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Foto : George Gianni

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A oposição já colhe assinaturas no Congresso para instalar uma nova CPMI da Petrobras no início de 2015. O anúncio foi feito pelo presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), um dia depois de o PT finalizar o relatório da atual comissão sem o indiciamento de nenhum dos investigados na operação Lava-Jato da Polícia Federal. Para Aécio, a base da presidente Dilma Rousseff provocou um fim melancólico e vexatório das investigações.

“Já estamos colhendo assinaturas para instalar uma nova CPMI já a partir do início de fevereiro, porque o Congresso Nacional não pode privar-se de avançar nas investigações diante de algo de tamanha gravidade e tamanha irresponsabilidade”, disse em entrevista à imprensa em Belo Horizonte nesta quinta-feira (11).

Para o tucano, a sociedade brasileira espera punição exemplar para os envolvidos no que chamou de “maior crime de corrupção da história brasileira”. Aécio também fez um chamado à população para pressionar o Congresso a avançar nas investigações. “Se existe CPMI hoje é por causa da oposição. Infelizmente, a base do governo foi quem abafou as investigações. Cotamos com a opinião pública para que essa nova CPMI não tenha o desfecho vexatório que essa proporcionou ao Brasil”, afirmou o presidente nacional do PSDB.

As declarações foram dadas após reunião com deputados estaduais e federais do PSDB e da base aliada em Minas Gerais. Ao todo, 43 parlamentares participaram do evento, que contou com a presença do governador do estado, Alberto Pinto Coelho.

Na reunião, Aécio agradeceu o apoio dos parlamentares na eleição e ressaltou a necessidade de união da oposição. “Nosso papel é de uma oposição vigilante, atenta no campo federal e no estadual. A minha determinação em cumprir esse papel é a mesma que se tivesse vencido as eleições. Precisamos estabelecer um nível de oposição, claro e firme. Não questiono o resultado das urnas, fui o primeiro a reconhecer isso, mas nós vamos cobrar, e cobrar incessantemente, os compromissos assumidos pela candidata nas eleições”, anunciou.

Aécio lembrou que os vencedores das eleições no âmbito federal estão com dificuldade de sair às ruas em razão das medidas, tomadas após a disputa, que revelaram um Brasil diferente do apresentado pela propaganda petista. “Aquilo que denunciávamos sobre o rombo nas contas públicas se mostrou verdadeiro”, disse ao se referir à aprovação do projeto de lei que livrou a presidente Dilma de cumprir a meta fiscal após ter gastando além do previsto para 2014.

Isso, segundo Aécio, é um dos motivos que têm gerado os protestos contra o governo Dilma ocorridos nas últimas semanas em algumas capitais do país. “Esta eleição despertou uma parte da população brasileira que estava adormecida. Esse Brasil está nas ruas e nas redes. Temos que expressar esse sentimento em relação à corrupção, ao desgoverno, aos baixos indicadores na economia e à volta da inflação. Faremos uma oposição dentro das regras democráticas.”

Questionado sobre a posição do partido em relação às manifestações que pedem o retorno da ditadura, Aécio reprovou qualquer iniciativa que se dê fora do campo democrático. “A nossa história é muito coerente. A minha oposição é no campo da democracia, e vamos fazer essa oposição em favor do Brasil e dos brasileiros. Se existe algum sentimento na sociedade de saudosismo, obviamente eles se manifestação longe de nós e não têm nenhuma vinculação com a oposição democrática que fazemos no Congresso e que temos que fazer nas ruas também”, ressaltou o presidente nacional do PSDB.

Foto : George Gianni

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Por Josias de Souza

O quase ex-ministro petista Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) despertou a ira do tucano Aécio Neves ao referir-se a ele da mesma maneira pejorativa que Lula fizera na campanha: “Playboyzinho”. Em resposta, o ex-presidenciável do PSDB reacendeu as suspeitas que rondam a biografia de Gilbertinho, como Lula o chama, no caso que resultou no assassinato do ex-prefeito petista de Santo André Celso Daniel.

Gilbertinho falou de Aécio durante a assinatura de convênios com pequenos agricultores familiares. “Eu morria de medo do playboyzinho ganhar a eleição, porque eu tinha clareza que ia acabar essa energia que está aqui nesta sala. Isso não tinha condição de continuar porque não está nesse projeto”, disse o ministro.

Ouvido pela repórter Maria Lima, Aécio foi à jugular: “Os termos que o ministro se referiu a um senador da República e presidente de um partido só confirma sua baixa estatura política. Mesmo depois de 12 anos como ministro, a principal marca da biografia do senhor Gilberto Carvalho será sempre seu envolvimento com as graves denúncias de corrupção em Santo André, que culminaram com o assassinato do prefeito Celso Daniel, ainda não esclarecido.”

Noutro trecho de sua fala aos agricultores familiares, Gilbertinho discorreu sobre as forças da oposição: “Essa gente aqui do governo tem a criatividade e o heroísmo de ficar batalhando internamente, sofrendo perseguição e discriminação por conta disso, sofrendo todo o tipo de acusação de bolivarianismo, de chavismo, de mais um monte de merda que os caras [da oposição] falam…”

E Aécio: “O ministro Gilberto Carvalho tem mesmo razões para ter medo. Temia que se eu fosse eleito, eu iria acabar com a corrupção, colocar ordem no País e acabar com as boquinhas do seu partido, em especial a dele próprio.”

Ex-candidato a vice na chapa de Aécio Neves, o senador tucano Aloysio Nunes Ferreira mirou abaixo da linha da cintura. “Trata-se de um cafajeste. O fato de um ministro de Estado se referir nesses termos a um senador e presidente de partido reflete bem o baixo nível do governo Dilma. Eu não sei de que ele tinha medo, se Aécio ganhasse. Mas ele sabe onde o rabo dele está preso. Especula-se muito sobre isso.”

Líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy muniu-se de ironia. “O medo do ministro Gilberto Carvalho é que a presidente Dilma Rousseff faça uma delação premiada.”

Tomada pela disposição que exibe nos últimos dias, a oposição reserva para Dilma Rousseff, no seu segundo mandato, uma paz de Oriente Médio.

SP, 02/09/14, Dilma e Lula / Campanha / São Bernardo do Campo

Para o tesoureiro Edinho Silva, houve ‘equívoco de interpretação’ dos técnicos do TSE

O tesoureiro da campanha presidencial de Dilma Rousseff, Edinho Silva, disse nesta segunda-feira, 8, ter ficado surpreso com a decisão dos técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de pedir ao ministro Gilmar Mendes a rejeição das contas da presidente Dilma Rousseff. Acompanhado do presidente nacional do PT, Rui Falcão, e de advogados da campanha, Edinho Silva afirmou que a campanha petista “seguiu rigorosamente toda a legislação vigente e a jurisprudência do tribunal”.

Em entrevista coletiva em Brasília, Edinho falou em “equivoco de interpretação” e rejeitou a hipótese de ação política na recomendação. Ele acredita que o pleno do tribunal seguirá a jurisprudência e não o parecer técnico. “Reforçamos a convicção de que acreditamos no relator responsável pelas contas e nos ministros do TSE”, afirmou.

Os advogados do partido ressaltaram que informaram aos doadores sobre os limites impostos pela legislação e que tal cuidado deve ser das empresas doadoras e não do comitê financeiro. “A campanha não tem obrigação nenhuma de controlar isso”, ponderou Falcão.

Edinho Silva lembrou que as cinco empresas doaram também para a campanha do tucano Aécio Neves. “Doaram até mais do para Aécio”, afirmou. “Do ponto de vista legal, a campanha não tem como saber se uma doação está dentro do limite de faturamento de uma empresa ou não”, completou.

A advogada Márcia Pelegrini lembrou que em 2010 a campanha de Dilma também teve o mesmo problema e que o plenário afastou qualquer hipótese de irregularidade na prestação de contas. Para o advogado Flávio Caetano, a rejeição das contas da campanha seria algo “inovador” no TSE e que neste caso cabe apenas a “aprovação das contas” com ressalvas. “Seria a primeira vez que teríamos uma desaprovação de contas”, pontuou.

Em despacho na noite de sexta-feira, 5, o ministro Gilmar Mendes, relator no STF das contas da campanha à reeleição de Dilma, afirmou ter visto “fortes indícios” de doação acima do limite legal por parte de pelo menos cinco empresas ao comitê financeiro do PT.

O ministro pediu à Receita Federal com urgência dados sobre o faturamento bruto da Gerdau Aços Especiais e mais quatro empresas: Saepar Serviços e Participações, Solar.BR Participações, Ponto Veículos e Minerações Brasileiras Reunidas. Juntas, as cinco empresas doaram R$ 8,83 milhões, somando a destinação de dinheiro ao Diretório Nacional do PT com doações diretas feitas a Dilma Rousseff e ao Comitê financeiro para a Presidência da República.

Entre as cinco empresas que tiveram doações contestadas, a Gerdau foi a que enviou o maior montante à candidatura da presidente Dilma, R$ 5,01 milhões, seguida pela Minerações Brasileiras Reunidas, que doou R$ 2,80 milhões. A Solar Participações doou R$ 570 mil, a Ponto Veículos, R$ 450 mil e a Saepar, R$ 250 mil.

Resolução do TSE em vigor nas eleições de 2014 prevê que as doações a candidatos sejam limitadas a 2% do faturamento bruto da empresa, levando em conta o ano-calendário anterior à eleição. No caso dessas contas, a porcentagem é calculada com base no faturamento de 2013.

O relatório indica irregularidades que representam 4,05% do total das receitas e 13,88% das despesas declaradas. Foram encontradas também problemas de impropriedades, de 5,22% do total de receitas. Impropriedades são consideradas de menor gravidade pelo tribunal. (Diário do Poder // Daiene Cardoso/AE)

Foto : George Gianni

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Para o senador Aécio Neves, as denúncias devem ser apuradas a fundo e reforçam as suspeitas de que o PT foi beneficiado por parte dos recursos desviados na Petrobras

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) considerou gravíssima a denúncia, feita por um empresário no acordo de delação premiada da operação Lava-Jato da Polícia Federal, de que dinheiro da corrupção na Petrobras abasteceu a conta oficial do PT na campanha de 2010.

Segundo o executivo Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, da Toyo Setal, em depoimento à Polícia Federal, parte da propina paga ao ex-diretor da Petrobras Renato Duque foi destinada para doações oficiais feitas ao PT. O empresário afirma que doou R$ 4 milhões ao PT entre 2008 e 2011.

“Essa é a denúncia mais grave que surgiu até aqui.  O dirigente de uma das empresas que pagou suborno, segundo ele, ao diretor da Petrobras, recém solto pelo ministro Teori, diz que parte dessa propina foi depositada na campanha do PT em 2010”, disse Aécio Neves em entrevista à imprensa no Congresso Nacional.

De acordo com reportagens publicadas pela imprensa, nesta quarta-feira (03/12), além das doações oficiais, o dinheiro da propina da Petrobras chegava ao PT por meio de parcelas em dinheiro e em contas indicadas no exterior.

Para Aécio, as denúncias devem ser apuradas a fundo e reforçam as suspeitas de que o PT foi beneficiado por parte dos recursos desviados na Petrobras, pagos pelas empresas como propina.

“Se comprovadas essas denúncias, é algo extremamente grave. Estamos frente a um governo ilegítimo. Isso é a demonstração clara de aquilo que disse recentemente e a comprovação da verdade. Essa organização criminosa, que segundo a Polícia Federal se instalou no seio da Petrobras, participou da campanha eleitoral contra nós”, afirmou.

