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Agora vai!

Agora vai!

Por Felipe Patury – As finanças do Governo do Distrito Federal estão mergulhadas no caos. Neste mês, os professores ainda não receberão salário. Falta material nos hospitais públicos. No meio dessa barafunda, o governador Agnelo Queiroz (PT), derrotado em sua tentativa de reeleição, comprou, no último dia 26, em São Paulo, o livro “Terapia financeira – realize seus sonhos com educação financeira”, de Reinaldo Domingos. Como se diz por aí, agora vai.

Brasília enfrenta a 18º greve de ônibus do ano

Brasília enfrenta a 18º greve de ônibus do ano

Transferência de recursos federais ocorreu apenas no início da noite de ontem. Pagamento de 80 mil servidores está atrasado desde a semana passada.

Do G1 DF – O governo do Distrito Federal descumpriu o prazo dado por ele mesmo para repassar os salários dos servidores das áreas de Saúde e Educação, atrasados desde a semana passada. Diferentemente do esperado, o dinheiro não caiu na conta dos cerca de 80 mil funcionários públicos na noite desta segunda-feira (8). A expectativa é que esse repasse seja efetivado no final desta noite e esteja disponível na manhã de quarta.

De acordo com o secretário de Administração, Wilmar Lacerda, o problema aconteceu porque a efetivação da transferência dos recursos federais ocorreu mais tarde do que o esperado. “Essa situação só foi resolvida no início da noite de ontem e, portanto, não teve condição de fazer [o pagamento]”, disse. “Infelizmente não foi possível.”

O gestor afirmou que as folhas de pagamentos com os servidores ativos das duas pastas somam R$ 700 milhões. Os salários deveriam ter caído na conta dos profissionais na quinta (4) e na sexta (5) da semana passada, respectivamente.

Entre os motivos apontados por Lacerda para as dificuldades estão a baixa arrecadação. “O DF, como todos os estados brasileiros, em função do baixo crescimento da economia, teve um problema de receita, de arrecadação e frustração da arrecadação. Nós estamos vivendo o que 15 estados brasileiros estão vivendo, dificuldade de pagamento”, afirmou Lacerda. “Isso é normal no final do ano, mas nós vamos acertar todas essas contas.”

A Secretaria de Educação tem aproximadamente 50 mil servidores. De acordo com o Sindicato dos Professores, atrasos no pagamento não ocorriam há pelo menos dez anos.

A professora Maria Miranda também reclamou. “Todo mundo está com as contas atrasadas, está com pagamento de comida, de água, de escola, de filho.”

Já a Secretaria de Saúde tem 35 mil servidores, que enfrentam também outras dificuldades. Eles continuam com a alimentação suspensa desde que a Sanoli, que oferece refeição para os 16 hospitais públicos e as cinco UPAs, voltou a paralisar o serviço alegando que o governo lhe deve R$ 23 milhões.

Lacerda havia afirmado que o pagamento estava “garantido”. “O depósito é feito à noite, no banco, e amanhã estarão disponíveis os salários dos servidores.”

DIFICULDADES FINANCEIRAS

O governo do Distrito Federal alega que teve uma arrecadação menor do que a esperada e que isso se refletiu no pagamento de servidores e manutenção de serviços. O Executivo afirma que vai fechar as contas e entregar o governo sem dívidas ao próximo gestor, Rodrigo Rollemberg. No primeiro discurso após a eleição, ele havia dito que o rombo era de R$ 2,1 bilhões.

Na saúde, o governo decidiu remanejar R$ 84 milhões de convênios com o governo federal – incluindo o fomento a programas de combate e prevenção a doenças como dengue e Aids, que apresentaram indicadores ruins neste ano – para pagar dívidas com fornecedores e reabastecer a rede pública da capital do país com medicamentos e materiais hospitalares. Um levantamento feito por técnicos estima que o rombo da pasta seja de R$ 150 milhões.

Por causa da falta de pagamento, a Sanoli, empresa responsável pelo fornecimento de alimentação para 1,7 mil funcionários dos 16 hospitais da rede pública e de cinco UPAs, decidiu suspender a entrega de refeições a acompanhantes e servidores.

A crise também afetou os serviços de manutenção de gramados, plantio e limpeza de canteiros ornamentais, além da poda de árvores, que foram suspensos por falta de verba. Quatro empresas – Coopercam, EBF, Tria e FCB – eram responsáveis pela atividade, com aproximadamente 500 trabalhadores. Elas também eram responsáveis por fornecer equipamentos e transporte dos funcionários.

A Novacap já havia anunciado a suspensão da segunda fase do “Asfalto Novo”, programa de recapeamento em vias urbanas do Distrito Federal. O motivo apontado também foi falta de dinheiro. A companhia afirmou na ocasião que ainda restavam 2 mil quilômetros de pistas a receberem obras.

Na educação, creches conveniadas com o governo completaram oito dias com as atividades paralisadas. De acordo com o conselho que as representa, 22 unidades estão de portas fechadas por falta de dinheiro. As instituições afirmam que não recebem os repasses do DF há três meses e que estão arcando com os custos para manter as creches em funcionamento com recursos próprios.

O governo diz que que o atraso ocorre por motivos pontuais e que está “adequando o fluxo de caixa para arcar com os compromissos assumidos”. A previsão era de que o pagamento fosse feito até sexta, o que não ocorreu. Não há informações sobre o número de crianças afetadas.

O problema também afetou o transporte público. Motoristas e cobradores de quatro das cinco empresas de ônibus cruzaram os braços entre sexta e segunda por não receberem o 13º salário e outros benefícios. O DFTrans repassou R$ 35 milhões para as viações, para garantir a retomada dos serviços. No período, 700 mil pessoas foram prejudicadas.

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Na quarta passada, base aliada conseguiu 12 dos 13 votos necessários. Governo aposta no texto para captar R$ 2 bilhões até o fim do ano

Mateus Rodrigues, do G1 DF – A base aliada do governo do Distrito Federal na Câmara Legislativa se articula para votar nesta terça-feira (2) o projeto de lei que autoriza o Executivo a vender títulos da dívida ativa para captar recursos. O governo aposta na operação para captar até R$ 2 bilhões ainda em 2014 e sanear as contas públicas, mas enfrenta obstrução de parlamentares há duas semanas.

Para ser aprovada, a proposta precisa de 13 votos favoráveis entre os 24 deputados. A maioria simples quase foi alcançada na última quarta (29), quando 12 deputados estiveram em plenário e votaram a favor do texto: Arlete Sampaio (PT), Chico Leite (PT), Chico Vigilante (PT), Cristiano Araújo (PTB), Dr. Michel (PP), Eliana Pedrosa (PPS), Patrício (PT), Professor Israel Batista (PV), Robério Negreiros (PMDB), Washington Mesquita (PTB), Wellington Luiz (PMDB) e Wasny de Roure (PT).

Presidente da Câmara, Wasny suspendeu a sessão duas vezes. Como líder do PT, Vigilante fez uma série de apartes para “esperar” a chegada de mais deputados, mas a votação foi adiada pela quarta vez consecutiva.

Segundo o responsável pela articulação entre o Buriti e a Câmara, o resultado esperado pelo governo foi “prejudicado” pela ausência em plenário de deputados que costumam votar, segundo ele, de acordo com as orientações do governador Agnelo Queiroz. Os nomes dos deputados Olair Francisco (PTdoB), Benedito Domingos (PP), Claudio Abrantes (PT) e Evandro Garla (PRB) são citados como possíveis “curingas” na hora de decidir a votação.

Em conversa por telefone, Francisco disse que tem “presença garantida” no plenário nesta terça (2), mas não se compromete a aprovar o texto. “Estamos terminando os estudos, vamos debater a proposta amanhã [terça]. A ideia tem muitas coisas positivas, mas tem emendas a apreciar que eu ainda não conheço”, disse.

O G1 não conseguiu contato com os outros três parlamentares citados na noite desta segunda-feira (1º). A assessoria de Claudio Abrantes afirmou que ele está em viagem e só retorna ao DF nesta terça (2), mas que estará presente na sessão.

VERSÃO ALTERNATIVA

Na última semana, os deputados do PDT Joe Valle e Celina Leão elaboraram um substitutivo para o projeto de lei com mudanças significativas na estrutura do texto e nas condições de emissão dos títulos. A versão tenta “adequar” o tema às expectativas da equipe de transição do governador eleito, Rodrigo Rollemberg, que já manifestou oposição ao texto.

O articulador entre Buriti e Câmara afirma que o substitutivo não é bem visto pelo GDF. “Não tem porque o governo acatar um substitutivo de um governo que não foi empossado. Se ele [Rollemberg] não concorda com a lei, pode pedir para alterar ou revogar quando for governador. É preciso respeitar as instituições”, afirmou o assessor legislativo de Agnelo.

CONTRA O TEMPO

Faltando quatro sessões de votação para o fim da legislatura, o GDF corre contra o tempo para aprovar o texto e evitar um possível déficit no último ano de mandato do atual governador. O projeto prevê a criação do Fundo Especial de Dívida Ativa (Fedat), espécie de carteira de crédito para acelerar a captação de recursos.

O  projeto foi elaborado pelo Executivo e prevê a emissão de R$ 2 bilhões em títulos da “dívida ativa”, ou seja, de verbas que o GDF tem a receber. Para que o dinheiro possa ser usado nas contas de 2014, o governo tem menos de três semanas para aprovar a lei, regulamentar o texto, licitar a instituição financeira responsável e colocar os papéis à venda.

O texto não especifica a taxa de juros, a forma de administração dos títulos e o prazo para o resgate. A uma valorização mensal de 1%, considerada “média” pelo mercado financeiro, a operação representaria um impacto de R$ 240 milhões ao ano, em juros a ser pagos pelo governo na quitação dos títulos.

Desde que o texto foi levado a plenário, em 18 de novembro, os parlamentares que fazem oposição a Agnelo têm esvaziado as sessões para impedir a votação do tema.

O déficit orçamentário do GDF foi estimado em R$ 2,1 bilhões pela equipe de Rollemberg, em outubro, mas um relatório do Tribunal de Contas apontou um rombo de R$ 3,1 bilhões nas contas até o mês de agosto. O governo nega a possibilidade da dívida e garante que vai entregar as contas no azul no fim deste mês.

Para a coordenadora-executiva da equipe de transição, Leany Lemos, o texto fere a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e pode ser levado à Justiça, caso seja aprovado na Câmara. “O risco que esse projeto traz é de o governo fazer uma operação de crédito que pode reduzir uma receita futura. Dá uma obrigação que o GDF no futuro não vai conseguir suportar, e traz prejuízo ao novo governador”, disse. A consultoria legislativa do Buriti afirma que o projeto respeita a Lei de Responsabilidade Fiscal e que a questão está “superada”.

PPCUB

Segundo líder do PT, medida responde a ‘guerra política’ com Rollemberg. Lei de Uso e Ocupação do Solo também pode ser retirada em dezembro.

Mateus Rodrigues, do G1 DF – O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, enviou nesta quarta-feira (26) à Câmara Legislativa um pedido de retirada do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB). O projeto tramita desde 2013 na Casa e define regras para a ocupação das áreas tombadas, que incluem Plano Piloto, Candangolândia, Sudoeste, Cruzeiro e Octogonal. O pedido foi lido na noite desta quarta no plenário da Câmara.

O líder do PT, deputado Chico Vigilante, disse ao G1 que a decisão foi tomada a pedido dele. “Quem mais combateu o PPCUB foi a turma do Rollemberg. O projeto não tem nenhuma ilegalidade, mas já que estão fazendo uma guerra política, pedi que retirasse. Quero ver a cara do novo governador quando enviar um projeto igualzinho em 2015″, disse o parlamentar.

O GDF não confirma a justificativa do parlamentar. Segundo o responsável pela interlocução entre Buriti e Câmara, a retirada do texto atende a uma decisão do Tribunal de Justiça do DF, que anulou as decisões do Conselho de Planejamento Urbano tomadas entre janeiro e março. O PPCUB passou pelo órgão neste período e, por isso, será reenviado ao conselho para nova análise.

O coordenador da equipe de transição, Hélio Doyle, disse que encara como positiva a retirada do texto, e não como uma provocação. “O PPCUB, do jeito que está, não foi discutido com a sociedade e não atende aos anseios da população. O projeto do novo governador será bem diferente, porque o texto atual foi imposto. No próximo governo, vamos chamar todo mundo para discutir”, disse.

