afetou SIG e Sudoeste nesta quarta. Empresa diz que investiu R$ 500 milhões em 13 obras para o Mundial.

Do G1 DF – Mesmo tendo menos 24 horas que um caminhão bateu em um poste e deixou 106 mil pessoas sem luz na área norte da capital do país, a Companhia Energética de Brasília afirmou que o Distrito Federal “está completamente preparado para a Copa do Mundo”, depois de um investimento de R$ 500 milhões em 13 obras. O anúncio foi feito na manhã desta quarta-feira (4), quando as quadras 100 e 300 do Sudoeste e o SIG também ficaram sem energia por causa de um novo acidente. De acordo com a CEB, em ambos os casos o problema ocorreu por “motivos externos”.

A empresa disse que desde 2011 realiza investimentos na ampliação, modernização e construção de subestações, linhas e redes subterrâneas e aéreas de energia. Das 13 obras executadas para a realização do Mundial, 10 foram exigidas pela Aneel.

Gráfico apresentado pela CEB mostrando investimentos nas linhas de energia do DF (Foto: Isabella Formiga/G1)

Gráfico apresentado pela CEB mostrando investimentos nas linhas de energia do DF (Foto: Isabella Formiga/G1)

“O Distrito Federal foi a cidade sede que cumpriu mais do que o previsto e cumpriu todos os compromissos”, disse o diretor de Engenharia, Mauro Martinelli. Ainda segundo a companhia, desde 2010 houve um aumento de 26% de potência energética na capital do país.

A CEB afirmou que os funcionários não terão ponto facultativo durante os jogos e que 300 técnicos estarão de prontidão para reparar possíveis danos. O call center também vai funcionar 24 horas.

“Há uma tolerância pequena a problemas de energia. Ninguém quer ficar sem ver os jogos”, disse o diretor de Operação, Manoel Clementino.

Além disso, as Forças Armadas estarão de plantão, 12 horas antes e 12 horas depois dos jogos, nas subestações para evitar vandalismos nos locais.

A companhia também afirmou que investiu na iluminação pública do Eixo Monumental e das passagens subterrâneas das asas Norte e Asa Sul, que devem ser concluídas até o fim do mês. O Palácio do Buriti, a Esplanadas dos Ministérios, o Memorial JK e a Ponte JK receberão iluminação ornamental para a Copa do Mundo.

Apagão – Quadras da da Asa Norte, Lago Norte e Sobradinho ficaram sem luz por 42 minutos na tarde desta terça depois que um caminhão caçamba bateu em um poste e derrubou três linhas que alimentam quatro subestações. O problema atingiu 106 mil pessoas, de acordo com a CEB. A companhia informou ainda que o desligamento da rede também ocorre como proteção para evitar incêndios até que o reparo seja finalizado.

Nesta manhã, um novo apagão voltou a atingir o DF, desta vez deixando parte do SIG e do Sudoeste sem luz. Segundo o diretor Manoel Clementino, 30% dos apagões são causados por vandalismos, galhos e objetos jogados na rede.

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Por Adriano Fachini

As vésperas do pontapé inicial do maior evento esportivo do mundo, estádios, aeroportos, bem como uma série de obras importantes de acesso ao evento, restam inacabadas. Aliás, conta-se nos dedos os aeroportos e estádios 100% prontos, equipados e em condições de serviço.

Não obstante as operadoras de telefonia móvel haverem tido tempo suficiente para se organizar para a Copa do Mundo de 2014, dois estádios – Arena Corinthians e Arena da Baixada – não cumpriram sequer as exigências da Fifa no que tange a disponibilidade de 4G nos estádios. Com o intuito de minimizar a falta de serviço de dados das operadoras, foi implementado sistema Wi-Fi em apenas seis dos doze estádios que sediarão os jogos do evento.

Ainda que tivéssemos internet 4G em todos os estádios, a maioria dos turistas estrangeiros não conseguiriam utilizar seus celulares, porque a faixa de frequência adotada na primeira fase do 4G, 2,5 Ghz, é divergente da maioria dos países da comunidade europeia, Estados Unidos e países asiáticos. A faixa de frequência mais utilizada no mundo, a de 700 mhz, aqui tem licitação prevista para agosto próximo.

