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Posts Tagged ‘Arruda’

PF pede desdobramento da operação Caixa de Pandora

August 18th, 2010

 

Iara Lemos, do G1: A Polícia Federal (PF) entregou no final da tarde de segunda-feira (16) o inquérito da operação Caixa da Pandora à Procuradoria Geral da República (PGR). O relatório final da operação, que investigou um suposto esquema de corrupção no governo do Distrito Federal e resultou na queda do então governador do DF, José Roberto Arruda (sem partido), tem mais de 100 páginas.

No relatório, a PF pede que a procuradoria autorize o desdobramento das investigações em outros inquéritos paralelos. O material já está sob análise da sub-procuradora-geral da República Raquel Dodge. As caixas com as análises de laudos periciais – que incluem quebra de sigilos bancário e telefônico e documentos apreendidos durante a operação – estão guardados desde o final da tarde de segunda-feira no gabinete da sub-procuradora.

Ontem, Raquel leu parte do relatório, mas afirmou que sua decisão só será manifestada após a análise detalhada dos documentos. A PGR não informou quantos novos inquéritos a PF pediu para serem iniciados.

A subprocuradora pode acatar o pedido da Polícia Federal e determinar a abertura de novos inquéritos, ao mesmo tempo que encaminhar uma denúncia para a Justiça Federal, o que daria início a um processo contra os suspeitos de envolvimento nos esquemas de pagamento de propina. Um possível arquivamento do inquérito concluído pelas investigações da PF também cabe à sub-procuradora.

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Procura-se Arruda

May 4th, 2010

 

Corre o risco de ser adiado, mais uma vez, o depoimento de José Roberto Arruda na ação de improbidade a que o ex-governador responde por ter participado da violação do painel do Senado. A ida de Arruda à 20ª Vara Federal de Brasília está marcada para o início da tarde de quinta-feira. Só que, até agora, Justiça não conseguiu notificá-lo do depoimento, desobrigando-o de comparecer.

 

A dificuldade de encontrar o ex-governador é tanta que o juiz Alexandre Vidigal de Oliveira repassou o abacaxi para o Ministério Público Federal. Em despacho na quinta passada, cobrou do MP um endereço atualizado de Arruda. Há cerca de quatro anos, a Justiça quer ouvi-lo no caso, embora anteriormente ele tenha se valido da prerrogativa de detentor de cargo público para marcar dia e hora para depor. Nunca marcou, porém.

 

A última tentativa, aliás, foi ironicamente frustrante. Um oficial tentou intimá-lo no dia 12 de abril, quando o ex-governador deixou a prisão. Mas chegou atrasado.

Política

Criatura 2 x 0 Criador

April 26th, 2010

 

Já escrevi aqui nesse espaço que um dos motivos para toda essa crise política foi a briga de integrantes de um mesmo grupo político pelo poder local. Antigos aliados como Arruda, Paulo Octávio, Tadeu Filippelli e Joaquim Roriz viraram inimigos figadais. Dos muitos movimentos no xadrez político teve um que detonou a delação premiada do ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa: a tomada do PMDB do grupo rorizista. Durval foi, e ainda é, aliado de Roriz. Quando o ex-governador por quatro vezes se viu desalojado do seu partido, não teve dúvida e deu início à desconstrução do Governo Arruda, abrindo a Caixa de Pandora.

 

Para tomar o PMDB, uma figura foi essencial. Cria de Joaquim Roriz e seu contraparente (ele foi casado com um sobrinha do ex-governador), Tadeu Filippelli impôs a primeira derrota ao seu criador. E, para isso, não teve muita dificuldade. Roriz nunca foi afeito à burocracia partidária, gostava mais de comandar seu grupo político nas varandas de sua casa no Park Way ou da Residência Oficial de Águas Claras, esta quando ainda ocupada por ele. Quase nunca participava de reuniões da legenda, deixando tudo a cargo de seu braço direito e fiel escudeiro, que não era ninguém menos que Filippelli, deputado federal, presidente regional da sigla e com bom trânsito na cúpula nacional. Roriz bem que tentou reverter a situação junto aos caciques peemedebistas do Congresso, mas passou por um vexame ao ir para uma reunião esvaziada. Joaquim Roriz nunca o perdoou por isso.

 

Se não bastasse, Filippelli ainda impôs uma segunda derrota ao seu criador. No sábado (17), numa bem feita articulação, conseguiu eleger o peemedebista Rogério Rosso como governador tampão. Para isso, contou com apoio de vários partidos e até do Palácio do Planalto. Além disso, se cacifou para ser candidato a vice-governador numa chapa encabeçada pelo PT, provavelmente puxada pelo ex-ministro dos Esportes, Agnelo Queiroz.

 

Na eleição indireta, Joaquim Roriz trabalhou até a última hora para emplacar o então governador em exercício Wilson Lima (PR), seu correligionário de longa data. Disparou telefonemas para deputados e conversou com líderes partidários, mas não conseguiu seduzir os eleitores da eleição indireta. No final, apenas quatro votos para Lima, que de favorito a continuar no Palácio do Buriti retornou ao assento da cadeira de presidente da Câmara Legislativa.

 

As eleições de outubro prometem mais um embate entre Roriz e Filippelli. Cria e criador estarão pela primeira vez em campos opostos numa eleição direta. O primeiro disputando o quinto mandato pelo nanico PSC e uma penca de partidos, enquanto o segundo será candidato a vice com as legendas que comandam os palácios do Planalto e do Buriti. A briga promete e será inédita também porque PT e PMDB nunca marcharam unidos na disputa através das urnas no DF. Também será o primeiro embate entre os dois ex-amigos fora dos bastidores políticos. Poderão expor suas divergências nas ruas, nos palanques e no horário eleitoral gratuito (Tv e rádio). Será uma grande oportunidade para o eleitor brasiliense. Por enquanto, o placar é favorável a Filippelli, mas uma vitória de Roriz em outubro pode virar o jogo e terá um doce sabor de vingança. Apostem suas fichas.

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MPF apura desvio de 9 milhões em obras de Arruda

April 13th, 2010

 

Por Lauro Jardim, da VejaJosé Roberto Arruda deixou ontem a cadeia, mas não se livrou de ter o Ministério Público Federal, quem pediu há dois meses sua prisão, no encalço da sua gestão. O MP de Brasília abriu inquérito na sexta-feira para apurar desvio de verbas do Ministério dos Transportes que seriam usadas em construções na capital.

A investigação terá como base relatório da CGU que apontou, somente nas três obras viárias analisadas pelo MP, irregularidades da ordem de 9,6 milhões de reais. As obras estão orçadas em 221,6 milhões de reais.

A auditoria da CGU encontrou toda sorte de falcatruas: sobrepreço de 76%, superfaturamento de 25%, planilhas com preços de serviços diferentes do utilizado pelo DNIT, pagamentos por serviços não-realizados e o contrário também, execução de serviços não previstos em contrato.

O Ministério Público pode pedir, com base no aprofundamento das investigações, a devolução dos recursos desviados.

