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Por Ricardo CalladoSe as pesquisas estiverem certas, a vaga ao Senado tem dono. É do deputado federal José Antônio Reguffe (PDT). A deputada distrital Eliana Pedrosa (PPS) também está bem posicionada nos levantamentos de opinião pública. E com grande chances de chegar ao Senado.

Como Reguffe e Eliana são candidatos ao Palácio do Buriti, outros políticos ganham ânimo. E a disputa fica mais parelha.

Partidos grandes e pequenos discutem o lançamento de nomes. Alguns possuem mais de um candidato. É o caso do PT. O deputado federal e secretário de Habitação, Geraldo Magela, e o deputado distrital Chico Leite são os nomes colocados a mesa.

A novidade é o PSDB. O partido ventila lançar o empresário Virgílio Neto. Ele tem o apoio dos deputados federais Luiz Pitiman e Izalci Lucas, pré-candidatos ao GDF. Virgílio tem um trabalho social em Ceilândia, através de uma instituição que leva o seu nome.

Atual ocupante da vaga, Gim Argello (PTB) é candidato à reeleição. Ele herdou o mandato após a renúncia do ex-governador Joaquim Roriz (PRTB), de quem era suplente. Bom articulador, Gim busca formar uma chapa forte e chegar com chances de manter a cadeira no Senado.

Entre as legendas menores, quem se articula é o deputado distrital Olair Francisco, pelo PTdoB. Olair sonha mais alto. Seu objetivo é chegar, um dia, ao Governo do Distrito Federal. A candidatura de Olair precisa de apoio político e partidário. Por enquanto, é candidato dele mesmo.

Novato na política, o PROS anunciou essa semana a pretensão de lançar o deputado federal Ronaldo Fonseca. Pastor atuante, a aposta é unir os votos dos evangélicos que representa um bom percentual do eleitorado brasiliense.

Até maio, quando devem acontecer as convenções partidárias, devem surgir outros candidatos. E alguns dos citados acima podem desistir. Os partidos mais radicais de esquerda também lançaram nomes. Caso do PCO, PSTU e PCB.

A eleição para o Senado é tão – ou mais – disputada quanto a de governo. Também é um trampolim para que em futuras eleições se consolide uma candidatura ao GDF. O primeiro passo é ter uma boa chapa ao governo e a vice.

Em 2010 foram eleitos Cristovam Buarque (PDT) e Rodrigo Rollemberg (PSB). Ambos estavam no mesmo palanque do governador eleitor Agnelo Queiroz (PT). Além disso, um amplo leque de partidos dava sustentação as candidaturas.

Muitas vezes não é o candidato ao governo que impulsiona uma candidatura ao Senado. Por isso a obsessão de Agnelo em atrair Reguffe para sua chapa. A união poderia impulsionar à reeleição do governador. Além de enfraquecer a oposição.

Reguffe afirma repetidamente que é candidato ao Buriti. As pesquisas mostram que ele ocupa as primeiras posições. Acha que não existe razão em abrir mão da disputa e apoiar um candidato que esteja atras dele. Nesse caso, se refere ao próprio Agnelo e a Rollemberg, que também deseja tê-lo como companheiro de chapa.

Levando em frente a disputa pelo Buriti, Reguffe vai fazer a felicidade de muitos postulantes ao Senado. A disputa vai ficar aberta e vários nomes entram com chances. E não será fácil. Bons candidatos já ficaram pelo caminho em outras eleições.

O governador Agnelo Queiroz foi derrotado em 2006 pelo ex-governador Joaquim Roriz. Em 2010, foi a vez da ex-governadora Maria de Lourdes Abadia perder a eleição para Cristóvam e Rollemberg.

Quem vence a eleição, vai ao paraíso, como é chamado o Senado. Quem perde fica no ostracismo e, no mínimo, quatro anos sem mandato. Para se construir uma candidatura com chances é preciso articular bem antes do tempo. Quem decide na última hora, acaba sofrendo um revés. Para ser senador, é preciso querer ser candidato. Estar decidido. Parece óbvio. E é.

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