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ARTIGO: O complexo caminho da intervenção

February 26th, 2010

Geraldo Magela, deputado federal – PT-DF

 

 

É provável que uma simples pesquisa possa mostrar que a maioria da população aprovaria uma intervenção decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no governo e na Câmara Legislativa. As pessoas sérias têm nojo da corrupção, e é normal que pensem que a intervenção possa resolver a atual crise política. O que não se percebe, nos primeiros momentos da análise, é que esta medida pode agravar a crise.

 

Uma intervenção federal é um remédio amargo para situações extremas, onde as normalidades jurídica, política e social estejam comprometidas. No nosso caso, a normalidade política está definitivamente rompida com o caos ético que afeta os Poderes Executivo e Legislativo. Como bem disse o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, a metástase da corrupção atingiu todo o organismo da administração pública brasiliense. No entanto, ainda não estão comprometidas as normalidades jurídica e social.

 

Com a pressão da sociedade, alguns resultados já estão sendo alcançados, mesmo que ainda insuficientes para responder à situação criada pelas denúncias. A Câmara Legislativa, mesmo que tardia e timidamente, está começando a julgar os deputados, o governador afastado e o ex-vice-governador. Ao perceberem que seriam responsabilizados pela inércia nas investigações, setores que apoiavam o governo começaram a agir, chegando a recuperar tempo, encurtando prazos. A oposição cumpre com pleno senso de responsabilidade cívica o dever de exigir apurações.

 

O governo interino, mesmo sem apoio popular, começa a dar mostra que pode responder parte das exigências da sociedade, indicando auditorias e ensaiando ações saneadoras. Ao mesmo tempo, tenta imprimir um ritmo administrativo, por menor e insuficiente que seja, para manter funcionando os serviços públicos. Os problemas que existem, hoje, nos serviços de saúde pública, na segurança e na educação, são os mesmos que existiam quando o governo funcionava plenamente. Não há caos social, nem perturbação da ordem pública.

 

As investigações continuam e as apurações das responsabilidades estão sendo encaminhadas pelos órgãos e poderes competentes. Certamente, a Justiça cumprirá seu papel, com punição exemplar dos responsáveis, após a prova da culpa. Portanto, não há necessidade jurídica da intervenção.

 

Além de tudo isso, uma possível intervenção federal traria novos e enormes problemas, que certamente poderiam comprometer o que ainda existe de paz no nosso meio. Além dos aspectos jurídico e político, é necessário se analisar também sob o ponto de vista da administração. Não são pequenos os riscos de acontecerem graves problemas em áreas vitais para a população, já que serão promovidas profundas alterações na composição governamental. Não que a atual composição seja a ideal, mas é previsível que uma mudança do secretariado não dure menos de um mês, quando estamos a dez meses do final do atual governo. Sempre é desejável que as tempestades políticas não perturbem a normalidade administrativa.

 

O anseio universal por uma limpeza ética na nossa Capital deve ser promovido com a participação popular através do voto. Somente nas eleições deste ano será possível fazer a alteração do atual modelo político local. Se pudesse ser agora, atenderia todas as expectativas da população brasiliense. Será através do aprimoramento da democracia, do respeito às leis, do fortalecimento das instituições, da fiscalização permanente e do engajamento da sociedade, que vamos banir definitivamente a prática nefasta da corrupção do nosso meio.

 

Uma possível intervenção federal não resolve a crise, não apresenta solução administrativa e não reforça o nosso arcabouço jurídico. É necessário apostar e acreditar que a saída institucional é a mais adequada e mais segura para o quadro atual da história.

Artigos, Política

Moralização que não sai nunca

May 8th, 2009

Os deputados distritais prometeram discutir nesta semana novas regras para dar transparência aos gastos. Como parte das mudanças, colocariam na internet as notas fiscais das despesas com combustível e aluguel de escritório.

Os parlamentares queriam colocar as mudanças em prática o mais rápido possível. Mas uma reunião entre eles mudou o objetivo. Os líderes de partidos não chegaram a um acordo e, por enquanto, as regras continuam como estão.

Uma das mudanças seria estipular uma cota para combustível. Foi o ponto que mais desagradou. Os distritais. Afinal, as eleições estão aí e muitos parlamentares alegam que precisam prestar conta do mandato, estar perto da comunidade.

Artigos, Política

Artigo: “Coroné, vai me usá hoje?”

March 17th, 2009

Leia na seção de artigos: “Os petistas tratam a imprensa aos chutes desde o primeiro dia de governo. A imprensa, que o próprio Lula já reconheceu como uma aliada na sua, vá lá, escalada rumo ao poder, passou a ser vista como adversária pelo PT. José Dirceu, hoje com apenas um pé fora da máquina, é um bom exemplo disso.” Clique aqui

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A diferença entre notícia e propaganda

January 6th, 2009

Leia na seção de artigos texto do jornalista Merval Pereira sobre o presidnete Lula e sua relação com a imprensa clicalndo AQUI.

Artigos

MP das Filantrópicas apóia fraudadores

December 4th, 2008

* Antonio Carlos Pannunzio

O Poder Legislativo viveu um momento importante, neste apagar das luzes de 2008, há uns 20 dias, quando o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB/RN), devolveu ao Executivo a Medida Provisória 446. O gesto do senador potiguar assinalou um claro rompimento do Poder Legislativo tanto com o uso abusivo das MPs pelo Palácio do Planalto quanto com uma insólita e despudorada tentativa de manipular senadores e deputados federais para uma manobra que agride princípios éticos essenciais à vida social. Ela beneficiava instituições filantrópicas ágeis em embolsarem os benefícios decorrentes de seu registro no Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) e tardas no auxílio às populações carentes, em benefício das quais foram supostamente organizadas.

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Blog abre seção de artigos

December 3rd, 2008

Por que filmar em Brasília?

* Paulo Octávio

Antes de completar 50 anos de idade, Brasília tornou-se a terceira maior cidade do Brasil. Sua população é estimada em 2,5 milhões de habitantes. Tanta gente assim é mostra do potencial da cidade construída por Juscelino Kubitschek. E para atender bem esse mercado, a capital oferece 92 salas de cinema. Esse número indica a paixão do brasiliense pela sétima arte e faz de Brasília a capital cinéfila do país.

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