As eleições 2010 é a motivação de uma guerra de números maquiados e manipulados que a oposição está encabeçando contra o Executivo distrital. À frente da campanha, parlamentares do Partidos dos Trabalhadores (PT). Por trás, nas sombras, estariam altos integrantes do governo passado, que tem acesso a esses números e conhecem bem como funciona a máquina pública. Essa, pelo menos, é a conclusão em que chegou o GDF que está sob alvo da metralhadora de adversários políticos que nos bastidores celebraram uma união até pouco tempo impensável, encerrando uma dicotomia de cores que prevaleceu por duas décadas.
Num dos casos mais escancarados está a informação de que as despesas com publicidade do Executivo nos primeiros meses deste ano superaram os investimentos com projetos prioritários. O que é categoricamente rebatido pela cúpula do GDF. “O que nós gastamos neste primeiro trimestre equivale exatamente ao que o Tribunal de Contas estabeleceu. A previsão do financeiro para este semestre é da ordem de R$ 40 milhões. E o que nós gastamos até agora, incluindo uma parte do segundo trimestre, foi da ordem de 21 milhões”, explica o secretário de Comunicação Social, Weligton Moraes.
De acordo com a Secretaria de Comunicação, a maior parte da verba é usada no início de ano para avisar a população sobre os vencimentos do IPTU e do IPVA, além de promover o carnaval e o aniversário da cidade.
O secretário de Planejamento e Gestão, Ricardo Penna, afirma que o GDF aplicou R$ 12.075.551 com a propaganda institucional até 31 de março de 2009, segundo dados disponíveis no Sistema de Informações dos Gastos Orçamentários no DF (Siggo).
Nos três primeiros meses do ano, os gastos com saúde, segurança e educação chegaram a R$ 2,5 bilhões, somando-se ai os recursos do Tesouro local e do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF). Levando-se em conta apenas a arrecadação própria, o governo gastou R$ 587 milhões com educação, R$ 260 milhões com saúde e R$ 102 milhões com segurança, ou seja R$ 949 milhões. A oposição diz que os investimentos em saúde, segurança e educação teriam sido de apenas R$ 18 milhões. “Esse dado é absolutamente equivocado. É uma comparação política, baseada em informações incorretas”, diz Penna.
Obras não entram na conta
O investimento em Segurança Pública, Educação e na Saúde, segundo o Sistema de Informações dos Gastos Orçamentários no DF, é muito superior ao apresentado por deputados da oposição. O GDF destinou R$ 32 milhões para educação, R$ 14 milhões para a saúde e R$ 12 milhões para a segurança pública. Segundo o secretário Penna, ainda é necessário considerar que algumas obras não entraram nessa conta. E cita R$ 13,9 milhões destinados à construção de postos policiais, sob a responsabilidade da Secretaria de Obras. “Além disso, os gastos com educação, saúde e segurança são considerados investimentos. Dessa forma, o custeio também tem de ser levado em conta”, analisa.
Weligton Moraes completa afirmando diz que o governo atual tem aplicado menos recursos com publicidade do que a gestão anterior. Nos dois primeiros anos, empresas públicas, como o Banco de Brasília (BRB), a Caesb, a CEB e a Terracap foram impedidas de fazer propaganda porque o governo estava licitando as agências de publicidade, requisito para poder vincular na mídia.
Segundo Weligton, os responsáveis pela distribuição do que ele chama de “dados falsos” têm interesse em prejudicar a atual gestão e deixa a suspeita que são integrantes da administração anterior em parceria com deputados do PT. Sem citar nomes, afirma que “deputados da oposição” estão sendo utilizados como “barriga de aluguel” para divulgar informações contra o GDF. O secretário afirma que quem está passando os “dados manipulados” para a oposição conhece bem a estrutura do governo. “Já fez isso no passado e sabe bem como falsear essas informações”, dispara.
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