Reunião marca início da transição

31 de outubro, 2014
Agnelo Queiroz recebe o governador eleito no Palácio do Buriti. Foto: Dênio Simões / GDF

Agnelo Queiroz recebe o governador eleito no Palácio do Buriti. Foto: Dênio Simões / GDF

Em clima de parceria, atual governador reafirma que entregará a cidade em pleno funcionamento

No primeiro encontro com o governador eleito Rodrigo Rollemberg, o atual chefe do Executivo, Agnelo Queiroz, reafirmou que entregará uma cidade melhor do que a que encontrou no início de sua gestão e se colocou à disposição da equipe de transição. Durante a reunião, que foi realizada nesta sexta-feira (31), no Palácio do Buriti, foi decidido, ainda, que a Casa Civil e a Secretaria de Planejamento farão a coordenação executiva do trabalho durante esse período.

“Nós vamos dar total apoio para que essa transição seja a mais construtiva possível, de tal maneira que a partir do dia 1º o governo já comece em pleno funcionamento”, garantiu Agnelo Queiroz. Sobre as contas do governo, Agnelo ressaltou que trabalhará até o dia 31 de dezembro para entregar a cidade em condições melhores do que recebeu. “Vamos passar um grande superávit para o próximo governo. Só de obras assinadas e contratadas são aproximadamente R$ 25 bilhões”, acrescentou o governador, que estava acompanhado do vice-governador, Tadeu Filippelli, e dos secretários da Casa Civil, Swedenberger Barbosa, e do Planejamento, Paulo Antenor de Oliveira.

Durante o encontro, o governador eleito agradeceu a disposição de Agnelo Queiroz em realizar a transição de maneira tranquila e democrática. “Desde o dia da eleição, quando – Agnelo – ligou para me cumprimentar, disse claramente que forneceria todas as informações necessárias para que possamos tomar as decisões que considerarmos as mais adequadas a partir de 1º de janeiro”, afirmou Rollemberg.

Sobre a situação financeira o governador eleito disse que sempre há certa preocupação, mas que aguardará os dados oficiais das condições do Distrito Federal. “Formulamos um conjunto de perguntas sobre questões financeiras, sobre contratos que expiram no dia 31 de dezembro, para que possamos conjuntamente tomar as medidas para que não haja descontinuidade de serviços públicos fundamentais para a população.”

Rollemberg anunciou, também, que pretende utilizar o Centro Administrativo como nova sede do governo tão logo seja entregue. “O governador disse que vai entregá-lo até dezembro mobiliado e em condições de funcionamento. Foi um investimento grande feito pelo Governo do Distrito Federal e certamente nós vamos fazer com que a administração do DF se mude para lá.”

O futuro governador voltou a destacar que entre as principais medidas de sua gestão está a redução dos cargos comissionados, a criação do Conselho de Transparência e da mudança das regras para eleições das administrações regionais. (Por Kelly Ikuma, da Agência Brasília)

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Troca de presidente no BRB

31 de outubro, 2014

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Está sendo trocado neste momento o presidente do BRB, o banco do governo do Distrito Federal.

Uma reunião do conselho de administração que acontece agora na sede do banco está tirando Paulo Roberto Evangelista Lima do cargo e nomeando o vice Alair Vargas, que ficará no cargo somente até o final de dezembro.

Em janeiro, o novo governador do DF, Rodrigo Rollemberg, nomeará outro executivo para o posto.

É natural que haja um estranhamento geral na decisão. Por que tirar um presidente a dois meses do final do seu mandato? (Por Lauro Lardim)

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2014 elege governadores sem expressão política!?

31 de outubro, 2014

Ex-blog Cesar maia

1. O Brasil é uma Federação. E, além disso, é um presidencialismo vertical.  Estas duas condições dão aos governadores uma força mais que proporcional. Especialmente num Congresso pulverizado com 28 partidos.

2. Em função disso, a função aglutinadora e coordenadora dos governadores em relação a suas bancadas de deputados e senadores amplia, em muito, a importância política deles.

3. E será isso que os fortalecerá junto a Presidente da República que, num parlamento pulverizado idealmente, precisaria se articular com os governadores para evitar o varejo do voto, pai e mãe dos mensalões.

4. Mas se avaliarmos os governadores eleitos, apenas dois terão -de partida- expressão política e capacidade de liderar suas bancadas de deputados federais e senadores: Alckmin de S.Paulo e Pimentel de Minas Gerais. Aliás, ambos presidenciáveis para 2018.

5. Num quadro destes, a tendência desses últimos anos de desfederalização de fato se acentuará, seja desfederalização econômico-fiscal, seja político-parlamentar.

6. Com isso, crescerá a verticalidade presidencial, será ampliado o varejo parlamentar e a importância do ministro de articulação política, tenha o ministério o nome que tiver. O tempo dirá se a Alckmin e Pimentel se somarão outros nomes que venham a ganhar destaque no exercício do governo.

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Cresce prestígio de Evo Morales!

(Natálio Botana, sociólogo-historiador – La Nacion, 21) 1. Evo Morales injetou na maioria dos bolivianos sentimentos de pertencimento: um homem como tantos outros que emergiu como o primeiro presidente vindo dos povos indígenas, que não hesitou em mudar a Constituição e incorporar a seu texto e prática a multinacionalidade; que nacionalizou empresas de energia; que controla com mão de ferro os meios de comunicação; que esteve prestes a abrir um sério conflito com Santa Cruz de La Sierra; que, amante da polarização, condena o neoliberalismo e o imperialismo e até se atreve a romper laços com os Estados Unidos, e suspender relações diplomáticas.

2. Evo é, portanto, um populista de ações e símbolos, defensor da reeleição, onipresente, que quer virar a página de uma Bolívia de direita, definitivamente superada pelo seu projeto de esquerda. Ele começou de baixo e continua a crescendo junto com meio milhão de bolivianos que saíram da pobreza em um país onde esse atributo foi (ainda é) um dado persistente ao longo de dois séculos de sofrimentos e injustiças. A imigração boliviana na Argentina atesta esta fratura que contribuiu para expulsar populações em busca de um destino melhor.

3. Ascensão parece ser a ordem do dia na república fundada por Bolívar. Mas não há ascensão possível se você não tem os pés plantados no chão e Evo parece tê-los. Desde 2006, a Bolívia tem um crescimento anual acumulado de 5%, a inflação é baixa (4%) e o apoio fiscal, alto. Desde 2005, as exportações aumentaram nove vezes: Bolívia tem em seu Tesouro as maiores reservas do mundo em proporção ao seu tamanho populacional, permitindo-lhe captar recursos a taxas razoáveis.

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Visitas liberadas ao Mané Garrincha​

31 de outubro, 2014

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A partir deste sábado (1º) moradores do DF e turistas poderão participar de visitas guiadas dentro da arena brasiliense. Os tours serão realizados entre 10h e 16h

O programa de visitação ao Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha foi ampliado. Turistas e moradores do Distrito Federal poderão conhecer a arena a partir deste sábado, 1º de novembro, durante visitas guiadas. Sempre aos sábados, entre 10h e 16h, serão promovidos tours com grupos de, no máximo, 50 pessoas – o que garantirá a segurança e o conforto dos visitantes.

A partir das 9h30, terá o início a distribuição de 200 ingressos para as visitas da manhã. Às 13h, começa a entrega de mais 200 tíquetes para os tours da tarde. A distribuição respeitará a ordem de chegada dos interessados, e também o atendimento ao público preferencial – cada idoso, gestante e pessoas com deficiência terá direito a ingressar no estádio com um acompanhante. À medida que se formarem grupos de 50 pessoas, terá início a visita de cada grupo.

Ponto de concentração – O acesso de pessoas com mobilidade reduzida, cadeirantes e idosos está garantido: a arena conta com elevadores e rampas. O ponto de concentração dos grupos será no portão externo S, voltado para o Ginásio Nilson Nelson: há parada de ônibus e estacionamento próximos a essa entrada.

A abertura do estádio para o público em geral aos sábados é uma nova iniciativa. Mas desde abril de 2011, antes mesmo da inauguração, o Mané oferece visitas agendadas. Já passaram pela arena alunos dos ensinos Básico, Fundamental e Médio; estudantes de Graduação em arquitetura e engenharia, além de moradores das Regiões Administrativas do DF que participaram do programa GDF Junto de Você. Oportunidades que levaram mais de 15 mil pessoas a conhecerem a arena.

Turismo cidadão – Assim como as visitas agendadas, os tours semanais de sábado serão gratuitos. Não haverá cobrança de ingresso, como ocorre em outras arenas do país, mas o Governo do Distrito Federal convida os visitantes a participarem da campanha de doação de livros infantis.

“Além de ampliar o acesso ao Mané Garrincha, esse é um projeto social que contribuirá com a formação de nossas crianças. Estamos, de uma só vez, incentivando o turismo cidadão e a educação em nossas cidades”, destaca o secretário de Justiça e Cidadania do DF, Claudio Monteiro.

Ele explica que os livros arrecadados serão entregues a creches da região, em uma parceria entre as secretarias de Turismo e Projetos Especiais e de Justiça e Cidadania. A prioridade será distribuir as doações para creches localizadas nas cidades com menor renda do Distrito Federal.

Bastidores – O passeio de sábado pelo Mané será atrativo até para quem já participou de jogos e eventos realizados dentro da arena. Isso porque, além das arquibancadas, os visitantes terão acesso à lateral do gramado e banco de reserva, túnel por onde os times entram em campo e a vestiários das equipes: áreas normalmente restritas aos craques do futebol e comissões técnicas.

