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Desta vez, equipamentos foram entregues a agricultores da região de Brazlândia, Sobradinho e Planaltina, além de Vargem Bonita e Riacho Fundo

Produtores rurais da região de Brazlândia, Sobradinho e Planaltina receberam equipamentos adquiridos por meio do Fundo de Desenvolvimento Rural Social (FDR Social). Os bens são patrimônio público, concedidos às entidades dos agricultores por meio de convênio.

O presidente da Cooperativa Agropecuária do Vale do Curralinho (Coomvale), Carlos Cardoso, agradeceu o apoio. “Nunca houve desenvolvimento para nós antes. Conseguimos um conjunto de mecanização e agora esse caminhão leiteiro. Avançamos muito e mais do que imaginávamo, nos últimos anos graças ao apoio que recebemos”, disse.

Para receberem os equipamentos, as entidades participaram de chamada pública na qual apresentaram projetos para aquisição. As propostas foram submetidas aos conselhos regionais de desenvolvimento rural e ao Conselho Gestor do FDR.

Os agricultores terão de fazer seguro dos equipamentos, zelar por sua manutenção e conservação. Os servidores da Secretaria de Agricultura fiscalizarão o uso dos bens, que podem ficar com as entidades por tempo indeterminado se tiverem o uso adequado.

Para Anaildo da Silva, presidente da Associação dos Trabalhadores Rurais na Agricultura Familiar (Astraf), o caminhão-baú adquirido representa mais qualidade dos produtos e menos custo. “Vai ajudar demais. Hoje vendemos ao Papa-DF (Programa de Aquisição da Produção da Agricultura do Distrito Federal) e pagávamos frete. Agora isso vai acabar. Atuamos em três feiras e também vamos transportar os alimentos para elas”, comemorou.

“É uma conquista muito grande e é de vocês. O FDR deve continuar a ser utilizado, ampliado e fortalecido. A participação de vocês é essencial. Construímos essa política com muito esforço e a participação do produtor rural foi essencial para ela dar certo”, ressaltou o subsecretário de Desenvolvimento Rural, José Nilton Campelo.

Para o secretário de Agricultura, Lúcio Valadão, as entregas são resultado de uma política construída de forma correta, séria e com foco no desenvolvimento da população. “Nós estamos num momento especial por que conseguimos fazer uma política pública, com lei e regulamentação, que chegou para quem precisa. É assim que tem que ser feito. Fizemos essa mudança, as pessoas entenderam e se apropriaram dela. O processo começou há dois anos e hoje entregamos o resultado”, disse.

Entidades beneficiadas e equipamentos recebidos:

Coomvale – Caminhão de carroceria aberta e tanques de leite.

Associação Mista dos Produtores Rurais do Rio Preto (Mista) – conjunto de equipamentos para o plantio de mandioca e equipamentos para a produção de feno.

Associação dos Trabalhadores Rurais na Agricultura Familiar (Astraf) – Caminhão-baú.

Conselho Regional de Desenvolvimento Rural Sustentável de Vargem Bonita – recuperação de tubulação para os canais de irrigação da Vargem Bonita e da área rural do Riacho Fundo.

ceia ano novo

Alimentos congelados devem estar em temperatura adequada e ter boa consistência

Ainda dá tempo de garantir uma boa ceia para a noite de Natal. Mas para quem deixou as compras para a última hora é necessário um cuidado maior na hora de escolher o peru, chester, tender e outros alimentos congelados. De acordo com a auditora da Diretoria de Vigilância Sanitária (Divisa), Ana Virgínia Figueiredo, “o cidadão tem que observar sempre a integridade do produto para evitar problemas posteriores”, explicou.

Para tanto, Ana Virgínia dá dicas para evitar aborrecimentos e doenças. “É preciso identificar a temperatura do refrigerador em que o alimento está armazenado e ver se ela condiz com aquela indicada na embalagem, que também deve estar íntegra. Data de validade e consistência do produto são itens importantes e que devem ser avaliados pelo consumidor na hora da compra”.

Após a compra, o consumidor deve se atentar a recomendações importantes. “Uma vez que o alimento tenha descongelado, ele não pode ser congelado novamente. O ideal é que as peças grandes (peru, chester) sejam retiradas para descongelamento 48 horas antes de sua utilização, para que descongelem lentamente, sem estragar”, disse a auditora.

Quanto à maionese, Ana recomenda que se utilize a industrializada. “O ovo cru utilizado nas maioneses caseiras, principalmente em grande quantidade, aumenta o risco de apresentar a bactéria salmonella, responsável por algumas infecções intestinais. É recomendável usar a maionese processada, que não possui esse risco”.

Ana atenta também para a manipulação do alimento. “Às vezes, o produto está em boas condições, e o consumidor não o prepara de forma correta. É preciso que se atente à higiene e às medidas de conservação de cada alimento, evitando também infecções intestinais e outros problemas”, finalizou.

Em caso de alimentos estragados, com aparência, cheiro ou consistência estranhas, o consumidor deve entrar em contato com os responsáveis pelo estabelecimento ou com o Disque Saúde 160 da Secretaria de Saúde do DF (SES/DF), que passará a manifestação à Inspetoria de Saúde responsável pela fiscalização da área.

Foto: Dênio Simões / GDF

Foto: Dênio Simões / GDF

Brasília receberá a Fórmula Indy em 2015

Os deputados distritais aprovaram nesta quinta-feira (18) a abertura de créditos ao Orçamento do Distrito Federal no valor de R$ 178,7 milhões. O montante é a soma dos valores previstos em três projetos do Executivo. Todos eles foram aprovados em segundo turno e redação final e seguem à sanção do governador.

O PL nº 2.041/2014 abre crédito especial de R$ 10,8 milhões para a reforma do Autódromo Internacional de Brasília Nelson Piquet, para a amortização e encargos da dívida pública relativa ao INSS e Pasep do Metrô-DF e ainda para a manutenção das unidades de atendimento à vítima e ao agressor, da Secretaria da Mulher.

Do valor total previsto no projeto, R$ 10 milhões estão destinados à reforma da pista do autódromo, que vai receber uma prova da Fórmula Indy em março de 2015. A proposta foi aprovada com 12 votos favoráveis e seis contrários, pois alguns deputados argumentaram haver investimentos prioritários.

Antes contra a reforma do espaço, a deputada Celina Leão (PDT) foi questionada pelo colega Patrício (PT) sobre sua mudança de posição. A parlamentar explicou que o projeto de reforma anterior implicava gastos de cerca de R$ 400 milhões. Ainda em defesa do crédito para o autódromo, o deputado Chico Vigilante (PT) destacou que a reforma da pista é uma contrapartida do GDF para sediar a Fórmula Indy. “A multa por descumprimento do contrato é de R$ 70 milhões”, salientou.

Já o projeto de lei nº 2.054/2014 abre crédito suplementar no valor de R$ 134,3 milhões em favor da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb). Resultado do excesso de arrecadação pelo aumento da participação acionária do GDF na Caesb, o montante destina-se à implantação do Sistema Produtor de Água – Corumbá Sul, à construção de reservatórios e à implantação do sistema de abastecimento de água e de esgotamento sanitário em Águas Lindas e Entorno.

Também foi aprovado o PL nº 2.052/2014, que altera a Lei Orçamentária em cerca de R$ 33 milhões, com o objetivo de garantir a manutenção de serviços administrativos gerais da Terracap e também a manutenção e conservação do patrimônio público do DF. (Denise Caputo – Coordenadoria de Comunicação Social)

(Foto: Isabella Formiga/G1)

(Foto: Isabella Formiga/G1)

Instituições estão fechadas há 16 dias; dívida é de R$ 14,5 milhões, dizem. Governo afirma que situação será regularizada ainda nesta semana

Do G1 DF – Funcionários de creches conveniadas ao governo fecharam na manhã desta quinta-feira (18) as seis faixas do Eixo Monumental em frente ao Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal, para protestar contra os atrasos nos pagamentos dos últimos três meses. De acordo com o Conselho das Entidaes de Promoção e Assistência Social, 29 creches estão sem receber do GDF e a dívida chega a R$ 14,5 milhões. O secretário de Administração, Wilmar Lacerda, disse que a situação seria regularizada nesta semana. As unidades estão fechadas há 16 dias.

A Polícia Militar afirmou que há cerca de 150 pessoas no local. A Secretaria de Educação disse que que os repasses às creches públicas e conveniadas haviam sido iniciados no dia 10, mas o presidente do conselho, Ciro Silvano, afirmou ao G1 na última segunda (16) que nada foi depositado.

Durante o ato, os funcionários usaram faixas e cartazes e cantaram uma paródia do hit “Lepo Lepo”. “Não tenho teto, e se trabalho não é só porque gosto. Eu quero, quero, quero, quero, quero, quero, quero meu salário”, entoavam.

Mães com crianças no colo também estavam no local. Policiais formaram um cordão de isolamento em frente ao palácio. O chefe da segurança do Buriti pediu a manifestantes que deixassem a pista como condição para o GDF receber uma comissão de trabalhadores para negociar. Os funcionários, no entanto, se mantiveram irredutíveis.

Por volta de 9h42, funcionárias da creche Cantinho do Girassol decidiram se sentar no chão. O trânsito era desviado para o Parque da Cidade, na altura do Tribunal de Contas.

Professora da creche São Lucas, Cleuza Maria de Oliveira disse que o estabelecimento de Ceilândia Sul está em greve há mais de uma semana. “Ja passamos três meses sem salário.  Pagar as contas, não paga. Como é que você vai planejar Natal, Ano Novo? Como paga aluguel? Cartão de crédito está atrasado. Como é que vai fazer? Fica difícil. E as crianças,  que nem temos mais como receber? Não tem mantimento, não tem nada. É uma falta de consideração com as pessoas de baixa renda. Você trabalha, é salário digno de receber.”

De acordo com Silvano, a organização não foi procurada pelo governo, e as instituições só vão reabrir depois que o pagamento for feito. “Não recebemos nenhum contato da Secretaria de Educação. Ontem visitamos o gabinete dos deputados distritais atrás de apoio, para ver o que eles poderiam fazer para nos ajudar”, disse.

O secretário de Administração, Wilmar Lacerda, afirmou nesta segunda-feira que o DF tem 45 creches conveniadas e 28 próprias. Ele afirma que apenas quatro não estariam funcionando por causa da falta de repasses. “A Secretaria de Educação vai colocar os pagamentos em dia nesta semana”, declarou .

PARALISAÇÃO

Na primeira semana de paralisação, o número de creches com os serviços suspensos chegou a 23. O presidente do conselho disse que não é a primeira vez que os atrasos ocorrem, mas a situação se agravou porque o GDF conveniou 28 creches a mais nos últimos anos. “Como essas entidades são desconhecidas pela comunidade, a situação está mais grave do que ficava antes, porque não recebem doações”, afirma.

“As creches têm arcado com os custos com recursos próprios. São três, quatro meses sem receber, de maneira que o primeiro mês se paga com sacríficio, assim como o segundo, mas depois chega a um ponto em que não tem mais dinheiro”, afirma. “E agora tem o 13º salário, cuja primeira parcela já venceu. É um salário a mais, e a despesa continua.”

Na semana passada, Silvano afirmou que muitas creches acreditaram na promessa do GDF de que os repasses seriam feitos e voltaram ao serviço, mas que a Subsecretaria de Planejamento e Avaliação informou que a pasta não tem recursos.

CRISE ADMINISTRATIVA

O GDF alega que teve uma arrecadação menor do que a esperada e que isso se refletiu no pagamento de servidores e manutenção de serviços. O Executivo afirma que vai fechar as contas e entregar o governo sem dívidas ao próximo gestor. Mas, em análise de finanças divulgada no sábado (13), Rodrigo Rollemberg (PSB) prevê outro cenário, com rombo de R$ 3,8 bilhões.

