Sebrae-DF elege dirigentes para quadriênio 2015-2018

27 de novembro, 2014
Nova Diretoria do Sebrae-DF. Foto: Fernando Bizerra

Nova Diretoria do Sebrae-DF. Foto: Fernando Bizerra

Os membros do Conselho Deliberativo do Sebrae no Distrito Federal elegeram, na terça-feira, dia 25 de novembro, o novo presidente do Conselho, o Conselho Fiscal e a Diretoria Executiva da instituição para o quadriênio 2015-2018.

Luís Afonso Bermúdez assume o cargo de presidente do Conselho Deliberativo do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Distrito Federal a partir de janeiro. A expectativa dos conselheiros é dar continuidade aos ótimos resultados do Sebrae no DF.

Por sua condição de órgão máximo do Sebrae no DF, o Conselho Deliberativo Estadual desempenha atribuições relevantes nos aspectos político e de governança corporativa. Por isso, é fundamental que o cargo de presidente da instituição seja ocupado por alguém com o histórico de Afonso Bermúdez, que abraçou a causa das micro e pequenas empresas por reconhecer que o fortalecimento desses empresários ultrapassa a área econômica e alcança o universo político-institucional.

De acordo com Jamal Jorge Bittar, presidente da Federação das Indústrias do Distrito Federal (FIBRA), é muito importante a eleição de Bermúdez para o Sebrae no DF. “A Fibra considera muito positiva a escolha do professor Bermúdez para presidir o Conselho Deliberativo do Sebrae no DF. A integração entre a academia, o setor produtivo e o governo é fundamental para o fomento do empreendedorismo no Distrito Federal”, destacou Jamal.

Professor Bermúdez, como é conhecido, é Decano de Administração e Finanças da Universidade de Brasília e representa a UnB no Conselho Deliberativo do Sebrae no DF desde a sua criação, em 1991. A representação da UnB, conforme prevê a lei de criação do Sistema Sebrae, se dá de forma voluntária e gratuita. É a primeira vez que a Universidade de Brasília assume a presidência do Conselho Deliberativo do Sebrae.

Para Álvaro Silveira Júnior, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do DF (CDL-DF), a eleição de Bermúdez é muito importante para os empresários da capital. “Parabenizo o professor Afonso Bermúdez por essa conquista, também de todo o empresariado do Distrito Federal. Pela primeira vez, temos na presidência do Sebrae um representante com carreira universitária, e boa parte dela construída aqui mesmo, na nossa UnB. Bermúdez tem a minha admiração e o meu respeito pela importante contribuição que já deu e que vem dando a Brasília. Como é de sua personalidade, tenho certeza que ele fará uma gestão traçada pela inovação, superando metas e desafios”, completa Silveira.

Clayton Machado, presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes e Similares de Brasília (SINDHOBAR), também ficou satisfeito com a eleição. “O resultado consagra a tendência de integração das entidades de pesquisa que estão se aproximando do setor produtivo. A união da academia com o setor produtivo eleva o padrão de qualidade do segmento. O SINDHOBAR parabeniza todos e deseja uma gestão proativa”, finaliza Clayton.

Além de Luís Afonso Bermúdez, foi reeleito ao cargo de diretor superintendente do Sebrae no DF o administrador Antônio Valdir Oliveira Filho; para diretora de Gestão e Produção, a funcionária da instituição Cassiana Abritta Garcia Brandão; e para diretor de Atendimento, o economista Júlio Flávio Gameiro Miragaya.

Para o Conselho Fiscal da instituição foram eleitos os titulares Floriano Henrique Morais, José Maria de Araújo e Welington Corrêa de Oliveira e para suplentes, Arnaldo Rocha Mundim Junior, Fragmar Diniz Leite e Guilherme Nery da Fonseca Coelho.

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Joaquim Levy: prazo de validade

27 de novembro, 2014

Joaquim Levy 2Por Geraldo Samor, da Veja

A nação petista acorda hoje para encarar o seu D-Day econômico: os ‘inimigos’ chegaram ao palácio e agora estão no Poder.

A invasão da Normandia estagnada e deficitária começou com as ideias anfíbias de iluminismo fiscal e hoje avança praia acima liderada pelos generais da ortodoxia (uns com mais estrelas do que outros): o Comandante Levy, do Exército da Cidade de Deus, o General Barbosa, a consciência crítica do Antigo Regime e, na retaguarda, o Almirante Tombini, conhecido por manobrar o leme monetário ao sabor dos ventos.

Metáforas militares à parte, o debate que cerca a nomeação de Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda — o cargo que Dilma Rousseff acumula com a Presidência — é sobre a sinceridade de propósito de Dilma de abandonar aquela cadeira, bem como seu grau de convencimento a respeito do que precisa ser feito.

Trata-se de um debate com inúmeras questões, e é provável que o sistema Cantareira seque por completo antes que o mercado tenha todas as respostas que busca.

A primeira pergunta na cabeça dos investidores é se a Presidente entende a fragilidade da economia, o contexto internacional e o que está em jogo. Dado que a candidata Dilma passou a campanha negando as vulnerabilidades brasileiras e atribuindo o crescimento zero à “grave crise internacional”, é uma dúvida legítima.

Ainda assim, há motivos para crer que a ficha já caiu. De acordo com uma fonte com acesso ao Palácio, Dilma foi convencida de que duas crises gêmeas se avizinham: a política, com as ramificações da Lava Jato chegando mais dia menos dia ao Congresso, e a econômica, também uma questão de tempo dada a fragilidade das contas fiscais e a proximidade da alta de juros nos EUA. A Presidente sabe que será impossível sobreviver à primeira se não tiver a segunda sob controle.

Também parece lógico que Levy, um técnico sério, discreto e respeitado, só aceitou o convite porque viu condições de trabalhar com Dilma. Essas ‘condições’ são sinônimo de um arrocho clássico? Devagar com o andor que a Levyana é de barro. Provavelmente, Levy assumirá anunciando medidas com um horizonte de três anos – um ajuste com credibilidade, mas feito de maneira gradual. Esse é o denominador comum mais provável entre o Chicago boy e a presidente que acredita em política industrial.

Finalmente, para Dilma, não faria sentido pagar o preço político da nomeação de Levy se não fosse para obter os dividendos econômicos (de médio e longo prazo) do ajuste a ser feito por ele. Ajuste que, juram os economistas, deve ser menos doloroso dada a credibilidade pessoal do próprio.

Não bastassem as dúvidas sobre as convicções de Dilma, setores do mercado não estavam preparados para o realismo fiscal repentino da Presidente. A confirmação de Levy já ajudou a Bolsa e fortaleceu o Real, mas veio num momento em que boa parte dos gestores estão comprados no kit catástrofe: abraçados no dólar e com muito caixa na mão. (Pelo menos dessa ironia os petistas poderão rir.)

A situação é a daquele provérbio americano: “Cuidado com o que você deseja: você pode acabar conseguindo.”

É verdade que o grande ‘rali Levy’ por enquanto se manifestou mais nos juros do que na Bolsa. Desde que o Planalto vazou o nome de Levy na sexta passada — dois dias depois de avisarmos aqui — as taxas dos juros futuros (janeiro 2017 e 2021) fecharam brutalmente. No mesmo período, a Bovespa subiu só 3,7% em reais — os investidores internacionais estão ainda mais felizes: em dólar, ela já sobe 6,4%.

A última e mais importante pergunta: qual é o prazo de validade deste “neopalocci” na cadeira que Guido Mantega manteve quente durante oito anos de viagras setoriais, criatividade fiscal e embromation opiniático?

Levy fica um ano e pede o boné por não aguentar a chefe?

“A Dilma foi no médico e ele mandou ela tomar um comprimido e fazer repouso. Ela já concordou em tomar o comprimido, mas depois de duas horas na cama ela vai resolver levantar, dar uma arejada,” diz um investidor cético em relação à capacidade da Presidente de manter a disciplina. “Nessas duas horas, todo mundo vai estar acreditando que tá tudo no caminho certo…”

Diz uma fonte que conhece Levy: “O Joaquim é um cara que estudou e vai aplicar aquilo que ele estudou, o que tem que ser feito. É simples assim.. Não adianta vir dizer, ‘Aí não, Joaquim, se você fizer isso vai dar problema…’ Não! Ele não quer saber.”

Um outro investidor diz que as juras de amor à ortodoxia vão durar um ano — no calendário. “Ela só precisa de um ano para atravessar essa iminência de crise.. Depois…”

O investidor da metáfora do comprimido e do repouso vaticina: “Ou ele vai brigar com ela ou ele vai ceder a ela.”

O que dá a cruza entre uma microgerenciadora que não ‘compra’ o funcionamento dos mercados com um homem tímido, lacônico e treinado para saber que não existe almoço grátis?

O Brasil está prestes a descobrir.

Mas apesar do ceticismo dominante e de todos os questionamentos legítimos, há, aqui, um fato indisputável: a Presidente cujo voluntarismo nos legou uma economia em ‘estagflação’ a) deu uma banana para a candidata Dilma; b) ousou nomear o “inomeável”; c) surpreendeu mesmo os observadores mais otimistas, e parece, finalmente, estar pronta para anunciar medidas. Não se trata de dar a ela o benefício da dúvida, mas dos fatos.

Se Levy fizer anúncios razoáveis e transmitir a credibilidade que se espera, os mercados vão responder. Os investidores internacionais serão os primeiros a comprar a nova narrativa. Mais removidos do calor do debate político doméstico, eles tendem a reagir com mais rapidez às manchetes que sinalizam o ajuste. O fluxo dos gringos ‘faz o preço’ no mercado, e, com o tempo, acaba forçando a mão dos investidores locais, por enquanto convencidos de que nada disso é real — e que, se é, não terá vida longa.

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Em 1º discurso, Levy fala o que o mercado quer ouvir

27 de novembro, 2014
Novos Ministros são anunciados como equipe econômica do governo brasileiro, durante conferência da imprensa nesta quinta-feira (27), no Palácio do Planalto, em Brasília (Ueslei Marcelino/Reuters)

Novos Ministros são anunciados como equipe econômica do governo brasileiro, durante conferência da imprensa nesta quinta-feira (27), no Palácio do Planalto, em Brasília (Ueslei Marcelino/Reuters)

Ministro recém-nomeado acena para previsibilidade e transparência das contas públicas, além de cravar a meta de superávit

Marcela Mattos e Luís Lima, da Veja – Em discurso após sua nomeação oficial ao comando do ministério da Fazenda, Joaquim Levy parecia estar lendo o conteúdo do que seria uma atualização da “carta ao povo brasileiro”. A jornalistas, ele falou tudo o que o mercado gostaria de ouvir e afastou temores sobre uma possível continuidade da atual política econômica, repetindo o que fez o ex-presidente Lula, em 2002, às vésperas das eleições, num intento de conter a saída de investidores do país. Levy acenou com uma mudança drástica na condução da política fiscal, afirmando que haverá mais transparência e previsibilidade — exatamente as duas palavras que ficaram longe do léxico do primeiro governo Dilma. O novo ministro chegou até mesmo a traçar a meta de superávit primário para o ano que vem, em 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB). O número é factível, segundo ele, se os ajustes necessários forem levados adiante. Tal meta corresponde à economia que o governo deve fazer para pagar os juros da dívida.

A política fiscal foi o primeiro e principal ponto abordado pelo ministro, já que é o maior alvo de críticas da atual gestão petista. “O objetivo imediato do governo, da Fazenda, é estabelecer uma meta de superávit primário para os três próximos anos que seja compatível com a estabilização e o declínio da dívida bruta em relação ao porcentual do PIB, considerando o nível de reservas estável”, disse. Em seguida, o futuro ministro cravou a perspectiva de superávit para 2015 e afirmou os objetivos para 2016 e 2017, de 2% do PIB. “Alcançar essas metas é fundamental para um aumento da confiança e criará bases para a retomada do crescimento da economia e da evolução dos avanços sociais”, disse Levy, ressaltando que essa confiança é a “mola” para impulsionar o crescimento do país.

Segundo o novo ministro, a Fazenda refirma o compromisso com a “transparência das ações”, que inclui a divulgação de dados, especialmente das contas fiscais. “Temos a convicção de que a redução de incertezas sobre os objetivos do setor público sempre é um ingrediente importante para a tomada de risco por parte de empresas, trabalhadores e famílias, especialmente nas decisões de aumento de investimento, capital físico e humano”, explicou.

