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Alimentos congelados devem estar em temperatura adequada e ter boa consistência

Ainda dá tempo de garantir uma boa ceia para a noite de Natal. Mas para quem deixou as compras para a última hora é necessário um cuidado maior na hora de escolher o peru, chester, tender e outros alimentos congelados. De acordo com a auditora da Diretoria de Vigilância Sanitária (Divisa), Ana Virgínia Figueiredo, “o cidadão tem que observar sempre a integridade do produto para evitar problemas posteriores”, explicou.

Para tanto, Ana Virgínia dá dicas para evitar aborrecimentos e doenças. “É preciso identificar a temperatura do refrigerador em que o alimento está armazenado e ver se ela condiz com aquela indicada na embalagem, que também deve estar íntegra. Data de validade e consistência do produto são itens importantes e que devem ser avaliados pelo consumidor na hora da compra”.

Após a compra, o consumidor deve se atentar a recomendações importantes. “Uma vez que o alimento tenha descongelado, ele não pode ser congelado novamente. O ideal é que as peças grandes (peru, chester) sejam retiradas para descongelamento 48 horas antes de sua utilização, para que descongelem lentamente, sem estragar”, disse a auditora.

Quanto à maionese, Ana recomenda que se utilize a industrializada. “O ovo cru utilizado nas maioneses caseiras, principalmente em grande quantidade, aumenta o risco de apresentar a bactéria salmonella, responsável por algumas infecções intestinais. É recomendável usar a maionese processada, que não possui esse risco”.

Ana atenta também para a manipulação do alimento. “Às vezes, o produto está em boas condições, e o consumidor não o prepara de forma correta. É preciso que se atente à higiene e às medidas de conservação de cada alimento, evitando também infecções intestinais e outros problemas”, finalizou.

Em caso de alimentos estragados, com aparência, cheiro ou consistência estranhas, o consumidor deve entrar em contato com os responsáveis pelo estabelecimento ou com o Disque Saúde 160 da Secretaria de Saúde do DF (SES/DF), que passará a manifestação à Inspetoria de Saúde responsável pela fiscalização da área.