WhatsApp facilita trabalho investigativo da Polícia Civil

22 de julho, 2014

 

delegado Paulo Henrique Alves de Almeida. Foto Mary Leal

delegado Paulo Henrique Alves de Almeida. Foto Mary Leal

Há um mês em uso, ferramenta já recebeu mais de 100 denúncias e facilitou, inclusive, a prisão de cambistas na Copa do Mundo

A utilização do aplicativo WhatsApp para recebimento de denúncias pela Polícia Civil do Distrito Federal, que completou um mês de uso nesta segunda-feira (21), trouxe avanços significativos. Segundo dados oficiais, mais de 100 ocorrências foram registradas, incluindo o recebimento de vídeos que resultaram na prisão de aproximadamente 10 cambistas durante a Copa do Mundo.

“A Polícia Civil tem acompanhado o grande uso do WhatsApp pela população. Nossa ideia é aumentar o número de denúncias. A sociedade são os olhos e ouvidos da Polícia Civil. Precisamos dessa cooperação (da sociedade)”, destacou o diretor da Divisão de Comunicação da PCDF (Divicom), o delegado Paulo Henrique Alves de Almeida em entrevista à Agência Brasília.

O diretor enfatizou a importância dos recursos disponíveis na ferramenta. “Temos facilidades, como envio e compartilhamento de fotos e vídeos, o que não se consegue com uma ligação telefônica”, explicou. De acordo com ele, a ferramenta agrega valor, inclusive, pela facilidade em fazer a ocorrência.

“Na época de Copa, a população ajudou muito com o envio de vídeos mostrando onde os cambistas estavam posicionados, o que facilitou e muito as prisões”, detalhou Almeida.

Segundo o delegado, até mesmo o trabalho para identificar culpados de crimes contra a vida estão sendo intensificados. “Temos o caso de um homicídio, em Ceilândia, que está sendo apurado, e, graças ao WhatsApp, estamos com uma linha de investigação muito forte para descobrir a autoria”, detalhou.

UTILIZAÇÃO – O serviço funciona 24 horas, todos os dias da semana. Para registrar as denúncias, basta baixar o aplicativo no celular e adicionar o número (61) 8626-1197 na lista de contatos. Com isso, o interessado pode enviar a ocorrência, que pode estar acompanhada de um vídeo, foto, imagem ou outros recursos.

A Delegacia Eletrônica depura a informação e encaminha para a unidade da área competente para dar continuidade às investigações. A denúncia, assim como o 197, pode ser feita de maneira anônima.

“Fazemos um trabalho investigativo, por isso, em regra, recebemos informações para ajudar a solucionar casos de homicídio e roubo, registros de pessoas portando armas, locais em que ocorre tráfico de drogas, entre outros dados de possíveis crimes”, esclareceu o diretor.

Além do WhatsApp e do Disque-Denúncia (197), os denunciantes também podem optar por enviar mensagem para o e-mail: 197@pcdf.df.gov.br. (Por Ailane Silva, da Agência Brasília)

 

Cidade

Frejat coordenará saúde, avisa Arruda

22 de julho, 2014

 arruda frejat

Durante reunião com médicos da rede pública, futuro governo avisa que meta é recuperar a qualidade do sistema

Quando voltar ao governo, José Roberto Arruda delegará ao vice-governador Jofran Frejat a coordenação da área de saúde pública no Distrito Federal. “Ele foi o melhor secretário de Saúde da história de Brasília. Então, nada mais natural que ele coordene a área e implante nela um modelo de gestão baseado no mérito e não na politicagem”, disse o candidato durante reunião com setenta médicos da rede pública na noite desta segunda, 21.

“Mas eu vou logo avisando que não serei o secretário”, brincou Frejat. “Esse tipo de demagogia já foi prometida e nós estamos vendo no que deu”, falou, referindo-se à promessa do atual governador de assumir a Secretaria de Saúde por três meses no início do mandato. “O problema atual é a gestão incompetente, que tem a frente um governador ausente, sem liderança e preguiçoso”, disparou Arruda.

Frejat se disse escandalizado ao ter visto, dias atrás, a pauta de reivindicação dos enfermeiros da rede pública, com indicativo de greve. “Um dos itens pedidos era plano de saúde para os profissionais. Ora, se nem eles mesmos querem ser atendidos pelo sistema público, é o sinal mais claro da falência total”, argumentou. “Quando nós administrávamos a rede, ninguém queria saber de plano de saúde em Brasília, ricos e pobres, todos eram muito bem atendidos na rede pública.”

Candidato a vice-governador na coligação União e Força, Jofran Frejat é médico cirurgião formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e pós-graduado pela Universidade de Londres. Já ocupou a Secretaria de Saúde do DF em quatro oportunidades e detém cinco mandatos de deputado federal. Era o gestor quando da construção dos primeiros postos de saúde espalhados pelo DF, construiu hospitais, criou centros de excelência em transplantes. Seu último grande feito na área foi a fundação da Faculdade de Medicina do Distrito Federal. “Nós vamos recuperar a qualidade do nosso sistema público e contamos com vocês para isso”, discursou, em meio aos aplausos da platéia de médicos reunida no Lago Sul.

Algumas propostas na área de saúde

- Construção dos hospitais do Recanto das Emas, São Sebastião e Sol Nascente;

- Retomada do programa Mãezinha Brasiliense, de apoio a todas as mães que dão a luz nos hospitais públicos;

- Convênio de saúde com as cidades do entorno;

- Ampliação de viadutos e pontos nodais do sistema de trânsito do DF, como setor hospitalar, setor policial sul e outros;

- Volta do programa Dentista nas Escolas, com um dentista concursado e um gabinete dentário em cada uma das escolas do DF;

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Rollemberg passará 24 horas em Planaltina

22 de julho, 2014

 

O candidato ao Governo do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), visitará Planaltina na quarta-feira (23) e passará 24 horas na cidade, em diversas atividades. Fará caminhadas, visitas e participará de uma roda de conversa com moradores.

A visita começa às 10h de quarta-feira, com uma caminhada. Às 19h, na Praça Coronel Salviano Monteiro, Rollemberg participa da roda de conversa, para ouvir as pessoas, divulgar e discutir suas propostas de governo. As rodas de conversa com Rollemberg serão realizadas em diversas cidades.

Rollemberg vai dormir na casa de um amigo no Jardim Roriz e na manhã do dia seguinte fará outras visitas e caminhadas pela cidade.

Quarta-feira (23/7)

19h – Roda de conversa

Local: Praça Coronel Salviano Monteiro – Planaltina

 

AVISO: Agendas e releases de candidatos devem ser enviados para os e-mails ricardocallado@gmail.com e rcallado@jornaldacomunidade.com.br

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Agenda eleitoral no Rio: candidatos não gostaram!

22 de julho, 2014

 Cesar maia

1. A imprensa informou nesta semana que a campanha da presidenta encontrou um caminho para estar em 4 palanques dos candidatos de sua base-aliada nacional. A fórmula salvadora seria ir a palanques diferentes em momentos diferentes e apenas com um de cada vez.

2. A notícia destacou que com o candidato do PR ela estaria no norte fluminense, provavelmente em Campos, que é o município da região com o maior eleitorado e onde a prefeitura é do PR. Com o candidato do PT ela iria à Baixada Fluminense, já que o candidato foi prefeito de um grande município da região.

3. Com o candidato do PRB ela iria a um grande encontro evangélico. Finalmente, com o candidato do PMDB ela reuniria, num auditório neutro, dezenas de prefeitos.

4. Mas os candidatos a governador não gostaram da agenda sugerida. Todos reagiram da mesma maneira: Ah…, quer dizer que ela vai aonde eu tenho voto para transferir para ela e não aonde eu precisaria dela para a minha eleição? Ninguém é bobo!

5. E todos arremataram da mesma maneira suas reclamações reativas: Espera aí. Ela vai à Baixada com um, mas quem lidera as pesquisas na Baixada sou eu e um outro, e não ele. Ela reúne evangélicos com um, mas as pesquisas mostram que entre os evangélicos eu estou empatado com ele.

6. Ela vai ao Norte com um e reforça o ponto forte deste, o que prejudica os demais. Ela reúne prefeitos como numa convocação semioficial, que todos os prefeitos querem ir para saber quais serão as promessas e se incluir nelas. E nós? Ficamos sem a vinculação de recursos?

7. Bem, se a intenção da agenda era evitar atritos nos partidos da base aliada federal, o que vai conseguir é acentuar estes atritos e –mais grave- em direção à presidenta.

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Roubos e furtos durante a Copa!

(Eliane Cantanhêde – Folha de SP, 22) 1. Pouca gente notou, mas, durante todo o mês da Copa, não se ouviu falar de furtos, roubos, assaltos, tiros e assassinatos. A rotina de jogos e festas engoliu as notícias sobre violência à qual já estamos todos há muito acostumados. O que houve? Ou brasileiros e gringos preferiram não dar queixa, ou as polícias engavetaram os números.

2. As luzes começam a surgir aos poucos, daqui e dali. Não sei quantos latino-americanos ficaram sem dinheiro e documentos para voltar, mais de 12 mil argentinos foram vítimas de roubo/furto no Rio e, segundo levantamento do site G1, os furtos em trens, metrôs e ônibus aumentaram 379% em São Paulo em relação ao ano passado. Imagine fora deles! Os gringos se foram, os brasileiros reassumiram o trabalho, o aparato de segurança voltou ao “normal”. Que tal estatísticas reais e consolidadas?

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Pesquisa Datafolha/OAB: Forças Armadas a instituição mais confiável! insatisfação com a saúde sobe de 6% para 38% em 10 anos!

(G1, 21) 1. Pesquisa Datafolha encomendada pela OAB e divulgada nesta segunda-feira (21) aponta que as Forças Armadas são a instituição com maior nível de confiança dos brasileiros. Os partidos políticos são os menos confiáveis, de acordo com levantamento. O estudo ouviu 2.126 pessoas, entre os dias 6 e 10 de junho. Após as Forças Armadas, a Polícia Federal e a OAB foram as instituições com melhor avaliação por parte dos entrevistados.

2. Dentre as insatisfações do brasileiro, a saúde figura em primeiro lugar, para 38% dos entrevistados. O número é maior que em comparação a 2003, quando somente 6% dos entrevistados se declaravam insatisfeitos com o setor. A questão da violência pública vem em seguida para 15% dos entrevistados. A corrupção aparece como a terceira maior causa de incômodo, para 14% das pessoas ouvidas pelo Datafolha. Na educação, o descontentamento pulou de 4% em 2003 para 10% na pesquisa atual.

Artigos, Política

Detran leiloará 1,8 mil veículos apreendidos

21 de julho, 2014

 detran

Proprietários têm até sexta-feira (25) para regularizar situação e evitar que veículos sejam leiloados

O Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF) fará um leilão de veículos apreendidos nos dias 28 e 29 de julho, no Ginásio Serejinho (Taguatinga), a partir das 9h. São mais de 1,8 mil veículos disponíveis, sendo 1,7 mil sucatas de duas ou quatro rodas e 176 não sucatas aptas para circulação.

Os lances mínimos para sucatas variam de R$ 130 a R$2,3 mil, e, para os veículos que ainda podem circular, os lances variam de R$ 100 a R$ 9,5 mil.

Os proprietários dos veículos relacionados no Diário Oficial do Distrito Federal nº 129, publicado no dia 27 de junho de 2014 terão até 25 de julho para procurar o Núcleo de Leilão do Detran de Taguatinga e adotar as medidas necessárias à liberação dos automóveis.

O edital está disponível nos endereços eletrônicos www.detran.df.gov.br e www.costanetoleiloeiro.com. Quem quiser participar do leilão pode obter mais informações pelos telefones 4103-2771, 8451-6506 e 8505-2271.

