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Posts Tagged ‘Arruda’

Os erros de Arruda

March 8th, 2010

 

O governo Arruda foi destruído por dentro. Não se tratou de uma ofensiva do Ministério Público, da Polícia Federal ou, muito menos, da oposição. Uma sequência de erros e de decisões equivocadas contribuiu para a implosão do grupo arrudista. Foi montada uma estrutura governamental torta, descentralizada e com muitos interesses conflitantes que culminou no caos que se vê hoje.

 

Arruda tem seus méritos, e não são poucos. Acabou com as invasões, com o transporte de vans e de veículos piratas, iniciou a maior regularização de condomínios horizontais já vista no Distrito Federal e uma campanha bem-sucedida pela legalidade. Também devolveu veículos, imóveis alugados e enxugou a máquina pública com demissões de terceirizados, via, por exemplo, o famigerado Instituto Cadango de Solidariedade (ICS).

 

Um dos primeiros erros do governador afastado e preso José Roberto Arruda foi não conseguir se desvincular de pessoas ligadas ao esquema montado para arrecadação de dinheiro para o caixa dois de campanha. Uma engrenagem que vinha funcionando há muito tempo no Distrito Federal e que servia de exemplo para outras unidades da Federação, mesmo que ilícita.

 

Não deu certo justamente pela engrenagem torta de governo montada por Arruda. Enquanto o seu antecessor possuía uma hierarquia definida, da qual Roriz era o grande líder e no máximo três pessoas vinham abaixo para cuidar dos interesses do grupo político, no governo Arruda virou bagunça. Grupos empresariais e políticos se multiplicavam a cada negócio vantajoso que surgia. E, o que é pior, travando uma disputa interna para passar a perna um no outro. Isso não tinha como dar certo.

 

Arruda também ampliou muito a interlocução com setores econômicos interessados em participar de grandes negócios na cidade. Houve interlocução demasiada. Enquanto o normal é os negócios serem feitos dentro das leis existentes, passou a se criar leis para se fazer negócios.

 

Neste momento surgiu mais um grande erro do governador: o relacionamento com a Câmara Legislativa. Ela se tornou mais fisiológica que institucional. O balcão de negócios foi montado e os distritais, quando podiam, acuavam o Executivo. O que não falta, por exemplo, são comentários suspeitos acerca da aprovação do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT), principal elo de uma sequência de erros que uniu a engrenagem administrativa torta, a divisão de grupos dentro do governo, os setores econômicos ávidos por grandes negócios e o fisiologismo dos parlamentares. Um barril de pólvora.

 

No campo político, Arruda cometeu também alguns erros capitais. Posso citar como o maior deles a tomada do PMDB do colo do ex-governador Joaquim Roriz, que teve de se abrigar no nanico PSC. A ofensiva de Arruda foi tão grande que Roriz saiu humilhado do partido no qual militou durante anos. Isso causou a ira do ex-governador e de seu grupo. Foi a hora de tirar as armas do armário e partir para a guerra, para o tudo ou nada. Arruda cometeu um grande erro de cálculo. Os rorizistas também erraram nas suas contas. Achavam que iriam ferir de morte uma candidatura à reeleição de Arruda. Não esperavam a proporção que a Caixa de Pandora tomou, com prisões, pedidos de intervenção e uma crise política que vai marcar a história da cidade.

 

Uma vez implodido o governo, para ser exato no dia 27 de novembro de 2009, entraram em cena os aloprados de Arruda, cometendo uma asneira atrás da outra. A maior delas foi a susposta tentativa de suborno. Uma ação que, pasmem, trocou duas vezes de interlocutores e até hoje ninguém sabe ao certo o que queriam de Edson Sombra: se fitas que incriminassem rorizistas, um depoimento inocentando o governador ou convencer Durval Barbosa, o delator, a mudar o seu depoimento. É bom lembrar que até este momento Sombra não era tratado como testemunha e sim como a figura que convenceu Durval a fazer as denúncias. Depois, passou a ser tratado como testemunha-chave vítima de uma tentativa de suborno.

 

Para completar, Arruda contratou uma banca de advogados figurões e caríssimos que o abandonou quando a corda começou a apertar. Ficou na mão de um criminalista renomado que tentou negociar com o STF, atráves da mídia, um compromisso de que Arruda não assumiria mais o governo se conseguisse o habeas corpus para sair da cela da PF. O fato irritou, ainda mais, os ministros do Supremo. Resultado: continuará preso por mais algumas semanas, foi abandonado por aliados e traído por antigos correligionários. Não tem mais nada a perder e nem a errar. Todos os erros, parece, já foram cometidos.

Política

Para distritais, a Câmara Legislativa cumpre o seu papel

March 5th, 2010

 

 

Logo depois da aprovação da abertura do processo de impeachment contra o governador afastado, José Roberto Arruda (sem partido), vários deputados ocuparam a tribuna para comentar a decisão. Eles foram unânimes em ressaltar o fato de a Câmara Legislativa estar cumprindo o seu papel constitucional, apurando as denúncias contra o governador e garantido a ele o amplo direito de defesa.

 

O deputado Alírio Neto (PPS) foi o primeiro a enfatizar que a Câmara Legislativa “agiu com firmeza”. Ele ressaltou, contudo, que aquela decisão não deveria ser vista pela população “como um corredor da morte”. Disse ainda que os distritais garantiram “a oportunidade da transparência”.

 

Também o deputado Batista das Cooperativas (PRP) ressaltou que a Câmara Legislativa não está prejulgando o governador afastado. “O que fizemos foi assegurar ao acusado o amplo direito de defesa”.

 

Já os deputados petistas, Paulo Tadeu e Erika Kokay, destacaram que com aquela decisão unânime a Câmara Legislativa estaria fazendo história. “Esta Casa não poderia ser coberta pelo manto da impunidade”, disse a parlamentar, presidente em exercício da Comissão de Ética da Câmara Legislativa.

 

O líder do PT, deputado Paulo Tadeu, disse que a decisão da Câmara Legislativa foi “exemplar”, lembrando que o escândalo atual “envergonha o DF”. O distrital lembrou, entretanto, que apuração da Câmara em relação ao processo de impeachment “está apenas começando”.

 

Olair Francisco (PTdoB), um dos suplentes convocados para atuar no julgamento de Arruda, também exaltou a decisão. “Esse é um novo passo para a história política do DF”, comemorou.

 

O presidente em exercício da Casa, deputado Cabo Patrício (PT), enalteceu a decisão e garantiu que o processo seguirá os trâmites legais. “Parabenizo todos os parlamentares por essa decisão histórica. A Câmara vai atuar como um tribunal, dando todo o direito de defesa ao acusado. Informo também que o governador afastado tem vinte dias para apresentar sua defesa”, afirmou, encerrando a sessão sem seguida.

 

Zildenor Ferreira Dourado – Coordenadoria de Comunicação Social

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Supremo Tribunal Federal mantém Arruda preso

March 5th, 2010

Lísia Gusmão

Repórter da Agência Brasil

 

Por 9 votos a 1, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve preso o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), por tentar subornar uma testemunha do esquema de corrupção desarticulado pela Polícia Federal (PF) na Operação Caixa de Pandora. O STF analisou ontem (4) o mérito do pedido de habeas corpus em favor de Arruda. Apenas o ministro Dias Toffoli votou contra a prisão do governador.