NOVO CAPÍTULO

O líder do PT na Câmara afirma que outro texto polêmico pode ser retirado da Câmara até o fim do ano. A Lei Complementar de Uso e Ocupação do Solo (Luos) fixa os limites de altura, área e utilização para lotes urbanos de 27 regiões administrativas do Distrito Federal. Sem a regulamentação, empresários de regiões mais afastadas do centro de Brasília não conseguem alvará para regularizar os negócios.

“Tem mais de 22 mil estabelecimentos sem alvará, principalmente nas cidades-satélite. Temos até o dia 15 de dezembro para aprovar a matéria. Se continuarem pentelhando, vamos retirar também”, disse Vigilante. O GDF diz reconhecer forte oposição política ao texto no Legislativo, mas não confirma a intenção de retirar o projeto.

A deputada Liliane Roriz (PMN) diz que dedicou boa parte do mandato à oposição aos dois textos e que veria a retirada “com bons olhos”. “É a coisa mais sensata que ele [Agnelo] fez. O PPCUB seria uma desastre para a cidade, tinha grande possibilidade de ameaçar nosso tombamento. Não acredito que o projeto volte na próxima gestão. Na Luos, também houve pouca participação da população interessada”, afirmou.

Agnelo Queiroz recebe o governador eleito no Palácio do Buriti. Foto: Dênio Simões / GDF

Agnelo Queiroz recebe o governador eleito no Palácio do Buriti. Foto: Dênio Simões / GDF

Governador se disse ‘ultrajado’ por fala de coordenador sobre projeto de lei. Agnelo teve ‘ato de hostilidade’ ao negar pedido de Rollemberg, diz Doyle.

Do G1 DF – O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, afirmou que a relação com a equipe de transição de Rodrigo Rollemberg será “apenas protocolar” até a posse do pessebista. A medida foi tomada depois das declarações do coordenador Hélio Doyle, que afirmou ser um “ato de hostilidade” o silêncio do GDF sobre um projeto de lei que restringe a atuação do chefe do Executivo, aprovado em outubro pela Câmara.

Agnelo disse que se sentiu “ultrajado” com a declaração. O atual governador também afirmou que a lei foi proposta pela Câmara e não pelo Executivo. Pelo texto, o administrador do DF fica impedido de criar ou acabar com cargos e órgãos públicos sem o aval dos deputados distritais.

O projeto que submete as decisões do governo à Câmara estava na pauta desde o início do mandato, mas só foi aprovado em 22 de outubro, quando Agnelo Queiroz já estava fora da corrida pela reeleição.

O prazo para o governador se manifestar sobre a lei acabou na sexta (21). O texto pode ser promulgado pelos próprios deputados. O Legislativo tem até a próxima sexta-feira (28) para promulgar a lei, que é publicada e passa a valer em seguida.

Ao G1, o coordenador Hélio Doyle afirmou que Agnelo recebeu um pedido do próprio Rollemberg para que não sancionasse a lei, que “é muito ruim para o futuro governo”. Para ele, quem sinalizou negativamente nas relações com a transição foi o governador.

“Ele recebeu um pedido pessoal e simplesmente ignorou. Ele não foi cordial, pois poderia ter ligado e dito que não poderia fazer isso porque tinha um acordo com a Câmara, ou porque fez uma autocrítica e só agora viu que aquilo não era bom, apesar de [o projeto] só ter sido aprovado no final do governo dele. E ele sabe que é inconstitucional. Foi um ato de hostilidade mesmo”, afirmou Doyle.

O coordenador disse ainda que a transição estava sendo bem feita, estava “acontecendo”. Doyle elogiou a atuação de diversas secretarias e setores, incluindo a Casa Civil.

“Ele agora querer dizer que a relação fica protocolar? É pretexto. Me parece que ele estava querendo isso antes.”

Com  a “relação protocolar”, o trabalho entre a equipe de Rollemberg e o GDF fica restrito à entrega de documentos.

MAIS CORTES

Em vez de uma manifestação sobre a lei, o Diário Oficial do DF publicado na sexta (21) trouxe a republicação do decreto de contenção de gastos, editado em outubro.

A revisão do texto tem duas novidades. As folhas de pagamento de novembro e dezembro não podem ser maiores que as de outubro – exceto pelo 13º salário, que estaria garantido. Segundo a versão atual, novas despesas precisam da autorização expressa dos secretários de Planejamento e de Fazenda.

CRÍTICA ABERTA

Na quinta (20), Rollemberg criticou outra ação recente do governador Agnelo na Câmara distrital: o envio de um projeto de lei para captar R$ 2 bilhões até o fim do ano e reduzir a pressão sobre a folha de pagamento.

“Todas as informações que chegaram a nós até o momento são de que este projeto é flagrantemente ilegal. Fere a Lei de Responsabilidade Fiscal, porque é uma operação de crédito. Portanto, não poderia ser feito nos últimos meses de governo. Isso demonstra o desequilíbrio financeiro do DF”, afirmou.

O projeto de lei do Executivo cria o Fundo Especial de Dívida Ativa, para onde iria o dinheiro da captação. O GDF estima que tem R$ 14 bilhões em dívidas a receber – a chamada “dívida ativa”. Deste total, cerca de R$ 2 bilhões têm maior chance de recebimento e por isso, na avaliação do governo, seriam atrativos aos olhos dos investidores.

Hélio Doyle

Hélio Doyle

Texto aumenta controle dos distritais sobre as ações do governador do DF. Para coordenador da transição, abstenção do Buriti é ‘ato de hostilidade’.

Do G1 DF – A equipe de transição do governador eleito do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, criticou nesta sexta-feira (21) o silêncio do Palácio do Buriti em relação ao projeto de lei que restringe a ação do chefe do Executivo. O texto, aprovado pela Câmara em outubro, impede o governador de criar ou acabar com cargos e órgãos públicos sem o aval dos deputados distritais.

O prazo para Agnelo Queiroz se manifestar sobre a lei acabou nesta sexta. Agora, o texto pode ser promulgado pelos próprios deputados. O coordenador do grupo de transição, Hélio Doyle, diz encarar a abstenção de Agnelo como um “ato de hostilidade”.

“Ele sabe da importância dessa autonomia, que todo governo tem de fazer isso [gerenciar cargos]. Ele, deliberadamente, quis prejudicar o início do governo Rollemberg sabendo, inclusive, que o governo quer reduzir custos e cortar secretarias”, disse Doyle, que afirmou que a lei é “inconstitucional”.

O projeto que submete as decisões do governo à Câmara estava na pauta desde o início do mandato, mas só foi aprovado em 22 de outubro, quando Agnelo Queiroz já estava fora da corrida pela reeleição. O silêncio do Buriti representa uma “sanção tácita”. A Câmara tem até a próxima sexta-feira (28) para promulgar a lei, que é publicada e passa a valer em seguida.

MAIS CORTES

Em vez de uma manifestação sobre a lei, o Diário Oficial do DF publicado nesta sexta (21) trouxe a republicação do decreto de contenção de gastos, editado em outubro.

A revisão do texto tem duas novidades. As folhas de pagamento de novembro e dezembro não podem ser maiores que as de outubro – exceto pelo 13º salário, que estaria garantido. Segundo a versão atual, novas despesas precisam da autorização expressa dos secretários de Planejamento e de Fazenda.

CRÍTICA ABERTA

Nesta quinta (21), Rollemberg criticou outra ação recente do governador Agnelo na Câmara distrital: o envio de um projeto de lei para captar R$ 2 bilhões até o fim do ano e reduzir a pressão sobre a folha de pagamento.

“Todas as informações que chegaram a nós até o momento são de que este projeto é flagrantemente ilegal. Fere a Lei de Responsabilidade Fiscal, porque é uma operação de crédito. Portanto, não poderia ser feito nos últimos meses de governo. Isso demonstra o desequilíbrio financeiro do DF”, afirmou.

O projeto de lei do Executivo cria o Fundo Especial de Dívida Ativa, para onde iria o dinheiro da captação. O GDF estima que tem R$ 14 bilhões em dívidas a receber – a chamada “dívida ativa”. Deste total, cerca de R$ 2 bilhões têm maior chance de recebimento e por isso, na avaliação do governo, seriam atrativos aos olhos dos investidores.

Foto: Dênio Simões/GDF

Foto: Dênio Simões/GDF

Áreas serão regularizadas e receberão cinco mil unidades habitacionais

Por Kelly Ikuma – Mais de dez mil famílias do Distrito Federal serão beneficiadas com portaria assinada na manhã desta sexta-feira (21) pela ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, em reunião com o governador Agnelo Queiroz. O documento autoriza a doação de dois setores habitacionais pertencentes à União, localizados na região de Planaltina, no DF. Com um total de 300 hectares, as áreas contemplarão cerca de 20 mil pessoas que já residem no local, além de novos moradores.

“Estamos recebendo da União duas áreas importantes que são os setores Nova Petrópolis e Nova Colina, ainda não regularizados. Agora vamos poder melhorar a qualidade de vida dos que moram lá, quando legalizarmos a área, e ainda expandir o programa habitacional do DF que é uma parceria com o governo federal. A previsão é construir mais 2,5 mil unidades habitacionais em cada um dos setores, totalizando cinco mil unidades”, ressaltou o governador.

De acordo com Agnelo, a ministra tem sido uma grande parceira nesse programa de regularização. “Essa é mais uma vitória de várias que fizemos juntos durante esses quatro anos. Regularizamos muitas áreas no DF. É o maior programa de regularização fundiária da história do DF. Um terço da cidade estava na irregularidade e tivemos coragem de entrar nessa luta que durava mais de 50 anos”.

Residem atualmente no setor Nova Petrópolis e Nova Colina 1,8 mil e 3 mil famílias, respectivamente. Com a construção das novas unidades habitacionais, mais cinco mil famílias farão parte dessas comunidades. Apenas a faixa 1 – que são pessoas que possuem renda de até R$ 1,6 mil – serão beneficiadas com essas novas unidades. (da Agência Brasília)

Brasilia

Texto foi enviado com urgência à Câmara e pode ser votado nesta semana. Projeto prevê uso dos recursos para cobrir ‘eventual déficit orçamentário’.

Mateus Rodrigues, do G1 DF – O governo do Distrito Federal enviou nesta terça-feira (18) à Câmara Legislativa um projeto de lei para colocar à venda títulos da dívida ativa local. O texto permite ao governo receber cerca de R$ 2 bilhões até o fim do ano para o pagamento de fornecedores e servidores.

Segundo a proposta, os recursos obtidos com a transação podem ser utilizados para “cobertura de eventual déficit orçamentário das despesas de pessoal e encargos sociais e de manutenção e funcionamento das unidades orçamentárias”. O texto foi elaborado pela Consultoria Legislativa do Palácio do Buriti e pelas secretarias de Planejamento e de Fazenda.

O projeto foi enviado com pedido de urgência e pode ser votado ainda nesta semana. Com a lei aprovada, o GDF ainda precisa regulamentar o texto e contratar, por licitação, uma instituição financeira para gerenciar a venda de títulos. Para que os recursos sejam utilizados ainda este ano, todo o processo precisa ser concluído em um mês, segundo estimativa do próprio governo.

O dinheiro obtido com a venda dos títulos passa a integrar um Fundo Especial da Dívida Ativa (Fedat), criado pela lei. Os pagamentos da dívida ativa serão depositados no mesmo fundo em uma conta separada, que será utilizada para pagar o resgate futuro dos títulos.

A dívida ativa do DF – ou seja, os recursos em atraso que devem ser pagos ao governo – é estimada em R$ 15 bilhões, mas os R$ 2 bilhões a serem lançados no mercado de títulos têm “maior liquidez”, isto é, maior probabilidade de pagamento. O projeto de lei não fixa valores, e permite que mais títulos sejam lançados no futuro.

De olho nos juros - Os títulos funcionariam de modo semelhante aos da dívida pública federal. O investidor compra os papéis e faz o pagamento imediato, na expectativa de receber o mesmo valor com juros daqui a algum tempo. A venda permite que o governo faça uma captação rápida do dinheiro, e vá comprando novamente os títulos no ritmo em que as dívidas forem sendo quitadas.

Segundo um interlocutor do Palácio do Buriti na Câmara, os títulos devem ter juros de 1% ao mês. No total, os R$ 2 bilhões lançados no mercado financeiro podem custar cerca de R$ 240 milhões por ano aos cofres públicos, até que o governo decida comprar novamente as cartas e pagar os investidores.