Palco de sete jogos da Copa do Mundo de 2014, de partidas dos campeonatos Brasileiro e Candango, e amistosos com as seleções Brasileira e Olímpica de futebol. O Mané Garrincha foi ainda o primeiro estádio a receber uma partida de futebol de salão – jogo que registrou o maior público da modalidade: 56.578 mil pessoas, em 7 de setembro, na vitória do Brasil sobre a Argentina por 4×1. A arena também recebeu grandes shows, como as apresentações da cantora Beyoncé e dos veteranos do Aerosmith. Em 23 de novembro, será palco do primeiro show do ex-Beatle Paul McCartney em Brasília.

Para o secretário de Turismo e Projetos Especiais, Luís Otávio Neves, a ampliação do programa de visitação ao estádio vai beneficiar tanto os turistas quanto os moradores da cidade. “O Mané Garrincha se tornou um dos monumentos mais atraentes da capital. Estamos ampliando o compromisso de garantir a democratização do espaço”, afirma.

PARTICIPE:

Visitação ao Estádio Mané Garrincha

Quando: todos os sábados, entre 10h e 16h.

Ingressos: São gratuitos, mas os participantes são convidados a doar um livro infantil – as doações serão destinadas a creches do DF.

A retirada dos ingressos para as visitas pela manhã começa às 9h30. Para a tarde, os ingressos podem ser retirados a partir das 13h. Serão oferecidos 400 tíquetes (200 para cada turno).

Acesso: A entrada se dará pelo portão externo S, voltado para o Ginásio Nilson Nelson. Os interessados serão encaminhados à bilheteria do portão interno 5, onde haverá a distribuição dos tíquetes gratuitos para as visitas guiadas.

Tours: Com intervalos médios de 45 minutos, grupos de 50 pessoas terão acesso ao estádio por vez. Serão respeitados a ordem de chegada e o atendimento ao público preferencial, sendo que cada preferencial poderá estar com um acompanhante.

Visitas agendadas: As instituições interessadas devem encaminhar a solicitação para o e-mail estadio.visitas@gmail.com. Os pedidos serão atendidos de acordo com a disponibilidade do estádio.

Cidade, Esportes

Rollemberg se reúne com Wasny sobre transição

31 de outubro, 2014

rollemberg wasny

Com equipe de transição, governador eleito Rolemberg diz que vai trabalhar em parceria com a CLDF

O governador eleito do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), reuniu-se na tarde desta quinta-feira (30) com o presidente da Câmara Legislativa, deputado Wasny de Roure (PT), para discutir a transição do governo. Durante o encontro, que aconteceu na Presidência da Casa, eles trataram do orçamento para 2015, da política habitacional do DF, da regularização de terrenos para entidades religiosas e de assistência social e de proposições como a Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos) e o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB).

Segundo Wasny, o governador Agnelo Queiroz deve retirar os projetos da Luos e do PPCUB, que devem retornar ao Conselho de Planejamento Territorial e Urbano (Conplan). Com relação ao orçamento para o próximo ano, o chefe do Legislativo alertou para dificuldades sinalizadas pelo relator do Projeto da Lei Orçamentária Anual (PLOA), Rôney Nemer (PMDB), incluindo o déficit para 2015 e despesas com a máquina pública – que contabiliza a entrada de 35 mil novos servidores neste governo.

Rollemberg aproveitou para pedir a atenção do Legislativo, especialmente, a propostas que possam gerar mais despesas no início do novo governo. Ele enfatizou a importância da Câmara Legislativa e disse querer trabalhar em parceria com a instituição. “Espero contar com a Câmara já nesta transição”, afirmou, lembrando ter passado pela Casa como deputado distrital na década de 90.

Ainda durante o encontro, Wasny explicou o processo de elaboração do edital para a contratação da TV Distrital e anunciou a abertura das propostas no próximo dia 10. “O governo também poderá produzir conteúdos para a grade de programação”, informou.

Também participaram da reunião o coordenador da equipe de transição, Hélio Doyle, e o presidente regional do PSB, Marcos Dantas. Mais cedo, eles estiveram reunidos com coligados e amanhã se encontram com o governador Agnelo. (Denise Caputo – Coordenadoria de Comunicação Social)

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Morar Bem habilita mais 1,8 mil famílias

30 de outubro, 2014

morar

Número de contemplados pelo programa passa de 129 mil

Mais 1,8 mil famílias foram habilitadas pelo Programa Minha Casa Minha Vida/Morar Bem, conforme publicado no suplemento do Diário Oficial do Distrito Federal dessa quarta-feira (29). Com isso, os novos contemplados estão de acordo com a política habitacional do DF e mais próximos de receber a sonhada moradia. Agora, já são mais de 129 mil habilitados.

Da nova lista, 1.286 famílias são da Relação de Inscrição Individual (RII), e 596 são da Relação de Inscrição por Entidade, ou seja, com indicação de cooperativas habitacionais, totalizando 1.882 beneficiados, segundo a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Sedhab).

Para a pessoa ser habilitada, é preciso obedecer aos critérios da Lei 3.877/2006. Entre os requisitos estão: morar no DF pelo menos nos últimos cinco anos, nunca ter tido imóvel no DF, ter renda mensal de até R$ 8.688 e ser maior de 18 anos. “Nem todas as pessoas inscritas no Programa, quase 376 mil famílias, estão de acordo com a política habitacional do DF e aptas a receber a moradia de interesse social”, destacou a secretária de Habitação, Jane Diehl.

O próximo passo do programa é encaminhar as famílias habilitadas, que comprovaram os dados fornecidos no momento da inscrição, ao banco – Caixa Econômica Federal ou Banco do Brasil – para a assinatura do contrato de financiamento da moradia. Vale lembrar que a verificação de restrições financeiras referentes ao CPF é realizada pelo banco.

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Governo quer saber votações que podem elevar gasto

30 de outubro, 2014

mercadante dilma

Mercadante pede a presidente da Câmara ponderação sobre contas públicas

Na semana em que a Câmara dos Deputados impôs uma derrota ao governo Dilma Rousseff sustando os efeitos do decreto presidencial dos conselhos populares, o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), se reuniu nesta quinta-feira, 30, com o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, para tratar da pauta legislativa até o fim do ano.

Preocupado com uma eventual “pauta bomba”, Mercadante quis saber quais projetos estarão em discussão e fez um apelo para que os parlamentares não aprovem projetos que ponham em risco as contas governamentais.

“A preocupação que ele revelou foi com as questões fiscais, o que preocupa muito em votações que venham portanto comprometer (os gastos do governo)”, contou Alves. O peemedebista se comprometeu em encaminhar uma lista com os projetos que a Câmara pretende votar, mas já adiantou que gostaria de aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Orçamento Impositivo. “Eu disse a ele que queria deixar essa Casa com essa matéria votada”, pontuou Alves.

Outra PEC que pode ser apreciada na próxima semana pelo plenário é a que trata do aumento de repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). “A situação dos municípios hoje é dramática, insustentável”, justificou.

Alves informou também que pretende conversar com os líderes partidários sobre o que colocará em votação até dezembro. Após quatro décadas no Parlamento, Alves disse que tem compromisso com as contas públicas. “Eu não cometeria nenhum ato de irresponsabilidade neste momento”, afirmou.

Pregando o diálogo com o governo, o presidente da Câmara deve se reunir com a presidente Dilma Rousseff na próxima semana. “Diálogo é a palavra mágica”, defendeu.

Sobre a reforma política, Alves manifestou o desejo de que a última proposta apresentada na Casa seja votada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) o mais rápido possível para que uma comissão especial possa aprofundar o tema com a participação de entidades da sociedade civil. “Reforma política é um consenso, tem que ter realmente a participação popular. Nada se pensa em fazer sem que se tenha a participação popular, que será a última palavra”, declarou.

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Governo quer prorrogar prazo para extinção dos lixões

30 de outubro, 2014

lixao

Os municípios poderão ter mais dois anos e contar com recursos federais para se adaptarem à Política Nacional de Resíduos Sólidos, a lei que, entre outras mudanças, prevê o fim dos lixões. A decisão foi anunciada na noite de quarta-feira (29) pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR) durante o debate da Medida Provisória (MP) 651/2014.

A medida trata de questões tributárias, mas veio da Câmara dos Deputados para o Senado com um artigo que joga de agosto deste ano para agosto de 2018 o prazo para os municípios cumprirem a legislação aprovada em julho de 2010, depois de tramitar no Congresso por 21 anos. Embora a MP tenha sido aprovada pelos senadores, o líder do governo, José Pimentel (PT-CE), avisou que a presidente Dilma Rousseff está decidida a vetar o artigo no momento de transformar o projeto em lei (sanção).

Segundo Jucá, o governo vai aproveitar a tramitação da Medida Provisória (MP) 656/2014, que trata de contribuições ao PIS/Pasep e da Cofins, para mudar as regras de adaptação dos municípios, inserindo ali um novo artigo para compensar o veto da presidente ao adiamento por quatro anos, tempo considerado muito longo para um país que precisa urgentemente resolver o problema dos lixões.

O adiamento em dois anos, associado à ajuda orçamentária, é uma solução para contemplar as reivindicações dos municípios que afirmam não terem condições de cumprir o que determina a Lei 12.305/2010, conforme uma pesquisa divulgada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). A maioria dos municípios não instalou ou tem dificuldades em instalar aterros sanitários para a destinação adequada dos resíduos sólidos.