Política

Arruda está em casa na companhia de parentes e amigos

April 13th, 2010

 

Roberta Lopes, da Agência Brasil

O ex-governador José Roberto Arruda está em sua residência no Parque Way, bairro nobre de Brasília, onde chegou por volta das 18 horas, depois de ser solto por decisão do Superior Tribunal de Justiça.

O ex-governador estava preso na Superintendência da Polícia Federal desde 11 de fevereiro, acusado de tentativa de suborno do jornalista Edson Sombra, testemunha do processo que investiga o esquema de corrupção na administração de Arruda no Distrito Federal.

Arruda, de barba por fazer, chegou acompanhado de parentes e da esposa Flávia. O cunhado do ex-governador, Fábio Peres, foi até a entrada da casa e disse apenas para os jornalistas que “tudo acabou. Ele está em casa”.

Política

MPF defende manutenção da prisão de Arruda

April 12th, 2010

  

Roberta Lopes, da Agência Brasil

O Ministério Público Federal enviou (MPF) hoje (12) parecer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) pedindo que o ex-governador do Distrito Federal (DF) José Roberto Arruda continue preso. Segundo informações do MPF, a subprocuradora-geral da República Raquel Elias Ferreira Dodge pediu ao STJ o indeferimento do novo pedido de liberdade ou de prisão domiciliar feito pela defesa de Arruda.

Segundo o parecer da subprocuradora, trata-se de reiteração do parecer anterior, uma vez que o novo pedido da defesa reitera o pedido de revogação da prisão preventiva ao alegar “agravamento de seu estado de saúde”.

O pedido dos advogados foi apresentado com o relatório médico e o laudo de tomografia computadorizada das artérias coronárias, além de carta manuscrita em que Arruda manifesta desinteresse em recorrer da decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Distrito Federal que cassou o seu mandato por infidelidade partidária.

Arruda está preso há dois meses na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília por suposta tentativa de suborno de uma das testemunhas da Operação Caixa de Pandora da PF, que desmontou um esquema de arrecadação e distribuição de propina a integrantes do alto escalão do governo do DF e empresários.

O STJ deve julgar nesta tarde, em sessão da Corte Especial, o pedido de revogação da prisão de Arruda.

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Arruda se cala em depoimento na Federal

March 29th, 2010

Ex-governador deveria dar esclarecimentos sobre escândalo de corrupção. Advogados alegaram falta de acesso ao inquérito para justificar silêncio.

 

Robson Bonin, do G1, em Brasília

 

Os advogados do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) proibiram que ele respondesse às perguntas realizadas pela Polícia Federal no depoimento desta segunda-feira (29). Nélio Machado justificou o gesto afirmando que só permitiria as declarações de Arruda depois de tomar conhecimento da íntegra das evidências reunidas no inquérito do mensalão do DEM de Brasília, que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ)

 

“O Ministério Público sabe tudo. O delegado provavelmente também. E eu só vou permitir que o [ex-]governador se manifeste de forma plena na medida que eu tenha acesso irrestrito à apuração feita até agora. Está faltando tudo. Não tivemos acesso aos vídeos, às perícias”, afirmou Nélio.

 

Arruda sempre reclamou de nunca ter sido ouvido desde que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decretou sua prisão, no dia 11 de fevereiro, além de afirmar não ter tido acesso à íntegra do inquérito que apura o suposto esquema de corrupção no governo do Distrito Federal, que tramita na Corte e que ficou conhecido como mensalão do DEM de Brasília.

 

Ainda segundo Nélio, Arruda “manifestou vontade” de prestar depoimento e chegou a responder “algumas questões”. “O governador fez questão de dizer que ele queria falar. No entanto, eu reiterei a posição de que não abro mão da legalidade. Protocolei petição no STJ no qual apresento as razões pelas quais seria impossível ele depor. Duas denúncias foram apresentadas sem que ele fosse ouvido.

 

Uma hora antes do depoimento, Nélio Machado protocolou petição no STJ na qual reitera o pedido de revogação da prisão de Arruda e comunica a decisão de não deixar o ex-governador prestar depoimento enquanto a defesa não obter cópia dos autos.

Política

Procurador-geral prevê que Arruda saia da prisão em 15 dias

March 24th, 2010

Lísia Gusmão

Repórter da Agência Brasil

O ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), deverá deixar a prisão tão logo a Polícia Federal (PF) conclua as diligências das investigações do esquema de corrupção desmontado na Operação Caixa de Pandora.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse hoje (24) que aguarda a decisão do ministro Fernando Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), sobre o pedido para acelerar as investigações.

“Ele deverá sair da prisão num prazo inferir a duas semanas desde que consigamos produzir provas em relação às quais [o ex-governador] não poderá influenciar”, disse.

Ontem (23), Gurgel pediu ao STJ que determine o imediato depoimento de Arruda e do ex-secretário de Comunicação Welligton Moraes, presos por tentar subornar uma testemunha do suposto esquema de arrecadação e distribuição de propina.

Na petição encaminhada ao tribunal, o procurador ressalta que é preciso acelerar as investigações do inquérito. Gurgel pede, ainda, para que sejam ouvidos em três dias – a partir da data da decisão do ministro Fernando Gonçalves, relator do inquérito da Caixa de Pandora – o ex-vice-governador Paulo Octávio, o conselheiro do Tribunal de Contas do DF Domingos Lamoglia, e os ex-secretários Roberto Giffoni e Durval Barbosa (delator do esquema de corrupção). Em dez dias, devem ser ouvidos todos os que aparecem nos vídeos recebendo dinheiro de Durval Barbosa.

Esse também é o prazo pedido pelo Ministério Público para que a PF conclua a análise do material apreendido, incluindo o eletrônico, e dos dados que são objeto de quebra de sigilo, e as perícias em andamento. A PF também deverá juntar aos autos do inquérito os contratos de prestação de serviços firmados com o governo do Distrito Federal (GDF), citados por Durval Barbosa nas denúncias.

O Ministério Público também quer que a PF indique, em 15 dias, as diligências ainda necessárias para a conclusão da investigação.

Política

Gurgel envia pedido para Arruda ser ouvido em 10 dias

March 23rd, 2010

 

Um dia após o governador cassado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), ter apresentado carta na qual renuncia à vida pública, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, anunciou a intenção de colher o depoimento do ex-governador em um prazo de dez dias.

 

A solicitação foi enviada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) já no final desta segunda-feira (22), mesmo dia em que Arruda comunicou a decisão de não recorrer da decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF), que tirou o seu por infidelidade partidária no dia 16 de março. “Decidi solicitar a vocês, meus advogados, que não recorram ao TSE, apesar do bom direito que me assiste. Recorrer seria prolongar o drama. Acatando a decisão do TRE, responderei os processos como cidadão comum, longe das paixões e dos interesses políticos. Saio da vida pública”, afirmou o ex-governador, na carta.

 

O parecer no qual Gurgel solicita a inquirição de Arruda está no gabinete do presidente do inquérito do mensalão do DEM de Brasília no STJ, ministro Fernando Gonçalves. A ele cabe a tarefa de autorizar o depoimento e notificar a Polícia Federal para que esta marque a data da oitiva.