As dificuldades afetam várias áreas. Na saúde, o governo decidiu remanejar R$ 84 milhões de convênios com o governo federal – incluindo o fomento a programas de combate e prevenção a doenças como dengue e Aids, que apresentaram indicadores ruins neste ano – para pagar dívidas com fornecedores e reabastecer a rede pública da capital do país com medicamentos e materiais hospitalares. Um levantamento feito por técnicos estima que o rombo da pasta seja de R$ 150 milhões.

A crise também afetou os serviços de manutenção de gramados, plantio e limpeza de canteiros ornamentais, além da poda de árvores, que foram suspensos por falta de verba. Quatro empresas – Coopercam, EBF, Tria e FCB – eram responsáveis pela atividade, com aproximadamente 500 trabalhadores. Elas também eram responsáveis por fornecer equipamentos e transporte dos funcionários.

A Novacap já havia anunciado a suspensão da segunda fase do “Asfalto Novo”, programa de recapeamento em vias urbanas do Distrito Federal. O motivo apontado também foi falta de dinheiro. A companhia afirmou na ocasião que ainda restavam 2 mil quilômetros de pistas a receberem obras.

O problema também afetou o transporte público. Motoristas e cobradores de quatro das cinco empresas de ônibus cruzaram os braços por três por não receberem o 13º salário e outros benefícios. O DFTrans repassou R$ 35 milhões para as viações, para garantir a retomada dos serviços. No período, 700 mil pessoas foram prejudicadas.

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Estádio Nacional estará de portas abertas neste sábado (13) para visitação guiada, das 10h às 16h. Turistas e brasilienses podem conhecer áreas restritas por onde passam os craques da bola e astros internacionais da música

O Mané Garrincha se consolida como ponto turístico para quem está na capital do país. Assim como ocorre com o Palácio do Planalto, Planetário e Templo da Boa Vontade, entre outros locais, o Estádio Nacional de Brasília é um dos monumentos mais procurados do DF aos finais de semana por turistas e brasilienses. Desde o início de novembro, o programa de visitação aos sábados já atraiu 2,8 mil pessoas.

O número é superior ao de monumentos mais antigos da cidade. Dados do Observatório do Turismo mostram que o Palácio do Planalto, que abre aos domingos, recebeu 2.425 visitantes no mês de agosto (último dado disponível). O Alvorada, aberto às quartas-feiras, foi visitado no mesmo período por 1.240 pessoas. O Observatório do Turismo coleta e monitora informações turísticas de Brasília.

Oportunidade - “Viemos conhecer os pontos turísticos de Brasília e ficamos sabendo que o Mané Garrincha oferecia passeio guiado. Não podíamos deixar passar essa oportunidade. O estádio é lindo”, disse o universitário Pedro Santos, 22 anos, que veio do interior de Minas com mais cem colegas de faculdade visitar a capital do país no sábado passado (6).

A catarinense Alcina Padilha, 44 anos, veio a Brasília de férias com o marido e o filho e fez questão de visitar a arena brasiliense. “Aproveitamos para conhecer o Mané Garrincha. Na nossa cidade não existe estádio desse porte”, comentou. Para o filho, Vagner Padilha, o mais legal é o caráter diversificado do estádio, que já recebeu jogos, shows, casamentos, festas, corrida de rua e até uma partida de futebol de salão. “Não serve somente para futebol”, observou.

O programa também é ótima opção para as famílias brasilienses que ainda não tiveram a oportunidade de ir ao estádio em jogos e eventos.

PASSEIO GRATUITO

O passeio é gratuito e não há necessidade de agendamento prévio. Para participar do primeiro tour da manhã, basta chegar às 9h30, quando os ingressos são distribuídos. Para a tarde, os bilhetes podem ser retirados a partir das 14h.

Cada passeio dura, em média, 30 minutos e reúne, no máximo, 50 pessoas: tudo para garantir o conforto de quem quer conhecer a arena que recebeu sete jogos da Copa do Mundo (confira no serviço abaixo todos os detalhes da programação).

Antes do passeio, os visitantes assistem a uma breve apresentação sobre o Mané Garrincha, contando a história do novo estádio, curiosidades sobre a construção e os eventos já realizados. Com máquinas fotográficas e câmeras de celular em punho, os visitantes registraram cada momento.

DOAÇÃO

O passeio é de graça, mas o Governo do Distrito Federal convida os visitantes a participarem da campanha de doação de livros para crianças com idades entre 3 e 9 anos. Os livros arrecadados serão distribuídos em creches atendidas pelo GDF. O programa é uma parceria entre as secretarias de Turismo e Projetos Especiais (Setur) e Justiça e Cidadania (Sejus).

PARTICIPE:

Visitação ao Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha

Quando: sábado (13/12), entre 10h e 12h (manhã) e 14h e 16h (tarde)

Ingressos: São gratuitos, mas os participantes são convidados a doar um livro infantil – as doações serão destinadas a creches do DF. A retirada dos ingressos para as visitas pela manhã começa às 9h30. Para a tarde, os ingressos podem ser retirados a partir das 14h. Serão oferecidos 400 tíquetes (200 para cada turno).

Acesso: A entrada se dá pelo portão externo S, voltado para o Ginásio Nilson Nelson. Os interessados são encaminhados à bilheteria do portão interno 5, onde há a distribuição dos tíquetes gratuitos para as visitas guiadas.

Tours: Com intervalos médios de 30 minutos, grupos de 50 pessoas têm acesso ao estádio por vez. São respeitadas a ordem de chegada e o atendimento ao público preferencial, sendo que cada preferencial poderá estar com um acompanhante.

Visitas agendadas: O estádio conta ainda com um programa de visitas agendadas durante a semana. As instituições (escolas e empresas) interessadas nas visitas em grupo agendadas (realizadas apenas durante os dias úteis) devem encaminhar a solicitação para o e-mail​ ​estadio.visitas@gmail.com. Os pedidos serão atendidos de acordo com a disponibilidade do estádio.

 Expresso Pequi

Goiás247 – O trem de alta velocidade ligando Brasília a Goiânia – apelidado de Expresso Pequi -, com ramificações para as cidades de Águas Lindas de Goiás e Santo Antônio do Descoberto, no Entorno Sul do Distrito Federal, voltou a ser tema de importante reunião entre o governador Marconi Perillo e o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Jorge Bastos, na tarde desta quarta-feira (10).

No encontro, o governador e a direção da ANTT definiram um cronograma para realização, já no ano que vem, dos estudos de viabilidade e do projeto executivo.

De acordo com a previsão apresentada por Ronaldo Magalhães, técnico-financeiro da ANTT, até maio do próximo ano uma empresa de consultoria deverá apresentar o resultado do estudo de viabilidade. Em seguida será iniciado o projeto executivo para que a obra seja colocada em licitação. Técnicos da agência expuseram ao governador os estudos de viabilidade técnica, econômica, socioambiental e jurídico-legal para o desenvolvimento estratégico do transporte ferroviário de passageiros e carga no corredor Brasília/Anápolis/Goiânia.

O encontro ocorreu na sede da ANTT, em Brasília, na presença também do secretário de Cidades, João Balestra, do deputado federal eleito, Célio Silveira e da deputada estadual eleita, Lêda Borges, ambos representantes dos municípios goianos localizados no Entorno do DF. O diretor-geral da ANTT, Jorge Bastos, lembra que após a conclusão do projeto executivo, o trem será detalhado para a presidente Dilma Rousseff, a quem caberá dar a palavra final para a execução da obra.

“A execução do projeto está sendo amadurecida há muito tempo. Nós assinamos o primeiro protocolo há dois anos e meio juntamente com o governo de Brasília, a ANTT, Sudeco e vários outros órgãos federais e estaduais”, afirmou o governador. “Agora nós já estamos vendo a finalização do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEC) e vamos partir para uma próxima etapa, que é a definição do trajeto, de custos, enfim, do projeto executivo. Isso tudo pode ficar pronto até o final de 2015 para que em 2016 esse projeto possa começar a se tornar realidade”, disse Marconi.

“Nós pretendemos levar o projeto para o Governo Federal para que ele analise, com dados já conclusivos, a demanda e o custo do projeto, para que (a União) tenha sensibilidade maior para viabilizar a obra”, declarou Jorge Bastos. De acordo com os primeiros estudos elaborados por técnicos da ANTT, o trem de alta velocidade entre Goiânia e Brasília seguirá os mesmos parâmetros do projeto já elaborado para a construção do ramal entre Campinas/São Paulo e Rio de Janeiro. A velocidade máxima será de 200 quilômetros por hora estimando-se o máximo de uma hora e meia para a conclusão do trajeto, contando-se com as paradas previstas.

O trem entre as duas capitais, somando-se os ramais para as duas cidades do Entorno – Santo Antônio do Descoberto e Águas Lindas de Goiás – atenderá uma população estimada de 6,3 milhões de pessoas, com a previsão de transportar 7,3 milhões de passageiros por ano. O projeto divide a ferrovia em dois tipos de transportes, o regional – Goiânia/Brasília – e o de integração – DF/Águas Lindas/Santo Antônio do Descoberto e Goiânia/Anápolis, também conhecido como semi-urbano. Os primeiros estudos indicam que a linha começará a operar na Rodoferroviária de Brasília e interligará o VLT e o BRT no centro de Goiânia.

ENTORNO

O transporte coletivo de passageiros que atende as cidades do Entorno do Distrito Federal também entrou na pauta da reunião desta quarta-feira do governador Marconi Perillo com o diretor-geral da ANTT, Jorge Bastos. “O diretor Jorge tem-se mostrado extremamente sensível com a situação do transporte coletivo do Entorno. Marcamos um novo encontro para darmos sequência às discussões sobre as medidas que podem ser tomadas para melhorar o serviço. Vamos envolver os governos de Goiás, do DF e Federal para acharmos uma solução para este grave problema. O importante é que há, desde sempre, uma sensibilidade enorme por parte da ANTT e do diretor Jorge Bastos para que resolvamos essa questão”, detalhou Marconi.

A construção de um novo acesso ao novo aeroporto de Goiânia também foi discutida no encontro. O assunto deverá ser tema de nova reunião entre o governador e o diretor-geral da ANTT brevemente.

O governador Marconi Perillo passou a quarta-feira em Brasília onde, além da produtiva reunião na ANTT, prestigiou as posses do novo presidente do Tribunal de Contas da União (TCU ), Aroldo Cedraz, e do vice-presidente, Raimundo Carreiro, ocorridas na parte da manhã e da procuradora de Justiça de Goiás, Ivana Farina Navarrete Pena no recém-criado Conselho Nacional dos Direitos Humanos, ocorrida no final da tarde no Palácio do Itamaraty. Ambas as solenidades foram prestigiadas pela presidente Dilma Rousseff e as mais altas autoridades do governo federal e dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Brasilia, 09/12/14 - Fotos: Vinicius Loures /BG Press - 7º Prê

Lançamento do Prêmio Sebrae de Jornalismo reuniu profissionais da imprensa e empresários da capital

Foi lançada ontem (9), na Ilha das Tribos, a sétima edição do Prêmio Sebrae de Jornalismo, etapa distrital. O prêmio é uma iniciativa do Sebrae Nacional, com realização da Revista Imprensa, criado com o objetivo de premiar as melhores reportagens veiculadas sobre microempreendedores individuais e micro e pequenas empresas.