VISITAÇÃO – Os interessados poderão visitar os pátios (veja lista abaixo) entre esta segunda-feira (21) e sexta-feira (25), das 8h30 às 17h, nos locais onde os veículos estarão expostos. Não haverá visitação nos dias do pregão.

PÁTIOS

- Pátios da Secretaria da Agricultura, situado no Parque Estação Biológica, na Asa Norte (próximo à antiga Câmara Legislativa);

- Depósito de Veículos Apreendidos – DVA I, situado na SGAN 906 Bloco T (próximo ao Autódromo Internacional de Brasília);

- Posto da Polícia Rodoviária Federal, na BR-060 Km 13 (Posto Zarzur Pacheco);

- Posto da Polícia Rodoviária Federal, na BR-020 Km 071 (Posto Formosa).

Cidade

Prorrogadas as inscrições do Prêmio MPE Brasil 2014

21 de julho, 2014

 Sebrae

Pequenos negócios de todo país podem se candidatar de forma gratuita

Empreendedores brasileiros têm mais uma oportunidade para garantir participação no MPE Brasil – Prêmio de Competitividade às Micro e Pequenas Empresas. Prorrogadas até 17 de agosto, as inscrições para a edição 2014 podem ser feitas de forma gratuita pela internet ou em pontos de atendimento do Sebrae espalhados pelo país. O MPE Brasil é uma promoção do Sebrae, do Movimento Brasil Competitivo (MBC) e do Grupo Gerdau, com apoio técnico da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) e reconhece conceitos inovadores e boas práticas de gestão em diversos setores da economia.

As organizações concorrentes são avaliadas pela qualidade da administração e capacidade inovadora, por meio da utilização do questionário de autoavaliação, tendo como base o Modelo de Excelência da Gestão (MEG), da FNQ. Mais do que ter o amadurecimento do seu negócio quantificado, a participação no prêmio promove a adesão a análises mercadológicas e a visualização de oportunidades em diferentes nichos.

Além de receber um relatório personalizado com pontos fortes e a indicação de oportunidades de melhoria na gestão, os empreendimentos inscritos participam de seminários de excelência realizados em seu estado e têm a oportunidade de aumentar a competitividade e melhorar seus produtos e serviços, contribuindo para o desenvolvimento econômico da sua comunidade.

O volume de empresas interessadas em melhorar sua gestão em 2013 foi 10% superior ao registrado no ano anterior, reforçando a continuidade pela busca da excelência na gestão por parte dos gestores de MPE. Ao todo, mais de 560 mil empresas já foram impactadas diretamente pelo prêmio.

Podem se inscrever empresas com receita bruta anual de até R$ 3,6 milhões. O prêmio é composto por oito categorias (indústria, comércio, agronegócio, turismo, tecnologia da informação, saúde, educação e serviços, além dos destaques em responsabilidade social e em inovação.

Para participar, é preciso preencher o questionário de autoavaliação, uma metodologia padronizada nacionalmente. Após concluir o processo, as organizações com melhor desempenho recebem a visita de avaliadores capacitados e são submetidas a uma banca técnica. Se premiadas em seu estado, passam a disputar com negócios de todo o Brasil em cada categoria. As vencedoras ganham o direito de utilizar a marca MPE Brasil como instrumento de comunicação e ser reconhecida como exemplo de sistema de gestão alinhado aos princípios de excelência mundiais.

Economia

Chico Leite: campanha pelo voto limpo

21 de julho, 2014
Chico Leite

Chico Leite

Para o deputado Chico Leite, o voto limpo é aquele dado em razão de ideias e propostas. “Nós, como eleitores, devemos fazer a nossa parte”.

Durante o lançamento de sua candidatura à reeleição para deputado distrital, no dia 17, o deputado Chico Leite (PT) lançou a Campanha pelo Voto Limpo. “Vamos fazer a campanha por ideias e propostas, nunca por favores ou vantagens materiais. Nós, como eleitores, devemos fazer a nossa parte”, propôs.

Para Chico Leite, o candidato que promete bem material ou favor em troca do voto já está dizendo ao eleitor que vai buscar recuperar, em algum lugar, aquilo que ofereceu. E esse lugar é o Tesouro Público: recursos que seriam destinados a equipar os hospitais, abastecer as farmácias públicas, levar merenda às escolas, contratar professores e adquirir viaturas, por exemplo. Enfim, recursos que seriam destinados para a melhoria da vida da população e para o desenvolvimento do Distrito Federal.

“Quem tira proveito das necessidades materiais do cidadão para se eleger desrespeita o direito de livre escolha do eleitor”, afirma. “Quem faz isso para se eleger, por acaso deixará de fazer o mesmo depois de eleito?”, indaga. Para o distrital, depois da aprovação da Lei da Ficha Limpa, o “voto limpo” é mais um passo fundamental para a moralização da política. “Ao invés do voto branco e nulo, a sociedade deve optar pelo voto limpo, fazendo ela mesma a cassação dos políticos que gostaria de ver longe da vida pública”, defende Chico Leite.

Para ele, é fundamental que o eleitor pesquise e conheça a vida do candidato. Chico é autor da emenda da ficha limpa para cargo comissionado no DF, da emenda à Lei Orgânica que acabou com o voto secreto parlamentar e da resolução que acabou com o nepotismo na CLDF.

Princípios da campanha

Candidato que compra voto desrespeita o direito de livre escolha do cidadão.

Quem desrespeitou o direito de livre escolha do cidadão para se eleger irá respeitá-lo depois de eleito?

Candidato que compra voto tira proveito das necessidades materiais do cidadão.

Quem tirou proveito das necessidades materiais do cidadão para se eleger trabalhará para combatê-las depois de eleito?

Candidato que compra voto pratica ato de corrupção contra o eleitor.

Quem praticou corrupção para se eleger deixará de praticá-la depois de eleito?

Candidato que compra voto comete crime previsto na lei eleitoral.

Quem cometeu crime para se eleger deixará de cometê-lo depois de eleito?

Candidato que compra voto tem de gastar muito mais para se eleger.

Quem teve de gastar mais para se eleger deixará de tentar recuperar dos cofres públicos o dinheiro que gastou?

Política ,

Fator Roriz nas eleições

21 de julho, 2014

Coletivo Politico 

O ex-governador do Distrito Federal por quatro vezes, Joaquim Roriz (PRTB) não vai disputar as eleições deste ano. Depois de muitos anos, o seu nome não vai aparecer na urna. Roriz sofre de problemas graves de saúde. Precisa fazer urgente um transplante de rim. A cirurgia pode acontecer ainda esta semana. A doadora será a filha, deputada federal Jaqueline Roriz (PMN). A compatibilidade foi descoberta há pouco tempo, depois de muito insistir para que a Secretaria de Saúde do DF liberasse o resultado do exame. Roriz tem pressa. É a vida dele que está em jogo. Não é o momento de adversários promoverem perseguição política até para protelar uma cirurgia. Joaquim Roriz usou o caminho que qualquer cidadão comum é obrigado a fazer. Ficou meses na fila de transplante até que chegasse a sua vez. Ele fez questão de ser assim. Não usou o seu prestigio político para furar fila alguma.

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Cirurgia

Se o transplante for bem-sucedido, Roriz pode até entrar na campanha política para apoiar alguns de seus herdeiros políticos. O mais sensato é não fazer isso. O ex-governador precisa se recuperar e cuidar da saúde, que está agravada com a diabetes.

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Apoio de peso

O apoio de Roriz a qualquer um dos candidatos é importante. Ele mantém um eleitorado fiel e apaixonado. É o maior político que o DF tem e mexe com a emoção do eleitor. No momento, o ex-governador Arruda tem o apoio de Roriz ao GDF.

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Herdeiros

São muitos os herdeiros que Joaquim Roriz trouxe para a política do Distrito Federal. Além de Jaqueline, possuem mandatos a filha Liliane Roriz (PRTB) e o sobrinho Paulo Roriz (PP), ambos deputados distritais.

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Weslian Roriz

Ex-primeira dama e segunda colocada nas eleições de 2010 ao Governo do Distrito Federal, Weslian Roriz (PRTB), tomou gosto pela política. É candidata a primeira suplente do Senado, na chapa de Gim Argello (PTB).

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Retribuição

A escolha de Weslian para ser suplente de Gim pode ser considerada uma retribuição, já que o atual senador foi suplente de Joaquim Roriz nas eleições de 2006. Ele só assumiu o cargo, porque Roriz renunciou ao mandato. Entretanto, o nome Roriz na chapa vai ajudar muito Gim Argello.

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Mais Roriz

Outros dois candidatos da Família Roriz disputam as eleições deste ano. Os sobrinhos do ex-governador, Dedé Roriz (PRTB) e Patrícia Roriz (PRTB), buscam uma cadeira na Câmara Legislativa.

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(Coluna Coletivo Político publicada na edição de 21 de julho de 2014, no Jornal Coletivo)

Artigos, Política

DF ganha dois escritórios regionais da Junta Comercial

21 de julho, 2014

 

Com a medida, a abertura de empresas e alterações cadastrais terão mais agilidade junto à Fazenda/DF, que cederá três servidores para cada novo escritório

Os contribuintes do Distrito Federal irão ganhar, nos próximos meses, dois escritórios regionais da Junta Comercial do DF (JCDF) lotados com servidores da Secretaria de Fazenda (SEF/DF) que irão auxiliar os empreendedores locais a ter mais agilidade e comodidade para abrir empresas e realizar alterações cadastrais no Cadastro Fiscal do DF – CF/DF na Receita Federal e a própria Junta.

“A novidade fará com que haja redução no tempo de abertura dos negócios e de eventual alteração cadastral de empresas com registro na JCDF. Outro aspecto é mais tranquilidade no, deslocamento do contribuinte que poderá, em um único local, efetuar estes serviços”, explica o coordenador de Atendimento ao Contribuinte da SEF, Roberto Müller.

Ele conta ainda que a iniciativa irá reduzir erros cadastrais devido à integração dos sistemas, com reflexo direto na correção dos débitos inscritos em dívida ativa do DF e ajuizados. “Tanto a Procuradoria Geral (PGDF) quanto o Tribunal de Justiça (TJDFT) também devem ser beneficiados por haver maior correção na cobrança dos débitos tributários”, conclui Müller.

As novas agências, que irão funcionar em Taguatinga e Plano Piloto, se somam à existente no Setor de Autarquias Sul. Durante o período, a SEF e o Governo Federal não podem transferir recursos financeiros para a os escritórios. O direito de sigilo fiscal também fica assegurado aos empresários.

Convênio - A ampliação dos serviços oferecidos pelo escritório regional da Junta Comercial do DF será possível graças a duas parcerias: a primeira, entre o Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas do DF (Sescon), a Secretaria de Fazenda (SEF) e a JCDF, publicada no Diário Oficial do DF (DODF) em oito de julho.

E a segunda, por meio de um convênio entre a SEF, JCDF e a Associação Comercial do DF (ACDF), que aguarda ajustes finais a serem definidos PGDF para ser publicado.

Os convênios terão vigência de três anos contados da data da assinatura. O prazo poderá ser prorrogado por até cinco anos, mediante termo aditivo e prévia autorização da Subsecretaria de Racionalização e Simplificação, da Secretaria de Micro e Pequena Empresa da Presidência da República.

Os parceiros SESCON e ACDF deverão oferecer toda a infraestrutura necessária ao funcionamento dos escritórios e pessoal de apoio. As obrigações da JCDF junto à SEF são as integrações dos processos de trabalho e dos sistemas informatizados de cadastro.

Economia

Agnelo faz caminhada em Samambaia

21 de julho, 2014

 Agnelo campanha

Multidão em vermelho se une para demonstrar apoio à Agnelo Queiroz

Bandeiras e roupas vermelhas preencheram as ruas de Samambaia na manhã do sábado (19) para prestigiar Agnelo Queiroz. Mais do que uma simples caminhada, o ato teve como objetivo estreitar os laços do candidato com a população.