Palestra - Para facilitar a compreensão e esclarecer as dúvidas sobre a legislação que trata da destinação do lixo, o biólogo e consultor legislativo do Senado na área de Meio Ambiente Joaquim Maia Neto fará,  a partir das 10h desta quinta-feira (30), palestra no Miniauditório do Interlegis. Promovido pelo Núcleo de Ações Socioambientais (NCAS), o evento está inserido na programação das comemorações da Semana do Servidor.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), só em 2013, das 76,3 milhões de toneladas de resíduos produzidos pela população, aproximadamente 32 milhões (42%) foram enviados para destinos inapropriados. (Agencia Senado)

Política

Projeto cria Sistema de Bloqueio de Telemarketing

30 de outubro, 2014

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 7822/14, do deputado Carlos Souza (PSD-AM), que cria o Sistema Nacional de Bloqueio de Telemarketing. A proposta proíbe telefonemas e envio de mensagens com conteúdo publicitário para todos os consumidores cadastrados no sistema.

Pela proposta, as empresas de telecomunicações e de telemarketing deverão disponibilizar atendimento telefônico gratuito e endereço na internet exclusivos para o cadastro de consumidores no sistema. Esses serviços deverão ser criados em até 120 dias após a publicação da lei e estar disponíveis 24 horas por dia, durante toda a semana.

Após o consumidor cadastrar seu número de telefone no Sistema Nacional de Bloqueio de Telemarketing, o administrador do sistema terá até 48 horas para efetivar o bloqueio de mensagens e ligações publicitárias. Dentro desse prazo, será enviado ao usuário, por telefone ou e-mail, o comprovante do bloqueio.

A proibição inclui o envio de ofertas de produtos ou serviços e informações sobre promoções. A empresa que descumprir a regra pagará multa de R$ 10 mil para cada contato de telemarketing efetuado de forma irregular.

O deputado Carlos Souza lembra que alguns estados já criaram sistema semelhante, mas afirma que é preciso ampliar a medida para todo o País. “O abuso no uso dessa ferramenta vem causando grande insatisfação aos cidadãos brasileiros, que comumente são incomodados de maneira reiterada por ligações de empresas de telemarketing, até mesmo nos finais de semana, em feriados e fora do horário comercial”, diz.

Tramitação -  A proposta tramita apensada ao PL 4508/12, do deputado Fábio Faria (PSD-RN), que trata do mesmo assunto. Os projetos serão analisados de forma conclusiva pelas comissões de Defesa do Consumidor; de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Política

Projeto proíbe contratar empresa de parente de deputado

30 de outubro, 2014
Chico Leite

Chico Leite

O deputado distrital Chico Leite (PT) quer aproveitar a onda de reformas e novas ações em prol da autonomia da Câmara Legislativa e da transparência das contas públicas para aprovar um projeto de sua autoria que proíbe os Poderes do Distrito Federal de contratar empresas que tenham deputados ou seus parentes como proprietários ou dirigentes.

O projeto alcança toda a administração pública do DF. Em junho de 2011, a proposta original foi rejeitada na Comissão de Constituição e Justiça contra o voto de Leite. Agora, o parlamentar reapresentou a proposição aperfeiçoada e aguarda votação na Comissão de Fiscalização. O distrital pedirá aos pares que votem a proposta o quanto antes. (Fonte: Coluna ONs & OFFs/Jornal Alô)

Política

Onde vão Marina e a Rede? Para baixo, provavelmente!

30 de outubro, 2014

Ex-blog Cesar maia

1. Marina saiu da eleição presidencial de 2010 fortalecida e em ascensão. Tornou-se um destaque nacional e internacional, sinalizando que, em 2014, seria uma alternativa de poder.  Em função da “plasticidade” do PV, Marina rompeu com o partido e se declarou independente.

2. Agrupou em torno dela um grupo com ideias afins, sendo que muito poucos com mandato, talvez uns 3 deputados federais. Em função da afirmação de princípios e redação de documentos, atrasou a criação de seu partido ao qual denominaram Rede – rede de sustentabilidade.

3. Por esse atraso, no limite do prazo para criação de partidos, as assinaturas de apoio apresentadas não foram suficientes. Havia a expectativa de uma adesão significativa de parlamentares. Desnorteados, reúnem-se nessa mesma noite/madrugada e após um telefonema de Marina ao governador Eduardo Campos, decide ingressar no PSB, apontando a hipótese de vir a ser vice de Campos, coisa que acabou ocorrendo.

4. Logo em seguida, o Congresso aprova uma lei terminando com o direito de que novos partidos criados tenham direito ao fundo partidário e ao tempo de TV proporcional aos deputados federais que atraíssem. A lei termina assim com a portabilidade dos deputados federais que, ao trocarem de partido nas condições permitidas pela lei, levariam consigo o tempo de TV e a parte do Fundo Partidário proporcionais a eles.

5. Campos e Marina realizam reuniões públicas e afirmam uma parceria. Marina lembra que é provisória até criar a sua Rede. As pesquisas indicam para Campos intenções de voto quase a metade do que indicavam para Marina.

6. Com a morte de Eduardo Campos, Marina assume a candidatura a presidente e imediatamente as pesquisas a projetam para uma posição de liderança, derrubando Aécio Neves para um terceiro lugar afastado. Marina passa a ser alvo de seus adversários e vacila. No final do primeiro turno já estava em empate técnico com Aécio e em processo de desgaste.

7. Já na entrada ao PSB não houve consenso na Rede. Alguns preferiam que entrasse para o PPS e imediatamente assumisse a candidatura presidencial.

8. Com sua imagem afetada, segue para o segundo turno e, com o reforço da família de Eduardo Campos, adere a Aécio Neves em três momentos: declaração à imprensa; depois o encontro dos dois com Marina sem coque e de rabo de cavalo (Freud explica); e, finalmente, na TV com um bom pronunciamento de apoio a Aécio.

9. Outra vez a Rede racha. Boa parte, talvez a maioria, preferia a neutralidade. O apoio de Marina a Aécio não altera a disputa no segundo turno. A eleição termina quase empatada e Marina como uma outsider nesse processo.

10. Hoje, o quadro é totalmente diferente do momento da tentativa de criação da Rede no TSE. Marina enfraquecida, seu grupo dividido e fragilizado, nenhuma expectativa de atrair parlamentares quando a Rede for legalizada.

11. O mais provável é que Marina não recupere mais o brilho de
antes e que seu partido, uma vez criado, se torne inviável ou mais um micropartido pela quase nenhuma adesão de parlamentares, o que mesmo ocorrendo marginalmente, não trará mais os recursos e o tempo de TV que trazia antes.

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Celina representa no TCDF contra Terracap e Novacap

30 de outubro, 2014

Celina

A deputada distrital Celina Leão (PDT) protocolou representação no Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), na tarde desta quarta-feira (29), contra a Agencia de Desenvolvimento do DF (Terracap) e a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), pedindo a suspensão do convênio nº 71/2014 que trata da licitação para reforma do Autódromo Internacional Nelson Piquet.

“Essa licitação está sendo encaminhada para ser um Mané Garrincha II, que com reforma exigida pela FIFA, começou com gastos de R$ 300 milhões e terminou com R$ 2 bilhões. Agora a exigência é da FIA – Federação Internacional de Automobilismo, para que o Autódromo de Brasília receba a Formula Indy em 2015”, alerta a deputada. “Por isso estou pedindo o cancelamento do convênio e da licitação”, completa.

O valor previsto no edital, que foi lançado dia 26/10/2014 pela Novacap, é de R$ 251 milhões, no entanto a Terracap já repassou R$ 312 milhões para a Novacap, ou seja, R$ 60 milhões a mais, o que segundo a deputada, já indica indícios de futuros aditivos. Os envelopes para escolha da empresa vencedora do certame serão abertos no próximo dia 12 de novembro.

Para Celina Leão esta licitação vai gerar um alto endividamento, provocado pelo atual governo, inviabilizando a próxima gestão de arcar com esses compromissos. “Precisamos elencar prioridades, uma despesa dessa não pode ser feita no final de um governo, isso precisa do aval do futuro governador e da população”, considera a parlamentar.

As exigências feitas pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e pela Federação internacional de Motociclismo (FIM) tem o objetivo de incluir Brasília no calendário internacional de eventos automobilísticos e motociclisticos.

Terracap em crise – Em junho de 2013, um relatório do Conselho Fiscal da Terracap apontou a  grande dificuldade financeira enfrentada pela  empresa, que naquele ano teve  um lucro de R$ 335 milhões e um passivo de R$ 1 bilhão. A recomendação do Conselho era de conter gastos e suspender doações. No entanto, a Agência continuou tomando medidas administrativas altamente prejudiciais à sua vida financeira, como contrato milionário de publicidade enorme quantidade de patrocínios e shows, reestruturação da empresa, além de doações descontroladas de lotes.

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Câmara aprova criação de 580 cargos no TJDF

30 de outubro, 2014

ADI contra revis㯠do PDOT aguarda julgamento

Matéria segue agora para análise do Senado. Impacto anual previsto é de R$ 49 milhões em 2015.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (29) a criação de 580 cargos no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). O projeto segue agora para o Senado decidir.

De acordo com o projeto de lei, serão 355 cargos efetivos, 25 em comissão e 200 funções comissionadas. O objetivo é preencher as necessidades do tribunal com novos fóruns e outras unidades administrativas. Inicialmente, o TJDFT havia encaminhado em 2012 ao Congresso uma proposta que previa a criação 2.666 cargos e funções, mas precisou modificá-la devido à falta de recursos.

As vagas serão usadas na instalação dos novos fóruns do Guará, do Recanto das Emas, do Itapoã e de Águas Claras, além da reestruturação de órgãos judiciais e de apoio jurisdicional.