Verdade seja dita, a Copa do Mundo atropelou o processo de evolução natural da telefonia móvel no Brasil. Em um país onde sequer o 3G foi implantado em quantidade e qualidade aceitáveis, falar de 4G soa como um escárnio à inteligência da maioria dos consumidores. Seja nas grandes, pequenas e médias cidades, ou nas áreas rurais, o sonho de consumo dos brasileiros ultimamente tem sido apenas falar ao telefone por alguns minutos sem cair a linha.

Seja como for, iniciamos a migração do 3G para o 4G concomitantemente com a migração do 2G para o 3G, que encontra-se ainda na metade do caminho. Diga-se de passagem, meio do caminho se considerarmos todo o Brasil. Em verdade, temos estados da Federação quase inteiros ainda com 2G, especialmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-oeste.

Tais deficiências do sistema de telefonia móvel tem suas raízes na carência de infraestrutura de telecomunicações do Brasil. A falta de backhaul e backbone (linhas de transmissão e distribuição de sinal de alta capacidade) em âmbito nacional, são os alicerces que necessitam ser construídos para que o Brasil possa de fato avançar no quesito telecomunicações efetivamente. Ressuscitada no final do governo Lula, essa era a missão da Telebrás. No entanto, tal obra de dimensão monumental, estimada em 125 bilhões de reais, jamais saiu do papel.

Nesse ambiente de incertezas encontra-se em consulta pública o leilão da faixa de 700 mhz. Estima-se que as operadoras paguem pelo acesso ao espectro de 6 a 15 bilhões de dólares. Ora, pagando-se esse valor antes de iniciar os investimentos em torres e equipamentos entre outros, qual empresa estrangeira se interessaria em participar do leilão? Como concorrer com as que já estão aqui em operação e já possuem receitas para bancar a expansão?

Tal concurso de fatos desestimula a participação de novos players, fator essencial para que haja mais competição e melhor oferta de tarifas e serviços. Enquanto o sistema de telefonia móvel for encarado como um mero instrumento de geração de caixa para o governo, continuaremos pagando as tarifas mais caras do mundo segundo, a UIT – União Internacional de Telecomunicações, em troca de um serviço de péssima qualidade.

* Adriano Fachini é empresário de telecomunicações e presidente da Aerbras – Associação das Empresas de Radiocomunicação do Brasil.

Foto: Pedro Ventura

Foto: Pedro Ventura

Polícia Militar, que atuará com 14 mil homens e mulheres, tem à disposição novos equipamentos de última geração

O aparato tecnológico da Polícia Militar foi ampliado e conta com equipamentos de ponta, como unidades móveis, câmeras e armamento, que serão utilizados durante a Copa do Mundo, com início em nove dias. Os mesmos materiais, durante e após o Mundial, serão destinados ao policiamento ostensivo de todas as regiões administrativas.

“A Polícia Militar não está somente preocupada com a questão da Copa, mas também está preparada para intervir em todo o Distrito Federal. Estaremos intensificando nosso policiamento ordinário, que é o dia a dia das cidades, preocupados com cada local para garantir a todo e qualquer cidadão do Distrito Federal, nacional ou estrangeiro, as condições de segurança necessárias”, frisou o chefe do Departamento Operacional da PM, coronel Jaílson Ferreira.

Os equipamentos, adquiridos com recursos do GDF e da União, foram distribuídos entre os mais diversos setores da corporação e serão empregados, principalmente, em grandes eventos, como Pentecostes, no Taguaparque, em Taguatinga, a Copa do Mundo, e várias outras ocasiões de aglomeração que frequentemente acontecem na capital.