“Caminhar lado a lado com a comunidade é muito mais que um simbolismo: mostra que estamos literalmente ao lado do cidadão, abraçando sua causa, que também é a nossa”, destaca Agnelo Queiroz, que ao lado do candidato ao Senado Geraldo Magela, caminhou mais de três horas com a comunidade local.

Crianças, adultos, jovens, comerciantes e carros nas ruas manifestaram o desejo de ver a reeleição do candidato do PT ao Palácio do Buriti. “Essa é uma marca do Agnelo. Ele tem essa proximidade com a população e é dessa forma, como a caminhada de hoje, que ele fica sabendo dos anseios da sociedade, da verdade do povo”, apóia o servidor público, Samuel Cruz, de 51 anos.

Comunidade – A estudante Vanessa Ferreira, de 20 anos, irá votar pela primeira vez e já escolheu Agnelo Queiroz como seu candidato ao chefe do Executivo. “Eu nunca tinha havia me interessado por política antes de saber que eu tinha que votar. Depois disso, comecei a perceber as ações do governo, principalmente em relação às crianças e à juventude. A construção das creches integrais é um dos projetos que eu mais admiro, pois minha família se beneficia dele também”, explica a jovem.

Nascido e criado no Maranhão, o comerciante Raí Ribeiro, de 22 anos, mora em Brasília há apenas cinco anos. “Tive a oportunidade de ver o escândalo da última gestão e, definitivamente, o Agnelo é meu candidato. Será a primeira vez que voto no DF e espero que o governo tenha continuidade”, comenta.

Ao longo do governo de Agnelo Queiroz, Samambaia tem merecido a atenção permanente das políticas do GDF. Exemplos desta atenção para com Samambaia são a construção de Clínicas da Família, UPAs, creches integrais, além dos programas Asfalto Novo e Caminho da Escola.

 

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Dilma derrete, mas intenção de voto ainda não muda!

21 de julho, 2014

 Cesar maia

1. Curiosa situação das pesquisas presidenciais, das quais o último Datafolha é um exemplo. A intenção de voto para presidente da república, no primeiro turno, está basicamente estática há uns 3 meses, com Dilma um pouco acima dos 30%, Aécio nos 20%, Campos nos 10% e os demais somados um pouco abaixo dos 10%. Mas a intenção de voto no segundo turno é diferente e aproxima tanto Aécio quanto Campos de Dilma. Por quê?

2. A avaliação de Dilma segue uma curva sistematicamente declinante, degrau a degrau. Neste momento, em nível nacional, aqueles que marcam para Dilma –ótimo+bom- se igualam àqueles que marcam ruim+péssimo, no entorno dos 30%. É assim no resultado nacional global.

3. Mas quando se entra nas avaliações regionais e estaduais, excluindo quase que apenas o Nordeste e ainda e alguma coisa o Norte, a avaliação de Dilma despenca verticalmente. Em alguns casos –como no Rio de Janeiro- Dilma mantém sua intenção de voto no primeiro turno, mas sua avaliação despenca e se torna negativa.

4. Em S. Paulo há algum paralelismo entre intenção de voto e avaliação. A intenção de voto equilibra Dilma e Aécio em torno de 25%, mas a avaliação de Dilma a lança num precipício de impossível reversão.

5. Como se interpretar este quadro: estável no primeiro turno, com empate ou quase no segundo turno e queda sustentável na avaliação? A resposta é simples. A rejeição a Dilma indica que nas pesquisas de segundo turno –com apenas dois nomes- a rejeição a ela caminha em direção a qualquer nome que a enfrente num segundo turno. É como se o segundo turno fosse –a favor x contra- Dilma.

6. A intenção de voto estável no primeiro turno nos informa que as candidaturas de oposição ainda não transformaram o NÃO a Dilma, num SIM enfático a cada uma dessas outras duas candidaturas. Quando, ao lado da rejeição a Dilma, surgir a identificação de seu opositor –hoje Aécio- como a alternativa, a rejeição a Dilma e a intenção de voto produzirão tal sinergia que as extrapolações poderão apontar até uma inversão do resultado no primeiro turno.

7. Essa é a tendência. Mas vêm os programas eleitorais, a ficção política na TV e o populismo eletrônico. Ao lado disso, o abuso da máquina pública e da publicidade das estatais. Estas podem continuar durante o processo eleitoral sob alegação que estão em mercado, competindo. Mas não é o conteúdo que importa e sim a distribuição de recursos na busca da “boa vontade” de uma parte da mídia espontânea. O que prevalecerá? Hoje tudo leva a crer que a ‘tendência’ terá mais força que a máquina e a TV eleitoral.

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Radicais no Iraque voltando à idade média: conversão ou execução!

1. O grupo extremista Estado Islâmico deu na passada quinta-feira um prazo para que os cristãos de Mossul tomassem a sua decisão. Até o fim de semana, teriam de escolher entre a conversão ao Islão – aceitando as normas impostas pelo grupo – pagar um imposto ou sujeitarem-se à execução. A maior parte dos 25 mil cristãos residentes em Mossul já abandonou as suas casas.

2. O êxodo da cidade foi motivado pelo medo e os cristãos têm procurado refúgio no norte do país, em regiões autônomas do Iraque controladas pelas forças curdas. Embora os jihadistas tenham tomado a cidade há mais de um mês – Mossul é controlada pelo grupo Estado Islâmico e por outras forças sunitas desde 10 de junho -, a situação dos cristãos agravou-se apenas nos últimos dias. Além das mensagens divulgadas através dos altifalantes da cidade na quinta-feira, também foram distribuídos folhetos com as condições impostas aos residentes.

3. Em 2003 os cristãos, de todos os tipos, que moravam no Iraque somavam 1 milhão. O último levantamento chegou a 400 mil. Neste momento, o número deve ser ainda menor.

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SEMANA Candidatos em pé de guerra

19 de julho, 2014

eleições 2014

Os concorrentes ao cargo no Palácio do Buriti já arregaçaram as mangas e estão fazendo campanha corpo a corpo. A disputa se tornou guerra, principalmente entre Agnelo e Arruda. As agendas semanais estão cheias e vão em encontro onde o público parece ser mais promissor

Da Redação do Jornal da Comunidade – A campanha política, de fato, começou. Os seis concorrentes ao Palácio do Buriti arregaçaram as mangas e estão mostrando a cara pelas ruas. Agnelo Queiroz (PT), José Roberto Arruda (PR), Luiz Pitiman (PSDB), Rodrigo Rollemberg (PSB), Toninho (PSOL) e Perci Marrara (PCO) estão com as agendas semanais movimentadas e vão de encontro ao eleitor. Nessa semana, eles participaram de reuniões e celebrações. Os participantes também resolveram trocar farpas e dar início a uma verdadeira guerra. Agnelo Queiroz e Arruda protagonizaram cenas de ofensas e puxadas de tapetes.

Depois de a Procuradoria Regional Eleitoral ter pedido a impugnação do registro do concorrente do PR com base na Lei da Ficha Limpa, a coligação de Arruda entrou com uma ação de investigação judicial eleitoral contra a chapa encabeçada pelo petista. O argumento do ex-governador é de que o atual chefe do Palácio do Buriti teria usado a máquina pública para fins eleitorais. Em reunião de campanha no dia 17, Agnelo disse que “ficha suja não pode participar de eleição”. Ele, no entanto, disse que quer enfrentar o adversário nas urnas. “Um cidadão que envergonha uma cidade, humilha uma cidade perante o Brasil e o mundo, tem a cara de pau de se apresentar de novo para governar uma cidade depois da destruição que ele fez”, disse o governador.

Arruda rebateu. “Desafio o governador para um debate, para comparar o meu governo com o dele”. “Mas ele é um governador frouxo e preguiçoso, com a maior rejeição, que envergonha Brasília”, disparou. Na sexta-feira (18), o Tribunal Regional Eleitoral informou que recebeu contestação à candidatura do governador Agnelo Queiroz à reeleição. De acordo com o TRE, o pedido foi feito pela candidata a deputada federal Doutora Raquel, pela coligação União e Força 1 – ligada ao PR, partido do ex-governador José Roberto Arruda. Ela já havia entrado com ação para investigar abuso de poder político e econômico por parte do atual governador – a defesa de Agnelo nega irregularidade.

Procurador-geral da República defende cassação

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, defendeu na sexta-feira (18), a cassação da candidatura de José Roberto Arruda ao governo do Distrito Federal. O procurador, que é a autoridade máxima do Ministério Público em matéria eleitoral, disse ainda que a diplomação de Arruda pode ser impugnada se a candidatura for liberada e o ex-governador for, eventualmente, eleito. Arruda foi condenado no dia 9 de julho pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal por participação no esquema de corrupção conhecido como mensalão do DEM. A Lei da Ficha Limpa prevê o impedimento da candidatura de políticos condenados por órgãos colegiados por crimes e improbidade administrativa.

O caso de Arruda é polêmico porque a condenação em segunda instância ocorreu depois de registrar a candidatura. Entendimentos anteriores da Justiça eleitoral indicam que vale a condição que o político tinha no momento do registro da candidatura, mas especialistas divergem. A Procuradoria-Geral Eleitoral do DF entrou com ação na última quarta-feira (16). “Na minha opinião, houve uma manobra por parte de Arruda e a condenação é causa de impugnação de candidatura. Se por acaso essa tese não for vitoriosa na Justiça Eleitoral, e eu confio que será, vamos impugnar a expedição do diploma”, afirmou Janot. Segundo o procurador, o Ministério Público Eleitoral irá sustentar a chamada “inelegibilidade superveniente” para evitar a posse de Arruda se a candidatura for liberada pela Justiça Eleitoral.

 

Agenda corpo a corpo

AGNELO QUEIROZ participou de um café da manhã com a Associação Comercial e Industrial de Águas Claras, no dia 16. No dia seguinte, teve reunião com as lideranças com do hip hop em Ceilândia. E na sexta-feira (18), apenas despachos internos e reunião com coordenação de campanha. No domingo (13), o atual governador o Distrito Federal fez uma caminhada pela Ceasa e lembrou que a gestão dele trabalhou para a regularização da feira e para a implantação de melhorias no local. Ele citou ainda a criação do mercado do peixe e a importância de uma política de abastecimento de alimentos no DF.

RODRIGO ROLLEMBERG também esteve no Ceasa. Ele percorreu o local ao lado de aliados e assessores, conversou com produtores e comerciantes e, depois, deu entrevista a uma rádio comunitária do Setor de Indústrias e Abastecimento (SIA). Depois, o candidato foi até a Feira do Produtor de Vicente Pires, onde seguiu o mesmo roteiro. Rollemberg afirma que é frequentador habitual desses mercados e, por isso, foi bem recebido pelos comerciantes e pelos outros visitantes. Na quinta (17), Rodrigo Rollemberg fez uma caminhada em Taguatinga, saindo da Praça do Relógio.

JOSÉ ROBERTO ARRUDA fez corpo a corpo com eleitores no Paranoá e, de lá, seguiu para o Itapoã. Ele deu entrevista a rádios locais, se reuniu com donas de casas e participou de um abraço simbólico à praça onde antes ficava um posto policial, incendiado por bandidos. No dia 17, Arruda percorreu o DF e fez comício no condomínio Porto Rico, em Santa Maria. Dentre as suas caminhadas, ele andou pelo Gama e visitou a quadra 2 do Setor Sul e percorreu cada uma das lojas, bares e restaurantes da quadra 38 do Setor Leste. Depois, almoçou no restaurante comunitário, ao lado do Bezerrão e seguiu para o mercado do terminal de ônibus.

