Archive for the ‘Economia’ Category

Desta vez, equipamentos foram entregues a agricultores da região de Brazlândia, Sobradinho e Planaltina, além de Vargem Bonita e Riacho Fundo

Produtores rurais da região de Brazlândia, Sobradinho e Planaltina receberam equipamentos adquiridos por meio do Fundo de Desenvolvimento Rural Social (FDR Social). Os bens são patrimônio público, concedidos às entidades dos agricultores por meio de convênio.

O presidente da Cooperativa Agropecuária do Vale do Curralinho (Coomvale), Carlos Cardoso, agradeceu o apoio. “Nunca houve desenvolvimento para nós antes. Conseguimos um conjunto de mecanização e agora esse caminhão leiteiro. Avançamos muito e mais do que imaginávamo, nos últimos anos graças ao apoio que recebemos”, disse.

Para receberem os equipamentos, as entidades participaram de chamada pública na qual apresentaram projetos para aquisição. As propostas foram submetidas aos conselhos regionais de desenvolvimento rural e ao Conselho Gestor do FDR.

Os agricultores terão de fazer seguro dos equipamentos, zelar por sua manutenção e conservação. Os servidores da Secretaria de Agricultura fiscalizarão o uso dos bens, que podem ficar com as entidades por tempo indeterminado se tiverem o uso adequado.

Para Anaildo da Silva, presidente da Associação dos Trabalhadores Rurais na Agricultura Familiar (Astraf), o caminhão-baú adquirido representa mais qualidade dos produtos e menos custo. “Vai ajudar demais. Hoje vendemos ao Papa-DF (Programa de Aquisição da Produção da Agricultura do Distrito Federal) e pagávamos frete. Agora isso vai acabar. Atuamos em três feiras e também vamos transportar os alimentos para elas”, comemorou.

“É uma conquista muito grande e é de vocês. O FDR deve continuar a ser utilizado, ampliado e fortalecido. A participação de vocês é essencial. Construímos essa política com muito esforço e a participação do produtor rural foi essencial para ela dar certo”, ressaltou o subsecretário de Desenvolvimento Rural, José Nilton Campelo.

Para o secretário de Agricultura, Lúcio Valadão, as entregas são resultado de uma política construída de forma correta, séria e com foco no desenvolvimento da população. “Nós estamos num momento especial por que conseguimos fazer uma política pública, com lei e regulamentação, que chegou para quem precisa. É assim que tem que ser feito. Fizemos essa mudança, as pessoas entenderam e se apropriaram dela. O processo começou há dois anos e hoje entregamos o resultado”, disse.

Entidades beneficiadas e equipamentos recebidos:

Coomvale – Caminhão de carroceria aberta e tanques de leite.

Associação Mista dos Produtores Rurais do Rio Preto (Mista) – conjunto de equipamentos para o plantio de mandioca e equipamentos para a produção de feno.

Associação dos Trabalhadores Rurais na Agricultura Familiar (Astraf) – Caminhão-baú.

Conselho Regional de Desenvolvimento Rural Sustentável de Vargem Bonita – recuperação de tubulação para os canais de irrigação da Vargem Bonita e da área rural do Riacho Fundo.

 

Com o resultado, a perspectiva é que o número de empregos criados passe de 53 mil até dezembro deste ano

Pelo segundo ano consecutivo, o Distrito Federal conseguirá fazer uso de 100% dos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO). Até outubro deste ano, empresas do DF e Região Integrada de Desenvolvimento do Entorno (RIDE), usaram o montante de R$ 591 milhões dos R$ 842 milhões orçados. Foi registrada, ainda, a geração de 44 mil empregos diretos e indiretos durante o mesmo período. Proporcionalmente, é possível calcular que até o final do ano sejam criados mais de 53 mil postos de trabalho.

O FCO é destinado a empresas e produtores rurais que desejam iniciar, ampliar, modernizar ou relocar seus empreendimentos na região Centro-Oeste, em condições diferenciadas, como: taxas de juros reduzidas, amplos limites financiáveis e longos prazos de pagamento. O público-alvo são as pessoas jurídicas de direito privado que se dedicam à atividade produtiva nos setores industrial, agroindustrial, mineral, de infraestrutura econômica, turístico, comercial, de serviços e de ciência, tecnologia e inovação.

O aumento expressivo da utilização do recurso por empresas do DF e RIDE se justifica pelo empenho das instituições bancárias que gerenciam o recebimento da demanda do empresariado e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do DF que, por meio do Comitê de Financiamento à Atividade Produtiva do Distrito Federal (Cofap-DF), aprova a liberação dos recursos.

O Subsecretário de Investimentos Estratégicos e Negócios Internacionais, Apolinário Rebelo, responsável pela coordenação do FCO na Secretaria de Desenvolvimento Econômico, atribui o resultado a cinco fatores fundamentais: “a decisão do governo federal de ofertar crédito para o desenvolvimento das atividades do setor privado com juros abaixo da inflação; a autorização dada pelo Comitê de Financiamento à Atividade Produtiva do Distrito Federal de autorizar o Banco do Brasil a atender diretamente todas as operações abaixo de R$ 1 milhão; a decisão da SDE e do Cofap de não protelar o exame de nenhuma das propostas de financiamento que chegam ao Comitê; de uma ação organizada do empresariado em ampliar seus investimentos e acessar os recursos disponíveis do FCO; e as ações itinerantes, que levou à divulgação da política junto aos tomadores de menor porte em encontros realizados nas regiões onde os empreendimentos estão localizados”, concluiu.

De acordo com o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Hermano Carvalho, o uso da totalidade do FCO demonstra o poder de investimento do setor produtivo da região. Ele destaca o aumento expressivo da demanda por esta linha de crédito em comparação com anos anteriores ao governo Agnelo Queiroz. “Houve uma evolução significativa do uso dos recursos nos últimos quatro anos. Entre 2011 e 2013 a aplicação mais que dobrou e, pela primeira vez na história, chegamos à utilização de 100% da quantia total. E neste ano, pela segunda vez em 25 anos de existência do FCO, todas as projeções indicam a aplicação, em sua totalidade, dos recursos ao DF e Ride (cerca de R$ 1 bilhão) em financiamentos para o setor privado”, destacou.

Segundo o gerente de Negócios, Varejo e Governo do Banco do Brasil no DF, Lauro Kennedy Carvalho, esta mudança foi extremamente importante para o alcance de 100% de uso dos recursos. “Sabemos que 80% do dinheiro disponibilizado pelo FCO são usados por empresas de micro e pequeno porte, e o volume de tomada destes perfis se igualam ao limite estabelecido para tomadas de crédito diretamente nas agencias”, concluiu.

Acesso

O FCO é uma linha de crédito que disponibiliza condições especiais, prazos e limites compatíveis com todas as atividades produtivas. Além disso, os encargos financeiros possuem características distintas ao que é oferecido pelo sistema bancário nacional.

O acesso ao recurso segue um único modelo e este é seguido por todas as instituições financeiras credenciadas. O empresário que pretende acessar o FCO deve elaborar seu projeto e se dirigir a um dos bancos operadores: Banco do Brasil (BB), do Banco de Brasília (BRB) ou do Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob).

recuperadf

Mais de R$ 54 milhões já foram arrecadados apenas em pagamentos à vista

O prazo para adesão ao Recupera-DF foi prorrogado até sexta-feira (19) para os empresários com dívidas tributárias. De acordo com o último levantamento da Secretaria de Fazenda, mais de R$ 54 milhões já foram arrecadados, apenas em pagamentos à vista.

Os contribuintes com débitos relacionados ao ICMS têm como incentivo a redução no valor de multas e juros de até 89% sobre o montante devido e podem parcelá-los. Ao todo, mais de dez mil contribuintes já se beneficiaram pelo programa.

A dívida pode ser negociada em até 24 parcelas, com a redução gradual de descontos, de acordo com o prazo negociado e observando as datas máximas estabelecidas para a participação na iniciativa.

Já as pendências do ICMS e Simples Candango, oriundas de autuações com penalidades de 200%, podem ser quitadas à vista com descontos nos juros e multas que chegam até 99% ou, então, parceladas.

NEGOCIAÇÃO

Os contribuintes com débitos na fase de discussão administrativa devem procurar as agências de atendimento da Receita do DF para realizarem os cálculos e aderirem ao programa. Além das reduções previstas na tabela para pagamento da dívida, o contribuinte evita estender a discussão administrativo-jurídica da questão.

Amanhã não haverá sessão ordinária

Os deputados distritais fecharam acordo na tarde de hoje (16) para encerrarem as votações deste ano na próxima quinta-feira (18), com a apreciação em segundo turno do projeto de lei nº 2.003/2014, do Executivo, que estipula o Orçamento do DF para 2015.

Também na próxima quinta-feira, a partir das 14h30, os distritais se reunirão para decidir quais os projetos que irão ser incluídos na ordem do dia da última sessão extraordinária de 2014, incluindo proposições do Executivo que ainda serão enviadas que liberam créditos para o GDF. Depois da aprovação do Orçamento, os deputados entram em recesso legislativo até 3 de fevereiro de 2015, quando se inicia a nova legislatura.

Ao final da sessão de hoje, o presidente da Câmara Legislativa, deputado Wasny de Roure (PT), anunciou que amanhã (17) não haverá atividades no plenário em virtude da solenidade de diplomação dos distritais eleitos para a próxima legislatura (2015-2018), que acontecerá às 20h, no Centro de Convenções.

Projetos – Vários projetos de lei de autoria dos deputados distritais foram votados em plenário, nesta terça-feira. Entre eles, por exemplo, foram aprovados dois PLs apresentados pelo deputado Benedito Domingos (PP). O projeto de lei nº 1.466/2013 determina que as futuras edificações verticais do DF, sejam comerciais, de uso misto ou residencial, deverão conter geradores de energia que possibilitem o funcionamento de pelo um elevador em caso de falta de energia.

Já o projeto de lei nº 1.841/2014, também de Benedito Domingos, institui a obrigatoriedade dos órgãos da Administração Direta e Indireta, no âmbito do GDF, de incluírem na publicidade oficial veiculada na TV a tradução das mensagens em Libras (Língua Brasileira de Sinais), como também legendas para leitura dos deficientes auditivos. (Zildenor Ferreira Dourado – Coordenadoria de Comunicação Social)

Imposto será calculado a partir das variações da tabela FIPE

A pauta de valores do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para 2015 foi aprovada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal nesta terça-feira (16). O projeto de lei nº 2.042/14, do Executivo, que estabelece os valores venais dos veículos, a partir dos valores de mercado, foi aprovado em redação final e segue para sanção do governador Agnelo Queiroz.

A pauta tem como base tabela da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) e os percentuais que serão pagos por cada veículo variam de acordo com o modelo e o ano. O projeto foi aprovado com 15 votos favoráveis.

Educação – Outro projeto do Executivo aprovado nesta terça-feira foi o PLC nº 109/2014, que modifica a composição do Conselho de Acompanhamento e Controle Social do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação. O texto ainda precisa ser analisado em segundo turno.

Segundo a proposta, o Conselho passa a contar com nove integrantes, sendo três representantes do Executivo, um representante do Conselho de Educação do DF, um representante da seccional da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), dois representantes de pais de alunos da educação básica pública e dois representantes de estudantes da educação básica pública.

Também foi aprovado em primeiro turno o projeto de lei nº 2.035/2014, do Executivo, que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), incluindo dispositivo que permitirá a futura convocação de concursados para a secretaria de Cultura. (Luís Cláudio Alves – Coordenadoria de Comunicação Social)

Antes de abrir um negócio, empresárias de Palmas estudaram o mercado e se capacitaram para oferecer um serviço inovador e diferente

Preparação e planejamento. Essas foram as palavras-chave para o sucesso do empreendimento de Candice Colombo dos Santos e Juliana Matos Buzolin Ferrão, que decidiram que abrir um pet shop era o segmento certo para investir. Afinal, ambas são profissionais em veterinária e apaixonadas pelos animais.