Questionado sobre a velocidade com que o ajuste fiscal será implementado a partir do ano que vem, o futuro ministro não quis se comprometer com prazos. “Não temos pressa para fazer um pacote relâmpago”, disse. “Algumas coisas que vêm sendo discutidas, como diminuir despesas, isso pode ter seu curso, mas não temos nenhuma medida imediata para anunciar. Essa não é uma reunião de surpresas. É apenas uma apresentação”, afirmou.

Levy afirmou que, primeiro, será preciso conhecer o desfecho da mudança do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que será votada na próxima semana, para avaliar os caminhos para a execução dos ajustes. Ele reconhece que será preciso avaliar as atuais condições econômicas, levando em conta as consquências das medidas que já foram tomadas pelo governo. E que só assim será possível perseguir as metas propostas.

O ministro se esquivou quando questionado sobre o nível de autonomia que a presidente Dilma lhe dará. Afirmou que “o objetivo é claro e os meios, conhecidos”, e que “há um grau suficiente de entendimento de equipe” para implementar as medidas necessárias. Sobre a possibildiade de assumir a presidência do conselho de administração da Petrobras, assim como seu antecessor, Guido Mantega, Levy disse que seria preicipitado se manifestar sobre o tema.

Planejamento — O pronunciamento de Nelson Barbosa, novo ministro do Planejamento, foi mais breve e, de certa forma, laudatório ao atual governo. O economista dedicou boa parte de seu discurso para fazer afagos à presidente Dilma Rousseff e à antecessora Miriam Belchior. E não poupou agradecimentos pela indicação à pasta. “Muito obrigado, presidente. Esteja certa de que dedicarei toda a minha energia e meu esforço para honrar sua confiança e contribuir para o desenvolvimento do nosso país”, disse Barbosa. O ex-secretário-executivo da Fazenda também disse ser uma “grande honra” suceder Miriam Belchior, “amiga de longa data que com sua liderança conduziu o Ministério de forma exitosa nesse período do governo”.

Barbosa prometeu trabalhar em conjunto com os demais membros da equipe econômica para fazer um controle rigoroso da inflação e manter a estabilidade fiscal e a geração de empregos no país. Para ele, o desafio mais imediato é a adequação da proposta orçamentária do próximo ano ao novo cenário macroeconômico e ao objetivo de elevação do superávit primário citado por Levy.

O novo ministro informou ainda que vai assumir a coordenação dos Programas de Investimento do Governo Federal e que vai buscar desenvolver e ampliar nos próximos anos as parcerias público-privadas e as fontes alternativas de financiamento público e privado de longo prazo. “Gostaria de destacar que trabalharei especialmente em iniciativas para aumentar a taxa de investimento e a produtividade da nossa economia, de modo a possibilitar o crescimento mais rápido da renda per capita com estabilidade monetária”, disse.

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Comissão aprova nome de Walter para diretor da Adasa

27 de novembro, 2014

José Walter Vazquez

José Walter: sistema de drenagem do DF está aquém do necessário

Foi aprovada, por unanimidade, a indicação de José Walter Vazquez Filho para o cargo de diretor da Agência de Águas, Energia e Saneamento Básico (Adasa), na manhã de hoje (27), pela Comissão de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Ciência, Tecnologia, Meio Ambiente e Turismo.

Em sua exposição, José Walter defendeu investimentos em drenagem pluvial e também em gás canalizado, ao argumentar que a atuação da Adasa vai além dos recursos hídricos. Segundo ele, o sistema de drenagem da capital “não é ruim, mas está aquém do que a impermeabilização da área urbana atual necessita”. A situação, segundo José Walter, é mais grave devido a posição do DF, “inserido numa área habitacional que tende a ser o segundo maior eixo do país”, acrescentou.

José Walter lembrou que a Adasa regulamenta a concessão de gás no DF, ao reforçar que o papel da agência extrapola a questão da água, especialmente após 2008, quando a Adasa tornou-se uma agência múltipla.  Ele argumentou que situações de crise de água, a exemplo do caso de São Paulo, mostram a necessidade de investimento em outras matrizes enérgicas, além da hidrelétrica.

Durante a oitiva, ao ser questionado pelo deputado Robério Negreiros (PMDB) sobre taxas de água e esgoto, José Walter considerou que a política tarifária não deve ser feita por agências, pois estas executam políticas elaboradas por quem foi eleito para governar. Ele argumentou que as agências não devem ser independentes do governo, mas sim autônomas. Para a deputada Eliana Pedrosa (PPS), o indicado deixou claro o “recado sobre a importância da Câmara Legislativa na política tarifária do DF”. José Walter sintetizou: “A água hoje é um bem precioso, é importante haver política tarifária clara e agência autônoma para executar essa política”.

TRAJETÓRIA

José Walter é graduado em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), especialista em Políticas Públicas pelo Banco Mundial e possui mestrado em Desenvolvimento Econômico pela Universidade de Brasília (UnB). Ocupou diversos cargos em órgãos públicos: foi diretor da Caesb, chefe de gabinete do ex-ministro da Fazenda, Bresser Pereira, entre outros. Atualmente atua na Secretaria de Transportes do DF, motivo pelo qual foi elogiado por Pedrosa. “Sempre que precisei de uma informação, José Walter nunca se furtou, além de ter um currículo respeitável”, declarou.

Chico Vigilante (PT) afirmou conhecer o indicado há cerca de trinta anos e frisou que ele é um servidor público “de Estado, e não de governos”. Cristiano Araújo (PTB) destacou que o futuro diretor “tem atenção com a coisa pública”. Ao indicado, o professor Israel Batista (PV) disse: “Seu currículo e trajetória te garantem exercer essa nova função com maestria”. (Franci Moraes – Coordenadoria de Comunicação Social)

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Gestão e Governança das Regiões Administrativas

27 de novembro, 2014

joe valle

Deputado distrital Joe Valle é o autor da proposta do seminário que acontece na sexta-feira

A Câmara Legislativa realizará nesta sexta-feira (28), às 8h30, na sala da Elegis, o seminário “Gestão e Governança das Regiões Administrativas do DF”. O evento será norteado por três eixos: Planejamento Estratégico Participativo, Participação Social e Gestão das Regiões Administrativas.

Proposto pelo deputado Joe Valle (PDT), o seminário por objetivo dar continuidade ao debate iniciado na audiência pública que discutiu o tema, na semana passada, quando várias lideranças reivindicaram mudanças na gestão das administrações regionais, cobraram mais transparência na escolha dos administradores e na definição das prioridades do governo para cada cidade.

As inscrições para o seminário podem ser feitas no link: http://bit.ly/1z4A7i0

PROGRAMAÇÃO

8h30 – Abertura

9h30 – Apresentações orientadoras e provocadoras para o debate

Temas:

-Planejamento Estratégico Participativo

-Participação Social

-Gestão das Regiões Administrativas

10h – Trabalho em grupos

12h30 – Almoço

13h30 – Trabalho em Grupos

15h – Plenária

16h30 às 17h – Sessão de encerramento

SERVIÇO:

Dia: 28 de novembro de 2014

Horário: de 8h30 às 17h

Local: Câmara Legislativa do DF – Sala da Elegis/Térreo

Política

CNJ indica Lossio para Conselho de Direitos Humanos

27 de novembro, 2014

 Luciana Lossio

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandovski, indicou a ministra Luciana Lossio, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para o Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH). Lossio irá atuar como representante do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). “O CNDH tem sido um mediador importante dos direitos humanos na sociedade brasileira. Será uma experiência enriquecedora contribuir com a garantia e os avanços dos direitos dos nossos cidadãos”, comenta a ministra Luciana Lossio.

Vinculado à Presidência da República, o CNDH tem por finalidade a promoção e a defesa dos direitos humanos, mediante ações preventivas, protetivas, reparadoras e sancionadoras das condutas e situações de ameaça ou violação desses direitos. A entidade atua em favor de distintas causas e grupos: Crianças e Adolescentes; Pessoas com Deficiência; Pessoa Idosa; LGBT; Adoção e Sequestro Internacional; Atuação Internacional; Mortos e Desaparecidos Políticos; Combate a Violações; Combate ao Trabalho Escravo; e, Direito de Todos.

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Governo reconhece ter sido derrotado pela base aliada

27 de novembro, 2014

dilma

Avaliação pragmática feita por integrantes do Palácio do Planalto é que o governo foi derrotado em sua própria base aliada e que por isso não votou a manobra fiscal para tentar fechar as contas deste ano.

Nas palavras de um interlocutor da presidente Dilma Rousseff, a oposição fez apenas jogo de cena. O maior problema foi mesmo a ausência de quórum de integrantes da base na sessão do Congresso Nacional.

Um parlamentar petista reconhece que Dilma cometeu um erro ao dar prazo para aprovação da mudança na LDO e condicionar a aprovação da matéria ao anúncio da nova equipe econômica.

“A base aliada quis derrotar Dilma. Quando Renan foi para o plenário, já sabia que não teria condições de votar. Foi tudo uma encenação”, reconheceu um parlamentar petista.

A base aliada agora quer uma sinalização concreta da presidente Dilma dos nomes para a reforma ministerial. E também a neutralidade para a disputa pela presidência da Câmara.

A bancada de deputados do PMDB já tem sua demanda: a eleição do líder Eduardo Cunha para o comando da Casa e a indicação do atual presidente, Henrique Eduardo Alves, para o Ministério da Integração Nacional.

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Aécio irá ao STF caso se aprove calote da LDO

27 de novembro, 2014
Senador Aécio Neves. Foto : George Gianni

Senador Aécio Neves. Foto : George Giannio

Para o senador, a nova lei, se aprovada, concede uma anistia à presidente pelo não cumprimento da meta fiscal

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou que o partido irá ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso a base governista aprove o projeto que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), isentando, na prática, a presidente Dilma de cumprir a meta fiscal de 2014. “Se modificada a LDO, a meu ver, de forma inconstitucional, vamos ao Supremo Tribunal Federal com uma ação em relação à modificação da LDO, permitindo que o déficit vire superávit”, afirmou Aécio em entrevista à imprensa no Congresso.

Para Aécio, a nova lei, se aprovada, concede uma anistia à presidente pelo não cumprimento da meta fiscal. Ele afirmou que o exemplo que a chefe do Executivo dá aos brasileiros é o pior possível.

“Não há mais Lei de Responsabilidade Fiscal. Ninguém vai ter mais autoridade de cobrar de um prefeito ou de um governador que cumpra também os seus percentuais mínimos de investimento em saúde e educação. Por que a presidente pode descumprir e o Congresso Nacional dar a ela esta anistia, e os prefeitos respondem inclusive criminalmente se não cumprirem as suas metas?”, questionou.

Aécio voltou a cobrar da presidente o controle dos gastos públicos. “O que eu questiono é a capacidade deste governo de cumprir aquilo que a legislação determina. Não podemos viver num país onde a legislação é alterada em função dos interesses do governante de plantão e de uma eventual maioria que amanhã pode estar no outro campo”, criticou o presidente nacional do PSDB.

RETROCESSO

O senador também criticou a pressão exercida pelo Planalto sobre o Legislativo. Na terça, o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros, convocou sessão conjunta da Câmara e do Senado para apreciar os vetos presidenciais que estão trancando a pauta e impedindo a votação do projeto proposto por Dilma.

“É muito grave aquilo que estamos vendo aqui hoje. Sou parlamentar na essência, presidi essa Casa. Vou lutar até o último instante para defender as prerrogativas do Congresso Nacional. Não se trata mais de questão eleitoral, porque se não amanhã vamos iniciar uma nova legislatura com um retrocesso absurdo em relação à legislatura anterior”, ressaltou.

Aécio também afirmou que a sociedade precisa ficar atenta às negociações feitas entre o governo e a base aliada para aprovação do projeto. “É importante estarem atentos para as negociações que estão acontecendo nos porões, hoje, do Palácio. Porque você vê gente da base aguardando que cargos sejam distribuídos, que emendas sejam liberadas, ministérios sejam definidos para votar essa violência em relação à Constituição”, ressaltou.

Aécio também fez um alerta para as consequências caso o projeto que modifica a LDO seja aprovado. “A nota de crédito do Brasil vai ser rebaixada, investimentos vão continuar distantes do Brasil. Isso significa menos empregos e menos desenvolvimento. Quem paga ao final desta conta de um governo ineficiente, perdulário, que enganou a população brasileira é o cidadão brasileiro, principalmente o mais pobre”, afirmou.

ESTELIONATO ELEITORAL

Aécio voltou a criticar a falta de transparência do governo federal sobre a realidade das contas públicas. Ele lembrou que, durante a campanha, cobrou uma posição da presidente, e a resposta era de que a situação estava sob controle.