VIGILÂNCIA – A grande aliada da Polícia Militar, que contará com efetivo de 14 mil policiais, sendo 2 mil do administrativo, durante os megaeventos, será as câmeras de videomonitoramento. Assim como o Corpo de Bombeiros, a PM recebeu uma Plataforma de Observação Elevada, que consiste em uma carreta equipada com monitores e uma torre, de 15 m. Esse mastro sustenta 12 câmeras, algumas delas, inclusive, com capacidade de filmar no escuro e a uma distância de até 4 km.

As imagens obtidas por esses equipamentos são destinadas ao Centro Integrado de Comando e Controle, seção que é montada, também, sobre uma carreta, e equipada com diversos monitores e outros aparelhos eletrônicos que facilitam a análise do conteúdo das câmeras e o envio de informações ao Comando Geral Móvel e à Secretaria de Segurança Pública (SSP)

“Essa unidade nos permite a coleta de informações das câmeras e o acesso aos vários sistemas da PM, de forma a colocá-los à disposição do comando. Podemos, aqui, integrar qualquer câmera do DF à rede”, explicou o major Clauder Costa de Lima.

Assim como anunciou o oficial, as câmeras fixas instaladas nas cidades e as existentes nas unidades móveis da corporação podem ser interligadas. A grande novidade permitida pela tecnologia, no entanto, será a conexão desse sistema com as câmeras de celulares dos policiais. Dessa forma, o militar que estiver na rua, com a permissão do comando, poderá ligar a câmera do smartphone e, ao vivo, mandar imagens para quem lidera a operação e para a SSP. Futuramente, a população também poderá mandar imagens à polícia.

O terceiro e último instrumento usado pela corporação no quesito imagem é o Comando Geral Móvel. Ele é um ônibus equipado para receber as informações dos outros dois módulos e, por abrigar o comandante da operação, é de onde partem as ordens e a condução da tropa que está nas ruas.

As unidades da PM serão estacionadas na Torre de TV durante a Copa do Mundo. As do Corpo de Bombeiros, que são semelhantes, estarão na Fan Fest, no Taguaparque.

MULTIDÕES – A atuação em manifestações e grupos sociais, segundo o major Paim, do Batalhão de Choque, deve ser feita de forma respeitosa e com o mínimo de contato entre o policial e o manifestante. Para isso, a corporação dispõe de dois carros antitumulto e, nos próximos dias, deverá receber um terceiro.

Batizados de Centurion, as novas unidades foram adquiridas em substituição ao único veículo desse tipo que a PM tinha, em operação há 26 anos. Os novos dispõem de câmeras precisas capazes de identificar rostos e placas de carro a uma distância de mais de 300m.

Além dos veículos, a PM também conta com vários armamentos menos letais, como pistolas de choque, granadas de gás de diversos tipos e balas de borracha de calibres diferenciados, materiais que, de acordo com Paim, são eficazes para conter tumultos.

“Eles têm a finalidade de proteger a polícia e, por terem menor porte ofensivo, retiram o ânimo do manifestante continuar violento. Investimos pesado para que se evite o contato físico e que se mantenha a ordem pública”, acrescentou o militar.

Mesmo com o planejamento voltado para que os policiais não tenham contato com os manifestantes, a corporação recebeu 800 exoesqueletos, uma espécie de armadura composta por capacete, colete à prova de balas, joelheira e protetor para as pernas e pés. Posteriormente, a corporação terá um total de 5 mil unidades desse equipamento.

OPERAÇÕES ESPECIAIS – A Cavalaria da PM também recebeu investimentos. Esse setor dispõe de 190 cavalos, porém, somente 125 estão em plena atividade e receberão novos equipamentos de proteção. Alguns desses animais que atuarão na Copa terão esse evento como último trabalho, uma vez que vão se aposentar. Os 200 militares que atuam nesse segmento também receberam novo aparato.

No quesito cães, a corporação colocará nas ruas do DF 10 farejadores de explosivos, 20 de narcóticos e 20 para operações que envolvam confrontos com pessoas. Já na parte de trânsito, a PM usará radares móveis com capacidade de alcance de aproximadamente 1,2km, bafômetros, talonário eletrônico – para aplicação de multas -, entre outros materiais.