“Eu já tinha a ideia de montar um negócio. Então, procurei o Sebrae para entender quais passos deveria dar”, contou Juliana Matos. Segundo ela, o início se deu com a produção do plano de negócio e depois com a pesquisa de mercado. “Conseguimos saber o que o consumidor de Palmas (TO) queria de um pet shop e quanto ele gasta em média com esse tipo de serviço. Isso nos deu um direcionamento do negócio”, explicou Juliana.

As sócias, conforme explica Candice Colombo, ainda buscaram o que poderiam oferecer de diferencial em seu negócio. “Então, além dos serviços tradicionais, oferecemos também spa e creche”, elencou Candice, acrescentando que o estabelecimento também possui hotel monitorado, onde o dono pode ver seu animal de estimação pela internet. “Algumas pessoas diziam que éramos doidas e nos questionavam se Palmas comportaria esses serviços”, lembrou Juliana.

Segundo as empresárias, o resultado do sucesso do negócio, a Pet House – resort e hotel para cães e gatos, está sendo evidenciado pela fidelização dos clientes. “Muitos vêm e depois voltam com amigos, familiares. Pesquisas que fizemos mostraram que quase 100% dos clientes indicariam outras pessoas para a empresa”, afirmou Juliana.

O analista do Sebrae no Tocantins, Rogério Maracaípe, indicou inicialmente para que elas participassem do Programa de Orientação para Candidatos a Empresários (Próprio), onde foram capacitadas para elaborar o seu plano de negócio. “Após isso, elas receberam a consultoria de viabilidade e começaram a colocar em prática tudo que haviam planejado”, contou.

O analista explica que, logo depois, as empresárias foram direcionadas para o projeto de Pet Shops, onde atualmente recebem consultorias de gestão específicas para esse segmento. “Elas são a prova de que as chances de sucesso aumentam se o empreendedor investir um tempo para colocar suas ideias no papel. Isso está comprovado nas instalações inovadoras da empresa, no atendimento e nos resultados financeiros que já estão aparecendo”, analisou Maracaípe.

A Fecomércio-DF entregou ao governador eleito do Distrito Federal Rodrigo Rollemberg, na manhã desta segunda-feira (2), na sede da Federação, um estudo com diretrizes capazes de amenizar os problemas da cidade. O trabalho foi realizado ao longo dos últimos 3 anos e contou com a colaboração de 22 especialistas nas áreas de desenvolvimento econômico, gestão pública, economia criativa, mobilidade urbana, saúde, educação e segurança. A íntegra do relatório está no site: www.fecomerciodf.com.br/brasilia2015

Durante a entrega do relatório, Rodrigo Rollemberg disse que o estudo será importante para o norteamento das ações do governo. “Esse relatório traz à tona a necessidade de termos uma política de planejamento para a cidade. Atualmente, o cenário do DF é de um ambiente conturbado na economia e gestão, o que torna o planejamento a curto, médio e longo prazo fundamental para enfrentar e superar os enormes desafios que temos pela frente nos próximos quatro anos de governo”, explicou Rollemberg.

O presidente da Fecomércio, Adelmir Santana, ressaltou a importância do estudo. Ele salientou a necessidade da criação legal da região metropolitana do DF, que seja responsável por municípios do Entorno, com a previsão de recursos federais para investimento na área. “Hoje, o Entorno é uma terra sem dono, como se não fosse atribuição de ninguém. Porém, os habitantes desses municípios trabalham em Brasília e prestam serviços fundamentais para todos nós. É inaceitável que parte da nossa região continue abandonada pelo Estado”, disse Adelmir. “O DF convive com sérios problemas nas áreas consideradas prioritárias. Esse documento, nada mais é do que a contribuição do setor empresarial para a cidade. Nossa intenção é que a capital da República possa se transformar na capital mais desenvolvida da América Latina e em um grande centro cultural, financeiro e de consumo”, completou.

O trabalho possui 166 páginas. Entre os diversos capítulos, um deles apresenta uma radiografia sobre a situação do DF e outro indica sugestões para problemas locais. A ex-secretária de Economia Criativa do Ministério da Cultura, Cláudia Leitão, foi uma das especialistas que colaboraram com o trabalho e falou em nome de todos os profissionais que ajudaram na produção do documento. “O maior desafio de Brasília e do Brasil é a construção de um movimento que gere desenvolvimento sustentável. Atualmente, carregamos uma carga de modelo de desenvolvimento de exploração dos recursos naturais. Estamos pagando o preço das nossas escolhas em termos culturais e sociais. É preciso que haja uma mudança”, afirmou Cláudia Leitão.

Em sua fala, a ex-secretária de Economia Criativa também falou de crise política e que os partidos precisam renascer, pois perderam muito a credibilidade com a população.Também estiveram presentes na cerimônia diretores da Fecomércio, presidentes de sindicatos da base da Federação, representantes do Sesc, Senac, Instituto Fecomécio e os deputados distritais eleitos: Julio Cesar (PRB); Dr.Michel (PP); Joe Valle (PDT); Liliane Roriz (PRTB); Telma Rufino (PPL); Juarezão (PRTB) e Bispo Renato (PR).

Empresa Brasiliense cria aplicativo financeiro gratuito para os profissionais que trabalham fora do escritório

O número de profissionais autônomos atingiu 22,9% do total da população ocupada, informou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) feita pelo IBGE. De acordo com a pesquisa, no segundo trimestre deste ano haviam cerca de 21 milhões de profissionais que trabalham por conta própria no Brasil.

Os apps trouxeram várias facilidades para o cotidiano desses profissionais. A mobilidade oferecida pelos smartphones e tablets permite que ao empreendedor a possibilidade de controlar seu negócio de onde estiver. A liberdade de modificar documentos, controlar as finanças, organizar ideias e otimizar o tempo fazem toda a diferença quando o assunto é empreendedorismo.

Pensando nisso, a Startup ZeroPaper desenvolveu um aplicativo grauito para facilitar a organização financeira daqueles profissionais que passam a maior parte do tempo fora do escritório atendendo clientes e não tem tempo para gerencias as receitas e despesas do seu negócio.

O aplicativo oferece a possibilidade de incluir fotos de comprovantes de pagamento para armazená-los em arquivos de controle financeiro. Os comprovantes podem ser automaticamente geolocalizados e associados a fornecedores usando a integração do app com a maior rede social de localização do mundo, o Foursquare.

O gerenciamento das finanças de forma rápida e eficaz é uma das melhores estratégias de sucesso para pequenos negócios, principalmente nos primeiros 2 anos de vida da empresa, os mais difíceis. Para tanto, o aplicativo permite ao empresário organizar suas despesas de forma rápida e eficiente.

A ferramenta é ideal para a gestão financeira de autônomos, profissionais liberais e Microempreendedores Individuais(MEI). Mais informações no site https://zeropaper.com.br.

O aplicativo está disponível para download em:

 Rollemberg Fecomercio

Federação do Comércio entregará estudo ao governador eleito com sugestões para combater problemas do DF

A capital do País vive uma fase difícil nas áreas de desenvolvimento econômico, mobilidade urbana, segurança, educação e saúde. Com o objetivo de colaborar para a mudança dessa realidade, a Fecomércio-DF entregará aos deputados distritais eleitos e ao governador eleito Rodrigo Rollemberg um estudo com sugestões para resolver alguns problemas do Distrito Federal. O documento será entregue na segunda-feira (15), às 9h30, na sede da Federação, com a presença dos especialistas que participaram do trabalho.

O estudo integra um projeto chamado Brasília 2015, realizado pela Fecomércio entre 2012 e 2014. Durante esse período, especialistas foram convidados pela Federação a discutir os principais problemas do DF e propor soluções. Ao longo de uma série de encontros, sem conotação partidária ou ideológica, foram ouvidos urbanistas, arquitetos, geógrafos, economistas, policiais, professores, médicos, cientistas sociais e outros especialistas. Também participaram das discussões os empresários, diretores, presidentes de sindicatos, assessores e dirigentes do Sistema Fecomércio-DF.

O trabalho foi realizado com a finalidade de recuperar uma visão desenvolvimentista para a capital da República. O presidente da Fecomércio-DF, Adelmir Santana, diz que existe uma certeza de que o parlamentar ou o administrador público que abraçar esse estudo estará em sintonia com o desenvolvimento e a qualidade de vida na cidade. “Mesmo com apenas 54 anos, o Distrito Federal apresenta problemas sérios que demandam soluções urgentes. O crescimento desordenado impôs desafios ao tombamento e a vida dos brasilienses”, explica Adelmir. “Administrações públicas desfocadas também fizeram com que problemas de saúde, mobilidade e segurança fossem agravados. Esse estudo é uma tentativa de reverter essa deterioração e colaborar com os governantes, administradores e parlamentares interessados em reviver Brasília”, completa Adelmir Santana.

O documento possui 166 páginas. Entre os diversos capítulos, um deles apresenta uma radiografia sobre a situação do DF e outro indica sugestões para problemas nas áreas de desenvolvimento econômico, saúde, educação, segurança, economia criativa, mobilidade urbana e gestão pública. Entre os especialistas que colaboraram com o trabalho estão: o geógrafo e professor emérito da UnB, Aldo Paviani; o arquiteto Carlos Magalhães; o professor da Enap José Luiz Pagnussat; o professor de finanças públicas da UnB Roberto Piscitelli; o consultor de economia e administração Nilson Holanda; o secretário de Planejamento do Paraná, Cassio Taniguchi; a ex-secretária de Economia Criativa do Ministério da Cultura, Cláudia Leitão; o especialista em segurança pública da Universidade de Brasília (UnB) Antônio Flávio Testa; e o diretor geral da Polícia Civil do DF, Jorge Luiz Xavier.

Novo mandato se inicia em janeiro de 2015 e tem duração de quatro anos

O Conselho Deliberativo do Sebrae Nacional elegeu nesta quinta-feira (11) o seu novo presidente e também a nova Diretoria Executiva da instituição. O atual presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, será o presidente do Conselho Deliberativo Nacional (CDN) do Sebrae, em substituição a Roberto Simões, da Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

Para a Diretoria Executiva do Sebrae Nacional foram reeleitos o presidente Luiz Barretto e o diretor de Administração e Finanças, José Claudio dos Santos. Já para a Diretoria Técnica da instituição foi eleita a atual secretária de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Heloisa Menezes, em substituição a Carlos Alberto dos Santos. Os mandatos têm início em janeiro de 2015 e irão até dezembro de 2018.

Os dirigentes são eleitos pelos conselheiros que representam 13 entidades públicas e privadas: Confederação Nacional da Indústria (CNI); Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC); Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB); Secretaria da Micro e Pequena Empresa (SMPE); Banco do Brasil (BB); Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); Caixa Econômica Federal (CEF); Financiadora de Estudos e Projetos (Finep); Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras (Anpei); Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec); Associação Brasileira de Instituições Financeiras de Desenvolvimento (ABDE) e Associação Brasileira dos Sebrae/Estaduais (Abase).

O novo presidente do Conselho Deliberativo Nacional, Robson Braga, é engenheiro mecânico formado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Presidente da CNI, foi reeleito em outubro para o segundo mandato de quatro anos à frente da confederação. Anteriormente, ocupou por dois mandatos (de 2002 a 2010) na presidência da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). É membro titular do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República (CDES) e vice-presidente da Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Há 30 anos, preside a Orteng Equipamentos e Sistemas Ltda., empresa que produz equipamentos para os segmentos de energia, petróleo, gás, mineração, siderurgia, saneamento, telecomunicações e transportes.

O presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto, reeleito agora para o seu segundo mandato, é formado em Sociologia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo e ocupava o cargo de ministro do Turismo antes de presidir o Sebrae, em 2011. Ele já havia trabalhado na instituição como gerente nacional de Marketing e Comunicação, de 2005 a 2007. Sua vida pública teve início na década de 80, no Sistema Estadual de Análise de Dados (Fundação Seade) e no Centro de Estudos de Cultura Contemporânea (Cedec), ambos de São Paulo. Exerceu funções de direção nas prefeituras de São Paulo, São Vicente e Osasco, onde foi secretário de Indústria, Comércio e Abastecimento.

