Lotes em apenas três cidades em desenvolvimento impulsionaram as vendas da licitação realizada ontem pela Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap). Dos 220 lotes ofertados, 74 foram vendidos pelo valor global de R$ 20 milhões 247 mil. Dos lotes vendidos, a metade (37) corresponde a lotes comercializados em Samambaia, Ceilândia e Gama, que juntos renderam R$ 10,1 milhões, ou seja, 50% das vendas obtidas nessa licitação. “Vendemos 34% dos imóveis licitados, o que é muito bom considerando que a maioria dos lotes ofertados estava em cidades em desenvolvimento e não em áreas de alto valor imobiliário, como o Noroeste”, avaliou o presidente da Terracap, Antônio Gomes.
Samambaia voltou a liderar as vendas. Dessa vez, foram vendidos na cidade 20 lotes, que renderam R$ 6,3 milhões. Em segundo lugar ficou Recanto das Emas, onde a venda de seis terrenos rendeu R$ 2,5 milhões, sendo que apenas um dos lotes arrematados obteve o mais alto preço dessa licitação: R$ 1,5 milhão. O terceiro lugar em vendas aparece o Jardim Botânico 3, bairro de classe média onde foram vendidos 12 lotes por R$ 2,1 milhões. O quarto lugar ficou para a Ceilândia: R$ 1,3 milhão arrecadado com a venda de dez imóveis.
Os lotes de Samambaia foram os mais disputados. Cada lote ofertado na cidade recebeu, em média, três propostas. A disputa maior foi por um lote residencial na QN 204, que recebeu dez propostas, sendo ofertado por R$ 104,3 mil e arrematado por R$ 230 mil. Entre os proponentes, o empresário José Ribamar de Souza, que comprou dois lotes em Samambaia. “Participo das licitações da Terracap e sempre sou vencedor”, conta Souza. “Comprar lote em Samambaia é investimento garantido. Compro, construo e alugo”.
A mesma sorte não teve a autônoma Andreza Régis Martins, que pela terceira vez tentou arrematar um terreno em licitação da Terracap, mas novamente esbarrou na forte concorrência. “Dessa vez, apresentei proposta com valor 100% acima do preço mínimo em um lote em Samambaia. Não ganhei. Esses lotes estão muito bem valorizados, mas não vou desistir”, garante Andreza.
Nas quatro últimas licitações, a Terracap vem mantendo boa oferta de imóveis nas cidades em desenvolvimento. A estratégia, segundo Dalmo Alexandre Costa, diretor comercial da empresa, segue as diretrizes do Governo Arruda, que vem priorizando investimentos nessas cidades para estimular o desenvolvimento econômico e social das regiões administrativas mais carentes. “Quando ofertamos lotes nessas cidades, atraímos investidores, investimentos, novos negócios, desenvolvimento”, ressalta Dalmo. “O melhor é que, com a venda dos lotes, os recursos arrecadados são repassados ao GDF para serem aplicados em obras de infraestrutura nessas cidades. Assim, todos saem ganhando”.
Para agosto, a Terracap muda a estratégia. Além de lotes nas cidades em desenvolvimento, vai colocar à venda projeções no bairro mais disputado pelo mercado imobiliário do DF, o Setor Habitacional Noroeste.
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