O impacto orçamentário estimado por ano é de R$ 49 milhões para os exercícios de 2015 a 2017. (Fernanda Calgaro, do G1, em Brasília)

Justiça, Política ,

Joe Valle cobra melhorias para o transporte coletivo

30 de outubro, 2014
Joe Valle

Joe Valle

Distrital cobra que DFTrans crie mais linhas de ônibus no Distrito Federal

O deputado distrital Joe Valle (PDT) ocupou a tribuna da Câmara Legislativa na tarde desta quarta-feira (29) para cobrar melhorias para o sistema de transporte coletivo do DF, o mais rápido possível. “A situação é de calamidade. Os moradores do DF não podem continuar sofrendo, sem ônibus, como acontece há bastante tempo”, reclamou o parlamentar, ao enfatizar que o DFTrans precisa criar mais linhas de ônibus.

“Para isso estou encaminhando um requerimento formal”, anunciou. Valle também defendeu a necessidade de o novo governo do DF, que tomará posse em 1º de janeiro de 2015, enfrentar a situação como prioridade, executando uma política de transporte dentro de um planejamento eficaz. (Zildenor Ferreira Dourado – Coordenador de Comunicação Social)

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Justiça condena ex-diretores da CEB por improbidade

30 de outubro, 2014

CEB

Licitação para iluminação pública em 2001 teria sido direcionada. Quatro réus foram inocentados no mesmo julgamento; cabe recurso.

Do G1 DF – A 5ª Vara de Fazenda Pública do Distrito Federal condenou por improbidade administrativa o ex-superintendente da Companhia Energética de Brasília (CEB) José Gabriel Filho e o ex-diretor de operações da empresa Citéluz, César Augusto Ribeiro Teixeira. Cabe recurso.

Em contestação apresentada ao tribunal, os seis acusados argumentaram contra a ocorrência de qualquer ato de improbidade. Quatro réus do processo foram inocentados no julgamento. O G1 não conseguiu contato com a defesa dos acusados.

A ação civil pública foi aberta pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) em 2007, relativa a uma licitação de 2001. Segundo o processo, a Citéluz foi beneficiada na concorrência para executar um projeto de iluminação pública.

No entendimento do juiz substituto Mário Henrique Silveira de Almeida, autor da sentença, Filho e Teixeira fizeram um acordo para burlar a licitação. Com isso, a empresa citada recebeu pontuação alta nos critérios técnicos e teve acesso privilegiado a um software descrito como essencial ao projeto.

“Percebe-se que o ajuste estabelecido entre o quinto e o sexto réu logrou corromper o processo licitatório. Retirou o caráter concorrencial da licitação”, diz a sentença.

Os dois ex-gestores foram condenados ao pagamento de multa e à suspensão dos direitos políticos por três anos, além da proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios, incentivos fiscais ou de crédito pelo mesmo período.

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11º Prêmio Engenho de Comunicação acontece dia 19

30 de outubro, 2014

A entrega da premiação do 11º Prêmio Engenho de Comunicação – O Dia em que o Jornalista Vira Notícia, com a revelação dos vencedores em dez categorias do Jornalismo, irá acontecer no dia 19 de novembro, na Embaixada de Portugal, em Brasília. Finalistas e vencedores foram escolhidos por uma comissão julgadora comporta por notáveis, representantes da sociedade civil: ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro José Múcio Monteiro, do Tribunal de Contas da União (TCU), presidente da Fecomércio-DF, Adelmir Santana, presidente da Associação Nacional de Procuradores da República (ANPR), Alexandre Camanho, e o prof. dr. Alexandre Kieling, diretor da Universidade Católica de Brasília.

Empresa genuinamente brasiliense fundada em 2002, a HPlus é a administradora hoteleira oficial do 11º Prêmio Engenho de Comunicação – O Dia em que o Jornalista Vira Notícia. Sob a direção da empresária Ana Paula Faure, a HPlus conta com dez empreendimentos em operação, 1500 apartamentos em diária, 5 mil condominiais, dois novos hotéis recentemente inaugurados – o Athos Bulcão Hplus Executive e o Cullinan Hplus Premium, ambos no Setor Hoteleiro Norte – e mais dois novos hotéis a serem abertos até o final do ano: o Fusion Hplus Express + e o Vision Hplus Express +, até o final deste ano.

“Assim como o Prêmio Engenho, a HPlus é genuinamente brasiliense e valoriza, com sua competente atuação nacional, a Capital do país. É uma honra contarmos com essa parceira. Teremos hotéis de alto nível, padrão internacional e localização privilegiada para receber os convidados do Prêmio Engenho e o artista que fará o show de encerramento, na noite de premiação”, comenta a jornalista Kátia Cubel, presidente do Prêmio Engenho de Comunicação.

Parceiros do Prêmio Engenho

O 11º Prêmio Engenho de Comunicação – O Dia Em Que O Jornalista Vira Notícia conta com o patrocínio das seguintes organizações: Bancorbrás, BRB, Embraer, SweetCake, Via Engenharia e Petrobrás.

Apoios Institucionais: Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF),  Fecomércio-DF,  OAB – Conselho Federa, Embaixada de Portugal, Sistema Cofeci-Creci.

Apoios: IDP – Instituto Brasiliense de Direito Público, Casapark, Vintage Vinhos, Gráfica Ipiranga, Digitrack Mobile Solutions.

Cidade

Equipe de transição terá 6 coordenadores e 26 grupos

30 de outubro, 2014
Rodrigo Rollemberg

Rodrigo Rollemberg

Reunião de Rollemberg com governador Agnelo Queiroz será nesta sexta. Primeira missão do grupo é analisar suposto déficit de R$ 2,1 bilhões

Do G1 DF – O governador eleito do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), anunciou nesta quarta-feira (29) o formato da equipe de transição que será montada para ajudar na troca de gestão, daqui até janeiro de 2015. Serão seis coordenadores e 26 grupos temáticos para analisar áreas definidas como prioritárias para o novo governo.

Até a tarde de quarta, apenas o nome do jornalista Hélio Doyle havia sido divulgado. Ele será o coordenador da equipe, que funcionará no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. A primeira reunião com o governador Agnelo Queiroz está prevista para esta sexta (31).

Uma das primeiras tarefas da equipe será verificar o equilíbrio das contas de governo. Segundo Rollemberg, há um déficit de R$ 2,1 bilhões no caixa do GDF e um montante de R$ 20 bilhões em dívidas a receber. O governo nega a existência do déficit e não comenta o suposto crédito.

O Palácio do Buriti ainda não anunciou quem participará da transição pelo lado do governo, mas a expectativa é que sejam os secretários de Governo, Casa Civil, Casa Militar, Administração, Transparência e Comunicação. No domingo, durante a votação, Agnelo Queiroz afirmou que daria “todo o apoio” na passagem de bastão.

Rollemberg venceu o oponente, Jofran Frejat (PR), com 55,56% dos votos. Entre as propostas dele estão a adoção do turno integral em todas as escolas públicas, a redução do número de secretarias de governo, a implantação do bilhete único para transporte coletivo e a escolha de administradores regionais por meio de eleição. O governador eleito também defende uma gestão baseada na estipulação de metas e no acompanhamento de resultados.

O novo governador anunciou que criará uma “central de projetos” e que vai buscar o equilíbrio das contas públicas do DF. Além disso, afirmou que colocará fim aos contratos temporários.

“Vamos criar uma central de projetos para aumentar a capacidade do DF de captar recursos federais e internacionais. E vamos atrás das dívidas que o DF tem a receber, tomando as providências necessárias para que se possa retomar os investimentos”, afirmou em entrevista após reunião com a Executiva regional do PSB.

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Vigilante defende redução da jornada para 40 horas

30 de outubro, 2014
Deputado Chico Vigilante

Deputado Chico Vigilante

Redução da carga horária deve ser prioridade do governo Dilma, defende Vigilante

O deputado distrital Chico Vigilante (PT), em pronunciamento na tribuna da Câmara Legislativa, nesta quarta-feira (29), defendeu que no próximo mandato da presidente reeleita, Dilma Roussef, seja aprovada a proposta de redução da jornada de trabalho para 40 horas, em todo o País. “O atendimento dessa proposta é um anseio antigo dos trabalhadores e das suas entidades representativas, como os sindicatos e centrais sindicais”, enfatizou.

“Além de garantir mais tempo para os trabalhadores se dedicarem à família, a redução da jornada de trabalho também traria benefícios para todos, como a ampliação da oferta de empregos. “Para cada vaga de emprego atual poderíamos ter a criação de mais uma nova oportunidade de trabalho”, exortou. Vigilante disse que espera que o debate do tema possa ser intensificado, a partir de 1º de janeiro de 2015, “como prioridade”. Vigilante criticou ainda a atuação dos “tucanos” durante os governos do presidente Fernando Henrique Cardoso, afirmando que houve tentativa de supressão de direitos trabalhistas no Congresso. (Zildenor Ferreira Dourado – Coordenador de Comunicação Social)

Política

Dívidas com a Caesb negociadas até dezembro

29 de outubro, 2014
Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Mais de 14 mil pessoas já quitaram seus débitos com descontos nos juros por meio do Programa de Recuperação de Créditos (Recred)

Mais de 14 mil pessoas já negociaram suas dívidas com a Caesb por meio do Programa de Recuperação de Créditos (Recred) no valor total de R$ 33 milhões. Os outros 54 mil devedores, que possuem o montante de R$ 322 milhões de contas vencidas incluindo dívidas do setor público, têm até o dia 31 de dezembro deste ano para entrarem em contato com a empresa.

Para aderir ao programa, é necessário se dirigir às Gerências de Atendimento ao Público da Caesb (escritórios regionais) ou aos postos do Na Hora, até a data estabelecida, portando originais e cópias de identificação pessoal, de comprovação de propriedade ou posse do imóvel, e a procuração, no caso de representante legal.