Foto : George Gianni

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O senador Aécio Neves defendeu a presença dos brasileiros que foram ao Congresso protestar contra o PLN 36

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), defendeu nesta terça-feira (2) os brasileiros que foram ao Congresso protestar contra o PLN 36, projeto que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e livra a presidente Dilma Rousseff de cumprir a meta fiscal de 2014.

Após uma tumultuada sessão, que acabou com o manifestantes retirados à força por ordem do presidente Renan Calheiros, Aécio afirmou que a base da presidente Dilma cometeu um grave equívoco ao impedir o acesso do público às galerias da Câmara.

“Esta é a casa do povo. E o PT tem que aprender a conviver novamente com o povo nas galerias. A população brasileira acordou. A verdade é que existe um Brasil diferente, que hoje o PT e seus aliados ainda não perceberam”, afirmou Aécio Neves.

Para Aécio, o erro começou com a tentativa da base governista de votar o projeto longe dos olhos da população. “As pessoas estão participando do que está acontecendo no Brasil. Elas querem saber e algumas querem vir aqui no Congresso Nacional. Vamos fechar as galerias para atender a uma base que quer votar escondido uma proposta desta gravidade com estas consequências para o país? Não, esta é a casa da democracia”, ressaltou.

Logo no início da sessão, o presidente nacional do PSDB protestou contra a medida, sugerindo que as senhas distribuídas e não usadas por partidos da base do governo fossem disponibilizadas para o público que ficou do lado de fora.

“Eu presidi essa Casa durante dois anos. Quando havia isso, os partidos que pegavam as senhas e não as distribuíam, nós liberávamos a galeria para aqueles que quisessem participar das sessões. Infelizmente, o ato truculento da Mesa do Congresso Nacional acabou prejudicando o próprio governo”, lamentou.

CHANTAGEM

Aécio também criticou o decreto da presidente Dilma que vincula a liberação de R$ 444 milhões em emendas parlamentares à aprovação do PLN 36. “É como se a presidente tivesse colocado um cifrão na testa de cada parlamentar dizendo ‘vocês valem R$ 700 mil reais cada um”. Isso não engrandece o parlamento”, disse o senador.

Senador Aécio Neves. Foto : George Gianni

Senador Aécio Neves. Foto : George Giannio

Para o senador, a nova lei, se aprovada, concede uma anistia à presidente pelo não cumprimento da meta fiscal

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou que o partido irá ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso a base governista aprove o projeto que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), isentando, na prática, a presidente Dilma de cumprir a meta fiscal de 2014. “Se modificada a LDO, a meu ver, de forma inconstitucional, vamos ao Supremo Tribunal Federal com uma ação em relação à modificação da LDO, permitindo que o déficit vire superávit”, afirmou Aécio em entrevista à imprensa no Congresso.

Para Aécio, a nova lei, se aprovada, concede uma anistia à presidente pelo não cumprimento da meta fiscal. Ele afirmou que o exemplo que a chefe do Executivo dá aos brasileiros é o pior possível.

“Não há mais Lei de Responsabilidade Fiscal. Ninguém vai ter mais autoridade de cobrar de um prefeito ou de um governador que cumpra também os seus percentuais mínimos de investimento em saúde e educação. Por que a presidente pode descumprir e o Congresso Nacional dar a ela esta anistia, e os prefeitos respondem inclusive criminalmente se não cumprirem as suas metas?”, questionou.

Aécio voltou a cobrar da presidente o controle dos gastos públicos. “O que eu questiono é a capacidade deste governo de cumprir aquilo que a legislação determina. Não podemos viver num país onde a legislação é alterada em função dos interesses do governante de plantão e de uma eventual maioria que amanhã pode estar no outro campo”, criticou o presidente nacional do PSDB.

RETROCESSO

O senador também criticou a pressão exercida pelo Planalto sobre o Legislativo. Na terça, o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros, convocou sessão conjunta da Câmara e do Senado para apreciar os vetos presidenciais que estão trancando a pauta e impedindo a votação do projeto proposto por Dilma.

“É muito grave aquilo que estamos vendo aqui hoje. Sou parlamentar na essência, presidi essa Casa. Vou lutar até o último instante para defender as prerrogativas do Congresso Nacional. Não se trata mais de questão eleitoral, porque se não amanhã vamos iniciar uma nova legislatura com um retrocesso absurdo em relação à legislatura anterior”, ressaltou.

Aécio também afirmou que a sociedade precisa ficar atenta às negociações feitas entre o governo e a base aliada para aprovação do projeto. “É importante estarem atentos para as negociações que estão acontecendo nos porões, hoje, do Palácio. Porque você vê gente da base aguardando que cargos sejam distribuídos, que emendas sejam liberadas, ministérios sejam definidos para votar essa violência em relação à Constituição”, ressaltou.

Aécio também fez um alerta para as consequências caso o projeto que modifica a LDO seja aprovado. “A nota de crédito do Brasil vai ser rebaixada, investimentos vão continuar distantes do Brasil. Isso significa menos empregos e menos desenvolvimento. Quem paga ao final desta conta de um governo ineficiente, perdulário, que enganou a população brasileira é o cidadão brasileiro, principalmente o mais pobre”, afirmou.

ESTELIONATO ELEITORAL

Aécio voltou a criticar a falta de transparência do governo federal sobre a realidade das contas públicas. Ele lembrou que, durante a campanha, cobrou uma posição da presidente, e a resposta era de que a situação estava sob controle.

“Até um mês antes das eleições, autoridades da área econômica diziam que as metas seriam cumpridas, cobrei da presidente da República durante debates o cumprimento dessas metas, a resposta dela era de que as contas estavam equilibradas. Tivemos o pior agosto, o pior setembro e o pior outubro, no que diz respeito às contas públicas, da década. Porque será? Infelizmente o Brasil viveu um grande estelionato eleitoral há poucos meses”, lamentou.

 aecio

Por Gerson Camarotti – Em conversa com o Blog, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) revelou nesta terça-feira (25) comentário do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga sobre a indicação de Joaquim Levy para o comando do Ministério da Fazenda – durante a campanha, o tucano anunciou que, se vencesse a eleição para presidente, Fraga seria o ministro da Fazenda.

“É como se um quadro da CIA fosse indicado para comandar a KGB”, ironizou Aécio, em referência aos serviços secretos dos Estados Unidos e da ex-União Soviética.

O senador do PSDB disse que Levy é um grande amigo pessoal e elogiou a escolha da presidente reeleita

 Romero Jucá

Por Josias de Souza – Relator do projeto que abre brecha para que o governo feche suas contas no vermelho em 2014, Romero Jucá (PMDB-RR) foi criticado pela oposição por seu excesso de servilismo. No parecer que prevaleceu na Comissão de Orçamento, o senador substituiu a expressão “meta de superávit” por “meta de resultado”. Com isso, deixou o governo à vontade para apresentar um déficit (ou “superávit negativo”, ironizam os adversários). Jucá absteve-se, de resto, de fixar uma cifra. Apenas autorizar Dilma a abater da meta cenográfica 100% de tudo o que for gasto com o PAC e com as desonerações tributárias.

Auditor, o deputado tucano Izalci (DF) lembrou a Romero Jucá que a Lei de Responsabilidade Fiscal obriga o Congresso a fiscalizar o cumprimento da meta de superávit primário. “Se não há uma meta numérica, o que iremos fiscalizar?”, perguntou Izalci. E Jucá, flertando com o déficit de lógica: “O que estamos fazendo aqui não é alterar a meta do superávit. Nós estamos discutindo aqui a ampliação da banda de abatimento da margem desse superávit. Isso é algo completamente diferente da alteração de uma meta”.

Impressionado, o médico Ronaldo Caiado (DEM-G) comparou Jucá a um vírus. “Ninguém desconhece a capacidade de mutação do relator Romero Jucá. É aquilo que nós, na medicina, temos uma dificuldade enorme de combater: o vírus com mutação muito rápida. Vossa Excelência, senador Jucá, tem uma capacidade de mutação ímpar.” Na campanha presidencial, Jucá apoiou o tucano Aécio Neves.

dilma

A passividade da presidente é tão estranha que demanda explicação. Talvez nem ela saiba ao certo qual o seu mandato

Por Eivan Martins – Alguém que tivesse votado em Dilma Rousseff no segundo turno, viajado em seguida e voltado ao país no fim de semana passado não entenderia o que aconteceu. Eleita com 3 milhões de votos de vantagem, ela parece derrotada. Manifestações de rua pedem sua saída, adversários tentam vinculá-la à corrupção na Petrobras, na economia se apregoam cenários catastróficos. Como Dilma não reage ao cerco, perde espaço nas ruas, nas manchetes e no mercado. Também no coração e na mente dos que nela votaram.

A passividade de Dilma é tão estranha que demanda explicação. Não pode ser atribuída apenas a seu temperamento insular ou à falta de iniciativa de seus assessores. Há algo mais, que talvez tenha a ver objetivamente com o resultado das eleições.

Dilma venceu, mas não ficou claro, talvez nem para ela própria, qual é seu mandato.

A eleição derrotou (por pouco) o projeto de Aécio Neves para a economia, encarnado pela figura do financista Armínio Fraga. Mas não é evidente com que projeto Dilma venceu. Seria com “mais do mesmo” — impedir o ajuste econômico e lançar o governo contra o mercado, com resultados imprevisíveis? Seria com o “ajuste gradual” — tentar recolocar a economia no rumo sem sacrificar os níveis de emprego e renda? Ou seria, ainda, o “estelionato eleitoral” — a adesão às teses do adversário, representada pela escolha de um nome de mercado para a Fazenda, como Henrique Meirelles?

Em eleições passadas, não houve tal dúvida. Fernando Collor de Mello era o “caçador de marajás” que tiraria o país do atraso. Fernando Henrique Cardoso, o presidente da estabilidade da moeda, com mandato para integrar o Brasil ao mundo global. Lula, o pai da inclusão social que aceitara, depois da carta as brasileiros, as ferramentas de mercado. Dilma, na primeira eleição, a seguidora do período Lula. Todos receberam das urnas uma missão clara e trataram de executá-la com mais ou menos tirocínio. Agora, pela primeira vez em anos, especula-se sobre o que Dilma fará no segundo mandato. A eleição não resolveu a contento esse aspecto do futuro.

O problema talvez se deva à maneira como Dilma venceu. Ela ganhou com uma plataforma à esquerda. Acusou Marina Silva e Aécio de curvar-se aos desejos do mercado e dos banqueiros. Ao falar em mudança de rumos e pessoas, ao prometer um novo ministro da Fazenda, porém, induziu parte dos eleitores (e do seu próprio partido) a acreditar que a gestão da economia no segundo mandato inclinaria alguns graus em direção à austeridade e ao mercado.

Agora, Dilma colhe os frutos da sua ambiguidade. Parte da aliança que a elegeu quer que ela dobre a aposta à esquerda. Outra parte apoia as mudanças que o mercado exige. Ambas as facções estão representadas no governo. Refém das duas – e pressionada pelo ruidoso descontentamento dos que não votaram nela – Dilma hesita. Ao fazê-lo, permite que a vida econômica do país entre em compasso de espera, enquanto a política se organiza contra ela.