 

Na carta em que renuncia ao direito de recorrer, o ex-governador faz um desabafo sobre o fato de a Justiça ainda não ter marcado seu depoimento. “180 dias de inquérito, 40 dias de prisão e, até agora, EU NÃO FUI OUVIDO (sic) uma única vez”, reclama.

Política

Decisão de Arruda encerra processo de impeachment

March 23rd, 2010

Alex Rodrigues

Repórter da Agência Brasil

 

Com a decisão do governador cassado, José Roberto Arruda (sem partido), de não recorrer da decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a Câmara Legislativa do Distrito Federal (DF) vai encerrar os processos de impeachment e de concessão de autorização para que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) processe Arruda por falsidade ideológica.

 

Segundo o relator do processo de impeachment na comissão especial da Câmara Legislativa, deputado Chico Leite (PT), o julgamento político do ex-governador será extinto tão logo o TRE dê o processo por encerrado, após o fim do prazo, às 19h de ontem (22), para que Arruda recorra da cassação de seu mandato, decidida pelo próprio tribunal no último dia 16.

 

Decretada a vacância definitiva do cargo e não havendo mais possibilidade de recurso, Leite deverá apresentar às comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e Especial da Câmara um novo relatório declarando extinto o processo de impeachment.

 

Como Arruda não estará mais à frente do Executivo local, o STJ também não mais dependerá de autorização da Câmara para processá-lo. Ou seja, ao deixar a vida pública, Arruda terá que responder aos processos criminais como cidadão comum. As duas ações penais que o STJ pretendia instaurar contra ele passam agora para a alçada do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), ao qual caberá o julgamento das denúncias feitas pelo Ministério Público (MP).

 

De acordo com o Ministério Público, Arruda usou notas fiscais falsas para justificar a compra de panetones com os R$ 50 mil que recebeu do ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa. A cena aparece em um vídeo gravado pelo ex-secretário. Além disso, o STJ espera processar Arruda pela tentativa de suborno do jornalista Edson Santos, o Sombra, para que este desqualificasse as denúncias que originaram a Operação Caixa de Pandora. Na operação, a Polícia Federal desvendou um suposto esquema de corrupção que seria chefiado pelo então governador.

 

Para o deputado Chico Leite, é necessário corrigir urgentemente a legislação eleitoral brasileira, na qual aponta uma “estranha contradição”. “Com a condenação do TRE, ele [Arruda] só perde o mandato, mas ganha um álibi para se livrar de responder pelos crimes político-administrativos.”

 

Segundo Leite, se fosse considerado culpado por esses crimes, Arruda perderia os direitos políticos. “Ou seja, a condenação por um ilícito eleitoral, que tem menos efeito jurídico, acaba importando na absolvição por atos mais graves”, afirmou o deputado.

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Após cateterismo, Arruda repousa em hospital de Brasília

March 18th, 2010

 Pedro Peduzzi

Repórter da Agência Brasil

O governador cassado do Distrito Federal, José Roberto Arruda, está em repouso no Instituto de Cardiologia do Hospital das Forças Armadas, onde se submeteu a um catateterismo a pedido do seu médico particular Brasil Caiado. O exame já terminou e, neste momento, ele descansa.

Segundo a Polícia Federal, a expectativa é de que Arruda retorne à Superintendência durante a tarde.

Arruda chegou às 7h ao hospital, acompanhado da mulher, Flávia Peres Arruda, e do médico particular. De acordo com Caiado, o ex-governador apresenta obstrução em uma das artérias do coração.

O governador cassado está preso desde o dia 11 de fevereiro na Superintendência da Polícia Federal acusado de tentar atrapalhar as investigações da Operação Caixa de Pandora, que apura esquema de distribuição de propina no governo do DF.

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Arruda pede revogação de prisão preventiva

March 16th, 2010

Roberto Maltchik

Repórter da TV Brasil

O governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda, pediu hoje (16) ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a revogação de sua prisão preventiva, decretada em 11 de fevereiro pelo suposto envolvimento dele na tentativa de suborno de uma das principais testemunhas do escândalo de corrupção no Distrito Federal.

Os detalhes do pedido ainda não foram informados pelo STJ. Arruda pediu a revogação da prisão horas antes do julgamento, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), do pedido de cassação de seu mandato, feito pelo Ministério Público Eleitoral, por infidelidade partidária.

Arruda se desligou do Democratas (DEM), em dezembro do ano passado, após a revelação das gravações em que ele e deputados distritais da base aliada aparecem recebendo dinheiro do ex-secretário de Governo, Durval Barbosa.

O pedido de revogação da prisão será analisado pelo ministro Fernando Gonçalves, relator do processo que investiga o suposto esquema de corrupção. O esquema foi revelado pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal (PF).

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Os erros de Arruda

March 8th, 2010

 

O governo Arruda foi destruído por dentro. Não se tratou de uma ofensiva do Ministério Público, da Polícia Federal ou, muito menos, da oposição. Uma sequência de erros e de decisões equivocadas contribuiu para a implosão do grupo arrudista. Foi montada uma estrutura governamental torta, descentralizada e com muitos interesses conflitantes que culminou no caos que se vê hoje.

 

Arruda tem seus méritos, e não são poucos. Acabou com as invasões, com o transporte de vans e de veículos piratas, iniciou a maior regularização de condomínios horizontais já vista no Distrito Federal e uma campanha bem-sucedida pela legalidade. Também devolveu veículos, imóveis alugados e enxugou a máquina pública com demissões de terceirizados, via, por exemplo, o famigerado Instituto Cadango de Solidariedade (ICS).

 

Um dos primeiros erros do governador afastado e preso José Roberto Arruda foi não conseguir se desvincular de pessoas ligadas ao esquema montado para arrecadação de dinheiro para o caixa dois de campanha. Uma engrenagem que vinha funcionando há muito tempo no Distrito Federal e que servia de exemplo para outras unidades da Federação, mesmo que ilícita.

 

Não deu certo justamente pela engrenagem torta de governo montada por Arruda. Enquanto o seu antecessor possuía uma hierarquia definida, da qual Roriz era o grande líder e no máximo três pessoas vinham abaixo para cuidar dos interesses do grupo político, no governo Arruda virou bagunça. Grupos empresariais e políticos se multiplicavam a cada negócio vantajoso que surgia. E, o que é pior, travando uma disputa interna para passar a perna um no outro. Isso não tinha como dar certo.

 

Arruda também ampliou muito a interlocução com setores econômicos interessados em participar de grandes negócios na cidade. Houve interlocução demasiada. Enquanto o normal é os negócios serem feitos dentro das leis existentes, passou a se criar leis para se fazer negócios.

 

Neste momento surgiu mais um grande erro do governador: o relacionamento com a Câmara Legislativa. Ela se tornou mais fisiológica que institucional. O balcão de negócios foi montado e os distritais, quando podiam, acuavam o Executivo. O que não falta, por exemplo, são comentários suspeitos acerca da aprovação do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT), principal elo de uma sequência de erros que uniu a engrenagem administrativa torta, a divisão de grupos dentro do governo, os setores econômicos ávidos por grandes negócios e o fisiologismo dos parlamentares. Um barril de pólvora.