“Até um mês antes das eleições, autoridades da área econômica diziam que as metas seriam cumpridas, cobrei da presidente da República durante debates o cumprimento dessas metas, a resposta dela era de que as contas estavam equilibradas. Tivemos o pior agosto, o pior setembro e o pior outubro, no que diz respeito às contas públicas, da década. Porque será? Infelizmente o Brasil viveu um grande estelionato eleitoral há poucos meses”, lamentou.

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Recupera-DF traz novidades na negociação dos débitos

27 de novembro, 2014

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Dívidas do ICMS e do Simples Candango podem ser pagas com até 99% de redução nos juros; parcelamento é em até 24 meses

Com a publicação da Lei 5.414/2014, as regras do Programa de Recuperação de Créditos Tributários (Recupera/DF – Fase III) foram aperfeiçoadas. Dentre as mudanças ocorridas na legislação, está a prorrogação do prazo para aderir à iniciativa: 12 de dezembro.

Outra novidade é a negociação dos débitos do ICMS e Simples Candango, oriundos de autuações com multa de 200%, que podem ser pagos à vista com desconto nos juros e multas de até 99%.

Há, ainda, a possibilidade de parcelamento da dívida (máximo 24 parcelas), com a redução gradual dos descontos, de acordo com o prazo negociado, obedecendo a data limite estabelecida para participação na iniciativa.

. Redução de 99% para pagamento à vista;

.  Redução de 80% para pagamento em 2 parcelas;

. Redução de 65% para pagamento em 3 a 12 parcelas;

. Redução de 60% para pagamento em 13 a 24 parcelas;

CÁLCULO

Os contribuintes que possuem débitos em fase de discussão administrativa – a exemplo daqueles autuados com multa de 200%, devem procurar as agências de atendimento da Receita do DF para a realização do cálculo do montante e adesão ao programa.

As outras negociações continuam no formato anterior. Consulte regras em http://goo.gl/XhN2fF.

Os demais interessados deverão acessar a página oficial da Secretaria de Fazenda (www.fazenda.df.gov.br) e clicar no banner do Recupera/DF, localizado no lado superior direito da página.

Mais informações ou esclarecimentos poderão ser obtidos pelo Atendimento Virtual, sob o assunto Recupera-DF, e pela Central Telefônica 156, opção 3.

Economia

ARTIGO A anistia que a presidente Dilma quer

27 de novembro, 2014

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Por Antonio Imbassahy

A presidente Dilma Rousseff chegou ao limite da desfaçatez: depois de torrar o dinheiro público sem dó, especialmente durante a campanha eleitoral, quer que o Congresso aprove, a toque de caixa, a revisão da meta de superávit primário para este ano. Tamanha pressão tem motivo: descumprir a meta configura, no limite, crime de responsabilidade, o que pode ter gravíssimas consequências.

Nós, da oposição, sintonizados com a força e o desejo de mudança de 51 milhões de brasileiros, vamos lutar para evitar que esta irresponsabilidade seja aprovada. Nesta semana, conseguimos cancelar a reunião da Comissão Mista de Orçamento que aprovou a anistia. O próximo passo seria a sua votação pelo plenário do Congresso. Em nova reunião, derrotamos o governo e adiamos a discussão. O objetivo é ganhar tempo, já que há prazo para a matéria ser aprovada.

O superávit primário é uma espécie de poupança que os governos devem fazer para pagar os juros da dívida pública. É um indicador da saúde financeira de um país: sinaliza que ele tem um orçamento responsável, capacidade para pagar o que deve e, portanto, é um bom destino para os investimentos estrangeiros. Quanto maior o esforço para se gastar menos com o próprio governo, maior será o superávit e mais recursos sobrarão para investimentos e para o abatimento de dívidas.

No ano passado, no projeto da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), que estabelece os parâmetros para o Orçamento da União, a própria presidente Dilma definiu a meta de 1,9% do PIB para o superávit primário, algo em torno de R$ 99 bilhões. No entanto, nos nove primeiros meses do ano, em vez de superávit, o setor público registrou um déficit primário de R$ 15,3 bilhões. Um rombo.

No período, enquanto a arrecadação cresceu 0,57%, já descontada a inflação, as despesas de custeio do governo, já excluídos os programas sociais, dispararam. Custeio são os gastos para manter a máquina, com 39 ministérios e mais de 22 mil cargos de confiança. Não há arrecadação que dê conta.

No projeto que enviou ao Congresso no último dia 11, a presidente Dilma acaba com a meta e libera a gastança. Ela quer que no cálculo do superávit entrem como receitas os gastos com o PAC e as desonerações concedidas a setores da economia. Isso já era permitido, mas até R$ 67 bilhões. Pelo projeto, o céu é o limite.

É como se uma família, ao fechar as contas do ano, tendo gasto muito mais do que ganhou e sem conseguir economizar para pagar os juros do cartão de crédito, inclua no saldo um aumento no salário que acabou não recebendo e, ainda, o que foi gasto na compra de um apartamento. Com essa manobra, as contas podem até fechar no papel, mas na realidade, não sobrará um tostão para pagar a dívida e nem para melhorar a casa, por exemplo. E o saldo negativo será empurrado para o ano seguinte, virando uma bola de neve. Se para essa família isso é uma irresponsabilidade, no caso dos governantes, é crime.

Desde 2000, quando a Lei de Responsabilidade Fiscal entrou em vigor, no governo Fernando Henrique Cardoso, colocando travas nos gastos públicos, esta será a primeira vez que a meta fiscal não será cumprida. E, de quebra, a presidente Dilma está jogando no lixo os alicerces do Plano Real, que são o controle da inflação e o superávit primário, além do câmbio flutuante.

Se a meta fiscal for revista, o Brasil ficará com o nome sujo no mercado internacional, o que poderá afastar investidores, e o governo não terá recursos para os investimentos necessários em infraestrutura, ampliar os programas sociais, pagar suas contas e fazer repasses para Estados e municípios.

De cada R$ 10 que os brasileiros pagam de impostos, R$ 9 são gastos fixos e sobra apenas R$ 1 para investimentos. É muito pouco. O país irá parar porque o governo federal está sem dinheiro para pagar as suas obrigações. Seguraram as informações até as eleições e, agora, o país descobre o tamanho do rombo e da irresponsabilidade do governo. A revisão da meta fiscal é a prova de que a presidente Dilma quebrou o Brasil.

(*) Antonio Imbassahy é deputado federal e líder do PSDB na Câmara. Artigo publicado no jornal “A Tarde”.

Artigos, Política

Parlamentares voltam a defender saída de Graça Foster

27 de novembro, 2014

Graca Foster

Em reunião que ouviu a diretora da ANP, críticas severas dos tucanos à postura da presidente da Petrobras.

Tucanos voltaram a dirigir duras críticas nesta quarta-feira (26) à presidente da Petrobras, Graça Foster. Durante a oitiva de Magda Chambriard, diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), na CPI Mista da Petrobras, o líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), afirmou que a titular da companhia perdeu todas as condições para ser mantida no cargo. “Ela não tem autoridade moral para dar ordens aos subordinados nem credibilidade diante dos agentes financeiros. O acionista não confia mais na dirigente maior dessa organização que passa por um momento constrangedor”, disse o tucano, que, na semana passada, já havia defendido mudanças no comando da estatal.

Segundo o parlamentar, Foster adotou uma conduta comparável a de um membro de uma quadrilha que tem como responsabilidade “limpar a cena do crime”. “A impressão que passa é que ela assumiu a Petrobras com esse compromisso: olha, vai ser presidente, mas procura acobertar tudo de ruim por lá e vai tomando algum tipo de providência”, acrescentou.

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GDF retira PPCUB da pauta da Câmara

27 de novembro, 2014

PPCUB

Segundo líder do PT, medida responde a ‘guerra política’ com Rollemberg. Lei de Uso e Ocupação do Solo também pode ser retirada em dezembro.

Mateus Rodrigues, do G1 DF – O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, enviou nesta quarta-feira (26) à Câmara Legislativa um pedido de retirada do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB). O projeto tramita desde 2013 na Casa e define regras para a ocupação das áreas tombadas, que incluem Plano Piloto, Candangolândia, Sudoeste, Cruzeiro e Octogonal. O pedido foi lido na noite desta quarta no plenário da Câmara.

O líder do PT, deputado Chico Vigilante, disse ao G1 que a decisão foi tomada a pedido dele. “Quem mais combateu o PPCUB foi a turma do Rollemberg. O projeto não tem nenhuma ilegalidade, mas já que estão fazendo uma guerra política, pedi que retirasse. Quero ver a cara do novo governador quando enviar um projeto igualzinho em 2015″, disse o parlamentar.

O GDF não confirma a justificativa do parlamentar. Segundo o responsável pela interlocução entre Buriti e Câmara, a retirada do texto atende a uma decisão do Tribunal de Justiça do DF, que anulou as decisões do Conselho de Planejamento Urbano tomadas entre janeiro e março. O PPCUB passou pelo órgão neste período e, por isso, será reenviado ao conselho para nova análise.

O coordenador da equipe de transição, Hélio Doyle, disse que encara como positiva a retirada do texto, e não como uma provocação. “O PPCUB, do jeito que está, não foi discutido com a sociedade e não atende aos anseios da população. O projeto do novo governador será bem diferente, porque o texto atual foi imposto. No próximo governo, vamos chamar todo mundo para discutir”, disse.

NOVO CAPÍTULO

O líder do PT na Câmara afirma que outro texto polêmico pode ser retirado da Câmara até o fim do ano. A Lei Complementar de Uso e Ocupação do Solo (Luos) fixa os limites de altura, área e utilização para lotes urbanos de 27 regiões administrativas do Distrito Federal. Sem a regulamentação, empresários de regiões mais afastadas do centro de Brasília não conseguem alvará para regularizar os negócios.

“Tem mais de 22 mil estabelecimentos sem alvará, principalmente nas cidades-satélite. Temos até o dia 15 de dezembro para aprovar a matéria. Se continuarem pentelhando, vamos retirar também”, disse Vigilante. O GDF diz reconhecer forte oposição política ao texto no Legislativo, mas não confirma a intenção de retirar o projeto.

A deputada Liliane Roriz (PMN) diz que dedicou boa parte do mandato à oposição aos dois textos e que veria a retirada “com bons olhos”. “É a coisa mais sensata que ele [Agnelo] fez. O PPCUB seria uma desastre para a cidade, tinha grande possibilidade de ameaçar nosso tombamento. Não acredito que o projeto volte na próxima gestão. Na Luos, também houve pouca participação da população interessada”, afirmou.

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Dilma anuncia ministros da área econômica amanhã

26 de novembro, 2014
Joaquim Levy

Joaquim Levy

Novos integrantes do governo usarão gabinete no Planalto na transição. Presidente se reuniu nesta terça (25) com Nelson Barbosa e Joaquim Levy

Filipe Matoso, do G1 – O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Thomas Traumann, informou nesta quarta-feira (26) que os novos titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento serão anunciados nesta quinta (27) pela presidente Dilma Rousseff. Segundo Traumann, eles usarão gabinetes no Palácio do Planalto durante o período de transição para montar suas equipes.

Segundo o Blog da Cristiana Lôbo, Dilma se reuniu nesta terça (25) com o ex-secretário do Tesouro Nacional Joaquim Levy, que deve assumir a Fazenda; com o ex-secretário-executivo do Ministério da Fazenda Nelson Barbosa, provável novo ministro do Planejamento; e com o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que deve permanecer no posto. Os ministros da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e o atual da Fazenda, Guido Mantega, também participaram da reunião.

Joaquim Levy está em Brasilia desde segunda-feira (24) elaborando propostas para tentar equilibrar as finanças do governo. Em setembro, as contas públicas registraram o pior resultado da história.

De acordo com Thomas Traumann, os ministros a serem anunciados nesta quinta concederão entrevista coletiva à imprensa no Palácio do Planalto logo após a oficialização de seus nomes.

Segundo ele, não haverá, cerimônia de posse dos novos ministros. A expectativa é que a presidente da República viaje na sexta-feira para Fortaleza (CE) para participar de reunião da direção nacional do PT.

MANTEGA

Ministro da Fazenda mais longevo da história, Guido Mantega deixará o comando da economia brasileira após mais de oito anos no posto.

Nascido na Itália e criado em São Paulo, ele foi indicado para o cargo pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2011, Dilma o manteve à frente do Ministério da Fazenda.