Por último, o Batalhão de Operações Especiais, o Bope, conta com diversas tecnologias, entre elas robô para a varredura, detecção e detonação de explosivos, braço mecânico, bombas (como as de gás lacrimogêneo e de efeito moral), três aparelhos de raios X e outros utensílios.

Alguns dos equipamentos, por terem sido adquiridos pelo governo federal, também foram disponibilizados, nas mesmas quantidades, para as outras 11 cidades-sedes da Copa do Mundo. (Fábio Magalhães, da Agência Brasília)

 

Foto: Pedro Ventura

Foto: Pedro Ventura

Presente na cerimônia, jogador tetracampeão elogia qualidade do gramado do Mané Garrincha

A 15 dias da Copa do Mundo, Brasília recebe nesta terça-feira (27) uma visita para lá de especial. A Taça do Mundial ficará em exposição aberta ao público até a quarta-feira (28), das 9h às 21h, no estacionamento do Estádio Nacional Mané Garrincha. O evento faz parte de um tour que o troféu está fazendo por todas as capitais do país.

“Desejamos boas-vindas a essa peregrinação, que representa mais do que a caminhada de uma taça, mas um elo, uma união de povos”, disse o vice-governador Tadeu Filippelli, presente na cerimônia de abertura.

De Brasília, o Tour da Taça da Copa do Mundo segue para São Paulo, onde ficará do dia 29 de maio ao dia 1º de junho, quando o troféu será entregue à FIFA. A turnê brasileira começou no Rio de Janeiro, em 22 de abril, e já passou por todas as demais capitais do país. Antes disso, a taça viajou pelo mundo por 225 dias, em um avião especialmente decorado, passando por 90 países no total.

“Estou arrepiado de ver a taça pela primeira vez tão de perto. É muita emoção. Temos que levantá-la desta vez”, comemorou o servidor público José Mariano Cunha, após tirar foto com o valioso objeto.

A cerimônia ocorreu no interior do estádio e também contou com a presença do tetracampeão mundial Bebeto, além de demais autoridades, como o ministro do Esporte, Aldo Rebelo.

O craque Bebeto ainda não sabe se vai assistir à partida entre Brasil e Camarões no Mané Garrincha, mas elogiou as condições do estádio. “O gramado está perfeito. Quando coloquei os pés deu vontade de sair jogando”, disse.

O secretário extraordinário da Copa, Claudio Monteiro, afirmou que Brasília está pronta para receber o mundial. “Atingimos um patamar diferenciado em relação ao resto do país. As manifestações da FIFA são sempre elogiosas: magnífico, fantástico, maravilhoso”, disse.

EXPOSIÇÃO – A taça exposta é a autêntica. O objeto pesa 6,17 quilos e é feita de ouro maciço 18 quilates. Somente campeões mundiais e chefes de Estado podem segurá-la. O troféu traz gravado, na parte inferior, o nome e o ano de cada ganhador desde 1974.

A taça original fica em poder do país campeão até a Copa seguinte, quando é entregue ao campeão uma réplica, folheada a ouro.

Além da visita ao troféu, a tenda oferece, ainda, jogos interativos e um filme com a história das copas, atrações abertas para quem participou anteriormente da promoção da Coca-Cola e possui os ingressos, já esgotados. Para quem não tem bilhete, o acesso é limitado à taça e depende da quantidade de pessoas que estiverem no local no momento. (Beatriz Ferrari, da Agência Brasília)

Foto: Andre Borges/ComCopa

Foto: Andre Borges/ComCopa

Maior símbolo do futebol mundial chega à cidade nesta terça-feira (27)

Ganhar a Copa do Mundo da FIFA e erguer a taça de campeão é o sonho das 32 seleções que disputam, a partir de 12 de junho, a maior competição de futebol do planeta em 12 cidades do Brasil. E fora de campo, os torcedores que assistirão aos jogos em Brasília terão a oportunidade de ficar frente a frente com o maior símbolo do futebol mundial. A Taça da Copa desembarca em Brasília nesta terça-feira (27) e ficará exposta na área externa do estádio Mané Garrincha.