LUIZ PITIMAN começou a semana visitando a Feira de Ceilândia e, em seguida, seguiu para o mercado dos produtores de Vicente Pires. Vestido de amarelo, ele percorreu o local acompanhado do candidato a vice-governador Adão Cândido (PPS), e da ex-vice-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSDB), que disputa vaga de deputada federal. O grupo participou, depois, de uma reunião na Associação Comercial do Distrito Federal, no Setor Comercial Sul. No dia 17, ele ficou manhã e tarde em reunião interna e a noite participou da celebração Brasil-China, 40 anos de harmonia e cooperação. Um encontro cultural, convite da presidenta Dilma Rousseff, por ocasião da visita do presidente da China, Xi Jinping.

TONINHO DO PSOL participou de atividades com militantes na Feira do Guará no dia 13 e no decorrer da semana escolheu as quadras comerciais do Sudoeste para entregar panfletos e conversar com moradores e comerciantes. Encontrou-se com representantes da Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF), com especialistas em mobilidade urbana e fez bate-papo com a população e a frente feminista do PSol sobre fundamentalismo, opressão e direitos humanos. O presidente da ACDF, Cleber Pires, entregou ao candidato do PSol um documento com a pauta de demandas da entidade.

Pela primeira vez desde que a campanha eleitoral foi liberada, a candidata ao Buriti pelo Partido da Causa Operária (PCO), PERCI MARRARA, foi às ruas pedir votos, no dia 17. Depois de passar a manhã em reuniões internas, Perci Marrara distribuiu panfletos com correligionários no Setor Comercial Sul durante três horas. Os papéis entregues ainda são de improviso, já que o material de campanha da candidata só deve ficar pronto no fim de semana. Ela também usou as redes sociais para fazer interações com a sociedade. À noite, participou do jantar de lançamento da candidatura de Rui Pimenta à Presidência da República.

Política

ENTREVISTA//Paulo Kramer – A sociedade quer mudança

19 de julho, 2014

Disputa acirrada para o Buriti

Segundo o analista de risco político Paulo Kramer, o desejo de mudança está claro e isso se atribui ao fato do mau humor econômico do eleitorado e de um repúdio ético generalizado. Para ele, Dilma e Aécio se enfrentarão no segundo turno, enquanto no DF Arruda pode ser eleito no primeiro turno caso siga em frente com sua candidatura

Por Jurana Lopes – Em entrevista ao Jornal da Comunidade, Paulo Kramer, professor da Universidade de Brasília (UnB) e analista de risco político, fez uma avaliação sobre o cenário político nacional e local. Segundo ele, esta será uma eleição bem difícil. No âmbito nacional, Kramer assegurou que é certeza que haverá um segundo turno, já no DF, tudo depende da situação do ex-governador José Roberto Arruda.

Como você avalia as eleições 2014?

O que mais me chama a atenção é o fato de que as pesquisas mostram que ao contrário de 2006 e 2010, quando a maioria do eleitorado não queria mudar, agora 70% dos entrevistados, na pesquisa de vários institutos dizem querer mudar. Podemos atribuir o desejo de mudança a vários fatores, a maioria dos analistas aponta as manifestações de junho de 2013 como um divisor de águas, porque a partir dali a presidente Dilma jamais recuperou os altos índices de popularidade que as pesquisas registravam até então. Antes, acreditava-se que a presidente pudesse vencer a eleição deste ano já no 1º turno. Agora, ninguém mais se arrisca, pois as manifestações embaçaram a bola de cristal dos analistas políticos.

Qual a sua opinião sobre o cenário nacional?

Na minha leitura das pesquisas eu interpreto esse desejo de mudança estando associado a um sentimento de desconforto econômico financeiro geral da população, porque a inflação está voltando, as expectativas de crescimento da economia são sistematicamente mês a mês revisadas para baixo, ou seja, estamos a caminho de mais um ‘PIBinho’, aliás, nunca tivemos um ‘PIBão’ na gestão de Dilma e isso tem alguns efeitos aparentemente paradoxais. Por exemplo: o governo Dilma se vangloria de que tem um dos índices mais baixos de desemprego, e mesmo com as pesquisas de institutos, nota-se que há avaliação dos entrevistados do governo Dilma, até neste quesito é uma avaliação ruim, isso acontece porque mesmo as pessoas estando empregadas elas percebem o clima de paradeira geral da economia e passam a temer por seus empregos no futuro. Como dizem os economistas, na economia as consequências vêm antes, porque são as expectativas dos consumidores, dos trabalhadores e empresários que acabam formatando um ambiente real, onde as pessoas se relacionam. Então, esse desconforto econômico, na minha opinião é o que vai pesar muito na decisão do eleitor, isso não quer dizer que a oposição já ganhou. Um das certezas é que haverá segundo turno.

Como Dilma poderá combater sua baixa popularidade?

O marketing de campanha da presidente Dilma poderá ter sucesso na tentativa de convencer a população de que ela é a mais qualificada para promover essas mudanças que a sociedade tanto cobra. Por mais paradoxal que isso possa parecer, mas o fato é que desde o lançamento da candidatura dela, os sites e redes sociais petistas têm enfatizado a palavra mudança no programa de governo Dilma. Por enquanto é difícil prever, mas quando chegar a hora da propaganda eleitoral na TV dará para prever alguma coisa, pois ela é a principal janela através da qual grande maioria dos brasileiros toma contato com a realidade política. Então, acreditarei mais nos resultados de pesquisas que sejam divulgados nesse período de propaganda eleitoral.

Quais as chances de cada candidato à presidência da República?

Eu acredito que o Aécio é quem vai para o segundo turno com a Dilma. Por questão de estratégia eleitoral e por um último esforço para se viabilizar, a candidatura de Eduardo Campos está tentando ao mesmo tempo que combate o governo Dilma, está tentando descolar de Aécio, para se diferenciar. Enfim, ele procura se diferenciar dos outros dois candidatos. Então, eu acho que a decisão ou a não decisão de Eduardo no futuro vai estar ligada em uma leitura que ele fizer de para onde vai o eleitorado dele, então não se sabe quem ele apoiará no segundo turno. Eduardo Campos tem problemas, pelo menos por enquanto as pesquisas mostram que até mesmo no estado que ele governou, com altos índices de popularidade, a diferença da Dilma para ele, em intenção de votos, é muito pequena. O PT vai continuar buscando no Nordeste tirar a diferença dos votos que não conseguir conquistar nos grandes centros, como São Paulo, Minas Gerais. Nas últimas três eleições, Dilma e Lula tiveram votação majoritária em Minas Gerais, que é o segundo maior colégio eleitoral do Brasil. Acredito que MG deva marchar majoritariamente com Aécio Neves, que é filho da terra e tem tradição. Dessa vez, o PT vai precisar de muita compensação dos votos que ele perderá em MG, que é no Nordeste e no Norte, se o PT vai conseguir isso ainda não se sabe. A Dilma tem mais tempo de TV, dizem os especialistas em comunicação política que o tamanho ideal de duração de um programa eleitoral é de cinco minutos.

Como você analisa a candidatura de Aécio Neves?

Eu, como analista político, vou prestar muita atenção se ele será capaz de seguir a estratégia do avô, Tancredo Neves, que ficou clara na última grande disputa eleitoral em que ele se envolveu, que foi na disputa pelo voto indireto no colégio eleitoral, no final da ditadura e que ele ganhou contra o Paulo Maluf, que é uma estratégia, na minha opinião voluntária ou involuntária, consciente ou inconsciente que se baseia na máxima do grande estrategista militar chinês Sun Tzu de que vence melhor quem vence o adversário antes mesmo da batalha começar. Ou seja, por um processo de descrédito o oponente vai minando as bases da candidatura do outro. Vamos ver se Aécio conseguirá repetir a estratégia do avô.

Você acha possível Dilma Rousseff ganhar novamente?

Eu colocaria em termos de percentuais, hoje: 55% Dilma Rousseff, 35% Aécio Neves e 10% Eduardo Campos, isso dos votos válidos e se as eleições fossem agora.

 Os presidenciáveis podem influir na campanha dos candidatos ao governo do DF?

Sempre gera um impacto. Marina Silva foi a campeã de votos em 2010, o DF tem essa característica de que ao mesmo tempo que reflete a realidade eleitoral nacional, também sinaliza tendências que no futuro poderão ser seguidas pelo restante do Brasil. As pesquisas aqui do DF mostram uma queda da popularidade da presidente Dilma e eu acredito que em Brasília o Aécio ganha. Certamente o Pitiman seria ajudado pela maré Aécio Neves, mas mesmo assim ainda é muito difícil pra ele. Até porque o Arruda tem ligações antigas com o grupo político do falecido presidente Tancredo Neves. A campanha de Arruda, verificando que o Aécio cresce, certamente eles irão tentar intensificar esses laços ostensivos e ocultos.

 Como você avalia o cenário político do DF? Será uma eleição diferente das anteriores?

Acho que Agnelo cresceu nas últimas pesquisas mais por inércia, em comparação com as pesquisas de intenção de votos e avaliação de governo de um passado recente, ele melhorou bastante a ponto de se posicionar em segundo lugar e certamente vai contar com o peso da máquina administrativa local e daquilo que for possível o governo federal fazer para ajudá-lo. Ele vai focalizar em obras, realizações, porque os marqueteiros do PT, tanto da Dilma como de Agnelo partem de uma hipótese que eu considero no mínimo duvidosa: todos os problemas de rejeição que os nossos candidatos encontram hoje se devem quase que exclusivamente a um único fator, desconhecimento dos benefícios que as realizações deles trouxeram e continuam trazendo à população.

 Como você analisa o caso de Arruda?

A candidatura de Arruda é uma incógnita, já que pairam desconfianças de que, caso o Supremo acate a denúncia do Ministério Público, resolva interpretar a Lei da Ficha Limpa de modo a retroagir o castigo, pois até o Arruda registrar sua candidatura, ele ainda não tinha sido condenado em 2ª instância. Em direito, nós sabemos que a lei só pode retroagir para beneficiar, nunca para prejudicar. Mas, quem somos nós para adivinhar o que se passa na cabeça dos ministros do STF. Uma coisa sabemos, a corte hoje é formada esmagadoramente por indicações do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff, então há uma possibilidade bem concreta da candidatura Arruda ser derrotada no tapetão e não nas urnas e isso é obvio que beneficia o candidato Agnelo Queiroz, que é candidato da presidente Dilma. É uma candidatura desde já, marcada pela incerteza jurídica.

 Você acha que haverá segundo turno DF?

Na minha visão, tudo estará condicionado à situação jurídica de Arruda, que hoje é o campeão na intenção de votos.

 Quais as chances de cada candidato ao Buriti?

Na hipóteses de Arruda concorrer eu daria: 55% para Arruda, 20% para o Agnelo e os outros 25% mais ou menos dividido entre os outros candidatos.

 Qual será o nível da disputa para o governo do DF?

Eu não espero nem da campanha nacional e nem da local um alto nível. Eu só receio que determinadas candidaturas exagerem muito nos ataques e nas denúncias. Outra coisa que as pesquisas mostram é que esse eleitor que quer mudar quer conhecer quais as propostas de mudança que serão vendidas a ele como as mais viáveis de acontecer, as mais benéficas se forem adotadas. Então, é importante que todos os candidatos prestem atenção nisso. O eleitor não quer baixaria, ele quer propostas, mas como sabemos, o mais baixo ou alto nível de boa educação em uma campanha eleitoral está sempre condicionado no que eu chamo de dinâmica espontânea da raiva na arena da eleição, é um processo de ascensão ao extremo, ou seja, o candidato A ataca o B, o B resolve responder na mesma moeda e até dar o troco e assim sucessivamente. Muitas vezes, isso beneficia terceiros colocados, que correndo por fora vão crescendo.

 Você acredita no fortalecimento de uma terceira via (Rollemberg)?

