Atendimento será realizado de forma improvisada no corredor do Hospital do Gama e população fica sem especialidades e vulnerável à contaminações

Em funcionamento desde 2007 por meio de um convênio entre a Faculdades Integradas da União Educacional do Planalto Central (Faciplac) e o Governo do Distrito Federal (GDF),  a Policlínica II, do Gama, fechará suas portas a partir de amanhã, 1º de novembro de 2014, por uma decisão da Secretaria de Saúde do DF. E pior: os mais de 20 mil atendimentos realizados pela Policlínica serão feitos de forma provisória, no corredor do Hospital Regional do Gama, também por determinação do governo.

A circular, emitida pela Secretaria de Saúde do DF para os servidores da Policlínica do Gama diz que o espaço onde hoje funciona a unidade de saúde será entregue de volta à Faciplac. Em outubro de 2013, a presidente da Comissão de Saúde da Câmara Legislativa do DF, deputada Liliane Roriz, visitou a unidade e alertou o GDF sobre a importância do atendimento realizado pela Policlínica do Gama para a população. Naquela ocasião, os responsáveis pela unidade de saúde já temiam pelo fechamento da Policlínica, já que o governo havia retirado os pediatras do local para cobrir a carência de profissionais em hospitais da rede pública.

Um ano depois, o medo da população do DF e Entorno, que eram atendidas na Policlínica do Gama se concretiza e a unidade será fechada. Com um agravante: os atendimentos serão realizados no meio do corredor no Hospital do Gama, que também é carente de profissionais e recursos para atender a demanda.

A Policlínica do Gama foi construída pela Faciplac, que atualmente financia também obras no hospital (ala de residência médica). A instituição mantém convênio com o GDF para que os estudantes frequentem o Hospital Geral do Gama, uma policlínica e cerca de 20 centros de atenção básica. Os alunos acompanham também as atividades do programa Saúde da Família, em um povoado agrícola do Distrito Federal.

A população que depende da Policlínica tem acesso gratuito a várias especialidades médicas como ortopedia, dermatologia, neuropediatria, audiometria, otorrinolaringologista entre outras, além da unidade ser equipada com aparelhos hospitalares importantes com Raio X, cabine de audiometria, imitanciometria e ecografia.

Todos os equipamentos médicos estão sendo levados para dois corredores 7 e 8 do Hospital do Gama de forma improvisada. O local não possui estrutura adequada, a fiação está exposta, os azulejos quebrados e os banheiros não estão adequados para uso. Além disso, o paciente estará exposto a todo tipo de contaminação ao ser atendido no meio de um corredor.

Segundo o documento emitido pela Secretaria de Saúde, os serviços prestados pela a Policlínica II do Gama devem ser realizados em caráter temporário, até que a secretaria defina um novo espaço para a ocupação da Policlínica – promessa feita pelo ex-secretário Rafael Barbosa desde o ano passado.

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