No entanto, em meio à campanha eleitoral deste ano, a presidente da República anunciou que Mantega seria substituído em um eventual segundo mandato. Segundo ela, o próprio ministro pediu para deixar o cargo “por razões pessoais”.

REFORMA MINISTERIAL

Desde a reeleição, em outubro, a presidente Dilma Rousseff se reuniu com ministros mais próximos, conselheiros políticos e presidentes de partidos aliados para discutir a escolha dos novos integrantes do primeiro escalão do governo.

Conforme adiantaram os blogs do Camarotti e da Cristiana Lôbo, além dos encontros com Joaquim Levy e Nelson Barbosa, Dilma se encontrou com a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) e a convidou para assumir o Ministério da Agricultura. Além disso, o senador Armando Monteiro (PTB-PE) também foi procurado pela chefe do Executivo para chefiar, a partir de 2015, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

No meio político, há expectativa quanto ao cargo que o governador da Bahia, Jaques Wagner, ocupará no segundo mandato de Dilma. Próximo à presidente, Wagner esteve em Brasília diversas vezes após a reeleição da petista e é cotado para assumir alguma pasta a partir de 2015.

Um dos coordenadores da campanha de Dilma à reeleição, o ministro Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário) é cotado para assumir a Secretaria-Geral da Presidência, atualmente chefiada por Gilberto Carvalho, responsável pela interlocução do governo com os movimentos sociais.

Conselheiro político de Dilma e um dos ministros mais próximos à chefe do Executivo, Aloizio Mercadante (Casa Civil) deverá continuar no governo. Segundo o Blog do Camarotti, ele, porém, tem sido chamado por alguns colegas de “primeiro-ministro” de Dilma, por repassar orientações da presidente a outros ministros. Mercadante se encontra diariamente com a chefe do Executivo nos palácios do Planalto e da Alvorada, residência oficial.

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, também esteve nesta terça com Dilma na reunião em que a presidente juntou no Palácio do Planalto os ministros da Fazenda e do Planejamento e os principais nomes cotados para assumir as pastas. Há especulações de que Tombini também deverá permanecer no governo no segundo mandato de Dilma.

De acordo com o Blog do Camarotti, os integrantes da cúpula do PP, partido que comanda atualmente o Ministério das Cidades, estão contrariados com a articulação do presidente do PSD, Gilberto Kassab, para chefiar o ministério. A pasta, segundo o blog, também é cobiçada pelo PMDB.

Interlocutores do vice-presidente da República e presidente do PMDB, Michel Temer, afirmaram ao G1 que o ministro Moreira Franco (Aviação Civil) tem a aprovação de Temer e sua permanência no cargo é defendida pela cúpula da legenda.

CULTURA

Em meio à viagem da presidente Dilma à Cúpula do G20, na Austrália, a senadora Marta Suplicy (PT-SP), que comandava o Ministério da Cultura havia dois anos, protocolou carta de demissão no Palácio do Planalto. Com críticas indiretas à condução da política econômica por Dilma, Marta afirmou desejar que a presidente seja iluminada na escolha do novo ministério.

Como informou o Blog do Camarotti, a relação de Marta e Dilma se desgastou de que vazaram informações de que a então ministra participava do movimento que ficou conhecido como “Volta, Lula”, em que defendia a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto na eleição deste ano.

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Falta de quórum faz Renan adiar sessão

26 de novembro, 2014

Renan Calheiros

Renan Calheiros

Votação estava prevista para ocorrer nesta quarta (26), mas foi adiada. Houve discussão entre oposicionistas e o presidente do Congresso

Priscilla Mendes e Fernanda Calgaro, do G1 – Por falta de quórum, o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), adiou para a próxima terça-feira (2) a sessão que vai votar o projeto que altera a meta fiscal do governo para 2014. Ele chegou a abrir sessão no início da tarde desta quarta para apreciar o texto, que é de interesse do governo, mas encerrou os trabalhos logo em seguida. Houve tumulto entre oposição e governistas no plenário – veja acima vídeo da discussão.

Não foi alcançado o quórum suficiente para votação de requerimento e de projetos que estavam sobre a mesa. O primeiro item da pauta era justamente o projeto da meta fiscal. Na prática, o texto autoriza o Executivo a economizar menos para pagar os juros da dívida pública, o chamado superávit primário. A matéria é considerada prioritária para o governo, mas enfrenta resistência da oposição.

“Era evidente a falta de quórum e, sem quórum, a maioria não tem como se manifestar. A sessão, na forma do regimento, não poderia ir adiante porque tínhamos que votar requerimentos”, explicou o presidente após deixar o plenário da Câmara dos Deputados

O governo enviou o projeto ao Congresso sob a alegação de ajustar as metas fiscais diante do fraco resultado das contas públicas até setembro deste ano, efeito do aumento das despesas em um ano eleitoral e do comportamento modesto da arrecadação por conta do baixo ritmo de crescimento da economia e das desonerações de tributos.

A oposição havia apresentado uma série de requerimentos que deveriam ser votados antes do projeto sobre meta fiscal. Para isso, seria necessária presença de 257 deputados e de 41 senadores, o que não foi alcançado..

Questionado durante entrevista, Renan evitou responder se o adiamento da votação prejudicará o governo, mas destacou que a base governista não estava presente em número suficiente.

“Eu não sou nem líder do governo nem representante da oposição, cabe a mim como presidente do Congresso por em prática o regimento”, afirmou. “As pessoas não entendem que, no processo legislativo, a maioria sempre se manifesta, mas ela só pode se manifestar se ela existir”, completou.

PAUTA TRANCADA

A apreciação do projeto de lei sobre a meta fiscal terá, porém, que esperar a votação de dois novos vetos presidenciais, recém-enviados ao Congresso, que vão passar a trancar a pauta da próxima sessão.

Os parlamentares chegaram a liberar a pauta com a votação na terça-feira (25) de 38 vetos que estavam na fila, mas a presidente Dilma Rousseff mandou ao Congresso mais dois vetos no dia 30 de outubro.

Pelo regimento interno, vetos têm prioridade em relação a outras matérias e, se não forem apreciados dentro de 30 dias, passam a trancar a pauta. No caso dos dois vetos novos, o trancamento começa a partir do dia 29 de novembro.

Um deles trata-se de um veto total ao projeto de lei que propõe mudar o nome do Instituto Federal Baiano para Instituto Federal Dois de Julho.

O segundo veta um projeto de lei que altera o nome da barragem Boqueirão de Parelhas, localizada no município de Parelhas, no estado do Rio Grande do Norte, para “Dr. Ulisses Bezerra Potiguar”.

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Sessão para votar meta fiscal começa com confusão

26 de novembro, 2014
Mendonça Filho

Mendonça Filho

Oposição acusou Renan de infringir o regimento para garantir quórum. Presidente mandou que líder do DEM, Mendonça Filho, se calasse

Priscilla Mendes, do G1 – A sessão do Congresso Nacional destinada a votar o projeto que desobriga o governo a cumprir a meta fiscal de 2014 teve início nesta quarta-feira (26) com confusão. O líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE) bateu boca e trocou gritos com o presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL) na mesa do plenário.

“Eu fui dizer a ele que ninguém me cala neste Parlamento. Quem me colocou aqui não foi ele não, foi o povo de Pernambuco”, disse Mendonça em entrevista a jornalistas, logo após deixar a mesa. “Existe um quarto regimento nessa Casa, que se sobrepõe aos três outros regimentos (da Câmara, do Senado e do Congresso), que é o regimento Renan Calheiros. Ele adapta à sua conveniência, ao seu tempo, de acordo com o que ele acha que deve ser feito”, criticou o deputado.

Acalmados os ânimos, Renan Calheiros, pediu “desculpas” pelos “excessos”. “Peço até desculpas pelos excessos, evidente, acho que todos temos que pedir desculpas, mas levemos adiante essa questão e realizemos essa sessão”, afirmou.

Os protestos da oposição, que é contrária ao projeto, começaram quando o senador Romero Jucá (PMDB-RO), no exercício momentâneo da Presidência do Congresso, abriu a sessão mantendo o quórum (número de deputados e senadores) registrado no fim da reunião da noite desta terça-feira (25).

Quando assumiu a presidência dos trabalhos, Renan Calheiros atendeu à demanda dos oposicionistas e passou a considerar somente as presenças registradas na sessão desta tarde. Ele decidiu, porém, aguardar 30 minutos pela chegada dos parlamentares, já que não havia quórum suficiente para abertura da sessão – 85 deputados e 14 senadores. Neste momento, estavam registrados 30 deputados e 10 senadores em plenário.

A oposição, então, sobretudo Mendonça, o líder do PSDB, Antonio Imbassahy (BA), e o líder do PPS, Rubens Bueno (PR) protestaram porque os 30 minutos, de acordo com o regimento, deveriam ter sido contados a partir das 12h00 e não das 12h30, como pretendia Renan.

Às 12h57, Renan anunciou que o quórum havia sido atingido (havia 125 deputados e 20 senadores) e que seria possível abertura da sessão. Neste momento, Mendonça Filho, da tribuna, começou a gritar “isso é uma vergonha”, “é um absurdo”, entre outros protestos.

O presidente, bastante exaltado, se dirigiu ao deputado: “vossa excelência pode tudo, mas não pode ficar gritando na tribuna”. Ambos continuaram trocando gritos até que Renan mandou que Mendonça se calasse. “Cale-se”, disse com o dedo em riste. O deputado teve o microfone cortado e, então, deixou a tribuna e se dirigiu à mesa onde Renan estava sentado. Eles continuaram discutindo. Do plenário, Rubens Bueno apontava ao presidente: “ditador, prepotente, o senhor faz parte dessa farsa”.

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Pizzaiolo no TCU: Senado aprova indicação de Vitalzinho

26 de novembro, 2014
Vital do Rego

Vital do Rego

Após prestar vassalagem ao governo na CPI, Vital do Rêgo é premiado

Do Diário do Poder – O  senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), presidente das duas CPIs da Petrobrás no Congresso, foi indicado ontem para uma vaga no Tribunal de Contas da União, e obteve apoio de 40 senadores. A indicação é uma espécie de prêmio à vassalagem

O peemedebista é considerado fiel aliado do governo Dilma Rousseff. A indicação precisa do aval do Senado e da Câmara. Vital, de 51 anos, poderá ficar no cargo de ministro do TCU até 2033, quando completará 70 anos.

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Dilma tem ministros que não vê há mais de um ano

26 de novembro, 2014

 esplanada dos ministérios

Por Josias de Souza – Dilma Rousseff acha que preside 39 ministérios. Durante a campanha, tachou de míopes os adversários que prometiam lipoaspirar a Esplanada. No entanto, há um mês e quatro dias do encerramento do ano, pelo menos dez ministros atravessaram 2014 sem um despacho individual com a chefe. Para cinco deles, o jejum de audiências já se prolonga por mais de um ano.

Alertado para o fenômeno por um dos ministros sem-audiência, o blog resolveu fazer uma pesquisa na agenda eletrônica de Dilma, disponível no site do Planalto. Varejaram-se os compromissos agendados pela presidente no período de 1º de outubro de 2013 até esta quarta-feira, 26 de novembro de 2014. Vão abaixo algumas das constatações:

1. Nesse período de quase treze meses, ministros de setores estratégicos como Garibaldi Alves (Previdência), Maurício Dias (Trabalho) e Jorge Hage (Controladoria-Geral da União) não tiveram seus nomes gravados na agenda de Dilma nenhuma vez. Se foram recebidos, foi em compromisso extra-agenda. Ou em conversas coletivas. Deu-se o mesmo com a titular da periférica pasta de Políticas de Igualdade Racial, a ministra Luiza Helena Barros, e com o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, José Elito Carvalho Siqueira.

2. Nomeados nos primeiros meses do ano, cinco substitutos de ministros que trocaram de pasta ou deixaram Brasília para tentar a sorte nas urnas ainda não viveram a experiência de enxergar seus nomes gravados na agenda da presidente depois da cerimônia de posse. De novo: tomando-se como precisos os registros eletrônicos do Planalto, se estiveram com Dilma foi extra-agenda ou em evento coletivo. São eles: Mauro Borges Lemos (Desenvolvimento), Clelio Campolina Diniz (Ciência e Tecnologia), Vinicius Nobre Lages (Turismo), Laudemir André (Desenvolvimento Agrário), e Eduardo Benedito Lopes (Pesca).