Não há saída simples dessa situação. Dilma terá de fazer agora a escolha que não fez antes da eleição e renunciar ao apoio e à simpatia dos que ficarem insatisfeitos com ela. Qualquer escolha será melhor do que a paralisia. (Revista Época // Blog do Sombra)

 Marina Aecio

Por Josias de Souza

Ex-rivais de Dilma Rousseff na campanha presidencial, Marina Silva e Aécio Neves utilizaram uma entrevista da presidente sobre a corrupção na Petrobras como matéria-prima para suas ironias. Em textos veiculados na internet, ambos realçaram a ausência de autocrítica na manifestação da presidente.

Para Marina, Dilma não tirou os pés do palanque. “…Continua a fazer exaltações a seu governo em manifestações descoladas da realidade.” Ela reproduziu três comentários da presidente: 1) o caso do petrolão é “o primeiro da nossa história investigado”; 2) “isso pode, de fato, mudar o país para sempre”; 3) a investigação “não é algo engavetável”.

Na sequência, Marina espetou: “Dilma gosta de falar das ‘gavetas’ de governos anteriores, mas seria positivo para a sociedade brasileira que ela esvaziasse as próprias. Em vigor desde 29 de janeiro, a Lei Anticorrupção (12.846/13) ainda não está sendo aplicada, segundo estudiosos do Direito, porque não foi regulamentada pelo Palácio do Planalto. […] O Brasil aguarda ansiosamente que a presidente Dilma retire das gavetas do palácio o decreto que ajudará a combater a ação dos corruptores no país.”

Aécio escreveu que Dilma reage ao noticiário “como se fosse apenas uma espectadora, uma cidadã indignada, como se o seu governo não tivesse nenhuma responsabilidade com o que ocorreu na empresa nos últimos anos. Como se não tivesse sido ela a presidente do Conselho de Administração da Petrobras, responsável pela aprovação de inúmeros negócios, hoje sob investigação.”

Para o ex-presidenciável tucano, Dilma “zomba da inteligência dos brasileiros” ao “agir como se a Petrobras não fizesse parte do seu governo.” Aécio lembrou que, nos debates eleitorais, convidou Dilma a “pedir desculpas ao Brasil pelo que acontecia na empresa.” Reiterou a provocação: “Presidente, a senhora não acha que está na hora de pedir desculpas ao país pelo que o seu governo permitiu que ocorresse com a Petrobras?”

Auxiliares de Dilma e líderes do PT acusam a oposição de tentar criar no país uma atmosfera de “terceiro turno”. Comportam-se mais ou menos como um oficial alemão que foi visitar o estúdio de Picasso durante a ocupação de Paris. Ele viu na parede uma reprodução de Guernica, o quadro que mostra a destruição da cidade espanhola na guerra civil. “Foi o senhor que fez isso?”, perguntou o oficial. E Picasso: “Não, foram os senhores”.

Líder do PSDB, Antonio Imbassahy

Líder do PSDB, Antonio Imbassahy

O líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), acionará nesta segunda-feira (17/11) a Câmara de Direitos Sociais e Fiscalização de Atos Administrativos em Geral, vinculada ao Ministério Público Federal, contra o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, por suposto desvio de finalidade ao ordenar que a Polícia Federal abra sindicância contra quatro de seus delegados no Paraná que criticaram o PT em um perfil fechado de uma rede social.

Para Imbassahy, Cardozo extrapolou suas prerrogativas e, portanto, agiu ilegalmente. Na petição que será protocolada hoje, o Líder do PSDB irá argumentar que, se o ministro da Justiça considera que houve ofensa à honra da presidente da República, ele deveria pedir investigação ao Ministério Público, conforme estabelece a legislação, e não como optou por fazer. O líder do PSDB irá solicitar também que, comprovada a ilegalidade, o ato do ministro seja suspenso.

“Ficou claro, nesse episódio, que Cardozo optou por deixar de fazer o que deveria para fazer o que não poderia. Estando o governo do qual faz parte enrolado até o nariz nas investigações sobre a corrupção na Petrobras, o ministro deveria se preocupar com as investigações e com o envolvimento de apadrinhados do governo no esquema. Em vez disso, extrapolou a sua função. A forma como agiu pode dar a interpretação de que ele quis constranger os delegados que atuam na Operação Lava Jato, o que é muito ruim e está na contramão do que espera a sociedade”, afirmou.

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves, também recomendou que o ministro Cardozo deveria se preocupar principalmente em apurar as irregularidades cometidas durante a campanha por dirigentes dos Correios – algo que até agora não se tem notícias – e garantir que as denúncias envolvendo a Petrobrás sejam apuradas.

O líder do PSDB completou classificando a ação de Cardozo como antidemocrática. “É inaceitável por parte de um ministro da Justiça, que deveria zelar pela Constituição, negar a cidadãos o direito da livre manifestação. A atitude de Cardozo reproduz o caráter autoritário do governo Dilma, que quer censurar a imprensa, que não tolera o contraditório e que acha que está acima da lei”, afirmou.

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Pelo acordo, requerimentos que convocavam políticos não foram votados. Segundo relator, motivo do acordo foi ‘prazo exíguo’ para o fim da CPI.

Priscilla Mendes, do G1 – O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (PSDB-MG), divulgou nota nesta quinta-feira (6) para negar que seu partido tenha feito “qualquer tipo de acordo que impeça o avanço das investigações” da CPI mista destinada a apurar denúncias de corrupção na Petrobras.

Na sessão desta quarta-feira (5) da CPI, líderes partidários anunciaram acordo para não convocar políticos citados pelos delatores da Operação Lava Jato (o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa). O relator da CPI, deputado Marco Maia (PT-RS), disse que os líderes decidiram evitar a convocação de políticos por causa do prazo “exíguo” da CPI mista. Os trabalhos da comissão têm duração prevista até 23 de novembro, mas deverão  ser prorrogados até 22 de dezembro.

Pelo acordo, dos 497 requerimentos em pauta, somente foram apreciados na reunião desta quarta-feira convites e convocações que não enfrentariam resistência por parte de nenhum partido.

Com isso, não foram colocados em votação requerimentos que convidavam para prestar depoimentos a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros que pediam a convocação dos ministros Guido Mantega (Fazenda) e Paulo Bernardo (Comunicações); do ex-ministro Antonio Palocci; dos senadores Aécio Neves (PSDB), Álvaro Dias (PSDB) e Gleisi Hoffmann (PT); e dos tesoureiros do PSDB Rodrigo de Castro e José Gregori, e do PT, João Vaccari Neto.

Na nota, Aécio Neves – que não é integrante da CPI mista – afirmou que o PSDB “não pactua com qualquer tipo de acordo que impeça o avanço das investigações da CPMI da Petrobras”.

“Lutamos pela instalação da CPMI. Temos de ir a fundo na apuração do chamado ‘Petrolão’ e na responsabilização de todos que cometeram eventuais crimes, independentemente da filiação partidária”, afirmou Aécio, derrotado no segundo turno da eleição presidencial.

Por meio do microblog Twitter, o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) afirmou que foi o PSDB quem “denunciou essa roubalheira” e negou ter firmado “acordo”. A investigação dos políticos, segundo o parlamentar, depende do envio, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), do conteúdo dos depoimentos prestados por Costa e Youssef em acordo de delação premiada.

“O que ocorreu, na reunião da CPMI de ontem, foi a definição de que, como só restam 30 dias para a finalização dos trabalhos, deveríamos priorizar a investigação sobre as empreiteiras e os outros diretores da Petrobras envolvidos no esquema de corrupção”, disse. “Quanto aos políticos, infelizmente nada podemos fazer neste momento, pois estamos no aguardo do envio, pelo STF, dos nomes daqueles que já foram denunciados na delação premiada”, afirmou Sampaio pelo Twitter.

Ao abrir a reunião desta quarta-feira, o presidente da CPI mista, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), parabenizou os líderes pelo “entendimento” alcançado em torno dos 497 requerimentos que estavam em pauta. “Desde a semana passada, tentamos alinhavar um entendimento entre os líderes partidários, reconhecendo o volume e a importância dos quase 500 requerimentos a serem deliberados”, afirmou Vital diante da comissão.

Em seguida, o relator, deputado Marco Maia (PT-RS), anunciou o “acordo”. “Nós fizemos ali uma exaustiva reunião para consolidar um acordo em torno dos requerimentos, cuja votação nós produziríamos no dia de hoje, e também uma proposta de cronograma das oitivas daqui até o final desta CPMI”, afirmou o deputado, na presença das lideranças da CPI.

Na próxima terça-feira (11) a CPI deverá votar os requerimentos que pedem a convocação do ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e do presidente licenciado da Transpetro Sérgio Machado. Ambos tiveram os nomes envolvido das denúncias.

Nova CPI

Nesta quinta (6), em entrevista à rádio Estadão, Aécio Neves defendeu a criação de uma nova CPI da Petrobras, conforme tinha antecipado o Blog do Camarotti.

“Se não estiver ainda elucidado em profundidade todo esse esquema, ou até onde, a quem ele atingiria, quais as suas ramificações dentro do governo, já anunciei que a partir de 1º de fevereiro, na reabertura do Congresso, vamos iniciar a coleta de assinaturas para uma outra CPMI. Essa é uma questão que o governo não vai poder botar uma pedra como parece querer fazer”, afirmou.

Leia abaixo a íntegra da nota do presidente do PSDB.

Nota à imprensa – CPMI da Petrobras

O PSDB não pactua com qualquer tipo de acordo que impeça o avanço das investigações da CPMI da Petrobras.

Lutamos pela instalação da CPMI. Temos de ir a fundo na apuração do chamado ‘Petrolão’ e na responsabilização de todos que cometeram eventuais crimes, independentemente da filiação partidária.

Essa é a posição inarredável do PSDB.

Brasília, 06 de novembro de 2014

Senador Aécio Neves

Presidente Nacional do PSDB

lula

Ex-presidente reúne-se com bancada em São Paulo para discutir estratégias

Por Germano Oliveira – Um dia depois do senador Aécio Neves (PSDB), na sua volta ao Congresso, fazer um discurso firme e demarcar seu posto de líder de oposição, o ex-presidente Lula reúne-se com 15 senadores petistas, em São Paulo, na manhã desta quinta-feira. O grupo discute estratégias para enfrentar a mobilização do senador tucano, que se articula para ser o líder da oposição no Senado.

A reunião foi convocada a pedido do ex-presidente e apenas Jorge Viana, por motivo de viagem, não está presente. Além dos 12 senadores atuais, os eleitos Paulo Rocha (Pará), Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte) e Maria Regina Souza (suplente de Wellington Dias, eleito governador do Piauí) também participam do encontro com Lula.

Além de Aécio Neves, Dilma terá ainda como oposição no Senado os recém-eleitos José Serra (SP) e Tasso Jereissati (CE). A reunião começou às 10 horas, em um hotel da zona sul da capital paulista. Ao contrário do primeiro mandato de Dilma Rousseff, Lula está mais atuante e nesta semana já participou de uma reunião com a presidente, para discutir a reforma ministerial para o segundo mandato.

Na noite desta quinta-feira, todos os políticos petistas eleitos em outubro, de senadores a governadores, participam de um encontro com a presidente, em Brasília. (O Globo)

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O PT ainda não se recuperou do susto de quase ter perdido a eleição.

Por Ricardo Noblat

Caso não se registre mais adiante nenhum tipo de recuo, dê-se por fundada nos últimos dois dias a oposição brasileira desaparecida desde que o PT chegou ao poder com Lula em janeiro de 2003.