 

No campo político, Arruda cometeu também alguns erros capitais. Posso citar como o maior deles a tomada do PMDB do colo do ex-governador Joaquim Roriz, que teve de se abrigar no nanico PSC. A ofensiva de Arruda foi tão grande que Roriz saiu humilhado do partido no qual militou durante anos. Isso causou a ira do ex-governador e de seu grupo. Foi a hora de tirar as armas do armário e partir para a guerra, para o tudo ou nada. Arruda cometeu um grande erro de cálculo. Os rorizistas também erraram nas suas contas. Achavam que iriam ferir de morte uma candidatura à reeleição de Arruda. Não esperavam a proporção que a Caixa de Pandora tomou, com prisões, pedidos de intervenção e uma crise política que vai marcar a história da cidade.

 

Uma vez implodido o governo, para ser exato no dia 27 de novembro de 2009, entraram em cena os aloprados de Arruda, cometendo uma asneira atrás da outra. A maior delas foi a susposta tentativa de suborno. Uma ação que, pasmem, trocou duas vezes de interlocutores e até hoje ninguém sabe ao certo o que queriam de Edson Sombra: se fitas que incriminassem rorizistas, um depoimento inocentando o governador ou convencer Durval Barbosa, o delator, a mudar o seu depoimento. É bom lembrar que até este momento Sombra não era tratado como testemunha e sim como a figura que convenceu Durval a fazer as denúncias. Depois, passou a ser tratado como testemunha-chave vítima de uma tentativa de suborno.

 

Para completar, Arruda contratou uma banca de advogados figurões e caríssimos que o abandonou quando a corda começou a apertar. Ficou na mão de um criminalista renomado que tentou negociar com o STF, atráves da mídia, um compromisso de que Arruda não assumiria mais o governo se conseguisse o habeas corpus para sair da cela da PF. O fato irritou, ainda mais, os ministros do Supremo. Resultado: continuará preso por mais algumas semanas, foi abandonado por aliados e traído por antigos correligionários. Não tem mais nada a perder e nem a errar. Todos os erros, parece, já foram cometidos.

Política

Para distritais, a Câmara Legislativa cumpre o seu papel

March 5th, 2010

 

 

Logo depois da aprovação da abertura do processo de impeachment contra o governador afastado, José Roberto Arruda (sem partido), vários deputados ocuparam a tribuna para comentar a decisão. Eles foram unânimes em ressaltar o fato de a Câmara Legislativa estar cumprindo o seu papel constitucional, apurando as denúncias contra o governador e garantido a ele o amplo direito de defesa.

 

O deputado Alírio Neto (PPS) foi o primeiro a enfatizar que a Câmara Legislativa “agiu com firmeza”. Ele ressaltou, contudo, que aquela decisão não deveria ser vista pela população “como um corredor da morte”. Disse ainda que os distritais garantiram “a oportunidade da transparência”.

 

Também o deputado Batista das Cooperativas (PRP) ressaltou que a Câmara Legislativa não está prejulgando o governador afastado. “O que fizemos foi assegurar ao acusado o amplo direito de defesa”.

 

Já os deputados petistas, Paulo Tadeu e Erika Kokay, destacaram que com aquela decisão unânime a Câmara Legislativa estaria fazendo história. “Esta Casa não poderia ser coberta pelo manto da impunidade”, disse a parlamentar, presidente em exercício da Comissão de Ética da Câmara Legislativa.

 

O líder do PT, deputado Paulo Tadeu, disse que a decisão da Câmara Legislativa foi “exemplar”, lembrando que o escândalo atual “envergonha o DF”. O distrital lembrou, entretanto, que apuração da Câmara em relação ao processo de impeachment “está apenas começando”.

 

Olair Francisco (PTdoB), um dos suplentes convocados para atuar no julgamento de Arruda, também exaltou a decisão. “Esse é um novo passo para a história política do DF”, comemorou.

 

O presidente em exercício da Casa, deputado Cabo Patrício (PT), enalteceu a decisão e garantiu que o processo seguirá os trâmites legais. “Parabenizo todos os parlamentares por essa decisão histórica. A Câmara vai atuar como um tribunal, dando todo o direito de defesa ao acusado. Informo também que o governador afastado tem vinte dias para apresentar sua defesa”, afirmou, encerrando a sessão sem seguida.

 

Zildenor Ferreira Dourado – Coordenadoria de Comunicação Social

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Supremo Tribunal Federal mantém Arruda preso

March 5th, 2010

Lísia Gusmão

Repórter da Agência Brasil

 

Por 9 votos a 1, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve preso o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), por tentar subornar uma testemunha do esquema de corrupção desarticulado pela Polícia Federal (PF) na Operação Caixa de Pandora. O STF analisou ontem (4) o mérito do pedido de habeas corpus em favor de Arruda. Apenas o ministro Dias Toffoli votou contra a prisão do governador.

 

A prisão preventiva do governador foi decretada há três semanas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), referendando decisão do ministro Fernando Gonçalves tomada a pedido da Procuradoria-Geral da República. Arruda é acusado de montar um esquema para corromper o jornalista Edson dos Santos, conhecido como Sombra, testemunha do esquema de arrecadação e distribuição de propina envolvendo o governo do Distrito Federal, Câmara Legislativa e empresários.

 

O STF descartou ainda a hipótese de licença prévia da Câmara Legislativa para que a prisão do governador fosse decretada. “Cogitar-se da necessidade de licença para a custódia considerado inquérito em curso é levar às últimas conseqüências a extravagante previsão, no que direcionada à ação penal, da deliberação quanto ao recebimento, ou não, da denúncia”, disse o ministro Marco Aurélio Mello no voto que levou ao plenário do STF.

 

Esta tese provocou um embate entre os ministros Dias Toffoli e Cármen Lúcia. Segundo ela, a prisão preventiva do governador era imprescindível para a continuidade das investigações da Caixa de Pandora. Para Toffoli, a prisão do governador só poderia ter sido decretada com autorização de dois terços dos deputados distritais. “Voto pela impossibilidade de decretação da prisão preventiva”, disse.

 

O relator do recurso, ministro Marco Aurélio, reiterou os indícios da participação de Arruda na tentativa de corromper o jornalista Edson dos Santos, conhecido como Sombra, testemunha do esquema de arrecadação e distribuição de propina que atinge o governo do Distrito Federal, empresários e Câmara Legislativa. “Presente se fez de forma clara, precisa e portanto concreta a prática de atos visando a obstruir a justiça, a apuração dos fatos tal como realmente ocorridos”, afirmou.

 

“A decisão do ministro Fernando Gonçalves calca-se em fatos concretos e não em considerações abstratas”, acrescentou o ministro Ricardo Lewandowski. Também votaram com o relator os ministros Carlos Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Cezar Peluso, Ellen Gracie, Celso de Mello e Gilmar Mendes.