O diretor de Administração e Finanças, José Claudio dos Santos, reconduzido para mais um mandato, é graduado em Direito, com especializações nas áreas de qualidade, inovação e gestão. Atualmente, também preside o Conselho Deliberativo do Sebrae Previdência, o Conselho Fiscal na Apex-Brasil, e é conselheiro da Associação Brasileira de Recursos Humanos e da Junior Achievement Brasil. Já ocupou a posição de diretor-técnico e de gestão do Sebrae no Rio Grande do Sul (2003 a 2008), foi diretor na Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) e diretor de Desenvolvimento de Pessoal e Qualidade da Springer Carrier S/A, no Rio Grande do Sul.

A nova diretora-técnica do Sebrae Nacional, Heloisa Menezes, é graduada em Economia com mestrado em Desenvolvimento Agrícola. Além de secretária de Desenvolvimento da Produção do MDIC, Heloisa foi diretora de Relações Institucionais da CNI, superintendente do Instituto Euvaldo Lodi de Minas Gerais, diretora-técnica do Instituto Metas e professora de economia da PUC-MG. Ela conta com mais de 15 anos de experiência em projetos de política industrial e tecnológica.

 Expresso Pequi

Goiás247 – O trem de alta velocidade ligando Brasília a Goiânia – apelidado de Expresso Pequi -, com ramificações para as cidades de Águas Lindas de Goiás e Santo Antônio do Descoberto, no Entorno Sul do Distrito Federal, voltou a ser tema de importante reunião entre o governador Marconi Perillo e o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Jorge Bastos, na tarde desta quarta-feira (10).

No encontro, o governador e a direção da ANTT definiram um cronograma para realização, já no ano que vem, dos estudos de viabilidade e do projeto executivo.

De acordo com a previsão apresentada por Ronaldo Magalhães, técnico-financeiro da ANTT, até maio do próximo ano uma empresa de consultoria deverá apresentar o resultado do estudo de viabilidade. Em seguida será iniciado o projeto executivo para que a obra seja colocada em licitação. Técnicos da agência expuseram ao governador os estudos de viabilidade técnica, econômica, socioambiental e jurídico-legal para o desenvolvimento estratégico do transporte ferroviário de passageiros e carga no corredor Brasília/Anápolis/Goiânia.

O encontro ocorreu na sede da ANTT, em Brasília, na presença também do secretário de Cidades, João Balestra, do deputado federal eleito, Célio Silveira e da deputada estadual eleita, Lêda Borges, ambos representantes dos municípios goianos localizados no Entorno do DF. O diretor-geral da ANTT, Jorge Bastos, lembra que após a conclusão do projeto executivo, o trem será detalhado para a presidente Dilma Rousseff, a quem caberá dar a palavra final para a execução da obra.

“A execução do projeto está sendo amadurecida há muito tempo. Nós assinamos o primeiro protocolo há dois anos e meio juntamente com o governo de Brasília, a ANTT, Sudeco e vários outros órgãos federais e estaduais”, afirmou o governador. “Agora nós já estamos vendo a finalização do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEC) e vamos partir para uma próxima etapa, que é a definição do trajeto, de custos, enfim, do projeto executivo. Isso tudo pode ficar pronto até o final de 2015 para que em 2016 esse projeto possa começar a se tornar realidade”, disse Marconi.

“Nós pretendemos levar o projeto para o Governo Federal para que ele analise, com dados já conclusivos, a demanda e o custo do projeto, para que (a União) tenha sensibilidade maior para viabilizar a obra”, declarou Jorge Bastos. De acordo com os primeiros estudos elaborados por técnicos da ANTT, o trem de alta velocidade entre Goiânia e Brasília seguirá os mesmos parâmetros do projeto já elaborado para a construção do ramal entre Campinas/São Paulo e Rio de Janeiro. A velocidade máxima será de 200 quilômetros por hora estimando-se o máximo de uma hora e meia para a conclusão do trajeto, contando-se com as paradas previstas.

O trem entre as duas capitais, somando-se os ramais para as duas cidades do Entorno – Santo Antônio do Descoberto e Águas Lindas de Goiás – atenderá uma população estimada de 6,3 milhões de pessoas, com a previsão de transportar 7,3 milhões de passageiros por ano. O projeto divide a ferrovia em dois tipos de transportes, o regional – Goiânia/Brasília – e o de integração – DF/Águas Lindas/Santo Antônio do Descoberto e Goiânia/Anápolis, também conhecido como semi-urbano. Os primeiros estudos indicam que a linha começará a operar na Rodoferroviária de Brasília e interligará o VLT e o BRT no centro de Goiânia.

ENTORNO

O transporte coletivo de passageiros que atende as cidades do Entorno do Distrito Federal também entrou na pauta da reunião desta quarta-feira do governador Marconi Perillo com o diretor-geral da ANTT, Jorge Bastos. “O diretor Jorge tem-se mostrado extremamente sensível com a situação do transporte coletivo do Entorno. Marcamos um novo encontro para darmos sequência às discussões sobre as medidas que podem ser tomadas para melhorar o serviço. Vamos envolver os governos de Goiás, do DF e Federal para acharmos uma solução para este grave problema. O importante é que há, desde sempre, uma sensibilidade enorme por parte da ANTT e do diretor Jorge Bastos para que resolvamos essa questão”, detalhou Marconi.

A construção de um novo acesso ao novo aeroporto de Goiânia também foi discutida no encontro. O assunto deverá ser tema de nova reunião entre o governador e o diretor-geral da ANTT brevemente.

O governador Marconi Perillo passou a quarta-feira em Brasília onde, além da produtiva reunião na ANTT, prestigiou as posses do novo presidente do Tribunal de Contas da União (TCU ), Aroldo Cedraz, e do vice-presidente, Raimundo Carreiro, ocorridas na parte da manhã e da procuradora de Justiça de Goiás, Ivana Farina Navarrete Pena no recém-criado Conselho Nacional dos Direitos Humanos, ocorrida no final da tarde no Palácio do Itamaraty. Ambas as solenidades foram prestigiadas pela presidente Dilma Rousseff e as mais altas autoridades do governo federal e dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Brasilia, 09/12/14 - Fotos: Vinicius Loures /BG Press - 7º Prê

Lançamento do Prêmio Sebrae de Jornalismo reuniu profissionais da imprensa e empresários da capital

Foi lançada ontem (9), na Ilha das Tribos, a sétima edição do Prêmio Sebrae de Jornalismo, etapa distrital. O prêmio é uma iniciativa do Sebrae Nacional, com realização da Revista Imprensa, criado com o objetivo de premiar as melhores reportagens veiculadas sobre microempreendedores individuais e micro e pequenas empresas.

Para o diretor superintendente do Sebrae no DF, Antonio Valdir Oliveira Filho, esse prêmio é uma oportunidade de valorizar reportagens que mostram um Distrito Federal que as pessoas ainda não conhecem. “Temos, aqui, um mercado pujante, com uma população empreendedora, que precisa ser reconhecida. O trabalho dos jornalistas é fundamental para que haja esse reconhecimento da sociedade”, afirmou Valdir.

A novidade desta edição é a premiação da categoria Imagem Jornalística, que premiará a melhor foto, sequencia de fotos ou reportagem cinematográfica. Também serão premiados trabalhos inscritos nas categorias Jornalismo Impresso, Radiojornalismo, Telejornalismo e Webjornalismo. As matérias e reportagens que forem premiadas na etapa distrital seguem para etapa regional e, em seguida, para a etapa nacional, que acontece aqui na capital, em meados de 2015.

As inscrições para o Prêmio Sebrae de Jornalismo vão até o dia 9 de janeiro de 2015 e poderão ser inscritas as reportagens veiculadas de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2014. Os interessados podem consultar o regulamento do prêmio por meio do site www.premiosebraedejornalismo.com.br ou tirar suas dúvidas no contato@premiosebraedejornalismo.com.br.

A cerimônia de lançamento terminou com uma homenagem a Brasília ao som de Oswaldo Montenegro e banda.

Pagamento começa nesta quarta-feira (10) e segue até o dia 23. Valor médio do benefício é de R$ 169,03

O Bolsa Família complementa a renda de 14 milhões de famílias no mês de dezembro. Como em todo ano, o calendário do pagamento no mês de dezembro é antecipado, para que termine antes do Natal. Assim, neste mês o pagamento inicia nesta quarta-feira (10) e segue até o dia 23.

bolsa familia

Ao todo, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) está transferindo R$ 2,3 bilhões, com valor médio do benefício por família de R$ 169,03. Os recursos ficam disponíveis para saque durante 90 dias. O valor repassado depende do número de membros da família, da idade de cada um e da renda declarada no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal.

Para saber em que dia sacar o benefício, a família deve observar qual é o último algarismo do Número de Identificação Social (NIS) impresso no cartão do Bolsa Família. Os beneficiários com cartões terminados em “1” recebem no primeiro dia do calendário de pagamento, os terminados em “2”, no segundo dia, e assim por diante.

buriti

Entre ativos, servidores dizem não ter recebido pagamento também. GDF diz que aposentados vão receber até o fim desta quarta (10).

Do G1 DF – O governo do Distrito Federal (GDF) e o Sindicato dos Empregados da Saúde (SindSaúde) confirmaram que o pagamento em atraso de servidores ativos da saúde foram depositados nas contas dos funcionários, na manhã desta quarta-feira (10). No entanto, segundo o GDF e o SindSaúde, os salários de cerca de 10 mil servidores aposentados e de funcionários de empresas terceirizadas da área ainda não foram transferidos.

Servidores públicos do DF fizeram uma manifestação de oito horas na área central de Brasília, na tarde desta terça (9), por causa dos salários em atraso desde a última sexta (5). Uma servidora ativa que afirma ser concursada da Secretaria de Saúde diz, no entanto, que ainda não recebeu o salário atrasado. A técnica de enfermagem Patrícia Cristina Cardoso afirmou ao G1 que o pagamento dela não caiu.

“Eu vou 11h no banco, na hora que abrir, pra ver se o problema foi o GDF ou o banco, todo mundo daqui no meu serviço recebeu, só o meu que não caiu”, afirmou.

Servidores da Secretaria de Saúde informam que vão se manifestar às 10h desta manhã na frente do prédio da pasta. São servidores da fisioterapia, enfermeiros, médicos e nutricionistas que alegam não terem recebido os salários.

APOSENTADOS

O diretor do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do Distrito Federal (Sindate), Jorge Viana, afirmou que a maior parte dos trabalhadores confirmou o recebimento dos salários, com exceção dos aposentados.

“O que está deixando o sindicato desconfortável é porque o salário dos aposentados não foi depositado. Isso é uma covardia”, afirma. “Eles fizeram essa manobra para acalmar quem está trabalhando, que é o que mais importa para eles.”

Viana afirmou que a paralisação da categoria foi suspensa, mas que se os salários devidos não forem depositados em 24 horas,  vão convocar nova assembleia para definir se haverá nova greve.

A aposentada Conceição Valor Rey é pensionista por causa do ex-marido, que era médico da Secretaria de Saúde. Ela afirma que o banco em que recebe a pensão está cobrando juros em cima dos pagamentos de cheques pré-datados e de débito em conta que caem.

“São 45 reais de taxa por cada cobertura que cai na conta. A gente que vai arcar com isso também? Essa noite entrou um cheque, por exemplo, como não entrou o dinheiro, o BRB cobriu, mas tem 45 reais de juros mais impostos cobrados [...] Eu corri para cobrir o cheque, quem coloca conta em débito tá entrando nessa. Eu estou aqui subindo pelas paredes”, disse.

O secretário de Administração Pública, Wilmar Lacerda, afirmou que os salários dos aposentados da área da Saúde devem ser depositados até esta quarta (10) à noite. Quanto aos juros que estão sendo cobrados, o governo informou que vai procurar o Banco de Brasília (BRB) para que não haja esses descontos.

A presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues, disse nesta terça (9) que a greve pode continuar caso o governo não cumpra o pagamento dos aposentados e despesas em atraso, como horas extras e férias. “O fato de o GDF pagar nosso salário não encerra as negociações. Talvez a gente até volte ao trabalho, mas o movimento paredista pode voltar a qualquer momento”, declarou.

