eleições-2014

A disputa pela vaga ao Senado começou e tem gerado desavenças. Dentro da chapa encabeçada por Agnelo Queiroz (PT) há quatro pré-candidatos dispostos a brigar pelo posto. Já na chapa de Arruda (PR), o nome mais provável para concorrer ao Senado é o de Alberto Fraga (DEM). Na aliança de Rollemberg, Reguffe (PDT) pode ser o candidato

Por Jurana Lopes - A cada dia o prazo para as convenções partidárias e para o registro de candidaturas diminui. As convenções para a escolha dos candidatos e a realização de coligações devem ocorrer entre os dias 10 e 30 de junho. Já o prazo final para os partidos e coligações apresentarem no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o registro de candidatura de seus candidatos é dia 5 de julho. Os pré-candidatos ao governo do Distrito Federal já se lançaram, alguns ainda estão indecisos e não sabem se irão apoiar um colega mais forte e tentar a vaga do Senado, uma ambição que tem causado desavenças internas em alguns partidos e, inclusive, gerado polêmicas nos bastidores da política.

Na chapa comandada pelo atual governador, Agnelo Queiroz, a disputa pela candidatura ao Senado é grande e tem causado muita discussão. O deputado federal Geraldo Magela e o distrital Chico Leite querem concorrer à única vaga de senador nestas eleições. Nenhum dos petistas quer dar o braço a torcer e isso tem gerado desgastes internos dentro do PT. Chico Leite chegou a declarar, no início do ano, ao Jornal da Comunidade, que se não for o candidato ao Senado, não será candidato a cargo nenhum, o que seria uma perda para o PT, pois o distrital foi o mais bem votado da CLDF nas eleições de 2010.

Outro problema que a chapa de Agnelo enfrenta é por ter uma grande base aliada, composta por muitos partidos. Por conta disso, algumas siglas querem colocar um candidato que não seja do PT. O distrital Alírio Neto (PEN) é um dos aliados que está de olho na vaga do Senado e é cotado pelo G5, grupo de partidos que reivindicam uma vaga na chapa majoritária governista. O G5 é composto pelos seguintes partidos: PEN, PTC, PTdoB, PHS e PRP.

Além dele, o deputado federal Ronaldo Fonseca (PROS) também é cotado para ser o candidato da base aliada. O caso de Fonseca requer uma avaliação criteriosa por parte de Agnelo, já que ele é indicado pela Frente Cristã, grupo dos evangélicos composto pelo PP, PTN, PROS, PRB e PSC. “Essa é uma tese que ainda está sendo discutida, não temos nada consolidado. É preciso apoio das grandes lideranças evangélicas de Brasília e dos membros dos partidos”, esclarece Benedito Domingos, presidente do PP no DF.

Magela e suplentes

O plano do PT é colocar Magela como candidato ao Senado, e como suplentes, Ronaldo Fonseca e Rose Rainha (PMDB). Esta é a engenharia encontrada pelo Buriti para deixar todo mundo satisfeito. O projeto está pronto, faltando apenas o aval de Agnelo. A ideia é abraçar a visibilidade que Magela alcançou nos últimos três anos no comando da Secretaria de Habitação do DF para tentar elegê-lo senador. Tendo Fonseca como primeiro suplente, atende o segmento evangélico. E Rose Rainha atende o pedido do vice-governador e presidente do PMDB-DF, Tadeu Filippelli.

De acordo com o distrital Chico Vigilante, há setores dentro do PT que realmente estão arquitetando este plano, mas na opinião dele, o PT deve abrir mão da vaga do Senado para um candidato de outro partido.

Segundo Fonseca, a Frente Cristã ainda vai levar o pedido da vaga para o governador Agnelo Queiroz. “O primeiro passo a fazer é conversar com o governador, caso não haja um acordo, podemos seguir para outra chapa”, explica. Perguntado sobre a hipótese de ser o primeiro suplente de Magela, Fonseca disse que não há chance nenhuma disso acontecer. “Não existe essa possibilidade”, conclui.

Possível união

Já na chapa encabeçada pelo ex-governador José Roberto Arruda (PR), em que Liliane Roriz (PRTB) será sua vice, o nome do ex-deputado federal Alberto Fraga, presidente do DEM no DF, é o mais cotado para concorrer à vaga do Senado. Inicialmente a chapa de Arruda teria o senador Gim Argello (PTB), que está encerrando o mandato. Gim saiu desgastado da nomeação rejeitada ao TCU. O senador ainda está assimilando o golpe e deve decidir seu destino nos próximos dias. Ele não descarta uma candidatura a deputado.

Segundo Fraga, o convite feito por Arruda está sendo avaliado. “Estou pensando no convite, mas provavelmente eu aceitarei ser o candidato ao Senado pela chapa de Arruda, até porque, se houver algum problema e o Arruda não puder ser o candidato ao governo do DF, eu é que devo encabeçar a chapa no lugar dele e a Liliane continua como vice”, revela. O ex-deputado federal ainda não levou a proposta de Arruda ao presidente nacional do DEM, o senador José Agripino (RN), que já declarou publicamente que não gostaria de ter Arruda como aliado. O impasse deve ser resolvido nos próximos dias. “Ainda não levei a proposta feita por Arruda à direção nacional do partido, mas irei discutir o assunto em breve”, afirma.

Fraga diz que se não fechar aliança com Arruda, sua segunda opção é a distrital Eliana Pedrosa (PPS), que também se lançou como candidata ao Buriti. “A Eliana é uma candidata forte, mas acho que sozinhos somos frágeis e por isso, na minha opinião, devemos nos unir para formar uma chapa forte e derrotar o atual governador”, declara. Perguntado se apoiaria o pré-candidato do PSDB, Luiz Pitiman, Fraga foi taxativo e disse que não existe essa possibilidade. “Se for para apoiar o Pitiman, prefiro me lançar como candidato ao governo, pois tenho mais voto que ele. Minhas opções são Arruda e Eliana, não fecho nem com Pitiman e nem com a esquerda”, explica.

Na chapa comandada pelo senador Rodrigo Rollemberg (PSB), ainda não houve uma decisão sobre quem será o candidato ao Senado, tudo está dependendo da decisão do deputado federal Antônio Reguffe (PDT). “O Reguffe está nos apoiando, mas ele ainda não decidiu se será o meu vice ou se irá disputar o Senado. O que sabemos é que se ele tentar a vaga de senador, com certeza é o favorito e tem muita chance de sair vitorioso”, destaca.

Ainda não está definido o nome de quem será o vice de Rollemberg, caso Reguffe queira disputar o Senado e nem o nome de quem poderá ser o candidato ao Senado caso Reguffe seja o vice. Os boatos que ocorrem nos bastidores da política é que Eliana Pedrosa pode se aliar a Rollemberg e ser a candidata ao Senado. (Do Jornal da Comunidade) 

Leave a Reply