 

A prisão preventiva do governador foi decretada há três semanas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), referendando decisão do ministro Fernando Gonçalves tomada a pedido da Procuradoria-Geral da República. Arruda é acusado de montar um esquema para corromper o jornalista Edson dos Santos, conhecido como Sombra, testemunha do esquema de arrecadação e distribuição de propina envolvendo o governo do Distrito Federal, Câmara Legislativa e empresários.

 

O STF descartou ainda a hipótese de licença prévia da Câmara Legislativa para que a prisão do governador fosse decretada. “Cogitar-se da necessidade de licença para a custódia considerado inquérito em curso é levar às últimas conseqüências a extravagante previsão, no que direcionada à ação penal, da deliberação quanto ao recebimento, ou não, da denúncia”, disse o ministro Marco Aurélio Mello no voto que levou ao plenário do STF.

 

Esta tese provocou um embate entre os ministros Dias Toffoli e Cármen Lúcia. Segundo ela, a prisão preventiva do governador era imprescindível para a continuidade das investigações da Caixa de Pandora. Para Toffoli, a prisão do governador só poderia ter sido decretada com autorização de dois terços dos deputados distritais. “Voto pela impossibilidade de decretação da prisão preventiva”, disse.

 

O relator do recurso, ministro Marco Aurélio, reiterou os indícios da participação de Arruda na tentativa de corromper o jornalista Edson dos Santos, conhecido como Sombra, testemunha do esquema de arrecadação e distribuição de propina que atinge o governo do Distrito Federal, empresários e Câmara Legislativa. “Presente se fez de forma clara, precisa e portanto concreta a prática de atos visando a obstruir a justiça, a apuração dos fatos tal como realmente ocorridos”, afirmou.

 

“A decisão do ministro Fernando Gonçalves calca-se em fatos concretos e não em considerações abstratas”, acrescentou o ministro Ricardo Lewandowski. Também votaram com o relator os ministros Carlos Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Cezar Peluso, Ellen Gracie, Celso de Mello e Gilmar Mendes.

 

Em seu voto, Marco Aurélio Mello minimizou ainda o compromisso assumido pelo governador, por meio de seus advogados, de não retornar ao cargo ainda que posto em liberdade. “Tem-se a irrelevância jurídica de compromisso ainda que formal de o paciente não voltar à governança na qual, fora o que está ainda sendo apurado em inquérito, vinha merecendo aplausos dos brasilienses. A prisão, a toda evidência, não resultou da feitura de um aparente bom governo”, afirmou.

 

Para o advogado Nélio Machado, o governador está sofrendo um “linchamento moral”. Segundo ele, Arruda, ao ser preso, foi submetido a um ato de “violência inominável” e que tem recebido um tratamento “díspare e desigual” da Justiça. No plenário do Supremo, Nélio Machado contestou as circunstâncias em que a prisão do governador foi decretada e sugeriu um “conluio” entre a Procuradoria-Geral da República, autora do pedido de prisão, e o STJ, que a decretou.

 

A vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat, negou qualquer arbitrariedade na decisão do STJ e revelou que novas provas foram coletadas pela Polícia Federal sobre o esquema de corrupção após a prisão do governador.

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Câmara aprova abertura do processo de impeachment

March 5th, 2010

Carolina Pimentel

Repórter da Agência Brasil

 

Em sessão extraordinária realizada na tarde de ontem (4), todos os deputados distritais presentes, 19 no total, votaram a favor da abertura do processo de impeachment do governador licenciado do Distrito Federal José Roberto Arruda (sem partido). Foram a favor tanto parlamentares da base aliada quanto da oposição. A sessão começou às 18h e durou apenas 20 minutos.

 

Após a abertura do processo, deputados distritais da oposição acreditam na cassação do mandato de Arruda, preso desde o dia 11 de fevereiro na Polícia Federal, em Brasília. Para o presidente da Casa, Cabo Patrício (PT), o placar de hoje sinaliza a possibilidade de cassação. “Há, sim, possibilidade do impeachment de Arruda”, afirmou aos jornalistas após a sessão.

 

O relator do parecer favorável ao impeachment, Chico Leite (PT), classificou a abertura do processo como sinal de maturidade dos distritais. Para o deputado Reguffe (PDT), o impeachment é necessário diante do escândalo de corrupção que abalou a capital federal. “Se esse escândalo não for motivo para impeachment, não sei o que é”, disse.

 

Com a abertura do processo, os advogados de Arruda têm 20 dias corridos, depois da notificação, para apresentar a defesa. A partir do recebimento dos argumentos, o relator da Comissão Especial, Chico Leite, fará um novo parecer que será submetido novamente ao Plenário.

 

Para ser acatado, o novo parecer precisa da aprovação de 16 dos 24 distritais em Plenário. Em caso de aprovação, o governador é afastado do cargo por 120 dias. Em seguida, o processo será analisado por um tribunal especial, formado por cinco deputados e cinco desembargadores que serão escolhidos por sorteio. Depois desse trâmite, sai a decisão de cassar ou não o governador.

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Prisão de Arruda é linchamento moral, diz advogado

March 5th, 2010

Lísia Gusmão

Repórter da Agência Brasil

 

O advogado Nélio Machado disse ontem (4), no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), que o governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), está sofrendo um “linchamento moral”. Segundo ele, Arruda, ao ser preso, foi submetido a um ato de “violência inominável” e que tem recebido um tratamento “díspare e desigual” da Justiça.

 

O STF julgou ontem o pedido de habeas corpus em favor do governador, preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília por tentar subornar uma testemunha do esquema de corrupção desarticulado na Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. A prisão preventiva de Arruda foi decretada há três semanas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde tramita o Inquérito 650. O pedido de habeas corpus foi negado em caráter provisório pelo ministro Marco Aurélio Mello, relator do recurso.

 

No plenário do Supremo, Nélio Machado contestou as circunstâncias em que a prisão do governador foi decretada. Ele sugeriu um “conluio” entre a Procuradoria-Geral da República, autora do pedido de prisão, e o STJ, que a decretou.

 

A vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat, negou qualquer arbitrariedade na decisão do STJ. “A defesa teve acesso imediato à decisão. Não vejo nada de anormal na sessão do Superior Tribunal de Justiça”, afirmou.

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Fica para as 18 horas votação de parecer de impeachment

March 4th, 2010

Priscilla Mazenotti

Repórter da Agência Brasil

 

Brasília – A votação do relatório de impeachment do governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda, foi adida para as 18 horas de hoje (4). Por 17 votos favoráveis e com cinco ausências, o argumento do deputado Chico Leite (PT) – que proibia a mudança do dia da análise, mas ponderava sobre o horário da votação – foi aprovado.

 

O texto refutava os argumentos da defesa e aceitava apenas as alegações sobre a necessidade de o relatório ser votado 48 horas depois de sua publicação no Diário da Câmara.

 

Para comprovar o horário de publicação no Diário da Casa, o presidente da Câmara, Cabo Patrício (PT), apresentou o ofício da gráfica com o horário de 17h30.

 

De acordo com os advogados de Arruda, a convocação de deputados suplentes para participar do processo de votação estaria sub judice no Supremo Tribunal Federal (STF). Sete suplentes foram convocados em substituição aos titulares, impedidos pela Justiça de opinar no processo porque são acusados de participação no esquema de recebimento de propina. A convocação desses suplentes é questionada no STF.

