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Por Ricardo Callado

Brasília viveu nos últimos anos o caos administrativo. Época de denúncias de corrupção e ineficiência que mancharam a imagem de nossa cidade. A capital tem a partir de janeiro a oportunidade de virar essa página ruim da história.

Um grupo de mulheres e homens que tem amor por Brasília, liderado pelo governador eleito Rodrigo Rollemberg (PSB), assume a missão de colocar a administração pública nos eixos e devolver a autoestima do brasiliense, abalada com tanto descaso.

O passado não deve ser esquecido. Deve estar presente para que não se cometam os mesmo erros. O futuro, sim, é o foco do novo governo. Resolver no presente os problemas herdados do passado, e preparar nossa cidade para o futuro.

Não serão dias fáceis para Rodrigo Rollemberg. O novo governador terá o desafio de abrir a caixa preta das contas do GDF. Honrar os compromissos, analisar contratos e colocar as contas em dia é apenas o primeiro passo.

O servidor público deve ser tratado com respeito e valorizado. Assim como é importante ter responsabilidade ao gerir o orçamento. O que o governador Agnelo Queiroz (PT) fez foi um desequilíbrio das contas. Deu reajustes acima da média e depois não pôde pagar. Inchou a máquina com a criação de cargos e secretarias. Chegou se a ter 39 pastas. Algumas para atender aliados. Outras para acomodar militantes. É preciso ter responsabilidade com o que é público.

Rodrigo tem outro compromisso. Implantar uma relação séria e honesta com a Câmara Legislativa. Apenas assim consegue acabar com a cultura do balcão de negócios implantado nos últimos anos na Casa. Terá a contribuição dos novos deputados, que se mostram dispostos a acompanhar essa nova fase que ­inicia-se na política brasiliense.

A nova Câmara Legislativa é uma mescla de deputados experientes, mas abertos ao diálogo, com jovens políticos em primeiro ou segundo mandatos que buscam uma nova forma de fazer política. E serão essenciais para ajudar o governador eleito nessa nova fase.

Assim como é essencial o apoio da sociedade nesse primeiro momento. O brasiliense espera o início de um novo ciclo. E o sucesso do novo governo vai depender da compreensão da população. É preciso ajudar a futura administração. Assim saem ganhando todos: a cidade e o governo, numa mesma sintonia de mudanças.

Rodrigo Rollemberg não é o salvador da pátria. Mas é o melhor nome da nova geração para fazer a transição entre a velha e a nova política. É o principal representante da Geração Brasília, grupo de pessoas nascidas ou que estão aqui desde a infância e que se declaram apaixonados por Brasília, como o senador eleito José Antônio Reguffe (PDT).

Só paixão não basta. Vai ser preciso muito trabalho duro, foco e priorizar aquilo que realmente é importante para nossa cidade. Basta de gastar dinheiro com obras que não melhoram a qualidade de vida de pessoas, como o Estádio Nacional Mané Garrincha. A arena é o retrato de desperdício do dinheiro público. E tornou se um problema para o Buriti, tamanho e o custo de sua manutenção.

Um governo tem que se preocupar com pessoas. Com o dia a dia do cidadão. Tem que fazer a diferença na vida de cada um. E isso se faz com trabalho sério, sem firula ou vaidade. Rodrigo deve adotar a sinceridade e humildade como virtudes. E mostrar que pode fazer diferente, sem querer inventar demais.

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