 

Em seu voto, Marco Aurélio Mello minimizou ainda o compromisso assumido pelo governador, por meio de seus advogados, de não retornar ao cargo ainda que posto em liberdade. “Tem-se a irrelevância jurídica de compromisso ainda que formal de o paciente não voltar à governança na qual, fora o que está ainda sendo apurado em inquérito, vinha merecendo aplausos dos brasilienses. A prisão, a toda evidência, não resultou da feitura de um aparente bom governo”, afirmou.

 

Para o advogado Nélio Machado, o governador está sofrendo um “linchamento moral”. Segundo ele, Arruda, ao ser preso, foi submetido a um ato de “violência inominável” e que tem recebido um tratamento “díspare e desigual” da Justiça. No plenário do Supremo, Nélio Machado contestou as circunstâncias em que a prisão do governador foi decretada e sugeriu um “conluio” entre a Procuradoria-Geral da República, autora do pedido de prisão, e o STJ, que a decretou.

 

A vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat, negou qualquer arbitrariedade na decisão do STJ e revelou que novas provas foram coletadas pela Polícia Federal sobre o esquema de corrupção após a prisão do governador.

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Câmara aprova abertura do processo de impeachment

March 5th, 2010

Carolina Pimentel

Repórter da Agência Brasil

 

Em sessão extraordinária realizada na tarde de ontem (4), todos os deputados distritais presentes, 19 no total, votaram a favor da abertura do processo de impeachment do governador licenciado do Distrito Federal José Roberto Arruda (sem partido). Foram a favor tanto parlamentares da base aliada quanto da oposição. A sessão começou às 18h e durou apenas 20 minutos.

 

Após a abertura do processo, deputados distritais da oposição acreditam na cassação do mandato de Arruda, preso desde o dia 11 de fevereiro na Polícia Federal, em Brasília. Para o presidente da Casa, Cabo Patrício (PT), o placar de hoje sinaliza a possibilidade de cassação. “Há, sim, possibilidade do impeachment de Arruda”, afirmou aos jornalistas após a sessão.

 

O relator do parecer favorável ao impeachment, Chico Leite (PT), classificou a abertura do processo como sinal de maturidade dos distritais. Para o deputado Reguffe (PDT), o impeachment é necessário diante do escândalo de corrupção que abalou a capital federal. “Se esse escândalo não for motivo para impeachment, não sei o que é”, disse.

 

Com a abertura do processo, os advogados de Arruda têm 20 dias corridos, depois da notificação, para apresentar a defesa. A partir do recebimento dos argumentos, o relator da Comissão Especial, Chico Leite, fará um novo parecer que será submetido novamente ao Plenário.

 

Para ser acatado, o novo parecer precisa da aprovação de 16 dos 24 distritais em Plenário. Em caso de aprovação, o governador é afastado do cargo por 120 dias. Em seguida, o processo será analisado por um tribunal especial, formado por cinco deputados e cinco desembargadores que serão escolhidos por sorteio. Depois desse trâmite, sai a decisão de cassar ou não o governador.

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Prisão de Arruda é linchamento moral, diz advogado

March 5th, 2010

Lísia Gusmão

Repórter da Agência Brasil

 

O advogado Nélio Machado disse ontem (4), no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), que o governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), está sofrendo um “linchamento moral”. Segundo ele, Arruda, ao ser preso, foi submetido a um ato de “violência inominável” e que tem recebido um tratamento “díspare e desigual” da Justiça.

 

O STF julgou ontem o pedido de habeas corpus em favor do governador, preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília por tentar subornar uma testemunha do esquema de corrupção desarticulado na Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. A prisão preventiva de Arruda foi decretada há três semanas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde tramita o Inquérito 650. O pedido de habeas corpus foi negado em caráter provisório pelo ministro Marco Aurélio Mello, relator do recurso.

 

No plenário do Supremo, Nélio Machado contestou as circunstâncias em que a prisão do governador foi decretada. Ele sugeriu um “conluio” entre a Procuradoria-Geral da República, autora do pedido de prisão, e o STJ, que a decretou.

 

A vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat, negou qualquer arbitrariedade na decisão do STJ. “A defesa teve acesso imediato à decisão. Não vejo nada de anormal na sessão do Superior Tribunal de Justiça”, afirmou.

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Fica para as 18 horas votação de parecer de impeachment

March 4th, 2010

Priscilla Mazenotti

Repórter da Agência Brasil

 

Brasília – A votação do relatório de impeachment do governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda, foi adida para as 18 horas de hoje (4). Por 17 votos favoráveis e com cinco ausências, o argumento do deputado Chico Leite (PT) – que proibia a mudança do dia da análise, mas ponderava sobre o horário da votação – foi aprovado.

 

O texto refutava os argumentos da defesa e aceitava apenas as alegações sobre a necessidade de o relatório ser votado 48 horas depois de sua publicação no Diário da Câmara.

 

Para comprovar o horário de publicação no Diário da Casa, o presidente da Câmara, Cabo Patrício (PT), apresentou o ofício da gráfica com o horário de 17h30.

 

De acordo com os advogados de Arruda, a convocação de deputados suplentes para participar do processo de votação estaria sub judice no Supremo Tribunal Federal (STF). Sete suplentes foram convocados em substituição aos titulares, impedidos pela Justiça de opinar no processo porque são acusados de participação no esquema de recebimento de propina. A convocação desses suplentes é questionada no STF.

 

Os advogados de Arruda também alegaram cerceamento de defesa, já que o governador licenciado está preso na Superintendência da Polícia Federal. Além de requererem as 48 horas de parzo da publicação. Por fim, pediam que o impeachment de Arruda seja analisado apenas depois da conclusão do inquérito 650, que tramita no Superior Tribunal de Justiça. O inquérito investiga o esquema de corrupção no Distrito Federal.

 

O desembargador Otávio Augusto Barbosa do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) chegou a negar o mandado de segurança dos advogados de José Roberto Arruda para adiar a sessão. A defesa tentou, memo assim, convencer os deputados, mas não conseguiu.

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Começa sessão para votar relatório de impeachment

March 4th, 2010

 Da Agência Brasil

Brasília – Começou na Câmara Legislativa do Distrito Federal a votação do relatório do deputado Chico Leite (PT), que pede o impeachment do governador licenciado e preso, José Roberto Arruda (sem partido).

Neste momento, o deputado Batista das Cooperativas (PRP) – relator da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) e da comissão que analisa os quatro processos contra Arruda – lê a defesa do governador afastado.

Isso não garante, porém, que o relatório será apreciado. A sessão poderá ser adiada para o fim da tarde. A legislação determina que a votação seja feita 48 horas depois da publicação do relatório no Diário da Câmara Legislativa, o que ocorreu apenas às 17 horas da terça-feira (2).

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Arruda pressiona Prudente a renunciar

January 21st, 2010

De Isabel Braga e Bernardo Mello Franco:

 

Afastado judicialmente da presidência da Câmara Legislativa do DF, o deputado Leonardo Prudente (ex-DEM) é pressionado pelo grupo do governador José Roberto Arruda para renunciar ao cargo.