 

Os advogados de Arruda também alegaram cerceamento de defesa, já que o governador licenciado está preso na Superintendência da Polícia Federal. Além de requererem as 48 horas de parzo da publicação. Por fim, pediam que o impeachment de Arruda seja analisado apenas depois da conclusão do inquérito 650, que tramita no Superior Tribunal de Justiça. O inquérito investiga o esquema de corrupção no Distrito Federal.

 

O desembargador Otávio Augusto Barbosa do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) chegou a negar o mandado de segurança dos advogados de José Roberto Arruda para adiar a sessão. A defesa tentou, memo assim, convencer os deputados, mas não conseguiu.

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Começa sessão para votar relatório de impeachment

March 4th, 2010

 Da Agência Brasil

Brasília – Começou na Câmara Legislativa do Distrito Federal a votação do relatório do deputado Chico Leite (PT), que pede o impeachment do governador licenciado e preso, José Roberto Arruda (sem partido).

Neste momento, o deputado Batista das Cooperativas (PRP) – relator da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) e da comissão que analisa os quatro processos contra Arruda – lê a defesa do governador afastado.

Isso não garante, porém, que o relatório será apreciado. A sessão poderá ser adiada para o fim da tarde. A legislação determina que a votação seja feita 48 horas depois da publicação do relatório no Diário da Câmara Legislativa, o que ocorreu apenas às 17 horas da terça-feira (2).

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Arruda pressiona Prudente a renunciar

January 21st, 2010

De Isabel Braga e Bernardo Mello Franco:

 

Afastado judicialmente da presidência da Câmara Legislativa do DF, o deputado Leonardo Prudente (ex-DEM) é pressionado pelo grupo do governador José Roberto Arruda para renunciar ao cargo.

 

O objetivo é apressar a eleição de outro aliado para o comando da Casa, que está temporariamente nas mãos do oposicionista Cabo Patrício (PT).

 

No entanto, a escolha do novo presidente não deve sair antes da próxima terça-feira, quando o ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa prestará depoimento à CPI que investiga o mensalão do DEM.

 

Entre os aliados de Arruda, é grande a apreensão com a primeira aparição pública do homem bomba desde o início do escândalo.

 

O governo teme que ele faça novas denúncias e comprometa mais deputados com acusações de pagamento de propina em troca de apoio político. Por isso, a tática é esperar para ver o estrago provocado pelo depoimento.

 

O ex-secretário já disse ao Ministério Público Federal que todos os 19 integrantes da bancada governista teriam recebido dinheiro para aprovar o novo Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT), que afrouxou as regras para a especulação imobiliária na capital.

 

O apoio teria custado R$ 7,56 milhões, sendo R$ 420 mil para cada parlamentar.

 

Por medida de segurança, Durval será ouvido na sede da Superintendência Regional da Polícia Federal.

 

Ontem, o diretor-geral da PF, Luiz Fernando, enviou ofício ao presidente da CPI, deputado Alírio Neto (PPS), confirmando hora e local do depoimento.

 

Ele informou que haverá controle policial nos acessos à sala. Além dos parlamentares, só poderão entrar assessores e jornalistas credenciados.

 

Segundo deputados próximos a Arruda, Prudente foi convencido da inviabilidade política de sua permanência na presidência. Ele formalizaria a renúncia até hoje.

 

Confirmada a saída, caberá ao interino Cabo Patrício convocar eleições em até sete dias para a escolha do sucessor. O favorito é Wilson Lima (PR), aliado de Arruda. Outro nome citado é o deputado Raimundo Ribeiro (PSDB), relator da CPI.

 

A provável renúncia de Prudente foi articulada entre o governador Arruda e 11 distritais, em reunião que entrou pela madrugada de anteontem.

 

Outros quatro ou cinco distritais, que estão fora da cidade, foram consultados por telefone.

 

— Dissemos ao Prudente que a renúncia dará maior tranquilidade para ele se defender. É a melhor maneira de sair do foco — disse um aliado de Arruda.

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Nota do GDF sobre a quebra de sigilo

January 13th, 2010

 

Com relação à decisão do STJ de quebrar o sigilo bancário e fiscal do Governador José Roberto Arruda informamos que:

 

O Governador José Roberto Arruda não foi notificado sobre a quebra do sigilo bancário e fiscal, mas reafirma que desde o inicio do processo colocou a disposição da justiça todas essas informações.

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STJ autoriza quebra de sigilo de Arruda

January 13th, 2010

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou a quebra de sigilos bancário e fiscal do governador José Roberto Arruda (sem partido), e de outros seis investigados no inquérito da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. Oito empresas e instituições citadas na investigação também tiveram os sigilos liberados pelo STJ.

 

O presidente da Câmara Legislativa do DF, Leonardo Prudente (sem partido), é um dos seis envolvidos que tiveram a quebra de sigilo autorizada pelo STJ. Os demais envolvidos ainda não tiveram o nome revelado. A assessoria do STJ deve divulgar uma nota oficial nas próximas horas com detalhes da decisão do tribunal. O Ministério Público Federal havia pedido a quebra de sigilo dos investigados no inquérito do STJ no dia 17 de dezembro de 2009.

 

Além de Arruda e Prudente, tiveram os sigilos quebrados a deputada Eurides Brito (PMDB), o conselheiro do TCDF, Domingos Lamoglia, o ex-chefe de gabinete de Arruda Fábio Simão, o ex-secretário de Educação José Luiz Valente e as empresas Adler, Vertax, Info Educacional, Unirepro, Linknet, CTIS, Instituto Fraterna e o escritório do governador, conhecido como Associação Brasiliense dos Amigos de Arruda.

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A caixa continua aberta

January 11th, 2010

Artigo semanal publicado no Jornal da Comunidade

 

Na segunda-feira (11) a Câmara Legislativa volta aos trabalhos para analisar os pedidos de impedimento do governador Arruda, investigado na operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O dia será cheio e as discussões entre contras e pró-governo prometem ser intensas. Também será instalada a CPI que investigará casos de corrupção nas administrações dos ex-governadores Cristovam Buarque (PDT), Joaquim Roriz (PSC) e Maria de Lourdes Abadia (PSDB), além do próprio Arruda.

 

Ficarão responsáveis por conduzir os trabalhos da comissão os distritais Alírio Neto (PPS), Batista das Cooperativas (PRP), Paulo Tadeu (PT), Raimundo Ribeiro (PSDB) e Eliana Pedrosa (DEM). Os suplentes da CPI são Benício Tavares (PMDB), Wilson Lima (PR), Chico Leite (PT), Cristiano Araújo (PTB) e Paulo Roriz (DEM). Este último se licenciou da Câmara para assumir a Secretaria de Habitação. No seu lugar assumiu Geraldo Naves (DEM).

 

Nesta semana, em discurso durante a posse de diretores do ensino público, o governador pediu perdão pelo que chamou de erros cometidos no escândalo. Foi a primeira vez que Arruda falou publicamente sobre o assunto. Ele diz reconhecer que as imagens em que aparece recebendo dinheiro são fortes e diz perdoar seus adversários, entre eles Joaquim Roriz. Arruda justificou os acontecimentos dizendo ter “pecado” pela “ingenuidade” de ter mantido o ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa no governo.

