Com o resultado, a perspectiva é que o número de empregos criados passe de 53 mil até dezembro deste ano

Pelo segundo ano consecutivo, o Distrito Federal conseguirá fazer uso de 100% dos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO). Até outubro deste ano, empresas do DF e Região Integrada de Desenvolvimento do Entorno (RIDE), usaram o montante de R$ 591 milhões dos R$ 842 milhões orçados. Foi registrada, ainda, a geração de 44 mil empregos diretos e indiretos durante o mesmo período. Proporcionalmente, é possível calcular que até o final do ano sejam criados mais de 53 mil postos de trabalho.

O FCO é destinado a empresas e produtores rurais que desejam iniciar, ampliar, modernizar ou relocar seus empreendimentos na região Centro-Oeste, em condições diferenciadas, como: taxas de juros reduzidas, amplos limites financiáveis e longos prazos de pagamento. O público-alvo são as pessoas jurídicas de direito privado que se dedicam à atividade produtiva nos setores industrial, agroindustrial, mineral, de infraestrutura econômica, turístico, comercial, de serviços e de ciência, tecnologia e inovação.

O aumento expressivo da utilização do recurso por empresas do DF e RIDE se justifica pelo empenho das instituições bancárias que gerenciam o recebimento da demanda do empresariado e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do DF que, por meio do Comitê de Financiamento à Atividade Produtiva do Distrito Federal (Cofap-DF), aprova a liberação dos recursos.

O Subsecretário de Investimentos Estratégicos e Negócios Internacionais, Apolinário Rebelo, responsável pela coordenação do FCO na Secretaria de Desenvolvimento Econômico, atribui o resultado a cinco fatores fundamentais: “a decisão do governo federal de ofertar crédito para o desenvolvimento das atividades do setor privado com juros abaixo da inflação; a autorização dada pelo Comitê de Financiamento à Atividade Produtiva do Distrito Federal de autorizar o Banco do Brasil a atender diretamente todas as operações abaixo de R$ 1 milhão; a decisão da SDE e do Cofap de não protelar o exame de nenhuma das propostas de financiamento que chegam ao Comitê; de uma ação organizada do empresariado em ampliar seus investimentos e acessar os recursos disponíveis do FCO; e as ações itinerantes, que levou à divulgação da política junto aos tomadores de menor porte em encontros realizados nas regiões onde os empreendimentos estão localizados”, concluiu.

De acordo com o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Hermano Carvalho, o uso da totalidade do FCO demonstra o poder de investimento do setor produtivo da região. Ele destaca o aumento expressivo da demanda por esta linha de crédito em comparação com anos anteriores ao governo Agnelo Queiroz. “Houve uma evolução significativa do uso dos recursos nos últimos quatro anos. Entre 2011 e 2013 a aplicação mais que dobrou e, pela primeira vez na história, chegamos à utilização de 100% da quantia total. E neste ano, pela segunda vez em 25 anos de existência do FCO, todas as projeções indicam a aplicação, em sua totalidade, dos recursos ao DF e Ride (cerca de R$ 1 bilhão) em financiamentos para o setor privado”, destacou.

Segundo o gerente de Negócios, Varejo e Governo do Banco do Brasil no DF, Lauro Kennedy Carvalho, esta mudança foi extremamente importante para o alcance de 100% de uso dos recursos. “Sabemos que 80% do dinheiro disponibilizado pelo FCO são usados por empresas de micro e pequeno porte, e o volume de tomada destes perfis se igualam ao limite estabelecido para tomadas de crédito diretamente nas agencias”, concluiu.

Acesso

O FCO é uma linha de crédito que disponibiliza condições especiais, prazos e limites compatíveis com todas as atividades produtivas. Além disso, os encargos financeiros possuem características distintas ao que é oferecido pelo sistema bancário nacional.

O acesso ao recurso segue um único modelo e este é seguido por todas as instituições financeiras credenciadas. O empresário que pretende acessar o FCO deve elaborar seu projeto e se dirigir a um dos bancos operadores: Banco do Brasil (BB), do Banco de Brasília (BRB) ou do Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob).

Leave a Reply