A base do governo no Legislativo acredita que o projeto será aprovado “sem resistências”, sob a alegação de que o não pagamento das faturas deste ano pode comprometer a gestão do novo governador. A deputada distrital Celina Leão (PMN), que faz oposição a Agnelo Queiroz, afirmou que vai consultar o governador eleito, Rodrigo Rollemberg, antes de votar.

“Vamos submeter a decisão ao novo governador eleito, que será responsável por administrar isso em breve. O projeto está vendendo uma carteira de crédito de R$ 14 bilhões para conseguir R$ 1 bilhão ou algo assim a curto prazo”, afirmou Celina. Segundo ela, a “herança maldita” das dívidas do governo atual já está confirmada, e a solução para estes débitos precisa ser debatida com calma.

O G1 tentou contato com Rollemberg para comentar o projeto de lei, mas o governador eleito estava em reunião e não retornou as ligações até a última atualização desta reportagem. A líder do governo na Câmara distrital, deputada Arlete Sampaio (PT), também não foi encontrada para comentar o texto.

Déficit público - O risco de o GDF não conseguir quitar todas as contas da gestão atual até dezembro foi levantado por Rollemberg logo após a eleição. Na ocasião, ele disse que poderia herdar dívida de até R$ 2,1 bilhões de Agnelo Queiroz, segundo levantamento da equipe de campanha.

Segundo levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU), o passivo pode ser ainda maior, de cerca de R$ 3,1 bilhões. O GDF negou o possível déficit e garantiu que deixará dinheiro em caixa para o pagamento de todas as faturas de 2014.

Na semana passada, Agnelo se reuniu com o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, para pedir um repasse de R$ 625 milhões de verbas previdenciárias em atraso. O Ministério da Fazenda não comentou a suposta dívida. Além do repasse, Agnelo Queiroz disse que está cortando despesas e tomando “outras medidas” para normalizar as contas de governo.

Um decreto publicado no dia 28 de outubro e assinado pelo governador proíbe novos empenhos (acordos de pagamento) e compromissos de despesas até o fim do ano, para todos os órgãos da administração.

O texto levou a Secretaria de Cultura a anunciar o cancelamento das festas de fim de ano – notícia desmentida pelo Buriti no mesmo dia – e gerou insegurança sobre o pagamento de horas extras aos médicos, que abandonaram plantões em hospitais públicos no último fim de semana. A Saúde diz que os pagamentos estão garantidos.

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Governador se reuniu com secretário do Tesouro nesta quinta-feira. Segundo Agnelo, verba seria de repasses pendentes da Previdência.

Mateus Rodrigues, do G1 DF – O governador Agnelo Queiroz se reuniu nesta quinta-feira (13) com o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, para pedir um repasse de R$ 625 milhões que ajudariam a quitar as dívidas do governo do Distrito Federal até o final do ano. Após a reunião, Agnelo afirmou que o montante se refere a verbas previdenciárias cujos repasses já estavam previstos no orçamento deste ano.

“Discutimos algumas questões mais genéricas e que estão dentro do orçamento. Não são repasses novos. São coisas devidas [pela União] que são do governo do Distrito Federal, e que podem ser repassadas agora, que nos ajudam a fechar contas. O que o governo federal nos deve é R$ 625 milhões, na área de Previdência”, afirmou o governador.

Segundo o Tribunal de Contas do DF, a atual gestão pode encerrar o ano fiscal com um déficit de R$ 3,1 bilhões. Para quitar o restante do débito, o governador disse nesta quinta (13) que está cortando despesas e tomando “outras medidas”.

De acordo com informações do Palácio do Buriti, Agnelo e Augustin também conversaram sobre a contratação de R$ 741 milhões em novas operações a serem executadas pelo próximo governo, nas áreas de mobilidade, habitação e modernização do Fisco.

Agnelo reconheceu que o governo enfrenta dificuldades para honrar os contratos assinados com fornecedores e prestadores de serviço e disse que está tomando providências para quitar as dívidas até 31 de dezembro. “Claro que todo fim de ano tem dificuldades, é geral. O governo tomará todas as providências para entregar com normalidade as contas do DF”, afirmou.

A reunião aconteceu no Ministério da Fazenda. Augustin não falou com os jornalistas após o encontro. O Ministério da Fazenda não comentou a suposta dívida com o GDF.

O governador do Mato Grosso do Sul, André Pulcinelli, também se reuniu com o secretário do Tesouro nesta quinta (13) para pedir repasses da União.

Dívidas reconhecidas – Na saída da reunião, Agnelo disse reconhecer que o governo vem atrasando pagamentos, mas negou que as dívidas ultrapassem prazos previstos em contrato. “Tem empresas com dificuldades econômicas, e você não pode responsabilizar só o governo por isso”, afirmou.

O governo, segundo ele, vai tomar providências para manter o funcionamento dos serviços considerados essenciais à população. Agnelo também comentou a sequência de paralisações de servidores e trabalhadores terceirizados do GDF. Segundo ele, há empresas descumprindo contratos e incentivando movimentos grevistas.

“Algumas iniciativas aconteceram e não foram greves de trabalhadores. São ‘locautes’, são empresários que não estão cumprindo o contrato assinado com o DF e eu vou fazer cumprir, rigorosamente”, declarou.

Os ‘locautes’ (do inglês lock out) são greves orientadas ou coordenadas pelo empregador. A prática é vetada no país pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que prevê penas como multa, perda de cargo de representação profissional e inelegibilidade para o mesmo cargo por até 5 anos. As penas podem ser aplicadas em dobro se o empregador for concessionário de serviço público.

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Por Camila Costa – O barulho das máquinas a pleno vapor pode ser ouvido de longe no Centro Administrativo de Taguatinga (Centrad), futuro endereço da maioria dos órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF). O ritmo está acelerado, e a previsão de entrega é por volta de 10 de dezembro. Após a liberação dos prédios, caberá a Rodrigo Rollemberg (PSB), governador eleito para os próximos quatro anos, decidir quando se mudará o Palácio do Buriti.

A parte principal da obra está pronta. A primeira fase, que inclui os edifícios e o centro de convenções, já foi finalizada. O restante do projeto, referente a estruturas como a do centro de convivência, da governadoria e do posto do Na Hora, por exemplo, será concluído na primeira semana de dezembro. “Vai ficar faltando a arrumação geral, a organização externa da obra, tirar os tapumes, o que vamos começar a fazer a partir da próxima semana. No início de dezembro, estará 100% pronto”, garantiu o diretor-geral do Centrad, André Alves. Segundo ele, a decoração e a mobília do prédio ficarão a cargo do novo governo, que ainda não decidiu se essa parte será feita por meio de consórcio.

Intenção de mudar - Rollemberg não confirmou se começará os trabalhos como governador na nova sede do Executivo. Apesar da previsão de entrega no próximo mês, ele pretende esperar mais um pouco para definir quando será a mudança. Uma das questões é saber se o prédio terá condições técnicas de funcionar, com água, luz, internet e móveis. No entanto, desde a época de campanha, Rollemberg manifestava a intenção de mudar para Taguatinga caso o espaço estivesse, de fato, pronto.

São 182 mil m². Uma estrutura com 16 torres, quatro delas com 15 andares, 10 com quatro andares. Os prédios são grandes, bonitos, e a impressão de quem vê de fora é de que estão praticamente prontos. Ao todo, de 12 mil a 15 mil funcionários devem ir para o local. A maioria, servidores das secretarias do governo. Haverá um edifício para a governadoria e um shopping. A estrutura ainda terá espaço para um anfiteatro, praça de alimentação, livraria e barbearia, que formarão um centro de convivência.

Segundo o secretário da Casa Militar, coronel Rogério Leão, o governo está tomando todas as providências para entregar não só a obra, mas também a estrutura necessária para funcionamento. Ontem, ele participou de uma reunião para tratar desses pontos. “Sentamos com o conselho gestor para tratar do que chamamos de termos de alteração de contrato, para viabilizar tecnologia, telefone, wi-fi e todos os detalhes que são necessários para que os prédios funcionem efetivamente”, explicou o coronel. A partir de agora, o assunto será tratado com a equipe de transição do novo governador. “Queremos incluir isso nas contraprestações da PPP (Parceria Público-Privada), como bens a serem incorporados, mas vamos conversar com a equipe porque pode ser que entendam de outra forma”, adiantou.

Ao todo, R$ 600 milhões serão investidos na obra, feita por PPP. Até agora, o GDF ainda não desembolsou nada desse valor. Começará a pagar a partir do próximo mês caso a entrega seja realmente feita. O valor da construção será pago em parcelas mensais à empresa responsável pela obra, em 22 anos, durante os quais a construtora privada fará toda a manutenção necessária nos prédios.

Impacto – Um dos principais motivos da criação e da execução do projeto de um novo centro administrativo era a necessidade de diminuir ou até mesmo acabar com os aluguéis que o governo despende para abrigar pastas e órgãos do Executivo. O Instituto de Defesa do Consumidor (Procon-DF), por exemplo, paga aproximadamente R$ 100 mil por mês por um espaço no Shopping Venâncio, no Centro de Brasília. Em uma das últimas contas feita pelo atual governo, a previsão, com a mudança para o Centrad, era reduzir os gastos com pagamento de aluguéis e de serviços de vigilância e manutenção predial em cerca de R$ 11 milhões por mês.

Outro ponto relevante para o governo foi a mobilidade urbana. Como boa parte dos serviços públicos funcionam no centro de Brasília, o fluxo de carros é maior nesse sentido. Resultado: engarrafamentos diários. Com a inversão do trânsito, haveria a redução desses congestionamentos. Além da estação de metrô em frente ao prédio, a construção do túnel no Centro de Taguatinga e a futura implantação do BRT visam diminuir o tráfego. (Correio Braziliense)

 TCDF

Em cumprimento ao disposto na Lei de Responsabilidade Fiscal (art. 59, § 1º, inciso II), o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) determinou a emissão de alerta ao governador do DF, Agnelo Queiroz, e à Secretaria de Fazenda do Distrito Federal quanto à extrapolação de 90% do limite máximo estabelecido para despesas com pessoal do Poder Executivo local. A medida decorreu da análise do Relatório de Gestão Fiscal relativo ao 2º quadrimestre de 2014.

Os dados foram examinados pela Secretaria de Macroavaliação da Gestão Pública do TCDF. De acordo com a análise, a Despesa Líquida com Pessoal (DLP) do Poder Executivo atingiu 46,04% da Receita Corrente Líquida (RCL) apurada no período. O limite de alerta é de 44,10%, que representa o equivalente a 90% do limite máximo, que é de 49%.

Se o GDF atingir o limite prudencial – 46,55% – fica impedido de conceder vantagem, aumento, reajuste ou adequação de remuneração a qualquer título; criar cargos; contratar hora extra; entre outras vedações.

Por outro lado, na Decisão 5460/2014, o TCDF considerou cumpridos os limites de endividamento público e de contratação de operações de crédito, em relação ao 2º quadrimestre de 2014.

agnelo indy tony kanaan

Foto: Dênio Simões / GDF

Recebido pelo governador Agnelo Queiroz no Palácio do Buriti, o piloto garantiu que vencerá a prova no DF em março de 2015

Por Ádamo Araujo - A Fórmula Indy abre a temporada 2015 em Brasília no dia 8 de março. Sem perder tempo, Tony Kanaan, um dos pilotos brasileiros na categoria, esteve no Distrito Federal na manhã desta segunda-feira (3). Acompanhado do diretor-geral da Band Brasília, Flávio Lara Resende, o atleta veio para iniciar a divulgação da prova. O baiano foi recebido pelo governador Agnelo Queiroz, e pela presidente da Terracap, Maruska Lima.

Preparando-se para sua quarta corrida no Autódromo Internacional Nelson Piquet (já competiu duas vezes no DF pela Fórmula Ford na década de 90 e pela Stock Car, no ano passado), Kanaan espera ter em Brasília um evento ainda melhor se comparado a Rio de Janeiro e São Paulo, que receberam a categoria em anos anteriores.

“Têm muitos pilotos e torcedores norte-americanos perguntando sobre Brasília e eu só tenho coisas boas a dizer. Para mim é ótimo começar a temporada correndo no meu país. Só posso prometer a vitória para retribuir minha gratidão. Assim que eu vencer, vou me encontrar com o governador Agnelo para dar meu capacete de presente a ele”, garantiu o piloto, campeão da Indy em 1994. Após a visita ao Palácio do Buriti, Tony esteve no autódromo para gravar imagens de divulgação da Brasília Indy 300.