Além da vantagem de obter descontos nos juros, ao negociar suas dívidas o cliente deixa de sofrer risco de ter o fornecimento de água cortado, fica livre de responder à ação na Justiça e de ter seu nome negativado no Serasa ou outros órgãos de proteção ao crédito. As pessoas interessadas podem buscar mais informações por meio do Escritório On-line (na homepage do site da Caesb) ou pela Central 115.

Os descontos concedidos pela empresa estão apresentados na tabela abaixo:

Forma de Pagamento Descontos nos Juros

À Vista                           99%

Até 12 meses                 90%

Até 18 meses                 80%

Até 24 meses                70%

Até 36 meses                60%

Cidade, Economia

PMDB dá aval para Cunha e articula isolar PT

29 de outubro, 2014
Eduardo Cunha

Eduardo Cunha

A bancada do PMDB na Câmara se reuniu nesta quarta-feira (29) e deu aval à pré-candidatura do líder do partido, Eduardo Cunha (RJ), para a disputa pela Presidência da Casa em 2015. A reunião ocorreu um dia depois dos deputados aplicarem a primeira derrota à presidente reeleita Dilma Rousseff. Deputados aprovaram projeto que susta efeito de decreto presidencial sobre conselhos populares. Para evitar uma espécie de antecipação da briga, os peemedebistas aprovaram oficialmente, por unanimidade, apenas a recondução de Cunha para a liderança do PMDB.

A bancada também lançou uma autorização para que ele articule a formação de um bloco para atuar na Câmara no próximo ano. Os gestos foram interpretados pelos peemedebistas como o fortalecimento da candidatura de Cunha. Com isso, ele vai começar a costurar uma aliança com outros partidos em torno do seu nome e, também, para a composição de um “blocão”, capaz de se impor numericamente em votações na Casa, além de ter peso para conquistar espaços na cúpula e nas comissões importantes.

As conversas devem envolver principalmente PR, PP, PSC, PTB e Solidariedade. A ideia do PMDB é de isolar o PT, maior bancada da Casa com 70 parlamentares na próxima formação -quatro a mais que os peemedebistas. Peemedebistas dizem que há incômodo com o PT não só pela relação com o Planalto, mas também pela atuação da bancada petista na Casa.

“Na votação desta terça [28], a Casa deu demonstração de que determinadas posições do PT têm sido rechaçadas pela Casa. Então, não há uma boa harmonia para que o PT consiga impor uma candidatura. Eu tenho dito que acho muito difícil uma candidatura do PT lograr êxito na Casa”, afirmou Cunha.

A bancada rechaça a proposta defendida pelo vice-presidente, Michel Temer (PMDB), de reeditar o acordo de rodízio entre PT e PMDB no comando da Câmara. O deputado Leonardo Picciani (RJ) disse que a formação de bloco é para garantir que o partido fique pelo menos como a segunda maior bancada da Casa.

Na reunião que durou quase três horas, os deputados ainda reclamaram da atuação do PT nas disputas estaduais em prejuízo do PMDB e cobraram mais interlocução do Planalto com a Casa. Os peemedebistas disseram que a derrota de Dilma, com a derrubada de seu decreto que trata dos conselhos populares, foi um recado para a petista sobre a autonomia do Congresso. “Não pode mais ter salto alto do Planalto”, disse o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA).

COMEMORAÇÃO Antes de se reunirem nesta quarta (29) por quase três horas, os peemedebistas realizaram um jantar com os atuais e novos parlamentares. No encontro, Cunha fez um discurso de boas-vindas aos novos congressistas e evitou polemizar sobre a relação com o governo. A comemoração pela derrota a Dilma ficou para as rodas de conversas após a intervenção do líder.

Segundo relatos, os deputados não continham a satisfação em terem mostrado ao governo que é preciso cultivar a relação com o Parlamento. Os peemedebistas ainda decidiram sair em defesa do presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), que foi responsabilizado por petistas pela derrota de Dilma, uma vez que estava magoado depois de perder a disputa pelo governo do Rio Grande do Norte e culpar o PT e o ex-presidente Lula por ter inferido no processo eleitoral. A bancada assumiu a votação, que contou com aval de vários partidos aliados, isolando PT, PC do B e PSOL na defesa do conselho. Para Cunha, colocar a votação na cota pessoal de Alves é “injustiça”. (Do site UOL)

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Aécio diz que campanha do PT usou ‘infâmia e mentira’

29 de outubro, 2014

aecio

Mensagem do candidato derrotado do PSDB foi publicada no Facebook. Tucano lembrou frase de Eduardo Campos: ‘Não vamos desistir do Brasil’.

Filipe Matoso, do G1, em Brasília – O candidato derrotado do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, afirmou em vídeo divulgado nesta quarta-feira (29) em sua página oficial no Facebook que a campanha do PT usou “infâmia e mentira” contra a candidatura dele ao longo da disputa pelo Palácio do Planalto.

No vídeo, com duração de aproximadamente dois minutos, o senador tucano diz que, desde o último domingo (26), tem recebido mensagens de internautas que manifestaram “enorme tristeza” com o resultado das urnas. Aécio perdeu a corrida presidencial por uma diferença de 3,4 milhões de votos para a candidata do PT, Dilma Rousseff.

Conforme os dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o tucano obteve 51,04 milhões de votos (48,36%), enquanto Dilma obteve 54,5 milhões (51,64%).

“Nós temos que nos lembrar que disputamos uma eleição desigual, com o outro lado usando como nunca a máquina pública, a infâmia e a mentira contra nós. Mas aconteceu, e isso a gente não pode se esquecer, uma outra coisa extraordinária, que foi o Brasil acordando, as pessoas indo para as ruas querendo ser protagonistas da construção do seu próprio destino”, declarou o senador.

Na gravação, Aécio relembrou ainda uma declaração do candidato do PSB à Presidência Eduardo Campos: “Não vamos desistir do Brasil”. A frase se tornou um dos lemas da campanha socialista após a morte do ex-governador de Pernambuco em um acidente aéreo em Santos (SP).

Tancredo - Aécio Neves também destacou que as ações do governo Dilma deverão ser fiscalizadas e os resultados, cobrados. Durante a gravação, ele ressaltou que estará “atento e vigilante” para que as promessas de campanha da presidente reeleita sejam cumpridas nos próximos quatro anos.

O senador do PSDB citou em meio à gravação seu avô Tancredo Neves, que se elegeu presidente da República por  meio de voto indireto, mas não chegou a tomar posse no cargo em razão de ter morrido antes de assumir o comando do país.

“Há 30 anos, Tancredo disse uma frase que ficou marcada na memória de milhões de brasileiros. Ele disse num momento único da vida nacional ‘não vamos nos dispersar’. E é isso que eu peço a cada um de vocês: não vamos desistir do Brasil e não vamos nos dispersar. A força que nós adquirimos é a força que vai levar o Brasil à verdadeira mudança”, concluiu.

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Ricardo Vale: “Não serei nem oposição nem governo”

29 de outubro, 2014

ricardo vale

O governador eleito Rodrigo Rollemberg sinalizou, depois da eleição, que quer abrir o diálogo com o PT.  Acha possível?

Acredito que sim. A nossa primeira preocupação é com as melhorias da nossa cidade. Não faremos oposição cega, a qualquer custo. A própria presidente Dilma, em seu pronunciamento após as eleições, defendeu a união. O PT precisa entender os recados das urnas no Distrito Federal.

Na condição de parlamentar, que tomará posse em primeiro de janeiro, como será a sua posição?

Não serei nem oposição nem governo. Vou apoiar as boas medidas importantes para o DF e exercer o papel de fiscal do Executivo que me caberá como deputado. Vamos criticar o que não for bom. Tenho uma expectativa grande de ajudar a renovar o partido e resgatar os princípios do PT.

Como votou no segundo turno no Distrito Federal?

Votei nulo. A quantidade de votos nulos mostrou que os petistas não optaram por nenhum dos dois candidatos. Passada a eleição, é hora de pensar em Brasília. O PT precisa fazer uma análise do que representou essa derrota eleitoral antes de decidir por uma oposição cega. É isso o que a população espera do nosso partido.

(Coluna Eixo Capital // Correio Braziliense)

Política

Dilma venceu com uma campanha… defensiva!

29 de outubro, 2014

Cesar maia

1. É pura ilusão de ótica imaginar e afirmar que Dilma fez uma campanha agressiva. Não é verdade.  Vamos usar uma linguagem de guerra. Um país em guerra com outro define seus bastiões fundamentais e, em torno deles, concentra suas forças físicas e equipamentos para defendê-las.

2. Uma campanha agressiva se dá quando um país tenta avançar sobre os espaços ocupados por seu adversário.  Isso em nenhum momento ocorreu nesta campanha eleitoral.

3. Desde bem antes da campanha que todas as pesquisas mostravam com todas as letras e números que Dilma dependia de dois espaços fundamentais.  Perder parte deles -por menor que fosse- seria a morte eleitoral, seria a derrota.

4. Pode-se buscar as pesquisas de um ano antes da eleição, de seis meses antes, de três meses antes e qualquer pesquisa durante a campanha e se tem o mesmo resultado.  Dilma tinha sempre dois bastiões: os mais pobres e o Nordeste. E em boa medida há um significativo cruzamento entre os dois.

5. Para manter esses dois fortes guarnecidos, valia tudo. Para isso -em primeiro lugar- concentrou sua presença no Nordeste e centrou sua comunicação num suposto anti-nordestinismo do Sul maravilha. A polarização aí é claramente defensiva. Não quer ganhar nada, mas manter o que tem.