O Rollemberg seria significativamente fortalecida na hipótese de a candidatura de Eduardo Campos crescer nacionalmente ou pelo menos crescer muito aqui em Brasília, por causa da Marina. Acho que o crescimento de Rollemberg estará muito condicionado ao crescimento da candidatura de Campos aqui. Além dessa ligação, o Rollemberg está ligado a um político de excelente imagem ética no DF, que é o Reguffe.

 Como você avalia os candidatos ao Senado?

Reguffe tem excelente imagem política no DF, vai tentar chegar ao Senado Federal em uma eleição que será muito difícil, pois é uma vaga só. Quando a eleição tem duas vagas ao Senado fica mais fácil para o candidato se apresentar como o segundo voto de todo mundo e muitos ganham assim. Quando é uma eleição com apenas uma vaga, tende a ser mais dura. O Magela é um político, na minha opinião, trabalhador, persistente, que não abandona seu eleitorado no seguinte sentido: nunca deixa de mandar sinais para o eleitorado. A máquina eleitoral petista, local e nacional, e mais esse traço da personalidade do Magela, vão ajudá-lo bastante, não sei se isso será suficiente para fazê-lo o próximo senador do DF, mas certamente é um candidato muito competitivo. Acredito que a disputa ficará entre Reguffe e Magela. Ao mesmo tempo, não podemos desconsiderar a atuação de outro candidato que também é muito persistente e trabalhador, que é o Gim Argello. A sorte é importante na política também e estar no lagar certo e na hora certa. O Gim provou que é bafejado por essa sorte, como primeiro suplente de Roriz, ninguém imaginava que o Roriz renunciasse antes de terminar o seu primeiro ano de mandato no Senado, o que deu sete anos para Gim, e ele é sortudo.

 Você acredita em uma grande renovação na Câmara dos Deputados? E na CLDF?

Não estou acompanhando diretamente a Câmara Legislativa. No caso da Câmara dos Deputados está sendo prevista uma renovação maior que a média dos anos anteriores, até porque pelo menos cem deputados, pelos mais diversos motivos não concorrerão à reeleição. Isso já representa 25% de renovação se essa expectativa se concretizar. As taxas de renovação na Câmara dos Deputados, ao meu ver, são muito altas, na faixa de 40% a 45%, quase a metade.

 Ao seu ver, a eleição 2014 será mais difícil para os candidatos?

Este ano, particularmente por causa do mau humor econômico do eleitorado e de um repúdio ético generalizado, a classe política que já está na política e quer continuar está vendo este pleito com muito cuidado e receio. Será uma eleição difícil.

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OPINIÃO Sangramento de Arruda atrapalha adversários

18 de julho, 2014

opiniao

Por Ricardo Callado – O melhor dos mundos para os adversários do ex-governador José Roberto Arruda (PR) era que ele tivesse sido condenado em 2º instância antes do 5 de julho. A data é o prazo final para o registro das candidaturas. E a Lei da Ficha Limpa não permite que alguém com este tipo de condenação, mesmo cabendo recurso, possa ser candidato.

Arruda conseguiu registrar a candidatura. A condenação veio quatro dias depois. O fato estava consumado. A partir daí trava-se uma guerra jurídica. Adversários, principalmente o governador Agnelo Queiroz (PT), correm para que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) não aceite e impugne a candidatura.

O Ministério Público Eleitoral e a Procuradoria-Geral da República são parceiros na derrubada de Arruda. O que parece é que a impugnação da candidatura é uma questão de tempo. O ex-governador não deve desistir. Ainda tem duas instâncias a recorrer: o Tribunal Superior de Eleitoral (TSE) e, posteriormente, ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Arruda pode conseguir chegar ao dia da eleição com pendengas jurídicas. Ou abrir mão da candidatura e apoiar um outro nome para disputar o Palácio do Buriti. Isso pode ser feito até 20 dias antes da votação. Qualquer dos casos, o ex-governador vai passar por sangramento político. O que deve acabar em vitimação e fortalecimento da oposição. E o eleitor, principalmente o mais humilde, é solidário a quem se passa por perseguido.

Quanto mais tempo se passar, quanto maior for o sangramento político, mais Arruda terá força política para apresentar um novo candidato. O substituto deve ser o ex-deputado federal e quatro vezes secretário de Saúde, Jofran Frejat (PR), que atualmente compõe a chapa como vice. Em seu lugar, deve disputar a vaga de vice-governadora a deputada Liliane Roriz (PRTB).

Para o governador Agnelo, que disputa à reeleição, e o senador Rodrigo Rollemberg (PSB), que se apresenta como uma terceira via, essa situação só traz prejuízos. A eleição vai ficar concentrada numa guerra jurídica. Mas não será uma campanha no W.O. Se Arruda cair, Frejat será um adversário a altura, principalmente no debate da saúde pública.

Agnelo pode acabar saindo como vilão da história. Será responsabilizado pelo próprio Arruda como perseguidor. Vai dizer que sofreu um golpe armado pelo Palácio do Buriti. Faz parte do roteiro de vitimação.

A estratégia do governador começa a ser notada. O seu slogan, Respeito por Brasília, somadas as declarações públicas de Agnelo, são as dicas que a campanha será de enfrentamento.

Artigo publicado na semana anterior pelo Jornal da Comunidade, e assinado pelo governador Agnelo, é outra pista da campanha. O termo ficha suja será usado a exaustão para carimbar na testa de Arruda que ele foi condenado. Também será passado ao eleitor que o ex-governador envergonha a cidade e que é preciso respeito por Brasília.

É uma estratégia fraca e frágil. Até porque na coligação de Agnelo também habitam e orbitam personagens que tiveram seus nomes envolvidos na operação da Caixa de Pandora, a mesma que prendeu e desalojou Arruda do Palácio do Buriti. E Arruda não tem o que perder. Pode arrastar Agnelo para a mesma lama.

É preciso novas estratégias. Do contrário, vai viver a campanha de Arruda. E quem vive a vida dos outros acaba com a personalidade distorcida. O eleitor gosta de candidato de personalidade forte e firme. Com carisma. Que chega e decida as coisas. Sem titubear.

O candidato do PT pode começar seu discurso reafirmando a prioridade absoluta no que há de mais carente em nossa capital. Se descolar do Estádio Mané Garrincha, mostrando que foi feito por uma obrigação.

E que a atenção será com os mais pobres. Ao mesmo tempo lembrando o que foi feito nos últimos quatro anos para a população mais carente: Morar Bem, distribuição geladeiras, saneamento, transporte público.

O discurso de que o adversário é ficha suja deve ficar na imprensa e no Judiciário. A não ser que a equipe de campanha e o próprio governador queiram pautar os tribunais. Esse é um erro que deve ser evitado. Vai dar margem a teoria de conspiração.

Agnelo não deve promover a caça às bruxas nem uma revisão amargurada do passado. Deve mostrar que seu projeto será de “baixar as armas”. Até porque também tem vidro em seu telhado.

Para Rodrigo Rollemberg, sobrou fazer uma campanha com propostas que o diferenciem da guerrilha Agnelo-Arruda. Evitar que essa polarização feche espaços para crescimento de intenção de votos.

Não vai ser fácil. Pode ser engolido por uma provável vitimação de Arruda. Mas deve se aproveitar do sentimento anti-petista que cresce no País.

Rollemberg deve se apresentar como o novo. A Geração Brasília que merece chegar no poder. Ele vai ter um início tranquilo de campanha. Se crescer e incomodar, vai ser chamado para o ringue. Confirmando a tendência das pesquisas onde aparecem em primeiro Arruda, seguido por Agnelo em segundo, o tiroteio deve vir inicialmente do candidato do PT. Só vai apanhar se ganhar importância. É a regra.

Artigos, Política

Vigilante repudia incitação de violência por Arruda

18 de julho, 2014

 

Deputado Chico Vigilante

Deputado Chico Vigilante

Por Chico Vigilante - “Quero denunciar para sociedade brasiliense e para as autoridades competentes a pregação da escalada da violência que está sendo praticada pelo candidato Ficha Suja, José Roberto Arruda.

Ontem, fui informado que durante comício no trecho III do setor Sol Nascente, lá em Ceilândia, o Ficha Suja Arruda conclamou os moradores do setor a expulsar os petistas de Brasília à Tapa.

Na noite de ontem, durante o comício no Condomínio Porto Rico, em Santa Maria, ele foi além: ele mentiu descaradamente prometendo que se for eleito irá asfaltar e regularizar o local que já está em processo de regularização. Nos anos de mandato dele, teve oportunidade mas por incompetência e corrupção abandonou os moradores da área sem nenhuma infraestrutura. Ele também mentiu descaradamente para a comunidade, prometendo que vai colocar asfalto, luz e rede de esgoto numa outra área de preservação ambiental, o que é proibido pela legislação vigente. Não cansado de mentir, conclamou a população do Porto Rico a expulsar os petistas ‘a pau’. Isso tudo foi gravado pelos próprios moradores, indignados com a postura agressiva dele.

Então o José Roberto Arruda, um fora da Lei, agora prega a violência e está tentando trazer um banho de sangue às eleições do Distrito Federal. É preciso que o Ministério Público e as autoridades competentes tomem todas as providências, no sentido de barrar essa pregação criminosa que está sendo feita por esse candidato ficha suja, aqui no DF.

Falo com a responsabilidade de quem, desde 1986, disputa eleição e que nunca praticou nenhum tipo de violência nas campanhas eleitorais. Está na hora de barrar essa pregação selvagem feita por este criminoso, que é o José Roberto Arruda.

Vale lembrar que incitação à violência é crime passível de cadeia.”

Chico Vigilante, deputado distrital

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Aeroporto JK bate recorde de voos internacionais

18 de julho, 2014

 Brasília - Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek

Ao todo, 1,6 milhão de passageiros passaram pelos terminais entre 10/6 e 13/7. A cada 10 passageiros que desembarcaram no país, um passou pela capital. Voos desembarcaram a cada dois minutos no Aeroporto JK

Brasília recebeu visitantes de todos os cantos do país e do mundo durante a Copa do Mundo da FIFA™. Entre os dias 10 de junho e 13 de julho, um total de 1,66 milhão de passageiros desembarcaram no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitscheck. Com isso, os terminais registraram um voo (pouso ou decolagem) a cada dois minutos e 20 segundos.

Operação internacional aumentou 55%, com 870 pousos e decolagens no período, segundo dados do consórcio Inframérica, responsável pelo terminal. Foi um recorde histórico para Brasília. Cerca de 67 mil turistas estrangeiros, 35% a mais que o mesmo período em 2013. Os hermanos argentinos ficaram no topo do ranking, com 166 voos diretos a partir da capital Buenos Aires. Em segundo lugar, ficou a conexão direta com Lisboa (Portugal) – com 86 voos.

A Secretaria de Turismo do DF montou um centro de atendimento ao turista (CAT) no aeroporto. “Tenho certeza que o visitante saiu com a melhor imagem possível de Brasília, pois preparamos a cidade para receber o turista. Assim que ele desembarcava, já recebia orientações sobre a cidade”, afirmou o secretário de Turismo, Luis Otávio Neves.

Excelência – A operação durante a Copa foi marcada pela pontualidade, com nível de atrasos e cancelamentos: abaixo da média de excelência mundial. “O Aeroporto estava preparado, graças ao investimento de R$ 1,2 bilhão que fizemos na reforma e na ampliação. Garantimos a capacidade para atender a este fluxo”, explica o presidente da Inframérica, Alysson Paolinelli.

Há quatro meses, o Aeroporto Internacional de Brasília conta com novas salas de embarque, dois píeres e 29 pontes de embarque (eram 13, antes do início das obras). A equipe de atendimento também foi reforçada com funcionários bilíngues, especialmente treinados para atender passageiros do Brasil e de todas as partes do mundo. Telões instalados no piso de check-in, na praça de alimentação e no Píer Norte exibiram cada minuto dos jogos do Mundial.