 

O objetivo é apressar a eleição de outro aliado para o comando da Casa, que está temporariamente nas mãos do oposicionista Cabo Patrício (PT).

 

No entanto, a escolha do novo presidente não deve sair antes da próxima terça-feira, quando o ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa prestará depoimento à CPI que investiga o mensalão do DEM.

 

Entre os aliados de Arruda, é grande a apreensão com a primeira aparição pública do homem bomba desde o início do escândalo.

 

O governo teme que ele faça novas denúncias e comprometa mais deputados com acusações de pagamento de propina em troca de apoio político. Por isso, a tática é esperar para ver o estrago provocado pelo depoimento.

 

O ex-secretário já disse ao Ministério Público Federal que todos os 19 integrantes da bancada governista teriam recebido dinheiro para aprovar o novo Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT), que afrouxou as regras para a especulação imobiliária na capital.

 

O apoio teria custado R$ 7,56 milhões, sendo R$ 420 mil para cada parlamentar.

 

Por medida de segurança, Durval será ouvido na sede da Superintendência Regional da Polícia Federal.

 

Ontem, o diretor-geral da PF, Luiz Fernando, enviou ofício ao presidente da CPI, deputado Alírio Neto (PPS), confirmando hora e local do depoimento.

 

Ele informou que haverá controle policial nos acessos à sala. Além dos parlamentares, só poderão entrar assessores e jornalistas credenciados.

 

Segundo deputados próximos a Arruda, Prudente foi convencido da inviabilidade política de sua permanência na presidência. Ele formalizaria a renúncia até hoje.

 

Confirmada a saída, caberá ao interino Cabo Patrício convocar eleições em até sete dias para a escolha do sucessor. O favorito é Wilson Lima (PR), aliado de Arruda. Outro nome citado é o deputado Raimundo Ribeiro (PSDB), relator da CPI.

 

A provável renúncia de Prudente foi articulada entre o governador Arruda e 11 distritais, em reunião que entrou pela madrugada de anteontem.

 

Outros quatro ou cinco distritais, que estão fora da cidade, foram consultados por telefone.

 

— Dissemos ao Prudente que a renúncia dará maior tranquilidade para ele se defender. É a melhor maneira de sair do foco — disse um aliado de Arruda.

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Nota do GDF sobre a quebra de sigilo

January 13th, 2010

 

Com relação à decisão do STJ de quebrar o sigilo bancário e fiscal do Governador José Roberto Arruda informamos que:

 

O Governador José Roberto Arruda não foi notificado sobre a quebra do sigilo bancário e fiscal, mas reafirma que desde o inicio do processo colocou a disposição da justiça todas essas informações.

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STJ autoriza quebra de sigilo de Arruda

January 13th, 2010

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou a quebra de sigilos bancário e fiscal do governador José Roberto Arruda (sem partido), e de outros seis investigados no inquérito da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. Oito empresas e instituições citadas na investigação também tiveram os sigilos liberados pelo STJ.

 

O presidente da Câmara Legislativa do DF, Leonardo Prudente (sem partido), é um dos seis envolvidos que tiveram a quebra de sigilo autorizada pelo STJ. Os demais envolvidos ainda não tiveram o nome revelado. A assessoria do STJ deve divulgar uma nota oficial nas próximas horas com detalhes da decisão do tribunal. O Ministério Público Federal havia pedido a quebra de sigilo dos investigados no inquérito do STJ no dia 17 de dezembro de 2009.

 

Além de Arruda e Prudente, tiveram os sigilos quebrados a deputada Eurides Brito (PMDB), o conselheiro do TCDF, Domingos Lamoglia, o ex-chefe de gabinete de Arruda Fábio Simão, o ex-secretário de Educação José Luiz Valente e as empresas Adler, Vertax, Info Educacional, Unirepro, Linknet, CTIS, Instituto Fraterna e o escritório do governador, conhecido como Associação Brasiliense dos Amigos de Arruda.

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A caixa continua aberta

January 11th, 2010

Artigo semanal publicado no Jornal da Comunidade

 

Na segunda-feira (11) a Câmara Legislativa volta aos trabalhos para analisar os pedidos de impedimento do governador Arruda, investigado na operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O dia será cheio e as discussões entre contras e pró-governo prometem ser intensas. Também será instalada a CPI que investigará casos de corrupção nas administrações dos ex-governadores Cristovam Buarque (PDT), Joaquim Roriz (PSC) e Maria de Lourdes Abadia (PSDB), além do próprio Arruda.

 

Ficarão responsáveis por conduzir os trabalhos da comissão os distritais Alírio Neto (PPS), Batista das Cooperativas (PRP), Paulo Tadeu (PT), Raimundo Ribeiro (PSDB) e Eliana Pedrosa (DEM). Os suplentes da CPI são Benício Tavares (PMDB), Wilson Lima (PR), Chico Leite (PT), Cristiano Araújo (PTB) e Paulo Roriz (DEM). Este último se licenciou da Câmara para assumir a Secretaria de Habitação. No seu lugar assumiu Geraldo Naves (DEM).

 

Nesta semana, em discurso durante a posse de diretores do ensino público, o governador pediu perdão pelo que chamou de erros cometidos no escândalo. Foi a primeira vez que Arruda falou publicamente sobre o assunto. Ele diz reconhecer que as imagens em que aparece recebendo dinheiro são fortes e diz perdoar seus adversários, entre eles Joaquim Roriz. Arruda justificou os acontecimentos dizendo ter “pecado” pela “ingenuidade” de ter mantido o ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa no governo.

 

“Talvez, ingenuamente, permiti que esses interesses contrariados ficassem tão perto de nós. Devo também ter cometido erros, é claro. Quero dizer a vocês, de coração mesmo, que eu já perdoei todos que me agrediram. Eu perdoo a cada dia os que me insultam. Eu entendo as suas indignações pela força das imagens. E sabe por que perdoei? Porque só assim posso também pedir perdão pelos meus pecados”, declarou Arruda.

 

O governador também afirmou que tenta dizer há 40 dias que aquele dinheiro que recebeu dois anos antes de ser governador foi registrado no TRE e diz esperar que o tempo irá explicar à sociedade por que essas pessoas se voltaram contra ele, numa referência à ligação entre Durval Barbosa e o ex-governador Joaquim Roriz, antigo aliado e hoje um desafeto de Arruda.

 

Aliados de Arruda estão articulando na sociedade civil um movimento contrário ao impeachment e em defesa da continuidade de seu mandato até dezembro. Personalidades da cidade, especialmente empresários, estão sendo procurados por outros empresários bastante ligados ao governador com o argumento de que, se Arruda sair, não haverá continuidade das obras.