3. Outros ministros aparecem na agenda de Dilma, ao longo do período pesquisado, uma quantidade mixuruca de vezes. Por exemplo: Marcelo Neri (Assuntos Estratégicos), Gilberto Magalhães Occhi (Cidades), Francisco José Coelho Teixeira (Integração Nacional) e Neri Geller (Agricultura), uma vez cada. Izabela Teixeira (Meio Ambiente), Paulo Bernardo (Comunicações) e Eleonora Menicucci (Políticas para Mulheres) colecionam duas menções na agenda de Dilma. Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência), três. Luiz Alberto Figueiredo (Relações Exteriores) e Guilherme Afif Domingos (Micro e Pequena Empresa), quatro cada. César Borges (ex-Transportes, hoje Portos) e Moreira Franco (Aviação Civil), foram à agenda cinco vezes cada.

4. No topo do ranking das audiências formais com Dilma aparecem, desde outubro de 2013: Guido Mantega (Fazenda), 26 vezes; Aloizio Mercadante (ex-Educação, hoje Casa Civil), 19 vezes; Thomas Traumann (Comunicação Social), 17 vezes; Miriam Belchior (Planejamento), 15; José Eduardo Cardoso (Justiça), 14; Aldo Rebelo (Esportes) e Edison Lobão (Minas e Energia), sete vezes cada.

De volta às articulações para a composição de mais um ministério, Dilma vive o dilema entre a racionalidade e a necessidade de saciar o apetite de seus apoiadores. Seria sensato que cada ministro tivesse algo como uma hora semanal de despacho com a chefe. Mas, com 39 auxiliares, sobrariam para Dilma 60 minutos numa jornada de 40 horas por semana. Resta à presidente conviver com a ilusão de que governa seu ministério, ainda que à distância.

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Aécio sobre Levy: é como um quadro da CIA na KGB

26 de novembro, 2014

 aecio

Por Gerson Camarotti – Em conversa com o Blog, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) revelou nesta terça-feira (25) comentário do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga sobre a indicação de Joaquim Levy para o comando do Ministério da Fazenda – durante a campanha, o tucano anunciou que, se vencesse a eleição para presidente, Fraga seria o ministro da Fazenda.

“É como se um quadro da CIA fosse indicado para comandar a KGB”, ironizou Aécio, em referência aos serviços secretos dos Estados Unidos e da ex-União Soviética.

O senador do PSDB disse que Levy é um grande amigo pessoal e elogiou a escolha da presidente reeleita

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PSDB repudia manobras para aprovar calote da Dilma

26 de novembro, 2014

Parlamentares do PSDB repudiaram nesta terça-feira (25) os artifícios adotados pelos governistas para colocarem em votação no plenário do Congresso, ainda nesta semana, o projeto que acaba com a meta de superávit primário deste ano.

Considerado o “calote da Dilma” pelos tucanos, o PLN 36/14 autoriza um abatimento sem limite da meta de resultado primário do ano, que é de R$ 116,1 bilhões, para o governo federal. A medida permite ao governo fechar as contas com déficit sem descumprir a meta definida pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Contando com uma base robusta na Câmara e no Senado, o governo garantiu a aprovação integral da proposta – sem a inclusão de nenhum destaque – na madrugada desta terça, na Comissão Mista de Orçamento (CMO), sob os protestos de deputados do PSDB e de populares contrários à anistia da presidente Dilma e à administração petista.

Horas depois, a base aliada se mobilizou para limpar a pauta da sessão conjunta do Congresso, tomada por 38 vetos presidenciais além de quatro projetos de lei, e garantir a votação do projeto que viola a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Instituído pelo governo de Fernando Henrique Cardoso, o dispositivo legal impõe aos governos o equilíbrio das contas públicas.

Os tucanos resistiram por cerca de seis horas às investidas dos representantes do Palácio do Planalto no Parlamento, que acabaram conseguindo votar os vetos. “O Congresso Nacional e o povo não merecem assistir a essa sessão, em que a Dilma procura uma anistia ao malfeito que ela produziu”, disse o líder do PSDB na Câmara, Antônio Imbassahy (BA). “Qualquer governante irá tomar a presidente como exemplo, que quebrou o país e quer mudar a lei.” O resultado da votação não havia sido divulgado até o fechamento desta edição.

O deputado Nilson Leitão (MT) lamentou a postura subserviente dos aliados do governo, que, ainda constrangidos e divididos, acatam as vontades de Dilma. “Infelizmente, o Planalto mais uma vez vem aqui e coloca de joelhos o Congresso”, afirmou.

TRATOR IMPIEDOSO

Uma manobra imposta pelos governistas foi a votação de 38 vetos presidenciais em cédula única, contrariando a Constituição Federal e o Regimento Comum do Congresso, que asseguram a discussão e apreciação individualizada de cada um deles. “O povo nos elege e tem o direito de saber como nos posicionamos sobre cada matéria”, argumentou o líder da Minoria, Domingos Sávio (MG), ao presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB- AL).

Os apelos do tucano foram em vão, assim como os do deputado Izalci (DF) dirigidos à base governista. “Não tem ministério e emendas que valham o que está sendo feito aqui. A população está acompanhando e vendo quem atropelou essa matéria para anistiar a presidente”, disse o parlamentar.

O deputado Otavio Leite (RJ) tentou recorrer, então, ao bom senso da maioria e a desafiou a debater o conteúdo de cada um dos vetos em análise. “Quero saber quem aqui já leu algum avulso sobre os 38 itens que estão sob exame, com razões de veto e parecer da comissão. Não há condição para que qualquer parlamentar possa avaliar tecnicamente, dentro dos fundamentos de um veto, se ele deve ser mantido ou não.”

Aos governistas que insistiram em afirmar durante a sessão que o Brasil segue muito bem sob o controle da presidente, o deputado João Campos (GO) enumerou vários dados estatísticos que demonstram o contrário. “A inflação voltou, a indústria não gera mais empregos como antes e o número de pessoas que estão aquém do nível de pobreza aumentou. Não tem como contestar.”

EFEITOS DESASTROSOS

Em discurso durante a sessão, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), alertou para as consequências da aprovação do projeto governista para a sociedade, como a redução do grau de investimento conferido ao país pelas agências de risco e da geração de empregos. “Estamos tratando da vida real”, destacou o tucano.

O senador anunciou também que, caso o plenário aprove o projeto, o PSDB entrará com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) para não permitir, segundo ele, que a irresponsabilidade seja premiada.

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Wasny descarta votar projeto que restringe cassação

25 de novembro, 2014
Deputado Wasny de Roure

Deputado Wasny de Roure

 

Presidente da Câmara admitiu ‘erro’ ao pautar tema em troca de outros projetos. Líderes de partidos decidiram que textos estão fora da pauta até dezembro.

Mateus Rodrigues, do G1 DF – O presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputado Wasny de Roure (PT), afirmou nesta terça-feira (25) que os projetos de resolução que restringem as possibilidades de cassação de parlamentares por improbidade administrativa não serão votados até o fim do ano. O anúncio foi feito após reunião com líderes partidários, no início da tarde.

“O arquivamento de proposições desta natureza tem que acontecer através da retirada, por parte de quem propôs. Caso contrário, nós teremos que tratar na segunda legislatura, para que aí ela seja arquivada”, afirmou Wasny, com base no regimento interno da Câmara.

“Há um apelo na sociedade, contrário à questão do trânsito em julgado, da proposição 81. A proposição 82 nem chegou a ser votada”, afirmou. Os textos foram lidos em plenário no dia 12 de novembro, e uma das propostas chegou a ser aprovada em primeiro turno no mesmo dia, contrariando a tramitação usual na Casa.

O presidente da Câmara diz admitir que errou ao colocar a matéria em votação, em troca da viabilidade de outros projetos que seriam “fundamentais” para auxiliar no encerramento do governo de Agnelo Queiroz. “Tanto é verdade, que só assinei os projetos no último momento. Mas assumo o erro de ter permitido a inclusão na ordem do dia e por ter assinado a matéria”.

Um dos projetos de resolução impede que os parlamentares tenham o mandato cassado por improbidade administrativa antes que haja condenação judicial definitiva, sem possibilidade de recursos. Na Justiça, os processos podem se estender por até 10 anos, prazo bem maior que os quatro anos de mandato. O texto já foi votado em primeiro turno.

A outra proposta impede que cidadãos comuns apresentem “representações, denúncias ou notícias de infração ao Código de Ética e Decoro Parlamentar”. Com a aprovação, apenas a Corregedoria da Câmara, os partidos e os próprios parlamentares poderiam abrir os processos. O texto foi lido, mas não chegou a ser votado.

EM CORO

Na sessão ordinária desta terça (25), os deputados fizeram coro ao anúncio do presidente. “Não vamos votar nem nessa nem na próxima legislatura. Agora, dizer que vai retirar assinatura não existe. Todo mundo sabe quem assinou, ninguém pode falar que não leu”, afirmou em plenário o líder do PT, Chico Vigilante, após a reunião.

Israel Batista (PV) classificou o tema como um “debate incompreendido”. “A sociedade não aceita que este debate seja trazido à Casa, da forma como foi trazido”, declarou o deputado, que diz ter recebido franca oposição de eleitores nas redes sociais por ter assinado a proposição.

Na contramão dos demais colegas, a deputada Eliana Pedrosa (PPS) defendeu os dois projetos. “Me parece um absurdo tanta polêmica sem uma leitura mais acurada dos textos. A cassação de um parlamentar por qualquer outro motivo pode continuar tramitando e chegar ao termo final. A outra resolução só exige o endereço do denunciante para abertura de processos. A Câmara Legislativa está sendo demonizada”, afirmou.

Pelo regimento interno, projetos que já foram apresentados em plenário não podem ser retirados de pauta durante a mesma legislatura, a não ser por iniciativa de quem propôs o texto.

A partir da substituição dos mandatos, abre-se um prazo de dois meses para que o processo seja trazido de volta por um parlamentar. Após este prazo, é necessária a assinatura de dois terços da Câmara (16 deputados) para o projeto voltar à pauta. Neste caso, o texto volta a ser discutido em primeiro turno.

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Distritais impedem votação de títulos da dívida

25 de novembro, 2014

CLDF plenario

Equipe de Rollemberg se reuniu com deputados para tentar frear texto. GDF quer captar R$ 2 bilhões, mas falta de quórum impede votação de lei.

Mateus Rodrigues, do G1 DF – Deputados distritais que fazem oposição a governo Agnelo Queiroz (PT) e que já anunciaram apoio ao governador eleito, Rodrigo Rollemberg (PSB), voltaram a barrar nesta terça-feira (25) a votação de um projeto que permite ao governo do Distrito Federal a captação emergencial de até R$ 2 bilhões para fechar as contas deste ano.

Os parlamentares chegaram a discursar em plenário, mas deixaram o local e impediram o quórum mínimo para a votação de projetos. O governo enviou o texto na terça-feira passada (18) com pedido de urgência, e tem até meados de dezembro para abrir a venda de títulos da dívida, de onde viria o dinheiro para cobrir o déficit orçamentário atual.

A deputada Celina Leão (PDT) antecipou ao G1 a estratégia, após a reunião de líderes no início da tarde desta terça (25). “Estamos tentando conscientizar os líderes sobre a importância de esse projeto não ser votado. É uma decisão que afeta a parte financeira do governo que vem, então tem que ser feita pela equipe econômica do próximo governo”, afirmou a parlamentar, que já se diz parte do “novo governo” ou, pelo menos, da base de apoio na Câmara.

Na saída da reunião, a líder do governo, Arlete Sampaio (PT), afirmou que a orientação vinda do Executivo era de colocar o tema em pauta tão logo houvesse parlamentares suficientes em plenário para a votação. “Na hora em que tiver sete votos favoráveis, a gente vota”, afirmou, em referência ao apoio necessário para aprovar uma matéria com quórum mínimo (12 dos 24 deputados).

Com o adiamento, o tema volta a ser colocado em pauta na sessão desta quarta-feira (26). Caso não seja aprovado nesta semana, o prazo fica ainda mais apertado para que o governo consiga concluir a operação antes do fim do ano. O déficit orçamentário do GDF foi estimado em R$ 2,1 bilhões pela equipe de Rollemberg, em outubro, mas um relatório do Tribunal de Contas apontou um rombo de R$ 3,1 bilhões nas contas até o mês de agosto.