De acordo com dados da Secretaria Nacional de Aviação Civil, 16,74 milhões de pessoas circularam pelos 21 aeroportos utilizados para atender à demanda da competição. A cada 10 passageiros que desembarcaram no país, um passou pela capital federal.

Integração – Apenas no dia 23 de junho, quando a Seleção Brasileira enfrentou Camarões no Mané Garrincha, foram 613 pousos e decolagens, com mais de 52 mil passageiros. A aviação executiva bateu recordes no mesmo dia, com 140 voos.

O presidente da Inframerica ressalta o êxito da integração entre os diferentes órgãos de serviços e fiscalização, que atuam em conjunto para garantir o funcionamento do terminal. “A gente fornece a estrutura, mas o trabalho de companhias aéreas, Aeronáutica, polícias, Receita Federal e das agências reguladoras também é fundamental para garantir o bom funcionamento do sistema”, cita Alysson.

Sucesso nacional – No dia 6 de julho, o Brasil teve um pico e quebrou o recorde nacional de passageiros em um dia (548 mil), superando inclusive os 467 mil registrados no Carnaval deste ano. Para o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, o balanço positivo representa uma nova realidade nos serviços aéreos do país.

“Os números da Copa mostram o esforço do governo em mudar a infraestrutura aeroportuária brasileira. Nos últimos três anos e meio, realizamos o maior investimento no setor aéreo que o Brasil já viu”, revelou Moreira Franco, em entrevista coletiva na segunda-feira (14), referindo-se aos recursos de R$ 11,3 bilhões na construção de novas pontes de embarque e terminais de passageiros.

Cidade, Economia

Greve dos rodoviários é encerrada no Distrito Federal

18 de julho, 2014

 

Foto: Lula Lopes

Foto: Lula Lopes

Após reunião com o GDF, categoria volta ao trabalho e brasilienses são atendidos normalmente

A greve dos rodoviários do Distrito Federal foi encerrada, nesta sexta-feira (18), após reunião entre a categoria, patrões e o GDF. No encontro, ficou acordado o pagamento do reajuste de 20%, já repassado pelo governo, às empresas do setor. Essa medida põe fim à paralisação de três dias e normaliza o atendimento à população.

O secretário de Administração Pública, Wilmar Lacerda, reafirmou o compromisso do GDF para avançar na valorização dos direitos dos trabalhadores e deve realizar a assinatura de um acordo coletivo, em que será acrescentada, além do reajuste de 20% nos salários, a concessão de 20% no auxílio-alimentação e mais 40% para cesta básica.

“Nós renovamos a frota de ônibus no DF, avançamos no reajuste salarial e nos benefícios dos rodoviários, recomendamos o plano de saúde, e somos parceiros da categoria na valorização dos direitos dos trabalhadores” afirmou titular da pasta.

A reunião que resolveu o impasse da categoria aconteceu nessa quinta-feira (17) com a participação da Secretaria de Administração Pública, do Sindicato dos Rodoviários do Distrito Federal e do secretário de Transportes, José Walter Vazquez.

Cidade ,

Nota sobre declarações do procurador Rodrigo Janot

18 de julho, 2014

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O Diretório Regional do Partido da República no Distrito Federal vem a público protestar veementemente contra as declarações precipitadas do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sobre a candidatura do nosso líder José Roberto Arruda ao Governo do Distrito Federal.

O procurador Janot defende uma tese contrária à jurisprudência estabelecida pelo Tribunal Superior Eleitoral, cujo entendimento reiterado em inúmeras decisões é o de que as condições de elegibilidade se dão na data do registro.

Ao registrar sua candidatura, José Roberto Arruda apresentou todas as certidões e cumpriu todos os requisitos exigidos pela Lei Eleitoral. Por isso, não paira sobre sua candidatura qualquer ameaça legal.

Opiniões idênticas as do procurador Janot emitidas por representantes do Ministério Público Eleitoral do DF foram enquadradas como propaganda eleitoral irregular pelo Tribunal Regional Eleitoral do DF, em decisão assinada na quinta-feira, 17, pela juíza Eliene Ferreira Bastos.

Diante da estranheza de o procurador-geral da República defender uma tese desprovida de amparo legal e no âmbito estadual, o PR-DF não pode deixar de repudiar esta tentativa de personificação da lei, ainda mais tendo o procurador atuação prevista para o âmbito federal, o que significa dizer que sua opinião deveria valer para o país inteiro.

O PR-DF reitera sua confiança nas instituições brasileiras e confia no bom andamento da disputa eleitoral deste ano.

Brasília, 18 de julho de 2014.

Salvador Bispo

Presidente do PR-DF

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Arruda consegue liminar contra Ministério Público

18 de julho, 2014

 

José Roberto Arruda

José Roberto Arruda

O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) acolheu uma representação apresentada pelo Diretório Regional do Partido da República no DF e concedeu uma medida liminar contra o Ministério Público Eleitoral do DF – que divulgou nota afirmando ter impugnado a candidatura de José Roberto Arruda ao Governo do DF. A ação do PR cita os procuradores Elton Ghersel e Fabiana Derziê, que teriam feito “propaganda irregular” contra Arruda no intuito de “incutir no imaginário do eleitorado a inviabilidade jurídica da candidatura”.

O TRE-DF declarou que, ao lançar nota pública dizendo que o candidato José Roberto Arruda teria a diplomação impugnada caso vença a corrida eleitoral, a Procuradoria Eleitoral fez propaganda irregular prevista no Código Eleitoral. Desta forma, o TRE-DF determinou que o Ministério Público Eleitoral retire de seu site oficial a nota emitida a respeito do assunto.

“De fato observa-se que as mensagens do Ministério Público Eleitoral configuram propaganda negativa”, afirma a juíza Eliene Ferreira Bastos. “Os conteúdos impugnados dizem respeito a pleito de competência desse Tribunal Eleitoral e por isso concedo a medida liminar pleiteada para determinar a retirada imediata das mensagens constantes da página virtual do Ministério Público Federal”, conclui. (Por: Myrcia Hessen, do Diário do Poder)

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Janot defende cassação da candidatura de Arruda

18 de julho, 2014

 

Rodrigo Janot

Rodrigo Janot

Para PGR, condenação após prazo de registro não exclui lei da Ficha Limpa. Partido do candidato publicou nota em que repudia fala do procurador

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, defendeu nesta sexta-feira (18), em entrevista coletiva, a cassação da candidatura de José Roberto Arruda ao governo do Distrito Federal. O procurador, que é a autoridade máxima do Ministério Público em matéria eleitoral, disse ainda que a diplomação de Arruda pode ser impugnada se a candidatura for liberada e o ex-governador for, eventualmente, eleito.

Arruda foi condenado no dia 9 de julho pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal por participação no esquema de corrupção conhecido como mensalão do DEM. A Lei da Ficha Limpa prevê o impedimento da candidatura de políticos condenados por órgãos colegiados por crimes e improbidade administrativa.

O caso de Arruda, no entanto, é polêmico porque a condenação em segunda instância ocorreu depois de registrar a candidatura. Entendimentos anteriores da Justiça eleitoral indicam que vale a condição que o político tinha no momento do registro da candidatura, mas especialistas divergem. A Procuradoria-Geral Eleitoral do DF entrou com ação na última quarta-feira (16).

Para Janot, Arruda se utilizou de uma “manobra” para adiar o julgamento pelo TJ-DF e pode, sim, ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa. A sessão para análise do caso de Arruda no tribunal estava marcada para o dia 26 de julho, quando o Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu o julgamento acolhendo pedido da defesa de Arruda. Posteriormente, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, derrubou a decisão do STJ e autorizou que o TJ-DF julgasse Arruda.

“Na minha opinião, houve uma manobra por parte de Arruda e a condenação é causa de impugnação de candidatura. Se por acaso essa tese não for vitoriosa na Justiça Eleitoral, e eu confio que será, vamos impugnar a expedição do diploma”, afirmou Janot. Segundo o procurador, o Ministério Público Eleitoral irá sustentar a chamada “inelegibilidade superveniente” para evitar a posse de Arruda se a candidatura for liberada pela Justiça Eleitoral.

“Existe uma condenação em segundo grau. Se isso não autoriza a cassação do registro, existe ainda uma causa de inelegibilidade posterior. Isso autoriza recurso contra expedição de diploma.”

O PR do Distrito Federal, partido pelo qual Arruda vai disputar a eleição, emitiu nota nesta sexta em que repudia a fala do procurador-geral. No texto, o partido diz que “o procurador Janot defende uma tese contrária à jurisprudência estabelecida pelo Tribunal Superior Eleitoral, cujo entendimento reiterado em inúmeras decisões é o de que as condições de elegibilidade se dão na data do registro”.

Ainda de acordo com o texto, Arruda apresentou todas as certidões e cumpriu todos os requisitos exigidos pela Lei Eleitoral. José Roberto Arruda apresentou todas as certidões e cumpriu todos os requisitos exigidos pela Lei Eleitoral. “Por isso, não paira sobre sua candidatura qualquer ameaça legal”. (Nathalia Passarinho Do G1, em Brasília)

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Precisamos fazer um golaço em outubro

18 de julho, 2014

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Por Robério Negreiros

A Copa do Mundo acabou e agora entra em campo uma disputa muito mais importante: a preferência do eleitor pelo nome que irá governar a vida de brasileiros e dos cidadãos do Distrito Federal até o mundial de 2018. Os times estão organizados em escalações, digamos, esdrúxulas, pois a ideologia foi substituída pelo pragmatismo.

Mas, mesmo nesse universo inimaginável há alguns anos, não devemos perder de vista que, no final, a melhor proposta deve vencer. E para isso, esperamos que os principais nomes colocados na corrida pelos palácios do Planalto e do Buriti não se prendam a discussões pequenas, com acusações sobre quem é mais ou menos corrupto. Afinal, não vamos eleger vestais.

Queremos candidatos compromissados com a ética e com a boa aplicação dos dinheiro público, mas tais temas desconectados com as ações efetivas não produzem resultados. É preciso aliar essa saudável discussão a efetividade de obras estruturantes, com equipamentos públicos eficientes e acesso universal a saúde, educação, segurança e transporte de qualidade.

Como eleitor e cidadão, tenho a impressão de que ninguém que almeja se eleger chefe do Executivo pode fugir ao debate. É preciso colocar na mesa ideias e programas de governo exequíveis. Não pode haver disputas de tapetão ou tentativas de W.O. O que o povo quer é o jogo jogado, com clareza na apresentação dos projetos para um DF melhor e mais justo.

Essa é uma disputa em que importa, e muito, o time que vencerá. Pois se der zebra, toda a população vai pagar um preço alto pelos próximos quatro anos. E esse é o pior resultado possível para o Brasil e para Brasília. Muito pior que a goleada histórica que sofremos nos gramados. Pois que entre em campo o bom senso e uma disputa propositiva. O Brasil e Brasília agradecem.

* Robério Negreiros é deputado distrital, cidadão e eleitor.

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TRE recebe pedido de impugnação de Agnelo

18 de julho, 2014
Foto Roberto Castro

Foto Roberto Castro

 

Advogado diz desconhecer caso: ‘não tem denúncia, nunca foi condenado.’ Pedido foi feito por coligação do ex-governador Arruda, também candidato.

Do G1 DF – O Tribunal Regional Eleitoral informou que recebeu contestação à candidatura do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), à reeleição. Ao todo, foram 26 impugnações até esta quinta-feira (17), data-limite para fazer os pedidos. Advogado do governador, Luis carlos Alcoforado, disse desconhecer a informação.

“Em todos os documentos dele não há nenhum fato de inexigibilidade. Isso deve ser uma tentativa de nivelar por baixo uma discussão que não existe. O Agnelo não tem nem denúncia, nunca foi condenado”, disse Alcoforado.