Para o governador Agnelo Queiroz, o evento vai além da corrida do dia 8 de março. “São pelo menos 15 dias que irão movimentar todos os setores da economia do Distrito Federal. A rede hoteleira, os restaurantes, rede de transportes e vários outros segmentos absorverão direta e indiretamente esse incremento econômico”, destacou.

REFORMAS – A Terracap estabeleceu um cronograma de atividades para garantir que o Autódromo Internacional Nelson Piquet esteja em consonância com o exigido pela organização da Fórmula Indy.

Nestes próximos dois meses, a empresa pretende finalizar o processo licitatório e a contratação dos responsáveis pelas obras, que devem começar em janeiro e seguir até dias antes da abertura da temporada.

“Nesta primeira etapa, a nossa ideia é basicamente cuidar do revestimento novo da pista e adequar as condições de segurança. Duas curvas serão antecipadas e o pit-lane será rebaixado para seguir as normas estabelecidas pela organização da prova e exigida pelo sindicato dos pilotos”, descreveu a presidente da Terracap.

Maruska Lima relembra que será adaptada uma arquibancada móvel com a previsão de abrigar cerca de 80 mil espectadores. “É importante frisar que existirão outras etapas nessa reforma. Os próximos passos serão as reformas dos boxes, paddock, centro médico e as arquibancadas fixas. O prazo para a finalização de todo esse processo é de dois anos”, enumerou.

Vale lembrar que o Cine Drive-in não será retirado e a última prova disputada antes das obras será em 6 de dezembro, quando a cidade recebe as 6 Horas de Kart de Brasília.

BRASÍLIA PARA O MUNDO – Mais de um bilhão de pessoas se mobilizam para acompanhar as disputas da Fórmula Indy, uma vez que a prova é transmitida em tempo real para cerca de 200 países.

Responsável pela veiculação da prova para o Brasil, a Band acredita que essa será uma grande oportunidade de sedimentar a imagem de uma cidade agradável e bonita que Brasília passou durante a Copa do Mundo.

“Estamos levando não apenas Brasília, mas o Brasil para o mundo. Vamos mostrar que se trata de um bom lugar para turismo, negócios, investimentos e cheio de possibilidades”, argumentou o diretor-geral da Band Brasília, Flávio Lara Resende.

Visualizando as possibilidades a longo prazo, Agnelo acredita que Brasília precisa continuar com a política de visibilidade internacional criada a partir da Copa das Confederações, no ano passado, e consolidada durante a Copa do Mundo.

“É mais uma arena que chamará a atenção de todo o mundo para nossa cidade. São, pelo menos, cinco anos de contrato com a Fórmula Indy. Para 2016, a expectativa é que tenhamos, também, a Moto Velocidade, e não pode parar por aí”, finalizou o governador. (da Agência Brasília)

Agnelo Queiroz recebe o governador eleito no Palácio do Buriti. Foto: Dênio Simões / GDF

Agnelo Queiroz recebe o governador eleito no Palácio do Buriti. Foto: Dênio Simões / GDF

Em clima de parceria, atual governador reafirma que entregará a cidade em pleno funcionamento

No primeiro encontro com o governador eleito Rodrigo Rollemberg, o atual chefe do Executivo, Agnelo Queiroz, reafirmou que entregará uma cidade melhor do que a que encontrou no início de sua gestão e se colocou à disposição da equipe de transição. Durante a reunião, que foi realizada nesta sexta-feira (31), no Palácio do Buriti, foi decidido, ainda, que a Casa Civil e a Secretaria de Planejamento farão a coordenação executiva do trabalho durante esse período.

“Nós vamos dar total apoio para que essa transição seja a mais construtiva possível, de tal maneira que a partir do dia 1º o governo já comece em pleno funcionamento”, garantiu Agnelo Queiroz. Sobre as contas do governo, Agnelo ressaltou que trabalhará até o dia 31 de dezembro para entregar a cidade em condições melhores do que recebeu. “Vamos passar um grande superávit para o próximo governo. Só de obras assinadas e contratadas são aproximadamente R$ 25 bilhões”, acrescentou o governador, que estava acompanhado do vice-governador, Tadeu Filippelli, e dos secretários da Casa Civil, Swedenberger Barbosa, e do Planejamento, Paulo Antenor de Oliveira.

Durante o encontro, o governador eleito agradeceu a disposição de Agnelo Queiroz em realizar a transição de maneira tranquila e democrática. “Desde o dia da eleição, quando – Agnelo – ligou para me cumprimentar, disse claramente que forneceria todas as informações necessárias para que possamos tomar as decisões que considerarmos as mais adequadas a partir de 1º de janeiro”, afirmou Rollemberg.

Sobre a situação financeira o governador eleito disse que sempre há certa preocupação, mas que aguardará os dados oficiais das condições do Distrito Federal. “Formulamos um conjunto de perguntas sobre questões financeiras, sobre contratos que expiram no dia 31 de dezembro, para que possamos conjuntamente tomar as medidas para que não haja descontinuidade de serviços públicos fundamentais para a população.”

Rollemberg anunciou, também, que pretende utilizar o Centro Administrativo como nova sede do governo tão logo seja entregue. “O governador disse que vai entregá-lo até dezembro mobiliado e em condições de funcionamento. Foi um investimento grande feito pelo Governo do Distrito Federal e certamente nós vamos fazer com que a administração do DF se mude para lá.”

O futuro governador voltou a destacar que entre as principais medidas de sua gestão está a redução dos cargos comissionados, a criação do Conselho de Transparência e da mudança das regras para eleições das administrações regionais. (Por Kelly Ikuma, da Agência Brasília)

Agnelo

O atual governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz (PT), ligou ontem à noite para seu sucessor, Rodrigo Rollemberg (PSB), que acaba de ser eleito para o mandato que se inicia em 2015, para dar os parabéns pela vitória nas urnas e desejar boa sorte.

NOTA OFICIAL

Secretaria de Estado de Publicidade

O governador Agnelo Queiroz ligou ao governador eleito Rodrigo Rollemberg para dar parabéns pela vitória e desejar boa sorte.

Agnelo disse que ele e o GDF estão à disposição para dar as informações durante o governo de transição.

André Duda

Secretário de Estado de Publicidade

Foto Glaucya Braga

Foto Glaucya Braga

Decreto foi assinado nesta quarta-feira (22)

O Distrito Federal abrigará o mais novo museu para retratar a trajetória da cultura negra no Brasil. O Museu Nacional da Memória Afrodescendente será construído na QL 24 nas margens do Lago Paranoá.

O terreno foi cedido pelo Governo do Distrito Federal à União, cujo decreto de transferência da área foi assinado nesta quarta-feira (22) pelo governador Agnelo Queiroz, pela ministra da Cultura, Marta Suplicy, e pela presidente da Terracap, Maruska Lima de Sousa Holanda. Participaram do cerimonial de transferência do terreno representantes dos movimentos da cultura negra e o secretário da Casa Civil, Swedenberger Barbosa.

Para o governador Agnelo Queiroz, Brasília terá mais um atrativo para os turistas que desejam explorar a capital. “Esse museu tem tudo a ver com a nossa cidade, que carrega em seu DNA essa miscigenação dos povos e de culturas. Será resgatada a memória afrodescendente no Brasil, contada a partir dessa instalação, que também agrega valor à cidade e estimula o turismo”, disse.

O museu será um espaço moderno e um Centro de Referência da Cultura Negra. Lá, o visitante poderá conhecer e pesquisar sobre a trajetória dos povos afrodescendentes no Brasil. “Espero que possamos ter um novo centro turístico, até pela beleza da arquitetura, que é o ápice de Brasília. O Brasil abrigou mais da metade dos negros escravos que fugiram da África. Esse povo deve ser homenageado e lembrado pela sua importância”, afirmou a ministra da Cultura, Marta Suplicy.

IMPORTÂNCIA – Segundo a ministra, esse será um museu interativo, onde as pessoas poderão fazer pesquisas e saber o papel da África no Brasil. “Todos nós, brasileiros, temos uma identidade negra seja pela música, dança ou pela comida tipicamente afrodescendente. Isso não é suficientemente exposto para todos e com o museu vamos resgatar essa história, mostrando que nosso país tem muito da mão negra”.

Estão sendo coletadas experiências em museus de todo o mundo a fim de encontrar a melhor forma de contar a história do negro no país.

CONCURSO – O projeto de implantação do museu será realizado a partir da contratação do Instituto de Arquitetos do Brasil – DF para a realização de um concurso internacional destinado à escolha do projeto de arquitetura, bem como o acompanhamento da respectiva construção.

O concurso internacional será feito após a consolidação de todos os papéis de cessão do terreno e valores a serem investidos. A Fundação Cultural Palmares será a administradora da instituição.

Agnelo Queiroz: ‘Vamos ver o futuro repetir o passado’

Agnelo Queiroz: ‘Vamos ver o futuro repetir o passado’

“Nenhum dos dois merece a minha confiança. Nenhum dos dois tem condições de governar a cidade” Agnelo Queiroz, governador do DF

Agnelo Queiroz (PT) perdeu a eleição, mas obteve 307,5 mil votos. Com 20% do eleitorado a seu favor, o atual governador teria condições de ajudar a eleger um dos concorrentes, apesar do desgaste de ter ficado fora do segundo turno. O petista, no entanto, defende o voto nulo. Afirma que ninguém na competição merece crédito. “Nenhum dos dois merece a minha confiança. Nenhum dos dois tem condições de governar a cidade”, sustenta.

Qual é a sua leitura sobre os debates em que os dois candidatos do segundo turno se atacam mutuamente por terem participado do seu governo?

O que vejo é uma atitude covarde baseada em mentiras. Ver umas pessoas como essas, que nunca fizeram nada pela cidade, anunciando que farão o que eu já comecei, é um absurdo, um debate eleitoreiro. Estão menosprezando a inteligência da população.

Incomoda?

Não. É apenas o desespero do segundo turno. Quero ver quem vai ter a ousadia maior para o estelionato eleitoral mais impactante. Quero ver quem consegue enganar mais. Estou com pena da nossa cidade. Nenhum deles tem condição de cumprir nem 10% das promessas de campanha.

O senhor vai votar em quem?

Nulo. Nenhum dos dois merece a minha confiança. Nenhum dos dois tem condições de governar a cidade. Ficam decorando um papelzinho e dizem, como uma receita de bolo, que vão fazer isso ou aquilo. Eles nunca se debruçaram sobre essa realidade. Tenho certeza de que não perdi a eleição pelo julgamento que fizeram a meu governo, mas pelo clima eleitoral, pelo desgaste de todos os governos.

Que propostas são impossíveis de cumprir?

Tem um que fala que é médico e diz que não tem médico. Não viu como a turma dele deixou a saúde? São aqueles que querem voltar. Fica criticando quem melhorou a saúde, contratou servidores da área que não havia antes. Puro discurso de campanha.

Para quem vão migrar os seus 307,5 mil votos?

A grande maioria vai votar nulo. Nenhum candidato merece o voto dos meus eleitores.

O PT ressentiu-se muito pela declaração de voto de Rodrigo Rollemberg a Aécio Neves?

Isso só mostra a real “nova política” dele muito antes de começar um governo. Eu dizia na campanha: ‘Vamos ver o futuro repetir o passado’. E já está acontecendo. A nova política dele é o PSDB, que tem um passado horroroso no Distrito Federal.

Está assistindo aos debates?

Não tenho visto. Vejo depois pelo jornal. Não consigo acompanhar. Não tenho paciência. São as mesmas respostas decoradas. Minha preocupação, agora, é concluir o governo e entregar uma cidade melhor do que recebi. Tenho certeza de que conseguimos evoluir em todas as áreas. E vou fazer uma transição civilizada, qualquer que seja o novo governador. (Fonte: Correio Braziliense. Por Ana Maria Campos)

Agnelo reuniao 3

Em reunião com secretariado foram definidas as obras a serem entregues ainda neste ano, entre as prioridades estão Upas e creches

O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, determinou aos secretários e dirigentes de empresas públicas do DF que apresentem até 31 de outubro um balanço de cada área, nos quatro anos de mandato. Os documentos serão analisados pela Casa Civil e Secretaria de Planejamento.

A determinação foi dada durante reunião na manhã da sexta-feira (17), na Residência Oficial de Águas Claras. No encontro, o governador, o vice Tadeu Fillipelli e demais integrantes do Executivo local discutiram a agenda de trabalho até 31 de dezembro.