BRIGA NA JUSTIÇA

Membros da equipe de transição do novo governador participaram da reunião de líderes nesta terça-feira (25), na tentativa de convencer mais parlamentares a barrar o projeto. Na saída do encontro, a coordenadora-executiva da transição, Leany Lemos, reafirmou que o texto está em desacordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

“O risco que esse projeto traz é de o governo fazer uma operação de crédito que pode reduzir uma receita futura, comprometendo um patrimônio da cidade. Na nossa visão, uma operação de crédito esbarra na LRF em vários aspectos. Dá uma obrigação que o GDF no futuro não vai conseguir suportar, e traz prejuízo ao novo governador.”

Na última quarta-feira (19), Leany já havia falado ao G1 sobre a preocupação da equipe de transição com o projeto. O consultor jurídico do Palácio do Buriti, Paulo Guimarães, afirmou à reportagem na quinta (20) que a dúvida sobre a LRF já foi “superada” e que a venda de títulos não é equiparável a uma operação de crédito.

Segundo a coordenadora-executiva, a equipe poderá entrar com uma ação judicial alegando a inconstitucionalidade do texto, caso ele seja aprovado. “Não necessariamente a equipe, mas se ele for realmente ilegal, existem instituições que estarão atentas à Constituição e ao cumprimento da lei.”

A equipe do novo governo diz que outro texto que pode parar na Justiça é a lei que submete à Câmara as decisões do Buriti sobre a criação e a extinção de cargos e secretarias. O texto foi aprovado pelos parlamentares em outubro, e agora voltou à Casa para promulgação.

Agnelo teve o prazo de um mês para sancionar ou vetar a proposta, mas não se manifestou, intensificando a crise entre o governo atual e o próximo. Nesta semana, o texto volta às mãos do presidente da Câmara, Wasny de Roure (PT), que é obrigado a promulgar o documento sem alterações.

“O presidente tem que promulgar. A gente quer que ele promulgue para a gente entrar com uma ação. O projeto é visivelmente inconstitucional. Tanto a Câmara sabia disso quando aprovou, quanto o governador sabia quando deu a sanção tácita”. A transição não tem a prerrogativa de abrir a ação, e deve recorrer ao Ministério Público ou ao PSB, partido de Rollemberg.

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Sebastião Coelho é novo presidente da Amagis-DF

25 de novembro, 2014
Sebastião Coelho é novo presidente da Amagis-DF

Sebastião Coelho é novo presidente da Amagis-DF

Os magistrados do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) elegeram na sexta-feira (21), o desembargador Sebastião Coelho novo presidente da Associação dos Magistrados do Distrito Federal (Amagis-DF), biênio 2015-2016. A votação foi encerrada às 19h e a apuração dos votos feita em seguida. O desembargador Sebastião Coelho da Silva foi eleito como novo presidente, pela chapa Prerrogativas, que obteve 237 votos contra 55 da chapa União, liderada pelo juiz João Luís Fischer Dias.

A votação foi realizada das 10h às 19h da sexta-feira em três modalidades: por meio presencial, na Secretaria da Amagis-DF, através do site do TJDFT e também por sobrecarta. O desembargador Sebastião Coelho fez um discurso emocionado agradecendo a Deus, seus familiares e a cada um dos membros da chapa Prerrogativas. “Vamos trabalhar em dois vértices: nas prerrogativas e na comunicação. Vamos trabalhar com afinco para mostrar as boas práticas da magistratura do Distrito Federal”, discusou. Finalizando, destacou que a vitória não é da chapa Prerrogativas e, sim, de toda a magistratura do Distrito Federal.

Junto com Sebastião Coelho, foram eleitos para compor a direção os juízes: Fábio Francisco Esteves (1º vice-presidente), Márcia Alves Martins Lobo (2ª vice-presidente), Caroline Santos Lima (secretária), Monize da Silva Freitas Marques (tesoureira), Renata Alves de Barcelos Crispim da Silva (diretora social e cultural), Aimar Neves de Matos (diretor de esportes e lazer), Theresa Karina Barbosa (diretora de comunicação social) e o desembargador Antoninho Lopes (diretor de aposentados e pensionistas).

Já o Conselho Fiscal será composto pelos seguintes membros: juíza Ana Cláudia Costa Barreto (titular), juiz Carlos Alberto Martins Filho (titular), juiz João Marcos Guimarães Silva (titular), juiz Luís Carlos Miranda (titular), desembargador Mário Machado Vieira Netto (titular), juiza Maria Angélica Augusto Bazzili (suplente) e desembargadora Nilsoni Freitas Custódio (suplente).

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MP investiga contratos milionário na área da saúde

25 de novembro, 2014

mpdft

O Ministério Publico do Distrito Federal e Territórios (MPDFT ) investiga contratos milionários do Governo do Distrito Federal (GDF) com empresas prestadoras de serviços para a rede pública de saúde. Um dos processos é sobre gastos com a Carreta Oftalmológica, que faz atendimento em diversas regiões administrativas. O contrato inicial prevê despesa de R$ 10 milhões, mas em seguida recebe aporte e chega a quase R$ 30 milhões. Os promotores ainda investigam outros 24 contratos com problemas semelhantes.

“Só para pagamento da Carreta Oftalmológica, pagamento ilegal, entre os dias 13 e 17 de novembro, uma ordem [de pagamento] deu R$ 8 milhões, afirma o promotor de justiça”, Jairo Bisol.

Desde setembro, empresas que prestam serviços aos hospitais, como alimentação, limpeza e fornecedores de materiais reclamam da falta de pagamento.

Os médicos do maior hospital do Distrito Federal, o Hospital de Base, denunciam situação grave de falta de material, medicamentos e estrutura básica para atender os pacientes. Em carta enviada a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, os profissionais de saúde dizem que o quadro é de “calamidade” e “caos”.

Um trecho documento diz que não é possível realizar consultas, cirurgias e que apenas atendimentos de emergência serão realizados a depender da gravidade e complexidade. “O grau de desabastecimento tão extenso e grave compromete a segurança e coloca em risco a vida dos pacientes sob nossa responsabilidade, afirma o documento assinado por cirurgiões de 19 áreas médicas”.

O presidente do Sindicato dos Médicos, Gutemberg Fialho, diz que hoje a situação está mais grave, mas a falta de material e de condições mínimas de trabalho dificultam os atendimentos há muito tempo. “Essa situação vem se agravando ao longo do tempo, não é de hoje. Esse quadro tem se repetido e nós chegamos numa situação em que os colegas estão sem condições de assistir os pacientes e os pacientes sem ter assistência”. Em nota, a Secretaria de Saúde rebateu a denúncia dos médicos e afirmou que nenhum serviço será parado no Hospital de Base e que medidas serão tomadas para solucionar os problemas”, diz.

Nesta segunda-feira (24), pelo menos 15 cirurgias foram canceladas por falta de material cirúrgico. Para amenizar os problemas, a Secretaria de Saúde fez um reajuste orçamentário de última hora. A pasta anunciou o repasse de R$ 100 mil ao Hospital de Base para compra de produtos e R$ 60 milhões para pagamento de dívidas com fornecedores. Os recursos foram retirados de programa de Atenção Básica à Saúde.

A secretária de saúde, Marília Coelho, diz que o problema das contas é de arrecadação: “Para usar esse dinheiro, eu precisei fazer um termo de ajuste sanitário, precisei aprová-lo no Comitê Gestor, no Conselho de Saúde, negociar com Ministério Público, Tribunal de Justiça para apresentar o que nós iríamos fazer para não termos problemas judiciais posteriormente”.

O Ministério Público diz que o remanejamento para cumprir contratos desnecessários caracteriza improbidade administrativa. (Fonte: R7)

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Base governista aprova calote da presidente Dilma

25 de novembro, 2014
Carlos Sampaio exigiu o direito de falar e criticou a tentativa autoritária de alterar a legislação. Foto: Alexssandro Loyola/

Carlos Sampaio exigiu o direito de falar e criticou a tentativa autoritária de alterar a legislação. Foto: Alexssandro Loyola

 

Sob os gritos de “vergonha” de populares e protestos da oposição, a Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou, na noite desta segunda-feira (24), por 23 votos a seis, o texto-base do projeto do governo que acaba com a meta de superávit primário – economia para pagar juros da dívida – deste ano. Além disso, os governistas rejeitaram todos os 39 destaques apresentados à matéria, que segue nesta terça-feira (25) para o plenário do Congresso.

Batizado de “calote da Dilma” pelo líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), o PLN 36/14 autoriza um abatimento sem limite da meta de resultado primário do ano, que é de R$ 116,1 bilhões, para o governo federal. Com isso, mesmo que feche as contas com déficit, o governo federal não terá descumprido a meta definida pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

A reunião, que começou por volta das 20h30, foi marcada pelas contínuas tentativas da oposição de aprofundar o debate sobre o projeto. No entanto, ela foi vencida pela supremacia governista, que apelou a todo tipo de estratégia para atropelar a minoria. “Há um mensalão velado aqui dentro. Saio indignado daqui. Muitos que votaram sim vão sair de cabeça baixa”, protestou o deputado Nilson Leitão (MT). A guerra, acrescentou o deputado Izalci (DF), não está perdida. O parlamentar conclamou a população para acompanhar a votação da matéria nesta terça-feira (25), a partir das 15h, no plenário do Congresso. “Tenho certeza de que o Brasil está atento. Venham para o Congresso.”

Durante as discussões, Leitão lembrou que Dilma responderia criminalmente se fosse governadora ou prefeita e descumprisse a Lei de Responsabilidade Fiscal, como tenta fazer à frente da Presidência da República. “O que nos deixa estarrecidos é ela (Dilma) dizer que o Brasil vai bem. As metas fiscais estão deficitárias, a dívida interna cresceu, a inflação subiu, o PIB está em frangalhos e a miséria do Brasil aumentou”, afirmou o tucano.

Segundo o deputado Carlos Sampaio (SP), a presidente e sua base apelaram para a pior espécie de autoritarismo ao tentarem mudar a legislação. “Num governo sério e democrático, o governante se submete às leis e não modifica as leis”, enfatizou o parlamentar, que condenou a tática adotada pela presidente para obter a anistia fiscal.

PALAVRAS DE ORDEM

Do lado de fora da reunião, grupos gritavam palavras de ordem e dirigiam críticas ao projeto e ao governo petista. Além disso, reivindicavam o direito de acompanharem a sessão da CMO. Questionado pela oposição sobre a exigência dos populares, o presidente do colegiado, deputado Devanir Ribeiro (PT-SP), se esquivou e atribuiu ao presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), a decisão de restringir o acesso à reunião. “O Partido dos Trabalhadores, que sempre lutou para que a população participasse dos debates, inviabiliza isso neste momento”, criticou Izalci.

Sampaio alertou que o presidente da comissão ainda impediu a entrada de aproximadamente 60 manifestantes nas dependências da Câmara. “É uma vergonha nacional. Trancaram as portas da Casa numa segunda-feira à noite por conta de uma manifestação contra a Dilma”, disse o tucano. “Ninguém pode entrar aqui hoje. Vamos denunciar para o Brasil inteiro saber”, acrescentou.

ESTRATÉGIA DUVIDOSA

Na terça-feira da semana passada, a proposta chegou a ser aprovada numa sessão da CMO marcada por contínuas manobras de governistas para fazer valer a vontade do Palácio do Planalto. Ameaçados pela oposição, que prometia entrar com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para invalidar a decisão, os governistas optaram por refazer a votação na quarta-feira. Eles, no entanto, esbarraram na ausência dos demais integrantes da base aliada e não conseguiram antecipar para aquele dia a nova apreciação do projeto.

CHANTAGEM

Além de liberar seus parlamentares para atropelarem o regimento do Congresso, o governo de Dilma Rousseff tem usado outros expedientes condenáveis para garantir a aprovação do calote. Em carta divulgada na quinta-feira (20), Imbassahy e o líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes (SP), repudiaram a pressão exercida pelos ministros Miriam Belchior (Planejamento) e Paulo Sérgio Passos (Transportes) sobre as empreiteiras que têm valores a receber do governo para que conseguissem apoio no Congresso a favor das mudanças na LDO.  (Por Luciana Bezerra

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Erika Kokay: firmeza na luta pelos direitos humanos

25 de novembro, 2014

Erika Kokay

Por Tatiana Alves, do Jornal da Comunidade – Eleita com uma expressiva votação, a deputada federal, Erika Kokay (PT) assumirá seu terceiro mandato. Suas principais bandeiras estão voltadas para a promoção e defesa dos direitos humanos. Sua história se pauta nas lutas e defesa dos trabalhadores. Erika tem 38 anos na vida política.