Para Marli, o não pagamento aos aposentados da categoria “não pode ser uma constante do governo”. “Não vamos aceitar de forma alguma esse tipo de prática porque está discriminando quem não tem condições de reagir”, disse.

TERCEIRIZADOS

O GDF também confirmou que funcionários terceirizados da saúde ainda não receberam os salários. Alguns funcionários começaram a se aglomerar na porta do Palácio do Buriti nesta manhã, por volta das 7h30, para reivindicar o recebimento.

Segundo o secretário Lacerda, as empresas deveriam ter repassado o que devem. Ele admitiu que algumas têm dívidas há três meses.

“As empresas contratadas são obrigadas a pagar o salário dos terceirrizados . Elas tem que ter dinheiro em caixa para pagar em até 3 meses os salários desss servidores terceirizados. É verdade que algumas empresas já alcançaram três meses de atraso [...] cada caso nós vamos negociar”, afirmou.

SANOLI

O secretário de Administração Pública, Wilmar Lacerda, também disse que o dinheiro em atraso ainda não foi repassado à Sanoli – empresa responsável pelo fornecimento de alimentação a funcionários e acompanhantes de pacientes da rede pública. A Sanoli paralisou os serviços na última sexta-feira (5) alegando não ter recebido o pagamento do mês de outubro. É a segunda vez que a entidade faz isso nos últimos dois meses. Segundo o governo, o pagamento será realizado até sexta-feira.

“Nós estamos fazendo remanejamentos para que a Secretaria de Saúde tenha os recursos necessários para fazer o pagamento da Sanoli dia 12 deste mês e que não falte alimento na mesa daqueles que necessitam da saúde no Distrito Federal”, afirmou Lacerda.

DIFICULDADES FINANCEIRAS

O governo do Distrito Federal alega que teve uma arrecadação menor do que a esperada e que isso se refletiu no pagamento de servidores e manutenção de serviços. O Executivo afirma que vai fechar as contas e entregar o governo sem dívidas ao próximo gestor, Rodrigo Rollemberg. No primeiro discurso após a eleição, ele havia dito que o rombo era de R$ 2,1 bilhões.

Na saúde, o governo decidiu remanejar R$ 84 milhões de convênios com o governo federal – incluindo o fomento a programas de combate e prevenção a doenças como dengue e Aids, que apresentaram indicadores ruins neste ano – para pagar dívidas com fornecedores e reabastecer a rede pública da capital do país com medicamentos e materiais hospitalares. Um levantamento feito por técnicos estima que o rombo da pasta seja de R$ 150 milhões.

Evento tem formato moderno e foco na troca de experiências e na network

O Sebrae no DF realiza no dia 9 de dezembro, às 18 horas, no auditório de sua sede, no SIA, a 5ª edição do Workshop de Sustentabilidade Lucrativa. Baseado em experiências trazidas pelas missões nacionais e internacionais que a instituição realiza, o evento, em formato moderno e dinâmico, tem o propósito de incentivar ações de inovação e criatividade. Trata-se de um workshop em que dez empresários contam, em palestras rápidas e interessantes, suas trajetórias, seus erros, seus acertos e seus aprendizados – indo desde as boas práticas até a gestão do conhecimento.

Para isso, são escolhidos empreendedores de diversos segmentos, que se inscrevem pela internet (www.sustentabilidadelucrativa.com.br). É formado, então, o grupo de palestrantes, em um mix de experiências interessantes e assuntos variados.

O empresário Dimitri Lociks, da Contraponto Design, especializada em design e arquitetura, será um dos palestrantes do workshop. Como o tema “Desenvolvimento de produtos sustentáveis”, ele vai mostrar um trabalho italiano que propõe quatro formas de desenvolver produtos sustentáveis, dependendo da maturidade e da missão da empresa. “Espero conscientizar os empresários presentes das diversas formas de trabalhar a sustentabilidade em seus pequenos negócios”, diz o designer industrial e microempresário.

Outro palestrante do workshop, André Leal, da Brasília FabLab – Laboratório Criativo, um espaço de criação de protótipos físicos e de multiplicação de conhecimento sobre impressão 3D, corte a lazer e outras possibilidades criativas, falará sobre o tema “Fabricação digital e as mudanças no conceito de fabricação de protótipos”. “Mostraremos como novas tecnologias, hoje de fácil acesso, tendem a mudar os negócios, dando vida a ideias que pareciam inatingíveis, e sobre como o acesso democrático às novas tecnologias tem impulsionado novos negócios”, explica o desenhista industrial André Leal.

“A ideia é explorarmos rapidamente assuntos de interesse do público, sem tomar muito tempo nem dos palestrantes nem da plateia. Queremos que todos saiam com um gostinho de ‘quero mais’ e que ser formem, assim, redes de interesse mútuo, para contato e troca de experiências, entre as pessoas que se encontram nesse evento”, explica Ana Maria Araújo, gestora de Sustentabilidade do Sebrae no DF. Para facilitar essa aproximação, o evento conta com um intervalo para que se troquem cartões e informações, e com uma rodada de perguntas da plateia aos expositores.

“O evento tem sido um grande sucesso entre os empresários, porque, ao final de cada evento, a network que se forma é muito grande”, acrescenta a gestora. “As quatro edições do evento realizadas até agora superaram nossas expectativas. Temos a certeza de que a 5ª Edição do Workshop de Sustentabilidade Lucrativa fechará esse ciclo 2014 com ainda mais sucesso e conhecimentos para todos participantes”, completa Ana Maria.

SERVIÇO

5ª Edição do Workshop de Sustentabilidade Lucrativa

Data: 9/12

Horário: 18h

Local: Auditório do Sebrae no DF – SIA Trecho 3, Lote 1.580

Inflação

Número referente a novembro está abaixo do teto estabelecido pelo Banco Central, de 6,5%

A inflação medida em novembro no Distrito Federal referente ao acumulado dos últimos 12 meses foi de 6% e, com isso, a unidade da Federação continua abaixo do teto de 6,5% estabelecido pelo Banco Central, a exemplo do que ocorreu nos outros meses deste ano. O dado – divulgado nesta sexta-feira (5) pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) – também é menor do que a média nacional, de 6,59%.

“No caso do DF, as oscilações são muito mais acentuadas, no entanto, o IPCA ficou bem abaixo do teto nacional, em 0,15%, trazendo o acumulado de 12 meses para exatamente 6%, mostrando certa volatilidade, mas confirmando, também, uma tendência de acomodação da inflação percebida desde junho”, explicou o presidente da Codeplan, Júlio Miragaya.

Além de conseguir manter-se abaixo do teto, o DF neste mês apresentou uma considerável queda, já que em outubro o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) marcou 6,42%. Já na análise mensal, o acréscimo em novembro ficou em 0,15%, mostrando muita irregularidade ao longo do ano.

No país, os grupos que mais contribuíram em pontos percentuais para o índice foram alimentação e bebidas (0,77 p.p.), habitação (0,69 p.p.) e transportes (1,64 p.p.). Já na capital federal, os elementos em alta são alimentação e bebidas (0,31 p.p.), educação (4,51 p.p.), vestuários (0,93 p.p.), e o destaque é a queda nos transportes (0,57 p.p.).

Segundo o economista da Codeplan Newton Marques, “basicamente, os três principais responsáveis pela inflação no DF, ao longo de doze meses, foram alimentação e bebidas, habitação e despesas pessoais, observando, também, que os transportes vêm caindo bastante”, disse.

ALIMENTOS

Segundo o índice Ceasa do Distrito Federal (ICDF), referente ao mesmo período, a variação nos preços foi de 5,95%, sendo que as frutas aumentaram 1,42%, os legumes, 15,73%, as verduras, 35,7%, e ovos e grãos, 3,63%.

No setor frutífero, o principal responsável pelo aumento foi o abacate (57,7%) por conta do período das entressafras. Registraram queda o mamão-havaí (-2%) e a manga-allen (-18,7%).

Para o grupo de legumes, as altas foram da batata lisa (129,59%) e abobrinha e cenoura (57,4%). As reduções foram para o chuchu e quiabo (-20%). Quanto às verduras, alta da alface americana (34,9%) e couve (42%). Destaque para a queda do único item do setor, o milho verde (-8,21%).

O índice é baseado no acompanhamento de preços de 65 produtos hortifrutigranjeiros no mercado atacadista do Distrito Federal. (Agência Brasília)

vilmar lacerda

Os quase 85 mil funcionários deveriam ter recebido na semana passada. Depósito ocorre nesta segunda; sem repasse, creches seguem paradas.

Do G1 DF – O secretário de Administração, Vilmar Lacerda, afirmou que o governo do Distrito Federal vai depositar R$ 700 milhões nesta segunda-feira (8) para pagar os servidores da Educação e da Saúde. Os salários deveriam ter caído na conta dos profissionais na quinta (4) e na sexta (5) da semana passada, respectivamente.

Segundo o gestor, o problema ocorre porque o Executivo enfrenta problemas na receita. Além disso, as operações para transferência dos recursos federais só teriam sido finalizadas no início da noite de sexta. O valor, segundo ele, corresponde à folha líquida das duas pastas.

“O DF, como todos os estados brasileiros, em função do baixo crescimento da economia, teve um problema de receita, de arrecadação e frustração da arrecadação. Nós estamos vivendo o que 15 estados brasileiros estão vivendo, dificuldade de pagamento”, afirmou Lacerda. “Isso é normal no final do ano, mas nós vamos acertar todas essas contas.”

A Secretaria de Educação tem aproximadamente 50 mil servidores. De acordo com o Sindicato dos Professores, atrasos no pagamento não ocorriam há pelo menos dez anos.

“Salário é coisa sagrada, é serviço prestado, nós não recebemos antecipado, já trabalhamos. Portanto, deve-se honrar isso, respeitar o direito do trabalhador”, disse a diretora da entidade Rosilene Correia.

A professora Maria Miranda também reclamou. “Todo mundo está com as contas atrasadas, está com pagamento de comida, de água, de escola, de filho.”

Já a Secretaria de Saúde tem 35 mil servidores, que enfrentam também outras dificuldades. Eles continuam com a alimentação suspensa desde que a Sanoli, que oferece refeição para os 16 hospitais públicos e as cinco UPAs, voltou a paralisar o serviço alegando que o governo lhe deve R$ 23 milhões.

Lacerda afirmou que o pagamento está “garantido”. “O depósito é feito à noite, no banco, e amanhã estarão disponíveis os salários dos servidores.”

CRECHES

Creches que recebem verba do governo para funcionar por meio de um convênio completaram uma semana de greve nesta segunda (8). De acordo com o conselho que as representa, 22 unidades estão de portas fechadas por falta de dinheiro.

O governo diz que o atraso ocorreu por motivos pontuais e que está adequando o fluxo de caixa para pagar as dívidas. A previsão era de que isso foi feito até sexta.

Mãe de David, a autônoma Fátima Soares conta que não sabe o que vai fazer. Ele estudava em um estabelecimento da Asa Norte, que alega que o repasse não acontece desde setembro. A direção fez empréstimos para manter o caixa, mas afirma que o dinheiro acabou. “Muitas mães estão nessa situação, não têm onde deixar o filho,” diz a mulher.

O secretário afirma que o problema será corrigido nesta semana. “A Secretaria de Educação, que é quem faz os contratos com as creches, deve normalizar o pagamento neste mês, [...] nesta semana.”

Inflação

No acumulado de 12 meses, índice ficou em 6,56%. Carne lidera ranking dos principais impactos, pelo 3º mês consecutivo.

Cristiane Cardoso e Marta Cavallini, do G1 – A inflação oficial do país, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 0,51% em novembro. No mês anterior, havia sido de 0,42%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 6,56% e se manteve acima do teto da meta do governo, de 6,5%, pelo 4º mês seguido. No acumulado do ano, até novembro, o índice é de 5,58%. Em novembro de 2013, a taxa havia sido de 0,54%.