Segundo o governador, o principal objetivo é manter todos os serviços públicos em pleno  funcionamento. “Nosso compromisso é com a população do DF. As decisões políticas serão tomadas com o pensamento de entregar uma cidade melhor do que recebemos”, enfatizou Agnelo Queiroz.

Entre as principais inaugurações previstas estão 17 creches, moradias do Programa Morar Bem, além de duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), em Ceilândia e no Gama. Além disso, serão entregues projetos como o do aterro sanitário, do centro de triagem e de gestão integrada de segurança, que começou a ser implantado durante a Copa do Mundo.

O vice-governador destacou que  as obras que não puderem ser entregues não serão iniciadas. “A meta é economizar. Vamos dar ênfase na economia. Além disso, cerca de 1,2 mil cargos comissionados vagos serão extintos”, explicou Filippelli.

RELATÓRIOS – A partir do balanço entregue pelas secretarias, o GDF vai elaborar dois relatórios. Um deles reunirá informações e será impresso para consultas da população. O outro, de cunho técnico-operacional, será submetido ao Tribunal de Contas do DF e à equipe de transição do próximo governo.

De acordo com o secretário da Casa Civil, Swedenberger Barbosa, cada secretaria e empresa terá de montar uma comissão interna para realizar seus levantamentos e elaborar seus relatórios. Até 31 de outubro, todos esses documentos serão recolhidos e compilados. “Não há tempo a perder. Assim que cada secretário deixar essa reunião, já tem de começar a redigir seus respectivos documentos”, enfatizou.

A previsão é que as equipes de transição comecem seus trabalhos assim que for definido com quem ficará a gestão do DF a partir de 2015.

agnelo e Chico

O Partido dos Trabalhadores aprovou por unanimidade fazer oposição a qualquer um dos candidatos que vencer a disputa ao Buriti. 

Líder do PT na Câmara Legislativa, deputado distrital Chico Vigilante desmente a boataria política de que o governador Agnelo Queiroz (PT) poderia apoiar o candidato do PSB ao GDF, Rodrigo Rollemberg, ou que existiria um acordo para que o candidato do PR, Jofran Frejat cedesse seu palanque para a presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT). Um dos políticos mais próximos e fiéis do governador Agnelo, Vigilante afirma que o será oposição ao próximo governo, seja quem for o vencedor. “Nenhum dos projetos que está aí nos representa, nem o PR com o Jofran Frejat, muito menos o Rollemberg com o PSB”. O parlamentar faz ainda dura crítica a Rollemberg, principalmente pelo apoio declarado ao candidato a Presidência da República, Aécio Neves, principal adversário do PT.

Qual será a posição do PT em relação ao segundo turno nas eleições do DF?

Nós tomamos uma decisão na Executiva Regional do Partido de Trabalhadores. A decisão foi tomada por consenso, por unanimidade, que o PT não irá participar das eleições no segundo turno. Vamos continuar fazendo a campanha da presidenta Dilma Rousseff. Vamos votar 13 para eleger a Dilma, mas o Distrito Federal nenhum dos projetos que estão aí nos representa, nem o PR com o Jofran Frejat, muito menos o Rollemberg com o PSB. Até porque eles tomaram uma posição: os dois apoiaram o candidato a presidência, Aécio Neves, do PSDB. Aécio é nosso adversário no campo nacional, portanto não teria nenhum sentido a gente apoiar nem o Rodrigo Rollemberg e nem o Frejat, se eles estão contrários a candidatura da presidenta Dilma Rousseff.

Comenta-se que o governador Agnelo poderia apoiar algum dos candidatos, isso é verdade?

O Agnelo Queiroz é um homem de partido. Ele sabe a decisão que foi tomada pelo Partido dos Trabalhadores. Todos os filiados, militantes e dirigentes do PT tem dever lealdade com o partido. Estão obrigados a seguir a orientação da legenda. Eu tenho conversado muito com o governador Agnelo Queiroz ultimamente, e nenhum momento eu ouvi nenhum tipo de disposição dele apoiar quem quer que seja nesse segundo turno.

Qual será a postura do PT num possível governo Rollemberg ou Frejat?

Nós vamos seguir a postura que os eleitores nos recomendaram. Os eleitores disseram que somos oposição, eles nos mandaram para oposição. Portanto, nós vamos cobrar tudo que tanto um quanto outro estão falando, até as vírgulas do que eles estão prometendo. Vamos fazer uma fiscalização  muito profunda da questão da gestão de qualquer um que seja eleito e vamos cumprir a vontade dos eleitores que mandaram a gente para a oposição. Estamos com todas as promessas feitas por eles aí anotadas, e vamos cobrar que eles cumpram aquilo que prometeram, até porque, tanto um como o outro participaram de um processo de desconstituição e desconstrução do governo Agnelo Queiroz, portanto seria muito cinismo da parte do PT apoiar qualquer um dos dois que contribuiu para a destruição de um partido correto, de um governo que administrou bem o Distrito Federal, o governo que a população vai sentir falta e saudade, por que em nenhum momento na história do Distrito Federal teve um volume de obra tão grande, teve assistência social, teve tanto respeito especialmente a servidores, como no caso do governo Agnelo.

O PT liberou o voto dos militantes ou parlamentares para apoiar algum candidato?

Não. A posição do Partido dos Trabalhadores é de não participar das eleições no segundo turno. Cada militante sabe o que fazer, vai seguir orientação do partido, ninguém está autorizado a votar em qualquer que seja. Nós vamos votar na presidenta Dilma Rousseff, estamos fazendo a campanha para ela.

É verdade que o governo Agnelo estaria perseguindo aliados que declararam apoio ao candidato Jofran Frejat?

Isso não existe. O que o governador está fazendo são os ajustes necessários, até porque o Rollemberg prometeu que não quer servidor comissionado no governo dele. Portanto, o governador está facilitando a vida dele, está exonerando efetivamente esses cargos comissionados e depois vamos verificar se o Rollemberg vai ter como cumprir o que ele prometeu. Não tem perseguição nenhuma. O governador Agnelo é um homem de paz, decente e coerente. Ele não perseguiu em nenhum momento, nem se tem notícia de nenhuma perseguição sequer aqui no âmbito no Distrito Federal.

O PT pode subir no palanque de Jofran Frejat caso ele decida apoiar a presidente Dilma no segundo turno?

O PT já tomou a decisão de não apoiar nenhum dos dois candidatos aqui no Distrito Federal. Uma vez que o partido de Jofran Frejat já havia tomado a decisão de apoiar o candidato Aécio Neves (PSDB). Ele não precisava ter feito isso, mas fez a mesma coisa que o Rollemberg, tanto que eles optaram por um caminho. Eles fizeram uma opção pelo lado neoliberal da política de centro direita do Brasil. Tanto que eles foram pela direita, problema deles. Tenho certeza que a Dima vai ganhar o governo aqui no Brasil e aqui no Distrito Federal. Vamos exigir que as promessas feitas por eles aí sejam cumpridas. Agora eles que não venham depois querer fugir da responsabilidade, e querer mandar proposta que não esteja acordada com o governo federal pra tentar constranger a presidente Dilma Rousseff. O candidato Jofran Frejat foi deputado federal e coordenador da bancada. Tanto ele, quanto Rollemberg, sabem que nenhum projeto vai para o Congresso Nacional sem autorização do Palácio do Planalto. Portanto, estão mentindo para a sociedade quando diz que vão mandar o projeto de reestruturação da carreira dos servidores da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiro no dia primeiro de janeiro de 2015. Isso é falácia, isso não acontece. Não aconteceu no tempo do Joaquim Roriz, com o Collor, quando ele foi ministro,  nem também com Fernando Henrique. Não aconteceu com Cristóvam Buarque que era amigo de infância de Fernando Henrique. Não aconteceu com José Roberto Arruda, nem agora com Agnelo Queiroz e não vai acontecer com governador nenhum. Esses caras estão fazendo essas promessas todas, mas eles tem juízo e sabem que o Distrito Federal é extremamente dependente do Governo Federal. Eles que não venham tentar constranger o Palácio do Planalto.

Como o senhor analisa o apoio de Rollemberg ao candidato Aécio Neves?

Isso é uma coisa que o Rollemberg vai ter que explicar aos eleitores. Ele sempre foi um homem que transitou pela esquerda, eu quero saber como ele explica agora a candidatura que tenha sustentação da UDN. A velha UDN travestida com os Democratas, que tem apoio dos banqueiros, latifundiários e de todos que são anti-Brasil. Como ele teve coragem de juntar com essa gente. Tanto é uma explicação que cabe a ele dar para a sociedade. Não sou eu que tenho que avaliar, cada um toma o caminho que quer. Eu acho que ele buscou o caminho da direita, portanto ele que se atenha lá, quero ver como vai ser a relação dele com o Fraga e com outros aí aqui no Distrito Federal. Tanto que ele optou pelo um caminho que é livre, democrático e a vontade dele. E depois que ele se justifique com a sociedade.

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Decisão da Executiva regional foi unânime; governador está fora da disputa. Segundo secretário-geral, chapas não estão alinhadas a projeto petista

A Executiva do PT no Distrito Federal decidiu em reunião nesta quinta-feira (9) que o partido não vai manifestar apoio a nenhum dos candidatos ao governo local no segundo turno. Segundo o secretário-geral da sigla no DF e deputado distrital eleito, Ricardo Vale, os 17 membros na reunião foram unânimes ao decidir pela neutralidade.

O candidato do PT à reeleição, Agnelo Queiroz, recebeu 20,06% dos votos e está fora do segundo turno. A disputa será entre Rodrigo Rollemberg (PSB) e Jofran Frejat (PR), que receberam 45,23% e 27,96% dos votos válidos, respectivamente.

A opinião contrária às duas candidaturas já havia sido manifestada na quarta (8) pelo presidente regional do PT, deputado Policarpo. Segundo Vale, as candidaturas de Rollemberg e Frejat “não estão alinhadas ao projeto nacional petista”.

“A gente tem a preocupação de eles implementarem a política neoliberal aqui na capital. Os dois [partidos] estão com Aécio Neves no cenário nacional e, por isso, o partido vai ficar fora desse processo no segundo turno”, disse o secretário-geral da legenda.

Com a decisão da Executiva, o PT vai orientar lideranças e militantes a não emitir manifestação favorável às candidaturas ao Palácio do Buriti. Agnelo Queiroz deve ficar afastado da disputa e não subirá em palanques nesta fase da eleição. “O governador não faz parte da Executiva, não estava na reunião. Mas como petista e militante, a gente acredita e espera que Agnelo cumpra essa decisão”, diz Vale.

Ainda segundo Vale, o esforço do partido no Distrito Federal será para conquistar votos para a reeleição da presidente Dilma Rousseff.

Na votação do último domingo (5), Dilma conquistou apenas 23,02% dos votos válidos no Distrito Federal, ficando atrás de Aécio (36,10%) e Marina Silva (35,81%). (Mateus Rodrigues, do G1 DF)

Foto: Pedro Ventura

Foto: Pedro Ventura

Aprovados em concurso público prestarão suporte jurídico e gratuito para pessoas que não têm condições de pagar por esses serviços

O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, empossou, nesta segunda-feira (6), os seis primeiros colocados no concurso para a Defensoria Pública do DF. Os novos defensores juntam-se aos 185 já existentes e entram em atividade imediatamente.

“O ingresso desses defensores consolida a possibilidade que o cidadão tem de pleitear a defesa dos direitos que lhe foram subtraídos. Estamos nos deparando com a reconstrução da uma Defensoria Pública forte para o DF, que vai prestar de uma maneira ainda melhor a assistência jurídica e integral a quem precisa e não pode pagar”, enfatizou Agnelo Queiroz, na solenidade realizada no Palácio do Buriti.

Além do governador, estavam presentes na cerimônia os secretários de Administração Pública, Wilmar Lacerda; e de Comunicação, André Duda; o defensor-geral do DF, Ricardo Batista de Sousa; e a procuradora-geral do DF, Paola Ayres.

O defensor-geral se reuniu com os novos empossados para delegar as demandas de cada um e esclarecer seu papel junto à sociedade. “Quem ganha é a população carente, pois esse é nosso trabalho: dar voz a quem não teve outra alternativa para buscar seus direitos. Esperamos que outros sejam nomeados em breve para reforçar nossa equipe”, frisou Ricardo Batista de Sousa.

Trata-se da primeira posse da Defensoria Pública do DF. Anteriormente, os defensores faziam parte do Centro de Assistência Jurídica (Ceajur), que entrou nos novos moldes em fevereiro do ano passado, aderindo a um formato constitucional, como ocorre em outras unidades da Federação. No total, 146 foram aprovados no concurso público.