 

“Talvez, ingenuamente, permiti que esses interesses contrariados ficassem tão perto de nós. Devo também ter cometido erros, é claro. Quero dizer a vocês, de coração mesmo, que eu já perdoei todos que me agrediram. Eu perdoo a cada dia os que me insultam. Eu entendo as suas indignações pela força das imagens. E sabe por que perdoei? Porque só assim posso também pedir perdão pelos meus pecados”, declarou Arruda.

 

O governador também afirmou que tenta dizer há 40 dias que aquele dinheiro que recebeu dois anos antes de ser governador foi registrado no TRE e diz esperar que o tempo irá explicar à sociedade por que essas pessoas se voltaram contra ele, numa referência à ligação entre Durval Barbosa e o ex-governador Joaquim Roriz, antigo aliado e hoje um desafeto de Arruda.

 

Aliados de Arruda estão articulando na sociedade civil um movimento contrário ao impeachment e em defesa da continuidade de seu mandato até dezembro. Personalidades da cidade, especialmente empresários, estão sendo procurados por outros empresários bastante ligados ao governador com o argumento de que, se Arruda sair, não haverá continuidade das obras.

 

Os próximos dias serão decisivos para o governo, mas os mais otimistas apostam que o processo na Câmara Legislativa deve se arrastar até abril ou maio. Depois começa o período pré-eleitoral e os deputados irão cuidar dos seus interesses: a reeleição. O assunto vai esquentar mesmo durante a campanha, quando adversários de Arruda devem utilizar as imagens na TV para atacar o governo, mesmo ele não sendo candidato a reeleição. Mas é bom lembrar que a Caixa de Pandora ainda está aberta e pode atingir novas pessoas. Esse é o motivo por que muita gente está na moita e prefere não fazer críticas públicas.

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Sem Arruda, Roriz ganha no DF

December 22nd, 2009

 Da Folha de S. Paulo

Na primeira pesquisa Datafolha depois do escândalo do mensalão que atingiu o governo de José Roberto Arruda (sem partido), o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) venceria a disputa ao governo do Distrito Federal no primeiro turno, se a eleição fosse hoje. Em todos os seis cenários testados pelo levantamento, realizado entre os dias 14 e 18 deste mês, Roriz é o preferido de 44% a 48% dos eleitores. Para vencer no primeiro turno é necessário obter mais de 50% dos votos válidos -aqueles dados aos candidatos, excluindo brancos e nulos.

 

Arruda e vários aliados foram flagrados em vídeos recebendo maços de dinheiro -alguns escondendo as notas nas cuecas e nas meias. O caso veio à tona no final de novembro, e Arruda foi forçado a se desfiliar do DEM. Sem partido, está legalmente impedido de disputar a reeleição e enfrenta vários pedidos de impeachment na Câmara Distrital. Em março, antes do mensalão, Arruda pontuava no Datafolha 40% ou 41%, conforme o cenário. Agora, o instituto testou seu nome para aferir a reação do eleitor de Brasília ao escândalo. Arruda teria 8% ou 11%, em dois cenários.

 

O Datafolha entrevistou 510 eleitores no Distrito Federal. A margem de erro é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos. A saída de Arruda do páreo abriu um vácuo na sucessão ao governo de Brasília no campo contrário a Roriz. Nenhum político conseguiu herdar os pontos que o atual governador tinha em pesquisas passadas. Apesar de as investigações da Polícia Federal atingirem o governo Roriz, o ex-governador, aparentemente, não foi afetado perante o eleitorado.

 

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que governou Brasília uma vez (1995-1998), apareceu com apenas 17% em um dos cenários, mas é quem tem o melhor desempenho entre os adversários de Roriz. No cenário com o pedetista, Roriz tem 44%; contra 17% de Cristovam; 9% do ex-ministro Agnelo Queiroz, que recentemente trocou o PC do B pelo PT; 5% do vice-governador, Paulo Octávio (DEM); e 4% do senador Gim Argello (PTB). Poupado pela cúpula do DEM, Paulo Octávio aparece citado em várias passagens das investigações do mensalão do DF. Em depoimento recente dado em São Paulo, o ex-secretário Durval Barbosa, responsável pelos vídeos e por informações do inquérito, disse que entregou ao vice-governador R$ 200 mil há um ano e meio.

 

Em um cenário sem Cristovam, que pode optar pela reeleição ao Senado, Roriz tem 46% contra 11% de Agnelo Queiroz. Paulo Octávio tem 7%; o deputado distrital José Antonio Reguffe (PDT), 6%; e o senador Gim Argello (PTB), 5%. Roriz tem 17 pontos a mais que o total dos rivais. Roriz tem 73 anos. Já governou Brasília quatro vezes (1988-1990; 1991-1994; 1999-2002; 2003-2006). Em 2007, assumiu uma vaga no Senado. Renunciou no mesmo ano para não ser cassado, acusado de receber propina de empresários. “O quadro sucessório nos Estados ainda pode ser bem alterado após o início da campanha, que é quando as pessoas se informam”, diz Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha.

 

Na pesquisa espontânea (sem lista de candidatos), Roriz também é líder, com 23% de menções. Arruda, apesar da crise, tem 5%, seguido por Agnelo (2%). Paulo Octávio e Gim Argello têm 1% cada. As citações a Cristovam não atingem 1%. O Datafolha perguntou aos eleitores se sabiam das eleições. Em Brasília, só 46% souberam dizer que haverá disputa pelo governo. O número de eleitores que dizem não saber ainda em quem votar -ou que votarão nulo, branco ou nenhum- chega a 28%.

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Senado não deve aceitar processo contra Arruda

December 15th, 2009

 

O Senado não deverá sequer dar como recebido o pedido feito ontem por um servidor para que a Casa investigue o governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), por crime de responsabilidade. Segundo a secretária-geral da Mesa, Claudia Lyra, em 2001 aconteceu um caso semelhante contra o então governador Joaquim Roriz (PSC), e a decisão da Casa foi por não receber a denúncia. Esta decisão foi respaldada posteriormente pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

 

A denúncia do servidor tem como base uma lei de 1986, anterior, portanto à Constituição de 1988. Nesta lei, prevê-se que o Senado investigue crimes de responsabilidade cometidos por governadores do DF e os secretários. Para o servidor, a ação seria justificada pelos fatos mostrados pela Operação Caixa de Pandora da Polícia Federal, que acusa Arruda de comandar um esquema de pagamento de propina a aliados.

 

Cláudia Lyra disse ainda não ter visto a denúncia protocolada nesta tarde, mas adiantou que o pedido dificilmente prosperará. Segundo a secretaria-geral da Mesa, a lei a que se refere o servidor não foi “recebida” pela Constituição e, por ferir o princípio da autonomia do DF, não tem mais validade.

 

“A Constituição não recebeu esta lei como uma norma vigente porque ela se conflitou com a própria Constituição, que deu autonomia ao DF”, explicou.

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Eleição zera para 2010

December 14th, 2009

 Artigo Jornal da Comunidade

Com a saída do governador José Roberto Arruda (sem partido) da disputa pelo governo do Distrito Federal em 2010, a eleição zera e será preciso analisar com bastante calma a tendência do eleitor. Favorito à re-eleição, segundo as mais recentes pesquisas, Arruda desfiliou-se do Democratas e anuncia que pretende cuidar apenas da governabilidade. No seu íntimo, pretende fazer o melhor governo que Brasília já teve em sua história. Se não fosse a trama política em que se envolveu, ele já estava seguindo este caminho.