Para o diretor superintendente do Sebrae no DF, Antonio Valdir Oliveira Filho, esse prêmio é uma oportunidade de valorizar reportagens que mostram um Distrito Federal que as pessoas ainda não conhecem. “Temos, aqui, um mercado pujante, com uma população empreendedora, que precisa ser reconhecida. O trabalho dos jornalistas é fundamental para que haja esse reconhecimento da sociedade”, afirmou Valdir.

A novidade desta edição é a premiação da categoria Imagem Jornalística, que premiará a melhor foto, sequencia de fotos ou reportagem cinematográfica. Também serão premiados trabalhos inscritos nas categorias Jornalismo Impresso, Radiojornalismo, Telejornalismo e Webjornalismo. As matérias e reportagens que forem premiadas na etapa distrital seguem para etapa regional e, em seguida, para a etapa nacional, que acontece aqui na capital, em meados de 2015.

As inscrições para o Prêmio Sebrae de Jornalismo vão até o dia 9 de janeiro de 2015 e poderão ser inscritas as reportagens veiculadas de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2014. Os interessados podem consultar o regulamento do prêmio por meio do site www.premiosebraedejornalismo.com.br ou tirar suas dúvidas no contato@premiosebraedejornalismo.com.br.

A cerimônia de lançamento terminou com uma homenagem a Brasília ao som de Oswaldo Montenegro e banda.

Rodoviários afirmam que não receberam salário de novembro e parte do 13°. GDF afirma que fez repasse à cooperativas; sindicato diz não ser suficiente.

Do G1 DF – Rodoviários das cooperativas de ônibus Cootarde, Alternativa, Coopatag e Coopertran não estão circulando nesta quarta-feira (10) em seis regiões do Distrito Federal. Segundo o Sindicato dos Rodoviários, eles afirmam  que não receberam os salários de novembro e a primeira parcela do 13°.

Nesta terça, o DFTrans informou que fez os repasses à Cootarde e mais duas cooperativas, mas o sindicato afirmou que a quantia não foi suficiente para quitar as dívidas.

Na madrugada desta quarta, cem ônibus da Coopertran, que atendem as regiões de Planaltina, Samambaia e Ceilândia, aderiram à paralisação. Nesta terça, ônibus convencionais da Cootarde, que atendem 5 mil pessoas nas regiões de Gama, Santa Maria e Samambaia, também deixaram de circular.

A Coopatag, que atende Santa Maria e Gama em 50 ônibus, também não está rodando. A Alternativa, de Brazlândia, em greve desde sexta-feira passada, continua sem atender 70 mil passageiros diários.

A cooperativa MCS, que circula em Riacho Fundo I e II, Recanto das Emas, Guará e Estrutural encerrou a paralisação nesta madrugada após receber o pagamento do DFTrans.

Servidores da área de Saúde em protesto contra atraso nos salários em frente ao Hospital de Base de Brasília (Foto: Isabella Formiga/G1)

Servidores da área de Saúde em protesto contra atraso nos salários em frente ao Hospital de Base de Brasília (Foto: Isabella Formiga/G1)

Técnicos entraram em greve; outras categorias estudam fazer o mesmo. Governo tem se esforçado para resolver impasse, diz Secretaria de Saúde

Do G1 DF – Auxiliares e técnicos de enfermagem que prestam atendimento em todas as unidades públicas do Distrito Federal suspenderam as atividades na manhã desta terça-feira (9) em protesto contra o atrasos no pagamento dos salários, que deveriam ter sido depositados no quinto dia útil do mês. Servidores de outras categorias de Saúde estudam também entrar em greve e afirmaram que suspenderam as cirurgias eletivas, ou seja, não agendadas. O governo ficou de quitar a dívida na noite desta segunda, mas, por “problemas operacionais”, ainda não fez os repasses.

De acordo com o sindicato, há dez mil auxiliares e técnicos de enfermagem na rede. Os servidores decidiram prestar apenas os atendimentos de emergência. Pela manhã, o Hospital Regional da Asa Norte recebia somente crianças. Representantes de outras categorias afirmaram que também promoverão paralisações nas unidades do Guará, Base, Santa Maria e Sobradinho. Já em Ceilândia e Taguatinga, as unidades estavam fechadas porque os vigilantes também paralisaram.

Em nota, a Secretaria de Saúde disse que o governo tem feito todos os esforços para efetivar o crédito e que, segundo uma portaria que define o calendário de pagamentos, há “atraso de apenas um dia”.

“A questão central é a discriminação a que somos submetidos. O mesmo Fundo Constitucional é usado para pagar a segurança pública,  mas não nos pagam”, diz o técnico Abraão Alencar.

“Apesar de todos os problemas, a gente improvisa. Dívida todo governo tem, mas eles não podem descontar na área da saúde”, afirmou um auxiliar ouvido pelo G1.

A técnica em enfermagem Sonia Inacio diz que trabalha há 16 anos na rede pública e nunca viu situação igual. “É um caos total de falta de pagamento, falta de material”, diz. “Não recebi no 5º dia útil e tive que pagar multa de R$ 100 na mensalidade da faculdade do meu filho.”

A auxiliar de enfermagem Rosana Maria descreveu problema semelhante. “Pedi R$ 2 para pagar a passagem e vir trabalhar hoje porque não tenho dinheiro,  achando que o salário ia cair hoje. [...]. Com a alimentação da Sanoli suspensa, não tenho nem como almoçar.”

Funcionários públicos sentados no Eixo Monumental em frente ao Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal (Foto: Vianey Bentes/TV Globo)

Funcionários públicos sentados no Eixo Monumental em frente ao Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal (Foto: Vianey Bentes/TV Globo)

Governo diz que dinheiro entrará na conta dos 80 mil afetados nesta quarta. Soma das folhas da Saúde e da Educação é estimada em R$ 700 milhões.

Do G1 DF – Servidores das secretarias de Saúde e Educação fecharam o Eixo Monumental, na altura do Palácio do Buriti, na manhã desta terça-feira (9) para protestar pelo repasse dos salários atrasados. O pagamento deveria ter sido feito nas últimas quinta (4) e sexta (5). O governo do Distrito Federal ficou de quitar a dívida na noite desta segunda (8), mas, por “problemas operacionais”, ainda não fez os repasses. De acordo com a Polícia Militar, há aproximadamente mil pessoas no local.

Segundo o presidente do Sindicato dos Agentes de Vigilância Ambiental e Agentes Comunitários de Saúde, Etieno Sousa, mais de mil pessoas ocuparam as seis faixas da via. “Só vamos sair daqui quando o BRB confirmar o pagamento das nossas contas”, afirmou.

O G1 não conseguiu falar com o Sindicato dos Professores sobre o protesto até a publicação desta reportagem.

O trânsito foi desviado para o Setor de Rádio e TV Norte. Como as pistas têm um número menor de faixas, o tráfego ficou lento. Carros passavam por cima do gramado no horário do almoço para tentar evitar o congestionamento.

Por volta das 12h30, os servidores ameaçaram invadir o prédio. A Polícia Militar formou um cordão de isolamento para evitar a ocupação.

Juntas, as pastas têm 80 mil servidores, e as folhas de pagamentos com os servidores ativos somam R$ 700 milhões. A expectativa é que esse repasse seja efetivado no final desta noite e esteja disponível na manhã de quarta (10).

De acordo com o secretário de Administração, Wilmar Lacerda, o problema aconteceu porque a efetivação da transferência dos recursos federais ocorreu mais tarde do que o esperado. “Essa situação só foi resolvida no início da noite de ontem e, portanto, não teve condição de fazer [o pagamento]”, disse. “Infelizmente, não foi possível.”

Sentados e de braços fechados, servidores da Saúde e Educação protestam em frente à sede do governo do Distrito Federal por pagamento dos salários (Foto: Etieno Sousa/Arquivo Pessoal)

SITUAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS

A Secretaria de Educação tem aproximadamente 50 mil servidores. De acordo com o Sindicato dos Professores, atrasos no pagamento não ocorriam há pelo menos dez anos. “Salário é coisa sagrada, é serviço prestado, nós não recebemos antecipado, já trabalhamos. Portanto, deve-se honrar isso, respeitar o direito do trabalhador”, disse a diretora da entidade Rosilene Correia.

A professora Maria Miranda também reclamou. “Todo mundo está com as contas atrasadas, está com pagamento de comida, de água, de escola, de filho.”

Já a Secretaria de Saúde tem 35 mil servidores, que enfrentam também outras dificuldades. Eles continuam com a alimentação suspensa para 1,7 mil funcionários desde que a Sanoli, que oferece refeição para os 16 hospitais públicos e as cinco UPAs, voltou a paralisar o serviço alegando que o governo lhe deve R$ 23 milhões.

O secretário Wilmar Lacerda havia afirmado que o pagamento estava “garantido”. “O depósito é feito à noite, no banco, e amanhã estarão disponíveis os salários dos servidores.”

DIFICULDADES FINANCEIRAS

Entre os motivos apontados por Lacerda para as dificuldades estão a baixa arrecadação. “O DF, como todos os estados brasileiros, em função do baixo crescimento da economia, teve um problema de receita, de arrecadação e frustração da arrecadação. Nós estamos vivendo o que 15 estados brasileiros estão vivendo, dificuldade de pagamento”, afirmou o secretário de Administração. “Isso é normal no final do ano, mas nós vamos acertar todas essas contas.”

O problema refletiu no pagamento de servidores e manutenção de serviços. O Executivo afirma que vai fechar as contas e entregar o governo sem dívidas ao próximo gestor, Rodrigo Rollemberg. No primeiro discurso após a eleição, ele havia dito que o rombo era de R$ 2,1 bilhões.

Na saúde, o governo decidiu remanejar R$ 84 milhões de convênios com o governo federal – incluindo o fomento a programas de combate e prevenção a doenças como dengue e Aids, que apresentaram indicadores ruins neste ano – para pagar dívidas com fornecedores e reabastecer a rede pública da capital do país com medicamentos e materiais hospitalares. Um levantamento feito por técnicos estima que o rombo da pasta seja de R$ 150 milhões.

A crise também afetou os serviços de manutenção de gramados, plantio e limpeza de canteiros ornamentais, além da poda de árvores, que foram suspensos por falta de verba. Quatro empresas – Coopercam, EBF, Tria e FCB – eram responsáveis pela atividade, com aproximadamente 500 trabalhadores. Elas também eram responsáveis por fornecer equipamentos e transporte dos funcionários.

A Novacap já havia anunciado a suspensão da segunda fase do “Asfalto Novo”, programa de recapeamento em vias urbanas do Distrito Federal. O motivo apontado também foi falta de dinheiro. A companhia afirmou na ocasião que ainda restavam 2 mil quilômetros de pistas a receberem obras.

Na educação, creches conveniadas com o governo completaram oito dias com as atividades paralisadas. De acordo com o conselho que as representa, 22 unidades estão de portas fechadas por falta de dinheiro. As instituições afirmam que não recebem os repasses do DF há três meses e que estão arcando com os custos para manter as
creches em funcionamento com recursos próprios.

O governo diz que que o atraso ocorre por motivos pontuais e que está “adequando o fluxo de caixa para arcar com os compromissos assumidos”. A previsão era de que o pagamento fosse feito até sexta, o que não ocorreu. Não há informações sobre o número de crianças afetadas.

O problema também afetou o transporte público. Motoristas e cobradores de quatro das cinco empresas de ônibus cruzaram os braços entre sexta e segunda por não receberem o 13º salário e outros benefícios. O DFTrans repassou R$ 35 milhões para as viações, para garantir a retomada dos serviços. No período, 700 mil pessoas foram prejudicadas.