“É um momento ímpar para o DF. Uma Defensoria Pública e independente é fundamental para a execução de um bom trabalho junto à sociedade”, disse a defensora recém-empossada Caroline Ribeiro.  Também foram empossados Luis Eduardo Viana, Tiago Guimarães, Flávia Danigno, Antônia Aldenir e Marcilene Cristina.

A Defensoria Pública do DF está presente em 26 Núcleos de Assistência Jurídica (NAJs) espalhados por todo o Distrito Federal. Desses, nove são especializados, são eles: Núcleo de Iniciais, Defesa da Mulher, Defesa do Consumidor, Defesa do Idoso, Execução de Medidas Socioeducativas, Execução Penal, Infância e Juventude, Saúde e Segundo Grau e Tribunais Superiores. Além disso, a população conta com os projetos itinerantes que levam o defensor público até a comunidade.

COMPROMISSO - Sobre o resultado das eleições, o governador Agnelo Queiroz garantiu que vai seguir atuando com dedicação exclusiva ao Governo do Distrito Federal. “Meu mandato vai até dia 31 de dezembro e meu compromisso é o de entregar ao meu sucessor um DF melhor do que o que eu recebi”, destacou.

O governador Agnelo Queiroz e o vice, Tadeu Filippelli, dão entrevista após o resultado da votação deste domingo (Foto: Gabriel Luiz/G1)

O governador Agnelo Queiroz e o vice, Tadeu Filippelli, dão entrevista após o resultado da votação deste domingo (Foto: Gabriel Luiz/G1)

Governador ficou de fora do segundo turno da eleição, no dia 26 de outubro. ‘Esse governo sofreu toda ordem de perseguição do 1º dia até hoje’, disse

Raquel Morais, do G1 DF – O governador Agnelo Queiroz afirmou na noite deste domingo (5) reconhecer o “resultado soberano” que o deixou de fora da disputa pela reeleição no cargo, mas se disse “absolutamente tranquilo” em relação ao trabalho que exerceu nos últimos quatro anos como chefe do Executivo local. A declaração foi dada horas depois da confirmação de que ele ficou de fora do segundo turno.

“Se a nossa população fez a opção por um projeto diferente do que estamos implantando no Distrito Federal, isso deve ser plenamente respeitado”, disse. “Esse governo sofreu toda ordem de perseguição do primeiro dia até hoje.”

O governador recebeu a imprensa na residência oficial de Águas Claras acompanhado da mulher, Ilza, do vice, Tadeu Filippelli, e de deputados da base aliada. Ele citou a implantação do novo sistema de transporte público e quedas na taxa de desemprego e desigualdade como feitos do seu governo.

“[Vou entregar ao próximo governador] Uma cidade limpa, uma cidade que o mato vai estar cortado, o lixo recolhido, os buracos, não vamos ter os buracos nas pistas, como encontrei. Completamente diferente e dentro da normalidade”, declarou. “Quero desejar pleno sucesso para quem ganhar a eleição. Que de fato possa cumprir rigorosamente os compromissos assumidos.”

Agnelo foi o primeiro governador a ficar fora do segundo turno desde que a reeleição foi instituída no país, em 1995.

“Tenho certeza absoluta que a realidade e a percepção sobre o governo do início da campanha até o final são completamente diferentes. No início, as pessoas chegavam a me dizer que eu não tinha feito nada. No final, nem meus adversários tinham coragem de falar uma coisa dessas”, disse. “Acho que nós cumprimos rigorosamente o que nós pretendíamos cumprir. E vamos continuar trabalhando pela nossa população.”

Segundo turno

O governador disse que vai seguir a determinação do partido em relação a um eventual apoio aos dois candidatos que passaram para a disputa do dia 26 de outubro, Jofran Frejat (PR) e Rodrigo Rollemberg (PSB).

Agnelo disse acreditar que, entre as missões do próximo gestor, estão entregar mais creches, UPAs e habitações populares, além de ampliar a educação integral. O governador não afirmou quais são os planos dele para depois do fim do mandato.”Dedicação integral na gestão. Esse é o meu compromisso agora.” (Colaborou Gabriel Luiz, do G1 DF)

Leia nota enviada pelo governador Agnelo Queiroz

Carta aos Brasilienses

Meus amigos, minhas amigas.

Escrevo estas linhas com a apuração dos votos nas urnas já concluída. A esta altura, tenho a consciência de que os eleitores decidiram por um projeto de governo diferente do que estávamos construindo.

Aceito este resultado com a humildade dos que tem a consciência tranquila e com a certeza de que fiz um bom combate, na defesa de um projeto que não era pessoal, mas coletivo.

Nos últimos anos, aprendi na prática a enfrentar imensos desafios. Busquei recursos técnicos, recorri ao apoio e à solidariedade dos que caminharam comigo para enfrentar e vencer muitos desses desafios. Fizemos muito, mas reconheço, muito ainda precisa ser feito.

Mas eu lhes digo, tudo o que fizemos até aqui foi feito com seriedade e respeito, e tinha por objetivo virar uma página ruim da nossa história, assegurar o resgate da dignidade da nossa população e repor Brasília no caminho da normalidade.  Por esse prisma, não tenho dúvidas que cumpri bem o meu papel.

Estou convicto de que fiz o meu melhor. E deixo o DF melhor, muito melhor do que recebi.

Ao meu sucessor, quem quer que seja, desejo que tenha persistência e que seja destemido para enfrentar o que ainda não teve a solução que queríamos.

Ao povo do Distrito Federal, agradeço a confiança que mereci e o carinho daqueles que saíram de suas casas hoje para dizer que estavam conosco, apesar de tudo.

Tenham a certeza de que vou concluir a missão que recebi com zelo, dedicação e muito mais responsabilidade ainda. Agradeço à minha família o apoio que nunca me faltou e aos meus companheiros, pela caminhada.

Por fim, agradeço a Deus pela proteção e a fé em que sempre me apoiei e que me permitiu chegar até aqui.

Obrigado. Vamos em frente.

Agnelo Queiroz

Governador DF

Brasília 05 de outubro de 2014.

O governador Agnelo Queiroz, que ficou fora do segundo turno da eleição no DF, em imagem de arquivo (Foto: Alan Marques/Folhapress)

O governador Agnelo Queiroz, que ficou fora do segundo turno da eleição no DF, em imagem de arquivo (Foto: Alan Marques/Folhapress)

No país, é o oitavo caso desde que reeleição passou a valer, em 1995. Disputa no próximo dia 26 será entre Rollemberg (PSB) e Frejat (PR)

O governador do Distrito Federal e candidato à reeleição, Agnelo Queiroz (PT), não obteve votos suficientes para disputar o segundo turno e vai assistir, de fora, à disputa entre Rodrigo Rollemberg (PSB) e Jofran Frejat (PR). É a primeira vez que um governador do DF fica de fora do segundo turno desde que a reeleição foi instituída no país, em 1995.

No país, essa á a oitava vez que um governador em exercício não consegue ir ao segundo turno – em três deles, o segundo turno foi disputado por candidatos de oposição; em outros cinco, o candidato de oposição venceu a disputa no primeiro turno da eleição.

Os casos anteriores em que houve segundo turno sem o governador em exercício foram no Amapá e no Rio Grande do Sul. Em 2010, o então governador do Amapá, Pedro Paulo (PP), não conseguiu ir para o segundo turno.

Ele foi eleito vice-governador em 2002 e se reelegeu para o cargo em 2006, mas assumiu o comando do estado em abril de 2010, quando o governador Waldez Góes se licenciou para disputar vaga ao Senado. O segundo turno foi disputado entre Camilo Capiberibe (PSB) e Lucas Barreto (PTB). Capiberibe venceu.

Em 10 de setembro de 2010, faltando menos de um mês para o pleito, Pedro Paulo e Waldez Góes foram presos pela Polícia Federal na operação Mãos Limpas, sob acusação de desviarem cerca de R$ 300 milhões em verbas estaduais e federais para a educação. Os candidatos foram soltos pela Justiça antes do dia da votação, mas não conseguiram se eleger.

No Rio Grande do Sul, em 2006, Germano Rigotto (PMDB) teve 25,15% dos votos para a reeleição no governo gaúcho, e ficou na terceira colocação. A disputa de segundo turno se deu entre Yeda Crusius (PSDB), que teve 30,52% dos votos em primeiro turno, e Olívio Dutra (PT), com 25,4%.

Antes da eleição, Rigotto foi lançado como pré-candidato do PMDB à Presidência da República. O partido escolheu apoiar, informalmente, a reeleição do presidente Lula no campo federal.

Rollemberg (PSB) e Frejat (PR), que se enfrentam no segundo turno no próximo dia 26 (Fotos: Cristiano Costa/Fecomércio/Divulgação)

Derrota direta’

Os casos em que o candidato de oposição venceu a disputa no primeiro turno foram em Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe. Veja abaixo como foi.

Pernambuco: em 1998, o peemedebista Jarbas Vasconcelos venceu no primeiro turno, com 64,1% dos votos. O então governador do estado, Miguel Arraes (PSB), atingiu 26,37% e perdeu para o ex-aliado ainda no primeiro turno.

Rio Grande do Norte: em 2010, o vice-governador Iberê (PSB) assumiu o governo após a saída de Wilma Faria para campanha de senadora, mas ele perdeu no primeiro turno para Rosana Ciarlini (DEM), que teve 52,46% dos votos válidos. Iberê teve 36,25%.

Rio Grande do Sul: em 2010, a governadora Yeda Crusius (PSDB) também não teve chances na campanha à reeleição. O pleito foi definido em primeiro turno com a vitória de Tarso Genro (PT). O petista obteve 54,35% dos votos válidos. O segundo lugar ficou com José Fogaça (PMDB), com 24,74% dos votos. Yeda Crusius ficou em terceiro, com 18,4%.

Santa Catarina: em 1998, o governador Paulo Afonso (PMDB) perdeu a campanha de reeleição em primeiro turno para o candidato Espiridião Amin (PP), que obteve 55,23% dos votos válidos. Paulo Afonso teve 22,33%. O governo do peemedebista foi marcado por um processo de impeachment no escândalo dos precatórios e por atrasos nos salários estaduais.

Sergipe: em 2006, as eleições foram definidas em primeiro turno. O então governador João Alves Filho (PFL) obteve 45,02% dos votos e foi derrotado por Marcelo Déda (PT), com 52,46%. A disputa foi acirrada, e as pesquisas eleitorais realizadas antes do pleito indicavam chances de vitória para os dois candidatos. (Mateus Rodrigues e Raquel MoraisDo G1 DF)

CAMINHADA SCS DENIO14

Candidato pela coligação Respeito por Brasília disse não ter dúvidas que vai para o segundo turno

Mais uma vez a “onda vermelha” invadiu as ruas do Distrito Federal. Nesta sexta-feira (3), no Setor Comercial Sul, quase mil pessoas partiram em caminhada ao Conic para manifestar apoio à reeleição de Agnelo Queiroz ao GDF. Entusiasmado com a força que recebeu da população, o atual governador disse não ter dúvidas que vai disputar o segundo turno.

“A campanha foi um momento muito especial para mostrar o que fiz. Fico muito feliz com esse contato que tenho nas ruas, de poder abraçar as pessoas e ouvir palavras de apoio e agradecimento. Eu tenho certeza que, por tudo que fiz, vou para o segundo turno e ganhar as eleições. A população não vai querer trocar o certo pelo duvidoso”, destacou o representante da coligação Respeito Por Brasília.

Claudenizia Dias acompanhou todo o percurso ao lado de Agnelo Queiroz. Prestes a completar 65 anos no próximo domingo (5), dia das eleições, revelou qual presente queria ganhar nesta data tão especial. “Quero que meu governador seja reeleito pelo bom trabalho que fez. Ele fez mais do que qualquer outro governo na história do DF. No meu trabalho, por exemplo, é cheio de adolescentes do Jovem Candango”, justificou a moradora de Taguatinga.

Já Drielle Diana, de 22 anos, afirmou que Brasília precisa de mais um mandato de Agnelo Queiroz: “Ele fez muita coisa por nós. Fez as creches, as UPA’s, renovou os ônibus e tirou nossa cidade do caos para colocar nas páginas dos principais jornais do mundo. E por isso, se ele continuar, vai fazer muito mais pela gente”.