É de celebrar, mesmo até se você for petista de carteirinha. Uma democracia não se consolida sem que haja oposição. Um partido não se reinventa se reinar sozinho.

O PT tentou ser governo e oposição ao mesmo tempo, não deixando espaço a ser ocupado pelos adversários. Mas ninguém chega ao poder impunemente. O poder entorpece e corrompe. O PT não escapou da escrita.

Foi mais por falta de hábito, preguiça, distanciamento do distinto público e medo de enfrentar o carisma de Lula que a oposição comandada pelo PSDB cruzou os braços nos últimos 12 anos. Perdeu a voz. Refugiou-se nos gabinetes.

Finalmente, parece ter saído da toca sob o impacto dos 50 milhões de votos colecionados por Aécio Neves. E dos discursos exemplares que ele fez desde que se reapresentou ao Senado onde ficará por mais quatro anos.

Aécio rompeu com o jeitinho brasileiro de se compor por cima ou de conciliar por conciliar, fugindo do choque aberto e afirmativo. Seu discurso não tem sido de um perdedor – pelo contrário. Foi para cima do governo. E o fez com especial dureza.

É assim nas democracias amadurecidas. Quem perde vai para a oposição. E tenta enfraquecer o governo para substituí-lo um dia. Assim procedeu o PT entre 1989, quando Lula concorreu à presidência pela primeira vez, e 2002 quando ele se elegeu.

O PT ainda não se recuperou do susto de quase ter perdido a eleição. Está perplexo com o comportamento do PSDB e de seus aliados. Por enquanto ainda não sabe como reagir.

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Em reunião do PSDB, tucano propôs pacto para revigorar a oposição. Senador de MG disse em encontro que oposição saiu ‘vitoriosa’ das urnas.

Aécio Neves se reuniu com dirigentes do PSDB e líderes oposicionistas na Câmara dos Deputados (Foto: Dida Sampaio / Estadão Conteúdo)

Priscilla Mendes e Lucas Salomão, do G1 – Candidato derrotado do PSDB à Presidência, o senador Aécio Neves (MG) afirmou nesta quarta-feira (5), durante reunião da Executiva Nacional do PSDB que contou com a presença de líderes de outros partidos oposicionistas, que o “diabo se envergonharia de muitas coisas que foram feitas durante a eleição deste ano”, referindo-se à campanha do PT, partido que saiu vitorioso na disputa presidencial. A declaração do tucano foi uma resposta a uma declaração da presidente reeleita Dilma Rousseff do ano passado, na qual ela afirmou que se pode “fazer o diabo na hora da eleição”.

“Essa campanha levará duas marcas muito claras. Uma delas protagonizada pelos nossos adversários, a campanha da infâmia, da mentira, da utilização absolutamente sem limites da máquina publica em benefício de um projeto de poder. Pelo menos cumpriram a palavra. Disseram que iam fazer o diabo. O diabo se envergonharia de muitas coisas que foram feitas durante essa eleição”, declarou o tucano, arrancando aplausos da plateia.

A frase polêmica de Dilma, que motivou a declaração desta quarta-feira de Aécio, foi dita em março de 2013, quando o PSB recém havia começado a cogitar o lançamento da candidatura do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos ao Palácio do Planalto. Na ocasião, Dilma afirmou durante uma cerimônia pública em João Pessoa que valia tudo durante a corrida eleitoral.

“Nós podemos disputar eleição, brigar na eleição, fazer o diabo na hora da eleição. Agora, quando a gente está no exercício do mandato, temos de nos respeitar, porque fomos eleitos pelo voto direto do povo brasileiro”.

No encontro desta quarta, realizado em um auditório da Câmara dos Deputados, Aécio propôs um pacto para construir no país uma “oposição revigorada”. O parlamentar tucano retornou ao cenário político nesta terça (4), nove dias após o segundo turno da eleição presidencial.

“Nós estamos, a partir de hoje, selando um pacto de construção de uma oposição revigorada, e por mais paradoxal que possa parecer, de uma oposição vitoriosa, porque disputamos essa eleição falando a verdade”, declarou o senador de Minas ao abrir o encontro tucano realizado na Câmara dos Deputados.

Aécio Neves, que acumula as funções de senador com a presidência nacional do PSDB, foi recepcionado na tarde de terça-feira por dezenas de simpatizantes e parlamentares oposicionistas na fachada do Congresso Nacional. Em sua primeira aparição no Legislativo depois da derrota nas urnas, o tucano afirmou que o Brasil “despertou” com as eleições deste ano.

Foram convidados a participar da reunião representantes dos partidos que compuseram a coligação de Aécio nas eleições presidenciais e outros partidos que aderiram à sua campanha no segundo turno, como Rubens Bueno (PPS-PR), Mendonça Filho (DEM-PE), Roberto Freire (PPS), Pastos Everaldo (PSC) e Paulinho da Força (SD). Esperados para o encontro, o senador eleito por São Paulo, José Serra (PSDB-SP), não compareceu, nem o governador eleito Geraldo Alckmin.

Apoio de aliados

Os aliados do senador desfiaram elogios à atuação de Aécio Neves durante a campanha presidencial, na qual obteve 48,36% dos votos válidos contra 51,64% da presidente reeleita Dilma Rousseff.

“Aécio saiu muito grande dessa eleição. Se superou durante a campanha e se mostrou como é ao Brasil: leal, sincero, aglutinador”, elogiou o líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE). “Fico impressionado com a capacidade de agregar que tem o senador Aécio Neves”, disse o prefeito de Manaus e ex-senador Arthur Virgílio (PSDB).

A senadora Ana Amélia (PP-RS), que terminou em terceiro lugar na disputa pelo governo do Rio Grande do Sul, pediu que a oposição não se “disperse”. “Aécio é um estadista, mas acima de tudo um líder que carrega a emoção em seus atos”, disse.

Os convidados também aproveitaram o evento para criticar o PT e a presidente Dilma Rousseff. O deputado Mendonça Filho (DEM-PE) comemorou a derrubada do decreto presidencial dos conselhos populares e foi aplaudido pela plateia. “Acabamos com aquele decreto bolivariano”, destacou o líder da bancada do DEM na Câmara, autor do projeto que propõe a revogação do decreto presidencial.

“Quero ver agora ela [Dilma Rousseff] rever o fator previdenciário, como prometeu nos debates”, disse Paulinho da Força, lembrando com ironia do episódio em que a presidente, durante o debate da TV Globo, sugeriu a uma eleitora indecisa se matricular em um curso do Senac. A eleitora é economista e estava desempregada.

Arthur Virgílio destacou as denúncias de corrupção na Petrobras e afirmou que Dilma é uma “presidente fraca”, que irá à reunião do G20 com um “ministro demissionário”. “O que ela tem contra o ministro Mantega ao expor o ministro dessa forma à mídia? Ela tinha que ter apontado seu novo ministro de uma vez”, provocou o prefeito.

Aécio é recebido por simpatizantes em sua volta ao Congresso (Foto: Wilson Dias / Agência Brasil)

Aécio é recebido por simpatizantes em sua volta ao Congresso (Foto: Wilson Dias / Agência Brasil)

Senador retornou ao Congresso após a derrota na eleição presidencial. ‘O Brasil hoje é diferente do Brasil antes das eleições’, afirmou.

Nathalia Passarinho e Priscilla Mendes, do G1, em Brasília – O senador Aécio Neves (PSDB-MG) voltou ao Congresso Nacional nesta terça-feira (4) depois da campanha eleitoral na qual foi derrotado pela presidente Dilma Rousseff (PT), reeleita na disputa em segundo turno.

Um grupo de simpatizantes aguardava a chegada do senador ao Congresso Nacional. Aécio chegou pouco antes das 15h20.

Diferentemente dos demais parlamentares, que costumam descer do carro já na entrada do prédio principal, o senador saiu do veículo na rampa do Congresso e, acompanhado por homens da Polícia Legislativa, fez uma caminhada entre os simpatizantes que o aguardavam e o receberam aos gritos de “Aécio, Aécio”.

“Eu não podia esperar uma recepção tão forte, tão marcante”, disse o senador após passar pelos simpatizantes e chegar ao Salão Azul do Senado. “O Brasil despertou. O Brasil hoje é diferente do Brasil antes das eleições. Emergiu um Brasil que quer ser protagonista do seu próprio futuro”, declarou.

Na semana passada, quando os parlamentares voltaram a trabalhar, o candidato a vice-presidente de Aécio, também senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), rejeitou a oferta de diálogo da presidente Dilma Rousseff e fez duras críticas à campanha do PT. Nunes é o líder do PSDB no Senado e atua na linha de frente da oposição na Casa.

Em rápida conversa com jornalistas, Aécio disse rechaçar toda ameaça à democracia. Desde que foi derrotado por Dilma Rousseff, no último dia 26, foram registradas, tanto em redes sociais quanto em atos públicos que pediam o impeachment da presidente, manifestações pela volta dos militares ao poder.

“Eu respeito a democracia permanentemente e qualquer utilização dessas manifestações no sentido de qualquer tipo de retrocesso à democracia terá a nossa mais veemente oposição. Eu fui o candidato das liberdades, da democracia, do respeito. Aqueles que agem de forma autoritária e truculenta estão no outro campo político, não estão no nosso campo político”, declarou.

O senador prometeu fazer uma “oposição sem adjetivos” e disse que, se o governo quiser “dialogar” deverá “apresentar propostas que interessem aos brasileiros”. Afirmou que cobrará eficiência na gestão pública, transparência nos gastos e investigação de denúncias de corrupção.

Aécio destacou que mais de 50 milhões de eleitores optaram pela “mudança”. Segundo apuração do Tribunal Superior Eleitoral, o tucano recebeu 51.041.155 votos.

“Quando o governo olhar para a oposição, eu sugiro que não contabilize mais o número de cadeiras no Senado ou na Câmara. Olhe bem que vai encontrar mais de 50 milhões de brasileiros que vão estar vigilantes cobrando atitudes desse governo, cobrando investigações em relação às denúncias de corrupção, cobrando melhoria dos nossos indicadores econômicos, indicadores sociais. Somos hoje um grande exército a favor do Brasil e prontos para fazer a oposição”, declarou.

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Após ter recebido mais de 51 milhões de votos na eleição presidencial, o senador Aécio Neves volta ao Congresso Nacional nesta terça-feira (4), por volta das 14h30. A confiança depositada no tucano e no PSDB por parcela tão expressiva da sociedade será retribuída e encontrará representação em uma oposição ainda mais forte e contundente. “Nossa oposição terá que ser de fiscalização em tempo integral, de forma crítica e cobrando atitudes do governo, até porque a nação está em frangalhos”, avalia o deputado Luiz Carlos Hauly (PR) ao comentar a entrevista concedida por Aécio à “Veja” desta semana.

Na conversa com a revista, o presidente do PSDB afirma que os brasileiros que se puseram na oposição nas eleições esperam que seus representantes no Congresso sejam vigilantes e firmes e se oponham ao governo, não ao país. “Seremos firmes porque nossos eleitores reprovaram nas urnas os métodos do PT, sua visão de mundo, seus desvios éticos, a forma como compõe o governo e a forma como governa”, destaca Aécio.

Para Hauly, esse é realmente é o tom que a oposição adotará. Segundo ele, o PSDB não fugirá de sua responsabilidade.  “O PSDB já era o partido mais forte de oposição no Brasil e passou a ser ainda mais forte, respaldado por  esses mais de 51 milhões de votos. Agora, é até uma exigência da sociedade, que o partido se organize de tal maneira para exercer uma fiscalização rigorosa e o controle das ações que prejudicam o povo brasileiro e têm sido praticadas pela atual gestão”, destaca.