De acordo com o TRE, o pedido foi feito pela candidata a deputada federal pelo PR-DF, Doutora Raquel, por ele não ter apresentado, ao registrar seus documentos, as certidões negativas do Superior Tribunal de Justiça, como determina o artigo 26 da Resolução 23.405/12 do Tribunal Superior Eleitoral.

Agnelo Queiroz responde a pelo menos quatro processos civis por improbidade cometida ao longo do atual mandato e uma ação popular.

Doutora Raquel faz parte da coligação União e Força 1 – ligada ao PR, partido do ex-governador Arruda, acusado de participar do esquema conhecido como mensalão do DEM. Ela já havia entrado com ação para investigar abuso de poder político e econômico por parte do atual governador – a defesa dele nega que tenha havido o crime. O G1 aguarda retorno do partido com o posicionamento a respeito da impugnação de Agnelo.

O ex-governador também teve a candidatura impugnada, mas pela Procuradoria Regional Eleitoral. Para o Ministério Público, Arruda deve ser barrado com base na Lei da Ficha Limpa. O órgão também contestou a candidatura a deputada federal da atual parlamentar Jaqueline Roriz (PMN).

Ao todo, o DF tem 1.143 candidatos conforme a Justiça Eleitoral: seis tentam o cargo de governador; oito de senador; 131 de deputado federal; e 998 de deputado distrital.

Todos os políticos terão sete dias para apresentar defesa sobre a impugnação. O Tribunal Regional Eleitoral do DF ainda terá que julgar todos os registros dos candidatos. Todos podem prosseguir normalmente com as campanhas eleitorais até uma decisão final da Justiça.

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Prazo para pagar IPVA termina em 31 de julho

18 de julho, 2014

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Quem não acertar as contas com a Fazenda estará sujeito a punições, entre elas não poder assumir cargo público

Os contribuintes que ainda não quitaram o Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) 2014 terão até 31 de julho para acertar a conta com a Secretaria de Fazenda (SEF/DF). A previsão é que até esta sexta-feira (18) 403 mil guias de arrecadação sejam enviadas. Somados, os débitos chegam a R$ 230 milhões.

Desde a última segunda-feira (14), a pasta começou a enviar aos inadimplentes o formulário de pagamento atualizado do imposto com juros de mora de 1%, multa de 10% e atualização monetária de acordo com o Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC). O débito não poderá ser parcelado.

Segundo o último levantamento da pasta, quase R$ 472 milhões já foram arrecadados em 2014, R$ 277 milhões apenas em cota única.

PUNIÇÕES – O contribuinte que não quitar o débito junto ao Fisco local será inscrito na dívida ativa do DF a partir de janeiro do próximo ano. O inadimplente fica impedido de indicar os créditos do Nota Legal, assumir cargo público, assinar contratos com o governo, entre outras penalidades, como a não emissão do Certificado do Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) 2014.

O Detran-DF iniciará oficialmente a cobrança do documento a partir de 1º de outubro, e quem não estiver com a documentação em dia será autuado com infração gravíssima. Os condutores pegos receberão multa de R$ 191,54, além de ganhar sete pontos na carteira de habilitação e ter o veículo apreendido.

2ª VIA – Quem não receber a nova guia pode imprimi-la no site da Fazenda (http://www.fazenda.df.gov.br/). É necessário ter em mãos o número da placa e do Renavam do veículo. Outras opções são procurar as lojas de Conveniência do BRB, qualquer unidade do Na Hora ou uma das agências da Receita do DF.

Cidade, Economia

Datafolha revela empate técnico entre Dilma e Aécio

18 de julho, 2014

No primeiro turno, presidente tem 36%, contra 20% do tucano e 8% de Eduardo Campos

Por Leonardo Guandeline, Júnia Gama e Germano Oliveira, de O Globo – Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira pela TV Globo e pela “Folha de S. Paulo” mostra que a presidente Dilma Rousseff (PT) ainda lidera a disputa com 36% das intenções de voto contra 20% de Aécio Neves (PSDB), mas, pela primeira vez, a diferença dela para o tucano no segundo turno caiu para apenas quatro pontos percentuais, a mais baixa do levantamento feito pelo instituto, configurando empate técnico, já que a pesquisa tem margem de erro de 2 pontos para mais ou para menos. Se a eleição do segundo turno fosse hoje entre Dilma e Aécio, a petista teria 44% dos votos e o tucano teria 40%.

Na pesquisa anterior sobre o segundo turno, realizada nos dias 1 e 2 de julho, Dilma tinha 46% contra 39% de Aécio, com uma diferença de sete pontos. Na disputa de Dilma com Eduardo Campos (PSB), a presidente teria agora 45% contra 38% do ex-governador de Pernambuco. Na pesquisa anterior, Dilma tinha 48% e Campos, 35%.

Datafolha faz levantamento de candidatos à Presidência - Arte O Globo

Datafolha faz levantamento de candidatos à Presidência – Arte O Globo

Segundo a pesquisa Datafolha, que ouviu 5.377 pessoas nos dias 15 e 16 de julho, Dilma ainda lidera a disputa e teria 36% das intenções de voto, contra 20% de Aécio, 8% de Eduardo Campos (PSB) e 3% do Pastor Everaldo. Os votos brancos e nulos eram 13% e os que não sabiam em quem votar eram 14%. Dilma oscilou negativamente dois pontos, já que na pesquisa realizada nos dias 1º e 2 de julho ela tinha 38% (contra 20% de Aécio e 9% de Eduardo Campos). Na última pesquisa, feita nos dias 1º e 2 de julho, Dilma tinha 38%, Aécio 20%, e Eduardo Campos 9%. Os brancos e nulos eram 13% e não sabiam em quem votar eram 11%.

Juntos, todos os candidatos rivais de Dilma somam 36%, mesmo percentual atribuído à petista, o que fortalece ainda mais a expectativa de realização de segundo turno.

DESAPROVAÇÃO BATE RECORDE

Na medida em que o segundo turno fica mais próximo, também aumenta a desaprovação ao governo da presidente Dilma: 29% desaprovam a gestão da presidente petista. Na pesquisa realizada nos dias 1º e 2 de julho, Dilma era desaprovada por 26%, que disseram que seu governo era ruim ou péssimo. O total de eleitores que classificam a administração como boa ou ótima é de 32%, praticamente o mesmo percentual apurado em junho de 2013. Naquela época, a taxa de aprovação à gestão da presidente despencou de 57% para 30%. Os que acham que o governo é regular somam 38%. A taxa de 29% de desaprovação da gestão Dilma é a maior da série, desde março de 2011.

A taxa de rejeição da presidente Dilma também subiu de 32% para 35%. Depois dela, o candidato mais rejeitado é o Pastor Everaldo (PSC) com 18% de rejeição. Aécio oscilou de 16% para 17% e Eduardo Campos manteve os 12% da pesquisa anterior.

O empate técnico entre a presidente Dilma Rousseff e o senador Aécio Neves divulgado pelo Instituto Datafolha em simulação de segundo turno está diretamente relacionado à queda na avaliação do governo da presidente. Essa é a opinião do cientista político Fernando Antônio de Azevedo, da Universidade Federal de São Carlos (UFScar). O professor ainda acrescenta que, “pela primeira vez, a oposição vislumbra uma possibilidade efetiva de ganhar as eleições deste ano”.

— Esse dado (empate técnico no segundo turno) está relacionado com a avaliação do governo da presidente. O ruim/péssimo está muito próximo do ótimo/bom, com número expressivo de avaliação regular — avalia Azevedo.

A exemplo de Azevedo, o cientista político Cláudio Couto, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), acredita que a eleição deve ser muito disputada. Ele observa que, nas simulações de segundo turno, os candidatos da oposição têm apresentado curvas ascendentes nas últimas pesquisas, enquanto que Dilma registra o contrário. Couto salienta que a avaliação positiva do governo da presidente tem caído após uma ligeira recuperação e os índices estão próximos aos registrados após os protestos de junho do ano passado.

— Há uma tendência de piora na avaliação do governo. A melhora após queda em julho do ano passado foi revertida. Houve uma piora com índices num patamar muito parecido com aquele pós-manifestações. E a presidente volta a ter essa pior avaliação às vésperas da disputa eleitoral — disse Couto.

Para ele, é “altamente improvável” que a eleição seja vencida no primeiro turno.

LÍDER DO PT DISCORDA DE NÚMEROS

A assessoria da campanha da presidente Dilma Rousseff informou que, como sempre, a candidata não comentaria pesquisas. O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), no entanto, disse não acreditar nos números.

— Não assusta, nem surpreende, e não acredito que isso corresponda a um dado de realidade. Mas não vou discutir com pesquisa. No momento que começarmos a campanha propriamente dita, não tenho dúvida de que vamos ganhar bem — afirmou Costa.

Aécio Neves comemorou o resultado:

— É mais uma pesquisa que aponta claramente na direção de que teremos segundo turno. Quanto mais caminho pelo Brasil, percebo que o sentimento de mudança é crescente e acredito que é o que vai prevalecer. Cabe a nós cada vez mais apresentarmos nossas propostas e discuti-las com a sociedade para que o Brasil faça sua escolha — disse o tucano.

Coordenador-geral da campanha de Aécio, o senador José Agripino Maia (DEM) ressaltou que o dado mais relevantes contra a presidente Dilma foi a queda dos indicadores de avaliação de seu governo.

— Candidato de governo com avaliação “bom e ótimo” igual a “ruim e péssimo” está morto. Eu nunca vi candidato de governo com esse tipo de avaliação ganhar a eleição. Não é para tirar os pés do chão nem comemorar, mas as chances da oposição são reais —afirmou Agripino Maia.

A assessoria de Eduardo Campos considera positivo resultado da pesquisa. Avalia que a sondagem mostra uma continuidade na queda da Dilma e que a eleição caminha para o segundo turno “com boa chance” de derrota da presidente Dilma e de vitória da oposição.

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Urbanização e vila olímpica para o Porto Rico

18 de julho, 2014
Foto Roberto Rodrigues / PR-DF

Foto Roberto Rodrigues / PR-DF

 

Bairro mais carente de Santa Maria vai receber da gestão Arruda redes de água, esgoto, luz, asfalto e a sonhada praça de esportes e lazer

No último evento do dia dedicado ao Gama e a Santa Maria, o candidato ao governo do Distrito Federal, José Roberto Arruda, informou na noite desta quinta-feira, 17, aos moradores do condomínio Porto Rico, um dos lugares mais carentes do DF, que eles receberão a mesma ação emergencial esperada para o Sol Nascente (Ceilândia), Santa Luzia (Estrutural) e Del Lago (Itapoã): “Vamos entrar aqui, construir as redes de esgoto, de água, as galerias pluviais, asfaltar todas as ruas e trazer a rede de eletricidade”, discursou, sob aplausos de mais de três mil moradores.

Arruda foi além. “Mas meu governo não vai parar aí. Vamos construir um posto de saúde e uma vila olímpica. Por que as crianças vão poder praticar esportes durante a semana e no fim de semana as famílias vão ter um clube para se divertir”, acrescentou.

O comício do Porto Rico foi marcado pelo menino Samuel, de 10 anos. Ele subiu ao palco e pediu para falar. Pegou o microfone e disse: ”O PT não fez nada pela cidade, só faz lá no Plano. Se o senhor voltar, vai tudo melhorar”, reclamou. Arruda e todos os demais aplaudiram.

Encorajado por Samuel, outro morador pediu para falar. “O senhor botou lá embaixo os postes. Mas saiu e esse pessoal que está lá não conseguiu botar nem uns braços de luz”, disparou. “A gente precisa trazer o Arruda de volta, a gente precisa de um governador bom de gestão, eficiente, que bote as coisas para andar”, discursou o senador Gim Argello, candidato da coligação União e Força (PR-PTB-DEM-PMN-PRTB) a mais um mandato no Senado.