6. Em segundo lugar, reintroduziu o velho e surrado discurso dos pobres contra os ricos.  E repetia à exaustão os riscos que os pobres correriam se ela perdesse: o bolsa-família, o emprego, minha casa-minha vida, pro-uni…, foram as baterias antiaéreas que usou. E sua tática defensiva funcionou.

7. Os excessos verbais e publicitários tinham só esses objetivos, evidentemente defensivos.  A defesa de seu forte nordestino funcionou bem. Manteve a proporção de votos de 2010 em 2014.

8. E o binário pobres x ricos funcionou, mas parcialmente. Afinal, se é verdade que houve uma ascensão social de milhões de pessoas, a receptividade daquele binário tinha que ser menor.  Mas funcionou parcialmente.

9. O exército de Aécio entrou pelo norte, pelo centro-oeste, pelo sul, por S.Paulo, pelo Rio. Só não entrou pelo bastião mais importante de Aécio: Minas. Aí caberia colocar suas baterias defensivas (agressivas): cuidado, porque querem acabar com Minas. Não fez e entrou no jogo de que fez um bom governo ou não.

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Nos votos, Paraná = Maranhão e São Paulo = Bahia+Pernambuco+Ceará!

(Monica Bergamo – Folha de SP, 28) 1. Na contabilidade regional, a frente de quase 7 milhões de votos obtida por Aécio Neves no Estado de São Paulo foi compensada pela vantagem de Dilma Rousseff nos três maiores Estados do Nordeste: Bahia (2,9 milhões), Pernambuco (1,9 milhão) e Ceará (2,4 milhões), que somaram 7,3 milhões a mais para a petista.

2. Já a vitória do tucano no Paraná, com uma dianteira de 1,3 milhão de votos, foi neutralizada por uma votação esmagadora da petista no Maranhão, onde proporcionalmente Dilma teve sua maior votação (78,76%), uma vantagem de 1,8 milhão.

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Política ,

Dilma admite plebiscito ou referendo para reforma política

29 de outubro, 2014

Rui Falcao Dilma

Proposta inicial previa plebiscito. ‘Pode ser uma coisa ou outra’, disse na TV. Ela afirmou que poderá chamar Aécio e Marina para discutir o assunto.

Do G1, em Brasília – A presidente reeleita Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira (28) que a forma de consulta popular para decidir sobre uma reforma política pode ser um plebiscito ou um referendo.

A proposta inicial da presidente, que ela defendeu desde a onda de manifestações de rua, em junho, era de um plebiscito.

“Acho que não interessa muito se é referendo ou plebiscito. Pode ser uma coisa ou outra”, afirmou nesta terça em entrevista gravada exibida à noite pelo telejornal SBT Brasil.

A convocação de um plebiscito ou de um referendo é prerrogativa do Congresso. A diferença entre as duas modalidades é a seguinte:

Plebiscito – Os eleitores são consultados sobre cada um dos pontos do tema que é objeto do plebiscito (no caso, a reforma política). Eles responderão sim ou não a uma série de perguntas e, com base no resultado da consulta, os parlamentares elaboram a lei.

Referendo – O Congresso discute, vota e aprova uma lei, e os eleitores são convocados depois para dizer se são a favor ou contra o conjunto da legislação que o Congresso elaborou, como em 2005, quando o eleitorado opinou sobre o Estatuto do Desarmamento, que proibia a venda de armas e munições.

Indagada se poderia chamar para discutir a reforma política o senador Aécio Neves (PSDB) e a ex-senadora Marina Silva (PSB), adversários derrotados na disputa eleitoral pela Presidência, respondeu que sim. “Sem a menor sombra de dúvidas, estou aberta ao diálogo. O Aécio, a Marina, sim, posso chamá-los, sim”, afirmou no SBT.

Um pouco antes, em entrevista ao vivo ao Jornal da Band, Dilma também admitiu o emprego de uma ou outra modalidade de consulta popular na decisão sobre a reforma política.

“O Congresso vai compartilhar esse papel com a população, com os setores organizados, seja através de uma iniciativa popular que leve a essa consulta, e tem de se discutir a forma como isso vai aparecer: se aprova um grupo de questões que faz referendo ou se se pega questões por questões e faz um plebiscito. A forma que vai ser, eu não sei, agora, acho muito difícil que não tenha consulta popular”, declarou.

Diálogo – Na Band, Dilma também foi questionada se, ao oferecer “diálogo” logo após ter sido reeleita, estaria disposta a abrir mão de pontos defendidos pelo governo e criticados pela oposição, como por exemplo o decreto presidencial assinado por ela que trata da possibilidade de conselhos populares opinarem sobre decisões do governo.

“Eu acho que não é uma negociação toma-lá-dá-cá. Não pode ser assim. Tem que ser negociação sobre as coisas importantes para o futuro do país [...]. O que temos que discutir é como encarar, daqui para a frente, as reformas fundamentais: a reforma política, essa de como encaminhar a reforma tributária”, disse.

Petrobras – A presidente defendeu na entrevista ao SBT todo tipo de investigação sobre o suposto esquema de corrupção na Petrobras – inclusive a eventual instalação de uma nova comissão parlamentar de inquérito (CPI) no Congresso –, mas criticou o que chamou de “vazamentos seletivos estranhos” motivados por interesses políticos.

“Fui vítima de um vazamento seletivo estranhíssimo porque a acusação não é feita, e a prova não é mostrada”, declarou, em referência à publicação pela revista “Veja” de reportagem que reproduz suposta declaração do doleiro Alberto Youssef, segundo a qual ela e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinham conhecimento do pagamento de propina proveniente de contratos da Petrobras para abastecer o caixa de campanha do PT.

Economia – Na entrevista à TV Bandeirantes, Dilma também disse não considerar que haja possibilidade de redução do grau de investimento do Brasil por agências internacionais de avaliação de risco.

Segundo Dilma, as previsões são para 2015, quando, segundo ela, o país terá conseguido recuperar o crescimento da economia. “Pelo menos que eu saiba, todos descartam isso em 2014 e colocam isso para depois de 2015. E acho que temos todas as condições de nos recuperarmos [ate lá]”, disse. “O que eu acho é o seguinte:  o Brasil está passando por uma situação que eu diria que é uma situação ainda difícil, mas temos condições de sair dela se todos nós nos dermos as mãos e tivermos como um claro objetivo essa retomada do crescimento econômico.”

Lula – Indagada no SBT se apoia uma eventual candidatura do antecessor Luiz Inácio Lula da Silva  a presidente em 2018, ela respondeu: “O que o Lula quiser fazer, eu apoiarei.”

Política

Dilma terá de adotar ‘medidas que atacou’, diz Marina

29 de outubro, 2014

marina

Ela divulgou vídeo com pronunciamento sobre resultado da eleição. Para ex-senadora, governo precisa dar sinais de mudanças na economia.

Do G1, em São Paulo – A ex-senadora Marina Silva, candidata derrotada à Presidência da República, divulgou, na noite desta terça-feira (28), um vídeo com um pronunciamento sobre a vitória de Dilma Rousseff, reeleita presidente da República, em segundo turno, no último domingo (28).

Ela afirmou que Dilma terá de adotar “medidas que atacou em sua campanha” e precisa “dar sinais de mudança na condução da economia para superar uma crise que ameaça se agravar com a estagnação e a volta da inflação”.

Durante a mensagem, Marina parabenizou Dilma pela reeleição. “Quero cumprimentar a presidente Dilma Rousseff pela sua reeleição e desejar que seu governo atenda as melhores expectativas da sociedade brasileira, que exige mudanças, como ela mesma reconheceu em seu discurso de vitória”.

Terceira colocada no primeiro turno, Marina Silva também falou de Aécio Neves, a quem apoiou publicamente no segundo turno. “Desejo que seu trabalho seja orientado pelos sonhos contidos na expressiva votação que recebeu.”

Leia abaixo a íntegra do pronunciamento em vídeo de Marina Silva:

Encerramos neste domingo um período eleitoral muito difícil e duro. Apesar de todos os nossos esforços, o discurso de desconstrução e intolerância cultivado nos longos anos de polarização política dominou a campanha. O Brasil está dividido e a principal obrigação das lideranças, tanto dos vencedores quanto dos derrotados nas urnas é reencontrar novos caminhos para a união e o entendimento em torno de uma agenda estratégica para os reais interesses do país, acima de nossas diferenças, com base em programas.

Quero cumprimentar a presidente Dilma Rousseff pela sua reeleição e desejar que seu governo atenda as melhores expectativas da sociedade brasileira, que exige mudanças, como ela mesma reconheceu em seu discurso de vitória. Mudanças que saiam do discurso para a prática, nos processos, nas escolhas, e, principalmente nas atitudes. Mudanças para melhorar a qualidade das relações políticas e da governança do estado, para a prevenção e combate institucional da corrupção. Para a escuta interessada dos diversos setores da sociedade, que clamam por mais qualidade nos serviços públicos, em saúde, segurança, mobilidade, educação e proteção ao meio ambiente. Para dar atenção justa e verdadeira aos direitos das populações tradicionais indígenas e quilombolas, para institucionalizar as conquistas sociais, afim de que sejam tratadas como direitos e não como favores deste ou daquele governo.

Cumprimento também o senador Aécio Neves pela sua determinação na campanha e desejo que seu trabalho seja orientado pelos sonhos contidos na expressiva votação que recebeu e, também, pelos compromissos socioambientais que ele incorporou e é justamente para essa agenda do presente e do futuro que desejo chamar a atenção.