Diálogo – Em sua primeira análise após as eleições, Fernando Henrique cobrou que a oposição retome “logo a ofensiva nos debates políticos” e demonstrou desconfiança quanto a disposição que a presidente Dilma disse ter para dialogar com seus adversários. O tucano criticou ainda a campanha baixa feita pelo PT neste ano e a considerou de má fé.

Hauly, por sua vez, afirma que pela experiência vivida, não há nenhum sinal real de diálogo nem com o Congresso, nem com nenhum setor econômico ou social. Há, pelo contrário, um monólogo. No primeiro mandato, ele lembra que a presidente sempre ditou as regras e repreendeu quem ousou questioná-la. Enquanto isso, destaca, plantou uma herança maldita a ser colhida por ela própria e que atinge todas as áreas, desde saúde, educação e segurança até infraestrutura e economia.

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Mensagem do candidato derrotado do PSDB foi publicada no Facebook. Tucano lembrou frase de Eduardo Campos: ‘Não vamos desistir do Brasil’.

Filipe Matoso, do G1, em Brasília – O candidato derrotado do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, afirmou em vídeo divulgado nesta quarta-feira (29) em sua página oficial no Facebook que a campanha do PT usou “infâmia e mentira” contra a candidatura dele ao longo da disputa pelo Palácio do Planalto.

No vídeo, com duração de aproximadamente dois minutos, o senador tucano diz que, desde o último domingo (26), tem recebido mensagens de internautas que manifestaram “enorme tristeza” com o resultado das urnas. Aécio perdeu a corrida presidencial por uma diferença de 3,4 milhões de votos para a candidata do PT, Dilma Rousseff.

Conforme os dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o tucano obteve 51,04 milhões de votos (48,36%), enquanto Dilma obteve 54,5 milhões (51,64%).

“Nós temos que nos lembrar que disputamos uma eleição desigual, com o outro lado usando como nunca a máquina pública, a infâmia e a mentira contra nós. Mas aconteceu, e isso a gente não pode se esquecer, uma outra coisa extraordinária, que foi o Brasil acordando, as pessoas indo para as ruas querendo ser protagonistas da construção do seu próprio destino”, declarou o senador.

Na gravação, Aécio relembrou ainda uma declaração do candidato do PSB à Presidência Eduardo Campos: “Não vamos desistir do Brasil”. A frase se tornou um dos lemas da campanha socialista após a morte do ex-governador de Pernambuco em um acidente aéreo em Santos (SP).

Tancredo - Aécio Neves também destacou que as ações do governo Dilma deverão ser fiscalizadas e os resultados, cobrados. Durante a gravação, ele ressaltou que estará “atento e vigilante” para que as promessas de campanha da presidente reeleita sejam cumpridas nos próximos quatro anos.

O senador do PSDB citou em meio à gravação seu avô Tancredo Neves, que se elegeu presidente da República por  meio de voto indireto, mas não chegou a tomar posse no cargo em razão de ter morrido antes de assumir o comando do país.

“Há 30 anos, Tancredo disse uma frase que ficou marcada na memória de milhões de brasileiros. Ele disse num momento único da vida nacional ‘não vamos nos dispersar’. E é isso que eu peço a cada um de vocês: não vamos desistir do Brasil e não vamos nos dispersar. A força que nós adquirimos é a força que vai levar o Brasil à verdadeira mudança”, concluiu.

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Dilma venceu em todo o Nordeste; no Sudeste, ganhou em MG e RJ. Sul e Centro-Oeste deram vitória a Aécio, além de SP, ES, AC, RO e RR.

Do G1, em Brasília – Reeleita para mais um mandato de quatro anos à frente do governo federal, a presidente Dilma Rousseff defendeu neste domingo (26) diálogo para unir o país. O mesmo apelo foi feito por seu adversário, Aécio Neves (PSDB), derrotado numa disputa acirrada. No país, a petista obteve 54,5 milhões de votos (51,64%) e Aécio, 51 milhões (48,36%). Dilma venceu em 15 das 27 unidades da federação e Aécio em 12.

Além da pequena diferença, o quadro de divisão do eleitorado foi refletido também entre as diferentes regiões do país: enquanto que toda a região Nordeste deu maioria de votos para Dilma, a maioria dos eleitores de toda a região Sul e do Centro-Oeste preferiu o tucano. O Sudeste, mais populoso, ficou dividido: São Paulo e Espírito Santo deram mais votos a Aécio e Minas Gerais e Rio de Janeiro deram maioria a Dilma.

No total, Dilma venceu levando a maioria em 15 estados (RJ, MG, BA, SE, AL, PE, PB, RN, CE, PI, MA, TO, PA, AP e AM) e Aécio perdeu tendo sido o mais votado em outras 12 unidades da federação (RS, PR, SC, SP, ES, DF, GO, MS, MT, RO, AC e RR).

Em seu primeiro pronunciamento após ser confirmada a reeleição, Dilma afirmou não acreditar que a acirrada disputa eleitoral, decidida por uma diferença de cerca de 3,4 milhões de votos, tenha “dividido” o país. Ressaltou que está “disposta ao diálogo” e que quer ser uma presidente “melhor” em seu segundo mandato.

“Conclamo, sem exceção, a todas as brasileiras e brasileiros para nos unirmos em favor do futuro de nossa pátria. Não acredito que essas eleições tenham dividido o país ao meio. Creio que elas mobilizaram ideias e emoções às vezes contraditórias, mas movidas por um sentimento comum: a busca por um futuro melhor”, declarou em Brasília neste domingo.

Considero que a maior de todas as prioridades deve ser unir o Brasil em torno de um projeto honrado e que dignifique a todos os brasileiros”

Aécio Neves

Derrotado na disputa, Aécio Neves também pregou a união e afirmou ter dito à própria presidente, por telefone, que essa é mais alta prioridade do país. “Desejei a ela sucesso na condução de seu próximo governo. E ressaltei que considero que a maior de todas as prioridades deve ser unir o Brasil em torno de um projeto honrado e que dignifique a todos os brasileiros”, afirmou em Belo Horizonte também neste domingo.

O discurso pela união também foi reforçado por outro importante aliado de Dilma, o governador da Bahia, Jaques Wagner. Após o resultado, ele defendeu a realização da reforma política, rejeitada no ano passado pelo Congresso, mas disse que uma importante missão é a da “reconciliação”. “É preciso entender que, quem foi vitorioso não pode ter prepotência. E quem perdeu não pode ter rancor”, disse.

Senador eleito por São Paulo, o ex-governador José Serra, derrotado em 2002 por Lula e em 2010 por Dilma, afirmou em Belo Horizonte, que a oposição vai atuar com cobrança durante o próximo mandato da petista. “Determinação para combater tudo aquilo que nós criticamos na campanha e consideramos errado. E, ao mesmo tempo, apontar caminhos pro Brasil. Vamos fazer isso o tempo inteiro”, disse, lembrando que Aécio teve dois terços dos votos em São Paulo.

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o ministro Dias Toffoli afirmou no domingo que, passadas as eleições, o momento é de “pacificação”. “É importante que a sociedade volte a estar unida e pensarmos no desenvolvimento desta grande nação”, disse o magistrado. “O mais importante é a pacificação. A disputa eleitoral acabou. A nação sai fortificada”, completou.

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Nos últimos atos de campanha, Aécio vai a São Paulo e a São João del-Rei, enquanto homenagens serão feitas em diversas capitais do país. Apoiadores da candidatura tucana estão sendo chamados para sair às ruas com as cores da bandeira brasileira

O senador Aécio Neves, candidato do PSDB à Presidência da República, pretende encerrar sua campanha ao Palácio do Planalto hoje com grandes atos de mobilização em todos os estados brasileiros, incluindo o seu, Minas Gerais.

Aliados da classe política, artistas e populares estão sendo chamados para sair às ruas vestindo as cores da bandeira brasileira e usando adesivos e bandeiras com o número do candidato (45). Em Belo Horizonte, o encontro será no bairro da Savassi. Em Brasília, serão duas carreatas. Uma a partir das 9h, com concentração no Estádio Mané Garrincha. Outra às 16h, no Museu da República.

Aécio fará campanha em São Paulo e em São João del Rei, terra natal de seu avô Tancredo Neves. Um dos coordenadores da campanha tucana, o senador José Agripino Maia (PSDB-RN) garante que serão feitos eventos em todas as unidades de Federação. Ontem, ele participou de um ato em Sergipe e hoje estará em uma carreata em Natal. “Todos os estados estão mobilizados para fazer ‘adesivaço’, passeatas e carreatas. Não tem nenhum em que isso não esteja ocorrendo”, afirmou.

De acordo com Agripino, a campanha segue até a última hora. “Estamos convencidos de que vamos ganhar pelas manifestações que viemos recebendo. Não digo se será uma vitória apertada ou folgada, pois é uma disputa inédita entre uma candidata à reeleição usando de todas as armas lícitas e ilícitas e um que significa a mudança”, disse.

O líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Antonio Imbassahy (BA), disse esperar um aumento no número de votos no candidato tucano à Presidência em função das novas denúncias envolvendo o doleiro Alberto Youssef, publicadas pela revista Veja, com informações de que a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sabiam dos desvios na Petrobras. “Acredito que isso vai repercutir fortemente graças à rapidez da comunicação de hoje, por meio da internet. Nós fizemos o que podíamos fazer: uma notícia crime à PGR (Procuradoria-Geral da República)”. Aécio começa a campanha pela manhã na Estação Patriarca, em São Paulo, de onde sairá em caminhada com aliados. O governador Geraldo Alckmin usou sua página em uma rede social para chamar apoiadores a participar do ato. São Paulo foi o principal estado responsável por levar Aécio ao segundo turno do pleito. Lá, ele conseguiu mais de 10 milhões de votos no dia 5, abocanhando 44,22% do total, enquanto Dilma teve 5,9 milhões, correspondentes a 25,89% da votação.

Agenda familiar

No fim da manhã, Aécio seguirá para São João del-Rei, onde terá uma agenda mais “familiar”, como definiu um dos seus apoiadores. Repetindo gesto que tem feito em outras participações em disputas eleitorais, ele visitará o túmulo de Tancredo Neves, como último ato da disputa. Em seguida, concederá entrevista à imprensa na cidade do Campo das Vertentes. No primeiro turno, o tucano terminou a campanha em carreatas em Betim, Contagem e Santa Luzia, na RegiãoMetropolitana de Belo Horizonte.

Em Minas Gerais, o grupo político de Aécio Neves está mobilizando atos de apoio em todas as regiões. O maior deles, chamado de Travessia da Liberdade, que está sendo convocado pela internet e por mensagens no celular, será em Belo Horizonte. O ex-governador e senador eleito Antonio Anastasia (PSDB) representará o candidato. A partir das 10h, apoiadores se concentram na Praça da Liberdade, onde a equipe do tucano se dispõe a pintar o rosto e distribuir material de campanha de Aécio. Em seguida eles pretendem fazer uma oração pelo senador e uma queima de fogos com a música tema da vitória de Ayrton Senna. Ao meio-dia, o grupo seguirá pela Avenida Cristóvão Colombo até a Praça da Savassi, onde pretende ocupar as ruas fechadas, fazendo um abraço simbólico. (Por Juliana Cipriani e Paulo de Traso Lyra, do Correio Braziliense)

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Pesquisa CNT/MDA: Considerando votos válidos, levantamento aponta que Aécio Neves tem 50,3% das intenções e Dilma Rousseff tem 49,7%.