Em Brasília, o tetracampeão mundial Bebeto terá a honra de erguer o cobiçado troféu e colocá-lo na redoma onde ficará exposto ao público. Pelas regras da FIFA, apenas campeões do mundo e chefes de Estado podem tocar a Taça.

O Tour da Taça da Copa do Mundo da FIFA™, evento promovido pela Coca-Cola, teve seu lançamento em 12 de setembro de 2013, no Rio de Janeiro. A última cidade a receber a taça é São Paulo, entre os dias 29 de maio a 1º de junho. O troféu de ouro maciço 18 quilates realizou a mais longa viagem em toda a sua história. Foram 89 países e aproximadamente 150 mil quilômetros percorridos, o equivalente a aproximadamente três voltas ao redor do planeta.

 

  protesto

1. Em reunião de simulação de situações em Brasília, os analistas chegaram à conclusão que a Copa em si não será problema. Em torno dos estádios se colocam cinturões de isolamento com duas circunferências concêntricas.

2. Os assistentes mostrariam seus ingressos em cada uma delas e finalmente no estádio. Mobilizações eventuais ficariam na parte externa à primeira circunferência. Um pouco de barulho, alguma ação de separação por parte da polícia e nada mais grave.

3. E assim se iria até a grande final no Maracanã. Bem, se o Brasil for vencendo as etapas anteriores. Mas se não for…

4. Esse é o ponto. Se o Brasil for desclassificado até a semifinal, os riscos de grandes manifestações serão enormes. Nelas estariam os manifestantes de sempre somados aos torcedores frustrados que convergiriam com os demais no sentido que tudo foi um gasto inútil. Um sentimento muito mais intenso que em 1950.

5. A conclusão unânime é que a paz na copa, ou pelo menos as manifestações sob controle dependem muito mais da seleção brasileira que dos esquemas policiais e militares. Que no caso de uma desclassificação prematura da seleção não haverá força policial ou militar capaz de conter as manifestações.

6. Assim, a responsabilidade da seleção será dupla: vencer as partidas e conter as manifestações. E, portanto, governos federal e estaduais nunca torcerão tanto pela seleção canarinha como agora na Copa-2014.

7. E se isso – a desclassificação – acontecer logo na segunda fase…, salve-se quem puder. (Do Ex-Blog do Cesar Maia)

 

Brasilienses terão a oportunidade de ver de perto o cobiçado troféu que será entregue ao campeão da Copa do Mundo da FIFA. Maior símbolo do futebol mundial chega à cidade no dia 27, e ficará exposto na área externa do Mané Garrincha

Ganhar a Copa do Mundo da FIFA e erguer a taça de campeão é o sonho das 32 seleções que disputam, a partir do dia 12 de junho, a maior competição de futebol do planeta em 12 cidades do Brasil. E fora de campo, os torcedores brasilienses terão a oportunidade de ficar frente a frente com o maior símbolo do futebol mundial. A Taça da Copa desembarca em Brasília na próxima terça-feira (27/5) e ficará exposta na área externa do estádio Mané Garrincha.

Em Brasília, o tetracampeão mundial Bebeto terá a honra de erguer o cobiçado troféu e colocá-lo na redoma onde ficará em exposição para o público. Pelas regras da FIFA, apenas campeões do mundo e chefes de Estado podem tocar a Taça.

O Tour da Taça da Copa do Mundo da FIFA™, evento promovido pela Coca-Cola, teve seu lançamento no dia 12 de setembro de 2013, no Rio de Janeiro. A última cidade a receber a taça é São Paulo, entre os dias 29 de maio a 1º de junho. O troféu de ouro maciço 18 quilates realizou a mais longa viagem em toda sua história. Foram 89 países e aproximadamente 150 mil quilômetros percorridos, o equivalente a aproximadamente três voltas ao redor do planeta.