CARNE

A carne lidera o ranking dos principais impactos, com alta de 0,09 ponto percentual, pelo terceiro mês consecutivo. Os preços aumentaram 3,46% em novembro, mais do que em outubro (1,46%) e acumulam alta de 17,81% no ano. No mês, as carnes chegaram a subir 7,51% na região metropolitana de Belém, seguida de Campo Grande (6,03%) e de Goiânia (5,87%). No ano, os preços aumentaram mais em Goiânia, 24,12%, e em Belém, 22,95%. A batata-inglesa também foi destaque entre os alimentos com maior aumento de outubro para novembro, subindo 38,71% na média. Em Salvador, chegou a 75,49%.

Assim, o grupo alimentação e bebidas foi responsável por 37% do IPCA de novembro, com a maior variação e o maior impacto no mês.

“Este ano foi praticamente marcado pelos alimentos e alguns administrados. Além do sobe e desce das commodities, nós tivemos problemas sérios climáticos que prejudicaram as lavouras como vem prejudicaram, então, os alimentos foram marcantes no sentindo de definir os movimentos da série do IPCA”, explicou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de índices de preços do IBGE.

GASOLINA

Em segundo lugar no ranking dos principais impactos vem a gasolina, com alta de 0,07 ponto percentual de outubro para novembro. De acordo com o IBGE, o preço do litro da gasolina ficou 1,99% mais caro, refletindo, nas bombas, parte do reajuste de 3% nas refinarias, em vigor a partir de 7 de novembro. Goiânia foi destaque, com alta de 7,95% no mês.

ELETRICIDADE

A seguir vem a energia elétrica, com aumento de 0,05 ponto percentual de um mês para o outro. As maiores variações foram registradas em Fortaleza (10,18%) e Salvador (6,97%), em decorrência de aumentos no PIS/Pasep/Cofins, além do Rio de Janeiro (8,83%), onde ocorreu reajuste de 17,75% em 7 de novembro em uma das concessionárias.

“As exportações no Brasil vêm aumentando, especialmente as carnes. Pelo terceiro mês consecutivo a carne vem pressionando o IPCA com principal impacto de cada um desses três últimos meses. E no ano a carne já apresenta aumento 17%. A seca prejudica os pastos, não tem gado suficiente para abate. Além disso, as exportações têm sido muito fortes, principalmente da Rússia, que deixou de comprar dos Estados Unidos para comprar do Brasil. Não só carne, mas queijo e frango. Então, é uma pressão de demanda”, diz a coordenadora do IBGE.

Eulina afirmou ainda que em 2013 a energia elétrica fechou em -15% e foi um dos fatores – se não o principal – que ajudou a conter a inflação no ano. No entanto, de acordo com ela, isso não aconteceu em 2014. “As tarifas que haviam sido contidas lá aumentaram agora por conta de todas as questões que o país está vivendo com a estiagem e o problema da água”, afirma.

Sobre a batata-inglesa, Eulina explicou que “o peso dela não é tão importante no orçamento da gente quanto a carne”.

ÍNDICES REGIONAIS

Nos índices regionais, o maior foi o de Goiânia (1,21%), onde os combustíveis (7,84%) foram responsáveis por 0,53 ponto percentual do índice do mês, com alta de 7,95% na gasolina e de 9,70% no etanol. O aumento de 3,28% nos preços dos alimentos consumidos no domicílio também pressionou o resultado. O menor índice foi o de Vitória (0,03%), com as contas de energia elétrica 6,73% mais baratas em função das alíquotas do PIS/Pasep/Cofins.

A aceleração da taxa se deu quase em todas as regiões metropolitanas, segundo o IBGE. “Essa aceleração da taxa foi praticamente em todas as regiões metropolitanas de outubro para novembro. Goiânia liderou passando de 0,78% para 1,21%. Fortaleza foi para 0,81%, e praticamente o responsável por esse avanço foram os alimentos”, diz Eulina Nunes dos Santos.

“Quando a gente olha o resultado no ano e os últimos 12 meses, vê que eles estão chegando perto. As taxas estão tendendo a ficar mais próximas. E o Rio de Janeiro lidera tanto o resultado no ano quanto nos 12 meses, com 6,13% e 7,37% [respectivamente]”, completou.

INFLAÇÃO PELO INPC

Nesta sexta-feira, o IBGE ainda divulgou o comportamento da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que variou 0,53% em novembro, acima do índice de 0,38% de outubro em 0,15 ponto percentual. No ano, o indicador acumula alta de 5,57%, acima da taxa de 4,81% relativa a igual período de 2013. Em 12 meses, o índice é de 6,33%, próximo dos 6,34% relativos aos 12 meses anteriores. Em novembro de 2013, o INPC havia sido 0,54%.

O INPC se refere às famílias com rendimento monetário de um a cinco salários mínimos e abrange 10 regiões metropolitanas do país, além de Brasília e dos municípios de Goiânia e Campo Grande.

Ministro da Fazenda falará sobre os desafios da economia brasileira

O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) recebe, nesta quinta-feira (4), às 16h, na sede da entidade, em Brasília, o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele participa de mais uma edição do Quintas do Saber, projeto realizado pela Academia Brasileira de Ciências Contábeis (Abracicon) em parceria com o CFC e a Fundação Brasileira de Contabilidade (FBC).

Participam como debatedores o ex-ministro da Previdência Social (2005-2007), Nelson Machado, e o acadêmico da Abracicon, Antoninho Marmo Trevisan.

Mais cedo, porém, às 15h, o evento terá, como expositores, o membro do International Accounting Standards Board (IASB), Amaro Gomes, e a representante do CFC na International Federation of Accoutants (IFAC), Ana María Elorrieta.

Eles falarão sobre a internacionalização das normas de contabilidade pelo Brasil. Para fomentar a discussão neste assunto, os debatedores serão a vice-presidente Técnica do CFC, Verônica Souto Maior, e o presidente do Instituto de Auditores Independentes do Brasil (Ibracon), Eduardo Augusto Rocha Pocetti.

O Quintas do Saber tem como objetivo debater temas atuais da contabilidade nacional, de relevante impacto no desenvolvimento econômico do País, com a classe contábil, além de autoridades técnicas e políticas.

A vitrine, independente do formato do negócio, precisa convidar o cliente para entrar ou navegar, no caso da homepage do site

O Sebrae preparou uma lista com uma série de dicas para auxiliar os lojistas a incrementarem as vendas no Natal. A data, considerada pelo comércio varejista nacional como a mais importante do calendário, é responsável por cerca de 15% do movimento médio anual do varejo, segundo a Associação Comercial de São Paulo.

Por isso, é muito importante que o lojista exponha os produtos da melhor forma, determinando o cronograma de recebimentos de produtos, o que comprar para o período e como vender por faixa etária e sexo. É preciso aguçar os sentidos do consumidor: visão, tato, cheiro e paladar.  A vitrine, independente do formato do negócio (rua, shopping ou e-commerce), precisa saltar aos olhos e convidar o cliente para entrar ou navegar, no caso da homepage do site.

“As datas comemorativas são fundamentais para que o comércio seja aquecido, ajudam a impulsionar os negócios e consequentemente a economia do país. Dependendo da atividade, o faturamento do empresário pode até mesmo dobrar na época de Natal”, afirma o diretor-superintendente do Sebrae em São Paulo, Bruno Caetano.

A palavra-chave para aproveitar o período é planejamento. Resgate o histórico de vendas e relembre o desempenho dos anos anteriores: quais foram os produtos mais procurados; o que encalhou; quais foram os horários de pico; como foi o preparo da loja; atendimento; quantos funcionários temporários contratou e se teve problema com troca de mercadorias.

“Quem quer vender mais precisa correr. A primeira parcela do 13º salário já saiu e o comerciante precisa atrair o consumidor para antecipar as compras de fim de ano. Bole atrativos para as pessoas comprarem agora”, observa o diretor do Sebrae.

DICAS PARA VENDER MAIS NO PERÍODO: 

1 – Clareza: não esconda nem manipule o preço do produto e do frete para iludir os consumidores. Destaque todos os valores que fazem parte da compra

2 – Acessibilidade: deixe o produto com fácil acesso, principalmente em lojas de autosserviço

3 – Dê atenção: seja exclusivo ao seu cliente; ouça-o com cuidado e identifique suas necessidades

4 – Sinalização: mercadorias bem sinalizadas vendem mais rápido

5 – Soluções: para o cliente não existe uma só saída; procure dar o máximo de opções

6 – Criatividade: monte kits por faixa etária e sexo, combinando vários produtos

7 – Acompanhe seu estoque: isso permite ajustes de curto prazo para aumentar as vendas

8 – Recebimento de produtos: faça um cronograma para não receber tudo em um só lote

LOJA DE RUA

•  Invista no visual. Decore o estabelecimento com enfeites natalinos

• Deixe os produtos expostos nos locais com maior tráfego de clientes

• Os artigos devem ficar na altura do olhar. O ideal é 1,60m, o que corresponde à média da estatura do brasileiro

•  Invista na iluminação para o dia e para a noite. A luz certa favorece a mercadoria. A vitrine precisa ser bem iluminada e o reflexo do sol deve ser controlado

LOJA DE SHOPPING

• A concorrência está ao lado. O cliente sai da loja e a poucos passos encontra outra loja

• Busque um diferencial. Traga mercadorias de outros estados e misture com as peças que já costuma ter

• Inove na vitrine. Mescle as peças tradicionais com as novas

• Crie pontos focais. As lojas são pequenas, no geral têm 60m2, então é preciso saber usar o pouco espaço que tem

•  Aposte na venda cruzada. Ofereça mix de produtos. Por exemplo: calça, blusa, sapato e bolsa ou, caso o ramo seja alimentação, bacalhau, azeite, azeitonas e vinho.  O freguês é induzido a comprar os quatro. Traga essa estratégia para o seu modelo de negócio

E-COMMERCE

•  A homepage precisa estar no clima festivo. Um design atrativo e especial para a data é fundamental

•  A navegação precisa ajudar o cliente a ter detalhes do produto. Utilize o sistema de lupa (zoom) para o consumidor visualizar a peça. Ele substitui a necessidade do cliente tocar o produto

•  Transmita confiança.  Contrate o serviço de segurança e coloque testemunhais de quem já comprou

•  Respeite o prazo de entrega. Não se comprometa com uma data que não poderá cumprir

PARA OS TRÊS MODELOS

•  Bom atendimento.  No caso da loja de rua e shopping não escolha o cliente pela aparência. Todos, independente do tipo físico ou da roupa que está vestindo, precisam receber um atendimento impecável. No caso do site é preciso ter um espaço para o cliente conversar com alguém, seja por e-mail, chat ou telefone

•  Prepare o seu estabelecimento para o grande movimento. Agilidade e paciência serão fundamentais

Mais de 100 estudantes de todos os estados participam, em Brasília, da etapa final da competição

Por Débora Cronemberger – - A equipe vencedora do Desafio Universitário Empreendedor será anunciada nesta terça-feira (2), às 19h, no Sebrae Nacional. A premiação vai encerrar cinco dias da etapa final dessa competição nacional, que busca desenvolver habilidades empreendedoras no público universitário entre os 108 estudantes finalistas de todas as regiões do país.

Os estudantes da etapa final são aqueles que acumularam mais pontos em seus estados devido à participação em atividades oferecidas na plataforma do Desafio Universitário Empreendedor, como jogos, conversas com especialistas em empreendedorismo e atividades de capacitação, como cursos online e presencial.

Participam desta etapa 27 equipes, cada uma representando um estado e o Distrito Federal, que são formadas, cada uma, por quatro estudantes. Os universitários melhores colocados nessa competição nacional vão receber prêmios como tablets e viagens no Brasil e ao exterior para conhecer centros que são referência em empreendedorismo.

“As equipes chegam a Brasília com uma ideia de negócio que precisa ser desenvolvida. Oferecemos aqui uma série de insumos para apoiá-los nesse processo, incluindo oficinas, palestras e mentoria”, afirma Olívia Castro, gerente-adjunta de Capacitação Empresarial (UCE) do Sebrae Nacional e gestora nacional do Desafio Universitário Empreendedor.

Na terça-feira de manhã, uma banca de jurados de especialistas em empreendedorismo vai selecionar a ideia vencedora, entre as dez melhores, que serão apresentadas nesta segunda (1ª).