 

Como pretende se distanciar da política e se concentrar na administração pública, Arruda terá grandes chances de reverter o revés. Também ganhou a oportunidade de se livrar de oportunistas, corruptos e traiçoeiros que infestaram o seu governo. Alguns herdados de outros governos. O governador deve, ainda, agradecer a saída de alguns partidos da base aliada e se cercar com pessoas de confiança.

 

As obras de infraestrutura, os programas sociais devem continuar e os investimento na cidade devem continuar. No funcionalismo público é imprescindível uma maior valorização da categoria, que muito vai contribuir para uma administração sem a contaminação política. Uma das medidas urgentes é o cumprimento dos concursos públicos chamando os aprovados para as vagas de comissionados, muitos deles indicados por políticos que já foram embora. Alguns dos comissionados foram herdados do governo passado e torcem pela derrocada de Arruda.

 

Vencendo a batalha na Câmara Legislativa onde existem três pedidos de impeachment e fazendo a administração que sonha, Arruda pode se tornar até o grande cabo eleitoral em 2010. Isso, se for do seu interesse, já que pelo pronunciamento de quinta-feira (10), não quer envolvimento no pleito.

Sobram então a disputa para o Partido dos Trabalhadores, com Agnelo Queiroz, e o ex-governador Joaquim Roriz (PSC). Volta a dicotomia azuis versus vermelhos. Temos ainda o vice-governador Paulo Octávio (DEM), que deve surgir com muita força. O deputado distrital José Antonio Reguffe (PDT) pretende entrar com a terceira via e reforçar o seu já conhecido discurso da ética e da moralidade. Toninho do PSOL deve ser novamente figurante com o verborrágico anti-imperialismo e anticapitalismo dos neoliberais.

 

Mais muita água ainda pode passar por debaixo dessa ponte. A CPI da Corrupção a funcionar na Câmara Legislativa investigará casos desde 1991 e podem tanto manchar a campanha do PT como a de Roriz. A Operação Caixa de Pandora também investiga a origem de grandes somas de dinheiro no governo anterior.

 

As próximas pesquisas eleitorais irão clarear o caminho de cada um dos governadoráveis. As próximas operações policiais irão colocar um tempero no desempenho de cada um. As decisões da CPI da Corrupção irão sepultar ou cacifar alguns dos postulantes à vaga aberta pelo governador. Arruda vai ficar assistindo a tudo de camarote. Vai apenas observar a carnificina em que se transformará a política brasiliense nos próximos meses. Dará graças a Deus por não participar de uma guerra suja, e também por se livrar de uma turma da pesada que vinha operando dentro do GDF de maneira escancarada. Depois da assepsia vai começar pra valer o governo Arruda.

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Desfiliação de Arruda desmonta estratégia do DEM

December 11th, 2009

 

A desfiliação do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, do DEM desmontou a estratégia organizada por um setor do partido que pretendia usar a expulsão do política como trunfo da defesa da ética e da moralidade. No entanto há membros da executiva nacional da legenda que defendem a manutenção do discurso como elemento de reação a eventuais ataques dos adversários.

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Íntegra do pronunciamento do governador Arruda

December 10th, 2009

Nas últimas semanas fomos submetidos a um triste espetáculo de cenas e imagens montadas com óbvias motivações políticas.

Fatos ocorridos há mais de três anos, ainda no governo anterior, foram embaralhados para incutir na opinião pública a impressão de que tudo se passa no tempo presente.

Os violentos cortes de despesas públicas que fizemos e a retirada de pessoas dos cargos estratégicos que ocupavam na administração do GDF havia oito anos, obviamente, contrariaram interesses pessoais, políticos e empresariais, que hoje se voltam contra nós pelos caminhos das armadilhas, das insinuações e dos mais vis expedientes.

A farsa montada foi o recurso usado pelos meus adversários para me tirar da disputa de 2010. Tudo porque as pesquisas eleitorais me davam ampla vantagem.

As práticas políticas que marcam negativamente a vida brasileira, infelizmente – devo admitir – são herança que, agora vejo com clareza, não consegui extirpar completamente como gostaria e como era meu dever.

Tenho, neste momento, a chance de fazê-lo, a começar por uma completa apuração dos fatos e pela missão de governar Brasília desinteressado de qualquer tipo de resultado eleitoral.

Em três anos, foram dois mil ônibus novos sem nenhum aumento de passagem.

Em mil dias, construímos mil salas de aula. São duzentas escolas e 50 mil alunos em Educação Integral.
São três anos sem nenhuma invasão de área pública ou privada, sem grilagem de terras, sem transporte pirata.

A cidade voltou para o caminho do crescimento organizado. Não posso permitir que essas conquistas sejam postas a perder, que a administração pública seja paralisada e a população do DF prejudicada. Estamos com mais de duas mil obras em andamento, e vamos concluir todas elas.

O sistema viário está sendo inteiramente reformulado e as doze cidades mais pobres estão sendo totalmente urbanizadas. Temos a responsabilidade e o dever de preparar a capital do País para ser sede da Copa do Mundo de 2014.

Estamos às vésperas do cinqüentenário da cidade. Para enfrentar esses desafios e garantir a conclusão de todas as obras, tomo a difícil decisão de deixar a vida partidária, desligando-me, neste momento, do Partido Democratas.

Não disputarei a eleição do próximo ano. Repito: Não disputarei a eleição do próximo ano.
Quero dedicar-me inteiramente à tarefa de cumprir, como governador, todos os compromissos e metas assumidos no programa de governo.

Como cidadão, vou lutar pela mudança definitiva de certos usos e costumes da política brasileira. Com as atuais regras eleitorais, não disputarei mais nenhuma eleição. O País necessita de uma ampla e profunda reforma política.

Com esse gesto, evito o constrangimento dos meus amigos e companheiros do Partido, de ter que decidir entre saciar a sede por atos radicais e midiáticos ou julgar com amplo direito de defesa e cumprimento dos prazos estatutários.

Evito, também, o constrangimento de uma discussão judicial de mérito para permanecer na legenda. Evito, ainda, o constrangimento dos meus amigos que lamentam o surgimento de tão graves suspeições porque reconhecem os resultados de uma gestão que está construindo uma Brasília melhor.

Quero, agora, me dedicar às questões administrativas do governo, livre para fazer minhas opções. Assim, sem o clima passional que marca este momento, quero me dedicar inteiramente a trabalhar por Brasília, defender a minha honra e o mandato de governador que me foi outorgado pela vontade popular.

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Democratas se reúnem para tratar do caso Arruda

December 10th, 2009

 

A cúpula do DEM está reunida neste momento para avaliar o que fazer em relação ao governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda. Os parlamentares também vão se decidir sobre a reunião prevista para amanhã (11), em que devem definir o destino do governador – se será expulso ou não do partido.

 

Participam da reunião, no gabinete do líder do DEM no Senado, José Agripino, o presidente do partido, Rodrigo Maia (RJ), o líder na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), o segundo-vice-presidente Antônio Carlos Magalhães Neto (BA) e o senador Heráclito Fortes (PI).

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PO confirma que Arruda vai pedir desfiliação

December 10th, 2009

 

Ameaçado de expulsão, o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), vai anunciar daqui a pouco sua desfiliação do DEM. A informação foi confirmada pelo vice-governador, Paulo Octavio (DEM).

 

O governador disse a interlocutores que, na avaliação de seus advogados, se for expulso pelo DEM, será possível encontrar uma brecha na legislação eleitoral para tentar a reeleição.