Brasília enfrenta a 18º greve de ônibus do ano

Brasília enfrenta a 18º greve de ônibus do ano

Transferência de recursos federais ocorreu apenas no início da noite de ontem. Pagamento de 80 mil servidores está atrasado desde a semana passada.

Do G1 DF – O governo do Distrito Federal descumpriu o prazo dado por ele mesmo para repassar os salários dos servidores das áreas de Saúde e Educação, atrasados desde a semana passada. Diferentemente do esperado, o dinheiro não caiu na conta dos cerca de 80 mil funcionários públicos na noite desta segunda-feira (8). A expectativa é que esse repasse seja efetivado no final desta noite e esteja disponível na manhã de quarta.

De acordo com o secretário de Administração, Wilmar Lacerda, o problema aconteceu porque a efetivação da transferência dos recursos federais ocorreu mais tarde do que o esperado. “Essa situação só foi resolvida no início da noite de ontem e, portanto, não teve condição de fazer [o pagamento]”, disse. “Infelizmente não foi possível.”

O gestor afirmou que as folhas de pagamentos com os servidores ativos das duas pastas somam R$ 700 milhões. Os salários deveriam ter caído na conta dos profissionais na quinta (4) e na sexta (5) da semana passada, respectivamente.

Entre os motivos apontados por Lacerda para as dificuldades estão a baixa arrecadação. “O DF, como todos os estados brasileiros, em função do baixo crescimento da economia, teve um problema de receita, de arrecadação e frustração da arrecadação. Nós estamos vivendo o que 15 estados brasileiros estão vivendo, dificuldade de pagamento”, afirmou Lacerda. “Isso é normal no final do ano, mas nós vamos acertar todas essas contas.”

A Secretaria de Educação tem aproximadamente 50 mil servidores. De acordo com o Sindicato dos Professores, atrasos no pagamento não ocorriam há pelo menos dez anos.

A professora Maria Miranda também reclamou. “Todo mundo está com as contas atrasadas, está com pagamento de comida, de água, de escola, de filho.”

Já a Secretaria de Saúde tem 35 mil servidores, que enfrentam também outras dificuldades. Eles continuam com a alimentação suspensa desde que a Sanoli, que oferece refeição para os 16 hospitais públicos e as cinco UPAs, voltou a paralisar o serviço alegando que o governo lhe deve R$ 23 milhões.

Lacerda havia afirmado que o pagamento estava “garantido”. “O depósito é feito à noite, no banco, e amanhã estarão disponíveis os salários dos servidores.”

DIFICULDADES FINANCEIRAS

O governo do Distrito Federal alega que teve uma arrecadação menor do que a esperada e que isso se refletiu no pagamento de servidores e manutenção de serviços. O Executivo afirma que vai fechar as contas e entregar o governo sem dívidas ao próximo gestor, Rodrigo Rollemberg. No primeiro discurso após a eleição, ele havia dito que o rombo era de R$ 2,1 bilhões.

Na saúde, o governo decidiu remanejar R$ 84 milhões de convênios com o governo federal – incluindo o fomento a programas de combate e prevenção a doenças como dengue e Aids, que apresentaram indicadores ruins neste ano – para pagar dívidas com fornecedores e reabastecer a rede pública da capital do país com medicamentos e materiais hospitalares. Um levantamento feito por técnicos estima que o rombo da pasta seja de R$ 150 milhões.

Por causa da falta de pagamento, a Sanoli, empresa responsável pelo fornecimento de alimentação para 1,7 mil funcionários dos 16 hospitais da rede pública e de cinco UPAs, decidiu suspender a entrega de refeições a acompanhantes e servidores.

A crise também afetou os serviços de manutenção de gramados, plantio e limpeza de canteiros ornamentais, além da poda de árvores, que foram suspensos por falta de verba. Quatro empresas – Coopercam, EBF, Tria e FCB – eram responsáveis pela atividade, com aproximadamente 500 trabalhadores. Elas também eram responsáveis por fornecer equipamentos e transporte dos funcionários.

A Novacap já havia anunciado a suspensão da segunda fase do “Asfalto Novo”, programa de recapeamento em vias urbanas do Distrito Federal. O motivo apontado também foi falta de dinheiro. A companhia afirmou na ocasião que ainda restavam 2 mil quilômetros de pistas a receberem obras.

Na educação, creches conveniadas com o governo completaram oito dias com as atividades paralisadas. De acordo com o conselho que as representa, 22 unidades estão de portas fechadas por falta de dinheiro. As instituições afirmam que não recebem os repasses do DF há três meses e que estão arcando com os custos para manter as creches em funcionamento com recursos próprios.

O governo diz que que o atraso ocorre por motivos pontuais e que está “adequando o fluxo de caixa para arcar com os compromissos assumidos”. A previsão era de que o pagamento fosse feito até sexta, o que não ocorreu. Não há informações sobre o número de crianças afetadas.

O problema também afetou o transporte público. Motoristas e cobradores de quatro das cinco empresas de ônibus cruzaram os braços entre sexta e segunda por não receberem o 13º salário e outros benefícios. O DFTrans repassou R$ 35 milhões para as viações, para garantir a retomada dos serviços. No período, 700 mil pessoas foram prejudicadas.

Por Liliane Tahan, do blog Grande Angular – Médicos, enfermeiros e técnicos que trabalham para a Secretaria de Saúde do DF deveriam ter recebido o salário referente a novembro nesta sexta (5). Mas até agora o dinheiro não caiu na conta dos profissionais.

Diante da expectativa de atraso, os sindicalistas vinculados aos servidores da saúde marcaram uma assembleia para a próxima terça (9).

“Se até lá os salários não estiverem na conta, vamos entrar de greve”, diz a presidente do Sindicato dos Empregados e Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Brasília (Sindsaúde), Marli Rodrigues.

Os servidores da Saúde, assim com os da Segurança e da Educação são pagos com o dinheiro do Fundo Constitucional, uma verba repassada pela União.

Com a crise financeira instalada, várias fornecedores da saúde reclamam de atrasos no pagamento das faturas. A Sanoli, por exemplo, deixou de servir as refeições para servidores dos hospitais. Nesta sexta, o corte atingiu também os acompanhantes dos pacientes.

Presidente da Comissão de Saúde da Câmara Legislativa do DF, Liliane Roriz, declarou apoio aos funcionários em estado de greve: “apesar da greve significar um caos, é o único instrumento democrático que os servidores têm para lutar por seus direitos”.

Projeto desenvolvido pela Sutic-Seplan que oferece serviços móveis aos cidadãos e transparência de dados está entre os cinco finalistas do prêmio

O portal Dados Abertos do Governo do Distrito Federal (GDF) está entre os cinco finalistas do Prêmio Gobernart: A arte do Bom Governo, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O portal integra o projeto de governo eletrônico do Distrito Federal e visa fomentar a transparência dos dados locais.

Dividido em quatro categorias, o Prêmio Gobernart: A arte do Bom Governo selecionou iniciativas de segundo nível administrativo (estados, províncias, departamentos ou seus equivalentes) e do terceiro nível administrativo (municípios ou governos locais), de países mutuários do BID, em parceria com representantes da sociedade civil e/ou do setor privado. O portal Dados Abertos do GDF está concorrendo na primeira categoria por que Brasília possui status de cidade e de estado.

A escolha dos ganhadores de cada categoria será realizada por meio de votação on-line, feita pela comunidade no site www.iadb.org/gobernarte, até 8 de dezembro. O anúncio dos ganhadores será divulgado em 15 de dezembro, e a cerimônia de premiação está prevista para o primeiro trimestre de 2015.

MOBILIDADE CIDADÃ

Criado pela Subsecretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação (Sutic), da Secretaria de Planejamento e Orçamento (Seplan), em parceria com a Secretaria de Transparência e Controle, o portal Dados Abertos do Distrito Federal faz parte do projeto Mobilidade Cidadã. Trata-se de uma plataforma eletrônica do Governo do DF que tem por objetivo oferecer serviços móveis aos cidadãos do DF e fomentar a transparência dos dados que são gerados pelo Poder Executivo local.

O portal Dados Abertos (www.dadosabertos.df.gov.br) e o aplicativo Visite Brasília foram lançados em 21 de abril de 2014, no dia do aniversário da capital, e correspondem às primeiras etapas do projeto Mobilidade Cidadã. Dentro do projeto também estão previstos mais três aplicativos: o Agente Cidadão (ouvidoria, asfalto, iluminação pública e poda de árvores), o e-Fiscal (defesa civil, obras e estabelecimentos) e o e-Serviço (falta de luz e segunda via de conta de luz).

Desenvolvidos em plataforma framework CKAN, o maior framework livre para publicação de dados abertos, o portal Dados Abertos do GDF permite ao cidadão visualizar e desenvolver aplicativos para análise de dados, promovendo a melhoria de serviços e gerando maior participação da sociedade. Essa foi a primeira iniciativa do GDF disponibilizada para abertura de dados.

Renata Dumont, subsecretária de Tecnologia da Informação e Comunicação, da Secretaria de Planejamento (Sutic/Seplan), responsável pelo desenvolvimento do portal e dos aplicativos, avalia que “estar entre os finalistas é um reconhecimento do alinhamento das propostas de modernização da tecnologia do nosso estado com as tendências mundiais de melhores práticas nessa área”.

Em sua segunda edição, o prêmio do Banco Interamericano de Desenvolvimento irá identificar, premiar, documentar e difundir iniciativas que tenham sido geradas por parcerias entre governos subnacionais e empresas do setor privado ou a sociedade civil para promover novas formas de inclusão social pelo uso de meios digitais, como redes sociais, aplicativos para web, telefonia móvel e outras soluções tecnológicas.

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Evento ocorre no Centro de Convenções Ulysses Guimarães até a próxima sexta-feira (5)

Mais de 1,5 mil vereadores participam da 12ª Marcha dos Vereadores que ocorre na Capital Federal até esta sexta-feira (5). A abertura oficial será hoje (3), quando o ministro do Tribunal de Contas da União José Augusto Naves apresentará o painel Governança Pública e Desenvolvimento.

“É um momento de chamar a atenção do Brasil para o papel do poder legislativo municipal. Vamos buscar a defesa pelo pacto federativo em defesa do municipalismo”, destacou o presidente da União dos Vereadores e vereador do município de Iraí (RS), Gilson Conzatti.

A UVB representa cerca de 57.261 vereadores dos municípios brasileiros. De acordo com dados de 2013 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, existem 5.570 municípios. Mais informações: http://www.uvbbrasil.com.br/

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO:

4 de dezembro de 2014 – Quinta-feira

8h30 – Reforma Política e as eleições de 2016. Convidados: Autoridades Federais

10h30 – Fórum Nacional da Mulher Vereadora

14h – Apontamentos dos TCEs e seus efeitos na Gestão Pública, Improbidade Administrativa na Rejeição de Contas.

15h30 – A Base Estrutural do Poder Legislativo Municipal. Katia Heemann – Assessora da Comissão de Assuntos Municipais da Assembleia Legislativa do RS.

17h – O papel do vereador na regulamentação dos aumentos dos planos de saúde.

18h Participação dos Municípios na Segurança Pública.

19h – Posse Diretoria e demais cargos da UVB

20h – Entrega da premiação do Concurso Vereador /Câmara Destaque.

20h30 – Lançamento da Marcha dos Vereadores 2015.

21h – Sorteio por adesão conforme regulamento.