O Sebrae criou um canal no YouTube, com boletins diários sobre as atividades que vêm acontecendo em Brasília. A cobertura nos vídeos é realizada por Cazé Pecini, ex-apresentador da MTV Brasil.

Carla Vecchi, gestora do projeto Educação Empreendedora do Sebrae em Mato Grosso, avalia que o envolvimento dos estudantes em uma competição sobre empreendedorismo não tem impacto somente entre eles, mas entre suas redes de contato. “A educação empreendedora tem um grande poder de transformação e contribui para o desenvolvimento das pessoas.”

Nova Diretoria do Sebrae-DF. Foto: Fernando Bizerra

Nova Diretoria do Sebrae-DF. Foto: Fernando Bizerra

Os membros do Conselho Deliberativo do Sebrae no Distrito Federal elegeram, na terça-feira, dia 25 de novembro, o novo presidente do Conselho, o Conselho Fiscal e a Diretoria Executiva da instituição para o quadriênio 2015-2018.

Luís Afonso Bermúdez assume o cargo de presidente do Conselho Deliberativo do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Distrito Federal a partir de janeiro. A expectativa dos conselheiros é dar continuidade aos ótimos resultados do Sebrae no DF.

Por sua condição de órgão máximo do Sebrae no DF, o Conselho Deliberativo Estadual desempenha atribuições relevantes nos aspectos político e de governança corporativa. Por isso, é fundamental que o cargo de presidente da instituição seja ocupado por alguém com o histórico de Afonso Bermúdez, que abraçou a causa das micro e pequenas empresas por reconhecer que o fortalecimento desses empresários ultrapassa a área econômica e alcança o universo político-institucional.

De acordo com Jamal Jorge Bittar, presidente da Federação das Indústrias do Distrito Federal (FIBRA), é muito importante a eleição de Bermúdez para o Sebrae no DF. “A Fibra considera muito positiva a escolha do professor Bermúdez para presidir o Conselho Deliberativo do Sebrae no DF. A integração entre a academia, o setor produtivo e o governo é fundamental para o fomento do empreendedorismo no Distrito Federal”, destacou Jamal.

Professor Bermúdez, como é conhecido, é Decano de Administração e Finanças da Universidade de Brasília e representa a UnB no Conselho Deliberativo do Sebrae no DF desde a sua criação, em 1991. A representação da UnB, conforme prevê a lei de criação do Sistema Sebrae, se dá de forma voluntária e gratuita. É a primeira vez que a Universidade de Brasília assume a presidência do Conselho Deliberativo do Sebrae.

Para Álvaro Silveira Júnior, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do DF (CDL-DF), a eleição de Bermúdez é muito importante para os empresários da capital. “Parabenizo o professor Afonso Bermúdez por essa conquista, também de todo o empresariado do Distrito Federal. Pela primeira vez, temos na presidência do Sebrae um representante com carreira universitária, e boa parte dela construída aqui mesmo, na nossa UnB. Bermúdez tem a minha admiração e o meu respeito pela importante contribuição que já deu e que vem dando a Brasília. Como é de sua personalidade, tenho certeza que ele fará uma gestão traçada pela inovação, superando metas e desafios”, completa Silveira.

Clayton Machado, presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes e Similares de Brasília (SINDHOBAR), também ficou satisfeito com a eleição. “O resultado consagra a tendência de integração das entidades de pesquisa que estão se aproximando do setor produtivo. A união da academia com o setor produtivo eleva o padrão de qualidade do segmento. O SINDHOBAR parabeniza todos e deseja uma gestão proativa”, finaliza Clayton.

Além de Luís Afonso Bermúdez, foi reeleito ao cargo de diretor superintendente do Sebrae no DF o administrador Antônio Valdir Oliveira Filho; para diretora de Gestão e Produção, a funcionária da instituição Cassiana Abritta Garcia Brandão; e para diretor de Atendimento, o economista Júlio Flávio Gameiro Miragaya.

Para o Conselho Fiscal da instituição foram eleitos os titulares Floriano Henrique Morais, José Maria de Araújo e Welington Corrêa de Oliveira e para suplentes, Arnaldo Rocha Mundim Junior, Fragmar Diniz Leite e Guilherme Nery da Fonseca Coelho.

Joaquim Levy 2Por Geraldo Samor, da Veja

A nação petista acorda hoje para encarar o seu D-Day econômico: os ‘inimigos’ chegaram ao palácio e agora estão no Poder.

A invasão da Normandia estagnada e deficitária começou com as ideias anfíbias de iluminismo fiscal e hoje avança praia acima liderada pelos generais da ortodoxia (uns com mais estrelas do que outros): o Comandante Levy, do Exército da Cidade de Deus, o General Barbosa, a consciência crítica do Antigo Regime e, na retaguarda, o Almirante Tombini, conhecido por manobrar o leme monetário ao sabor dos ventos.

Metáforas militares à parte, o debate que cerca a nomeação de Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda — o cargo que Dilma Rousseff acumula com a Presidência — é sobre a sinceridade de propósito de Dilma de abandonar aquela cadeira, bem como seu grau de convencimento a respeito do que precisa ser feito.

Trata-se de um debate com inúmeras questões, e é provável que o sistema Cantareira seque por completo antes que o mercado tenha todas as respostas que busca.

A primeira pergunta na cabeça dos investidores é se a Presidente entende a fragilidade da economia, o contexto internacional e o que está em jogo. Dado que a candidata Dilma passou a campanha negando as vulnerabilidades brasileiras e atribuindo o crescimento zero à “grave crise internacional”, é uma dúvida legítima.

Ainda assim, há motivos para crer que a ficha já caiu. De acordo com uma fonte com acesso ao Palácio, Dilma foi convencida de que duas crises gêmeas se avizinham: a política, com as ramificações da Lava Jato chegando mais dia menos dia ao Congresso, e a econômica, também uma questão de tempo dada a fragilidade das contas fiscais e a proximidade da alta de juros nos EUA. A Presidente sabe que será impossível sobreviver à primeira se não tiver a segunda sob controle.

Também parece lógico que Levy, um técnico sério, discreto e respeitado, só aceitou o convite porque viu condições de trabalhar com Dilma. Essas ‘condições’ são sinônimo de um arrocho clássico? Devagar com o andor que a Levyana é de barro. Provavelmente, Levy assumirá anunciando medidas com um horizonte de três anos – um ajuste com credibilidade, mas feito de maneira gradual. Esse é o denominador comum mais provável entre o Chicago boy e a presidente que acredita em política industrial.

Finalmente, para Dilma, não faria sentido pagar o preço político da nomeação de Levy se não fosse para obter os dividendos econômicos (de médio e longo prazo) do ajuste a ser feito por ele. Ajuste que, juram os economistas, deve ser menos doloroso dada a credibilidade pessoal do próprio.

Não bastassem as dúvidas sobre as convicções de Dilma, setores do mercado não estavam preparados para o realismo fiscal repentino da Presidente. A confirmação de Levy já ajudou a Bolsa e fortaleceu o Real, mas veio num momento em que boa parte dos gestores estão comprados no kit catástrofe: abraçados no dólar e com muito caixa na mão. (Pelo menos dessa ironia os petistas poderão rir.)

A situação é a daquele provérbio americano: “Cuidado com o que você deseja: você pode acabar conseguindo.”

É verdade que o grande ‘rali Levy’ por enquanto se manifestou mais nos juros do que na Bolsa. Desde que o Planalto vazou o nome de Levy na sexta passada — dois dias depois de avisarmos aqui — as taxas dos juros futuros (janeiro 2017 e 2021) fecharam brutalmente. No mesmo período, a Bovespa subiu só 3,7% em reais — os investidores internacionais estão ainda mais felizes: em dólar, ela já sobe 6,4%.

A última e mais importante pergunta: qual é o prazo de validade deste “neopalocci” na cadeira que Guido Mantega manteve quente durante oito anos de viagras setoriais, criatividade fiscal e embromation opiniático?

Levy fica um ano e pede o boné por não aguentar a chefe?

“A Dilma foi no médico e ele mandou ela tomar um comprimido e fazer repouso. Ela já concordou em tomar o comprimido, mas depois de duas horas na cama ela vai resolver levantar, dar uma arejada,” diz um investidor cético em relação à capacidade da Presidente de manter a disciplina. “Nessas duas horas, todo mundo vai estar acreditando que tá tudo no caminho certo…”

Diz uma fonte que conhece Levy: “O Joaquim é um cara que estudou e vai aplicar aquilo que ele estudou, o que tem que ser feito. É simples assim.. Não adianta vir dizer, ‘Aí não, Joaquim, se você fizer isso vai dar problema…’ Não! Ele não quer saber.”

Um outro investidor diz que as juras de amor à ortodoxia vão durar um ano — no calendário. “Ela só precisa de um ano para atravessar essa iminência de crise.. Depois…”

O investidor da metáfora do comprimido e do repouso vaticina: “Ou ele vai brigar com ela ou ele vai ceder a ela.”

O que dá a cruza entre uma microgerenciadora que não ‘compra’ o funcionamento dos mercados com um homem tímido, lacônico e treinado para saber que não existe almoço grátis?

O Brasil está prestes a descobrir.

Mas apesar do ceticismo dominante e de todos os questionamentos legítimos, há, aqui, um fato indisputável: a Presidente cujo voluntarismo nos legou uma economia em ‘estagflação’ a) deu uma banana para a candidata Dilma; b) ousou nomear o “inomeável”; c) surpreendeu mesmo os observadores mais otimistas, e parece, finalmente, estar pronta para anunciar medidas. Não se trata de dar a ela o benefício da dúvida, mas dos fatos.

Se Levy fizer anúncios razoáveis e transmitir a credibilidade que se espera, os mercados vão responder. Os investidores internacionais serão os primeiros a comprar a nova narrativa. Mais removidos do calor do debate político doméstico, eles tendem a reagir com mais rapidez às manchetes que sinalizam o ajuste. O fluxo dos gringos ‘faz o preço’ no mercado, e, com o tempo, acaba forçando a mão dos investidores locais, por enquanto convencidos de que nada disso é real — e que, se é, não terá vida longa.

Novos Ministros são anunciados como equipe econômica do governo brasileiro, durante conferência da imprensa nesta quinta-feira (27), no Palácio do Planalto, em Brasília (Ueslei Marcelino/Reuters)

Novos Ministros são anunciados como equipe econômica do governo brasileiro, durante conferência da imprensa nesta quinta-feira (27), no Palácio do Planalto, em Brasília (Ueslei Marcelino/Reuters)

Ministro recém-nomeado acena para previsibilidade e transparência das contas públicas, além de cravar a meta de superávit

Marcela Mattos e Luís Lima, da Veja – Em discurso após sua nomeação oficial ao comando do ministério da Fazenda, Joaquim Levy parecia estar lendo o conteúdo do que seria uma atualização da “carta ao povo brasileiro”. A jornalistas, ele falou tudo o que o mercado gostaria de ouvir e afastou temores sobre uma possível continuidade da atual política econômica, repetindo o que fez o ex-presidente Lula, em 2002, às vésperas das eleições, num intento de conter a saída de investidores do país. Levy acenou com uma mudança drástica na condução da política fiscal, afirmando que haverá mais transparência e previsibilidade — exatamente as duas palavras que ficaram longe do léxico do primeiro governo Dilma. O novo ministro chegou até mesmo a traçar a meta de superávit primário para o ano que vem, em 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB). O número é factível, segundo ele, se os ajustes necessários forem levados adiante. Tal meta corresponde à economia que o governo deve fazer para pagar os juros da dívida.

A política fiscal foi o primeiro e principal ponto abordado pelo ministro, já que é o maior alvo de críticas da atual gestão petista. “O objetivo imediato do governo, da Fazenda, é estabelecer uma meta de superávit primário para os três próximos anos que seja compatível com a estabilização e o declínio da dívida bruta em relação ao porcentual do PIB, considerando o nível de reservas estável”, disse. Em seguida, o futuro ministro cravou a perspectiva de superávit para 2015 e afirmou os objetivos para 2016 e 2017, de 2% do PIB. “Alcançar essas metas é fundamental para um aumento da confiança e criará bases para a retomada do crescimento da economia e da evolução dos avanços sociais”, disse Levy, ressaltando que essa confiança é a “mola” para impulsionar o crescimento do país.

