Servidores da área de Saúde em protesto contra atraso nos salários em frente ao Hospital de Base de Brasília (Foto: Isabella Formiga/G1)

Servidores da área de Saúde em protesto contra atraso nos salários em frente ao Hospital de Base de Brasília (Foto: Isabella Formiga/G1)

Técnicos entraram em greve; outras categorias estudam fazer o mesmo. Governo tem se esforçado para resolver impasse, diz Secretaria de Saúde

Do G1 DF – Auxiliares e técnicos de enfermagem que prestam atendimento em todas as unidades públicas do Distrito Federal suspenderam as atividades na manhã desta terça-feira (9) em protesto contra o atrasos no pagamento dos salários, que deveriam ter sido depositados no quinto dia útil do mês. Servidores de outras categorias de Saúde estudam também entrar em greve e afirmaram que suspenderam as cirurgias eletivas, ou seja, não agendadas. O governo ficou de quitar a dívida na noite desta segunda, mas, por “problemas operacionais”, ainda não fez os repasses.

De acordo com o sindicato, há dez mil auxiliares e técnicos de enfermagem na rede. Os servidores decidiram prestar apenas os atendimentos de emergência. Pela manhã, o Hospital Regional da Asa Norte recebia somente crianças. Representantes de outras categorias afirmaram que também promoverão paralisações nas unidades do Guará, Base, Santa Maria e Sobradinho. Já em Ceilândia e Taguatinga, as unidades estavam fechadas porque os vigilantes também paralisaram.

Em nota, a Secretaria de Saúde disse que o governo tem feito todos os esforços para efetivar o crédito e que, segundo uma portaria que define o calendário de pagamentos, há “atraso de apenas um dia”.

“A questão central é a discriminação a que somos submetidos. O mesmo Fundo Constitucional é usado para pagar a segurança pública,  mas não nos pagam”, diz o técnico Abraão Alencar.

“Apesar de todos os problemas, a gente improvisa. Dívida todo governo tem, mas eles não podem descontar na área da saúde”, afirmou um auxiliar ouvido pelo G1.

A técnica em enfermagem Sonia Inacio diz que trabalha há 16 anos na rede pública e nunca viu situação igual. “É um caos total de falta de pagamento, falta de material”, diz. “Não recebi no 5º dia útil e tive que pagar multa de R$ 100 na mensalidade da faculdade do meu filho.”

A auxiliar de enfermagem Rosana Maria descreveu problema semelhante. “Pedi R$ 2 para pagar a passagem e vir trabalhar hoje porque não tenho dinheiro,  achando que o salário ia cair hoje. [...]. Com a alimentação da Sanoli suspensa, não tenho nem como almoçar.”

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