PROGRAMAÇÃO PARALELA (Salas 12 e 13)

9h – Planejamento Estratégico Municipal. Coordenador: Professor Paulo Magalhães – coordenador técnico da UVB. (Sala 12)

10h30 – Orientações técnicas voltadas ao Poder Legislativo. Coordenador: Professor Paulo Magalhães – coordenador técnico da UVB. (sala 12)

14h30 – Processo Legislativo – O papel das mesas diretoras. Coordenador: Professor Paulo Magalhães – coordenador técnico da UVB. (sala 12)

14h30 – Recursos Públicos da União – Como chegar? Coordenador: Heitor Caldeira – Assessor do GDF. (Sala 12)

5 de dezembro de 2014 – Sexta- Feira

9h – Dicção e Oratória para o exercício do mandato.

10h30 – Discussão, sugestões e definição do Calendário de Eventos UVB 2015.

12h – Encerramento da Feira/Mostra dos Municípios/Encerramento da Marcha dos Vereadores 2014.

*Programação sujeita a alterações sem aviso prévio/Dependendo da confirmação e presença dos convidados.

**Certificados serão entregues no final do evento /Participação comprovada de no mínimo 75% de frequência.

INVESTIMENTO

Câmaras filiadas; R$ 390 (por participante)

Câmaras não filiadas: R$ 530 (por participante)

Informações:

Suporte Inscrições/setor de eventos: poa@uvbbrasil.com.br

Tel.: (51) 3225-2029 – (51) 3226-1657

(61) 3226-4707 – Brasília – DF

carreta da visao

Juiz manda DF suspender Carreta da Visão. Contrato era de R$ 12,5 milhões, mas repasse feito foi de R$ 29 milhões. Acordo foi feito sem licitação; demanda estimada era de 3 mil pacientes

Do G1 DF – O Tribunal de Justiça do Distrito Federal mandou a Secretaria de Saúde suspender o pagamento ao programa Carreta da Visão por suspeita de superfaturamento e malversação de dinheiro público. O contrato com o hospital particular responsável pelas cirurgias de catarata havia sido firmado até setembro do ano que vem. A TV Globo procurou a Secretaria de Saúde e o instituto, que não se posicionaram a respeito até a publicação desta reportagem.

De acordo com o juiz José Eustáquio de Castro Teixeira, o acordo possui “várias irregularidades”. O contrato começou em março e foi feito sem licitação. A estimativa na época era de que 3 mil pessoas aguardassem por cirurgia de catarata.

O valor foi de R$ 12,5 milhões, mas, segundo o magistrado, a quantidade repassada foi maior. “Ao contrário do afirmado pelo Distrito Federal, nas suas informações a mim prestadas, já se pagou mais de R$ 29 milhões”, afirmou.

Na decisão, que tem caráter liminar, o juiz afirma que são R$ 17 milhões acima do previsto inicialmente. Ele diz ainda que há um novo contrato fechado em setembro, com validade de um ano, que prevê mais R$ 36 milhões para a empresa.

Teixeira questiona o motivo de a Secretaria de Saúde não ter usado o dinheiro para comprar aparelhos e outros bens para a área de oftalmologia da rede pública. No Hospital de Base, por exemplo, cirurgias foram canceladas por falta de lentes para catarata. O estoque tem apenas equipamentos menos usados, alguns deles já vencidos.

A contratação e os procedimentos dos mutirões também foram alvo de questionamento por parte do Conselho Regional de Medicina. Em um relatório, o órgão afirma que durante as operações “não havia limpeza de equipamentos entre os exames de vista” e que “o espaço físico [é] limitado.” Também aponta o risco de infecções, porque o “lixo hospitalar não tinha a proteção adequada”.

FUNCIONAMENTO

O serviço era oferecido entre 6h e 17h, diariamente, inclusive nos feriados. A carreta foi inaugurada em abril para atender a demanda de pacientes na lista de espera por cirurgia de catarata.

De acordo com a secretaria, até o final de junho o já foram feitas 31,8 mil consultas e 17,3 mil cirurgias. A carreta conta com nove médicos e uma equipe de apoio formada por 65 profissionais.

congestionamento

A partir de amanhã volta tudo’, disse diretor do DFTrans Lúcio Lima. Passageiros fecharam rodovia BR-040 em protesto contra mudanças.

Do G1 DF – O DFTrans voltou atrás e anunciou a suspensão das linhas de integração ao BRT que passaram a funcionar no último sábado. Nesta manhã, um grupo de moradores de Santa Maria e de cidades do Entorno fechou a BR-040 nos dois sentidos em protesto contra as mudanças, implantadas no último sábado. A rodovia foi liberada às 10h20.

Os passageiros reclamam que os ônibus estão mais cheios de demoram mais a passar desde que as mudanças foram implantadas. Os usuários do transporte dizem ainda que no horário de pico têm de fazer baldeação, com troca de ônibus, no terminal do Park Way antes de seguir para o Plano Piloto. Na volta para a casa, é preciso pegar pelo menos um ônibus a mais, para fazer a conexão em um dos terminais, de Santa Maria ou do Gama.

“Nós tínhamos uma operação funcionando até sábado, de linhas diretas. A partir de amanhã [quarta] volta tudo”, disse o diretor técnico do DFTrans, Lúcio Lima. Nós não sabemos ainda onde foi a nossa falha, nós avisamos com bastante antecedência, mas infelizmente a população não aprovou. Vamos reavaliar e corrigir oi que tiver de ser feito.”

Lima disse, no local do protesto, que a condição para negociar a mudança era a liberação da rodovia. “Volta à situação anterior a sábado – seria voltar as linhas da W3 Sul, W3 Norte, SIG, SAAN, Cruzeiro, Guará e Núcleo Bandeirante. O BRT da rodoviária continuaria”, afirmou.

Desde esta segunda-feira, primeiro dua útil de operação das linhas, os passageiros relatam que dificuldades com as novas rotas de integração. “Não tinha ninguém para pedir orientação. Aí, [o ônibus] ia chegando, dizia que não passava no Park Way e eu caçava outra fila”, disse a empregada doméstica Rita Maurício.

morar

Até o dia 7 de dezembro, candidatos da Relação de Inscrições Individuais (RII) deverão atualizar os dados; novas inscrições também poderão ser realizadas

Foi prorrogado até o próximo domingo (7) o prazo para interessados se inscreverem no programa Minha Casa, Minha Vida/Morar Bem. O Novo Cadastro da Habitação também foi reaberto para atualização de dados dos candidatos da Relação de Inscrições Individuais (RII) e migração para a Relação de Inscrições por Entidades (RIE).

Das 122 mil pessoas que, obrigatoriamente, deveriam se recadastrar até o dia 30 de novembro, 48 mil realizaram esse processo com êxito. Para que essas pessoas, já inscritas, não percam a oportunidade de permanecerem no programa, a Codhab irá dispor de mais uma semana para que elas realizem o processo de recadastramento.

Durante o período de reabertura, as pessoas interessadas em participar do Minha Casa Minha Vida/Morar Bem também poderão realizar novos cadastros por meio do site: www.morarbem.df.gov.br.

Os candidatos que hoje constam como inscritos na Relação de Inscrições Individuais (RII) do Novo Cadastro da Habitação deverão, obrigatoriamente, atualizar os dados também pelo site do programa sob pena de cancelamento da inscrição, conforme determinação do Decreto n° 36.021/2014. O recadastramento deve ser feito, impreterivelmente, até as 23h59m do dia 7/12/14.

Para participar dos programas habitacionais do GDF o candidato deve ser morador do DF há pelo menos cinco anos, possuir renda familiar bruta mensal de até 12 salários mínimos, nunca ter possuído imóvel no DF e ter no mínimo 18 anos, conforme a Lei nº 3.877, de 26 de junho de 2006, que dispõe sobre a Política Habitacional do Distrito Federal.

Cerimônia está prevista para as 10h no Setor de Garagens Oficiais Norte

O Arquivo Público do Distrito Federal realizará, nesta sexta-feira (5), às 10h, a cerimônia de entrega da sede definitiva do Complexo do Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF). A estrutura está localizada no Setor de Garagens Oficiais Norte (SGON), quadra 5, lote 23, em frente à garagem da Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB).

O conjunto de edificações que formará o Complexo ArPDF conta com aproximadamente 38.458,88m² de área total, sendo 9.918,44m² de área construída, que compreende três blocos, entre outras edificações.

O Complexo é fruto de acordo firmado entre a Casa Civil do Distrito Federal e a Secretaria de Planejamento e Orçamento para a cessão de um imóvel do GDF destinado à instalação definitiva da sede do Arquivo Público. A ação foi formalizada por meio de sua publicação na edição de número 84 do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF).

mpdft

O Ministério Publico do Distrito Federal e Territórios (MPDFT ) investiga contratos milionários do Governo do Distrito Federal (GDF) com empresas prestadoras de serviços para a rede pública de saúde. Um dos processos é sobre gastos com a Carreta Oftalmológica, que faz atendimento em diversas regiões administrativas. O contrato inicial prevê despesa de R$ 10 milhões, mas em seguida recebe aporte e chega a quase R$ 30 milhões. Os promotores ainda investigam outros 24 contratos com problemas semelhantes.

“Só para pagamento da Carreta Oftalmológica, pagamento ilegal, entre os dias 13 e 17 de novembro, uma ordem [de pagamento] deu R$ 8 milhões, afirma o promotor de justiça”, Jairo Bisol.

Desde setembro, empresas que prestam serviços aos hospitais, como alimentação, limpeza e fornecedores de materiais reclamam da falta de pagamento.

Os médicos do maior hospital do Distrito Federal, o Hospital de Base, denunciam situação grave de falta de material, medicamentos e estrutura básica para atender os pacientes. Em carta enviada a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, os profissionais de saúde dizem que o quadro é de “calamidade” e “caos”.

Um trecho documento diz que não é possível realizar consultas, cirurgias e que apenas atendimentos de emergência serão realizados a depender da gravidade e complexidade. “O grau de desabastecimento tão extenso e grave compromete a segurança e coloca em risco a vida dos pacientes sob nossa responsabilidade, afirma o documento assinado por cirurgiões de 19 áreas médicas”.

O presidente do Sindicato dos Médicos, Gutemberg Fialho, diz que hoje a situação está mais grave, mas a falta de material e de condições mínimas de trabalho dificultam os atendimentos há muito tempo. “Essa situação vem se agravando ao longo do tempo, não é de hoje. Esse quadro tem se repetido e nós chegamos numa situação em que os colegas estão sem condições de assistir os pacientes e os pacientes sem ter assistência”. Em nota, a Secretaria de Saúde rebateu a denúncia dos médicos e afirmou que nenhum serviço será parado no Hospital de Base e que medidas serão tomadas para solucionar os problemas”, diz.

Nesta segunda-feira (24), pelo menos 15 cirurgias foram canceladas por falta de material cirúrgico. Para amenizar os problemas, a Secretaria de Saúde fez um reajuste orçamentário de última hora. A pasta anunciou o repasse de R$ 100 mil ao Hospital de Base para compra de produtos e R$ 60 milhões para pagamento de dívidas com fornecedores. Os recursos foram retirados de programa de Atenção Básica à Saúde.

A secretária de saúde, Marília Coelho, diz que o problema das contas é de arrecadação: “Para usar esse dinheiro, eu precisei fazer um termo de ajuste sanitário, precisei aprová-lo no Comitê Gestor, no Conselho de Saúde, negociar com Ministério Público, Tribunal de Justiça para apresentar o que nós iríamos fazer para não termos problemas judiciais posteriormente”.

O Ministério Público diz que o remanejamento para cumprir contratos desnecessários caracteriza improbidade administrativa. (Fonte: R7)

Foto: Dênio Simões/GDF

Foto: Dênio Simões/GDF

Áreas serão regularizadas e receberão cinco mil unidades habitacionais

Por Kelly Ikuma – Mais de dez mil famílias do Distrito Federal serão beneficiadas com portaria assinada na manhã desta sexta-feira (21) pela ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, em reunião com o governador Agnelo Queiroz. O documento autoriza a doação de dois setores habitacionais pertencentes à União, localizados na região de Planaltina, no DF. Com um total de 300 hectares, as áreas contemplarão cerca de 20 mil pessoas que já residem no local, além de novos moradores.