 

Apesar do prazo de filiação partidária ter terminado em outubro para quem vai disputar as urnas em 2010, advogados do governador sustentam que a expulsão não se aplica na lei –o que abriria brechas para Arruda encontrar um novo partido. Pela Lei Eleitoral, um candidato tem que estar filiado a um partido a pelo menos um ano das eleições.

 

 Para sair candidato, ele só precisaria evitar o impeachment e se manter no governo do Distrito Federal.

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Ministra do TSE rejeita pedido de Arruda

December 10th, 2009

 

A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Cármen Lúcia negou hoje (10) pedido do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, para suspender o processo de expulsão instaurado pelo DEM.

 

Arruda é investigado pela Polícia Federal por suposto envolvimento em um esquema de corrupção com pagamento de propina por empresários do DF e enfrenta um processo disciplinar aberto pela Executiva Nacional do DEM. Com a decisão da ministra, o mandado de segurança será arquivado.

 

Na decisão, a ministra afirma que não é da competência da Justiça Eleitoral julgar o mandado de segurança impetrado por Arruda por tratar-se de assunto exclusivo “da organização interna dos partidos”.

 

Ela rejeita ainda o argumento de que o DEM não deu ao governador o direito de ampla defesa, citando a notificação para que o governador apresentasse sua defesa em oito dias. “Assevera o impetrante que aquele prazo não seria assecuratório do seu direito a ampla defesa. Ocorre que é o prazo estatutariamente previsto e contra o qual não há notícia de que se tenha insurgido, antes, o impetrante, filiado à agremiação”, afirma a ministra

 

A Executiva do DEM deveria se pronunciar amanhã (11) sobre o caso Arruda, após analise do relatório do processo disciplinar feito pelo ex-deputado federal José Thomaz Nonô (DEM).

 

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Arruda vai anunciar decisão em coletiva

December 10th, 2009

 

O governador José Roberto Arruda convocou uma entrevista coletiva para daqui a pouco, às 15h30, para comunicar sua desfiiação do DEM. O pedido será encaminhado ao DEM do DF. O presidente do partido aqui em Brasília é o vice de Arruda, Paulo Octávio.

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Arruda vai pedir desfiliação do partido, diz DEM

December 10th, 2009

 

O presidente do Democratas, deputado Rodrigo Maia (RJ), disse agora a pouco que o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), vai pedir desfiliação do partido nas próximas horas. O vice-governador do DF, Paulo Octávio, confirmou que Arruda vai deixar o partido.

 

O líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), afirmou hoje que poderia pedir a expulsão sumária de Arruda caso o governador conseguisse uma liminar para suspender o processo que responde no partido

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Arruda diz que tem votos para evitar expulsão do DEM

December 10th, 2009

Do Blog do Noblat

Tocou pavor no meio da direção do DEM.

 

O Senador Adelmir Santana (DEM-DF) confidenciou a vários colegas que esteve, hoje, com o governador José Roberto Arruda, do Distrito Federal, e seu vice Paulo Octávio. E que eles dão como certo que 34 dos 45 membros da Executiva do partido votarão depois de amanhã contra a expulsão de Arruda.

 

A de Paulo Octávio não será apreciada dessa vez.

 

Os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO), Kátia Abreu (DEM-TO) e Raimundo Colombo (DEM-SC) pedirão por escrito à direção do DEM que adote o voto aberto para decidir o destino do governador acusado pPela Polícia Federal de comandar uma organização criminosa que roubou dinheiro público.

 

Tudo que a Constituição não proíbe é permitido, segundo entendimento dos três senadores que hoje consultaram a respeito vários ministros do Supremo Tribunal Federal.

 

A Constituição não proíbe que os partidos deliberem por meio do voto aberto.

 

O temor dos três senadores é que o voto secreto acabe favorecendo Arruda.

 

José Agripino Maia (RN), líder do DEM no Senado, discorda dos colegas. “O regimento interno do DEM diz que uma decisão como essa deve ser tomada por aclamação ou por voto secreto”, argumenta. “Se escolhermos um caminho diferente, aí, sim, Arruda poderá ir à Justiça e ganhar”.

 

Arruda tem procurado pessoalmente alguns membros da Executiva. Esteve, ontem, por exemplo, com o senador Marco Maciel (DEM-PE). Saiu do encontro sem a garantia do voto dele.

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Voto secreto no DEM

December 9th, 2009

 

A reunião da Comissão Executiva Nacional do DEM, que discutirá a proposta de expulsão do governador José Roberto Arruda, será feita no sistema de voto secreto. Num momento em que o governador tem operado intensamente no plano local para evitar seu impeachment, o sistema de votação secreta abre uma brecha para que Arruda tente convencer seus companheiros de partido a absolvê-lo da acusação de envolvimento no chamado escândalo do mensalão do DEM sem que se exponham publicamente.

 

O artigo 99 do estatuto do DEM prevê que aplicações de medidas disciplinares sejam feitas apenas com dois tipos de votação: a secreta ou por aclamação. O comando do partido, entretanto, preferiu não fazer o sistema de aclamação. Assim, com 41 pessoas participando da decisão (alguns com direito a ter mais de um voto) somente será possível saber como cada membro da Executiva votou na hipótese improvável de a decisão ser tomada por unanimidade.

 

A justificativa da direção do partido para adotar o voto secreto é novamente baseada na ideia de não cometer deslizes jurídicos no processo de julgamento para reduzir as chances de Arruda conseguir reverter sua punição apresentando recursos à Justiça.

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Arruda pode ir à Justiça contra o DEM

December 4th, 2009

Valor Econômico

 

O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, cogita recorrer à Justiça para suspender a reunião da Executiva Nacional do DEM que decidirá, no dia 10, sobre sua expulsão do partido. O governador, segundo demistas ouvidos pelo Valor, está disposto “a ir até às últimas consequências” para defender sua permanência na legenda e no cargo.

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Kassab espera defesa de Arruda e esfria onda pró-expulsão

December 3rd, 2009

Blog do Fernando Rodrigues

Diferentemente do que se fala nos salões do Congresso, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), não dá como certa a expulsão partidária do governador José Roberto Arruda. Também filiado ao Democratas, Arruda ganhou prazo até quinta-feira da semana que vem para se defender.

 

Em entrevista hoje de manhã para a rádio Jovem Pan, Kassab disse: “Eu defendi a abertura do processo de expulsão com o direito de defesa”. O prefeito paulistano disse acreditar “que é muito difícil a situação do governador”, mas não quis antecipar previsões sobre o desfecho do episódio.

 

Para Kassab, as acusações contra Arruda “são gravíssimas, com muita consistência”, mas que precisam ser comprovadas. Só então, “sendo ratificadas as denúncias”, defende “que as punições sejam exemplares”.

 

Indagado se as explicações de Arruda dadas até agora são suficientes, Kassab respondeu que não. Disse que os vídeos e os áudios são “quase autoexplicativos”, mas sempre faz uma ressalva: “O governador tem o direito à defesa”.

 

Essas declarações de Kassab são relevantes para Arruda. O prefeito de São Paulo é hoje a principal estrela do Democratas, ocupando o cargo eletivo mais importante conquistado pela sigla. Poderia dizer em público ser a favor da expulsão. Só que Kassab foi prudente e deu o benefício da dúvida para Arruda.