 

Os próximos dias serão decisivos para o governo, mas os mais otimistas apostam que o processo na Câmara Legislativa deve se arrastar até abril ou maio. Depois começa o período pré-eleitoral e os deputados irão cuidar dos seus interesses: a reeleição. O assunto vai esquentar mesmo durante a campanha, quando adversários de Arruda devem utilizar as imagens na TV para atacar o governo, mesmo ele não sendo candidato a reeleição. Mas é bom lembrar que a Caixa de Pandora ainda está aberta e pode atingir novas pessoas. Esse é o motivo por que muita gente está na moita e prefere não fazer críticas públicas.

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Sem Arruda, Roriz ganha no DF

December 22nd, 2009

 Da Folha de S. Paulo

Na primeira pesquisa Datafolha depois do escândalo do mensalão que atingiu o governo de José Roberto Arruda (sem partido), o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) venceria a disputa ao governo do Distrito Federal no primeiro turno, se a eleição fosse hoje. Em todos os seis cenários testados pelo levantamento, realizado entre os dias 14 e 18 deste mês, Roriz é o preferido de 44% a 48% dos eleitores. Para vencer no primeiro turno é necessário obter mais de 50% dos votos válidos -aqueles dados aos candidatos, excluindo brancos e nulos.

 

Arruda e vários aliados foram flagrados em vídeos recebendo maços de dinheiro -alguns escondendo as notas nas cuecas e nas meias. O caso veio à tona no final de novembro, e Arruda foi forçado a se desfiliar do DEM. Sem partido, está legalmente impedido de disputar a reeleição e enfrenta vários pedidos de impeachment na Câmara Distrital. Em março, antes do mensalão, Arruda pontuava no Datafolha 40% ou 41%, conforme o cenário. Agora, o instituto testou seu nome para aferir a reação do eleitor de Brasília ao escândalo. Arruda teria 8% ou 11%, em dois cenários.

 

O Datafolha entrevistou 510 eleitores no Distrito Federal. A margem de erro é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos. A saída de Arruda do páreo abriu um vácuo na sucessão ao governo de Brasília no campo contrário a Roriz. Nenhum político conseguiu herdar os pontos que o atual governador tinha em pesquisas passadas. Apesar de as investigações da Polícia Federal atingirem o governo Roriz, o ex-governador, aparentemente, não foi afetado perante o eleitorado.

 

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que governou Brasília uma vez (1995-1998), apareceu com apenas 17% em um dos cenários, mas é quem tem o melhor desempenho entre os adversários de Roriz. No cenário com o pedetista, Roriz tem 44%; contra 17% de Cristovam; 9% do ex-ministro Agnelo Queiroz, que recentemente trocou o PC do B pelo PT; 5% do vice-governador, Paulo Octávio (DEM); e 4% do senador Gim Argello (PTB). Poupado pela cúpula do DEM, Paulo Octávio aparece citado em várias passagens das investigações do mensalão do DF. Em depoimento recente dado em São Paulo, o ex-secretário Durval Barbosa, responsável pelos vídeos e por informações do inquérito, disse que entregou ao vice-governador R$ 200 mil há um ano e meio.

 

Em um cenário sem Cristovam, que pode optar pela reeleição ao Senado, Roriz tem 46% contra 11% de Agnelo Queiroz. Paulo Octávio tem 7%; o deputado distrital José Antonio Reguffe (PDT), 6%; e o senador Gim Argello (PTB), 5%. Roriz tem 17 pontos a mais que o total dos rivais. Roriz tem 73 anos. Já governou Brasília quatro vezes (1988-1990; 1991-1994; 1999-2002; 2003-2006). Em 2007, assumiu uma vaga no Senado. Renunciou no mesmo ano para não ser cassado, acusado de receber propina de empresários. “O quadro sucessório nos Estados ainda pode ser bem alterado após o início da campanha, que é quando as pessoas se informam”, diz Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha.

 

Na pesquisa espontânea (sem lista de candidatos), Roriz também é líder, com 23% de menções. Arruda, apesar da crise, tem 5%, seguido por Agnelo (2%). Paulo Octávio e Gim Argello têm 1% cada. As citações a Cristovam não atingem 1%. O Datafolha perguntou aos eleitores se sabiam das eleições. Em Brasília, só 46% souberam dizer que haverá disputa pelo governo. O número de eleitores que dizem não saber ainda em quem votar -ou que votarão nulo, branco ou nenhum- chega a 28%.

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Senado não deve aceitar processo contra Arruda

December 15th, 2009

 

O Senado não deverá sequer dar como recebido o pedido feito ontem por um servidor para que a Casa investigue o governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), por crime de responsabilidade. Segundo a secretária-geral da Mesa, Claudia Lyra, em 2001 aconteceu um caso semelhante contra o então governador Joaquim Roriz (PSC), e a decisão da Casa foi por não receber a denúncia. Esta decisão foi respaldada posteriormente pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

 

A denúncia do servidor tem como base uma lei de 1986, anterior, portanto à Constituição de 1988. Nesta lei, prevê-se que o Senado investigue crimes de responsabilidade cometidos por governadores do DF e os secretários. Para o servidor, a ação seria justificada pelos fatos mostrados pela Operação Caixa de Pandora da Polícia Federal, que acusa Arruda de comandar um esquema de pagamento de propina a aliados.

 

Cláudia Lyra disse ainda não ter visto a denúncia protocolada nesta tarde, mas adiantou que o pedido dificilmente prosperará. Segundo a secretaria-geral da Mesa, a lei a que se refere o servidor não foi “recebida” pela Constituição e, por ferir o princípio da autonomia do DF, não tem mais validade.

 

“A Constituição não recebeu esta lei como uma norma vigente porque ela se conflitou com a própria Constituição, que deu autonomia ao DF”, explicou.

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Eleição zera para 2010

December 14th, 2009

 Artigo Jornal da Comunidade

Com a saída do governador José Roberto Arruda (sem partido) da disputa pelo governo do Distrito Federal em 2010, a eleição zera e será preciso analisar com bastante calma a tendência do eleitor. Favorito à re-eleição, segundo as mais recentes pesquisas, Arruda desfiliou-se do Democratas e anuncia que pretende cuidar apenas da governabilidade. No seu íntimo, pretende fazer o melhor governo que Brasília já teve em sua história. Se não fosse a trama política em que se envolveu, ele já estava seguindo este caminho.

 

Como pretende se distanciar da política e se concentrar na administração pública, Arruda terá grandes chances de reverter o revés. Também ganhou a oportunidade de se livrar de oportunistas, corruptos e traiçoeiros que infestaram o seu governo. Alguns herdados de outros governos. O governador deve, ainda, agradecer a saída de alguns partidos da base aliada e se cercar com pessoas de confiança.

 

As obras de infraestrutura, os programas sociais devem continuar e os investimento na cidade devem continuar. No funcionalismo público é imprescindível uma maior valorização da categoria, que muito vai contribuir para uma administração sem a contaminação política. Uma das medidas urgentes é o cumprimento dos concursos públicos chamando os aprovados para as vagas de comissionados, muitos deles indicados por políticos que já foram embora. Alguns dos comissionados foram herdados do governo passado e torcem pela derrocada de Arruda.