“Estamos recebendo da União duas áreas importantes que são os setores Nova Petrópolis e Nova Colina, ainda não regularizados. Agora vamos poder melhorar a qualidade de vida dos que moram lá, quando legalizarmos a área, e ainda expandir o programa habitacional do DF que é uma parceria com o governo federal. A previsão é construir mais 2,5 mil unidades habitacionais em cada um dos setores, totalizando cinco mil unidades”, ressaltou o governador.

De acordo com Agnelo, a ministra tem sido uma grande parceira nesse programa de regularização. “Essa é mais uma vitória de várias que fizemos juntos durante esses quatro anos. Regularizamos muitas áreas no DF. É o maior programa de regularização fundiária da história do DF. Um terço da cidade estava na irregularidade e tivemos coragem de entrar nessa luta que durava mais de 50 anos”.

Residem atualmente no setor Nova Petrópolis e Nova Colina 1,8 mil e 3 mil famílias, respectivamente. Com a construção das novas unidades habitacionais, mais cinco mil famílias farão parte dessas comunidades. Apenas a faixa 1 – que são pessoas que possuem renda de até R$ 1,6 mil – serão beneficiadas com essas novas unidades. (da Agência Brasília)

Palacio do buriti

48% dos servidores públicos entregaram um ou mais atestados no período. Estudo foi feito por subsecretária; Educação e Saúde têm maiores faltas.

Raquel Morais, do G1 DF – Quase metade dos servidores públicos do Distrito Federal entregam um ou mais atestados médicos por ano, de acordo com levantamento feito pelo próprio governo. O estudo, apresentado neste ano no Conselho Nacional de Secretários de Estado da Administração (Consad), descarta licenças-maternidade e possíveis atestados falsos. A estimativa é de que o Executivo gaste R$ 427 milhões a cada 12 meses para manter esses funcionários durante o período de afastamento. O índice, chamado de absenteísmo-doença, ficou em 48% e é superior ao nacional – 37%.

Os dados levam em conta documentos dos anos de 2011 e 2012 e foram coletados a partir dos CPFs dos funcionários, para evitar duplicidade. De acordo com a pesquisa, as secretarias onde proporcionalmente os servidores entregaram os maiores números de atestados médicos foram Educação, Saúde e Justiça. Na primeira, 58% dos trabalhadores apresentaram um ou mais documentos ao longo do ano. Na segunda, 48%, e, na terceira, 47%. A média de dias de afastamento é de 14,3, e os motivos mais frequentes são ansiedade e depressão.

O secretário de Educação, Marcelo Aguiar, reconheceu os altos índices e afirmou que a pasta tenta identificar as razões para isso. “Não tenho uma explicação pronta, só não acredito que seja uma categoria tão doente para ter esse índice de afastamento. É preciso investigar as causas, saber o motivo desse elevado número de doenças”, declarou.

Aguiar também disse que a corregedoria está investigando denúncias de “uso indevido de licenças”. A pasta recebe diariamente 250 atestados. A Secretaria de Educação tem aproximadamente 50 mil servidores e, segundo o gestor, quase 100% dos atestados foram entregues por professores.

tabela-3“O ambiente não é insalubre. Não posso dizer isso de uma escola, onde convivem centenas, milhares de alunos todos os dias. Se fosse, não só os professores mas também os outros estariam doentes”, afirmou. “Pedi para se fazer um levantamento das ocorrências e da localização delas. Vamos entregar até o final do ano, para a [equipe de] transição do governo, para que eles possam avaliar o que fazer a partir de janeiro.”

Já para o coordenador de imprensa do Sindicato dos Professores, Cláudio Antunes, fatores relacionados ao espaço escolar influenciam no alto índice de adoecimento da categoria. Entre eles, citou o número de alunos por turma – 30% acima de colégios europeus, o que dificulta ao professor saber os nomes de todos os alunos –, a falta de internet e recursos online em salas de aula e a ausência de espaços apropriados para alongamentos e descansos.

“A própria natureza da carreira pressupõe isso [que professores estão mais vulneráveis], porque há um desgaste emocional e físico muito grande. Professor tem problema na voz, tendinite. Também temos um quadro grande de adoecimento na área emocional, psicológica mesmo. O professor não entra na sala de aula só para dar o conteúdo. Ele tem que mediar os conflitos que vão além do muro da escola, ouve histórias das agressões que as crianças sofrem dentro de casa ou todas as questões dos adolescentes”, conta.

Servidores da Secretaria de Saúde, que aparecem em segundo lugar na lista, relataram questões semelhantes. Presidente do Sindicato dos Médicos, Gutemberg Fialho disse ao G1 que os colegas sofrem frequentemente com angústias e estresse relacionados à falta de materiais hospitalares e às situações dos pacientes.

“Você trabalha sozinho, você trabalha com uma sobrecarga de trabalho enorme, pressão, agressão. [...] Colega vai para lá e tem sobrecarga enorme, insegurança no local de trabalho, insegurança física, tanto que os médicos mais jovens estão entrando e em pouco tempo pedem demissão por causa disso. Nas unidades antigas, que foram reformadas, a sobrecarga de trabalho continua a mesma. Os pacientes continuam nos corredores. Houve maquiagem, mas as condições humanas são as mesmas. Não tem melhora nenhuma. Você tem um paciente grave, em condições de UTI, você diz qual política deve ser aplicada, mas não consegue. Isso te deixa muito mal”, declarou.

A presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde, Marli Rodrigues, afirmou ainda que faltam políticas para cuidar da saúde dos trabalhadores. A entidade representa 104 categorias e estuda, para o próximo ano, uma proposta que possa dar suporte aos profissionais.

“Quem cuida da saúde do povo é tratado pelo governo de forma geral como máquina, não ser humano. Trabalhamos em ambiente insalubre, temos chefias perseguidoras. Isso traz doenças psicológicas, e depois o funcionário começa a sofrer outras doenças por causa da pressão das péssimas condições de trabalho, de o trabalho ser exaustivo, da falta de recursos humanos”, disse.

“Em Taguatinga, por exemplo, tem auxiliares de enfermagem da cardiologia que, por se recusarem a fazer função de enfermeiro, foram colocados à disposição para serem trocadas de setor. Tem 17 anos lá e passaram por isso, desenvolveram hipertensão. Essas senhoras têm 50 e 51 anos. Elas se recusaram porque realmente não podem fazer isso”, completou Marli.

A secretária de Saúde, Marília Cunha, reconhece que existe sobrecarga de trabalho em algumas áreas, mas discorda que o ambiente de trabalho propicie o alto número de atestados médicos. Somente entre 1º de janeiro e 30 de setembro deste ano, a pasta recebeu 29.317 documentos. A secretaria tem 35 mil servidores.

“Eu não posso mais dizer hoje sobre ambiente de trabalho que seja um problema, porque todas as unidades foram reformadas, todos os hospitais foram reformados, [têm] equipamentos novos, tudo limpinho e arrumadinho. Eu não posso dizer que isso acontece por causa disso”, declarou.

Ela afirma que dois fatores influenciam nisso: o fato de a secretaria ter um grande número de funcionários mais velhos e os cuidados maiores que trabalhadores da área têm com saúde, o que os levaria a respeitar mais os limites do corpo e tirar atestados quando ficam doentes.

A presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde rebateu a fala da secretária. “Posso afirmar que nem todo mundo que está doente entra de atestado. A maioria das pessoas trabalha mesmo doente, para não deixar o colega sozinho. Temos exemplos assim, de ir se arrastando.”

PREOCUPAÇÃO

Responsável pela condução do projeto, a subsecretária de Saúde, Segurança e Previdência dos Servidores do DF, Luciane Kozics Araújo, disse por telefone considerar que um levantamento com dados mais recentes possa mostrar uma situação até mesmo “pior”. “O que se destaca aqui é que temos metade da nossa força de trabalho ficando doente. E, como até então a gente não tinha um panorama disso, não havia como traçar políticas específicas.”

Atualmente, o DF tem oito núcleos voltados à saúde do trabalhador, que funcionam nos hospitais regionais de Ceilândia, Paranoá, Asa Norte, Sobradinho, Gama e Santa Maria,  Materno Infantil e Base. Eles oferecem, junto com o ambulatório do servidor, os serviços de acupuntura, fisioterapia, psiquiatria, dermatologia e otorrino, automassagem e meditação.

De acordo com a Secretaria de Saúde, também estão em formação espaços semelhantes nas unidades de Brazlândia, Guará, Núcleo Bandeirante, Planaltina e São Vicente de Paulo, além do Samu. As datas previstas para entrega desses núcleos não foram informadas.

Especialista em clínica médica, uma profissional do Hospital Regional da Asa Norte que preferiu não se identificar afirmou que os colegas realmente sentem falta de amparo. “A gente tem uma equipe que trabalha muito, a gente tem um trabalho excessivo. A gente se desdobra para que as coisas funcionem, mesmo que a gente não tenha as condições mínimas para isso. Eu já cansei de trabalhar doente. Teve uma época que fiquei 15 dias seguidos com febre e ia trabalhar porque não queria deixar os colegas na mão”, contou.

Também preferindo não se identificar, um pediatra que trabalha em Taguatinga afirmou ao G1 ter vivido uma situação parecida. “Meu último atestado foi há três anos, quando fiz cirurgia. Isso não significa que eu não fiquei doente, mas eu já fui trabalhar até afônico. Eu não conseguia falar nada, escrevia no papelzinho para pedir ao paciente para contar a história dele.”

Diretora da Associação Nacional de Medicina do Trabalho, Marcia Bandini afirmou que transtornos mentais relacionados ao trabalho representam a segunda causa de incapacitação dos trabalhadores, ficando atrás apenas de distúrbios musculoesqueléticos – dor nas costas, ombros, joelhos e pés.

“Entre trabalhadores que lidam diretamente com o público, os transtornos mentais tendem a ser mais frequentes. Professores, profissionais de saúde, policiais, dentre outros servidores públicos, apresentam esses transtornos com mais regularidade. Estresse da atividade, trabalho executado sem condições favoráveis, longas jornadas e outros fatores psicossociais são prováveis causas que precisam ser consideradas e devidamente avaliadas”, explica.

A especialista disse que os dados indicados pela pesquisa são preocupantes e denotam “falhas na organização do trabalho e na promoção de um trabalho saudável”. Além disso, segundo ela, a situação repercute na sobrecarga dos colegas, em prejuízos no atendimento à população e em uma piora no ambiente de trabalho. “Tudo isso alimenta um ciclo vicioso de um trabalho que adoece.”

“O planejamento do trabalho, com alocação adequada de recursos, financeiros, humanos, equipamentos etc., tende a distribuir as atividades de maneira mais justa, reduzindo a pressão entre os servidores. Ter ferramentas adequadas para as tarefas, bom relacionamento entre pares e supervisão, deixar claras as regras sobre desempenho e expectativas, ter reconhecimento pelo trabalho bem feito, haver clareza na comunicação interna, trabalhar em jornadas adequadas, receber remuneração justa são características mais valiosas do que ter intervalos, apesar de esses serem importantes também”, declarou.

A subsecretária Luciane Araújo destacou as iniciativas do governo para combater essa situação. Em 2012, o GDF instituiu a Política Integrada de Atenção a Saúde do Servidor. Com isso, criou parâmetros e implantou programas de promoção na área de saúde do servidor.

