
Existem coisas que superam barreiras, divergências, diferenças religiosas, étnicas ou culturais. Há momentos em que a união contra o mal, a destruição e o fomentador da discórdia, do assassinato, de genocídios e de perseguições superam quaisquer possíveis diferenças existentes entre as pessoas de bem da humanidade.
O Islã não é o inimigo. Muçulmanos do Irã e de outras partes do mundo quando discordam dos grupos terroristas ou dos ditadores totalitaristas que os oprimem são suas primeiras vítimas. O extremismo islâmico é. Mahmoud Ahmadinejad, Hezbolá, Hamas, Al Qaeda e Jihad Islâmica são.
O Estado de Israel não é a vítima. Judeus, evangélicos, bahais, mulheres, homossexuais, crianças e inimigos políticos o são. A humanidade inteira é. Porque ou somos uma grande família, ou nada somos.
A ameaça genocida também não para no Estado Judeu. Ahmadinejad já ameaçou a Europa com seus mísseis e também os Estados Unidos. Ele é o principal candidato de nossa geração ao título de genocida número um. Além disso, ele ainda ostenta o título, de que tanto se orgulha, de negacionista do Holocausto, e de promotor de conferências e concursos de charge menosprezando a barbárie nazista.
E quem se cala diante dele? De acordo com qualquer sistema legal, aquele que é ciente de um crime e não o denuncia, não faz algo para impedi-lo, é cúmplice. O Brasil e o presidente Lula receberá Ahmadinejad. Tornará sua posição legítima. Será o Brasil cúmplice deste criminoso? E nem as relações comerciais (que nem são tão grandes assim) podem justificar um encontro com este que acaba de promover na conferência anti-racismo de Durban, a retirada dos delegados em protesto. Ou o crime recompensa?
Em uma iniciativa da Juventude Judaica Organizada (JJO) — em parceria com grupos judaicos, evangélicos, de defesa dos direitos humanos e da mulher, com a participação de autoridades e políticos — será realizada, na Avenida Paulista, neste domingo, uma manifestação contra a vinda ao Brasil do presidente do Irã, Mahamud Ahmadinejad.
Um país democrático como o Brasil NÃO PODE receber um defensor do totalitarismo, da homofobia, do revisionismo histórico, da discriminação de mulheres e religiosa (bahais, evangélicos, judeus e outras minorias torturadas, massacradas e mortas no Irã) e da destruição de Israel.
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