Estatização de cabos eleitorais
Por 21 votos a favor, um voto contrário e duas ausências, a Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou projeto que aumenta a verba de gabinete dos distritais, aumenta os salários dos seus servidores e terceiriza os serviços de limpeza da Casa. A verba de gabinete de um deputado distrital, que já era superior à dos deputados federais, vai passar de R$ 88,7 mil mensais para R$ 97,6 mil, um aumento de 10%.
Autor do único voto contrário ao aumento da verba, o deputado José Antonio Reguffe (PDT) explica: “Votei contra porque defendo e pratico no meu gabinete justamente o oposto do que diz esse projeto. Desde o primeiro dia como deputado em 2007, com 14 assessores a menos no meu gabinete, economizo aos cofres públicos mais de R$ 53 mil por mês desta verba”.
O deputado do PDT diz que o que deveria ter sido feito é uma redução e nunca um aumento. O deputado também critica a parte da terceirização no projeto, argumentando que vai aumentar ainda mais o custo da Câmara para o contribuinte já que ninguém será demitido e sim outros contratados. E também alerta para o risco de uma “estatização de cabos eleitorais dos deputados”.
Ele argumenta que o que precisa ser feito é um enxugamento e uma brutal redução no custo da Câmara para o contribuinte e mostra que não só defende, mas também faz a sua parte dando o exemplo no seu gabinete. “A tese que defendo é que um mandato parlamentar pode ser de extrema qualidade custando bem menos para o contribuinte do que custa hoje”, afirma Reguffe.

Cearense de Fortaleza, é diretor de Redação do Grupo Comunidade de
Comunicação - editor do Jornal da Comunidade, Jornal Coletivo e do portal Comuniweb.
Não sei com o que esses parlametares distritais gastam tanto, pois nenhum brasiliense vê essa verba “aprovada” a eles no crescimento e ampliação de projetos econômicos, sociais e culturais do Distrito Federal.
Além disso, é uma falta de moral e ética elevar (ou acrescentar no bolso) a verba de gabinete para mais R$ 8,9 mil. Um parlamentar responsável, que visa a melhoria da cidade, ele gasta menos para a sociedade lucrar mais. É preciso ter um compromisso de coletividade, e não de individualidade para a menoria.
E não sei para que tantos assessores, como mencionou Reguffe. 14? E para cada deputado? Deve ser um “representante” para “cada setor”. E com isso se pode concluir (ou ao menos refletir) que de fato o salário do contribuinte está indo de vento em polpa para a barriga desses deputados distritais e dos “ajudantes”.
Em relação a posição de Reguffe contra os demais da casa, espera-se que ele continue a mostrar um candidato de palavra durante o mandato de deputado distrital, assim como propôs na campanha eleitoral.