INTENÇÃO DE VOTO PARA PRESIDENTE (ESPONTÂNEA)

Aécio Neves (44,4%), Dilma Rousseff (43,3%)

INTENÇÃO DE VOTO PARA PRESIDENTE (ESTIMULADA)

Aécio Neves (PSDB) – 45,3%

Dilma Rousseff (PT) – 44,7%

VOTOS VÁLIDOS

(percentual calculado excluindo os percentuais de branco, nulo e indecisos)

Aécio Neves (PSDB) – 50,3%

Dilma Rousseff (PT) – 49,7%

LIMITE DE VOTO

DILMA ROUSSEFF: é a única em que votaria (37,9%); é uma candidata em que poderia votar (17,3%); não votaria nela de jeito nenhum (43,3%); não conhece/não sabe quem é/ nunca ouviu falar (0,1%).

AÉCIO NEVES: é o único em que votaria (38,4%); é um candidato em que poderia votar (16,3%); não votaria nele de jeito nenhum (42,8%); não conhece/não sabe quem é/ nunca ouviu falar (1,1%).

A 126ª Pesquisa CNT/MDA mostra que Aécio Neves está numericamente à frente de Dilma Rousseff. Importante ressaltar que Aécio inverteu a curva de queda e voltou a subir.

Provavelmente, o debate da Rede Globo definiu as eleições, com grandes possibilidades de Aécio ser eleito presidente da República neste domingo.

A Pesquisa realizada 23 e 24 de outubro de 2014 e divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR – 01199/2014. Foram entrevistadas 2.002 pessoas de 137 municípios de 25 Unidades da Federação.

Cesar maia

1. Os debates não mudam o voto dos decididos. Mas podem mudar os dos indecisos –6%- somados aos que marcam sua intenção de voto nas pesquisas, mas admitem que podem mudar –10%. A tendência dos indecisos se pode mensurar pelas perguntas feitas pelos indecisos escolhidos pelo Ibope para fazerem perguntas. Todas as perguntas foram de críticas ao governo. Ou seja: precisavam de razões para votar na oposição.

2. O debate mostra a falta que faz a prática parlamentar. Dilma não tem eloquência, gagueja, perde a continuidade da frase e se interrompe. Aécio não apenas levou vantagem por isso, mas com tiradas que geram lembrança como “para acabar com a corrupção no Brasil: tirar o PT do poder”. Dilma tem erros de concordância e de português (para mim responder, etc.). E ainda sugeriu à economista indecisa fazer o pronatec (arghh).

3. A ambos falta suavizar as expressões, o que a TV gosta. Dilma nunca, Aécio às vezes.

4. A audiência do debate foi de 30 pontos na média e 38 pontos no pico. A cada 100 televisores ligados, 47 sintonizavam o debate.

5. Numa pesquisa telefônica (600 ligações Rio, SP, BH), buscando aqueles que não estavam convencidos antes do debate, citando Aécio, Dilma e nenhum dos dois por enquanto, e usando como referência aqueles 16% de indecisos, 39% responderam que o debate não foi suficiente. 41%, responderam Aécio e 20% Dilma. Ou seja, liquidamente, Aécio cresceria 3,3 pontos em relação à Dilma pelo debate, extrapolando-se para todo o Brasil.

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Proporção de votos nas regiões e interferencia da abstenção e dos votos brancos e nulos!

1. Admitindo a confiabilidade das pesquisas realizadas pelos Institutos reconhecidos nacionalmente, o resultado das mesmas se refere ao total do eleitorado inscrito. Mas parte dos eleitores não comparece às urnas: é a taxa de abstenção. E parte dos que comparecem anulam seu voto ou votam em branco.

2. O cálculo da porcentagem de eleitores em cada região é feito sobre os eleitores inscritos em cada uma delas. São dados oficiais do TSE. Mas chamemos de voto líquido, já que parte dos eleitores se abstém ou não escolhem nenhum dos candidatos. Portanto, o que vale no final são os votos líquidos, ou seja, os que marcam o número dos candidatos.

3. Mas a abstenção e votos brancos+nulos não constituem as mesmas proporções em cada região. Com isso, as pesquisas só cobrem essas diferentes proporções quando a diferença de intenção de voto entre os candidatos é acentuada. Não é o caso desta eleição presidencial. Vejamos.

4. Em 2010, a abstenção no primeiro turno foi de 20,34% na região Norte; foi de 20,43% na região Nordeste; foi de 17,15% na região Sudeste, foi de 15,27% na região Sul, e de 18,16% na região Centro-Oeste. Vamos comparar apenas as regiões Nordeste e Sudeste que representam respectivamente 27% e 44% do eleitorado. Com isso, a região Sudeste representa 62% a mais que o eleitorado do Nordeste. Mas levando em conta esta abstenção, passa a representar 70% a mais que o Nordeste. Isso afeta o resultado –mesmo supondo que as pesquisas acertaram na hipótese que se referiam ao total do eleitorado.

5. Em 2010 a abstenção no segundo turno foi de 26,19% na região Norte, crescendo 29%. Foi de 23,79% na região Nordeste, crescendo 16%. Foi de 20,05% no Sudeste, crescendo 17%. Foi de 21,54% no Sul, crescendo 41%. E foi de 22,82% no Centro-Oeste crescendo 25%. Por exemplo, o maior crescimento no Sul prejudicou o candidato José Serra no segundo turno.

6. Em 2010, os votos brancos+nulos no primeiro turno foram 11,2% no Nordeste. No segundo turno caíram para 6,8%, favorecendo a candidata Dilma. No Norte passaram de 5,7% no primeiro turno para 4,5%. No Sudeste caíram de 8,4% para 7,7%. No Sul caíram de 6,9% para 4,8%. E no Centro-Oeste passaram de 7% para 6,1%.

7. Dessa forma, são dois os movimentos. Primeiro a mudança das ponderações do eleitorado por região em função da abstenção e dos votos brancos+nulos. Segundo, o aumento ou diminuição dessas proporções do primeiro para o segundo turno.

8. Sendo assim, além da margem de erro que os Institutos informam (nas últimas pesquisas falam em + ou – 2 pontos), ainda deve ser levando em conta o voto líquido –em função da abstenção e brancos+nulos, o que altera a ponderação entre as regiões.

9. Portanto, há que se ter cautela –muita cautela. Uma diferença em pesquisas entre candidatos para o segundo turno no entorno dos 5% não garante nada. Há que esperar os movimentos de abstenção, brancos e nulos.

* * *

Muito cuidado com as mesas eleitorais depois das 16h! Como flagrar!

1. Os “profissionais” das mesas eleitorais costumam usar uma fraude depois das 16h em várias mesas. Na medida em que as pessoas, em geral, não se interessam em participar das mesas, grupos “interessados” compõem as mesas. A partir das 16h o afluxo é mínimo. Um “amigo” se aproxima da mesa e o “mesário” aponta um nome para ele assinar. E em seguida vai votar.

2. Se por acaso chega o verdadeiro dono do nome, o “mesário” diz que houve um descuido, mas ele pode assinar em outro lugar, sem problema, porque na ata isso se ajusta. E assim vai.

3. Em mesas que se repetem em muitas eleições isso é feito com facilidade porque parte da abstenção compulsória (moram fora, etc.) é conhecida. Por isso, o risco é mínimo, assim como a chegada no final do verdadeiro dono do nome.

4. Mas o TSE tem como pegar esta fraude. Basta cruzar a lista dos que justificaram a ausência com a lista dos que votaram. Isso se faz eletronicamente. Aqueles nomes que “votaram” e que justificaram ausência correspondem a uma fraude. Aquela urna deveria ser anulada retroativamente e procedida nova eleição.

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Ricardo Callado

As eleições de 2014 se encerram neste fim de semana e nos deixa lições. Mostra que independente da vitória ou derrota do candidato de cada um, o brasileiro se engajou, discutiu, torceu e vibrou. A militância espontânea foi o diferencial da campanha. E o sentimento de mudança tomou conta do País. Sendo ele vitorioso ou não.

Aécio versus Dilma no campo nacional e Rollemberg versus Frejat, em Brasília, são o retrato desse sopro em busca do novo. Até por isso, mesmo aqueles que representam grupos que estão ou estiveram no poder, se apresentaram como o novo. Coube a cada eleitor diferençar a verdade da mentira.

Aécio Neves (PSDB) e Rodrigo Rollemberg (PSB) representam o novo. Um sopro de mudança e esperança. Se vão conseguir convencer a maioria, as urnas dirão neste domingo.

Dilma Rousseff (PT) representa um projeto de poder que há 12 anos manda no Brasil. Frejat é a retomada de um grupo que esteve no poder há cerca de quatro anos. São dois modelos distintos, mas vitoriosos em campanhas anteriores. Precisaram inovar o marketing político para vender ao eleitor que representam mudanças. O antigo que se recicla. E que seria isso que o povo necessita.

A campanha deste ano também teve seus lados negativos. Contraditoriamente foi a de mais baixo nível da história do País. O eleitor amadureceu. Alguns políticos não! Ainda acham que pela desconstrução dos adversários, ataques pessoais, xingamentos contra a honra e palavreado de esgoto conseguem se perpetuar no poder. A mentira como arma. A ameaça como sedução ao eleitor.

A verdade sempre aparecerá em algum momento. E tudo é colocado em seu devido lugar. A mentira faz o seu estrago ao mesmo tempo que o mal sozinho se destrói. Cada um acredita no que quer. Eu acredito que o Brasil pode ser um país melhor. E que Brasília não merece mais desgoverno.

O povo brasileiro não pode deixar que a democracia seja colocada em risco. Que o país seja dividido. Não existe “nós e eles”. Existe um Brasil que necessita de união. De todas as raças, todas as religiões, todas as regiões. Os políticos que usam o ódio como arma para se manter no poder e colocam irmãos contra irmãos deviam se envergonhar.

Vi nessa eleição, além de engajamento, relacionamentos familiares e entre amigos serem abalados por políticos irresponsáveis que semeiam a discórdia. E no final, para quê? Para se manter no poder, roubar os cofres públicos e sangrar a democracia num projeto louco e mau-caráter. E para isso, criam a desunião e a divisão.

O Brasil está seguindo num caminho perigoso. A democracia e as instituições estão em risco. O próximo presidente da República deve ter discernimento e mudar o rumo que as coisas tomaram. Se o país continuar seguindo o caminho da Venezuela, onde tudo começou com o aparelhamento dos tribunais superiores, quem vai sofrer é o povo. Os políticos quase sempre conseguem escapar da cadeia. E ainda serão idolatrados pelos oprimidos.

Brasília está seguindo o caminho do desgoverno. O futuro governador precisa colocar a máquina nos trilhos. E fazer o povo acreditar que o governo existe para servir a população. Para melhorar a vida do seu povo. E não dos políticos.

Nessa eleição deveríamos todos nos perguntar: “Nossa vida está melhor hoje do que há quatro anos atrás”. Se a resposta for sim, devemos manter o que ai está. Se for o contrário, é nosso dever votar pela mudança. E mudar nunca é ruim. E, se por acaso, não gostarmos do que vai vir nos próximos quatro anos, temos a nossa arma que é o nosso voto para trocar de governo. Podemos fazer isso enquanto houver democracia. E homens e mulheres de bem que se preocupem de verdade com a nossa nação.

