Procuram-se candidatos
Faltam candidatos ao Governo do Distrito Federal (GDF). Depois da saída do governador José Roberto Arruda (sem partido) do Democratas, o que o impede de disutar à reeleição, acreditava-se que o número de postulantes ao cargo aumentaria. Mas, ao que parece, o movimento tem sentido contrário. Nos últimos dias, muito se comenta na desistência de alguns governadoráveis. O vice-governador Paulo Octávio (DEM), candidato natural do governo deu sinais de que não iria para a disputa. Depois explicou melhor, afirmando que, por ser presidente do partido no DF, não poderia lançar o seu próprio nome. Fica o suspense se será ou não candidato. As últimas pesquisas eleitorais não o estimulam e outros nomes da legenda se assanham com a possibilidade de encabeçar uma chapa ao Executivo. Alguns desses nomes estariam no “programa de proteção de Durval”.
Dentres os oposicionistas, notas em jornais e conversas com políticos dão conta da desistência de outros postulantes. Agnelo Queiroz (PT) e Joaquim Roriz (PSC) seriam os principais alvos das especulações. O Partido dos Trabalhadores teme uma repercussão negativa de suspostas fitas em que apareceriam Agnelo no gabinete do ex-secretário de Relações Institucionais do GDF, Durval Barbosa, delator da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. Temem não só a imagem, mas também o conteúdo das conversas. Agnelo teria ido no gabinete de Durval para assistir algumas da fitas que mais tarde se tornariam públicas. A pergunta é: porque o petista não denunciou logo depois que saiu da sala do delator? Qual foi o diálogo? Foi feito algum acordo? Esse é o tipo de acordo que não pode ficar na sombra.
No caso do ex-governador Joaquim Roriz, o que pode pegar é o fato de que os contratos de informática da Codeplan sob investigação foram celebrados durante à sua administração. Muitos estranham que não apareçam fitas com autoridades do Governo Roriz. Como a Caixa de Pandora ainda não está fechada, muita coisa pode surgir pela frente. Existem ainda outras investigações em curso.
O petista Geraldo Magela é um dos que apostam muito na desgraça de Agnelo e de Roriz. Magela voltou a articular a sua candidatura ao GDF, tem apoio de parcela do PT, mas possui grande restrição entre os caciques e parlamentares do partido. Se Agnelo ficar pelo caminho, será o nome natural.
Quem também acredita que chegou a hora de renovação é o deputado distrital Antonio José Reguffe (PDT). Oposicionista e com um discurso de ética e de moralidade, Reguffe tem grande futuro político, mas esbarra na má vontade de líderes da sua legenda. Alguns preferem ficar atrelados como satélites a uma candidatura do PT.
Outro que recebeu a piscada da mosca azul é o deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB). Ele conversa nos bastidores na formação de uma chapa de terceira via, assim como Reguffe. Rollemberg já tentou o GDF uma vez, em 2002, e não conseguiu surpreender. O quadro político era outro. Talvez hoje tivesse melhor sorte.
O que mais intriga é o silêncio de um “monstro” partidário como o PMDB, que tem grande potencial eleitoral, bom número de parlamentares e estuda nos bastidores nomes para concorrer ao GDF. Também é cobiçado tanto por governistas, quanto por oposicionistas para compor uma chapa majoritária. O jogo está zerado, quem se habilita?

Cearense de Fortaleza, é diretor de Redação do Grupo Comunidade de
Comunicação - editor do Jornal da Comunidade, Jornal Coletivo e do portal Comuniweb.
eu gostaria dev saber por que não consta o nome de simone magalhães como pre candidata a distrital pelo dem nas pesquisas.