O governo que se reelege não conta com prazos longos, desde já precisa dar sinais de mudança na condução da economia para superar uma crise que ameaça se agravar com a estagnação e a volta da inflação. Precisa também dar sinais na condução da política, que com reforma ou sem reforma, precisa abandonar a prática de distribuir pedaços do estado e privatizá-lo em nome de uma suposta governabilidade.

Agora que a eleição passou, certamente a presidente Dilma irá adotar em seu governo medidas que atacou em sua campanha. Não é menos urgente dar atenção às mudanças climáticas e ao aquecimento global. Os líderes políticos de todos os partidos, do governo e da oposição, devem reconhecer que meio ambiente não é uma parte incômoda das políticas públicas, é a base da sobrevivência de todos.

O desenvolvimento sustentável permanece sendo muito mais que nossa utopia, é critério para a prática, o sentido de nossa ação política. É por essa agenda que permanecemos atentos e ativos, por ela valeu a pena participar de uma campanha tão difícil e enfrentar toda a agressividade do marketing selvagem, um marketing baseado na mentira. Agora, pelo futuro sustentável que sonhamos construir, dirijo aos meus companheiros e a todos os brasileiros e brasileiras, a velha persistente saudação de sempre. A luta continua, não vamos desistir do Brasil.

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Câmara derruba decreto sobre conselhos populares

29 de outubro, 2014

camara

Proposta precisa de aprovação no Senado para decreto perder validade. Decreto presidencial prevê a consulta a fóruns por órgãos do governo.

Fernando Calgaro, do G1, em Brasília- A Câmara dos Deputados derrubou nesta terça-feira (28) o decreto presidencial  que estabelece a consulta a conselhos populares por órgãos do governo antes de decisões sobre a implementação de políticas públicas. A rejeição à proposta ocorre dois dias após a reeleição da presidente Dilma Rousseff e é a primeira derrota do Palácio do Planalto no Congresso após as eleições.

Por meio de votação simbólica, os parlamentares aprovaram um projeto de decreto legislativo apresentado pelo DEM que susta a aplicação do texto editado por Dilma. A discussão da matéria durou cerca de três horas, mas o texto ainda precisa de aprovação no Senado para que o decreto presidencial perca a validade.

O decreto sofreu críticas desde que foi editado pelo Palácio do Planalto, em maio deste ano. A proposta, que institui Política Nacional de Participação Social (PNPS), não cria novos conselhos, mas determinava que os órgãos do governo levem em conta mecanismos para a consolidação “da participação popular como método de governo”.

Segundo o decreto, os conselhos devem ser ouvidos “na formulação, na execução, no monitoramento e na avaliação de programas e políticas públicas e no aprimoramento da gestão pública”.

Oposicionistas acusavam o governo de tentar, com o decreto, aparelhar politicamente entidades da administração pública, além de diminuir o papel do Legislativo. Para pressionar a inclusão do tema na pauta, eles ameaçaram travar as votações na Casa até que a matéria fosse a plenário.

Para o líder do DEM, Mendonça Filho (PE), o decreto presidencial é uma “forma autoritária de passar por cima do Congresso”. “Ela [Dilma] propõe ampliar o diálogo com todos os setores, mas impõe, via decreto presidencial, uma consulta aos conselhos. São esses órgãos que vão dar a última palavra”, declarou o líder, fazendo referência ao discurso de Dilma após ser reeleita, em que ela se disse “disposta ao diálogo”.

Com a proposta em discussão no plenário, deputados do PT tentaram impedir que a votação fosse adiante, adotando vários mecanismos para obstruir a pauta, como a inclusão de requerimentos para serem votados e a uso da fala na tribuna para estender a sessão.

O líder do partido na Casa, Vicentinho (PT-SP), apresentou vários requerimentos, incluindo pedido de retirada de pauta, adiamento da votação e votação do decreto artigo por artigo. Um a um, porém, todos os requerimentos acabaram derrubados.

Na tentativa de atrasar a votação, parlamentares da base aliada se revezavam no microfone para defender o decreto da Dilma. Entre os defensores da proposta estavam o deputado Afonso Florence (PT-BA), que argumentou que a medida servia “para fiscalizar o Executivo”.

Sibá Machado (PT-AC), que foi um dos que pediram a palavra várias vezes, alegou que o decreto, “em nenhum momento, fere prerrogativas deste Congresso”.

A todo momento, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), intervinha e tentava apressar os discursos. “Não vou permitir esse tipo de manobra”, disse. Mais cedo, antes da sessão, ao comentar a inclusão na pauta de um tema incômodo ao Planalto, Alves negou se tratar de retaliação ao governo.

Nas eleições, Alves disputou o governo do Rio Grande do Norte, mas saiu derrotado. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a gravar propaganda eleitoral para o seu adversário.

“Tem três meses que está na pauta [esse projeto]”, justificou Alves em referência à aprovação, em julho, do pedido de urgência para votar o decreto.

Política

Desvio de R$ 30 milhões em contratos de órgão da PM

29 de outubro, 2014
Policiais em frente ao prédio da Caixa Beneficente da Polícia Militar do DF (Foto: Kenzo Machida/TV Globo)

Policiais em frente ao prédio da Caixa Beneficente da Polícia Militar do DF (Foto: Kenzo Machida/TV Globo)

Três coronéis foram levados para prestar depoimento no DPE. Eles são suspeitos de contratar empresas fantasmas e superfaturamento.

Mara PuljizDa TV Globo, em Brasília – A Polícia Civil do Distrito Federal realiza na manhã desta quarta-feira (29) uma operação para investigar um suposto desvio de até R$ 30 milhões da Caixa Beneficente (Cabe) da Polícia Militar, em um esquema de contratação de empresas fantasmas e superfaturamento de contratos comandado por coronéis da instituição. A Corregedoria da PM acompanha a ação.

Por determinação judicial, três militares com a mais alta patente, além de um tenente-coronel e empresários, estão sendo levados coercitivamente para o Departamento de Polícia Especializada (DPE), no Parque da Cidade, para prestar esclarecimentos sobre a conduta deles frente a administração da associação.

A chamada “Operação Tiradentes” faz menção ao patrono da Polícia Militar e é resultado de investigações da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Deco) e do Ministério Público. Ao todo, 160 policiais civis cumprem 24 mandados de busca e apreensão no DF e em Caldas Novas (GO).

Um dos alvos dos investigadores é a casa do coronel Gilberto Alves de Carvalho, ex-comandante da PMDF e presidente do Conselho Deliberativo da Cabe. Segundo o delegado-chefe da Deco, Fábio Souza, na casa de Gilberto serão recolhidos computadores e documentos para análise das possíveis fraudes praticadas na associação nos últimos anos.

O inquérito foi aberto em 17 de junho deste ano, após denúncia de ex-funcionários da associação no MP.  Entre irregularidades verificadas até então está aquisição e venda de produtos de forma irregular, entre elas, a compra de 199 botas e coturnos em agosto de 2012 pelo valor de R$ 50.60,87 de uma empresa localizada na 415 Sul. Pelas normas da Cabe, o produto só poderia ser vendido para associados, porém, 500 pares de coturno foram adquiridos por uma papelaria na Estrutural utilizando a matrícula de um policial militar associado.

Ainda pelas regras, há uma limitação de cerca de R$ 500 por policial. Apesar disso, poucos dias após a venda, o supervisor do mercado reembolsável da Cabe comprou da mesma loja outros 157 pares de coturno por R$ 49.349,70. A venda só não foi realizada, segundo apontam as investigações, em razão da nomeação de interventores determinada pela Justiça no início deste ano.

Em 6 de junho, um interventor registrou boletim de ocorrência na Deco para denunciar o suposto esquema de desvio de valores da associação. Ele constatou que uma empresa de informática que tinha contrato de prestação de serviços para a Cabe, na realidade, nunca executou os serviços. No mesmo dia, o contrato desapareceu da sala do interventor, mas, por precaução, ele havia digitalizado o documento. Nele constava a assinatura de uma pessoa que não fazia parte do quadro de funcionários. O dono da empresa de informática localizada em Caldas Novas também registrou boletim de ocorrência informando a fraude. O interventor ainda relatou na ocorrência ter sido intimidado por dirigentes da Cabe.

Pelos menos seis contratos estão sendo analisados. Chamou a atenção do MP e da polícia uma negociação feita em janeiro de 2011 para compra de 40 apartamentos de um empreendimento em Caldas Novas (GO) por R$ 6,5 milhões, sem prestar contas ao conselho fiscal da associação. Os negócios e o pagamento dos cerca de 300 colaboradores também teriam sido omitidos da planilha de custos da Cabe.

Ainda conforme a polícia, no curso das investigações foram encontradas 27 notas fiscais sequenciais de vendas para a Cabe no valor de R$ 307 mil para uma empresa de esportes, porém, o sistema da associação atestava que montante maior foi pago para essa mesma loja, no valor de R$ 356 mil.

Justiça

Luiz Estevão chega para cumprir pena na Papuda

29 de outubro, 2014

luizestevao

Ex-senador foi para unidade provisória; ele chegou ao DF no início da noite. Ele foi preso em 27 de setembro por falsificação de documento público.

Do G1 DF – O ex-senador Luiz Estevão, que cumpre pena de três anos e seis meses no regime semiaberto por falsificação de documento público, chegou ao Complexo da Papuda, no Distrito Federal, no início da noite desta terça-feira (28). Ele recebeu autorização da Justiça para cumprir pena no Centro de Detenção Provisória (CDP) em Brasília.

Estevão cumpria pena no presídio de Tremembé, no interior de São Paulo. O ex-senador embarcou para Brasília por volta das 12h. Segundo o Tribunal de Justiça do DF, todas as despesas do voo foram pagas pelo próprio detento.