Segundo o novo ministro, a Fazenda refirma o compromisso com a “transparência das ações”, que inclui a divulgação de dados, especialmente das contas fiscais. “Temos a convicção de que a redução de incertezas sobre os objetivos do setor público sempre é um ingrediente importante para a tomada de risco por parte de empresas, trabalhadores e famílias, especialmente nas decisões de aumento de investimento, capital físico e humano”, explicou.

Questionado sobre a velocidade com que o ajuste fiscal será implementado a partir do ano que vem, o futuro ministro não quis se comprometer com prazos. “Não temos pressa para fazer um pacote relâmpago”, disse. “Algumas coisas que vêm sendo discutidas, como diminuir despesas, isso pode ter seu curso, mas não temos nenhuma medida imediata para anunciar. Essa não é uma reunião de surpresas. É apenas uma apresentação”, afirmou.

Levy afirmou que, primeiro, será preciso conhecer o desfecho da mudança do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que será votada na próxima semana, para avaliar os caminhos para a execução dos ajustes. Ele reconhece que será preciso avaliar as atuais condições econômicas, levando em conta as consquências das medidas que já foram tomadas pelo governo. E que só assim será possível perseguir as metas propostas.

O ministro se esquivou quando questionado sobre o nível de autonomia que a presidente Dilma lhe dará. Afirmou que “o objetivo é claro e os meios, conhecidos”, e que “há um grau suficiente de entendimento de equipe” para implementar as medidas necessárias. Sobre a possibildiade de assumir a presidência do conselho de administração da Petrobras, assim como seu antecessor, Guido Mantega, Levy disse que seria preicipitado se manifestar sobre o tema.

Planejamento — O pronunciamento de Nelson Barbosa, novo ministro do Planejamento, foi mais breve e, de certa forma, laudatório ao atual governo. O economista dedicou boa parte de seu discurso para fazer afagos à presidente Dilma Rousseff e à antecessora Miriam Belchior. E não poupou agradecimentos pela indicação à pasta. “Muito obrigado, presidente. Esteja certa de que dedicarei toda a minha energia e meu esforço para honrar sua confiança e contribuir para o desenvolvimento do nosso país”, disse Barbosa. O ex-secretário-executivo da Fazenda também disse ser uma “grande honra” suceder Miriam Belchior, “amiga de longa data que com sua liderança conduziu o Ministério de forma exitosa nesse período do governo”.

Barbosa prometeu trabalhar em conjunto com os demais membros da equipe econômica para fazer um controle rigoroso da inflação e manter a estabilidade fiscal e a geração de empregos no país. Para ele, o desafio mais imediato é a adequação da proposta orçamentária do próximo ano ao novo cenário macroeconômico e ao objetivo de elevação do superávit primário citado por Levy.

O novo ministro informou ainda que vai assumir a coordenação dos Programas de Investimento do Governo Federal e que vai buscar desenvolver e ampliar nos próximos anos as parcerias público-privadas e as fontes alternativas de financiamento público e privado de longo prazo. “Gostaria de destacar que trabalharei especialmente em iniciativas para aumentar a taxa de investimento e a produtividade da nossa economia, de modo a possibilitar o crescimento mais rápido da renda per capita com estabilidade monetária”, disse.

Com decoração e presentes diferenciados, Maria Carolina Calaça, da Lina Origamis, conquista mercado dentro e fora de Goiás

Por Lídia Borges – Artesã Maria Carolina Ferreira CalaçaGoiânia – Papel, tempo e muita habilidade são os elementos que a artesã Maria Carolina Ferreira Calaça, de 34 anos, usa para dar vida ao seu negócio. Da mistura dos três, ela fabrica uma gama de produtos diferenciados, que já conquistaram o mercado de decoração de eventos e de vitrines, além das opções de presentes e lembrancinhas. Para isso, ela usa a técnica japonesa que domina como ninguém: o origami.

A atividade foi levada durante muito tempo como renda extra ao emprego formal. Lina (apelido de infância que agora dá nome ao negócio) é formada em História e já atuou como professora. Ficou por muito tempo em cargos da área administrativa em diversas empresas, mas, desde adolescente, aproveitava sua habilidade manual para, paralelamente, vender crochê, bijuterias, bombons, dentre outras fabricações próprias.

Autodidata, aperfeiçoou-se no origami sozinha durante anos até conquistar o nível avançado. Ao adotar a técnica, passou a vender móbiles, mandalas, cartões,  lembrancinhas de maternidade e outros artesanatos, mas para um público restrito, de amigos e parentes. Seu primeiro portfólio foi o aniversário do filho mais velho, todo decorado em origami.

O trabalho tornou-se oficial há cerca de um ano e meio com a marca Lina Origamis. Foi então que a artesã pegou seu primeiro grande trabalho: a decoração de um casamento todo feito de origamis.

“Esse foi o maior trabalho que eu tinha conquistado até então. Foram usados mil tsurus no altar. A noiva me pedia várias coisas que eu não sabia fazer, mas dizia à ela que sabia. Depois, corri atrás de tudo e deu certo. Foi meu grande portfólio”, lembra Lina, aos risos. Nessa época, ainda trabalhava das 8h às 18h em uma empresa. “Meu tempo de produção era basicamente à noite”, completa.

Lina é hoje uma Microempreendedora Individual (MEI) e vive, oficialmente, da renda das vendas de origamis. A escolha deu tão certo que seu ganho já é superior ao salário que ganhava como funcionária de carteira assinada. Desde o início, tem a mãe como seu braço direito, a qual também foi aprendendo a técnica aos poucos. Quando o trabalho é volumoso, conta com equipe já conhecida que a ajuda na montagem da decoração e nas primeiras dobras do origami. “Mas o acabamento faço questão de que seja todo nosso.”

A artesã também passou a divulgar com mais afinco o trabalho na internet – além do blog, tem o Facebook. Mas a maior propaganda quem faz são os próprios clientes. Atualmente, seus produtos já ultrapassaram as barreiras do Estado – além de Goiânia, já vendeu para clientes de São Paulo e Mato Grosso. O custo de produção é baixo, já que Lina trabalha com papel. O que dá valor aos origamis é o acabamento.

Para se ter uma ideia, cada tsuru custa R$ 2. O buquê de origami, que substitui o tradicional de flores, é vendido por R$ 220, dentro de um kit contendo também o buquê da dama de honra e um jarro para suporte do buquê oficial, para que a noiva possa guardá-lo de recordação. “Buquê de flores naturais tem seu charme, mas elas vão murchar e morrer. O vaso de origami vai ser uma lembrança para o resto da vida.”

SERVIÇO:

Lina Origamis – (62) 8114-9667 / 8619-5012

Blog: http://linaorigamis.blogspot.com.br/

Facebook: www.facebook.com/LinaOrigamis

Central de Relacionamento Sebrae: 0800 570 0800

recuperadf

Dívidas do ICMS e do Simples Candango podem ser pagas com até 99% de redução nos juros; parcelamento é em até 24 meses

Com a publicação da Lei 5.414/2014, as regras do Programa de Recuperação de Créditos Tributários (Recupera/DF – Fase III) foram aperfeiçoadas. Dentre as mudanças ocorridas na legislação, está a prorrogação do prazo para aderir à iniciativa: 12 de dezembro.

Outra novidade é a negociação dos débitos do ICMS e Simples Candango, oriundos de autuações com multa de 200%, que podem ser pagos à vista com desconto nos juros e multas de até 99%.

Há, ainda, a possibilidade de parcelamento da dívida (máximo 24 parcelas), com a redução gradual dos descontos, de acordo com o prazo negociado, obedecendo a data limite estabelecida para participação na iniciativa.

. Redução de 99% para pagamento à vista;

.  Redução de 80% para pagamento em 2 parcelas;

. Redução de 65% para pagamento em 3 a 12 parcelas;

. Redução de 60% para pagamento em 13 a 24 parcelas;

CÁLCULO

Os contribuintes que possuem débitos em fase de discussão administrativa – a exemplo daqueles autuados com multa de 200%, devem procurar as agências de atendimento da Receita do DF para a realização do cálculo do montante e adesão ao programa.

As outras negociações continuam no formato anterior. Consulte regras em http://goo.gl/XhN2fF.

Os demais interessados deverão acessar a página oficial da Secretaria de Fazenda (www.fazenda.df.gov.br) e clicar no banner do Recupera/DF, localizado no lado superior direito da página.

Mais informações ou esclarecimentos poderão ser obtidos pelo Atendimento Virtual, sob o assunto Recupera-DF, e pela Central Telefônica 156, opção 3.

Joaquim Levy

Joaquim Levy

Novos integrantes do governo usarão gabinete no Planalto na transição. Presidente se reuniu nesta terça (25) com Nelson Barbosa e Joaquim Levy

Filipe Matoso, do G1 – O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Thomas Traumann, informou nesta quarta-feira (26) que os novos titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento serão anunciados nesta quinta (27) pela presidente Dilma Rousseff. Segundo Traumann, eles usarão gabinetes no Palácio do Planalto durante o período de transição para montar suas equipes.

Segundo o Blog da Cristiana Lôbo, Dilma se reuniu nesta terça (25) com o ex-secretário do Tesouro Nacional Joaquim Levy, que deve assumir a Fazenda; com o ex-secretário-executivo do Ministério da Fazenda Nelson Barbosa, provável novo ministro do Planejamento; e com o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que deve permanecer no posto. Os ministros da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e o atual da Fazenda, Guido Mantega, também participaram da reunião.

Joaquim Levy está em Brasilia desde segunda-feira (24) elaborando propostas para tentar equilibrar as finanças do governo. Em setembro, as contas públicas registraram o pior resultado da história.

De acordo com Thomas Traumann, os ministros a serem anunciados nesta quinta concederão entrevista coletiva à imprensa no Palácio do Planalto logo após a oficialização de seus nomes.

Segundo ele, não haverá, cerimônia de posse dos novos ministros. A expectativa é que a presidente da República viaje na sexta-feira para Fortaleza (CE) para participar de reunião da direção nacional do PT.

MANTEGA

Ministro da Fazenda mais longevo da história, Guido Mantega deixará o comando da economia brasileira após mais de oito anos no posto.

Nascido na Itália e criado em São Paulo, ele foi indicado para o cargo pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2011, Dilma o manteve à frente do Ministério da Fazenda.

No entanto, em meio à campanha eleitoral deste ano, a presidente da República anunciou que Mantega seria substituído em um eventual segundo mandato. Segundo ela, o próprio ministro pediu para deixar o cargo “por razões pessoais”.

REFORMA MINISTERIAL

Desde a reeleição, em outubro, a presidente Dilma Rousseff se reuniu com ministros mais próximos, conselheiros políticos e presidentes de partidos aliados para discutir a escolha dos novos integrantes do primeiro escalão do governo.

Conforme adiantaram os blogs do Camarotti e da Cristiana Lôbo, além dos encontros com Joaquim Levy e Nelson Barbosa, Dilma se encontrou com a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) e a convidou para assumir o Ministério da Agricultura. Além disso, o senador Armando Monteiro (PTB-PE) também foi procurado pela chefe do Executivo para chefiar, a partir de 2015, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

No meio político, há expectativa quanto ao cargo que o governador da Bahia, Jaques Wagner, ocupará no segundo mandato de Dilma. Próximo à presidente, Wagner esteve em Brasília diversas vezes após a reeleição da petista e é cotado para assumir alguma pasta a partir de 2015.

Um dos coordenadores da campanha de Dilma à reeleição, o ministro Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário) é cotado para assumir a Secretaria-Geral da Presidência, atualmente chefiada por Gilberto Carvalho, responsável pela interlocução do governo com os movimentos sociais.

Conselheiro político de Dilma e um dos ministros mais próximos à chefe do Executivo, Aloizio Mercadante (Casa Civil) deverá continuar no governo. Segundo o Blog do Camarotti, ele, porém, tem sido chamado por alguns colegas de “primeiro-ministro” de Dilma, por repassar orientações da presidente a outros ministros. Mercadante se encontra diariamente com a chefe do Executivo nos palácios do Planalto e da Alvorada, residência oficial.