“Reitero a necessidade de monitorarmos os indicadores organizacionais. Historicamente, não haviam dados, hoje temos a possibilidade de traçar políticas embasadas nos adoecimentos. É necessário olharmos para a forma de organização de trabalho, relações socioprofissionais e condições laborais. Assim, poderemos de fato atuar na promoção e prevenção ao invés da reparação dos danos.”

Em nota, a equipe de transição do governador eleito, Rodrigo Rollemberg, disse ao G1 que tomou conhecimento dos dados. “A saúde do trabalhador, essencial para o êxito do sistema de saúde, será uma prioridade no novo governo, mas as políticas e ações concretas a serem adotadas para redução desses índices ainda estão em estudo pelo grupo de trabalho do tema.”

sinpol

Principais reivindicações do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal são por capacitação, infraestrutura e equipamentos  

Em novembro, foi aprovada pelo Plenário do Senado a MP 657/2014, que trata da nomeação de delegados para o cargo de diretor-geral da Polícia Federal e da Polícia Civil. O projeto depende de sanção presidencial e, de acordo com o texto, apenas delegados que estão no último nível da carreira podem assumir o cargo. No DF, a escolha é de livre nomeação do governador em exercício.

Após o período eleitoral, partidos políticos, coligações e entidades representativas começaram a se mobilizar nos bastidores para indicar nomes para o cargo mais alto da PCDF. “Esse interesse na indicação de nomes ligados a certos segmentos preocupa, pois o gestor deve ter um compromisso com toda a instituição e a sociedade, e não com grupos políticos ou corporativos. Somos uma polícia republicana, nossa obrigação é com a lei e com a justiça”, afirma Rodrigo Franco, presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF).

Ainda segundo o presidente do Sinpol-DF, espera-se que todos os policiais sejam consultados caso o futuro governador aceite indicações de nomes. A expectativa da categoria é de que, ao assumir, o novo diretor faça investimentos na gestão de pessoal, dando mais atenção às saúdes física e mental do policial, criando programas que promovam a qualidade de vida, a estabilidade do servidor no local de trabalho, melhoria das instalações, equipamentos e treinamento continuado dos policiais. “Queremos uma Polícia mais humanizada, na qual todos sejam valorizados e se sintam importantes para a instituição. Afinal, o bom ambiente de trabalho reflete diretamente no atendimento ao público e na maior resolução de crimes para a sociedade. Por isso, esperamos que o novo diretor seja aberto ao diálogo”, comenta.

Fachada da emergência do Hospital Regional da  Asa Norte, no DF (Foto: Mateus Rodrigues/G1)

Fachada da emergência do Hospital Regional da Asa Norte, no DF (Foto: Mateus Rodrigues/G1)

Secretaria vai se reunir com CRM para pedir punição de médico ausente. Sindicato dos Médicos nega que haja uso indevido de atestados

Do G1 DF – A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que vai se reunir com o Conselho Regional de Medicina para pedir a punição de médicos que tiverem faltado sem motivo no plantão do fim de semana passado ou em qualquer outro plantão da rede pública de saúde. Segundo a pasta, o profissional pode ser exonerado e até ter o diploma cassado, se a ausência for comprovada.

A secretária Marília Cunha informou nesta segunda-feira (17) que a corregedoria começou a investigar os atestados entregues por médicos escalados para plantões na rede do DF. Pacientes relataram dificuldades para conseguir atendimento em hospitais neste fim de semana. No Hospital Regional da Asa Norte (Hran), no sábado e no domingo, a coordenação geral da unidade disse que dos três médicos que faltaram, dois apresentaram atestados.

No entanto, o presidente do Sindicato dos Médicos, Gutemberg Fialho, negou que haja uso indevido de atestados pelos médicos. A entidade afirmou que além da sobrecarga de trabalho, pagas com horas extras, as escalas são feitas sem o consentimento dos profissionais.

Filas de espera- Na noite desta segunda-feira (17), 70 pacientes aguardavam na fila da emergência da ortopedia do Hospital Reginal de Ceilândia. Segundo a chefe de plantão, só um aparelho de raio X estava  funcionando.

Também nesta segunda, a ala de internação do pronto socorro do Hran tinha 86 pacientes na  espera, mas a capacidade é para 56. Os 30 pacientes a mais tiveram de dividir espaço nos corredores. A senhora idosa, Denise da Costa, esperava há quase doze horas por um atendimento. Ela é hipertensa e diabética, mas estava classificada pelo sistema de triagem da unidade na cor amarela, uma das menos graves.

“Humilhante porque você depende disso para sobreviver. Não tem mais outra palavra, tem?”, disse a idosa.

A Secretaria de Saúde do DF informou que as horas extras dos médicos feitas em setembro vão ser pagas na próxima segunda-feira (24). Já as horas extras de outubro serão quitadas em dezembro.

shopping comercio

Mesmo sendo a melhor data para as vendas no comércio, os empresários brasilienses não estão muito otimistas com o Natal deste ano. Pesquisa realizada pelo Instituto Fecomércio mostra que 42,3% dos comerciantes apostam em vendas superiores ao mesmo período do ano passado, enquanto que 33,3% esperam vendas iguais e 24,3% acreditam em vendas menores. Para os que prevêem crescimento, a expectativa de incremento médio nas vendas é de 4,5%.

O Instituto Fecomércio pesquisou 11 segmentos entre lojas de ruas e de shoppings, totalizando 300 empresas consultadas. O setor mais otimista é o de supermercados/hipermercados, que espera um crescimento de 14,30% nas vendas; seguido pelo de calçados (11,30%); vestuário (8,24%); loja de departamento (7,80%); material esportivo (6%); chocolataria (5,98%); eletroeletrônico (2,69%); e lojas de brinquedos (1,09%). Já os segmentos de bares/restaurantes (-2,62); perfumaria (-1,77%) e livraria (-1,58%) esperam queda nas vendas.

Ampliando a análise, o Natal deste ano deve movimentar R$ 31,7 bilhões e gerar 138,4 mil vagas temporárias em todo o País. Porém, a expectativa de vendas no Brasil, em 2014, é de um crescimento de 2,6%, taxa inferior a do ano passado, quando a expectativa foi de 5%. “Como a maioria das famílias brasilienses está endividada, muitos consumidores devem utilizar o 13º salário para pagar dívidas e ajustar as contas. De acordo com a pesquisa, os empresários do comércio acreditam que as pessoas continuarão consumindo, mas em uma escala menor do que em anos anteriores”, explica o presidente da Fecomércio, Adelmir Santana.

Ele lembra que apesar da expectativa menor nas vendas, o desempenho do comércio no DF ainda deve ser acima da média nacional, em função da alta renda per capita dos brasilienses e da estabilidade dos servidores públicos. O preço médio do presente vai variar de acordo com o segmento, mas a média ficará em R$ 141,48, conforme a pesquisa.

Ministro Augusto Nardes

Ministro Augusto Nardes

Segundo tribunal, ficou mais difícil agendar consulta nos últimos anos. Governador eleito afirma que problema não é verba, mas gestão ineficiente.

Do G1 DF – O Tribunal de Contas da União (TCU) entregou nesta segunda-feira (17) ao governador eleito do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, um relatório em que apontam a saúde pública como um dos pontos mais críticos da capital federal.

Segundo o documento, 53,5% dos pacientes não conseguiram consultas com médicos e dentistas em agosto de 2010. Em novembro de 2007, o número era bem menor: 34%. No levantamento mais recente, 81% das especialidades registravam filas de espera superiores a três meses, e 31% superiores a um ano.

Alguns números impressionam. Em Santa Maria, a espera por uma consulta odontológica chega a quatro anos. Em todo o DF, a marcação com um angiologista (especialista em circulação e vasos sanguíneos) demora quase cinco anos, segundo os auditores do TCU.

O documento também aponta falta de controle do estoque e da distribuição de remédios, além do baixo número de leitos. Em 2013, o déficit era de 2.603 leitos gerais e 54 vagas de UTI. A Secretaria de Saúde afirmou à TV Globo que o número atual de leitos é superior ao registrado no estudo do tribunal.

Em entrevista nesta segunda, Rollemberg disse que o principal problema da saúde na capital não é falta de dinheiro, mas falta de qualidade na gestão. Segundo ele, 80% dos problemas poderiam ser resolvidos diminuindo a pressão sobre as emergências hospitalares.

“O DF é a unidade da Federação com a menor cobertura de Saúde da Família, segundo dados do Ministério da Saúde. Apenas 30% da população está sendo atendida [pelo programa]“, disse o governador eleito.

Estudo geral - O estudo divulgado nesta segunda (17) pelo TCU traça um diagnóstico dos estados e do Distrito Federal para auxiliar os governadores que tomam posse em janeiro de 2015.

O presidente do tribunal, ministro Augusto Nardes, se diz alarmado com a saúde e com a insegurança da capital federal. “O número de mortos no entorno de Brasília está entre os mais altos do país. Isso me assustou muito, porque não podemos deixar acontecer o que aconteceu no Rio de Janeiro e em São Paulo”, afirma.

Ainda de acordo com Nardes, a resolução dos gargalos na saúde do Distrito Federal passa por uma aliança com o governo de Goiás, similar à que foi feita na segurança pública.

“Um dos gargalos é o atendimento ambulatorial na região do Entorno. Portanto, tem que haver um trabalho em conjunto com os dois governadores [do DF e de GO]. Já fizemos sobre segurança, e agora vamos apresentar sobre saúde num contexto nacional”, diz.

Brasilia

Usuários do Núcleo Bandeirante, Samambaia, Recanto das Emas e Riacho Fundo 1 e 2 são beneficiados

Os usuários do Núcleo Bandeirante, Samambaia, Recanto das Emas e Riacho Fundo 1 e 2 vão receber, nesta quinta-feira (20), mais 33 ônibus da nova frota. São 25 carros articulados e 8 convencionais que vão reforçar linhas cuja operação é feita pela Urbi, o que representará mais conforto para esses usuários.

Os coletivos articulados – que vêm com ar-condicionado – têm capacidade para transportar por viagem 130 pessoas, e os convencionais para atender a 85 passageiros. A Urbi, cujos carros têm a cor azul, já disponibilizou 529 veículos para a população da Bacia 4 – 46 a mais do que previsto no edital que renovou a frota.

“A licitação foi feita  por regiões geográficas. Assim, sempre que houver necessidade, após um estudo técnico do DFTrans e emissão das ordens de serviço, a empresa deve adquirir novos coletivos”, explica o diretor-geral do Transporte Urbano Distrito Federal (DFTrans), Jair Tedeschi.

Nos ônibus novos, os passageiros podem realizar – em um período de até duas horas, no mesmo sentido – a integração com os ônibus da TCB, com os novos carros das demais bacias, além do Metrô. Para contar com o benefício, os usuários devem portar um dos cartões do Sistema de Bilhetagem Automática (SBA).

Os coletivos das empresas operam em cinco bacias, previstas na licitação que reformulou todo o Sistema de Transporte Público Coletivo. Essa reformulação representa uma renovação quase total da frota operante no DF – ficando de fora apenas os micro-ônibus das cooperativas que possuem contratos ainda vigentes.

Imagens mostram leitos vazios e pacientes nos corredores do hospital de Sobradinho, no DF (Foto: Arquivo pessoal)

Imagens mostram leitos vazios e pacientes nos corredores do hospital de Sobradinho, no DF

Sindicato diz que ausências são por falta de pagamento de horas extras. Houve reclamações em emergências de unidades da Asa Norte e Ceilândia.