Como participar - A taça ficará em Brasília dias 27 e 28 de maio, em visitação das 9h às 21h. Bilhetes para visitar o troféu serão distribuídos por meio de uma promoção e pré-agendamento. Para participar, o torcedor deve acessar o site www.coca-cola.com.br e conferir o regulamento. Também será possível concorrer a ingressos no Portal Brasília na Copa (www.copa2014.df.gov.br).

A exposição da taça será montada no estacionamento leste do estádio, voltado para o Shopping ID. Também haverá atrações de dança, música e apresentações culturais.

O universitário Patrick Fleury, 24 anos, já garantiu o seu ingresso para a partida do Mundial entre Portugal e Gana, no dia 26 de junho, na arena brasiliense. Agora, quer conhecer de perto a Taça da Copa do Mundo. “Presenciar esse momento vai ser histórico na capital. Poderemos ver de perto o maior símbolo do futebol mundial”, diz, empolgado.

Josiane Alves, vendedora de uma loja em Taguatinga. Foto: Pedro Ventura

Josiane Alves, vendedora de uma loja em Taguatinga. Foto: Pedro Ventura

Empresários estão otimistas com vendas para período e até reforçaram estoque para atender todos os gostos

As lojas já se vestiram de verde e amarelo para receber a clientela empolgada com os preparativos para a Copa do Mundo. Mais de um mês antes do primeiro jogo do Brasil na capital, os comerciantes rechearam seus estoques com itens variados e esperam aumento expressivo nas vendas.

Bandeiras e as famosas vuvuzelas – como são chamadas as cornetas – encabeçam a lista de preferência dos brasilienses. A variação de preço desses itens pode chegar a até 200%, portanto, o conselho é bater muita perna antes de efetivar a compra. No Taguacenter, por exemplo, as bandeiras de carro variam entre R$ 1,99 e 5,99, e as cornetas maiores, de R$ 9,9 a R$ 37.

Os comerciantes esperam um aumento expressivo nas vendas a partir do primeiro jogo. “Todos deixam tudo para a última hora. Acho que os produtos vão começar a sair mesmo no começo de junho, quando começam os jogos”, declarou Josiane Alves, vendedora de uma loja em Taguatinga.

Já o gerente de outra loja do mesmo segmento, Ricardo Alves, conta que as vendas começaram a melhorar no feriado do Dia do Trabalho. “Temos, no mínimo, 50 itens diferentes com tema da Copa do Mundo. Percebemos que a maioria dos clientes está adquirindo produtos para festas de aniversário e confraternizações”, afirmou.

Esse é o caso da administradora Camilla Cristina da Silva Pinto, 37 anos, que estava com a sacola cheia de itens com o tema para o aniversário do filho de 9 anos. “Estou achando os preços acessíveis, mas não estou encontrando produtos com o tema de todos os países que participarão do evento, mas é bom que não gasto mais que já gastei”, destacou, bem humorada, à reportagem da Agência Brasília.

Mas existem os fãs do esporte que não quiseram deixar as compras para a última hora. Esse é o caso da doméstica Jô Araújo, 53 anos. “Acredito que tudo depois ficará ainda mais caro. Minha ideia é acompanhar os jogos do Brasil com minha família na segunda fase, porque na primeira é dia de semana. Estou muito empolgada.”

Alguns estabelecimentos também reforçaram o estoque com peças para a fabricação de artesanato. Segundo João Carlos de Oliveira, gerente de uma loja desse segmento, as vendas para o mundial começaram mais cedo. “As lãs com fios verde e amarelo e os artigos personalizados saem muito. Nós ganhamos e essas pessoas também ganham com sua arte.”

Uma loja de tecidos investiu em panos com estampas sobre o tema. “As pessoas compram para fazer bandeirolas ou confeccionar roupas. Tenho a impressão de que alguns vão misturar a Copa com festa junina e comprarão esses tecidos para roupas juninas. Por isso, esperamos um aumento de até 20% nas vendas”, relatou o gerente Breno Marcos Santos Soares.