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, também esteve nesta terça com Dilma na reunião em que a presidente juntou no Palácio do Planalto os ministros da Fazenda e do Planejamento e os principais nomes cotados para assumir as pastas. Há especulações de que Tombini também deverá permanecer no governo no segundo mandato de Dilma.

De acordo com o Blog do Camarotti, os integrantes da cúpula do PP, partido que comanda atualmente o Ministério das Cidades, estão contrariados com a articulação do presidente do PSD, Gilberto Kassab, para chefiar o ministério. A pasta, segundo o blog, também é cobiçada pelo PMDB.

Interlocutores do vice-presidente da República e presidente do PMDB, Michel Temer, afirmaram ao G1 que o ministro Moreira Franco (Aviação Civil) tem a aprovação de Temer e sua permanência no cargo é defendida pela cúpula da legenda.

CULTURA

Em meio à viagem da presidente Dilma à Cúpula do G20, na Austrália, a senadora Marta Suplicy (PT-SP), que comandava o Ministério da Cultura havia dois anos, protocolou carta de demissão no Palácio do Planalto. Com críticas indiretas à condução da política econômica por Dilma, Marta afirmou desejar que a presidente seja iluminada na escolha do novo ministério.

Como informou o Blog do Camarotti, a relação de Marta e Dilma se desgastou de que vazaram informações de que a então ministra participava do movimento que ficou conhecido como “Volta, Lula”, em que defendia a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto na eleição deste ano.

Luiz Barretto, Presidente do Sebrae

Luiz Barretto, Presidente do Sebrae

Sebrae preparou dicas para os empreendedores melhorarem o faturamento no próximo dia 28

Por: Gizella Rodrigues – Com planejamento e organização, as micro e pequenas empresas podem participar da Black Friday 2014, nova data de promoções do comércio brasileiro, e fazer bons negócios. Em sua quinta edição no Brasil, a iniciativa, que acontece no próximo dia 28 de novembro, deve ultrapassar a marca de R$ 1 bilhão em pedidos feitos em 24 horas. Nesse contexto, os pequenos negócios têm uma excelente oportunidade pela frente. Para isso, o Sebrae preparou dicas para os empreendedores que pretendem faturar com a data.

A BlackFriday teve início no ambiente virtual, mas muitas lojas físicas também aderiram às promoções. O evento dá início à temporada de compras de fim de ano, que culmina com o Natal. Para o presidente do Sebrae, Luiz Barretto, é importante que os pequenos negócios aproveitem a data para potencializarem seus empreendimentos. “O comércio é um setor estratégico. Metade das micro e pequenas empresas atua nesse segmento e é fundamental aproveitar todos os espaços que surgem.” Para isso, segundo Barretto, é crucial que os empresários busquem se qualificar para enfrentar a elevada concorrência.

O primeiro passo para quem pretende aderir ao evento é selecionar cuidadosamente os produtos que serão colocados em promoção. Na Black Friday, os consumidores buscam oportunidades pontuais, mas também esperam realizar sonhos de consumo antigos. Por isso, pesquisar os itens mais desejados em cada ramo de atividade pode ser um bom ponto de partida.

O segundo passo é definir a porcentagem dos descontos que serão oferecidos. Nesse momento, é importante estudar a margem de lucro de cada produto e negociar parcerias com os fornecedores. Oferecer descontos indiscriminadamente pode colocar em risco a saúde financeira da empresa. Ter um bom controle de seus custos será importante para definir a viabilidade da participação no evento. Os produtos mais procurados na Black Friday estão nos segmentos de informática, eletrônicos, eletrodomésticos, moda e acessórios, além de telefonia e celulares.

É fundamental que haja transparência na definição dos descontos sem camuflar os preços antes da promoção. Nesse sentido, o Sebrae estimula os empreendedores a buscarem o selo Black Friday Legal, que é conferido pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, parceira do site Busca Descontos (organizador da Black Friday no Brasil). Para obterem o selo, as empresas não precisam pagar nada, apenas concordarem com o código de ética proposto pela entidade e assinarem um termo de compromisso de não “maquiarem” seus preços.

A pequena empresa Casa da Sogra Enxovais (www.casadasograenxovais.com.br), com sede em São Paulo, por exemplo, conseguiu bons resultados no ano passado vendendo roupa de cama, mesa e banho pela internet. Desde que a Black Friday é realizada no Brasil, a loja virtual oferece descontos em seus produtos na tentativa de pegar carona com o dia de promoções do e-commerce. Mas foi somente em 2013, quando as irmãs Simone e Roberta Saleh decidiram planejar a participação no evento, que a loja conseguiu resultados efetivos nas vendas. Em um único dia, os pedidos aumentaram mais de quatro vezes e o faturamento cresceu 40%. “Na Black Friday, em 2012, recebemos 50 pedidos e, em 2013, foram mais de 200”, conta a coordenadora de marketing da empresa e responsável pela ação, Ainá Paolillo.

PREPARO

Os bons resultados só foram alcançados graças ao planejamento feito pela empresa com meses de antecedência. Os funcionários foram orientados sobre as políticas de vendas, de trocas e de entregas durante a Black Friday e receberam treinamento para atender da melhor forma possível o maior número de clientes. Além disso os produtos com descontos foram cuidadosamente estudados e o site recebeu uma nova identidade visual, com banners de publicidade indicando que a loja participava da iniciativa.

A livraria carioca Lei Nova, especializada em livros jurídicos, avalia que a Black Friday é uma excelente oportunidade para conquistar novos clientes. Segundo Hugo Martins, responsável pela gestão da tecnologia da informação da livraria, a exposição da empresa durante o dia de promoções no ano passado resultou em um aumento de 70% nas vendas do mês de novembro e trouxe novos clientes potenciais. “Mais da metade das pessoas que visitaram o site durante a Black Friday de 2013 eram novos consumidores”, afirma.

Os bons resultados alcançados na edição passada animaram a empresa a investir ainda mais para aproveitar o evento com o objetivo de fidelizar o cliente. Hugo conta que foi desenvolvido um cadastro para que os visitantes se identifiquem. A partir dessa base de dados, é possível conhecer o perfil do cliente e prestar a ele um atendimento pessoal, próximo do que o consumidor procura.

Sete pontos de reflexão sobre a Black Friday:

1-    Quem compra meu produto? E quem pode comprá-lo? Lembre-se de identificar o perfil dos seus clientes

2-    Meu produto é comprado esporadicamente ou é de compra regular? Para produtos de compra esporádica, o cliente pesquisará mais e fará comparações. Mas, uma garantia estendida, entrega mais rápida do que os concorrentes ou um brinde diferenciado podem determinar a escolha.

3-     Tenho grandes margens ou são apertadas? Se você trabalha com margens apertadas, avalie os prós e contras de participar da Black Friday.

4-    Quantos e quais produtos ofertar na Black Friday? Selecione bem alguns produtos e deixe claro quais são os que estão na Black Friday e quais não estão com descontos.

5-    Conceda descontos honestos. Prometa e cumpra! Não faça maquiagem nos preços.

6-    Dê segurança para quem quer comprar seu produto.  Prepare seu site para não sair do ar. Se tiver uma quantidade de acessos muito grande disponibilize um número de telefone fixo na sua loja virtual e assegure que seu site está protegido. O cliente precisa se sentir seguro ao escolher comprar em sua loja.

7-    Sua loja está atrativa? Organize sua loja. Lembre-se, na loja virtual, não há o apelo do contato com o produto e, portanto, uma boa apresentação dos produtos fará toda a diferença.

Comunidade se desenvolveu a partir de atividades produtivas ligadas ao turismo sustentável

Por: Luciana Barbo – Localizada no Brejo Paraibano, a cidade de Areia tem uma comunidade formada por cerca de duzentas famílias denominada Chã de Jardim. Marcada por um baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e com quase a totalidade dos moradores dependentes do programa Bolsa Família, a localidade mudou sua realidade a partir de atividades produtivas ligadas ao turismo sustentável.

Com ideias inovadoras, os jovens da Associação para o Desenvolvimento Sustentável da Comunidade da Chã de Jardim (Adesco), liderada por Luciana Balbino, conseguiram  engajar a população para ter uma vida melhor. Em menos de dez anos de atuação, por exemplo, o Parque Estadual Mata do Pau Ferro virou cenário para um passeio com direito a piquenique ao final da caminhada.

O cardápio que alimenta os visitantes é composto por frutas, bolos, sucos e tapiocas produzidos pela própria comunidade. Já as folhas de bananeira passaram a ser aproveitadas na produção de tapetes, bolsas e cestas e vendidas aos turistas no final do passeio. As frutas cultivadas por produtores rurais viraram polpas para sucos e doces, também colocados à venda para os visitantes. E as tradições gastronômicas do lugar podem ser conhecidas e apreciadas no restaurante Vó Maria, de onde se tem uma vista privilegiada para o pôr do sol.

“Chamavam a gente de loucos; as mulheres carregavam as folhas de bananeira nas costas. Agora, elas têm a sua própria renda e quem antes não acreditava na gente, hoje nos apoia”, conta Balbino, que começou o trabalho como coordenadora de desenvolvimento da comunidade em 2006.

Ela contou com muita criatividade e também a orientação do Sebrae para vencer o preconceito e todos os entraves apresentados durante a trajetória da comunidade, como a falta de recursos financeiros e burocracias. “Desenvolvimento que vale a pena é aquele que gera qualidade de vida para as pessoas”, disse.

A história de engajamento de Luciana Balbino e da comunidade foi contada por ela aos participantes do 3º Encontro Nacional dos Agentes de Desenvolvimento realizado, em Pernambuco, na última semana.

O ENAD

A programação do Encontro Nacional dos Agentes de Desenvolvimento foi encerrada com a premiação da Maratona de Negócios Públicos, que avaliou projetos para o desenvolvimento local em diversas comunidades. O agente Aildo Bezerra, de Arco Verde (PE), venceu a disputa com o projeto de reestruturação do centro comercial do município. De Cantagalo (RJ), Jorge Braz Ferreira levou o segundo lugar com uma proposta para fomentar a participação de micro e pequenas empresas do polo cimenteiro da cidade nas compras públicas. E Joel Santana, de Linhares (ES), levou o terceiro lugar, com projeto que consiste em uma rede de integração para facilitar o dia a dia dos pequenos negócios do município.

As microfinanças são ferramentas que ajudam no fortalecimento e na estruturação de pequenos negócios. Confira as dicas do Sebrae

Por Vinícius Tavares – Segundo pesquisa divulgada pelo Sebrae no IV Fórum de Inclusão Financeira, oito em cada dez micro e pequenas empresas brasileiras utilizam algum tipo de financiamento, cinco recorreram a empréstimos nos últimos cinco anos e duas o fizeram somente em 2014.  Em torno desse tema, vem aí mais uma edição do Papo de Negócios, bate-papo virtual voltado a empresários com a participação de especialistas no assunto. O tema desta edição é Microfinanças: Opção para Pequenos no Acesso a Microcrédito, Microsseguros, Transferência de Valores e outros Serviços Financeiros. A iniciativa foi realizada nessa terça-feira (25). Confira a exibição, com duração de 30 minutos, em www.sebraemercados.com.br e www.youtube.com/user/papomercadoefinancas.

As microfinanças são ferramentas que ajudam no fortalecimento e na estruturação de pequenas atividades produtivas, mas que não se limitam apenas a empréstimo financeiro. O segmento inclui diversos tipos de serviços, como poupança, seguro, crédito, entre outros produtos.

O microcrédito é a prática de microfinanças mais adotada pelos empreendedores de pequeno porte. Ele  se diferencia da forma tradicional de empréstimo por ser desburocratizado e possuir taxa de juros mais baixa do que a cobrada nas instituições financeiras.

No mês passado, o tema do Papo de Negócios foi E-commerce – Oportunidades em Nichos do Varejo Online no Brasil. Desde 2013, já ocorreram 11 edições do Papo de Negócios em diferentes formatos e com mais de 35 mil visualizações. Neste ano, ocorreram quatro edições voltadas às oportunidades durante a Copa do Mundo.