Outro benefício esperado pela população é a legalização das terras. Quando governador, Arruda assinou o decreto legalizando a propriedade sobre os lotes, mas o processo não foi concluído. “Eles serão as escrituras para vocês?”, perguntou à platéia, de quem obteve um alto e claro “não!”. “Mas meu governo vai entregar as escrituras e vocês me perdoem, mas as escrituras vão estar no nome das mulheres, por que elas são muito mais fortes que a gente.”

 

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Como as redes multiplicam a imprensa na campanha

18 de julho, 2014

Cesar maia

1. Suponhamos um jornal com 200 mil leitores. Pela multiplicidade de notícias, a menos que seja uma notícia continuada -tipo campanha- a memória das matérias é de curtíssimo prazo para todos aqueles que não estão fortemente envolvidos com o conteúdo dessa ou daquela, seja pela força da informação ou da emoção.

2. Suponhamos uma matéria que gere memória, mas cuja publicação ocorreu numa página interna. Apenas uma fração dos leitores -digamos 10%- a leu com atenção. Digamos 20 mil pessoas. Se essa matéria é de interesse eleitoral, com denúncias sobre um candidato majoritário, os militantes de seus adversários vão usar essa matéria contra aquele.

3. O poder difusor da internet em matérias políticas é muitas vezes maior em matérias negativas. Quando militantes de uma candidatura copiam a matéria com denúncias sobre seus adversários, iniciam um processo de multiplicação nas diversas redes que tem acesso. Quando são redes pequenas, a multiplicação das matérias depende dos momentos seguintes.

4. Quando são redes grandes, as matérias já partem com bases ampliadas e a partir dai vão ser multiplicadas. A força do multiplicador das notícias eleitorais impressas tiradas de páginas internas dos jornais e revistas depende do interesse das mesmas e dos pontos de deflagração. Portanto, seu impacto muda de acordo com essas duas variáveis básicas: interesse e deflagradores primários e secundários.

5. A velocidade de multiplicação aumenta muito quando está linkada a fotos/desenhos, com pouco texto, tipo a diagramação de charges. Claro, observado os dois vetores: interesse e deflagradores. Só que com potencial de multiplicação muito maior.

6. O uso dos vídeos tem fortíssimo potencial multiplicador, observados três vetores: interesse, deflagradores e o surpreendente/inusitado dos fatos em vídeos. Mas há uma restrição: o tamanho do vídeo. Quanto mais curto, melhor. Quando se aproxima ou passa de 3 minutos, ou o interesse e o inusitado do vídeo são muito fortes, ou tende a não ser visto até o final.

7. Nesse caso, se o impacto ocorre no final, o vídeo que vai além de 3 minutos perde muito, muito de seu potencial multiplicador.

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Avaliação de Dilma continua caindo: 32% de otimo+bom x 29% de ruim+péssimo!

(Datafolha/Veja Online, 18) A reprovação ao governo e a aprovação empataram, uma situação sempre temida pelos candidatos à reeleição: hoje, acham seu governo ótimo ou bom 32% dos entrevistados — há duas semanas, eram 35%. Consideram-no ruim ou péssimo, 29% (26 na pesquisa anterior). E os mesmos 38% o avaliam como regular. Dilma, definitivamente, não tem por que se alegrar.

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Engarrafamento: “a vida fica menor”!

(Cora Rónai, 17) 1. Eu adorava passear de carro! Quando estava sozinha e tinha uma folga no trabalho, saía de casa sem destino definido, e ia aonde o dia me levasse. Explorava ruas que não conhecia, subia ladeiras, rodava por Santa Teresa, pela Muda, pelo Grajaú. Havia sempre uma surpresa interessante pelo caminho, uma casa simpática, uma árvore bonita. O Centro, engarrafado desde sempre, era um dos poucos lugares que não me atraíam: era impossível passear de carro onde o trânsito exigia tanta atenção.

2. Na sexta-feira retrasada peguei um táxi em frente de casa, na altura do Corte de Cantagalo, para ir à Fonte da Saudade — uma corrida boba que, normalmente, leva cerca de dez minutos, e custa uns R$ 12 ou R$ 13. Pois levei uma hora e meia e paguei R$ 40. Em vários momentos tive vontade de descer do carro e seguir a pé, mas fazia um calor insuportável, eu estava com uma roupa pouco apropriada para derreter ao sol e, além disso, seria covardia abandonar o motorista sozinho com o prejuízo.

3. Na segunda-feira passada tive que ir à Barra. A corrida, se é que se pode chamá-la assim, levou duas horas. O percurso, que antes me dava tanto prazer, há tempos se tornou um suplício; hoje só vou à Barra por absoluta necessidade, e faço o que posso para que essa necessidade seja cada vez menor. Não há comércio, restaurante ou espetáculo que justifique tanto tempo perdido.

4. O horrendo trânsito do Rio, que já ultrapassou São Paulo como cidade mais engarrafada do Brasil — e que ostenta o tristíssimo título de terceira cidade mais engarrafada do mundo — acaba com a alegria de qualquer um. Não é só o tempo perdido, o estresse sem fim; ficamos cada vez mais confinados aos nossos bairros, perdemos o prazer de percorrer e de descobrir a nossa cidade. A vida fica menor.

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Cirurgia de Roriz é de urgência

18 de julho, 2014

 Joaquim Roriz. BrasÌlia, 01/03/2007 - Foto Orlando BritoJoaquim Roriz. Foto Orlando Brito 

O ex-governador do DF Joaquim Roriz (PRTB) será submetido a um transplante de rim na semana que vem. A doadora será sua filha mais velha, Jaqueline Roriz, que descobriu a compatibilidade na quarta (16).

Fontes próximas dizem que o ex-governador “está bem, com toda estrutura hospitalar”, mas ainda precisa de sessões diárias de hemodiálise e se desloca com cadeira de rodas para evitar cansaço. (Claudio Humberto)

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Deputado Cristiano explica que é ficha limpa

18 de julho, 2014

 

Deputado Cristiano Araújo

Deputado Cristiano Araújo

O deputado distrital Cristiano Araújo (PTB), acusado de abuso de poder econômico em 2006, teve seu caso extinto pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esta decisão permitiu que o parlamentar se candidatasse e se reelegesse em 2010. Foi um dos mais votados. Agora, é candidato ao terceiro mandato, na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

A questão anterior está inteiramente vencida. Não há o que discutir. O processo foi extinto e em 2010 foi deferida sua candidatura, quando Cristiano Araújo foi reeleito. A impugnação do Ministério Público Eleitoral, que o incluiu numa lista de pessoas com níveis de culpabilidade diferenciados e razões diversas, demonstra que há um forte conteúdo político-partidário nessa informação.

O deputado Cristiano Araújo não é ficha suja e pode, tranquilamente, ser candidato em outubro próximo.

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Presidente do Equador visita Fábrica Social

17 de julho, 2014
Foto: Dênio Simões / GDF

Foto: Dênio Simões / GDF

Projeto do GDF poderá servir de referência para o país sul-americano

Em viagem oficial ao Brasil, o presidente do Equador, Rafael Correa, visitou, nesta quinta-feira (17), o projeto Fábrica Social, mantido pelo GDF. Durante o passeio pelas diversas áreas de confecção, o chefe de Estado sul-americano classificou a iniciativa como um “grande aprendizado”.

“Hoje tivemos a oportunidade de visitar este maravilhoso projeto. São pessoas humildes, que estavam em extrema pobreza e agora estão trabalhando. Este é um conceito importante porque estão recebendo aqui a oportunidade”, frisou Correa.

Durante a visita, o presidente foi recepcionado pelo governador Agnelo Queiroz e pela ministra do Desenvolvimento Social, Transferência de Renda e Combate à Fome, Tereza Campelo. No local, o mandatário equatoriano conheceu, entre outras coisas, as oficinas de produção de bolas, bandeiras, bonés e uniformes escolares.

Na ocasião, Correa conversou com algumas das 1,9 mil pessoas assistidas pelo programa e posou para fotos. Para serem inseridos nessas atividades, os beneficiários precisam, obrigatoriamente, estar inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico).

De acordo com o governador Agnelo Queiroz, a visita do presidente ao projeto representa uma troca de experiências. Ele frisou que essa iniciativa, de cunho social, ajuda a retirar cidadãos da extrema pobreza.

“Para nós é uma honra muito grande receber o presidente do Equador, Rafael Correa, na Fábrica Social. Este é um programa de capacitação que dá oportunidade para as pessoas excluídas do mercado de trabalho, que estão em condições precárias, poder aprender uma profissão, ganhar pelo que produzem e abrir os horizontes para o mercado de trabalho”, destacou o governador. (Fábio Magalhães, da Agência Brasília)

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Arruda promete pacto para regularizar Arniqueiras

17 de julho, 2014

 

(Fotos: Roberto Rodrigues/PR-DF)

(Fotos: Roberto Rodrigues/PR-DF)

 

Arruda inicia entendimento para, depois de eleito, tirar seis mil domicílios da ilegalidade

O candidato ao Governo do Distrito Federal, José Roberto Arruda, reuniu-se na noite da quarta-feira, 17, com 400 empresários e profissionais liberais moradores de Arniqueiras e iniciou os entendimentos para um grande pacto de legalização das terras. Ele propôs que, depois de assumir o mandato, em primeiro de janeiro de 2015, a comunidade interrompa todas as construções por 180 dias para que seja feita a atualização do mapeamento oficial. A partir daí, a legalização começa a tomar forma.

“No meu governo, a gente fez o mapeamento, mas já se passaram quatro anos, então a gente precisa atualizar. Enquanto atualizamos, vocês se comprometem a não construir mais nada. Depois, a gente se reúne, faz uma assembleia, aprova o projeto urbano, a administração expede os alvarás e as obras passam a andar de acordo com lei”, detalhou. “Esse é o primeiro passo para a entrega das escrituras.”

Arruda foi questionado sobre uma eventual derrubada dos imóveis do lugar. “Vocês podem ficar tranquilos que nenhuma casa vai ser derrubada. É muito melhor para o Estado legalizar a situação de vocês, para que vocês paguem os impostos, as taxas públicas, tudo como deve ser”, frisou, apoiado pelos moradores.

Atualmente ligada à administração de Águas Claras, Arniqueiras é um bairro com 25 mil moradores de classe média — renda per capita média de R$ 2.250 por mês. Das sete mil residências instaladas lá, seis mil não tem escritura, pois os terrenos onde as casas estão construídas não são regularizados. Por isso, só 4% dos domicílios são cobertos pela rede de esgoto e somente uma em cada três ruas tem galeria de águas pluviais, segundo a Companhia de Desenvolvimento do Distrito Federal.

Imprensada entre Núcleo Bandeirante, Guará e Águas Claras, Arniqueiras também sofre com problemas de mobilidade. Na reunião com os moradores, Arruda avisou que já tem pronta também a solução para isso: “Eu vou concluir uma obra fundamental para vocês, que é a Interbairros”, avisou.

MOBILIDADE – O projeto da Interbairros está pronto há mais cinco anos. Ele consiste na construção de uma via expressa com seis faixas de rolamento em cada mão onde hoje passa o linhão de transmissão de energia que vem de Furnas em rede aérea, com torres e cabos. “É uma linha de 320KV, que hoje a gente não pode construir nada perto dela por causa do campo magnético”, explicou. “Mas a tecnologia já permite que seja enterrada. Nós vamos enterrar a linha e construir a Interbairros no lugar dela, paralela à linha do metrô.”

A viabilidade econômica do projeto é outro ponto forte. “As áreas laterais da via serão vendidas para construir prédios. Esse dinheiro paga toda a obra, que vai custar R$ 600 milhões. Com ela, a pessoa vai conseguir sair de Samambaia, passar por Taguatinga, Arniqueiras, Águas Claras, Guará e chegar no SIA em seis minutos”, disse Arruda.

 

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