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Por Ricardo Callado 

A eleição ao governo do Distrito Federal (GDF) está relegada a segundo plano. A virada do presidenciável Aécio Neves (PSDB) em cima da presidente Dilma Rousseff (PT) monopoliza as atenções dos eleitores. As discussões e as torcidas giram em torno de quem vai ocupar o Palácio do Planalto em 2015.

Até parece que a eleição ao Palácio do Buriti não existe ou está decidida. Muita gente respirou aliviada com a derrota do governador Agnelo Queiroz (PT) no primeiro turno. Como se o pior já tivesse ficado para atrás. Esse relaxamento não é bom para Brasília. O eleitor precisa despertar e acompanhar a eleição que vai decidir o governador de nossa cidade aos próximos quatro anos.

O segundo turno deixou algumas lições. A primeira é que o povo pede mudanças. A segunda é que ataques pesados e baixaria foram repelidos pelo eleitor. Quem usou a tática do medo e do esgoto no primeiro turno se deu mal.

O segundo turno deve ser pautado por propostas. O candidato que cair na tentação de baixar o nível será rejeitado nas urnas.

Na cabeça de alguns políticos, a forma mais fácil de ganhar é com a desconstrução dos adversários. Mesmo que para isso se abuse do expediente da mentira. É a política ultrapassada. O povo evoluiu, mas nossos políticos ainda não. E buscam se perpetuar no poder através de táticas do passado. O único dono do voto é o cidadão.

Na cabeça do eleitor, o candidato precisa dizer porque merece o voto. O que vai fazer para resolver problemas graves da cidade como o transporte público, o caos na saúde, a segurança pública. Não vai acrescentar ao eleitor ataques pessoais. Se isso desse voto, o PT tinha elegido o governador Agnelo e a presidente Dilma logo no primeiro turno.

O político ultrapassado pensa com a cabeça do militante. Usa a paixão ao invés da razão. E militante nunca vai aceitar que está errado. Como disse o ex-presidente Lula durante um comício no primeiro turno: “O PT é uma merda, mas é o meu partido”. É assim que pensa o militante. O eleitor já age diferente: se o partido ou determinado candidato é uma merda, vou votar em outro. Chega de bravatas e mentiras

O candidato que levar em consideração as necessidades da população e apresentar propostas concretas, vence a eleição. É esse o nível que deve se pautar essa campanha. Rollemberg e Frejat são dois homens respeitados. Não são nem um “novo Agnelo”, tampouco um “novo Arruda”. São homens públicos com uma carreira política de mais de 20 anos. E não precisam manchar uma história construída ao longo da vida pública abraçando o tudo ou nada eleitoral.

É hora de fazer a política de forma diferente. O eleitor não quer políticos brigando por cargos e sim por ideias. Querem que resolvam a vida das pessoas, do cidadão, da cidade onde moram.

Rollemberg e Frejat não são mais meninos. Parece difícil pedir a dois homens que se comportem perante o eleitor. Mas é assim que deve ser feito. O povo dar um puxão de orelha em que não se comportar. Brasília merece respeito. E se assim for tratada, vai retribuir com o voto.

Respeito ao eleitor é fazer uma campanha limpa, propositiva e pautada em ideias. Que as baixarias fiquem no passado ou num presente não tão distante. E passamos a discutir o futuro. Um futuro melhor, sem os vícios do passado, o balcão de negócios e a troca de favores, principalmente entre Legislativo e Executivo. Sem loteamento. Para o bem de nossa cidade.

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