Ingressou na carreira ainda na ditadura militar. Sua campanha sempre foi pautada na promoção dos direitos humanos e no intenso apoio às lutas dos movimentos sociais do DF. Teve o apoio de inúmeras categorias de trabalhadores da cidade. Com a missão de legislar, agora em âmbito Federal, Erika continuará travando lutas pela promoção e defesa dos direitos humanos de todos os cidadãos do Distrito Federal. A candidata é membro das Comissões de Direitos Humanos, de Reforma Política e de Seguridade Social e Família. Erika está à frente da luta contra qualquer discriminação, em defesa da mulher, da criança e do adolescente, em defesa dos homossexuais, dos negros, dos índios e a favor dos direitos humanos, enquanto direitos indivisíveis de todos os cidadãos.

A que a senhora atribui essa expressiva votação aqui no DF, colocando-a como a terceira deputada mais votada?

São 38 anos de luta. Comecei a minha vida política lutando pela liberdade. Esse é o meu terceiro mandato e nós encaramos que o mandato é um meio de transformação da sociedade, de organização da população e de empoderamento da sociedade civil. Minha gestão sempre foi muito associada a reivindicações sociais e defesa dos direitos. Isso construiu uma relação muito sólida com conjunto de segmento da sociedade. E queremos continuar da mesma forma, encarando esse espaço na Câmara como espaço de empoderamento dos movimentos sociais, de fortalecimento da dignidade humana e de transformação da sociedade.

Nesse mandato, como deputada federal, de 2014 até hoje, quais as suas principais conquistas?

Foi um mandato muito associado à defesa dos direitos. Um mandato que foi um espaço de fortalecimento da sociedade civil, fortalecimento dos movimentos, um mandato de muito diálogo. Considero que em todas as grandes lutas em defesa de diretos aqui na Câmara Federal, tivemos uma participação muito intensa. Então eu atribuiria essas conquistas à criação da nova legislação do Conselho Tutelar com uma grande construção. Nós lutamos muito, na perspectiva de devolver a comissão dos direitos humanos para a luta em defesa da pessoa, em defesa do ser humano. Estive também na CPI da exploração sexual; na discussão para aprovar proporções de cotas na igualdade racial, tivemos uma atuação muito profunda para assegurar a aposentadoria diferenciada para as mulheres policiais, que estavam sendo vítimas de uma invisibilidade. Tivemos também uma participação muito ativa na discussão para impedir a flexibilização das penas impostas aos que não pagam pensões alimentícias. Então foi um mandato muito pautado na discussão dos direitos.

A senhora falou em proporções de cotas na igualdade racial. E qual seria então, o direito de igualdade para pessoas que não são negras, mas também têm o mesmo nível social e econômico?

A presidenta Dilma Rosseff tem trabalhado muito nessa perspectiva, de priorizar a educação. Hoje, nós temos um orçamento três vezes maior para a educação do que tínhamos. Há políticas dedicadas à área de graduação, pós graduação, formação profissional como o Pronatec, e creches. A prioridade é a educação. Sem ela nenhum país consegue ser independente, ser autônomo. Nós não vamos conseguir construir um país sem senhores, se não tivermos um investimento em educação. Mas falo de uma educação de qualidade. Políticas públicas são instrumentos para que possamos ter um país de um povo altivo, um povo que faça luto ao colonialismo, à escravidão e à ditadura.

Nesse mandato, quais serão suas prioridades?

Continuo trabalhando. Tenho uma agenda de defesa de direitos na Câmara. Acredito que precisamos realizar uma reforma política. Ela é a mãe de todas as reformas. Não podemos mais ter uma democracia representativa que esteja tão distante do povo. O Congresso a cada dia que passa, se distancia da formatação da sociedade brasileira. E a reforma política é extremamente fundamental, por isso precisamos avançar. Não podemos mais ter um congresso com um quantitativo de mulheres inferior a países, onde mulheres usam burcas. É como se aqui, tivéssemos uma burca invisível. Então é preciso identificar todos nossos holocaustos e mordaças que impedem não só as mulheres de chegarem ao primeiro posto de chefia, como também impedem que todos os espaços de poder sejam democratizados. Nosso mandato tem esse compromisso.

Essas eleições resultaram em um Congresso praticamente conservador e uma diminuição da bancada dos trabalhadores. Como lidar diante disso?

Penso que é um mandato de resistência. Vamos lutar para que não tenhamos um retrocesso nas conquistas que o povo brasileiro conseguiu, que as mulheres conquistaram, que os direitos humanos conquistaram. Vamos lidar dialogando com o movimento social, criando espaços para os movimentos sociais se empoderar. Temos um Congresso dominado pelo poder econômico, uma bancada fundamentalista que quer o rompimento da democracia, que quer hierarquizar os seres humanos. E enquanto não tivermos uma reforma política, não vamos ter um Congresso que possa dar respostas à demanda da sociedade. É um Congresso que não nos representa. A proposta de uma Constituinte soberana, exclusiva, é fundamental. E essa é uma tarefa que esta dada ao movimento social. A partir da pressão da própria sociedade conseguimos muitos avanços. Passada a onda das manifestações, tivemos a volta do Congresso para sua mediocridade. Então a pressão popular é fundamental, para que possamos fazer com que a composição do Congresso, não se traduza em retrocesso. A discussão de defesa dos direitos humanos não é menor, é central.

Como deputada atuante na área dos direitos humanos, como a senhora vê questões como o aborto?

Criminalizar o aborto não tem sido suficiente para enfrentar o aborto no Brasil. Hoje temos instrumentos na nossa sociedade para evitar uma gravidez indesejada. Por isso deixar o aborto na clandestinidade, significa não enfrentá lo. No Uruguai e em outros países onde houve a descriminalização do aborto, houve uma diminuição substancial do número de abortos. A atitude do Brasil em saber da clandestinidade do aborto, esta provocando mortes. A solução é conter a hipocrisia no Brasil. Todo mundo sabe que há aborto. Ou enfrentamos o aborto com políticas públicas e encaramos a questão da discussão de saúde pública, ou vamos continuar com 850 mil mulheres fazendo aborto. E grande parte sendo morta em função das condições precárias. As mulheres que sofrem sequelas de aborto, são mulheres de baixa renda. No ano passado foram registrados mais de 200 mil internações nas redes públicas decorrentes de aborto no país. Temos por volta de 850 mil por dia, isso custa aos cofres públicos R$ 142 milhões por ano. Ou se enfrenta esses dados e se constrói um processo para se fazer políticas de planejamento familiar, ou vamos continuar tendo esse número de aborto no país.

E quanto a legalização da maconha?

A sociedade precisa fazer uma profunda reflexão e discussão sobre a legalização e a regulamentação do comércio da maconha no Brasil. Está claro que estamos fracassando na guerra contra as drogas, e que esse fracasso criou um Estado paralelo no país. A legalização da cannabis e a regulamentação de sua comercialização quebrariam o ciclo vicioso que sustenta esse Estado paralelo e, por consequência, reduziria a violência e a criminalidade relacionadas ao tráfico que está dizimando a nossa juventude. Tirando a cannabis da clandestinidade o Estado pode estabelecer políticas públicas e campanhas para as ações de prevenção, educação, tratamento e esclarecimento sobre o risco do seu uso problemático. Pode ainda fomentar e incentivar as pesquisas técnico científicas que versem sobre o seu uso medicinal e a temas relacionados às políticas de drogas. A questão da legalização e regulamentação da maconha no Brasil está cercada de preconceitos, por isso é necessário enfrentá los. Existe o uso recreativo e o problemático. A maioria dos usuários de maconha faz apenas uso recreativo. Então, é preciso distinguir o uso do abuso, proteger o primeiro caso como liberdade individual e tratar do segundo na perspectiva da saúde, como se faz com os alcoólicos ou com aqueles que abusam de determinados analgésicos ou antidepressivos.

Alguns deputados defendem a causa da maioridade penal. A senhora concorda que esse fator possa diminuir a criminalidade?

Primeiro tem que se eliminar os mitos. No Brasil temos 0,07% de adolescentes que cumprem medidas de restrição e privação da liberdade. Os adolescentes são muito mais vítimas do que vitimizadores. Eles morrem muito mais do que matam. Temos um problema de violência no país, que é multifacetado, tem vários fatores. E os governantes para não expor suas próprias fragilidades, apresentam essa via de regra, como solução, como se fosse uma solução fast food. Isso é a mesma coisa de dizer: reduza a maioridade penal que você resolve os problemas da violência. Vivemos em uma sociedade que diz todos os dias, consuma para eu te respeitar. E não dar o direito de consumir. Há uma invisiabilização do ser humano. E isso traz à sociedade muito sofrimento e provoca a violência. O sistema socioeducativo com todos os problemas de internação, recupera em 75%, o sistema prisional recupera em 25%. Então porque eu tenho um sistema que recupera mais do que o sistema prisional e vou querer acabar com ele? Até entendo que quem perdeu seus entes queridos em função da ação de um adolescente, tenha sentimento de vingança, mas o Estado não pode ter isso, e quem representa o Estado também não pode ter esse tipo de sentimento. A maioridade penal é apenas um fast food para mostrar às pessoas, que algo esta sendo feito. Eu quero fazer coisas efetivas na desconstrução da violência. E efetivamente só se tem políticas públicas. Então é o gestor que deveria ir para a prisão ao não fazer a creche, a educação integral.

Como conseguir avançar em medidas efetivas de combate à corrupção?

Estamos avançando, o Brasil tem avançado. Tenho um projeto aqui na Câmara que estabelece a corrupção como latrocínio. Eu acho assim: se você desvia dinheiro que deveria ir para a saúde, você está provocando morte literal. Se desvia dinheiro da educação, políticas públicas quaisquer que sejam elas, está provocando a morte em vida muitas vezes. Então penso que a corrupção tenha que ser encarada como latrocínio e há de se construir os instrumentos para que se possa fazer o enfrentamento. Nós avançamos em algumas legislações, como a lei de transparência, na lei dos crimes contra a administração pública e na independência e na construção no enfrentamento à corrupção pelos diversos poderes. É preciso criar mecanismos de prevenção e transparência. Quanto maior acesso a sociedade tiver às contas públicas e gastos públicos, mais controle social se terá. Poder sem controle social, é poder absolutista. Corrupção não é um crime menor, ela não pode ser naturalizada, tem que ser combatida.

A senhora, como defensora da reforma agrária, quais propostas tem para solucionar essa questão?

Acredito que deve ser transformada em política de Estado. Aqui no DF tivemos muitos avanços nessa perspectiva. Um dos elementos é o movimento social. Os movimentos foram necessários para que pudessem colocar na agenda do Estado e da sociedade a necessidade da reforma agrária. Acho que o movimento social, essa democracia direta, a possibilidade de as pessoas participar diretamente dos seus próprios destinos e se colocarem em movimento é fundamental para nossa humanidade. O ser humano se reconhece enquanto sujeito se for livre. Vivemos massacres aos movimentos rurais e sem terra, que estão grudados na nossa memória. Penso que os governos têm que ter a sensibilidade em entender o que representa a reforma agrária. Quem produz e entrega o alimento que o povo brasileiro majoritariamente consome é o agricultor familiar. Então é necessário ter políticas públicas para a construção da reforma agrária e políticas de empoderamento dos assentamentos. Não adianta só repartir a terra, é preciso dar assistência técnica, ter um conjunto de políticas públicas que fortaleçam os assentamentos da reforma e que representem a dignidade da sua própria população.

Política

Dilma foi ‘espancada’ por 4 horas no Congresso

25 de novembro, 2014

Dilma

Por Josias de Souza – Com uma semana de atraso, a maioria governista aprovou na Comissão de Orçamento do Congresso, na noite passada, o projeto que autoriza a União a fechar as contas públicas no vermelho em 2014. Para evitar que a sessão invadisse a madrugada, os apoiadores do Planalto seguraram a língua. Os oposicionistas, ao contrário, usaram todo o tempo que o regimento lhes franqueava. Em consequência, Dilma Rousseff apanhou praticamente indefesa por cerca de quatro horas. A sessão começou pouco depois das 20h. E terminou quando já passava de meia-noite.

Vice-líder do DEM, o deputado Ronaldo Caiado (GO) atribuiu o rombo nas contas públicas à utilização do Tesouro Nacional como “cabo eleitoral” de Dilma. “Em agosto, o déficit foi de R$ 10 bilhões. Em setembro, foi de R$ 20 bilhões. Fica nítido que houve utilização da máquina do governo em proveito eleitoral.” Ecoando Caiado, o vice-líder do PSDB, Nilson Leitão (MT), fez um apelo aos apoiadores de de Dilma: “Pediria que tivessem cuidado com a presidente da República. Cuidem dela, porque ela está totalmente desgovernada.”