O CDP é uma unidade da Papuda destinada a prisões provisórias, onde são separados dos demais presos condenados. Segundo um dos responsáveis pela fiscalização no presídio ouvido pelo G1, o ex-senador vai compartilhar a cela com outro apenado, em uma ala de presos da Polícia Federal. De acordo com o TJ, o centro recebe visitas às quintas, das 9h da manhã às 15h quintas.

O ex-senador estava preso desde o dia 27 de setembro. Ele é acusado de alterar livros contábeis para justificar dinheiro de obras superfaturadas para construir prédio do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo.

No último dia 3, a defesa entrou com recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão que determinou sua prisão. Os advogados questionam o entendimento do ministro Dias Toffoli de que o processo terminou e que o condenado estava usando medidas protelatórias.

A defesa argumenta que a investigação que levou à condenação de Estevão foi feita pelo Ministério Público e que o Supremo ainda não decidiu sobre a legalidade das investigações realizadas pelo MP. Esse recurso está na pauta de julgamento do STF desta quarta (29). A decisão sobre se o tema será ou não julgado cabe ao presidente do Supremo.

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Dirceu é autorizado a cumprir restante da pena em casa

28 de outubro, 2014

jose dirceu

Condenado por mensalão, ex-ministro ficou menos de um ano na cadeia. Como trabalhou no regime semiaberto, ele teve dias descontados da pena.

Nathalia Passarinho, do G1, em Brasília – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, relator das execuções penais do processo do mensalão do PT, autorizou nesta terça-feira (28) o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu a cumprir em casa o restante da pena de 7 anos e 11 meses de prisão. O Código de Processo Penal dá aos detentos com bom comportamento o direito de progredir de regime após cumprirem um sexto da pena.

Condenado pelo  STF pelo crime de corrupção ativa, Dirceu foi preso em 15 de novembro de 2013. O ex-ministro não completou ainda um ano na cadeia nem o correspondente a um sexto da pena, o que seria alcançado somente em março de 2015. No entanto, a Justiça descontou da condenação 142 dias relativos ao período em que ele trabalhou fora do presídio. Pela legislação penal, a cada três dias trabalhados, o detento pode abater um dia da pena de prisão.

Com a decisão de Barroso, a Vara de Execuções Penais do DF deverá chamar Dirceu para uma audiência, possivelmente na próxima terça (4), dia em que são efetivadas em Brasília as progressões de regime. Na reunião com o juiz de execução penal, serão estabelecidas as regras de cumprimento da prisão domiciliar. Só então o ex-ministro será liberado para ir para casa.

Até o momento, o petista acusado de ser o mentor do esquema de pagamento de propina a parlamentares em troca de apoio ao governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou 11 meses e 14 dias no regime semiaberto – ele sai de dia para trabalhar e dorme na prisão. Desde o dia 3 de julho, Dirceu tem trabalhado durante o dia no escritório do advogado Gerardo Grossi, em Brasília.

Antes de decidir sobre a prisão domiciliar, o ministro Barroso pediu parecer ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que opinou pela autorização.

O procurador destacou, no documento enviado ao Supremo, que Dirceu teve 142 dias descontados da pena em razão de trabalho e estudo na cadeia, e que esses fatos “inexoravelmente conduzem a constatação do requisito objetivo” do cumprimento de um sexto da pena.

Janot também apontou que o Centro de Progressão Penitenciária de Brasília confirmou que o ex-ministro preencheu o requisito do bom comportamento carcerário. “Com efeito, não há óbice à progressão de regime almejada, pois, constatado que o apenado cumpriu com os requisitos legais, faz jus ao benefício.”

Outros quatro condenados do chamado “núcleo político” do mensalão do PT já conseguiram progredir do regime semiaberto para a prisão domiciliar: o ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, o ex-tesoureiro do extinto PL Jacinto Lamas e o ex-deputado federal Bispo Rodrigues. Todos passaram menos de um ano na prisão.

 O ex-deputado federal Valdemar Costa Neto também já pediu para cumprir a pena em casa e aguarda decisão do Supremo.

Prisão domiciliar
 – No regime semiaberto, o preso dorme durante a noite na prisão e pode sair durante o dia para trabalhar. O horário de trabalho é fixado pelo juiz da Vara de Execuções Penais de acordo com a atividade para a qual o preso foi contratado.

Em regra, no regime domiciliar, o preso deve ficar em casa entre 21h e 5h, podendo sair durante o dia para trabalhar. No entanto, o horário pode ser flexibilizado em acordo com o juiz da Vara de Execuções Penais e conforme o tipo de trabalho que o condenado vai fazer.

O ex-tesoureiro do PT  Delúbio Soares, por exemplo, foi autorizado a chegar em casa às 22h, porque o serviço que ele desempenha na Central Única dos Trabalhadores (CUT) pode se estender até este horário. O preso em regime domiciliar deve permanecer na residência durante todo o fim de semana, em período integral, não pode andar em companhia de outras pessoas que estejam cumprindo pena, e precisa se apresentar a cada dois meses à Vara de Execuções Penais para comprovar que está cumprindo as regras do regime aberto.

O detento é proibido ainda de portar armas, usar ou portar entorpecentes e bebidas alcoólicas e de frequentar bares. Dirceu, assim como os demais condenados no julgamento do mensalão que estão em prisão domiciliar, não precisará usar tornozeleira eletrônica.

Esse mecanismo de rastreamento é normalmente utilizado em presos preventivos (temporários) que são liberados para responder a processo ou aguardar as investigações em prisão domiciliar, como é o caso do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso em março na Operação Lava Jato. Após fazer acordo de delação premiada e denunciar integrantes do esquema de corrupção na estatal, ele foi liberado para ficar em casa com tornozeleira eletrônica.

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Resultado das eleições repercute entre os distritais

28 de outubro, 2014

CLDF plenario

O tema mais abordado pelos deputados distritais na sessão ordinária da Câmara Legislativa do Distrito Federal desta terça-feira (28) foi o resultado das eleições para a presidência da República e ao governo do DF. Os parlamentares se revezaram na tribuna parabenizando Dilma Rousseff e Rodrigo Rollemberg pelas vitórias e enaltecendo a democracia brasileira.

O deputado Chico Vigilante (PT) declarou que estava satisfeito e “com a alma lavada” com a reeleição de Dilma. O distrital ressaltou a importância do PMDB na aliança que conseguiu a vitória. Vigilante também condenou e rebateu as críticas que estão circulando pelas redes sociais contra os nordestinos, devido à expressiva votação da candidata petista na região.

Para Vigilante, todas as grandes transformações do País contaram com a participação dos nordestinos, “inclusive o desenvolvimento de São Paulo”. “Além do mais, o Nordeste é terra de homens e mulheres decentes e trabalhadores. Sem falar, que Rio de Janeiro e Minas Gerais também votaram expressivamente em Dilma”, completou.

O deputado Alírio Neto (PEN) destacou a trajetória do PT nos últimos anos e o sucesso com as políticas sociais. Alírio lamentou as críticas ao Nordeste. “Este tipo de crítica não tem mais espaço e além do mais, o outro candidato não teve competência para ganhar nem em seu estado”, disse.

Já o deputado Olair Francisco (PTdoB) classificou a divisão entre nordestinos e o restante do País como inaceitável. O distrital ressaltou que a presidente reeleita já está discursando que governará para todos. Francisco reforçou o apelo pela união do Brasil.

Na opinião de Arlete Sampaio (PT), a presidente reeleita tem condições de fazer um segundo mandato ainda melhor. Para a deputada, a vitória de Dilma é o “coroamento de uma luta muito dura”.

O deputado Agaciel Maia (PTC) fez um chamamento pela união nacional e pediu respeito ao resultado das urnas. “Após quatro meses de campanha eleitoral, é hora de recomeço e união, principalmente da sociedade”, assinalou.

Chico Leite (PT) abordou o debate ideológico entre os projetos estatista e privatista. Para ele, com a vitória do projeto estatista, quem ganha é o Brasil. Ele também elogiou o compromisso assumido pela presidente reeleita de combater a corrupção.

Wasny de Roure (PT) afirmou que o Brasil vive o auge de sua democracia e destacou que o momento agora é de união de toda a sociedade brasileira e do debate de grandes temas, como a reforma política. Ele informou ainda que a Câmara Legislativa enviou saudações oficiais parabenizando o governador eleito do DF, Rodrigo Rollemberg, e a presidente Dilma Rousseff.

Governador – Muitos distritais também comentaram a vitória de Rodrigo Rollemberg em seus pronunciamentos. Arlete Sampaio desejou boa sorte e classificou de inteligente entrevista concedida ontem pelo governador eleito. “Apesar de discordar dos seus últimos posicionamentos políticos, esperamos que ele dê continuidade a vários projetos iniciados pelo atual governo”.

A deputada também declarou que o PT precisa analisar com “humildade” os resultados das eleições no DF para corrigir os seus erros. Na mesma linha de pensamento, Wasny de Roure afirmou que o PT precisa entender o recado das urnas.

A deputada Celina Leão (PDT) agradeceu a confiança dos eleitores em Rollemberg e disse que espera uma renovação. Para ela, o novo governador vai fazer um resgate e reescrever a história do DF.

Autódromo – Celina Leão também demonstrou preocupação com as contas do GDF e pediu a suspensão de um edital lançado recentemente para a construção de um novo autódromo, ao custo de R$ 312 milhões. Na opinião da deputada, a obra precisa do aval no futuro governador e da sociedade, já que o DF tem outras prioridades mais urgentes. Ela anunciou que vai protocolar representação no Tribunal de Contas do DF pedindo a suspensão do edital. (Por Luís Cláudio Alves, da Coordenadoria de Comunicação Social da CLDF)

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