Agnelo habitacional foto DENIO simoes

Em desespero, nossos adversários plantam factóides na imprensa com o objetivo de confundir nossos eleitores sobre o compromisso que temos com a ética e o uso correto do dinheiro público. Às vésperas da eleição, reeditam a velha prática da acusação infundada, sem provas.

A revista Época trouxe em seu site uma reportagem baseada apenas em um vídeo que mostra um funcionário recebendo o que o jornalista afirma ser um “pacote de notas de cem reais” de um comerciante. Ambos não têm qualquer ligação com a campanha de reeleição.

O primeiro foi apenas um assessor no Ministério do Esporte e hoje ocupa um cargo por indicação partidária. De resto, a reportagem se baseia apenas em ilações desprovidas de evidências e ignora a informação mais importante: o funcionário que aparece nas imagens não está e nunca esteve autorizado a receber doações de campanha.

É mais um sinal claro de que nossos adversários voltaram ao jogo sujo de sempre porque sabem da nossa força e grandes chances de chegar ao segundo turno, consolidando um projeto de mudanças sociais profundas no Distrito Federal.

rafael_agnelo

Ministério Público recebeu vídeos e documentos sobre suposta transação. Material foi revelado pelo site da revista Época; Agnelo nega envolvimento

Do G1 DF – O Ministério Público do Distrito Federal abriu investigação para apurar denúncia de que um funcionário da Secretaria de Saúde que já foi assessor do governador Agnelo Queiroz quando ele era ministro do Esporte recebia propina de uma empresa que presta serviço ao GDF. A ação, gravada em vídeo, foi revelada nesta quinta-feira pelo site da revista “Época”.

De acordo com a reportagem, o dinheiro abastecia um caixa 2 da campanha do governador. Em nota, Agnelo e a coordenação de campanha dele negam envolvimento com irregularidade (veja íntegra ao final deste texto). Ao G1, o MP confirmou a abertura da investigação e informou que o vídeo é verdadeiro, mas que não comentaria o caso.

O vídeo do suposto repasse ilegal de dinheiro mostra o motorista Cícero Cândido Sobrinho, conhecido como Ciço, se encontrando no acostamento de uma rodovia com o gerente de uma empresa agropecuária que aluga galpões para a Secretaria de Saúde. O motorista trabalha na pasta e foi assessor de Agnelo quando ele era ministro do Esporte.

A exoneração de Ciço do cargo comissionado que ocupava na Secretaria de Saúde foi publicada em edição extra do Diário Oficial do DF, na tarde desta quinta.

A gravação mostra Ciço e o funcionário da empresa agropecuária, identificado como Eduardo Alves, saindo dos carros e conversando. Ciço vai então até o carro do gerente e parece falar com outra pessoa no veículo. Alves segue em direção ao carro em que estava Ciço com o que parece ser um maço de dinheiro na mão. Pela janela do motorista, ele deixa o volume no carro e volta para o veículo dele. Os dois se despedem e vão embora.

A reportagem diz que o automóvel conduzido pelo motorista da Secretaria de Saúde é alugado pelo GDF. Segundo a revista, o gerente da empresa afirmou em depoimento ao Ministério Público que o volume era dinheiro e continha R$ 9,5 mil. Alves teria dito ao MP que entrega propina a Ciço desde 2012 e que o valor se destinava às campanhas de Agnelo e do ex-secretário de Saúde Rafael Barbosa, que é candidato a deputado federal.

O G1 não conseguiu contato com o ex-secretário. À revista, Barbosa afirmou jamais ter recebido dinheiro de Cícero ou ter tido contato com a empresa contratada quando ele era secretário. “Ele (Cícero) nunca me ajudou em nada. Ele me dá é muita dor de cabeça. Ele não tá na minha campanha. Não é coordenador da minha campanha. Ele ajuda voluntariamente. Ele ajuda na rua pedindo voto”, disse.

A coordenação de campanha do governador Agnelo Queiroz enviou ao G1 uma nota em que refuta qualquer ligação entre as imagens e a disputa eleitoral. Segundo a nota, o funcionário do governo do DF que aparece nas imagens “não está e nunca esteve autorizado a receber doações de campanha”. A reportagem, de acordo com a nota, foi baseada em “ilações desprovidas de evidências”.

Em resposta à revista, Agnelo afirmou que “todas as receitas de campanha decorrem de contribuições legais”. O governador disse ainda que Cícero Sobrinho e Ailton Pereira de Almeida, dono da empresa agropecuária, não têm nenhuma participação na disputa pelo Palácio do Buriti.

Ele (Cícero) nunca me ajudou em nada. Ele me dá é muita dor de cabeça. Ele não tá na minha campanha. Não é coordenador da minha campanha. Ele ajuda voluntariamente. Ele ajuda na rua pedindo voto”

A Agropecuária São Gabriel aluga para a Secretaria de Saúde do DF, por R$ 31.850 ao mês, um galpão no setor industrial do Gama. O espaço é usado como depósito de equipamentos sem utilidade, como computadores e móveis velhos. O contrato entre as partes foi assinado com dispensa de licitação em 2011. Segundo o Portal da Transparência do governo, desde então já foram pagos R$ 1.250.001,66 para a empresa.

Cícero Cândido Sobrinho foi assessor de Agnelo Queiroz no Ministério do Esporte. Ele é filiado ao PCdoB, ex-partido do atual governador do DF, desde 1997.

Veja íntegra da nota da campanha de Agnelo:

“Em desespero, nossos adversários plantam factóides na imprensa com o objetivo de confundir nossos eleitores sobre o compromisso que temos com a ética e o uso correto do dinheiro público. Às vésperas da eleição, reeditam a velha prática da acusação infundada, sem provas.

A revista Época trouxe em seu site uma reportagem baseada apenas em um vídeo que mostra um funcionário recebendo o que o jornalista afirma ser um “pacote de notas de cem reais” de um comerciante. Ambos não têm qualquer ligação com a campanha de reeleição.

O primeiro foi apenas um assessor no Ministério do Esporte e hoje ocupa um cargo por indicação partidária. De resto, a reportagem se baseia apenas em ilações desprovidas de evidências e ignora a informação mais importante: o funcionário que aparece nas imagens não está e nunca esteve autorizado a receber doações de campanha.

É mais um sinal claro de que nossos adversários voltaram ao jogo sujo de sempre porque sabem da nossa força e grandes chances de chegar ao segundo turno, consolidando um projeto de mudanças sociais profundas no Distrito Federal.”

rollemberg

Instituto ouviu 1.199 eleitores em todo o DF nos dias 1º e 2 de outubro. Margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos

Do G1 DF – Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (2) aponta os seguintes percentuais de intenção de voto na corrida para o governo do Distrito Federal:

- Rodrigo Rollemberg (PSB): 39%

- Jofran Frejat (PR): 23%

- Agnelo Queiroz (PT): 21%

- Luiz Pitiman (PSDB): 4%

- Toninho do PSOL (PSOL): 3%

- Perci Marrara (PCO): 0%

- Branco/nulo: 4%

- Não sabe/não respondeu: 5%

No levantamento anterior, realizado pelo instituto nos dias 25 e 26 de setembro, Rollemberg tinha 35%, Agnelo, 22%, e Frejat, 19%.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e em parceria com o jornal Folha de S. Paulo.

Segundo turno

O Datafolha fez uma simulação de três cenários no segundo turno.

No primeiro, entre Rollemberg e Agnelo, o candidato do PSB venceria com 65%. O petista teria 25%. Branco, nulo ou nenhum somaram 7%. Outros 4% não souberam responder.

O resultado é o seguinte:

Rodrigo Rollemberg (PSB): 65%

Agnelo Queiroz (PT): 25%

Branco/nulo: 7%

Não sabe/não respondeu: 4%

No segundo cenário, entre Frejat e Agnelo, o candidato do PR venceria com 51%. O atual governador teria 35%. Branco, nulo ou nenhum somaram 10%. Outros 4% não souberam responder.

O resultado é o seguinte:

Jofran Frejat: 51%

Agnelo Queiroz: 35%

Branco/nulo: 10%

Não sabe/não respondeu: 4%

No terceiro cenário, entre Rollemberg e Frejat, o senador venceria com 56%. O candidato do PR teria 30%. Branco, nulo ou nenhum somaram 9%. Outros 4% não souberam responder.

O resultado é o seguinte:

Rodrigo Rollemberg: 56%

Jofran Frejat: 30%

Branco/nulo: 9%

Não sabe/não respondeu: 4%

Rejeição

O Datafolha também apontou a rejeição dos candidatos. A maior é do atual governador, Agnelo, com 51%. Em seguida, aparecem Frejat (26%), Pitiman (23%), Toninho e Perci (21%) e Rollemberg (12%).

- Agnelo Queiroz (PT): 51%

- Jofran Frejat (PR): 26%

- Luiz Pitiman (PSDB): 23%

- Toninho do PSOL (PSOL): 21%

- Perci Marrara (PCO): 21%

- Rejeita todos: 2%

- Não rejeita nenhum: 3%

- Não sabe/não respondeu: 5%

Avaliação do governo

A pesquisa Datafolha também perguntou aos eleitores como eles avaliam a administração do governador Agnelo Queiroz. Para 23%, a gestão é “ótima” ou “boa”; 36% a consideram “regular”; e 39%, “ruim” ou “péssima”. Não sabem ou não responderam somaram 1%.

Dados da pesquisa

Realizada nos dias 1º e 2 de outubro, a pesquisa entrevistou 1.199 eleitores em todo o Distrito Federal. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levada em conta a margem de erro de quatro pontos para mais ou para menos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o protocolo número DF-00063/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob protocolo número BR-000933/2014.

Agnelo

Avanços sociais, como a diminuição da pobreza e a erradicação do analfabetismo, surpreenderam os presentes

Melhorias no sistema de saúde, avanços na educação, habitação e mobilidade urbana foram os principais temas ressaltados pelo candidato à reeleição, Agnelo Queiroz, durante encontro com a comunidade Maçônica do Grande Oriente, na noite desta quarta-feira (1). No evento, batizado de “Por que eu quero ser governador?”, os presentes se mostraram surpresos com a quantidade e qualidade das obras apresentadas e declararam apoio à continuidade desses projetos nos próximos quatro anos.

“Peguei essa cidade na crise, inadimplente e cheia de buracos nas ruas. Hoje, em menos de quatro anos, temos uma capital forte, organizada e preparada para atender a demanda da população. Nós já realizamos muito. Fizemos mais do que qualquer governo em qualquer área. Foram mais de 5,3 mil obras. Mas é evidente que precisamos fazer mais”, reforçou o candidato.

Agnelo iniciou sua apresentação enumerando as conquistas que a sua gestão trouxe para o Distrito Federal na área social. “Quando assumi o governo, o DF tinha 10% de pobreza e reduzimos para menos de 3%. Sem falar que o Ministério da Educação reconheceu a gente como território livre do analfabetismo”. Na educação, o candidato destacou ainda a inauguração de 28 creches e da construção de mais 30. “E esse número vai  chegar a 112″, garantiu.

Juraci Alves, 41 anos, acompanhou atentamente a exposição do governador. Apesar de se considerar um homem bem informado, ele ficou surpreso com essas notícias. “Não sabia que o DF era território livre do analfabetismo. A maioria dos governos não investe em educação como uma forma de controlar a população. E, pra mim, um governo que pratica  essa atitude está de parabéns”, elogiou.

Em relação à saúde, Agnelo citou que fez seis UPA’s e destacou a entrega de mais duas ainda nessa gestão, uma no Gama e outra na Ceilândia. Para o próximo mandato, a intenção dele é fazer mais seis. “Essas unidades ajudam a reorganizar o nosso sistema de saúde, que é singular porque recebe muitas pessoas de fora. Elas atendem, hoje, três mil pessoas por dia. Imagina só se a gente não tivesse essas Unidades?”, questionou.

MOBILIDADE URBANA – Agnelo Queiroz também falou sobre as mudanças no transporte do DF. Lembrou que renovou 90% da frota de ônibus, fez o Expresso DF Sul, que liga Gama/ Santa Maria ao Plano Piloto, e assumiu o compromisso de fazer muito mais até 2018.

“Enfrentei o cartel do transporte público. Tirei das ruas veículos velhos e coloquei novos e confortáveis. O BRT Sul reduziu a viagem de duas horas pra 40 minutos, fazendo com que milhares de motoristas deixassem o carro em casa”, lembrou o petista, que vai começar a construir, ainda neste mandato, o Expresso DF Oeste (Ceilândia ao Plano) e o Norte (Planaltina, Sobradinho ao Plano).