Precisamos de mais políticos como Marina Silva e Eduardo Campos, juízes como Joaquim Barbosa e Sérgio Moro, menos aparelhamento, menos Papuda, mais verdade, menos mentira. Precisamos de ética, decência e respeito ao que é público. Não somos “nós”, nem tampouco “eles”. Somos todos brasileiros. Não queiram nos separar. O Brasil e seu povo são mais fortes do que qualquer projeto de poder político. Votemos com consciência. O nosso voto pode fazer nossa cidade e nosso país um lugar melhor melhor.

Aécio Neves seria eleito presidente do Brasil se a eleição fosse hoje, afirma Sensus

Aécio Neves seria eleito presidente do Brasil se a eleição fosse hoje, afirma Sensus

Pesquisa ISTOÉ/Sensus mostra que o candidato do PSDB chega à reta final da campanha com 54,6% das intenções de voto, enquanto a petista soma 45,4%

Pesquisa ISTOÉ/Sensus realizada a partir da terça-feira 21 reafirma a liderança de Aécio Neves (PSDB) sobre a petista Dilma Rousseff nos últimos dias da disputa pela sucessão presidencial. Segundo o levantamento que entrevistou 2 mil eleitores de 24 Estados, o tucano soma 54,6% dos votos válidos, contra 45,4% obtidos pela presidenta Dilma Rousseff. Uma diferença de 9,2 pontos percentuais, o que equivale a aproximadamente 12,8 milhões de votos. A pesquisa também constatou que a dois dias das eleições 11,9% do eleitorado ainda não decidiu em quem votar. “Como no primeiro turno, deverá haver uma grande movimentação do eleitor no próprio dia da votação”, afirma Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus. Se for considerado o número total de votos, a pesquisa indica que Aécio conta com o apoio de 48,1% do eleitorado e a candidata do PT 40%.

De acordo com Guedes, a pesquisa realizada em cinco regiões do País e em 136 municípios  revela que o índice de rejeição à candidatura de Dilma Rousseff se mantém bastante elevado para quem disputa. 44,2% dos eleitores afirmaram que não votariam na presidenta de forma alguma. A rejeição contra o tucano Aécio Neves é de 33,7%. Segundo o diretor do Sensus, a taxa de rejeição pode indicar a capacidade de crescimento de cada um dos candidatos. Quanto maior a rejeição, menor a possibilidade de crescimento. Outro indicador apurado pela pesquisa Istoé/Sensus diz respeito á votação espontânea, quando nenhum nome é apresentado para o entrevistado. Nessa situação, Aécio também está à frente de Dilma, embora a petista esteja ocupando a Presidência da República desde janeiro de 2011. O tucano é citado espontaneamente por 47,8% dos eleitores e a petista por 39,4%. 0,2% citaram outros nomes e 12,8% disseram estar indecisos ou dispostos a votar em branco.

Para conquistar os indecisos as duas campanhas apostam as últimas fichas nos principais colégios eleitorais do País: São Paulo, Minas e Rio de Janeiro. O objetivo do PSDB e ampliar a vantagem obtida em São Paulo no primeiro turno e procurar virar o jogo em Minas e no Rio. Em São Paulo, Aécio intensificou a campanha de rua, com a participação constante do governador reeleito, Geraldo Alckmin, e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. De acordo com as pesquisas realizadas pelo comando da campanha de Aécio, em Minas o tucano já estaria na frente de Dilma e a vantagem veio aumentando dia a dia na última semana. Processo semelhante ocorreu em Pernambuco, depois de Aécio receber o apoio explícito da família de Eduardo Campos e do governador eleito, Paulo Câmara. Os mesmos levantamentos indicam que no Rio de Janeiro a candidatura do senador mineiro vem crescendo, mas ainda não ultrapassou a presidenta. Para reverter esse quadro, Aécio aposta no apoio de lideranças locais, basicamente de Romário, senador eleito pelo PSB, que deverá acompanhá-lo nos últimos atos de campanha. Para consolidar a liderança, Aécio tem usado os últimos programas no horário eleitoral gratuito para apresentar-se ao eleitor como o candidato da mudança contra o PT. Isso porque, as pesquisas internas mostram a maior parte do eleitor brasileiro se manifesta com o desejo de tirar o partido do governo.

No comando petista, embora não haja um consenso sobre qual a melhor opção a ser colocada em prática nos dois últimos dias de campanha, a ordem inicial é a de continuar a apostar na estratégia de desconstrução do adversário. Nas duas últimas semanas, o que se constatou é que, ao invés de usar parlamentares eleitos para esse tipo de ação – como costumava fazer o partido em eleições passadas — os petistas escalaram suas principais lideranças para a missão, inclusive o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a própria candidata. Os petistas apostam no problema da falta d’água para tirar votos de Aécio em São Paulo e numa maior presença de Dilma em Minas para procurar se manter á frente do tucano no Estado.

PESQUISA ISTOÉ/Sensus

Realização – Sensus

Registro na Justiça Eleitoral – BR-01166/2014

Entrevistas – 2.000, em cinco regiões, 24 estados e 136 municípios do País

Metodologia – Cotas para sexo, idade, escolaridade, renda e urbano e rural

Campo – De 21 a 24 de outubro

Margem de erro – +/- 2,2%

Confiança – 95%

aecio dilma

Instituto ouviu 1.212 eleitores em todo o DF nos dias 22 e 23 de outubro. Margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Do G1 DF – Pesquisa do Datafolha realizada no Distrito Federal e divulgada nesta sexta-feira (24) mostra  Aécio Neves (PSDB), com 62% das intenções de votos válidos. Dilma Rousseff (PT) aparece 38%. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Confira abaixo os números do Datafolha, segundo a pesquisa estimulada, em que os nomes dos candidatos são apresentados ao eleitor :

- Aécio Neves (PSDB): 62%

- Dilma Rousseff (PT): 38%

No levantamento anterior do instituto, divulgado no último dia 17, Aécio aparecia com 65% das intenções de votos válidos e Dilma, 35%.

Votos totais

Se forem incluídos os votos brancos e nulos e dos eleitores que não sabem ou não opinaram, os votos totais da pesquisa estimulada são:

- Aécio Neves (PSDB): 55%

- Dilma Rousseff (PT): 33%

- Branco/nulo/nenhum: 6%

- Não sabe: 6%

Avaliação do governo federal

A pesquisa do Datafolha mostra que 33% dos eleitores do DF avaliam de forma negativa a gestão da presidente Dilma Rousseff e a consideram “ruim” ou “péssima”. Outros 29% a consideram “ótima” ou “boa”. Para 38%, a administração é “regular” e 0% não sabe ou não respondeu. Na média, a nota do governo foi 5,2.

Dados da pesquisa

O Datafolha entrevistou 1.212 eleitores em todo o Distrito Federal nos dias 22 e 23 de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levada em conta a margem de erro de três pontos para mais ou para menos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o protocolo número DF-00087/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo número BR-001162/2014.

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O jornal britânico Financial Times publica reportagem nesta quinta-feira, 23, com crítica ao debate político na reta final das eleições presidenciais no Brasil. Ao citar acusações contra Marina Silva (PSB), o jornal destaca a acusação de que o Partido dos Trabalhadores (PT) usou “táticas de difamação” contra opositores.

O FT diz que a ex-ministra do Meio Ambiente acusa a campanha de Dilma Rousseff (PT) de “espalhar mentiras”. Entre as acusações que teriam sido feitas contra Marina no 1º turno das eleições, estão a de que eventual governo do PSB poderia proibir videogames e que a candidata era homofóbica.

“Marina Silva acusa o PT de Dilma Rousseff de usar servidores públicos para espalhar mentiras pelas redes sociais e contatos comunitários, como o alerta de que a candidata que é evangélica iria proibir videogames”, diz o texto.

Em afirmação citada pelo jornal britânico, Marina diz que “uma coisa terrível que eles (PT) disseram era que eu sou homofóbica e que uma pessoa gay tentou se aproximar de mim e meus seguranças bateram com tanta força que ele morreu”. “Você não tem ideia do que essas pessoas fizeram”, completou a ex-ministra.

No segundo turno, a bateria volta-se contra o candidato Aécio Neves (PSDB) e o FT cita a afirmação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que comparou o tucano a um nazista. “O tom negativo da campanha tem frustrado muitos membros da crescente classe média baixa do Brasil que estão desesperados para que os políticos debatam as questões críticas para o bem-estar, como a melhora da saúde pública, transporte e segurança”, diz o jornal.

A reportagem cita, ainda, que a mesma estratégia questionável também foi usada por tucanos. “Apoiadores de Aécio não se envergonham de comparar a abordagem de Dilma Rousseff na economia com a de Cristina Kirchner na Argentina, cujos métodos intervencionistas a fizeram impopular com os mercados financeiros”, diz o texto. (Diário do Poder)

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Instituto ouviu 2.002 eleitores do DF entre os dias 18 e 20 de outubro. Margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Do G1 DF – Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (21) aponta os seguintes percentuais de votos válidos na corrida presidencial apenas com eleitores do Distrito Federal:

- Aécio Neves (PSDB) – 61%

- Dilma Rousseff (PT) – 39%

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo.

Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.

No levantamento anterior do instituto, divulgado no dia 13, Aécio tinha 69% e Dilma, 31%.

Votos totais

Se forem incluídos os votos brancos e nulos e dos eleitores que se declaram indecisos, os votos totais da pesquisa estimulada com eleitores de DF são:

Aécio – 54%

Dilma – 34%

Brancos e nulos – 8%

Não sabe ou não respondeu – 4%

Dados da pesquisa

O Ibope ouviu 2.002 eleitores em todo o Distrito Federal entre os dias 18 e 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o número DF-00085/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01147/2014.

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Novo entendimento do tribunal de proibir ataques gera guerra de liminares. Segundo assessoria do TSE, outros dez pedidos aguardam julgamento.

Thiago Reis e Alexandro Martello, do G1, em São Paulo e em Brasília – Após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mudar o entendimento sobre o horário eleitoral gratuito e proibir ataques entre os adversários na disputa ao Planalto, quatro propagandas ou trechos delas de Dilma Rousseff (PT) e quatro de Aécio Neves (PSDB) foram suspensos nos últimos três dias.

O levantamento do G1 foi feito com base em processos no TSE até as 20h30 deste domingo (19). De acordo com a assessoria do tribunal, outros dez pedidos envolvendo os dois candidatos ainda serão julgados.

A nova jurisprudência do tribunal diz que os horários eleitorais têm de ser “programáticos, propositivos, e que o debate pode ser ácido ou duro, mas relativo a questões de políticas públicas”. Isso fez com que as duas coligações passassem a travar uma guerra de liminares.

Propagandas de Dilma

Na sexta (17), já com base na nova resolução, o ministro Tarcísio Vieira de Carvalho Neto determinou, a pedido de Aécio, a suspensão da propaganda de Dilma na TV que afirmava que o tucano fez um “aeroporto em terreno da família” e que “a chave ficava na mãos do seu tio”, em referência ao aeroporto de Cláudio (MG). Para Aécio, a peça era “inverídica e caluniosa”.

No sábado (18), outra propaganda de Dilma, que tinha uma montagem com a música “Oh, Minas Gerais” e o trecho “quem conhece Aécio não vota jamais”, também foi suspensa pelo ministro Admar Gonzaga. Para Aécio, a intenção dela era apenas “desmoralizar os adversários, degradá-los e ridicularizá-los”.