Raquel Morais, do G1 DF – A secretária de Saúde, Marília Cunha, disse nesta segunda-feira (17) que a corregedoria da pasta começou a investigar os atestados entregues por médicos escalados para plantões na rede pública do Distrito Federal neste final de semana. Pacientes relataram dificuldades para conseguir atendimento neste final de semana. Por telefone, o presidente do Sindicato dos Médicos, Gutemberg Fialho, afirmou que os profissionais não teriam comparecido por não terem recebido as horas extras de agosto.

“São médicos jovens, já apuramos, e, assim, nunca se investiu tanto em saúde quanto no governo Agnelo Queiroz. O hospital está totalmente reformado, equipamentos novos, tem medicamento, tem material médico-hospitalar. Não justifica. Nós vamos abrir, sim, sindicância e apurar os fatos. Não é possível mais um médico ficar dando atestado médico para outro médico”, disse Marília.

Uma equipe da corregedoria esteve no hospital da Asa Norte no início da manhã para buscar os atestados. A secretaria afirmou que ainda não tem uma estimativa do número de documentos a serem investigados.

“Vamos investigar os atestados, vamos questionar o conselho de medicina para tomar providência. O que aconteceu não é grave, é gravíssimo. Eu tinha uma necessidade de três médicos. Três clínicos cobririam muito bem. Colocamos mais um para ficar com uma folga. Estávamos tranquilos. E os quatro vão e faltam?”, declarou.

As reportagens do G1 e da TV Globo estiveram em hospitais da rede pública e constataram o problema. No sábado, nenhum médico da área de clínica geral havia aparecido no pronto-socorro da Asa Norte para dar início às consultas até as 15h30. O próprio diretor da unidade foi ao local para ajudar no atendimento.

Ainda no sábado, um agente penitenciário de 30 anos que não quis se identificar registrou cenas que classificou como “descaso” no Hospital Regional de Sobradinho. Duas fotos mostram pacientes idosos em macas improvisadas no corredor da emergência, e, em outras duas imagens, é possível ver leitos desocupados que, segundo ele, estavam em salas de emergência a poucos metros de distância.

“Meu pai tem 78 anos, levei ele ao hospital com um quadro de AVC. Ele foi atendido, recebeu medicação na sexta-feira, mas passou dois dias no corredor da emergência”, contou.

No domingo, não havia pediatras na UPA de Ceilândia e pacientes e funcionários afirmavam que, dos quatro médicos escalados no hospital regional, apenas um atendia. Um homem que acompanhou a mulher grávida à unidade reclamou da situação. “Minha esposa está sentindo dor, está sangrando direto”, afirmou.

Segundo Fialho, os médicos têm ficado doentes por causa das condições de trabalho – carga horária extensa e falta de estrutura. Ele também criticou a fala da secretária a respeito dos atestados médicos, dizendo que a pasta deve primeiro investigar e comprovar a denúncia para depois dar a declaração.

Segundo a secretária de Saúde, o conselho regional da categoria vai ser acionado para auxiliar na investigação. Se constatadas as irregularidades, os médicos podem ser punidos até com demissão.

Descaso -

A contadora Sarita Lemos, de 36 anos, foi ao hospital da Asa Norte no início da tarde de sábado para acompanhar o vizinho Antônio Lins, de 93 anos, que apresentava falta de ar, tosse e tontura. Depois de uma hora na sala de espera, ela ainda não tinha recebido nenhuma informação.

“É um desrespeito incrível, não quiseram nem fazer a ficha médica. Não passaram nenhuma informação, não deram prazos. Estávamos saindo daqui para o Hospital de Base, mas fomos desaconselhados por outra pessoa doente, que foi para lá e teve que voltar”, afirmou.

Sarita disse ter ouvido dos funcionários na recepção que o motivo para a ausência de médicos era a falta de pagamento. “Me perguntaram, na cara dura: ‘você trabalharia de graça num sábado?’ Eles não dizem que está vazio, e sim que não vão atender. E se não fazem a ficha de chegada, não há como provar que a gente veio aqui”, declarou.

Os servidores no local disseram à reportagem do G1 que não havia médicos parados dentro da unidade. Um recepcionista que preferiu não se identificar afirmou que parte da equipe não havia comparecido e que, por isso, não “adiantaria nada” preencher fichas de pacientes.

Horas extras - Segundo o sindicato, o pagamento de horas extras está comprometido desde setembro, quando começou a ser feito em folha suplementar e não no contracheque normal. A insegurança teria aumentado, afirma a organização, com o atraso no pagamento deste mês (relativo a setembro) e a proximidade do fim da gestão de Agnelo Queiroz.

A entidade de classe cita como “agravante” um decreto assinado pelo governador no último dia 28, que proíbe despesas adicionais para os órgãos de governo.

Marília diz que o medo dos servidores de não receber os pagamentos em dia não se justifica, porque o governo já ofereceu garantias. “Estamos tomando todas as precauções para que não falte dinheiro em caixa. Os coordenadores das regionais estão cientes, a equipe de transição está ciente.”

“O prazo foi fixado para o dia 24 de novembro, e o dinheiro vai ser depositado. São R$ 22 milhões em horas extras, e vão ser pagos normalmente como sempre foram pagos nos últimos 20 anos”, afirma.

A secretária afirma que o governo contratou 17 mil servidores para a saúde nos últimos quatro anos, mas diz reconhecer que ainda há um déficit no setor. “Temos vagas em aberto, e é por isso que eu preciso pagar hora extra. Só em setembro, 200 pediatras se aposentaram na rede pública.”

Na sexta-feira (14), o governo também negou que deixaria dívidas na área de educação. O risco de um “calote” foi levantado pela equipe de transição do governador eleito, Rodrigo Rollemberg (PSB), em relação ao pagamento de salários, abonos e férias dos professores entre dezembro e janeiro.

Secretários de Estado que participam do I Fórum Nacional Conjunto Consad/Coseplan/Confaz, na Tribuna de Honra do Estádio Nacional, elogiam o local e vão propor uso alternativo das arenas

Com uma vista privilegiada do gramado que foi palco da Copa do Mundo, secretários de Estado da Fazenda, Planejamento e Administração Pública reuniram-se na quinta-feira (13) na Tribuna de Honra do Estádio Nacional para participarem do I Fórum Nacional Conjunto Consad/Coseplan/Confaz. O evento termina hoje (14) e, durante os debates, pretende-se chegar a uma agenda conjunta de pleitos junto ao governo federal.

Em meio a discussões sobre contas públicas, impactos financeiros e orçamentários em transferências da União e projetos de leis, uma pausa para o elogio. “Foi uma decisão acertada trazer essa reunião no Mané Garrincha. Não poderia ser em outro local, pelo ícone que o estádio se transformou. Sem falar que é o estádio que representa o nosso Brasil, por estarmos na capital do país”, disse o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Estado da Administração (Consad), Eduardo Diogo, que também é secretário de Planejamento e Gestão do Ceará.

Arena Pantanal – O presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento (Conseplan), Arnaldo Alves, disse que vai propor que a Arena Pantanal também tenha a mesma destinação do Mané. “O cenário lindo, o lugar maravilhoso, é um espaço que pode ser muito bem aproveitado. É função do multiuso. Temos um estádio de Copa e vamos levar uma proposta de se utilizar dessa forma também”, afirmou Alves, secretário de Planejamento de Mato Grosso.

O secretário de Fazenda de Minas Gerais, Leonardo Colombini, considera o estádio “maravilhoso e muito bem utilizado”. Para ele, o GDF fez a escolha certa ao receber eventos como o Fórum no Mané. “Vou levar o modelo para Minas, porque o Mineirão não tem previsão de eventos desse tipo”, contou.

Debate - O Fórum é o primeiro evento conjunto entre representantes das Secretarias de Estado de Administração/Gestão, Planejamento e Fazenda no ano de 2014 e, além de secretários de estado, reuniu servidores e autoridades para debater ações e projetos que estão pautando os trabalhos em suas diversas áreas de atuação.

O secretário de Estado de Administração Pública e segundo vice-presidente do Consad, Wilmar Lacerda, apontou a importância do evento, já que vários estados e municípios passam pelo desafio do equilíbrio de contas. “Não conheço nenhum estado em que a despesa de pessoal tenha decrescido nos últimos anos. Portanto, nós estamos, não só o DF, como o conjunto dos outros estados, vivendo o dilema de baixo crescimento da receita e despesas crescentes de pessoal”, disse.

Manifestantes ligados a movimentos sociais na Secretaria de Agricultura do Distrito Federal (Foto: Natalia Godoy/G1)

Manifestantes ligados a movimentos sociais na Secretaria de Agricultura do Distrito Federal (Foto: Natalia Godoy/G1)

Secretaria de Agricultura e Terracap foram ocupados por manifestantes. Servidores não puderam entrar, mas PM informou que não houve confronto.

Do G1 DF – Pelo menos quatro grupos de manifestantes invadiram a sede da Secretaria de Agricultura do governo, que fica no final da Asa Norte, na manhã desta quinta-feira (13). Com gritos de “ninguém vai trabalhar hoje”, cerca de 150 pessoas não permitiram a entrada de servidores no prédio.

Outras 100 pessoas dos mesmos grupos, segundo a Polícia Militar, ocuparam também o prédio da Terracap, perto do Palácio do Buriti, área central de Brasília. No entanto, não houve confronto em nenhum dos dois locais, informou a PM.

Os manifestantes são do Movimento de Luta Pela Terra (MLT), Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) e do Movimento Brasileiro dos Sem-Terra (MBST) e chegaram nos prédios por volta das 6h da manhã.

A principal reivindicação é a reforma agrária e a finalização de assentamentos, como o da chácara Santa Helena, em Sobradinho, que foi ocupado no dia 1º de maio pelo MLT, informou o coordenador do movimento, José Mario de Sousa.

“Fizemos o encaminhamento com o governo e queremos uma definição. Enquanto isso, vamos ocupar os prédios do governo até o dia 20 de novembro”, disse.

A Secretaria de Agricultura informou que as terras em Sobradinho estão sob análise do governo para verificar se atendem ou não os requisitos exigidos pela legislação de assentamentos no DF.

O servidor público da Secretaria de Agricultura Jurandi Silva foi impedido de entrar no trabalho. “As autoridades deixam um prédio público ser invadido. É ilegal. A manifestação deveria ser fora. Cheguei e eles falaram: ‘Não vai ter expediente hoje, não’”, disse.

garis

SLU diz que serviço será normalizado até o fim do dia. Segundo empresa, todos os trabalhadores voltam ao serviço.

Do G1 DF – Garis de duas empresas que entraram em greve neste final de semana voltaram a trabalhar após o governo do Distrito Federal repassar nesta terça (11) recursos para que as companhias depositassem os salários que estavam atrasados. O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) informou que a coleta seria retomada até o fim do dia.

A Sustentare atende 17 regiões do DF e tem 2.074 funcionários. A Valor Ambiental atua em sete regiões, com 2.692 trabalhadores. Segundo o Sindicato de Limpeza Urbana (Sindilurb), 70% dos garis haviam paralisado as atividades.

De acordo com a Sustentare, o governo fez o repasse às empresas em duas etapas, nesta segunda e terça. O pagamento deveria ter sido realizado no dia 7 de novembro, segundo a empresa. A Sustentare informou que todos os trabalhadores voltaram ao serviço já nesta terça pela manhã.

Até a publicação desta reportagem, a Valor Ambiental não havia se manifestado sobre o fim da greve. O SLU não soube informar o valor que estava às empresas responsáveis pela coleta de lixo.

Com a greve dos garis, o lixão da Estrutural chegou a ser fechado nesta terça. Caminhões que transportam lixo recolhido na capital passaram a deixar os dejetos no caminho do lixão.