 

Enquanto o líder do DEM na Câmara, deputado Ronaldo Caiado (GO) diz ser certa a expulsão partidária do governador de Brasília, o prefeito Kassab coloca água na fervura. Repete sempre ser necessário aguardar até a defesa completa de Arruda ser apresentada.

 

É uma estratégia política que revela a temperatura do escândalo já chamado de mensalão do DEM. Ao conceder tempo para Arruda se defender, o partido está também se ajustando nos bastidores e verificando todas as conveniências de expulsar ou não o governador de Brasília.

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Minha aldeia

December 3rd, 2009

 Por Lauro Jardim, da Veja

 

O fato de Demóstenes Torres e Ronaldo Caiado terem sido os mais frontais defensores do imediato afastamento de José Roberto Arruda no DEM se deve também a uma questão local, além da salutar questão moral.

 

Os dois são parlamentares por Goiás, estado que abriga o Distrito Federal, e, portanto, onde a influência da crise política é muito maior.

 

Além disso, Arruda era aliado de primeira hora do ex-governador goiano Marconi Perillo, inimigo político de Caiado.

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PMDB decide na segunda posição sobre Arruda

December 2nd, 2009

 

O presidente do diretório regional do Distrito Federal do PMDB, Tadeu Filippelli, marcou para a próxima segunda-feira (7) uma reunião da executiva para debater a situação do partido em relação ao governo de José Roberto Arruda (DEM). O partido é um dos principais pontos de apoio de Arruda.

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Arruda diz que vai provar inocência

December 2nd, 2009

Governador se defende em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, diz que recebeu a contribuição financeira quando não era nem candidato ao GDF e que denúncias faz parte de uma trama de adversários políticos

 

Em entrevista ao jornalista Fernando Rodrigues, da sucursal do jornal Folha de S.Paulo, em Brasília, o governador José Roberto Arruda (DEM), disse que só recebeu dinheiro uma vez diretamente de Durval Barbosa, seu ex-secretário de Relações Institucionais. Arruda fez questão de mencionar que os vídeos agora divulgados foram gravados quando ele ainda não era governador de Brasília. Ele considera tudo uma trama engendrada por seu adversário político local, Joaquim Roriz (PSC). O Blog reproduz os principais trechos da entrevista concedida a Folha por volta das 21h de ontem.

 

FOLHA – Por que o sr. manteve Durval Barbosa em seu governo?

JOSÉ ROBERTO ARRUDA Esse cidadão durante oito anos foi presidente da Codeplan, a empresa de informática do governo Roriz. Os gastos ali eram da ordem de R$ 500 milhões por ano. Ele, como outras pessoas do governo Roriz, vieram me ajudar na campanha. Quando terminou a eleição ele desejava continuar na mesma posição. Na transição, já avisado que tinha problemas nessa área, mas, por outro lado, muito grato à ajuda que ele tinha me dado na campanha – ajuda política, inclusive, trouxe apoio partidários, de deputados, evangélicos, o diabo a quatro. Eu então…

 

FOLHA – Ele deu ajuda tanto política quanto financeira para sua campanha?

ARRUDA – Eu diria que mais política que financeira. Porque a financeira, ao que eu saiba, ele pode ter intermediado apoios empresariais. Mas não dele diretamente. Eu não controlava. Para mim, pessoalmente, ele deu o que aparece naquele vídeo que apareceu, que deve ser de dezembro de 2004 ou dezembro de 2005. Foi para as minhas campanhas sociais de final de ano que eu faço há dez anos. Virou piada, porque é panetone, mas no fundo é verdade mesmo. Eu entrego panetone nas creches, nos asilos, tudo isso. Essa [doação em dinheiro de Durval] foi a única que eu recebi pessoalmente. Mas na campanha ele foi para o comitê. Ajudou muito.

 

FOLHA – Sim, mas aí o sr. o recolocou em seu governo?

ARRUDA – Terminada a eleição, e [ele] querendo ir para esse posto [Codeplan], eu achei que não deveria. Fui avisado inclusive pelo Ministério Público que ele não deveria ir, porque iria me dar problema. Não deixei ir para o mesmo cargo, mas coloquei-o num outro, mais burocrático, sem orçamento. E reduzi de R$ 500 milhões para R$ 130 milhões os gastos anuais com informática. Neste ano, vai chegar a R$ 209 milhões, mas ainda menos da metade do que no governo Roriz.

 

FOLHA – Sim, mas isso não resolveu o fato de Durval ter permanecido no seu governo…

ARRUDA – Mas isso foi gerando nele e nos grupos empresariais que foram prejudicados muita raiva. Mais tarde, uma aliança natural entre ele e o Roriz. Tanto que o porta-voz dele, hoje, são as pessoas do comitê do Roriz, [o deputado federal] Laerte Bessa [PSC-DF] e companhia. O Roriz dias antes dessa operação já a anunciava. Deu entrevistas. Na véspera, jantou com alguns jornalistas e disse que iria balançar Brasília. Na verdade, o Roriz acho que não ganharia mais de mim nas urnas e tentou fazer um grande escândalo.

 

FOLHA O episódio gravado em vídeo entre o sr. e Durval, no qual o sr. recebe R$ 50 mil, foi o único no qual o sr. recebeu dinheiro diretamente dele?

ARRUDA – Primeiro, não sei se foi R$ 50 mil. Eu acho que foi R$ 20 mil ou R$ 30 mil. Não sei. Que eu recebi diretamente, foi [a única vez]. Nos outros anos -2003, 2004, 2005 e 2006- ele também ajudou.

 

FOLHA – E como ele dava o dinheiro?

ARRUDA – A outras pessoas. Não diretamente a mim. Mas ele ajudou. Nessas campanhas de final de ano, eu pedia ajuda a pessoas físicas e jurídicas. Mais de 60. O Carrefour sempre dava. O Planaltão, o Super Maia [supermercados de Brasília]. Com esses recursos eu fazia festas nas creches e nos asilos. Há dez anos que eu faço isso.

 

FOLHA – Mas como o sr. declarava esses recursos?

ARRUDA – Não declarava. Eu pegava apenas os recibos das instituições. Fazia a festa, distribuía os cartões de Natal.

 

FOLHA – Não teria sido mais prudente registrar obedecendo o que manda a Receita Federal?

ARRUDA – Eu nunca me perguntei isso. Não sei te dizer. A verdade é que eu fiz uns dez anos. Mas nunca teve nada escondido, não. O Carrefour por exemplo me doava oficialmente.

 

FOLHA – E sempre foi assim?

ARRUDA – Neste ano de 2009, lá para março, eu peguei todos esses recibos e o livro de doações e registrei no Tribunal Eleitoral sem os recibos. Só a lista de doações. Para fazer a seguinte pergunta: como este ano é pré-eleitoral eu poderia fazer a mesma coisa sem que isso fosse crime eleitoral? O tribunal analisou e disse que não tinha problema. E arquivou, inclusive.

 

FOLHA – O sr. registrou todos os anos anteriores agora?

ARRUDA – Todos os anos anteriores.

 

FOLHA – Inclusive os registros que o sr. solicitou ao Durval que assinasse agora?

ARRUDA – Não, aí é outra história?

 

FOLHA – Qual é?