Candidato à reeleição ressalta suas propostas durante encontro com funcionários de uma rede de calçados

Investir nas empresas privadas para a geração de emprego e renda no DF continua sendo uma das prioridades do candidato à reeleição pela coligação Respeito por Brasília, Agnelo Queiroz. Já na reta final das eleições, o atual governador se reuniu, nesta quarta-feira (1), com funcionários de uma conhecida rede de calçados, onde ressaltou as ações realizadas nesta gestão e os projetos que dará prosseguimento nos próximos quatro anos.

“Eu trouxe R$ 27 bilhões para a nossa cidade e investimos em todas as áreas. É o maior investimento já feito em menos de quatro anos no Distrito Federal. Eu tenho certeza que vamos continuar mudando a nossa capital do Brasil”, garantiu Agnelo que destacou as melhorias na saúde. “Já foram construídas seis UPAs e o objetivo é entregar 14 à população. São R$ 14 milhões para realização dessas unidades”, ressaltou.

Entre os investimentos previstos para a área de mobilidade urbana está a construção de mais três Expressos DF. “Fiz o projeto básico, executivo, licitação e estou começando as obras. Já fiz o Expresso Sul, sei fazer, faço mais barato e sei o caminho. Por isso a certeza de que realizaremos também o Oeste e já estou fazendo o projeto básico executivo do Eixo Sudoeste. Além disso, farei a expansão do Metrô que começa ainda este ano”, adiantou.

Além disso, o sistema de transporte também está sendo modernizado. A população do DF já conta com bilhete único e, em breve, será possível acompanhar os horários de ônibus pelo celular. “Todos os ônibus novos tem GPS,  já temos central de controle dos horários e o próximo passo é disponibilizar esse serviço para a população acompanhar também”, assegurou.

Para o dono do grupo de calçados, Kerginaldo Diniz, 54 anos, Agnelo foi o melhor governador que o DF teve. “Ele está mais preparado. É um homem experiente e agora é só dar continuidade ao projeto. Ele fez muitas obras e beneficiou todas as áreas, por isso precisa continuar”, elogiou.

Funcionário da empresa há 15 anos, Roni Frota, 30 anos, afirma que está entusiasmado com as propostas. “A realidade de Brasília há quatro anos era outra. Está tudo melhorando. Eu moro na Ceilândia e acho que com o Expresso DF Oeste o trânsito será desafogado “, concluiu.

Agnelo, Rollemberg, Frejat, Pitiman e Toninho foram os convidados. Programa foi dividido em quatro blocos de perguntas e considerações finais

Do G1 DF – Os cinco candidatos ao governo do Distrito Federal que pertencem a partidos com representatividade na Câmara dos Deputados participaram na noite desta terça-feira (30) de debate nos estúdios da TV Globo de Brasília. Foram convidados o atual governador, Agnelo Queiroz (PT), o senador Rodrigo Rollemberg (PSB), o deputado Luiz Pitiman (PSDB), Toninho do PSOL (PSOL) e Jofran Frejat (PR).

O debate foi dividido em quatro blocos. Na primeira parte, cada postulante ao Buriti escolheu um tema e fez uma pergunta a um candidato. No segundo bloco, os temas das questões foram sorteados pelo mediador, Antônio de Castro.

No terceiro bloco, o tema foi livre. O quarto e último bloco de perguntas teve tema definido por sorteio, a exemplo da segunda parte do programa.

Candidatos ao governo do DF posicionados para debate da TV Globo nesta terça-feira (30) (Foto: Gabriel Souto/TV Globo)

Candidatos ao governo do DF posicionados para debate da TV Globo nesta terça-feira (30) (Foto: Gabriel Souto/TV Globo)

Primeiro bloco

Rollemberg iniciou o debate questionando Agnelo sobre educação integral. O petista respondeu que esse modelo de ensino existe em 332 escolas do DF.

Agnelo perguntou a Frejat qual a proposta dele para os jovens aprendizes. O candidato do PR disse que quer retomar o programa bolsa universitária, que dá recursos para o estudante cursar uma faculdade.

Pitiman perguntou a Toninho sobre o plano para segurança e combate ao tráfico de drogas. O candidato do PSOL disse que pretende implantar políticas de prevenção, caso seja eleito, e declarou que dependentes químicos não devem ser tratados como criminosos.

Toninho perguntou a Pitiman se ele é a favor do financiamento público de campanhas. Pitiman disse entender que esse modelo ajudaria a regular as disputas eleitorais e defendeu uma reforma política.

Frejat perguntou a Rollemberg sobre a proposta para evitar falta de médico e falta de remédios. Rollemberg disse que o primeiro investimento será a contratação de 4.785 equipes de saúde da família e 2,5 mil novos servidores.

Segundo bloco

Agnelo perguntou a Frejat o que ele acha da sua proposta para implantar o domingo da família, com viagens gratuitas no segundo domingo do mês. O candidato do PR disse que a população continua a reclamar do sistema de transporte e que vai ampliar o número de ônibus, caso seja eleito.

Frejat perguntou a Pitiman o que ele vai fazer para gerar empregos. O candidato do PSDB disse que pretende investir nas vocações regionais. Segundo ele, o DF tem vocação para ser um polo atacadista e farmacêutico.

Pitiman perguntou a Rollemberg qual seu programa para investir em infraestrutura. O socialista disse que o caminho é fortalecer as empresas e públicas, como Caesb. Terracap e Novacap, e  defendeu uma nova forma de gestão, para que as companhias tenham capacidade de captar recursos federais e investir em projetos.

Toninho perguntou a Agnelo como ele vai solucionar o problema das faltas de professores. O atual governador disse que extinguiu 4 mil vagas comissionadas e abriu 35 mil vagas em concurso público, que investiu R$ 700 milhões na CEB e também modernizou o BRB. Ele afirmou ainda que vai ampliar o metrô.

Rollemberg questionou Pitiman sobre proposta para a segurança pública. O candidato tucano disse que a segurança sofre com a “falta de pulso do comando” e que o DF precisa de uma polícia comunitária mais ligada ao cidadão.

Terceiro bloco

Pitiman perguntou a Frejat qual seu planejamento para fazer a máquina pública atender aos anseios da população. Frejat disse que no primeiro dia de governo pretende “tomar medidas duras” na administração, como acabar com a Agefis.

Frejat questionou Toninho sobre sua proposta para educação. O candidato do PSOL disse defender a escola integral e melhoria salarial para os professores da rede pública. Ele afirmou que pretende repor todas as perdas salariais dos últimos anos.

Toninho perguntou a Agnelo o motivo para a saúde não ter evoluído durante sua gestão. O petista disse que assumiu o governo com a área de saúde em “estado de calamidade”, que contratou 15,8 mil profissionais da área de saúde, seis UPAs, contratou as carretas da Mulher e a da Visão, e que quer ainda tem de fazer 14 UPAs.

Agnelo questionou Rollemberg sobre a proposta do bilhete único no transporte público. O candidato do PSB disse que os passageiros vão pagar apenas uma passagem para fazer várias viagens. Ele disse que o novo sistema de transporte não atende as necessidades da população.

Rollemberg questionou Toninho como ele vê o desenvolvimento nos segmentos de ciência e tecnologia e cultura. Para o candidato do PSOL, o DF tem uma vocação natural para as áreas de ciência e tecnologia. Ele defendeu investimentos em cultura e arte.

Quarto bloco

Frejat perguntou a Agnelo a respeito do repasse do Pdaf às escolas. Agnelo disse que foi ele que aumentou o repasse para as escolas, que podem usar as verbas de forma descentralizada.

Rollemberg questionou Pitiman sobre sua proposta para a população do Entorno do DF. O candidato do PSDB respondeu que o DF tem de integrar ações com o governo de Goiás e com a União para que a população do Entorno seja atendida.

Toninho perguntou a Rollemberg se ele revisaria o atual plano diretor do DF. O candidato do PSB defendeu um resgate da capacidade de planejamento do DF. Ele disse que vai recriar o Instituto de Planejamento Territorial do DF, caso seja eleito, para planejar a ocupação do solo e garantir qualidade de vida.

Agnelo perguntou a Pitiman qual a sua proposta para a área de saúde. O tucano disse que pretende fazer um novo modelo de gestão da saúde, com o quadro de médicos exposto nas unidades da rede pública.

O candidato do PSDB questionou Frejat sobre sua proposta em relação ao direito à moradia e invasões. O candidato do PR disse que é preciso regularizar todos os condomínios do DF, providenciando infraestrutura sanitária e impedindo novas invasões.

Considerações finais

O candidato Toninho abriu as considerações finais dizendo que o DF é um local de “diferenças profundas”. Afirmou que, se eleito, vai defender o controle e a transparência das ações do governo.

Pitiman disse que dá valor à família e convidou o eleitor a “pregar uma peça aos políticos profissionais” e escolhê-lo como novo governador do DF. O candidato do PSDB agradeceu a participação de apoiadores e disse que espera ir para o segundo turno da eleição.

Frejat citou sua experiência como quatro vezes secretário de Saúde e cinco vezes deputado federal. Ele disse que construiu postos de saúde e hospitais e afirmou que a população carente precisa de saúde pública de qualidade. Também afirmou que fez a Escola Superior de Ciências da Saúde e que pretende continuar o trabalho.

Rollemberg agradeceu em suas considerações finais aos seus eleitores e disse que pretende construir soluções para os problemas do DF com a ajuda da população. Ele afirmou que vai começar suas ações de governo com as pessoas mais humildes, mais necessitadas.

Último a fazer as considerações finais, o candidato Agnelo afirmou que pegou a cidade suja e abandonada e que “gastou um ano e meio de dedicação para botar a casa em dia”. Ele também disse que fez mais obras durante sua gestão do que “qualquer governo em qualquer área”. Agnelo citou sua propostas para uma próxima gestão.

Rollemberg

Instituto ouviu 1.806 pessoas no DF entre os dias 27 e 30 de setembro. Margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos

Do G1 DF – Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (30) aponta o candidato Rodrigo Rollemberg (PSB) com 32% das intenções de voto para governador do Distrito Federal. Em segundo lugar está Jofran Frejat (PR), com 24%, seguido de Agnelo Queiroz (PT), que tem 19%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Em seguida aparecem empatados os candidatos Luiz Pitiman (PSDB) e Toninho do PSOL (PSOL), com 3%. Perci Marrara (PCO) teve 0%.

Confira abaixo os números do Ibope, segundo a pesquisa estimulada, em que os nomes de todos os candidatos são apresentados ao eleitor (os candidatos que aparecem com 0% são os que tiveram menos de 1% das menções cada um):

- Rodrigo Rollemberg (PSB): 32%

- Jofran Frejat (PR): 24%

- Agnelo Queiroz (PT): 19%

- Luiz Pitiman (PSDB): 3%

- Toninho do PSOL (PSOL): 3%

- Perci Marrara (PCO): 0%

- Branco/nulo: 9%

- Não sabe/não respondeu: 10%

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo. Foram ouvidos 1.806 eleitores em todo o Distrito Federal entre os dias 27 e 30 de setembro. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o número DF-00061/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-0904/2014.

Segundo turno

O levantamento também abordou três cenários de um eventual segundo turno:

- Frejat: 48%

- Agnelo: 28%

- Branco/Nulo: 15%

- Não sabe: 9%

…………………………………….

- Rollemberg: 49%

- Frejat: 30%

- Branco/Nulo: 12%

- Não sabe: 9%

………………………………………..

- Rollemberg: 57%

- Agnelo: 23%

- Branco/Nulo: 13%

- Não sabe: 8%

Rejeição

A pesquisa aferiu a taxa de rejeição de cada um dos candidatos, isto é, aquele em quem o eleitor diz que não votará de jeito nenhum. Agnelo Queiroz tem a maior rejeição, e Rollemberg, a menor:

- Agnelo Queiroz (PT): 49%

- Jofran Frejat (PR): 15%

- Toninho do PSOL (PSOL): 12%

- Luiz Pitiman (PSDB): 11%

- Perci Marrara (PCO): 10%

- Rodrigo Rollemberg (PSB): 6%

- Poderia votar em todos: 7%

- Não sabe/não respondeu: 15%

Avaliação do governo

A pesquisa Ibope também perguntou aos eleitores como eles avaliam a administração do governador Agnelo Queiroz. Para 3%, o governo é “ótimo”; 17% o consideram “bom”; 32%, regular; 15%, “ruim”; e 30%, “péssimo”. Não sabem ou não responderam somaram 4%.