VAREJO – O Sindivarejista-DF espera aumento nas vendas de, no mínimo, 10% no comércio especializado em artigos esportivos durante a Copa. De acordo com o órgão, um dos segmentos em destaque, o de televisores, com um incremento acima de 15%. (Kelly Ikuma, da Agência Brasília) 

Preços de alguns itens mais procurados

Bandeira R$ 1,99 a R$ 20 (pequeno) e R$ 10 a R$ 20 (grande)
Camiseta R$ 15 a R$ 19,9 (depende do tecido e estampa)
Corneta R$ 1,5 a R$ 3,2 (pequeno) e R$ 9,9 a R$ 37 (grande)
Pulseira silicone R$ 2,9 a R$ 3,99 (estampas diversas)
Peruca R$ 10 a R$ 12 (fios de materiais diversos)
Boné R$ 8 a R$ 15 (tecidos e modelos diversos)

 

Foto: Dênio Simões/GDF

Foto: Dênio Simões/GDF

GDF faz últimos ajustes para receber jogos; expectativa é que economia do DF movimente R$ 8,4 bilhões

Faltando 30 dias para a Copa do Mundo de 2014, o governador Agnelo Queiroz reuniu, no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, parte do secretariado e administradores regionais para um balanço das principais medidas e obras executadas para receber o Mundial.

Serão sete jogos na capital federal, um deles da Seleção Brasileira, na fase de classificação. Além disso, haverá uma partida das oitavas de final em 30 de junho, um confronto pelas quartas de final em 5 de julho, e a decisão do terceiro e quarto colocados do Mundial em 12 de julho.

A Fundação de Pesquisas Econômicas (Fipe) prevê uma movimentação de R$ 8,4 bilhões durante o torneio. Além disso, são gerados 2 mil empregos diretos e indiretos a cada grande evento no Mané Garrincha.

Agnelo abriu o encontro afirmando que o governo cumpriu as metas de infraestrutura e que, ao contrário do que afirmavam os críticos, a cidade estará pronta para os jogos. “Tem gente que dizia que não entregaríamos o estádio para a Copa do Mundo. Não só fizemos como entregamos bem antes, para a Copa das Confederações. Fomos o cartão de visitas do Brasil para o mundo.”

O governador afirmou que a Copa do Mundo abriu uma oportunidade única para grandes investimentos, como a reforma do aeroporto, o BRT e o Expresso DF Norte e ciclovias, e deixará um legado para a cidade para os próximos 100 anos.

“Esta é a nossa chance de mostrar Brasília para o mundo. Vamos colocar a capital do país em outro patamar. Vamos realizar não só a Copa, mas também os Jogos Mundiais Universitários, as Olimpíadas e a Fórmula Indy, entre outros”, afirmou Agnelo.

Para o vice-governador Tadeu Filippelli embora a situação de Brasília seja confortável em relação a outros estados não é hora de acomodação. “Há várias melhorias complementares que continuarão a ser realizadas após a Copa. Não podemos confundí-las com o que era fundamental para o evento e já foi entregue”, afirmou.

Segundo o secretário Extraordinário da Copa, Claudio Monteiro, o estágio avançado das obras na capital federal mostra que a opção política de investir em Brasília, com enfoque nos megaeventos, foi acertada. “Mostramos que a capacidade de organizar grandes espetáculos não é uma exclusividade do eixo Rio-São Paulo”, garantiu.

SÉRIE COPA 2014 - Essa é a primeira matéria de uma série que a Agência Brasília publicará, neste mês, sobre a Copa do Mundo de 2014. Acompanhe os textos e confira mais informações sobre segurança pública, preparação do comércio e movimentação nos últimos dias que antecedem o mundial, entre outros temas. (Ailane Silva, da Agência Brasília)

Foto: Hmenon Oliveira

Foto: Hmenon Oliveira

Secretarias se reuniram para definir últimos detalhes para realização do mundial de futebol

A Casa Civil da Governadoria realizou nesta quinta-feira (8), reunião para acertar os últimos detalhes para a realização das atividades para a Copa do Mundo no Distrito Federal. A reunião foi também uma prévia para outra que acontecerá com o governador Agnelo Queiroz nos próximos dias.