A coligação de Dilma também teve suspensos trechos de uma propaganda que utilizava passagens de um debate na TV. Para o tucano, as cenas foram utilizadas “fora de contexto” e para atacar sua reputação. Na decisão, o ministro Tarcísio Vieira de Carvalho Neto afirmou que “ataques deste tipo prestam desserviço ao debate eleitoral fértil e autêntico e, em maior escala, à própria democracia”.

Ainda no sábado, outra peça da campanha de Dilma, que falava da negativa de Aécio em fazer um teste de bafômetro após ser flagrado numa blitz, foi suspensa. Para Aécio, ela insinuava que ele estava alcoolizado na ocasião.

Propagandas de Aécio

No mesmo dia, Aécio também teve propagandas no rádio e na TV suspensas. O mesmo ministro, Tarcísio Carvalho Neto, suspendeu as peças, que tratavam de denúncias no caso Petrobras. Uma delas, na rádio, falava sobre Paulo Roberto Costa e a afirmação de que o PT recebia propina, uma outra, também no rádio, falava que com o dinheiro desviado na estatal era possível fazer 12 estádios da Copa e uma na TV mostrava manchetes de jornal contra o PT. A coligação de Dilma usou o argumento de que as campanhas veiculavam mensagens “inverídicas e caluniosas”.

Sobre a veiculada na TV, o relator afirmou que ela “apresenta excessos ao imputar conduta ilícita ao Partido dos Trabalhadores, com base em depoimento de terceiro massivamente veiculado pela imprensa, de forma a macular a imagem da agremiação perante o eleitorado”.

À noite, o ministro Admar Gonzaga também concedeu liminar à coligação de Dilma e suspendeu trecho da propaganda de Aécio que fazia menção ao irmão da presidente, dizendo que ele foi nomeado pelo então prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, mas que “nunca apareceu para trabalhar”. Dilma, no pedido, anexou declaração de Pimentel, recém-eleito governador do estado, em que ele afirma que Igor Rousseff “trabalhava com regularidade e eficiência”. Igor fez o mesmo pedido para a retirada, em outra ação.

Todos os processos constam do site do TSE.

PROPAGANDAS SUSPENSAS DE DILMA PROPAGANDAS SUSPENSAS DE AÉCIO
AEROPORTO DE CLÁUDIO - Propaganda diz que Aécio fez aeroporto em terreno da família e que a chave fica nas mãos de um tio, em referência ao aeroporto na cidade mineira de Cláudio

 

PROPINA DO PT - Propaganda usa afirmação de Paulo Roberto Costa, que diz que, do percentual de 3% cobrados dos contratos da área de abastecimento, 2% iam para o PT
OH, MINAS GERAIS - Propaganda faz paródia com a música “Oh, Minas Gerais”, complementando com o trecho “quem conhece Aécio não vota jamais”

 

ESTÁDIOS DA COPA - Propaganda fala de desvio na Petrobras e diz que com o dinheiro que foi para o PT era possível fazer mais 12 estádios da Copa

 

CENAS DO DEBATE - Propaganda usa passagens do debate no SBT em que mostra Dilma falando de combate à corrupção e transparência

 

MANCHETES DE JORNAL - Propaganda usa manchetes de jornais, como “Tesoureiro recebia propina para o PT, dizem delatores” e “Dirceu é condenado a 10 anos e 10 meses e irá para a prisão”
TESTE DO BAFÔMETRO - Propaganda fala que Aécio se recusou a fazer teste do bafômetro após ser flagrado em uma blitz

 

IRMÃO DE DILMA - Propaganda fala que Igor Rousseff, irmão da presidente, foi contratado pelo então prefeito de BH Fernando Pimentel, mas que nunca apareceu para trabalhar

Marina Aecio

Aécio comparou apoio de Marina à união partidária em torno de seu avô, o presidente Tancredo Neves, há  30 anos

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, confirmou nesta sexta-feira (17) que vai incorporar medidas sugeridas pela ex-senadora Marina Silva, do PSB, que ficou em terceiro lugar no primeiro turno. Entre as propostas de Marina, estão a consolidação e ampliação das políticas sociais do atual governo, como o Bolsa Família, e o desenvolvimento econômico com sustentabilidade.

No primeiro encontro oficial dos dois, em um espaço empresarial, no bairro da Lapa, sem o seu tradicional coque e penteada com um rabo de cavalo que deixou à mostra os longos cabelos cacheados, Marina Silva causou impacto entre os presentes, em sua maioria líderes, do PDSB, PSB e das siglas que estão apoiando Aécio no segundo turno. Brincando, ela justificou que, por estar com gripe, não pôde prender os cabelos como de costume.

Aécio disse que o apoio de Marina o deixa em uma condição mais confortável na disputa com a candidata do PT, Dilma Rousseff. “Estou hoje vivendo um momento muito, mas muito marcante, eu diria histórico, desta caminhada”. Ele, no entanto, evitou comentar se a ex-ministra o acompanhará em comícios e atos públicos.

“A forma como Marina vem participando é a melhor possível. É em torno de um projeto. Estou extremamente agradecido à generosidade da Marina, que não fez qualquer tipo de exigência. Apenas propôs o aprofundamento de algumas questões de que nós já tratávamos”, acrescentou o candidato. Ele reafirmou que há convergências entre sua plataforma e a da ex-ministra.

O tucano comparou a união partidária ao momento vivido no país, há 30 anos, quando seu avô, o presidente Tancredo Neves obteve a adesão de siglas de todas as tendências em torno da intenção em encerrar um ciclo autoritário. Tancredo adoeceu antes de tomar posse e morreu em março de 1985, sem assumir o cargo.

“”Essa aliança foi vitoriosa. Infelizmente, o destino não permitiu que meu avô, Tancredo, assumisse a Presidência da República, mas as instituições estão aí, sólidas, e cada brasileiro pode escolher o seu destino. Fizemos a travessia em uma união de forças de pensamentos distintos”, lembrou ele.

Com críticas à sua adversária no segundo turno, Dilma Rousseff, Aécio lamentou o tom do debate de quinta-feira (16), no SBT, e disse que apenas procurou se defender dos ataques.

“Eu propus, todas as vezes que pude, o debate em torno de temas. Sugeri à presidenta que falasse de segurança pública, que falasse de educação, mas a estratégia dela, ou de seu marqueteiro, não foi essa. Eu pretendo continuar apresentando propostas, mas reagirei a todas as ofensas, às calúnias e às mentiras que transformaram essa eleição talvez na pior, do ponto de vista ético, dos últimos tempos”, afirmou.

O candidato do PSDB propôs uma espécie de trégua, convidando a adversária a falar de temas de interesse do país. “Vamos debater o futuro, vamos mostrar nossas diferenças, que são realmente muito grandes. Vamos pedir que, democrática e livremente, os brasileiros tomem a decisão que acharem mais adequada. Eu respeitarei qualquer que seja ela. Nós estamos a uma semana das eleições, os brasileiros merecem que aqueles que disputam a Presidência da República digam o que pretendem fazer em relação ao futuro do Brasil.”

A presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, passou mal logo após o debate com o rival Aécio Neves (PSDB), no SBT. Ela dava entrevista a uma repórter da emissora, avaliando o debate, quando disse que estava passando mal. Refeita, minutos depois, ela explicou: “Tive uma queda de pressão, o debate sempre exige muito da gente, foi isso, agora consigo concluir minha entrevista com você. Peço desculpas ao telespectador, mas é assim que nós somos”, afirmou.

O primeiro bloco do debate presidencial no SBT foi marcado por troca de ataques entre os candidatos. O momento mais quente foi a troca de acusações entre os dois em relação a nepotismo. Dilma disse nunca ter nomeado parentes e questionou Aécio se ele já empregou familiares. Aécio respondeu com ironia sobre referência aos concursos públicos no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e lembrou que Dilma escreveu uma carta elogiando o ex-presidente. Sobre a questão de nepotismo, Aécio disse que sua irmã Andrea Neves trabalhou como voluntária no governo mineiro. “Nepotismo é proibido por lei. Ela assumiu cargo de voluntariado, que geralmente as esposas ocupam, entenda a lei”, rebateu o tucano.

Aécio citou ainda, dizendo “lamentar trazer isso para o debate”, o irmão de Dilma, Igor Rousseff, que segundo ele foi contratado pelo então prefeito de Belo Horizonte e correligionário da presidente Fernando Pimentel. “Ele não apareceu um dia para trabalhar. Essa é a nossa diferença, minha irmã trabalha muito e não recebe nada, seu irmão não trabalha e recebe muito.”

Dilma, por sua vez, listou um tio, uma irmã, três primos e três primas empregados por Aécio em Minas, dizendo que todos esses casos não foram explicados pelo candidato do PSDB. A petista apontou que, apesar de Andrea Neves ter assumido cargo de voluntária, era responsável por verbas de comunicação do governo mineiro, e perguntou por que não foi esclarecida a acusação de favorecimento de veículos da família de Aécio. “Todo mundo sabe que ela era responsável pela destinação de verbas relativas a propaganda. Quanto vocês colocaram nas três rádios e jornal que vocês possuem?”, pressionou Dilma.

“Atendi a reivindicação histórica das empresas de radiodifusão, todas as empresas de rádio receberam as mesmas verbas no meu governo”, defendeu Aécio ao argumentar que a suposta irregularidade na destinação de verbas foi denunciada pelo PT e o Ministério Público não comprovou qualquer malfeito.

Antes desse confronto sobre nomeação de parentes, os candidatos trocaram farpas sobre escândalos de corrupção. Logo na primeira pergunta, Aécio questionou de quem é a responsabilidade no governo Dilma pelos desvios na Petrobras. Dilma repetiu a argumentação de que tudo o que é investigado no seu governo é possível por ser hoje a Polícia Federal um órgão independente, que vai “punir implacavelmente”. “O Brasil pela primeira vez vai ter combate sistemático à corrupção”, defendeu Dilma, que listou casos de denúncias ligados ao governo do PSDB e supostamente não resolvidos.

A candidata à reeleição disse estarem soltos os envolvidos nos casos da denúncia de compra de votos para aprovação da emenda da reeleição, escândalo da pasta rosa, do Sivan, do mensalão mineiro e do cartel de trens e metrô em São Paulo, esse último, apontou, sendo hoje investigado por instituições da Suíça. Aécio rebateu dizendo que esses casos foram investigados e as pessoas não foram condenadas por falta de provas. Dilma, por sua vez, disse achar “estarrecedor” que Aécio ache que essas pessoas não foram condenadas por serem inocentes. Segundo ela, isso aconteceu porque não foram investigadas.

Abertura

Na abertura do debate, tanto Aécio como Dilma usaram estratégias testadas em outros confrontos. Aécio afirmou que o ciclo do PT no governo federal fracassou. “O Brasil é um cemitério de obras inacabadas”, disse e criticou a condução da economia. Aécio propôs combater a inflação com “extrema firmeza e determinação”. Colocou-se novamente como candidato não apenas do PSDB, mas de um “projeto generoso, de união e de integração nacional”.

Dilma se colocou como representante do projeto que diminuiu a exclusão social. “Represento o projeto que construiu as bases para Brasil mais moderno, mais inclusivo e mais produtivo”, disse Dilma. E repetiu querer continuar a criar oportunidades para todos. (Diário do Poder)