ARRUDA – Tem um livro de ouro no qual o nome dele consta e já estava lá no TRE. Todas as pessoas que doavam eu mandava uma cartinha agradecendo e prestando contas das entidades que receberam os recursos. Eu assinava e mandava esse recibo para todos. Todos recebiam e me mandavam o contrarecibo. Mas nem todos enviavam esse contrarecibo. Como ele não me mandou os contrarecibos e já havia os boatos de que teria vídeos e faria chantagem, eu o chamei pessoalmente e disse que todos os que doaram assinaram o contrarecibo. E ele assinou.

 

FOLHA – Como ele reagiu e quando foi esse encontro?

ARRUDA – Ele reagiu muito bem. “No problem”. Foi recentemente.

 

FOLHA – Esses recibos serão periciados, pois suspeita-se que haveria uma ilegalidade…

ARRUDA – Não, o que é ilegal é fazer recibo com data anterior. Esses têm a data atual. E ele poderia não ter assinado se não quisesse.

 

FOLHA – Apesar dessas suas explicações todas, como um político experiente como sr., governador do Distrito Federal, sabendo com quem tratava, manteve Durval no cargo de secretário de Relações Institucionais?

ARRUDA – Respondo em duas partes. Primeiro, grande parte, se não todos esses vídeos que estão sendo divulgados dele dando dinheiro para quem quer que seja, referem-se ao período do governo anterior ao meu. Inclusive o meu próprio [vídeo], que foi em 2004 ou 2005. Eu não sei precisar. Segundo, até próximo à minha posse nem eu nem ninguém em Brasília tinha essa imagem. Ele foi uma pessoa extremamente útil na campanha.

 

FOLHA – Mas depois o sr. soube?

ARRUDA – O Ministério Público me informou que ele não deveria ficar na área de informática.

 

FOLHA – Mas ele ficou no governo. Não é a mesma coisa?

ARRUDA – Aí… é verdade. Eu o deixei num cargo burocrático, sem orçamento. Eu ganhei eleição por dentro, então herdei muita gente que trabalhou com o Roriz.

 

FOLHA – O sr. já está com quase três anos de governo. Nunca percebeu que Durval cometia atos impróprios e deveria ser demitido?

ARRUDA – Sinceramente, não.

 

FOLHA – Nunca?

ARRUDA – Houve dois momentos em que eu fiquei com a orelha em pé. Eu tinha criado uma agência técnica de informática. Fui avisado que nessa agência ele ainda exerceria influência. Eu extingui a agência. Demiti os servidores sob suspeita. O outro episódio foi esse, quando chegaram boatos dizendo que ele mostrava o tal vídeo no qual eu aparecia recebendo dinheiro.

 

FOLHA – O que o sr. fez?

ARRUDA – Eu o convidei a vir aqui. Tive uma conversa amistosa. E eu falei o que me diziam. Ele falou que não era assim. Foi quando eu mostrei o recibo de todos que haviam doado. Falei que ele deveria assinar. Ele me perguntou como fazer para declarar no Imposto de Renda e eu disse: “É um problema seu”.

 

FOLHA – No encontro do dia 21 de outubro entre o sr. e o Durval ele portava uma mala com dinheiro…

ARRUDA – Eu não sei. Ele estava com uma pasta.

 

FOLHA – Ele mostrou o dinheiro para o sr.?

ARRUDA – Não. Não mostrou nada disso. Nem disse que estava com ele. Disse que o empresário queria fazer uma doação. Eu disse que não estava em campanha. O ano que vem eu vou ver isso. Agora, tem várias pessoas em campanha. Ajude os aliados. Isso eu falei.

 

FOLHA – O sr. está seguro que ele não mostrou o dinheiro?

ARRUDA – Estou seguro. Mas está no inquérito que o equipamento de filmagem superaqueceu. Eu me pergunto, se ele tivesse aberto uma mala de dinheiro, será que teria dado o mesmo defeito no equipamento?

 

FOLHA – O que o sr. está sugerindo?

ARRUDA – Nada. Só acho esquisito.

 

FOLHA – Mas governador, são tantos vídeos com ele dando dinheiro para tanta gente, inclusive para o sr., e mesmo assim o sr. está dizendo que nunca soube de nada?

ARRUDA – Sinceramente, não. Nos últimos meses, começaram a surgir esses boatos. Coincidiu com a saída de Roriz do PMDB. O Roriz saiu no dia 16 de setembro. No dia 15 de setembro ele [Durval] recebeu uma condenação. No dia 17 ele fez a denúncia.

 

FOLHA – O que o sr. falou ao Democratas?

ARRUDA – Pedi ao partido que me ouça. A minha defesa será isso que estou falando.

 

FOLHA – Se o partido radicalizar, o sr. também vai radicalizar?

ARRUDA – A conversa foi cordial. Eu até brinquei e disse a eles que queria que me tratassem como o PSDB tratou a Yeda [Crusius, do PSDB, governadora do Rio Grande do Sul, ameaçada de impeachment].

 

FOLHA – Ocorre que trata-se de um problema político.

ARRUDA – Sim, mas essas imagens são quase todas, ou todas elas, do governo anterior.

 

FOLHA – Se o DEM resolver expulsá-lo, como o sr. reagirá?

ARRUDA – Daí, vamos pensar. Não quero criar problemas para ninguém.

 

FOLHA – Se for expulso, o sr. ficaria sem partido. Não disputaria então cargos em 2010?

ARRUDA – Essa coisa engendrada pelo Roriz é com medo de me enfrentar nas urnas. Eu gostaria muito de ultrapassar esse episódio, mostrar quem é quem, e depois poder enfrentá-lo nas urnas para poder comparar os dois governos.

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PMDB fará reunião para discutir apoio a Arruda

December 1st, 2009

 

A executiva do PMDB no Distrito Federal vai se reunir ainda nesta semana para discutir se continuará dando sustentação ao governador José Roberto Arruda (DEM), acusado de envolvimento em um esquema de corrupção. O partido é um dos principais pontos de apoio de Arruda, mas o presidente do diretório do PMDB, deputado federal Tadeu Filippelli, afirmou hoje que o apoio será rediscutido. O partido tem três deputados distritais.

 

“Pretendo discutir com serenidade e com cuidado. O PMDB faz parte do governo Arruda e precisa definir o que deverá fazer. A reunião só não será hoje porque tem gente da Executiva que está no exterior e só chega de noite. Vamos fazer a reunião nesta semana para discutir a postura do PMDB. Estaremos sempre com serenidade, mas a gravidade do momento é inquestionável”, disse Filippelli.

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Esclarecimento do governador Arruda

December 1st, 2009

 Nota da Assessoria de Imprensa do GDF

 

“O governador José Roberto Arruda esclarece que a reunião realizada no dia 30 de novembro, na residência oficial de Águas Claras, com o presidente e parlamentares do Democratas (DEM), a respeito da chamada “Operação Caixa de Pandora” e seus reflexos políticos, ao contrário de versões maldosas veiculadas em alguns veículos de comunicação, transcorreu em um clima de elegância e respeito mútuo, sem nenhum tipo de pressão. O que o governador do DF pediu foi que o partido desse a ele amplo direito de defesa, respeitando os prazos estatutários.

 

O governador José Roberto Arruda confia na decisão serena do partido, e a respeitará, seja ela qual for. E, com seus advogados, afirma que apresentará provas irrefutáveis de sua inocência e de que foi vítima de um complô urdido por um homem que tem mais de 30 processos por corrupção, todos nos governos anteriores, nenhum em seu governo, com a ajuda de adversários políticos, e que, para se livrar da lama, jogou lama em todas as direções.”

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