 

Vencendo a batalha na Câmara Legislativa onde existem três pedidos de impeachment e fazendo a administração que sonha, Arruda pode se tornar até o grande cabo eleitoral em 2010. Isso, se for do seu interesse, já que pelo pronunciamento de quinta-feira (10), não quer envolvimento no pleito.

Sobram então a disputa para o Partido dos Trabalhadores, com Agnelo Queiroz, e o ex-governador Joaquim Roriz (PSC). Volta a dicotomia azuis versus vermelhos. Temos ainda o vice-governador Paulo Octávio (DEM), que deve surgir com muita força. O deputado distrital José Antonio Reguffe (PDT) pretende entrar com a terceira via e reforçar o seu já conhecido discurso da ética e da moralidade. Toninho do PSOL deve ser novamente figurante com o verborrágico anti-imperialismo e anticapitalismo dos neoliberais.

 

Mais muita água ainda pode passar por debaixo dessa ponte. A CPI da Corrupção a funcionar na Câmara Legislativa investigará casos desde 1991 e podem tanto manchar a campanha do PT como a de Roriz. A Operação Caixa de Pandora também investiga a origem de grandes somas de dinheiro no governo anterior.

 

As próximas pesquisas eleitorais irão clarear o caminho de cada um dos governadoráveis. As próximas operações policiais irão colocar um tempero no desempenho de cada um. As decisões da CPI da Corrupção irão sepultar ou cacifar alguns dos postulantes à vaga aberta pelo governador. Arruda vai ficar assistindo a tudo de camarote. Vai apenas observar a carnificina em que se transformará a política brasiliense nos próximos meses. Dará graças a Deus por não participar de uma guerra suja, e também por se livrar de uma turma da pesada que vinha operando dentro do GDF de maneira escancarada. Depois da assepsia vai começar pra valer o governo Arruda.

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Desfiliação de Arruda desmonta estratégia do DEM

December 11th, 2009

 

A desfiliação do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, do DEM desmontou a estratégia organizada por um setor do partido que pretendia usar a expulsão do política como trunfo da defesa da ética e da moralidade. No entanto há membros da executiva nacional da legenda que defendem a manutenção do discurso como elemento de reação a eventuais ataques dos adversários.

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Íntegra do pronunciamento do governador Arruda

December 10th, 2009

Nas últimas semanas fomos submetidos a um triste espetáculo de cenas e imagens montadas com óbvias motivações políticas.

Fatos ocorridos há mais de três anos, ainda no governo anterior, foram embaralhados para incutir na opinião pública a impressão de que tudo se passa no tempo presente.

Os violentos cortes de despesas públicas que fizemos e a retirada de pessoas dos cargos estratégicos que ocupavam na administração do GDF havia oito anos, obviamente, contrariaram interesses pessoais, políticos e empresariais, que hoje se voltam contra nós pelos caminhos das armadilhas, das insinuações e dos mais vis expedientes.

A farsa montada foi o recurso usado pelos meus adversários para me tirar da disputa de 2010. Tudo porque as pesquisas eleitorais me davam ampla vantagem.

As práticas políticas que marcam negativamente a vida brasileira, infelizmente – devo admitir – são herança que, agora vejo com clareza, não consegui extirpar completamente como gostaria e como era meu dever.

Tenho, neste momento, a chance de fazê-lo, a começar por uma completa apuração dos fatos e pela missão de governar Brasília desinteressado de qualquer tipo de resultado eleitoral.

Em três anos, foram dois mil ônibus novos sem nenhum aumento de passagem.

Em mil dias, construímos mil salas de aula. São duzentas escolas e 50 mil alunos em Educação Integral.
São três anos sem nenhuma invasão de área pública ou privada, sem grilagem de terras, sem transporte pirata.

A cidade voltou para o caminho do crescimento organizado. Não posso permitir que essas conquistas sejam postas a perder, que a administração pública seja paralisada e a população do DF prejudicada. Estamos com mais de duas mil obras em andamento, e vamos concluir todas elas.

O sistema viário está sendo inteiramente reformulado e as doze cidades mais pobres estão sendo totalmente urbanizadas. Temos a responsabilidade e o dever de preparar a capital do País para ser sede da Copa do Mundo de 2014.

Estamos às vésperas do cinqüentenário da cidade. Para enfrentar esses desafios e garantir a conclusão de todas as obras, tomo a difícil decisão de deixar a vida partidária, desligando-me, neste momento, do Partido Democratas.

Não disputarei a eleição do próximo ano. Repito: Não disputarei a eleição do próximo ano.
Quero dedicar-me inteiramente à tarefa de cumprir, como governador, todos os compromissos e metas assumidos no programa de governo.

Como cidadão, vou lutar pela mudança definitiva de certos usos e costumes da política brasileira. Com as atuais regras eleitorais, não disputarei mais nenhuma eleição. O País necessita de uma ampla e profunda reforma política.

Com esse gesto, evito o constrangimento dos meus amigos e companheiros do Partido, de ter que decidir entre saciar a sede por atos radicais e midiáticos ou julgar com amplo direito de defesa e cumprimento dos prazos estatutários.

Evito, também, o constrangimento de uma discussão judicial de mérito para permanecer na legenda. Evito, ainda, o constrangimento dos meus amigos que lamentam o surgimento de tão graves suspeições porque reconhecem os resultados de uma gestão que está construindo uma Brasília melhor.

Quero, agora, me dedicar às questões administrativas do governo, livre para fazer minhas opções. Assim, sem o clima passional que marca este momento, quero me dedicar inteiramente a trabalhar por Brasília, defender a minha honra e o mandato de governador que me foi outorgado pela vontade popular.

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Democratas se reúnem para tratar do caso Arruda

December 10th, 2009

 

A cúpula do DEM está reunida neste momento para avaliar o que fazer em relação ao governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda. Os parlamentares também vão se decidir sobre a reunião prevista para amanhã (11), em que devem definir o destino do governador – se será expulso ou não do partido.

 

Participam da reunião, no gabinete do líder do DEM no Senado, José Agripino, o presidente do partido, Rodrigo Maia (RJ), o líder na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), o segundo-vice-presidente Antônio Carlos Magalhães Neto (BA) e o senador Heráclito Fortes (PI).

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PO confirma que Arruda vai pedir desfiliação

December 10th, 2009

 

Ameaçado de expulsão, o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), vai anunciar daqui a pouco sua desfiliação do DEM. A informação foi confirmada pelo vice-governador, Paulo Octavio (DEM).

 

O governador disse a interlocutores que, na avaliação de seus advogados, se for expulso pelo DEM, será possível encontrar uma brecha na legislação eleitoral para tentar a reeleição.

 

Apesar do prazo de filiação partidária ter terminado em outubro para quem vai disputar as urnas em 2010, advogados do governador sustentam que a expulsão não se aplica na lei –o que abriria brechas para Arruda encontrar um novo partido. Pela Lei Eleitoral, um candidato tem que estar filiado a um partido a pelo menos um ano das eleições.

 

 Para sair candidato, ele só precisaria evitar o impeachment e se manter no governo do Distrito Federal.

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