Participaram do encontro secretários, administradores e técnicos do governo. A logística preparada para receber as atividades do evento foi discutida e detalhada pelos gestores.

Segundo o secretário-chefe da Casa Civil, Swedenberger Barbosa, a capital do país está preparada para as atividades do mundial e que toda a estrutura para Copa tem padrão de excelência. “A cidade está bem organizada e vai se apresentar muito bem para o evento”, destacou.

Todas as informações das ações que envolvem a Copa no DF estão sendo acompanhadas pelo governo local na intenção de garantir um padrão de qualidade para as diversas atividades que acontecerão em Brasília.

Também estiveram presentes na reunião os titulares e representantes das Secretarias de Habitação, Comunicação, Obras, Copa, Governo, Turismo, Esporte, Cultura, Publicidade, Transportes, Segurança Pública, além da Terracap, Novacap, Detran e das Administrações de Brasília, de Taguatinga e do Gama.

 

 opiniao

Por Ricardo CalladoO Governo do Distrito Federal se meteu numa encrenca que não é dele. E nem teve como evitar. Trata-se da Fan Fest. A festa é organizada pela Fifa desde a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha.

Serão palcos e telões em todas as 12 cidades sedes para que a população acompanhe aos jogos. Após as partidas o evento continua, com shows musicais. A entrada é gratuita. Mas quem paga a conta no final é a cidade-sede. Ou melhor, o contribuinte.

A realização dos eventos é um dos compromissos assumidos por cidades para sediar jogos da Copa do Mundo. A Fifa e seus patrocinadores usam os eventos, que são abertos ao público, para exibir suas marcas. O pagamento do custo das festas, entretanto, sai dos cofres públicos.

A Fifa não revela quanto custa uma Fan Fest. Manaus estima um gasto de R$ 10 milhões com a festa. Já Curitiba, de R$ 6,7 milhões. Não é barato. Não, mesmo. O Rio de Janeiro resolveu endurecer a negociação com a entidade. Por sua vez, a Fifa ameaçou entrar na justiça por quebra de contrato.

Em Brasília, a festa inicialmente seria realizada na Esplanada dos Ministérios. Mudou de local e vai ser no Taguaparque. A desculpa é que seja “o mais democrático possível, se traduzindo em uma verdadeira festa popular”, diz a Secopa-DF.

O Taguaparque é um espaço público, em uma área que concentra mais da metade da população do Distrito Federal. É região central para os moradores de Taguatinga, Ceilândia, Samambaia e regiões vizinhas.

Por trás disso está a intenção de afastar a população dos estádios. O medo são as manifestações. E que os eventos acabem sendo alvo de protestos levando os governos a repensar a montagem da estrutura exigida pela Fifa.

Em ano eleitoral, manifestações podem ser fatais para quem está no poder. Se os governos pudessem, essas festas nem seriam realizadas. Como a Fifa obriga a realização dos eventos, o melhor é deixa-los bem longe das arenas.

No caso de Brasília, cabe ao Palácio do Buriti ter prudência nos gastos com a festa. Do contrário, acaba virando arma dos adversários em ano eleitoral. O quesito festas já deu muita dor de cabeça ao governador Agnelo Queiroz. O governo não precisa de mais problemas.

Além de contratar artistas, vai sair do bolso do contribuinte brasiliense a conta pelas estruturas temporárias, telões, segurança, banheiros químicos e tudo o que precisa ser levado ao Taguaparque. A palavra de ordem deve ser economizar.

O Fifa Fan Fest vai durar os 30 dias da Copa do Mundo, com apresentações diárias. A Secopa ainda não divulgou quais são as atrações, nem quanto vai custar a festa. Nenhum governante é louco de gastar muito no período eleitoral. As consequências virão nas urnas.

Que a festa não seja cara. Assim, o GDF evita dar mais munição aos adversários, a indignação da população e o mal uso do dinheiro público.