Carlos Sampaio (SP), outro vice-líder do PSDB, disse que, após maquiar as contas públicas por três anos, Dilma inovou na transgressão. “Ela achou melhor mudar a lei”, disse o deputado. “Mudou a lei para que a lei se ajustasse ao desgoverno dela.” Fez isso, segundo o líder do DEM, Mendonça Filho (PE), para livrar-se de um enquadramento na lei que tipifica o crime de responsabilidade.

Um dos “crimes de responsabilidade” a que os gestores públicos estão sujeitos, lecionou Mendonça ao microfone, é “infringir patentemente qualquer dispositivo da Lei Orçamentária”. O líder do DEM acrescentou: “É justamtne o que o governo está patrocinando no Congresso na noite desta segunda-feira. Está desmoralizando a Lei de Diretrizes Orçamentárias e rasgando a Lei de Responsabilidade Fiscal.”

Em nova estocada, o tucano Nilson Leitão recordou que Lula vendera Dilma como gestora estupenda na campanha de 2010. “Hoje, verifica-se que não pode ser gerente nem de quitanda, porque não consegue cuidar das contas. É vergonhoso.” A gritaria da oposição cresceu na proporção direta do silêncio dos aliados da presidente.

A certa altura, Caiado, eleito senador em outubro, bateu abaixo da linha da cintura. “O governo está em situação de ingovernabilidade”, disse. “A presidente foi reeleita há pouco mais de um mês e não pode caminhar nas ruas. Ninguém acredita na compostura moral e ética deste governo. A função da Graça Foster na Petrobras é apagar as digitais da Dilma e do Lula.”

A Comissão de Orçamento, prosseguiu Caiado, “passou a ser mais um puxadinho do Planalto”. Segundo ele, os congressistas que “aliviarem o crime fiscal praticado pela presidente serão atendidos com ministérios na Esplanada.” Caiado enfatizou: “Estão votando para receber ministérios”.

Mendonça Filho vaticinou: “O governo tem maioria para aprovar quase tudo aqui no Parlamento. Quando libera verbas orçamentárias, aí mesmo é que a coisa fica facilitada. Mas tem uma rebelião em curso, gente insatisfeita com a divisão de cargos.” O presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), marcou para esta terça-feira a sessão conjunta da Câmara e do Senado para apreciar a manobra fiscal aprovada na comissão. Na previsão do líder do DEM, “o bicho vai pegar.”

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Romero Jucá: ‘Não mudou a meta, ampliamos a banda’

25 de novembro, 2014

 Romero Jucá

Por Josias de Souza – Relator do projeto que abre brecha para que o governo feche suas contas no vermelho em 2014, Romero Jucá (PMDB-RR) foi criticado pela oposição por seu excesso de servilismo. No parecer que prevaleceu na Comissão de Orçamento, o senador substituiu a expressão “meta de superávit” por “meta de resultado”. Com isso, deixou o governo à vontade para apresentar um déficit (ou “superávit negativo”, ironizam os adversários). Jucá absteve-se, de resto, de fixar uma cifra. Apenas autorizar Dilma a abater da meta cenográfica 100% de tudo o que for gasto com o PAC e com as desonerações tributárias.

Auditor, o deputado tucano Izalci (DF) lembrou a Romero Jucá que a Lei de Responsabilidade Fiscal obriga o Congresso a fiscalizar o cumprimento da meta de superávit primário. “Se não há uma meta numérica, o que iremos fiscalizar?”, perguntou Izalci. E Jucá, flertando com o déficit de lógica: “O que estamos fazendo aqui não é alterar a meta do superávit. Nós estamos discutindo aqui a ampliação da banda de abatimento da margem desse superávit. Isso é algo completamente diferente da alteração de uma meta”.

Impressionado, o médico Ronaldo Caiado (DEM-G) comparou Jucá a um vírus. “Ninguém desconhece a capacidade de mutação do relator Romero Jucá. É aquilo que nós, na medicina, temos uma dificuldade enorme de combater: o vírus com mutação muito rápida. Vossa Excelência, senador Jucá, tem uma capacidade de mutação ímpar.” Na campanha presidencial, Jucá apoiou o tucano Aécio Neves.

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Aliados condicionam mudança na LDO à ministérios

25 de novembro, 2014

 dilma pmdb

Por Gerson Camarotti – Aliados da presidente Dilma Rousseff indicam que, antes de aprovar o projeto de lei que autoriza o descumprimento da meta fiscal de 2014, querem uma indicação do Palácio do Planalto sobre o espaço de cada partido no segundo mandato. Por isso, antes mesmo de Dilma confirmar as indicações da equipe econômica, partidos aliados abriram uma disputa pelas pastas mais cobiçadas.

Com a indefinição, a pressão em cima do Palácio do Planalto aumentou nos últimos dias. Até porque, muitos aliados estão incomodados com a sinalização de Dilma em fazer um rodízio de ministérios. Tudo indica que o PT vai recuperar o Ministério de Minas e Energia, que, na prática, será da cota pessoal de Dilma. Para abrir mão do setor, o PMDB quer uma compensação como o Ministério da Integração Nacional ou o Ministério dos Transportes.

Por sua vez, o PR avisa que não abre mão do Ministério dos Transportes. Integrantes do partido lembram que essa foi a condição para apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff. O PSD, do ex-prefeito Gilberto Kassab, já avisou que deseja o Ministério das Cidades, o que tem incomodado o PP. Uma solução seria repassar para o PP o Ministério da Integração Nacional. Já o PROS está contrariado com a sinalização de Dilma de nomear o governador Cid Gomes (PROS-CE) para o Ministério da Educação.

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Pequenos negócios na Black Friday

24 de novembro, 2014
Luiz Barretto, Presidente do Sebrae

Luiz Barretto, Presidente do Sebrae

Sebrae preparou dicas para os empreendedores melhorarem o faturamento no próximo dia 28

Por: Gizella Rodrigues – Com planejamento e organização, as micro e pequenas empresas podem participar da Black Friday 2014, nova data de promoções do comércio brasileiro, e fazer bons negócios. Em sua quinta edição no Brasil, a iniciativa, que acontece no próximo dia 28 de novembro, deve ultrapassar a marca de R$ 1 bilhão em pedidos feitos em 24 horas. Nesse contexto, os pequenos negócios têm uma excelente oportunidade pela frente. Para isso, o Sebrae preparou dicas para os empreendedores que pretendem faturar com a data.

A BlackFriday teve início no ambiente virtual, mas muitas lojas físicas também aderiram às promoções. O evento dá início à temporada de compras de fim de ano, que culmina com o Natal. Para o presidente do Sebrae, Luiz Barretto, é importante que os pequenos negócios aproveitem a data para potencializarem seus empreendimentos. “O comércio é um setor estratégico. Metade das micro e pequenas empresas atua nesse segmento e é fundamental aproveitar todos os espaços que surgem.” Para isso, segundo Barretto, é crucial que os empresários busquem se qualificar para enfrentar a elevada concorrência.

O primeiro passo para quem pretende aderir ao evento é selecionar cuidadosamente os produtos que serão colocados em promoção. Na Black Friday, os consumidores buscam oportunidades pontuais, mas também esperam realizar sonhos de consumo antigos. Por isso, pesquisar os itens mais desejados em cada ramo de atividade pode ser um bom ponto de partida.

O segundo passo é definir a porcentagem dos descontos que serão oferecidos. Nesse momento, é importante estudar a margem de lucro de cada produto e negociar parcerias com os fornecedores. Oferecer descontos indiscriminadamente pode colocar em risco a saúde financeira da empresa. Ter um bom controle de seus custos será importante para definir a viabilidade da participação no evento. Os produtos mais procurados na Black Friday estão nos segmentos de informática, eletrônicos, eletrodomésticos, moda e acessórios, além de telefonia e celulares.

É fundamental que haja transparência na definição dos descontos sem camuflar os preços antes da promoção. Nesse sentido, o Sebrae estimula os empreendedores a buscarem o selo Black Friday Legal, que é conferido pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, parceira do site Busca Descontos (organizador da Black Friday no Brasil). Para obterem o selo, as empresas não precisam pagar nada, apenas concordarem com o código de ética proposto pela entidade e assinarem um termo de compromisso de não “maquiarem” seus preços.

A pequena empresa Casa da Sogra Enxovais (www.casadasograenxovais.com.br), com sede em São Paulo, por exemplo, conseguiu bons resultados no ano passado vendendo roupa de cama, mesa e banho pela internet. Desde que a Black Friday é realizada no Brasil, a loja virtual oferece descontos em seus produtos na tentativa de pegar carona com o dia de promoções do e-commerce. Mas foi somente em 2013, quando as irmãs Simone e Roberta Saleh decidiram planejar a participação no evento, que a loja conseguiu resultados efetivos nas vendas. Em um único dia, os pedidos aumentaram mais de quatro vezes e o faturamento cresceu 40%. “Na Black Friday, em 2012, recebemos 50 pedidos e, em 2013, foram mais de 200”, conta a coordenadora de marketing da empresa e responsável pela ação, Ainá Paolillo.

PREPARO

Os bons resultados só foram alcançados graças ao planejamento feito pela empresa com meses de antecedência. Os funcionários foram orientados sobre as políticas de vendas, de trocas e de entregas durante a Black Friday e receberam treinamento para atender da melhor forma possível o maior número de clientes. Além disso os produtos com descontos foram cuidadosamente estudados e o site recebeu uma nova identidade visual, com banners de publicidade indicando que a loja participava da iniciativa.

A livraria carioca Lei Nova, especializada em livros jurídicos, avalia que a Black Friday é uma excelente oportunidade para conquistar novos clientes. Segundo Hugo Martins, responsável pela gestão da tecnologia da informação da livraria, a exposição da empresa durante o dia de promoções no ano passado resultou em um aumento de 70% nas vendas do mês de novembro e trouxe novos clientes potenciais. “Mais da metade das pessoas que visitaram o site durante a Black Friday de 2013 eram novos consumidores”, afirma.

Os bons resultados alcançados na edição passada animaram a empresa a investir ainda mais para aproveitar o evento com o objetivo de fidelizar o cliente. Hugo conta que foi desenvolvido um cadastro para que os visitantes se identifiquem. A partir dessa base de dados, é possível conhecer o perfil do cliente e prestar a ele um atendimento pessoal, próximo do que o consumidor procura.

Sete pontos de reflexão sobre a Black Friday:

1-    Quem compra meu produto? E quem pode comprá-lo? Lembre-se de identificar o perfil dos seus clientes

2-    Meu produto é comprado esporadicamente ou é de compra regular? Para produtos de compra esporádica, o cliente pesquisará mais e fará comparações. Mas, uma garantia estendida, entrega mais rápida do que os concorrentes ou um brinde diferenciado podem determinar a escolha.

3-     Tenho grandes margens ou são apertadas? Se você trabalha com margens apertadas, avalie os prós e contras de participar da Black Friday.

4-    Quantos e quais produtos ofertar na Black Friday? Selecione bem alguns produtos e deixe claro quais são os que estão na Black Friday e quais não estão com descontos.

5-    Conceda descontos honestos. Prometa e cumpra! Não faça maquiagem nos preços.

6-    Dê segurança para quem quer comprar seu produto.  Prepare seu site para não sair do ar. Se tiver uma quantidade de acessos muito grande disponibilize um número de telefone fixo na sua loja virtual e assegure que seu site está protegido. O cliente precisa se sentir seguro ao escolher comprar em sua loja.

7-    Sua loja está atrativa? Organize sua loja. Lembre-se, na loja virtual, não há o apelo do contato com o produto e, portanto, uma boa apresentação dos produtos fará toda a diferença.

Economia

Rollemberg prepara ‘secretariado de projeção nacional’

24 de novembro, 2014

 rollemberg

O governador eleito Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) tem dito a seus aliados mais próximos que pretende montar um secretariado de projeção nacional, para iniciar seu governo. A intenção é reverter a imagem de “ineficiência” e “pouco peso político” deixada por seu antecessor, Agnelo Queiroz (PT-DF).

Na equipe de transição, a meta tem acordo entre os partidos da coligação original – PSD, PDT e Solidariedade. Já os que se somaram à campanha no segundo turno, sobretudo PSDB e PPS, têm apresentado certa resistência em busca de mais participação no futuro governo. (Poder Online – por Clarissa Oliveira)

Política